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IMPORTÂNCIA DA IDENTIFICAÇÃO CORRETA DAS PLAN-
TAS MEDICINAIS 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4 
2. IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA .............................................................................. 5 
3. PLANTA MEDICINAL: ASPECTOS BOTÂNICOS ............................................. 9 
4. PARA QUE IDENTIFICAR .................................................................................. 11 
5. COMO IDENTIFICAR .......................................................................................... 12 
6. APLICAÇÕES DA IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA ........................................... 15 
7. IMPORTÂNCIA DA IDENTIFICAÇÃO CORRETA DAS PLANTAS E 
NOMENCLATURA BOTÂNICA ................................................................................. 19 
8. EXEMPLOS DE CONFUSÕES NO USO DE NOMES POPULARES ............... 24 
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................... 38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
Figura 1: Identificação de plantas medicinais. 
 
Fonte: https://criativosdaescola.com.br/plantas-medicinais/ 
 
Organização Mundial de Saúde constatou que “recentemente houve um 
aumento repentino do uso de ervas e outras plantas medicinais”. Estas consti-
tuem uma alternativa terapêutica de grande potencial quando comparadas a me-
dicamentos sintéticos. 
O uso de plantas medicinais tem sido favorecido pelo elevado custo dos 
medicamentos alopáticos e homeopáticos, com conseqüências mínimas quando 
bem utilizadas. 
Existem inúmeras espécies vegetais consagradas pelo uso popular, 
sendo que, no entanto, poucas tiveram comprovação médica ou científica. As 
plantas medicinais compreendem espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas 
que podem ser encontradas crescendo espontaneamente ou cultivadas, de 
acordo com a região. 
A coleta indiscriminada de plantas em seu estado silvestre pode levar à 
sua extinção, a menos que sejam instalados alguns cultivos. 
Diversas plantas, não só as medicinais, possuem diferentes nomes “vul-
gares” que variam de região para região ou, até mesmo, podemos encontrar um 
mesmo nome “vulgar” para designar diferentes espécies vegetais. Diante deste 
 
 
 
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fato, faz-se necessário um conhecimento seguro das plantas desejadas, evi-
tando a coleta ou o cultivo de espécies parecidas, porém, indesejáveis. 
Este conhecimento vegetal deve ser de ambas as partes, ou seja, tanto 
de quem fornece ou produz, como de quem compra, evitando assim a aquisição 
de plantas “erradas” (de diferentes composições químicas), muitas vezes, mais 
abundantes, fáceis de serem encontradas e mais baratas. 
 
 
2. IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA 
Figura 2: Identificação botânica. 
 
Fonte: https://idesam.org/identificacao-botanica/ 
 Cada planta apresenta uma forma diferente e características que as dis-
tinguem. A partir destas características o homem descreveu as plantas em ter-
mos botânicos, com o principal objetivo de fazer com que cada planta tenha um 
nome e que esse nome seja igual em todo mundo. Quando uma planta é descrita 
pela primeira vez, esta descrição deve ser feita em Latim, assim como o nome 
dado à nova espécie. Esse nome geralmente é composto de duas palavras: a 
primeira, começando com letra maiúscula, indica gênero, e a segunda, com letra 
minúscula, indica espécie. A letra logo após o nome da espécie indica o nome 
da pessoa que descobriu a planta. 
Ex.: Calendula offi cinalis L. 
O nome em Latim deve aparecer destacado do restante do texto (subli-
nhado, em negrito ou itálico). 
A taxonomia se ocupa em agrupar as espécies de acordo com seu grau 
de parentesco. 
 
 
 
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A sistemática procura estabelecer pontos de relacionamento entre os di-
versos grupos. Para isso são levados em conta todos os caracteres visuais, ana-
tômicos, químicos e as relações com o meio ambiente. 
Figura 1: Exemplo de nomenclatura das plantas medicinais. 
 
Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/3424596/4135675/ManualdeCultivoP-
PMF2011.pdf 
 
A identificação botânica é responsável por grande parte do conhecimento 
que temos sobre as espécies vegetais. A partir dos dados contidos nela, pode-
mos fazer a classificação das espécies e caracterizá-las em determinados gêne-
ros e famílias. 
 O reconhecimento botânico permite o estudo das espécies vegetais e a 
aplicação de forma correta da utilização de plantas, tornando-se de grande im-
portância para pesquisas taxonômicas, florísticas, genéticas, além de ser uma 
aliada, nos estudos da biodiversidade. 
O estudo botânico sempre foi e ainda é uma atividade importante para a 
humanidade, pois o conhecimento da flora auxilia os seres humanos, desde a 
agricultura, com o conhecimento sobre os vegetais que servem como fonte de 
alimento para o homem e animais e no conhecimento correto de plantas medici-
nais, até a atualidade, com a utilização de espécies usadas na recuperação de 
áreas degradadas, espécies para controle de poluição ou para se realizar inven-
tários florestais de forma correta, como, por exemplo, na indústria madeireira. 
 O uso das espécies vegetais tem sido cada vez mais amplo, o que está 
diretamente relacionado à identificação botânica, a qual permite atingir objetivos 
de grande relevância em diversos campos. 
 A identificação botânica é feita, muitas vezes, com o auxílio das exsica-
tas, que consistem em armazenar a planta prensada e seca, permitindo classifi-
 
 
 
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car as espécies e caracterizá-las em determinados gêneros e famílias. Esse ar-
mazenamento constitui um banco de dados, o herbário, sendo uma documenta-
ção de pesquisas botânicas. 
 Em regiões com elevada biodiversidade, a identificação de espécies se 
torna muito complexa e o único método de fazê-la é com auxílio da literatura e 
por comparação de materiais já identificados, no entanto, o número de profissi-
onais capacitados para tal é ínfimo. 
Além dos investimentos técnico e financeiro, é importante estimular o in-
teresse pela Taxonomia e Sistemática nos cursos de graduação, mostrando a 
importância dessas áreas como ciência fundamental, capaz de subsidiar as ci-
ências aplicadas (MARTINS-DA-SILVA et al., 2003) 
É de enorme importância, na identificação botânica, conhecer as plantas 
e seus nomes científicos, pois uma incorreta identificação por nomes vulgares 
ou vernaculares pode ocasionar alguns problemas, entretanto não existe uma 
padronização entre as nomenclaturas vernacular e científica. Umaespécie pode 
receber diversos nomes vernaculares, bem como várias espécies podem ser de-
signadas por um único nome vernacular. Os nomes vernaculares provocam mui-
tos equívocos e, às vezes, até mesmo erros irreparáveis na denominação das 
espécies, porém, a nomenclatura científica, expressa em linguagem universal, 
denomina a mesma planta com um único nome, em qualquer lugar do mundo, 
oferecendo maior segurança para os usuários (MARTINS-DA-SILVA et al., 
2003). 
Dessa forma, vale ressaltar que não se poderá obter o conhecimento per-
feito da flora, sem uma nomenclatura que evite a confusão das espécies 
(DUCKE, 1949 apud, MARTINS-DA-SILVA, 2003). 
 Geralmente, na identificação, fazem-se exsicatas, termo utilizado para 
designar o exemplar botânico fixado em cartolina, com cerca de 29cmx42cm, 
acompanhado de etiqueta colada na parte inferior direita da cartolina, contendo 
as informações anotadas sobre as plantas durante a coleta (MARTINSDA-SILVA 
et al., 2003). De forma geral, em estudos de anatomia aplicada à taxonomia, 
muitas vezes, é necessário utilizar exsicatas, nas quais o registro da espécie é 
garantido pela produção de exsicatas e pela sua posterior manutenção em her-
bários (MEIRA; MARTINS, 2003). 
 
 
 
8 
Identificação é a determinação de um táxon como idêntico ou semelhante 
a outro já conhecido. Pode ser feita com auxílio de literatura ou pela própria com-
paração de um táxon com outro de identidade conhecida. Táxon é o termo esta-
belecido pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica para designar uma 
unidade taxonômica de qualquer hierarquia (família, gênero, espécie, subespé-
cie) (BARROSO et al., 2002). 
 Na identificação botânica de espécies arbóreas, costuma-se utilizar mé-
todos, nos quais a classificação das plantas é feita a partir de características 
vegetativas (ALENCAR, 1998). 
Dentre esses métodos, costuma-se usar chaves de identificação como 
fonte de informação, que deve ser feita com extrema cautela, já que a separação 
de um item, muitas vezes, é feita com base na separação de dois gêneros espe-
cíficos e não da família como um todo (SOUZA; LORENZI, 2008). 
Qualquer que seja o uso que se deseja dar a uma espécie arbórea, a 
necessidade de conhecê-la da forma mais ampla possível é imprescindível. A 
reunião de informações ecológicas e a distribuição geográfica são fundamentais 
para o conhecimento do comportamento das espécies botânicas. Por outro lado, 
a identificação de árvores, mediante reconhecimento imediato, proporciona, com 
maior agilidade, resultados de florística e fitossociologia tão necessários ao co-
nhecimento e à conservação dessas espécies em seus habitats naturais. A di-
versidade florística do território brasileiro impõe grandes dificuldades na distin-
ção e denominação de seus componentes (SANTOS et al., 1998). 
Segundo Teixeira (2009), o que se deve considerar como dificuldade na 
identificação botânica são as divergências taxonômicas acerca de gêneros, a 
escassez de trabalhos anatômicos e a dificuldade de identificação das espécies 
em estado vegetativo, havendo, por esses motivos, a necessidade da verificação 
de caracteres anatômicos das plantas. 
A identificação taxonômica é restringida e limitada pela dificuldade de se 
encontrar material reprodutivo ou flores nas espécies arbóreas, além da falta de 
informações sobre a verdadeira identidade das árvores, quando jovens, e o difícil 
acesso em campo (CURY, 2002). 
 
 
 
 
 
 
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3. PLANTA MEDICINAL: ASPECTOS BOTÂNICOS 
Figura 3: Planta Medicinal. 
 
Fonte: https://blog.tabacariadamata.com.br/plantas-medicinais-indigenas/ 
 
Segundo a RDC 10 a definição de planta medicinal é: “espécie vegetal, 
cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos”. As plantas medicinais 
são importantes fontes de substâncias chamadas xenobióticas que visam uma 
melhoria das condições de saúde do indivíduo que busca tratamento. Estas 
substâncias tanto trazem benefícios como podem trazer algum desconforto, to-
xicidade ou interação com outros medicamentos, conforme trataremos em capí-
tulo específico. Uma grande variedade de plantas medicinais é utilizada pelos 
povos tradicionais em todo o mundo. Parte destas possui estudos científicos, 
inclusive as que são objeto deste trabalho. Calcula-se que existam cerca de 500 
mil espécies de plantas em todo o mundo, cerca de 30% deste total com poten-
cial terapêutico. 
A diversidade de espécies e famílias botânicas é um fator complicador na 
correta identificação das plantas medicinais. Devido ao regionalismo, uma 
mesma espécie pode apresentar uma variedade de nomes populares, por exem-
plo, a, erva medicinal que no Norte/Nordeste é chamada de chá-de-pedestre, no 
Sul/Sudeste é conhecida como erva-cidreira-de-rama. 
 Também pode ocorrer que um mesmo nome popular indique plantas me-
dicinais diferentes em regiões distintas, como no caso da espinheira-santa, nome 
popular que normalmente se refere ao gênero Maytenus ( ou a ), em algumas 
regiões são confundidas com outras espécies e famílias como a da família das 
leguminosas, devido à semelhança morfológicas de suas folhas. 
 
 
 
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Figura 4: Plantas diferentes com mesmo nome. 
 
 
Fonte: http://www.univas.edu.br/mpcas/egresso/publica-
cao/2016102022681842740937.pdf 
Estas características populares e regionais levam o terapeuta e o assis-
tente a um viés que compromete a perfeita identificação da espécie vegetal. A 
tradição popular permitia além da identificação correta da planta conhecer seus 
efeitos medicinais e tóxicos o que garantia o uso seguro daquela espécie. Porém 
a mobilidade das populações permitiu modificações em indicações e até mesmo 
ampliação do conhecimento sobre algumas espécies, no decorrer das últimas 
décadas, isto devido o aumento do contato de populações tradicionais com as 
demais. Entretanto, o conhecimento específico, e prático foi diminuído. As alte-
rações dos usos atuais em relação aos originais, principalmente a sua amplia-
ção, pode ser creditada à influência de pessoas que atualmente difundem o uso 
de plantas medicinais, e não têm formação calcada na tradicionalidade (VEN-
DRUSCOLO , 2005). Atualmente devemos dar preferência à nomenclatura cien-
tífica ao se tratar de plantas medicinais. 
A nomenclatura botânica é constituída de dois nomes latinizados, o pri-
meiro se refere ao gênero e o segundo à espécie. Além disto, é importante co-
nhecer o conceito de família botânica, onde se agrupa os gêneros e espécies 
mais aparentados entre si. As famílias botânicas são categorias de plantas, clas-
sificadas de acordo com uma origem filogenética comum, e onde observa carac-
terísticas marcantes e distintas de outras famílias. Recebem o nome do gênero 
 
 
 
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mais representativo acrescido da terminação “aceae”. É comum o uso da forma 
extra-oficial no português da terminação “áceas” para denominar uma família, 
apesar de que devemos evitá-lo. Utilizando estes três níveis de nomenclatura, 
família, gênero e espécie, ficará mais fácil buscar informações nos meios oficiais 
e de pesquisa. 
 Plantas são usinas químicas capazes de produzir uma infinidade de 
substâncias para a sua defesa e proteção. Estas substâncias são denominadas 
metabólitos secundários e não estão diretamente relacionados aos mecanismos 
vegetativos da planta, como crescimento e nutrição. Podem ter origem em diver-
sos mecanismos vegetais, e atuar como hormônios vegetais, substâncias antio-
xidantes e mesmo ligadas à defesa contra fungos, bactérias e vírus. Estes mes-
mos agressores atacam animais e plantas podendo ser utilizados como auxilia-
res no combate de agentes infecciosos. Outras vezes substâncias vegetais po-
dem atuar em mecanismos tão complexos como as contrações cardíacas e mus-
culares. Em outras auxiliam as defesas orgânicas, como no caso de alguns gli-
cosídeos. Moléculas vegetais que atuam em tecido animal são importantes e 
devem serpesquisadas com atenção. 
A sazonalidade é um importante fator que deve ser observado para a ob-
tenção de drogas vegetais, uma mesma planta poderá ter diferentes níveis e 
concentrações de seus metabólitos secundários durante as estações do ano. A 
idade e os diferentes órgãos da planta também são importantes na quantificação 
e na proporção destes metabólitos em sua constituição. Tecidos vegetais mais 
novos geralmente são maiores produtores de princípios ativos, devido à sua alta 
taxa metabólica (GOBBO-NETO e LOPES, 2007). 
 
4. PARA QUE IDENTIFICAR 
A identificação botânica se faz necessário para a obtenção de diferentes 
informações sobre espécies que possuem diferentes características e particula-
ridades individuais. A identificação científica correta das espécies é essencial 
para o desenvolvimento das ciências básica (desenvolvimento de teorias) e apli-
cada (aplicação de teorias às necessidades humanas). 
 
 
 
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É importante lembrar que os inventários florestais, baseados em nomes 
vernaculares (populares), provocam muita confusão; essas denominações va-
riam bastante de uma região para outra e, em muitos casos, dentro de uma 
mesma região, dependendo de quem as utiliza. Porém, a nomenclatura cientí-
fica, expressa em linguagem universal, denomina a mesma planta, com um único 
nome, em qualquer lugar do Planeta; oferecendo, dessa forma, maior segurança 
para os usuários. 
Por essa razão, a nomenclatura científica permite o diálogo entre cientis-
tas de diferentes países e regiões, promovendo acesso às informações neces-
sárias para o desenvolvimento de pesquisa, não só na botânica, mas em diver-
sas áreas do conhecimento (Da – Silva, 2002). 
 
5. COMO IDENTIFICAR 
 
 Identificação é a determinação de um táxon, como idêntico ou seme-
lhante a outro já existente, utilizando-se a comparação com material de herbário 
devidamente identificado, as chaves dicotômicas de identificação e a literatura 
específica. Durante o processo de identificação, podem ser encontrados táxons 
novos para a ciência, os quais devem ser descritos de acordo com as normas 
preconizadas pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica (CINB). A 
identificação por chaves dicotômicas é muito complexo e exige grande conheci-
mento sobre a morfologia vegetal, sugerimos então a comparação com material 
de herbário, onde pode-se ter o auxilio do Museu Botânico Municipal de Curitiba 
- MBM. 
No herbário, o processo de identificação mais comum é por meio de com-
paração; neste processo a amostra recém coletada é comparada com outra an-
teriormente coletada e identificada. Se todas as características assemelharem-
se pode se determinar o nome da amostra. 
É bom deixar bem claro que, classificação é a ordenação das plantas em 
níveis hierárquicos, de acordo com as características apresentadas, de modo 
que cada nível reúna as características do superior. Por exemplo, as espécies 
 
 
 
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de um determinado gênero devem apresentar as características ou traços parti-
culares desse gênero; os gêneros de uma determinada família devem apresentar 
as características ou traços particulares dessa família e assim por diante. 
Quando se denomina uma planta já descrita, está ocorrendo determina-
ção das características comuns a outra já catalogada, está se fazendo uma iden-
tificação, enquanto que, quando se procura localizar uma planta ainda não co-
nhecida, dentro de um sistema de classificação, está ocorrendo classificação (Da 
– Silva, 2002). 
Com a elaboração de um acervo de material botânico e da disponibiliza-
ção desse material é possível criar um valor pedagógico, tanto no herbário do 
Laboratório de Botânica, quanto futuramente na criação de uma área na internet 
no site do UniFOA permitindo acesso ao público, tanto para a comunidade aca-
dêmica, como para a população em geral que pretenda realizar pesquisas nesse 
âmbito ou apenas visualizar o acervo. 
O trabalho de identificação botânica é feito em três etapas: 
 - Primeira etapa: coleta de amostras de espécies, armazenamento e 
prensagem, e identificação; 
- Segunda etapa: quantificação das espécies e medição de diâmetro das 
árvores identificadas (DAP - Diâmetro à Altura do Peito = 1,30m) e mapeamento; 
- Terceira etapa: cortes histológicos das folhas das espécies. 
 
 Coleta e Identificação 
Essa etapa inicial do trabalho consistiu em coletar os ramos das espécies 
vegetais presentes no Campus UniFOA - Três Poços, além de flores e/ou frutos, 
utilizando uma tesoura de poda. Cada amostra recebeu um número de controle 
para facilitar a identificação. 
Para a determinação das famílias das plantas foi utilizada chave de iden-
tificação (GUIMARÃES, 1999), que possui desenhos ilustrativos da morfologia, 
destacando os caracteres que são analisados e interpretados. A análise dos ca-
racteres de ordem geral começa com a comparação deles com a composição do 
índice das chaves. Verificam-se as características das folhas, formato do limbo 
e disposição das folhas no caule, presença de órgãos reprodutivos e presença 
de frutos. 
 
 
 
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 A identificação deve ser feita logo após a coleta, com base nas caracte-
rísticas gerais da planta, de acordo com Vidal e Vidal (2003). Para as folhas, 
foram analisadas diversas características, tais como: consistência, superfície, 
forma, filotaxia, que é a disposição das folhas no caule. Na presença de flor, 
foram observados e anotados os dados de nomenclatura floral, bem como as 
características morfológicas do cálice e da corola. E para os frutos, foi feita a 
classificação quanto ao tipo, ou seja, secos ou carnosos. 
 
 Armazenamento e Prensagem 
 
 As amostras, após serem coletadas, foram dispostas entre uma camada 
de jornal e papelão, colocadas na prensa com tamanho de 60x40cm e levadas 
para a estufa até ficarem secas. 
Figura 5: Material utilizado no Laboratório de Botânica: Prensa 
 
Fonte: http://editora.unifoa.edu.br/downloads/Identificacao_botanica.pdf 
 
Figura 6: Material utilizado no Laboratório de Botânica: Estufa 
 
http://editora.unifoa.edu.br/downloads/Identificacao_botanica.pdf
 
 
 
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Fonte: http://editora.unifoa.edu.br/downloads/Identificacao_botanica.pdf 
 
6. APLICAÇÕES DA IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA 
 
A identificação é de suma importância por suas aplicações em diferentes 
áreas, como nos setores de plantas medicinais, recuperação de áreas degrada-
das e biomas, biomonitoramento, bioindicadores, indústria madeireira, entre ou-
tras. 
 Fitoterapia 
Desde os tempos mais remotos as plantas são utilizadas pelo homem 
como alimento e no tratamento de várias doenças. Os relatos dos estudos liga-
dos às plantas medicinais confundem-se com a própria história dos antepassa-
dos humanos. (NETO; CAETANO, 2005). 
Pode-se considerar, como planta medicinal, toda planta que possui, em 
sua composição, substâncias químicas, biologicamente sintetizadas (a partir de 
nutrientes, água e luz), administrada pelo homem sob qualquer forma e por al-
guma via, exercendo algum tipo de ação farmacológica (FETROW; ÁVILA, 
1999). As plantas podem ser classificadas de acordo com sua ordem de impor-
tância, iniciando-se pelas plantas empregadas diretamente na terapêutica, se-
guidas daquelas que constituem matéria-prima para manipulação e, por último, 
as empregadas na indústria para obtenção de princípios ativos ou como precur-
sores em semissíntese (FOGLIO et al., 2006). 
Nessa perspectiva, as plantas medicinais têm sido utilizadas tradicional-
mente para o tratamento de várias enfermidades. Sua aplicação é vasta e 
abrange desde o combate ao câncer, até os micro-organismos patogênicos, ca-
pazes de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros. Além de seu uso 
na medicina popular com finalidades terapêuticas, têm contribuído, ao longo dos 
anos, para a obtenção de vários fármacos, até hoje, amplamente utilizados na 
clínica, como a emetina, usada contra diarreia, e a vincristina,usada para com-
bater a leucemia. A cada momento, são relacionadas, na literatura, novas molé-
culas, algumas de relevante ação farmacológica, como a forscolina, usada no 
tratamento de infecções urinárias; o taxol, usado contra o câncer e; a artemisi-
nina, potente antimalárico (FOGLIO et al., 2006). 
http://editora.unifoa.edu.br/downloads/Identificacao_botanica.pdf
 
 
 
16 
A produção de determinados metabólitos secundários pode ser restrita de 
certas plantas, caracterizada por uma enorme diversidade química e de impor-
tância relevante nos mecanismos de defesa das plantas contra seus predadores. 
O interesse científico por essas substâncias tem aumentado devido à busca por 
novos medicamentos oriundos de plantas (FETROW; ÁVILA, 1999). 
Além do interesse por novos medicamentos, as plantas medicinais tam-
bém são de grande importância para a indústria cosmética, sendo utilizadas 
como matérias-primas de diversos produtos, além das indústrias alimentícias 
(MOURA et al., 2013). 
Alguns fatores têm contribuído para o aumento da utilização de plantas 
medicinais, entre eles, a crise econômica, o alto custo de medicamentos indus-
trializados, o difícil acesso da população à assistência médica e farmacêutica e, 
principalmente, a resistência de micro-organismo às drogas sintéticas (SIMÕES 
et al., 2002). 
 Muitas plantas são utilizadas, no Brasil, na forma de extrato bruto, infu-
sões ou emplastos (aplicações de plantas curativas quentes, misturadas a um 
espessante qualquer, para conservar o calor e facilitar a aplicação), para o tra-
tamento de infecções comuns, sem qualquer evidência científica de seus bene-
fícios ou malefícios para o homem. Assim, os estudos científicos são realizados 
para confirmarem a eficácia e segurança do uso terapêutico de determinadas 
plantas medicinais ou acusar sua toxicidade (BURT, 2004). 
 É importante registrar também que o conhecimento sobre as plantas tem 
acompanhado a evolução do homem através dos tempos (CUNHA, 2011). A pro-
cura da sobrevivência levou os seres humanos a buscar plantas que lhe pudes-
sem ser úteis, tanto para o sustento, com posterior cultivo, o que levou ao surgi-
mento da agricultura, como também para cura de doenças, e até as que pudes-
sem ser prejudiciais, como as plantas tóxicas. Essa busca pelo sustento fez com 
que o homem descobrisse espécies medicinais e tóxicas, criando assim uma 
classificação popular desse grupo de seres vivos (CUNHA, 2011; NETO; CAE-
TANO, 2005). 
Assim, há muitos séculos, o ser humano tem empregado plantas como 
fonte de medicamentos para os males que o assolam, sendo bastante difícil ser 
encontrada uma civilização da antiguidade que não tenha se utilizado do grande 
poder de cura de diversas plantas (DI STASI, 2007). 
 
 
 
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Um dos relatos mais antigos da utilização das plantas para a cultura de 
doenças é a obra do imperador chinês Cho-Chin-Kei, chamado de “Hipócrates 
chinês”, considerado um dos mais destacados na farmacognosia da China an-
tiga, que, em seus estudos, faz diversos relatos das aplicações de plantas, como 
o ginseng (Panax ginseng), na cura de muitos males (NETO; CAETANO, 2005). 
Além de utilizarem as plantas medicinais para a fabricação de substâncias 
medicamentosas, os egípcios também usavam, para a confecção de perfumes, 
gomas e embalsamamento dos faraós (FERREIRA et al., 1998). 
Cerca de 1.200 a.C., a Achillea millefolium (erva-do-soldado), planta na-
tiva do norte da Europa e Ásia, já era utilizada durante a guerra de Troia para 
conter hemorragias e curar feridas causadas durante os combates dos soldados 
(CUNHA, 2011). 
 Algumas substâncias encontradas em plantas medicinais são utilizadas 
pelo homem a mais de 3.000 anos, como é o caso dos alcaloides. Há relatos da 
utilização deles, como o ópio extraído de Papaver somniferum (papoula), por 
volta de 1.400 a 1.200 a.C., na região do Mediterrâneo. O ópio é depressor do 
sistema nervoso central, usado antigamente como analgésico (NETO; CAE-
TANO, 2005). 
A partir do século XX, com o grande desenvolvimento dos processos in-
dustriais de fabricação e sintetização de muitos medicamentos, o uso de plantas 
medicinais deixou de ser prioridade, sendo desprezado pelas grandes corpora-
ções farmacêuticas, devido à necessidade de maior controle sobre todas as eta-
pas de industrialização, o que nem sempre acontece com os fitoterápicos, cuja 
matéria-prima está sujeita a contaminações, mudanças inesperadas do clima e 
do solo, podendo comprometer toda produção (CRUZ; NOZAKI; BATISTA, 
2000). 
Porém, no final da década de 1970, a fitoterapia voltou a se tornar impor-
tante, já que muitos compostos sintetizados já atingem valores elevados no mer-
cado, além do que seu uso contínuo pode provocar uma maior resistência a mi-
cro-organismos patogênicos (DUARTE, 2006). 
A história do uso de plantas medicinais tem mostrado que elas fazem 
parte da evolução humana e foram os primeiros recursos terapêuticos utilizados 
pelos povos. Além da comprovação da ação terapêutica de várias plantas utili-
zadas popularmente, a fitoterapia representa parte importante da cultura de um 
 
 
 
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povo, por se tratar de um saber utilizado e difundido pelas populações, ao longo 
de várias gerações, assim resultando em um fator de grande importância para a 
manutenção das condições de saúde das pessoas (TOMAZZONI; NEGRELLE; 
CENA, 2006). 
O uso e o conhecimento de plantas medicinais simbolizam, em muitos 
casos, o único recurso terapêutico de muitas comunidades, tribos e grupos étni-
cos, sendo essa forma de tratamento tão antiga quanto a espécie humana, pois 
existem relatos do uso de plantas medicinais na Mesopotâmia, no período de 
2600 a. C. (OLIVEIRA et al., 2006). 
As plantas medicinais são de grande importância para a manutenção da 
saúde das pessoas, pois além dos efeitos terapêuticos comprovados, os fitote-
rápicos representam parte da cultura de um povo (TOMAZZONI et al., 2006). 
Fitoterápicos são medicamentos cujos componentes ativos são exclusi-
vamente derivados de plantas ou derivados vegetais (extratos, sucos, óleos, 
etc.). O uso de fitoterápicos com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para 
diagnóstico foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde, em 1978, re-
comendando-se mundialmente a difusão dos conhecimentos necessários para o 
uso da fitoterapia (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001). 
O desenvolvimento de fitoterápicos inicia-se por pesquisas científicas, 
que precisam de levantamento bibliográfico e ensaios práticos que buscam por 
resultados sobre os aspectos fitoquímicos e avaliação das atividades biológicas 
do vegetal em questão (MIGUEL; MIGUEL, 1999). 
Estimula-se o uso de medicamentos fitoterápicos para a prevenção, cura 
ou minimização dos sintomas de enfermidades, com custo mais acessível à po-
pulação e serviços de saúde, quando comparada aos medicamentos sintéticos, 
que, por sua vez, são mais caros, devido a patentes e tecnologias usadas no 
processo de fabricação (TOLEDO et al., 2003). 
Contudo, a fitoterapia ainda passa por dificuldades relacionadas à identi-
ficação botânica, visto os inúmeros nomes vulgares encontrados, muitas vezes, 
para apenas uma única espécie, ou várias espécies com o mesmo nome vulgar, 
causando confusão e dificultando sua aplicação. Daí a imensa importância da 
identificação botânica feita de forma correta. 
 
 
 
 
 
19 
 
7. IMPORTÂNCIA DA IDENTIFICAÇÃO CORRETA DAS 
PLANTAS E NOMENCLATURA BOTÂNICA 
Algumas questões devem estar bem estabelecidas no trabalho com plan-
tas medicinais, começando pelo diagnóstico exato da doença, seguido pela iden-
tificação correta da planta a ser utilizada, bem como o conhecimento do seu pre-
paro e uso adequados, incluindo-se a verificação do processamento recebido 
pela planta, prazos de validade, etc., garantindo-se assim a presença do dese-
jado princípio ativo. 
Embora as comunidades identifiquem suas plantas pormeio de nomes 
reconhecidos na vizinhança (nomes populares), e que devem ser respeitados, 
estes variam muito de acordo com a região e podem gerar erros quando ocorrem 
trocas de informações. É freqüente acontecer que plantas diferentes recebam 
um mesmo nome ou nomes semelhantes, e também a ocorrência de nomes di-
ferentes para uma mesma planta. 
As confusões com relação à identificação de plantas podem trazer proble-
mas como: não obtenção dos efeitos desejados, intoxicação por uso de planta 
errada ou por uso incorreto, erro nos tratos culturais (ou seja, cultivo das plantas 
de forma inadequada), comércio ou trocas de plantas erradas, podendo levar à 
perda de credibilidade no uso dessas plantas. 
Dar nome às “coisas” e classificá-las resulta de uma necessidade cultural 
que temos de tentar “organizar” a nossa compreensão do mundo. Assim, ele nos 
fica mais familiar à medida que reconhecemos “coisas” semelhantes àquilo que 
já conhecíamos. 
A Sistemática é a ciência que estuda a diversidade biológica e a sua his-
tória evolutiva. A Taxonomia é o ramo da Sistemática responsável pela identifi-
cação, atribuição de nomes e classificação das espécies. 
Para a identificação das espécies, os pesquisadores utilizam o nome ci-
entífico, que não representa apenas uma “carteira de identificação” universal 
para um organismo, mas também fornece pistas acerca das relações de um or-
ganismo com outro 
O nome científico é universal, pois é o mesmo em qualquer língua ou país, 
e é específico, ou seja, para cada espécie existe apenas um nome e vice-versa. 
 
 
 
20 
Isso permite uma rápida localização das informações em livros ou revistas e si-
tes, no mundo todo. 
A publicação de Species Plantarum pelo naturalista sueco Lineu, em 
1758, foi um marco no sistema moderno de classificação biológica, estabele-
cendo o sistema binomial (dois nomes) para a designação de espécies, em vez 
da frase descritiva em latim, usada anteriormente. 
 O nome científico, tanto de plantas como de animais, é composto por dois 
nomes (binômio), seguidos do nome do autor (geralmente, escrito de forma abre-
viada). Por exemplo, Melissa officinalis L. é a erva popularmente conhecida por 
melissa ou erva-cidreira-verdadeira. O primeiro nome (Melissa) é o gênero, tam-
bém chamado de nome genérico, e deve ser iniciado com letra maiúscula. O 
segundo nome (officinalis) é o epíteto específico, iniciado com letra minúscula. 
O nome do autor indica quem foi o responsável pela denominação e a classifi-
cação da espécie, no caso, L., abreviação de Lineu. 
A citação do autor em seguida ao binômio não é obrigatória, mas, se for 
utilizada, deve acompanhar o Código de Nomenclatura Botânica. 
O nome da espécie (Gênero + epíteto específico) é grafado em latim, e 
deve ficar em destaque no texto, escrito em itálico, negrito ou sublinhado. Usa-
se o latim porque, na época em que as regras foram estabelecidas, ele era a 
língua dos estudiosos e do intercâmbio científico, como hoje é o inglês. 
 Um autor, ao criar a combinação do nome científico, pode destacar al-
guma característica da planta, prestar homenagens pessoais ou fazer referência 
à localidade de origem ou ocorrência da espécie. Por exemplo, em Sambucus 
australis, o sabugueiro nativo da região sul do Brasil, Sambucus significa “cor 
vermelha”, referente ao suco vermelho-escuro dos frutos, e australis significa 
“austral, meridional, do sul”; no caso do gênero Bauhinia, das patas-de-vaca, 
prestou-se homenagem aos irmãos Jean e Gaspar Bauhin, botânicos dos sécu-
los XVI-XVII. 
Cada espécie vegetal tem um espécime-tipo, geralmente uma amostra 
seca da planta, mantida em um herbário ou museu. O espécime-tipo é designado 
pelo autor que descreve aquela espécie e serve como um referencial para com-
paração com outros espécimens, para determinar se estes pertencem ou não à 
mesma espécie. 
 
 
 
21 
 Os primeiros sistemas de classificação botânica utilizaram algumas pou-
cas características das plantas, geralmente morfológicas, como o hábito ou as 
características de flor, para agrupá-las, resultando em agrupamentos muitas ve-
zes artificiais. Hoje, é possível a análise combinada de uma grande quantidade 
de caracteres (morfológicos, anatômicos e químicos, inclusive os genéticos) e 
os sistemas de classificação buscam agrupar as espécies de acordo com sua 
história evolutiva (filogenia). Assim, os sistemas tentam revelar o grau de “pa-
rentesco” existente entre as espécies e, portanto, atualmente, podemos consi-
derar que a classificação tem até um caráter preditivo, permitindo prognósticos 
de características. 
Num sistema de classificação, cada “nível hierárquico” da organização é 
uma categoria taxonômica ou táxon. Espécie é uma categoria taxonômica e es-
pécies assemelhadas ficam agrupadas num gênero; os gêneros parecidos com-
põem uma família botânica e várias famílias aparentadas constituem a ordem, e 
assim por diante. 
O nome do gênero muitas vezes corresponde ao nome popular, como é 
o caso da melissa (Melissa), da menta (Mentha) e dos eucaliptos (Eucalyptus). 
O nome genérico pode ser escrito sozinho quando se refere ao grupo in-
teiro de espécies que formam aquele gênero. Eucalyptus é um bom exemplo, 
pois reúne centenas de espécies que, quaisquer que sejam, têm tantas caracte-
rísticas em comum que levam qualquer pessoa a reconhecê-las e a chamálas 
de eucalipto. Quando se quer fazer referência a uma espécie ou a algumas es-
pécies que pertencem a um gênero, sem discriminá-las ou nominá-las, aprovei-
tando-se, ainda, o exemplo do Eucalyptus, usa-se escrever, respectivamente: 
Eucalyptus sp. e Eucalyptus spp. 
 O epíteto específico, no entanto, não tem sentido quando escrito sozinho, 
por poder ser associado a diferentes nomes genéricos. Por exemplo, o epíteto 
específico officinalis, que em latim significa “oficial, que se encontra nas farmá-
cias por ser medicinal”, pode ser do alecrim (Rosmarinus officinalis), da alfazema 
(Lavandula officinalis), da calêndula (Calendula officinalis), da melissa (Melissa 
officinalis) ou da sálvia (Salvia officinalis). 
Para evitar confusões, o epíteto específico deve sempre vir precedido do 
seu nome genérico. Em textos onde o binômio for mencionado, permite-se abre-
viá-lo a partir da segunda menção, utilizando-se a letra inicial do gênero seguida 
 
 
 
22 
do epíteto específico, desde que não se deixe margem a dúvidas sobre a espécie 
em questão. Por exemplo: “em um texto sobre Coffea arabica (café), você pode 
abreviar como C. arabica, a partir da segunda vez que for citar a espécie”. 
Devido à semelhança apresentada em várias de suas características, os 
gêneros Rosmarinus, Lavandula, Melissa, Mentha e Salvia foram classificados 
como pertencentes à família botânica Lamiaceae. 
O eucalipto, a rosa e o café pertencem, respectivamente, às famílias Myr-
taceae, Rosaceae e Rubiaceae. Regras internacionais de nomenclatura definem 
as terminações dos nomes de cada categoria taxonômica supragenérica (acima 
do gênero), tornando possível reconhecer cada categoria pela sua escrita. As-
sim, a terminação –aceae refere-se à categoria família botânica, a terminação –
ales refere-se à ordem e assim por diante. 
Devido à consagração de uso, para algumas poucas famílias botânicas 
abre-se uma exceção e admite-se o uso de “nomes alternativos”, igualmente 
aceitos: 
Apiaceae = Umbelliferae 
 Arecaceae = Palmae 
Asteraceae = Compositae 
Brassicaceae = Cruciferae 
Clusiaceae = Guttiferae 
Fabaceae = Leguminosae 
Lamiaceae = Labiatae 
 Poaceae = Gramineae 
Quanto à especificidade do nome científico, cabe esclarecer que há situ-
ações em que se depara com múltiplos nomes científicos para uma determinada 
planta, gerados pelas situações a seguir descritas. Para esses casos, princípios 
e regras internacionais de nomenclatura ditam os critérios para se determinar o 
único nome científico válido: 
 • Nos casosem que se verifica que foram dados nomes científicos dife-
rentes para uma mesma espécie, por autores diferentes que estudaram a planta, 
fica valendo o nome publicado mais antigo que classifique a planta corretamente, 
ficando os demais nomes como sinônimos (apresentados como “sin.:” neste tra-
balho). Exemplo: Plectranthus barbatus Andrews tem como sinônimos os nomes 
Coleus barbatus (Andrews) Benth. e Coleus forskohlii (Willd.) Briq; 
 
 
 
23 
 • Em decorrência do acúmulo de informações e aumento do conheci-
mento, há casos em que as plantas são reclassificadas, com a conseqüente mu-
dança de nome. Quando uma espécie muda de gênero, o nome do autor do 
primeiro nome científico deve ser citado entre parênteses, seguido pelo nome do 
autor que fez a nova combinação. Exemplo: Vernonia condensata Baker atual-
mente é classificada como Vernonanthura condensata (Baker) H. Rob. 
Híbridos são plantas resultantes do cruzamento de espécies diferentes, 
do mesmo gênero ou até de gêneros distintos, e podem ter origem natural ou 
induzida pelo homem. Os híbridos são indicados por um “x” em seu nome. Exem-
plo: Mentha x villosa. 
Espécie é a categoria taxonômica básica, mas, para algumas espécies, 
podemos reconhecer categorias ainda menores, chamadas de infra-específicas, 
como, por exemplo, a subespécie (subsp.) e a variedade (var.). 
Os táxons infra-específicos têm nomes compostos por três palavras: 
acrescenta-se ao nome da espécie a abreviatura da categoria, seguida do epí-
teto infra-específico e da abreviação do nome do autor. Exemplo: a couve-man-
teiga e o repolho pertencem à família Brassicaceae (Cruciferae), gênero Bras-
sica, sendo que ambas as hortaliças são da espécie Brassica oleracea L., porém 
são variedades diferentes. A couvemanteiga é Brassica oleracea L. var. 
acephala DC. e o repolho é Brassica oleracea L. var. capitata L. 
O cultivar (contração da expressão “cultivated variety”) é uma categoria 
taxonômica equivalente à variedade, ou até menor, mas dependente da inter-
venção humana para a sua perpetuação. O nome pode ser escrito na língua 
vernácula e é grafado entre aspas e não em itálico, para ressaltá-lo num texto, 
apresentando ou não a abreviação “cv.” antes de sua indicação. Exemplo: a 
couve-flor brasileira criada para as condições de verão quente do centro-sul é a 
Brassica oleracea var. botrytis cv. “Piracicaba precoce” ou apenas, Brassica ole-
racea var. botrytis “Piracicaba precoce”. 
 
 
 
 
 
 
 
24 
8. EXEMPLOS DE CONFUSÕES NO USO DE NOMES PO-
PULARES 
 
Os nomes populares, comuns, vulgares ou vernaculares são aqueles de 
uso local ou regional e são importantes em trabalhos etnobotânicos por fornece-
rem informações sobre a utilização popular de uma espécie por uma determi-
nada comunidade. No entanto, trabalhos científicos de outras naturezas não de-
vem ser embasados nestes nomes. Cada região pode ter suas confusões de 
nomes populares. 
Associamos os nomes científicos de cada espécie e suas características 
aos diversos nomes pelos quais pode ser conhecida popularmente. 
 
 Exemplo 1: PATA-DE-VACA 
 
Diversas espécies do gênero Bauhinia, da família Fabaceae (Legumino-
sae), geralmente recebem o nome popular de pata-de-vaca ou unha-de-vaca, 
devido ao formato de suas folhas. 
Freqüentemente, observamos a seguinte troca de informação: “O chá das 
folhas da pata-de-vaca ajuda a controlar a diabete. Mas cuidado, tem que usar 
as folhas da árvore que dá a flor branca!”. 
Aparentemente, a informação tenta direcionar para a escolha correta de 
uma planta, que seria a Bauhinia forficata Link, árvore nativa das bordas da Mata 
Atlântica que produz flores brancas e pode ser reconhecida pela presença de 
espinhos na base das folhas. Na cidade de São Paulo, no entanto, a espécie 
mais freqüente, por ser utilizada na arborização de logradouros, é a Bauhinia 
variegata L., árvore originária da Índia, que tem uma variedade que produz flores 
lilases e outra que dá flores brancas, o alvo da confusão dos paulistanos. 
Apesar das ações hipoglicemiante e antidiabética não terem sido compro-
vadas pelos testes realizados pelo Programa de Pesquisas de Plantas Medici-
nais da Central de Medicamentos (PPPM-Ceme), Bauhinia forficata é uma planta 
de uso tradicional. 
 
Figura 7: Bauhinia forficata 
 
 
 
25 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nomes populares: pata-de-vaca; unha-de-vaca; bauínia; capa-bode; 
casco-de-burro; ceroula-de-homem; pata-de-boi; pata-de-veado; pé-de-boi; 
unhade-anta; unha-de-boi; unha-de-boi-de-espinho, miroró, etc. 
Figura 8: Bauhinia variegata L. 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nomes populares: pata-de-vaca; unha-de-vaca; bauínia; árvore-da-orquí-
dia; casco-de-vaca, etc. 
 
 Exemplo 2: BOLDO 
 
Boldos são plantas cujas folhas são popularmente utilizadas para proble-
mas hepáticos ou de indigestão. É importante reconhecê-las e conhecer suas 
propriedades quando se fizer uso delas por períodos prolongados, pois, por 
exemplo, o boldo-do-chile (Peumus boldus) possui componentes ativos com efei-
tos colaterais. 
 
 
Figura 9: Peumus boldus Molina 
 
 
 
26 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nome científico: Peumus boldus Molina 
Nomes populares: boldo-do-chile, boldo; boldoverdadeiro. 
Características principais: Árvore da família Monimiaceae, originária do 
Chile, que atinge de 12 a 15 metros de altura. Suas folhas são duras, oval-elíp-
ticas, de coloração cinzento-esverdeada e salpicadas de pequenas proeminên-
cias. 
Esta planta não é cultivada no Brasil, sendo que as folhas para chá são 
importadas. 
Figura 10: Vernonanthura condensata 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nome científico: Vernonanthura condensata (Baker) H. Rob. (sin.: Verno-
nia condensata Baker) 
Nomes populares: estomalina, boldo-baiano; boldo-japonês; boldo-chi-
nês; boldo-goiano; boldode-goiás; alumã; aluman; aloma; luman; árvore-dopin-
guço; alcachofra; figatil; heparém; cidreira-damata; macelão; etc. 
 
 
 
27 
Características principais: Arbusto ou arvoreta de 2 a 5 metros de altura, 
da família Asteraceae (Compositae). Suas folhas têm textura membranácea, 
margens serrilhadas e de 5 a 12 cm de comprimento, com sabor amargo seguido 
de doce quando mastigadas. Originária da África, é freqüentemente cultivada 
nos quintais. 
 
Figura 11: Plectranthus barbatus Andrews 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews (sin.: Coleus barbatus 
(Andrews) Benth. e Coleus forskohlii (Willd.) Briq.) 
Nomes populares: boldo; boldo-peludo; boldo-daterra; falso-boldo; boldo-
brasileiro; boldo-do-reino; alum; boldo-nacional; boldo-do-brasil; malva-santa; 
malva-amarga; sete-dores; boldo-do-jardim; folhade-oxalá, etc. Características 
principais: Arbusto da família 
Lamiaceae (Labiatae), de aproximadamente 2 metros de altura. Possui 
folhas suculentas, pilosas e amargas, de margens denteadas e flores azularro-
xeadas, arranjadas em inflorescências. 
Originária provavelmente da Índia, está presente nos jardins de quase 
todo o Brasil. 
 
Figura 12: Plectranthus neochilus Schltr. 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
28 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nome científico: Plectranthus neochilus Schltr. Nomes populares: boldo-
rasteiro,boldinho ou boldo-gambá. 
Características principais: do mesmo gênero do boldo-peludo (Plec-
tranthus barbatus), é uma erva rasteira de rápida propagação, com folhas acin-
zentadas, suculentas e aromáticas, e flores azuis-arroxeadas. Bastante comum 
nos jardins, também é usado popularmente para os mesmos fins. 
 
 Exemplo 3: ERVA-CIDREIRA 
 
Ervas-cidreiras são plantas aromáticas, popularmente utilizadas na forma 
de chá, como calmante e para problemas digestivos. Os usos mencionados são 
os mais disseminados, mas há diversos outros usos possíveis. Para tanto, deve-
se ter conhecimento individualizado das plantas, por se tratarem de espécies de 
diferentes famílias botânicas, cada qual com propriedades distintas. 
Figura 13: Cymbopogon citratus 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Nome científico: Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (sin.: Andropogon citra-
tus DC.) 
Nomes populares: capim-limão, capim-cidreira, erva-cidreira, capim-
santo, chá-de-estrada, capimcheiroso, capim-cidrilho, capim-de-cheiro, capim-
ciri, patchuli, grama-cidreira, capim-marinho, citronela-dejava, cidró, capim-citro-
nela, etc. 
Características principais: da família Poaceae (Gramineae), é um capim 
originário da Ásia. Forma touceiras, tem rizoma curto e folhas finas e longas. 
Muito cultivada em quase todos os países das regiões tropicais. 
Figura 14: Lippia alba. 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Lippia alba (Mill.) N.E. Br. 
Nomes populares: erva-cidreira, erva-cidreira-falsa, erva-cidreira-brasi-
leira, falsa-melissa, erva-cidreirade-arbusto, cidreira-carmelitana, chá-de-tabu-
leiro, erva-cidreira-do-campo, chá-de-estrada, alecrim-docampo, cidrão, cidreira, 
cidrila, cidreira-capim, cidreiracrespa, cidreira-do-campo, cidreira-brava, alecrim-
selvagem, salva-limão, salva-brava, sálvia, etc. 
Características principais: da família Verbenaceae, é originária da Amé-
rica do Sul e cresce espontaneamente em quase todo o território brasileiro. É um 
arbusto, às vezes com ramos pendentes, folhas ásperas e ovaladas, com mar-
gens serreadas. Apresenta inflorescências na base das folhas, de cor lilás. 
 
 
Figura 15: Melissa oficinalis L. 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Melissa oficinalis L. 
Nomes populares: melissa, erva-cidreira, cidreira, erva-cidreira-verda-
deira, cidrilha, melitéia, chá-dafrança, limonete, citronela-menor, melissa-ro-
mana, erva-luísa, salva-do-brasil, chá-de-tabuleiro, etc.. 
Características principais: da família Lamiaceae (Labiatae), originária da 
Europa, é freqüentemente cultivada em nossos jardins. É uma erva de 30 cm de 
altura, com folhas membranáceas, ovaladas, rugosas, de margens serradas. 
Além dessas “ervas-cidreiras”, mais freqüentemente cultivadas, ocorrem 
no Estado de São Paulo plantas lenhosas (arbustos ou árvores) que também 
recebem o nome popular de “erva-cidreira”, além de outros nomes. Apresentam 
folhas com odor de limão e são utilizadas regionalmente na medicina popular: 
Erva-cidreira-do-mato – Siparuna brasiliensis (Spreng.) A.DC. (sin.: Sipa-
runa apiosyce, Citrosma apiosyce) da família Siparunaceae (anteriormente, Mo-
nimiaceae); 
Erva-cidreira-dos-campos – Siparuna guianensis Aubl. (sin.: Siparuna 
camporum, Citrosma campora), mais conhecida como capitiú e com diversos 
usos, principalmente na região Norte; erva-cidreira, cidrão, erva-cidreira-do-mato 
- Hedyosmum brasiliense Mart. ex Miq. da família Chloranthaceae, tem as folhas 
utilizadas externamente contra dor de cabeça; 
Erva-cidreira - Aloysia citriodora Palau, da família Verbenaceae. 
 
 
 
 
 Exemplo 4: ARNICA 
 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Várias plantas utilizadas externamente para aliviar traumatismos e contu-
sões são chamadas popularmente de arnica. A verdadeira arnica, de origem eu-
ropéia, é rara no Brasil, mas outras plantas comuns em quintais e pastos são 
chamadas também de “arnica” e usadas para o mesmo fim. 
Figura 16: Arnica montana L. 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nome científico: Arnica montana L. 
Nomes populares: arnica e arnica-da- montanha. 
Características principais: Originária de regiões montanhosas do norte da 
Europa, a verdadeira arnica é uma planta herbácea de 20 a 60 cm de altura, sem 
caule, flores amarelas reunidas em capítulos e pertencente à família Asteraceae 
(Compositae). As partes utilizadas são as flores e o rizoma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17: Solidago chinensis Meyen 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Solidago chinensis Meyen (sin.: Solidago microglossa 
DC. var. linearifolia (DC.) Baker) 
Nomes populares: arnica-do-campo, arnica, arnicabrasileira, sapé-ma-
cho, erva-lanceta, erva-de-lagarto, espiga-de-ouro, macela-miúda, rabo-de-ro-
jão, etc. 
 Características principais: Também pertencente à família Asteraceae 
(Compositae), é uma erva nativa, encontrada em todo o país, com mais freqüên-
cia nas regiões Sul e Sudeste. Tem o hábito sublenhoso e crescimento vigoroso, 
com até 1,20 m de altura. Suas folhas são lanceoladas, sésseis e ásperas. Apre-
senta inflorescências escorpióides, amarelas, vistosas, reunidas na extremidade 
dos ramos, atrativas às abelhas. 
Figura 18: Porophyllum ruderale 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass. 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Nomes populares: arnica-do-mato, arnica, arnica-paulista, couve-mari-
nho, couvinha, erva-couvinha, ervafresca, couve-cravinho, cravorana, cravo-de-
urubu, etc. 
Características principais: Planta nativa do Brasil, é freqüente na região 
sudeste e pertence à família Asteraceae (Compositae). É uma erva anual bas-
tante ramificada, com até 1,20 m de altura. Possui folhas membranáceas, elípti-
cas, de cor cinza-azulada, margem crenada e aromáticas. 
 
 Exemplo 5: ERVA-DE-SÃO-JOÃO 
Diversas plantas carregam a cultura do local de origem em seu nome po-
pular. Deve-se reconhecer as várias ervas-de-são-joão por serem plantas com 
origens e principalmente ações e formas de usos diferentes.Figura 19: Pyrostegia venusta 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers. 
 Nomes populares: cipó-de-são-joão; flor-de-sãojoão. 
Características principais: trepadeira lenhosa da família Bignoniaceae, de 
ampla distribuição no Brasil, com exceção do Norte. Nos meses de junho a julho, 
apresenta vistosas flores alaranjadas, comum em beira de estradas. 
 
 
 
 
Figura 20 : Ageratum conyzoides L 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Ageratum conyzoides L. 
 Nomes populares: mentrasto; erva-de-são-joão; picão-roxo; catinga-de-
bode; erva-de-são-josé; ervade-santa-lúcia; camará-opela; mentraste; catinga-
debarão; cacália-menstrasto; cúria; maria-preta, etc. 
Características principais: Asteraceae (Compositae) originária da América 
do Sul, especialmente do Brasil, é uma erva anual, comum em hortas, lavouras, 
pomares, etc. Com odor característico, bem ramificada e pilosa, cresce até um 
metro e pode apresentar flores roxas, lilases ou brancas. 
Figura 21: Hypericum perforatum L 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
Nome científico: Hypericum perforatum L. 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
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Nomes populares: hipérico, erva-de-são-joão. Características principais: 
Planta subarbustiva, originária da Europa, ainda de cultivo raro no Brasil. 
Tem cerca de um metro de altura, flores amarelas e folhas com pontos 
translúcidos quando vista contra a luz. Atualmente pertence à família Hyperica-
ceae, mas já foi classificada como Clusiaceae (Guttiferae). 
Figura 22: Coronopus didymus (L.) Sm. 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Coronopus didymus (L.) Sm. 
Nomes populares: mentruz, mastruço, mentruzrasteiro, mastruz-miúdo, 
mastruço-dos-índios, ervade-santa-maria, erva-formigueira, etc. 
Características principais: Erva anual, da família Brassicaceae (Crucife-
rae), nativa da América do Sul, incluindo o sudeste brasileiro. Possui caule rami-
ficado e prostrado, de 20 a 35 cm de comprimento. As folhas são profundamente 
divididas, de sabor ardido e cheiro de agrião. Seus frutos esféricos são caracte-
rísticos. 
Figura 23: Artemisia vulgaris L. 
 
Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
Nome científico: Artemisia vulgaris L. 
Nomes populares: losna-brava; erva-de-são-joão; artemígio; flor-de-são-
joão; artemísia-comum; artemísia-verdadeira; artemísia-vulgar; artemigem; arte-
mija; artemige; losna; anador; absinto-selvagem; absinto; isopo-santo, etc. 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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Características principais: Asteraceae (Compositae), disseminada pela 
Ásia Central, Europa, norte da África e aclimatada no resto do mundo, inclusive 
no Brasil, com exceção da Amazônia, considerada invasora de terrenos cultiva-
dos. Erva anual de até 1,20 m de altura, com folhas profundamente divididas, de 
cor verde na face de cima e prateada em baixo, sabor amargo e odor caracterís-
tico. 
 
 Exemplo 6: MENTRUZ, MENTRASTO E MASTRUÇO 
 
 São variações de denominações populares dadas a diversas plantas de 
ocorrência espontânea, em terrenos cultivados ou baldios. Entre elas, uma bas-
tante comum é a Ageratum conyzoides, apresentada como erva-de-são-joão ou 
mentrasto no exemplo anterior. 
Nome científico: Chenopodium ambrosioides L. 
 Nomes populares: nas regiões Sul e Sudeste: ervade-santa-mariaou 
mastruço; no Nordeste: mastruço, mastruz ou mentruz. Outros nomes: menfrei, 
mentruço, mentrasto, mentrusto, erva-do-formigueiro, erva-formigueira, erva-vo-
miqueira, caácica, matacobra, canudo, anserina-vermífuga, erva-das-cobras, 
erva-das-lombrigas, erva-santa, lombrigueira, ervamata-pulgas, erva-pomba-
rota, cravinho-do-campo, erva-ambrósia, ambrósia, ambrisina, cambrósia, am-
brósia-do-méxico, apazote, chá-do-méxico, chádos-jesuítas, pacote, quenopó-
dio, etc. 
Características principais: Recentemente reclassificada como Amaran-
thaceae (antiga, Chenopodiaceae), é nativa das Américas Central e do Sul, prin-
cipalmente México e Antilhas, onde já era utilizada pelos indígenas. Erva anual 
de até um metro de altura, bastante ramosa, de cheiro forte e característico. 
Figura 24: Chenopodium ambrosioides L. 
 
 
 
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Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquivos/plantas_med_web.pdf
 
 
 
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
AROUCHA, E. M. M.; SILVA, R. F.; OLIVEIRA, J. G.; VIANA, A. P.; GONZAGA, 
M. P. Época de colheita e período de repouso dos frutos de mamão (Carica pa-
paya L.) cv Golden na qualidade fisiológica das sementes. Ciência Rural, Santa 
Maria, v.35, n.3, p. 537-543, 2005. 
 
CAVALCANTI, F. J. B.; MACHADO, S. A.; OSOKAWA, R. T.; CUNHA, U. S. 
Comparação dos valores estimados por amostragem na caracterização da es-
trutura de uma área de floresta na Amazônia com as informações registradas no 
censo florestal. Revista Árvore, n.5, p. 1061-1068, 2011. 
 
GUIMARÃES, J. L. Sistemática Vegetal. Imprensa Universitária - UFRRJ - Sero-
pédica - RJ, 3 ed., 1999, 144p. 
 
ROSENBERG, D. M.; RESH, V. H. Introduction to freshwater biomonitoring and 
benthic macroinvertebrates. New York: Chapman and Hall, 1993, 488p. TOMÉ, 
M. Caracterização e monitorização de povoamentos e matos. (Inventariação de 
Recursos Florestais). 2007, 274 f. Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Su-
perior de Agronomia Centro de Estudos Florestais, Lisboa. 
 
 VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica - organografia; quadros sinóticos ilus-
trados de fanerógamos. Viçosa, Revista e Ampliada de Viçosa: UFV, 2003. 124p. 
 
VIDIGAL, D. S.; DIAS, D. C. F. S.; NAVEIRA, D. S. P. C.; ROCHA, F. B.; BHE-
RING, M. C. Qualidade fisiológica de sementes de tomate em função da idade e 
do armazenamento pós-colheita dos frutos. Revista Brasileira de Sementes, 
v.28, n.3, p. 87-93, 2006. 
 
 Sites: 
https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/a-identifi-
cacao-botanica/21803 
http://editora.unifoa.edu.br/downloads/Identificacao_botanica.pdf 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambi-
ente/arquivos/plantas_med_web.pdf 
https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/a-identificacao-botanica/21803
https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/a-identificacao-botanica/21803
http://editora.unifoa.edu.br/downloads/Identificacao_botanica.pdf

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