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1 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
ANATOMIA TOPOGRÁFICA DO DORSO 
O dorso compreende a face posterior do tronco, inferior ao pescoço e superior às nádegas. 
É o eixo que sustenta a cabeça, o pescoço e os membros. O dorso inclui: 
o PELE E TECIDO SUBCUTÂNEO (TCSC – tecido celular subcutâneo) 
o MÚSCULOS: uma camada superficial, relacionada principalmente com o 
posicionamento e o movimento dos membros superiores, e camadas profundas 
(músculos próprios do dorso), relacionados especificamente com o movimento ou 
a manutenção da posição do esqueleto axial (postura). 
o COLUNA VERTEBRAL: vértebras, discos intervertebrais e ligamentos associados. 
o COSTELAS (REGIÃO TORÁCICA): a parte posterior, mediais ao ângulo da costela. 
o MEDULA ESPINAL E MENINGES 
o NERVOS E VASOS SEGMENTARES 
O dorso tem uma sensibilidade PROTOPÁTICA que compreende a sensibilidade de tato 
grosso e da pressão. É uma sensibilidade mal localizada. 
LIMITES DO DORSO 
Limite superior: linha nucal superior 
Limite lateral: linha axial posterior 
Limite inferior: cristas ilíacas (altura da L4/L5) 
LINHAS DE REFERÊNCIA DO DORSO 
Linha mediada posterior ou Linha 
vertebral: passa pelos processos 
espinhosos 
Linha paravertebral: passa pelos 
processos transversos 
Linha escapular: margem medial da 
escápula 
 
 
Dor visceral 
referida: 
6. Rins 
8. Rim e baço 
9. Estômago 
10. Fígado, vesícula biliar e duodeno 
11. Vesícula biliar 
12. Fígado 
 
 
 
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE DO DORSO 
Ligamento nucal: da protuberância occipital 
externa até o processo espinhoso da vértebra 
cervical 7. 
Processo espinhoso da C7 
Processo espinhoso da T1 
Sulco Mediano: é na linha mediana posterior 
Espinha da escápula – número 2 
Trapézio 
Triângulo da ausculta – número 4 
Latíssimo do dorso: representado pelas linhas 
pontilhadas 
Triângulo de petit ou lombar – número 6 
Espinha ilíaca póstero-superior – número 7 
Fenda Interglútea (nível S3) – número 8 
Linha de Tuffier: é um ponto de referência para 
anestesia. Fica na altura da L4/L5 e cristas ilíacas. 
 
 
2 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
TRIÂNGULO DA AUSCULTA: funciona melhor com a abdução de braço, pois expõe 
mais a área. Limites do triângulo da ausculta: 
 Medial: M. Trapézio 
 Inferior: M. Latíssimo do Dorso 
 Lateral: Borda Medial da Escápula 
 Profundo: M. Romboide Maior 
 Devido ao afinamento relativo da musculatura das costas no triângulo, a parede 
torácica posterior está mais próxima à superfície da pele, fazendo sons respiratórios capaz 
de ser ouvido de forma mais clara com um estetoscópio. Tipicamente, o triângulo de 
auscultação é coberta pela escápula . Para melhor expor o piso do triângulo acima da 
parede torácica posterior, um paciente é convidado a dobrar os seus braços sobre o peito, 
lateralmente rodando a escápula. No lado esquerdo, o orifício cardíaco do estômago 
encontra-se profundamente ao triângulo, e em dias antes de raios-X foram descobertos o 
som de líquidos engolidos foram auscultadas sobre este triângulo para confirmar um tumor 
esofágico. 
TRIÂNGULO LOMBAR OU DE PETIT: local suscetível para hérnias (passagem de uma 
estrutura ou parte dela para outro local que não o anatômico). Limites: 
 Medial: M. Latíssimo do Dorso 
 Inferior: Crista Ilíaca 
 Lateral: M. Oblíquo Externo do Abdome 
COLUNA VERTEBRAL 
 O conjunto de vértebras e dos discos vertebrais forma a coluna vertebral. No 
adulto, tem 72 a 75 cm de comprimento. A coluna vertebral: protege a medula e os 
nervos espinais; sustenta o peso do corpo superior no nível da pelve; garante um eixo 
parcialmente rígido e flexível para o corpo e uma base alargada sobre a qual a cabeça 
está posicionada e gira; tem um papel importante na postura e locomoção. 
Tem 33 vértebras, organizadas em cinco regiões – 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 
sacrais e 4 coccígeas. ¼ é formada pelos discos intervertebrais, que tem um desgaste ao 
longo do tempo, e por isso a coluna diminui. 
Principais pontos de lesão: articulação atlantoaxial (C1-C2); entre C5 e C7; entre T12 e 
L1; Em C7 é comum hérnia de disco. 
As vértebras são separadas por sínfises (discos vertebrais) e proporciona mobilidade. 
O corpo das vértebras vai aumentando, pois, o segmento mais baixo sustenta um maior 
peso. A L5 tem o maior corpo vertebral. Nas vértebras sacrais o corpo diminui porque 
quando o peso chega ele é transferido para pelve e membros inferiores. Entre C1 e C2 não 
tem disco, mas possui mobilidade, já nas sacrais não tem mobilidade nem disco. 
 As vértebras cervicais, torácicas, lombares e a primeira sacral, ao todo 25, também 
se articulam nas articulações dos processos articulares (ZIGAPOFISÁRIAS), que facilitam e 
controlam a flexibilidade. 
 Na medula ainda existem duas intumescências (aumento por conta da grande saída 
de nervos): Intumescência Cervical (saída do plexo cervical) e Intumescência Lombossacral 
(saída do plexo lombossacral). 
CURVATURAS DA COLUNA VERTEBRAL: 
 CIFOSES (côncavas anteriormente): torácicas e sacrococcígea. É classificada como 
primária pois se mantem desde o período fetal. 
 LORDOSES (côncavas posteriormente): cervical e lombar. Além de serem 
classificadas como secundárias pois aparecem e se consolidam após o 
nascimento. 
CORRELAÇÃO CLÍNICA: as curvaturas normais da coluna podem ser acentuadas ou pode 
adquirir uma curvatura lateral. 
ESCOLIOSE: é uma curvatura lateral da coluna, normalmente na região torácica. A mais 
comum das curvaturas anormais. É sempre patológica. 
HIPERCIFOSE: exagero da curvatura torácica da coluna vertebral. 
HIPERLORDOSE: exagero da curvatura lombar da coluna vertebral. 
 
https://pt.qwerty.wiki/wiki/Scapula
 
3 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
IMPORTANTE: 
 As lesões ocorrem basicamente por hiperextensão, hiperflexão, compressão e 
distração (estiramento). 
 LIGAMENTO LONGITUDINAL ANTERIOR que impede a hiperextensão, é muito 
forte. Por isso, não tem hérnia com protrusão anterior. 
 LIGAMENTO LONGITUDINAL POSTERIOR fica dentro do canal vertebral, é fino e 
está mais fixado nos discos que nos ossos, por isso é mais fácil ocorrer uma 
hérnia. 
ARTRODESE: procedimento realizado para causa fusão óssea em uma articulação 
causando sua imobilidade. 
VÉRTEBRAS 
VÉRTEBRAS TÍPICAS: consistem em um corpo vertebral, um arco vertebral e sete 
processos – 1 Processo Espinhoso, 2 Processos Transversos, 4 Processos Articulares (dois 
inferiores e dois superiores). 
O forame vertebral forma o Canal Vertebral. 
Os forames vertebrais podem começar a diminuir e comprimir a medula. 
LAMINECTOMIA: corta um pedaço da lâmina, às vezes, retira todo o arco para 
descompressão, tira a pressão exercida no sistema nervoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
VÉRTEBRAS CERVICAIS CARACTERÍSTICAS: 
 Corpo vertebral: pequeno e mais largo, face superior côncava com unco de corpo 
(processo uncinado), face inferior convexa 
 Forame vertebral: grande e triangular 
 Processos transversos: forames transversários e tubérculos anterior e posterior; 
artérias vertebrais e plexos venosos e simpáticos acompanhantes atravessam os 
forames transversários de todas as vértebras cervicais, exceto CII, que dá 
passagem apenas a pequenas veias vertebrais acessórias ou é ausente. 
 Processos espinhosos: curtos (C3-C4) e bífidos (C2-C6), processo de C6 longo, o 
processo de C7 é o mais longo (por isso denominada vértebra proeminente). 
ATLAS (C1): Não tem corpo nem processo espinhoso. Tem um par de massas laterais que 
ocupam o lugar de um corpo, sustentando o peso do crânio. As faces articulares superiores 
côncavas articulam-se com duas grandes protuberâncias cranianas, os côndilos occipitais 
nas laterais do forame magno. O arco posterior tem um sulco da artéria vertebral em sua 
face superior. O nervo C1 também segue nesse sulco com a artéria. Possui a fóvea dental 
que articula com o dente da C2 (áxis). 
ÁXIS (C2): é a maisforte das vértebras cervicais. A C1 gira sobre a C2. Caracteriza-se por 
possuir o dente que se projeta do seu corpo para cima. Tanto o dente quanto a medula 
espinal no interior do seu revestimento são circundados pelo atlas. O dente serve como 
eixo em torno do qual ocorre a rotação da cabeça. 
 
 
4 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
 
Ainda, os ramos anteriores dos nervos espinais cervicais seguem inicialmente sobre os 
processos transversos nos sulcos do nervo espinal entre os tubérculos. Os tubérculos 
anteriores das vértebras C6 são chamados de tubérculos caróticos porque as artérias 
carótidas comuns podem ser comprimidas nesse local, no sulco entre o tubérculo e o 
corpo, para controlar o sangramento desses vasos. 
Osteófitos (crescimento ósseo patológico) no unco do corpo resultantes de artrose 
uncovertebral podem comprimir o nervo e a artéria. 
VÉRTEBRAS TORÁCICAS CARACTERÍSTICAS: 
 Corpo vertebral: formato de coração, uma 
ou duas fóveas costais para articulação com 
a cabeça da costela. 
 Forame vertebral: circular e menor do que 
os forames das vértebras cervicais e lombares. 
 Processos transversos: longos e fortes e estendem-se posterolateralmente; o 
comprimento diminui de T1 para T12. 
 Processos espinhosos: longos, inclinados posteroinferiormente; as extremidades 
estendem-se até o nível do corpo vertebral abaixo. 
OBS: T12 é uma vértebra de transição – parte superior com característica torácica e parte 
inferior com característica lombar. É comum fraturar, articula-se com torácica e lombar, e 
também porque as vértebras torácicas fazem torração e as lombares fazem flexão e 
extensão. Não tem fóvea costal inferior, porque não se articula com costela. 
VÉRTEBRAS LOMBARES CARACTERÍSTICAS: 
 Corpo vertebral: grande. 
 Forame vertebral: triangular. 
 Processo transverso: longos e com 
processo acessório (fixação dos músculos 
intertransversários) na face posterior da base para cada processo. 
 Processo articular: tem processo mamilar na face posterior de cada processo 
articular superior. 
 Processo espinhoso: curto e forte, espessos, largos em forma de machadinha. 
A estenose vertebral lombar é a estenose (estreitamento) do forame vertebral em uma ou 
mais vértebras lombares. Os nervos espinais lombares aumentam de tamanho à medida 
que a coluna vertebral desce, mas, paradoxalmente, o tamanho dos forames 
intervertebrais diminui. A estenose de um forame vertebral lombar isolado pode causar 
compressão de uma ou mais raízes do nervo espinal que ocupam o canal vertebral inferior 
SACRO: é formado por cinco vértebras sacrais fundidas em adultos (mais ou menos aos 30 
anos). Garante resistência e estabilidade à pelve e transmite o peso do corpo ao cíngulo do 
mesmo inferior. 
 Canal sacral: é a continuação do canal vertebral no sacro. 
 Forames sacrais: saída dos ramos posteriores e anteriores dos nervos espinais. 
 Crista sacral mediana: central, representa a fusão dos processos espinhosos. 
 Crista sacral medial: representa a fusão dos processos articulares. 
 Crista sacral lateral: representa a fusão 
dos processos transversos. 
 Hiato sacral/corno sacral: ponto de 
referência para punção lombar nos 
recém-nascidos e para anestesia. Os 
cornos sacrais representam os 
processos articulares inferiores da S5. 
 
5 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
 Face auricular: é a face lateral do sacro, 
é o local da parte sinovial da articulação 
sacroilíaca. Faz a conexão com o quadril. 
É coberta por cartilagem hialina. 
CÓCCIX: formado pela fusão de quatro vértebras 
coccígeas. Não participa com as outras vértebras 
na sustentação do peso do corpo na posição 
ortostática (em pé). 
Na fratura de cóccix não faz nada, só irá mexer se 
ossificar erroneamente. 
 
 
 
 Lembrando: 
ESPONDILÓLISE é um defeito que ocorre nos processos articulares que unem as vértebras 
e ESPONDIDOLISTESE é o deslizamento de uma vértebra em relação a outra. 
CORRELAÇÃO CLÍNICA A PARTIR DAS AULAS DE DORSO DO EVANDRO: 
SACRALIZAÇÃO DE L5: última vértebra lombar unida ao sacro. Mais fácil de ter hérnia 
de disco lombar. Não disco entre L5 e S1, é assintomático. 
LOMBARIZAÇÃO DA S1: a vértebra S1 é separada do sacro por disco intervertebral, é 
assintomático. 
SACROILEÍTE: inflamação na articulação sacroilíaca na face auricular. 
 
OSTEOPOROSE DO CORPO 
VERTEBRAL 
Doença metabólica comum. Causa pela 
desmineralização óssea decorrente do 
comprometimento do equilíbrio da 
deposição e reabsorção de cálcio. Leva a 
uma diminuição da massa óssea (diminui 
a densidade das trabéculas – osso 
esponjoso), aumentando o risco de 
fraturas. 
FRATURA E LUXAÇÃO DO ATLAS 
Forças verticais que comprimem as 
massas laterais entre os côndilos 
occipitais e o áxis causam seu 
afastamento, fraturando um ou ambos os 
arcos (anterior e posterior). Se a força for 
suficiente, acontece a fratura de 
Jefferson ou Explosiva, que não resulta 
necessariamente de uma lesão medular, 
porque, na verdade, há o aumento das 
dimensões do anel ósseo da vértebra. 
Pode ocorrer lesão medular se ocorrer a 
ruptura do ligamento transverso do atlas 
– dente do áxis é librado. 
FRATURA E LUXAÇÃO DO ÁXIS 
Em geral, a fratura acontece nos processos articulares superiores e inferiores do áxis. 
Uma fratura nesse local é chamada de ESPONDILÓLISE, geralmente ocorre por uma 
hiperextensão da cabeça sobre o pescoço – lesão em chicote/fratura do enforcado. 
A hiperextensão acentuada da cabeça sobre a parte superior do pescoço pode, além 
de causar espondilólise cervical ou fratura do enforcado, romper o ligamento 
longitudinal anterior e o anel fibroso adjacente do disco C 2 – C 3. Se isso ocorrer, o 
crânio, C1 e a parte anterior (dente e corpo) de C 2 são separados do restante do 
esqueleto axial e a medula espinal geralmente é seccionada. 
Nas lesões mais graves o corpo da vértebra C2 é jogado anteriormente em relação a 
C3. Com ou sem essa subluxação do áxis, é provável que haja lesão da medula 
espinal e/ou do tronco encefálico. 
ESPINHA BÍFIDA 
Anomalia congênita, geralmente ocorre no arco vertebral da L5 ou S1. A espinha 
bífida aberta recebe o nome de MIELOCELE. 
Espinha bífida cística: herniação das meninges (MENINGOCELE) e/ou medula 
(MENINGOMIELOCELE). 
FRATURA DO DENTE DO ÁXIS 
Tem dois tipos: 
TIPO 1: fratura do ápice do dente do áxis – sem deslocamento. 
TIPO 2: fratura da base ou ‘colo’ do dente – tende a se deslocar e pressionar a 
medula espinal. 
 
6 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
MOVIMENTOS DA COLUNA VERTEBRAL: a anatomia dos processos articulares 
determina o tipo de movimento que é restrito e específico. 
 Flexão e extensão: cervical e lombar 
 Rotação: cervical (limitada) e torácica 
 Flexão e extensão lateral: cervical, mas, principalmente, lombar. 
 
 
A COLUNA AINDA PODE SER DIVIDIDA EM TRÊS PARTES: 
ANTERIOR: vai do ligamento longitudinal anterior até 2/3 do corpo vertebral. 
MÉDIA: 2/3 anterior do corpo vertebral até o ligamento longitudinal posterior. 
POSTERIOR: do ligamento longitudinal posterior até o ligamento supraespinal. Logo, a 
coluna posterior passa o lig. Longitudinal posterior, lig. Amarelo, lig. Interespinal e lig. 
Supraespinal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
PUNÇÃO LOMBAR 
A crista ilíaca é o ponto de referência – LINHA DE 
TUFFIER. A linha passa pelo processo espinhoso da 
L4 e a medula termina entre L1 e L2, por isso o 
procedimento é realizado entre L3 e L4 ou L4 e L5. 
Posição: decúbito lateral com a perna fletida. 
Perfuração: mesma que a da anestesia raquidiana. 
 
É importante saber as anestesias e relembras os espaços da medula – resumo de anatomia 
sistêmica: 
ANESTESIA PERIDURAL (EPIDURAL) CAUDAL 
Em pessoas vivas, o hiato sacral é fechado pelo ligamento sacrococcígeo membranáceo, 
que é perfurado pelo filamento terminal. Profundamente (superiormente)ao ligamento, o 
espaço extradural do canal sacral é preenchido por tecido conjuntivo adiposo. Na anestesia 
peridural caudal ou analgesia caudal, um anestésico local é injetado na gordura do canal 
sacral que circunda as partes proximais dos nervos sacrais. Isso pode ser feito por várias 
vias, inclusive o hiato sacral. Como o hiato sacral está situado entre os cornos sacrais e 
abaixo do processo espinhoso de S IV ou da crista sacral mediana, esses pontos de 
referência ósseos palpáveis são importantes para localizar o hiato. A solução anestésica 
difunde-se em direção superior e extradural, atuando sobre os nervos espinais S2–Co1 da 
cauda equina. A ascensão do anestésico é controlada pelo volume injetado e pela posição 
do paciente. Há perda da sensibilidade abaixo do bloqueio peridural. Os agentes 
anestésicos também podem ser injetados através dos forames sacrais posteriores no canal 
sacreal, ao redor das raízes dos nervos espinais (ANESTESIA PERIDURAL TRANSACRAL). 
ARTRITE, ARTROSE 
Artrite é uma inflamação na articulação. Artrose é uma alteração morfológica da 
articulação. 
BICO DE PAPAGAIO (OSTEÓFITO): formação de uma projeção óssea em forma de ponta que 
comprime musculatura ou nervo. 
RELEMBRANDO UMA ARTICULAÇÃO SINOVIAL: 
Uma articulação sinovial precisa ter 5 elementos, podendo ou não ter outros. São eles: 
1. Cartilagem aderida ao periósteo 
2. Cápsula fibrosa envolvendo toda a 
articulação 
3. Membrana Sinovial aderida a cápsula 
fibrosa produzindo o líquido sinovial 
4. Espaço articular ocupado pelo líquido 
sinovial 
5. Líquido sinovial que nutre a cartilagem 
 
O QUE É UMA ARTICULAÇÃO? 
Uma articulação é um ponto de contato entre ossos, osso e dente, osso e cartilagem. 
 
 
8 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
ARTICULAÇÕES DA COLUNA VERTEBRAL 
 Articulações dos corpos vertebrais (intervertebral) – anfiartrose (articulação entre 
ossos conectados por discos de fibrocartilagem) 
 Articulações dos arcos vertebrais (processos articulares) – zigapofisárias (sinoviais 
planas) 
 Articulações craniovertebrais (atlantoaxiais e atlantoccipitais) 
 Articulações costovertebrais – não abordadas em dorso 
 Articulações sacroilíacas – não abordadas em dorso 
ARTICULAÇÕES DOS CORPOS VERTEBRAIS 
As articulações dos corpos vertebrais são sínfises (articulações cartilagíneas secundárias) 
destinadas a sustentação de peso e resistência. As faces articulares das vértebras 
adjacentes são unidas por discos intervertebrais e ligamentos. Possibilita amplitude de 
movimento, mas quem possibilita os movimentos são os processos articulares. 
DISCOS INTERVERTEBRAIS: é formado por um anel 
fibroso de fibrocartilagem, e uma massa central 
gelatinosa, denominada núcleo pulposo. O núcleo é 
avascular, é nutrido por difusão de vasos sanguíneos 
situados na periferia do anel fibroso e do corpo 
vertebral. 
Não há disco entre as vértebras C1 e C2 e o disco 
funcional mais inferior está entre as vértebras L5 e S1. 
As variações dos formatos dos discos são responsáveis 
pelas curvaturas da coluna. 
ARTICULAÇÕES UNCOVERTEBRAIS: somente nas cervicais! Costumam se desenvolver entre 
os uncos dos corpos das vértebras C3 ou C4-C6 ou C7. Alguns consideram do tipo sinovial. 
LIGAMENTO LONGITUDINAL ANTERIOR: é uma faixa fibrosa forte e larga que cobre e une as 
faces anterolaterais dos corpos vertebrais e discos intervertebrais – até o forame 
intervertebral! Impede a hiperextensão. É o único que limita a extensão; todos os outros 
ligamentos intervertebrais limitam formas de flexão. 
LIGAMENTO LONGITUDINAL POSTERIOR: é uma faixa muito mais estreita, um pouco mais 
fraca, do que o ligamento longitudinal anterior. Está fixado principalmente aos discos 
intervertebrais e menos às faces posteriores dos corpos vertebrais de C II ao sacro, 
frequentemente unindo gordura e vasos entre o ligamento e a superfície óssea. Esse 
ligamento resiste pouco à hiperflexão da coluna vertebral e ajuda a evitar ou redirecionar a 
herniação posterior do núcleo 
pulposo. É bem suprido por 
terminações nervosas nociceptivas 
(de dor). 
LIGAMENTOS ACESSÓRIOS DAS 
ARTICULAÇÕES 
INTERVERTEBRAIS: 
LIGAMENTO AMARELO: estende-se 
entre a lâmina superior e a lâmina 
inferior, e os ligamentos de lados 
opostos encontram-se e fundem-se 
na linha mediana. Esse ligamento 
resiste à separação da lâmina 
vertebral por limitação da flexão 
abrupta da coluna vertebral, 
evitando lesão dos discos 
intervertebrais. O ligamento 
amarelo, forte e elástico, ajuda a 
preservar as curvaturas normais da 
coluna vertebral e auxilia na 
extensão da coluna após flexão. 
HÉRNIA DE DISCO: protrusão ou saída de estrutura de maneira não 
natural. Extravasamento do núcleo pulposo que fica enrijecido ao sair do 
anel. Maioria das herniações são posterolaterais por ser a região que não 
passa ligamentos. Comprime o nervo espinal e gânglios nervosos 
sensitivos. 
 
9 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
LIGAMENTOS INTERESPINAIS unem processos espinhosos, e os LIGAMENTOS 
SUPRAESPINAIS unem as extremidades dos processos espinhosos desde C7 até o sacro e 
fundem-se na parte superior com o LIGAMENTO NUCAL na região cervical posterior. O 
ligamento nucal se estende como uma faixa mediana, é o local de fixação dos músculos 
que se fixam nos processos espinhosos das vértebras em outros níveis. 
LIGAMENTO INTERTRANSVERSÁRIO: entre os processos transversos. 
ARTICULAÇÕES DOS ARCOS VERTEBRAIS 
As articulações dos arcos vertebrais são as articulações dos processos articulares ou 
zigapofisárias (articulações facetárias). Estas são articulações sinoviais planas entre os 
processos articulares superiores e inferiores de vértebras adjacentes. As articulações dos 
processos articulares permitem movimentos de deslizamento entre os processos 
articulares; o formato e a disposição das faces articulares determinam os tipos de 
movimento possíveis. A amplitude de movimento é determinada pelo tamanho do disco 
intervertebral em relação ao tamanho do corpo vertebral. Nas regiões cervical e lombar 
essas articulações sustentam algum peso, compartilhando a função com os discos 
intervertebrais, sobretudo durante a flexão lateral. 
ARTICULAÇÕES CRANIOVERTEBRAIS 
Existem dois grupos de articulações craniovertebrais, as articulações atlantoccipitais, 
formadas entre o atlas (vértebra C1) e o occipital no crânio, e as articulações atlantoaxiais, 
entre o atlas e o áxis (vértebra C2). As articulações craniovertebrais são articulações 
sinoviais que não têm discos intervertebrais. Sua arquitetura permite uma amplitude de 
movimento maior do que o restante da coluna vertebral. 
ARTICULAÇÕES ATLANTOCCIPITAIS: Essas articulações permitem acenar com a cabeça, 
como na flexão e extensão da cabeça indicativa de aprovação. Essas articulações também 
possibilitam a inclinação lateral da cabeça. O principal movimento é de flexão, com leve 
flexão lateral e rotação. São articulações sinoviais do tipo elipsóideo e têm cápsulas 
articulares finas e frouxas. 
O crânio e C I também estão unidos por membranas atlantoccipitais anterior e posterior, 
que se estendem dos arcos anterior e posterior de C I até as margens anterior e posterior 
do forame magno. As membranas anteriores são formadas por fibras largas e densamente 
entrelaçadas (sobretudo na parte central, onde são contínuas com o ligamento longitudinal 
anterior). As membranas posteriores são largas, mas relativamente fracas. As membranas 
atlantoccipitais ajudam a evitar o movimento excessivo das articulações atlantoccipitais. 
 
ARTICULAÇÕES ATLANTOAXIAIS: existem três – duas articulações atlantoaxiais laterais 
(direita e esquerda) e uma articulação atlantoaxial mediana. As articulações atlantoaxiais 
laterais são sinoviais planas, enquanto a articulação atlantoaxial mediana é trocóidea. 
 
 
10 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
 
O movimento das três articulações atlantoaxiais permite que a cabeça gire de um lado para 
outro,como ocorre ao girar a cabeça para indicar desaprovação (o movimento de “não”). 
Ligamento cruciforme do atlas: formado pelo ligamento transverso e fascículos 
longitudinais. 
Ligamentos alares: estendem-se das laterais do dente do áxis até as margens laterais do 
forame magno. Servem como ligamentos de contenção, evitando a rotação excessiva nas 
articulações. 
Membrana tectória: é a forte continuação superior do ligamento longitudinal posterior que 
se alarga e segue posteriormente sobre a articulação atlantoaxial mediana e seus 
ligamentos. 
MÚSCULOS DO DORSO 
Os músculos extrínsecos do dorso incluem músculos superficiais e intermediários, que 
produzem e controlam os movimentos dos membros e respiratórios, respectivamente. 
MÚSCULOS EXTRÍNSECOS DO DORSO 
MÚSCULO AÇÃO INERVAÇÃO 
TRAPÉZIO Elevação e depressão da escápula, 
rotação superior da escápula, 
inclinação e rotação da cabeça, 
extensão da cabeça. 
Nervo craniano 
acessório (XI) e ramos 
de C3 e C4 
LATÍSSIMO DO 
DORSO 
Adução, extensão e rotação medial 
do braço, depressão do ombro. 
Músculo da tosse – deprime a 
costela, ajuda a expulsar o ar. 
Nervo Toracodorsal (C6-
C8) 
LEVANTADOR DA 
ESCÁPULA 
Elevação da escápula, rotação 
inferior da escápula. Retração, 
rotação e inclinação da cabeça. 
C3 e C4 e por um ramo 
do nervo dorsal da 
escápula (C5) 
ROMBOIDES Rotação inferior, elevação e retração 
da escápula. 
Nervo Dorsal da 
Escápula 
SERRÁTIL 
POSTERIOR 
Propriocepção e respiração. Póstero-superior: T1-T4 
Póstero-inferior: T9-T12 
Os músculos próprios (que poderiam ser denominados intrínsecos) do dorso são aqueles 
que atuam especificamente sobre a coluna vertebral, produzindo seus movimentos e 
mantendo a postura. São inervados pelos ramos posteriores dos nervos espinais. 
MÚSCULOS PRÓPRIOS DO DORSO 
MÚSCULO AÇÃO INERVAÇÃO 
ESPLÊNIO DA 
CABEÇA E ESPLÊNIO 
DO PESCOÇO. 
Estendem a cabeça e o 
pescoço, inclinam a 
cabeça e o pescoço para 
o lado da contração 
Ramos posteriores dos segmentos 
correspondentes – cervicais médios 
e inferiores 
ERETORES DA 
ESPINHA – ESPINAL, 
LONGUÍSSIMO E ÍLIO 
COSTAL 
Juntos, esses músculos 
estendem a coluna 
vertebral e a cabeça. 
Unilateralmente, eles 
inclinam a coluna 
vertebral para o lado. 
Ramos posteriores dos segmentos 
correspondentes. 
Ainda, tem uma camada mais profunda aos músculos eretores da espinha. Os músculos 
transversoespinais. Esses músculos originam-se dos processos transversos das vértebras e 
seguem até os processos espinhosos de vértebras superiores. Eles ocupam o “sulco” entre 
os processos transversos e espinhosos e estão fixados a esses processos, às lâminas entre 
eles e aos ligamentos que os unem. São eles: 
Rotadores do pescoço (longos e curtos) 
Rotadores do tórax (longos e curtos) 
Levantadores das costelas (curtos e longos) 
Semiespinal do tórax 
Semiespinal da cabeça 
APONEUROSE TORACOLOMBAR: auxilia na correta posição dos músculos, ajuda na 
sustentação e mantém a postura. Se fundem com a fáscia cervical. 
INERVAÇÃO DO DORSO: todo o dorso é inervado por ramos posteriores dos nervos 
espinais – tanto a parte motora quanto a sensitiva. 
Não esquecer que o trapézio recebe inervação de um nervo craniano também, o acessório 
(XI). 
 
11 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
 
 
 
 
 
 
 
12 Lay Alba, XLI, 2ª fase 
VASCULARIZAÇÃO DO DORSO: 
 Artérias intercostais – ramos cutâneos mediais dorsais; 
 Artérias intercostais – ramos cutâneos laterais dorsais; 
 Artérias lombares – ramos cutâneos mediais dorsais; 
 Artérias lombares – ramos cutâneos laterais dorsais; 
 Artérias sacrais; 
 Artéria escapular circunflexa – ramos horizontal e paraescapular; 
 Ramo profundo da artéria cervical transversa/artéria escapular dorsal; 
 Ramo superficial da artéria cervical transversa/artéria cervical superficial; 
 Perfurantes musculocutâneas através do latíssimo do dorso; (originando-se das 
artérias intercostais e lombares); 
DRENAGEM LINFÁTICA DO DORSO 
 A linfa da pele da parte posterior do pescoço drena para os linfonodos occipitais, 
cervicais profundos laterais e axilares. 
 A drenagem da parte posterior do tronco é para os linfonodos axilares posteriores 
(subescapulares) e para os linfonodos inguinais superficiais. 
 Não tem linfonodo no meio do dorso.

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