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Capítulo 1
Cartogra� a .......................................................... 128
Exercícios Propostos .................................... 142
Módulo 1
Cartogra� a I .................................................... 142
Módulo 2
Cartogra� a II ................................................... 148
Capítulo 2
Da Guerra Fria à globalização .......................... 157
Exercícios Propostos .................................... 180
Módulo 3
O sistema socialista e capitalista ............... 180
Módulo 4
Etapas de evolução Capitalista ................... 186
Módulo 5
A velha ordem mundial –
Bipolarização e Guerra Fria ......................... 190
Módulo 6
A Nova Ordem Mundial – A Nova Ordem Mundial –
Multipolarização e globalização IMultipolarização e globalização I ................ 197
Gabarito dos Exercícios PropostosGabarito dos Exercícios Propostos................ 203
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CK 1 Cartografia
1. Cartografia I
Cartografia é uma palavra registrada pela primeira vez
em 1839 numa correspondência, indicando a ideia de um
traçado de mapas e cartas. A cartografia é um conjunto de
operações científicas, artísticas e técnicas, realizadas com
base em observações diretas ou pesquisas, para elaborar
cartas, plantas, mapas e outras representações da superfí-
cie terrestre. É também uma maneira de organizar e utilizar a
geoinformação, incluindo todos os processos de preparação
de dados, para uso e estudo de qualquer tipo de mapa que
pode representar levantamentos ambientais, socioeconômi-
cos, educacionais etc.
No Brasil, a cartografia teve seu maior desenvolvimento
a partir da Segunda Grande Guerra Mundial, em razão de inte-
resses militares. Instituições como o atual Instituto Cartográ-
fico da Aeronáutica (ICA), a Diretoria do Serviço Geográfico do
Exército (DSG) e a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN)
foram as principais responsáveis pela execução da cartogra-
fia sistemática do país, mapeando todo o território nacional,
em escalas de 1: 50 000 a 1: 250 000.
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O mais antigo mapa conhecido foi encontrado na região da
Mesopotâmia e representa Ga-Sur. Desenhado por volta de
2300 a.C., em um tablete de terracota, de sete centímetros,
mostra o Rio Eufrates cercado por montanhas.
A. Os mapas
A necessidade de localizar-se, de deslocar-se pelos
territórios e de estabelecer fronteiras fez o ser humano, ao
longo da história, elaborar representações da superfície
terrestre que lhe permitissem alcançar tais objetivos. Além
disso, por meio da matemática, desenvolveu-se a cartogra-
fia, que, com o passar do tempo, evoluiu e aprimorou os ma-
pas e as cartas geográficas elaborados para diversos fins. A
cartografia também se encarrega da análise e interpretação
de gráficos e fluxogramas, bastante utilizados em diversas
áreas quando se quer quantificar ou analisar a frequência
de determinado fenômeno (natural, social ou econômico).
Para chegar à confecção dos mapas, os cartógrafos es-
tudaram e elaboraram normas e divisões no espaço terrestre
a fim de estudá-lo. É importante lembrar que tais represen-
tações dependem fundamentalmente da visão de quem as
elabora, pois, embora existam recursos técnicos para isso,
sempre haverá um caráter ideológico (intencional) em qual-
quer forma de representação, já que o mapa não é uma cópia
fiel da superfície terrestre.
Observe estes mapas.
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ARTARCHIVE
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PICTURE
DESK
Carta-Portulano do Mediterrâneo, de Joan Oliva, de 1610
Portulano: carta de navegação que surgiu no século XIII e
apresentava informações sobre rotas de navegação, descri-
ção do litoral continental, localização de ilhas, sendo por isso
estratégica e valiosa.
0 km 5 490 km 0 km 3 660 km
Atlas geográfico/IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
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A.1. Ideologia nos mapas
O mapa-múndi de Mercator, apresentado na sequên-
cia, pode dar a impressão de estar invertido, causando
estranheza. Isso acontece porque estamos acostumados
a observar mapas centrados na Europa com o hemisfério
norte sobre o hemisfério sul. Como o planeta Terra apre-
senta uma forma “esferoidal” – na verdade é um geoide
(tem uma superfície irregular e, portanto, não corresponde
a uma esfera) –, podemos representá-lo tendo como refe-
rência a posição do observador. As diferentes representa-
ções cartográficas não são apenas técnicas, mas também
políticas ou geopolíticas, isto é, qualquer mapa contém
uma visão de mundo de acordo com o contexto ideológico.
Em geral, os mapas apresentam uma visão de mundo com
base no norte, que hoje abriga a maior parte dos países de-
senvolvidos, pois a cartografia foi concebida tendo como
referência um modelo eurocêntrico.
0 km 5 490 km
Atlas geográfico/IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
A.2. Elementos dos mapas
Os mapas apresentam alguns elementos fundamentais
para sua leitura e interpretação, tais como: título ou tema,
coordenadas geográficas ou orientação, legenda, escala e
tipo de projeção.
A.2.1. Coordenadas geográficas
As coordenadas são referências que possibilitam a locali-
zação, o dimensionamento e a orientação na área representa-
da do mapa. São compostas pelos paralelos e pelos meridia-
nos, ou seja, pela latitude e pela longitude.
Latitude
Norte
(+)
(–)
Sul
Longitude
180
150
120
90 90
60
30 30
60
120
150
0
Equador
90 90
90 90
60
60
60
60
30 30
0
30 30
Oeste
(–)
Leste
(+)
Disponível em: <https://www.learner.org/jnorth/
tm/mclass/LongitudeProb.html>.
Com base nas linhas imaginárias do Equador e de
Greenwich e supondo-se a Terra uma esfera perfeita, cria-
ram-se os paralelos e os meridianos, que, juntos, formam
uma grade traçada sobre os mapas, permitindo a localização
de qualquer ponto sobre a superfície terrestre.
Os paralelos são círculos traçados a partir do Equador,
variando seu diâmetro no sentido norte ou sul (setentrional
ou meridional). Cada paralelo possui uma medida angular
(graus) que pode chegar a, no máximo, 90° ao norte ou ao sul.
Os meridianos são linhas que cruzam os paralelos e se
ligam aos dois polos, podendo variar entre 0° e 180° para o
Hemisfério Leste ou Oeste (oriental ou ocidental) e têm como
ponto de partida o Meridiano de Greenwich. Veja a figura.
Meridiano
30o de longitude leste
Longitude lesteLongitude oeste
Latitude sul
Latitude norte
Paralelo
50o de latitude norte
P.S.
P. N.
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30o
50o
Longitude
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EQUADOR
Distância angular entre os paralelos (latitude) e os meridianos (longitude)
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A.2.2. Legenda
A legenda de um mapa é de fundamental importância para a decodificação dos símbolos/cores e convenções utilizados em
sua confecção. Por meio dela, podemos ler os mapas, compreendendo-os melhor.
Área urbana
LOCALIDADE
LIMITE
ALTIMETRIA
HIDROGRAFIA
REDE VIÁRIA
Curva de nível mestra
Curva de nível intermediária
Porto cotado
Represa, barragem
Curso d' água permanente
Estrada pavimentada
Estrada sem pavimento
Carrinho
Ferrovia
Sede de município
Povoado
Sede de propriedade rural
Igreja
Escola
Cemitério
Marca terrestre
Municipal
A legenda mostra o significado dos símbolos e convençõesutilizados nos mapas.
A.2.3. Escala
Outro elemento fundamental nos mapas é a escala adota-
da, ou seja, a relação matemática que demonstra a proporção
entre as dimensões reais e aquelas contidas em um mapa ou
globo terrestre, podendo ser reduzida (escala pequena) ou
ampliada (escala grande). Há basicamente dois tipos de es-
cala, a numérica e a gráfica.
A escala numérica é uma expressão matemática que es-
tabelece a relação entre a distância gráfica (mapa) e a dis-
tância real (terreno). Por exemplo, em um mapa de escala de
1:1 000 000 ou 1/1 000 000, cada unidade métrica no mapa
corresponderá a um milhão de unidades no terreno, ou seja,
um centímetro neste mapa corresponde verdadeiramente a
um milhão de centímetros no terreno.
Para converter as unidades métricas de acordo com a ne-
cessidade, utilizamos o sistema métrico decimal, que são os
múltiplos e os submúltiplos do metro.
1 0 0 0 0 0 0
km hm dam m dm cm mm
km: quilometro m: metro mm: milimetro
hm: hectômetro dm: decímetro –
dam: decâmetro cm: centimetro –
Exemplo: 1 km = 10 hm = 100 dam = 1 000 m = 10 000 dm
= 100 000 cm = 1 000 000 mm
A escala gráfica é mostrada por meio de uma régua gra-
duada de acordo com a unidade métrica desejada.
Exemplo
0 220 400 600 800 1.000
km
1 cm = 200 km no terreno
2 cm = 400 km no terreno
O grau de detalhamento (nível de informação) de um
mapa está na razão direta da escala adotada. Isso quer dizer
que, dependendo do tamanho da área a ser mapeada, a esca-
la terá de ser maior ou menor. Quanto maior a escala, melhor
e mais aprofundado o grau de informações que o mapa trará.
Atenção!
A escala pode ser expressa por uma fração, dessa
maneira, quanto menor o denominador, maior será a es-
cala e, quanto maior o denominador, menor será a escala.
Portanto, uma escala de 1:200 000 é maior que uma de
1:1 000 000, por exemplo.
Dependendo da finalidade para a qual se deseja elabo-
rar um mapa ou uma carta geográfica, devemos empregar
uma escala apropriada. Por exemplo, se vamos construir a
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planta de uma casa, não há necessidade de utilizar uma es-
cala pequena, pois a área a ser representada é pequena. Já
para os mapas que abrangem áreas maiores, devemos utili-
zar, necessariamente, a escala pequena. Portanto, a escala
pequena (menor) representa áreas muito extensas, mas com
poucos detalhes (ex.: planisfério); já a escala grande (maior)
representa áreas menores, porém com maior grau de detalha-
mento (ex.: município ou bairro).
Visualize esse processo pelo Google Maps. Come-
ce pela imagem da Terra vista do espaço (escala pe-
quena – maior denominador) e siga aproximando a
imagem sobre um ponto qualquer. Quanto maior a vi-
sualização dos detalhes, maior será a escala (menor
denominador). A representação da escala fica no canto
direito, abaixo da tela.
B. Orientação pela rosa dos ventos
É importante lembrar que a orientação geográfica pelos
pontos cardeais, colaterais e subcolaterais também é um
meio eficaz de orientação. Serve para nos dar a direção a se-
guir no horizonte. Esses pontos compõem a rosa dos ventos.
São eles:
• Cardeais (N – norte, S – sul, L – leste ou E – east em
inglês, O – oeste ou W – west em inglês);
• Colaterais (NE –nordeste, SE –sudeste, SO –sudoes-
te, NO – noroeste);
• Subcolaterais (NNE – norte-nordeste, SSE – sul-su-
deste, SSO – sul-sudoeste, NNO – norte-noroeste).
N
NNE
NE
ENE
NNO
NO
ONO
ESE
SE
SSE
OSO
SO
SSO
LO
S
Rosa dos ventos: são dezesseis pontos de referência
para orientação sobre a superficíe terrestre.
A cartografia não pode se constituir em uma ciência,
como é, por exemplo, a geografia, a geodésia e a geo-
logia, mas é, sem dúvida, um método científico que se
destina a expressar fatos e fenômenos observados na
superfície da Terra, por meio de técnica própria. Uma car-
ta topográfica explica por via gráfica, isto é, com traços,
pontos, figuras geométricas e cores, a configuração de
uma parte da superfície terrestre tal como ela é e dentro
de uma precisão matemática sempre compatível com a
escala. Da mesma maneira, a forma de projetar um mapa
é de fundamental importância para a compreensão dos
fenômenos cartografados.
C. Projeções cartográficas
As projeções cartográficas são representações da super-
fície esférica da Terra em um plano, por meio da utilização de
paralelos e meridianos. O grande problema que se encontra
para realizar uma projeção é a forma da Terra, que não é uma
esfera perfeita. Como mencionado anteriormente, a figura
geométrica que representa o globo terrestre é a geoide, forma
muito complexa para a representação em um plano; por essa
razão, os cartógrafos fazem suas projeções, utilizando uma
figura elipsoide de revolução.
Representação da Terra na forma de um geoide
Atlas geográfico / IBGE, 2. ed. – Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
Ao projetar as imagens da superfície terrestre sobre o pla-
no de um mapa, os cartógrafos encontram outro problema: as
distorções, que ocorrem quando se tenta planificar a superfície
arredondada da Terra. Essas distorções podem ser de área, for-
ma ou distância. Elas não são perceptíveis apenas em mapas
de grande escala, como as plantas arquitetônicas onde a cur-
vatura terrestre não provoca grandes mudanças na projeção.
As projeções podem ser classificadas em conforme, equi-
valente, equidistante ou afilática (arbitrária) e, ainda, depen-
dendo da figura geométrica utilizada, em cilíndrica, cônica ou
azimutal (plana).
C.1. Projeções cilíndricas
As projeções cilíndricas permitem a representação total
do globo terrestre, sendo muito úteis para a confecção de
planisférios ou mapas-múndi. Consiste em envolver imagi-
nariamente o globo em um cilindro, projetando sobre ele as
imagens da superfície terrestre.
Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são perpen-
diculares entre si (formam um ângulo reto). A figura do cilin-
dro é tangente à linha do Equador, fazendo com que as áreas
mais próximas a essa linha imaginária fiquem com um tama-
nho mais próximo da realidade. Quanto mais se distanciam
do Equador, maiores serão as distorções, principalmente nas
altas latitudes. Veja a ilustração.
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Projeção cilíndrica
O plano da projeção é um cilindro
envolvendo a esfera terrestre.
Cilindro desenvolvido
Os paralelos e os meridianos são retos,
paralelos e perpendiculares entre si.
0 km 0 km
Na projeção cilíndrica, paralelos e meridianos cruzam-se perpendicularmente.
Atlas geográfico/IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
Podemos ainda classificar as projeções cilíndricas em
conformes ou equivalentes. Projeções conformes são aque-
las nas quais os ângulos no mapa são iguais aos do globo.
Nesse tipo de projeção, consegue-se manter as formas dos
continentes, oceanos e ilhas como realmente são, mas ocor-
rem distorções nas áreas. O mapa-múndi de Gerhard Kramer
(Mercator), cartógrafo belga, é a mais conhecida projeção
conforme até os dias atuais e, quando foi elaborada no século
XVI, representou um grande avanço para as navegações, pois
permitia o traçado das direções em linha reta sobre o mapa.
0 km 0 km
A projeção de Mercator foi uma das primeiras criadas após
as Grandes Navegações. Exagera as áreas do Hemisfério
Norte, por isso é chamada de eurocentrista.
Atlas geográfico/IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
Elaborada em uma época em que os europeus domi-
navam o mundo com a expansão comercial, a projeção de
Mercator apresenta um forte conteúdo ideológico, pois
mostra o mundo europeu, das médias e altas latitudes,
no centro do mapa. Como as regiões próximas aospolos
sofrem muita distorção, também aparecem com um tama-
nho maior do que o real, como ocorre com a Groenlândia.
Portanto, a representação do mundo com essa projeção é
eurocêntrica, demonstrando uma visão de superioridade
do mundo europeu.
Existe, contudo, uma projeção cilíndrica que se con-
trapõe à projeção eurocentrista de Mercator: a projeção
de Arno Peters. Publicada pela primeira vez em 1973,
essa projeção tentava corrigir as deformações do mapa
de Mercator, propondo uma projeção cilíndrica equivalen-
te. Nesse tipo de projeção, as áreas no mapa-múndi são
proporcionais às da Terra, mas com distorções nas formas,
com alongamento do contorno dos continentes. Peters,
que era também historiador, acabou criando uma projeção
que dava destaque à área dos países subdesenvolvidos,
que, nesse período, lutavam por sua autoafirmação como
nações independentes e entendiam essa projeção como a
materialização de seus desejos.
C.2. Projeções cônicas
A projeção cônica é utilizada, sobretudo, para a represen-
tação de países ou regiões de latitudes médias. Resulta da
projeção de imagens da superfície terrestre sobre a superfí-
cie de um cone, que depois é planificado. Apresenta paralelos
circulares e meridianos radiais, ou seja, em um mapa plano
são retas que se originam de um único ponto. Essa projeção
apresenta distorções de forma e área.
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Projeção cônica
O plano da projeção é um
cone envolvendo a esfera
terrestre.
Cone desenvolvido
Os paralelos são círculos
concêntricos e os meridianos
retos convergem para o polo.
A projeção é muito empregada para mapas regionais que não necessitam de pequenas escalas.
Atlas geográfico/IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
C.3. Projeções planas ou azimutais
Consiste em projetar a superfície da Terra em um plano, tendo como referência um determinado ponto.
Essas projeções são muito usadas na confecção de mapas que pretendam destacar uma região, que aparecerá no centro
do mapa. Nelas, os paralelos são desenhados em círculos concêntricos e os meridianos, em linhas retas. As formas e áreas
deformam-se à medida que se afastam do ponto central do mapa.
Se uma dessas projeções for equidistante, será a melhor projeção para se medirem distâncias exatas entre o lugar que foi
tangenciado e qualquer parte da superfície. Quando o plano tangencia um dos polos, essa projeção é também chamada de azimutal
polar. Ela tem grande importância nos estudos geopolíticos, permitindo diferentes análises sobre determinado país, por exemplo.
Projeção plana ou azimutal
O plano da projeção é um plano tangente
à esfera terrestre.
Plano tangente ao polo
Os paralelos são círculos concêntricos e
os meridianos retos irradiam-se do polo.
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A projeção azimutal equidistante é a que possibilita medidas lineares
exatas entre o ponto central do mapa e as áreas adjacentes.
LABSAS/ISTOCK
A bandeira das Nações Unidas traz uma projeção azimu-
tal equidistante do mapa-múndi, centralizada no Polo Norte, daí
não ser representada a Antártica. O branco e o azul são as cores
oficiais da ONU, que é simbolizada pelos ramos de oliveira.
Atlas geográfico/IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
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C.4. Projeções afiláticas
C.4.1. Projeção de Robinson
Apresenta menor grau de distorção, pois não segue o
padrão das projeções citadas anteriormente. É chamada de
projeção cilíndrica afilática ou arbitrária, sendo muito empre-
gada em ilustrações de atlas escolares, já que não apresenta
grandes distorções.
0 km 0 km
A projeção de Robinson apresenta uma curvatura próxima aos polos
e procura reduzir as distorções graves das projeções cilíndricas.
Atlas geográfico /IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
C.4.2. Projeção de Goode
Tem como objetivo mostrar a equivalência das massas
continentais e oceânicas, por isso se apresenta interrompida.
0 km 0 km
A projeção de Goode procura mostrar as proporções
de áreas entre os continentes e os oceanos.
Atlas geográfico /IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
C.4.3. Projeção de Mollweide
Apresenta-se com formato elipsoidal, procurando imitar o
formato da Terra. Os paralelos estão dispostos em linha reta e
os meridianos em forma circular, unindo os polos.
0 km 0 km
Imprecisão de áreas e de formas marcam essa projeção.
Atlas geográfico /IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
http://cultura.estadao.com.br/noticias/
literatura,obra-reve-manipulacoes-e-influencias-
na-cartografia-ao-longo-do-tempo,1659416.
01. UEG-GO
Para a determinação de um ponto qualquer na super-
fície da Terra, é necessário um conjunto de informações
que possa indicar precisamente a localidade que se pro-
cura. As coordenadas geográficas são um conjunto de
linhas imaginárias traçadas sobre a superfície terrestre
para esse fim. Considerando a afirmação anterior, identifi-
que e explique quais são os elementos constituintes das
linhas imaginárias das coordenadas geográficas.
Resposta
A localização de qualquer ponto na superfície da Terra é
feita por meio de coordenadas geográficas – latitude (distân-
cia em graus de qualquer ponto na superfície terrestre até a
linha do Equador) e longitude (distância em graus de qual-
quer ponto na superfície terrestre até o Meridiano de Green-
wich). A latitude corresponde aos paralelos (linhas imaginá-
rias no sentido horizontal), em que o principal é o Equador
(00), que divide a Terra em Hemisfério Norte e Hemisfério
Sul, até 900. A longitude corresponde aos meridianos (linha
imaginárias no sentido vertical), em que o principal é o Meri-
diano de Greenwich (00), que divide a Terra nos Hemisférios
Oriental (leste – até 1800) e Ocidental (oeste – até 1800).
02. Mackenzie-SP
Considere o seguinte conceito de cartografia.
A cartografia apresenta-se como o conjunto
de estudos e operações científicas, técnicas e ar-
tísticas que, tendo por base os resultados de ob-
servações diretas ou da análise de documentação,
voltam-se para a elaboração de mapas, cartas e
outras formas de expressão ou representação de
objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos
e socioeconômicos, bem como a sua utilização.
Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/
cartografia/manual_nocoes/introducao.html
Em relação aos mapas e cartas, analise as assertivas.
I. Os mapas são representações detalhadas da su-
perfície terrestre, normalmente em escala grande
e, por isso mesmo, apresentam evidente e acen-
tuado caráter técnico-científico especializado.
II. As cartas são representações detalhadas da su-
perfície terrestre e, por isso mesmo, são apresen-
tadas em pequenas escalas.
III. Os mapas são representações planas, geralmente
em escala pequena, e são destinados a fins temá-
ticos, culturais ou ilustrativos.
IV. As cartas são representações planas, geralmente
de escala média e grande, e são destinadas, prin-
cipalmente, à avaliação precisa de direções, dis-
tâncias e localização de pontos, áreas e detalhes.
APRENDER SEMPRE 15
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Assinale:
a. se apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
b. se apenas as assertivas I e IV estão corretas.
c. se apenas as assertivas III e IV estão corretas.
d. se apenas a assertiva II está correta.
e. se apenas a assertiva IV está correta.
Resolução
[III] e [IV] Corretas. Os mapas são elaborados em es-
calas pequenas para representar regiões com maior ex-
tensão do espaço e as cartas são construídas em escalas
grandes visando ao detalhamento da área.
[I] Incorreta. Os mapas não são representações detalha-
das, haja vista seremgeralmente elaborados para abranger
grande extensão do espaço com escalas pequenas.
[II] Incorreta. As cartas são representações detalha-
das, sendo elaboradas em grande escala para represen-
tar espaços menores.
Alternativa correta: C
03. UERJ
Compare as imagens. Na imagem 1, apresenta-se o
desenho original do perfil de uma cabeça humana sobre
uma representação possível do globo terrestre. Na imagem
2, esse mesmo desenho é apresentado em um planisfério
elaborado com a projeção cartográfica de Mercator, que é
utilizada desde o período das Grandes Navegações.
Com base na comparação entre essas imagens, con-
clui-se que o território das Américas que tem a área mais
ampliada com o uso da projeção de Mercator é:
a. Brasil.
b. México.
c. Argentina.
d. Groenlândia.
Resolução
A projeção cilíndrica conforme de Mercator é adequada
para a navegação ao preservar as formas, no entanto distor-
ce as áreas proporcionais. Os territórios localizados em maior
latitude (distantes do Equador) apresentam áreas com maio-
res distorções, superdimensionadas. Por isso, a Groenlândia
(que pertence à Dinamarca) apresenta área mais ampliada.
Alternativa correta: D
2. Cartografia II
Devemos pensar que os mapas são a mais antiga re-
presentação do pensamento geográfico. Existia na Grécia
Antiga, no Império Romano, na Mesopotâmia, entre outras
civilizações. O ser humano necessitava conhecer áreas,
demarcar fronteiras ou simplesmente registrar o espaço
onde vivia.
Com o passar do tempo, os mapas transformaram-se
em um recurso importante para as Grandes Navegações,
para definição de estratégias militares e até de domínio
sobre outros territórios, haja vista a grande influência geo-
política dos países desenvolvidos, que utilizam o conheci-
mento como forma de poder, por exemplo, no momento de
traçar planos militares, no reconhecimento de áreas ricas
em recursos naturais, na circulação de informações e nas
estratégias de investimentos.
O avanço tecnológico do século XX permitiu um progres-
so rápido e preciso na elaboração de mapas, com o uso da
aerofotogrametria e de satélites e computadores que possi-
bilitam a elaboração de vários tipos de mapas por meio do
processamento e da análise de imagens. Não se pode es-
quecer, entretanto, que, mesmo com toda a tecnologia, os
mapas resultam do uso ideológico.
A. Anamorfoses
Muitas vezes, para se valorizar um dado ou uma estatís-
tica, são feitas distorções propositais em um mapa, aumen-
tando ou diminuindo a área de um país ou de um continente
de acordo com o que se quer representar. A esse tipo de mapa
damos o nome de anamorfose. Veja os exemplos.
Diferentes formas
do Brasil
Agricultura
familiar
Produção
agrícola
Número de
veículos
Mortalidade
infantil
Densidade
PIB
População
Norte
Nordeste
C. Oeste Sul
Sudeste
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B. Tipos de mapas
Os mapas podem ser classificados em topográficos ou de
base e temáticos. Em um mapa topográfico, as informações
devem ser precisas, permitindo conhecer, além da localiza-
ção exata de áreas urbanas e agrícolas, de matas nativas,
de vias de transporte, de mananciais de água e de áreas de
atuação humana, as cotas altimétricas que representam seu
relevo. Esses mapas são a base para a elaboração de outros:
os mapas temáticos.
Os mapas topográficos são elaborados com o uso de
curvas de nível ou isoípsas, que são linhas que unem
pontos do relevo de igual altitude e, quando postas em
um mapa, permitem sua interpretação em três dimen-
sões. Quanto maior o espaçamento entre elas, menor
declividade o relevo apresenta e, quanto mais próximas
estiverem, maior a declividade. A grande importância dos
mapas topográficos está na análise de uma determinada
área quanto à sua possibilidade de aproveitamento para
as atividades humanas, como a prática agrícola, a cons-
trução de vias de transporte, a instalação de indústrias
etc. Observe a figura.
160
140
120
100
80
60
40
20
20
40
60
80
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120 140
160
Por meio dos mapas topográficos, podemos interpretar,
avaliar e planejar intervenções sobre a superfície.
Mapas temáticos são aqueles que apresentam infor-
mações sobre um fenômeno específico do meio físico ou
do meio social. Nesses mapas, a expressão altimétrica
ou planimétrica tem menor importância, pois os aspec-
tos quantitativos ou qualitativos são mais importantes.
Observe o exemplo.
Equador
Trópico de Capricórnio
1,46 a 4,00
População de 65 anos
ou mais (%)
4,01 a 6,00
6,01 a 8,00
8,01 a 10,00
10,01 a 20,42 0 km 0 km
Mapa temático com a distribuição da população idosa no Brasil
Atlas geográfico /IBGE, 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
C. Gráficos
É comum a utilização de gráficos e infográficos quando
se quer expressar ou comunicar fenômenos do meio natural
ou socioeconômico. Eles se expressam de diversas maneiras
e utilizam uma simbologia própria. Um gráfico está geralmen-
te fundamentado em dados estatísticos quantitativos, que
são transferidos para um determinado tipo de representação.
Existem muitos tipos de gráficos, como o de linhas, de colu-
nas, de barras, de setores, em forma de pizza etc. Existem
também os gráficos estatísticos, que têm por objetivo criar
uma visualização mais rápida de um determinado fenômeno.
Refugiados e deslocados internos %
(Mundo – 2104)
33%
64%
3%
Deslocados
internos
Requerentes de
asilo político
Refugiados
Gráfico em setores mostrando que o número de
pessoas que deixaram suas áreas foi de 59,5 milhões.
A Síria foi o principal país de origem e a Turquia o que
mais abrigou refugiados em 2014, segundo relatório
da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas
para Refugiados), de junho de 2015.
Existe também o gráfico cartesiano (eixo x e y), que é
muito utilizado para representações de duas variáveis em um
espaço de tempo. Na geografia, por exemplo, ele é utilizado
para representação do comportamento térmico e pluviométri-
co de um determinado território.
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mm Luziânia (GO) – Brasil
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J J JF M MA A S O N D
375
mm Roma – Itália
350
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Os climogramas são muito empregados para a representação de características climáticas, como a do
clima tropical de Luziânia, no Brasil, e a do Clima mediterrâneo de Roma, na Itália.
Também podemos utilizá-lo para a percepção da frequência em que certos fenômenos ocorrem ao longo de um período de
tempo. Observe:
Gráfico mostrando a evolução das populações urbana e rural por décadas no Brasil.
1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2010
População urbana 31,24 36,16 45,08 55,98 67,5 75 81,2 84,3
População rural 68,76 63,84 54,92 44,02 32,5 25 18,8 15,7
População rural e urbana no Brasil (em %)
Po
rc
en
ta
ge
m
D. Sensoriamento remoto
Especialmente com as inovações tecnológicas que se
iniciaram no decorrer do século passado, a coleta e o pro-
cessamento de dados do espaço geográfico tornaram-se
mais eficientes e precisos. Os equipamentos aerofoto-
gramétricos, as imagens de radar e de satélites, os mapas
digitais e os sistemas de posicionamento globais passa-
ram a ser muito empregados nas atividades cartográficas.
A esse conjunto de técnicas realizadas a distância, dá-se o
nome de sensoriamento remoto. Elas permitem a captação
de imagens que são utilizadas para mapeamentos e planos
de ação sobre a superfície terrestre.
O grande avanço nessa área se deu durante as grandes
guerras mundiais em função dos interesses militares. No
início, as fotografias aéreas eram as mais utilizadascom a
finalidade de identificar pontos estratégicos. Os aviões, com
equipamentos acoplados ao seu piso, sobrevoavam em ve-
locidade constante uma área, fotografando-a com filmes es-
peciais que, depois de revelados, permitiam a interpretação
e a elaboração de mapas mais precisos do lugar.
Em 1957, a ex-URSS lançou um satélite artificial, o Sput-
nik, dando início a uma nova fase de conquista espacial. Os
EUA, em 1972, puseram em órbita o satélite Landsat, que
enviava para todo o mundo imagens da superfície terrestre.
Hoje, além dos satélites americanos e russos, vários países
mantêm satélites na órbita terrestre, como o francês Spot, o
sino-brasileiro CBERS ou o ERS da agência europeia.
O sensoriamento remoto é a técnica de obtenção de
informações acerca de um objeto, área ou fenômeno lo-
calizado na Terra, sem que haja contato físico com este.
As imagens dos satélites são convertidas em códigos nu-
méricos e enviadas para computadores na Terra, que os
transformam em imagens ou mapas. Essas imagens, ana-
lisadas ao longo de um período de tempo, permitem uma
interpretação da evolução de uma área do ponto de vista
humano ou natural.
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E. SIG e GPS
Um Sistema de Informação Geográfica (SIG ou GIS – Geo-
graphic Information System) é um conjunto de informações
espaciais que alimentam softwares que permitem e facilitam
a análise, a gestão ou a representação do espaço e dos fe-
nômenos que nele ocorrem. Existem vários modelos de da-
dos aplicáveis em SIG (Sistemas de Informação Geográfica).
O SIG, por exemplo, pode funcionar como uma base de dados
alfanuméricos que se encontram associados por um identifi-
cador comum aos objetos gráficos de um mapa digital. Dessa
forma, assinalando um objeto pode-se saber o valor dos seus
atributos e, ao mesmo tempo, selecionando um registro da
base de dados, é possível saber sua localização e apontá-la
em um mapa. Os modelos mais comuns em SIG são o ma-
tricial e o vetorial. O matricial centra-se nas propriedades do
espaço, compartimentando-o. Cada compartimento equivale
a um valor no sistema. No caso do modelo de SIG vetorial, o
foco das representações centra-se na precisão da localização
dos elementos no espaço (coordenadas). Os SIG permitem
compatibilizar essas informações provenientes de diversas
fontes, como informação de sensores espaciais (satélites) e
informação recolhida com GPS ou obtida com os métodos tra-
dicionais da topografia. Os campos de aplicação dos Sistemas
de Informação Geográfica são muito vastos: da cartografia a
estudos de impacto ambiental ou vigilância epidemiológica
de doenças, da prospecção de recursos ao marketing.
O Sistema de Posicionamento Global (GPS – Global
Positioning System) foi desenvolvido pelo Departamento
de Defesa dos Estados Unidos durante a Guerra Fria (final
dos anos 1970 e começo dos anos 1980). Sua tecnologia
foi intensamente utilizada pelos Estados Unidos na Guerra
do Golfo (1990-91) para orientar seus aviões e mísseis tele-
guiados lançados por aviões ou de embarcações.
A função básica é identificar / localizar objetos e pes-
soas com precisão na superfície terrestre através de um
receptor que capte sinais emitidos por satélites, assim
como fornecer sua velocidade. O GPS é um sistema de po-
sicionamento geográfico mais moderno e preciso que per-
mite, por meio de um receptor, o fornecimento das coorde-
nadas geográficas através de satélites de um determinado
lugar na Terra. Os 24 satélites norte-americanos estão
distribuídos de maneira que um aparelho receptor (GPS)
posicionado em qualquer ponto da superfície terrestre
capte os sinais de quatro satélites e, posteriormente, cal-
cule a distância entre eles pelo intervalo de tempo entre
o instante local e o instante dos sinais quando enviados,
conseguindo dessa maneira determinar exatamente sua
localização através das suas próprias coordenadas geo-
gráficas – graus, minutos e segundos.
O uso do GPS no setor civil torna-se mais útil a cada
ano em profissões ou situações que exigem a localização
precisa. Ele tem sido muito utilizado em diversos trabalhos
de exploração, em expedições, em veículos de voo ou de
navegação, no rastreamento de veículos de carga ou mes-
mo de automóveis de passeio, na orientação de motoristas
em rotas, na agricultura de precisão (máquinas agrícolas
dotadas de receptor armazena dados sobre produtividade
da lavoura, permitindo otimizar a aplicação de fertilizantes,
proporcionando mais eficácia e economia) e na demarca-
ção de limites fronteiriços. Também ciclistas, balonistas,
pescadores, aventureiros, alpinistas, ecoturistas utilizam
cada vez mais o GPS para orientação em suas viagens.
PINCASSO/ISTOCK
O motorista é orientado pelo GPS – identificando sua posição com exatidão na planta de escala grande que corresponde ao SIG.
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Brasil: PIB per capita
(R$ 1.000, corrigido pela in�ação)
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17,96
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1
201
2
0,54
0,59
0,53
Brasil: desigualdade de renda
(Coe�ciente de Gini: quanto mais próximo de 1,
maior é a desigualdade.)
0,58
0,64
0,60
Nos gráficos, estão indicadas mudanças que afetaram
a sociedade brasileira em um período que inclui os gover-
nos militares (1964-1985) e o restabelecimento do regime
democrático de 1985 aos dias de hoje.
Analisando o primeiro e o segundo gráfico, conclui-se
que os governos militares favoreceram, respectivamente, a
ocorrência de:
a. redução da pobreza e estabilização do déficit públi-
co.
b. diminuição do poder aquisitivo e incremento da dí-
vida externa.
c. crescimento da riqueza nacional e elevação da con-
centração de renda.
d. expansão do desenvolvimento econômico e eleva-
ção da remuneração salarial.
Resolução
A alternativa C está correta. O aumento da riqueza pro-
movido pelo crescimento econômico não promoveu a igua-
litária distribuição do volume financeiro entre as classes
sociais, intensificando a concentração de renda no país.
A alternativa A está incorreta. Com a desigualdade so-
cial, a pobreza aumenta.
A alternativa B está incorreta. Ocorreu a ampliação do
poder aquisitivo até 1980, para depois haver queda.
A alternativa D está incorreta. Com o aumento da desi-
gualdade social, a remuneração salarial entra em queda, no
início dos anos 1980. A elevação do índice de Gini de 0,54
para 0,59, por exemplo, indica concentração de renda e am-
pliação da desigualdade social.
Alternativa correta: C
02. FGV-SP
Analise a anamorfose do continente americano.
Canadá
EUA
México
Cuba Rep.
Dominicana
Venezuela
Trinidad e Tobago
Colômbia
Chile
Argentina
Brasil
Equador
Peru
Assinale a alternativa que identifica o fenômeno repre-
sentado nessa anamorfose.
a. Produção de alimentos transgênicos
b. Taxa de alfabetização de adultos
c. Total de celulares em uso pela população
d. Disponibilidade de água pela população
e. Emissão dos gases do efeito estufa
Resolução
A análise da anamorfose permite concluir que os paí-
ses em destaque são os maiores produtores de petróleo.
Também considera em destaque os países que apresentam
maiores níveis de industrialização do continente america-
no. Por isso, esses países apresentam destaque na emis-
são dos gases do efeito estufa.
A alternativa A está incorreta. A produção de transgêni-
cos na América colocaria em destaque os Estados Unidos, a
Argentina, o Canadá e o Brasil.
As alternativas C e D estão incorretas. A maior porcen-
tagem de alfabetização de adultos e de uso de celulares
evidenciaria principalmente os Estados Unidos e o Canadá.
A alternativa D está incorreta. A maior disponibilidade de
água estariaassociada ao Brasil, a outros países da região ama-
zônica e ao Canadá.
Alternativa correta: E
APRENDER SEMPRE 16
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03. UFG-GO
Analise a figura e o texto.
Satélite 1
Satélite 2
Satélite 3
Satélite 4
Receptor
Atualmente existem três categorias de equipamentos
GPS em uso: o recreacional (ou navegador), o topográfico e
o geodésico. Para os dois últimos, é necessário processar as
informações antes de usá-las.
Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/
notcias/noticia_visualia.php?id_noticia=1343&id_
pagina=1>. Acesso em: 4 nov. 2011. Adaptado.
Considerando-se o exposto a respeito desse recurso
tecnológico,
a. caracterize o funcionamento do sistema GPS (Global
Positioning System);
b. indique duas informações que podem ser obtidas por
meio de um aparelho GPS.
Resolução
a. O Sistema de Posicionamento Global utiliza um con-
junto de satélites artificiais na órbita da Terra que
permitem a orientação e navegação em terra, água e
ar. O usuário utiliza um aparelho receptor (GPS) para
ter acesso às informações. O SIG é um conjunto de
informações espaciais que alimentam softwares que
permitem e facilitam a análise, a gestão ou a repre-
sentação do espaço e dos fenômenos que nele ocor-
rem. O sistema foi criado e mantido sob controle dos
Estados Unidos.
b. Eis as informações que podem ser obtidas: coordena-
das geográficas (latitude e longitude); altitude; produ-
ção de mapas mais precisos; obtenção de melhores
rotas para veículos no trânsito e em viagens, quando
vinculada a mapas em SIG; rastreamento de veículos
(sistemas de segurança).
<http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2015-08-08/perigo-em-orbita-o-avanco-do-problema-do-lixo-espacial.html>.
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Módulo 1
Cartografia I
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
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Leia com atenção Tópicos 1 a 6, módulo 1
Ex
er
cí
ci
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Série branca 01 02 04 05 09 10 13 15
Série amarela 03 04 06 07 08 09 12 13
Série roxa 07 11 12 14 16 17 18 19
Foco Enem 04 08 09 10 11 14 15 18
01. IFSul-RS
https://coc.pear.sn/l9kBIZF
Todo mapa é uma representação esquemática
e reduzida da superfície terrestre. Esta redução
se faz segunda determinada proporção entre o
desenho e a superfície real. Tal proporção, mos-
trada de forma numérica ou gráfica, é o que se
chama de escala.
DUARTE, P. A. Fundamentos de cartografia. Florianópolis: UFSC, 2008. p.115.
Se hipoteticamente fossemos construir um mapa do Bra-
sil em tamanho real, a escala dele seria
a. 1:1
b. 1:10
c. 1:100
d. 1:1 000
02. UEL-PR
Com o objetivo de representar, o mais próximo possível
do real, o espaço geográfico, os cientistas usaram as proje-
ções cartográficas. As mais utilizadas são as de Mercator e
Peters, representadas pelas figuras
0 km 5 490 km
0 km 3 660 km
Com base nos conhecimentos sobre projeções cartográ-
ficas, assinale a alternativa correta.
a. Na projeção de Peters, o espaçamento entre os para-
lelos aumenta da Linha do Equador para os polos e o
espaçamento entre os meridianos diminui a partir do
meridiano central.
b. Na projeção de Mercator, o espaçamento entre os pa-
ralelos diminui da Linha do Equador para os polos e o
espaçamento entre os meridianos aumenta a partir do
meridiano central.
c. Na projeção de Peters, o plano da superfície de proje-
ção é tangente à esfera terrestre (projeção azimutal);
já, na projeção de Mercator, o plano da superfície de
projeção é um cone (projeção cônica) envolvendo a
esfera terrestre.
d. Na elaboração de uma projeção cartográfica, o planis-
fério de Peters mantém as distâncias proporcionais
entre os elementos do mapa, aumentando o compri-
mento do meridiano central.
e. A projeção de Mercator é desenvolvida em um cilindro,
sendo mantida a propriedade forma; essa projeção
mostra uma visão de mundo eurocêntrica.
03. PUC-PR
As representações cartográficas não são neutras. Ao
longo da história, a cartografia foi utilizada como instru-
mento estratégico de dominação e de disseminação de
uma visão ideológica acerca do mundo. No ano de 1945
foi criada a ONU (Organização das Nações Unidas), uma or-
ganização internacional com sede em Nova York. Com ob-
jetivo de promover a paz mundial, o direito internacional, o
desenvolvimento social e econômico e os direitos huma-
nos, a organização serviu também para legitimar a nova
ordem internacional que se esboçava a partir de então. O
símbolo da ONU (apresentado na sequência) foi elaborado
com base em uma projeção cartográfica cuidadosamente
selecionada, de forma a destacar o novo contexto geopolí-
tico que se consolidava.
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A análise desse símbolo permite concluir:
a. A projeção escolhida procurou reforçar uma visão eu-
rocêntrica do mundo, aspecto essencial num contexto
em que a reconstrução do continente europeu torna-
va-se prioritária na agenda mundial.
b. A projeção deu grande destaque ao continente africa-
no, a partir de então escolhido como área prioritária de
ação da Organização das Nações Unidas, em razão do
grande número de conflitos políticos e problemas so-
ciais e econômicos.
c. A utilização de uma projeção polar, elaborada a partir
do polo norte, destacou a centralidade de uma região
que assumiu, a partir de então, uma importância geo-
política estratégica, em razão da hegemonia de duas
novas superpotências.
d. A projeção foi produzida a partir de uma visão terceiro-
--mundista, visto que os continentes mais pobres ga-
nharam destaque no centro da projeção cartográfica.
04. Enem C2-H6
As diferentes representações cartográficas trazem consi-
go as ideologias de uma época. A representação destacada se
insere no contexto das Cruzadas por
a. revelar aspectos da estrutura demográfica de um
povo.
b. sinalizar a disseminação global de mitos e preceitos
políticos.
c. utilizar técnicas para demonstrar a centralidade de al-
gumas regiões.
d. mostrar o território para melhor administração dos re-
cursos naturais.
e. refletir a dinâmica sociocultural associada à visão de
mundo eurocêntrica.
05. UERN
Leia o texto.
A ideologia terceiro-mundista surgiu a partir da
Conferência de Bandung (Indonésia), em 1955. Os
teóricos do terceiro-mundismo buscaram um proje-
to de desenvolvimento independente, não alinhado
ao modelo capitalista dos países desenvolvidos sob
a liderança dos Estados Unidos, nem ao modelo so-
cialista liderado pela antiga União Soviética.
LUCCI, Elian Alabi. Território e sociedade no mundo globalizado.
Ensino médio. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 44.
De acordo com as projeções e a ideologia terceiro-mundis-
ta, assinale uma atitude declaradamente terceiro-mundista.
a. Projeção de Mercator
b. Projeção de Robinson
c. Projeção de Arno Peters
d. Projeção de Mercator e Arno Peters
06. UERJ
Leia o texto.
Problema básico das projeções cartográficas é a
representação de uma superfície curva em um pla-
no. Pode-se dizer que todas as representações de
superfícies curvas em um plano envolvem “exten-
sões” ou “contrações”, que resultam em distorções
ou “rasgos”. Diferentes técnicas de representação
são aplicadas no sentido de alcançar resultados que
possuam certas propriedades favoráveis para um
propósito específico.
IBGE. Noções básicas de cartografia. Rio de Janeiro: IBGE, 1999.
Para o propósito específico de reduzir as distorções tanto de
forma quanto de área dos continentes, os resultados mais ade-
quados são alcançados pela seguinte projeção cartográfica:
a.
b.
c.
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d.
07. UEL-PR
Na cartografia, escala é a relação matemática entre as di-
mensões do terreno e a representação no mapa e constitui-se
em um de seus elementos essenciais. Considere uma viagem
do Rio de Janeiro até Belo Horizonte, passando por Vitória.
Para uma viagem mais segura, é importante calcular a distân-
cia do trajeto e a direção geográfica a seguir, desde o ponto de
partida até o destino.
Vitória
Rio de Janeiro
Belo
Horizonte
4,5 cm
5,0
cm
40°Escala – 1:7 700 000
RJ
MG
BA
GO
DF
ES
SP
Com base no texto e na figura,
a. calcule a distância entre Rio de Janeiro e Vitória e en-
tre Vitória e Belo Horizonte;
b. indique a direção geográfica do ponto de partida até o des-
tino (Rio de Janeiro a Vitória e Vitória a Belo Horizonte).
08. H6-C2
As projeções cartográficas são técnicas que permitem trans-
formar a figura esférica da Terra numa figura plana. Há, contudo,
problemas nestas representações, uma vez que a superfície ter-
restre é irregular, impossibilitando uma representação fiel. Se ob-
servarmos uma figura humana representada com as distorções
feitas por um determinado tipo de projeção, teremos a figura
Disponível em: <http://slideplayer.com.br/slide/5244394>. Acesso em: 15 fev. 2016.
Qual projeção cartográfica pode causar essas deforma-
ções presentes na figura?
a. plana
b. cônica
c. toroidal
d. azimutal
e. cilíndrica
09. UEPG-PR
Com relação à posição de lugares e orientação, assinale
o que for correto.
01. Norte-nordeste, norte-noroeste e sul-sudoeste são
pontos subcolaterais da rosa dos ventos, e a orienta-
ção no espaço geográfico pode ser feita com a utiliza-
ção direta de astros como Sol, Lua e estrelas.
02. Oeste-noroeste, leste-sudeste e sul-sudeste são
pontos subcolaterais da rosa dos ventos, e a bússola
é o instrumento que pode ser utilizado no processo de
orientação a qualquer hora e em qualquer tempo.
04. Nordeste, noroeste, sudoeste e sudeste são pontos
subcolaterais que se localizam na bissetriz de um ân-
gulo reto formado por dois pontos colaterais consecu-
tivos na rosa dos ventos.
08. Norte, leste, sul e oeste são pontos cardeais separa-
dos consecutivamente, no sentido horário, por ângu-
los de 45° na rosa dos ventos.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
10. UECE
As escalas representam um elemento fundamental para
a cartografia. Sua utilização baseia-se nas relações de pro-
porção entre o tamanho real e o tamanho da representação.
Sobre esse assunto, analise as afirmações.
I. Quanto maior a escala, menor a área representada e
menor é o nível de detalhe.
II. Escala é a relação que há entre a área do mapa pela
área real, assim,
III. Se a escala de um mapa é 1:500 significa que cada
centímetro do mapa representa 500 centímetros do
espaço real.
Está correto o que se afirmar apenas em
a. I e III.
b. I.
c. II e III.
d. II.
11. Enem C2-H6
D = 2 000 m
d = 40 m
Carta
QUEIROZ, FILHO. A. P. BIASI, M. Técnicas de cartografia. In:
VENTURI, L.A.B. (Org). Geografia: prá ticas de campo, laborató rio
e sala de aula. Sã o Paulo: Sarandi, 2011. Adaptado.
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As figuras representam a distância real (D) entre duas
residências e a distância proporcional (d) em uma represen-
tação cartográfica, as quais permitem estabelecer relações
espaciais entre o mapa e o terreno. Para a ilustração apresen-
tada, a escala numérica correta é
a. 1:50
b. 1:5 000
c. 1:500 000
d. 1:80 000
e. 1:80 000 000
12. UFG-GO
A cartografia constitui a principal linguagem gráfica utili-
zada pela geografia no estudo da espacialidade de fenôme-
nos. A construção, a leitura e a interpretação de um mapa en-
volvem a compreensão de que as informações representadas
expressam, necessariamente, relações de natureza quan-
titativa, ordenada ou qualitativa. Com base nessa premissa,
identifique no mapa as siglas das unidades da federação e
represente, cartograficamente, a tabela de dados, definindo
uma legenda e aplicando-a ao mapa.
Brasil – Percentual de pessoas de 10 anos ou mais de
idade sem instrução ou com ensino fundamental incomple-
to, por unidade da federação – 2010
CLASSE (%) UNIDADES DA FEDERAÇÃO
34,9 a 41,9 DF, RJ, SP
45,5 a 49,6 SC, AP, RS, PR, ES, GO, RR
51,4 a 56,9 MT, MS, MG, TO, AM, CE, RN, RO
57,7 a 64,4 AC, PE, SE, BA, PA, MA, PB, PI, AL
IBGE, Censo Demográfico 2010.
75° O 70° O 65° O 60° O 55° O 50° O 45° O 40° O 35° O5° N
0 °
5° S
10° S
5° N
0 °
5° S
10° S
15° S
20° S
25° S
30° S
Trópico de Capricórnio
Escala grá�ca
Projeção policônica
0 150 300 450 600 km
13. PUC-RS
Os mapas não são representações completas da realida-
de; são simplificações do espaço geográfico.
Sobre a elaboração de mapas, afirma-se:
I. O cartógrafo necessita realizar uma seleção prévia da-
quilo que irá mapear.
II. O mapa representa política e ideologicamente o seu
idealizador.
III. Não existe uma projeção mais correta para um mapa,
e sim a que melhor atende aos interesses de quem o
está construindo.
IV. A produção de símbolos cartográficos pode ser com-
parada à elaboração de um texto.
Estão corretas as afirmativas
a. I e III, apenas.
b. II e IV, apenas.
c. I, II e IV, apenas.
d. II, III e IV, apenas.
e. I, II, III e IV.
14. Enem H6-C2
A personagem Mafalda, que está em Buenos Aires, olha o
globo em que o norte está para cima e afirma: “a gente está de
cabeça pra baixo.” Quem olha para o céu noturno dessa posição
geográfica não vê a Estrela Polar, referência do polo astronômi-
co norte, e sim o Cruzeiro do Sul, referência do polo astronômico
sul. Se os polos do globo de Mafalda estivessem posicionados de
acordo com os polos astronômicos, ou seja, o polo geográfico sul
apontando para o polo astronômico sul, seria correto afirmar que
a. o norte do globo estaria para cima, o sul para baixo e
Mafalda estaria realmente de cabeça para baixo.
b. o norte do globo estaria para cima e o sul para baixo,
mas Mafalda não estaria de cabeça para baixo por cau-
sa da gravidade.
c. o norte do globo estaria para cima, o sul para baixo e
quem estaria de cabeça para baixo seriam os habitan-
tes do Hemisfério Norte.
d. o sul do globo estaria para cima e o norte para baixo,
mas Mafalda estaria de cabeça para baixo por causa
da gravidade.
e. o sul do globo estaria para cima, o norte para baixo e
Mafalda não teria razão em afirmar que está de cabeça
para baixo.
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15. Espcex-SP/Aman-RJ
Em um exercício militar, ao planejar um deslocamento,
o comandante responsável identificou dois pontos para os
quais deverá deslocar sua tropa. Esses pontos apresentam
as seguintes coordenadas geográficas:
Ponto “A” – Latitude: Ponto “B” – Latitude:
29º 49' 30'' S 29º 45' 00'' S
Longitude: 54º 54' 00'' W Longitude: 54º 55' 30'' W
Após a chegada ao ponto “A”, um grupo de militares dessa
tropa será deslocado para o ponto “B”, tendo que seguir em
que direção?
a. Leste
b. Oeste
c. Nordeste
d. Sudeste
e. Noroeste
16. UFG
Analise o quadro e leia o texto a seguir.
Tipos de papel Tamanho (mm)
A1 594,0 mm x 841,0 mm
A2 420,0 mm x 594,0 mm
A3 297,0 mm x 420,0 mm
A4 210,0 mm x 297,0 mm
A5 148,0 mm x 210,0 mm
Para qualquer trabalho de mapeamento de deter-
minada área, a primeira preocupação deve ser com
relação à escala a ser adotada. A escolha da escala
deve considerar a finalidade desse mapeamento e
o tamanho do papel no qual será impresso. Mesmo
que esse mapa seja armazenado em arquivo digital,
a escala original de sua concepção determina a pre-
cisão do mapeamento.FITZ, P.R. Cartografia básica. São Paulo: Oficina
de Textos. 2008. p. 24. Adaptado.
Considere que um agrimensor pretenda elaborar um mapa
de uma fazenda, de formato retangular (40 km x 20 km), em
uma escala de 1:50 000. Com base na análise do quadro, na
leitura do texto e na intenção do agrimensor, conclui-se que
esse agrimensor pretendia imprimir esse mapa em uma folha
de tamanho:
a. A5 d. A2
b. A4 e. A1
c. A3
17. PUC-SP
No mapa estão assinaladas as posições dos quatro pon-
tos cardeais: tramontana (norte); ostro (sul); levante (leste);
poente (oeste). Observando as técnicas de construção carto-
gráfica, pode ser dito que
Acervo cedido pela Justiça Federal para a Universidade de São Paulo.
a. o ponto de vista do navegante que abordava a costa
brasileira foi utilizado como orientação desse mapa
do Brasil.
b. o mapa possui controle matemático das reduções da
superfície terrestre realizadas, o que é denominado
escala cartográfica.
c. a ausência de maior conhecimento do terreno interior
não impedia a precisão geométrica do mapa, que era
obtida pelo uso de coordenadas geográficas.
d. a linguagem cartográfica empregada, a despeito de
muitos elementos representados serem imaginados,
é ainda bem recomendada para os mapas modernos.
e. a orientação do mapa, apesar de sua antiguidade, já
era a mesma utilizada nos mapas contemporâneos.
18. UERJ
Império Britânico
Como se ilustra no mapa, elaborado em 1886, a associa-
ção entre cartografia e arte era comum no século XIX. Essa
prática, porém, cedeu espaço aos avanços técnicos.
Cite dois recursos tecnológicos, utilizados atualmente na
confecção de mapas, que não estavam disponíveis para os
cartógrafos do século XIX.
Em seguida e de acordo com a observação do mapa, ex-
plique por que o Império Britânico era denominado “O Império
no qual o Sol nunca se põe”.
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19. Vunesp (adaptado)
Esse é um recorte de parte da planta da cidade de São
Paulo, onde foi traçado um segmento de reta AB, com 1,3 dm.
A distância real entre esses dois pontos é de 2 340 m.
20. UFPR
A
B
15 cm
A seta em preto sobre um recorte da Carta Náutica: Pro-
ximidades da Barra de Paranaguá indica o trajeto a ser feito
pela embarcação que sai da Baía de Paranaguá. Considerando
a escala da carta e a orientação tomada, assinale a alternativa
que corresponde à situação observada.
a. Rumo 42° SE, coordenadas em A: latitude: 25,51° S e
longitude: 48,38 W.Gr. e em B: latitude: 25,31° S e lon-
gitude: 48,48 W.Gr. Distância percorrida de aproxima-
damente 15 km.
b. Rumo 42° SE, coordenadas em A: latitude: 25,51° S e
longitude: 48,38 W.Gr. e em B: latitude: 25,62° S e lon-
gitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de aproxima-
damente 15 km.
c. Rumo 42° NW, coordenadas em A: latitude: 25,51° S e
longitude: 48,38 W.Gr. e em B: latitude: 25,31° S e lon-
gitude: 48,48 W.Gr. Distância percorrida de aproxima-
damente 1,5 km.
d. Rumo 42° NW, coordenadas em A: latitude: 25,51° S e
longitude: 48,38 W.Gr. e em B: latitude: 25,62° S e lon-
gitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de aproxima-
damente 10 km.
e. Rumo 42° SE, coordenadas em A: latitude: 25,51° S e
longitude: 48,38 W.Gr. e em B: latitude: 25,62° S e lon-
gitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de aproxima-
damente 7,5 km.
Veja o gabarito desses exercícios propostos na página 203.
a. Com base nessas informações, calcule a escala da
planta utilizando a fórmula E=D/d onde
E: escala, sendo e = 1;
D: distância real da área;
d: distância representada no mapa.
b. Faça uma representação, em escala gráfica, da res-
pectiva escala encontrada na alternativa anterior.
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Módulo 2
Cartografia II
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
RO
TE
IR
O
DE
E
ST
UD
OS
Leia com atenção Tópicos 7 a 12, módulo 2
Ex
er
cí
ci
os
Série branca 21 22 23 24 30 31 32 35
Série amarela 24 25 26 27 28 29 32 33
Série roxa 29 33 34 36 37 38 40
Foco Enem 24 28 29 30 31 34 35 39
https://coc.pear.sn/SJLlIVH
21. UFPI
O sensoriamento remoto é uma técnica utilizada pela car-
tografia para analisar e interpretar o espaço geográfico. Mar-
que a alternativa que indica corretamente o material utilizado
por esta técnica.
a. Telescópio, bússola e clinômetro
b. Astrolábio, satélites e altímetro
c. Fotos aéreas, imagens de radar e de satélites
d. Cartas marítimas, cartas náuticas e radares
e. Termógrafos, bússolas e curvímetros
22. Unicamp-SP (adaptado)
A ilustração representa a constelação de satélites do
Sistema de Posicionamento Global (GPS) que orbitam em
volta da Terra.
Qual a finalidade do GPS? Como esses satélites em órbita
transmitem os dados para os aparelhos receptores localiza-
dos na superfície terrestre?
23. Unimontes-MG
Leia o texto.
DigitalGlobe divulga imagens de satélite
do local da captura de Osama bin Laden
A DigitalGlobe divulgou em seu site, nes-
ta quinta-feira, imagens de satélite da região de
Abbottabad, Paquistão, onde Osama bin Laden
estava refugiado. De acordo com a agência Fox
News, uma equipe de 40 soldados Seal da marinha
dos Estados Unidos capturou e matou o terrorista
responsável pela morte de milhares de cidadãos
americanos. A comparação de imagens de satéli-
te de junho de 2005 e janeiro de 2011, feita pela
DigitalGlobe, revela a expansão da mansão onde
Osama se escondia.
Mar
Arábico
PAQUISTÃOIRÃ
ÍNDIA
CHINA
AFEGANISTÃO
N
Disponível em: <www.globalgeo.com.br>.
Acesso em: 5 maio 2011. Adaptado.
Sobre o tipo de imagem de satélite mostrado na reporta-
gem, assinale a alternativa correta.
a. É usado para monitorar espaços menores, uma vez
que tem alta resolução espacial.
b. Está disponível apenas para uso militar, por isso não
pode ser comercializado.
c. É obtido através de um sensor transportado por aviões
que voam em baixa altitude.
d. É um produto da tecnologia do Sistema de Posiciona-
mento Global (GPS).
24. PUC-SP C2-H6
Em todo o mundo, o turismo tem um papel re-
levante no desenvolvimento econômico e social,
gerando renda e empregos diretos e indiretos. No
entanto, as condições favoráveis para o crescimen-
to do turismo no mundo sofreram abalos: em 2008,
com a crise financeira que atingiu a economia glo-
bal e, em 2009, com o surto da gripe H1N1, em al-
gumas regiões.
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As alternativas apresentam gráficos que indicam
a evolução do número de chegadas de turistas inter-
nacionais, por regiões do mundo, de 2007 a 2012.
Assinale a alternativa em que o gráfico melhor representa
as seguintes condições:
• o valor absoluto da diferença entre o número de che-
gadas de turistas internacionais, entre 2007 e 2012,
foi superior a dois milhões;
• no período considerado, o número de chegadas de tu-
ristas internacionais à região considerada foi, aparen-
temente, afetado pelo surto da gripe H1N1;
• no período considerado, o ano em que ocorreu o maior
número de chegadas de turistas internacionais foi 2012;
• no período considerado, o número de chegadas de
turistas internacionais à região considerada não foi,
aparentemente, afetado pela crise financeira que atin-
giu a economia global.
Disponível em: <dadosefatos.turismo.gov.br/dadosefatos/
estatisticas_indicadores/estatisticas_basicas_
turismo/>. Acesso em: 11 ago. 2013.
a.
35,0
30,0
25,0
20,0
15,0
2007
21,0
21,8
21,4
23,6
26,0
27,2
Número de chegadas de turistas
internacionais à América do Sul
(em milhões)
2008 2009 2010 2011 2012
b.
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
2007
11,2
11,1
10,8
11,6 11,7 12,1Número de chegadas de turistas
internacionais à Oceania
(em milhões)
2008 2009 2010 2011 2012
c.
55,0
50,0
45,0
40,0
35,0
2007
43,2
44,3
45,9
45,9 49,9
52,5
Número de chegadas de turistas
internacionais à América do Sul
(em milhões)
2008 2009 2010 2011 2012
d.
60,0
55,0
50,0
45,0
40,0
2007
45,6
55,2
52,8
58,2
54,9
52,0
Número de chegadas de turistas
internacionais ao Oriente Médio
(em milhões)
2008 2009 2010 2011 2012
e.
70,0
65,0
60,0
55,0
50,0
2007
62,6
60,8
56,0
63,8
64,8
65,1
Número de chegadas de turistas
internacionais à Europa do Norte
(em milhões)
2008 2009 2010 2011 2012
25. IFSP
Em setembro de 2012, o IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) divulgou dados da PNAD (Pesquisa
Nacional por Amostras de Domicílios) referentes a 2011. A
distribuição da porcentagem de domicílios ligados à rede de
esgotos é mostrada no mapa.
RR
AM
ROAC
PA
AP
PI
CEMA
TO
GO
BA
MG
ES
RJ
RN
PB
PE
SE
AL
SP
PR
SC
RS
MS
MT
DF
Trópico de Capricórnio
Equador
0 – 20%
20 – 40%
40 – 60%
60 – 80%
80 - 100% 0 km 0 km
Com base nas informações do mapa, conclui-se correta-
mente que
a. os estados mais populosos são os mais carentes de
infraestrutura.
b. a infraestrutura de saneamento é homogênea na re-
gião Norte.
c. os estados litorâneos apresentam maior equipa-
mento urbano.
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d. o déficit de rede de esgotos é maior nas regiões mais urbanizadas.
e. a desigualdade socioeconômica entre os estados ainda é grande.
26. Udesc (adaptado)
Observe a figura.
O mapa representa a distribuição do consumo de energia nuclear mundial. Como é conhecida esta técnica cartográfica utilizada
nessa figura? Descreva as características presentes nela.
27. Fuvest-SP
Os gráficos representam a composição da população
brasileira, por sexo e idade, nos anos de 1990 e 2013, bem
como sua projeção para 2050. Observe que, para cada ano,
está destacado o percentual da população economicamente
ativa (PEA).
1990 – População total: 146 592 579
Idade
80
60
40
20
0
Homem Mulher
1,2 1,20
Em milhões
60% da
população
total
2013 – População total: 198 043 320
Idade
80
60
40
20
0
Homem Mulher
1,2 1,20
Em milhões
68% da
população
total
2050 – População total: 215 287 463*
Idade
80
60
40
20
0
Homem Mulher
1,2 1,20
Em milhões
64% da
população
total
PEA *projeção
Com base nessas informações e em seus conhecimen-
tos, atenda ao que se pede.
a. Na atualidade, o Brasil encontra-se no período denomi-
nado “janela demográfica”. Caracterize esse período.
b. Analise a pirâmide etária de 2050 e cite duas medidas
que poderão ser tomadas pelo governo brasileiro para
garantir o bem-estar da população nesse contexto de-
mográfico. Explique.
28. Enem C2-H6
180 000
160 000
140 000
120 000
100 000
80 000
60 000
40 000
20 000
0
2000
Brasileiros de 5 anos ou mais de idade que viviam no exterior
entre 31/07/1995 e 31/07/2005 e retornaram para o Brasil
2010
78 460
163 017
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15
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-1
7-
10
Um fator no Brasil que explica a situação social demonstrada no gráfico está expresso em
a. declínio do trabalho formal.
b. subsídio econômico do governo.
c. aumento do controle da migração.
d. decréscimo da renda dos empregados.
e. expansão da demanda de mão de obra.
29. Vunesp
0
100 90 80 70 60 50 40 20 10 030%
MS
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PB
MG
RJ
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SP
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MA
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LO
RE
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A LAVOURA
PASTAGEM
52%
16%
32%
Leitura do grá�co
Trópico de Capricórnio
Equador
Muito pouca lavoura;
pouca pastagem;
predomínio de mata/�oresta
Tipo 1
Pouca lavoura;
pouca pastagem;
importante mata/�oresta
Tipo 2
Estrutura equilibrada
entre lavoura, pastagem
e mata/�oresta
Tipo 3
Média a importante
lavoura; pouca e média
pastagem; pouca mata/
�oresta
Tipo 4
Pouca lavoura; importante
pastagem; pouca mata/
�oresta
Tipo 5
Muito pouca a pouca lavoura;
média a importante
pastagem; pouca a média
mata/�oresta
Tipo 6
0 km 0 km
Marcello Martineli. Mapas da geografia e cartografia temática, 2013. Adaptado.
O que o gráfico permite analisar? Considerando as informações do gráfico, indique os intervalos percentuais aproximados
das legendas do mapa para os tipos I e V.
30. UERJ
Existe uma relação direta entre o dinamismo das práticas sociais e as transformações nos indicadores demográficos das
sociedades. Observe, nos gráficos, um exemplo de alteração de comportamento social no Brasil.
Proporção de nascidos por idade da mãe no Brasil entre 2000 e 2012
menos de 15 anos de 15 a 19 anos de 20 a 24 anos de 25 a 29 anos de 30 a 34 anos de 35 a 39 anos acima de 40 anos
0,9%
22,6%
18,3%
31,3%
26,1%
22,6% 24,5%
13,9%
18,9%
6,7% 8,9%
1,9% 2,4%1,0%
2000 2012 2000 2012 2000 2012 2000 2012 2000 2012 2000 2012 2000 2012
Adaptado de O Globo
As mudanças verificadas entre os anos de 2000 e 2012 ocasionam o seguinte comportamento demográfico
a. elevação da expectativa de vida.
b. ampliação da população escolar.
c. redução da taxa de fecundidade.
d. diminuição da mortalidade infantil.
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31. Enem C2-H6
Os gráficos a seguir, extraídos do sítio eletrônico do IBGE,
apresentam a distribuição da população brasileira por sexo e
faixa etária no ano de 1990 e projeções dessa população para
2010 e 2030. Se for confirmada a tendência apresentada nos
gráficos relativos à pirâmide etária, em 2050,
Pirâmide etária absoluta – 1990
Idade (anos)
80
70
60
50
40
30
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2 000 000
1 500 000
1 000 000
500 000
0
500 000
1 000 000
1 500 000
2 000 000
População
Homens Mulheres
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500 000
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500 000
1 000 000
1 500 000
2 000 000
População
Homens Mulheres
Pirâmide etária absoluta – 2010
Idade (anos)
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2 000 000 1 000 000 0 1 000 000
1 500 000 500 000 500 000 1 500 000
2 000 000
População
Homens Mulheres
Pirâmide etária absoluta – 2030
Idade (anos)
a. a população brasileira com 80 anos de idade será
composta por mais homens que mulheres.
b. a maioria da população brasileira terá menos de 25
anos de idade.
c. a população brasileira do sexo feminino será inferior
a 2 milhões.
d. a população brasileira com mais de 40 anos de idade
será maior que em 2030.
e. a população brasileira será inferior à população de 2010.
32. Fuvest-SP
Observe os mapas do Brasil.
Menos de 85%
85-90%
90-95%
Mais de 95%
I
Menos de 5%
5-13%
Mais de 13%
II
Menos de 0,70
0,70-0,75
0,75-0,80
Mais de 0,80
III
Os mapas representam, respectivamente, os temas
I II III
a) Natalidade
Mortalidade
Infantil
IDH
b)
Mortalidade
Infantil
Alfabetização
Trabalho
Infantil
c) Alfabetização
Trabalho
Infantil
IDH
d) Natalidade IDH
Trabalho
Infantil
e) Alfabetização
Mortalidade
Infantil
Natalidade
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33. Unicamp-SP
A representação adiante corresponde a uma porção de
uma carta topográfica de escala 1:50 000 e a distância entre
as curvas de nível é de 20 metros. Com base na carta, façao
que se pede.
540
52
0
500
50
0
52
0
54
0
56
0
58
0
60
0
62
0
64
0
A B
x x
Ri
o
N
IBGE. Carta Topográfica Folha SF. 22-Z-C-II-4.
Folha Santo Antonio da Platina/PR, escala 1: 50 000.
a. Considerando-se que a distância entre dois pontos hi-
potéticos (A e B) na carta é de 3,8 cm, qual a distância
real em quilômetros entre esses dois pontos?
b. Utilizando os pontos cardeais, indique o sentido do
escoamento das águas do rio.
c. Qual margem do rio é a mais indicada para culturas
temporárias? Justifique.
34. Enem C2-H6
Básicos
83,7%
Semimanufaturados
11,8%
Manufaturados
4,5%
Vendas do Brasil para a China
Perfil do comércio Brasil-China
Em 2010
US$
30,785
bilhões
Manufaturados
97,5%
0,4%
Semimanufaturados
Básicos
2,1%
Vendas da China para o Brasil
US$
25,593
bilhões
ALVARENGA, D. Disponível em: http://g1.globo.com.
Acesso em: 1 dez. 2012 (fragmento).
Nas últimas décadas, tem se observado um incremento
no comércio entre o Brasil e a China. A comparação entre os
gráficos demonstra a
a. posição do Brasil como grande exportador de
commodities.
b. falta de complementaridade produtiva entre os dois
países.
c. vantagem competitiva da China no setor de produção
agrícola.
d. proporcionalidade entre as trocas de bens de alto
valor agregado.
e. restrita participação de bens de alta tecnologia no
comércio bilateral.
35. UEM-PR
Atualmente os mapas digitais são elaborados a partir de
imagens de satélites e radares, de fotografias aéreas e, tam-
bém, de dados provenientes do Sistema de Posicionamento
Global. Sobre esse assunto, assinale o que for correto.
01. A projeção cartográfica é a representação da super-
fície terrestre como uma circunferência que permite
construir os mapas digitais sem distorções.
02. A partir das imagens de satélites, é possível acom-
panhar a direção do deslocamento de queimadas em
uma determinada área e elaborar vários mapas com
essas informações. Esses mapas representam a si-
mulação das áreas queimadas em tempo real.
04. A localização de um ponto em qualquer lugar na superfí-
cie da Terra pode ser feita pelas coordenadas geográficas,
que são o cruzamento de um paralelo com um meridiano.
08. O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um ins-
trumento que fornece também os valores de altitudes
de um determinado local, que pode auxiliar na preci-
são dos mapas digitais.
16. A década de 1970 foi marcada pelo início da produ-
ção de mapas digitais, e a partir do ano 2000, com o
uso de imagens de radar, o mapeamento da Terra pode
ser realizado na forma tridimensional em diferentes
escalas de análises.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
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36. Fuvest-SP
Com base nas imagens, pode-se inferir a progressão do delta do Rio Huang Ho (Rio Amarelo), na costa leste da China, famoso
pelo transporte de sedimentos conhecidos por loess. De 1979 a 2000, alterou-se consideravelmente a morfologia do delta, com
o aparecimento de feições recentes sobrepostas a outras, que levaram milhões de anos para se formar.
Com base na comparação entre as imagens de satélite e em seus conhecimentos, assinale a afirmação correta.
a. A situação verificada deve-se aos efeitos das ondas e marés que comandam a deposição de sedimentos no delta, sem haver
influência continental no processo, já que a topografia costeira permite que o oceano alcance o interior do continente.
b. A modificação na morfologia deve-se às grandes chuvas que ocorrem a montante desse delta e, por tratar-se de dre-
nagem endorreica, o rio carrega considerável volume de sedimentos grosseiros e blocos rochosos, que, aos poucos,
depositam-se ao longo da costa.
c. Além de haver nesse sistema deltaico uma característica carga detrítica fina que, praticamente, excede a capacidade do rio
de transportar material erodido e carregado, a modificação verificada foi ampliada pela ocupação antrópica, influenciando
o regime deposicional.
d. O delta é resultante de mudanças climáticas provocadas pela ação humana na exploração de recursos no golfo chinês, nas esta-
ções mais quentes e chuvosas, ocasionando a retração da foz e o rebaixamento dos níveis das marés, com o aparecimento dos
bancos de areia sobressalentes.
e. As modificações no delta devem-se ao fato de essa região caracterizar-se como um sistema lacustre, onde há acumula-
ção de matéria orgânica decorrente das inundações provocadas pela construção da barragem da usina hidrelétrica de
Três Gargantas.
37. FGV-SP
Examine os mapas e gráficos.
Muito baixo
desenvolvimento
humano
Baixo
desenvolvimento
humano
Alto
desenvolvimento
humano
Muito alto
desenvolvimento
humano
Médio
desenvolvimento
humano
0 até 0,499 0,500 até 0,599 0,600 até 0,699 0,700 até 0,799 acima de 0,800
1991 2010
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IDHM
IDHM Longevidade
IDHM Educação
IDHM Renda
0,493
0,647 0,692 0,739
0,612
0,727
1991 2000 2010
1991 2000 2010 1991 2000 2010
1991 2000 2010
0,456
0,63
0,662
0,727
0,816
0,279
Com base nos mapas e gráficos e em seus conhecimentos sobre o assunto, responda:
a. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é um índice composto, calculado a partir de três variáveis: edu-
cação, longevidade e renda. Explique a importância de cada uma na mensuração do desenvolvimento humano.
b. Considerando o conjunto dos municípios brasileiros, procure explicar a evolução do IDHM entre 1991 e 2010.
c. Com base no IDHM, é possível afirmar que ainda persistem desigualdades regionais no Brasil? Justifique sua resposta.
38. UEMA
Analise os climogramas. Esses são gráficos que regis-
tram o comportamento da temperatura e das precipitações
ao longo dos meses do ano de qualquer tipo climático.
Precipitação
Entebbe – UGANDA
Temperatura
350
300
250
200
150
100
50
0
j f m a m j j a s o n d
40
30
20
10
0°C
–10
–20
(mm)
Ain Salah – ARGÉLIA
Precipitação Temperatura
350
300
250
200
150
100
50
0 j f m a m j j a s o n d
40
30
20
10
0°C
–10
–20
(mm)
a. Descreva as características dos climas representados
nos climogramas de cada localidade.
b. Identifique quais são esses climas.
39. IFSP
Analise os gráficos.
Transgênicos no mundo
Área global plantada com sementes modi�cadas
(milhões de hectares)
58,7 67,7
81,0
90,0 102
114,3
125,0
134,0
148,0
160,0
2001
200
150
100
50
0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
ChinaBrasilCanadá
EUA lideram
Área por país (milhões de hectares)
8,8 10,4
2010 2011
25,4 30,3
2010 2011
22,9 23,7
2010 2011
3,5 3,9
2010 2011
9,4 10,6
2010 2011
66,8 69,0
2010 2011
Estados Unidos
Argentina
Índia
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a agricul-
tura mundial e sobre os cultivos de transgênicos permitem
afirmar, corretamente, que
a. o crescimento dos cultivos na última década foi ex-
pressivo e a participação brasileira foi grande.
b. a área cultivada com sementes modificadas triplicou por
causa da incorporação de áreas africanas e asiáticas.
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c. o aumento da área cultivada entre 2008 e 2011 foi
mais destacado pela entrada dos Estados Unidos nes-
sa atividade.
d. a expansão entre 2009 e 2011 possibilitou aos transgêni-
cos ocuparem metade das terras agrícolas do mundo.
e. o forte aumento da área de cultivo entre 2005 e 2010 mos-
tra a popularização dos transgênicos pela Europa e Ásia.
40. UFSM-RS
Leia o texto.
Área territorial do Brasil aumenta
após IBGE atualizar dados
Ao atualizar as dimensões oficiais do Brasil, o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE)
descobriu que o país expandiu sua área em 890,45
quilômetros quadrados.
Segundo o IBGE, trata-se de um aprimoramento
tecnológico na medição e a simples incorporação de
novas áreas, especialmente de pequenos arquipéla-
gos e de águas internas. Na atualização do instituto
divulgada em 2001, as lagoas dos Patos e Mirim en-
traram na conta do território gaúcho.
De acordo com o geógrafo Gervásio Rodrigo
Neves, ex-professor da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS) e ex-delegado do IBGE no
estado, a mudança não é significativa. Justo porque
ela acontece o tempo todo e assim sempre será.
Culpa de pequenos detalhes, imperceptíveis para os
leigos, mas sensíveis aos equipamentos de medição.
“Qualquer alteração no nível do mar muda a me-
dida. Se a maré estava baixa, é uma coisa. Alta, é
outra”, diz.
Segundo Gervásio, "Nós não estamos mudando os
limites territoriais do país ou divisas internacionais,
mas aprimorando a tecnologia do trabalho, o que leva
à revisão de valores de área publicados".
Nesse caso, grande responsabilidade recai sobre
o GPS, velho conhecido dos carros brasileiros e fun-
damental para o funcionamento do Sistema de Re-
ferência Geocêntrico para as Américas (Sirgas2000),
adotado pelo IBGE. O instrumento permitiu maior
precisão no mapeamento territorial – superior às
tecnologias da década de 1990, por exemplo, e sem
comparação com a fotografia aérea, dos anos 1940.
Jornal Zero Hora, 24 jan. 2013.
De acordo com o texto e com seus conhecimentos, mar-
que verdadeira (V) ou falsa (F) em cada afirmativa.
( ) Dentre os principais motivos para o aumento do ter-
ritório brasileiro, há os avanços tecnológicos ligados
aos instrumentos de observação e medição, como
imagens de satélite e uso do GPS.
( ) A disputa por territórios com o Peru e Colômbia, nos
últimos anos, fez o Brasil aumentar de tamanho.
( ) As lagoas Mirim e dos Patos não eram contabilizadas
na extensão territorial do Brasil, por isso o país era
menor até essa atualização de 2013.
( ) As fotografias aéreas ainda são materiais cartográfi-
cos importantes na definição de demarcação de territórios.
A sequência correta é
a. F – F – V – V.
b. V – F – F – V.
c. F – V – F – V.
d. V – V – V – F.
e. V – F – V – F.
Veja o gabarito desses exercícios propostos na página 203.
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2 Da Guerra Fria à globalização
1. Os sistemas capitalista e socialista
Capitalismo é o nome que se dá ao modo de produ-
ção desenvolvido a partir do mundo europeu, durante o
Renascimento Comercial e Urbano, nos séculos XIII e XIV,
na Baixa Idade Média. Pequenos comerciantes e artesãos
que, até então, viviam à margem do sistema buscaram sua
sobrevivência no lucro e no acúmulo de riquezas. Viviam
em pequenas cidades chamadas burgos, daí a origem do
termo “burgueses”. É nesse grupo que se firmam os ideais
embrionários do sistema capitalista: a busca pelo lucro, a
acumulação de riquezas, a apropriação dos meios de pro-
dução e toda negociação feita em dinheiro.
A. Principais características
Podemos identificar, sem considerar as particularidades
de cada nação, algumas características que identificam as so-
ciedades capitalistas:
• Predomínio das propriedades privadas ou particulares
dos meios de produção. Todos os meios que permitem a
geração de riquezas como terras, unidades fabris, proprie-
dades urbanas, instituições financeiras e outras.
• Trabalho assalariado. A forma de remuneração está
na lógica do capitalismo, paga-se pelo trabalho uma
remuneração inferior à riqueza gerada por ele. A dife-
rença de valores é apropriada pelo capitalista.
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8
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10
• Economia regida pelas leis de mercado, como a lei
da oferta e da procura e a livre iniciativa. O preço es-
tabelecido para um bem depende da quantidade e da
procura que possui. É importante lembrar que há uma
diferença entre preço e valor. O valor está relacionado
à utilidade e empregabilidade de uma mercadoria e
o preço é o que o mercado determina, muitas vezes
atrelado ao marketing. O valor agregado (tecnologia)
e a questão do capital simbólico que corresponde à
valorização das mercadorias por questões de valores
culturais ou por outras razões também influem no va-
lor do produto. Exemplo: ovos de Páscoa.
• Lucro como principal meta da produção econômica
• Sociedade bastante estratificada, dividida em clas-
ses sociais em função do poder aquisitivo e dos
bens. Pode-se, grosso modo, caracterizar a sociedade
em burgueses, que são donos dos meios de produção,
e proletários, aqueles que vendem sua força de traba-
lho em troca de um salário.
B. A economia de mercado
A economia de mercado, própria do sistema capitalista, tem
por princípio que tudo que é produzido, ou pelo menos na maior
parte, a finalidade principal é a negociação (compra e venda).
Quem produz espera vender sua mercadoria para que, com o lucro
obtido, possa comprar itens que não possui ou não produz. Isso
quer dizer que as mercadorias (produtos) são feitas para serem
trocadas umas pelas outras ou por uma moeda corrente. Portanto,
mercadoria não é só um produto final da produção, mas sim algo
feito para ser negociado. Isso quer dizer que os objetos negocia-
dos precisam ser, ou pelo menos parecer, úteis para a sociedade.
Por esse motivo, existem tantas estratégias de vendas, publicida-
de e propagandas sobre produtos e até mesmo sobre serviços.
Em uma empresa capitalista, a meta não é simplesmente garantir
a reposição da produção, mas sim acumular capitais.
C. Crises do capitalismo
A acumulação de capitais, prevista e desejada no capitalis-
mo, é um processo que envolve dois momentos distintos: a pro-
dução e o comércio. Às vezes esses momentos apresentam-se
com problemas ou não são cumpridos totalmente. De modo sim-
plificado, podemos dizer que, se um investidor aplica seu capital
na produção de uma determinada mercadoria e não a vende,
interromperá o ciclo de reprodução do capital e poderá provocar
recessão ou crises econômicas. Quando problemas como esse
se repetem com frequência e atingem grande quantidade de em-
presas e em escala planetária, temos uma crise do sistema todo.
Essas crises podem ter origem em fatos externos e inter-
nos ao sistema. Por exemplo, as causas externas, que não são
produzidas pelo funcionamento do sistema capitalista, estão
relacionadas ao fornecimento de matérias-primas ou fontes de
energia ou à falta de infraestrutura logística que permita um bom
funcionamento da produção e distribuição das mercadorias. Já
as causas internas, que são provocadas pelo próprio funciona-
mento do capitalismo, estão relacionadas às quantidades produ-
zidas de uma mercadoria, à concorrência entre as empresas e à
capacidade de consumo de um determinado mercado.
C.1. Crise de 1929
Antes da Crise de 1929, a economia nos Estados Unidos es-
tava em pleno desenvolvimento. As indústrias produziam e expor-
tavam em grandes quantidades, principalmente para a Europa. A
elevada produção e os estoques provenientes do modelo fordista
marcavam esse período de pujança do modo de produção.
Após a Primeira Guerra Mundial, o quadro de vigor da eco-
nomia estadunidense manteve-se, pois os países europeus
estavam voltados para a reconstrução do setor industrial,
mantendo grandes volumes de importação. O problema para
as indústrias estadunidenses foi que, no final da década de
1920, as nações europeias já estavam reconstruídas, dimi-
nuindo drasticamente a importação de produtos industriali-
zados dos Estados Unidos.
Com a drástica diminuição das exportações para o mer-
cado europeu, o setor industrial dos Estados Unidos passou
a acumular enormes estoques de produtos. Grande parte das
empresas do setor industrial tinha ações na Bolsade Valores
de Nova York, com milhões de investidores nestas ações. O
governo facilitava créditos e os bancos emprestavam dinhei-
ro para que os investidores comprassem ações na bolsa de
valores. Os investidores, por sua vez, investiam mais no mer-
cado financeiro do que no setor produtivo (ex.: indústrias),
criando um forte mercado especulativo. No setor agrícola, os
produtores adquiriam terras e equipamentos visando à maior
produtividade para atender aos mercados interno e externo.
No dia 24 de outubro de 1929, ocorreu a quebra da bolsa
de valores. Foi a “Quinta-Feira Negra” quando houve uma corre-
ria de investidores que queriam vender suas ações ao percebe-
rem a desvalorização dos seus investimentos. Vendiam suas
ações na tentativa de recuperar o dinheiro investido, o que pro-
vocava maior queda no valor das ações. Esse dia foi o estopim
de uma crise geral da economia dos Estados Unidos, causada
pela superprodução diante de um subconsumo, com conse-
quências para a economia mundial. O efeito foi devastador para
o mercado de ações, que desvalorizaram rapidamente em pou-
cos dias. Milhões de títulos foram postos à venda sem que hou-
vesse compradores. Com a queda do valor das ações, pessoas
muito ricas tornaram-se pobres, pois seus investimentos já não
valiam mais nada. A falência de empresas se espalhou rapida-
mente, e o desemprego aumentou vertiginosamente.
Os bancos reduziram as linhas de crédito, empréstimos
não eram renovados e as dívidas passaram a ser executadas.
As pessoas não conseguiam pagar suas dívidas, levando à
quebra de muitos bancos, ao fechamento de vários estabeleci-
mentos comerciais e à redução da produção agrícola. O ciclo da
crise tinha sido formado: a quebra dos bancos levou à falência
empresas que neles faziam seus depósitos. O aumento do de-
semprego reduziu a renda disponível e restringiu o consumo e,
consequentemente, provocou a queda da produção pela dimi-
nuição da procura, o que gerou mais desemprego. A crise atin-
giu diretamente o setor agrícola, cujos produtores não conse-
guiam vender suas produções para saldar dívidas e hipotecas.
A crise, que também ficou conhecida como “A Grande De-
pressão”, foi a maior de toda a história do capitalismo, com
consequências devastadoras. Afetou não só a economia lo-
cal, como também países que possuíam relações de depen-
dência comercial com os EUA, como o Brasil, por exemplo.
Naquele momento, o Brasil possuía uma economia agroex-
portadora de café e a crise estadunidense reduziu sensivel-
mente as vendas desse produto para o mercado externo, tra-
zendo graves repercussões para nosso país.
A solução para a crise surgiu na década de 1930, com a elei-
ção do presidente Franklin Delano Roosevelt (democrata), em
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1932, que sucedeu ao presidente Herbert Hoover (republicano),
que não foi reeleito. Roosevelt governou o país de 1933 a 1945,
colocando em prática um audacioso plano econômico conhecido
como New Deal (Novo Acordo). O governo passou a controlar os
preços e a produção do setor industrial e agrícola, controlando
assim a inflação e a formação de estoques. Os investimentos em
obras públicas em infraestrutura conseguiram reduzir significati-
vamente o desemprego, principalmente com a criação de frentes
de trabalho. A era do liberalismo (Estado mínimo e mercado máxi-
mo) chegava ao fim com interferência do Estado economia – po-
lítica do keynesianismo (forte intervenção econômica do Estado,
com o objetivo principal de garantir o pleno emprego e manter o
controle da inflação, dentro dos parâmetros do sistema de mer-
cado capitalista). Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, a
atividade produtiva cresceu ainda mais, impulsionada principal-
mente pela política armamentista.
A eclosão de movimentos sociais e políticos socialistas,
além do aparecimento de governos totalitários em nações
européias (ex.: movimento nazifascista na Alemanha e Itália)
foram consequências da Crise de 1929.
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Fila de trabalhadores em Nova York à espera de comida distribuída
pelo governo. Atrás, em um outdoor, está a contradição
nos dizeres: "O mais alto padrão de vida do mundo"
C.2. Crise de 2008
A crise de 2008, mais precisamente a partir do mês de se-
tembro, foi antecedida por um período de crescimento econô-
mico estável e pela inflação baixa nos EUA, proporcionando um
apetite voraz no ambiente global por investimentos de risco.
Outro aspecto importante a considerar quando se trata des-
sa crise econômica, a maior da história do capitalismo desde a
Crise de 1929, foi sua origem em decorrência de duas guerras –
do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003, deflagradas após
os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados
Unidos. Essas guerras se estenderam até o início da década de
2010, forçando o governo a gastar muito dinheiro.
Além dos elevados gastos militares, que proporcionavam
grandes desequilíbrios nas contas públicas, os EUA ainda so-
friam com terríveis déficits na balança comercial. Ao invés de
o governo reduzir os elevados gastos, captou grandes somas
de capital no mercado financeiro internacional, principalmen-
te da China e da Inglaterra.
Os bancos também recebiam grandes investimentos do
exterior. Com o dinheiro injetado pelo exterior e a inflação bai-
xa que obrigava o Banco Central (chamado de FED – Federal
Reserve System, mais conhecido como Federal Reserve e,
informalmente, como The FED) a adotar baixas taxas de juros
para incentivar o consumo, os bancos passaram a oferecer
mais créditos, inclusive a clientes considerados de alto risco
(conhecidos como subprime – traduzido como ‘de segunda
linha’) que detinham péssimos históricos de crédito. Como a
economia vinha crescendo com força, os bancos viram nes-
ses clientes possibilidades de ganhos maiores.
Com a grande oferta de créditos a juros baixos, a popu-
lação passou a comprar muito, principalmente imóveis, valo-
rizando rapidamente o setor imobiliário com a elevação dos
preços e financiando a bolha imobiliária que iria desencadear
a crise. Os contratos de hipotecas foram engenhosamente
transformados pelos bancos em títulos (ações) de baixo risco
de calote (default) e vendidos a outras instituições financei-
ras. Tudo isso sem uma regulação mais coordenada dos mer-
cados financeiros por parte do governo.
Mesmo em um ambiente com operações de maior risco, os
investidores não relutaram em adquirir de títulos atrelados ao
mercado imobiliário, especialmente porque as agências de clas-
sificação de risco ofereciam uma nota AAA, a mais alta qualidade
para esse tipo de investimento. O detalhe é que as agências de
risco são remuneradas pelos bancos com operações com os
títulos vinculados ao setor de imóveis e supostamente podem
agradar as instituições financeiras que solicitam as análises.
Outro problema é que as hipotecas do subprime possuem taxas
de juros pós-fixadas que sobem de acordo com as oscilações da
economia, isto é, sobem quando a economia fica ruim.
Chegou, porém, a hora em que a taxa de juros começou
a subir, reduzindo a procura por imóveis e provocando a
consequente queda dos preços, pois a bolha imobiliária ha-
via estourado. A inadimplência foi inevitável. Além disso, as
pessoas já não viam sentido em continuar pagando dívidas
exorbitantes quando os imóveis estavam valendo cada vez
menos. Por exemplo, não havia lógica em pagar uma hipoteca
elevada de um imóvel que valia US$ 1 milhão e que, de re-
pente, passava a valer US$ 750 mil. Nesse momento, faltou
dinheiro aos bancos para honrarem os compromissos com os
credores dos títulos das hipotecas, diante da elevada inadim-
plência da população.
Em um primeiro momento, instituições do setor hipotecário,
financeiro e de seguros receberam ajuda financeira do governo de
George W. Bush(do Partido Republicano). O grande problema era
que os contribuintes americanos corriam o risco de ter um prejuí-
zo de bilhões de dólares com essas injeções de recursos nas ins-
tituições, por isso foi ficando cada vez mais difícil, politicamente,
para o governo socorrer companhias privadas. Como resultado de
pressões políticas, o governo rejeitou conceder garantias para uma
operação de compra do Lehman Brothers pelo banco britânico Bar-
clays. No dia 15 de setembro de 2008, o banco Lehman Brothers
(fundado em 1850) quebrou. O fechamento do quarto maior ban-
co de crédito dos Estados Unidos causou pânico e travou o crédito,
além de afundar as bolsas de valores de todo o mundo, disparando
o alarme sobre o tamanho da crise global.
Chegou a crise, secando o crédito empresarial e individual.
Muitas empresas, impossibilitadas de contrair empréstimos
para o pagamento de empregados e fornecedores, cancelaram
investimentos e, consequentemente, reduziram o quadro de
funcionários. O desemprego atingiu drasticamente a classe
trabalhadora. Os bancos passaram para a liquidez – venda dos
imóveis que iam sendo tomados dos inadimplentes, o que pro-
vocava ainda mais a queda no preço dos imóveis.
O efeito dominó foi inevitável. Como os Estados Unidos
é a maior economia do mundo, a crise afetou as economias
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em escala global. Bolsas de valores foram afetadas diante da
queda, no mercado, do valor das ações; além disso, os preços
de produtos industrializados e das commodities caíram dian-
te da recessão econômica.
O neoliberalismo (política de redução da presença do Esta-
do no mercado), que se espalhou pelo mundo após o Consenso
de Washington (EUA e Reino Unido, na década de 1980) e, prin-
cipalmente, com a globalização a partir dos anos 1990, entrou
em xeque diante da crise que começou no mercado imobiliário
e contaminou o restante dos setores econômicos.
A intervenção do Estado no mercado foi a saída para con-
ter a crise: uma política de estímulos públicos foi aplicada à
economia pelo presidente Barack H. Obama (do Partido De-
mocrata), eleito em 2008 e reeleito em 2012.
A palavra “hipoteca” é derivada do grego hypothéke,
que significa “coisa entregue pelo devedor, por exigência
do credor”. Consiste no oferecimento de um bem, geral-
mente um imóvel, como garantia na tomada de um emprés-
timo, sendo retomado somente com o pagamento integral
da dívida, isto é, da quitação.
D. Teorias sobre a relação do Estado e a economia
D.1. Liberalismo
Liberalismo é uma teoria político-econômica que surgiu
em oposição ao mercantilismo e o ao absolutismo. O principal
teórico do liberalismo econômico foi o filósofo e economista
escocês Adam Smith (1723-1790).
A teoria liberal ancora-se em quatro pontos: a liberdade eco-
nômica, também chamada de livre-mercado ou livre-concorrên-
cia econômica; a participação mínima do Estado nos assuntos
econômicos da nação; a defesa da propriedade privada; a igual-
dade perante a lei (Estado de direito). Segundo essa teoria, a
economia iria se regular por si só – "laissez faire, laissez passer
et le monde va de lu même" ("deixe fazer, deixe passar e o mundo
marcha sozinho"). É a doutrina da "mão invisível", de acordo com
a qual a economia é regulada pelo mercado e suas leis.
D.2. Keynesianismo
O economista inglês John Maynard Keynes (1883-1946)
propunha uma política econômica com maior participação do
Estado. Vale ressaltar que Keynes era contra a estatização da
economia. Caberia ao governo criar oportunidades reais de
trabalho por meio de obras públicas em infraestrutura; con-
ceder linhas de crédito para investimentos do setor privado;
criar políticas protecionistas. A política intervencionista key-
nesiana acabou por influenciar a aplicação do Welfare State
(O Estado de bem-estar social), difundido principalmente nos
países europeus, após a Segunda Guerra Mundial, isto é, a
ideia do Estado protetor. Após a Crise de 1929, Franklin Dela-
no Roosevelt, adotou as ideias do keynesianismo, ao romper
com os princípios do liberalismo clássico por meio da política
econômica do New Deal (Novo Acordo).
D.3. Neoliberalismo
Teoria político-econômica que prega o Estado mínimo e o
mercado máximo, com total liberalização da economia. Estabe-
lece a livre circulação de capitais; dá ênfase à globalização; dá
abertura para a entrada de transnacionais; estimula a privati-
zação; defende que o Estado deve limitar seus gastos à arreca-
dação, eliminando o déficit público, entre outras. Nessa teoria,
cabe ao Estado o controle da inflação, garantir o bem comum e
o equilíbrio social, além de combater os excessos da livre-con-
corrência. Os Estados Unidos de Ronald Reagan, o Reino Unido
de Margareth Thatcher e a Alemanha de Helmut Khol foram os
principais representantes do neoliberalismo no final dos anos
1980. O Consenso de Washington, em 1989, foi o marco do re-
torno ao neoliberalismo.
Disponível em: <//www.estudopratico.com.br/
consenso-de-washington-objetivos-regras-
e-o-brasil/>.
01. IFSul-RS
Leia o texto.
O mundo dos homens é cada vez mais o mun-
do da mercadoria e do que é possível comprar.
A relação das pessoas – mediada pelo dinheiro –
passa pela relação das coisas. ‘Me perdoe a pres-
sa, é a alma dos nossos negócios’ ou ainda ‘Tudo
bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no
futuro’. Essas metáforas expressam de forma cla-
ra o fato de que a relação entre as pessoas na me-
trópole é mediada pela mercadoria, pelo dinheiro.
CARLOS, A. F. A. A cidade. São Paulo: Contexto, 2011. p. 19.
O texto retrata a economia de mercado – que consti-
tui uma importante característica do sistema socioeconô-
mico global intitulado de
a. socialismo.
b. feudalismo.
c. capitalismo.
d. anarquismo.
Resolução
O capitalismo é caracterizado pela economia de mer-
cado, com dominância de empresas privadas, livre-concor-
rência, lucro, propriedade privada, sociedade dividida em
classes sociais. O socialismo caracteriza-se pela estatização
da economia e classe social única. O feudalismo fundamen-
tava-se na propriedade da terra, cedida pelo senhor feudal ao
vassalo em troca de serviços mútuos. O anarquismo susten-
ta a ideia de que a sociedade existe de forma independente
e antagônica ao poder exercido pelo Estado e baseada na
liberdade total, porém responsável.
Alternativa correta: C
02.
Dê a principal característica do capitalismo quanto:
a. à economia;
b. à propriedade dos meios de produção;
c. aos partidos políticos.
d. às classes sociais.
APRENDER SEMPRE 17
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Resolução
a. Economia de mercado.
b. Propriedade privada.
c. Pluripartidarismo.
d. Divisão de classes sociais: burguesia (dona dos
meios de produção) e proletariado (vende sua for-
ça de trabalho em troca de salário)
03. Unicamp-SP
Criada em 2010, no início da crise financeira grega,
a Troika (composta pelo Banco Central Europeu, Comis-
são Europeia e Fundo Monetário Internacional) tem sido
a principal protagonista dos planos de resgate de países
europeus em crise. Contudo, as medidas de austeridade
impostas a esses países têm promovido mais desigual-
dades sociais e, contrariamente ao desejado, têm aumen-
tado o desemprego.
OCEANO
ATLÂNTICO
Mar do
Norte
Mar Negro
Mar Mediterrâneo
Irlânda
30,9%
França
26,9%
Portugal
38,6%
Espanha
55,5% Itália
38,7%
Grécia
59,4%
Países na zona do Euro
0 km 0 km
a. Indique duas medidas de austeridade impostas
pela Troika aos países em crise da Zona do Euro.
b. Além do desemprego, indique duas consequên-
cias sociais provocadas pela recessão econômica
em que se encontram esses países europeus.
Resolução
a. Entre as medidas de austeridade impostas pela
União Europeia e FMI aospaíses em crise da Zona
do Euro (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha
e Chipre), destacam-se: ajuste fiscal (adequação
dos gastos públicos à arrecadação com aumento
de carga tributária), reforma na previdência (au-
mento de idade para se aposentar), reforma no
setor bancário, congelamento ou redução de salá-
rios, demissão de funcionários públicos e diminui-
ção de investimentos sociais.
b. Entre as consequências sociais provocadas pela
recessão econômica estão:
• aumento significativo do número de imigrantes
dos países em crise, como a Grécia, em direção
aos países em melhor situação econômica da
União Europeia e até países emergentes;
• crescimento da xenofobia (aversão aos estrangei-
ros e intolerância étnica e religiosa) em vários países
contra imigrantes de nações subdesenvolvidas.
2. Etapas de evolução do capitalismo
e o sistema socialista
A frase “vivemos em um mundo capitalista” certamen-
te já foi dita ou ouvida por muitas pessoas. O capitalismo é
um sistema socioeconômico marcado pela propriedade so-
bre os meios de produção e o capital, que teve sua origem
na crise do feudalismo e sua evolução em quatro fases. Já
o socialismo de Marx surgiu no século XIX, com o objetivo
de coletivizar a propriedade e tornar a sociedade igualitária.
Esses dois sistemas antagônicos marcaram o mundo no pós-
-Segunda Guerra Mundial.
A. Etapas da evolução do capitalismo
Podemos dividir, grosso modo, o desenvolvimento do
capitalismo em quatro momentos ou fases: o capitalismo
comercial ou pré-capitalismo; o industrial; o monopolista ou
financeiro; e o informacional ou globalizado.
A.1. Capitalismo comercial ou pré-capitalismo
Iniciou-se com a expansão ultramarina européia (Gran-
des Navegações), etapa em que a burguesia mercante
buscava se fortalecer economicamente com o apoio dos re-
cém-formados estados nacionais europeus. Estendeu-se do
século XVI ao XVIII. Esses comerciantes, financiados por reis
e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, começaram
um ciclo de exploração cujo objetivo principal era o enriqueci-
mento e o acúmulo de capital.
Nesse contexto, podemos identificar as seguintes caracte-
rísticas capitalistas: acúmulo de riquezas associadas ao lucro,
uso de mão de obra escrava, moeda substituindo o sistema de
trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia
e formação de uma estrutura social de desigualdades. Essa eta-
pa do desenvolvimento capitalista foi fundamental para a acu-
mulação primitiva de capitais que financiou as etapas seguintes.
O mercantilismo (comércio), o metalismo (acúmulo de
metais – ouro e prata) e o pacto colonial foram marcas des-
sa fase capitalista. Para muitos historiadores, a globalização
teria sua origem nessa fase capitalista com o comércio inter-
nacional, o avanço tecnocientífico (caravelas, bússola, car-
tografia, astronomia etc.) e, no campo cultural, com o Renas-
cimento. Essa fase expansionista permaneceu até a ordem
bipolar, no pós-Segunda Guerra Mundial.
A.2. Capitalismo industrial
Em meados do século XVIII, a Europa passou por novas trans-
formações no que se refere à produção. A Primeira Revolução In-
dustrial, iniciada na Inglaterra, trouxe profundas transformações
nos meios de produção, com a invenção da máquina a vapor e o
tear mecânico, além do uso do carvão mineral como fonte de ener-
gia. Os fabricantes, dessa forma, aumentaram suas margens de lu-
cro, pois a produção acontecia com mais rapidez, permitindo uma
oferta maior com preços mais baixos, elevando as vendas. O acú-
mulo de riquezas passava também a ser feito pela produção, isto é,
pela exploração da mão de obra em longas jornadas de trabalho. O
capitalismo ganhava um novo formato: industrial.
Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir
a Ásia e a África nesse sistema, através da partilha de suas ter-
ras.O Congresso ou Conferência de Berlim 1884-85, por exem-
plo, foi responsável pela partilha da África. Esses dois continen-
tes foram explorados pelos europeus dentro de um contexto
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conhecido como neocolonialismo, no qual ganhava destaque a
DIT (Divisão Internacional do Trabalho). Ao contrário do pré-capi-
talismo (mercantilismo), nessa fase o Estado não intervinha na
economia, que passava a funcionar única e tão somente pelas re-
gras de mercado. Surgiu, então, a doutrina do liberalismo econô-
mico (o Estado mínimo e o mercado máximo, isto é, o Estado não
deve intervir nas relações econômicas que existem entre indiví-
duos, classes e nações. O liberalismo defende o livre-comércio, a
livre iniciativa, tendo como máxima o lema: laissez faire, laissez
passer deixe fazer, deixe passar), defendida por economistas bri-
tânicos, como Adam Smith e David Ricardo.
Foi nessa época que países como o EUA, o Canadá, o Japão,
a França, a Alemanha e a Itália realizaram suas revoluções in-
dustriais. A dinamização dos meios de transportes incorporava
regiões cada vez mais distantes ao mercado europeu.
A.3. Capitalismo financeiro ou monopolista
Uma das consequências do crescimento da economia ca-
pitalista no século XIX foi a crescente concentração de capitais
pelas empresas e instituições financeiras (bancos, corretoras
de valores e atividades comerciais). O mercado livre favoreceu
a formação de grupos econômicos cada vez mais verticaliza-
dos, quer dizer, aqueles que possuíam mais capitais sempre
conseguiam sobrepor-se aos grupos menores ou menos capi-
talizados. A circulação de dinheiro e o capital bancário definem
a maior parte do investimento mundial. Nessa nova etapa, que
se estendeu pelo século XX, as fusões e incorporações come-
çaram a formar grandes monopólios e oligopólios. Empresas
que até hoje dominam diversos setores econômicos foram fun-
dadas nesse período, tornando-se multinacionais.
Empresa Fundação País
General Mortors 1916 EUA
Mitsubishi 1880 Japão
Fiat 1899 Itália
Coca-Cola 1886 EUA
Siemens 1847 Alemanha
Grandes grupos econômicos do mundo capitalista
Essa fase capitalista marcou o domínio do mercado pe-
las grandes empresas. Tornou-se comum grandes empresas
comprarem instituições financeiras, bancos; e estes, por sua
vez, adquirirem grandes empresas.
O monopólio ocorre quando uma empresa domina sozi-
nha a produção de uma determinada mercadoria ou serviço,
impondo seus preços. O oligopólio é a situação de mercado
em que poucas empresas detêm o controle da maior parce-
la do mercado. As práticas monopolistas e oligopolistas são
combatidas por medidas político-econômicas por parte dos
governos, pois o capitalismo prega a livre-concorrência, mas
ao longo do processo industrial não foi bem o que ocorreu.
Oligopolis
Cartel
Quando empresas do mesmo setor dominam
o mercado, praticando o mesmo preço por
meio de acordos.
Truste
Quando empresas se fundem para assegurar
o controle do mercado, estabelecendo preços
altos para obter maior margem de lucro.
Holding
Quando uma grande empresa controla outras
empresas por maioria acionária. Apesar
de ser legal em alguns países (ex. Brasil),
é extremamente desleal, ao eliminar ou
dificultar a concorrência.
Dumping
Quando empresas praticam preços abaixo
do custo de produção ou do mercado,
com a finalidade de quebrar as empresas
concorrentes, para adquiri-las ou fechá-las.
Houve a expansão das grandes empresas com sede nos
países desenvolvidos para os países subdesenvolvidos, ins-
talando filiais que aproveitavam vantagens, como mão de
obra barata, mercado consumidor, matérias-primas, incen-
tivos fiscais e até leis ambientais brandas, como forma de
ampliar os lucros com a redução dos custos e domínio mais
amplo dos mercados.
Países latino-americanos (Brasil, México, Argentina e Chi-
le), africanos (África do Sul, Nigéria, Egito, Argélia) e asiáticos
(Índia, China e Tigres Asiáticos) foram incorporados ao sis-
tema industrialpelas multinacionais, por meio do processo
da descentralização industrial, culminando com a chamada
Nova DIT – países pobres exportadores de matérias-primas e
de bens industrializados.
Os meios de transporte e de comunicações encurtaram
as distâncias, favorecendo cada vez mais as transações co-
merciais e financeiras em escala mundial.
A.4. Capitalismo informacional ou globalizado
Com o advento da Terceira Revolução Industrial ou Re-
volução Tecnocientífica ou Revolução Informacional, na
segunda metade do século XX, o sistema capitalista atingiu
sua fase mais global. As inovações tecnológicas nas áreas
de robótica, informática, satélites, telecomunicações etc.
tornaram-se responsáveis pelo incremento da produtiva
econômica e pela rapidez do fluxo de capitais, de mercado-
rias (bens) e de informações.
População online no mundo
(Internautas em bilhão)
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União Internacional das Telecomunicações (Agência da ONU)
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Vale destacar a integração entre capitalismo industrial, fi-
nanceiro e informacional, pois novas tecnologias empregadas
no setor produtivo (indústria) permitiram o aumento da produ-
ção e grande diversificação de produtos. No sistema financeiro
(bancos e bolsas de valores), cada vez mais o dinheiro circula
rapidamente pelo mundo. No informacional, os produtos e ser-
viços são resultados do conhecimento agregado.
A evolução tecnológica por meio da Terceira Revolu-
ção Industrial, no contexto dos meios de comunicação e de
transportes, e a expansão do capitalismo no pós-Guerra Fria
consolidaram a integração econômica do mundo no processo
da globalização, a partir da década de 1990. Com a Nova Or-
dem Mundial Multipolar, reduziram-se as distâncias entre po-
vos de diferentes culturas e entre países (geopolítica), sendo
o processo de integração inevitável, o que favoreceu as trocas
comerciais em um nível jamais visto entre países.
Como vimos anteriormente, o neoliberalismo, baseado
na redução da presença do Estado na economia, nas priva-
tizações, no corte ou rígido controle dos gastos públicos e na
livre-concorrência, voltou a nortear o sistema capitalista após
o Consenso de Washington, na década de 1980, chancelado
pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido e defendido por ins-
tituições como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Ban-
co Mundial, que o exigiam como pré-requisito para a conces-
são de novos empréstimos. A abertura dos mercados exigida
pelo neoliberalismo foi peça importante para a ampliação do
comércio mundial globalizado e para as empresas transna-
cionais industriais ou bancárias se disseminarem pelo mun-
do com mais rapidez, diante de mercados mais abertos (livre-
concorrência) e de vantagens por parte dos estados ávidos
em atraí-las.
Características do capitalismo
informacional ou globalizado
Grande importância da informática – redes
interligadas pela internet.
Valorização das empresas ligadas ao desenvolvimento
tecnológico – computadores, games, notebooks,
softwares, aplicativos, smartphones etc.
Valorização do trabalhador qualificado – conhecimento
tecnológico e desenvolvimento criativo.
Importância das empresas especializadas no
desenvolvimento de software e aplicativos,
chamadas de startups.
Grande produção e comercialização
de produtos tecnológicos.
Desse modo, o conhecimento e sua rápida difusão no cen-
tro do desenvolvimento do processo tecnológico exigem que
as sociedades se estruturem na era da informação (conheci-
mento), em um arranjo em sistemas de redes (integração): in-
ternet; sistemas de transportes e de comunicações. Na hierar-
quia urbana internacional, as cidades globais tornam-se polos
que formam o elo entre o local e o global. O meio técnico-cien-
tífico-informacional impacta o cotidiano da sociedade, cada
vez plugada no global, provocando sucessivas transformações
nos âmbitos cultural (assimilação de novos padrões culturais),
econômico (funções que exigem conhecimento tecnológico ou
no desemprego crônico ou estrutural), comunicação (telemá-
tica – conjunto de serviços informáticos fornecidos através de
uma rede de telecomunicações). Infelizmente, nem todas as
sociedades estão conectadas ao capitalismo informacional de
maneira justa e competitiva.
Nos países em desenvolvimento, a elevada desigualda-
de social não é estímulo para que toda a sociedade consiga
participar igualitariamente dos avanços e das exigências que
o mundo tecnológico demanda, ampliando, assim, a exclusão
social de grande parte da população mundial. É lamentável
pensar que há milhares de pessoas sem acesso a saneamen-
to básico, energia elétrica, moradia, emprego digno, educação
etc., o que dizer, então, do acesso à tecnologia.
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ARCHI/ISTOCK
Além da utilização da tecnologia informacional para fins
econômicos (produção, gerência, venda, etc), a internet
(redes sociais, sites, blogs, comunicadores instantâneos)
tornou-se a principal plataforma de protestos para a popula-
ção em todo o mundo, permitindo maior interação e trocas
de informações político-ideológicas, religiosas, ambientais,
sociais e até pedidos de abaixo-assinado on-line, através
de redes sociais, sites, por exemplo. As manifestações nas
ruas estão sendo organizadas, acompanhadas ou apoiadas
por um número cada vez maior de pessoas por meio da inter-
net. A Primavera Árabe, que teve início em 2010, na Tunísia, e
espalhou-se pelo norte da África e Oriente Médio, mostrou o
poder do uso da internet como ferramenta para as manifes-
tações populares, ampliando a capacidade de comunicação e
mobilização das pessoas. Por outro lado, a Guerra Cibernética
ou ciberguerra também é uma realidade na era da informação
instantânea, pois o uso de ataques digitais a estruturas estra-
tégicas ou táticas de um alvo, para fins de espionagem ou sa-
botagem, atinge organizações, países ou pessoas, podendo
ter alvos civis ou militares.
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metrópoles
(expansão marítima)
colônias
(exploração)
metais preciosos,
especiarias, escravos etc.
manufaturas
Colonialismo
Capitalismo comercial
Evolução da Divisão Internacional do Trabalho (DIT)
Capitalismo industrial – Financeiro (até a Segunda Guerra Mundial)
Capitalismo financeiro (após a Segunda Guerra Mundial)
Origem da DIT
metrópoles
(Revolução industrial)
colônias
(exploração)
produtos primários:
agrícolas, minerais e fósseis
produtos industrializados
imperialismo
Origem da DIT
países desenvolvidos
países
subdesenvolvidos
industrializados
produtos primários:
produtos industrializados
capitais: juros, royalties e lucros
produtos industrializados
e capitais: empréstimos,
investimentos produtivos
e especulativos, tecnologia
produtos primários e capitais:
juros, royalties e lucros
produtos primários e capitais: juros, royalties e lucros
Ao longo da história do capitalismo mundial, os países passaram a desempenhar
funções distintas com a finalidade de sustentar seu funcionamento.
produtos industrializados
(em geral, de tecnologia superior)
capitais: empréstimos, investimentos
produtivos e especulativos, tecnologia
produtos industrializados
(em geral e tecnologia superior)
e capitais: empréstimos, investimentos
produtivos e especulativos, tecnologia
Comércio globalizado
Nova DIT
países desenvolvidos países subdesenvolvidos
não industrializados
países subdesenvolvidos
não industrializados
produtos primários:
agrícolas, minerais e fósseis
produtos industrializados
capitais: investimentos e
empréstimos (pouco)
DIT clássica
Capitalismo
Informacional
(final do século XX)
ampliação da
circulaçãode bens,
serviços e capitais.
B. Sociedade de consumo
“Consumir mais é melhor” é uma típica frase
para se referir à sociedade de consumo, que tem
suas raízes no processo da Revolução Industrial.
O modelo de produção em série e o crescimento
das empresas de comunicação foram fundamentais
para a concretização da sociedade de consumo,
disseminada pelo sistema capitalista e tendo nos
Estados Unidos seu principal representante para o
mundo ao longo do século XX.
O modelo do American Way Of Life (estilo de
vida americano) no início do século XX, que emer-
giu diante da grande prosperidade da economia es-
tadunidense e da elevada capacidade produtiva do
setor industrial, intensificou a sociedade de consu-
mo. A melhora no nível de vida foi possível com o
rápido desenvolvimento de setores industriais (quí-
mico, elétrico, automobilístico etc.), a organização
industrial, o emprego e o consumismo acelerado,
por exemplo, de eletrodomésticos e veículos.
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A sociedade de consumo tornava-se o motor da
economia, resultando em lucros para as empresas
e bem-estar econômico para a população – renda,
emprego e aquisição de produtos.
World’s highest standard of living
There’s no way like the american way.
O consumo é fundamental para a economia de uma nação. As
pessoas precisam consumir para atender a suas necessidades e
gerar lucro para as empresas, que, por sua vez, geram empregos.
Já o consumismo é uma compulsão do indivíduo em comprar, de
forma ilimitada e sem necessidade, mercadorias (bens) e servi-
ços. A excessiva influência dos meios de comunicação de massa
faz com que o indivíduo seja dominado por preocupações de or-
dem material e consuma de maneira impulsiva, descontrolada, ir-
responsável e, por vezes, irracional. Cria-se um simbolismo entre
o consumir e sua relação com o prazer, o sucesso e a felicidade,
muito bem trabalhados nas mensagens comerciais.
A evolução tecnológica dos meios de produção possibili-
ta o aumento do volume e da diversidade de mercadorias em
circulação para o consumista. Técnicas de publicidade e mar-
keting são criadas para escoar a produção quando a oferta ex-
cede a procura, visto que as mercadorias ficam cada vez com
menos tempo de vida útil diante de meios de produção cada
vez mais tecnológicos e eficazes e de menor custo. Os meios
de comunicação massificam os padrões de consumo, criando
o consumo de massa /indústria cultural, isto é, o objetivo espe-
cífico é atingir a maioria da população, transcendendo qualquer
natureza social, étnica, etária etc., por meio da comunicação de
massa (exemplos: televisão, cinema, internet). Assim, a função
do consumo extrapola as reais necessidades do indivíduo.
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O cartão de crédito é um dos principais responsáveis pela
facilidade na compra de produtos para uma quantidade cada vez
maior da população de diferentes classes sociais, ao dividir a
compra em parcelas mais compatíveis. O indivíduo é atraído por
ofertas, novidades e mídias e pelos benefícios que alguns cartões
oferecem aos usuários, como os programas de recompensa.
A população de faixa etária jovem é a que sofre com o
apelo mais forte ao consumismo, apesar de ele estar pre-
sente em todas as faixas etárias. Além dessa faixa etária se
apresentar como alvo em potencial para a publicidade, a ne-
cessidade de inclusão em um grupo pode forçar o jovem a se
vestir de tal maneira ou possuir produtos para que seja aceito
no grupo ou pelo contexto do exibicionismo que representa a
ostentação – símbolo do consumismo. A internet é uma pode-
rosa ferramenta de publicidade para atingir essa faixa etária.
Há uma preocupação social em relação ao consumismo,
que vem sendo condenado também no contexto ambiental,
ao ampliar a exploração dos recursos naturais para a produ-
ção de matérias-primas voltadas a atender a maior demanda
do setor industrial que precisa produzir mais e mais merca-
dorias. Até os recursos renováveis já enfrentam escassez –
água potável, florestas e solos. Os recursos não renováveis se
aproximam a cada dia do esgotamento total. A obsolescência
programada ou planejada – produção de mercadorias pre-
viamente elaboradas para serem descartadas rapidamente
– força o indivíduo a comprar um novo produto o mais breve
possível. O apelo pelo novo (moderno) torna obsoletos os pro-
dutos, maximizando a produção de lixo por uma sociedade
alimentada pela cultura do consumo e do descarte, amplian-
do dessa forma a problemática ambiental.
O consumo consciente e a sustentabilidade foram posi-
ções defendidas na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas
sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio de Janeiro/Brasil,
2012) e governos e sociedade devem assumir para promover
a justiça social, o bem-estar humano, a erradicação da pobre-
za e um desenvolvimento econômico mais igualitário. Essas
ações são fundamentais para reduzir os impactos ambientais
negativos e a escassez ecológica.
C. Socialismo
Inicialmente, é preciso discutir a vulgarização do termo socia-
lismo; afirmações de que os comunistas lutam pelo socialismo ou
que os socialistas são anarquistas e assim por diante aparecem
muito comumente. A história das ideias socialistas possui algumas
distinções como a utopia socialista, a teoria marxista e o socialis-
mo posto em prática pela primeira vez com a Revolução Russa.
C.1. Socialismo utópico
Segundo os socialistas, os ideais libertários da Revolução
Francesa nunca foram alcançados. No início do século XIX,
muitos escritores e intelectuais consideraram a industriali-
zação como a causa das maiores dificuldades e dos maiores
sofrimentos da sociedade. Socialistas como o inglês Robert
Owen e os franceses Charles Fourier e o conde Saint-Simon
apresentaram várias ideias como forma de superar as desi-
gualdades trazidas pela industrialização. Como eram ideias
apenas e não se baseavam em uma metodologia científica,
tais pensadores eram chamados de utópicos. Outro pensador
utópico foi sir Thomas Moore, muitas vezes chamado de Tho-
mas Morus, grande humanista do Renascimento, canonizado
pela Igreja Católica, em 1935, que, em seu livro intitulado Uto-
pia, construiu uma sociedade imaginária, ideal, sem proprie-
dade privada, com absoluta comunidade de bens e do solo,
sem antagonismos entre a cidade e o campo, sem trabalho
assalariado, sem gastos supérfluos e luxos excessivos, com
o Estado como órgão administrador da produção.
Os socialistas utópicos acreditavam na possibilidade de
transformação da sociedade sem que houvesse conflitos en-
tre burgueses e proletários – a resolução dos problemas so-
cioeconômicos sem o choque de classes sociais. Importan-
te ressaltar que os socialistas utópicos tiveram importante
contribuição para que outros intelectuais concebessem no-
vas reflexões sobre a sociedade capitalista.
C.2. Socialismo científico
Karl Marx e Friedrich Engels desenvolveram a teoria do socia-
lismo científico, denominado assim por não se apresentar mais
como um ideal somente, mas como uma necessidade histórica
que deriva da crise do capitalismo. Em 1848, Marx e Engels lançam
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O manifesto comunista, que analisa a história como o resultado
da luta entre duas classes sociais distintas e antagônicas – a bur-
guesia, dona dos meios de produção, e o proletariado, que vendia
sua força de trabalho como forma de sobrevivência – e instiga o
proletariado a se unir para a tomada do poder político, tendo como
pano de fundo as injustiças sociais do capitalismo. Para Marx, um
burguês pode trabalhar muito, mas sua riqueza não vem apenas
de seu trabalho, pois ele se apropria da força de trabalho de seus
empregados, que recebem um salário equivalentea apenas pou-
cas horas do seu trabalho. Por exemplo, um burguês emprega 5
trabalhadores em uma indústria de calçados, cada um recebe
um salário de U$ 100 por mês e produz 100 pares de sapatos ao
mês. Cada par é vendido a U$ 10,00 e, no fim do mês, o emprega-
do gerou sozinho U$ 1.000,00. Descontando-se o valor do salário
e do material gasto na produção, ainda sobrariam U$ 500,00, que
é apropriado pelo burguês. Esse valor é o que Marx chamava de
mais-valia, sendo, segundo ele, a base de todo o sistema capitalis-
ta. Isso significa que a lógica do sistema capitalista é a exploração
da mão de obra para acumulação de riquezas.
O materialismo histórico, que é a ferramenta chave usa-
da por Marx para a criação da teoria do socialismo científico,
propõe que toda a história é uma série de lutas entre a classe
dominante e a classe dominada (antagonismo). O capitalismo,
segundo Marx, tem contradições que poderiam causar sua pró-
pria destruição e, então, seria substituído pelo socialismo, com
o qual os trabalhadores formariam uma sociedade mais justa e
baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.
Para se chegar ao socialismo, seria necessária uma revolução
social para implantar a ditadura do proletariado, que comporia o
elo de transição do capitalismo para o socialismo. No socialismo,
desaparece a mais-valia, e o produto do trabalho social é dividido
pelos trabalhadores de acordo com seu trabalho. O socialismo é a
etapa de transição ao comunismo, que se caracteriza pelo desapa-
recimento total do Estado e pelo alto desenvolvimento das forças
produtivas e que permite atender o princípio: "De cada um segundo
as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades".
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Karl Marx (1818 a 1883), filósofo alemão e socialista revolucionário
C.3. Socialismo real
Diversos governos proclamaram-se socialistas, como
URSS, Cuba, China, Coreia do Norte, Vietnã, Angola, Moçambi-
que e os países do Leste Europeu. Recentemente, Venezuela,
Bolívia e Equador começaram a trilhar um modelo socialista,
chamado de “socialismo do século XXI”, com processos de esta-
tização, investimentos sociais, rejeição à interferência dos EUA.
São fortemente dependentes da exportação de commodities
provenientes dos recursos naturais.
O que mais se aproximou do socialismo foi a URSS,
que, com a Revolução Russa de 1917, tornou-se o primei-
ro país socialista da história. Contudo, por fatores como a
burocratização do Estado, a ausência de liberdade sindical
e política, a falta de participação popular nas decisões do
governo, podemos afirmar que a prática divergiu da teoria.
O socialismo é caracterizado por uma sociedade sem clas-
ses sociais e pelo processo gradativo de desaparecimento
do Estado, o que não ocorreu na URSS. Após a burocrati-
zação, a URSS viveu um regime de terror, fome e ditadura
comandado por um dos mais cruéis ditadores da história
socialista: Josef Stálin, que governou com rigor a URSS en-
tre 1924 e 1953.
Os países socialistas que foram se formando desde en-
tão seguiram o modelo criado pelos soviéticos e reproduzi-
ram a mesma estrutura de poder e forma de gerenciamento
que a URSS. Essa diferença para a teoria científica do socia-
lismo produziu o chamado socialismo real, quer dizer, aque-
le que efetivamente foi posto em prática.
C.3.1. Características do socialismo real
De modo geral, sem considerar as particularidades de
cada país, podemos identificar algumas características mar-
cantes do socialismo real:
a. ausência de propriedades privadas;
b. coletivização das áreas agrícolas;
c. formação de uma burocracia estatal dirigente;
d. ausência de liberdade político-partidária;
e. eleições indiretas em todos os níveis;
f. forte controle dos meios de comunicação escritos
e falados;
g. predominância de indústrias de base e de bens de
produção;
h. ausência de liberdade sindical;
i. menor diferença entre classes sociais;
j. Estado como o maior agente econômico.
<http://www1.folha.uol.com.br/
ilustrissima/2015/01/1572753-eua-e-china-sao-
protagonistas-da-era-da-guerra-cibernetica.shtml>.
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01. UEL-PR
Leia o texto.
O desenvolvimento não é um mecanismo cego que age por si. O padrão de progresso dominante descreve
a trajetória da sociedade contemporânea em busca dos fins tidos como desejáveis, fins que os modelos de
produção e de consumo expressam. É preciso, portanto, rediscutir os sentidos. Nos marcos do que se entende
predominantemente por desenvolvimento, aceita-se rever as quantidades (menos energia, menos água, mais
eficiência, mais tecnologia), mas pouco as qualidades: que desenvolvimento, para que e para quem?
LEROY, Jean Pierre. Encruzilhadas do desenvolvimento. O Impacto sobre o meio ambiente. Le Monde Diplomatique Brasil. jul. 2008. p.9.
A situação apontada no texto remete a problemas no uso dos recursos naturais. Com base no texto, no enunciado e nos
conhecimentos sobre o desenvolvimento capitalista, considere as afirmativas.
I. O desenvolvimento do capitalismo industrial baseou-se no uso de fontes de energia limpa como principal elemento
para a realização da produção.
II. Elementos da natureza, como madeira e minérios, serviram para estruturar mecanismos coloniais de dominação.
III. No mundo atual, a consciência ecológica e a reciclagem de materiais são insuficientes para deter o consumo desen-
freado dos recursos naturais.
IV. O capitalismo é racional no espaço de cada unidade produtiva e anárquico no plano social, pois o capitalista contem-
pla apenas o seu interesse individual.
Assinale a alternativa correta.
a. Somente as afirmativas I e II são corretas.
b. Somente as afirmativas I e III são corretas.
c. Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d. Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
e. Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
Resolução
I. Incorreta. A segunda fase do capitalismo corresponde ao industrial (século XIX), tendo o carvão mineral como principal
fonte de energia, que libera gases “estufa”.
II. Correta. O expansionismo europeu estabeleceu os processos de colonização e neocolonização que visavam à busca
de matérias-primas.
III. Correta. O aumento do consumo é beneficiado pelo incremento da população mundial e pela ascensão dos países
emergentes, o que aumenta a demanda por recursos naturais.
IV. Correta. O capitalismo busca a otimização da produção e do lucro e a acumulação de riquezas, criando desigualdades
e desequilíbrios na esfera da sociedade.
Alternativa correta: E
02. Faap-SP
Os principais tipos de concentração de empresas são:
I. Trustes – união de diversas empresas com o objetivo de exercer o controle das fontes de matérias-primas e de todas
as fases da produção e distribuição do produto para o mercado consumidor.
II. Cartéis – acordos comerciais entre as empresas que conservam, cada uma, a sua autonomia, mas se unem para
a divisão de cotas de produção, ou seja, a quantidade de mercadorias que cada uma vai produzir para a divisão de
mercados consumidores e determinação do preço dos produtos que vendem. A tendência das empresas que não
pertencem ao cartel é a falência.
III. Holdings – associação de várias empresas sob o controle de uma empresa central. Essa empresa central possui a
maioria das ações associadas.
IV. Dumping – recurso adotado pelos cartéis com o objetivo de afastar do mercado as empresas não cartelizadas. Para
isso, cria-se um fundo de reserva que é obtido acrescentando-se um valor de 2% sobre o preço de venda do produto.
Esse fundo passa a ser usado para manter uma verdadeira "guerra comercial" com a empresa não cartelizada.
Escolha a alternativa com apoio no seguinte código:
a. desde que estejam corretas apenas as afirmações I e III.
b. desde que estejam corretas apenas as afirmações II e IV.
c. desde que todas estejam corretas.d. desde que todas estejam erradas.
e. desde que esteja correta apenas a afirmação I.
Resolução
Todas as afirmações estão corretas e classificam as várias formas com que as grandes corporações capitalistas se
organizam atualmente.
Alternativa correta: C
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03. UPF-RS
Ao se analisar o mundo na era das redes, constata-se que a economia mundial esteve organizada, até por volta da dé-
cada de 1970, sobre o complexo das tecnologias baseadas em recursos como petróleo, eletricidade, eletrônica e indústria
química. Após essa década, surgiu um novo ciclo de inovações, que veio a ser denominado de Revolução Técnico-Científica.
Observe o esquema e complete as lacunas numeradas com as expressões que identificam as características do meio
técnico e do meio técnico-científico-informacional.
Predomínio da
Meio técnico
Utilização
de redes
Meio técnico-científico-
-informacional
1. ____________________________
2. ____________________________
Transferência de matéria
por meio de
4. ____________________________
Transferência de capitais e
informações por meio de
Predomínio das
3. ____________________________
Subordinação aos interesses
dos grandes capitais
A sequência correta de preenchimento das lacunas, na ordem de 1 a 4, é
a. telefonia fixa / redes de transporte / finanças / comércio.
b. indústria / comércio / redes de comunicação de alta tecnologia / telefonia fixa.
c. indústria / redes de transporte / finanças / redes de comunicação de alta tecnologia.
d. telefonia fixa / redes ferroviárias / finanças / redes digitais.
e. informática / redes de comunicação / empresas / redes de transporte.
Resolução
O esquema do meio técnico apresenta o predomínio do capitalismo industrial, no qual a rede de transportes é fun-
damental. O esquema do meio técnico-científico-informacional apresenta o capitalismo financeiro-informacional, no qual
o setor de finanças é hegemônico, assim ganham importância as telecomunicações e a informática, tecnologias que se
expandiram principalmente a partir da década de 1970.
Alternativa correta: C
3. A velha ordem mundial -
-Bipolarização e guerra fria
Para evitar os mesmos erros cometidos na Primeira Guer-
ra Mundial, a Alemanha e sua capital, Berlim, foram divididas
em quatro territórios, três ficaram sob a tutela dos aliados ca-
pitalistas (EUA, Inglaterra e França) e o quarto sob responsa-
bilidade da URSS.
O cenário de comparação estava montado. Berlim transfor-
mou-se na fronteira mais sensível entre capitalismo e socialis-
mo, onde os dois sistemas ideológicos competiam para trans-
formar a sua parte da cidade na melhor, mas os berlinenses, em
sua maioria, não se adaptaram à economia planificada e bus-
caram melhores remunerações. Esse panorama enfureceu o
regime socialista que, em 1961, construiu um muro que dividiu
fisicamente as duas partes, impedindo que diversas famílias
se unissem por décadas. O Muro de Berlim foi a materialização
da Cortina de Ferro, que distanciou, ainda mais, as nações capi-
talistas das nações socialistas, aumentando a rivalidade entre
EUA e URSS e seus respectivos aliados.
A expressão "ordem internacional" refere-se a um
conjunto de características econômicas, sociais e políti-
cas vigentes em determinado período histórico. Portan-
to, pode-se falar, por exemplo, em ordem da Revolução
Industrial, ordem da Guerra Fria e Nova Ordem Mundial;
cada uma em seu contexto histórico específico.
A. Velha Ordem Mundial ou ordem
mundial da Guerra Fria
A.1. O final da Segunda Guerra e a montagem
do cenário para a Guerra Fria
Após a Segunda Guerra, configuram-se duas novas po-
tências hegemônicas no cenário geopolítico internacional: os
EUA e a URSS. Esse período é caracterizado pelo acirramento
das disputas entre os países de economia de mercado capi-
taneados pelos EUA e os países de economia planificada sob
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a liderança soviética. A dualidade ideológica entre as duas
maiores potências permeou todas as relações diplomáticas,
econômicas e políticas pelo mundo. Esse momento ficou co-
nhecido como a ordem da Guerra Fria.
A sangrenta guerra na Europa já vislumbrava o seu fim,
sendo o exército soviético, sem dúvida, o mais sacrificado e
vitorioso entre os aliados, pois todo o Leste Europeu tinha sido
libertado dos nazistas por eles, enquanto as tropas americanas
e inglesas ganhavam algumas batalhas no Ocidente. Portanto,
a posição estratégica das forças militares era amplamente fa-
vorável aos soviéticos, o que explica as medidas tomadas an-
tes da rendição alemã, na Conferência de Yalta.
A reunião de Yalta (Crimeia soviética) em fevereiro de
1945, três meses antes da rendição da Alemanha, juntou os
EUA, o Reino Unido e a URSS. Como o exército vermelho já ocu-
pava o leste da Europa e parte da Alemanha, muitos territórios
próximos, como as repúblicas bálticas, porções da Finlândia,
Polônia e Romênia, foram anexados ao domínio soviético. Em
contrapartida, os EUA e o Reino Unido firmaram um acordo de
manutenção da soberania capitalista sobre a Europa Ociden-
tal. Surgiam, então, a Europa Ocidental e a Europa Oriental.
Em julho de 1945, os três grandes (Churchill, Roosevelt,
Stalin) reuniram-se novamente, mas, desta vez, já com ou-
tro presidente norte-americano, Harry Truman, pois Franklin
Delano Roosevelt havia falecido antes do término de seu man-
dato. A cidade escolhida foi Potsdam, na própria Alemanha. O
encontro dessa vez trataria do destino da Alemanha, derrotada
e loteada pelos exércitos aliados. Como a posição soviética era
irredutível quanto a não se retirar das áreas ocupadas, a solu-
ção foi a divisão da Alemanha em quatro zonas de administra-
ção aliada. Berlim, a capital do III Reich, também teve o mesmo
tratamento. Essa partilha da Alemanha foi o embrião do que
viria a se transformar em duas novas nações no auge da Guerra
Fria: a República Democrática Alemã, de economia socialista, e
a República Federal Alemã, de economia capitalista.
Inglaterra
Rússia
França
Estados Unidos
0 km 0 km
Mapas mostram como foi dividida a Alemanha
durante a Conferência de Potsdam.
A.2. Bretton Woods
Quando a guerra se aproximava do fim, a Conferência de
Bretton Woods foi o que resultou do planejamento conjun-
to dos EUA e do Reino Unido. Os dois países planejaram um
sistema internacional de pagamentos que permitisse que o
comércio fosse efetuado sem o medo de desvalorizações mo-
netárias repentinas ou das taxas de câmbio, problemas que
praticamente paralisaram o capitalismo mundial durante a
Grande Depressão de 1929.
Na falta de um mercado europeu forte para os bens e
serviços dos EUA, a economia do país seria incapaz de sus-
tentar a prosperidade que alcançara durante a guerra. Os EUA
emergiram da Segunda Guerra Mundial como a mais forte
economia do mundo capitalista, vivendo um rápido cresci-
mento industrial e uma forte acumulação de capital e não ha-
viam sofrido a mesma destruição de guerra que os europeus.
Tinham construído uma indústria poderosa e enriqueceram
vendendo armas e emprestando dinheiro aos outros comba-
tentes; na verdade, a produção industrial dos EUA em 1945 foi
mais do que o dobro da produção anual dos anos entre 1935
e 1939. Em comparação, a Europa e o Japão estavam dizima-
dos militar e economicamente.
A.3. Conferência de Bretton Woods e o
Fundo Monetário Internacional
Quando a Conferência de Bretton Woods aconteceu, as
vantagens econômicas dos Estados Unidos eram indiscu-
tíveis e esmagadoras. Os EUA tinham a maioria dos investi-
mentos mundiais, da produção industrial e das exportações.
A conferência definiu o chamado Sistema Bretton Woods de
gerenciamento econômico internacionale estabeleceu, em
julho de 1944, as regras para as relações comerciais e finan-
ceiras entre os países mais industrializados do mundo.
O sistema foi o primeiro exemplo, na história mundial,
de uma ordem monetária totalmente negociada, tendo como
objetivo controlar as relações monetárias entre nações in-
dependentes, definindo um sistema de regras, instituições
e procedimentos para a política econômica internacional. Os
idealizadores de Bretton Woods criaram o Banco Internacio-
nal para a Reconstrução e Desenvolvimento (International
Bank for Reconstruction and Development – BIRD), mais
tarde conhecido por Banco Mundial, e o Fundo Monetário
Internacional (FMI). Essas organizações tornaram-se opera-
cionais em 1946, depois que uma maioria de países ratifi-
cou o acordo.
As principais deliberações do sistema Bretton Woods
foram, primeiramente, a obrigação de cada país adotar uma
política monetária que mantivesse a taxa de câmbio de
suas moedas dentro de determinado valor indexado ao dó-
lar (1%), cujo valor, por sua vez, estaria ligado ao ouro numa
base fixa de 35 dólares por onça troy; em segundo lugar, a
provisão pelo FMI de financiamento para suportar dificul-
dades temporárias de pagamentos. Nos anos 1970, diante
de pressões crescentes na demanda global por ouro e da
perspectiva de uma crise internacional do petróleo, Richard
Nixon, então presidente dos Estados Unidos, suspendeu
unilateralmente o sistema, cancelando a conversibilidade
direta do dólar em ouro.
Uma onça troy é uma unidade de medida de massa in-
glesa que equivale a 31,1 gramas.
A.4. Doutrina Truman
Depois de vários encontros entre os líderes aliados, em
um discurso diante do Congresso dos EUA, no dia 12 de mar-
ço de 1947, o presidente Truman reforçou a chamada Guerra
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Fria, contestando veementemente o expansionismo soviéti-
co sobre o mundo, elegendo os EUA como o detentor da mis-
são de frear o socialismo.
Nesse contexto da luta contra o socialismo soviético,
uma das primeiras medidas foi a criação de um plano de aju-
da financeira para a reconstrução europeia. O secretário de
Estado George C. Marshall, em junho de 1947, elaborou um
projeto de reestruturação da Europa com base em uma forte
injeção de capital americano. Estrategicamente, o Plano Mar-
shall foi proposto para todas as nações europeias, inclusive a
URSS, porém com a condição de um planejamento integrado
e comum a todas as nações, o que prontamente foi rejeitado
pela cúpula soviética e, consequentemente, por todos os paí-
ses da sua esfera de influência, com exceção da Iugoslávia,
que havia rompido com os soviéticos.
O volume total de recursos aprovados pelo Congresso
norte-americano ao plano foi algo em torno de U$ 13 bilhões,
sendo o Reino Unido o maior beneficiário, seguido da França,
da Itália e da Alemanha. Em pouco tempo, os principais alia-
dos dos EUA na Europa já recobravam o fôlego, mostrando um
crescimento aproximadamente 25% maior do que o do perío-
do anterior à guerra.
Paralelamente ao Plano Marshall, o governo dos EUA im-
plantou uma política interna de caça a pessoas que supos-
tamente estavam pregando o socialismo dentro do território
norte-americano, que ficou conhecida como macartismo, em
homenagem ao senado Joseph McCarthy. Essa prática foi
responsável por muitas prisões, torturas e mortes durante os
anos 1950 e 1960.
B. Disputa por Berlim
Em meio à ebulição causada pelo Plano Marshall e pelo
rigor soviético no Leste Europeu, os EUA começaram a plane-
jar a formação de um Estado alemão ocidental.
Sob a influência norte-americana, foi convocada uma as-
sembleia constituinte nas zonas de ocupação ocidental para
setembro de 1948. Em consequência dessa convocação, a
URSS retirou-se do conselho que administrava a Alemanha
desde o Tratado de Potsdam. Rapidamente, os três países
(EUA, França e Reino Unido) deram início a um processo de
formação territorial unificado das áreas que ocupavam, cria-
ram uma nova moeda, o marco alemão, que não se estendia
para o leste do país. Como consequência dessa ação ociden-
tal, Stalin mandou bloquear todas as passagens terrestres
que abasteciam Berlim Ocidental: era o bloqueio de Berlim.
Do outro lado, os americanos planejavam como romper as
barreiras para não deixar os dois milhões de habitantes do
lado oeste da cidade desabastecidos de roupas, remédios e
alimentos. A solução foi criar uma ponte aérea ligando as ci-
dades de Frankfurt, Hanover e Hamburgo aos aeroportos de
Tegel, Tempelhof e Gatow, em Berlim Ocidental.
O bloqueio terminou dez meses depois, em 12 de maio
de 1949, e o intento de formar uma Alemanha isolada da ação
soviética havia funcionado. No mesmo ano, foi proclamada a
República Federal Alemã, com capital na cidade de Bonn, e
em outubro os soviéticos proclamaram a República Democrá-
tica Alemã, com capital em Berlim Oriental.
Nos anos 1960, como o governo alemão ocidental esti-
mulava frequentemente a fuga de cidadãos da porção orien-
tal, o governo da RDA resolveu construir um muro, como visto,
separando as duas porções da cidade, o Muro de Berlim, sím-
bolo máximo do conflito ideológico.
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Soldados da República Democrática Alemã erguem, em 1961, o muro
que dividiria até o final dos anos 1980 a cidade de Berlim, de acordo
com o interesse das duas superpotências durante a Guerra Fria.
Podemos caracterizar o período da Guerra Fria por diver-
sos aspectos inerentes a esse momento histórico, como as
disputas no campo ideológico entre o socialismo e o capita-
lismo, a corrida espacial e armamentista, a proliferação de ar-
mamentos nucleares, a formação de blocos militares como a
Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o Pacto de
Varsóvia, as guerras locais fomentadas pelos interesses das
grandes potências, entre outras.
C. Principais conflitos no período da Guerra Fria
C.1. Revolução Chinesa (1949)
Em outubro de 1949, os comunistas tomam o poder do
grupo apoiado pelos EUA, liderados por Chiang Kai-shek, e
proclamam a República Popular da China, com Mao Tsé-tung
como chefe supremo.
Ao adotar o sistema socialista, a China liderada pelo
Grande Timoneiro, como era conhecido Mao, realiza uma
série de reformas, como coletivização das terras, controle
estatal da economia e nacionalização de empresas estran-
geiras, além de ser tornar um polo de referência para outras
nações da região.
C.2. Guerras das Coreias (1950 -1953)
O primeiro conflito armado durante a Guerra Fria foi na pe-
nínsula coreana, quando tropas norte-coreanas (socialistas)
invadiram a parte sul, aliada dos EUA, provocando reação ime-
diata do presidente Truman, que enviou equipamentos para
os sul-coreanos. A guerra perdurou de 1950 a 1953, quando
as duas partes assinaram um tratado de cessar-fogo, estabe-
lecendo uma zona neutra de guerra marcada pelo paralelo 38o
N, desde então as duas partes nunca chegaram a um acordo e
o mundo fica sempre alerta a qualquer movimentação naque-
la região, uma vez que a Coreia do Norte possui armamento de
destruição em massa.
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C.3. Revolução Cubana (1959)
Em 1959, Fidel Castro e o movimento 26 de julho tomou a capital cubana, Havana, e derrubou o presidente Fulgêncio Batis-
ta, aliado dos EUA. O governo de Fidel Castro tomou várias medidas em Cuba, como a nacionalização de bancos e empresas, a
reforma agrária, a expropriação de grandes propriedades e reformas nos sistemas de educação e saúde. Com essas medidas e
sem o reconhecimento de Washington, o governo de Cuba alinhou-se ao socialismo, ganhando apoio da União Soviética dentro
do contexto da Guerra Fria, tornando-se uma peça-chave para as pretensões de Moscou.
C.3.1. Crise dosMísseis
O ano de 1962 foi o período mais crítico da Guerra Fria, quando tanto EUA quanto URSS posicionaram seus arsenais bélicos para
os territórios de seus opositores. Os EUA tinham mísseis montados na Turquia, apontados para o território soviético, e a URSS montou
bases de lançamento de mísseis em Cuba. Esse panorama decretou o surgimento do MAD, terminologia de mutual assured destruction.
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
JAPÃO
CHINA
UNIÃO SOVIÉTICA
EUROPA
ORIENTAL
EUROPA
OCIDENTAL
OCEANIA
AMÉRICA
LATINA
ESTADOS
UNIDOS
Capitalismo Socialismo
ÁFRICA
Principal polo ou centro político-militar e econômico "socialista"
Centro secundário no "mundo socialista"Áreas satelizadas pela superpotência "socialista"
Principal polo ou centro político-militar e econômico capitalista
Periferia do capitalismo internacional
Centros secundários no sistema capitalista mundial
Mundo capitalista
Mundo socialista
O mundo bipolar da Guerra Fria. Os norte-americanos usavam a expressão MAD (mutual assured destruction) para se referir
ao período em que as superpotências poderiam aniquilar-se mutuamente, pelo poder bélico que possuíam.
C.4. Guerra do Vietnã (1959-1974)
Esse conflito foi fruto da descolonização que ocorreu
após a Segunda Guerra Mundial. Após anos de dominação
francesa, o território vietnamita foi dividido em duas partes,
a do norte, de cunho socialista, e a do sul, de cunho capita-
lista. Em 1964, entraram no confronto os EUA, para apoiar
seus aliados, ficando por lá durante uma década. Após esse
período, a intervenção norte-americana mostrou-se errada e
causou críticas externas e principalmente internas, quando a
população dos EUA aderiu a movimentos pacifistas criticando
o alto número de mortes.
C.5. Revolução Cultural Chinesa (1966)
Nos anos 1960, a China passava por uma burocratização
que causou o surgimento de grupos contrários às ideias de
Mao Tsé-tung. Em resposta, o líder chinês fez reformas que
mudaram completamente os rumos daquele país, como fe-
char todo o sistema de ensino superior e investir em áreas de
trabalho braçal. Essa medida foi tomada, pois foram nas uni-
versidades que os grupos de oposição ganharam força. Hou-
ve também o fracasso do projeto do “Grande salto para frente”
e as divergências entre russos e chineses, expressas no Con-
flito Sino-Soviético, que afetaram a reorganização econômica
do país, dando prioridade à produção agrícola e à produção de
bens de consumo.
D. Diplomacia triangular de Nixon
O final dos anos 1960 e o começo dos 1970 marcaram
uma mudança na política externa norte-americana. Após
várias tentativas de derrubar o regime socialista militarmen-
te, os EUA começaram a tramar acordos para enfraquecer o
poder econômico e, consequentemente, o político da URSS.
Em 1972, EUA e China assinaram o Comunicado de Xangai,
aprofundando as relações entre os dois países e afastando
definitivamente Pequim de Moscou. Esse isolamento fez com
que se acelerasse o desmonte soviético.
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E. Derrocada da URSS
Nos anos 1980, os problemas sociais, políticos e econô-
micos continuavam crescendo e, em consequência disso, o al-
coolismo, o consumo de drogas e o crime aumentavam. Com a
morte de Brejnev, em 1982, o país foi governado por Iuri Andro-
pov e depois por Konstantin Tchernenko, mas a realidade so-
viética permaneceu inalterada. Com a morte deste último, em
1985, Mikhail Gorbatchev foi indicado para ser secretário-geral.
Profundo conhecedor dos problemas soviéticos, Gorbatchev
decidiu combatê-los por meio de um programa de reformas, no
campo político e econômico, chamadas de glasnost (transpa-
rência) e perestroika (reestruturação). Esta última propunha
a descentralização das decisões econômicas (diminuição da
interferência do Estado na economia), permitia a existência de
pequenas empresas privadas no país, tolerava a atuação das
multinacionais em alguns setores da economia e estimulava a
renovação tecnológica e a competitividade entre as empresas. A
intenção principal era desobrigar o Estado de gastos extraordiná-
rios e permitir, gradativamente, que o país se modernizasse.
Já a glasnost desejava democratizar o país, combatendo
o autoritarismo dos antigos dirigentes políticos, a corrupção
e a ineficiência na administração pública. Os presos políticos
foram soltos (vários deles saíram do país), funcionários deso-
nestos foram afastados, a imprensa falada e escrita passou a
veicular crítica ao governo, livros proibidos foram publicados e
muitos filmes começavam a entrar livremente no país. As refor-
mas de Gorbatchev foram se intensificando e, assim, cresciam
as divergências entre os conservadores (elementos da “velha
guarda” do Partido Comunista, que desejavam o fim das refor-
mas) e os ultrarreformistas, como Boris Ieltsin, que pretendiam
o aprofundamento das reformas.
Em agosto de 1991, militares desfecharam um golpe
de Estado, afastando Gorbatchev do poder e isolando-o na
Crimeia, o que foi imediatamente repudiado pela população.
Entretanto, Gorbatchev já não conseguia ter controle sobre
o processo de reformas que ele próprio iniciara. Assim que
reassumiu o governo, defrontou-se com uma nova tempes-
tade: as repúblicas soviéticas reivindicavam independência.
Katharine Watson (Julia Roberts), professora de His-
tória da Arte, consegue emprego em um conceituado co-
légio, depara-se com um conservadorismo exacerbado,
típico da sociedade da época, bem como do próprio colé-
gio, no entanto decide lutar contra essas normas e acaba
por inspirar suas alunas a enfrentar os desafios da vida.
01. Mackenzie-SP
As imagens em destaque evidenciam as condições do
espaço geográfico do pós-Segunda Guerra Mundial em di-
versos países. Diante de tantos efeitos nefastos, o mundo
assumia o preço da reconstrução da Europa e da Ásia, além
de se preocupar em evitar que outra guerra com essas pro-
porções pudesse ocorrer novamente. Neste sentido, surge
a ONU (Organização das Nações Unidas), oficializada em 24
de outubro de 1945, em substituição à antiga Liga das Na-
ções. Mesmo em guerra, o bloco capitalista já desenvolvia
planos e projetos de restauração, como ocorreu na Confe-
rência de Bretton Woods que reuniu 44 países aliados em
junho de 1944.
A respeito dos fatos citados no texto, considere as afir-
mações I, II e III.
I. A ONU tem como objetivo manter a paz, defender os
direitos humanos e as liberdades fundamentais e
promover o desenvolvimento dos países. Atualmen-
te, discute-se a necessidade de reformas na Orga-
nização, que reflita a realidade do pós-guerra e da
Guerra Fria, cenários já superados.
II. Pelo acordo de Bretton Woods, foram criadas insti-
tuições financeiras como o FMI (Fundo Monetário
Internacional) e o World Bank (Banco Internacional
para a Reconstrução e o Desenvolvimento).
III. Decorridos mais de 60 anos do acordo de Bretton
Woods, verifica-se que os objetivos e as intenções ori-
ginais diluíram-se ao longo do tempo. As instabilidades
econômicas continuam existindo, principalmente nos
países pobres, e os países ricos não precisam mais das
condições e dos recursos oferecidos pelo FMI.
Dessa forma,
a. apenas I está correta.
b. apenas I e II estão corretas.
c. apenas II está correta.
d. apenas II e III estão corretas.
e. todas estão corretas.
Resolução
I. Correta. A ONU é um organismo criado para agregar os
países, buscando conciliação e atuação conjunta. Em
sua estrutura, formada por cinco órgãos principais,
destaca-se o Conselho de Segurança, cujos membros
permanentes com direito de veto àsdecisões que en-
volvem os conflitos e guerras correspondem às po-
tencias vencedoras da Segunda Guerra Mundial. Em
razão do atual sistema de poder policêntrico, busca-
se a ampliação do número de membros desse órgão.
II. Correta. O Acordo de Bretton Woods assinadoem
1944 criou os instrumentos para a regulação do sis-
tema financeiro atual, com a criação do FMI e BIRD.
III. Correta. As estruturas criadas pelo Acordo de Bretton
Woods requerem mudanças para um novo cenário
geopolítico mundial.
Alternativa correta: E
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02. Vunesp-SP
Leia o texto.
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul foram de-
limitadas após a Segunda Guerra Mundial, quan-
do soviéticos e americanos dividiram a península
da Coreia no paralelo 38 °N. Durante o período
da Guerra Fria a reunificação se tornou inviável,
surgindo em 1948 as duas Coreias. Nos últimos
56 anos as duas Coreias se mantiveram em estado
de guerra. A tensão nesta área se torna crítica em
2009, devido ao fato de a Coreia do Norte ter reali-
zado testes nucleares.
TREVISAN, Cláudia. Coreia do Norte deixa armistício e ameaça Seul
com ataque militar. O Estado de S.Paulo, maio 2009. Adaptado.
Ao fazer uma retrospectiva deste período histórico, é
possível afirmar:
a. As tensões permaneceram restritas a tiroteios na fron-
teira entre as duas Coreias até que a Revolução Chi-
nesa, em 1929, encorajou a Coreia do Norte a tentar
unificar a península sob a bandeira do comunismo.
b. Em junho de 1914, tropas norte-coreanas invadiram
a Coreia do Sul, sendo que os EUA usaram a ONU para
legitimar uma intervenção internacional e expulsa-
ram os comunistas, ultrapassaram o paralelo 38 oN,
chegando até a fronteira com a China.
c. Em nenhum momento histórico Mao Tsé-tung apoiou
a Coreia do Norte, que, desta maneira, não conseguiu
empurrar os americanos para o paralelo 38 oN e deli-
mitar seu território.
d. Os dois lados negociaram só um cessar-fogo, em 1983,
o que manteve as duas Coreias em estado de guerra.
e. A Coreia do Norte ameaçou, em 2009, atacar militar-
mente a Coreia do Sul e romper o acordo de armistí-
cio de 1953.
Resolução
O conflito entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul é consi-
derado um dos últimos vestígios da Guerra Fria. É interessante
salientar o recente rompimento de relações entre os dois paí-
ses, em abril de 2010, tornando ainda mais instável a situação.
Alternativa correta: E
03. Fatec-SP
A política de distensão das relações internacionais, co-
nhecida como "détende", foi iniciada em 1969 com a ascen-
são, de Richard Nixon à presidência dos EUA e foi formulada
por seu secretário de Estado Henry Kissinger.
Considere as seguintes afirmações sobre essa política.
I. A nova estratégia política e diplomática buscava uma
aproximação entre EUA e China, para contrabalançar
o fortalecimento da URSS.
II. Em 1972, o presidente Nixon fez uma viagem à Chi-
na, pondo fim a um isolamento que se iniciara em
1949, ano da vitoriosa revolução socialista na China.
III. Mesmo após a renúncia de Nixon em consequência
do caso Watergate, a política de "détende" prosse-
guiu, na administração do republicano Gerald Ford.
Está (estão) correta (s):
a. apenas I.
b. I e II, somente.
c. I e III, somente.
d. II e III, somente.
e. I, II e III.
Resolução
Durante a década de 1970, a Guerra Fria apresentou uma
nova relação entre as duas superpotências, encaminhada
pelos seus líderes (Brejnev na União Soviética e Nixon nos
Estados Unidos). Conhecida por Détente ou Distensão, essa
relação se desenvolveu no contexto da crise do petróleo e
foi marcada pela assinatura dos primeiros acordos sobre a
corrida armamentista.
Alternativa correta: E
4. A nova ordem mundial –
Multipolarização e globalização I
A Nova Ordem Geopolítica Mundial corresponde ao novo
contexto das correlações de poder e força entre os países
após o período conhecido como Guerra Fria. Dois aspectos
se destacam nessa Nova Ordem Mundial: a multipolarização
econômica e a unipolarização militar.
A. Queda da Velha Ordem Mundial
O período da Velha Ordem Mundial perdurou desde
1947 até 1989, quando foi derrubado o Muro de Berlim.
A disputa ocorrida entre as duas superpotências traria
grandes gastos para ambas, mas sobrecarregaria demais
o bloco socialista, gerando crises econômicas e dificulda-
des políticas. Essas dificuldades culminaram com a crise
do Leste Europeu (Europa Oriental) e da própria URSS, que
acabou implodindo em 1991. Com a decadência soviética
e as transformações que o mundo socialista vivia, o mun-
do passou a ter novas formas de organização político-ideo-
lógicas e econômicas, o que se convencionou chamar de
Nova Ordem Mundial.
O mundo passou a ter uma nova configuração geopolítico-eco-
nômica com a soberania dos Estados Unidos no contexto militar e
a expansão do capitalismo para quase todos os países do mundo,
em um processo intenso de integração econômica e cultural.
B. Nova Ordem Mundial
As antigas formas de dominação militar cederam lugar aos
fluxos econômicos e tecnológicos e à formação de grandes blo-
cos econômicos. Os EUA, maior investidor em pesquisas com
material bélico, tiveram grande queda de seu mercado, o que até
hoje o faz participar de ações militares em regiões de seu interes-
se. No antigo bloco socialista, o fim da dominação soviética per-
mitiu aos seus antigos países “satélites” (ex.: Polônia, Romênia,
Bulgária, Hungria, etc.) a possibilidade de se organizarem mais
livremente, redesenhando o mapa do Leste Europeu e originan-
do os “Países em Transição” (termo utilizado como referência so-
bre esses países pela passagem da economia socialista para a
capitalista). Países como a Iugoslávia e a Tchecoslováquia deram
origem a novos países, seguindo os seus interesses nacionais.
Esses países passaram a representar a possibilidade de novos
mercados para o capital internacional, já que se mostravam inte-
ressados em um processo de abertura econômica.
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C. Unipolarização ou monopolarização
A expressão unipolarização ou monopolarização serve
para designar a supremacia dos Estados Unidos no contexto
militar, diante da impossibilidade de qualquer outro país se
rivalizar com os norte-americanos em nível mundial. Por en-
quanto, nem a China nem a Rússia conseguem imposições
militares em uma presença mundial, bem diferente dos Es-
tados Unidos, que possuem frotas espalhadas estrategica-
mente por todo o mundo. Outro ponto de destaque são os
gastos militares anuais liderados pelos Estados Unidos. Além
da capacidade de ação militar global, os norte-americanos
possuem bombas e ogivas nucleares que, somadas, seriam
capazes de destruir a vida no planeta várias vezes.
Com o fim da Guerra Fria, a Otan (Organização do Tratado
do Atlântico Norte) consolidou-se como a mais poderosa or-
ganização militar do mundo, diante do fim do Pacto de Varsó-
via, que ocorreu com a extinção da URSS. Os Estados Unidos
são a principal força militar dessa organização que envolve
países da Europa Ocidental e Oriental.
A Rússia, mesmo herdeira do arsenal militar da ex-URSS,
possuindo tecnologia militar nuclear e um elevado arsenal
militar, não conseguiu promover uma ação militar global. Sua
presença militar está concentrada principalmente no oceano
Glacial Ártico e no Mar Negro. Sua mais recente ação de ane-
xação da península da Crimeia (2014) – ex-território da Ucrâ-
nia – demonstra a importância estratégica do Mar Negro para
as pretensões geopolíticas desse país.
A China investe, a cada ano, mais e mais bilhões de dóla-
res no setor bélico, visando à sua expansão geopolítica mun-
dial. Apesar de ser a segunda economia mundial, no quesito
de força militar destaca-se no contexto mais regional no leste
da Ásia, rivalizando com o Japão sobre o domínio das ilhas
Senkaku ou Diaoyu, ricas em petróleo, por exemplo. Além
disso, mantém uma aliança com a Coreia do Norte, inimiga da
Coreia do Sul, do Japãoe dos Estados Unidos.
Países com as maiores relações PIB–gastos militares
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Os Estados Unidos possuem o maior gasto absoluto no setor
militar, pois o seu PIB é o mais elevado do mundo.
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Maiores exportadores de armas (Período 2010-2014) em %
A OCX (Organização para a Cooperação de Xangai) criada
em 1996, incluindo China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão,
Uzbequistão, Tadjiquistão e, mais rrecentemente, Índia e Pa-
quistão, como membros (não mais como observadores), ca-
minha para ser uma das maiores forças militares no mundo,
com presença de países com arsenais nucleares. Os atuais
membros observadores são o Irã e Belarus (Bielorrússia). O
Azerbaijão, a Armênia, o Camboja e o Nepal entram como no-
vos parceiros de diálogo. Os membros da organização visam
ampliar a cooperação econômica, financeira, energética e
de segurança militar. Projetos nas áreas de transporte, co-
municações, energia, agropecuária e até espacial ganharam
relevância nos últimos anos. Já foram instituídos o Conselho
de Negócios, o Centro de Cooperação Interbancária e o Clube
energético. A expansão da Otan para o Leste Europeu, com
o fim da URSS nos anos 1990, e a atual situação na Ucrânia
(disputada por União Europeia/EUA e Rússia, por causa dos
gasodutos que cortam seu território e pela localização no li-
toral no Mar Negro) fortaleceu ainda mais essa organização
que caminha para se transformar na principal força antagô-
nica da Otan, posição defendida pela Rússia, mesmo que os
russos sejam convidados a participar das reuniões a partir
de 2002.
A relação entre Washington e Moscou deteriorou-se nos
últimos anos, depois de acontecimentos como na Ucrânia e
no combate ao Estado Islâmico no território da Síria, onde os
Estados Unidos defendem a saída do ditador Bashar Al-As-
sad, posição ainda não aceita pela Rússia. Outro ponto de
discórdia é a militarização do Leste Europeu.
[...] Os Estados Unidos confirmaram em junho
seus planos de desdobrar temporariamente tan-
ques, veículos blindados e artilharia em Bulgária,
Polônia, Romênia, Estônia, Letônia e Lituânia.
As relações entre Rússia e a Otan se deteriora-
ram nos últimos anos e chegaram a um nível sem
precedentes desde a desintegração da União So-
viética, primeiro pelos planos dos EUA de desdo-
brar um escudo antimísseis no leste da Europa e
depois pela crise da Ucrânia. A Aliança Atlântica
reforçou notavelmente sua presença militar des-
de a anexação russa da Crimeia e a sublevação
pró-russa no leste da Ucrânia. A Otan também
inaugurou seis novos quartéis-gerais no leste da
Europa, o que o secretário-geral da organização,
Jens Stoltenberg, qualificou como o maior plano
de rearmamento da Otan desde a Guerra Fria.
Esses quartéis, que funcionarão como centros
de planejamento e coordenação para missões de
treinamento das forças de resposta rápida, foram
abertos em Estônia, Letônia, Lituânia, Bulgária,
Romênia e Polônia, os países mais preocupados
com a ingerência russa na Ucrânia.
Disponível em: <//veja.abril.com.br/noticia/mundo/moscou-
afirma-que-otan-esta-montando-preparativos-militares-
em-torno-da-russia>. Acesso em: 25 fev. 2016.
Com o fim da Ordem Mundial Bipolar (período geopolíti-
co controlado pelos Estados Unidos e URSS), o mundo ficou
mais conflituoso por causa da ascensão de muitos grupos
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terroristas na Ásia e na África, além de conflitos geopolíti-
cos, principalmente na África, Oriente Médio e na Europa
(ex.: extinção da Iugoslávia). Os Estados Unidos, mesmo
com o maior poder militar global, não conseguem impor uma
contenção na ascensão de grupos terroristas ou mesmo nos
conflitos tribais africanos e no Oriente Médio, por exemplo.
Com o surgimento de mais conflitos, o comércio de armas
legal e ilegal avança drasticamente diante de um mercado
ávido pelo abastecimento de armas, mesmo em países com
precárias condições econômicas, como na África. A instabi-
lidade política transformou diversas regiões do mundo em
grandes mercadores consumidores para os países exporta-
dores de armas, como os Estados Unidos que ampliou em
23% a exportação de armas no período 2005-2009, o que é
um paradoxo, pois discursos em prol da paz são repetidos
abertamente, ao mesmo tempo em que bilhões de dólares
são movimentados em escala mundial. Situações absurdas
surgem em relação ao mercado de armas, como na África,
onde diamantes são trocados por armas, movimentando um
grande mercado ilícito.
D. Tratado de comércio de armas
Preocupada com a expansão do mercado de armas e
suas consequências, a Assembleia Geral da ONU, no dia
02/04/2013, aprovou o primeiro tratado global sobre o co-
mércio de armas, que movimenta US$ 80 bilhões anuais e,
que todos os anos, causa a morte de 740 000 mulheres e
crianças pelo comércio de armas ilegal e pouco regulado se-
gundo a Comissão Europeia. O texto apresentado pela Costa
Rica foi aprovado por 154 votos a favor, 3 contra (Coreia do
Norte, Síria e Irã) e 23 abstenções, o que significa que não
houve consenso entre os 193 países-membros, mesmo de-
pois de sete anos de negociações. Rússia e China, principais
exportadores de armas, e Egito, Índia e Indonésia, maiores
importadores, foram os principais países que se abstive-
ram. O Brasil votou a favor.
O Tratado de Comércio de Armas regulamenta a venda
de armas convencionais, que aumentou em 16% no perío-
do 2010-2014, e consagra pela primeira vez uma série de
regras globais sólidas para travar o fluxo de armas, muni-
ções e materiais ou engenhos relacionados com o arma-
mento para países considerados instáveis politicamente,
onde se sabe que as armas serão usadas para facilitar ou
cometer crimes contra a humanidade, crimes de guerra,
genocídio, além da possibilidade de elas caírem nas mãos
de terroristas ou criminosos e outras violações aos direi-
tos humanos. A intenção é fazer o país exportador de ar-
mas realizar uma séria avaliação sobre o risco de fornecer
armas para outro país, em que elas possam ser usadas ou
contribuírem para crimes contra os direitos humanos. A lis-
ta de armas não inclui drones, blindados transportadores
de tropas e equipamentos destinados às forças da ordem.
Os Estados Unidos conseguiram que as munições fossem
tratadas à parte – controle menos rígido. Estão isentos do
texto as armas de ajuda militar bilateral.
Interessante é saber que os cinco membros perma-
nentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas
– Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido,
estão entre os maiores comerciantes de armas do mun-
do. Alemanha, Israel, Itália, Suécia, África do Sul, Espanha,
Bélgica e Ucrânia são também importantes atores no co-
mércio global de armamento. Os maiores importadores
de armas incluem a Índia, o Paquistão, a Arábia Saudita,
os Emirados Árabes Unidos e outros países na Ásia e no
Médio Oriente, segundo informações de 2014 da Anistia
Internacional (Portugal).
Em dezembro de 2014, o Tratado de Comércio de
Armas entrou em vigor sem os Estados Unidos, pois o
Senado americano não aprovou sua ratificação, enfra-
quecendo o poder do documento. Rússia e China con-
tinuaram indiferentes ao tratado. Mesmo assim, 128
membros da ONU ratificaram o Tratado – bastava que
50 países o fizessem para que o tratado se tornasse lei
internacional – comprometendo-se a controlar todas as
transferências de armamentos, supervisionar contratos
de vendas de armas em seu território e divulgar com
transparência o fluxo e reportar como e onde as armas
serão usadas, dificultando o comércio com países instá-
veis ou que estejam sujeitos a embargos ou suspeitosde violarem os direitos humanos.
E. Acordos militares
Diante da perspectiva de um mundo mais instável geo-
politicamente, acordos para a redução de arsenais nucleares
são muito bem-vindos na comunidade internacional. Foi na
década de 1970 que ocorreram as primeiras negociações
sobre o controle de armas nucleares – Salt I (Strategic Arms
Limitation Talks – Acordo de Limitação de Armamentos Es-
tratégicos de 1972), que previa o congelamento de arsenais
nucleares dos Estados Unidos e da União Soviética. Também
limitava pela primeira vez o número de armas estratégicas
intercontinentais com alcance de mais de 5 mil quilômetros.
Em 1979, o SALT II – prorrogava as negociações do SALT I, mas
que nunca foi ratificado. O SALT II limitaria em 2 400 o número
de mísseis e bombardeiros estratégicos para cada país.
Em 1982, começaram as negociações para a redução de
armas estratégicas nucleares, e não apenas limitá-las. Assim,
em 31 de julho de 1991, foi assinado pelos Estados Unidos
(George W. Bush) e URSS (Mikhail Gorbachev) o Start I (Stra-
tegic Arms Reduction Treaty - Tratado de Redução de Armas
Estratégicas), propondo a redução de seus arsenais de 10 mil
a 6 mil ogivas e de seus bombardeiros e mísseis balísticos a
1 600, isto é, refere-se ao total de ogivas nucleares que cada
país se compromete a reduzir. Com o fim da URSS em dezem-
bro de 1991, as negociações ficaram entre Estados Unidos
e Rússia, país que herdou o arsenal nuclear soviético. Esse
acordo entrou em vigor em 1994.
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O Start II, assinado em 3 de janeiro de 1993 pelos Estados
Unidos (George W. Bush) e a Rússia (Boris Yéltsin), amplia em
dois terços o número de ogivas nucleares a serem reduzidas
até o ano de 2007, sendo ratificado em 1996 pelo Senado dos
Estados Unidos e, em 2000, pela Duma (Parlamento russo). O
Start II deveria ter entrado em vigor antes do fim de 2003, mas
um protocolo adicional ao tratado, assinado em Nova York, em
26 de setembro de 1997, pelas duas potências, estendeu o
prazo até 31 de dezembro de 2007, mas o Start II nunca en-
trou em vigor.
Em 2002, Rússia e Estados Unidos limitam seus arsenais
estratégicos ofensivos a um teto entre 1 700 a 2 200, através do
Tratado de Redução dos Arsenais Nucleares Estratégicos – SORT
(ou Tratado de Moscou). Os valores são inferiores aos do Start II.
Depois do Start I expirar em 2009, os Estados Unidos
(Barack H. Obama) e a Rússia (Dmitri Medvedev) assinaram
em 8 de abril de 2010 um novo Start II (também chamado de
Tratado Start), redigido em Praga em 5 de abril de 2009, limi-
tando o número de ogivas nucleares, para 1 550 cada um. Isto
representaria uma diminuição de 74% em relação ao limite es-
tabelecido no tratado original. Também prevê a retomada das
verificações mútuas dos arsenais nucleares, interrompidas
no fim de 2009. Esse tratado redigido em Praga, na Repúbli-
ca Tcheca, explica em parte o prêmio Nobel da Paz conferido
ao presidente norte-americano Barack H. Obama, em 2009.
O Tratado foi ratificado em 2011, mas uma cláusula especial
prevê a possibilidade de o país se retirar do acordo quando
considerá-lo lesivo ou se uma das partes não o estiver cum-
prindo. A instalação de um escudo antimísseis na Europa
Oriental (Leste Europeu) por parte dos Estados Unidos pode
trazer desiquilíbrio ao poder de dissuasão e, por isso, a Rússia
não hesitaria em sair do acordo.
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Os presidentes Barack H. Obama (EUA) e Dmitri
Medvedev assinam o Tratado Sart II em 2010.
F. Multipolarização
Após o término da Ordem Mundial Bipolar e do período
geopolítico da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o
principal critério para se estabelecer ou determinar a poten-
cialidade global de um país, e sim o seu poderio econômico,
apesar de o primeiro ainda exercer grande influência. Com
isso, novas potências emergiram para rivalizar com a supre-
macia econômica dos Estados Unidos. Japão, União Euro-
peia (bloco econômico) e mais recentemente a China, que
se transformou na segunda economia mundial, passaram
a se impor na geopolítica mundial, rivalizando-se com o do-
mínio norte-americano por mercados consumidores e áreas
fornecedoras de matérias-primas, como a América Latina, a
África e a Ásia. A China atua de maneira mais agressiva na
busca por parceiros comerciais nessas regiões, fechando
acordos comerciais, concedendo empréstimos, investindo
em infraestrutura, adquirindo empresas etc. Os países emer-
gentes ganham cada vez mais espaços no mercado global,
destacando-se os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África
do Sul), além da Coreia do Sul, Turquia, Indonésia, México e
outros, que surgem como novos atores na disputada inserção
no comércio mundial.
G. Conflito Norte-Sul
Outra importante mudança acarretada pela Nova Ordem
Mundial foi a extinção do conflito Leste-Oeste do período da
Guerra Fria (capitalismo x socialismo), para uma nova reclas-
sificação da hierarquia entre os Estados Nacionais. A velha
classificação da teoria dos mundos – Primeiro Mundo (países
capitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (países socia-
listas) e Terceiro Mundo (países capitalistas subdesenvolvi-
dos) – foi extinta com o fim do Segundo Mundo.
Uma nova divisão passou a vigorar, dividindo o mundo
em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (sub-
desenvolvidos ou não desenvolvidos), que mesmo sendo
classificados como pobres apresentam profundas diferenças
entre si. A divisão é estabelecida por uma linha divisória so-
cioeconômica imaginária que não obedece à divisão cartográ-
fica norte-sul pelo Equador. Como o critério é socioeconômi-
co, alguns países do hemisfério Norte (Ex.: países do Oriente
Médio, China, Índia, México) estão na classificação de países
do Sul, enquanto a Austrália e Nova Zelândia, localizados no
hemisfério Sul, encontram-se nos países do Norte por serem
economias desenvolvidas. Essa classificação socioeconô-
mica já apresenta a necessidade de ser revista, pois países
como a Grécia, assolada por uma forte crise econômica a
partir de 2010/2011 pelo consequente empobrecimento da
população, talvez já não apresente mais condições de ser
mantidos no Norte. Já a Coreia do Sul, com seu ótimo padrão
socioeconômico, deveria ter a posição revista.
Vários países do Sul destacam-se pela oferta de opor-
tunidades para os investimentos das transnacionais, como
mercado consumidor, matérias-primas, incentivos fiscais,
legislação trabalhista branda, ineficaz e às vezes até inexis-
tente. Apesar de representarem para as transnacionais possi-
bilidades de retorno de seus investimentos, esses países são
considerados de risco ao apresentarem constantes instabili-
dades econômicas e políticas. Esses países são chamados
de emergentes, e o Brasil faz parte deles. Países como Coreia
do Norte e Cuba ainda resistem com economias socialistas.
Após a saída de Fidel Castro e a chegada ao poder do seu ir-
mão Raúl Castro em 2008, Cuba apresenta um perfil mais re-
ceptivo, com mais abertura econômica e reaproximação com
os Estados Unidos, com a reabertura oficial das embaixadas
em 2015. Situação bem diferente da Coreia do Norte, que per-
manece economicamente fechada, apesar de permitir o fun-
cionamento do parque industrial de Kaesong na região admi-
nistrativa especial (localizado a 10 quilômetros da fronteira
com o sul, ao qual está conectado por estrada e ferrovia), com
presença de indústrias da Coreia do Sul, além de se manter
distante geopoliticamente dos Estados Unidos, considerado
uma grande ameaça militar aos norte-coreanos.
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Em relação ao continente africano, principalmente a por-
ção Subsaariana, ainda permaneceà margem da economia
global, apresentando-se como fornecedor de matérias-primas,
isto é, dependente exclusivamente das commodities. Muitos
países africanos sofrem com conflitos tribais, fome crônica (ca-
rências alimentares em consequência de fenômenos naturais
– enchentes, terremotos, secas etc. ou por problemas socioe-
conômicos – pobreza ou falta de recursos para suprir as neces-
sidades alimentares, provocando morte rápida de uma grande
quantidade de indivíduos), fome aguda (tipo de fome intensa
e momentânea, causada pela privação de alimentos), precá-
ria infraestrutura, secas, desertificação, epidemias (exemplo:
aids, ebola, malária etc.) Esses problemas afugentam os inte-
resses internacionais pelo continente em relação ao mercado
consumidor e aos investimentos de capital especulativo.
Na Nova Ordem Mundial, o conflito Leste-Oeste da Guerra
Fria foi substituído pelo conflito Norte-Sul, que opõe entre si
as grandes diferenças que separam a riqueza, a tecnologia e
o alto nível de vida, da pobreza, da exclusão dos novos meios
técnico-científicos e dos baixos níveis de vida. A multipolarida-
de corresponde ao aparecimento de novos polos econômicos,
o que não eliminou a exclusão social e econômica no mundo.
No mapa, identificamos as principais áreas de influência
geopolítica e econômica dos principais atores econômicos
do mundo, além da divisão socioeconômica Norte-Sul. Lem-
bremos que a China rivaliza fortemente com o Japão na Ásia
e os Estados Unidos estende suas influências para além da
divisão estabelecida, pois atua globalmente.
H. A ONU na Nova Ordem Mundial
A Organização das Nações Unidas foi deslocada de sua
relevante importância nas décadas de 1990 e de 2000, prin-
cipalmente pelos Estados Unidos, que se tornaram a única
superpotência ou hiperpotência remanescente da Ordem
Mundial Bipolar e passaram a excluí-la de suas decisões so-
bre a política internacional, pois não havia mais necessidade
de consultá-la diante do novo cenário geopolítico internacio-
nal com o fim do embate com a URSS. Submeter suas vonta-
des à ONU acarretaria submeter suas decisões à pretensão
de países menores em expressão geopolítico-econômica ou
de posições contrárias aos seus desejos. Isso ficou bem claro
com a invasão norte-americana no Iraque em 2003 sob o pre-
texto de encontrar armas de destruição em massa, escanca-
rando o desprezo dessa nação pela decisão contrária da ONU.
A chegada do século XXI e seus problemas relevantes liga-
dos a terrorismo, imigração ilegal, degradação ambiental, con-
flitos geopolíticos, separatismos, recessão econômica, epide-
mias etc. deram à ONU uma nova expressão de grandiosidade
para a resolução de problemas, diante da impossibilidade dos
Estados Unidos de resolver de maneira unilateral os diversos
problemas, como o principal deles, o terrorismo.
A ONU, através de seus vários organismos – FAO, UNESCO,
UNICEF, OMS, OMC, OIT, ACNUR e outros – é de suma importân-
cia como organização supranacional para a concretização de
um mundo de paz e de combate às mazelas ligadas a pobre-
za, saúde, educação, trabalho escravo, mortalidade infantil,
xenofobia etc., que tanto afetam a população mundial, princi-
palmente dos países pobres da América latina, da África e do
Sul e Sudeste da Ásia, que necessitam de ações articuladas
para amenizá-las ou erradicá-las.
O Conselho de Segurança da ONU, quando atua na solu-
ção de problemas por meio da da aplicação de sanções eco-
nômicas e políticas, envio de tropas de paz e de autorização
para o uso de forças militares internacionais, por vezes acaba
submetido a interesses políticos, econômicos e militares dos
membros permanentes – Estados Unidos, Reino Unido, Fran-
ça, Rússia (substituindo a ex-URSS) e China. Esses países
sancionam ou vetam ações segundo os seus interesses so-
bre os acontecimentos em qualquer parte do mundo, defen-
dendo ou excluindo governos. A atual situação de guerra civil
e dos problemas com o avanço do Estado Islâmico na Síria é
uma prova do jogo de interesses, pois a Rússia defende com
certo apoio da China o ditador Bashar Al-Assad, fornecendo
armas, enquanto Estados Unidos, França e Reino Unido não
aprovam a manutenção desse governo. A reforma do Conse-
lho de Segurança e a consequente ampliação dos membros
permanentes é de suprema importância para democratizar as
decisões desse conselho diante de uma Nova Ordem Mundial
Multipolar, com a ascensão de novas forças no cenário eco-
nômico e geopolítico mundial, como os países emergentes –
BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Coreia do
Sul, Turquia, Indonésia, México e outros. A reforma tornaria as
decisões mais justas e democráticas, respondendo de forma
mais efetiva às crises.
Alemanha, Japão, Brasil e Índia, conhecidos como G4,
defendem suas adesões como membros permanentes no
Conselho de Segurança da ONU, com direito de veto. Os cinco
membros permanentes ainda não chegaram a um consenso
sobre a inclusão desses países e, principalmente, sobre o di-
reito de veto. A reforma se faz necessária diante da aplicação
mais justa e democrática dos propósitos e princípios da ONU.
I. Questão ambiental na Nova Ordem Mundial
As discussões que permaneceram focadas durante déca-
das nas ideologias antagônicas do período da Guerra Fria de-
ram espaço na Nova Ordem Mundial Multipolar para problemáti-
cas, como a erradicação da pobreza e as questões ambientais.
A questão ambiental ganhou grande notoriedade com a
Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e De-
senvolvimento (1992), conhecida como Rio-92 ou Eco-92.
Promovida pela ONU, a 2ª Conferência Mundial sobre o Meio
Ambiente, tendo sido a primeira realizada em Estocolmo,
Suécia (1972), originou amplo debate de ideias e soluções
para conter a degradação ambiental e o aquecimento global.
A imprensa internacional ofereceu maior atenção para o meio
ambiente, gerando, assim, maior relevância nos meios de co-
municação e consequente incremento do interesse dos mais
diferentes segmentos da sociedade mundial por ações am-
bientais e pela sustentabilidade (desenvolvimento susten-
tável), além do problema social resultante de um processo
econômico excludente.
O debate sobre o meio ambiente, antes centrado nos
meios científicos e acadêmicos, ganhou notoriedade no co-
tidiano das pessoas, pois a degradação ambiental ultrapas-
sa fronteiras locais e regionais, ganhando relevância global.
A contenda entre o crescimento econômico, por vezes pre-
datório, e o desenvolvimento sustentável entrou no cotidia-
no da população e dos meios de comunicação. Empresas
preocupadas com a aceitação de suas marcas por um novo
e mais consciente mercado consumidor introduziram o
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ecomarketing, estabelecendo programas de recuperação
de áreas desmatadas (reflorestamento), projetos de sus-
tentabilidade, reúso da água etc., usando os selos verdes e
certificados ambientais como forma de valorização de suas
marcas e produtos. Os governos de nações ricas e pobres
também já se sentem mais pressionados por uma agenda
ambiental positiva em relação a ações mais concretas na
busca por fontes de energia limpas e renováveis, pela er-
radicação da pobreza e pela contenção da degradação am-
biental, reduzindo o desmatamento e recuperando áreas
degradadas nos países pobres.
Essa nova relação entre o consumidor mais conscien-
te que exige atitudes de governos e de empresas por um
mundo mais sustentável já começa a nortear as relações
econômicas e sociais para o uso mais consciente dos re-
cursos naturais de maneira equitativa, na ampliação da
reciclagem e no reuso da água, bem como na modificação
nos padrões energéticos baseados em combustíveis fós-
seis que emitem gases estufa, por exemplo. As fontes de
energia renováveis serão colocadas como base de uma
nova economia verde, gerando menoresimpactos ambien-
tais e desperdícios. Essa nova maneira de ver o mundo
mais sustentável promove nas pessoas maior conscienti-
zação, constituindo um contraponto ao crescimento eco-
nômico predatório, ao consumismo e ao descarte rápido
que ainda resistem na sociedade.
A teoria do "mundo multipolar"
<https:<//www.diplomatique.org.br/
acervo.php?id=238>.
LIONSGATE
FILM
S/ANDREW
NICCOL
O filme O Senhor das Armas, do diretor Andrew Niccol,
estrelado por Nicolas Cage (contrabandista internacional
de armas perseguido pela Interpol), retrata o comércio ile-
gal de armas e o envolvimento de governos.
01. UFBA
Países com arsenais nucleares
Países com
programa de
armamento nuclear
Estados
Unidos
Rússia China França Inglaterra Paquistão Índia Israel
Coreia do
Norte
Irã
Número de ogivas 2 700 4 840 180 300 160 60 60 80
Menos
de 10
0
Gastos militares anuais
em bilhões de dólares) 546 35 58 53 35 4,5 24 12 12 6,6
Signatário do Tratado de
não proliferação Nuclear Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Não Não Sim
A análise dos dados da tabela e os conhecimentos sobre
a política nuclear do mundo pós-Segunda Guerra Mundial per-
mitem afirmar:
01. O número de ogivas nucleares registrado na Rússia,
apoiado numa forte economia estatizada, confere
àquele país, nos dias atuais, hegemonia política e o
papel de maior potência nuclear do planeta.
02. O número de ogivas e os gastos militares apresentados
pela Coreia do Norte, comparados com os mesmos da-
dos da China, indicam que os norte-coreanos são me-
nos ameaçadores para a paz mundial que os chineses.
04. O Tratado de Não Proliferação Nuclear, assinado em
1968, constituiu um dos parâmetros políticos e mi-
litares que evitariam confrontos entre nações nu-
cleares rivais, mesmo durante o período conhecido
como Guerra Fria.
08. Os gastos militares, comparados com o número de
ogivas disponíveis pelos Estados Unidos, sugerem
que outros armamentos, que não os atômicos, ocu-
pam as estratégias militares desse país na sua par-
ticipação em conflitos políticos de diversas regiões
do planeta.
16. Signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear
e não dispondo ainda de nenhuma ogiva, o Irã, por
questões políticas e ideológicas, torna-se uma
ameaça para o equilíbrio nuclear mundial.
APRENDER SEMPRE 20
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32. Índia e Paquistão, embora dispondo conjuntamente
de um número menor de ogivas e de menor volume
de gastos militares, por questões políticas e cultu-
rais, tornam-se mais vulneráveis a um conflito ar-
mado atômico que países europeus, outros países
asiáticos e os Estados Unidos, como está demons-
trado na tabela.
Resolução
A economia russa atual é de mercado e, segundo o Tratado
de Moscou, de maio de 2 002 (o Tratado de Reduções Ofensi-
vas), assinado pelos EUA e pela Federação Russa, os dois paí-
ses comprometeram-se a reduzir seu arsenal operacional para
um número entre 1 700 e 2 200 ogivas nucleares até 2012.
60 (04+08+16+32)
02. UERJ
Leia o texto.
Os presidentes dos Estados Unidos, Barack
Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram,
dia 8 de abril de 2010, em Praga, um histórico acor-
do de redução de armas nucleares que cortará em
cerca de 30% o número de bombas atômicas insta-
ladas em ambos os países. A assinatura do acordo
representa o início da concretização de uma das
metas do governo Obama, que diz querer ver um
mundo livre de armas nucleares.
Disponível em: <http://noticias.r7.com>. Adaptado.
Nos próximos anos, o presidente Barack Obama
vai decidir se colocará ou não em operação uma
nova classe de armas capaz de atingir qualquer lu-
gar do planeta, lançada do solo dos EUA, com pre-
cisão e força suficientes para reduzir a dependência
americana em relação ao arsenal nuclear.
Folha de S. Paulo, 24 abr. 2010. Adaptado.
As alterações na política armamentista do governo
norte-americano, de acordo com as reportagens, apontam no-
vas tensões nas relações internacionais.
Essas tensões estão associadas ao seguinte contexto:
a. cooperação entre China e Índia
b. crise em países do Oriente Médio
c. supremacia da Comunidade Europeia
d. polarização entre as ex-repúblicas soviéticas
Resolução
Nas últimas décadas, assistimos a uma mudança na po-
lítica armamentista em nível mundial, fruto do fim da Guerra
Fria, com o fim da União Soviética e uma política de disten-
são entre Estados Unidos e Rússia. Ao mesmo tempo, os EUA
desenvolveram uma nova política externa, apoiada na ideia
de “guerra ao terror”, vislumbrando ações em diferentes re-
giões do Oriente Médio.
Alternativa correta: B
03. UERJ
Leia o texto.
Acabaram a União Soviética e a Guerra Fria e
todos suspiramos aliviados. Mas em vez de espíri-
tos desarmados proliferaram novos fantasmas nu-
cleares e perdemos até a primeira condição para
um tranquilizador equilíbrio de terror que é saber
de que lado virão os mísseis. A crise atual no mun-
do é uma crise de nitidez [...]. Os que insistem em
reduzir tudo a um choque de civilizações querem,
na verdade, reduzir tudo a outra Guerra Fria, recu-
perar a simplicidade de um confronto entre potên-
cias com a simplificação adicional de que desta vez
só um lado é uma potência...
Luiz Fernando Veríssimo. O Globo, 13 ago. 2006.
As características da atual geopolítica mundial que justi-
ficam o ponto de vista expresso pelo autor são
a. assimetria política – corrida espacial – dispersão
mundial do poder bélico.
b. sectarismo religioso – corrida armamentista – cons-
tituição de blocos militares.
c. bipolaridade cultural – proliferação nuclear – milita-
rização dos países islâmicos.
d. multipolaridade econômica – unipolaridade militar –
multiplicação dos conflitos regionais.
Resolução
Com o fim da URSS, em 1991, algumas regiões que
ficavam na periferia da ordem bipolar ganharam impor-
tância, caso do Japão e da formação da União Europeia,
constituída em 1992. Esta conjuntura de fatos causou a
multipolaridade econômica. Ao mesmo tempo, com o de-
clínio socialista, houve uma concentração de poder bélico
nas mãos dos EUA, polarizando militarmente o mundo sob
o domínio norte-americano. Houve também o surgimento
de vários conflitos regionais, principalmente nas áreas que
adotavam o socialismo, onde grupos reprimidos pelos alia-
dos dos soviéticos ganharam força e reivindicaram a inde-
pendência da região.
Alternativa correta: D
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Módulo 3
Os Sistemas Capitalista e Socialista
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
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Leia com atenção Tópicos 1 a 5, módulo 3
Ex
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Série branca 41 42 43 44 46 47 52 55
Série amarela 44 45 48 49 50 52 53 55
Série roxa 49 50 53 54 56 57 58 60
Foco Enem 44 48 49 50 51 54 55 59
41. Vunesp
https://coc.pear.sn/tRjNHj4
O processo de mundialização do sistema capitalista sem-
pre esteve apoiado na difusão de políticas econômicas e na
constituição de determinadas lógicas geopolíticas e geoeco-
nômicas de organização do espaço mundial. Constituem-se
em política econômica e em lógica capitalista de ordenamen-
to do espaço mundial no período atual
a. o keynesianismo e o colonialismo.
b. o desenvolvimentismo e o neocolonialismo.
c. o neoliberalismo e a globalização.
d. o mercantilismo e a descolonização.
e. o liberalismo e o imperialismo.
42. PUC-MG
A economia de mercado gera e acentua conflitos entre
capital, trabalho e renda, com reflexos positivos e negati-
vos. Entre as consequências desse processo no campo, é
incorreto afirmar:
a. As transformações tecnológicas e do trabalho geram
necessidade de uma maior e contínua qualificação
profissional.
b. A adoção de tecnologias apropriadas pode amenizar
os impactos nos recursos hídricose pedológicos e vi-
sar à sustentabilidade da terra.
c. O uso excessivo da água para irrigação compro-
mete a sua disponibilidade para necessidades fu-
turas e a correlação adequada entre agricultura e
meio ambiente.
d. A necessidade de alimentar a população mundial as-
segura abundância e qualidade da produção e reser-
vas de alimentos.
43. Espcex-SP/Aman-RJ
Nos primeiros anos da década de 1930, o mundo assistiu
a uma grave crise econômica que atingiu boa parte do mundo
capitalista. Para combatê-la o governo dos Estados Unidos da
América adotou um conjunto de medidas que ficou conhecido
como New Deal. Esse programa
a. diminuiu a intervenção do Estado na economia.
b. aumentou a intervenção do Estado na economia.
c. retirou a presença do Estado da economia.
d. tornou a economia americana mais liberal.
e. provocou a quebra da Bolsa de Valores de Nova York,
dando origem ao episódio que ficou conhecido como a
“Quinta-Feira Negra”.
44. Enem C4-H18
Leia o texto.
A depressão econômica gerada pela Crise de
1929 teve no presidente americano Franklin Roo-
sevelt (1933-1945) um de seus vencedores. New
Deal foi o nome dado à série de projetos federais
implantados nos Estados Unidos para recuperar o
país, a partir da intensificação da prática da inter-
venção e do planejamento estatal da economia.
Juntamente com outros programas de ajuda so-
cial, o New Deal ajudou a minimizar os efeitos da
depressão a partir de 1933. Esses projetos fede-
rais geraram milhões de empregos para os neces-
sitados, embora parte da força de trabalho norte-
-americana continuasse desempregada em 1940.
A entrada do país na Segunda Guerra Mundial,
no entanto, provocou a queda das taxas de de-
semprego e fez crescer radicalmente a produção
industrial. No final da guerra, o desemprego tinha
sido drasticamente reduzido.
EDSFORD, R. America’s response to the Great Depression.
Blackwell Publishers, 2000. Adaptado.
Com base no texto, conclui-se que
a. o fundamento da política de recuperação do país foi a
ingerência do Estado, em ampla escala, na economia.
b. a Crise de 1929 foi solucionada por Roosevelt, que
criou medidas econômicas para diminuir a produção
e o consumo.
c. os programas de ajuda social implantados na admi-
nistração de Roosevelt foram ineficazes no combate
à crise econômica.
d. o desenvolvimento da indústria bélica incentivou o
intervencionismo de Roosevelt e gerou uma corrida
armamentista.
e. a intervenção de Roosevelt coincidiu com o início da
Segunda Guerra Mundial e foi bem-sucedida, apoian-
do-se em suas necessidades.
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45. Mackenzie-SP
Desde a crise financeira mundial, deflagrada nos EUA em
2008, muitos governos têm adotado medidas para a sua su-
peração. Assinale a alternativa correta sobre o tipo de medi-
das de política econômica adotadas no Brasil.
a. Liberal clássico, com ampla abertura a importações
que visam dinamizar o mercado interno e a competi-
ção com empresas nacionais.
b. Neoliberal, em que o Estado amplia a sua participação
em setores considerados estratégicos.
c. Socialista, em razão da ideologia esquerdista dos inte-
grantes do governo.
d. Desenvolvimentista, em que o Estado utiliza mecanis-
mos como isenção de impostos, redução de juros e
aumento do protecionismo.
e. Globalizada, em que o país se torna aberto a qualquer
tipo de movimentação financeira com outros países,
sem qualquer restrição legal.
46. FGV-SP
EUA criam ajuda de
US$ 200 bi a imobiliárias
Gigantes de mercado estão sob intervenção fe-
deral, por tempo indeterminado, e já funcionam
como se fossem estatais.
Folha de S.Paulo, 8 set. 2008.
Sobre essa manchete e outras que têm sido divulgadas pela
imprensa mundial e brasileira, são feitas as seguintes afirmações:
I. Um dos maiores defensores do neoliberalismo e do livre
mercado acaba de negar seus princípios fundamentais.
II. A regulação do mercado financeiro é uma forma ativa
de proteger o sistema capitalista da possibilidade de
um novo crack.
III. A intervenção estatal nada mais é do que a manuten-
ção do princípio neoliberal de concentrar a atuação do
Estado em setores estratégicos do mercado.
Está correto somente o que se afirma em
a. I.
b. I e II.
c. I e III.
d. II.
e. II e III.
47. UPE (adaptado)
Observe com atenção o organograma.
Sistema
capitalista
Keynesianismo
Neoliberalismo
O organograma exibe duas versões distintas do sistema
capitalista, planejadas em diferentes épocas, intrínsecas à
economia de mercado, contudo diferenciadas por caracte-
rísticas marcadas por oposições conjuntas. Sobre elas, ana-
lise os itens:
I. O keynesianismo defende a ampla intervenção do
Estado na economia, enquanto o neoliberalismo acei-
ta uma intervenção mínima do Estado na economia.
II. O keynesianismo é favorável ao aumento de gas-
tos públicos, enquanto o neoliberalismo estimula o
Estado de bem-estar social.
III. O keynesianismo propõe a geração de empregos por
intermédio da receita pública, enquanto o neolibera-
lismo defende a abertura econômica dos países.
IV. O keynesianismo critica o pensamento econômico
clássico, enquanto o neoliberalismo busca aplicar os
princípios do liberalismo clássico.
V. O keynesianismo critica a privatização de estatais,
enquanto o neoliberalismo critica o princípio da
“mão invisível”.
Apenas está correto o que se afirma em
a. I.
b. III.
c. I e II.
d. I, III e IV.
e. I, II, III e V.
48. Enem C4-H16
Texto I
A Europa entrou em Estado de exceção, per-
sonificado por obscuras forças econômicas sem
rosto ou localização física conhecida que não
prestam contas a ninguém e se espalham pelo
globo por meio de milhões de transações diárias
no ciberespaço.
ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo.
Folha de S.Paulo, 11 dez. 2011. Adaptado.
Texto II
Estamos imersos numa crise financeira como
nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão
iniciada em 1929 nos Estados Unidos.
Entrevista de George Soros. Disponível em: <www.nybooks.
com>. Acesso em: 17 ago. 2011. Adaptado.
A comparação entre os significados da atual crise eco-
nômica e do crash de 1929 oculta a principal diferença entre
essas duas crises, pois
a. o crash da bolsa, em 1929, adveio do envolvimento
dos EUA na Primeira Guerra Mundial, e a atual crise é o
resultado dos gastos militares desse país nas guerras
do Afeganistão e Iraque.
b. a Crise de 1929 ocorreu por causa de um quadro de
superprodução industrial nos EUA, e a atual crise re-
sultou da especulação financeira e da expansão des-
medida do crédito bancário.
c. a Crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos
países europeus reconstruídos após a Primeira Guer-
ra, e a atual crise se associa à emergência dos BRICS
como novos concorrentes econômicos.
d. o crash da bolsa, em 1929, resultou do excesso de
proteções ao setor produtivo estadunidense, e a atual
crise tem origem na internacionalização das empre-
sas e no avanço da política de livre mercado.
e. a Crise de 1929 decorreu da política intervencionista
norte-americana sobre o sistema de comércio mun-
dial, e a atual crise resultou do excesso de regulação
do governo desse país sobre o sistema monetário.
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49. UEM-PR
Considere os textos.
Texto 1
Protesto contra Wall Street chega
a mais cidades americanas
“Estamos incentivando outras cidades do país e
do mundo. É um problema global, temos que fazer
barulho”, disse Tony Rodriguez, 25, deitado numa
tenda em frente à prefeitura de Los Angeles. No
sábado, 4 000 pessoas, segundo os organizadores,
participaram de uma caminhada até o local, com
cartazes que pediam mais emprego e justiça para os
crimesfinanceiros de Wall Street.
Disponível em: <http://acervo.folha.com.br/
fsp/2011/10/04>. Acesso em: 19 abr. 2012.
Texto 2
Manifestações espalham-se por 82 países
Roma registrou os maiores protestos contra o ca-
pitalismo, com 200 mil presentes, e houve confron-
tos com a polícia.
Disponível em: <http://acervo.folha.com.br/
fsp/2011/10/16>. Acesso em: 19 abr. 2012.
Sobre a crise norte-americana referida nos textos e sobre
suas repercussões globais, assinale o que for correto.
01. Em uma economia planificada como a norte-ameri-
cana, houve protestos devido a um intenso fluxo de
imigrantes desempregados, gerando grandes impac-
tos sociais no país.
02. A ampliação dos fluxos de capitais e a falta de con-
trole estatal sobre o mercado, especialmente finan-
ceiro, sobretudo nos Estados Unidos, um país de forte
tradição liberal, acabaram levando a uma grave crise
econômica, repercutindo em escala global.
04. Os setores sociais, mesmo em países desenvolvi-
dos, protestam contra o desemprego ocasionado por
crises econômico-financeiras e medidas neoliberais
de uma economia de mercado.
08. A fase do capitalismo financeiro caracteriza-se, tam-
bém, pelo capital especulativo aplicado nas bolsas de
valores, em busca de lucros mais rápidos. O capital
especulativo, diferente do capital produtivo, não gera
empregos. Essas transações financeiras levam mui-
tas vezes a crises econômicas globais.
16. A crise acima referida é idêntica àquela decorrente
da quebra da Bolsa de Nova York de 1929, com a dife-
rença de que, nesta última, não houve qualquer con-
sequência para o Brasil.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
50. FGV-SP
Leia o texto.
Quando se processaram as eleições de novem-
bro de 1932, o país estava numa situação pior do
que nunca. Todas as “curas” do Sr. Hoover não
conseguiram dar vigor ao paciente moribundo. Os
trabalhadores eram assolados pelo desemprego; os
lavradores eram arrasados pela crise da agricultu-
ra; a classe média tinha perdido suas economias
nas falências dos bancos e temia pela sua seguran-
ça econômica.
Em 8 de novembro de 1932 o povo americano
elegeu Franklin D. Roosevelt para presidente dos
Estados Unidos.
O New Deal do Sr. Roosevelt foi chamado de re-
volução. Era e não era. Era uma revolução quanto às
ideias, mas não na sua parte econômica.
Leo Huberman, História da riqueza dos EUA (Nós, o povo).
Não era uma revolução econômica, pois
a. o volume de recursos destinados à recuperação eco-
nômica era pequeno e beneficiou apenas as regiões
industrializadas.
b. não ocorreu alteração no direito à propriedade privada,
assim como foi mantida a mesma estrutura de classe.
c. os operários e produtores rurais não tiveram nenhum
ganho importante, uma vez que os benefícios atingi-
ram exclusivamente as classes médias.
d. os principais causadores da crise – os grandes con-
glomerados oligopolistas – foram os que mais recur-
sos receberam do governo americano.
e. privilegiaram-se os investimentos diretos em agentes
econômicos tradicionais, como as grandes casas ban-
cárias e as principais corporações.
51. Enem C4-H16
Leia o texto.
A Crise de 1929 e dos anos subsequentes teve
sua origem no grande aumento da produção in-
dustrial e agrícola, nos EUA, ocorrido durante
a Primeira Guerra Mundial, quando o mercado
consumidor, principalmente o externo, conheceu
ampliação significativa. O rápido crescimento da
produção e das empresas valorizou as ações e es-
timulou a especulação, responsável pela "pequena
crise" de 1920-21. Em outubro de 1929, a venda
cresceu nas bolsas de valores, criando uma ten-
dência de baixa no preço das ações, o que fez com
que muitos investidores ou especuladores vendes-
sem seus papéis. De 24 a 29 de outubro, a Bolsa
de Nova York teve um prejuízo de US$ 40 bilhões.
A redução da receita tributária que atingiu o Es-
tado fez com que os empréstimos ao exterior fos-
sem suspensos e as dívidas, cobradas; e que se
criassem também altas tarifas sobre produtos im-
portados, tornando a crise internacional.
RECCO, C. História: a Crise de 29 e a depressão do capitalismo.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/
ult305u11504.shtml>. Acesso em: 26 out. 2008. Adaptado.
Os fatos apresentados permitem inferir que
a. as despesas e prejuízos decorrentes da Primeira Guer-
ra Mundial levaram à Crise de 1929, pela falta de capi-
tal para investimentos.
b. o significativo incremento da produção industrial e
agrícola norte-americana durante a Primeira Guerra
Mundial consistiu num dos fatores originários da
Crise de 1929.
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c. a queda dos índices nas bolsas de valores pode ser
apontada como causa do aumento dos preços de
ações nos EUA em outubro de 1929.
d. a Crise de 1929 eclodiu nos EUA a partir da interrupção
de empréstimos ao exterior e da criação de altas tari-
fas sobre produtos de origem importada.
e. a Crise de 1929 gerou uma ampliação do mercado
consumidor externo e, consequentemente, um cres-
cimento industrial e agrícola nos EUA.
52. UEPG-PR
Sobre o capitalismo, assinale o que for correto.
01. Tem como principal objetivo o lucro e funciona
conforme a lei da oferta e da procura – economia
de mercado.
02. Ao Estado cabe garantir os meios essenciais para
uma sobrevivência decente: educação, saúde, empre-
go, aposentadoria, e essas garantias são entendidas
como uma forma de redistribuição de renda.
04. Nas relações de trabalho predomina o trabalho assa-
lariado. O trabalhador "vende" o seu trabalho para os
donos dos meios de produção.
08. Tem no dinheiro ou seus similares (cartão de crédito,
cheques) o seu principal meio de troca e baseia-se na
propriedade privada dos meios de produção.
16. Tem a necessidade da existência de um Estado con-
trolado pelo proletariado, e a propriedade dos meios
de produção deve ser estatal e coletiva.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
53. UEM-PR
Sobre o capitalismo e sua relação com os processos de
industrialização, assinale o que for correto.
01. O capitalismo, como modelo econômico, surgiu na
Inglaterra no século XVII, como alternativa ao modelo
socialista implantado, no mesmo período, na União
Soviética. No que se refere às indústrias, o modelo
estabelecia que a atividade deveria ser de responsa-
bilidade do capital público.
02. Capitalismo comercial ou pré-capitalismo corres-
ponde ao período das Grandes Navegações e do
colonialismo europeu, quando novas terras, prin-
cipalmente no continente americano, tornaram-
-se conhecidas.
04. Na segunda metade do século XVIII, quando a ativida-
de produtiva era caracterizada pelo artesanato e pela
manufatura, ocorreram várias mudanças tecnológi-
cas, sociais e econômicas, que ficaram conhecidas
como Revolução Industrial.
08. No decorrer da Segunda Guerra Mundial (1942-
1946) surgiu a chamada indústria de ponta, destina-
da à produção de armas contundentes, armamentos
de combate e também de ferramentas de trabalho
(exemplos: espadas, facas, facões).
16. O surgimento e a expansão de invenções e do
uso de novas fontes de energia, como máquinas
a vapor movidas a carvão, transformaram a pro-
dução de mercadorias e multiplicaram a produti-
vidade do trabalho.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
54. UEMG C4-H16
Leia o texto.
É preciso discutir os limites dos
mercados em questões morais.
Será que existe algo de errado com a compra e
venda de coisas? Há quem diga que não. As pessoas
deveriam estar autorizadas a comprar o que quer
que alguém esteja interessado em vender. Outros
acreditam que há coisas que o dinheiro não deveria
comprar. Mas o quê? [...]
Para responder perguntas como essas, precisa-
mos propor uma perguntaainda maior: que papel o
dinheiro e os mercados deveriam desempenhar em
uma boa sociedade?
Quase sem percebermos, derivamos da posi-
ção de economias de mercado para a de socieda-
des de mercado.
Deveríamos nos preocupar com essa tendência
por dois motivos. Primeiro à medida que o dinheiro
ganha maior primazia nas sociedades, a riqueza ga-
nha importância.
Quando o dinheiro começa a governar o aces-
so à educação, à saúde, à influência política, a vida
se torna mais difícil para as pessoas desprovidas de
posses. Quando o mercado controla tudo, a desi-
gualdade é mais aguda.
Uma segunda razão para que resistamos a defi-
nir preços aplicáveis a todas as atividades humanas
está em que fazê-lo pode corromper [...].
Para decidir se devemos permitir compra e ven-
da de toda a atividade humana, temos de refletir
sobre questões difíceis envolvendo a dignidade hu-
mana e a responsabilidade cívica. [...]
SANDEL, Michael J. Folha de S.Paulo. Caderno mercado
B6. Sexta-feira, 4 jan. 2013. Adaptado.
Economia de mercado e sociedade de mercado são duas
terminologias que aparecem, há algum tempo, levando-nos a
refletir sobre elas.
I. Economia de mercado é uma ferramenta para organi-
zarmos as atividades produtivas.
II. Sociedade de mercado é um ambiente em que quase
tudo está à venda.
III. Economia de mercado torna-se um ambiente com a
finalidade de gerar riquezas.
IV. Sociedade de mercado agrupa com mais facilidades
ricos e pobres.
Com relação à economia de mercado e à sociedade de
mercado, estão corretas as afirmativas
a. I e III.
b. II e IV.
c. I e II.
d. III e IV.
55. Acafe-SC
A atual crise econômica é um tema recorrente em vários
setores da mídia e do empresariado brasileiro. Acerca da
história das crises na economia global durante os últimos
100 anos, todas as alternativas estão corretas, exceto:
a. O Brasil passou os primeiros anos da crise em situa-
ção menos frágil. Para os críticos do atual governo, a
corrupção, a falta de controle dos gastos do Estado e a
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inflação são alguns dos principais problemas. Para os
defensores do governo, a crise está sendo “politizada”
e exagerada com a finalidade de colocar o governo em
situação de constante pressão e risco.
b. A Crise de 1929 teve amplas repercussões políticas
e econômicas. Foi um dos elementos da ascensão do
nazismo alemão e modificou substancialmente o con-
trole de capitais em mercados de bolsas de valores.
c. A atual crise mundial tem diversas interpretações. Para
seus críticos é falta de controle do capital financeiro
que iniciou principalmente nos EUA com a questão do
subprime. Para analistas de corte liberal é uma fase
transitória da economia global. A solução é a abertura
comercial e a menor presença do Estado na economia.
d. A maior crise financeira da história ocorreu em
1973-74, em função do aumento abrupto dos preços
do petróleo. Os EUA, em função disso, tiveram que
comprar petróleo a preços muito altos e, assim, altera-
ram os acordos de Bretton Woods pelos quais o dólar
era a âncora principal da economia global.
56. PUC-RJ
A Grande Depressão, iniciada em 1929, com a crise da
Bolsa de Nova York, foi, possivelmente, o acontecimento do
século XX cujas repercussões se fizeram sentir sobre um
maior número de homens e mulheres em todo o planeta.
a. Explique por que os efeitos da Grande Depressão afe-
taram mais a economia da Alemanha do que a econo-
mia da União Soviética.
b. Roosevelt, ao assumir a presidência em 1933, deu
início à implementação do New Deal, um conjunto de
medidas que visava a combater os efeitos recessivos
da Grande Depressão sobre a economia norte-ameri-
cana. Indique uma dessas medidas.
57. Vunesp
Analise os textos e a charge.
O arsenal do neoliberalismo inclui o farto uso de
neologismos que procuram destruir a perspectiva
histórica dando novos nomes a velhos processos ou
conferir respeito a pseudoconceitos. Surgem, assim, o
pós-moderno, o desenvolvimento sustentável, os mo-
vimentos sociais urbanos, a exclusão social, os atores
(sociais), as ongs, a globalização, o planejamento es-
tratégico..., que procuram encobrir, ao invés de reve-
lar, a natureza do capitalismo contemporâneo.
Disponível em: <www.usp.br/fau/docentes/depprojeto/>. Adaptado.
Certezas que não se desmancham no ar.
Os efeitos sociais da atual crise capitalista são
pouco mencionados, especialmente nos veículos
de comunicação. Existe uma distorção ideológica
nesses veículos e em muitas mensagens governa-
mentais sobre a retomada econômica, mas secun-
darizando o principal problema aí existente: a heca-
tombe social sobre milhões de trabalhadores. Não é
algo automático ou “natural” a retomada econômica
e o retorno dos empregos. Depois do fim das cri-
ses econômicas, analisa a OIT, entre quatro a cinco
anos são necessários para a recuperação dos em-
pregos. [...] A história social parece-nos que sempre
se repete no que se refere às crises capitalistas. Por
isso, a pergunta é também histórica: quem vai pagar
os custos sociais dessa crise.
Luiz Fernando da Silva. Disponível em: <www.unesp.br/aci/debate>. Adaptado.
Explicite os princípios básicos do neoliberalismo e faça
afirmações que o vinculem com a crise econômica global e o
contexto brasileiro.
58. Vunesp
Leia o texto.
O processo de inserção do neoliberalismo en-
quanto ideologia e corrente de pensamento para
a condução das políticas e dos recursos públi-
cos no território brasileiro se deu de forma lenta
e gradual, num período que compreende quase
três décadas.
Mirlei Fachini Vicente Pereira e Samira Peduti Kahil.
Disponível em: <www.ub.edu>. Adaptado.
Indique dois fundamentos da ideologia neoliberal e dê
um exemplo de política ou prática neoliberal implantada no
Brasil a partir dos anos 1990, apontando suas consequências
à sociedade e à economia brasileiras.
59. Unicamp-SP
Observe o gráfico e responda às questões.
Estados Unidos 1929
Em
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1920 1925 1930 1935 1938
Produção industrial
(índice 100, em
1913)
200
150
100
50
0
Produção industrial
Número de desempregados
a. Qual a relação existente entre as duas linhas apresen-
tadas no gráfico?
b. Apresente dois motivos para a Crise Financeira de 1929.
60. Mackenzie-SP
Leia o texto.
A crise financeira que assola Wall Street, que
dura quase 14 meses, atingiu seu auge na semana
passada e trouxe a todas as mentes o fantasma da
Crise de 1929 e da Grande Depressão dos anos
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1930. A crise parecia suspensa na sexta-feira com
a súbita euforia nos mercados diante do anúncio de
intervenção do governo americano. [...] Ao longo da
semana, a maior economia do mundo se converteu
em um imenso laboratório onde estão sendo testa-
das as ideias para o capitalismo financeiro do século
XXI. Em 1929, começou a maior crise financeira que
o mundo já viu. Ela se alastrou por quase uma déca-
da e se confundiu, ao final, com o rearmamento em
três continentes e com a Segunda Guerra Mundial.
Fez surgir no hemisfério Norte um capitalismo de
face mais humana, mitigado pela necessidade políti-
ca de incluir e proteger seus cidadãos.
É possível que a crise atual leve à construção de
um novo modelo cujos contornos estão sendo defi-
nidos neste exato momento.
Revista Época, 22 set. 2008.
A respeito da "Crise de 1929" e do "capitalismo financei-
ro" praticado no século XX, considere as afirmações.
I. A Crise de 1929 teve como ponto nevrálgico o excesso
de oferta (queda substancial dos preços) nos Estados
Unidos, aliado a grandes especulações financeiras.
II. São características do capitalismo financeiro: econo-
mia monopolizada, acúmuloprimitivo do capital de-
corrente da expansão ultramarina, prática da tradicio-
nal divisão internacional do trabalho.
III. Os Estados Unidos, diante da crise, executou o New
Deal, em que o governo passou a interferir na eco-
nomia, elaborando e investindo de forma efetiva em
diversos âmbitos da dinâmica social, buscando recu-
perar-se das perdas.
Então,
a. apenas I e II estão corretas.
b. apenas II e III estão corretas.
c. apenas I e III estão corretas.
d. apenas II está correta.
e. I, II e III estão corretas.
Veja o gabarito desses exercícios propostos na página 204.
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Módulo 4
Etapas da evolução capitalista
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Leia com atenção Capítulo 2 – Tópicos 6 a 9, módulo 4
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Série branca 61 62 63 64 66 67 69 70
Série amarela 63 65 67 68 70 72 73 75
Série roxa 72 73 74 75 76 77 78 80
Foco Enem 64 68 69 71 72 73 74 75
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61. Espcex-Sp/Aman-RJ
Durante o mercantilismo, todos os produtos que chega-
vam à colônia ou saíam dela tinham que passar pela metró-
pole, caracterizando assim
a. o pacto colonial.
b. os Atos de Navegação.
c. a corveia.
d. o liberalismo econômico.
e. a balança comercial favorável.
62.
Relacione as colunas indicando os mecanismos econô-
micos citados:
a. Imperialismo
b. Monopólio
c. Oligopólio
d. Cartel
e. Dumping
( ) Acordo de empresas que estabelecem uma divisão
do mercado.
( ) Dominação estabelecida por mecanismos econômicos.
( ) Dominação de uma única empresa sobre um deter-
minado setor da economia.
( ) Dominação do mercado por reduzido número
de empresas.
( ) Ações dos cartéis para bloquear empresas concorrentes.
63.
As frases caracterizam uma teoria que moldou um siste-
ma econômico vigente nos séculos XIX e XX:
• Preocupação com as transformações do capitalismo
na sociedade
• A história como resultado da luta de classes
• Inspirou diversos movimentos operários e revolucionários
As afirmativas referem-se a qual sistema econômico?
a. Socialismo científico
b. Liberalismo
c. Neoliberalismo
d. Anarquismo
e. Socialismo real
64. Enem C4-H16
Você está fazendo uma pesquisa sobre a globalização e
lê a seguinte passagem, em um livro:
A sociedade global
As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se
comunicam, se divertem, por meio de bens e ser-
viços mundiais, utilizando mercadorias produzidas
pelo capitalismo mundial, globalizado.
Suponhamos que você vá com seus amigos co-
mer Big Mac e tomar Coca-Cola no McDonald's.
Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg
e volta para casa num ônibus de marca Mercedes.
Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips
para ver o videoclipe de Michael Jackson e, em segui-
da, deve ouvir um CD do grupo Simply Red, gravado
pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA.
Veja quantas empresas transnacionais estiveram
presentes nesse seu curto programa de algumas horas.
PRAXEDES et alli, 1997. O Mercosul. São Paulo: Ática, 1997.
Com base no texto e em seus conhecimentos de Geogra-
fia, marque a resposta correta.
a. O capitalismo globalizado está eliminando as particu-
laridades culturais dos povos da terra.
b. A cultura, transmitida por empresas transnacionais,
tornou-se um fenômeno criador das novas nações.
c. A globalização do capitalismo neutralizou o surgimen-
to de movimentos nacionalistas de forte cunho cultu-
ral e divisionista.
d. O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a
América do Norte.
e. Empresas transnacionais pertencem a países de uma
mesma cultura
65. Espcex-SP/Aman-RJ
Segundo Melhem Adas (2004), com a venda de produtos
a preços mais baixos que o custo de produção, a União Euro-
peia foi uma das responsáveis pela regressão da agricultura
de produtos alimentares básicos da África Subsaariana, con-
duzindo esses países a uma situação crítica de insegurança
alimentar ou de dependência de importação.
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A essa prática econômica, chamamos especificamente de
a. protecionismo econômico.
b. dumping.
c. política de subsídios.
d. desregulamentação econômica.
66. PUC-PR
O socialismo científico foi uma síntese, feita por Marx e
Engels, com base na economia política inglesa, no socialismo
utópico francês e na filosofia idealista alemã, de Hegel.
Assim, assinale a opção que contém ideia estranha ao
socialismo científico.
a. A economia formava a base ou infraestrutura da socie-
dade e sobre ela se erguia uma superestrutura políti-
ca, jurídica, filosófica, moral etc.
b. O comunismo deveria suceder ao socialismo e impor-
tar no fim da exploração do homem pelo homem, e se
transformaria no anarquismo, sendo que este impor-
tava na supressão de qualquer governo, leis ou coer-
ções, conforme o lema "todo poder é opressor".
c. Exploração do proletariado, levada a efeito pelos capi-
talistas, através da mais-valia.
d. A luta de classes entre exploradores e explorados era
constante na história, tendo ocorrido na Idade Média
entre servos e senhores.
e. Após a derrubada do capitalismo, deveria ocorrer a dita-
dura do proletariado, passando-se a seguir ao socialismo.
67.
Diferencie os sistemas político-econômicos do capitalis-
mo e socialismo quanto à
a. economia:
b. propriedade dos meios de produção:
c. partidos políticos:
68. Enem C4-H18
Leia o texto.
O próprio movimento operário não pode ser re-
duzido a um conflito de interesses econômicos ou
a uma reação contra a proletarização. Ele é anima-
do por uma imagem de “civilização” industrial, pela
ideia de um progresso das forças de produção utili-
zado para o bem de todos. O que é bem diferente da
utopia igualitarista simples, pouco preocupada com
as condições de crescimento.
TOURAINE, A. Os movimentos sociais. In: FORRACHI, M.
M.; MARTINS, J. S. (Org.). Sociologia e sociedade. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1997.
Considerando-se a caracterização apresentada pelo tex-
to, a busca pela igualdade pressupõe o(a)
a. estímulo da luta política.
b. adoção da ideologia marxista.
c. coletivização dos meios de produção.
d. aprofundamento dos conflitos sociais.
e. intensificação do crescimento econômico.
69. PUCCamp-SP
Leia um trecho de O manifesto comunista, de 1848, de
Marx e Engels.
A sociedade moderna burguesa, surgida às ruí-
nas da sociedade feudal, não aboliu os antagonis-
mos de classes. Apenas estabeleceu novas classes,
novas condições de opressão e novas formas de
lutas em lugar das velhas. No entanto, a nossa épo-
ca, a época da burguesia, possui uma característica:
simplificou os antagonismos de classes. A sociedade
global divide-se cada vez mais em dois campos hos-
tis, em duas grandes classes que se defrontam – a
burguesia e o proletariado.
MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. O manifesto
comunista. Tradução. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. p. 93.
O socialismo científico de Marx e Engels teve grande re-
percussão na prática revolucionária da classe operária nos
séculos XIX e XX. No texto, os autores enfatizam um dos prin-
cípios fundamentais desse socialismo, conhecido por teoria:
a. da mais-valia.
b. da ditadura do proletariado.
c. do cooperativismo sindical.
d. da reforma social.
e. da luta de classes.
70. Espcex-SP/Aman-RJ
As Grandes Navegações produziram o expansionismo do
século XV e contribuíram para acelerar a transição do feuda-
lismo/capitalismo.
Provocaram mudanças no comércio europeu, tais como:
a. deslocamento do eixo econômico do Atlântico para o
Pacífico; ascensão econômica das repúblicas italianas
paralelamente ao declínio das potências mercantis
atlânticas; acúmulo de capitais nas mãos darealeza.
b. perda do monopólio do comércio de especiarias por
parte dos italianos; declínio econômico das potências
mercantis atlânticas; intenso afluxo de metais precio-
sos da América para a Europa.
c. empobrecimento da burguesia europeia; desloca-
mento do eixo econômico do Mediterrâneo para o
Atlântico; ascensão econômica das repúblicas italia-
nas, paralelamente ao declínio das potências mercan-
tis atlânticas.
d. intenso afluxo de metais preciosos da América para a
Europa, o que determinou a chamada “revolução dos
preços do século XVI”; deslocamento do eixo econômi-
co do Mediterrâneo para o Atlântico; acúmulo de capi-
tais nas mãos da burguesia europeia, em consequên-
cia da abundância de metais que afluiu para a Europa.
e. ascensão econômica das repúblicas italianas, paralela-
mente ao declínio econômico de países como Portugal,
Espanha, Inglaterra e Holanda; incorporação das áreas
do continente americano e do litoral africano às rotas já
tradicionais de comércio Europa – Ásia; acumulação de
capitais nas mãos da nobreza e realeza europeias.
71. Espcex-SP/Aman-RJ C14-H16
Observe as ideias de três pensadores da Idade Moderna.
• Adam Smith (escocês), em sua obra A riqueza das
nações, afirmava que a única fonte de riqueza era o
trabalho, e não a terra.
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• A ideia central da doutrina de Karl Marx (alemão) é
que a “história das sociedades humanas é a história
da luta de classes”.
• Thomas Malthus (inglês), em sua obra Ensaio sobre o
princípio da população, escreveu que a natureza im-
põe limites ao progresso material, já que a população
cresce em progressão geométrica, enquanto a produ-
ção de alimentos aumenta em progressão aritmética.
Pode-se afirmar que:
a. os três pensadores defendem o liberalismo clássico.
b. as três ideias propõem a ditadura do proletariado.
c. Adam Smith propõe o liberalismo clássico, Thomas
Malthus e Karl Marx, o socialismo utópico.
d. Thomas Malthus e Adam Smith defendem o pensa-
mento liberal clássico e Karl Marx foi um dos autores
do socialismo científico.
e. Karl Marx e Adam Smith são considerados anarquis-
tas, e Thomas Malthus, socialista utópico.
72.
Leia o texto.
Até hoje, como vimos, todas as sociedades sem-
pre se assentaram na oposição entre as classes
opressoras e oprimidas.
MARX, Karl. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo:
Penguin Classicis/Companhia das Letras, 2012. p. 57.
a. Como Marx chama a oposição entre classes opressora
e oprimida?
b. Quais são as classes sociais no sistema capitalista?
Qual delas é a opressora e qual é a oprimida? O que
diferencia uma da outra?
73. UECE
O século XIX foi marcado pelo surgimento de correntes
de pensamento que contestavam o modelo capitalista de
produção e propunham novas formas de organizar os meios
de produção e a distribuição de bens e riquezas, buscando
uma sociedade que se caracterizasse pela igualdade de opor-
tunidades. No que diz respeito a essas correntes, assinale a
afirmação verdadeira.
a. O socialismo cristão buscava aplicar os ensinamen-
tos de Cristo sobre amor e respeito ao próximo, aos
problemas sociais gerados pela industrialização,
mas, apesar de vários teóricos importantes o defen-
derem, a Igreja o rejeitou através da Encíclica Rerum
Novarum, lançada pelo Papa Leão XIII.
b. No socialismo utópico, na doutrina defendida por
Robert Owen e Charles Fourrier, prevaleciam as
ideias de transformar a realidade por meio da luta
de classes, da superação da mais-valia e da revo-
lução socialista.
c. O socialismo científico proposto por Karl Marx e
Friedrich Engels, através do Manifesto Comunista de
1848, defendia uma interpretação socioeconômica da
história dos povos, denominada materialismo histórico.
d. O anarquismo do russo Mikhail Bakunin defendia a
formação de cooperativas, mas não negava a impor-
tância e a necessidade do Estado para a eliminação
das desigualdades.
74. Enem C4-H16
Leia o texto.
O principal articulador do atual modelo econômi-
co chinês argumenta que o mercado é só um instru-
mento econômico, que se emprega de forma indistin-
ta tanto no capitalismo como no socialismo. Porém
os próprios chineses já estão sentindo, na sua socie-
dade, o seu real significado: o mercado não é algo
neutro, ou um instrumental técnico que possibilita à
sociedade utilizá-lo para a construção e edificação do
socialismo. Ele é, ao contrário do que diz o articula-
dor, um instrumento do capitalismo e é inerente à sua
estrutura como modo de produção. A sua utilização
está levando a uma polarização da sociedade chinesa.
OLIVEIRA, A. A Revolução Chinesa. Caros Amigos, 31 jan. 2011. Adaptado.
No texto, as reformas econômicas ocorridas na China são
colocadas como antagônicas à construção de um país socialis-
ta. Nesse contexto, a característica fundamental do socialismo,
à qual o modelo econômico chinês atual se contrapõe é a
a. desestatização da economia.
b. instauração de um partido único.
c. manutenção da livre concorrência.
d. formação de sindicatos trabalhistas.
e. extinção gradual das classes sociais.
75. Mackenzie-SP
Segundo Wallerstein (1991), o capitalismo “... foi, desde o
início, um elemento da economia mundial e não dos Estados-
nação. O capital nunca permitiu que suas aspirações fossem
determinadas por fronteiras nacionais. ” Considere as afirma-
ções a respeito do modo de produção capitalista.
I. O capitalismo comercial marca o período dos Estados
absolutos e do intervencionismo estatal na economia,
o que denominamos de mercantilismo.
II. O capitalismo financeiro globalizado acelera a con-
centração de capitais, gerando grandes conglomera-
dos econômicos, mas, em contrapartida ao avanço
capitalista mundial, ampliaram-se a exclusão social e
a marginalização dos países periféricos.
III. Tanto o capitalismo comercial quanto o capitalismo
financeiro aplicam as diretrizes do liberalismo econô-
mico, especialmente no que diz respeito ao livre co-
mércio e ao fim dos monopólios comerciais.
É correto assinalar que
a. somente a afirmativa I está correta.
b. somente a afirmativa III está correta.
c. somente as afirmativas II e III estão corretas.
d. somente as afirmativas I e III estão corretas.
e. somente as afirmativas I e II estão corretas.
76. UFF-RJ
Escrito em 1880, o livro de Friederich Engels, Do socia-
lismo utópico ao socialismo científico, buscou discutir os
limites do chamado socialismo utópico. Os filósofos do socia-
lismo utópico acreditavam que a partir da compreensão e da
boa vontade da burguesia se poderia transformar a sociedade
capitalista, eliminando o individualismo, a competição, a pro-
priedade individual e os lucros excessivos, todos responsá-
veis pela miséria dos trabalhadores. Como alternativa àquela
corrente, Engels e Marx propunham o socialismo científico.
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Com base nessa informação:
a. caracterize a alternativa proposta por Engels e Marx, o
socialismo científico, em relação ao papel dos traba-
lhadores na transformação da sociedade.
b. mencione uma proposta levada a efeito pelos socialis-
tas utópicos.
77.
Leia o texto.
Entenda como funciona um
supermercado colaborativo, que
não visa ao “lucro pelo lucro”
Quando o assunto é supermercado, as coisas
funcionam mais ou menos assim: existe um dono.
Este dono paga funcionários que mantêm os proces-
sos em funcionamento (limpeza, estoque, logística,
caixa…). O espaço fica aberto para receber clientes,
que escolhem os produtos dispostos em prateleiras,
pagam por eles e vão embora.
Em Londres, um grupo de pessoas decidiufazer
diferente e romper com este roteiro predetermina-
do. A primeira explicação está no nome: The Peo-
ple’s Supermarket, ou O Supermercado das Pessoas.
A ideia foi desenvolvida no começo de 2009 por
Arthur Potts-Dawson, Kate Bull e David Barrie, ins-
pirado no exemplo do Park Slope Food Co-operati-
ve, da cidade de Nova York, EUA.
Neste novo modelo, as pessoas tornam-se mem-
bros do negócio (e cada membro é também dono)
e oferecem horas de trabalho voluntário. Assim, ga-
nham, entre outras coisas, o direito a descontos nas
compras. Além do preço menor para os membros,
os produtos já têm o valor reduzido, uma vez que
o quadro de funcionários fixos é bem pequeno em
relação a um supermercado comum.
CINTRA, Lydia. Entenda como funciona um supermercado colaborativo, que
não visa ao “lucro pelo lucro”. Superinteressante. 24 jan. 2012. Adaptado.
Com base nesse caso, responda:
a. Segundo a concepção marxista, em geral qual é a classe
social dos donos de supermercado? Em relação à produ-
ção, o que ele possui a mais que os seus funcionários?
b. Do ponto de vista econômico, o modelo proposto pelo
The People’s Supermarket está mais próximo de um mo-
delo capitalista ou socialista? Justifique sua resposta.
78. Vunesp
Tempos difíceis é um romance do escritor inglês Charles
Dickens, publicado em 1854. A história se passa na cidade
de Coketown, em torno de uma fábrica de tecidos de algodão:
Umas tantas centenas de operários na fábrica, umas
tantas centenas de cavalos-vapor de energia [...] O dia
clareou e mostrou-se lá fora [...]. As luzes apagaram-se e
o trabalho continuou. Lá fora, nos vastos pátios, os tubos
de escapamento do vapor, os montes de barris e ferro
velho, os montículos de carvão ainda acesos, cinzas, por
toda parte, amortalhavam o véu da chuva e do nevoeiro.
a. Qual a importância do carvão e do ferro na Primeira Re-
volução Industrial?
b. Comente as condições de trabalho nas fábricas ingle-
sas no século XIX, a partir do texto apresentado.
79. UFG-GO
Analise a imagem.
Peles
Manufatur
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Açúcar
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o, caca
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Escravos
Aç
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uro
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Escravos
Escravos negros
CANADÁ
PERU
BRASIL
SENEGAL
ANTILHAS
GUINÉ
COSTA
DO MARFIM
ANGOLA
MINA
0 km 0 km
Por mercantilismo designa-se o conjunto de ideias e
práticas econômicas desenvolvidas pelos Estados Nacionais
modernos entre os séculos XV e XVIII, que marcou a relação
entre as metrópoles e suas colônias. Diante do exposto, expli-
que como a imagem apresentada remete
a. a um princípio do mercantilismo;
b. à relação entre as metrópoles e as colônias.
80. Unifor-CE
A partir do fim do século XIX e, especialmente, no início
do século XX, o capital financeiro passou a ter predominância
no controle das atividades industriais e comerciais. Rudolf
Hilferding, dentre outros, destacou-se pela análise deste fe-
nômeno. Sobre o capital financeiro pode-se afirmar:
I. O capital financeiro significa a unificação do capital. Os
setores antigamente distintos, do capital industrial, co-
mercial e bancário estão sob o controle da alta finança.
II. A política do capital financeiro perseguiu uma tríplice
finalidade: em primeiro lugar a criação de um territó-
rio tão vasto quanto possível; em segundo, a defesa
deste território contra a concorrência estrangeira; em
terceiro lugar, sua transformação em campo de explo-
ração para os monopólios do país.
III. A história do capital financeiro significou o aumento
da desconcentração da produção tendo como conse-
quência o aumento da concorrência impessoal entre
os bancos e a concorrência impessoal na indústria.
IV. A descolonização era a política do capital financeiro.
V. Normalmente um grande banco era o núcleo financei-
ro de um conjunto de empresas. Exemplo: National
City Bank – Rockfeller; Standart Oil; Tobacco, Ice trust;
Estradas de Ferro Gould.
Estão corretas apenas as afirmativas
a. I, II e III.
b. I, II e V.
c. II, III e IV.
d. III, IV e V.
e. II, III e V.
Veja o gabarito desses exercícios propostos na página 205.
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Módulo 5
A velha ordem mundial – Bipolarização e Guerra Fria
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Leia com atenção Capítulo 2 – Tópicos 10 a 15, módulo 5
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Série branca 81 82 83 84 90 91 92 95
Série amarela 84 85 86 87 88 89 92 93
Série roxa 86 89 93 94 96 97 98 100
Foco Enem 84 88 89 90 91 93 94 95
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SZ
81. UFRN
O mapa político da Europa passou por mudanças de fron-
teiras e surgimento de novos países, a partir da reunificação da
Alemanha, da dissolução da União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas (URSS) e da fragmentação da Iugoslávia e Tchecoslo-
váquia. Essas alterações nas fronteiras desses países ocorreram
a. no período de encerramento da Segunda Guerra Mundial.
b. na fase entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
c. na fase da bipolarização entre EUA e URSS.
d. no período de encerramento da Guerra Fria.
82. UEPG-PR
Iniciada logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a
Guerra Fria se configurou como uma das faces da geopolítica
mundial na segunda metade do século XX. Sobre esse acon-
tecimento, assinale o que for correto.
01. A divisão da Alemanha – em Oriental e Ocidental – foi
uma das primeiras consequências da Guerra Fria.
02. O macartismo pode ser definido como uma política
de perseguição a supostos comunistas fixados, em
especial, em território norte-americano.
04. A Otan e o Pacto de Varsóvia foram organismos que
representaram os princípios defendidos pelos blo-
cos rivais na Guerra Fria.
08. A corrida espacial travada por soviéticos e norte-a-
mericanos levou, respectivamente, ao lançamento
do satélite Sputnik e à chegada do homem à Lua.
16. A Guerra do Vietnã significou um dos momentos mais
tensos da Guerra Fria e resultou na morte de um gran-
de número de soldados norte-americanos.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
83. Imed-RS
“Pretendemos criar um novo capítulo na relação históri-
ca entre os dois países.” A afirmação foi feita pelo presidente
Barack Obama sobre o reatamento das relações diplomáticas
entre Estados Unidos e Cuba. O rompimento entre os dois paí-
ses ocorreu no contexto histórico da:
a. Guerra de independência contra a Espanha.
b. eleição de Fulgêncio Batista como presidente cubano.
c. Guerra Fria, após a Revolução Cubana.
d. independência das colônias latino-americanas.
e. anexação pelos Estados Unidos do território mexicano.
84. Enem C2-H9
Leia o texto.
Embora o aspecto mais óbvio da Guerra Fria
fosse o confronto militar e a cada vez mais frenéti-
ca corrida armamentista, não foi esse o seu grande
impacto. As armas nucleares nunca foram usadas.
Muito mais óbvias foram as consequências políticas
da Guerra Fria.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-
1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1999. Adaptado.
O conflito entre as superpotências teve sua expressão
emblemática no(a)
a. formação do mundo bipolar.
b. aceleração da integração regional.
c. eliminação dos regimes autoritários.
d. difusão do fundamentalismo islâmico.
e. enfraquecimento dos movimentos nacionalistas.
85. UERJ
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Na década de 1960, muitas expressões artísticas repre-
sentaram uma postura crítica diante de problemas da época,
em especial os conflitos da Guerra Fria. Um exemplo é o Fes-
tival de Woodstock, ocorrido em 1969 nos E.U.A., em cujo car-
taz se lê “Três dias de paz e música”.
Nesse contexto da década de 1960, destacava-se a de-
núncia sobre:
a. presença soviética na China.
b. intervenção militar no Vietnã.c. dominação europeia na África do Sul.
d. exploração econômica no Oriente Médio.
86. Unimontes-MG
A Revolução Cultural levada a efeito pelos chineses, sob a
liderança de Mao Tsé-tung, tinha por pressuposto que
a. a luta de classe havia sido extinta com a tomada do
poder pelo proletariado e pelo campesinato.
b. a defesa da integração do trabalho manual ao intelec-
tual, como meio de promoção do fervor revolucionário.
c. a transformação do modo de produção capitalista em
socialista se daria pela eliminação do proletariado.
d. os incentivos contidos no Livro Amarelo consti-
tuíam o elemento fundamental para o desenvolvi-
mento econômico.
87. PUC-PR
Durante a Guerra Fria, desenvolveu-se, nos Estados Uni-
dos, uma ideologia conhecida como macartismo.
Essa ideologia tinha como objetivo:
a. caracterizar as bases da política externa dos Estados Uni-
dos para a América Latina depois da Revolução Cubana.
b. definir os fundamentos da doutrina geopolítica dos
Estados Unidos para as Américas e para a região do
oceano Pacífico.
c. definir os princípios da presença das multinacionais
americanas nas regiões de grande interesse estraté-
gico dos Estados Unidos.
d. fundamentar organizações internacionais, como a
ONU, a OEA e a Otan, que se tornaram grandes instru-
mentos de execução da política externa americana
durante a Guerra Fria.
e. vigiar e impedir que simpatizantes de ideologias de
esquerda ocupassem cargos de liderança e influência
no funcionalismo público, no governo, nas universida-
des, nos meios de comunicação e nas grandes corpo-
rações econômicas americanas.
88. Enem C2-H7
Do ponto de vista geopolítico, a Guerra Fria dividiu a Eu-
ropa em dois blocos. Essa divisão propiciou a formação de
alianças antagônicas de caráter militar, como a Otan, que
aglutinava os países do bloco ocidental, e o Pacto de Varsóvia,
que concentrava os do bloco oriental. É importante destacar
que, na formação da Otan, estão presentes, além dos países
do oeste europeu, os EUA e o Canadá. Essa divisão histórica
atingiu igualmente o âmbito político e econômico que se re-
fletia pela opção entre os modelos capitalista e socialista.
Essa divisão europeia ficou conhecida como:
a. Cortina de Ferro.
b. Muro de Berlim.
c. União Europeia.
d. Convenção de Ramsar.
e. Conferência de Estocolmo.
89. UFT-TO
Leia o texto.
[...] “a guerra consiste não só na batalha, ou no
ato de lutar, mas num período de tempo em que a
vontade de disputar pela batalha é suficientemente
conhecida” (Thomas Hobbes). A Guerra Fria entre
EUA e URSS, que dominou o cenário internacional
na segunda metade do século XX, foi sem dúvida
um desses períodos.
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p.224.
Em se tratando de Guerra Fria é correto afirmar:
a. Sob a influência da URSS, Brasil, Índia, Curdistão, Aus-
trália, Nigéria, Congo, Venezuela e Coreia do Sul assi-
naram em 1971 o Pacto de Varsóvia com os EUA.
b. A Guerra do Vietnã, rapidamente vencida pelas tropas
americanas em 1965, foi um episódio diretamente li-
gado à tentativa soviética de expansão do socialismo
na Ásia depois de 1949.
c. Estados Unidos e União Soviética representavam sis-
temas políticos, econômicos e ideológicos antagôni-
cos, que entraram numa corrida armamentista sem
precedentes na história, como forma de afastar um ao
outro de suas respectivas áreas de influência, demar-
cadas logo após a Segunda Guerra Mundial.
d. Um dos momentos mais tensos da Guerra Fria foi a
chamada Crise dos Mísseis, que ocorreu em 1962,
quando os Estados Unidos instalaram mísseis nuclea-
res na ilha de Cuba.
e. A convivência pacífica foi abortada quando as duas
superpotências enviaram tropas ao Afeganistão, em
1975. Essas tropas entraram em combate direto na
cidade de Cabul, em agosto daquele ano, causando
uma grande quantidade de mortos entre a população
civil do país.
90. IFSP
Considere a imagem e o texto.
A imagem refere-se ao Muro de Berlim em 1989.
A cidade de Berlim possui aproximadamente "890
km2 (dos quais, "403 km2 correspondiam à Berlim
Oriental), dividida em duas partes já desde 1948, foi,
em 1961, solidamente separada por uma fronteira fí-
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sica até então inexistente – e constituída como fron-
teira fechada por um muro de concreto de 43,7 km2
no meio da cidade (156,4 km era o tamanho total do
muro em torno de Berlim Ocidental), com uma altu-
ra que variava de 3,40 a 4,20 m. O muro, simbólica e
concretamente, separava sistemas, países e mundos
sociais”, como afirma o historiador Moraes.
MORAES, Luis Edmundo Souza. O Muro, dois Estados, dois
mundos. Disponível em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/
EspacoAcademico/article/view/8279/4776> Acesso em: 25 out. 2015.
De acordo com a imagem e com o contexto descrito, é cor-
reto o que se afirma:
a. Os alemães comemoraram o fim da divisão entre a Re-
pública Democrática da Alemanha (Alemanha Orien-
tal) e a República Federal da Alemanha (Alemanha
Ocidental), assim como a queda do Muro de Berlim e a
possível reunificação que só ocorreu em 1990.
b. Os alemães comemoraram a data da construção do
Muro de Berlim e os 40 anos da República Democrática
da Alemanha (Alemanha Oriental), pois havia muita re-
sistência e protestos por parte da maioria dos alemães
que eram contra a reunificação prevista para 1990.
c. Os alemães comemoraram o fim da divisão entre A
República Democrática da Alemanha (Alemanha Oci-
dental) e a República Federal da Alemanha (Alemanha
Oriental), assim como a queda do Muro de Berlim e a
possível reunificação que só ocorreu em 1990.
d. Os alemães comemoraram a queda do Muro de Berlim, o
fim da Guerra Fria, bem como o fim da luta armada entre
a República Democrática da Alemanha (Alemanha Orien-
tal) e a República Federal da Alemanha (Alemanha Oci-
dental) e almejavam a reunificação prevista para 1990.
e. Os alemães comemoraram as pesadas indeniza-
ções que a República Democrática da Alemanha
(Alemanha Oriental) foi condenada a pagar judicial-
mente para a República Federal da Alemanha (Ale-
manha Ocidental), devido às mortes dos alemães
que tentaram atravessar o muro para ir de uma Ale-
manha para outra.
91. FGV-SP C2/H9
Leia o texto.
Alguma coisa está acontecendo aqui.
O que isto é, não está claro.
Ali tem um homem com uma arma.
Me dizendo que tenho de ficar alerta.
Eu acho que é hora de pararmos.
Crianças, que som é aquele?
Todos olham o que está acontecendo.
A linha de batalha está desenhada.
Ninguém está certo se todos estiverem errados.
Jovens falando em suas mentes.
Eu tenho muita resistência atrás.
Stephen Stills, For What It’s Worth, 1967.
Essa é uma das muitas canções compostas nos EUA com
críticas à Guerra do Vietnã. As críticas a essa guerra
a. combinaram-se com o chamado Poder Jovem, uma
das intensas movimentações culturais desse período.
b. restringiram-se a um pequeno grupo de ativistas e in-
telectuais estadunidenses.
c. levaram à derrota eleitoral do então presidente esta-
dunidense Richard Nixon em 1975.
d. levaram diversos países latino-americanos, liderados
pelo Brasil, a romper relações diplomáticas com os Es-
tados Unidos.
e. permitiram a criação de partidos políticos nos Estados
Unidos, que superaram a polarização entre republica-
nos e democratas.
92. UEPG-PR
Após a Segunda Guerra Mundial, o cenário geopolítico in-
ternacional foi marcado pela bipolaridade. Sobre o assunto,
assinale o que for correto.
01. No pós-guerra, os americanos e os soviéticos tinham
projetos convergentes para a Alemanha e para toda a
Europa e, portanto, trabalharam juntos para a concre-
tização desses projetos.
02. Após aSegunda Guerra, pela importância na derrota
do exército nazista no fronte oriental e alegando a ne-
cessidade de manter a segurança de suas fronteiras,
os soviéticos transformaram todo o Leste Europeu
em uma grande área ocupada.
04. Para conter a influência soviética no mundo no pós-
Segunda Guerra, os Estados Unidos, através do Plano
Marshall, financiaram a reconstrução e o fortaleci-
mento da Europa e, com o Plano Colombo, países do
Leste e Sudeste asiáticos.
08. Com a Guerra Fria e para o equilíbrio do poder entre os
Estados Unidos e a ex-União Soviética, foram criadas
duas grandes organizações militares: a Otan, sob o
comando dos americanos, e o Pacto de Varsóvia, sob
comando dos soviéticos.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
93.
Observe a imagem e leia o texto.
Em 9 de novembro é derrubado o Muro de Berlim.
O governo [da Alemanha Oriental] não tinha condi-
ções de mantê-lo, a menos que partisse para uma re
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pressão sangrenta. [...] Em apenas 3 dias, pelo menos
2 milhões de alemães-orientais passaram para Berlim
Ocidental. [...] Já no lado ocidental, os alemães-orien-
tais formavam filas enormes diante das discotecas e
de lojas pornôs [...]. Embora não tivessem dinheiro
suficiente para comprar, as pessoas olhavam tudo
como se fosse um grande parque de diversões.
ARBEX JR., José. Revolução em 3 tempos: URSS,
Alemanha, China. SP: Moderna, 1993. p. 54-56.
Com base no texto, pode-se afirmar que a queda do Muro
de Berlim, em 1989, indica :
a. a falência do modelo socialista soviético em atender
às demandas da população quanto à liberdade indivi-
dual e ao consumo de bens e serviços.
b. as grandes realizações do modelo socialista na saúde
e educação, capazes de manter as massas distantes
dos apelos do mundo do consumo de bens privados,
próprios da economia capitalista.
c. o resultado do cerco militar das potências capitalistas
e, consequentemente, o esgotamento do sistema so-
cialista de atender às demandas das populações dos
países do Leste Europeu.
d. o vigor do modelo socialista adotado pela Alemanha
Oriental, o qual repetia o padrão soviético, porém era
mais brando quanto à livre organização da sociedade
e à liberdade de imprensa.
e. a crise do capitalismo dos países da Europa Ociden-
tal e dos Estados Unidos, com o esgotamento do Es-
tado do bem-estar social e a retração da sociedade
de consumo.
94. Enem C3-H13
Leia o texto.
A Revolução Cubana veio demonstrar que os ne-
gros estão muito mais preparados do que se pode
supor para ascender socialmente. Com efeito, alguns
anos de escolaridade francamente aberta e de estí-
mulo à autossuperação aumentaram, rapidamente,
o contingente de negros que alçaram aos postos
mais altos do governo, da sociedade e da cultura
cubana. Simultaneamente, toda a parcela negra da
população, liberada da discriminação e do racismo,
confraternizou com os outros componentes da so-
ciedade, aprofundando o grau de solidariedade.
Tudo isso demonstra, claramente, que a demo-
cracia racial é possível, mas só é praticável con-
juntamente com a democracia social. Ou bem há
democracia para todos, ou não há democracia para
ninguém, porque à opressão do negro condenado
à dignidade de lutador da liberdade corresponde o
opróbrio do branco posto no papel de opressor den-
tro de sua própria sociedade.
RIBEIRO, D. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1999. Adaptado.
Segundo Darcy Ribeiro, a ascensão social dos negros
cubanos, resultado de uma educação inclusiva, com estímu-
los à autossuperação, demonstra que
a. a democracia racial está desvinculada da democra-
cia social.
b. o acesso ao ensino pode ser entendido como um fator de
pouca importância na estruturação de uma sociedade.
c. a questão racial mostra-se irrelevante no caso das po-
líticas educacionais do governo cubano
d. as políticas educacionais da Revolução Cubana adota-
ram uma perspectiva racial antidiscriminatória.
e. os quadros governamentais em Cuba estiveram fe-
chados aos processos de inclusão social da popula-
ção negra.
95. Uneb-BA
Leia os itens.
I. Antes que o país se abrisse, no fim dos anos 70
[século XX], o sistema de ciência e tecnologia da
China empregava um modelo soviético: instituições
especializadas conduziam a pesquisa e as univer-
sidades, com foco mais restrito, se encarregavam
da educação e do treinamento. Esse modelo fracas-
sou porque a pesquisa era separada do ensino, o
trabalho interdisciplinar era impossível, os recur-
sos eram escassos e os rígidos controles políticos
e a ideologia dominavam. A Revolução Cultural de
1966 a 1976 fechou todo o ensino superior por
uma década e destruiu muito do que havia sido
construído anteriormente. Nos anos 90, a China ex-
pandiu e reestruturou o ensino superior de forma a
atender suas ambições econômicas.
ALTBACH; WANG. 2012. p. 44-45.
II. Quem acha que o Brasil de hoje é um país pobre — e é
mesmo — pode ter uma certeza com teor de verdade
100%: o Brasil de quarenta anos atrás era várias vezes
pior. Por pior que fosse, porém, era melhor que a China
no quesito pobreza.
SILÊNCIO..., 2013. p. 148.
As mudanças ocorridas na China se inserem em um con-
texto mais amplo de transformações ocorridas nas relações
geopolíticas internacionais, a partir da segunda metade do
século XX, a exemplo
a. do processo de descolonização afro-asiática, apoiado
militarmente pelos Estados Unidos, que resultou o
rompimento estadunidense com a Europa e a forma-
ção do bloco dos não alinhados, liderados pela França
e pela Inglaterra.
b. da política de neutralidade chinesa, no processo da
Segunda Guerra Mundial, visto que esse conflito ficou
confinado à disputa entre os regimes capitalistas oci-
dentais e o modelo autoritário socialista soviético.
c. da deflagração da Revolução Cultural Chinesa, que
democratizou o Partido Comunista chinês, abrindo
caminho para a abertura econômica e a atração do
capital estrangeiro, proporcionando o rápido cresci-
mento econômico.
d. da coexistência pacífica implantada pela Guerra Fria,
que provocou o rompimento da China com a União
Soviética e no apoio da China aos guerrilheiros talibãs
contrários à invasão militar soviética no Afeganistão.
e. da crise do socialismo real, na União Soviética, para
qual contribuíram a perestroika — reestruturação eco-
nômica — e a glasnost — transparência política.
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96. Unicamp-SP
O cartaz foi usado pela propaganda soviética contra o capi-
talismo ocidental, durante o período da Guerra Fria. O texto diz:
“Duas infâncias. Na URSS (parte superior) crianças são apoia-
das pelo amor da nação! Nos países capitalistas (figura infe-
rior), milhões de crianças vivem sem comida ou abrigo. ”
a. Como o cartaz descreve a sociedade capitalista ocidental?
b. Cite dois conflitos bélicos do período da Guerra Fria.
97. UEMA
O texto se refere a um fato, dentro de um conjunto mais
amplo de tensões, que opuseram Estados Unidos e União So-
viética, após a Segunda Guerra Mundial.
Em 1962, a Crise dos Mísseis em Cuba quase
ocasionou o enfrentamento direto entre as super-
potências, sinalizando o risco de destruição mútua.
Deflagrada pela União Soviética, com a intenção de
instalar uma base de mísseis defensivos em Cuba,
tal crise invade uma esfera tradicional do interesse
norte-americano, provocando uma escalada de ten-
sões entre Estados Unidos e União Soviética até an-
tes nunca vista.
PECEQUILO, Cristina Soreanu. A política externa dos Estados
Unidos. PortoAlegre: UFRGS, 2003. p. 182. Adaptado.
a. Cite o nome pelo qual esse período ficou conhecido.
b. Explique o “risco de destruição mútua” apontado
pela autora.
98. Vunesp
Leia o texto.
Coreia do Norte anuncia “estado
de guerra” com a Coreia do Sul
A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira
[29.03.2013] o "estado de guerra" com a Coreia do
Sul e que negociará qualquer questão entre os dois
países sob esta base. "A partir de agora, as relações
intercoreanas estão em estado de guerra e todas as
questões entre as duas Coreias serão tratadas sob o
protocolo de guerra", declara um comunicado atri-
buído a todos os órgãos do governo norte-coreano.
Disponível em: <http://noticias.uol.com.br>. Adaptado.
A tensão observada entre a Coreia do Norte e a Coreia do
Sul está associada a
a. divergências políticas e comerciais, sendo que sua ori-
gem se deu após a emergência Nova Ordem Mundial.
b. divergências comerciais e econômicas, sendo que
sua origem remete ao período da Guerra Fria.
c. divergências políticas e ideológicas, sendo que sua ori-
gem se deu após a emergência da Nova Ordem Mundial.
d. divergências políticas e ideológicas, sendo que sua
origem remete ao período da Guerra Fria.
e. um incidente diplomático ocasional, que não correspon-
de à grande tradição pacifista existente entre as Coreias.
99. UEPB
Observe com atenção o mapa da Europa.
OCEANO
ATLÂNTICO
Mar Mediterrâneo
Mar Negro
Mar
do Norte
ESPANHA
PORTUGAL
GRÃ-
-BRETANHA
BÉLGICA
HOLANDA
FRANÇA
ITÁLIA
SUÍÇA
GRÉCIAGRÉCIA
ALBÂNIA
ÁUSTRIA
POLÔNIA
TCHECOSLOVÁQUIA
HUNGRIA
ROMÊNIA
BULGÁRIA
TURQUIA
IUGOSLÁVIA
DINAMARCA
RFA
RDA
SUÉCIA
NORUEGA
URSS
ISLÂNDIA
FINLÂNDIA
IRLANDA
Zona Britânica
Zona Soviética
Zona Francesa
Zona Americana
Muro de Berlim
Estados europeus da Otan e aliados ocidentais
Estados neutros
Estados europeus do Pacto de Varsóvia
Estados governados por regimes comunistas
não integrantes das alianças militares
Limite da "cortina de ferro"
BERLIM DIVIDIDA
BERLIM
OCIDENTAL
RFA
BERLIM
ORIENTAL
RDA
0 km 0 km
As imagens mostram as divisões da Alemanha e de Ber-
lim após a Segunda Guerra Mundial. Cite e explique quais
foram os conflitos relacionados com esta divisão e qual foi a
importância deste para a Guerra Fria.
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100. PUC-SP
Jogos Olímpicos
Ao longo do século XX, grandes eventos espor-
tivos revestiram-se, muitas vezes, de significado po-
lítico. Nas décadas de 1970 e 1980, três edições dos
Jogos Olímpicos foram alvo de boicotes por parte
de alguns países. Interesses econômicos e esportes
também se misturaram. As disputas entre países e
cidades para sediar eventos esportivos internacio-
nais são muito acirradas e plenas de estratégias di-
versas. Despertam tanta atenção do público quanto
as próprias competições esportivas.
Para analisar essas relações, leia os textos, observe o
mapa e consulte as tabelas.
1976
Boicotes
1980
1984
Participação
de 1976 a 1980
0 km 0 km
A Guerra Fria chegou aos Jogos Olímpicos em
1980. Os Estados Unidos lideraram um boicote
massivo aos jogos de Moscou, em protesto contra
a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em
1979. Os Jogos Olímpicos sempre procuraram se
desvincular das injunções políticas, porém, em 1980,
o evento se converteu num peão da Guerra Fria, no
confronto de gato e rato entre as duas superpotên-
cias: os Estados Unidos e a União Soviética.
DEUTSCHE Welle. Moscow 1980: Cold War, Cold Shoulder. DW-World.DE, 31-
07-2008. Disponível em: <http://www.dw.de/dw/article/0,2144,3524906,00.
html>. Acesso 15 de mai. 2012. Tradução nossa.
Propor a candidatura de Paris* aos Jogos de 2012
representou, acima de tudo, propor um enredo. Di-
ferentes fatos e realidades foram combinados numa
só história, marcada por grandes eventos – como o
do renascimento do olimpismo em Paris, graças a
Pierre de Coubertin –, grandes homens (o próprio
Coubertin), grandes lugares do passado, presente e futu-
ro. Ao narrar o encontro da grande cidade com o espíri-
to olímpico, esse enredo não significava um mero truque
para a ação, mas constituía seu centro, pois embasava o
discurso que justificava o que estava sendo feito.
Michel LUSSAULT. L'Homme Spacial. Paris: Éditions du Seuil, 2007.
p. 234-235. (tradução nossa). (*) Paris perdeu a indicação para
Londres, onde se realizarão os Jogos Olímpicos de 2012.
Quadro de medalhas – Jogos Olímpicos de Montreal (1976)
País Ouro Prata Bronze Total
União Soviética 49 41 35 125
Alemanha Oriental 40 25 25 90
Estados Unidos 34 35 25 94
Alemanha Ocidental 10 12 17 39
Japão 9 6 10 25
Polônia 7 6 13 26
Bulgária 6 9 7 22
Cuba 6 4 3 13
Romênia 4 9 14 27
Hungria 4 5 13 22
Quadro de medalhas – Jogos Olímpicos de Moscou (1980)
País Ouro Prata Bronze Total
União Soviética 80 69 46 195
Alemanha Oriental 47 37 42 126
Bulgária 8 16 17 41
Cuba 8 7 5 20
Itália 8 3 4 15
Hungria 7 10 15 32
Romênia 6 6 13 25
Grã-Bretanha 5 7 9 21
Polônia 3 14 15 32
Suécia 3 3 6 12
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Quadro de medalhas – Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984)
País Ouro Prata Bronze Total
Estados Unidos 83 61 30 174
Romênia 20 16 17 53
Alemanha Ocidental 17 19 23 59
China 15 8 9 32
Itália 14 6 12 32
Canadá 10 18 16 44
Japão 10 8 14 32
Nova Zelândia 8 1 2 11
Iugoslávia 7 4 7 18
Coreia do Sul 6 6 7 19
Quadro de medalhas – Jogos Olímpicos de Pequim (2008)
País Ouro Prata Bronze Total
China 51 21 27 99
Estados Unidos 36 38 37 111
Rússia 23 21 27 71
Grã-Bretanha 19 13 15 47
Alemanha 16 10 15 41
Austrália 14 15 17 46
Coreia do Sul 13 10 8 31
Japão 9 6 10 25
Itália 8 10 10 28
França 7 16 17 40
Redija um texto sobre o tema, explorando os dados oferecidos na prova e considere esses aspectos:
a. Os boicotes de 1976, 1980 e 1984 como formas de manifestação política e sua relação com o contexto geral da Guerra Fria.
b. As variações de desempenho dos países antes e depois do fim da Guerra Fria.
c. A importância dos grandes eventos esportivos como expressão de poderio econômico e de força na política internacional
dos países.
d. O interesse dos países (e de cidades) em sediar os grandes eventos esportivos.
Veja o gabarito desses exercícios propostos na página 206.
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Módulo 6
A Nova Ordem Mundial – Multipolarização e globalização I
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
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Leia com atenção Capítulo 2 - Tópicos 16 a 25, módulo 6
Ex
er
cí
ci
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Série branca 101 102 103 104 106 107 110 112
Série amarela 104 105 107 109 110 112 113 115
Série roxa 109 113 114 115 116 117 118 120
Foco Enem 104 108 109 111 112 113 1114 115
https://coc.pear.sn/w
xZIGUI
101. IFSP
A partir dos anos de 1990, o fim do mundo bipolar e da
Guerra Fria significou a criação de uma nova ordem que pode
ser definida como multipolar. Esta nova ordem
a. significou a eliminação automática dos atritos geopo-
líticos entre as nações.
b. promoveu a retomada das divergências ideológicas
entre a Europa e os Estados Unidos.
c. fez surgir vários centros de poder político e econômico
no cenário mundial.
d. somou novas lideranças políticas às duas antigas: Es-
tados Unidos e Reino Unido.
e. impediu que países do Sul ascendessem economica-
mente à condição de emergentes.
102. FGV-SP
Os impasses sobre a Ucrânia elevaram tensões
entre a Rússia e o Ocidente a níveis sem precedentes
desde a Guerra Fria. As autoridades americanas e
europeias alertaram para a possibilidade de a Rússia
enfrentar sanções de amplo alcance em áreas como
energia, finanças, manufaturas e agronegócios.
O papel mais importanteda Rússia, na economia global,
refere-se à produção e exportação de
a. bauxita e urânio.
b. cana-de-açúcar e soja.
c. produtos da agropecuária (trigo e carne).
d. petróleo e gás natural.
e. armamentos e produtos microeletrônicos.
103. IFPE
Observe atentamente o texto.
Comissão da ONU pede que refugiados
sírios não sejam expulsos
Uma comissão da ONU denunciou, nesta
quinta-feira (3), o fracasso da comunidade inter-
nacional em proteger os refugiados sírios e pediu
aos países que não os expulsem nesse momento
em que estão afluindo em grande número para
a Europa.
A comissão de investigação da ONU sobre as
violações dos direitos humanos na Síria não obteve
a autorização de Damasco para entrar no país, mas
recolheu milhares de testemunhos de vítimas, docu-
mentos e fotos usados em seu relatório.
Reportagem do G1 de 03/09/2015. Disponível em: <http://g1.globo.
com/mundo/noticia/2015/09/comissao-da-onu-pede-que-refugiados-
sirios-nao-sejam-expulsos.html >. Acesso em: 22 set. 2015.
Sobre a crise internacional observada na atualidade, po-
demos afirmar que
a. segundo a ONU, crimes de guerra vêm sendo cometi-
dos no território sírio, entretanto as evidências apon-
tam apenas para as ações cometidas pelo governo.
b. os sírios estão sendo expulsos do seu território de-
vido à ditadura implantada pelo então presidente
Bashar al-Assad.
c. o grupo autointitulado Estado Islâmico tomou o gover-
no de Damasco e está expulsando todo o grupo sunita
residente na Síria.
d. todos os países da Europa se encontram preocupados
com a situação dos refugiados sírios e estão dispos-
tos a abrigá-los em seus territórios.
e. os sírios estão fugindo da guerra civil que se insta-
lou no seu país desde 2011, a qual começou com
protestos populares e progrediu para uma violenta
luta armada.
104. Enem C2-H7
Leia o texto.
Embora o aspecto mais óbvio da Guerra Fria
fosse o confronto militar e a cada vez mais frenéti-
ca corrida armamentista, não foi esse o seu grande
impacto. As armas nucleares nunca foram usadas.
Muito mais óbvias foram as consequências políticas
da Guerra Fria.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-
1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1999. Adaptado.
O conflito entre as superpotências teve sua expressão
emblemática no(a)
a. formação do mundo bipolar.
b. aceleração da integração regional.
c. eliminação dos regimes autoritários.
d. difusão do fundamentalismo islâmico.
e. enfraquecimento dos movimentos nacionalistas.
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105. ESPM-SP
Um dos BRICS, a Rússia, tem tido um ano de 2015 bas-
tante difícil em sua economia. Um dos fatores que contribui
para isso é:
a. A adoção de sanções internacionais que tem a partici-
pação dos próprios membros dos BRICS.
b. A valorização do rublo que dificulta as exportações.
c. A retomada da corrida armamentista, contra os Estados
Unidos, com a produção de novas ogivas nucleares.
d. O excesso de consumismo devido à inflação baixa.
e. O baixo preço do petróleo no mercado internacional,
um dos motores da economia russa.
106. Cefet-MG
Leia o texto.
[...] a busca da competitividade, tal como apre-
sentada por seus defensores – governantes, homens
de negócio, funcionários internacionais –, parece
bastar-se a si mesma, não necessita de qualquer jus-
tificativa ética, como aliás, qualquer outra forma de
violência. A competitividade é um outro nome para
a guerra, desta vez uma guerra planetária [...]
SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e
meio técnico-científico informacional, São Paulo: Hucitec, 1997.
Milton Santos, em seu texto, refere-se à
a. invasão do Iraque.
b. Segunda Guerra Mundial.
c. globalização da economia.
d. multipolarização pós-Guerra Fria.
107. UFRN
A Nova Ordem Mundial, que emergiu a partir da queda do
Muro de Berlim, contribuiu para o reordenamento geopolítico
e econômico mundial, uma vez que
a. abriu espaço para a multipolarização econômica, ob-
jetivando o surgimento de novas economias industria-
lizadas.
b. aprofundou o processo de globalização, favorecendo
a consolidação e a supremacia de blocos econômicos
supranacionais.
c. colaborou para a formação de novos polos de poder,
dentre os quais se destacam os Tigres Asiáticos e paí-
ses da América Latina.
d. favoreceu a criação de blocos de poder globalizados
no âmbito dos países subdesenvolvidos, facilitando a
constituição de mercados regionais.
108. Enem C2-H9
Leia o texto.
O papel da Organização do Tratado do Atlân-
tico Norte (Otan) alterou-se desde sua origem
em 1949. A Otan é uma aliança militar que se
funda sobre um tratado de segurança coletiva, o
qual, por sua vez, indica a criação de uma or-
ganização internacional com o objetivo de man-
ter a democracia, a paz e a segurança dos seus
integrantes. No começo dos anos de 1990, em
função dos conflitos nos Bálcãs, a Otan decla-
rou que a instabilidade na Europa Central afetava
diretamente a segurança dos seus membros. Foi
então iniciada a primeira operação militar fora
do território dos países-membros. Desde então
ela expandiu sua área de interesse para África,
Oriente Médio e Ásia.
BERTAZZO, J. Atuação da Otan no Pós-Guerra Fria: implicações
para a segurança nacional e para a ONU. Contexto
Internacional, Rio de Janeiro, jan.-jun. 2010. Adaptado.
Os objetivos dessa organização, nos diferentes períodos
descritos, são, respectivamente,
a. financiar a indústria bélica – garantir atuação global.
b. conter a expansão socialista – realizar ataques pre-
ventivos.
c. combater a ameaça soviética – promover auxílio hu-
manitário.
d. minimizar a influência estadunidense – apoiar orga-
nismos multilaterais.
e. reconstruir o continente devastado – assegurar esta-
bilidade geopolítica.
109. PUC-RJ
EUA
661 bilhões
Inglaterra
58,3 bilhões
Alemanha
45,6 bilhões
Índia
36,3 bilhões
China
100 bilhões
Japão
51,8 bilhões
Arábia Saudita
41,3 bilhões
França
63,9 bilhões
Itália
38,5 bilhões
Rússia
53,3 bilhões
0 km 0 km
0 km 0 km
1. Costa do Mar�m
2. Colômbia
3. Zimbábue
4. Iraque
5. Venezuela
6. Sudão
7. México
8. Guatemala
9. Haiti
10. Tadjiquistão
11. Paquistão
12. Somália
13. Libano
14. Nigéria
15. Guiné
16. Rep. Dem. do Congo
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8
9
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11
12
13
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16
Observando-se os dois cartogramas, chega-se à conclu-
são de que os países:
a. europeus são os que mais gastam com armas,
mundialmente.
b. latino-americanos formam a região menos conflitiva
do planeta.
c. mais ricos têm gastos militares para evitar conflitos
internos e internacionais.
d. periféricos em possível conflito na atualidade inves-
tem menos no setor bélico.
e. emergentes africanos, asiáticos e latinos são os que
mais compram armas no mundo.
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110. UERJ
Os dados presentes no gráfico abaixo podem ser inter-
pretados considerando-se o contexto geopolítico mundial.
480
430
380
330
280
230
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04
Nesse contexto, aponte o fator que explica a variação
dos gastos norte-americanos com armas durante a primeira
metade da década de 1990 e identifique o principal traço da
política externa desse país a partir de 2001.
111. UFPel-RS C2-H9
Com o fim da Guerra Fria, estabeleceu-se uma "nova or-
dem mundial" que substituiu o conflito "Leste-Oeste" do sis-
tema bipolar por uma nova divisão dos países do mundo. Uma
das formas de organização dessa nova ordem apresenta o
mundo dividido entre países do Norte,desenvolvidos (ricos)
e do Sul, subdesenvolvidos (pobres).
O mapa a seguir mostra a divisão do mundo sob a ordem
"Norte – Sul".
Com base nas informações anteriores e em seus conhe-
cimentos, é correto afirmar que
a. existe, nos países do Norte, desenvolvidos, uma distri-
buição equitativa entre as populações rural e urbana,
sendo a sociedade de consumo altamente expressiva.
b. a desigualdade entre algumas regiões é cada vez
maior. A África Subsaariana, por exemplo, está cada
vez mais afastada da economia global, apesar de des-
pertar interesse como região consumidora e opção de
investimento de capital especulativo.
c. o chamado conflito "Norte x Sul" é de natureza econô-
mica, portanto diferente do extinto conflito "Leste x
Oeste", de natureza geopolítica.
d. governos de países em desenvolvimento, com fina-
lidade de aumentar a sua capacidade de negociação
com os países do Norte, nos organismos interna-
cionais, têm buscado ampliar a cooperação Sul-Sul,
através da constituição de associações como a Alca
e o Nafta.
e. a demarcação Norte-Sul, apesar de ser de natureza
essencialmente geopolítica e econômica, estabelece
também uma divisão entre duas áreas ecológicas, a
temperada e a tropical.
112. UERN
Com o fim do bloco socialista, há uma nova reorganiza-
ção geopolítica no mundo. Sobre o processo de reorganização
mundial do pós-Guerra Fria, assinale a afirmativa incorreta.
a. Em 1991, em meio às transformações que ocorriam
no mundo como resultado do fim da ordem bipolar, os
representantes dos 12 membros da CEE assinaram
o Tratado de Maastricht, estabelecendo, entre outras
diretrizes, a implantação do euro como moeda única.
b. A Nova Ordem Mundial é caracterizada pela multipolari-
zação assentada na força econômica de determinados
países. Os novos padrões de poder compreendem, por-
tanto, a disponibilidade de capitais, o avanço tecnológico,
a qualificação da mão de obra e o nível de produtividade.
c. Nos países do Leste Europeu, a transição da economia
planificada para a economia de mercado ocorreu de for-
ma semelhante entre as nações. Alguns países tiveram
seus territórios fragmentados e novos territórios foram
gerados. É o caso da Iugoslávia que, utilizando de forma
pacífica, não apresentou graves conflitos e conseguiu
se dividir segundo linhas étnicas e culturais.
d. A Rússia vivenciou uma grave crise econômica na tran-
sição do sistema socialista para o capitalista. O agra-
vamento da crise levou à renúncia de Boris Ieltsin, em
1999. Entretanto, Vladimir Putin, funcionário do antigo
serviço secreto russo na época da URSS, assumiu o
poder e conseguiu controlar a crise. Sua reorganização
econômica junto com seu poderio bélico e sua força
política conseguiram mantê-la com status de potência.
113. Falbe-DF
Leia o texto.
A tal ideologia globalitária, quase sem resistên-
cias, vem tentando demonstrar que, com a queda do
Muro de Berlim e o fim do chamado mundo bipolar,
o espaço político e econômico tornou-se mais ho-
mogêneo, menos conflitivo, havendo concordância
a respeito das tendências evolutivas da economia e
das sociedades.
Luiz Gonzaga Belluzzo. A Guerra do Brasil. São Paulo: Textonovo, 2006. p. 25.
O autor se refere a uma interpretação da chamada Nova
Ordem Mundial. Sobre essa ordem é correto afirmar que
a. vivenciamos a globalização que tornou as relações co-
merciais internacionais bem mais harmoniosas, com a
eliminação quase total dos obstáculos alfandegários.
b. assistimos ao fim da geopolítica, que é aquela ação dos
países de colocarem à frente de todos os interesses ge-
rais seus próprios interesses econômicos e estratégicos.
c. na globalização há mais liberdade para a circulação de ca-
pitais no mundo, porém a falta de controles eficazes tem
gerado situações de instabilidade econômica importantes.
d. o fim da ordem bipolar significou o fim do equilíbrio
militar que mantinha certa paz no mundo; a conse-
quência é o aumento significativo de conflitos e de
guerras regionais.
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114. UEPA C2-H9
Leia o texto.
Um momento de desordem mundial
Neste começo de século, assistimos a uma refor-
mulação de fronteiras e influências político-econô-
micas no mundo. Essa nova forma de organização
mundial, baseada na existência de redes, fluxos e
conexões, exige mudanças no método [...] de agru-
par e separar territórios. [...]
Essa nova era é marcada pelo advento da globa-
lização e da internet, que permitiu maior integração
internacional e criou um novo espaço [...], o “terri-
tório-mundo”, composto de uma sociedade mundial
que compartilha os mesmos valores. A integração
cada vez maior dos Estados e a soberania de um
país através de um grupo [...] são demonstradas
pela força dos blocos econômicos, que estabelecem
uma concorrência acirrada entre si para manter a
influência sobre seus parceiros comerciais. [...]
Identifica-se um novo movimento de regionaliza-
ção do espaço contemporâneo a partir de redes in-
tegradas ilegais de poder, como o tráfico de drogas e
o terrorismo globalizado [...] e a reconfiguração dos
territórios devido a mudanças nas relações de poder
e ao hibridismo cultural.
Ciência Hoje On-line. Disponível em: <http://cienciahoje.
uol.com.br/resenhas/um-momento-de-desordem-
mundial>. Acesso em: 23 ago. 2014. Adaptado.
Conforme o texto, “[...] o capitalismo globalmente inte-
grado é demonstrado pela força dos blocos econômicos, que
estabelecem uma concorrência acirrada entre si para manter
a influência sobre seus parceiros comerciais. Nesse proces-
so, interesses econômicos e políticos se mesclam o tempo
todo”, estabelecendo uma nova ordem geopolítica que, na
etapa contemporânea, caracteriza-se pelo (a):
a. eliminação das fronteiras nacionais com a fusão de
países em blocos econômicos regionais e o surgimen-
to do domínio das tecnologias de ponta pelos novos
países industrializados e subdesenvolvidos.
b. surgimento de áreas de livre comércio como reservas
de mercado para multinacionais, disputadas entre os
países centrais, representados pelos EUA, e pelos paí-
ses periféricos, representados pela União Europeia.
c. divisão do mundo em blocos internacionais de poder
que formavam os três mundos: Primeiro Mundo (ca-
pitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (emer-
gentes) e Terceiro Mundo (transição do socialismo
para o capitalismo) em função da disputa por merca-
do entre os países.
d. regionalização dos países em blocos econômicos
que evidenciou novos centros de poder, como o Ja-
pão e a União Europeia, e tensões entre interesses
políticos e econômicos dos países desenvolvidos e
subdesenvolvidos.
e. reorganização dos países do mundo em região cen-
tral, onde se agrupam os países desenvolvidos que
constituem a área de influência dos Estados Uni-
dos e a região periférica, que reúne países sob a in-
fluência da União Europeia devido à intensa disputa
por territórios.
115. ESPM-SP
Em relação à crise político-territorial entre Ucrânia e Rús-
sia, podemos afirmar:
Menos de 20%
20 a 50%
50% ou mais 0 km 0 km
Kiev
a. A Rússia é contrária a saída da Ucrânia da União
Europeia.
b. A porção ocidental da Ucrânia é majoritariamente rus-
sa e desejosa de ingressar na União Europeia.
c. A Rússia pretende instalar ogivas nucleares na Cri-
meia e a Ucrânia é contra.
d. A porção leste da Ucrânia é área de atuação de sepa-
ratistas russos.
e. As grandes jazidas de petróleo da parte ocidental da
Ucrânia, onde reside a maioria da população russa, é o
fator de tensão maior.
116. UFBA
Leia o texto.
A meta é clara: reduzir à metade, para 2015, a
porcentagem de pessoas que sobrevivem com menos
de um dólar por dia e que passam fome. É um duplo
objetivoalcançável, diz a ONU, ainda que ambicioso,
porque a pobreza extrema afeta cerca de um bilhão
de seres humanos, e a fome, 815 milhões. As crianças
são as mais vulneráveis ante esta situação, porque a
falta de alimentos pode acabar com suas vidas ou re-
tardar seu desenvolvimento físico e mental.
[...] A ONU adverte que as guerras e outros confli-
tos armados minimizam a eficácia dos esforços para
erradicar a pobreza e a fome no mundo. Ocorreram
13 milhões de mortes entre 1994 e 2003, ao que se
somam 37 milhões de refugiados e desaparecidos [...].
POBREZA..., 2005. p. 35.
A análise do texto e os conhecimentos sobre a situação
atual da pobreza em nível mundial possibilitam afirmar:
01. A fome representa um poderoso atentado à cida-
dania, ao afetar 815 milhões de seres humanos no
mundo, porquanto exclui um expressivo número de
pessoas da igualdade de direitos sociais, econômi-
cos, políticos e individuais, que caracterizam o con-
ceito de cidadania.
02. A redução de seres humanos à pobreza extrema abre
caminho para a instalação de comportamentos e
de relações degradantes, incompatíveis com o livre
exercício da liberdade, da vida e da dignidade, valo-
res que caracterizam os direitos humanos.
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04. A ONU, como órgão de representação internacional,
alerta para o perigo individual e coletivo contido nas
consequências advindas da falta sistemática de ali-
mentos para crianças, o que poderá impedi-las do
exercício efetivo da cidadania.
08. Os conflitos armados no mundo globalizado e digital
trouxeram a prática da "guerra cirúrgica", cuja vanta-
gem é livrar a população civil dos ataques inespera-
dos, evitando a perda de vidas inocentes e conse-
quente quebra dos direitos humanos do cidadão.
16. Os direitos humanos são mais facilmente respeita-
dos entre povos que participam de diferentes cultu-
ras e níveis de desenvolvimento econômico, porque
as nações mais ricas têm se distinguido pela prática
efetiva de métodos voltados para a erradicação da
fome e da pobreza no mundo.
32. O exercício da cidadania por parte do gênero femi-
nino, em nações de cultura islâmica, independente-
mente da situação geográfica, política e econômica,
concretizou-se, nesse início de século, em razão de
exigências estabelecidas pela ONU.
64. O fim dos conflitos étnicos na África tem contribuído
para promover o desenvolvimento econômico, para a
redução da miséria e para a melhoria da qualidade de
vida das populações.
Dê a soma dos itens corretos.
117. UFPE
A questão ambiental planetária foi exaustivamente
discutida na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas so-
bre Desenvolvimento Sustentável), que aconteceu em
2012, no Brasil.
A partir das dinâmicas e contextos, produtos da Rio+20,
podemos afirmar:
( ) A China, a Índia e o Brasil foram criticados pelos
países desenvolvidos, por insistirem, no âmbito do
Grupo dos 77 (G-77), que os países ricos paguem
a conta da conversão para a economia verde. Há
uma preocupação no G-77 de que a economia ver-
de possa servir aos interesses protecionistas dos
países desenvolvidos.
( ) Brasil, Rússia, China e África do Sul cobraram que os
países ricos assumam os compromissos firmados na
ECO-92, de diminuir a poluição e preservar as espé-
cies do planeta. Apresentaram exemplos de ações de
desenvolvimento sustentáveis já realizadas interna-
mente e defenderam que os mais pobres não podem
sofrer porque os Estados ricos se desenvolveram
destruindo o planeta.
( ) A participação dos Estados Unidos na Rio+20 repetiu
o mesmo protagonismo norte-americano da Eco-92.
A presença da secretária de Estado norte-americana,
Hillary Clinton, foi marcada pelo anúncio do destino
de US$ 20 milhões para programas de combate e
erradicação da fome na Ásia. A comitiva dos Estados
Unidos reiterou o posicionamento sobre o respeito
aos "direitos reprodutivos" da mulher de escolher
quando quer ter filhos.
( ) Na estrutura da Rio+20 ocorreu um conjunto de even-
tos paralelos, entre eles a Cúpula dos Povos, que foi
um evento organizado pelos chefes de Estados e or-
ganismos internacionais, como o Banco Mundial e a
Organização Mundial do Comércio. O principal objeti-
vo da Cúpula dos Povos foi a discussão das causas
e consequências da crise econômica mundial para a
população do planeta.
( ) A Convenção sobre Biodiversidade foi um dos gran-
des fracassos da Eco-92 no que corresponde às nor-
mas e princípios para a conservação da flora e fauna,
sendo apenas aprovada na Rio+20, em 2012.
118. Fuvest–SP
Analise o mapa.
Assistência militar na década de 1980
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Trópico de Câncer
0 km 0 km
MAURITÂNIA
MARROCOS
ARGÊLIA
TUNÍSIA
EGITO
SUDÃO
SUDÃO
DO SUL
SOMÁLIA
SÍRIAISRAEL
DJIBUTI
JORDÂNIA
IÊMEN
DO SUL
Nota: o tamanho das bandeiras é proporcional ao investi-
mento militar recebido.
Boustani e Rargues, 1990.
a. Por que Israel recebeu um grande volume de investi-
mentos militares dos Estados Unidos neste período?
b. Aponte e explique uma característica atual das rela-
ções entre os Estados Unidos e Israel.
119. Unifesp (adaptado)
O mapa indica bases militares da principal potência mili-
tar do mundo e suas intervenções militares, a partir de 1990.
0 km 0 km
Base militar
Intervenção militar
Explique os motivos que levam os EUA a manter diversas
bases e intervir em diversas regiões do planeta.
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120. Fuvest-SP
Responda a partir do gráfico:
Gastos governamentais do PIB, em 2013, em %
10,7
10,7
7,3
26,5
8,5
13,3
25,0
1,4
1,7
1,4
1,4
3,5
1,6
1,0
Austrália
País Despesa militar Ajuda aodesenvolvimento
França
Alemanha
Grécia
Suíça
Reino Unido
Estados Unidos
a. Qual desses países teve mais gastos militares em relação ao PIB, em 2003? Justifique.
b. Qual país repassou mais recursos, em relação ao PIB, a países pobres em 2003? Justifique.
c. Relacione a busca de paz mundial aos dados da tabela.
Veja o gabarito desses exercícios propostos na página 207.
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GA
B.
Módulo 1
01. A
02. E
03. C
04. C
05. C
06. A
07. a. Entre o Rio de Janeiro e Vitória:
E=D/d
7 700 000= D/5
D=7 700 000 X 5
D= 38 500 000 cm ou 385 km
Entre Vitória e Belo Horizonte:
E=D/d
7 700 000=D/4,5
D= 7 700 000 X 4,5
D= 34 650 000 cm ou 346,6 km
b. Entre o Rio de Janeiro e Vitória, o sentido é nordeste e,
entre Vitória e Belo Horizonte, o sentido é oeste.
08. E
09. 03 (01 + 02)
10. C
11. C
12. Na resolução, temos que ficar atentos aos principais re-
quisitos de um mapa temático, como
• elaborar um título;
• mencionar a fonte dos dados;
• identificar no mapa as siglas das unidades da federa-
ção (estados e Distrito Federal);
• selecionar as cores para a legenda e o mapa de modo a
obedecer ao princípio da gradação de cores, ou seja, quanto
mais intenso o fenômeno, mais intensa a cor.
75° O 70° O 65° O 60° O 55° O 50° O 45° O 40° O 35° O5° N
0 °
5° S
10° S
5° N
0 °
5° S
10° S
15° S
20° S
25° S
30° S
OCEANO
ATLÂNTICO
RR
AM
ROAC
PA
AP
PI
CEMA
TO
GO
BA
MG
ES
RJ
RN
PB
PE
SE
AL
SP
PR
SC
RS
MS
MT
DF
Trópico de Capricórnio
BRASIL – POPULAÇÃO DE 10 ANOS OU MAIS DE IDADE SEM INSTRUÇÃO
OU COM ENSINO FUNDAMENTAL INCOMPLETO – 2010
Censo Demográ�co 2010 - IBGE
34,9 a 41,9
Legenda (%)
45,5 a 49,6
51,4 a 56,9
57,7 a 64,4
Escala grá�ca
Projeção policônica
0 150 300 450 600 km
13. E
14. E
15. E
16. E
17. A
Gabarito dos Exercícios Propostos
GEOGRAFIA 171
18. No século XIX, os mapas eram confeccionados por meio da
observação direta, com base nos relatosdos viajantes sobre os
lugares. Atualmente, as representações cartográficas são feitas
de maneira remota (a distância). Podemos destacar alguns méto-
dos, como: fotografias aéreas, imagens de satélite e radar compu-
tação gráfica e instrumentos como o GPS. A Inglaterra era a nação
mais poderosa do século XIX, possuía várias colônias em vários
continentes; por essa razão, em qualquer hora do dia, uma parte
do território do Império Britânico estava sendo iluminado pelo Sol,
daí ser considerado “o Império onde o Sol nunca se punha”.
19. a. E: D/d
E: 2 340 m/1,3 dm
E: 234 000 cm/13 cm
E: 18 000 cm
E= 1:18 000 cm
b. 0 1 cm 2 cm 3 cm 4 cm 5 cm
0 180 m 360 m 540 m 720 m 900 m
20. B
Módulo 2
21. C
22. O GPS é um equipamento utilizado para localizar qual-
quer objeto ou ponto na superfície terrestre. Seu funciona-
mento ocorre com a utilização do sistema de coordenadas
geográficas. Há também os pontos geodésicos, que são locais
calculados e que servem como pontos de referência para os sa-
télites que irão cruzar seus dados de localização e passam es-
tes para o GPS, marcando a posição no equipamento na super-
fície. Dependendo da precisão que o trabalho necessita, há GPS
que utiliza dados de 3 (GPS veicular) a 24 satélites (topografia).
23. A 24. A
25. O mapa temático sobre a disponibilidade de rede coletora
de esgoto mostra nitidamente que há duas áreas bem distin-
tas, uma com grande percentual de residências com sanea-
mento básico, a região Sudeste, e outra com sérios problemas
nesse quesito, a região Nordeste. Isso mostra que as condições
de saúde desta região são péssimas, o que provoca o aumento
dos casos de doenças provocadas pela falta de higiene.
26. Para valorizar um dado ou uma estatística, são feitas
distorções propositais em um mapa, aumentando ou dimi-
nuindo a área de um país ou de um continente. A esse tipo de
mapa damos o nome de anamorfose. Na representação em
questão, o autor da anamorfose quis destacar as principais
potências na questão energética, entre elas estão os mem-
bros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA,
Rússia, França, Reino Unido e China), mas há outras nações
que se destacam, como Alemanha, Israel, Bélgica e Holanda.
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27. a. O Brasil encontra-se na terceira
fase do crescimento demográ-
fico, conhecido também como
transição demográfica. Essa
fase apresenta diversas ca-
racterísticas, sendo uma das
principais a redução da taxa de
natalidade, provocada pela en-
trada da mulher no mercado de
trabalho, onde elas buscam, pri-
meiramente, construir sua vida
profissional. Há também o custo
para criar um filho nas cidades,
que consome grande parcela
de renda das famílias, prejudi-
cando aquelas que possuem
um número maior de filhos.
Para o Estado, esta diminuição
é vista com bons olhos, pois há
uma diminuição dos gastos em
educação básica e saúde in-
fantil, para melhorar a situação
há um aumento na PEA, popu-
lação economicamente ativa,
que provoca um aumento na
arrecadação de impostos. Esse
panorama descrito é conhecido
como janela demográfica ou
bônus demográfico.
b. O Brasil já foi chamado de “o país
do futuro” por causa do grande
número de jovens, entretanto
esse panorama está mudando.
Para 2050, há uma estimativa
de que a população acima de
60 anos cresça, ocupando uma
grande parcela da população não
economicamente ativa. Uma das
medidas que o governo brasileiro
deve tomar é a reforma previden-
ciária, dificultando o ingresso da
população idosa no sistema pre-
videnciário; com isso, a arrecada-
ção de impostos não cairá drasti-
camente, e o estado terá tempo
de organizar os recursos para a
saúde, principalmente para a po-
pulação idosa e para a educação,
que interferiria na renda média da
população e consequentemente
na arrecadação de impostos.
28. E
29. O uso do solo no Brasil é uma das
principais preocupações ambientais
que o governo federal propôs ame-
nizar na COP-21, em Paris. A propos-
ta brasileira para a recuperação de
pastagens degradadas consistia em
realizar o sistema lavoura/pastagem/
floresta. O gráfico e o mapa em ques-
tão demonstram a distribuição dos
métodos adotados em cada região do
Brasil. Em especial, a questão pede as
características dos tipos de ocupação
do solo com os números I e V; estes
possuem:
Tipo 1: mata/
floresta: entre 60
a 70%
lavoura: 15%
pastagem: entre
25 a 35%
Tipo 5: mata/
floresta: 15%
lavoura: 23%
pastagem: 62%
30. C 31. D 32. C
33. a. Escala 1:50 000
E D
D
D
=
=50 000
3 8,
D = 50 000 . 3,8
D = 190 000 cm ou 1,9 km
b. Sentido nordeste-sudoeste –
observando o mapa, as áreas
mais altas estão no lado nor-
deste e as mais baixas estão na
parte sudoeste, assim o curso
da água vai da parte mais alta
para a parte mais baixa.
c. As culturas temporárias, como
não cobrem todo o solo, são
mais suscetíveis à erosão, por
isso é necessária uma declivi-
dade menor, para que o fluxo
superficial (enxurrada) não re-
tire os nutrientes do solo.
34. A
35. 30 (02 + 04 + 08 + 16)
36. C
37. a. A educação é uma variável im-
portante porque provoca eleva-
ção cultural e de discernimento
do indivíduo, causando melho-
ria nas escolhas profissionais,
sociais e políticas. A saúde,
quando se faz de forma preven-
tiva, tem custos menores; uma
forma de saúde preventiva é
melhorar o saneamento básico
e a renda que, quanto melhor
for, mais fácil tornará a manu-
tenção da qualidade de vida.
b. Nesse período, o Brasil trans-
formou-se, saindo de um perío-
do autoritário para um regime
democrático. Ações neoliberais
contribuíram para o aumento
da qualidade de vida da popula-
ção, principalmente na questão
de renda. Com a melhoria deste
quesito, as outras variáveis tam-
bém melhoram, com os investi-
mentos privados e estatais.
c. Ao observarmos o gráfico, ficam
nítidas as desigualdades regio-
nais de IDHM. Essa diferença
ocorre em virtude do processo de
ocupação do espaço. Nas regiões
Norte e Nordeste, é mais precária,
pois predomina a estrutura de
concentração fundiária e explora-
ção do meio. No complexo centro-
-sul, há as melhores condições de
IDHM, porque há concentração in-
dustrial e, por isso, a renda média
é maior, trazendo melhoria mais
expressiva.
38. a. No climograma da Argélia, um
país do hemisfério Norte, regis-
tram-se temperaturas variáveis
entre 10° a 35 °C, com chuvas
escassas e bem distribuídas
durante o ano. No climograma
de Uganda, também situado no
hemisfério Norte, registram-se
elevadas temperaturas o ano
todo (20° a 25 °C) e chuvas con-
centradas no período de prima-
vera-verão.
b. Os climogramas de Uganda e da
Argélia indicam, respectivamen-
te, os climas tropical de altitude
e desértico.
39. A 40. B
Módulo 3
41. C
42. D
43. B
44. A
45. D
46. B
47. D
48. B
49. 14 (02 + 04 + 08)
50. B 51. B
52. 13 (01 + 04 + 08)
53. 22 (02 + 04 + 16)
54. C
55. D
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56. a. Em 1929, a URSS já estava for-
mada e não participava do sis-
tema capitalista e muito me-
nos do comércio capitalista.
Quando ocorreu a quebra da
Bolsa de Nova York, todos os
países capitalistas sofreram
com a desestabilização do sis-
tema, dentre eles a Alemanha,
que estava se reconstruindo
da Primeira Guerra Mundial e
foi atingida gravemente pela
crise. Este agravamento ace-
lerou o aparecimento de mo-
vimentos nacionalistas, dos
quais o mais conhecido é o
nazismo.
b. O New Deal teve como princi-
pais características a da econo-
mia interna dos EUA comandada
pelo Estado, que consistiu no
fechamento da economia para
o mercado externo, a formação
de um sistema único de ampa-
ro ao desempregado, aumento
dos investimentos em setores
que naturalmente empregamum número muito grande de
pessoas, como construção civil
e construção de vias , e acesso
facilitado para a população ad-
quirir suas terras.
57. O neoliberalismo surgiu nos anos
1970, no governo de Ronald Reagan,
nos EUA, e de Margareth Thatcher, na In-
glaterra. Esse modelo econômico busca-
va resgatar os preceitos do liberalismo
econômico, entre eles os conceitos de
Estado mínimo e da mais-valia. Essas
características defendiam a propriedade
privada e a segmentação de classes so-
ciais, fortalecendo a iniciativa privada. O
lucro é o componente que move a eco-
nomia das empresas e o aspecto social
é eliminado.
Nos textos e na charge, as críti-
cas são perceptíveis. O primeiro texto
mostra as formas indiretas pelas quais
o sistema tentar colocar na população
os ideais neoliberais, impedindo que
o povo reflita sobre a situação econô-
mica do mundo. A charge tem um teor
sarcástico, pois utiliza uma expressão
do ex-presidente Lula, que desdenhou
da crise de 2008, dizendo que a onda
da crise não iria atingir o Brasil, que
era só uma “marolinha”; mas a crise
no Brasil apenas demorou um pouco
mais a chegar. Com a reeleição de Dil-
ma Rousseff, o panorama mudou. No
texto, o autor descreve o panorama
desastroso da crise do neoliberalismo,
principalmente para os mais pobres.
58. O neoliberalismo surgiu nos anos
1970 e foi uma retomada das ideias
liberalistas. Uma das características
desse sistema econômico era a redução
do papel do Estado na economia, pois,
para muitos economistas, o Estado é
incompetente para planejar e desen-
volver a economia e deve deixar para
o mercado, liderado pelas empresas
privadas, o controle da economia. No
Brasil, o neoliberalismo foi implantado
a partir da década de 1990. As práticas
mais comuns foram a privatização de
empresas estatais, a abertura da econo-
mia para o comércio exterior, permitindo
a entrada de importados, aumentando
a concorrência com os produtos nacio-
nais, obrigando as empresas nacionais
a modernizarem sua linha de produtos;
foi o caso da indústria aeronáutica e de
telecomunicações. As privatizações,
principalmente no segmento de trans-
porte e indústria de base, geraram um
período de instabilidade e provocaram
aumento nos índices de desemprego.
59. a. Quando há períodos de redu-
ção de produção industrial,
no mesmo instante há au-
mento no número de desem-
pregados.
b. Houve a crise na superprodução
industrial, em razão do excesso
de mercadoria sem comprado-
res e da manutenção dos altos
valores das ações na bolsa de
valores (especulação), o que
contribuiu para a queda de Bol-
sa de Valores de Nova York.
60. C
Módulo 4
61. A
62. d. Acordo de empresas que esta-
belecem uma divisão do merca-
do.
a. Dominação estabelecida por me-
canismos econômicos.
b. Dominação de uma única em-
presa sobre um determinado
setor da economia.
c. Dominação do mercado por re-
duzido número de empresas.
e. Ações dos cartéis para bloquear
empresas concorrentes.
63. A
64. A
65. B
66. B
67. Quando foi implantado, o sistema
capitalista adotou o pluripartidarismo,
deixando livre a opção ideológica de fa-
zer política. No socialismo real, o partido
político é único, controlado pelo próprio
Estado, que impede a formação de ideais
opositores.
68. E
69. E
70. D
71. D
72. a. Para Marx, o processo de forma-
ção do capitalismo sempre foi
baseado na exploração de mão
de obra do proletariado, o qual de-
veria lutar contra esta dominação.
A teoria marxista chama esse pro-
cesso de luta de classes.
b. A luta de classes fundamenta-
-se na disputa entre burguesia
e proletariado. Os burgueses
são os detentores dos meios
de produção, obtidos por meio
da exploração da mão de obra
proletários. Estes possuem
somente sua força de trabalho
para garantir seu sustento, por
isso são oprimidos pela classe
dominante.
73. C 74. E 75. E
76. a. Podemos caracterizar o so-
cialismo científico como uma
teoria desenvolvida no século
XIX que lutava por melhorias
trabalhistas e econômicas para
o proletariado. Seus conceitos
principais são a tomada do po-
der pelos proletários, lutando
constantemente contra a explo-
ração da força de trabalho, em
oposição ao status quo. Para
Marx e Engels, o socialismo se-
ria uma fase que antecederia o
processo de extinção do Esta-
do, uma vez que a população se
autocontrolaria.
b. Os socialistas utópicos imagina-
vam um mundo sem diferenças
sociais, em que a solução esta-
ria dentro da própria sociedade,
que se organizaria espontanea-
mente de maneira mais igualitá-
ria. Uma proposta dos utópicos
seria fundar comunidades onde
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todos trabalhariam em diversas
funções, evitando a especiali-
zação do trabalho e, com isso,
a formação de classes de ofício.
Outras sugestões seriam a cria-
ção de fábricas-cooperativas
com participação estatal e de
organizações de meios de pro-
dução coletivos entre proprie-
tários e trabalhadores. Alguns
socialistas utópicos acredita-
vam que o ser humano seria
capaz de doar grande parte de
seus bens para melhorar as
condições de vida do proletaria-
do, tornando as classes sociais
mais igualitárias.
77. a. Conforme os conceitos marxis-
tas, os donos de supermercado
são burgueses. Eles lucravam
por possuírem a propriedade
dos meios de produção e sobre
a exploração da força de traba-
lho do proletariado.
b. Na leitura do texto, observa-
mos várias características do
socialismo; a principal delas é o
cooperativismo, onde todos se
ajudam e se beneficiam.
78. a. O carvão e o ferro foram as ba-
ses do desenvolvimento da
Primeira Revolução Industrial.
O carvão serviu como combus-
tível para as máquinas, que au-
mentaram significativamente
a produção. O ferro é a base de
grande parte das ligas metá-
licas. No século XVIII, o metal
substituiu vários materiais nas
fábricas de máquinas, dando-
-lhes mais durabilidade.
b. As condições de trabalho eram
insalubres, com grandes cargas
de trabalho e, principalmente,
exploração da mão de obra in-
fantil e feminina por custos muito
baixos. A segurança era precária,
provocando diversos acidentes
de trabalho e deixando vários tra-
balhadores inválidos.
79. a. A primeira incumbência dos ex-
ploradores ao chegarem a terri-
tórios inexplorados era a busca
de riquezas naturais como ouro
e prata. Esse princípio ficou co-
nhecido como metalismo, pois
considerava-se que a riqueza
de uma nação era determinada
pela quantidade de metais pre-
ciosos (ouro e prata) que ela
possuía.
b. No período das Grandes Nave-
gações, o mundo estava dividi-
do entre metrópoles e colônias,
as quais se organizavam por
meio da primeira DIT. As colô-
nias eram obrigadas a fornecer
matéria-prima e comprar produ-
tos manufaturados da metrópo-
le, procedimento comercial que
ficou conhecido como Pacto Co-
lonial.
80. B
Módulo 5
81. D
82. 31 (01 + 02 + 04 + 08 + 16)
83. C
84. A
85. B
86. B
87. E
88. A
89. C
90. A
91. A
92. 14 (02 + 04 + 08)
93. A 94.D 95. E
96. a. O cartaz descreve a sociedade
capitalista ocidental como ge-
radora de desigualdade social
pela concentração de renda,
pois parte da sociedade, in-
clusive os mais frágeis – as
crianças, sofre com a exclusão
social. Como o cartaz é de pro-
paganda soviética, a socieda-
de socialista é retratada como
equilibrada, provedora de recur-
sos para todos e cuidadosa com
a infância em decorrência da
melhor distribuição de renda.
b. Entre os conflitos, a Guerra da
Coreia (que resultou na divisão
da nação entre Coreia do Nor-
te e Coreia do Sul), a Guerra do
Vietnã, a ocupação soviética no
Afeganistão, a Guerra Civil em
Angola, entre MPLA e Unita etc.
97. Durante a Guerra Fria não acon-
teceu conflito direto entre as duas
potências. Os conflitos ocorreram em
outras nações e tiveram a influên-
cia dos EUA e URSS. Em 1959, os
barbudos da “SierraMaestra” (Fidel,
Raul Castro, Che e Camilo) tomaram
o poder em Cuba derrubando o dita-
dor Fulgêncio Batista. Fidel Castro
assumiu o poder com um programa
voltado para o social irritando o go-
verno dos EUA. A URSS se aproximou
da ilha de Cuba oferecendo ajuda em
troca da Ideologia comunista. Em
1961, Cuba adotou o comunismo, e
a União Soviética colocou vários mís-
seis na ilha, dando início à “Crise dos
Mísseis”. Neste cenário tenso, qua-
se ocorreu um enfrentamento direto
entre as duas potências, apontando
para um perigo de destruição mútua,
considerando que ambas possuíam
arsenal atômico. Vale dizer que, em
1962, havia armas que poderiam
destruir a humanidade e, ressalte-se,
era um arsenal bem mais destrutivo
do que as bombas utilizadas no fim
da Segunda Guerra.
98. D
99. A Alemanha seria a fronteira mais
sensível entre capitalismo e socialis-
mo, por isso seria a “vitrine dos regi-
mes”, pois o sistema que se mostrasse
mais atraente teria condições de propa-
gar seus ideais, por isso houve vários
conflitos, entre eles o Bloqueio de Ber-
lim. Foi nesta cidade que se construiu o
símbolo máximo da Guerra Fria, o Muro
de Berlim, que marcou a materialização
da Cortina de Ferro e norteou o conflito
ideológico até 1989, quando o muro foi
derrubado e consequentemente houve
o fim da Guerra fria.
A ordem bipolar da Guerra Fria co-
meçou em 1945 (Segunda Guerra Mun-
dial) e terminou em 1991 (fragmenta-
ção da URSS). A ordem foi caracterizada
pelo antagonismo entre duas superpo-
tências, os Estados Unidos (capitalis-
ta) e a URSS (socialista).
100. Os Jogos Olímpicos vão muito
além da confraternização e da prática
de modalidades esportivas. Apresen-
tam um significado simbólico, geopolí-
tico e econômico ao longo da história.
Vários Estados Nacionais utilizam os
jogos para afirmar o nacionalismo e seu
poder nas esferas política e financeira.
No período da Guerra Fria (1945-
1991), União Soviética (potência so-
cialista) e Estados Unidos (potência
capitalista) e seus principais aliados
mediam forças também nas Olimpía-
das. São exemplos os investimentos
dos países do socialismo real, resultan-
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do na liderança da União Soviética no
quadro de medalhas em 1976. Além dos
soviéticos, destacaram-se países como
Cuba e Alemanha Oriental em várias edi-
ções dos jogos. Os bons resultados pro-
curavam ser associados aos “avanços
sociais” proporcionados pelo sistema
socialista. Em contraposição, no mundo
capitalista, destacavam-se os Estados
Unidos e a Alemanha Ocidental.
Os jogos foram utilizados para
marcar posições geopolíticas. Os EUA
e vários dos seus aliados promoveram
o boicote aos Jogos de Moscou (1980)
como crítica a invasão soviética no Afe-
ganistão. Em resposta, nos Jogos de
Los Angeles (1984), a União Soviética
e alguns de seus aliados boicotaram
sua participação.
Com o término da Guerra Fria, os
jogos refletiram as mudanças geopo-
líticas e econômicas da Nova Ordem
Mundial e, assim, a Rússia e vários de
seus antigos aliados do Leste Europeu,
perderam um pouco de força. Novos
países passaram a participar dos jogos
em razão dos processos de fragmenta-
ção territorial decorrentes de conflitos
étnicos e religiosos. São exemplos:
Ucrânia, Croácia e Eritreia.
Nos anos 2000, a ascensão dos
países emergentes já se faz sentir nos
Jogos. Pequim foi escolhida como sede
em 2008 e a China investiu sobrema-
neira para ficar à frente dos EUA no
quadro de medalhas. Em 2012, EUA e
China ficaram nas primeiras posições,
justamente as maiores economias do
mundo e com tendência a rivalizar cada
vez mais no campo geopolítico. A es-
colha do Rio de Janeiro para sede em
2016 também é um exemplo de cres-
cimento do poder dos países emergen-
tes. Também reflete o anseio de uma
cidade que empreende processos de
revitalização interna com o objetivo de
desempenhar um papel mais relevante
no cenário global como polo de atração
de investimentos e de eventos. Seul
(1988) e Barcelona (1992) tiveram
expressivas transformações urbanas e
econômicas.
Para 2016, aguarda-se um esforço
chinês de “revanche” em relação aos
EUA e investimentos do Brasil, objeti-
vando que o país fique pelo menos en-
tre os 10 melhores colocados no qua-
dro de medalhas, que não é “oficial”,
mas é o centro das atenções durante o
evento.
Módulo 6
101. C
102. D
103. E
104. A
105. E
106. C
107. B
108. B
109. D
110. A queda da URSS decretou o fim
da Guerra Fria e indiretamente o fim
obrigatório de investir em tecnologia
bélica. Este cenário sem um antago-
nista forte prolongou até a virada do
século XXI, quando houve o ataque ao
Word Trade Center, que reativou os in-
vestimentos bélicos, estabelecendo a
luta contra o terror.
111. C
112. C
113. C
114. D
115. D
116. 07 (01 + 02 + 04)
117. V – V – F – F – F
118. a. A relação entre EUA e Israel vem
de longa data. A comunidade
judaica norte-americana tem
enorme influência na política
daquele país; por esse motivo,
investimentos bélicos para Is-
rael são em grande quantidade,
tornando aquele país um dos
mais bem equipados militar-
mente no mundo. Nos últimos
anos, a oposição à presença
dos israelenses na região da
Palestina aumentou e, para
defender seu aliado, os EUA au-
mentaram os investimentos em
armamento na região.
b. A Aliança entre EUA e Israel con-
siste no combate ao terrorismo,
principalmente àqueles que se
opõem ao Estado de Israel.
119. Para manter-se como força he-
gemônica no mundo, uma nação tem
de estar onipresente e onipotente em
várias partes no mundo. Os EUA, uni-
polarizando esse poder desde o fim da
Guerra Fria, é obrigado a manter suas
tropas posicionadas em várias regiões,
além de interferir na política de vários
países, para garantir a soberania de seu
governo e das corporações de capital
norte-americano. As principais regiões
com presença de tropas dos EUA são a
Europa, por causa do Leste Europeu, e o
Oriente Médio.
120. a. A Grécia, que passa por uma
grave crise econômica, possui
um dos maiores gastos mili-
tares em comparação com o
seu PIB. Estes gastos militares,
que ajudaram aquele país a se
afundar ainda mais, são moti-
vados pelas tensões geopolíti-
cas entre gregos e turcos.
b. A Suíça, conforme o gráfico, foi
o pais que mais repassou recur-
sos para o desenvolvimento de
países mais pobres. Essa postu-
ra se dá pela neutralidade que os
suíços mantêm perante os con-
flitos armados, por isso não pre-
cisam gastar grandes montantes
de dinheiro na área militar, preo-
cupando-se somente em manter
o seu próprio território.
c. Observando o gráfico, podemos
constatar que naqueles países
onde o gasto militar foi elevado,
a ajuda humanitária foi peque-
na, mostrando claramente que
o objetivo principal das nações
é manter seu próprio território e,
se possível, conquistar novos, ao
invés de igualizar as condições
econômicas e sociais no mundo.
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Anotações
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Capítulo 1
Brasil – Território e natureza ........................... 210
Exercícios Propostos .................................... 233
Módulo 1
Introdução à geogra� a do Brasil ................. 233
Módulo 2
Os domínios morfoclimáticos
do Brasil - Domínio amazônico .................... 239
Módulo 3Módulo 3
Os domínios dos Cerrados
e das Caatingas .............................................. 245
Gabarito dos Exercícios Propostos................ 251
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F.C
OM 1 Brasil – Territórioe natureza
1. Introdução à geografia do Brasil
A. Geografia espacial
A análise do espaço passa por vários filtros de seleção e critérios, como os critérios científicos ou filtros de conhecimentos
simplistas ou mesmo empíricos. É um tema muitas vezes tratado no dia a dia. Em um relato muito assertivo, o geógrafo francês
Henri Lefebvre, em sua obra A produção do espaço (traduzido do francês), traz uma visão sistêmica do tema: “[...] depois com
os foguetes interplanetários, o espaço estava incontestavelmente “na moda”: espaço disto, espaço daquilo (espaço pictórico,
escultural, até musical);[...]os matemáticos, a geometria (euclidiana) e seus teoremas;[...]”, mostrando o uso do termo tanto no
âmbito científico quanto no empírico.
Segundo Lefebvre, conceituar o espaço é reunir os aspectos mentais, naturais, culturais, sociais e históricos, produzindo um
processo descontínuo e complexo de “descoberta” de novas áreas, tais como: continentes, oceanos ou o cosmos.
Uma das funções da ciência geográfica é analisar o espaço, e associamos a esse processo a análise do espaço geográfico
e do espaço natural.
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Parque Nacional de Foz do Iguaçu – Paraná, Brasil. Paisagem Natural
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Cidade de São Paulo, Brasil. Paisagem cultural ou humanizada
De forma simplista, consideramos a divisão dos espaços
anteriormente citados em espaço natural, que se caracteriza
pelas áreas constituídas por elementos naturais, ou seja, que
não sofreram ação antrópica, permanecendo inalterados des-
de sua gênese até os dias atuais; espaço geográfico, que se
caracteriza por toda área ou espaço que sofreu algum tipo de
ação antrópica cultural, alterando seu estado natural, ou por
um espaço totalmente criado pelo ser humano.
Atualmente, a ação antrópica extrapola as barreiras fí-
sicas extracontinentais ou intercontinentais, marítimas, ou
mesmo cosmológica (a “conquista do espaço” foi motivo de
muito orgulho).
Hoje há um grande fluxo migratório pelas infovias, que
consiste em um espaço criado pelo homem e para o homem,
com o intuito de fundir uma rede de comunicação de dados,
baseada nos padrões da internet e de outros modelos técni-
cos de comunicação, com uma amplitude universal. A pro-
dução, ocupação e utilização desse novo espaço caminham
interligadas ao processo de globalização, com o ideal de
romper as barreiras físicas. O geógrafo Milton Santos reflete,
em diversas de suas obras, sobre esse fenômeno, que ele
intitula meio técnico-científico-informacional, no qual ne-
cessariamente há a criação de um território que apresenta
aspectos de ciência, tecnologia e informação, podendo ser
considerado um meio físico/virtual.
Perante esse espaço transfronteiriço, ocorre a criação
da tecnosfera (mundo pautado na tecnologia e ciência),
que é o resultado da crescente artificialização do meio
ambiente. A esfera natural é constantemente substituída
por uma esfera técnica. Na cidade e no campo, tudo passa
hoje por um clique.
O reflexo desse processo, no dia a dia, é a visível altera-
ção do nosso modo de viver. Dividimo-nos, fazendo-nos pre-
sentes ora fisica, ora virtualmente, quase divindades com o
poder da onipresença, diante das possibilidades de estar-
mos em vários lugares ao mesmo tempo, de trabalharmos
em mais de um emprego, de termos informações em tempo
real, de ter voz etc.
Ao falarmos das infovias, estamos falando de um vo-
lume de informações produzido no planeta, em meios di-
gitais, que já se aproximam de 1,8 zettabyte (para se ter
ideia, 1 zettabyte é igual a 1 000 000 000 000 000 000 000
bytes). Antes tínhamos a preocupação com um desen-
freado povoamento e a falta de alimento. Na conjuntura
atual, no entanto, a preocupação é outra: as pessoas fo-
ram transformadas em dados, que geram mais dados, e as
questões são outras. Onde armazenar tantos bytes? Onde
colocar nossas cybervidas? É preciso garantir um espaço
nas nuvens, ou melhor, nas clouds.
Essa “onipresença” nos permite ter um endereço físico
e um virtual. Temos relações físicas e virtuais, compramos
em lojas convencionais e lojas virtuais, sofremos com viro-
ses físicas e virtuais e produzimos lixo físico e virtual. Há
também crimes cibernéticos, pois nem tudo é maravilha,
o dinheiro antes chamado de papel moeda é hoje mais co-
nhecido como cartão, usado nas máquinas das operadoras
financeiras ou em caixa eletrônico. Essas são algumas das
particularidades do mundo virtual.
Para ilustrarmos melhor esse assunto, em 2015, Mark
Zuckerberg, CEO da rede social Facebook, confirmou 1,4 bi-
lhão de usuários ativos, número que ultrapassa a população
da China. É necessário destacar também os 900 milhões
de usuários de Whatsapp e os 400 milhões do Instagram.
Diante desses números, o Facebook pode ser considerado a
maior nação do mundo.
Diante dessa realidade, cabe a cada um pensar o que
esperar e lutar para que esse novo espaço não seja alvo de
massificação de uma cultura fastfood, mas um espaço de
igualdade, soberania e união dos povos.
B. Brasil
A República Federativa do Brasil é formada por 26 es-
tados, mais o Distrito Federal. O último reordenamento po-
lítico dos estados ocorreu em 1988, quando a Constituição
brasileira estabeleceu a divisão do estado de Goiás, criando
o estado do Tocantins, o qual foi admitido como parte da re-
gião Norte; elevou os territórios do Amapá e Roraima à cate-
goria de estado e tornou o território de Fernando de Noronha
distrito estadual de Pernambuco. Vale lembrar que, apesar
de não haver atualmente nenhum território no estado bra-
sileiro, essa modalidade poderá ocorrer se necessário for. O
território é uma área de descentralização administrativa da
União e carece de autonomia; pode ser criado por meio de
lei complementar federal, assegurada pelo Artigo 18 § 2º da
Constituição Federal de 1988.
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Mapa Brasil – Unidades político-administrativas.
OCEANO
ATLÂNTICO
RIO DE JANEIRO
GOIÁS
MINAS
GERAISMATO GROSSO
DO SUL
SANTA CATARINA
DISTRITO
FEDERAL
PARANÁ
RIO GRANDE
DO SUL
ESPÍRITO SANTO
SÃO PAULO
ALAGOAS
TOCANTINS
PIAUÍ
BAHIA
PERNAMBUCO
SERGIPERONDÔNIA
MATO GROSSO
CEARÁMARANHÃO
RORAIMA
AMAZONAS
ACRE
PARÁ
AMAPÁ
RIO GRANDE
DO NORTE
PARAÍBA
SÃO PAULO
MUNICÍPIO
SÃO PAULO
ESTADO
0 km 305 km
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Atlas geográfico escolar IBGE. 5. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 94.
B.1. Dados técnicos
• Nome oficial: República Federativa do Brasil
• Forma de governo: republicana
• Sistema de governo: presidencialista
• Forma de estado: federações
• Capital: Brasília
• Nacionalidade: brasileira
• Área: 8 547 403,5 km2 (ocupa a quinta colocação mun-
dial, sendo superado por Rússia, Canadá, China e EUA)
• População: 191 milhões – Censo 2010 (ocupa a quin-
ta colocação mundial, sendo superado por China, Ín-
dia, EUA e Indonésia)
• Divisão administrativa: 26 unidades da federação e 1
Distrito Federal
• Número de municípios: 5 570 (2013)
• IDH: 0,775 – Posição 75a entre 188 países (relatório
da ONU - 2015)
Símbolos nacionais
Os símbolos e hinos são manifestações gráficas e musicais, de importante valor histórico, criadas para trans-
mitir o sentimento de união nacional e mostrar a soberania do país. Segundo a Constituição, os quatro símbolos
oficiais da República Federativa do Brasil são a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, o Brasão da República e o
Selo Nacional. Sua apresentação e seu uso são regulados pela Lei n. 5 700 de 1o de setembro de 1971.
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Brasão
Desenho foi criadono governo do primeiro
Presidente da
República, Marechal
Deodoro da Fonseca.
Selo
É usado para
autenticar atos do
governo, diplomas e
certificados expedidos
por escolas oficiais.
Bandeira Nacional
Posição das estrelas
corresponde ao céu do
dia 15 de novembro de
1869, no Rio de Janeiro.
Hinos
A letra do Hino Nacional
foi criada em 1909 por
Osório Duque Estrada,
mas só foi oficializada
em 1922.
B.2. Localização
A Terra foi sistematicamente dividida em quatro hemisférios: Norte (setentrional) e Sul (meridional), em relação ao Equador,
e Oeste (Ocidental) e Leste (Oriental), em relação ao meridiano de Greenwich. Nosso país ocupa o centro-leste da América do Sul
e, sendo cortado pelo Equador, apresenta 7% de terras no Hemisfério Norte e 93% de terras no Hemisfério Sul. Em relação ao meri-
diano principal, o país está 100% no Hemisfério Ocidental. Podemos afirmar que está distribuído nos Hemisférios Sul-Oeste (SW).
Utilizando essas informações e dispondo dos mesmos dados em um aparelho de GPS (Global Positioning System), teremos,
na capital Brasília, as seguintes coordenadas geográficas: 15° 46' 47" S - 47° 55' 47" W.
ÁFRICA
OCEANIA
EUROPA
ÁSIA
ANTÁRTIDA
AMÉRICA
DO NORTE
AMÉRICA
DO SUL
AMÉRICA
CENTRAL
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
34°O73°O
0° 20°L20°O 40°L40°O 60°L60°O 80°L80°O 100°L100°O120°O
80°N
60°N
60°S
80°S
40°N
40°S
33°S
20°N
5°N
20°S
0°
140°O160°O180° 120°L 140°L 160°L 180°
Trópico de Capricórnio
Equador
Trópico de Câncer
Círculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
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0 km 2590 km
SIMIELLI, Graça. Atlas IBGE
B.3. Limites fronteiriços e extremidades territoriais
Parafraseando o Hino Nacional brasileiro, no qual reconhecemos que o país é [...] gigante pela própria natureza" [...], são
indiscutíveis suas grandes extensões latitudinais e longitudinais e sua imponência territorial.
Na América do Sul, o Brasil ocupa 47,3% da área total, mais precisamente a porção centro-oriental. É banhado pelo Oceano
Atlântico a leste, tendo um litoral de 7 367 km com as saliências e reentrâncias de 9 200 km.
Nas porções oeste, sul, sudoeste e noroeste, o Brasil apresenta fronteiras com vários países da América do Sul continental,
exceto dois: Chile e Equador.
São 12 000 km de fronteiras, se considerarmos o perímetro, distribuídos nos seguintes limites:
• ao norte, as três Guianas, ou seja, República da Guiana, Suriname e a Guiana Francesa (território ultramarino da França).
Essas três pequenas porções de terras são países que estão “encaixados” entre os estados brasileiros do Amapá, a leste,
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e de Roraima, a oeste, tendo o Pará, ao sul. O Suriname
apresenta a menor fronteira internacional do Brasil.
• a noroeste, a Venezuela e a Colômbia, que possuem
largas fronteiras com o Brasil e entre si. Vale desta-
car que existem terras não bem demarcadas entre
esses países, de grande instabilidade, refúgio e por-
ta de entrada de narcotraficantes, podendo vir a ser
pontos de disputa, como já aconteceu entre Brasil
e Venezuela, em 1993, resolvido diplomaticamente
com novas demarcações.
• a oeste, temos as mais extensas áreas fronteiriças
com a Bolívia e, em seguida, com o Peru.
• a sudoeste, temos a fronteira com o Paraguai e a Ar-
gentina, integrantes do Mercosul.
• ao sul, com o Uruguai, que até 1828 estava forçosa-
mente unido ao Brasil como a Província Cisplatina.
As fronteiras internas estendem-se por 15 719 km,
e as porções norte e oeste do Brasil apresentam grande
cobertura vegetal e baixa densidade demográfica, eviden-
ciando fragilidade ou instabilidade, notadamente na fron-
teira Cabeça do Cachorro, entre o estado do Amazonas e a
Colômbia. A região apresenta-se como via de trânsito de
guerrilheiros da Colômbia, principalmente das Farc para a
Amazônia brasileira, além de vivenciar outros problemas,
como os conflitos fundiários e o garimpo ilegal. Em 1985,
para tentar minimizar os problemas da região fronteiriça da
porção setentrional do país, o governo federal criou o Proje-
to Calha Norte. Atualmente, o exército brasileiro conta com
o Projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de
Fronteiras) que, desde 2008, realiza o monitoramento por
meio de satélites que auxiliam nas tomadas de decisões.
Esse projeto tem seu trabalho embasado no trinômio: moni-
toramento e/ou controle, mobilidade e presença local.
Nas áreas transfronteiriças que margeiam as regiões Sul
e Centro-Oeste e que fazem divisa com países como Uruguai,
Argentina, Paraguai e Bolívia, ocorre um fenômeno chamado
“cidades gêmeas”.
B.4. Divisões regionais
Para fazermos uma análise minuciosa a fim de obter-
mos uma substancial compreensão de um determinado es-
paço, é necessário que a façamos em pequenas medidas,
para que, ao chegarmos a análise do todo, o tenhamos feito
com maior proximidade.
Segundo Kant, a ideia de espaço geográfico acompa-
nha a ideia de região, assim sendo: “[...] é necessário que
nossas experiências não sejam simplesmente um agre-
gado, mas que sejam organizadas num todo sistemático
[...]. Regionalizar, dividir ou mesmo fragmentar, por si só,
não traz grandes resultados; estes têm de servir para uma
determinada função, podendo ser elas a facilitação dos
estudos, ou levantamentos de dados e principalmente a
compreensão do espaço”.
Existem, por isso, diversos critérios de regionalização. A
seguir, apreciaremos três exemplos de regionalização do es-
paço nacional: a primeira é a oficial do IBGE; a segunda é a do
geógrafo Pedro Pinchas Geiger; e a última é a do geógrafo Milton
Santos. As diferenças entre elas estão explicadas pelos crité-
rios adotados nos respectivos mapas.
Equador
OCEANO
ATLÂNTICO
Trópico de Ca
pricórnio
50° O
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Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste0 km 420 km
IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro, 2012. p. 94. Adaptado.
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OCEANO
ATLÂNTICO
0 km 640 kmCentro-Sul
Nordeste
Amazônia
Pedro Pinchas. Organização regional do Brasil. Revista Geográfica.
Rio de Janeiro, n. 6, julho/dezembro de 1964. P. 51. In: Angélica
Alves Magnano. Revista Brasileira de Geografia. Rio de janeiro,
v. 57, n. 4, outubro/dezembro de 1995. P. 77. Adaptado.
Equador
OCEANO
ATLÂNTICO
Trópico de Ca
pricórnio
50° O
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RR
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0 km 640 kmRegião Concentrada
Região Centro-Oeste
Região Nordeste
Região Amazônica
Milton Santos e Maria Laura Silveira. O Brasil: território
e sociedade no início do século XXI, Rio de Janeiro/
São Paulo: Record, 2001. Pág. 268-73. Adaptado
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B.5. Fragmentações territoriais
O Congresso Nacional, a cada ano que passa, aprecia proje-
tos de deputados que visam criar novos estados e territórios. O
lado positivo consiste no melhoramento da infraestrutura local,
dinamizando a economia no que tange, por exemplo, ao escoa-
mento da produção agrícola, o que aumentaria a presença do
estado, representada por serviços básicos e essenciais, prin-
cipalmente para a população carente. Por outro lado, estudos
apontam elevado custo para a criação da unidade política, com
dependência de aproximadamente meia década, no mínimo;
além disso, haveria aumento dos gastos federais, em razão dos
novos cargos gerados, sobretudo políticos, ensejando a presen-
ça de corrupção.
O trâmite que permeia esse tema, entretanto, não é tão
simples.O rito de criação de novos estados necessariamente
ocorre em um processo de perde e ganha. Esse trâmite passa
por um processo de plebiscito, no qual o povo vai para as urnas,
para ser ouvido. Caso o resultado do plebiscito seja favorável à
criação de estados, a proposta segue para o Senado Federal,
para que os estados existentes, por meio de seus representan-
tes, opinem sobre o tema. Em 2011, por exemplo, a população
do Pará recusou a criação dos estados de Tapajós e Carajás.
Gurgeia
Maranhão do Sul
Carajás
Território Federal
do Oiapoque
TapajósTerritório Federal do
Alto Rio Negro ou
estado do Rio Negro
Território Federal do
Solimões ou Estado
do Alto Soliões Mato Grosso do Norte
Araguaia
Triângulo
Guanabara
Rio Doce
Rio São
Francisco
0 km 305 kmÁrea disputada
Novos estados
Agência Câmara
C. Fusos horários
C.1. Fusos locais e padronização das horas
Até meados do século XIX, havia apenas os horários lo-
cais, que atendiam às necessidades de pequenas popula-
ções. Com o desenvolvimento do transporte, primeiramente
pelos trens, ocorreu aumento de velocidade de locomoção e,
consequentemente, a “diminuição” das distâncias. Outro fa-
tor que influenciou o estabelecimento dos fusos está ligado à
evolução do sistema econômico e das trocas comerciais.
Um claro exemplo da necessidade do estabelecimento
dos fusos é que, atualmente, as bolsas de valores obrigam
que ocorra uma padronização das horas para a regulação do
seu funcionamento.
No ano de 1884, 40 representantes de 25 nações reuni-
ram-se na cidade de Washington (EUA), para a Conferência
Internacional do Primeiro Meridiano, visando solucionar te-
mas antigos, que ficaram expostos com o advento do avan-
ço do transporte e o avanço financeiro.
Seguem as resoluções:
• dia universal – dia solar médio, começaria à meia-
-noite em Greenwich, sendo contado no formato de
0 a 24 horas;
• ocorrência do aumento das horas no sentido leste e
diminuição no sentido oeste;
• a linha antípoda, ou antimeridiano, localizada de ma-
neira muito conveniente no Oceano Pacífico; estabe-
lecimento da Linha Internacional de Datas;
• a distância entre meridianos seria de 15°, com um to-
tal de 24 fusos.
Após essa conferência, estabeleceu-se que o fuso horá-
rio é a hora de determinada faixa territorial definida e aceita
internacionalmente; corresponde a 1 hora e ocupa 15° de lon-
gitude. O meridiano de 0° passou a ser a referência para a de-
marcação de faixas imaginárias de hora, denominadas fusos
horários. Dentro da faixa determinada, tem-se o mesmo horá-
rio legal. Para se estabelecer o primeiro fuso, determinou-se
o meridiano de 0° de Greenwich, perfazendo os 15° em torno
desse meridiano, cujas regiões contidas obedeceriam à pri-
meira hora de Greenwich ou de Londres (GMT).
Em resumo:
• os vinte e quatro fusos representam as vinte e quatro
“horas” padronizadas;
• cada fuso compreende um intervalo de 15° na esfera
terrestre, partindo do meridiano inicial (Greenwich);
• cada grau equivale a quatro minutos e mede 111,26 km;
cada fuso abrange 1668,9 km (na Linha do Equador);
• dentro dos 15° padronizados, todas as regiões obede-
cem à mesma hora, pois estão no mesmo fuso.
Los Angeles
Washington
Filadél�a
Roma
Manaus
Maceió
Cairo Meca
0o
5h
15o
6h
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4h 30o
7h
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3h
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2h
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1h
45o
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9h
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16h
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150o
19h
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21h
105o
22h
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24h
90o
23h
Atenas
Moscou
Londres Calcutá
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AumentaDiminui
Hora
O horário de determinadas áreas de alguns países não
corresponde ao horário do fuso em que estão localizadas.
Com objetivo de facilitar as comunicações, existe um limite
prático entre fusos horários. A Argentina, por exemplo, ape-
sar de possuir a maior parte de seu território situada na faixa
do fuso – 4 horas, pelo limite prático, tem seu horário atra-
sado 3 horas em relação a Greenwich.
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Observações
• o horário de Londres, horário de Greenwich, ao ser
utilizado para designar o horário do primeiro fuso, dá
referência aos horários do resto do mundo; a sigla GMT
após a hora significa Greenwich Mean Time ou horário
de Londres (comum em jornais diários).
• a hora sempre está maior em fusos ou localizações a
leste (de qualquer fuso).
• a hora sempre está menor em fusos ou localizações a
oeste (de qualquer fuso).
C.2. Fusos locais e padronização das horas
O Brasil passou a adotar o Sistema Internacional de Fusos
a partir de 1914.
Em consequência de suas dimensões continentais e de
sua posição geográfica, o território brasileiro está dividido em
quatro fusos horários, apresentando, a oeste de Greenwich,
algumas horas a menos em relação ao horário de Londres.
O primeiro fuso brasileiro, chamado de “Ilhas Oceâni-
cas” ou Oceânico, tem duas horas “atrasadas” em relação ao
horário de Londres, porque corresponde ao segundo fuso a
oeste de Greenwich (que é o fuso 0), e 1 hora “adiantada”
em relação ao de Brasília.
O segundo fuso brasileiro é o fuso oficial do Brasil, ou
seja, aquele que determina a hora legal ou oficial do país. En-
globa todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste e
os estados de Goiás, Tocantins, Pará e Amapá. Corresponde ao
terceiro fuso a oeste de Greenwich, portanto apresenta três
horas a menos em relação ao horário de Londres.
O terceiro fuso brasileiro apresenta 4 horas a menos em
relação ao de Greenwich, abrange os estados de Roraima, a
maior parte do Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e
Mato Grosso do Sul. Esse fuso está 1 hora atrasado em rela-
ção ao fuso oficial (Brasília).
O quarto fuso é o fuso de –5 h (menos cinco horas). É o
fuso do Acre e do sudoeste do estado do Amazonas.
Alteração nos fusos horários brasileiros
No dia 24/4/2008, o então presidente Luiz Iná-
cio Lula da Silva sancionou, sem cortes, o Proje-
to de Lei que reduziu de quatro para três os fusos
horários brasileiros. A primeira alteração envolveu
o estado do Pará, antes dividido em dois fusos
(segundo e terceiro), que passou a pertencer total-
mente ao segundo fuso. A segunda alteração envol-
veu o estado do Acre e o extremo oeste do Amazo-
nas, que formavam o quarto fuso, extinto, isto é, as
áreas citadas passaram a incorporar o terceiro fuso.
Em 2010, porém, a população acreana demons-
trou, via referendo, insatisfação com a alteração do
fuso horário, isto é, aproximadamente 60% das pes-
soas optaram pela volta do quarto fuso horário. Em
2011, o Congresso aceitou o resultado do referen-
do, mas faltou o senado apreciar o processo, pelo
qual o Acre, bem como o sudoeste do Amazonas,
voltaria para o horário antigo, ou seja, cinco horas
atrasadas em relação ao horário de Greenwich. Por
fim, em 2013, foi aprovado o retorno do quarto fuso.
Equador
Trópico de Ca
pricórnio
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PACÍFICO
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2º FH / –3h GMT
3º FH / –4h GMT
4º FH / –5h GMT
Disponível em: <http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/10/horario-
de-verao-muda-mapa-de-fusos-horarios-no-brasil-veja.html>. Adaptado.
Observação
O horário de verão foi adotado para reduzir o risco de um co-
lapso no sistema elétrico durante o horário de pico. A Bahia ado-
tou horário de verão em 2011 e, posteriormente, não aderiu mais.
Equador
Trópico de Ca
pricórnio
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
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MT
DF
Estados com
horário de verão
Disponível em: <http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/10/horario-de-
verao-tera-uma-semana-mais-e-menos-economia-de-energia.html>. Adaptado.
Estados com horário de verão
Distrito Federal DF
Espírito Santo ES
Goiás GO
Mato Grosso MT
Mato Grosso do Sul MS
MinasGerais MG
Paraná PR
Rio de Janeiro RJ
Rio Grande do Sul RS
Santa Catarina SC
São Paulo SP
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01. PUC-RJ
OCEANO
ATLÂNTICO
RIO NEGRO
SOLIMÕES JURUÁ
URUPURU MADEIRA
ARIPUANÃ CARAJÁS
CARAJÁS MARANHÃO
DO SUL
MINAS
DO NORTEPLANALTOCENTRAL
TRIÂNGULO
XINGU
TAPAJÓS
BH
O país, que hoje tem 26 estados,
passaria a ter 39, com a aprovação
dos projetos separatistas.
O processo de organização político-territorial dos Esta-
dos nacionais é bastante dinâmico na história das socieda-
des ocidentais.
No caso brasileiro, a reordenação do seu espaço terri-
torial poderá acarretar transformações expressivas no con-
texto da representação político-administrativa do país. Com
base nessa afirmação, identifique e explique:
a. um impacto político sobre o poder público brasileiro,
na esfera federal, com a definição dos novos esta-
dos na macrorregião Norte do país;
b. um impacto sobre os recursos públicos dos estados
nortistas do Pará e do Amazonas com a consolida-
ção das novas organizações político-administrati-
vas na região.
Resolução
a. Com o aumento do número de unidades federativas,
haverá também aumento no número de represen-
tantes em todos os poderes e em todas as esferas,
principalmente na federal e estadual. A constituição
federal assegura para todos os estados um número
mínimo de deputados federais, oito, e um máximo
de setenta representantes. No senado, cada estado
tem o direito de três senadores. Hoje são 513 de-
putados e 81 senadores. Além disso, haverá a for-
mação de assembleias legislativas, compostas dos
deputados estuduais e o surgimento de todo poder
executivo, composto dos Governadores e seus se-
cretários, onerando as finanças da União.
b. Mesmo tendo como nome oficial República Federativa
do Brasil, o Estado brasileiro é organizado em forma de
União, quando todos os repasses são obrigatoriamen-
te reunidos pelo governo federal, que repassa poste-
riormente para os estados e municípios. Com o sur-
gimento dos novos estados, a região Norte terá seus
repasses federais pulverizados e, com isso, seus orça-
mentos serão reduzidos, o que pode prejudicar, ainda
mais, a situação social da população daquela região.
02. UFPE
Observe as proposições:
I. Com mais de oito milhões de quilômetros quadra-
dos, o Brasil é o quinto país do mundo em extensão
territorial contínua.
II. A presença do Oceano Atlântico provoca influências
nos climas do Brasil, como maior pluviosidade e me-
nor variação de temperatura do litoral em relação ao
interior do país.
III. Pelo Brasil passam quatro fusos horários, sendo um
oceânico e três continentais, todos adiantados em
relação ao GMT.
IV. A forma e a grande extensão territorial do Brasil
propiciam ao nosso país uma posição favorável às
relações com os demais países da América do Sul,
pois temos fronteiras com quase todos eles, menos
o Chile e o Equador.
V. Apesar de ter dimensões quase iguais de norte a sul
e de leste a oeste, o território brasileiro apresenta
uma forma irregular, pois se alarga na porção seten-
trional e estreita-se na porção meridional.
São verdadeiras:
a. II, IV e V.
b. I, III e IV.
c. III, IV e V.
d. I e III.
e. II, III e V.
Resolução
I. Incorreta. O Brasil é o quinto maior território e o quar-
to maior em terras contínuas, pois os EUA possuem
o Alaska separado do principal território.
III. Incorreta. Todos os fusos brasileiros estão a oeste
de Greenwich, por isso possuem horas a menos.
Alternativa correta: A
03. UFMG
A instituição do horário de verão no Brasil é possível ten-
do em vista a existência de fatores que, conjugados, podem
explicar por que grande parte do território brasileiro recebe
mais luz e calor em determinado período do ano.
Todas as alternativas apresentam esses fatores, exceto:
a. A inclinação do eixo terrestre, sempre voltado para a
mesma direção.
b. A grande extensão territorial do Brasil no sentido
leste/oeste.
c. A posição astronômica da Terra, no seu movimento
de translação.
d. A posição austral do país, em relação ao Equador.
Resolução
O horário de verão é estabelecido nos estados mais dis-
tantes da Linha do Equador que possuem maior diversidade
de iluminação.
Alternativa correta: B
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2. Domínios morfoclimáticos
– Domínio amazônico
A. Divisão de biomas no Brasil
É muito comum escutarmos uma infinidade de adjetivos
sobre as paisagens que compõem o território nacional. Esse
assunto, por exemplo, é abordado pela indústria do turismo
para vender a imagem da diversidade biogeográfica brasileira e
atrair turistas de todas as partes com propagandas, tais como:
Chapadas brasileiras unem paisagens deslum-
brantes à biodiversidade.
Disponível em: <www.turismo.gov.br/últimas-notícias/5820-
chapadas-brasileiras-unem-paisagens-deslumbrantes-à-
biodiversidade.html>. Acesso em: 23 mar. 2016.
Esse tema pode também aparecer em uma perspectiva
voltada para a preservação natural e também como patrimô-
nio da humanidade, como o fez o geógrafo Aziz Ab'Saber, em
Domínios de natureza no Brasil, em que apresenta a paisa-
gem em uma perspectiva de herança para as sociedades, as-
sociada à responsabilidade que temos com essa riqueza na-
tural: “[...] herança de processos fisiográficos e biológicos, e
patrimônio coletivo dos povos que historicamente as herdam
como território de atuação de suas comunidades[...]”.
Atualmente, com a evolução das sociedades, é possí-
vel identificar diversas alterações na paisagem brasileira.
Podemos observar também que ela é composta de elemen-
tos culturais, que são aqueles gerados pela ação antrópica,
como áreas urbanizadas, edificações, estradas, plantações
etc., e é também composta dos elementos naturais, que
consistem na interação de vários elementos não humanís-
ticos, tais como: clima, relevo, vegetação, entre outros ele-
mentos biogeográficos.
O Brasil tem como característica uma grande extensão
territorial e, consequentemente, acomoda uma grande diver-
sidade de elementos naturais.
O mosaico paisagístico e biológico, associado à intera-
ção e à interdependência entre os diversos elementos natu-
rais, gera a necessidade de criação e existência dos cha-
mados domínios morfoclimáticos, onde, por um processo
de sistematização, agrupam-se conjuntos espaciais, rela-
cionando-os com nichos fitogeográficos, gerando assim
uma divisão biogeográfica ou territorial.
Nessa sistematização, até o presente momento, po-
demos reconhecer, no Brasil, a existência de seis domí-
nios paisagísticos e macroecológicos. São eles: Domínio
Amazônico, Domínio dos Cerrados, Domínio da Caatinga,
Domínio de Mares de Morros, Domínio das Araucárias e o
Domínio das Pradarias.
OCEANO
ATLÂNTICO
50° O
0°Equador
Trópico de Capricórnio
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Regiões �toecológicas ou
tipos de vegetação
Vegetação com in�uência marinha,
�uviomarinha e �uvial
Contato entre tipos de vegetação
Área antropizada
Áreas das formações pioneiras
Áreas de tensão ecológica
Área antropizada
0 km 295 km
Floresta ombró�la densa
(Floresta tropical pluvial)
Floresta ombró�la aberta
(Fasciações da Floresta
ombró�la densa)
Floresta ombró�la mista
(Floresta de araucária)
Floresta estacional semidecidual
(Floresta tropical subcaducifólia)
Floresta estacional decidual
(Floresta tropical caducifólia)
Campinarana (Caatinga da
Amazônia, Caatinga-gapó
e Campina da Amazônia)
Savana (Cerrado)
Savana estépica (Caatinga
do Sertão Árido, Campos
de Roraima, Chaco Sul-Mato-
-Grossense e Parque do Espinilho
da Barra do Rio Quaraí)
Estepe (Campos do Sul do Brasil)
IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. Ed. Rio de janeiro: IBGE, 2012.P. 100.
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Entre os seis grandes domínios relacionados, inserem-se muitas faixas de transição, que apresentam elementos típicos de
dois ou mais domínios, tendo como exemplos: o Pantanal, o Agreste, a Matas dos Cocais etc.
Dentre os principais elementos naturais que atuam na formação paisagística, o clima e o relevo destacam-se, embora não
se descartem os demais elementos que também exercem seu papel nesse processo, influenciando-o direta ou indiretamente.
Como resultado dessa interação, temos a ocorrência de diferentes coberturas vegetais.
A.1. Principais elementos naturais – Relevo
O estudo do relevo é muito amplo e importante, sendo objeto de diversas áreas do saber de vários profissionais, como
engenheiros de várias especialidades (ambiental, agrônomo, de petróleo etc.), de geólogos, biólogos, químicos, geógrafos,
entre outros profissionais.
Buscando-se o melhor entendimento das estruturas do relevo brasileiro, é necessária uma visão mais ampla, tomando-o
como parte do relevo sul-americano. Em um modelo sucinto, podemos apresentar o relevo da América do Sul da seguinte
forma: a porção oeste tem como principal formação a cadeia orogênica dos Andes, cuja formação teve início no Período Me-
sozoico estendendo-se ao Período Cenozoico; já a porção central e a leste do continente é caracterizada por uma formação
litológica, associada ao Período Pré-Cambriano.
O território brasileiro faz parte da porção leste sul-americana, caracterizando-se por estruturas geológicas antigas, ero-
didas e aplainadas e predomínio de planaltos, que remetem ao Período Pré-Cambriano. É, no entanto, um erro apresentar o
relevo brasileiro como apenas “antigo”. Nele há, também, estruturas recentes, que resultam do recebimento, da acomodação
e da sedimentação de partículas geradas pelo constante processo erosivo das regiões planálticas (ação dos agentes intem-
péricos). Essas estruturas se caracterizam pelas bacias de formação recente, que datam do Período Cenozoico.
Outro aspecto importante consiste na ausência de vulcanismo ativo e de fortes abalos sísmicos, fatos explicados pela dis-
tância de áreas de encontro de placas tectônicas e por sua localização na porção central da Placa Sul-Americana.
O levantamento estrutural das formas do relevo brasileiro caminhou paralelamente à evolução tecnológica disponível
até o presente momento. O primeiro mapa de relevo a ter destaque foi do geógrafo Aroldo de Azevedo, publicado em 1949,
o qual considerava, para a fragmentação sistematizada do relevo nacional, a classificação por níveis altimétricos ou alti-
metria, organizando o relevo do território nacional em unidades: planícies 41% (áreas inferiores a 200 metros de altitude)
e planaltos 59% (áreas com mais de 200 metros de altitude).
OCEANO
ATLÂNTICOPLANALTO DAS GUIANAS
PLANALTO CENTRAL
PLANALTO
ATLÂNTICO
PLANÍCIE AMAZÔNICA
PLANÍCIE DO
PANTANAL
PLANÍCIE
COSTEIRA
PLANÍCIE
MERIDIONAL
PLANÍCIE
GAÚCHA Planalto
Planície
Aroldo de Azevedo. O planalto brasileiro e o problema de classificação
de suas formas de relevo. In: Boletim da AGB, 1949.
Outra classificação do relevo foi realizada pelo geógra-
fo Aziz Ab'Saber, publicada em 1958. Nela, Ab’Saber utilizou
como critério os aspectos geomorfológicos. O pesquisador de-
senvolveu seu trabalho analisando os processos de formação
escultural do relevo, classificando-o em unidades: planaltos
75% (toda área erodida, geradora de sedimentos) e planícies
25% (toda área que sofre o acúmulo de sedimentos). Então, o
critério anteriormente utilizado na classificação do professor
Aroldo de Azevedo acabou caindo em desuso, trocando-se a
altimetria pelos processos geomorfológicos.
OCEANO
ATLÂNTICO
Planalto das Guianas
Planalto Central
Planalto Meridional
Planalto Nordestino
Serra e Planalto do Leste e Sudeste
Planalto do Maranhão-Piauí
Planalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense
Planaltos
Planície e Terras Baixas Amazônicas
Planície e Terras Baixas Costeiras
Planície do Pantanal
Planícies
Disponível em: <www2.fct.unesp.br>. Adaptado.
A terceira classificação que destacamos foi publica-
da em 1995, com base nas pesquisas feitas pelo geógrafo
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Jurandyr Ross.Em seu trabalho, Ross aprofundou os crité-
rios utilizados pelo professor Aziz Ab'Saber (ação geomor-
fológica) e também adicionou mais uma unidade de relevo
às duas já utilizadas. Sua classificação, que é a atual, é
a seguinte: planalto (11 unidades de relevo), planície (6
unidades de relevo) e depressão (11 unidades de relevo).
Jurandyr Ross utilizou as imagens do projeto Radambrasil,
herança do período militar, baseando-se em fotos aéreas e
imagens geradas pelo sensoriamento remoto.
OCEANO
ATLÂNTICO
5
5 513
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9
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6
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4
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7
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28
28
21
3
15
2024
2
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29
12
1 - Amazônia Oriental
2 - Chapadas da Bacia do Parnaíba
3 - Chapadas da Bacia do Paraná
4 - Chapada dos Parecis
5 - Planaltos residuais norte-amazônicos
6 - Planaltos residuais sul-amazônicos
7 - Serras do Atlântico-Leste-Sudeste
8 - Planalto e serras de Goiás-Minas
9 - Serras residuais do Alto Paraguai
10 - Planalto da Borborema
11- Planalto Sul-Riograndense
PLANALTOS
12 - Depressão Amazônia Ocidental
13 - Depressão marginal norte-amazônica
14 - Depressão marginal sul-amazônica
15 - Depressão do Araguaia
16 - Depressão Cuiabana
17 - Depressão do alto Paraguai-Guaporé
18 - Depressão do Miranda
19 - Depressão sertaneja e de São Francisco
20 - Depressão do Tocantins
21 - Depressão periférica da borda leste da
Bacia do Paraná
22 - Depressão periférica sul-riograndense
DEPRESSÕES
23 - Planície do rio Amazonas
24 - Planície do rio Araguaia
25 - Planície e pantanal do rio Guaporé
26 - Planície e pantanal matogrossense
27 - Planície da Lagoa dos Patos e Mirim
28 - Planícies e tabuleiros litorâneos
PLANÍCIES
Revista do Departamento de Geografia, n. 4, São Paulo:
FFLCH-USP, 1992. p. 30. Geografia do Brasil. Adaptado.
Classificação
Planaltos: superfícies irregulares, com altitude acima de
300 metros e produto de processos erosivos. Planícies:
área plana, com altitude de até 100 metros, formada pelo
acúmulo de sedimentos. Depressões: superfícies entre
100 e 500 metros de altitude, com inclinação suave e mais
baixa que as terras vizinhas e predomínio de processos ero-
sivos, classificando-se em depressão relativa (acima do ní-
vel do mar) e depressão absoluta (abaixo do nível do mar).
Depressões marginais: margeiam as bordas das bacias
sedimentares, interpondo-se entre essas e as estruturas
cristalinas que foram esculpidas – ex.: depressão marginal
sul-amazônica.
Depressões periféricas: localizadas em regiões de contato
entre estruturas sedimentares e cristalinas – ex.: depres-
são periférica da borda leste do Paraná.
Depressões interplanálticas: são áreas mais baixas que
os planaltos que as circundam – ex.: depressão sertaneja
e do São Francisco.
B. Clima
O clima está para o ser humano assim como o ser huma-
no está para o clima. Essa máxima evidencia um processo
recíproco de influência diária entre ambos.
Ao acordarmos, logo pensamos: o tempo está firme?
Teremos um tempo estável? Qual a previsão do tempo para
hoje? Isso sem falar nas previsões meteorológicas como fer-
ramentas de auxílio na indústria agrícola moderna. Mas qual a
diferença entre clima e tempo?
Segundo a definição utilizada pelo CPTEC/INPE, clima “[...]
constitui o estado médio e o comportamento estatístico das
variáveis de tempo (temperatura, chuva, vento etc.) sobre um
período suficientemente longo de uma localidade. O período
recomendado é de 30 anos [...]”; é extremamente importante
diferenciá-lo de tempo “[...] conjunto decondições atmosfé-
ricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a
superfície terrestre em um dado momento e local. Tempera-
tura, chuva, umidade, nevoeiro, nebulosidade etc. formam o
conjunto de parâmetros do tempo [...]”.
O Brasil tem como característica climática marcante a cha-
mada tropicalidade, ou seja, a predominância de um clima, de
forma geral. No entanto, sua localização no globo faz com que
apresente uma grande porção de terras na zona intertropical
(92%) e pequena porção na zona temperada do sul (8%).
É fundamental percebermos que a diversidade climática
do país é positiva para o agronegócio, dando a esse setor a
possibilidade de produzir diversas culturas.
Temos como fatores dessa diversidade climática a latitude,
a atuação das massas de ar, entre outros. Para compreender-
mos a diversidade climática nacional, é importante tratarmos
da dinâmica atmosférica, relacionada à atuação das massas de
ar, bem como dos fatores externos, como os fenômenos El Niño
e La Niña, que estudaremos em capítulos posteriores.
Como é feita a previsão de tempo
A previsão de tempo é o produto que chega para o
usuário depois de várias análises feitas pelos meteoro-
logistas. Por trás desse resultado, existem muitas opera-
ções matemáticas e análises que são necessárias para a
interpretação do que poderá acontecer.
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Os meteorologistas necessitam saber como está a atmosfera e, para isso, no momento em que se reúnem, avaliam o com-
portamento dela, por meio de diagnósticos de imagem de satélite, cartas de superfícies e dados observados. Esses dados ob-
servados são um chute inicial para uma simulação matemática do que a atmosfera está vendo para o estado futuro. A previsão
numérica de tempo tem sido utilizada como uma das mais importantes ferramentas da meteorologia nos últimos anos.
É necessário analisar todas as ferramentas e discutir com vários pesquisadores e meteorologistas para obter-se uma
previsão de consenso e, assim, disponibilizá-la para o usuário.
Para se fazer uma simulação numérica, são necessários equipamentos com características e qualidades específicas,
por isso o uso de supercomputadores que possam fazer os cálculos matemáticos, rapidamente, e disponibilizá-los para
análise dos meteorologistas.
Disponível em: <www.cptec.inpe.br/glossario.shtml#39>. Acesso em: 8 fev. 2016. Adaptado.
B.1. Domínio amazônico – Relevo
Equador
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
Trópico de C
apricórnio
50° O
0°
Depressão do Sul da Amazônia (10)
Depressão do Meio-Norte (11)
Depressão dos Rios Araguaia/Tocantins/
Xingu (12)
Depressão dos Rios Paraguai/Guaporé (13)
Depressão Sertaneja/São Francisco (14)
Depressões dos Rios Jequitinhonha/Doce
e Paraíba do Sul (15)
Depressões Paulista e Gaúcha (16)
Chapadas do Meio-Norte (17)
Chapadas do Rio São Francisco (18)
Chapadas
Patamares e Colinas Pré-Litorâneas (19)
Patamares da Bacia do Rio Paraná (20)
Patamares
Serras dos Rios Paraguai/Guaporé (34)
Serra do Espinhaço e Chapada
da Diamantina (35)
Serra da Mantiqueira (36)
Serra do Mar (37)
Serras do Leste Catarinense (38)
Serras
Planalto Sul-Rio-Grandense (33)
Planalto da Bacia do Paraná (31)
Planalto das Araucárias (32)
Planaltos do Norte da Amazônia (21)
Planalto Sertanejo (27)
Planalto dos Geraizinhos (28)
Planalto Centro-Sul Mineiro (29)
Planalto Paulistano/Paranaense (30)
Planaltos do Sul da Amazônia (22)
Planalto e Chapada dos Parecis (23)
Planalto dos Guimarães (24)
Planalto Central Brasileiro (25)
Planalto da Borborema (26)
Planaltos
Depressão do Rio Amazonas (7)
Depressão do Rio Branco/Rio Negro (8)
Depressão do Norte da Amazônia (9)
Depressões
Planícies Litorâneas (1)
Planícies Interiores (2)
Planície Amazônica (3)
Pantanal Mato-Grossense e do Guaporé (4)
Planícies
Tabuleiros Costeiros (5)
Tabuleiros Interioranos (6)
Tabuleiros
0 km 315 km
IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. Ed. Rio de janeiro: IBGE, 2012. p. 97.
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O relevo amazônico tem como características gerais altitudes até 200 metros, sendo, por essa razão, conhecido como
terras baixas.
Constitui-se de planaltos de formação geológica do Período Pré-Cambriano, “terras erodidas, ou esculpidas, ou mesmo des-
gastadas”. São eles: Planaltos Residuais Norte-Amazônico, Planalto da Amazônia Oriental e Planaltos Residuais Sul-Amazônico.
Acompanhando os vales dos rios da Bacia Amazônica, formam-se extensas planícies, áreas caracterizadas por receberem
sedimentos dos planaltos do entorno. São as Planícies do Rio Amazonas.
Finalizando a leitura do mosaico estrutural, temos ainda as unidades de depressão, que consistem em “áreas mais baixas
que seu entorno”, segundo o Dicionário geomorfológico. São elas: Depressão Marginal Norte-Amazônica e Depressão Marginal
Sul-Amazônica, Depressão da Amazônia Ocidental e Planície do Rio Amazonas.
O domínio amazônico ainda guarda uma particularidade especial: acomodar uma pequena porção de relevo com elevadas
altitudes, principalmente no norte de Roraima e norte e noroeste do estado do Amazonas, onde se encontra o ponto culminante
brasileiro, Pico da Neblina, inserido na Serra do Imeri, no Planalto das Guianas.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou a altitude dos sete maiores pontos culminantes do país. Os
dois pontos mais altos, os picos da Neblina e o 31 de março, ficaram oficialmente 1,52 metro mais elevados. Segundo as medi-
ções feitas no final de 2015, o Pico da Neblina passou a ter 2 995,30 metros. De acordo com a medição anterior, feita em 2004 e
2005, o principal ponto culminante do Brasil, localizado na Serra do Imeri, no Amazonas, tinha 2 993,78 metros. O segundo mais
alto pico brasileiro, o 31 de Março, situado na mesma serra, a menos de um quilômetro de distância do Pico da Neblina, passou
de 2 972,66 na medição de 2004/2005 para 2 974,18 metros na medição atual.
3 000
2 000
1 000
0
Depressão marginal
norte-amazônica
Planalto da
Amazônia
oriental
Planalto da
Amazônia
oriental
Planície
amazônica
Rio
Amazonas
Depressão marginal
sul-amazônica
Planaltos residuais
sul-amazônicos
m
Terrenos cristalinos
Perfil norte/sul da região amazônica
Terrenos sedimentares
Planaltos residuais
norte-amazônicos
ROSS, Jurandir S. L. Geografia do Brasil. Edusp.
Quanto ao solo amazônico, sabe-se que, em geral, apre-
senta baixa fertilidade, pois sofre com a grande intensidade
de precipitação regional, o que intensifica o processo de lixi-
viação, removendo dele, via escoamento, a camada humífe-
ra. Em algumas áreas restritas, ocorrem solos de maior ferti-
lidade natural, como os solos de várzea; em alguns trechos
dos rios, ocorre também o aparecimento da terra preta, solo
orgânico de alta fertilidade.
Apesar de o solo amazônico não apresentar boa fertilidade,
e este fato ocorre na camada mais externa da crosta, nas cama-
das inferiores, temos o aparecimento de reservas minerais de
extremo valor, cuja extração colabora intensamente com a eco-
nomia nacional. São exemplos dessas reservas: Projeto Carajás
(PA) – exploração de minério de ferro, cobre, zinco, manganês,
prata, bauxita etc.; província petrolífera de Urucu (650 Km de
Manaus-AM) – exploração de petróleo e gás natural.
C. Clima
O domínio amazônico apresenta predomínio do clima
equatorial, com altas temperaturas e altos volumes de umi-
dade. Localizado em uma região de baixas latitudes, apresen-
ta médias térmicas anuais entre 25 °C e 27 °C, com pequena
amplitude térmica anual, não apresentando uma estação fria.
As chuvas abundantes geram índices pluviométricos superio-
res a 2 000 mm, podendo ultrapassar 3 000 mm anuais em
algumas regiões (climograma).
Janeiro
Fevereiro
MarçoAbril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Pluviosidade
(mm)
400
300
200
100
0
Temperatura
(°C)
40
30
20
10
0
Temperatura
Pluviosidade
IBGE. Anuário Estatístico do Brasil. 1999.
As precipitações que ocorrem nessa região são classifi-
cadas como chuvas convectivas, características das regiões
equatoriais, em zonas de baixa pressão, áreas de altas tem-
peraturas, que apresentam, consequentemente, evaporação
constante e intensa, com a ação dos ventos alísios vindos
das áreas de alta pressão. Com todos esses mecanismos na-
turais agindo em harmonia, teremos o despencar de um gran-
de “aguaceiro” ou uma “pancada” de chuva no final da tarde
ou início da noite; em geral, esse aguaceiro tem curta duração
e um grande volume pluviométrico, podendo ainda ser acom-
panhado de trovões e raios.
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Um rio que flui pelo ar
Ventos da região Norte aumentam
umidade no Sudeste e no Sul do país
Em alguns dias do ano, um rio com as dimen-
sões do Amazonas atravessa os céus do Brasil. Ele
nasce sobre o Atlântico próximo à Linha do Equa-
dor, ganha corpo sobre a Floresta Amazônica e
segue para oeste até os Andes, onde o encontro
com a imponente muralha rochosa o faz desviar
para o sul. Dali, esse imenso volume de água flu-
tua sobre a Bolívia, o Paraguai e os estados brasi-
leiros de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais e São Paulo. Às vezes, alcança Paraná, San-
ta Catarina e Rio Grande do Sul antes de retornar
para o oceano. Apesar de sua extensão, ninguém
o vê. É que esse rio não tem margens nem peixes.
É um rio metafórico – mas não inexistente – for-
mado por uma coluna de vapor d’água com cerca
de 3 quilômetros de altura, algumas centenas de
quilômetros de largura e milhares de extensão.
Os especialistas em meteorologia e hidrologia sa-
biam desse rio voador – na realidade, correntes
de ventos úmidos que recebem o nome técnico
de jatos de baixos níveis – desde o início dos anos
1960, mas só agora começam a conhecer melhor
a origem de sua água e a forma como ele inte-
rage com a superfície do planeta ou como ajuda
na formação de nuvens gigantes que sobem a 15
quilômetros acima do solo [...].
Ricardo Zorzetto. Pesquisa Fapesp 158.
A massa de ar equatorial continental (mEc) é responsável
pela dinâmica climática em quase toda a região; já a massa de
ar equatorial atlântica (mEa) exerce influência principalmente
nas regiões litorâneas do Amapá e Pará. É importante destacar,
porém, a ocorrência de um evento localizado na porção ocidental:
um braço da massa de ar polar atlântica estende-se pelo território
nacional até chegar à região Norte e gerar o evento climatológico
conhecido como “friagem” (leve queda de temperatura).
Na Amazônia, há uma diagonal subúmida, também co-
nhecida como período seco, que abrange Roraima, o sul do
Pará, Rondônia e parcialmente o Acre, cujas médias pluvio-
métricas são menos elevadas, apresentando alternância da
estação seca e da estação chuvosa e caracterizando um cli-
ma equatorial subúmido. (Ross, 1996, P. 103)
D. Hidrografia
O domínio amazônico é mundialmente conhecido não so-
mente pela exuberância dos seus ecossistemas, mas também
pela grandiosidade da sua hidrografia, representada quase toda
pelos rios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas.
Essa bacia ocupa uma área total de 6 110 000 Km2
(segundo a ANA, Agência Nacional de Águas). Tem como rio
principal o Amazonas, com nascente nos Andes Peruanos e
foz no Oceano Atlântico, daí ser considerado um rio trans-
fronteiriço. Em território nacional, seus afluentes provêm
tanto do Hemisfério Norte (na margem esquerda: Rio Negro,
Rio Trombetas, Rio Jari, Rio Japurá entre outros) quanto do
Hemisfério Sul (margem direita: Rio Juruá, Rio Purus, Rio
Madeira, Rio Tapajós, Rio Xingu entre outros).
Vários rios que compõem a Bacia Hidrográfica Amazôni-
ca têm a formação de suas nascentes em áreas planálticas,
áreas conhecidas como “divisores de águas”; os desníveis
entre os terrenos favorecem a presença de um grande núme-
ro de rios planálticos, geradores de energia elétrica, com uma
vazão média da ordem de 76 000 m3/s.
Fazem parte também do sistema hidrográfico amazôni-
co, os igarapés – córregos ou riachos; os furos – braços de
água que ligam a outro rio, ou a um lago; os paranás-mirins
– braços de rios que contornam elevações, formando ilhas
fluviais e lagos de várzea.
Outro destaque da hidrografia do domínio amazônico é
o exuberante manancial de águas subterrâneas, intitulado
Aquífero Alter do Chão, conhecido também como Aquífero
Grande Amazônia, que passou em 2013 a se chamar SAGA
(Sistema Aquífero Grande Amazônia). Sua capacidade ainda
não foi devidamente estabelecida, porém os dados iniciais
apontam sua superioridade em relação ao Aquífero Guarani
em reserva de água doce subterrânea.
OCEANO
ATLÂNTICO
Saga
Volume de água: 162 ml km3
Extensão: 1,35 milhão km2
Aquífero Guarani
Volume de água: 45 ml km3
Extensão: 1,2 milhão km2
Como é feito o cálculo que mede a vazão
ou descarga média dos rios
Equação para medição de vazão:
Vazão = (AxLxC) / T (m³/s).
A = média da área do rio (distância entre as margens
multiplicada pela profundidade do rio).
L = comprimento da área de medição (utilizar o com-
primento de 6,0 m).
C = coeficiente ou fator de correção (0,8 para os rios com
fundo pedregoso ou 0,9 para os rios com fundo barrento). O
coeficiente permite a correção pelo fato de a água se deslocar
mais rápido na superfície do que na porção do fundo do rio.
Multiplicando a velocidade da superfície pelo coefi-
ciente de correção ter-se-á uma melhor medida de velo-
cidade da água.
T = tempo, em segundos, que o flutuador leva para se
deslocar no comprimento.
Disponível em: <Embrapa. https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/
bitstream/doc/443939/1/CUsersPiazzonDocuments455.pdf>.
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Os rios da Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas não fixam
sua importância apenas na geração de energia. Eles também
facilitam a vida da população, por constituirem-se vias para
o transporte, facilitando a comunicação e o povoamento ao
longo das planícies fluviais, além de serem fonte de alimento,
por meio da pesca.
E. Vegetação
A paisagem natural do domínio amazônico é marcada pela
exuberância de cores, cheiros, tamanhos e forma. O bioma ama-
zônico, de área de 4,2 milhões de Km² ou 49% em território na-
cional, distribui-se pelos estados do Amazonas, Pará, Mato Gros-
so, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte
do Maranhão. O bioma amazônico estende--se por nove países
sul-americanos (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela,
Guiana, Guiana Francesa e Suriname), totalizando 6,9 milhões
de Km², sendo o bioma mais rico em biodiversidade de todo pla-
neta. Segundo o professor Aziz Ab'Saber, é “o grande contínuo de
florestas biodiversas que se estende desde o noroeste do Pará
aos sopés dos Andes, dos arredores da Serra dos Carajás às en-
costas do Pico da Neblina e serranias ocidentais de Roraima, no
Parque dos Ianomâmis”. Esse fragmento de texto mostra a gran-
deza da cobertura florestada e quanto isso cria uma identidade
profunda, tanto no aspecto físico quanto no cultural.
O bioma amazônico é caracterizado, em grande parte, pela
cobertura vegetal da Floresta Amazônica, também chamada
Floresta Tropical, Pluvial, Hileia, ou ainda de Floresta Equatorial.
Faz parte desse bioma também a vegetação litorânea que co-
bre parte das áreas dos estados do Pará e do Amapá.
Vejamos as principais características da floresta Amazônica:
• Latifoliada: folhas grandes e largas, adaptadas para o
grande processo de evapotranspiração;
• Heterogênea: grande variedade de espécies vegetais;• Densa: compactada, intricada com plantas próximas
umas das outras, chegando a serem entrelaçadas;
• Perenifólia: sempre com a tonalidade verde, a vege-
tação não descarta as folhas nos períodos do outono-
-inverno, em virtude da baixa variação climática;
• Higrófila: vegetais adaptados a ambientes intensa-
mente úmidos;
• Arbóreas: vegetações de grande porte, que correspon-
dem às áreas florestadas.
AN
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ST
OC
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Floresta Amazônica
Por sua heterogeneidade, a floresta Amazônica pode ser
dividida em dois ecossistemas principais: mata de terra firme
e vegetação inundada.
A caaetê ou mata de terra firme é a parte de maior ex-
tensão florestada, cobre as áreas planálticas nunca atingidas
pelos períodos de cheias dos rios. Apresenta a maior varie-
dade de espécies, principalmente espécies arbóreas, como
o angelim, o caucho, a andiroba, a castanheira, o guaraná, o
mogno, o pau-rosa, entre outras espécies.
A vegetação inundada consiste na mata de igapó e na
mata de várzea.
• Caaigapó ou mata de Igapó: localizada ao longo dos
rios nas áreas das planícies permanentemente inun-
dadas, tendo como exemplos: a vitória-régia, a piaça-
va, o açaí, o cururu, a marajá, entre outras.
• Mata de várzea: localizada ao longo dos rios, porém
sua distância não permite que ela tenha uma irriga-
ção natural constante (causada pelas áreas inun-
dadas). Ela vai depender dos períodos de cheia dos
rios (dezembro-julho). Suas principais espécies são:
a seringueira, o cacaueiro, o sumaúma, a copaíba,
entre outras.
3 Rio
Baixos planaltos Baixos planaltos
Planícies
3
2 211
1 – Caaigapó
2 – Mata de várzea
3 – Caaetê ou mata
de terra firme
F. Atualizando
O domínio amazônico vem sofrendo com o avanço ca-
pitalista; no passado, sob a arrogância clássica dos gru-
pos estrangeiros, como Fordlândia e Belterr; atualmente
pelo que chamamos de tríade da destruição: exploração
de madeira, implantação de pastagens e do agronegócio,
principalmente da cultura da soja.
Por mais paradoxal que pareça, o governo brasileiro
aumenta a presença nesta área, seja por projetos de inte-
gração, como a criação de projetos agrícolas e de explora-
ção mineral, exemplo Carajás, ou por meio de vigilância,
por meio do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia),
ou ainda por meio de obras via PAC (Programa de Acele-
ração do Crescimento), que visa melhorar a infraestrutu-
ra, exemplo do polêmico projeto da Usina Hidrelétrica de
Belo Monte e também a Usina do Rio Xingu. Esses assun-
tos serão retomados com maior profundidade nos próxi-
mos cadernos.
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01. Fuvest-SP
As áreas assinaladas com as letras A, B e C correspon-
dem, respectivamente, aos domínios
OCEANO
ATLÂNTICO
A
B
Faixa de transição
a. das terras baixas da Amazônia; dos "mares de morros"
florestados; das depressões semiáridas do Nordeste.
b. dos planaltos com cerrados e florestas-galerias; das
depressões interplanálticas semiáridas do Nordes-
te; do planalto das araucárias.
c. das pradarias do sudoeste do Rio Grande do Sul; do
Planalto das Araucárias; das depressões do Nordeste.
d. das terras baixas da Amazônia; dos "mares de mor-
ros" florestados; das pradarias do Rio Grande do Sul.
e. dos planaltos com cerrados e florestas-galerias; das
depressões semiáridas do Nordeste; das pradarias
do sudoeste do Rio Grande do Sul.
Resolução
A – O cerrado se encontra na região central e é conside-
rado a caixa-d’agua do Brasil devido ao número de nascentes
de grandes bacias. B – as depressões interplanálticas pos-
suem o clima árido devido ao planalto da Borborema, que bar-
ra a umidade do oceano. C – O domínio das araucárias possui
clima subtropical mais ao sul do território brasileiro.
Alternativa correta: B
02. Fuvest-SP
Dentre os domínios morfoclimáticos brasileiros, qual
apresenta as condições termopluviométricas registradas
no gráfico?
J F J A M J J A S O N D
30
20
10
T °C
p (mm)
320
280
240
200
160
120
80
40
a. Domínio das Pradarias
b. Domínio das Caatingas
c. Domínio do Cerrado
d. Domínio da Floresta Amazônica
e. Domínio das Araucárias
Resolução
O Domínio da Floresta Amazônica apresenta clima
equatorial, chuvoso todo ano.
Alternativa correta: D
03. PUCCamp-SP
Os elementos que mais explicam os domínios morfo-
climáticos são o clima e o relevo; eles são praticamente a
causa dos demais, embora sejam por eles também influen-
ciados. Mas justamente por ser o elemento mais frágil e
dependente, a vegetação constitui-se numa espécie de
síntese das paisagens naturais. No Brasil, dois domínios
morfoclimáticos já perderam praticamente toda a cobertura
vegetal primitiva e, portanto, estão mais vulneráveis às rá-
pidas alterações. São eles os Domínios
a. das Caatingas e das Pradarias.
b. Amazônico e do Cerrado.
c. dos Mares de Morros e da Araucária.
d. do Cerrado e da Araucária.
e. das Caatingas e dos "Mares de Morros".
Resolução
Os Domínios de Mares de Morros e da Araucária estão nas
regiões mais urbanizadas do país e, por isso, mais degradadas.
Alternativa correta: C
APRENDER SEMPRE 22
3. Domínio dos Cerrados e das Caatingas
A. O Domínio dos Cerrados
Domínio considerado como um dos hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de es-
pécies endêmicas. Inclui-se, nessa linha de raciocínio, o homem, estando uma grande parte da população mundial localizada
neste bioma. Hoje, estima-se que aproximadamente um quinto da população mundial vive em áreas de formações savânicas,
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sendo a maior parte dessas sociedades agropecuárias. Em âmbito mundial, a Savana abrange uma área de 20% do planeta
distribuída pela África, Oceania e América do Sul, mas a maior porção fica na África. No sul do continente americano, é o segundo
maior bioma, chegando a ocupar uma área de 2 036 448 km².
No Brasil, ocorre a distribuição em uma área de 2 milhões de quilômetros quadrados, estando espalhado por Goiás,
Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito
Federal, abrangendo aproximadamente um quarto do território brasileiro. Estima-se hoje, segundo o IBGE, que vivem nesta
área cerca de 25 milhões de pessoas, ou 15% da população nacional, distribuída em 1 330 municípios.
A riqueza natural desse Domínio é incontestável, porém chama a atenção também a riqueza humana ou antrópica de al-
gumas sociedades que ali desenvolvem suas atividades e sua importância, tais como: “[...]as etnias indígenas, quilombolas,
geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e
cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade; mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais
416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados [...]” (Ministério do Meio Ambiente).
Mesmo conhecendo-se sua importância biológica, e sendo um hotspot mundial, o Cerrado ainda é o hotspot que apresenta
menos proteção integral (8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação). Esse dado abre uma jane-
la para uma ação antrópica negativa, um processo de ocupação predatório e sem precedentes histórico-ambientais, tema que
será abordado mais adiante.
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICOOs 34 hotspots concentram 2,3% da superfície terrestre, 50% da �ora e 42% dos vertebrados.
São áreas que já perderam, pelo menos, 70% da vegetação original.
0 km 2590 km Hotspots
Disponível em: <http://eco.ib.usp.br/lepac/conservacao/ensino/imagens/hotspots.gif>.
Tráfico de animais contribuipara extinção de espécies
[...]Para combater o tráfico de aves, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres
(Cemave/ICMBio) implementa constantemente Planos de Ação (PANs). "Em muitos desses planos, um dos
principais problemas é justamente o tráfico. Por isso, ações estratégicas são pensadas e implementadas com
os órgãos fiscalizadores das diferentes esferas (federal, estadual e municipal)", explicou a médica-veterinária
e analista ambiental do ICMBio, Patrícia Serafini.
As espécies mais visadas no tráfico de animais são os psitacídeos (papagaios e periquitos), passeriformes
(passarinhos), dendrobatídeos (rãs venenosas e coloridas), primatas e lepitópteros (borboletas).
"Houve, recentemente, no Parque Nacional de Itajaí (SC), duas apreensões: uma de 800 borboletas e outra
de 13 mil indivíduos. Ambos os casos foram enviados ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do
Cerrado e Caatinga (Cecat/ICMBio) para identificação das espécies", disse Marília Marini, coordenadora-
-substituta de Planos de Ação do ICMBio (Copan/ICMBio). [...]
Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2014/07/trafico-
de-animais-contribui-para-extincao-de-especies#afooter>. Acesso em: 23 mar. 2016.
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B. Relevo e solo
O relevo do cerrado, marcado por planaltos (Planalto Cen-
tral e parte do Planalto Meridional) e planícies, tem como ca-
racterística altitudes que variam em média de 300 a 600 me-
tros. É conhecido como área de relevo de maciços planaltos
cristalinos e sedimentados, de formação geológica do último
período de glaciação quaternária; esses maciços são chama-
dos “chapadões interiores florestados”, caracterizando-se
como terras erodidas, ou esculpidas, ou mesmo desgasta-
da, porém sem presença de mamelonização; com presença
de estruturas planálticas de topos aplainados ou levemente
ondulados, apresentam rampas acessórias escalonadas ou
escarpas. São eles: Chapada dos Veadeiros (nomeada Pa-
trimônio Mundial Natural da Unesco), Chapada dos Parecis,
Chapada dos Guimarães, Chapada das Mangabeiras, Serra do
Roncador, Serra Geral de Goiás, Serra Azul etc. Entre escarpas
e chapadões, seguem planícies aluviais de composição es-
treita, em geral homogêneas e ainda sem meandros, como a
Planície do Alto-Araguaia.
Esse domínio expressa uma aparente monotonia geo-
morfológica, sendo ainda considerada pelo geógrafo Aziz
Ab'Saber como “[...] feição geomorfológica e fitogeográfica de
tipo banal [...]”. Essa pseudomonotonia, porém, guarda uma
particularidade especial: 5,5% das unidades de relevo vão
além de 900 m de altitude, tendo como referências para es-
sas elevações o Pico do Itacolomi (1 797 metros), na Serra do
Espinhaço; o Pico do Sol (2 070 metros), na Serra do Caraça; e
a Chapada dos Veadeiros, que pode atingir 1 676 metros. Vale
lembrar que a ocorrência do bioma cerrado não ultrapassa,
em geral, os 1 100 m.
Os solos do Cerrado são naturalmente pobres de nutrientes,
sendo de baixa fertilidade primária com predomínio do latossolo
ou redyellowpodzolic. A disposição atual deve-se à sua origem
depositária de sedimentos antigos lixiviados, laterizados e em-
pobrecidos, formando solos ácidos e sem base de troca, princi-
palmente calcário. Entretanto, na região de Dourados e de Campo
Grande, há manchas de solo fértil conhecidas como terra roxa.
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Parque nacional da Chapada dos Guimarães – Mato Grosso, Brasil.
C. Hidrografia e clima
A hidrografia apresenta-se com baixa intensidade, o que
não caracteriza o Cerrado como região de “ausência hídrica”
ou “de estiagem”. Fazem parte da rede hidrográfica do Cerrado
os rios: Tocantins, Araguaia, Vacaria, Corumbá, entre outros.
A região central traz como característica altitudes media-
nas, e essas elevações medianas entre os planaltos criam “di-
visores de águas”, isto é, pontos mais altos do relevo que divi-
dem algumas bacias hidrográficas. O Planalto Central funciona
como divisor de águas entre a Bacia Amazônica (rios que cor-
rem para o norte) e a Bacia Platina (rios que correm para o sul).
Os rios de Cerrado são perenes (ininterruptos, não se-
cam), com cheias no verão e vazantes no inverno; além disso,
correm em planícies aluviais de composição estreita, em ge-
ral homogêneas e sem meandros.
O Cerrado apresenta predomínio do clima tropical, com
verões úmidos e invernos secos, com duas estações bem
definidas. Localizado em uma região intertropical, próximo ao
Trópico de Capricórnio, apresenta temperaturas médias entre
20 °C e 28 °C, possibilitando considerável amplitude térmica
anual. As chuvas estão presentes principalmente no período
do verão, gerando índices pluviométricos com uma variação
de 1 200 mm e 2 000 mm anuais, como mostra o climograma.
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°Cmm
D. Vegetação
A paisagem natural desse domínio é relativamente ho-
mogênea e extensível a grandes áreas. A homogeneidade da
vegetação está ligada à ausência superficial de nutrientes
no solo e também ao fator climático. Segundo o pesquisador
Arens,“[...] a flora dos campos cerrado é exposta ao máximo
de iluminação pelo clima, que se caracteriza por um número
elevado de dias de céu descoberto e pela natureza da vegeta-
ção rala que produz sombra mínima[...]”. A situação descrita
pelo pesquisador ocorre no período de inverno seco. Já na
estação de verão chuvoso essa natureza sofrerá uma subs-
tancial modificação. Então, a ideia de aparência xeromórfica
do Cerrado é simplesmente equivocada.
O Cerrado pode ser caracterizado por três agrupamentos
vegetais: florestal, savânico e campestre. Na formação florestal,
estão presentes: mata seca ou mata mesófila de encosta, mata
de galeria e cerradão. Na formação savânica, estão presentes:
cerrado sentido restrito (arbustivo), campo cerrado ou cerrado
ralo. Também fazem parte deste bioma as formações campes-
tres, como campo sujo, campo limpo ou hidromórfico e veredas,
campo de murundus ou murunduns e campo rupestre.
Podemos também classificar a vegetação do Cerrado divi-
dindo-a em dois extratos: um arbóreo arbustivo, com árvores
de pequeno porte, e outro extrato herbáceo campestre, da fa-
mília das gramíneas.
A mata de galerias exerce um papel extremamente impor-
tante. Por sua localização ao longo dos rios, ela evita o proces-
so de desbarrancamento ou erosivo das margens, evitando,
consequentemente, o assoreamento dos rios e favorecendo
a manutenção da fauna ribeirinha.
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Ecótono do cerrado
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Campo
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cerrado
Cerrado sensu
stricto
Cerradão
Formação de campo Ecótono cerrado Formação florestal
Geografia do Brasil – Jurandyr L. Ross - 5. ed. rev. e ampl. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005. – (Didática; 3), Vários autores.
O que são ecótonos
Um ecótono é uma região resultante do con-
tato entre dois ou mais biomas fronteiriços. São
áreas de transição ambiental, onde entram em
contato diferentes comunidades ecológicas. isto
é, a totalidade da flora e fauna que faz parte de um
mesmo ecossistema e suas interações. Por isso, os
ecótonos são ricos em espécies, sejam elas pro-
venientes dos biomas que o formam ou espécies
únicas (endêmicas) surgidas nele mesmo.
As características singulares dos ecótonos
fazem com que mereçam atenção especial de
conservação: o traço principal é o fato de ser um
ecossistema formado entre outros ecossistemas.
Tamanho, microclima, recursos de que dispõe e as
combinações de espécies são diferentes em cada
ecótono, que, porsua vez, são fatores influenciados
por clima, altitude, latitude, longitude e tipo de solo.
Ecótonos são áreas dinâmicas que, com o
tempo, podem mudar de largura e até de posi-
ção, em razão de mudanças ambientais, como
o fenômeno da sucessão ecológica. Dado a este
dinamismo, são regiões sensíveis a mudanças
climáticas globais e, portanto, considerados por
cientistas como seus potenciais indicadores.
Ecótonos no Brasil
Um estudo de 2003, realizado pelo Ibama,
determinou os três principais ecótonos no Brasil:
o Cerrado-Amazônia, que representa 4,85 % do
território brasileiro (maior que os biomas Campos
Sulinos e Costeiro juntos); o Caatinga-Amazônia,
que corresponde a 1,7%; e o Cerrado-Caatinga,
com 1,3%. O mapeamento também mostrou que
há desequilíbrio entre o tamanho relativo dos ecó-
tonos (e biomas) no território nacional e o percen-
tual deles que é coberto por unidades de conser-
vação de proteção integral: no Cerrado-Caatinga
apenas 3.33% são protegidos; na Caatinga-Ama-
zônia, 0,05%; e, no Cerrado-Amazônia, 0,01%.
O ecótono Cerrado-Amazônia está localizado
dentro do arco do desmatamento da Amazônia e
já perdeu cerca de 60% de sua cobertura florestal.
Lá se encontra a maior concentração de matas se-
cas do país. É também hábitat de espécies endê-
micas, como os saguis, o peixe-boi e o boto-cinza.
Disponível em: <http://www.oeco.org.br/dicionario-
ambiental/28830-o-que-sao-ecotonos/>.
4. O Domínio das Caatingas
A. Introdução
O Domínio das Caatingas está presente na América do Sul
subdividida em três espaços específicos. Está distribuída ao
norte da Venezuela e da Colômbia, em uma área conhecida
como guajira; está também na diagonal do Cone Sul, que pas-
sa por parte da Patagônia, Cordilheiras Andinas, norte do Chile
até o Equador e parte do Peru. Outro espaço do Domínio da
Caatinga está distribuído em uma porção do Nordeste brasi-
leiro conhecida como sertões do semiárido.
No Brasil, esse domínio recobre uma área que correspon-
de a 720 km2, 11% do território nacional, acomodando aproxi-
madamente 23 milhões de brasileiros, muitos deles vivendo
abaixo da linha de pobreza. Segundo o IBGE, 77% dos municí-
pios dessa região passam por essa triste realidade.
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A cidade de Cabaceiras fica a 166 km de João Pessoa, capital
da Paraíba, em pleno semiárido. Ficou famosa após servir de
cenário para a produção de filmes nacionais como Cinemas,
Aspirinas e Urubus, O Auto da Compadecida, e Canta Maria.
Geógrafos x fome
É com muita bravura inconfortável que os
filhos da geografia do Brasil, geógrafos, lutam
com o clamor de suas vozes e o empunhar de
seus tinteiros para protestar contra uma doença
social sem precedentes, “a fome”.
Há quem diga até que existe uma Indústria da
Fome, que o dicionário define como: função eco-
nômica que tem pôr fim a manipulação e explo-
ração de matérias-primas e fontes energéticas,
bem como a transformação de produtos semi
acabados em bens de produção ou de consumo.
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Matéria-prima = alimento, ou falta? Fonte
Energética = vontade de viver, ou apenas ficar
em lowbattery? Sabe lá quando vem a próxima
recarga! Produtos semiacabados = ser huma-
no desnutrido, uma alma guerreira distribuída
em um entulhar de ossos?
Gostaria de não acreditar na célebre frase do
filósofo inglês Tomaz Hobbes, segundo a qual “o
homem é o próprio lobo do homem”. E, se existe
essa Indústria da Fome, nós, geógrafos, somos o
Sindicato, ininterruptos e incorruptíveis, é claro!
Luta de classe, os inconformados NÓS contra os
desavergonhados ELES.
Representando os companheiros de trinchei-
ra geográfica nesse combate, cito dois grandes
nomes de geógrafos que nos consternaram com
sua indignação contra “a fome” através de suas
obras: José de Castro e Melhen Adas.
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B. Clima
O Domínio das Caatingas apresenta predomínio do clima
semiárido, com seca de 6 a 8 meses por ano. Esse clima é
caracterizado por dois períodos pluviométricos distintos. Lo-
calizado em uma região subequatorial e tropical, encravada
em uma área interplanáltica (Planalto da Borborema e Planal-
to Sertanejo), apresenta temperaturas que variam entre 25 °C
e 29 °C, com baixa amplitude térmica anual. As chuvas são
escassas e mal distribuídas ao longo do ano, ocorrendo prin-
cipalmente no primeiro semestre, com média pluviométrica
de 500 mm anuais, como mostra o climograma.
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mm ° CLugar: Cabaceiras(PB)
Para explicar essa mancha semiárida nordestina, os pes-
quisadores Fillipe Tamiozzo e Pedro José Machado descrevem-
-na ordenadamente desta forma, “[...] Esse clima está associa-
do a vários fatores, como o deslocamento, no inverno, das áreas
de alta pressão para essa região, que, como dispersora de ven-
to, dificulta a chegada de umidade; o subafloramento de rochas
impermeáveis, o que não deixa a água acumular no solo para
posterior fornecimento de umidade ao sistema; e a disposição
do relevo, que barra os ventos úmidos vindos do oceano.[...]”.
OCEANO
ATLÂNTICO
Fortaleza
Teresina
São Luís
Natal
João Pessoa
Recife
Maceió
Aracaju
Salvador
PIAUÍ
PERNAMBUCO
PARAÍBA
ALAGOAS
SERGIPE
BAHIA
TOCANTINS
MARANHÃO
GOIÁS
DF
MINAS GERAIS
RIO GRANDE
DO NORTECEARÁ
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0 km 260 km
Polígono das secas, de
acordo com o IMPE e o
Centro de Pesquisas
da USP
Limites dos estados
Polígonos das secas, de
acordo com a Sudene
Precipitações inferiores
a 750 mm
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C. Hidrografia
O Domínio da Caatinga é conhecido não só pela intermi-
tência periódica de grande parte de seus rios, mas também
por eles, no final de seu curso, desaguarem nas águas do
Oceano Atlântico, ao contrário dos rios que irrigam outras
áreas semiáridas no mundo, que normalmente deságuam em
áreas de depressões fechadas.
O principal rio da região do semiárido que não sofre com
a ação da intermitência é o Rio São Francisco, conhecido tam-
bém como “Rio da Unidade Nacional” – por ligar Minas Gerais
ao Nordeste. É um rio de grande importância, pois serve de
gerador de alimentos para as populações ribeirinhas, abaste-
ce com suas águas as populações do sertão, serve de trans-
porte, ligando várias localidades, e, por ser um rio de planalto,
também é gerador de energia.
Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), a Ba-
cia do Rio São Francisco tem determinadas particularida-
des: “[...] potencial hidrelétrico aproveitado da bacia é de
10 473 MW, distribuídos principalmente nas usinas Três Ma-
rias, Queimado, Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo Afonso
e Xingó. Os reservatórios Três Marias e Sobradinho têm papel
fundamental na regularização das vazões do Rio São Francis-
co. Um dos maiores desafios é que a bacia registra todos os ti-
pos de usos dos recursos hídricos (irrigação, geração de ener-
gia, navegação, saneamento, pesca e aquicultura, atividades
turísticas e de lazer), o que exige uma análise do conjunto
para que se possa planejar adequadamente sua gestão. [...]”.
A preocupação da ANA está ligada diretamente com o
grande número de pessoas que dependem do rio. Hoje aproxi-
madamente 14,2 milhões de habitantes residem em 521 mu-
nicípios distribuídos ao longo do curso (dados da ANA, 2010),
onde desenvolvem suas atividades diárias, nos 2 700 km de
extensão do curso do Rio São Francisco, e a falta de compro-
misso com sua manutenção e preservação já traz impactos
irreversíveis a esse bem comum.
Rio
Sã
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Belo Horizonte
Pirapora
Divinópolis
Petrolina
Paulo AfonsoSobradinho Juazeiro