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VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Doença do refluxo gastroesofágico – DRGE A DRGE é a condição benigna mais comum do esôfago, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Ocorre quando há refluxo retrógrado de conteúdo gástrico através do EEI, que se manifesta mais frequentemente como “azia”. A doença caracteriza-se por agravamento progressivo dos sintomas de azia até que se tornam frequentes, persistentes e incômodos, resultando possivelmente em complicações primárias e secundárias. Algumas destas complicações incluem estenose, úlceras, metaplasia, displasia, carcinoma e doença pulmonar (asma, fibrose). O refluxo gastroesofágico ocorre quando a pressão intragástrica é superior à zona de alta pressão do esôfago distal. Isso pode ocorrer em duas condições: a pressão de repouso do EEI é muito baixa (i.e., EEI hipotensivo); e o EEI relaxa na ausência de contração peristáltica do esôfago (i.e., relaxamento espontâneo do EEI). A distinção entre refluxo fisiológico e refluxo patológico (DRGE) depende da quantidade total de exposição esofágica ao ácido, dos sintomas do paciente e da presença de lesão mucosa do esôfago. - Cárdia é um esfíncter fisiológico e não anatômico! Quadro clínico no adulto: tosse seca persistente, disfagia (dor para engolir), odinofagia, pirose (azia – sensação de queimação epigástrica ou retroesternal), regurgitação, rouquidão, laringoespasmos, falta de ar, otite de repetição, cáries de raiz dos últimos molares. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Quadro clínico: regurgitação desde o nascimento, sintomas pulmonares, atitudes de opistótono no RN e lactente, crises de laringoespasmos ou apnéia, déficit na evolução ponde-estatural, anemia crônica. Diagnóstico: O diagnóstico é clínico; se houver suspeita de DRGE complicada, é importante realizar uma EDA. Radiografia contrastada de esôfago, estômago e duodeno baixa sensibilidade; VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Cine-esôfago-gastroduodenografia; Cintilografia esôfago-gástrica; Ultrassonografia esôfago-gastro-duodenal; Ph-metria esofágica de 24 horas (100% de sensibilidade). Tratamento: Para pacientes que se apresentam com sintomas típicos de DRGE, um curso de oito semanas de terapia com IBP está recomendado. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Para pacientes que exibem exposição ácida do esôfago distal e sintomas típicos de DRGE persistentes apesar de terapia médica máxima, a cirurgia antirrefluxo deve ser fortemente considerada. - Resultados da cirurgia da DRGE não são bons.