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Nutrição funcional e fitoterapia
Resumo – Princípios da nutrição funcional
Conceito
	A nutrição é a área da saúde que estuda o comportamento dos nutrientes como agentes fundamentais para a saúde do organismo humano.
	Na nutrição clínica são seguidos padrões e protocolos de atendimentos baseados em comprovações científicas sobre o benefício da ingestão de nutrientes necessários para a manutenção da saúde. Geralmente, são seguidas as recomendações da pirâmide alimentar, o porcionamento recomendado de grupos alimentares e a contagem de calorias. A avaliação de exames também é muito empregada, como exames bioquímicos, avaliação antropométrica e clínica, hábitos alimentares e história familiar.
	A nutrição funcional não faz abordagens aleatórias. Realiza uma abordagem individualizada do paciente, envolvendo estudos da nutrigenômica e a capacidade de nutrientes e compostos bioativos agirem em alvos fisiológicos. 
Definição
	nutrição funcional surgiu como um meio de trazer equilíbrio ao organismo por meio da alimentação, no intuito de prevenir e tratar doenças crônicas. Os desequilíbrios no organismo ocorrem devido à inadequada qualidade da alimentação, do ar poluído que respiramos, da água que bebemos, da falta ou do excesso de exercícios e das alterações emocionais pelas quais passamos.
Princípios básicos da Nutrição Funcional
· Individualidade bioquímica: cada organismo recebe e reage a um nutriente de forma particular, sendo que a genética interage com a alimentação e o ambiente. Isso determinará quais alimentos funcionais serão benéficos ou maléficos ao organismo, bem como as necessidades e carências específicas.
· Tratamento centrado no paciente 
(não na doença): conhecendo a individualidade bioquímica, pode-se traçar o tratamento mais adequado a cada indivíduo, considerando sempre os fatores genéticos, ambientais e emocionais que o cercam.
· Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes: é importante que a oferta de nutrientes seja realizada em quantidades adequadas e em equilíbrio, para que haja otimização da absorção e o aproveitamento pelas células.
· Interrelações em teia de fatores fisiológicos: todas as funções do organismo estão interligadas; para o adequado funcionamento, tais funções devem estar em equilíbrio. O desequilíbrio é a situação que pode causar doenças crônicas.
· Saúde como vitalidade positiva: o estado de saúde é o equilíbrio físico, emocional e ambiental.
Classificação
	Os alimentos e ingredientes funcionais podem ser classificados de dois modos:
· Quando à fonte (origem vegetal ou animal);
· Quando atos benefícios que oferecem.
Os alimentos e ingredientes funcionais atuam em seis áreas do organismo:
· Sistema gastrintestinal;
· Sistema cardiovascular;
· Metabolismo de substratos;
· No crescimento, no desenvolvimento e na diferenciação celular;
· No comportamento das funções fisiológicas;
· Como antioxidantes.
	Seu papel em relação às doenças estará, na maioria dos casos, concentrado mais na redução dos riscos do que na prevenção.
	Os alimentos funcionais apresentam as seguintes características:
· Devem ser alimentos convencionais e consumidos na dieta normal/usual;
· Devem ser compostos por componentes naturais - às vezes em elevada concentração ou presentes em alimentos que normalmente não os supririam;
· Devem ter efeitos positivos além do valor básico nutritivo;
· Deve-se notar embasamento científico na alegação da propriedade funcional;
· Pode ser um alimento natural ou um alimento no qual um componente tenha sido removido;
· Pode ser um alimento em que a natureza de um ou mais componentes tenha sido modificada;
· Pode ser um alimento no qual a bioatividade deum ou mais componentes tenha sido modificada.
Papel preventivo da nutrição funcional na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis
	A prevenção das DCNTs inicia a partir da correção dos fatores de risco modificáveis, sendo que o principal fator de risco que deve ser modificado é a alimentação inadequada.
Respeitar a recomendação quanto ao padrão alimentar em uma dieta equilibrada nutricionalmente, sempre respeitando a cultura do indivíduo e promovendo a adequação de hábitos alimentares, contribuindo para a garantia da segurança alimentar e nutricional.
	Pode ser complementada com alimentos funcionais, que são alimentos que apresentam benefícios fisiológicos e/ou reduzem o risco de DCNTs, além de suas funções nutricionais. Alguns dos benefícios da alimentação adequada são a redução de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, obesidade, osteoporose e DCNTs.
Nutrição funcional como coadjuvante no tratamento das DCNT
	Vários desses alimentos já apresentam fortes indícios ou comprovações da presença e ação de substâncias benéficas para a prevenção e/ou controle de doenças, como diabetes e hipertensão e suas complicações, destacando-se peixes, vinho, soja, tomate, alho e hortaliças.
	Pode-se notar que o manejo da obesidade pela nutrição ultrapassa o equilíbrio entre calorias ingeridas e calorias gastas, ou seja, há fatores metabólicos complexos envolvidos que podem ser influenciados diretamente por alimentos, nutrientes e compostos bioativos.
	Além do aspecto inflamatório, outros fatores estão envolvidos na etiologia da obesidade, incluindo alteração da saúde intestinal, desequilíbrios imunológicos, problemas de destoxificação hepática, desequilíbrio de micronutrientes e desordens hormonais, os quais possuem relação direta com a qualidade da alimentação do indivíduo.
A nutrição funcional faz um rastreamento metabólico que visa a descobrir
qual alimento equilibra o organismo e qual pode trazer algum malefício, mesmo que seja considerado saudável.
ATMS (Antecedentes, Triggers, Mediadores e Sintomas)
	A nutrição funcional compreende a interação entre todos os sistemas do corpo, enfatizando as relações que existem entre a bioquímica, a fisiologia e os aspectos emocionais e cognitivos do organismo.
	Assim, a utilização da teia de interconexões metabólicas é uma ferramenta útil para nortear o trabalho da Nutrição Funcional, já que representa as inter-relações complexas e multifacetadas que estão envolvidas no metabolismo orgânico tanto na saúde como na doença. Já está claro que diversos mecanismos são capazes de mediar essas inter-relações, incluindo mecanismos bioquímicos, hormonais, neurológicos, imunológicos e físicos.
	Nesse sentido, o Institute of for Functional Medicine desenvolveu um novo modelo dessa teia de interconexões, com o objetivo de ampliar a visão integrativa do paciente, permitindo identificar diversos fatores que podem estar envolvidos indiretamente com os desequilíbrios orgânicos. 
	O novo modelo coloca o controle das emoções, a saúde mental e a crença espiritual como o centro do indivíduo, indicando que modificações nesses três pontos podem ser refletidas ou refletidas em todos os outros sistemas orgânicos. Outro ponto com maior destaque são os fatores de estilo de vida, já que os mesmos estão intimamente associados com alterações orgânicas e desenvolvimento de DCNT.
	Além dos aspectos emocionais, a nova teia propõe as seguintes abordagens:
· Assimilação: engloba os aspectos relacionados ao funcionamento do TGI, incluindo digestão, absorção e saúde intestinal;
· Defesa e reparo: aborda a relação entre as alterações imunológicas, estado inflamatório e infecção;
· Energia: avalia o metabolismo energético e a função mitocondrial;
· Biotransformação e eliminação: compreende o processo de destoxificação hepática, considerando a exposição a diferentes fontes de xenobióticos e compostos tóxicos;
· Transporte: investiga a saúde dos sistemas cardiovascular e linfático;
· Comunicação: considera a função de todos os mensageiros orgânicos, incluindo endócrinos, imunológicos e neurotransmissores;
· Integridade estrutural: considera a integridade de membranas celulares, saúde óssea, aspectos estruturais do organismo.
O sistema ATMs
Antecedentes
	Os antecedentes estão relacionados com a história de vida do paciente e com a história genética de sua família. 
· Fatores genéticos: os antecedentespodem ser os eventos aos quais o indivíduo esteve exposto na vida intrauterina e nos primeiros meses de vida que interferiram na sua programação metabólica e na predisposição à doença;
· Hipersensibilidade alimentar: a hipersensibilidade alimentar ou alergia alimentar gera uma resposta imunológica que altera a função intestinal, liberando substância que funcionarão como gatilhos para desordens orgânicas, tais como
· Respiratórias: asma, sinusite crônica e alérgica, coriza e congestão nasal constante;
· Cardiovasculares: edema, taquicardia, inflamação de veias coronárias;
· Gastrintestinais: doença celíaca, diarreia crônica, cólicas, obstipação, doença de Crohn, úlceras duodenais, gastrites, indigestão, SII, síndrome e má absorção, náuseas, úlceras gástricas e colite ulcerativa;
· Genitourinário: infecções crônicas da bexiga, síndrome nefrótica, incontinência urinária;
· Imunológica: otites de repetição;
· Mental e emocional: déficit de atenção, ansiedade, depressão, perda de memória, esquizofrenia, epilepsia;
· Músculo esquelético: dores articulares, mialgias, artrite reumatoide;
· Cutâneas: eczema, psoríase, urticária, dermatites, coceiras nos olhos;
· Outros: enxaqueca.
	O intestino apresenta um complexo sistema imune associado à mucosa, o que permite tolerar a chegada de uma grande quantidade de antígenos dietéticos e de micro-organismos que col0onizam o TGI, sendo capaz de reconhecer e rejeitar MO enteropatogênicos que possam desafiar nossa defesa imunológica. Esta, por sua vez, é desempenhada também pela microbiota e pela barreira mucosa. No entanto, a agressão repetida à barreira intestinal pelos imunocomplexos gerados de uma hipersensibilidade alimentar leva a um aumento da permeabilidade intestinal que permite que macromoléculas (proteínas não digeridas) e imunocomplexos transitem livremente pela circulação, ocasionando sintomas das desordens orgânicas citadas acima.
	Além das alergias alimentares, outros fatores também estão relacionados ao aumento da permeabilidade intestinal: ingestão excessiva de álcool, quimioterapia, corticoterapia, estresse excessivo, consumo excessivo de carboidratos simples, jejum, infecções intestinais, utilização de AINES, deficiência de micronutrientes, parto prematuro, introdução precoce de alimentos antes dos quatro meses de idade.
· Hábitos alimentares: vários estudos demonstram que o consumo elevado de alimentos com carga glicêmica alta, associado ao desequilíbrio no consumo de ácidos graxos série ômega-6 em relação aos da série ômega-3, à deficiência, por exemplo, da vitamina D e à falta de compostos bioativos e antioxidantes levam à ativação do fator de transcrição NFkB, responsável pelo aumento da expressão de genes pró-inflamatórios, desencadeando DCNT.
Triggers (gatilhos)
	Os gatilhos são acionados pelo estresse, radiação, estresse oxidativo, traumas, lipopolissacarídeos bacterianos (LPS), vírus e parasitas ativação do NFkB.
Mediadores
	Os mediadores são quaisquer substâncias, enzimas ou fatores ambientais que causem os sintomas, a destruição dos tecidos e o comportamento em relação à doença. Eles são sintetizados a partir da atividade dos gatilhos e podem ser bioquímicos, cognitivos e emocionais, subatômicos, sociais e culturais:
· Mediadores bioquímicos: hormônios, neurotransmissores, neuropeptídeos, citocinas, radicais livres, fatores de transcrição;
· Mediadores subatômicos: íons, elétrons;
· Mediadores cognitivos e emocionais: medo da dor e perda, crença em relação à doença, baixa autoestima;
· Mediadores sociais e culturais: falta de apoio social e solidão, relação profissional – paciente, condições comportamentais.
	Os mediadores mais bem estudados são os mediadores bioquímicos da inflamação (citocinas pró-inflamatórias): TNF-a, IL-1, IL-6. Elas desempenham uma importante função nos tecidos corporais:
1. Estimulam, no hipotálamo, o feedback positivo de produção de cortisol que é um importante ativados da LPL (lipoproteína lipase) no tecido visceral, tendo papel relevante na relação da inflamação e do estresse com a adiposidade abdominal;
2. No fígado, estimulam a produção das proteínas de fase aguda PCR, SAA e fibrinogênio e diminuem a síntese de HDL-c e aumentam a síntese de TAG, tendo importância na patogênese das doenças cardiovasculares;
3. No endotélio as citocinas são importantes estimuladoras das moléculas de adesão plaquetária (VCAM e ICAM) e diminuem a produção de óxido nítrico, atuando na patogênese da aterosclerose;
4. Nos adipócitos hipertrofiados, a infiltração dos macrófagos ativados gera desequilíbrio na atividade das adipocinas secretadas por essas células com o aumento da leptina, diminuição da adiponectina, aumento da produção de cortisol, aumento da produção de PAI-1 (inibidor do ativador de plasminogênio), além da resistência à insulina. 
Todos esses efeitos estão relacionados à patogênese da obesidade e à perda de peso. Além disso, podem ser mediador de diversas patologias, como depressão, ou potencializadores dessa doença.

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