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VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Síndromes hipertensivas da gravidez: Pré-eclâmpsia Síndromes Hipertensivas na Gestação Pré-eclâmpsia: Hipertensão Arterial (≥ 140/90 mmHg) + proteinúria (> 300 mg/ 24 h) após 20ª semana, com resolução até 12 semanas do parto. Hipertensão gestacional transitória: Hipertensão Arterial isolada após 20ª semana, com resolução até 12 semanas do parto. Hipertensão Arterial Crônica: HA prévia ou antes da 20ª semana, sem resolução até 12 semana do parto. Pré-eclâmpsia sobreposta à HAC: PE/proteinúria em gestantes com HAC. Eclâmpsia Soma à hipertensão e proteinúria convulsões tônico-clonicas não atribuídas a outras causas. Pré-eclâmpsia A pré-eclâmpsia é uma doença multifatorial e multissistêmica, específica da gestação, classicamente diagnosticada pela presença de hipertensão arterial associada à proteinúria, que se manifesta em gestante previamente normotensa, após a 20ª semana de gestação. É considerada como expressão clínica de doença endotelial materna mediada pela placenta e decorrente da insuficiente invasão trofoblástica das arteríolas espiraladas do útero. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), distúrbios hipertensivos da gestação constituem importante causa de morbidade grave, incapacidade de longo prazo e mortalidade tanto materna quanto perinatal. Complicações fetais e neonatais resultam, principalmente, de insuficiência placentária e da frequente necessidade de antecipação prematura do parto, resultando em elevadas taxas de morbimortalidade perinatal. ANAMNESE. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C EXAMES LABORATORIAIS Hemograma (avaliar hemólise), Urinálise (procurar traços de proteinúria), proteinúria 24 horas, uréia, creatinina, ácido úrico (se estiver elevado o prognóstico é pior), ALT, AST, bilirrubinas totais e frações, ECG e ecocardigrama (avaliar a função cardíaca), oftalmoscopia (avaliar hemorragia). - Atenção se houver escotomas ou moscas volantes. Atualmente, a patogênese mais importante envolve placentação deficiente, predisposição genética, quebra de tolerância imunológica, resposta inflamatória sistêmica, desequilíbrio angiogênico e deficiência do estado nutricional. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Formas clínicas: LEVE ou GRAVE obs.: não existe moderada. PRECOCE (IG < 34 sem) associada a mais comprometimento do desenvolvimento placentário e da circulação uteroplacentária. TARDIA (IG > 34 sem) frequentemente se associa a síndromes metabólicas, inflamação e comprometimento endotelial crônicos. PE sem sinais de gravidade. PE com sinais de gravidade. Critérios de pré-eclâmpsia GRAVE: PA ≥ 160/110mmHg. Sinais de ICC. Sinais de encefalopatia hipertensiva. Epigastralgia ou dor hipocôndrio direito. - As duas últimas são as mais graves. Proteinúria ≥ 2,0g/L em 24h. Oligúria < 15mL/h // < 500 mL/24 horas. Creatinina > 1,2mg/dL (creatinina normal na gestante é até 0,9). Plaquetopenia (<100.000/mm3) e coagulopatia. ↑ enzimas hepáticas (TGO, TGP, DHL) e bilirrubinas. Esquizócitos em esfregaço de sangue periférico. Síndrome HEELP: H- hemólise, EL- aumento das enzimas hepáticas e LP- diminuição das plaquetas. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Hemólise: presença de esquizócitos e equinócitos em sangue periférico e/ou elevação dos níveis de desidrogenase lática (DHL) acima de 600 UI/L e/ou bilirrubinas indiretas acima de 1,2 mg/dL; Comprometimento hepático: determinado pela elevação dos valores de aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT) acima de duas vezes o seu valor de normalidade; Plaquetopenia: definida por valores inferiores a 100.000/mm3. Repercussões fetais: RCF e/ou oligoâmnio. Fatores de risco da pré-eclâmpsia: Acredita-se que a associação de pré-eclâmpsia com obesidade decorra do estado crônico de inflamação sistêmica e que, à medida que o IMC aumenta, a ativação das vias inflamatórias na interface materno-fetal também se exacerba. Maior tempo de VAS (vida sexual ativa). AB prévio = aborto prévio. FATORES DE RISCO VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Recomenda-se, segundo as orientações da OMS, atenção especial à adoção dos métodos de prevenção na presença das seguintes condições clínicas: antecedentes de pré-eclâmpsia (pessoal ou familiar), hipertensão arterial crônica, obesidade (IMC > 30), diabetes preexistente, doenças renais e autoimunes, síndrome antifosfolípide e gravidez múltipla. Dopplervelocimetria das artérias uterinas: - Incisura bilateral é um marcador de predição para pré-eclâmpsia aumentar a vigilância nessa paciente. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C - No final da gestação: o feto precisa de maior aporte sanguíneo, então ocorre dilatação dos vasos para reduzir a resistência e aumentar esse fornecimento. Prevenção de pré-eclâmpsia: AAS 75 -100 mg < 16 sem. Cálcio 1,5 - 2,0 g/dia. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C Pré-eclâmpsia antes de 24 semanas é extremamente grave recomenda-se interromper a gestação, uma vez que a viabilidade neonatal é baixa e cercada de diversas complicações e sequelas. Pré-eclâmpsia de 24 a 34 semanas sulfatar a paciente por 48 horas, controlar a pressão, internar e tentar prolongar a gestação (adiar o parto). Corticoide só pode ser usado após 34 semanas. VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C - Chegar na dose máxima de uma droga para só então passar para a droga seguinte. - Dose máxima de metildopa 2g. - Sondada, reflexos e respiração avaliar na paciente sulfatada. A hidralazina, um vasodilatador periférico, é amplamente utilizada na situação de pré-eclâmpsia para o tratamento agudo da hipertensão grave. Nifedipino oral de liberação imediata, um bloqueador de canais de cálcio, também pode ser usado como terapia de primeira linha, especialmente quando o acesso intravenoso não está disponível. O sulfato de magnésio passou a ser o fármaco de escolha para o tratamento da iminência de eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP. Os principais esquemas de uso do sulfato de magnésio são o de Zuspan e o Pritchard.