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AUTORES: Livian D. Costa Cardoso
 Antônio Carlos Fernandes Coelho Júnior
 Emanuele Bibiane da Silva
 Aracy Pires Martins Barros Bisneta
O livro "Guia de Mediações" visa a mediação como um dos meios alternativos/adequados de resolução de conflitos sociais. Nesse contexto, o conflito existe na sociedade como um fator relevante ao longo da vida dos seres humanos e das entidades sociais como associações, sociedades, instituições políticas etc. energia é sempre despendida, não só dos sujeitos diretamente envolvidos, mas também daqueles que os cercam e, em muitos casos, da sociedade como um todo.
Será abordado primeiramente sobre a teoria geral do conflito, a qual será o principio para as outras explicações que serão mostradas ao longo do guia. 
 Teoria do Conflito
 
O conflito pode ser chamado e se conceitua como uma crise na relação entre pessoas, pelo o ser humano sempre manter relações, sejam elas amorosas, amigáveis, profissionais, entre outros, sempre há chances para haver um desentendimento que pode gerar certo conflito. É algo inerente à vida em sociedade. Quando há determinados conflitos, pode ser resolvido ali mesmo em um conversa caso as partes consigam resolver de forma que não precisem entrar com algum tipo de recurso assim não haverá nenhuma situação litigiosa, ou seja, esse conflito não será apresentado a uma terceira pessoa, mas sabe-se que não são todas as altercações que podem/conseguem ser resolvidas apenas as partes dialogando, isto significa que precisaram de um terceiro para auxiliar na resolução do problema em questão, nessas hipóteses há uma controvérsia litigiosas que precisam da ajuda de alguém com entendimento para solucionar a divergência entre as partes. Solucionar conflitos, seja diretamente entre as partes ou pela interferência de um terceiro que pode ser ele um juiz; mediador ou arbitro, é um desafio constante na busca da paz social e do bem dos indivíduos. O conflito em si engloba infinitos conceitos e implicações, na busca por aprofundamento do conhecimento de relações conflituosas no qual muitos estudiosos se debruçam para aprenderem cada vez mais o tema. 
O litigio se inicia quando é preciso a escolha entre algumas determinadas situações que podem ser incompatíveis. Uma divergência que pode ser de valor, opinião, necessidade, desejo, entre outros. O conflito pode ser tanto algo positivo como também uma experiência negativa. 
É um processo ou estado em que duas ou mais pessoas divergem em razão de metas, interesses ou objetos individuais percebidos como mutuamente incompatíveis (CNJ, 2016, p.49).
Há algo como uma escalada quando se trata de conflito, isso é o que diz os autores Ruhin e Kriesberg.
As desavenças podem proporcionar, falando de forma positiva, alguns aspectos como: estabelecer identidade e fronteiras entre envolvidos, exercita a curiosidade e a interação e permite fortalecer os aspectos associativos e eliminar os desagregados.
Processo construtivo: segundo Deutsch, seriam aqueles em razão dos quais a partes concluiriam a relação processual com um fortalecimento da relação social preexistente à disputa. (CNJ, 2016, p. 55∕56)
Processo destrutivo: se caracteriza pelo enfraquecimento ou rompimento da relação social preexistente à disputa em razão da forma pela qual esta é conduzida. (CNJ, 2016, p.55) 
São meios de resolução de conflitos a mediação, conciliação, arbitragem. O poder judiciário criou esse métodos, que é os centros de resolução de conflitos dentro do próprio poder judiciário. Essa ideia é para tirar a sobrecarga do 1 jurídico. 
Nessa primeira parte do guia será compreendido sobre a mediação como solução de conflitos. 
Conceito: A mediação é um processo voluntário que oferece àqueles que estão vivenciando uma situação de conflito a oportunidade e o espaço adequados para conseguir buscar uma solução que atenda a todos os envolvidos. ((PJERJ). Será realizado sessões para resolver conflitos, contendo um mediador para auxiliar imparcialmente as partes.
Objetivo: Na mediação precisa tentar resolver o conflito e não gerar mais confusão. Manter a calma e pensar em uma perspectiva positiva, o mediador tem que observar os lados e falar de forma pacifica. 
Lei 13.140∕2015. Art. 1o Parágrafo único. Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia.
CPC: Art. 165. (...) § 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprio soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. 
Na mediação há a participação de um terceiro imparcial, a comunicação entre os envolvidos para tentar resolver o litigio, a não imposição de resultados, o estímulo à busca de saídas pelos envolvidos, o exercício da autonomia privada na elaboração de opções para os impasses (Aula 5 - Princípios informadores da mediação).
O terceiro precisa e necessita ser imparcial, não podendo assim ficar de um lado ou de outro, não pode também expressar opiniões pessoais e nem julgar as partes. A função do mediador é facilitar a comunicação entre as parte envolvidas para que assim elas, possivelmente, consigam entrar em um acordo.
A mediação é um processo voluntário que oferece àqueles que estão vivenciando uma situação de conflito a oportunidade e o espaço adequados para conseguir buscar uma solução que atenda a todos os envolvidos.
Na mediação as partes expor seu pensamento e terão uma oportunidade de solucionar questões importantes de um modo cooperativo e construtivo. O objetivo da mediação é prestar assistência na obtenção de acordos, que poderá construir um modelo de conduta para futuras relações, num ambiente colaborativo em que as partes possam dialogar produtivamente sobre seus interesses e necessidades. (PJERJ).
O mediador atua como um facilitador do entendimento entre as partes em conflito, por isso, segundo o Código de Ética de Conciliadores e Mediadores Judiciais, deve agir com imparcialidade, auxiliando e estimulando as partes a desenvolverem soluções consensuais para a disputa (CNJ.jusbrasil).
Para atuar como mediador judicial é preciso que o interessado faça um curso de formação de mediadores que seja reconhecido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) ou pelos tribunais. (CNJ).
Na mediação em si as partes vão expor seus conflitos e opiniões. O mediador conduz a conversa, mas sendo um imparcial, ou seja, ele não pode estar mais a favor de um como o outro. 
Os mediadores falarão com as partes em conjunto ou separadamente. As sessões têm normalmente duas horas de duração, e um caso, em média, carece de três a quatro sessões para que se alcance uma solução. Se as partes chegarem a um acordo, o mediador vai redigi-lo juntando ao processo para homologação pelo juiz da causa ou, nos casos pré-processuais, pelo juiz coordenador do CEJUSC. (CNJ.jusbrasil)
Princípios da Mediação 
A Mediação é um dos procedimentos de autocomposicão bilateral que foram adotados pelos dispositivos da lei n° 13.140/2015 ,artigo 2°(lei de medição) e pelo Código de Processo Civil de 2015 no artigo 166 e artigo 1° do Código de Ética dos Mediadores e ainda pela Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça. Estabelecem os seguintes princípios: imparcialidade do mediador, isonomia das partes, oralidade, informalidade, autonomia da vontades das partes, busca do consenso, confidencialidade e boa-fé, independência do mediador e decisão informada.
I- IMPACIALIDADE DO MEDIADOR 
 De acordo com o art. 5°, parágrafoúnico da lei de medição, o mediador deve ser sempre um terceiro alheio ao conflito, pois é impedido de ter qualquer vínculo com as partes, bem como manter a neutralidade, não havendo favoritismo, preferência proposição de conselhos, palpites e expressão de qualquer juízo sobre a questão manifestada. Este princípio é muito importante, pois a parte poder arguir a suspeição ou impedimento do mediador.
II- ISONOMIA ENTRE AS PARTES
 Este princípio é uma extensão do princípio da imparcialidade, pois trata-se do tratamento igualitário entre os indivíduos envolvidos, portando o medidor fica responsável por conduzir o procedimento de forma equilibrada e proporcional para ambas as partes. Não é dever do mediador informar os direitos das partes no caso, porém se ele observar uma desigualdade como por exemplo um dos envolvidos trouxer advogado que não é obrigatória (na mediação extrajudicial), poderá encerrar aquela sessão para que a outra parte também tenha tempo de procurar um advogado ou defensor público, a luz do art.10° da lei de medição.
III- ORALIDADE
 Assegurado nos arts.30 e 31 da lei de medição e no 166 do Código Processo Civil, determina que a mediação decorrerá a partir do diálogo, conversa, fala entre os indivíduos envolvidos, uma iniciativa oral, não existindo gravação ou registro do processo. Como também, não será verificados ou analisado, documentos ou provas, unicamente as alegações verbais de cada parte. Este princípio sucede dos princípios da informalidade e da confidencialidade.
IV- INFORMALIDADE
 Sustentando no art.166 do Código Processo Civil, a mediação “são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. Isto é o procedimento que ocorre de forma aberta , não havendo regras fixadas ou atos rígido a serem seguidos, salvo as exceções de fala inicial e estabelecimento de tempo (como por exemplo não há necessidade de tratar o mediador por Vossa Excelência) diferenciando-se de alguns procedimentos processuais, a informalidade tem objetivo facilitar a comunicação. 
V- AUTONOMIA DA VONTADE DAS PARTES
 Este princípio garante a voluntariedade em outros termos, a autonomia de se resolver o litígio conforme a própria vontade, mesmo que o sujeito esteja sendo representado por advogado, incumbirá a parte expressar sua vontade. Quanto a voluntariedade do procedimento é relativa, pois uma vez marcada a sessão de medição ele ficará obrigado a participar, o descumprimento acarretará em multa, entretanto ele não fica obrigado ao acordo previsto no artigo 2° inciso 1° da lei 13.140/15.
VI- BUSCA DO CONSENSO
 A lei de medição no artigo 2° inciso VI, estabelece “ medição será orientada pelos seguintes princípios, VI- busca pelo consenso” logo o consenso se remete à comunicabilidade pacífica, que ao logo do tempo efetivara o acordo ou um possível acordo futuro, caso não seja este o resultado da sessão. Principal ponto da medição é restaurar a comunicação. 
VII- CONFIDENCIALIDADE
 Nesse princípio o mediador deve informar sobre a descrição/sigilo desde o início a ao decorrer da sessão privada, para se firme confiança no procedimento de maneira que as partes não arrecadar as informações reveladas para não transformar em prova posteriormente em julgamento judicial, o que foi dialogada no processo de medição. Logo o juiz mediador não poderá julgar em seguida o caso que ele medidor de acordo com ENUNCIADO 14, CEAPRO.
 O autor Luiz A. Scavone Junior, esclarece que “sendo assim, qualquer prova apresentada posteriormente em processo judicial ou arbitral em desrespeito à confidencialidade será prova ilícita e, nessa medida, não deve ser admitida com a determinação do seu desentranhamento ( § 2º do art. 30 da Lei 13.140/2015)".
 
 Ainda mais nos arts. 30 e 31 da Lei 13.140/15 e art. 166, §§ 1º e 2º do Código de Processo Civil. De acordo com Theobaldo Spengler, “confidencialidade é um princípio fundamental a ser observado para que o procedimento da mediação tenha a credibilidade das partes, pois, segundo esse princípio, os assuntos tratados na mediação são de conhecimento apenas das partes e do mediador, não podendo nenhuma delas divulgar as informações obtidas na mediação nem fazer uso delas em juízo”.
 Salvo as exceções: decisão das partes, divulgação exigida por lei e a divulgação para cumprimento do acordo.
VIII- BOA-FÉ 
 O mestre em direito THEOBALDO SPENGLER, em sua obra sobre medição, conciliação e arbitragem, que mostra:
“esse princípio informa que o procedimento da mediação deve ser norteado pela boa-fé objetiva, ou seja, as partes e o mediador bem como as informações e relatos trazidos à mediação gozam de boa-fé objetiva, pois nesse procedimento não se fala em documentos, muito menos em provas, presume-se que todos estejam de boa-fé para solucionar o conflito de forma amistosa”. 
 Sendo assim indispensável para que estabeleça um bom procedimento é essencial que as partes enfrentem a mediação com seriedade, honestidade no comportamento, afastando atos de Má-fé. Ainda FERNANDA TARTUCE completa “consiste no sentimento e no convencimento íntimos quanto à lealdade, à honestidade e à justiça do próprio comportamento em vista da realização dos fins para os quais este é direcionado”.
IX- INDEPENDÊNCIA DO MEDIADOR 
 Arguido no art.166,caput do Código Processo Civil e na Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça art.1°, inciso V.
 É a autonomia na condução do procedimento, ele está envolvido na atuação do mediador, esses auxiliares de justiça não poderá sofrer coação externas, seja elas das partes, do juiz, do advogado e de outros. Como por exemplo encerrar uma sessão se ele entender não está igualitária ou o conflito entre as partes estiver fora de controle.
X- DESICÃO INFORMADA 
As partes estão cientes dos direitos?
 O mediador deve esclarecer para os sujeitos sobre as circunstâncias fáticas e jurídica que relacione cada uma de suas decisões ao longo de toda a mediação. Prevista no artigo 166 do Código Processo Civil e na Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça. 
Qual o objetivo da Mediação?
 O objetivo da mediação é resolver ou prevenir um conflito a partir de uma conversa produtiva entre os sujeitos expondo seus interesses e posições. Esse instituto transforma a cultura do conflito em diálogo, oferecendo um desgaste emocional menor, pois atualmente os processos judiciais são longos, muitas vezes os indivíduos tenham que deslocarem algumas vezes para fórum para audiências, prolongando o litígio. Entre outros benéficos: proporciona custo financeiro baixo, solução de forma rápida( se o acordo for celebrado), e possibilita satisfação entre as partes.
REFERÊNCIAS:
SPENGLER NETO, Theobaldo; SPENGLER, Fabiana Marion. Mediação, conciliação e arbitragem: artigo por artigo de acordo com a Lei no 13.140/2015, Lei no 9.307/1996, Lei no 13.105/2015 e com a Resolução no 125/2010 do CNJ (Emendas I e II)/ Fabiana Marion Spengler, Theobaldo Spengler Neto (Organizadores). – Rio de Janeiro: FGV Editora, 2016.
TARTUCE, Fernanda. Mediação nos conflitos civis / Fernanda Tartuce. − 4. e TODO: 2018.
SCAVONE JUNIOR, Luiz Antonio. Manual de arbitragem: mediação e conciliação / Luiz Antonio Scavone Junior. – 8. ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro: Forense, 2018.
d., rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉ
MEDIAÇÃO JUDICIAL
A mediação, de acordo com o Art. 167, § 1º do CPC/15 e o Art. 12 da Lei Nº 13.140, é iniciada com a realização de uma audiência ou sessão entre às partes litigantes. Para isso, esse mediador será um indivíduo, no qual para ocupar este cargo a pessoa disposta deverá requerer sua inscrição no cadastro nacional e no cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal. Ademais, terá que observar se atende os seguintes requisitos trazidos no Art. 11 da Lei Nº 13.140: 
· ser pessoa capaz;
· graduada há pelomenos dois anos em curso de ensino superior de instituição reconhecida pelo Ministério da Educação;
· e que tenha obtido capacitação em escola ou instituição de formação de mediadores, reconhecida pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM ou pelos tribunais, observados os requisitos mínimos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça em conjunto com o Ministério da Justiça;
 Com isso, será precedida por um concurso público, tornando-se habilitada para ser mediadora judicial. Posteriormente, ao ter seu nome remetido pelo tribunal ao fórum da comarca, seção ou subseção judiciária em que atuará como mediador, o juiz lhe designará precisamente em qual vara será o mediador judicial, não estando este condicionado a uma prévia aceitação das partes.
 A partir de 2016, com a entrada em vigor do novo Código de Processo Civil (CPC), os Tribunais de Justiça brasileiros começaram a implementar as mediações judiciais. Nesse sentido, mediação judicial é aquela ofertada por uma entidade ou profissional vinculado ao Poder Judiciário, de modo a levar em conta na sua aplicação todas as normas do Conselho Nacional de Justiça e do respectivo Tribunal de Justiça. Dessa forma, esta mediação se desenvolve com audiências de conciliação/mediação aplicada por um ou mais mediadores, conforme a demanda de cada local, tendo o prazo de até 60 dias para ser concluída, contados da primeira sessão, salvo quando as partes de comum acordo requererem sua prorrogação. Nessas audiências, o mediador deverá se apresentar às partes, no qual sendo aceito por elas dará continuidade à mediação, caso contrário, será dado em juízo a marcação de uma nova audiência, sendo está iniciada, às reuniões posteriores com a presença dos litigantes somente poderão ser marcadas com sua anuência.
 À vista disso, as mediações judiciais acontecem nos Centros Judiciários de Soluções de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs). Nesse meandro, as mediações judiciais pré-processuais acontecem quando o interessado vai até um CEJUSC, onde é agendada uma sessão de conciliação/mediação, de modo que a outra parte será notificada com um e-mail com o link de acessos à sessão por videoconferência ou carta - convite para participar desta sessão. Assim, conforme o Art.3º, § 3º do CPC/15 e o Art. 26 da Lei Nº 13.140, os conciliadores/mediadores, sob a supervisão de um magistrado, auxiliam no dia marcado para esta sessão as partes do litígio, assistidas por advogados ou defensores 
públicos - com ressalvas às hipóteses previstas nas Leis Nº 9099/1995 e 10.259/2001 - a entrarem em acordo, de modo que a ter este acordo seja homologado pelo juiz, ganhando título judicial e pondo fim ao litígio. 
 Por outro lado, as mediações judiciais processuais acontecem quando as partes não conseguem chegar a um acordo que atenda aos seus interesses, sendo esta após as mediações judiciais pré-processuais. Nesse meandro, sob designação judicial ou requerimento das partes com o auxílio de advogados ou defensores públicos, consoante o Art. 334, § 9º do CPC/15 e o Art. 26 da Lei Nº 13.140, será marcada uma audiência de conciliação/ mediação, haja vista quem está assistindo as partes peticionou uma inicial preenchendo todos os requisitos essenciais e declaratória de um pedido procedente aceita pelo juiz. Sendo assim, o procedimento decorrerá com a mediação sendo realizada pelo juiz, seguindo todo o trâmite processual conforme elucida o Art. 334 em diante do CPC/15. Dessa maneira, ao final da audiência de conciliação/mediação havendo acordo, os autos serão encaminhados ao juiz, que determinará o arquivamento do processo e, desde que requerido pelas partes, homologará o acordo, por sentença, tendo o termo final e a determinação do arquivamento processual em conflito.
MEDIAÇÃO EXTRA-JUDICIAL 
A mediação extrajudicial como forma de solução de conflitos é regida pela Lei 13.140/2015. É um mecanismo destinado a alcançar o consenso por meio do diálogo entre as partes, por meio do qual um mediador atuará como terceiro imparcial, incentivando o diálogo e os acordos extrajudiciais.
Está surgiu para desmistificar a ideia de que os conflitos devem sempre ser resolvidos pela adversidade.
Ao contrário, o benefício de tal procedimento é justamente a tentativa de se chegar a uma solução em nome dos envolvidos que estão plenamente cientes dos fatos e buscam um fim amigável por meio do diálogo.
 Além disso, uma recomendação estatística é justamente porque quando um acordo é alcançado, é mais provável que ele seja aceito pelas partes envolvidas e possam expressar suas opiniões sobre a melhor nução para ambas as partes. Soluções de consenso são sempre mais aceitáveis ​​do que intervenções alternativas. 
Para o judiciário, tal mediação é fundamental, pois ajuda a diminuir a necessidade de justiça e reduz significativamente o número de ações propostas.
 Enquanto a cultura jurídica atual ainda está completamente submersa no ideal da única solução viável, alternativas vão surgindo e se tornando mais comuns, pois trazem todos os benefícios e vantagens para os envolvidos.
 
Como a mediação extrajudicial é em grande parte informal, expedita e oral, também pode haver diferentes formas de estruturar tais procedimentos. Em outras palavras, não há regras ou formas rígidas a serem seguidas. Essas etapas podem variar dependendo de quem está envolvido e quem está sendo discutido.
 Por exemplo, a mediação entre membros da família deve seguir um procedimento diferente do que em um ambiente de negócios. 
No entanto, é muito importante que os profissionais competentes definam bem as etapas. Afinal, ainda que a resolução de conflitos seja considerada uma alternativa, é necessária a prática de uma ação organizada e coordenada. 
Geralmente, as etapas vão desde o primeiro contato até a assinatura de um acordo – quer isso signifique chegar a um consenso ou não. 
Um procedimento padrão, como o citado no Manual de Mediação da Comissão Nacional de Justiça (CNJ), refere-se a seis etapas:
· Pré-mediação;
· Reunião de informações;
· Identificação de questões, interesses e sentimentos;
· Esclarecimento das controvérsias;
· Resolução de questões;
· Registro das soluções encontradas.
Cada etapa tem seus desdobramentos e prazos para serem concluídos, também de acordo com a situação a ser mediada. É importante lembrar que ao final pode haver o registro de acordo total, parcial ou, na pior das hipóteses, não haver acordo.
Com o acordo celebrado, o procedimento de mediação será encerrado e este acordo constituirá título executivo extrajudicial e, quando homologado por um juiz, título executivo judicial.
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