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Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 É uma micose sistêmica causada pelo 
Paracoccidioides brasiliensis. Fungo 
termodimórfico (na natureza tem uma forma e no 
humano tem outra), que ocorre em toda américa 
do Sul, exceto no Chile. 
 É mais frequente no Brasil, Venezuela, Colômbia 
e Argentina. 
 O fungo vive na natureza na forma miceliana e, 
após inalado o fungo pode ser destruído pelo 
sistema imune, ou se transformar na forma 
leveduriforme, se multiplicar e formar o foco 
pulmonar primário. 
 Este foco pulmonar primário, dependendo da 
resposta imune do hospedeiro frente à virulência 
do agente, pode evoluir para cura ou para 
doença progressiva ou ainda formar focos 
viáveis que podem ficar muitos anos em latência. 
 Paracococcidiodomicose – infecção: 
assintomática ou oligossintomatico 
 Forma aguda – subaguda (juvenil): há 
linfadenomegalia cervical ou generalizada, perda 
de peso, hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas 
(5% dos casos), sendo raro o comprometimento 
da mucosa oral ou dos pulmões. 
 Forma crônica unifocal: acomete um órgão em 
foco, normalmente o pulmão, rins ou SNC. A 
doença pulmonar é mais frequente (50-80% dos 
casos, atinge também suprarrenais e SNC. 
 Cursa com tosse febre, dispneia e perda de peso. 
No raio-x de tórax se observa infiltrado intersticial 
para-hilar bilateral, com aspecto em asa de 
borboleta. Se não tratada progride para fibrose e 
cavitação. 
 O comprometimento do SNC pode cursar com 
convulsões, cefaléia e sinais neurológicos 
dependentes da região atingida, é grave. 
 O comprometimento das adrenais é frequente e 
se manifesta por fraqueza, hiperpigmentação 
cutânea e mucosa e hiponatremia. 
 Forma crônica multifocal: parte do 
dermatologista → apresenta o comprometimento 
pulmonar associado a algum outro órgão que em 
geral é pele ou mucosas. 
 Nas mucosas, o quadro característico é uma 
ulceração com pontilhado hemorrágico, 
denominada estomatite moriforme de Pupo 
(lesão placar com pontilhados hemorrágicos) 
 Estas lesões com a evolução tornam-se 
vegetantes, pode atingir laringe e cordas vocais. 
Pode acometer o lábio, principalmente o inferior 
com lesões vegetantes e crostosas. 
 O paciente pode apresentar dor, sialorréia e 
rouquidão. 
 Na pele a lesão mais comum ocorre por 
disseminação hematogênica do parasita e 
encontram-se lesões disseminadas papulosas, 
papulovegetantes ,ulcerocrostosas e 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
eritematopapulosas. Há também lesões 
encontradas ao redor da boca e da narina que 
podem ocorrer por contiguidade ou por fistulas. 
 
Estomatite moriforme de Pupo 
 
Diag diferencial → 
sífilis 
 
 
 
 
 
 
 
 
População de risco: ribeirinhos, que moram em 
região norte, próximo de áreas de florestas, em 
situações mais precárias 
 
Linfadenopatia → diagn. diferencial linfoma 
 
Lesões cutâneas na forma crônica multifocal. Nódulos 
endurados com bordas elevadas no tronco (A) e 
pernas (B). Pápulas e placas eritematosas, crostosas 
difusamente na face (C). Lesão ulcerada na glande 
(D). 
Diagnostico diferencial de leishmaniose → lesões 
ulceradas com bordas 
Diagnóstico diferencial imagem D: sífilis 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 
Radiografias de tórax em antero-posterior e perfil 
mostrando múltiplas opacidades heterogêneas, 
nodulares, confluentes, predominando em terço 
médio de ambos os pulmões. 
 PLECT (PMC, leishmaniose, espinocelular, 
cromomicose, toxoplasmose) 
 Linfoma 
 Lúpus 
 Sarcoidose 
 
 EXAME MICOLÓGICO DIRETO: Com KOH 
evidencia-se colônias em gemulação 
birrefringentes. 
 HISTOPATOLÓGICO: A coloração pela prata cora 
os fungos em negro e é possível visualizar a 
gemulação em orelha de mickey ou roda de leme 
nas formas agudas, nas formas crônicas há 
infiltrado granulomatoso rico em células 
epitelióides e gigantócitos. 
 CULTURA: No macrocultivo evidencia-se colônica 
cotonosa com aspecto de pipoca estourada ao 
centro. No microcultivo células arredondas em 
gemulação imitando orelha de mickey ou roda de 
leme. Sensibilidade baixa mas especificidade de 
100%. 
o 
 Intradermorreação com paracoccidioidina: teste 
intradérmico positivo sugere infecção subclínica. 
 Detecção de antígenos pela prova do látex. 
 Detecção de DNA fúngico pela PCR. 
 Imunodifusão: alta especificidade e alta 
sensibilidade 
 Elisa de captura: alta especificidade 
 Contraimunoeletroforese: alta sensibilidade e alta 
especificidade → melhor para fazer 
 As provas sorológicas auxiliam no diagnóstico, no 
acompanhamento da resposta ao tratamento e 
no seguimento pós – terapêutico. 
 
 SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIMA 
1200mg/240mg de 12/12 horas, por 2 meses, 
seguido de 800mg/240 mg por 22 meses ou até 
completar um ano de sorologia positiva, é usado 
nas formas leves e moderadas. 
 ITRACONAZOL: Usa-se nas formas agudas ou 
subagudas moderadas na dose de 200 a 
400mg/dia, por 3 a 12 meses. 
 CETOCONAZOL: Muito tóxico. 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 FLUCONAZOL 
 TERBINAFINA: Na dose de 500mg/dia nas formas 
crônicas uni e multifocais. 
 ANFOTERICINA B: nas formas disseminadas e 
graves. 
 É uma micose subcutânea crônica produzida pelo 
Sporothrix schenkii, que acomete principalmente 
a pele e, raramente as mucosas e/ou órgãos 
internos. 
 Sua implantação geralmente é traumática, em 
geral por vegetais contaminados com esporos do 
fungo e, pode ser transmitida por gatos também. 
 Lesão do jardineiro → espinho 
 
 Forma cutânea localizada ou forma fixa: acomete 
mais a face, lesão papular ou verrucosa que pode 
ulcerar. 
 Forma cutâneo-linfática: É a forma mais comum. 
Há lesão nodular no ponto de inoculação que 
pode ulcerar e, posteriormente surgem nódulos 
ou gomas ao longo do trajeto da cadeia linfática 
do local acometido (rosário linfangítico). Acomete 
face e membros superiores. 
 Forma mucosa localizada: nódulos, vegetações e 
ulceração. 
 Forma extracutânea 
 Forma disseminada 
Rosário linfangítico 
Diagn. diferencial importante: micobacteriose atípica, 
porem, micobacteriose tem epidemiologia 
relacionada com peixes 
 
Cutâneo localizada → placa infiltrada com aspecto 
vegetante com ulceração no meio 
 
 PLECT + espinocelular 
 Micobacteriose atípica 
 Sífilis 
 Quadro clínico 
 Micológico direto 
 Histopatológico 
 Cultura: padrão ouro 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 Iodeto de Potássio - 3 meses 
 Itraconazol – 200mg /dia, 90 a 180 dias 
 Terbinafina 250mg /dia. 
 Anfotericina B 
 É uma micose crônica que acomete a pele e o 
tecido celular subcutâneo, é causada por algumas 
espécies de fungos dimórficos e dematiáceos, ou 
seja, produzes pigmento negro ao serem 
cultivados. 
 É causada por implantação traumática e acomete 
mais membro inferiores de homens. 
 Fonsecaeae pedrosoi, Fonsecaeae compacta, 
Phialophora verrucosa, Rhinocladiella 
aquaspersa, Cladasporium carrionii → fungos 
com pigmento enegrecido 
 Forma nodular: nódulos pouco elevados de 
consistência fibroelástica. 
 Forma tumoral: nódulos coaslescidos 
semelhantes a couve-flor. 
 Forma verruciforme: lesões úmidas e 
hiperceratósicas, geralmente em borda dos pés. 
 Forma cicatricial: Lesões planas de crescimento 
centrífugo com aspecto arciforme e bordas 
hiperceratósicas. 
 Forma vegetante: lesões mais elevadas, 
endurecidas. 
 Forma infiltrativa: placa uniformemente infiltrada, 
eritematosa ou violácea. 
 
Lesão exofítica infiltrativa enegrecida 
 
Lesão ulcerada e filtrada 
 
 PLECT + espinocelular 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 
 Quadro clinico 
 Exame micológico direto – clarificado por KOH 
10%, onde podem ser identificados os corpo 
fumagóides ou corpos escleróticos oumoriformes. 
 Cultura 
 Histopatológico 
 Excisão cirúrgica de lesões iniciais, seguida de 
itraconazol é o padrão-ouro e pode ser eficaz, as 
demais terapias não mostram boas respostas. 
 Demais opções: ECT, crioterapia, 5 – fluoracila, 
anfotericina intralesional, itraconazol (primeira 
escolha), terbinafina (segunda escolha). 
 Dermatofitoses são micoses cutâneas causadas 
por um grupo de fungos chamados dermatófitos 
(fazem hifas) e que têm afinidade pela queratina 
e pertencem aos gêneros Trichophyton, 
Microsporum e Epidermophyton. 
 Em geral são pruriginosas 
 Pode acometer qualquer parte do corpo 
 Couro cabeludo: Tinea capitis ou tinea do couro 
cabeludo, o principal agente é o Microsporum 
canis → mais comum transmitido por gatos 
 Unhas: onicomicose, principal agente é o 
Trichophyton rubrum. 
 Pés: tinea pedis ou “pé de atleta “, Trichophyton 
rubrum é o mais comum nas formas crônicas. 
 Região inguinal: Tinea cruris. Ephidermophyton 
floccosum ou Trichophyton rubrum. 
 Corpo: Tinea corporis – todos os dermatófitos 
podem ser agente, porém o Trichophyton 
rubrum é mais frequente. 
 Mãos: Tinea manuum palmaris - T. rubrum. 
 
Lesão característica da tinea corporis: papula 
eritematosa, com o centro tendendo para cura, com 
lesão concentrada nas borda 
Bordas eritematosas descamativas, bem delimitadas, 
aspecto circinado 
 
 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 
 
Dermatofitose com infecção secundária 
 
 
 
Ambas tinea capitis com infecção secundária (kerium 
celsi → forma inflamatória da tinea captis com 
bactéria) 
 
Tinea pedis (pe de atleta) → eritema, descamação 
Tratar pois pode ser entrada para bactérias, 
principalmente erisipela 
 
 
Aspecto esverdeado: pode ser fungo dermatófito, 
Pseudomonas ou cândida 
Cozinheiras 
 
Fungo começa na borda livre e vai para dentro 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 
Melanoma começa no interior 
 
Fissuras interdigitais são portas de entrada 
 Quadro Clinico 
 Exame Micológico Direto 
 Cultura 
 Histopatológico 
 Antifungicos tópicos e sistêmicos 
 Em crianças o antifúngico de escolha é a 
griseofulvina, sendo eficaz inclusive no kerium. 
 Colinha para vocês: 
Tinea do couro cabeludo 
 As drogas de escolha são griseofulvina e 
terbinafina. No kerium pode ser necessário 
associar antibióticos ao tratamento. 
 Griseofulvina (crianças) 20 a 25 mg/kg/vo/dia/6-
8 semanas 
 Terbinafina 250mg/ vo / uma vez ao dia /8-12 
semanas. 
 Fluconazol 300mg / vo / 1 vez por semana por 8 
semanas. 
 Associar tratamento tópico: shampoo de 
cetoconazol a 2% ou shampoo de ciclopirox 1%. 
 Como manipular para crianças: exemplo criança 
de 20 kg com tinha do couro cabeludo: 
 Griseofulvina 400mg/5 ml 
 Xarope de groselha 150 ml ou xarope de 
morango ou solução oral sabor chocolate 
 Dar 5 ml via oral uma vez ao dia, por 6 ou 8 
semana conforme a gravidade. 
Tinea do corpo 
 Crianças: Griseofulvina 20 a 25 mg/kg/vo/dia/6-
8 semanas. Terbinafina 250mg/vo / uma vez ao 
dia /8-12 semanas. 
 Itraconazol 100mg via oral ao dia, por 4 semanas. 
 Terbinafina 250mg via oral ao dia, por 4 semanas. 
 Fluconazol 300mg via oral uma vez por semana, 
por 4 semanas 
Tinea do pé 
 Tópico: isoconazol, ciclopirox olamina 
 Sistêmico 
 Itraconazol: pulsoterapia - 400mg via oral ao dia, 
por uma semana de cada mês por 12 meses. 
Monitorizar função hepática usar protetor 
gástrico se necessário. 
 Terbinafina 250mg ao dia, por 4 semanas. 
 Fluconazol 150mg por semana por 12 semanas 
Onicomicose 
 Desbastar as unhas espessadas e cortar as 
porções distais descoladas são medidas muito 
importantes. 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 Tratamento tópico: amorolfina em esmalte - 12 a 
18 meses. 
 Tratamento sistêmico: 
o Itraconazol 200mg /dia, por 3 a 4 meses 
o Fluconazol 150mg/ semana por 9 meses. 
o Terbinafina 250mg /dia, por 3 a 4 meses. 
 Monitorar função hepática. 
 Em onicomicose deve-se prosseguir com a 
terapia até 3 semanas após a cura clínica. 
 Acompanhamento durante 2 a 3 anos após o 
término do tratamento 
 Ptiríase verscilor é uma infecção crônica da 
camada córnea causada por levedura do gênero 
Malassezia (Malassezia furfur). Estas leveduras 
fazem parte da biota normal da pele e passam a 
determinar manifestações clínicas sob 
determinadas condições que permitem a 
pseufilamentação da levedura. 
 Vários fatores são considerados responsáveis 
pelo rompimento do equilíbrio malassezia –
hospedeiro: 
o Genética 
o Hiperoleosidade 
o Hiperidratação da pele 
o Má nutrição 
o Diabetes 
o Corticoterapia prolongada 
o Contraceptivos 
o Imunodeficiência 
 
 
 
 
Aula 3 – Dermatologia 
2º bimestre – Isabelle L. 
 Evitar hábitos que transformem o fungo saprófito 
em parasita, como lubrificação excessiva da pele, 
sudorese, higiene adequada. 
 O tratamento tópico pode ser feito com o uso de 
queratolíticos como ácido salicílico, sulfeto de 
selênio, hipossulfito de sódio ou cetoconazol 
tópico. 
 Sistêmico: cetoconazol 200mg / dia, por 20 dias 
ou itraconazol 200mg /dia, por 7 a 14 dias. 
 Profilaxia (usado nas formas crônicas): 
cetoconazol 200mg / dia por 3 dias de cada mês 
por 6 a 12 meses ou itraconazol 400 mg por um 
dia de cada mês por 6 a 12 meses. Nestas formas 
é muito importante orientar o paciente a lavar os 
local com sabonetes manipulados com 
cetoconazol, piritionato de zinco e/ou ácido 
salicílico com suave massagem com bucha.

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