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Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
Provocada pelas larvas e ninfas do Amblioma cajennense 
(carrapato estrela). 
Seu parasitismo é intenso, adquire-se por contato com 
folhas rasteiras, como a grama, resultando pápulas 
eritematosas com inoculum central e intensamente 
pruriginosas. 
É rápido, deitou na grama e logo começa a coçar 
Tratamento: ivermectina oral → 1cp a cada 30kg 
 
Múltiplas pápulas pruriginosas 
Dermatobia hominis (berneira): miíase furunculóide (berne) 
Cochliomya macellaria (mosca varejeira): miíase cutânea. 
A miíase furunculóide é uma miíase primária, aqui a mosca 
Dermatobia hominis (bemeira), deposita seus ovos em 
outras moscas ou mosquitos e quando este inseto 
veiculador pousa no homem ou em outro animal de 
sangue quente a larva abandona o ovo e projeta-se para 
fora e vai penetrar na pele e ai pode desenvolver-se por 30 
a 70 dias. 
A miíase cutânea é uma miíase secundária. Aqui as moscas 
depositam seus ovos na pele, em alguma solução de 
continuidade. As moscos que causam esta condição são 
principalmente a Cochliomya maceliaria (mosca varejeira) 
ou os do gênero Lucilla e Sarcophagidae. 
O quadro clínico em ambas inclui dor em ferroada, pode 
ocorrer infecção secundária. 
Na miíase furunculóide a região afetada se apresenta como 
um nódulo avermelhado com um pequeno orifício central 
por onde drena intermitentemente uma serosidade. O 
paciente pode experimentar fisgada, ferroada ou sensação 
de movimentos na lesão. 
 
Nódulo eritematoso, sensação em ferroada e fisgada, 
orifício com serosidade 
Na miíase cutânea encontramos a lesão primária com as 
larvas. 
 
Tratamento: 
O tratamento na miíase cutânea é matar as larvas com éter 
e remover com a devida assepsia 
Na miíase furunculoide para facilitar a remoção, pode-se 
fechar o orifício com vaselina, esparadrapo por um tempo 
e pinça-las quando vierem à superfície respirar. 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
Eventualmente, quando a lesão é muito extensa, a 
remoção pode ser feita sob anestesia local 
Medicamentoso: ivermectina oral (na miíase cutânea) e 
antibioticoterapia 
Prevenção: 
A prevenção consiste em evitar a penetração das larvas, 
protegendo áreas descobertas da pele, principalmente 
feridas abertas, em especial nos locais onde existem muitas 
moscas. 
Uso de repelentes 
 
Sarcopotes scabiei variante hominis: sarna humana 
Sarcopotes scabei variante canis: sarna sarcóptica dos cães. 
Contágio interpessoal e raramente por fômites. 
Diagnóstico essencialmente clínico. 
Sinais e sintomas: 
A maioria dos pacientes com escabiose apresenta um 
prurido (coceira) no local. Nessa doença, há uma 
predileção por áreas interdigitais, regiões genitais 
masculinas e femininas, cotovelos, joelhos, região anterior 
das axilas e tronco 
Em pacientes imunodeprimidos pode ocorrer a 
apresentação exuberante da escabiose e com menos 
resposta eficaz ao tratamento especifico 
A sarna nodular apresenta-se como nódulos violáceos 
pruriginosos que frequentemente estão em regiões 
cobertas do corpo, principalmente na genitália masculina, 
região inguinal e nas axilas. Os nódulos podem persistir por 
várias semanas após o início do tratamento 
Prurido de início insidioso, que vai se intensificando, sendo 
mais acentuado à noite, raramente atinge a face. 
 
 
Lesões papulovesiculantes 
 
Em crianças pode atingir couro cabeludo, palmas e plantas. 
 
Sarna norueguesa 
Diagnóstico: 
Essencialmente clínico, lembre-se de perguntar por demais 
indivíduos da família. 
Tratamento: 
Tópico: permetrina (droga de escolha) - aplica-se no corpo 
todo, deixa 10 horas por 2 dias seguidos e repete após 1 
semana pois o medicamento mata LARVAS. Ex. keltrina, 
Pediletan, etc. 
Outras medicações são enxofre precipitado a 5%, 
benzoato de benzila, monossulfiram, ambos por 3 dias e 
dar uma semana de intervalo e repetir mais 3 dias. 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
A ivermectina tópica 1% em propilenoglicol no corpo todo 
por 2 dias, deixar 10 horas e repetir em uma semana. 
BEBÊS A PARTIR DE 6 MESES IVERMECTINA TÓPICA 0,5%, 
ANTES ENXOFRE PRECIPITADO 3%. 
Sistêmico: tiabendazol (50mg/kg/dia, no máximo de 3 g 
/dia por 10 dias) e ivermectina (crianças acima de 15 kg ou 
acima de 5 anos), a dose é 200 Ug/kg dose única e repetir 
em uma semana. 
Não precisa ferver roupa, oriente secar ao sol e passar a 
ferro. 
Lembrem-se de tratar o prurido (anti-histamínico) e de 
tratar a família 
Piolho é um inseto sem asas 
3 tipos de pediculose 
 Piolho da cabeça: Pediculus humanus capitis → 
PEDICULOSE DO COURO CABELUDO 
 Piolho do corpo: Pediculus humanus corporis 
(muquirana) → PEDICULOSE CORPÓREA 
 Região pubiana: Phtirus púbis (chato) → FITIRÍASE 
PUBIANA 
Sintomas: 
Coceira intensa 
Cocegas e sensação de movimentos dos cabelos 
Ovos dos piolhos (lêndeas) presentes em fios de cabelo, 
podem ser confundidas com caspa, mas são aderidas ao 
fio 
Pequenas saliências vermelhas no couro cabeludo, no 
pescoço e ombros 
Lêndeas: ovos firmemente ao pelo 
 
Pediculose corpórea → HIGIENE PRECARIA 
 
Fitiríase pubiana 
Tratamento: 
Ftiriase dos cílios: vaselina e remoção das lêndeas 
manualmente. 
Pediculose do couro cabeludo: shampoo de permetrina a 
1%, deixar agir 10 minutos e enxaguar e repetir após uma 
semana. 
Ivermectina tópica 0.5% foi liberada para crianças a partir 
de 6 meses pelo FDA. Deixar agir por 10 minutos e 
enxaguar em seguida. 
Pediculose do corpo: banho e troca de roupas. 
Fitiríase púbis: permetrina 5% por 2 dias e repetir após 7 a 
10 dias, por mais 2 dias. 
Prevenção: 
Tomar banho com shampoo e sabonete 
Limpar a casa 
Lavar e passar a roupa 
Levar ao sol estofados 
Conhecido como bicho de pé 
Tungiase → sarcopsilose → bicho de pé 
Tunga penetrans 
Pocilgas e estábulos 
Mais em região de pés 
Aspecto de favo de mel 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
 
Diagnóstico: 
Pela identificação das pulgas e seus ovos nas lesões 
Tratamento limitado à remoção completa da pulga, 
extração com agulha 
Conhecida como bicho geográfico 
Aspecto em traçado de mapa 
A síndrome larva migrans cutânea é causada por larvas de 
3º estagio (L3) dos helmintos Ancylostoma braziliense, A. 
duodenale, Necatur americanos, Strongyloides stercoralis 
Dermatite serpiginosa, dermatite linear serpiginosa e bicho 
geográfico 
Solo contaminado com L3 → entra em contato com a pele 
→ perfuram o estrato epitelial, mas não conseguem 
atravessar as camadas subjacentes 
Contato com locais frequentados por cães e gatos, sinais 
clínicos e lesões dermatológicas com prurido intenso 
 
 
Prevenção e controle: 
Manter os animais em boas condições de higiene 
Sempre tratar os animais positivos, melhorando as 
condições de saúde dos animais e reduzindo a 
contaminação ambiental por ovos de helmintos 
Apis melífera: hibrida 
O veneno das abelhas é uma mistura de proteínas e 
enzimas, com destaque para melitina, fosfolipase A2 e 
hialuronidase. 
3 reações: não alérgicas, alérgicas e envenenamento grave 
Não alérgicos: as reações por mecanismos não alérgicos, 
cursam com dor, prurido, eritema e edema que dura 
algumas horas. 
Alérgicas: as reações alérgicas, ocorrem em indivíduos já 
sensibilizados por picadas anteriores e cursam com uma 
reação local mais intensa e mais duradoura, podendo em 
casos graves levar ao choque anafilático a à morte. 
Basta 1 abelha para uma pessoa que tem 
hipersensibilidade levar a morte 
Envenenamento grave: o que chamamos de 
envenenamento grave é quando temos mais de 100 
picadas e por ação direta das toxinas principalmente na 
musculatura estriada com mioglobinúria podendo levar à 
falência renal, hepática, alterações neurológicas e morte. 
Tratamento 
Acidentes leves: sintomático, pode-se usar corticóides 
tópicos e anti-histamínicos se necessário. 
Casosgrave, com múltiplas picadas e na eminência de 
choque anafilático faz-se epinefrina e corticosteróides. 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
Pacientes com hipersensibilidade comprovada devem ter 
ser muito bem orientados e podendo até ter adrenalina 
autoinjetável consigo. 
Fazer hidratação pela rabdomiólise 
Não pode tirar o ferrão com pinça, tem que raspar 
No Brasil predomina a Solenopsis, conhecida como 
formiga lava-pés. 
O quadro clínico são pápulas urticadas que duram cerca 
de 24 horas e dão lugar a pústulas estéreis. 
O tratamento é sintomático com compressas frias, 
corticóides tópicos e antibióticos se houver exulceração 
com consequente infecção secundária. 
 
Múltiplas pápulas encimadas por pústulas estéreis 
Quadro urticariforme 
Aracnídeos são aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos 
A. Armadeiras 
→ São muito agressivas e podem saltar 
sobre as suas vitimitas 
→ Vivem entre bananeiras, terrenos baldios 
e podem entrar nas residências, 
escondendo-se em lugares mais escuros 
→ A sua picada causa dor local e pode 
provocar vômitos, diarreia, queda da 
pressão arterial e convulsões 
B. Aranha marrom – LOXOCELES 
→ O mecanismo de ação do veneno 
loxoscélico resulta, principalmente, da 
atividade tipo esfingomielinase D, 
podendo ocasionar dermonecrose local 
(loxoscelismo cutâneo) e, mais raramente, 
hemólise intravascular (loxoscelismo 
cutâneo-hemolítico ou cutâneo-visceral). 
Loxoscelismo cutâneo 
Nome da reação causada pela picada 
É o mais comumente observado; 
A picada é inicialmente pouco valorizada (dor de pequena 
intensidade), nas primeiras horas pós-picada (2-8 horas) a 
lesão é geralmente incaracterística (edema leva e eritema 
no local da picada) e, dentro das primeiras 12-24 horas, o 
local acometido pode evoluir com palidez mesclada com 
áreas equimóticas (“placa marmórea”). A lesão cutânea 
tende a evoluir para necrose seca que, quando destacada, 
pode deixar uma úlcera de profundidade e extensão 
variáveis, que pode levar semanas para cicatrizar. 
É comum a queixa de manifestações inespecíficas como 
febre, mal-estar geral, fraqueza, náusea, vômitos, mialgia; 
A presença de exantema do tipo morbiliforme ou 
escarlatiforme reforça a hipótese diagnóstica de 
loxoscelismo. 
 
Placa marmórica, áreas arroxeadas eritematosas, crosta 
liquida e necrótica 
Loxoscelismo cutâneo-hemolítico (cutâneo-visceral) 
Forma mais grave do loxoscelismo, ocorrendo com maior 
frequência nas regiões com predomínio da espécie 
Loxosceles laeta, como no estado de Santa Catarina. 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
´ 
Hemólise intravascular, de intensidade variável, sem 
associação direta com a extensão da lesão cutânea, tendo 
como principais complicações a insuficiência renal aguda 
por necrose tubular; 
As manifestações clínicas (anemia, icterícia e 
hemoglobinúria) se instalam geralmente nas primeiras 24 
horas pós - picada. 
Mais raramente, há descrição de pacientes que evoluem 
com coagulação intravascular disseminada (CIVD). 
Diagnóstico: 
Não há, na rotina, exames específicos para o diagnóstico. 
Hemograma completo visando acompanhamento de 
evolução para hemólise; BillirrubinaTotal e Frações (BTF) e 
Desidrogenase Lática (DHL). 
Caso o paciente evolua com hemólise, devem ser 
solicitados: hemograma completo, contagem de 
reticulócitos, dosagem da haptoglobina e de bilirrubinas, 
perfil renal (uréia, creatinina e eletrólitos), coagulograma, 
perfil hepático [transaminases e gama-glutamil 
transpeptidase (gama-GT)], enzimas musculares 
(creatinoquinase total e DHL), e sedimento urinário. 
Classificação e conduta: 
Classificação clínica de gravidade do acidente e 
tratamentos propostos. 
Loxoscelismo cutâneo: 
LEVE 
→ Lesão incaracterística. 
→ Sem comprometimento do estado geral. 
→ Sem sinal de hemólise. 
→ A identificação da aranha é necessária para 
confirmação do caso. 
→ Sintomático 
→ Orientar o paciente a retorno diário, a cada 12 
horas 
 
 
MODERADO 
→ Lesão provável ou “característica” (placa 
marmórea (MENOR QUE 3 CM) 
→ Com ou sem comprometimento do estado geral 
→ Sem sinal de hemólise 
→ Prednisona: 5 dias 
→ Adulto: 40 mg/dia 
→ Criança: 0,5-1 mg/kg/dia (máximo 40 mg/dia) 
→ Sintomático 
GRAVE 
→ Lesão “característica” (placa marmórea > 3cm); 
→ Com ou sem comprometimento do estado geral 
→ Sem sinal de hemólise 
→ SALox/SAA IV: 5 ampolas (soro antiloxocélico ) 
→ Prednisona: 7 dias 
→ Adulto: 40mg/dia 
→ Criança: 05-1 mg/kg/dia (máximo 40 mg/dia) 
→ Sintomático 
Loxoscelismo cutâneo-hemolítico 
GRAVE 
→ Presença ou não de lesão local significativa e dor 
→ Hemólise - confirmado por exames 
complementares. 
→ SALox/SAA IV: 10 ampolas (soro antiloxocélico) 
→ Prednisona: 7 dias 
→ Adulto: 40 mg/dia 
→ Criança: 0,5-1 mg/kg/dia (máximo 40 mg/dia) 
→ Sintomático: 
→ Hidratação adequada visando manter boa 
perfusão renal 
As picadas de escorpião atingem predominantemente os 
membros superiores, mão e antebraço 
A maioria dos casos tem curso benigno, os óbitos tem sido 
associados pelo escorpião T. serrulatus, (amarelo) e em 
ocorrências envolvendo crianças e idosos. 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
A peçonha é neurotóxica de ação periférica, com dor 
intensa e imediata, embora raro pode ocorrer alterações 
do sistema nervoso autônomo e do rítimo cardíaco. 
Em geral os acidentes são leves e para controlar a dor pode 
ser feito bloqueio anestésico troncular. 
Para acidentes graves com evolução para pulmão de 
choque pode-se usar o soro antiescorpiônico. 
A mordida da centopeia produz manifestações locais na 
vítima, como dor e eritema. Alguns casos podem ser 
acompanhados por manifestações sistêmicas, como 
cefaleia, febre e vômitos. 
Acidente benigno, sendo o tratamento basicamento 
sintomático, no entando, recomenda-se encaminhamento 
médico 
Pode-se usar álcool e éter logo após a picada que parece 
diluir o veneno e corticóides são úteis na fase inflamatória. 
Eritema encimado por múltiplas pústulas 
 
 
Envenenamento causado pela penetração de cerdas de 
lagartas (larvas de lepidópteros) na pele, ocorrendo assim 
a inoculação de toxinas que podem determinar alterações 
locais e, nos envenenamentos pelo gênero Lonomia, 
manifestações sistêmicas. 
 
O quadro local é indistinguível e se caracteriza por dor 
imediata em queimação, irradiada para o membro, com 
área de eritema e edema na região do contato; 
eventualmente, podem-se evidenciar lesões puntiformes 
eritematosas nos pontos de inoculação das cerdas. 
Adenomegalia regional dolorosa é comumente referida. 
Embora raro, pode haver evolução com bolhas e necrose 
cutânea superficial. Os sintomas normalmente regridem 
em 24 horas, sem maiores complicações. As manifestações 
sistêmicas somente são observadas nos acidentes por 
Lonomia, instalando-se algumas horas após o acidente, 
mesmo após a regressão do quadro local. 
A LONOMIA PODE LEVAR A FIBRINÓLISE E LEVAR A 
ÓBITO 
Tratamento: 
É tratado como 
dermatite de contato 
generalizada, com 
corticoides tópicos e 
sistêmicos. Analgesia, 
se necessário bloqueio 
troncular. 
Aula 1 - Dermatologia 
2º bimestre - Isabelle L. 
 
Bothrops e Bothropoides (jararacas, urutus, jararacuçu) - 
90% 
Lachesis (surucucus) – muito semelhante aos Bothrops. 
Caudisona (Crotalus ) – cascavéis → a pessoa fica com “cara 
de bêbado” 
Micrurus (coral verdadeira) 
O acidente ofídico deixa o sinal da picada na pele. 
Os gêneros Caudisona e micrurus não causam reação local, 
sendo ambos neurotóxicos e o gênero micrurus causa 
ainda paralisia muscular mais intensa e pode evoluir com 
insuficiência respiratória aguda e morte. 
O acidente botrópico tem ação proteolítica e hemolítica, 
deixando forte reação no local da picada. 
 
 
Tempo de sangramento é alterado

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