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Programa de Educação Continuada a Distância Curso de Marketing das destinações e empresas turísticas Aluno: EAD - Educação a Distância Parceria entre Portal Educação e Sites Associados Curso de Marketing das destinações e empresas turísticas MÓDULO I Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na bibliografia consultada. 2 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 3 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores SUMÁRIO MÓDULO I 1. CONCEITOS 1. 1 Turismo 1.2 Tipos de Turismo 1.2.1 Turismo Internacional 1.2.3 Turismo Interno 1.2.4 Turismo Doméstico 1.2.5 Turismo Nacional 1.3 Turista 1.4 Visitantes 1.5 Destino Turístico 1.6 Empresa turística 2. SEGMENTOS DO TURISMO 3. EMPRESAS DE TURISMO E SERVIÇOS OFERECIDOS 3.1 Tipos de empresas de turismo e serviços oferecidos 4. A DESTINAÇÃO COMO FOCO PARA O TURISMO, CARACTERÍSTICAS COMUNS DAS DESTINAÇÕES TURÍSTICAS 4.1 Infra-estrutura e superestrutura dos destinos turísticos 4.2 Sustentabilidade dos destinos turísticos 4.3 Evolução dos destinos turísticos 5. LEITURA COMPLEMENTAR 5.1 O desenvolvimento da marca de destinações turísticas- Estabelecendo as condições para uso da teoria e da prática de desenvolvimento de marca no gerenciamento de destinações 5.2 O novo ambiente do turismo e lazer OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO MÓDULO I • Entender o conceito de turismo, destino turístico e empresa turística; • Identificar os tipos de turismo e segmentos; 4 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores • Conhecer as empresas de turismo e serviços oferecidos; • Entender a destinação como ponto focal da atividade turística e compreender o processo de evolução que uma destinação pode apresentar; • Conscientizar-se da noção de turismo sustentável e das possíveis estratégias que podem ser implementadas para obtê-lo. MÓDULO II 1. ATRAÇÕES TURÍSTICAS 1.2 Características das atrações, classificação. 1.3 Atrações em espaços com recursos naturais 1.4 Atrações artificiais 2. MEIO AMBIENTE 3. LEITURA COMPLEMENTAR 3.1 Zoneamento funcional aplicado pelo Parks Canadá 3.2 O código turístico do Himalaia 3.2 O código turístico do Himalaia OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO MÓDULO II • Analisar as possíveis classificações e compreender os vários tipos de atrações naturais e produzidas pelo homem que podem ser classificadas como atrações turísticas. • Discutir a respeito dos papéis e das responsabilidades dos setores público e privado, com relação ao desenvolvimento e gerenciamento de atrações turísticas. • Avaliar as questões ambientais relacionadas às atrações turísticas e as estratégias que têm sido desenvolvidas para diminuir os impactos ambientais do turismo nas atrações. MÓDULO III 1. O QUE É MARKETING? 1.2 Evolução do Marketing 5 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1.3 Diferenças entre marketing e vendas 1.4 As diferentes filosofias empresariais 1.4.1 Orientação de marketing 1.5 Gerenciamento de marketing para o turismo 1.5.1 Característica do produto de serviços 1.5.2 Planejando o relacionamento de serviços 1.5.3 Gerenciamento de qualidade 1.6 O Mix de Marketing 2. LEITURAS COMPLEMENTARES 2.1 A experiência da British Airways OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO MÓDULO III: Este módulo visa oferecer uma introdução ampla ao marketing e sua relação com o turismo. Ao final do módulo o educando irá: • Entender o conceito de marketing, o que é hoje e como ele evoluiu até sua forma atual; • Ser capaz de diferenciar venda e marketing; • Reconhecer que as empresas e os destinos turísticos podem ter filosofias de negócios diferentes e ser capaz de identificar as implicações destas diferenças para o marketing; • Avaliar os componentes que, quando combinados, resultarão em uma verdadeira orientação do marketing MÓDULO IV 1. O QUE É PLANEJAMENTO DE MARKETING 2. ESTRUTURAÇÃO DO PLANO DE MARKETING 3. MARKETING DE DESTINAÇÕES 4. ENSAIO DE MARKETING PARA CIDADES DE TURISMO DE LAZER E DE NEGÓCIOS 5. LEITURA COMPLEMENTAR 5.1 Marketing da Austrália 6 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 5.2 Marketing de Moçambique 5.3 A Disneylândia Paris OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO MÓDULO IV: O planejamento de marketing é crucial para a sobrevivência de uma organização em um ambiente volátil e imprevisível. Neste módulo, analisaremos todos os aspectos do planejamento de marketing para garantir que, ao final, você seja capaz de: • Reconhecer a importância do planejamento de marketing em relação ao turismo e as implicações dos procedimentos ineficientes de planejamento; • Entender os propósitos do planejamento de marketing na proteção da organização e na melhoria de sua posição de mercado; • Avaliar os principais estágios do planejamento de marketing e assim colocar- se em uma melhor posição para desenvolver e implementar com sucesso um plano de marketing; • Identificar a estrutura e o conteúdo de um plano de marketing eficaz. MÓDULO V 1. ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE MARKETING 2. MODELO DE PLANO DE MARKETING - PLANO DE MARKETING DA CALIFÓRNIA 3. MODELO DE PLANO DE MARKETING – PLANO AQUARELA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO MÓDULO V O último módulo, objetiva subsidiar o aluno com mais textos sobre o Plano de Marketing, para que se torne apto a elaborar um Plano de Marketing de um destino turístico ou empresa turística. 7 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO I 1. CONCEITOS 1. 1 Turismo Atualmente, o conceito de Turismo é bastante discutido por vários autores, devido à complexidade da atividade turística, que pode ser analisada sob a ótica de diversas áreas do conhecimento (sociologia, economia, psicologia, etc). A seguir são apresentados alguns conceitos. Para Cooper et al (2001), “O turismo é uma atividade multidimensional e multifacetada, que tem contato com muitas vidas e atividades econômicas diferentes”. Goeldner, Ritchie, Mcintosh (2002) conceituam turismo como: “É a soma de fenômenos e relações originados da interação de turista, empresas, governos locais e comunidades anfitriãs, no processo de atrair e receber turistas e outros visitantes”. O Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR), em 1992, restringiu a conceituação de turismo, uma vez que, excluiu os deslocamentos motivados para o exercício de atividade remunerada (negócios e eventos). Todavia, na prática do mercado, observa-se o oposto, pois o segmento de turismo de eventos e negócios foi o que apresentou maior crescimento nos últimos anos. Dessa forma, é possível definir o turismo como deslocamento de pessoas para fora de sua residência, por um período superior a 24 horas, motivado por: lazer, negócios e/ou outros propósitos. É importante observar ainda que, independente da definição dada à atividade turística, três elementos estarãosempre presentes: o espaço físico, o tempo e o indivíduo. Esses três elementos são os componentes básicos que estruturam o turismo. 1.2 Tipos de Turismo Segundo a origem dos visitantes e o espaço geográfico, o turismo pode ser classificado em: 1.2.1 Turismo Internacional O turismo internacional refere-se aos deslocamentos no qual, o indivíduo obrigatoriamente deve atravessar uma fronteira. É a soma do turismo receptivo e emissivo. Turismo receptivo: é a visita a outro país, por não residente. Por exemplo, um alemão visitando o Brasil. Turismo emissivo: são as visitas, por parte de residentes de um país, a outro. Por exemplo, um brasileiro visitando a Alemanha. 1.2.3 Turismo Interno Abrange as visitas, por parte de residentes, dentro de seu próprio país. 1.2.4 Turismo Doméstico É o turismo interno somado ao turismo receptivo (o mercado turístico do setor de hospedagem e atrações em um país). 1.2.5 Turismo Nacional É o turismo interno somado ao turismo emissivo (o mercado turístico de residentes, existente para agências de turismo e companhias aéreas). 1.3 Turista O turista é aquele indivíduo que permanece no local visitado por pelo menos uma noite. Figura 01: Turistas Fonte: Disponível em: <http://legacycreative.gettyimages.com>. 8 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1.4 Visitantes Visitantes são aqueles indivíduos que não pernoitam em um estabelecimento de hospedagem coletivo ou privado no país/local visitado. 1.5 Destino Turístico Destino turístico é o local que possui atrativos naturais ou artificiais, bem como, instalações e serviços projetados para atender as necessidades dos turistas (por exemplo, hotéis, acessos, lojas, telefones públicos, caixas eletrônicos, restaurantes etc.). São exemplos de destinos turísticos nacionais: Bonito em Mato Grosso do Sul; Salvador na Bahia; São Paulo em São Paulo; Fortaleza, no Ceará; Florianópolis em Santa Catarina; Rio de Janeiro no Rio de Janeiro, entre outros. Figura 02: Gruta do Lago Azul (Bonito-MS) Fonte: CMTUR. Disponível em: <www.bonito-ms.com.br>. 9 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 03: Cristo Redentor (Rio de Janeiro - RJ) Fonte: RIOTUR. Disponível em: < www.riodejaneiro-turismo.com.br>. 1.6 Empresa turística Empresas turísticas são as empresas que vendem serviços ou produtos que possibilitam a realização das viagens. A comercialização desses serviços pode ser feita diretamente aos turistas ou entre as próprias empresas. São exemplos de empresas turísticas aquelas que prestam serviços de hospedagem alimentação, agenciamento, transportes turísticos, locação de veículos e equipamentos, organização de eventos, entretenimento, informação turística, entre outras. 2. SEGMENTOS DO TURISMO A segmentação do turismo é definida de acordo as afinidades/motivações que levam as pessoas a viajar. Tem pessoas que viajam para conhecer outros povos e civilizações, ou para conhecer os hábitos alimentares dos povos. Existe então uma relação direta entre os motivos que levam as pessoas a viajar e as características dos diversos destinos. Podendo estes, dar reposta a motivações muito diversificadas. Desse modo, os tipos de turismo são identificados, ao mesmo tempo, pelo motivo das viagens e pelas características dos destinos. A identificação dos vários tipos de turismo permite avaliar a adequação da oferta existente, ou a desenvolver, as motivações da procura podendo concluir-se 10 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores que o sucesso de um destino poderá depender da sua capacidade para dar resposta a motivações diversificadas. Conheça agora alguns tipos de turismo: Ecoturismo: É um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar da população. Figura 04: Ecoturismo Fonte: Embratur Turismo Cultural: Turismo Cultural compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura. 11 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 05: Turismo Cultural Fonte: Ministério do Turismo Turismo Cívico: O Turismo Cívico ocorre em função de deslocamentos motivados pelo conhecimento de monumentos, fatos, observação ou participação em eventos cívicos, que representem a situação presente ou a memória política e histórica de determinados locais. Figura 05: Brasília- DF Fonte: Ministério do Turismo. Disponível em: <http://www.turismobrasil.gov.br>. 12 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Turismo Religioso: O Turismo Religioso configura-se pelas atividades turísticas decorrentes da busca espiritual e da prática religiosa em espaços e eventos relacionados às religiões institucionalizadas. Figura 06: Santuário Nacional de Aparecida (Aparecida–SP) Fonte: Santuário Nacional. Disponível em: <www.santuarionacional.com>. Turismo Místico e Esotérico: O Turismo Místico e o Turismo Esotérico caracterizam-se pelas atividades turísticas decorrentes da busca da espiritualidade e do autoconhecimento em práticas, crenças e rituais considerados alternativos. Por exemplo: Caminho de Santiago de Compostela. Figura 07: Caminho de São Thiago de Compostela Fonte: Disponível em: <http://www.flickr.com/photos/ehoepers> 13 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores http://www.flickr.com/photos/ehoepers Turismo Étnico: O Turismo Étnico constitui-se das atividades turísticas decorrentes da vivência de experiências autênticas em contatos diretos com os modos de vida e a identidade de grupos étnicos. Por exemplo: Pessoas que viajam para Bolívia para conviver com comunidades indígenas, como a Figura 08. Figura 08: Índio de tribo Boliviana Fonte: Disponível em: <http://www.alphabeto.it/continenti/americhe/Bolivia.htm>. Turismo de Estudo e Intercâmbio: Turismo de Estudos e Intercâmbio constitui-se da movimentação turística gerada por atividades e programas de aprendizagem e vivências para fins de qualificação, ampliação de conhecimento e de desenvolvimento pessoal e profissional. Figura 09: Intercâmbio e turismo de estudos Fonte: Autora 14 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores http://br.wrs.yahoo.com/_ylt=ApDQEzGwlpCD_NK8copg2KH.6Qt./SIG=11s3r784s/**http%3A/www.alphabeto.it/continenti/americhe/Bolivia.htm Turismo de Esporte: Turismo de Esportes compreende as atividades turísticas decorrentes da prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas. Como por exemplo, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Pan- Americanos, no Rio de Janeiro. Figura 10: Jogos Pan-Americanos no Brasil em 2007 Fonte: Disponível em: < http://www.brasilnopan.com.br/galeria.php?gal=1>. Turismo de Pesca: Turismo de Pesca compreende as atividades turísticas decorrentesda prática da pesca amadora. Figura 11: Turismo de Pesca Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (http://www.mda.gov.br/portal/) 15 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Turismo Náutico: Turismo Náutico caracteriza-se pela utilização de embarcações náuticas com finalidade da movimentação turística. Figura 12: Embarcação utilizada para prática do turismo náutico Fonte: Disponível em:< http://www.st.rs.gov.br/bancoimg/061215213258navio%201.jpg>. Turismo de Aventura: Turismo de Aventura compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo. Figura 13: Prática do Turismo de Aventura Fonte: Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br/index.html) 16 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Turismo de Sol e Praia: Turismo de Sol e Praia constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor. Figura 14 Fonte: Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br/index.htm) Turismo de Negócios e Eventos: Turismo de Negócios e Eventos compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social. Figura 15: Sala para realização de eventos e reuniões Fonte: Disponível em: <www.revistadoseventos.com.br>. 17 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores http://www.revistadoseventos.com.br/ Turismo Rural: Turismo Rural é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade. Figura 16: Turismo Rural Fonte: Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br/index.htm) Turismo de Saúde: Turismo de Saúde constitui-se das atividades turísticas decorrentes da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos. Figura 17: Turismo de Saúde Fonte: Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br/index.htm) 18 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 3. EMPRESAS DE TURISMO E SERVIÇOS OFERECIDOS A destinação turística pode ser considerada a estrutura sob o qual os diversos setores do turismo trabalham em pareceria para fornecer instalações e serviços aos viajantes de lazer e negócios. Em uma destinação geralmente existe uma variedade de empresas turísticas comerciais e não comercial que funcionará em conjunto com órgãos públicos. Em geral, fornecem infra-estrutura, planejamento e serviços de informações turísticas. Veja abaixo um exemplo de composição de empresas e serviços. Observe na Figura 18 a representação de um conjunto de sistema interdependentes do turismo. Infra-estrutura (acessos, redes de comunicação, bancos, meios de transportes, aeroportos, rodoviárias, postos de informações turísticas) Agências de viagens, hotéis, lojas de souvenirs, restaurantes, empresa de transportes aéreo e terrestre. Destinação Turística Figura 18: Sistema interdependentes do turismo Fonte: Elaborado pela autora. 19 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 20 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 3.1 Tipos de empresas de turismo e serviços oferecidos As empresas da área de turismo podem ser classificadas em três tipos: agência de viagens, agência de turismo e operadora de turismo. Confira abaixo a definição de cada tipo: a) Agência de Turismo Agência de turismo tem atividades mais amplas que uma simples agência de viagens, pois pode englobar todos os serviços prestados por uma agência de viagens e outros muito próximos das atividades de uma operadora de turismo. A agência de turismo além de funcionar como uma agência de viagens também organiza alguns tipos de eventos, passeios e programas turísticos. b) Agência de Viagens A agência de viagens é uma empresa destinada à prestação de serviços exclusivamente no campo da intermediação. Não produz, não cria e não organizam eventos turísticos, sua atividade é agenciar (vender em nome de terceiros), programas, eventos, passeios e viagens. c) Operadora de Turismo A Operadora de Turismo geralmente não trabalha com a comercialização dos eventos e passeios diretamente para o turista. Sua atividade consiste em elaborar um programa turístico, adquirir os serviços de hotéis, fretamento de aviões, contratarem transporte de terra, comprar tickets para eventos e disponibilizar estes pacotes para que as Agências de Viagens e Turismo possam comercializá-los. 4. A DESTINAÇÃO COMO FOCO PARA O TURISMO, CARACTERÍSTICAS COMUNS DAS DESTINAÇÕES TURÍSTICAS As cidades turísticas apresentam grande diversidade no mundo, porque se localizam em ambientes diversos e em contextos econômicos e sociais diferentes. Estão também continuamente em expansão, à medida que os limites do prazer alcançam lugares cada vez mais distantes e remotos. 21 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Podemos pensar uma destinação turística como sendo o foco de instalações e serviços projetados para atender as necessidades do turista. É na cidade turística que se encontram as atrações e todas as outras instalações de apoio de que o visitante necessita. Porém, existem algumas características que são comuns em todas as destinações turísticas, a saber: • Disponibilizam vários tipos de serviços (amenidades, hospedagem, venda de comidas e bebida, entretenimento, comércio varejista e outros serviços), além disso, todas as destinações têm atrações, acesso e serviços auxiliares. • São experiências culturais. • São inseparáveis, ou seja, o turismo é consumido onde é produzido. • As destinações não são usadas somente por turistas, mas também por outros grupos, como os moradores locais. 4.1 Infra-estrutura e superestrutura dos destinos turísticos A Infra-estrutura representa todas as formas de construção acima ou abaixo do solo necessárias para uma área habitada, tendo uma ampla comunicação com o mundo exterior como uma base para a atividade turística. A infra-estrutura adequada é essencial para destinações e aparece principalmente em forma de transporte (estradas, ferrovias, aeroportos, estacionamentos) serviços de utilidade pública (eletricidade, água, comunicações) e outros serviços (saúde, segurança) e é normalmente compartilhada por residentes e visitantes. Figura 19: Aeroporto, exemplo de infra-estrutura Fonte: Disponível em: < http://www.infraero.gov.br/>. A Superestrutura é normalmente uma atividade do setor privado já que é o elemento gerador de lucro de uma destinação. Estão incluídas hospedagens, atrações construídas para este fim, comércio varejista e outros serviços. Segundo Beni (2003, p. 99) a Superestrutura refere-se ainda a organização tanto pública quanto privada do setor de turismo que permite harmonizar a produção e venda dos diferentes serviços turísticos. Insere-se aqui a Política oficial de Turismo. Figura 20: Hotel,exemplo de superestrutura Fonte: Disponível em: <www.geocities.com>. 22 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 23 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 4.2 Sustentabilidade dos destinos turísticos As destinações turísticas só serão sustentáveis se apresentarem um planejamento e um gerenciamento eficazes e dessa forma garantirem que um ou mais dos componentes não avance a frente dos outros. Mas o que é sustentabilidade? Sustentabilidade nada mais é do que atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atendimento as suas próprias necessidades. Então, como agir para ter um destino turístico sustentável? • Fazer planejamento turístico da cidade, envolver a comunidade. • Estabelecer capacidade de carga. • Viagens e turismo devem basear-se em padrões sustentáveis de produção e consumo. • A proteção ambiental deve constituir parte integrante do processo de desenvolvimento turístico. • O desenvolvimento turístico deve reconhecer e apoiar a identidade, a cultura e os interesses dos povos nativos. • Leis internacionais que protegem o ambiente devem ser respeitadas pela indústria de viagens e turismo. 4.3 Evolução dos destinos turísticos O desenvolvimento do turismo está intrinsecamente ligado a evolução dos destinos turísticos, quanto mais eles constroem infra-estrutura e equipamentos para o turismo maiores são as chances de se tornar um grande destino turístico. Cooper (2001) elencou alguns fatores poderão atrasar ou acelerar a evolução de um destino turístico: • Taxa de desenvolvimento; • Acessos; • Diretrizes governamentais; • Tendências de mercado; • Destinações concorrentes. Cada um desses fatores pode atrasar ou acelerar o progresso durante os vários estágios. Na verdade, o desenvolvimento pode ser suspenso em qualquer estágio do ciclo de vida de um destino turístico. O ciclo de vida compreende-se em: exploração, envolvimento, desenvolvimento, consolidação, estagnação, declínio e renovação. Entenda as etapas do ciclo de vida de um destino turístico nas figuras abaixo: a) Exploração: o destino é descoberto, iniciam-se as fases de preparação. Fonte: Disponível em: <http://www.costadosauipe.com.br>. b) Envolvimento: a comunidade local deve decidir se quer estimular o turismo. Caso a resposta seja positiva, inicia-se a divulgação do local. 24 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: Disponível em: <http://www.costadosauipe.com.br>. 25 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores c) Desenvolv sitantes são atraídos ) Estagnação: durante a estagnação o volume máximo de turistas já foi atingido imento: nessa fase grandes quantidades de vi , chegando a igualar ou exceder o número de habitantes locais em períodos de pico. Fonte: Disponível em: <http://www.costadosauipe.com.br>. d e a destinação não está mais em evidência. Fonte: Disponível em: <http://www.costadosauipe.com.br>. e) Declínio: os visitantes estão, agora, sendo perdidos para novos destinos. Fonte: Disponível em: <http://www.terra.com.br/fotos>. f) Renovação: administradores de destinações podem decidir renovar ou relançar o lugar, buscando novos mercados ou desenvolvendo novos produtos. Fonte: Disponível em: <http://www.costadosauipe.com.br>. E como vai ser no futuro? No futuro, a vantagem competitiva das destinações não será baseada somente em suas atrações turísticas, mas também pelo gerenciamento desses 26 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores locais e na sua capacidade de acomodar o novo turismo (recursos humanos, tecnologia e adoção de princípios sustentáveis). 27 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores ominantes. A tecnologia permeia o desen e gerenciadas e demonstrar mais preocupação e responsabilidade com s e repres A destinação do futuro será influenciada por uma série de fatores, mas a tecnologia e a demanda do novo turismo serão d volvimento das destinações de muitas formas, desde sistemas de comunicação de hotéis e garantia de eficácia energética, passando pelos sistemas de distribuição global (Gds) até imagens geradas em computador e utilização de realidade virtual nas atrações turísticas. Junto a tudo isso tem também o consumidor com capacidade de discernimento, experiência e provavelmente sabe usar computadores. Então não resta dúvida de que estas novas destinações precisarão ser mais bem planejadas eu meio ambiente e com a comunidade anfitriã, do que faziam as anteriores. A Figura 21 demonstra que já existem destinos turísticos se preparando para o futuro, como é o caso do Hotel Burj al Arab, localizado nos Emirados Árabes, qu enta bem o futuro dos equipamentos turísticos. Figura 21: Hotel Burj al Arab Fonte: Disponível em: <http:// www.terra.com.br/fotos >. 28 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . LEITURA COMPLEMENTAR questões sobre a importância de desenvolver uma marca que represente o destino turístico. comportamento turístico e os padrões de viagem lvimento da marca de destinações turísticas – Estabelecendo as condições para uso da teoria e da prática de desenvolvimento de marca no emente do fato do marketing de destinações terem sido longo tempo e dos muitos marketeiros que igualam marketing de destin r a marca em nossas iniciativas para divulgar as des 5 A primeira leitura aborda A segunda leitura aborda como as principais transformações no ambiente de lazer e turismo irá modificar não apenas o , mas, na verdade, a própria natureza do turismo. As implicações para a forma como viajamos e como o setor deve adaptar seus produtos e suas iniciativas de marketing. 5.1 O desenvo gerenciamento de destinações Era bem previsível, mas, de alguma forma, ele chegou silenciosamente e tomou conta de nós. Independent um componente bem estabelecido, senão um componente central do gerenciamento de destinações turísticas, tivemos a tendência de negligenciar o valor da marca no esforço de desenvolvimento e implementação de planos de marketing para destinações. Isso pode ter acontecido devido ao fato da dimensão promocional ter sido tão dominante por um ação com promoção da destinação. A grande maioria dos profissionais que não cometeu esse descuido. Puderam reconhecer a importância do desenvolvimento do produto em longo prazo, dos canais de distribuição cuidadosamente planejados, da precificação com valor e, até mesmo, da necessidade de programas de marketing internos que motive e capacite cotidianamente a linha de frente, para proporcionar serviços de qualidade aos visitantes. Apesar desse progresso, de alguma forma, não conseguimos reconhecer a importância da função de desenvolve tinações e criar atitudes positivas, tão essenciais para a escolha final de um destino turístico. Uma resposta imediata pode ser a de que não a negligenciamos, 29 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O papel do desenvolvimento da marca nadestinação turística O adaptar e integra Os usos anteriores do desenvolvimento de marca em turismo A conhecer que o exatamente. Ao contrário, lidamos com ela sob o rótulo alternativo de imagem da destinação. Para nossa absolvição, isso pode servir. Ao contrário, se quiser avaliar de forma mais crítica nosso desempenho, precisamos reconhecer que a função do desenvolvimento da marca é substancialmente mais ampla em seu alcance do que simplesmente a imagem. Como tal, ela pode proporcionar uma estrutura mais intensa e rigorosa para o gerenciamento da reputação total, ou da identidade de uma destinação e a maneira através da qual essa reputação influencia a capacidade de uma destinação atrair visitante. propósito dessa discussão é tentar contribuir para o processo de r os conceitos de marca da literatura de marketing clássica para a literatura sobre o gerenciamento turístico, e mais especificamente aquela diretamente relacionada às questões de gerenciamento da destinação. “Antes de continuarmos, deve-se observar que esse processo de transferência e adaptação foi iniciado há pouco tempo, tanto em teoria, ano mercado do Turismo”. Sem dúvida alguma, esse tema foi escolhido para mostrar o desenvolvimento da marca do estado da Flórida, local sede do evento. ntes de entrar no tema fundamental do relatório básico, deve-se re campo do turismo, como um todo, tem utilizado minimamente o desenvolvimento de marca de destinações. Em nível estratégico, a preocupação com o impacto da marca cumpre um papel importante nas decisões sobre o desenvolvimento de estruturas específicas. Da mesma forma, as companhias aéreas desenvolveram marcas fortes, com logotipos e slogans associados. Locadoras de veículos também estabeleceram marcas internacionais altamente reconhecidas. Certas atrações, mais especificamente a Disneylândia, Sea world, Six flags. Com o passar do tempo, estabeleceram marcas reconhecidas, bem definidas e imagens associadas. 30 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fundamentos da teoria e gerenciamento de marcas A mento de marca do ponto O léxico da marca A terminologia conceitual associada à marca é diversa e complexa. Como primei um nome e/ou símbolo diferenciado destin , somadas a qualidade percebida. , relacionamento com can o examinar a aplicabilidade e utilidade do desenvolvi de vista de uma destinação turística, consideramos essencial ter uma compreensão básica dos fundamentos da sua teoria e do seu gerenciamento de marcas. ro passo para o entendimento dessa terminologia, é útil estudar um resumo de definições. A valorização da marca refere-se à avaliação daqueles fatores que tem um efeito direto no valor desta, incluindo seus ativos financeiros e reputação intangível. O valor acumulado total e o valor da marca são chamados de valor de marca - um termo amplamente utilizado, tanto na teoria quanto na prática. A identidade da marca diz respeito àquela parte do valor resultante dos benefícios percebidos por uma marca, tornando-a atrativa e objeto de uma possível compra. É considerada como produto do posicionamento de uma marca com sua personalidade, sendo utilizada no desempenho do produto/serviço, marca nominal seu logotipo e sistema gráfico, o marketing de comunicação e em outras formas nas quais ela entra em contato com seu público. A marca pode ser definida como ado a identificar os bens e serviços de um vendedor ou grupo de vendedores, e diferenciar esses bens e serviços dos concorrentes, que tentariam fornecer produtos que pareçam ser idênticos. Existem cinco categorias de ativos e passivos nos quais se baseia o valor da marca: 1- Fidelidade da marca 2- Consciência do nome 3- Qualidade percebida 4- Associações da marca 5- Outros ativos da marca - patentes marcas registradas ais de distribuição. 31 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores efinindo uma estrutura para o desenvolvimento da marca da destina ussão até aqui tentou apresentar uma compreensão dos conceitos teórico arca da destinação: uma definição N o para identificar a destinação e diferen a definição aborda as funções tradicionais de identif m são destinadas a transmitir uma prome D ção A disc s fundamentais do desenvolvimento de marca, genérico e da forma como se aplicam a literatura tradicional de marketing. Nossa ênfase volta-se agora para a adaptação desses conceitos ao marketing da destinação turística. O relatório conclui com questões teóricas e práticas que acreditam que devem ser abordadas ao incluir a marca da destinação como componente de seu gerenciamento. M ome ou símbolo diferenciado voltad ciá-la das destinações concorrentes. A importância que damos ao conceito de experiência na teoria e no gerenciamento do turismo nos faz propor a seguinte definição: uma marca de destinação é um nome, símbolo, logotipo, slogan ou outra representação que identifique e diferencie a destinação. Além disso, transmite a promessa de experiências turísticas memoráveis, associadas a ela de forma única. Serve também para consolidar e reforçar a lembrança de memórias agradáveis da experiência com a destinação. A primeira parte dest icação e diferenciação de uma marca. A segunda, em contraste com o conceito tradicional de marca do produto, enfatiza a importância da marca da destinação transmitir, explicita ou implicitamente, a promessa daquilo que é a essência de uma viagem de lazer- uma experiência memorável – se possível, disponível somente na destinação em questão. Enquanto as marcas de produto també ssa associada ao uso satisfatório desse produto, a promessa é geralmente de natureza mais funcional em termos de desempenho do produto ou da qualidade de um serviço específico. As exceções podem ser os produtos ou serviços mais orientados para o prazer. Em turismo, para uma destinação competir e ter sucesso, ela deve oferecer um fluxo de transações de produtos/serviços de alta qualidade - ou aquilo que se chama de experiência de qualidade. Ao mesmo tempo, considerando 32 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Avaliações da eficácia da marca C s, afirmamos que os papéis básicos e fundam ) Pós- experiência –lembrança: marca cumpre um papel importante ao consolidar e reforçar as memórias de exp ímos que a eficácia de uma marca depende de seu desempenho em cada u Papéis secundários de uma marca de destinação A rios de uma marca de destinação. Alguns papéis menos importantes, ou secundários que podem ser cumpridos por uma marca são: a previsão e a memória, componentes importantes de uma experiência de qualidade, qualquer tentativa de marcar a destinação deve assegurar as promessas ou expectativas de prazer e ou empolgação futuros esperados pelo indivíduo. Após a viagem, a marca também pode cumprir um papel importante na consolidação ou no reforço das lembranças posteriores de uma experiência memorável na destinação. om base nas colocações anteriore entais de uma marca de destinação são os de proporcionar: a) Pré- experiência- seleção: 1- Identificação 2- Diferenciação 3- Previsão 4- Expectativa 5- Garantias b 1- Consolidação 2- Reforço A eriência com a destinação. Na verdade ela serve como meio para unir ou formar uma rede dos muitos pedaços de lembranças, em uma memória integral da experiência. Conclu m desses papéis. discussão anterior concentrou-se nos papéis primá 33 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo sãodados aos seus respectivos autores uma organização de gerenciamento da destinação turística til materiais e de eq m Por sua própria natureza, o campo do gerenciamento turístico é um fenômeno movido as finanças, o turismo é um fenômeno com base no marke ção ou não dos conceitos e das t desempenho da marca de destinação conforme o Quadro 01: Servir como símbolo articulador de uma ampla gama de iniciativas de desenvolvimento e promoção por parte da comunidade, muitas das quais estão além da responsabilidade normal de . U izada dessa forma, uma marca de destinação que mantém origens turísticas pode melhorar o status do turismo dentro da comunidade. O risco obviamente, é que outra agencia, cujas iniciativas estejam sendo coordenadas sob o guarda-chuva da marca da destinação possam considerar essas iniciativas como uma tentativa, por parte da organização de gerenciamento, de assumir veladamente algumas de suas responsabilidades e cooptar recursos associados a elas. Gerar receita a partir da venda de vestuário e lembranças com o nome/logotipo da destinação. Servir como um identificador de segurança contra roubos de uipa entos pertencentes à destinação. Da marca genérica ao desenvolvimento da marca da destinação: alguns desafios que enfrentamos pelo marketing. Ao contrário do setor bancário, cujas raízes teóricas e gerenciais estão no campo d ting. Como tal, tomamos emprestados e adotamos muitos desses conceitos, das teorias e metodologias desse campo. A transferência e a utilização da marca em turismo são, assim, partes desse processo mais amplo. O processo de tomar emprestado/adaptar não acontece, contudo, sem suas próprias dificuldades. Muitas vezes, o contexto do turismo é suficientemente diferente a ponto de levantar questões sobre a adequa eorias, ou das práticas, do marketing no cenário turístico. Assim os responsáveis pelo marketing de uma destinação devem questionar-se constantemente sobre a aplicabilidade da abordagem tradicional de marketing para o desenvolvimento das marcas. Os autores Goeldenr; Ritchie, McIntosh (2002) elaboraram medidas de 34 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Quadro 01: Medidas de desempenho da marca de destinação Papéis Medidas Seleção Até que ponto a destinação é escolhida em detrimento de outras Subcomponentes Identifica Diferenci Grau de reconhecimento/associação Ausência de confusão co stinações Ausência de confusão outros produtos/serviços ção ação m outras de Previsão Até que ponto a marca gera um desejo de visitar a destinação Expectativas A intensidade do desejo de visitar gerado pela marca cíficos que cia na des A natureza e importância dos benefícios espe o visitante, espera concretizar com a experiên tinação Garantia o a marca proporciona uma nuvem de con est Até que pont forto para o visitante em um sentimento de que tudo á bem ou correrá bem durante a visita a destinação. Lembrança eriência na destinação. A facilidade, a freqüência e a força da lembrança em relação á exp Até que ponto a marca ajuda a criar memórias da destinação e experiências aos visitantes. A intensidade de emoção das lembranças invocadas O grau de conforto proporcionado pela escolha futura/atual sólida Consolidação experiência na des A capacidade da marca em servir como catalisador na junção de muitos pedaços de memória da tinação Reforço eriência na destinação. A capacidade da marca de cimentar a memória consolidada da exp Faça um teste de memória, pense em um local que tenha visitado e tente resgatar o que ficou em sua memória . O que chamou mais sua atenção? 35 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 5.2 O O setor de turismo e recreação é cada vez mais reconhecido como uma força econômica, ambiental e social importante, que pode trazer benefícios e adversidades. A comunidade financeira também conhece os sucessos espetaculares e os fracassos colossais do setor. Concluímos que um elemento chave do desenvolvimento bem-sucedido é a capacidade de reconhecer e lidar com mudanças em um amplo leque de fatores comportamentais e tecnológicos e na forma que eles interagem. Os novos padrões de viagem refletem as mudanças no comportamento do consumidor, o fortalecimento econômico dos mercados fonte, as novas destinações e os realinhamentos políticos. A mudança de viagens longas para intervalos de folga mais curtos irá aumentar a demanda por estruturas de lazer próximas aos mercados fonte. Novas destinações irão dar ao viajante alternativa de custo mais baixo para escolher destinações. Os novos produtos de lazer irão afastar-se de ambientes sensíveis, utilizando novas tecnologias para criar ambiente artificial, próximo aos mercados de origem. O desenvolvimento multidimensional irá avançar para a integração verdadeira do desenvolvimento de comércio e recreação, entretenimento e educação e da cultura e centros de encontros/negócios. As destinações de lazer também terão que oferecer uma quantidade maior de atividades para dar conta da crescente quantidade de interesses e preferências do consumidor individual e da família. As destinações e produtos também buscarão tornarem-se independentes do clima (por meio de ambientes artificiais) assim como atrativos para mercados que sejam menos dependentes dele. Os governos estão, pouco a pouco, entendendo que o turismo não é apenas diversão e jogos, mas um negócio sério, com grandes conseqüências muito mais amplas na comunidade. Cada vez mais as destinações irão avaliar o sucesso do lazer e do turismo, não através do número de visitantes, mas do benefício total, especialmente o benefício líquido por visitante. O velho jogo de números significa inevitavelmente novo ambiente do turismo e lazer Texto de Clive B. Jones apud McIntosh (2002) 36 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores produto sem benefício líquido. A ênfase nos be g de alvos para consumidores que gastam mais e interagem bem com os recursos sociais e ambientais. unidade e o turismo devem trabalhar juntos para ter algum rcado parece mais difícil e mais cara de atin no comportamento de lazer. A mesm maior marketing de massas e, a geração de nefícios líquidos implicará no marketin Esse maior entendimento do negócio turístico irá levar a cooperação mais inteligente entre as destinações e regiões, em marketing, promoção e desenvolvimento de produto. A comunidade anfitriã está se tornando cada vez mais sofisticada e exigente em termos de desenvolvimento de lazer. É cada vez mais difícil obter e manter autorizações, se o empreendedor não puder demonstrar uma série de benefícios econômicos, sociais e ambientais. O interesse da com a chance de sucesso em longo prazo. As formas mais gratificantes de turismo são aquelas que envolvem os residentes e os turistas. Gratificante, nesse caso, tanto em termos de experiência de visitantes e residentes como da viabilidade econômica para o empreendedor. A primeira vista, a segmentação de me gir os consumidores. Na realidade, é uma grande oportunidade, já que cada um dos mercados tem um sistema de informação sofisticado e uma rede de distribuição para atingir seus membros. Muitas vezes, eles têm banco de dados razoavelmente acessíveis para comunicação direta com o cliente. As formas convencionais de tratar o comportamento do consumidor – especialmente em turismo e lazer – tornaram-se desatualizadas. Os hábitos de compra do consumidor de lazer não são mais previsíveis, através da rotulaçãode um grupo como um segmento de mercado e sua discrição com características médias. Cada vez mais profissionais de marketing estão se voltando para o marketing específico de indivíduos. Isso é possível atualmente através da nova tecnologia e com sofisticados sistemas de listas sobre preferências individuais e padrões de consumo. Essa tendência é particularmente apropriada para o marketing do turismo, já que há uma grande quantidade de paradoxos ice e a diversidade, assim como a segurança e os riscos, parecem estar lado a lado. Há contadores que saltam de pára-quedas, pessoas que comem no 37 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores McDonald’s no almoço e em um restaurante de quatro estrelas no jantar, visitam o Havaí e nunca vão até o mar. Os estilos de lazer, particularmente, são incoerentes e contraditórios. Esse cliente de perfil múltiplo é difícil de motivar através de meios institucionais tradicionais. Os próximos anos pertencem ao indivíduo. O marketing de destinações e o desenvolvimento do produto de lazer devem ajustar-se a esse novo ambiente. -------------FIM DO MÓDULO I------------- a) Agência de Turismo b) Agência de Viagens c) Operadora de Turismo