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MODELAGEM
MATEMÁTICA
TRIO: ANA BEATRIZ, ROSIANE MARIA E THEREZA.
A MODELAGEM MATEMÁTICA NO ENSINO.
• De acordo com Burak (1992, p. 62), a modelagem matemática “é o conjunto de procedimentos cujo objetivo é
construir um paralelo para tentar explicar, matematicamente, os fenômenos presentes no cotidiano do ser humano,
ajudando-o a fazer predições e a tomar decisões”.
• De forma bem mais detalhada, Bassanezi (2015) descreve modelo como um conjunto de símbolos e relações
matemáticas que representam o objeto pesquisado, bem como englobam a reflexão de uma porção da realidade, na
expectativa de sua compreensão e explicação, por meio dos recursos disponíveis e variáveis selecionadas.
• Para Biembengut (2018, p. 12), a modelagem é “o processo que envolve a obtenção de um modelo”. E mais: para o
ensino da Matemática, Biembengut (2018, p. 18) explicita que a modelagem pode ser “um caminho para despertar no
aluno o interesse por tópicos matemáticos que ainda desconhece, ao mesmo tempo que aprende a arte de modelar,
matematicamente”.
• Em uma visão mais acurada, Barbosa (2001, p. 6) assume que “modelagem é um ambiente de aprendizagem no qual
os alunos são convidados a indagar e/ou investigar, por meio da Matemática, situações oriundas de outras áreas da
realidade”. Deste modo, compreende-se que há diversas entradas para modelagem matemática, tanto no âmbito da
Matemática Aplicada quanto na Educação Matemática.
EXPERIÊNCIA COM BALANÇA: QUAL É O
OBJETO MAIS PESADO?
INTRODUÇÃO DA ATIVIDADE: 
• Convide os alunos para escolherem um objeto da sala de aula e trazerem para sentarem
juntamente com o grupo em roda. Questione o motivo de terem escolhido cada objeto,
aproveite para incentivá-los a falarem sobre as características dos objetos (cores, tamanhos,
texturas…) Então introduza o tema da atividades: Questione-as se elas conseguem descobrir
qual o objeto entre aqueles é o mais pesado?
LEVANTANDO HIPÓTESES:
• Ouça as hipóteses levantadas pelos alunos de qual o objeto é o mais pesado, e observe quais
estratégias eles irão usar para descobrir. Deixe que troquem os objetos e testem qual é o
mais pesado. Vá desafiando-as a chegarem em um consenso sobre o mais pesado.  Ao
perceberem ser difícil, questione-as se elas sabem maneiras de terem certeza sobre a
resposta. Se algum aluno comentar sobre a balança, aproveite a chance para conversar sobre
a função da balança. Se não chegarem a essa conclusão, proponha você o assunto. Agora
convide seus alunos a ajudarem a montar a balança com os baldinhos, e pendure-a de modo
que os baldinhos fiquem em um mesmo nível (a balança pode ser pendurada na maçaneta de
uma porta).  
TESTANDO AS HIPÓTESES: 
• Com a balança pronta, é hora de testarem suas hipóteses de qual era o objeto mais pesado.
Deixe que os alunos façam suas experiências colocando um objeto em cada balde para
constatar qual é o mais pesado. Ajude os alunosa irem descartando os objetos mais leves e
fazerem novos testes, até descobrirem o objeto mais pesado. Quando chegarem a uma
conclusão unânime. Questione se eles pensaram que era aquele objeto que seria o mais
pesado, ou outros e por quê. Os alunos podem ter pensado que o mais pesado era o maior
entre os objetos, ou devido a forma de tal objeto. Ouça os alunose converse sobre suas
novas descobertas, que nem sempre o maior é o mais pesado, etc…
PARA FINALIZAR:
• O atual papel da educação matemática é formar cidadãos aptos para o convívio em sociedade, respeitando as diferenças, agindo de
forma crítica e reflexiva diante das situações cotidianas. Através do uso da modelagem matemática na sala de aula podemos trabalhar a
interdisciplinaridade, a transversalidade, mostrando ao aluno como a matemática pode ser útil em sua vida fora do ambiente escolar e
como ela interage com as demais áreas do conhecimento. O aluno passa a perceber a importância da matemática para a compreensão
de fenômenos naturais, como é possível “prever” alguns acontecimentos utilizando fórmulas e modelos e isso acaba despertando seu
interesse pela ciência.
•
A introdução da modelagem matemática pode ser feita através da resolução de problemas, trazendo para dentro de sala a realidade do
aluno, uma vez que a matemática só fará sentido para os educandos quando ela se tornar significativa e prazerosa. As diversas
situações-problemas farão com que a capacidade de interpretação melhore, o aluno assuma uma posição crítica ao tentar resolvê-las e
consiga analisar que pode haver mais de uma solução e que há vários caminhos para chegar até elas. Observe que isso é essencial para
a solução de situações que são vividas por todos nós diariamente. Precisamos de cidadãos matematicamente alfabetizados que, ao se
depararem com seus problemas econômicos, no comércio, na medicina e em outras situações diárias, consigam resolvê-los de forma
rápida e precisa.

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