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9 0.0Introdução A Planificação da aula é um processo de previsão das necessidades de racionalização de emprego dos meios materiais e dos recursos humanos disponíveis a fim de alcançar objectivos concretos em prazos determinados e em etapas definidas a partir do conhecimento e a variação científica da situação original. O presente trabalho visa abordar o tema: a planificação da aula de história. De referir que neste trabalho debruçou se também dos objectivos de um plano, os manuais a serem usados para a planificação e as etapas da planificação bem como as qualidades de um bom plano que isto todo irá auxiliar o professor na sua nobre actividade de leccionação. 1.0 Objectivos 1.1 Objectivo Geral · Compreender o processo de planificação da aula em História. 1.2 Objectivos específicos · Indicar os tipos de planificação da aula em História; · Descrever as etapas do processo de planificação da aula em História; · Explicar a importância de planificação da aula em História. 2.0 Metodologia · A efectivação do presente trabalho foi possível com base na consulta bibliográfica, que permitiu a aquisição dos conteúdos recomendados para a pesquisa. Entretanto, a experiência que adquiridos em relação ao processo de planificação da aula em História. 1.0 Conceitualização Segundo PROENÇA (1989:149) a planificação de ensino é uma necessidade decorrente da concepção de processo didáctico como uma acção cientificamente conduzida para alcançar determinas finalidades educativas. Para este autor, o ensino de história visa transmitir conhecimentos e desenvolver capacidades, tais metas não podem ser deixadas ao acaso. Na mediação de conhecimentos, o professor orienta o aluno a descobrir o fundamental e a saber ser. No acto da planificação existe uma serie de vectores decorrentes da posição do professor perante o ensino e do contudo científico da disciplina leccionada. Para que articulação desses vectores seja coerente é necessário que a planificação da mesma seja rigorosa que o professor reflicta sobre os conteúdos e valorize cada contribuição do aluno. Nesta planificação rigorosa é necessário que o professor crie um espaço em que haverá uma interacção entre ele e os alunos, onde irá buscar a ideia do aluno de modo a concretizar os objectivos traçados no plano. Para despertar curiosidade e mais atenção aos alunos, o professor pode relacionar os conteúdos da aula usando alguns acontecimentos de um programa televisivo, de um filme ou mesmo a partir de uma história da vida real do próprio aluno. De acordo com PROENÇA, defende que a aula é um processo vivo e dinâmico, onde uma complexa trama de interacções humanas e diversidades de interesses determinam actuação do professor e dos alunos. Deste modo, a planificação será sempre o marco de referência necessário para o professor verificar ate onde chegou e o que lhe falta ainda por alcançar, isto é, é a partir da planificação que o professor descobre os conteúdos leccionados e os que faltam por leccionar de acordo com os programas de ensino. 1.1Factores do plano de aula Segundo PROENÇA, o professor tem varias maneiras para planificar as suas aulas, podendo ser a partir das finalidades ou objectivos atingir, dos conteúdos a mediar, das actividades a executar, ou dos projectos a desenvolver de acordo com as suas posições pedagógica – filosóficas sobre o ensino. Para PROENÇA, existem sempre determinados factores que influenciam ou a terem em conta ao planificar as aulas. · 1º A dependência legal institucional, ou seja, o plano terá de estar em íntima correlação com o currículo e o programa da disciplina de que se ocupa; · 2º As características do aluno (nível etário e desenvolvimento, nível sócio económico e cultural), e com as condições do contexto (a escola e meio). · 3º As condições materiais da escola – existência de audiovisuais, a apetrechamento da biblioteca, possibilidades da reprografia, existência de salas específicas e locais onde os alunos possam estudar e conviver são factores de extrema importância para o desenvolvimento de determinadas capacidades do aluno; · 4º O meio também condiciona o plano, não se pode ensinar do mesmo modo na aldeia ou na cidade, sendo cada vez mais relevante a importância da relação escola/comunidade. Por isso que PROENÇA defende que antes de realizar a planificação do ensino, o professor deve proceder a um breve levantamento de recursos a nível da escola e do meio em que se encontra inserida. 1.2 Plano a longo prazo Esta planificação visa fundamentalmente a gestão dos diversos conteúdos de ensino pelo tempo disponível para a sua leccionação. Para este plano é necessário fazer – se preceder esta gestão da organização lógica dos conteúdos usando os conceitos organizadores desses conteúdos que são os esquemas conceptuais. Esses esquemas são representados pelos fundamentos e finalidades do programa e decorrem das opções dos autores fase a um determinado conceito de história e do seu ensino. A elaboração do plano a longo prazo – plano para um ano lectivo – deveria ser precedida de uma reunião com todos os professores da escola para determinar-se há nas diversas disciplinas aspectos susceptíveis de uma coordenação interdisciplinar. Depois desta primeira reunião passar-se-á elaboração do plano a longo prazo que será feito em grupo de disciplina. Os grupos de disciplina por sua vez dividem os temas organizados em unidades temáticas, definindo-se para cada unidade: a linha conceptual, os objectivos gerais, os tempos lectivos atribuídos a cada unidade e os aspectos susceptíveis de tratamento interdisciplinar. Deste modo, é responsabilidade de cada professor definir as estratégias e objectivos específicos de acordo com as turmas. 1.3 Plano a médio e a curto prazo O plano a médio prazo (plano de uma unidade didáctica) é a trave mestra da planificação do ensino e bem elaborado, pode substituir a planificação a curto prazo (uma aula). A planificação a médio prazo deve contemplar a definição de: · Linha conceptual a explicativa da unidade; · Os pré – requisitos; · Objectivos gerais e a sua operacionalização em objectivos específicos; · Conteúdos organizados; · Estratégias de ensino; · Avaliação e; · O tempo. Cada planificação a médio prazo deve ser acompanhada dos seguintes elementos: · Material necessário á sua execução; · A tabela de especificação dos objectivos e conteúdos; · Materiais de avaliação formativa; · Materiais de avaliação sumativa; · Actividades de remediação ou de enriquecimento e; · Bibliografia utilizada. Por fim PROENÇA, defende que não existe um plano modelo, cada professor planifica de acordo com a sua personalidade, com a sua concepção do ensino e com os seus alunos específicos, o mais importante é que a planificação seja funcional para aquele que realiza. 1.4 As qualidades de um bom plano de aula. · Coerência – só existe a coerência no plano de aula se nele se revela uma adequada relação entre os objectivos, conteúdos e as metodologias propostas. · Adequação – se está alicerçada no conhecimento de realidade cognitiva, afectiva e social dos alunos e da própria escola tendo em conta os recursos (meios de ensino) e limitações existentes nessa escola, e ainda no conhecimento das características do próprio professor como seu executante. · Flexibilidade – permite fazer reajustamentos e mesmo alterações de fundo nos elementos previstos de acordo com a realidade encontrada na sala. · Continuidade – se estabelece uma sequência que assegura várias propostas de modo a não existir lacunas e o défice do professor. · Precisões – se contem indicações objectivas e de modo a que o plano não seja possível de interpretações variáveis. · Riqueza – se oferece uma gama de variedade e fecunda de propostas para que a aula seja dinâmica e viva. (CORTESÃO, 1990). A planificação de aula é um dever do professor para que possa mostrar o grau da sua responsabilidade perante a sua nobre tarefa pois, não basta só o domínio dos conhecimentos científicos, é preciso planificar conforme encontramos nesta lição:“O planeamento criterioso é um dever do professor em face da importância da tarefa que realiza. A formação dos nossos jovens não pode ser deixada aos azares da inspiração do momento” (PROENÇA, 1989:176). Durante as aulas é frequente, constatar-se que alguns professores não planificam diariamente as suas lições, enveredando pelo uso de planos anteriores para a leccionação das suas aulas, tornando o ensino dogmatizado, porque os alunos com que um determinado professor trabalhou nos anos anteriores, não são os mesmos que tem no ano seguinte ou neste ano, o que logicamente traduz numa diferença em termos de preparação, participação e compreensão da matéria (VICTOR, 2007:36). 1.5 Exemplo de um plano de aula em História Escola Secundaria Joaquim Chissano Licao:nº:01 Duração: 45min Data: 2014 Professor: Classe:9ª Turmas: A e B Disciplina: História Unidade temática: Expansão Europeia e Comércio Colonial Tema: As motivações da expansão europeia Objectivo geral: · Compreender as causas da expansão europeia em África. Objectivos específicos: · Identificar os principais países da expansão europeia; · Mencionar os principais produtos comercializados pelas colónias; · Indicar os países que faziam parte do comércio triangular. Tempo Função didáctica Conteúdos programáticos Actividades Técnicas Sugestões de materiais Professor Aluno 5min Introdução e motivação -Controlo de presenças; -Correcção do TPC como forma de resumir a aula anterior. -Controla as presenças; Orienta a correcção do TPC. Presta atenção ao controlo de presenças; E apresente o TPC oralmente com a ajuda do professor e Elaboração conjunta. Caderno, caneta. 25min Mediação e assimilação As motivações da expansão europeia. Orienta aos alunos a identificar os países pioneiros da expansão europeia. Orienta as respostas dadas pelos alunos. Orienta aos alunos a identificarem os países que constituem o comércio triangular. Apresentam os nomes de vários países que foram pioneiros da expansão europeia; os nomes de vários produtos comercializados. Identificam os países do comércio triangular com a ajuda do professor. Elaboração conjunta e método dedutivo Quadro, giz, livro do aluno, manual do professor. 10min Domínio e consolidação Exercício de aplicação; Apontamentos ou síntese da aula. Dita os apontamentos relacionados com a aula, e escreve no quadro as palavras que podem ser difíceis colocando questões aos alunos. Respondendo as questões dadas pelo professor; Regista apontamento. Trabalho independente Quadro, giz, a pagador. 5min Controlo e avaliação Marcação do TPC como forma de avaliar o conteúdo leccionado. Orienta o registo de TPC; Informa o tema da próxima aula. o TPC de forma organizada com a ajuda do professor, no fim passam o TPC para os cadernos. Elaboração conjunta Quadro, giz, caderno, livro do aluno e caneta. 2.0 Conclusão Findo o presente trabalho, concluiu-se que o plano de aula em história é um guião fundamental para o sucesso do trabalho do professor e para o bom desempenho no PEA. Para que o plano de aula seja bem detalhado é necessário que o professor consulte os outros tipos de plano, nomeadamente, a planificação trimestral, a quinzenal e outras bibliografias recomendadas e com base nestes materiais ele possa produzir o plano de aula. No processo da planificação, é necessário que o professor tenha em conta a selecção dos conteúdos a leccionar, a definição clara dos objectivos, a selecção dos métodos mais adequados atendendo e considerando os conhecimentos prévios dos alunos e os que devem ser desenvolvidos durante o tempo disponível da aula. A importância da planificação é de permitir a racionalização, organização e coordenação da acção do docente, a reflexão sobre as opções e acções, explicitar os princípios e procedimentos do trabalho do docente, expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, politico - pedagógico e profissional e as acções efectivas que o professor irá realizar, prever objectivos, conteúdos e métodos a partir da consideração das exigências postas pela realidade social, facilitar a preparação das aulas, do material didáctico e tarefas dos alunos. 3.0 Referências bibliográficas PROENÇA, Maria Cândida, Didáctica de História, Lisboa.1989. SIMÕES, Henriques Victor, A fraca Aplicação dos Métodos e Técnicas no Ensino de História na 10ª classe na Escola Secundaria de Morrumbene (1999-2007), Tese de Licenciatura, UPN, 2007. CORTESÃO, Luísa et Torres Armando, Avaliação Pedagógica, 4ª ed, Porto Editora, 1990. Índice Pág 0.0Introdução 3 1.0 Objectivos 4 1.1 Objectivo Geral 4 1.2 Objectivos específicos 4 2.0 Metodologia 4 1.0Conceitualização 5 1.1Factores do plano de aula 5 1.2 Plano a longo prazo 6 1.3 Plano a médio e a curto prazo 6 1.4 As qualidades de um bom plano de aula. 7 1.5 Exemplo de um plano de aula em História 8 2.0 Conclusão 11 3.0 Referências bibliográficas 12