Prévia do material em texto
Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Patologias de Esôfago e Gástrica Introdução O esôfago sem patologias, é visto na imagem ao lado em coloração clara característico de epitélio escamoso; Ao se iniciar o estômago, o epitélio assume uma coloração mais acastanhada pela presença de muco, pois toda essa região é recoberta por glândulas, sendo esse aspecto o normal As patologias gástricas ocorrem mais na curvatura inferior/menor (onde as pregas são longitudinais – “rio gástrico”) ou nas paredes anterior e posterior do estômago, por isso é ideal em cirurgias que necessitem abrir o estômago para identificar qual o tipo de lesão, abri-lo pela curvatura superior/maior Esôfago Atresia Ocorre mais comumente na bifurcação traqueal, ou próximo dela e, geralmente, está associada a uma fístula que conecta as bolsas esofágicas inferior ou superior a um brônquio ou à traqueia Essa conexão anormal pode resultar em aspiração, sufocação, pneumonia ou desequilíbrio hidroeletrolítico grave. Se divide em: Atresia pura: tipo A (90%) – há o fundo de saco cego superior sem ligação com a parte inferior. Atresia com fístula esofagotraqueal (ou traqueoesofágica): tipos B, C e D (91%) o Tipo B: fístula acima da atresia; o Tipo C: porção proximal em fundo de saco cego e fístula da porção inferior com a traqueia (85%); o Tipo D: fístula das porções proximal e distal; o Tipo E: fístula tráqueoesofágica sem atresia Divertículos Divertículo de Zenker (faringo-esofágico – falso/de pulsão) – encontrado na porção mediana e posterior da hipofaringe, de forma sacular com corpo voltado (mucosa + submucosa) para baixo Divertículo de Rokisnki (epibronquial – verdadeiro/de tração) – encontrado na porção média do esôfago, decorrente de aderências peri esofágicas após processos inflamatórios no mediastino, principalmente tuberculose dos linfonodos; Divertículo epifrênico – encontrado imediatamente acima do esfíncter esofagiano inferior Pode levar a complicações como obstrução, inflamação e perfuração Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Hérnias de Hiato Há passagem, através do anel diafragmático, de conteúdo do estomago ou de outros órgãos Tipos Tipo I (esôfago curto): tração do estômago para a cavidade torácica; Tipo II (para esofágica ou de rolamento): esôfago em posição normal, mas parte do fundo gástrico penetra no tórax (provoca dor tipo angina do peito); Tipo III (esofagogástrica ou de deslizamento): porção subdiafragmática do esôfago e parte do estômago entram no tórax (mais comum); Tipo IV: além do estômago, ocorre herniação de outros órgãos (baço, intestino, etc) Etiopatogenia: Tipo I: defeito congênito ou lesões que causam encurtamento do órgão; Tipos II e III: o Enfraquecimento dos músculos em torno do hiato diafragmático (após 40 anos) ou após doenças crônicas; o Relacionada a fatores que aumentam a pressão intra-abdominal, como obesidade, tosse, vômitos, gravidez, cifoescoliose, etc o Capazes de empurrar o conteúdo abdominal em direção ao tórax Hérnia diafragmática – ocorre por mal-formação congênita do diafragma do lado esquerdo, então o músculo diafragmático não é formado e, consequentemente, há um enfraquecimento da porção diafragmática central (mais tecido conjuntivo) que forma um anel, o qual costuma fechar após o nascimento do feto, porém, quando isso não ocorre pode acontecer de órgãos passarem por ele Esofagite Agudas Esofagite por cândida É uma infecção frequente, mais comum em mulheres, que surge, sobretudo, em estados de imunodeficiência, doenças crônicas debilitantes, neoplasias malignas, uso de imunossupressores e corticoides. Manifesta-se por disfagia, odinofagia, dor com irradiação para as costas e hemorragias As lesões ocorrem mais nos terços médio e distal, mostrando placas ou pseudomembranas brancacentas, ou pequenas ulcerações circundadas por halo hiperêmico Esofagite herpética Causada pelo vírus herpes simplex, transmitida por contato direto e ocorrendo, principalmente, em pacientes com neoplasias malignas, especialmente linfomas e leucemias, doenças crônicas ou transplantados. As lesões ocorrem como úlceras isoladas (aspecto em vulcão) ou pequenas úlceras, múltiplas, rasas, que podem coalescer (formando extensas áreas de lesão) Microscopicamente observam-se epitélio escamoso com inclusões intranucleares eosinófilas (tipo A de Cowdry) e células multinucleadas (conhecidas como células de Tzanki) Essas úlceras são muito doloridas e o paciente chega relatando essa dor que incomoda Esofagite de Refluxo (DRGE – Doença do Refluxo Gastroesofágico) Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 É uma inflamação do terço inferior do esôfago causada pelo refluxo gastrointestinal (suco gástrico, bile, suco entérico e suco pancreático). Aumenta com a idade (acima de 40 anos), ocorrendo, principalmente, em homens Pode aparecer como doença congênita por incompetência, uma vez que o esfíncter esofagiano inferior ainda não foi formado completamente nas crianças até 1 ano de idade Manifesta-se por quatro sintomas principais: azia, regurgitação ácido do estômago para a boca, disfagia e dor torácica. Pode ser acompanhada de sintomas respiratórios (asmas (brônquicas), tosse ou respiração ruidosa) e rouquidão (inflamação das cordas vocais) Na macroscopia: erosões, hiperemia, espessamento da mucosa, fibrose (estenose). Na microscopia: hiperplasia do epitélio (escamoso) com aumento da camada basal (15% da espessura do epitélio), infiltrado de eosinófilos no epitélio; infiltrado de neutrófilos e de linfócitos T na lâmina própria (conjuntivo abaixo do epitélio) Patogenia: o Relaxamento/Incompetência do esfíncter esofagiano inferior (principal); o Uso de álcool e tabagismo; o Obesidade; o Aumento da pressão intra-abdominal Esôfago de Barret Presença de mucosa gástrica no terço inferior do esôfago, formando ilhotas ou linguetas longitudinais ou transversais, de cor salmão (importante pois na endoscopia visualizaremos a mucosa nessa cor, nos alertando para a presença da patologia) Microscopicamente é encontrada mucosa gástrica parcial ou totalmente intestinalizada (metaplasia intestinal do tipo colônica); Mas o diagnóstico só é possível através de uma biopsia onde devemos ter esses achados Literalmente se transforma em epitélio do tipo colônico É consequente a esofagite de refluxo; É considerada lesão pré-neoplásica, devendo ser identificada se ocorre ou não displasia (baixo grau ou alto grau) Displasia de baixo grau: teremos o epitélio metaplásico em que os núcleos estarão na posição basal da célula e na porção superior do citoplasma da célula teremos as papoulas de muco o Lesão que devemos fazer acompanhamento do paciente Displasia de alto grau: não teremos a formação de núcleo na base – irregularidade da localização do núcleo, e muco se localiza no ápice da célula o Lesão pré-neoplásica Pode ocorrer úlcera péptica b Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Neoplasia benignas são incomuns no esôfago, mas pode ser que ocorra uma chamada papiloma esofágico/de células escamosas, que é ocasionada pelo vírus HPV, mas não é comum Neoplasias Malignas Carcinoma das células escamosas/Carcinoma Epidermóide Espinocelular: mais comum e ocorre com maior frequência nos terços médio e distal Predomina no sexo masculino, após 55 anos de idade, e é sensível a radioterapia Tumor inicial (ou precoce): elevação circunscrita da mucosa irregular, áspera, às vezes ulcerada na porção central; Tumor avançado: vai apresentar padrões ulcerado;anular (ou anelar, envolvendo toda a circunferência do tubo); estenosante (fibrosante) ou vegetante/protuso (mais comum – faz uma protrusão para dentro da luz do esôfago) o O mais comum é a associação de ulcerado e vegetante o As lesões mais avançadas são onde se faz o diagnóstico, levando a quadro de disfagia e odinofagia Metástases ocorrem no: o Terço médio (mais comum): se dá nos linfonodos traqueobrônquicos o Terço inferior: se dá nas cadeias gástrica e celíaca Adenocarcinoma: origina-se no epitélio de Barrett, portanto ocorrem no terço inferior do esôfago, com aspecto morfológico multicêntrico, formando nódulos múltiplos Assemelha-se ao adenocarcinoma gástrico (até porque a patologia do esôfago de Barrett substitui a mucosa do esôfago no terço distal por mucosa gástrica), com glândulas mostrando aspecto intestinal (quando existe metaplasia intestinal). As metástases são para as cadeias linfonodais do tronco celíaco e gástricas Prognóstico ruim, pois não responde bem a radioterapia, tendo que ser feito a quimioterapia Na microscopia abaixo, podemos notar o adenocarcinoma infiltrando o esôfago abaixo do epitélio escamoso Estômago Macroscopicamente é dividido em cárdia (só glândulas mucosas), fundo, corpo (nessas duas é onde encontramos as fossetas gástricas e as glândulas oxínticas – imagem ao lado) e antro Microscopicamente – a mucosa do fundo gástrico é diferente da do antro Glândulas gástricas (oxínticas) – são encontradas no fundo e no corpo, têm 2 tipos de celulares: Célula principal: responsável pela secreção prurídico- péptica, secreção de HCl e pepsina (atividade exócrina) Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Célula parietal: responsável pela secreção de fator intrínseco (atividade endócrina) Muscularis mucose: separa a mucosa (glândulas e a lâmina própria) da submucosa (tecido conjuntivo e muscular) No antro e região pilórica não há a presença dessas glândulas oxínticas, apenas glândulas gástricas centrais secretoras de muco (fossetas/fovéolas gástricas) É um muco básico que vai revestir a mucosa, rico em bicarbonato, para proteção dela Não secreta nem HCl nem pepsina. Na profundidade teremos as células argetafins que secretam histamina e serotonina, e as células G que secretam gastrina (no antro), ambas com atividade endócrina Quando existe lesão no estomago, sempre há uma hiperplasia das fossetas/fovéolas Na cárdia só há presença de glândula mucosa – logo após esôfago Gastrite Gastrite Aguda Geralmente é devido a vários fatores, porém quando eles são retirados, o estômago volta ao normal, não evoluindo para gastrite crônica Normalmente a mucosa fica hiperemiada (avermelhada) e ela evolui para chamada ulcera péptica aguda, que tem várias causas, mas sempre com o mesmo padrão morfológico o Úlceras pépticas agudas (rasas). Úlceras de estresse - doenças que levam atividade excessiva na mucosa levando a isquemia da mesma, como choque, sepses e traumatismo grave; Ocorre, geralmente, em pacientes politraumatizados ou que estão internados em CTI Úlceras de Curling: ocorre em pacientes com queimaduras graves (3°, 4° ou queimaduras extensas) Úlceras de Cushing: quando o paciente possui uma doença intracraniana (tumores, traumas, etc) Úlceras causadas por AINES: uso de anti-inflamatórios não esteroides Podem ocorrer em vários lugares no estômago (sem predileção), as vezes múltipla e podendo levar a hemorragias irreversíveis. Morfologia: o Superficiais, com lesão do epitélio glandular; Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 o Fundo com coloração marrom ou negra (presença de sangue com reação com o suco gástrico) o Podem ser múltiplas (mais comum) ou únicas; o Ausência de cicatrização e espessamento dos vasos; o Cura com reepitelização completa Microscopicamente: há uma reação inflamatória aguda (grande quantidade de neutrófilos) com necrose da mucosa que, quando se cura, há a revitalizaçãob completamente (imagem ao lado) Gastrite crônica – diferente da aguda e não evolui para outra Gastrite pelo Helicobacter pylori; o É uma gastrite antral ou pangastrite (pode atingir corpo e fundo formando a pangastrite) o Concentra-se no muco superficial das fovéolas; o Provoca infiltrado leucocitário no córion e no epitélio (exocitose – presença de leucócitos ou neutrófilos infiltrados no epitélio), formando microabscessos – nas formas mais graves; o Aumento do número de plasmócitos no córion; o Presença de agregados linfoides com centros germinativos – esses agregados são sempre de células B o Ocorre metaplasia intestinal na mucosa dessa região Pode ser uma metaplasia completa (além das células com muco colônio, são encontradas células diferentes do intestino delgado, como as células de pannet), ou incompleta (só se tem ela através das células que contém um muco intestinal – muco colônico) Pode levar à displasia de baixo ou alto grau, ocasionando ao surgimento de adenocarcinoma, principalmente a incompleta Gastrite Autoimune: o Ocorre no corpo e fundo gástricos; o Anticorpos contra células parietais e fator intrínseco (leva a anemia megaloblástica); o Redução dos níveis séricos de pepsinogênio I; o Hiperplasia das células endócrinas antrais; o Deficiência de vitamina B12 (por má-absorção) o Acloridria; o Atrofia difusa da mucosa; o Infiltrado linfoplasmocitário e macrófagos; o Metaplasia intestinal Úlcera Péptica Ao contrário das úlceras agudas, é solitária. Localizações: Antro; Primeira porção do duodeno; Terço inferior do esôfago (GERD ou mucosa gástrica ectópica); Divertículo de Meckel (divertículo que ocorre no intestino – aparece a 20 cm antes da válvula íleo-cecal) Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Etiologias: Se ocorrer na região pré-pilórica ou pilórica: ainda tem mucosa gástrica, aí teremos a mesma etiologia da que ocorre na primeira porção do duodeno, isto é, stress (devido a secreção excessiva) Se ocorre na incisura angular ou antro gástrico: muito relacionada com a inflamação crônica por H. pylori. Morfologia: Solitárias (80%); Superficiais (menores de 0,3 cm) Profundas (maiores de 0,6 cm) Lesão em saca-bocado (como se estivesse arrancando a mucosa), redonda a oval; Bordas nítidas; Fundo branco nacarado (dado pela necrose fibrinóide), liso e limpo; Camadas da úlcera péptica: Necrose fibrinóide (sinaliza que a úlcera está em evolução e em atividade), tecido de granulação, fibrose (na porção mais profunda). Se tivermos uma úlcera só com tecido de granulação e fibrose, a mesma está regredindo. Mucosa da borda pode estar atrófica Características clínicas de uma úlcera péptica e suas evoluções: Dor em queimação ou epigástrica, 1 a 3 horas após as refeições; Náuseas, vômitos e eructações (arroto); Anemia ferropriva (devido ao sangramento); Hemorragia; Perfuração (pode levar a peritonite grave ou pancreatite (chamada de úlcera terebrante)) Deve-se fazer a biópsia da borda e do fundo da úlcera. Pólipos Proliferação da mucosa para dentro da luz do órgão, podendo ser neoplásicos ou não neoplásicos Podem ser pediculados (quando formam pedículos - maioria), semi-pediculado ou séssil (pólipo de baixo plano) Pólipos hiperplásicos ou inflamatórios – ocorre em qualquer lugar do estômago Múltiplos, menores que 1,0 cm e com superfície lisa; Nos maiores que 1,5 cm, há risco de haver displasia (lesão pré-cancerosa) Fovéolas irregulares, cisticamente dilatadas, córion edematoso com inflamação aguda e crônica, podendo haver erosão superficial; Diagnóstico final só é feito com biópsia, mas macroscopicamente já supomos serum pólipo Pólipos de glândulas fúndicas (glandulares): Ocorrem devido ao aumento do uso de inibidores da bomba de prótons, que vai causar uma hipersecreção de gastrina – aumento da secreção prurídico péptica Podem ser assintomáticos ou ocorre quadros de náuseas, vômitos ou dor epigástrica. Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Ocorrem no corpo e fundo gástrico, sendo, geralmente, múltiplos. Microscopicamente: dilatação cística das glândulas oxínticas, sendo revestidas por células parietais planas e por células principais Só vão regredir se o paciente parar de fazer o uso da terapia medicamentosa com os inibidores da bomba de prótons Pólipo Neoplásico - tumores com aparecimento polipoide constituído por glândulas (tumores benignos) Adenomas: o Mais comuns no antro; o São constituídos por epitélio colunar do tipo intestinal (houve metaplasia prévia para que isso aparecesse aqui); o Todos os adenomas exibem displasia (baixo ou alto grau (sem núcleo ou com núcleos pseudo-estratificados)) Adenocarcinoma Câncer mais frequente no estômago; Profundidade da invasão: Precoce: limitado à mucosa e submucosa, independente ou não de metástases; Avançado: neoplasia que se estende através da submucosa, invadindo a parede (muscular e/ou serosa) Carcinoma “in-situ” (intra-epitelial): sempre precoce, envolvendo somente as glândulas Morfologia macroscópica: Vegetante: exofítico – aspecto em couve flor; Aplanado ou deprimido; Ulcerado: escavado; Infiltrante: difuso (linite plástica/bolsa de couro) – infiltra difusamente todo o estômago, não formando úlcera nem glândulas Subtipos histológicos (Laurén): Tipo intestinal: formado por glândulas neoplásicas com padrão intestinal, crescimento expansivo, mostrando luzes com mucina Tipo difuso: células mucosas do tipo gástrico, que não formam glândulas, permeiam a mucosa com células soltas ou em pequenos ninhos e possuem crescimento infiltrativo (células mucosecretoras ou em anel de sinete) Devemos sempre avaliar os linfonodos envolvidos Ana Carolina Simões – MED 105 – Aula Patologia 20/05/2022 Outras neoplasias gástricas Linfoma gástrico: o linfoma de células B não tem relação com o H. pylori, já o linfoma MALT gástrico é associado ao tecido linfoide da mucosa gástrica e tem nítida relação com o H. pylori É um linfoma de alto grau (maligno) Se tratar a infecção por H. pylori o linfoma regride Tumor estromal gastrointestinal (GIST): tumor que ocorre na parede do estômago e tem várias evoluções Pode ser benigno ou maligno, mas ao fazer o diagnóstico deve ser trato como se fosse maligno Originado a partir das células de cajal, que são responsáveis por estimular a contração do músculo gástrico quando o estômago contrai Tumor de células neuroendócrinas (carcinóides): acomete as células argetafins (produtora de histamina e serotonina), ocorre com certa frequência no estômago, porém é mais comum no apêndice íleo-cecal. Schwannoma: tumor derivado da bainha de Schwann, tumor de origem neural (Benigno) Leiomioma: originário dos leiomiócitos (células da musculatura gástrica) (Benigno) Tumor de Krukenberg: adenocarcinoma gástrico que dá metástase para os ovários bilateralmente