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sintético - quimioterapicos natural - antibioticos antibacterianos antiviral antiprotozoario antifungicos Antimicrobianos são substancias químicas, de origem natural ou sintética, com ação de dificultar ou inibir o crescimento de microorganismos em geral. CLASSIFICAÇÕES De acordo com a origem: De acordo com a finalidade O único método que consegue eliminar todos esses patógenos é a esterilização, um método físico que funciona apenas em objetos inanimados em autoclave São extremamente seguras para o hospedeiro, pois vertebrados não possuem parede celular. Entretanto, pode causar dor no local da injeção, reações de hipersensibilidade, alterações hematológicas e, raramente, neurotoxicidade. Contraindicado para lactantes, pois sai no leite em sua forma ativa. OBS: contraindicado para animais nefropatas. BENZILPENICILINA / PENICILINA G = naturais Inativadas pelo pH gástrico Possuem curto espectro (somente gram +) OBS: ampicilina e amoxicilina possuem espectro estendido e atingem alguns gram negativos. A associação com clavulanato impede a ação da betalactamase de destruir o fármaco. Apesar da resistência, funciona bem para tratamento de leptospirose (benzetacil) e clostridiose. MECANISMO DE AÇÃO DE PENICILINAS E CEFALOSPORINAS O anel betalactâmico se liga às enzimas formadoras da parede, impedindo essa síntese. Sem a parede, a alta pressão osmótica das Gram + é suficiente para causar a lise da membrana plasmática. L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H ANTIMICROBIANOSANTIMICROBIANOS ANTIBACTERIANOSANTIBACTERIANOS bacterioestaticos (inibem ou prejudicam o crescimento e reprodução das bacterias) bactericidas (matam de alguma forma) Sulfas foram descobertas em 1932, com o primeiro uso em 1936 em streptococcus. São um pró-fármaco, eram usados como corante de cultura mas in vivo produziam efeito anti bactericida. OBS: Para prescrever antibactericidas de uso humano ou manipulado, precisa de 2 vias de receituário por médico veterinário ativo no CRMV. CLASSIFICAÇÃO Quanto ao tipo de efeito nos MOs: ➝ Fármacos dose-dependentes ➝ Fármacos tempo-dependentes INIBIDORES DA SÍNTESE DE PAREDE CELULAR Beta lactâmicos: penicilina, cefalosporinas, vancomicina, bacitracina, cicloserina. Atuam nas etapas bioquímicas envolvidas na síntese de peptideoglicano e formação da parede PENICILINA Origem no fungo Penicilium chrysogenum, interferem na última etapa da síntese da parede celular, promo- vendo a lise com efeito bactericida. O uso de diferentes tipos de Penicilina está relacionado à farmacocineticas diferentes para cada uma. Todas são excretadas por via renal. na forma ativa com pouca biotransformação. tipo característica PENICILINA G + PROCAÍNA Meia-vida intermediária Latência 1-3h Duração: 12h Via IM profunda Inativada pelo pH gástrico ácido como toda G PENICILINA G + BENZATINA Meia-vida longa Latência: 8h Duração: 3 a 30d Via IM profunda Ineficaz: E. coli, S.aureus, M. turbeculosis PENICILINA G + CRISTALINA AQUOSA Via: IV, mas aceita IM/SC Meia-vida: 30 a 40min Eliminação rápida: aprox. 4 a 6h Única com boa penetração no LCR (meningite) PENICILINA V Única para uso oral Infecções de pequena gravidade penicilinas naturaispenicilinas naturais CEFALOSPORINAS Origem no Cephalosporium acremonium em 1960. Divididem-se em primeira, segunda, terceira e quarta geração, sendo que o espectro contra gram negativas e Pseudomonas aumenta a cada geração. OBS: 1ª e 2ª geração já tem muita resistência bacteriana Em geral, bem toleradas, sem grandes reações adversas. L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H para evitar a lesão renal, o animal em tratamento deve ficar em fluidoterapia. intervalos menores provocam maior acúmulo de aminoglicosídeos nos túbulos renais, mesmo em doses menores. OUTROS AGENTES DE USO RESTRITO Carbapenens (Imipenem, Meropenem, Ertapenem) Uso em infecções multiresistentes; agem contra todos os produtores de betalactamases. Exclusivamente hospitalar, injetáveis. Monobactans (Aztreonam) Injetável IV ou IM, usado em infecções por Enterobac- térias, sem eficácia em cocos gram positivos e/ou anaeróbios. INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA AMINOGLICOSÍDEOS Espectro de ação: bactérias gram negativas, por isso, é comum estarem associados à penicilinas. São inativados na presença de pus. Ex: amicacina, gentamicina, canamicina, neomicina, estreptomicina OBS: Gentamicina = maior espectro para + e - Farmacocinética: Não são bem absorvidos por via oral pois são molécu- las grandes, mas são ativos no lúmen intestinal, utilizados por VO para que atuem nesse local, sendo eliminados na sua forma ativa pelas fezes. Geralmente têm uso tópico, pulmonar e injetável. Circulam pelo plasma na forma livre com distribuição desigual; pouco atinge os tecidos (exceção: córtex renal) OBS: ultrapassam a placenta. Se difundir nos líquidos sinovial, pleural e ascítico; cavidades peritoneal e pericárdica; tecido adiposo, Eliminação renal. Mecanismo de ação: Se ligam à parede celular bacteriana para poder ultrapassar a membrana celular por difusão. No citoplasma, interagem com o rRNA 16S da subuni- dade 30S do ribossoma bacteriano através de pontes de hidrogénio e de ligações iónicas, causando uma leitura incorreta do rRNA e disfunções na síntese proteica. Efeitos adversos: NEFROTOXICIDADE = estrutura poliônica é atraída por receptores da membrana apical dos néfrons (túbulo proximal), se liga a radicais livres e causam lesão e ruptura dos lisossomos, liberando outros enzimas que participam da cadeia oxidativa mitocondrial. Ao se ligar a essas enzimas, geram lesão nas mitocôndrias e formação de radicais livres e morte celular. tipo característica Ampicilina Amoxicilina Uso injetável com algumas formulações via oral Sinergismo com aminoglicossídeos Ampla indicação Baixa capacidade de ultrapassar BHE Penicilinas anti- estafilocócicas Oxacilina, Dicloxacilina. Flucoxacilina Eficazes contra estafilocócos produtores de penicilinases. Sem atividade contra gram - São injetáveis Panicilinas anti- pseudomonas Carbenicilina, Ticarcilina, Piperacilina + tozobactam Atuam em pseudomonas aeruginosas; Proteus spp.; Enterobacter spp Uso injetável penicilinas sintéticaspenicilinas sintéticas tipo característica 1° geração: - Cefalexina - Cefadroxila Usada em infecções urinárias não complicadas em prenhes, dermatites em cães, infecções de tecidos moles em gatos. Excelente absorção por VO. 2ª geração: - Cefoxitina - Cefuroxima - Cefaclor* Infecções intra-abdominais; pélvicas, ginecológicas e urinárias; + indicações da 1ªgeração * derivado da cefalexina 3ª geração: - Ceftriaxona (humano) - Ceftiofur Sódico - Ceftriona - Cefovecin* Usada em infecções urinárias; prostatite; pneumonias; enterites; piodermites; epticemia; pós- cirúrgico, parvovirose, meningite Intervalo SID, IM/IV/SC De escolha para bacilos gram - 4ª geração: - Cefiquinoma Pneumonias hospitalares, infecções do trato urinário, meningites. Intervalo SID, IM/SC Altamente resistente à ação das betalactamases Actinomyces, E. coli, Salmonella, Streptococcus, Staphylococcus, Pasteurella, coccídeos, Toxoplasma. OTOTOXICIDADE = mesmo mecanismo dos rins Leva ao aumento da expressão de alguns genes rela- cionados à produção de proteínas que favorecem o aumento da produção de espécies reativas de oxigênio. Pode causar perda da função auditiva temporária ou permanente. NEUROTOXICIDADE MUSCULAR = mais rara, causa bloqueio neuromuscular esquelético, pois faz a inibição da liberação pré-sináptica de acetilcolina na placa mioneural, impedindo que haja neurotrans-missores suficientes para gerar contração muscular. Não associar com outros fármacos bloqueadores neu- romusculares. Neomicina é a mais tóxica, sendo tobramicina menos tóxica (ambas muito nefrotóxicas). Interações medicamentosas: diuréticos de alça (ex: furosemida), vancomicina, anfotericina B, antibió-ticos polipeptídicos catiônicos (colistina, polimixina B) São bactericidas CONCENTRAÇÃO DEPENDENTE, com efeito pós-antibiótico. SULFANOMIDAS Ex: Afectrim, Ibatrim,Zelotril Está disponível em diversas formas farmacêuticas como oral, otológico, dermatológico etc, sendo um fármaco muito versátil. São antimicrobianos sintéticos. Origem: introduzido na medicina humana por Domagk, em 1939, derivado de um corante (protosil). Não tem atividade em vitro, somente em vivo, pois é um pró- farmaco e sofre metabolismo para liberar a sulfonamida. Mecanismo de ação: Nas bactérias, o PABA produz ácido fólico, o qual atua na produção de diversas moléculas - o aminoácido metionina, a timidina e as purinas precursoras do DNA. Dessa forma, sem o PABA, as bactérias não conseguem crescer e se reproduzir. As sulfonamidas têm molécula parecida com o PABA, atuando como antagonista competitivo para essa molécula, sendo um falso substrato para o ácido fólico. Além disso, conseguem inibir a enzima crítica que converte o PABA em diidrofolato (diidropteroato sintetase), na primeira etapa da cadeia deste ácido. ➝ Efeito bacteriostático. ➝ Fármaco antimetabólico OBS1: bactérias que não produzem ác. fólico a partir do PABA são naturalmente resistentes. Espectro de ação: Bactérias gram + e - e alguns protozoários L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H sulfametoxazol + trimetroprima = cotrimazol sulfadimetoxina + ormetroprima sulfadoxina + pirimetamina sulfametoxazol (injetável) e sulfadiazina (VO) sulfadiazina de prata (uso externo) sulfassalazina, sulfaquinoxalina, sulfaguanidina - uso VO para infecções intestinais sulfadoxina, sulfadiametoxina, sulfametoxipiridazina OBS: Devido à resistência adquirida pelas bactérias, começou a ser fabricada em conjunto com diamino- pirimidinas, as quais bloqueiam a enzima diidrofolato redutase, também da cadeia do PABA, com sinergismo gerando efeito bactericida. Resistência: Diminuição da permeabilidade da membrana celular bacteriana impedindo a penetração da sulfa; Hiperprodução do PABA Produção alterada das enzimas Usos clínicos: actinobacilose, coccidioses, colibacilose, infecções respiratórias, isosporose, mastite, infecções geniturinárias, pododermatite, poliartrite, toxoplas- mose em aves, suínos e selvagens. OBS: são inativadas na presença de exsudato, pus ou fragmentos de tecidos necróticos - ambientes ricos em PABA. Farmacocinética: Uso VO (diluido na água ou misturado na ração), otológica, oftálmica, pele e mucosas, injetáveis em forma de sal de sódio - IM,SC, IV, IP. Ampla distribuição nos líquidos corporais, LCR e placenta, atingindo o feto. Biotransformação hepática com reações de oxidação, acetilação (maior parte), sulfatação ou glicuronidação. Excreção urinária (principal) além de bile, fezes, leite e suor. Absorção e eliminação rápidas: Baixa absorção Absorção rápida e eliminação prolongada OBS: absorção no rúmen é retardada OBS2: são muito alcalinas, logo o uso injetável doi Efeitos indesejáveis: Ocorrência de cristalúria, principalmente em sulfas antigas como sulfatiazol e sulfapiridina, dependendo da concentração administrada e da solubilidade da sulfa e seus metabólitos na urina ácida. Teratogênese, principalmente em coelhos e roedores Interações com fármacos anticoagulantes Observar o período de carência para animais produ- tores de alimentos para consumo humano (carne, leite, ovos) Equinos = administrar IV por infusão contínua (soroterapia, medicamento bem diluído) pois pode causar colapso circulatório (baixa pressão, taqui- cardia, sudorese intensa, desmaio) Monogástricos = rápida absorção por VO, pode ser usada em qualquer via Ruminantes = uso oral tem absorção prejudicada, feito injetável ou local (mastites, intramamaria) Cipro - 70% de biodisp. Enro - 100% de biodisp. QUINOLONAS E FLUORQUINOLONAS Fácil administração e poucas reações adversas. Origem: CLOROQUINA > HIDROXICLOROQUINA > ÁCIDO NALIDIXICO Primeira geracao de quinolona, usado em infecções de trato urinário por bactérias gram -, baixa absorção A adição do flúor aumentou o espectro de ação para bactérias gram + e -. SEGUNDA GERAÇÃO = enrofloxacina, orbifloxacina, norfloxacina. O animal modelo para essas formulações foi o cão. TERCEIRA GERAÇÃO = medicamentos mais caros como Levofloxacina, marbofloxacina OBS: o uso de doses muito concentradas, via injetável, causa reação local (farmacodermias) Farmacocinética: Uso VO (comprimido, suspensão, solução) e injetável (IM e SC), IV deve ser feita devagar. Uso de gastroprotetores não é necessário, pois as fluorquinolonas são muito bem absorvidas e não causam problemas gástricos. OBS: alimentos ricos em cálcio podem interferir na absorção, pois "quelam" o fármaco. Suplementos só devem ser utilizados junto da medicação quando os ions já estão quelatados na fórmula (íons di ou trivalentes). A biodisponibilidade oral é variável dependendo da espécie do animal e do tipo do fármaco. Ampla distribuição por possuir elevada lipossolubili- dade, se acumulando no tecido adiposo com eliminação lenta. Abrange tecido osteomuscular, placenta, glândula mamária (leite), ovo e células fagocitárias. OBS: Não recomendado para animais prenhes pois causa abortamento. OBS: Período de abate varia conforme fabricante, espécie e produto (ovo, leite, carne) Metabolização de fase 1 é a oxidação (enzimas família cyp 450) e, de fase 2, acetilação ou glicuronidação. Excreção por via urinária (secreção tubular), grande quantidade de fármaco ativo. OBS: resíduos no meio ambiente causam elevadas concentrações de fluorquinolonas no solo (lençol freático) em todas as regiões do Brasil L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H mecanismo = a BHE não reconhece o xenofibiotico pois tem poucas bombas de efluxo nas células da barreira. Assim, entra no sistema nervoso e causa degeneração hidrópica nas células da retina sinais = midríase irreversível uni/bilateral, cegueira dose segura = 2,5 a 5mg/kg VO, SID, por até 5 dias Fluorquinolonas X metilxantinas (teofilina) Fluorquinolonas X antibióticos (ex clorafenicol) Pequenos animais = doxiciclina Ruminantes e equinos = oxitetraciclima, IV diluída com infusão lenta, dose única ou repetir após 2 dias Uso clínico: infecções de tecidos moles, pele, sistema urinário. 3/4ª geração = bac. anaeróbias, infecções entéricas 2ª geração = coccidioses Mecanismo de ação: Alvo molecular - enzima topoisomerase II / DNA girase das bactérias, a qual tem o papel de desenrolar as duplas hélices (mov. antihorario) para ativação do DNA na divisão celular. Dessa forma, a replicação do agente é prejudicada. Reações adversas e contraindicações: - astropatias - tendinite - degeneração de retina em gatos Não administrar para pacientes nefropatas, fêmeas prenhes (efeitos tóxicos fetais) ou lactantes, cães com menos de 8 meses, potros com menos de 6 meses. Interações medicamentosas: - aumenta a toxicidade da teofilina, sinais nervosos - antagonismo antimicrobiano, menor efeito TETRACICLINAS Amplo espectro de ação, atingindo as Gram + e -. Também combate bactérias anaeróbias, rickttesias, clamídias, vibriões e alguns protozoários (amebas) Amplamente usado para tratamento de hemopa- rasitoses em diferentes espécies. Necessita de baixas doses e têm boa cobertura em intervalo de doses SID ou BID. OBS: Pode levar a disbiose, ou seja, desequilíbrio da microbiota intestinal, que pode ter como sintomas a diarreia, colite, cólicas. Farmacocinética: Não deve ser administrado junto a suplementos ou alimentos que contenham íons bi ou trivalentes, pois ocorre a quelação do fármaco. A administração deve ocorrer com intervalo de, no mínimo, 2h. Ex: cálcio, ferro, alumínio, magnésio Quando o tratamento é prolongado ou injetavel (grandes animais), deve ser acompanhado de terapia de apoio com hidratação, antitérmicos, suplemen- tação, alimentação adequada e, se necessário, transfusão sanguínea. OBS: Minerais já quelatados pouco interferem na absorção Uso de antiácidos ou gastroprotetores pode reduzir a absorção VO. Ampla distribuição com boa penetração em diversos tecidos como gengiva, dentes, líquido sinovial, ossos, saliva, placenta, leite etc. Por isso, contraindicada para animais prenhes (risco de abortamentodependendo do terço da gestação, o medicamento "rouba" o cálcio de dentes e ossos). Biotransformação hepática com aumento de TGO e TGP e acúmulo na bile (tratamentos longos devem ser acompanhados de hepatoprotetor). Excreção via fecal, porém há pequena excreção renal. Reações indesejadas também incluem transtornos gas- trintestinais, além dos riscos para gestantes e filhotes. Mecanismo de ação: Atuam no ribossomo da bactéria, se ligando à subunidade 30S. Dessa forma, impedem a adição de aminoácidos e a síntese proteica. MACROLÍDEOS - azitromicina - claritromicina - tulatromicina (injetável, ruminantes e suínos) São lactonas macrociclicas (anel macrociclico). Possuem estrutura química diferente da penicilina, mas apresenta mesmo espectro de ação, logo, é usada como substituta em animais alérgicos. Eritromicina = sensível aos ácidos estomacais. Causa hepatotoxicidade, logo pode ser produzida na forma de estolato Claritromicina e azitromicina = maior espectro de ação, absorção mais rápida, não são inatividas em meio ácido Farmacocinética: Deve ser administrado em jejum, pois a presença do alimento deixa a absorção mais lenta. Isso ocorre porque o fármaco influencia no movimento gastrintestinal - acelera o intestino e paralisa o movimento do estômago, logo o medicamento fica retido no estomago e demora para chegar ao local de absorção, o duodeno Mecanismo de ação: São inibidores da síntese proteica, atuando na subunidade 50S ribossomal. Causa dissociação da en- zima peptidil transferase, impedindo o alongamento da cadeia peptídica. Em doses normais, é bacteriostático. Em altas doses, bactericida. L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H OBS: Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermis são resistentes Não administrar VO em ruminantes (pela flora ruminal) Não administrar injetável em cães e gatos, causa necrose tecidual Pro cinético Imunosupressão Anti inflamatório Reduz a secreção de muco no trato respiratório Espectro de ação: Principalmente doenças respiratórias, com uso em ISTs na medicina humana. Eritromicina = gram +, estreptococos, estafilococos, clostrídios, Listeria, Mycoplasma, Truperella pyogenes, Rhodococcus equi, Erysipelothrix rhusiopathiae, Brucella spp Azitromicina = anteriores + Pasteurella, Campylobacter spp, Bordetella bronchiseptica (tosse dos canis) Bacilos gram negativos da família das Enterobac- terias são naturalmente resistentes, como E. coli, Klebsiella spp e Enterobacter spp. Mecanismos de resistência adquiridos pelas bactérias: 1. Bombas de efluxo 2. Impermeabilização 3. Hidrólise do fármaco - esterases 4. Metilases que alteram a subunidade 50S (mutação ribossomal) Contraindicações e toxicidade: Causam tromboflebite via IV, deve ser diluído RAM mais comum é dor e lesão no local da injeção Não utilizar via IM (dor intensa e inflamação) VO = sinais gastrintestinais em cães e gatos Eritormicina causa disbiose em equinos e coelhos (colite por Clostridium difficile, dor abdominal e diarreia intensas levando ao óbito) Azitromicina é o mais bem tolerado. Outros efeitos: Principalmente eritromicina, diminui a motilidade do estômago, tratando a esofagite por refluxo. Uso por infusão contínua IV Ainda pouco estabelecido, o efeito ocorre por se concentrarem em leucócitos com redução das enzimas lisossomais e da circulação destas células Aumentam a atividade dos cílios, mecanismo muco cinético com efeito expectorante parede celular de quitina e betaglucano. ergosterol, um lipídio de membrana exclusivo. Fungos são organismos eucariontes, cujas células são muito parecidas com as dos mamíferos, por isso, os fármacos devem possuir toxicidade seletiva para os fungos, para que sejam seguros para o paciente. Algumas diferenças celulares podem ser alvos farmacológicos, como: 1. 2. MECANISMO DE AÇÃO DE CADA FÁRMACO ANFOTERICINA Prejudica a síntese de membrana plasmática do fungo. Liga-se ao ergosterol, causando despolarização da mem- brana e formação de poros com alteração da permea- bilidade da membrana. Assim, há escape de substâncias, entrada de água, alteração no fluxo de íons resultando em alterações osmóticas importantes causando morte celular. OBS: pode levar à alterações nas células do hospedeiro com ação citotóxica, pois libera enzimas lissosomais e de outras organelas e citocinas inflamatórias. EQUINOCANDINAS Atuam na parede celular. Rompe as miofibrilas e impede a síntese de betaglucanos. Causa desequilíbrio osmótico. Via exclusiva: IV AZÓIS Prejudicam a síntese do ergosterol, pois inibem a enzi- ma que faz a última etapa da cadeia de sua produção, a 14α-desmetilase. Também inibem a transformação de leveduras em hifas. L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H imidazóis = clotrimazol, econazol, miconazol, eniconazol, cetoconazol triazóis = itraconazol, flaconazol, anfotricina B OBS: iodeto de potássio no combate da esporotricose (SSKI em cápsulas ou gotas), também pode ser usado na ptiose em equinos TERBINAFINA, NAFTIFINA, AMOROLFINA Também inibem a síntese do ergosterol, mas em outra etapa da cadeia. Há o bloqueio da síntese de esqualeno em lanosterol, por inibir a enzima esqualeno epoxidase.. AMBAS AS ENZIMAS, 14Α-DESMETILASE E ESQUALENO EPOXIDASE, FAZEM PARTE DO GRUPO DE ENZIMAS DO CITOCROMO CYP450. POR ISSO, PODEM INTERFERIR NOS MECANISMOS DE FASE 1 DA BIOTRANSFORMAÇÃO DE VÁRIOS MEDICAMENTOS. ESSE FATO TAMBEM AUMENTA A TOXICIDADE DOS MEDICAMENTOS, E, POR ISSO, NÃO É INDICADO PARA PACIENTES HEPATOPATAS. FLUCITOSINA É um antimetabólito e prejudica a síntese de ácidos nucleicos (também usada como anti neoplásico). Penetra na célula pois é transportada pela proteína citocina-permease e, no núcleo, é transformada em 5- fluracil por fosforilação. Nessa forma, é tóxico ao DNA fúngico. Pouco usado pois possui muitas restrições. GRISEOFULVINA Impede a formação do fuso mitótico, prejudicando a mitose. Também é pouco usada e é teratogênica. Eritromicina boa; intestinal; OBS: ácido-sensível 30 a 65% absorção biodisponibilidade Clariitromicina rápida, com ou sem comida Azitromicina rápida, sem comida, íons ou antiácidos 55% 37% Tularomicina rápida 88 a 90% líquidos e tecidosdistribuição tecidual ampla, grande [] pulmonar fluidos e tecidos tecidos deficiente e lente; [] fígado e bile biotransformação hepáticahepática hepática 1,5 a 3 horasmeia vida 90 horas12 horas 14 a 20 horas biliar, menos de 5% renal excreção lenta +- 7 duas renal biliar 12% renal ANTIFÚNGICOSANTIFÚNGICOS farmacocinética dos macrolídeosfarmacocinética dos macrolídeos Superficiais: Cutâneas ou dermatofitoses: Subcutâneas: Sistêmicas: Oportunistas: cetoconazol = uso oral e tópico, boa absorção no TGI desde que em ambiente ácido. boa distribuição, metabolização hepática com eliminação biliar e urinária miconazol, clotrimazol e isoconazol = via tópica, pou- co absorvido, ação se restringe ao local de aplicação fluconazol = VO ou IV, atinge alta concentração no LCR, uso em meningoencefalites e discoespondilites fúngicas. eliminado praticamente inalterado na urina itraconazol = VO bem absorvido com extensa meta- bolização hepática, boas concentrações em pulmões, rins, pele, pâncreas, não atinge SNC. Alternativa para algumas micoses sistêmicas mais invasivas como Aspergillus CLASSIFICAÇÃO DAS MICOSES Camadas superficiais de pele e pêlos Epiderme, pelo e unhas Derme, tecido subcutâneo, músculos e fáscias Órgãos e tecidos internos Acometem animais debilitados FARMACOCINÉTICA AZÓIS São os mais utilizados na rotina Todos de origem sintética com amplo espectro Efeito fungistático Imidazóis: - distribuição restrita, não atingem o SNC. - maior possibilidade de afetar a síntese do colesterol de mamíferos OBS: hepatotoxicidade (evitar uso sistêmico em gatos) OBS 2: medicamentos metabolizados pelas CYP450 têm o metabolismo prejudicado, ficam mais tempo no orga- nismo e podem causar toxicidade OBS 3: antiácidos diminuem a absorção OBS: pode ocorrer prurido, queimação e irritação local OBS 2: caso haja absorção sistêmica significativa, mes-mas OBS para cetoconazol Triazóis: - maior biodisponibilidade e atividade mais intensa - metabolização mais lenta, maior intervalo entre doses - ação residual, logo possui atividade mesmo no fim do tratamento ou em caso de perder doses - menos efeito na estereidogenese OBS: RAM leves: nauseas, vomito, dores abdominais OBS: para administração IV é formulado como β-ciclo- dextrina (MAIS CARO) L U I Z A M E S S E D E R Z A H L U T H posaconazol = tópica ou otológica, ação restrita ao local de aplicação. OBS: pode ocorrer lesões eritematosas moderadas OBS: 2 uso em tratamentos de infecções invasivas que ameaçam a vida ANFOTERICINA B Origem natural (Streptomyces nodosus), foi o primeiro antifúngico sistêmico comercial Acão tópica, o uso SC é irritante e IV causa reação Extremamente nefrotóxica (obs: anfotericina ABL) Não usar concomitantemente com AINES Uso para micoses sistêmicas como criptococose, zig- micose equina É fungiostático ou fungicida dose-dependente Anfotericina B + descolato de sódio (ABD): - forma convencional solúvel em água - excreção renal com alta nefrotoxicidade - reação de infusão = febre, aumento na FC e FR - trombocitopenia - toxicidade tecidual e celular - tromboflebite Anfotericina B lipossomal (ABL): - alto custo com doses maiores - menor excreção renal - menor nefrotoxicidade e reação de infusão - reações cardiovascular e respiratória - pouco mais hepatotóxica - ainda mais segura que ABD - acúmulo em células do sistema monocítico-macro- fágico como leishaminicida para humanos - comercializada como L-amb, ABCD, ABLC LEGALMENTE, ABL NÃO PODE SER UTILIZADA EM ANIMAIS PARA TRATAMENTO DA LEISHMANIOSE GRISEOFULVINA Uso: dermatofitose, infecções de pele, pelos e unhas Uso oral ou tópico Meia vida 24h e tratamento de, no mínimo, 3 semanas RAM = altas doses ou uso prolongado = diarreia, náuseas, vômitos, alta hepatotoxicidade, albuminúria, cilindrúria Contraindicado para animais gestantes, leucopênicos e hepatopatas. FULCITOSINA Uso em formas graves de neurocriptococose É caro e precisa associar a anfotericina B Uso em cepas resistentes de candida na septicemia, endocardite, infecções urinárias RAM = depressão da medula óssea com leucopenia e trombocitopenia, náuseas, vômito, diarreia, exantema, enterocolite grave