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1 LUANNA HONÓRIO PROFESSORA LUIZA TOSCANO – OFTALMO (P8) – 04/02/2022 ETAPAS DO EXAME OCULAR 1. Anamnese 2. Exame ocular externo (ectoscopia) – observa se o paciente tem alguma alteração, algum movimento alterado, descentralização, se tem alguma perda do paralelismo dos olhos, lesão ocular externa etc. 3. Movimentação ocular 4. Acuidade visual 5. Exame de refração 6. Biomicroscopia 7. Exame de fundo de olho 8. Tonometria 9. Exames complementares – se necessário ANAMNESE Queixa principal: início dos sintomas oculares e duração dessa queixa História da moléstia atual: progressiva, súbita? Sintoma associado? Dolorosa? Sofreu algum trauma? Antecedentes pessoais: tem alguma doença sistêmica? HAS, DM, doenças reumatológicas, infecciosas, neoplasias, tabagismo e doenças oculares prévias OBS: Importante perguntar se o paciente possui algum antecedente oftalmológico – usa óculos? Fez cirurgia no olho? Usa alguma medicação ocular/sistêmica com finalidade oftalmológico? Fez uso de tampão? Antecedentes familiares: glaucoma (principal) e ceratocoma. EXAME OCULAR EXTERNO (ECTOSCOPIA) Precisa-se de um foco simples (lanterna, até mesmo do celular), posicionando-o em frente ao rosto do paciente e observa as alterações externas. • Inspeção desarmada das estruturas mais externas do olho e de seus anexos com auxílio de foco luminoso. Nesse exame, podemos identificar desvios oculares, alterações palpebrais, hiperemias oculares, opacificações ou deformações da córnea, perfurações oculares anteriores, cicatrizes, pterígios, alteração da íris e pupila, tumores de pálpebras e conjuntiva, corpo estranho na córnea ou conjuntiva, opacificações etc. MOVIMENAÇÃO OCULAR Objetivo: avaliar a função dos músculos extra-oculares • Teste de Hirschberg: coloca um foco luminoso centralizado mais ou menos 5 a 40cm do paciente, com este olhando em linha reta. Veremos o reflexo desse foco luminoso na córnea do paciente. A partir desse teste, podemos detectar se o paciente apresenta alguma perda do paralelismo dos olhos, o que se chama de estrabismo. • Cover Test: cobre um dos olhos e observa o olho que está descoberto se realiza alguma movimentação, porque às vezes quando se faz o teste de Hirschberg, pode achar que o olho/o reflexo está centralizado, mas quando cobrimos um dos olhos, o olho que está descoberto faz uma movimentação. Isso quer dizer que não estava centralizado. • Uncover test: descobre o olho que havia coberto no cover test e observa se o olho que estava coberto fez alguma movimentação OBS: esses testes vão identificar alguma perda do paralelismo dos olhos, podendo ser uma perda fixa/constante (tropia) ou um desvio latente (heterotrofia). OBS: Identifica ortoforia (alinhamento perfeito dos olhos), heterotrofia (perda do alinhamento) e estrabismo 2 LUANNA HONÓRIO Reflexo de Hirschberg centrado em olho direito e desviado nasalmente em olho esquerdo (porque o reflexo está desviado para dentro – o pontinho branco) = estrabismo manifesto, exotropia 3 LUANNA HONÓRIO Reflexo de Hirschberg centrado em olho direito e desviado nasalmente em olho esquerdo (o reflexo desviou temporalmente): AVALIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL Acuidade visual longe (AVL): medida através de tabelas de optótipos (símbolos) a 6 metros de distância o observador. • Avalia a visão central. • Distância: 6m (20 pés) • Ex: visão 20/20 (o paciente viu a 20 m o que uma pessoa veria normal a 20 m, ou seja, a visão está normal; 20/100 (viu a 20m o que o paciente normal veria a 100m, ou seja, a visão está ruim) (numerador: a distância que o paciente viu o optótipo; denominador: a distância que o paciente veria normalmente esse mesmo optótipo) • Visão conta-dedos (CD) – viu so a 3m, então CD metros; CDFF (frente-face) • Movimentos de mão (MM) • Percepção luminosa (PL): colocar uma gaze/algodão em um dos olhos e vai colocar um foco luminoso em um dos olhos que estamos testando. Acende a luz e pergunta ao paciente se está acesso ou apagado o foco luminoso. Se ele conseguir distinguir, falamos que ele é percepção luminosa positiva, se não PL negativa. Tabela de Snellen: Acuidade visual perto (AVP): medida através da tabela de Jaeger a cerca de 33cm de distância do observador: 4 LUANNA HONÓRIO Tabela Teller: EXAME DE REFRAÇÃO Conceito: procedimento que qualifica e quantifica o erro óptico Avalição objetiva: refração computadorizada ou mecânica (retinoscopia ou equiascopia) – aparelho do balãozinho, o próprio computador faz a leitura do grau do paciente. Pode ser: • Autorefrator (computador/balãozinho) • Retinoscopia/esquiascopia Avaliação subjetiva: teste de lentes (refrator de Greens): Refração objetiva manual/mecânica: BIOMICROSCOPIA Realizada com lâmpada de fenda ou microscópio binocular. Fonte de luz ajustável que oferece ampliação de 6 a 40x, cortes ópticos de diferentes formas, inclinações e intensidades das estruturas oculares. A biomicroscopia vai visualizar estruturas anteriores do olho, segmento anterior e permite avaliar gonioscopia (visualização do ângulo da câmera anterior) e biomicroscopia de fundo de olho com auxílio de lentes acessórias. Lâmpada de fenda: Corte óptico com a lâmpada de fenda; visualiza o reflexo fino e longo; linha da esquerda – é o reflexo da córnea; linha da direta é um reflexo que passa pela íris e pelo cristalino (a parte amarelada que na verdade é pra ser um pouco transparente, então nesse caso, o paciente tem catarata): OBS: A distância entre a duas fendas é o tamanho da câmara anterior. A imagem acima mostra uma câmera estreita, rasa, porque a distância está pequena. OBS: O paciente míope tem uma câmera ampla/maior. EXAME DE FUNDO DE OLHO Biomicroscopia indireta (LF) de fundo de olho: auxílio de lentes de condensação. • Com essa lente, vai conseguir visualizar estruturas da parte posterior do olho = nervo óptico, vasos retinianos, retina, região macular etc. 5 LUANNA HONÓRIO Oftalmoscopia direta: aumento maior, aparelho portátil, não visualiza periferia. • Quem usa é o clínico ou neurologista. • Exame monocular – não tem um exame de terceira dimensão • Visualiza o fundo de olho também, tendo um aumento maior. Oftalmoscopia indireta: visualiza também o fundo de olho utilizando o oftalmoscópio binocular indireto (OBI) e lentes de condensação. • Nesse, consegue fazer o exame de mapeamento de retina onde consegue ver detalhes da periferia da retina do paciente. • Paciente auto-miope – tem uma tendência de ter degenerações, rasgos, alterações periféricas e com a OBI consegue visualizar essas mudanças. TONOMETRIA É a medida da pressão intraocular do paciente. Existem alguns métodos para realizar essa medida como o método de aplanação, identação, pneumáticos e o tonômetro de Goldmann, onde este é o principal, o padrão ouro. Tonômetro de Goldmann: EXAMES COMPLEMENTARES • Campo visual: verificar o campo visual periférico • Gonioscopia: classificar se é ângulo aberto ou fechado – utilizado em quem tem glaucoma • Retinografia • Aniofluoresceinografia • Tomgrafia de coerência óptica (OCT) • Topografia – exame da superfície do olho, para verificar se há alguma alteração