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FACULDADE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AMANDA ATAIDE GOMES AMANDA CRISTINA DESTRO CRISTINA DANTAS DE MAGALHÃES GISLAINE DE MATOS MOURA DA SILVA LARISSA SANTOS DE OLIVEIRA ROBSON ROCHA DE SOUSA ESTRATÉGIA DA TERCEIRIZAÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NOS COMÉRCIOS DO GRANDE ABC São Bernardo do Campo 2016 AMANDA ATAIDE GOMES AMANDA CRISTINA DESTRO CRISTINA DANTAS DE MAGALHÃES GISLAINE DE MATOS MOURA DA SILVA LARISSA SANTOS DE OLIVEIRA ROBSON ROCHA DE SOUSA ESTRATÉGIA DA TERCEIRIZAÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NOS COMÉRCIOS DO GRANDE ABC Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Curso de Administração da Faculdade de São Bernardo do Campo, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel. Orientador: Professor Mestre Marcello Augusto Utiyama. São Bernardo do Campo 2016 Amanda Ataide Gomes Amanda Cristina Destro Cristina Dantas de Magalhães Gislaine de Matos Moura da Silva Larissa Santos de Oliveira Robson Rocha de Sousa ESTRATÉGIA DA TERCEIRIZAÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NOS COMÉRCIOS DO GRANDE ABC Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Curso de Administração da Faculdade de São Bernardo do Campo, como exigência parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. __________________ em _____de _________2016. BANCA EXAMINADORA Professor Mestre Antônio Aparecido de Carvalho Fasb – Faculdade São Bernardo do Campo Professor Mestre Reginaldo Braga Lucas FASB – Faculdade São Bernardo do Campo Professor Mestre Marcello Augusto Utiyama- Orientador FASB – Faculdade São Bernardo do Campo Dedicamos esse trabalho a Deus, a todos do grupo, a nossos familiares, mestres e amigos, que com o apoio e paciência nos ajudaram a realizar este sonho. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradecemos a Deus, que nos deu força e capacidade para que pudéssemos absorver o máximo de conhecimento passado pelos nossos professores, durante essa jornada de quatro anos, onde evoluímos pessoalmente e profissionalmente, adquirindo sabedoria e experiência. Aos nossos familiares, amigos e colegas de trabalho que contribuíram com o carinho, paciência e apoio, sempre nos motivando a seguir em frente e nunca desistir dos nossos objetivos. Aos professores, pela dedicação e disponibilizadade em nos ensinar, sempre nos incentivando a crescermos e alcançarmos voos maiores. Somos gratos ao nosso orientador professor mestre Marcello Augusto Utiyama e ao professor mestre Reginaldo Braga Lucas, que nos motivaram e nos conduziram no desenvolvimento deste projeto. A todos que participaram direta ou indiretamente na elaboração deste trabalho. O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis (José de Alencar). RESUMO Em decorrência das mudanças tecnológicas ocorridas nos últimos anos, as organizações vêm sofrendo transformações e por isso necessitam se adaptar a um ambiente altamente globalizado. Com a competitividade que se faz presente e um mercado cada vez mais fechado, as empresas buscam se destacar, aplicando novas técnicas e inovações para assim alcançar resultados mais expressivos. Dentre as estratégias adotadas, a terceirização de Tecnologia da Informação merece destaque pela grande quantidade de empresas que vem adotando, com base nisso levantamos quais razões levam os comércios a adotarem a estratégia de terceirização da tecnologia da informação. O método de amostragem é não probabilístico, o questionário foi estruturado com 30 questões, contendo perguntas de múltipla escola, as respostas dos questionários foram lançadas em uma tabela do Excel 2010. A escolha de um fornecedor adequado e a formalização de um contrato bem elaborado são bases para o sucesso na terceirização. Os serviços de Tecnologia da Informação terceirizados inicialmente trazem a redução de custos para a organização, pois se torna desnecessária a manutenção de uma equipe própria, reduzindo assim gastos como salários, encargos, treinamento, espaço ocupado dentro da organização, gastos com equipamentos entre outros. Diante do cenário apresentado, o objetivo deste estudo é mostrar as principais estratégias para terceirização dos serviços de tecnologia, evidenciando suas vantagens e desvantagens na gestão empresarial. Palavras-chave: Estratégia; Terceirização; Tecnologia da Informação. ABSTRACT As a result of recent technological changes, organizations are underling transformations and need to adapt in the highly globalized environment. With the competitiveness and an increasingly restrict market, the company needs to outstanding, applying new techniques and innovations to achieve more expressive results. Among the strategies adopted, the outsourcing of Information Technology is worthy of mention because of the large number of companies that has been adopting, based on this, the commerce come adopting the outsourcing strategy os information technology. The sampling method was non-probabilistic, the questionnaire responses were post in a Excel 2010 table. Choose a good supplier and do a well-drafted contract are the base of success. The outsourced services of Information Technology brings cost reduction to the organization, mainly because becomes unnecessary to maintain a team to do the service, thus reducing expenses such as salaries, charges, training, space, equipment and others. In view of this important situation, the objective of the study is to show the main strategies and highlight the positive aspects of outsourcing, showing the advantages and disadvantages in business management. Key words: Strategy; Outsourcing; Information Technology. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Ilustração 1 – Atividades terceirizadas ................................................................................. 22 Ilustração 2 – Principais problemas enfrentados ................................................................... 32 Ilustração 3 – Pré-requisitos a serem estabelecidos pela organização .................................... 54 Gráfico 1 – Perfil do respondente ......................................................................................... 60 Gráfico 2 – Cargo em relação à experiência na implantação da tecnologia da informação .... 61 Gráfico 3 – Tipo de serviço de TI em relação quantidade de funcionários ........................... 61 Gráfico 4 – Quais motivos levaram a terceirização de ti em relação ao ramo de atividade .... 62 Gráfico 5 – Porte da empresa em relação à implantação estratégica da terceirização ti ......... 62 Gráfico 6 – TI proporciona velocidade na coleta de informações em relação ao cargo .......... 63 Gráfico 7 – Terceirização ti minimiza riscos e maximiza beneficios em relação a localização ............................................................................................................................................ 63 Gráfico 8 – Requisito de contratação em relação a avaliação geral ....................................... 64 Gráfico 9 – Tipo de serviço de ti em relação à idade dos gestores .........................................65 Gráfico 10 – Quantidade de funcionários da empresa ........................................................... 65 Gráfico 11 – Qual tipo de serviço para área de TI em sua empresa você utiliza .................... 66 Gráfico 12 – Foi estratégico a implantação da tecnologia da informação .............................. 67 Gráfico 13 – Alinhamento estratégico da tecnologia da informação com área de negócios ... 67 Gráfico 14 – Alinhamento estrátegico da tecnologia da informação com área de negócios em % .................................................................................................................... ........................68 Gráfico 15 – Principais experiências na implantação da tecnologia da informação – Ranking - % .......................................................................................................................................... 69 Gráfico 16 - Quais motivos levaram a implantação da tecnologia da informação .................. 69 Gráfico 17 – Requisito fundamental para a contratação da terceirização ............................... 70 Gráfico 18 – Alinhamento estratégico e a tecnologia da informação ..................................... 71 Gráfico 19- Qual avaliação geral da prestação de serviços terceirizados da tecnologia da informação na sua empresa .................................................................................................. 72 Gráfico 20 – Que condições seriam influenciadoras na decisão para a possibilidade da terceirização de TI ............................................................................................................... 72 Gráfico 21 – Qual a probabilidade da implantação da terceirização da tecnologia da informação no futuro ............................................................................................................ 73 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AE Alinhamento Estratégico CPD Centro de Processamento de Dados. EUA Estados Unidos da América. FOFA Forças, Fraquezas, Oportunidades, Ameaças. IBM Internacional Business Machines ISSC In-Service Support Contract. JCJ Junta de Conciliação e Julgamento. SCD Sistema Cibernético de decisão SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. SWOT Streegths, Weaknesses, Opportunities, Threats. TI Tecnologia da Informação. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 11 2 TERCEIRIZAÇÃO E A TEORIA ADMINISTRATIVA ............................................. 17 2.1 CONCEITUAÇÃO ........................................................................................................ 17 2.2 HISTÓRICO DA TERCEIRIZAÇÃO ............................................................................ 19 2.3 TERCEIRIZAÇÃO NO BRASIL ................................................................................... 21 2.4 TERCEIRIZAÇÃO E AS RESTRIÇÕES JURÍDICAS .................................................. 24 2.4.1 Contratos ................................................................................................................... 26 2.4.2 Relação entre cliente e prestador de serviço............................................................. 28 2.4.3 Sindicatos ................................................................................................................... 30 2.5 POR QUE TERCEIRIZAR?........................................................................................... 31 2.6 TIPOS DE TERCEIRIZAÇÃO ...................................................................................... 34 3 TERCEIRIZAÇÃO ESTRATÉGICA............................................................................ 37 3.1 VANTAGENS ............................................................................................................... 38 3.2 DESVANTAGENS ........................................................................................................ 40 3.3 A TERCEIRIZAÇÃO COMO UMA MODERNIZAÇÃO DE NEGÓCIOS ................... 42 4 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)..................................................................... 44 4.1 TERCEIRIZAÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS EMPRESAS PRIVADAS ......................................................................................................................... 45 4.2 PROFISSIONAL DE TI ................................................................................................. 46 4.3 POR QUE TERCEIRIZAR TI? ...................................................................................... 47 4.4 QUANDO NÃO TERCEIRIZAR ................................................................................... 50 4.5 ALINHAMENTO ESTRATÉGICO DE TI .................................................................... 52 5 MÉTODO DE PESQUISA ............................................................................................. 57 5.1 ANÁLISES DOS DADOS ............................................................................................. 59 6 CONCLUSÃO ................................................................................................................. 73 REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 76 11 1 INTRODUÇÃO A terceirização é uma alternativa válida e inevitável para a melhoria da capacidade competitiva das empresas. Concentrando-se no seu próprio negócio e liberando a energia e talento de seus executivos e técnicos para as tarefas realmente estratégicas, a terceirização produz de imediato aumento na produtividade, melhoria dos processos decisórios internos, maior qualidade no produto e nos serviços. A empresa torna-se mais afiada para cumprir bem o desafio no mercado atual. As organizações têm a necessidade de criar e sustentar vantagens competitivas, e isso vem, proporcionando a criação de novos negócios com a intenção de reduzir custos e aumentar a produtividade, tornando os produtos e serviços capazes de competir no mercado. Terceirização, cujo termo em inglês, outsourcing, é formado pelas palavras out e source, ou seja, fonte externa, é uma abordagem de gestão que permite delegar a um agente externo a responsabilidade operacional por processos ou serviços até então realizados na empresa. Já na Idade Média, na Europa do século XIV, os comerciantes se utilizavam de armazéns construídos em Veneza como locais de armazenamento e distribuição de suas mercadorias, servindo também como exemplo da utilização de serviços de terceiros numa atividade de negócio, vital em sua época. No século XX, mais praticamente na década de 1930, um exemplo menos dignificante pode ser encontrado nas atividades clandestinas exercidas pelo famoso “gangster” Al Capone, que “terceirizava” o contrabando de bebidas alcoólicas provenientes do Canadá. Visando minimizar o risco de roubo e sequestro que frequentemente ocorriam nas remessas do Canadá para os Estados Unidos, Capone promoveu alianças estratégicas com ambiciosos provedores de serviços, que se responsabilizavam pelo transporte da “mercadoria” até o destino final determinado. Na verdade, a compreensão da importância do surgimento e crescimento do uso de serviços terceirizados, originou-se nos USA, por volta de 1940, quando esse país aliou-se aos países europeus para combater as forças nazistas e posteriormente contra o Japão. Ou seja, durante o segundo conflito bélico mundial. A terceirização foi muito aplicada ao longo da guerra, pois as indústrias da época precisavam concentrar-se na produção, cada vez melhor, das armas necessárias para a manutenção da superioridade aliada à produção dos armamentos, poderiam ser passadas a outrosempresários prestadores de serviços, mediante a contratação desses. Após o término da 12 conflagração mundial, a terceirização evoluiu e consolidou-se como uma técnica administrativa eficiente e eficaz quando aplicada adequadamente. Por volta de 1950, no Brasil, a rotina da terceirização foi introduzida pelas fábricas multinacionais de automóveis, que, tendo agilidade como meta, nada mais é do que montadoras, intencionalmente dependentes da produção de peças entregue a outras inúmeras empresas. As empresas que iniciaram a prestação de serviços terceirizados no Brasil foram às empresas de limpeza e conservação, com atuação desde 1967. O objetivo dessas empresas era recrutar mão de obra com custos menores, sem furtar às disposições tutelares da legislação trabalhista, a qual visa a proteger a relação de trabalho. A preocupação com um modelo de gestão empresarial que permitisse a especialização das atividades da empresa, ao possibilitar a concentração de esforços na sua atividade-fim e, ao mesmo tempo, garantirem a lucratividade das suas operações e aumentando a eficiência. A terceirização foi uma das tantas alternativas, para desafogar a empresa de tarefas não vinculadas diretamente com o processo de produção e torná-las mais produtivas. Terceirização proporciona agilidade nos processos meios, direcionando a visão principal para o objetivo principal da empresa, que são os negócios. O fenômeno da terceirização tem oferecido resultados muito significativos, onde se pode perceber o número maior de empresas que tem adotado este modelo de serviços. Os ganhos ocorrem em diversos aspectos, sendo por meio do enxugamento de estruturas (downsizing), e com reduções de despesas de atividades que eram realizadas pela própria empresa. Ela pode proporcionar muitos benefícios como distribuição de renda, na medida em que serve como alternativa estratégica para a permanência de grandes empresas, na medida em que estas organizações passam por enxugamento, ao mesmo tempo permite o crescimento das pequenas empresas. A otimização de recursos, processos e pessoas, ao longo do tempo despertou para as organizações o valor agregado e aumento dos índices de resultado, para uma nova forma de administrar, provando que a terceirização não se trata de um modismo ou um movimento passageiro. É um dos instrumentos principais para a diminuição do nível de desemprego dos países em desenvolvimento, vez que flexibiliza as relações trabalhistas e possibilita o aparecimento de pequenas e médias empresas prestadoras de serviços especializados, promovendo o aumento no nível de qualidade, produtividade e competitividade das empresas 13 terceirizadas. Dentro de uma ótica empresarial, as vantagens compreendem as dimensões econômicas e administrativas, visando à redução do custo final do produto e a dispersão da empresa nos aspectos considerados seu foco ou atividade-fim. Na verdade, a eficiência dos elementos de produção está subordinada à maior ou menor capacidade da organização em coordená-los e direciona-los segundo sua estratégia em relação ao mercado em que atua. Hoje em dia o que diferencia as organizações é seu capital intelectual, seu conhecimento acumulado, sua perícia e sua habilidade em alavancar as potencialidades de outras empresas em seu benefício e não o volume e o escopo dos recursos que ela diretamente detém e gerência. Nenhuma empresa é grande demais ou pequena demais para que não possa ou não deva considerar a possibilidade de adotá-lo. A terceirização de sistemas de informação teve suas origens no início dos anos de 1960, através dos anos, enquanto executivos e gerentes assistiam a uma rápida evolução da tecnologia e ao crescimento dos custos de sistemas de informação, a terceirização das atividades de TI mostrou progressivamente diferentes significados e possibilidades. A forma inicial de terceirização de sistemas de informação tratava do processamento de um único sistema de aplicação, representando apenas uma pequena parcela do orçamento total de sistemas de informação de uma organização. Em meados da década de 60 havia bureaus de serviços computacionais que processavam sistemas tais como controle de inventário, contabilidade, folha de pagamento, etc.. Esta forma inicial de terceirização visava primariamente à redução de custos da organização contratante, a utilização de recursos humanos especializados nos quais seria injustificável ter internamente ou o acesso a novos aplicativos disponibilizados pelo fornecedor. Terceirizar é uma ferramenta de planejamento estratégico que integra com relação à parte sistêmica da organização, no entanto, o que se aplica a uma empresa pode ser inviável para outra. Isto mostra que não há uma regra única para implantação de terceirização, a única regra fundamental é que seja uma ação tática inserida num processo de planejamento estratégico. De outra forma quando a contratação de serviços terceirizados não recebe os devidos cuidados, as consequências atingem diretamente as empresas. Isto ocorre devido à falta de experiência dos gestores para lidar com a terceirização. Adota-se a terceirização, a uma empresa que concentra suas experiências e qualidades direcionadas em uma área específica produtiva, no que é especializada, melhorando sua competitividade e a qualidade final do produto ou prestação de serviço. Entretanto, no caso de se terceirizar atividades de que não adicionam valor ao 14 produto final, que variam em função da necessidade da empresa, enquanto os custos fixos determinam os riscos operacionais da empresa, pretende-se uma redução de custos, principalmente dos custos fixos, transformando-os em custos variáveis, um exemplo muito comum é a empresa que fornece a alimentação de seus colaboradores em suas dependências. Ao optar em terceirizar esta área de alimentação, ela poderá se desfazer do refeitório, de equipamentos e de colaboradores desta área, reduzindo assim seu custo fixo, o qual passa a ser custo variável. A Tecnologia da Informação, como toda a área empresarial, mais que qualquer outra, tem que evoluir crescer, reestruturar-se e renovar-se, porém deve existir coerência nas medidas aplicadas. Não pode ser burocrática, nem tradicionalista, o que infelizmente, majoritariamente é que temos que acreditar e estarmos conscientes de que os tempos fizeram e exigiram mudanças, essas mudanças, devem conter estudos atuais e anteriores. As constantes mudanças e a globalização atribuíram novos desafios para a tarefa de administrar, onde necessita de novas ferramentas de comunicação, uma preservação de clima organizacional, redução de estruturas, exige uma flexibilidade nos conceitos, procedimentos e comportamentos. A tomada de decisão da organização em optar pela terceirização leva o empresário a reconsiderar velhos conceitos. Exige-lhe boa dose de ousadia diante do novo e dos riscos das soluções novas, e enfrentar os medos que a novidade traz consigo conviver com atitudes coerentes e programadas, na medida em que os métodos ou procedimentos empíricos sejam substituídos por outros ditados pela razão e pelos conhecimentos. Portanto, pretende-se com esse estudo destacar a importância de pesquisas que se preocupem com as contratações de serviços terceirizados no setor de tecnologia da informação, avaliando os ambientes internos e externos das organizações. Assim sendo, esse estudo parte da seguinte problemática: Que razões levam os comércios a adotarem a estratégia de terceirização da tecnologia da informação? Portanto, parte-se das seguintes hipóteses: Os comércios que contratam serviços terceirizados na área da tecnologia da informação, agregam vantagens diferenciadas. Os comércios que terceiriza a tecnologia da informação adquirem maior controle da administração, além disso, adquirem dinamismo em suas atividades, permitindo também a promover maiores níveis deeficiência, eficácia e efetividade, trazendo melhores resultados. Apresentado o problema, o objetivo geral do trabalho ficou definido como: Identificar as vantagens e desvantagens, controles das empresas de pequeno porte a partir da terceirização da tecnologia de informação. 15 Já como objetivos específicos têm-se: identificar, analisar e expor as melhores alternativas disponíveis para a terceirização de tecnologia da informação e suas atividades, com destaque a organização contratante, além de conceituar, de forma qualificada e prática, a terceirização, demonstrarem os custos x benefícios, avaliar a importância da tecnologia da informação, visando aproveitar da melhor maneira está ferramenta, e a partir das informações compiladas frente aos estudos, analisar se a terceirização de tecnologia da informação é viável ou não para as empresas contratantes. O Trabalho de conclusão de curso tem como finalidade analisar os impactos da terceirização de tecnologia da informação na organização contratante. Será realizada a pesquisa de campo, aplicada nas organizações que utilizam o serviço de terceirização, desta forma obteremos um feedback de quais são os pontos positivos e negativos para a contratante. O motivo da escolha do tema deste trabalho é de suma importância, pois, aborda o sistema de terceirização nas organizações e seus impactos, além das vantagens e desvantagens para as empresas contratantes da área de tecnologia da informação. Para atingir o objetivo proposto, aderimos as grandes contribuições de autores estudiosos no assunto, como Alfredo Saad, Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz, Jerônimo Souto Leiria, Sérgio Pinto Martins, que contribuíram com os estudos e formas de gestão estratégica da terceirização de serviços e terceirização da área de tecnologia da informação. O autor Alfredo C. Saad contribuiu esclarecendo os principais conceitos usados na terceirização e nos orientando como fazer uma terceirização benéfica para as partes envolvidas; Onde o livro utilizado foi Terceirização de Serviços de TI. O autor Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz trouxe a contribução para o nosso trabalho que essa negociação de contratado e contratante, onde ambos têm que sair ganhando. A tercerização é uma tecnica de transferêcia de atividade de apoio para as empresas, sendo assim essas informações serão utilizadas para atividades fim. Havendo esse tipo de serviço prestado fica mais facil a substituição de pessoas para essas atividades, não ficando engessada em apenas em um único funcionário. O autor Lívio Antonio Giosa foi de importante na implementação terceirização como uma forma de revolução na busca de qualidade, inovações tecnológicas e principalmente redução de custos, através de seu livro Terceirização: uma abordagem estratégica ele mostra que não é apenas algo passageiro. O autor Sergio Pinto Martins, bacharel em direito, ciências contábeis e administração de empresas, mestre em direito tributário, doutor e livre-docente em direito do 16 trabalho, especialista em direito empresarial e direito do trabalho. É juiz presidente da 33° JCJ de São Paulo, contribui a explanação da terceirização com foco de variados aspectos jurídicos e a terceirização com aspectos administrativos dentro das empesas. Para que se pudesse obter o objetivo principal desse estudo, optou-se por escolher a metodologia de pesquisa do tipo descritiva quantitativa, na qual a técnica padronizada por ser estruturada de natureza conclusiva e baseada em amostras significativas, objetiva e focada na mensuração de fenômenos, utilizando métodos estatísticos, e a coleta de dados a partir de dados secundários como: livros, revistas, artigos, apostilas e internet. E também por meio de entrevistas com as empresas contratantes. A partir de então, esse trabalho foi desenvolvido em seis seções. A primeira seção refere-se à introdução, que traz uma visão histórica e geral da terceirização de serviços e da terceirização da área da tecnologia de informação, deixando claro o quão é importante é o tema do estudo. Ao mesmo tempo é mencionada a justificativa do tema proposto, a problemática, hipótese, objetivos, principais autores estudados com referências no assunto e metodologia utilizada. A segunda seção aborda a terceirização e a teoria administrativa, relatando a conceituação e as histórias da terceirização nas organizações brasileiras e mundiais, expõe quais os tipos de terceirização e quais os setores de atuação, explana quais as leis que favorecem a implantação da terceirização e quais aspectos afetam a elaboração de contrato e relações entre prestador de serviço, cliente e sindicatos. A terceira seção conceitua a terceirização estratégica, por meio das vantagens, desvantagens e a terceirização como uma modernização de negócios e com estas referências respondem por que terceirizar. A quarta seção apresenta a terceirização da tecnologia da informação nas empresas privadas, enfatizando a importância do profissional de ti, o alinhamento estratégico da tecnologia da informação, e mensuração de quando não terceirizar. A quinta seção explica o método de pesquisa que será utilizado no projeto, pesquisa descritiva quantitativa, buscando evidencias conclusivas para explicar os motivos que levaram os comércios a buscar a terceirização da tecnologia da informação. Por fim, a conclusão que responde ao questionamento levantado durante o trabalho e mostra se os objetivos propostos foram ou não atendidos, seguindo das referências bibliográficas utilizadas no desenvolvimento do trabalho. 17 2 TERCEIRIZAÇÃO E A TEORIA ADMINISTRATIVA 2.1 CONCEITUAÇÃO Os conceitos levantados nos estudos apresentam que há grande diversidade. Onde cada autor adaptou o seu conceito para o seu estudo particular. Para Queiroz (1992), essa é uma técnica administrativa que possibilita o estabelecimento de um processo de gerenciamento de transferência, a terceiros das atividades, de apoio ao escopo das empresas, que nada mais é que a sua atividade-fim, permitindo a esta concentrar-se no seu negócio, ou seja, no objetivo final. Segundo Giosa (1997), terceirização é um processo administrativo pelo qual se repassam algumas atividades para terceiros, fincando a administração da empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua. De acordo com Pagnoncelli (1993), terceirizar é fazer um planejamento de transferência de atividades para serem desenvolvidas por terceiros. Para Romanoschi (1994), terceirização é a transferência de atividades e funções específicas a terceiros especializados, ou seja, é a aplicação de serviços de terceiros que estão capacitados para execução de terminada atividade. Onde a empresa detém sua atenção voltada à atividade-fim; aquela à qual foi destinada mercadologicamente, passando a terceiros a administração das atividades-meio. Já Neto (1995), conceitua a terceirização como um processo de repassar atividades ou serviços de uma organização para outra, deixando de realizar a atividade com seus próprios recursos repassando para a empresa contratada. Para Giosa (1997), terceirização é um modelo de atuação que visa à integração da empresa moderna com excelência. Ele ainda relata que a terceirização é transferir para terceiros atividades que não lhe cabem, que estão fora do seu alcance estabelecendo parcerias e ficando para si somente atividades que fazem parte do negócio em que atua. Ainda para Giosa (1997), terceirização contempla dois conceitos, conceito do processo de gestão, entendido como uma ação sistêmica, processual, que tem critérios de aplicação (início, meio e fim), e uma visão temporal (curto, médio e longo prazos) e uma ótica estratégica, dimensionada para alcançar objetivos determinados e reconhecidos pela organização. E o conceito de parceria entendida como uma nova visão de relacionamento,18 onde o fornecedor migra de sua posição tradicional, passando a ser verdadeiro sócio do negócio, num regime de confiança pleno junto ao cliente, refletindo a sua verdadeira e nova função de parceiro. Segundo Dias (2001), a prestação de serviço de terceiro pode se considerar como filosofia de gestão em que se busca direcionar todo conhecimento e atenção da organização para o produto (ou negócio), de sua atividade principal, tornando-a cada vez mais consolidada no seu ramo específico promovendo terceirizando tudo aquilo que não contribua diretamente com a razão de ser da organização. Para Dias (2001), a terceirização é um processo planejado de transferência de atividades para que estas sejam realizadas por uma terceira. Onde o princípio básico da terceirização é delegar atividades a empresas especializadas que possuam domínio das atividades terceirizadas. Essas características são fundamentais, para a empresa terceirizada, é necessário saber fazer e melhor, é o que permite incluir a terceirização entre os principais instrumentos de busca da competividade, da qualidade e da eficiência, somando-se aos esforços desenvolvidos pela empresa que procura concentrar toda a sua atividade no objetivo central da empresa permitindo que seus métodos de trabalho e produção sejam aperfeiçoar. Para Saad (2006), o conceito de terceirização desafia os executivos a repensar o conceito de empresas estruturadas verticalmente, transformando-as em organizações muito mais flexíveis. Na verdade, a eficiência dos elementos de produção está subordinada à maior ou menor capacidade da organização em coordená-los e direcioná-los segundo sua estratégia em relação ao mercado em que atua. Neste cenário, os investimentos internos tendem a ser priorizados nas áreas que compõem as competências diferenciais da organização, onde quaisquer das disciplinas citadas podem ter acesso aos serviços obtidos externamente através de contratos de terceirização com provedores especializados, que propiciem parcerias de longo prazo mutuamente benéficas. Para Araújo (2006), terceirizar significa passar adiante a responsabilidade de determinadas atividades ou do conjunto delas e complementa mostrando que no meio empresarial o conceito dado à terceirização é vasto, uma vez que as organizações entendem que outras empresas especializadas na execução de determinados serviços, podem assumir o controle das atividades não essenciais para o negócio. A evolução da terceirização: Terceirização convencional, repassar funções de apoio para um fornecedor especialista a fim de reduzir custos e concentrar os executivos nas questões centrais. 19 Terceirização colaborativa, atualizar processos não centrais com o objetivo de reduzir despesas e propiciar maior flexibilidade para responder às constantes mudanças do negócio. Terceirização transformacional, transformar a maneira pela qual a empresa funciona, de forma a alcançar uma melhoria do desempenho drástica e sustentável por toda a empresa. A terceirização pode ser entendida como tudo que não constitui atividade essencial de determinado negócio podendo passar para terceiros. Conclui-se que o conceito de terceirização é delegar a outras organizações serviços, a uma terceira especializada, que proporciona qualidade no desempenho das atividades, redução de custo alavancando o crescimento desta contratante. Este conceito pode ser considerado uma ferramenta estratégica possibilitando para organizações reduções de custo inesperável, mas para alcançar este resultado é necessário, habilidade para coordenar, direcionar segundo a atividade de atuação. A terceirização pode ser uma estratégia para as organizações, provendo vantagens competitivas, nota-se que terceirização é influencia diretamente nas organizações, podendo ser utilizado para os novos negócios promovendo crescimento e alavancagem que aumenta a arrecadação de impostos e fomenta a criação de micros e pequenas empresas trazendo um aumento de mão de obra no mercado. 2.2 HISTÓRICO DA TERCEIRIZAÇÃO Segundo Queiroz (1995), o início da terceirização de forma como ela se configura na produção hoje, deu-se nos Estados Unidos da América por volta de 1940, quando esse país estabeleceu alianças industriais com países europeus para a produção de armamentos, com o objetivo de combater o nazismo. No Brasil, a terceirização começou a ser implantada com a chegada das empresas multinacionais, principalmente do setor automobilístico. Para este autor, os processos de terceirização ganham impulso porque representam a postura do “ganho- ganha”, ou seja, todas as partes envolvidas tendem a ter vantagens. Segundo Giosa (1997), a terceirização originou-se nos EUA, logo após a eclosão da II guerra mundial, a técnica de gestão administrativa-operacional corrente nos países industrialmente competitivos, as indústrias bélicas tinham como desafio concentrar-se no 20 desenvolvimento da produção de armamentos a serem usados contra as forças do eixo, e passaram a delegar algumas atividades de suporte a empresas portadoras de serviços mediante contratação. Segundo Saad (2006), a compreensão da importância do surgimento e crescimento do uso de serviços terceirizados atualmente observada, começa com o reexame do conceito tradicional de “companhia”, definido por empresas gigantes como General Motors e DuPont desde as primeiras décadas do século XX. Segundo este modelo, as companhias eram de grandes organizações, estruturadas verticalmente, onde estas detinham a propriedade e exerciam o controle sobre todos os recursos (mão-de-obra, máquinas, materiais, informação, energia e assim por diante) de que necessitavam. Neste modelo, de autossuficiência era tida como pré-requisito para o sucesso nos negócios. Devido ao surgimento de novas tecnologias os países começaram a analisar à terceirização dos serviços de tecnologia da informação. A partir da década de 80, houve o surgimento da descentralização das empresas brasileiras, onde o crescimento, o aumento da tecnologia, o início da globalização, e a entrada de empresas no mercado mundial, onde à informação ficou disponível, para a pioneira Riocell S.A que promoveu o início a terceirização no Brasil. Para Hendry (1997), as mudanças tecnológicas (principalmente de informação), é uns dos motivos que levaram organizações integradas (verticalizadas) a virarem organizações em rede. A primeira terceirização em TI foi constatada em 1989, quando a Kodak anuncia a terceirização de sua área de informática interna, contratando a IBM, a digital e a Businessland. O escopo da terceirização de sistemas passou por uma transformação radical a partir do final da década de 1980, após a decisão da Eastmam Kodak de terceirizar seus mainframes, sua rede de telecomunicações e seus computadores pessoais através de um contrato com a ISSC (In-Service Support Contract), a subsidiária da IBM voltada para a prestação de serviços terceirizados, para a qual foram transferidos cerca de 300 funcionários da Eastmam Kodak. A partir daí o assunto tornou-se um dos mais discutidos, analisados e debatidos da literatura de sistemas de informação. Já no Brasil, segundo Vidal (1993), a primeira empresa que anunciou a terceirização de todos os serviços de processamento de dados foi a SHELL em 1992, que contra a origem Brasil Participações (de origem holandesa desde 1990 no Brasil) por US$100 milhões para que a prestação destes serviços sejam, proporcional a oito anos, procurando levar a dobrar sua capacidade de mão-de-obra em mais de 200 funcionários. 21 2.3 TERCEIRIZAÇÃO NO BRASIL A terceirização foi implantada em nosso país de forma diferente. O mercado estava cada vez mais restrito e com isto as oportunidades diminuíam. Isso resultou que fosse necessário encontrar novas abordagens buscando a minimização de perdas. Segundo Souza (2014), noBrasil, o nome terceirização originou-se a partir da experiência de sua implantação na indústria de papel e celulose Riocell S\A, situada na cidade de Guaíba – Rio Grande do Sul. Essa empresa é considerada uma das pioneiras da prática de terceirização no país, o que não garantiu a excelência dos processos. Umas das dificuldades encontradas foi o modo utilizado para a gestão da terceirização. “Alguns departamentos da empresa aplicaram a técnica de forma não sistêmica’’; ou seja, as contratações dos prestadores de serviços ou fornecedores eram feitos de maneira aleatória sem um padrão a ser seguido. Em outras palavras ainda Souza (2014), mostra que a Riocell com sua experiência adquirida em alguns anos, já mostrou evolução em sua terceirização como no caso da sua divisão florestal, um modelo a ser seguido pelos restantes da empresa, onde se tinha um planejamento consistente, baseado em custo, oportunidades e desenvolvimento de parceiros sendo este pensamento para prevenção de dificuldades futuras. Segundo Leite (1994), a prestação de serviços de informática iniciou-se entre o final dos 80 e início da década de 1990, com computadores de segunda geração nos Estados Unidos, onde se originou a EDS, neste mesmo período as empresas no Brasil, entre as quais algumas tinham portentosos centros de informática, tomaram a coragem ou foram obrigadas a contratar serviços externos para grande parcela desta atividade, chegando, muitas vezes a terceirizar completamente está função. Para Romanoschi (1994), a terceirização é pequena, porém importante, janela que as empresas dispõe para contemplar o futuro. “Não adianta terceirizar sem uma visão estratégica dos rumos, dos processos, dos programas e das ações a serem desenvolvidos. A terceirização consiste em uma ferramenta do planejamento estratégico e, como tal, integra o todo sistêmico de uma organização” (ROMANOSCHI, 1994, p. 16). Segundo Alverez (1996), no Brasil a terceirização não é um fenômeno atual, onde ela desembarcou nos anos 1950 junto com montadoras de automóveis; no entanto, seu crescimento só pôde ser sentido mais recentemente. 22 “São fortes os indícios de que esses resultados observados no Brasil decorram principalmente, da inexperiência das empresas com a terceirização. Muitas vislumbram reduzir de imediato seus custos, o que nem sempre ocorre” (ALVAREZ, 1996, p. 87). Ainda segundo Alvarez (1996), nota-se que a terceirização no meio empresarial ainda é menos difundida do que parece, embora seja bastante oportuna para criação de emprego e geração de riquezas através do fortalecimento das pequenas empresas. Mas para que o país avance em diversos aspectos, e tenha um desenvolvimento econômico é necessário o uso desta ferramenta. Ainda para Leite (1994), particularmente as atividades terceirizadas para as quais as empresas não apresente uma demanda em escala suficiente que justifique manter, internamente, uma área própria especializada, no contexto brasileiro, a pesquisa realizada pela Coopers & Librand em 1992, mostrou como estava a terceirização em cada uma das diversas áreas funcionais nas 105 grandes empresas industriais que faziam parte da amostra: A Figura 1 apresenta a seguir as principais atividades terceirizadas pelas organizações: Figura 1- Fonte compilado: (LEITE, 1994, p. 19) Para Giosa (1997), no Brasil a terceirização se introduziu sob outro prisma: A recessão como pano de fundo levou também as empresas a refletirem sobre sua atuação. O mercado, cada vez mais restrito, acabou determinando a diminuição das oportunidades, possibilitando que novas abordagens fossem aplicadas para buscar a minimização das perdas. Ao mesmo tempo, a terceirização demostrava o outro lado da moeda: fomento para a abertura de novas empresas, com oportunidades de oferta de mão-de-obra, restringindo assim, de certo modo, o impacto social da recessão e do desemprego. (GIOSA, 1997 p. 13). Devido ao surgimento de novas tecnologias os países começaram a analisar a terceirização dos serviços de tecnologia da informação. 23 Neste estudo pode observar que a terceirização é vista como uma estratégia de otimização de produção e lucratividade que pode ser adotada em diversas áreas. Seguindo o pensamento de Saratt (2000), devido as constantes mudanças mercadológicas decorrentes da necessidade de adaptação a um mundo globalizado, não é possível imaginar uma empresa que não realize alianças estratégicas e que não delegue a terceiros parte de seu negócio em busca de maior qualidade e especialização na cadeia de relacionamentos, com a geração de melhores resultados. Com isto percebe-se que, a princípio o foco da terceirização no Brasil era a contratação de prestadores de serviços, para atividade de auxílio à empresa contratante em serviço que esta não produzisse. No início da terceirização não havia um planejamento adequado acerca da contração, com tudo consta que nos dias atuais as empresas brasileiras praticam a terceirização de forma mais organizada. Segundo Queiroz (1992), no Brasil a implantação de projetos dessa natureza é logisticamente adequada, existindo oportunidade, fica perfeitamente de acordo com a legislação em vigor, pelos seguintes motivos: A competitividade empresarial vem crescendo rapidamente, os custos fixos aumentam principalmente os referentes aos salários e aos encargos gerados pelas convenções coletivas dos sindicatos mais poderosos, que acabam servindo de parâmetro para os menores. Crescem também os insumos para as atividades acessórias. A implantação das técnicas de terceirização pulveriza a ação sindical que perde o seu poder de aglutinamento. A legislação trabalhista ainda não criou obstáculos para o desligamento de trabalhadores das empresas, o que facilita a sua substituição. O assunto vem sendo consequentemente veiculado nos meios de informação e proliferação de palestras e seminários a respeito, mostram as virtudes dessa nova técnica de administração empresarial. Como o mercado de TI tem apresentado crescimento no mundo inteiro, o que parece que o mesmo está acontecendo no Brasil. Brasil, segundo dados do (SEBRAE, 1999), o universo de micro e pequenas empresas, onde 75% das empresas de pequeno porte estão informatizadas, sendo que desta, 30% é considerada totalmente informatizada, fazendo comparação com índice encontrado no ano de 1997 os dados de 1999 tem um crescimento como mostra o (SEBRAE, 1999), onde o nível de informatização cresceu de 57% para 76%. O número de empresas totalmente informatizadas também apresenta um crescimento de 16% para 30%. Conclui-se que a tecnologia, na realidade brasileira apresenta um alto grau de desenvolvimento. O Brasil ainda pode aumentar, e muito, a sua gama de aplicações de TI. 24 2.4 TERCEIRIZAÇÃO E AS RESTRIÇÕES JURÍDICAS A terceirização no Brasil, em 1973 verificava-se que a locação de mão de obra vinha se tornando frequente, na cidade de São Paulo havia mais de 50.000 trabalhadores nessas condições, os quais prestavam serviços a 10.000 empresas (ALMEIDA, 1997). Segundo Giosa (1999), as empresas deverão tomar alguns cuidados especiais, quando a relação se dá entre a empresa mãe com a empresa formada pelo ex-funcionário, são eles: A relação entre a empresa e o seu ex-funcionário deverá ser como pessoa jurídica e não como autônomo; A empresa formada pelo ex-funcionário não poderá ter empresa-mãe como único cliente. É evidente que, na sua formação, isto é inevitável. No entanto, um período máximo de 6 (seis) meses é suficiente para conquistar uma carteira de clientes capaz de, em hipótese alguma, se caracterizar a relação ainda única de trabalho com a ex-empresa, impondo com isso um vínculo e, portanto ensejando a uma eventual ação trabalhista; Caberá à empresa mãe até incentivar a conquista de outros clientes pela empresa formada por ex-funcionários, verificando se isto estáocorrendo, para se assegurar verdadeiramente da situação; Os sindicatos e os empresários, dentro dos seus limites de relacionamento naturais, já avançaram muito na discussão e na interpretação da utilização da terceirização no mais variados segmentos. Segundo Martins (2000), o objetivo das empresas era conseguir mão de obra mais barata, uma vez a legislação trabalhista, que visava proteger o trabalhador, os empregadores não podiam se furtar destas disposições. Martins (2000) buscou o marco embrionário da promulgação da Lei no. 6.019, baseada no projeto de Lei no. 1.347, onde: O deputado João Alves teve a iniciativa da apresentação do projeto de Lei n° 1.347, que se transformou na Lei n° 6.019/74. “A justificativa do projeto mostra que o contingente de trabalhadores é representado, por exemplo, por estudantes que não dispõem de um tempo integral para um emprego regular; por donas de casa que, apenas em certas horas, ou em dias da semana, podem se dedicar a um trabalho para a qual tenham interesse e qualificação, sem prejuízos para os seus encargos domésticos; para os jovens em idade do serviço militar, que encontram dificuldades de emprego justamente pela iminência de convocação; para os trabalhadores com mais de 35 anos, ou já aposentados mas ainda aptos e que não encontram emprego permanente, ou não o querem em regime regular e rotineiro. Serve, também, àqueles trabalhadores que ainda não se definiram por uma profissão definitiva que, 25 pela oportunidade de livre-escolha entre várias atividades, podem ser interessar por uma delas e, afinal, consolidar um emprego permanente. E, por outro aspecto, não se deixa atender àqueles que, apesar de já empregados desejam, com um trabalho suplementar aumentar seus rendimentos” (Diário do Congresso Nacional, 30 de junho de 1973, pág. 3766, MARTINS, 2000, p. 17). Nesse contexto que surge a primeira norma que efetivamente tratou a terceirização, embora não com esse nome, Lei n° 6.019, de 3 de janeiro de 1974, que regulou a prática do trabalho temporário, já utilizando em larga escala no mercado antes da edição daquela regra legal, porém sem qualquer normatização (MARTINS, 2000). Para Martins (2000), a terceirização por suas características de flexibilidade é, portanto um fenômeno que vem sendo largamente utilizado no mundo moderno, especialmente na Europa. Em nosso país é que recentemente passou a ser adotada pelas empresas. Isso mostra que estamos saindo da era industrial para entrar na era de serviços. Segundo Martins (2000), a terceirização flexibiliza as relações laborais, de forma a compatibilizar a eficácia econômica com novos métodos de gestão de mão-de-obra e também com as inovações tecnológicas, assim verifica-se que a contratação de terceiro para prestar serviços à empresa também é uma forma de flexibilização dos direitos trabalhistas. Ainda para Martins (2000), a terceirização aumenta a arrecadação de impostos, como ISS na área de serviços, o que também é mais interessante para o governo. Há um fomento de criação de novas empresas, normalmente micro e médias empresas, inclusive do trabalho autônomo, trazendo aumento de mão-de-obra no mercado. Segundo Martins (2000), a terceirização tem sido feita principalmente nas atividades-meio da empresa, para que a empresa contratante possa dedicar-se mais a sua atividade-fim: Na prática, as empresas têm terceirizado atividades de vigilância, limpeza, conservação, manutenção predial, montagem, fornecimento e entrega de cestas básicas, previdência privada, assistência jurídica e contábil, assistência médica, seleção de pessoal e recursos humanos, treinamento de funcionários, auditoria, fornecimento e preparação de alimentos a funcionários (restaurantes), transporte de funcionários, informática, seguros, gráfica etc., atividades essas, que não correspondem a sua atividade-fim, mas atividade-meio. As atividades a serem terceirizadas pela empresa deveriam ser, a primeira vista, apenas as subsidiárias, as atividades-meio. O que será difícil admitir é a terceirização da atividade-fim do empreendimento, pois aí a empresa não estaria prestando serviços, mas fazendo arrendamento do próprio negócio, (MARTINS, 2000, p. 46). Segundo Martins (2000), o artigo 896 do Código Civil que a responsabilidade solidária é decorrente de lei ou de vontade das partes. Assim, só se poderá falar em responsabilidade solidária se houver previsão legal para esse fim. Não se pode presumir 26 responsabilidade solidária, devendo existir previsão legal para tanto. Se não houver imposição da lei da vontade das partes, a solidariedade é inexistente. 2.4.1 Contratos Segundo Martins (1997), o contrato de fornecimento caracteriza-se pelo acordo entre duas partes, no sentido do fornecimento, pelo vendedor, e duas mercadorias para entregar em um prazo determinado, por um preço que pode ser fixado antecipadamente para todas as entregas parciais ou que pode ser fixado antecipadamente para todas as entregas parciais ou que pode ser ajustado em cada uma dessas entregas. Não deixa de ser uma forma de contratação de terceiros, mediante a descentralização das atividades da empresa. Segundo Leiria (1992), para ter validade, o contrato social deve primeiramente “casar” a atividade-fim de um com a atividade-meio do outro. Havendo contratos sociais compatíveis, o contrato de prestação de serviços revela a “eleição” de um empresário por parte de outro empresário. Portanto, ambos com Know-how diferentes, então quem compra os serviços não deve subordinar o realizador de serviços, sob pena da prestadora dos serviços torna-se mais um departamento da tomadora, caso contrário, esta passa da condição de fiadora da contratação para o status de responsável, o que significa ser titular dos empregados da terceira. Na escolha do contrato, para garantir economia de resultado, é aconselhável fazer um estudo do porte de seu patrimônio e acompanhar na prática sua idoneidade com o Estado e seus empregados. Além disso, é sempre válido incluir uma cláusula de risco, prevendo que, mesmo que haja a interpretação de que a tomadora dos serviços é fiadora ou titular de alguma obrigação do terceiro, esse último indenizará a contratante pela obrigação seja extra- judicialmente ou por via comum processo de execução, na maioria das vezes, a título de comportamento, os contratos têm força moral que vincula as partes, lembrando que não existe seguro contra má fé, e pode haver também falta de critério na eleição do terceiro. Para Leite (1994), o contrato é o instrumento formal que sela os compromissos assumidos entre as partes, ele é a peça fundamental de qualquer processo de terceirização. No caso da tecnologia da informação, é ainda mais complexo do que em outras situações, na terceirização da tecnologia da informação o contrato assume um papel relevante. 27 No Brasil, o contrato examinado apareceu sob a forma de concessão mercantil, como na técnica de distribuição de filmes cinematográficos das grandes empresas que detinham a marca dos conceituados estúdios norte- americanos, passando a ser posteriormente utilizado pela indústria. As empresas importadoras de veículos também começaram a utilizar o instituto, mediante concessão exclusiva, para a distribuição dos veículos importados que ingressassem em nosso país (REQUIÃO, 1977, p. 62). Afirma Leite (1994), para o desenvolvimento de um contrato ainda a forma mais segura de evitar enormes dores de cabeça posteriores. Multas por cláusulas não cumpridas, cessão e transferência de direitos e deveres, fórmula paramétrica de reajuste, bases para renovação e condições para rescisão. A partir desta ótica, serão abordados alguns aspectos utilizados como vantagens sobre o conhecimento de Leite (1994) referentes a contratação de serviços de terceirização: Finalidade; Qualificação das partes; Níveis de serviço; Verificação da qualidade; Planos de contingência; Garantias de confidencialidade; Auditorias; Prazo de validade; Condições de renovação; Preços; Condições de reajustes; Obrigações mútuas; Garantias e penalidades; Condições para rescisão; Garantia de que está cumprindo todas as exigências legais e trabalhistas; Precedentes e inovação; Foro; Testemunhas. Leiria (1992) destaca o que se deve observar no contrato: Ao eleger o contratado, é preciso ter a garantia de obter-se a realização do objeto do contrato na condição técnica desejada. A contratação deve ser viável nos aspectos econômico e jurídico. Não raras vezes a inviabilidade jurídica traz a inviabilidade do resultado econômico. 28 A pressa operacional jamais autoriza o risco jurídico. Ao agir com imprudência a desleixo contratual da atividade, a empresa contratante deixa de administrar, só corre risco. Faz, isso sim, má administração. Para Saad (2006), o processo de preparação e criação de um contratado de terceirização deve ser exaustivo e completo. Por ser extremamente complexo, a mesma negociação envolve aspectos díspares tais como o fornecimento dos serviços, a transferência de empregados e a transferência de recursos de hardware e software. Saad (2006) também ressalta, que existe a diferença entre contratação externa de serviços e terceirização. Na contratação externa de serviços, o contratante define qual é o serviço a ser executado e como será realizado, enquanto na terceirização, o enfoque será sobre qual é o resultado a ser atingido, sendo de responsabilidade do provedor as decisões acerca de como o resultado será alcançado. Ainda segundo Saad (2006), existem alguns relevantes a serem considerados e inseridos no contrato com a emissão de relatórios de acompanhamento e performance; negociar e definir as diretrizes dos aspectos financeiros, legais técnicos; definir e detalhar as responsabilidades do prestador e do contratante; deve haver um escopo para o contratante dos serviços que serão prestados, serviços a serem excluídos, níveis de desempenho e Benchmark; o prazo do contrato deve ser definido assim como as condições de renovação. A Empresa deverá definir o espaço físico e os equipamentos a serem disponibilizados, sendo assim haverá uma lista de requerimento de espaço e equipamentos, e as obrigações com relação aos custos de manutenção dos equipamentos e garantias; apresentar os preços negociados e acertados e as formas de pagamento. No contrato deve conte as condições de recisão e as penalidades por não cumprimentos dos serviços solicitados. 2.4.2 Relação entre cliente e prestador de serviço Segundo Leite (1994), em determinados casos é preciso formar o parceiro, se uma grande empresa resolve adotar um software que não tem representação no Brasil, pode ser interessante estimular o surgimento de pequenas empresas que se comprometam a dar suporte e manutenção. Às vezes, compensa até mesmo interceder junto aos grandes fornecedores internacionais em favor desses pequenos parceiros, solicitando que lhes sejam concedidos uma representação ou uma joint-venture com a empresa estrangeira. 29 Para Saad (2006), o relacionamento entre contratante – provedor, caracteriza-se por ter alto valor agregado e por ser um processo de contínua comunicação entre ambos. Deve-se entender os negócios do cliente assim como seus fatores críticos e suas prioridades, satisfazendo a requisitos e antecipando as futuras necessidades. “Terceirização é a utilização de relações comerciais externas para executar as atividades e processos necessários aos negócios da organização em lugar do uso de recursos internos” (SAAD, 2006, p. 9). “Uma atitude inadequada durante a negociação do contrato pode fazer com que a organização contratante perca grande parte de sua capacidade de reagir rapidamente e priorizar solicitações especiais ou de emergência” (SAAD, 2006, p. 19). Na visão de Baldin (2011), a relação entre o Cliente x Prestador deverá ser construída no decorrer da prestação do serviço e para que a relação floresça de forma adequada as bases de valores devem ser mantidas mesmo nos momentos de conflitos, pois enquanto o cliente deseja o melhor serviço pelo menor custo, o prestador também deseja prestar o melhor serviço com o maior resultado possível. Para isso, é necessário haver o equilíbrio nesta relação e garantir que ambos os lados estejam satisfeitos, pois, se esse equilíbrio não for encontrado a relação do Cliente com o Prestador será temporária e poderá acabar dentro de curto ou médio prazo. Na concepção de Baldin (2011), o critério que o cliente utiliza no momento de contratação do serviço, não serão os mesmos que ele irá utilizar para validar a qualidade do serviço entregue. Isso também se aplica na parte de custos. O foco do cliente na compra é o mínimo custo com o máximo de serviços e muitas vezes a diminuição do valor a ser pago pelo serviço interfere na prestação do mesmo. Na negociação o Cliente abre mão de um determinado serviço, que é essencial, e o momento da entrega do serviço é que ele percebe as consequências de sua atitude. O que se deve buscar com a terceirização não é somente a redução de custos, como também uma avaliação de escala do conhecimento, assim permite ao Cliente atingir níveis altos dos serviços em prazos curtos de tempo. Se esses serviços tiverem relação direta com o negócio fim do cliente, ele poderá melhorar seus serviços, em pouco tempo, aumentando sua competitividade (BALDIN, 2011, p. 81). Ainda para Baldin (2011), a contratação do serviço terceirizado deve ser claramente discutida, quanto mais ligado ao negócio, mais clara deve ser a definição do modelo de operação do serviço, seja este interno ou externo e é comum o receio de terceirizar 30 vir de alguém pertencente à estrutura, a pessoa deduz que sua posição estará ameaçada, porém nesses casos o que ameaça a estrutura da empresa, como um todo, é a dinâmica dos negócios em que ela está inserida, que acabam por buscar soluções, sendo que uma delas pode vir a ser a terceirização, ou seja, terceirizar é o meio e não fim, não é uma escolha, mas sim uma adequação a uma eventual realidade que o negócio da organização enfrenta. 2.4.3 Sindicatos Segundo Queiroz (1992), são duas as correntes sindicais principais do nosso País: aquela que diz “voltada para os resultados” e a outra mais radical voltada para o “enfrentamento direto”. Ambas estão muito preocupadas com a terceirização e têm posicionamentos próximos a respeito. Estas são as premissas básicas: O ideal é que o tomador de serviço defina quais as atividades que vai terceirizar, e não simplesmente ouve falar na terceirização, entusiasma-se e de modo leviano executa um projeto. É fundamental que o tomador saiba claramente os seus encargos nas atividades a serem terceirizadas. O tomador deve saber preparar-se para uma parceria responsável. O público interno, no tomador, precisa saber corretamente como se relacionar com os parceiros externos. Segundo Queiroz (1992), os sindicatos devem abandonar a postura de contraposição radical a terceirização, adotando as seguintes sugestões: Participação, sem cooptação, dialogando sobre a situação atual, do desenvolvimento da terceirização. Que se evite a demissão, tentando a reabsorção no prestador. Evite-se a redução dos salários e benefícios. Mantenha-se um bom relacionamento entre as partes. Preocupe-se com a segurança no trabalho. 31 2.5 POR QUE TERCEIRIZAR? Segundo Leiria (1992), a contratação de terceiros é encarada como um dos caminhos mais avançados da empresa moderna. Para melhor entender o que leva a tal alternativa, vale uma rápida passada nas teorias administrativas. As empresas podem ser divididas em três tipos, a do primeiro reproduz o mecanismoencontrado em instituições milenares como a igreja e as forças militares, principalmente no que se refere à estrutura hierárquica e normas. Ainda segundo Leiria (1992), a empresa do segundo tipo pode ser descrita como a taylorista “desenferrujada”, isto é, ela começa a agregar aspectos participativos, mas nunca em sua gestão, pois, assim, não corre risco. Chegando ao terceiro tipo e último, a empresa passa por três momentos, em princípio, os que detêm o poder conscientizam-se de que é preciso mudar para reagir aos aspectos externos, logo depois é feita uma análise de valores (custos e benefícios) de cada uma das funções da empresa, mas abandonando a visão segmentada. Finalmente é possível identificar o que é estratégico (aderente ou próprio) e o que é acessório, sem o ultrapassado receio de perda do poder, é que a terceirização ganha razão de ser. Para Leite (1994), alguns problemas são mais frequentes reportados, é a dificuldade de fazer com que o fornecedor se adapte aos procedimentos e a cultura da empresa, logo em seguida a tal dificuldade, a falta de padrões de qualidade cita-se como o segundo maior problema da terceirização. A Figura 2 apresenta a seguir os principais problemas enfrentados pelas organizações: 32 Figura 2 - Fonte compilado: (LEITE, 1994, p. 17) Segundo Giosa (1999), a oportunidade que as empresas brasileiras têm hoje é muito grande, pois há um ambiente para isso, a maioria do corpo funcional já conhece o assunto e a alta administração já começa a ter sensibilidade para entender a necessidade real da implantação deste processo, com algumas afirmações pode-se responder, por que terceirizar: Porque é saudável, a empresa se organiza revisando a sua “saúde” interna por meio de mudanças estruturais, culturais e sistêmicas, garantindo resultados e motivando o corpo funcional. Porque é mais negócio, a empresa com a terceirização, irá voltar-se totalmente para sua atividade principal, otimizando os recursos desenvolvendo práticas precisas para o atingimento das metas e treinando os seus talentos humanos para conquistar os resultados e desafios propostos. Porque agiliza, a empresa voltada para sua missão básica, irá estar presente em todas as operações que levem-na a se adequar ao novo modelo organizacional, com isso, sem preocupar-se operacionalmente com as tidas “atividades secundárias”, as empresas terão mais competitividade e agilidade na consecução de suas operações e mais rapidez na tomada de decisão em razão dos novos objetivos. Entretanto, para Andrade (2016), algumas definições no ambiente empresarial são necessárias para facilitar o entendimento de por que terceirizar algum tipo de serviço, entende-se por outsourcing a transferência para terceiros da responsabilidade pela execução de determinada atividade ou conjunto de atividades. Ou seja, uma função que antes era https://blog.contaazul.com/author/marcio-roberto-andrade 33 executada pela “empresa-origem”, passa a ser realizada pela “empresa-destino” (subcontratada). Algumas empresas optam por terceirizar etapas do processo produtivo, como uma montadora de ônibus que contrata a fabricação da carroceria de outra empresa, e outras, prefere terceirizar atividades/serviços de apoio, como limpeza e manutenção, alimentação, telefonia e transporte. Esse repasse de responsabilidade é incentivado pelo objetivo de alcançar maior qualidade, produtividade e o melhor preço, não simplesmente o menor preço. Andrade (2016) acrescenta ainda que a terceirização tem como objetivo, certifica- se no que realmente é necessário para o sucesso, e o crescimento continuo da empresa. Porém, se o intuito for utilizá-la apenas com o objetivo de redução de custos, essa estratégia pode acabar significando um tiro no pé, pois antes de decidir por um serviço terceirizado, sempre é necessário verificar-se: Se há qualificação técnica; Certificação e viabilidade nos demonstrativos de custos e preços dos serviços; Referencia no mercado e boas indicações de outros clientes; Demonstra capacidade e qualidade em entender as necessidades do seu negócio; Desenvolvimento de planos e ações conjuntas para o aprimoramento dos serviços e atualizações do mesmo. Na iniciativa privada: Segundo Leiria (1992), na iniciativa privada dificilmente se imagina qualquer empreendimento industrial ou comercial que não possua ramificação ou que não tenha parte de seus serviços ou produtos realizados por terceiros, além do mais jamais diminui o número de empregos numa comunidade, ao contrário, a criação de novas empresas, com livre atuação, estimula cada vez mais a necessidade da mão-de-obra especializada e, portanto, melhor remunerada. Na economia estatal: De acordo com Leiria (1992), na economia estatal, destaca que nos últimos anos, inspirado nos exemplos do Primeiro Mundo (Estado Unidos e quase todos os países da Europa), assim como no México, e no sucesso das empresas privadas, também o setor público passou a adotar a nova alternativa de administração, embora de maneira dispersa. União, estado e município há muito que usam terceiros na construção de estradas, coleta de lixo, transporte público, recebimento de taxas e impostos. 34 Os benefícios para o setor público, constantemente acusado de ser “máquina emperrada” ou se construir em “cabide de empregos”, são claramente detectáveis. A terceirização “enxuga” quadros superlotados e sem função, ao mesmo tempo que garante à comunidade um serviço eficiente. 2.6 TIPOS DE TERCEIRIZAÇÃO Através de um estudo realizado na Bahia em 1995, Druck (1999), definiu a existência de cinco modalidades de terceirização dívidas em trabalho doméstico, redes de empresas fornecedoras de componentes e peças, a subcontratação de serviços de apoio e periféricos, a subcontratação de empresas autônomas e a quarteirização. Desde então surgiram novas modalidades, podendo se destacar o trabalho a domicílio; as empresas filhotes ou as empresas do “eu sozinho”, que se define quando os trabalhadores são pressionados a abrirem uma empresa e seu nome, assumindo os seus encargos e transformando-se em uma empresa individual terceirizada, e as cooperativas que possuem legislação específica, faz com que as grandes empresas contratantes utilizem de contratos, se privando de todos os custos associados aos direitos trabalhistas. Segundo Queiroz (1992), a terceirização pode ser dividida através de contratos como mão de obra temporária, autônomos, avulsos com prazo determinado, trabalho eventual ocasional ou esporádico, venda ou compra de serviços e representante comercial. Sendo assim para cada tipo de contrato existe seus ambitos jurídicos. Segundo Giosa (1993), enquanto contratados e contratantes estiverem em um relacionamento de reciprocidade e de objetivos claros, haverá uma parceria entre ambos, pois atenderá ao esperado e o grau de contato e comunicação se tornará periódico e ágil. Definindo a terceirização como uma relação entre contratante-contratado, ou seja, as mesmas devem estar alinhadas entre si e atendendo as necessidades de ambas as partes. “Uma nova visão de relacionamento comercial, onde o fornecedor migra de sua posição tradicional, passando a ser o verdadeiro sócio do negócio, num regime de confiança plena junto ao cliente, refletindo a sua verdadeira e nova função de parceiro” (GIOSA, 1993, p. 15). Para Parasuraman, Zeithaml e Berry (1988), os clientes julgam a qualidade dos serviços prestados, utilizando cinco dimensões: confiabilidade, responsabilidade, segurança, 35 empatia e tangibilidade. Assim como para Girardi (1998), que define a decisão de terceirizar de uma forma empresarial adequada, através de um relacionamento saudável com fornecedores exigindo deles não só preço, mas principalmente, qualidade, prazo, inovação tecnológica e parceria. Jána concepção de Pagnoncelli (1993), terceirização é apenas um processo planejado de transferência de atividades para serem realizadas por terceiros. Para Silveira (2002), a terceirização pode ser classificada quanto a sua forma e quanto ao seu objeto. Quanto à forma ele a caracteriza como terceirização externa, terceirização interna e a cooperativa de trabalho. E quanto ao objeto, classifica como: • terceirização de serviços, em que a responsabilidade do prestador restringe- se à execução das atividades contratadas, não envolvendo insumos ou equipamentos, caracterizada pela pura prestação de serviços; • terceirização de serviços e materiais, modalidade que inclui o fornecimento de insumos, fazendo com que o terceirizado mude o seu perfil simples “fazedor” para “gestor” das atividades, havendo nesta categoria uma maior exigência quanto à qualidade; • terceirização de serviços e equipamentos, onde o terceirizado fornece todo o maquinário e todos os equipamentos indispensáveis à execução correta e mais eficiente do contrato; • terceirização plena, caracterizada pela transferência de atividades e tecnologia, tipificada como a terceirização que define o executante da atividade como o responsável pela execução, pela tecnologia empregada e pela gestão integral da atividade contratada (OLIVEIRA, 2009, p. 23). Saad (2006), define a terceirização como uma técnica administrativa que possibilita a transferência de uma atividade escopo, acessória para um terceiro, gerando assim novos empregos, permitindo a melhoria e o incremento nas empresas existentes em quesitos como especialidade, qualidade e eficiência. As empresas vêm adotando a terceirização como uma forma de estratégia, buscando melhores resultados, qualidade e eficácia em seus negócios. Ela pode ser abordada através de bens materiais ou na forma de serviços, em atividades-meio e atividades-fim. Que de modo geral são definidas as atividades-meio como sendo aquelas que não estão ligadas com a atividade principal da empresa e como atividades-fim que está diretamente ligada a atividade principal da empresa. Sendo assim a terceirização pode ser aplicada em todas as áreas da empresa definida como atividade-meio, como por exemplo: os serviços de alimentação, serviços de conservação patrimonial e de limpeza, serviço de segurança, serviços de manutenção geral predial e especializada, engenharias, arquitetura, manutenção de máquinas e equipamentos, serviços de oficina mecânica para veículos, frota de veículos, transporte de funcionários, serviços de mensageiros, distribuição interna de correspondência, serviços jurídicos, serviços de assistência médica, serviços de telefonistas, recepção, digitação, serviços de processamento 36 de dados, distribuição de produtos, serviços de movimentação interna de materiais, administração de recursos humanos, administração de relações trabalhistas e sindicais, serviços de secretaria, tecnologia da informação e em serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador de serviços. A terceirização da área de TI segundo Bernstorff e Cunha (1999), é considerada estratégica e imprescindível para a competitividade organizacional, uma vez que o orçamento é privilegiado devido sua importância, a gestão da tecnologia poderá estrategicamente obter ganhos com a redução de custos, com a focalização e flexibilização de suas atividades, um maior acesso a novas tecnologias e a obtenção de melhores recursos especializados. Definindo assim que algumas das áreas de maior interesse na contratação de serviços terceirizados de tecnologia da informação são: • Desenvolvimento de sistemas; • Implantação, treinamentos e acompanhamentos dos sistemas implantados; • Manutenção dos equipamentos e aplicativos; • Concepção, implantação e manutenção da rede de computadores na organização; • A administração e segurança do banco de dados; • Suporte técnico em hardware e software; • Segurança do sistema; • Microfilmagem; 37 3 TERCEIRIZAÇÃO ESTRATÉGICA Atualmente as empresas encontram-se em um mercado acirrado, em constante aumento da competitividade entre elas e consequentemente das exigências dos clientes que buscam qualidade, tecnologia e preço acessível aos serviços, fazendo com que os gestores busquem novos métodos e práticas que ajudem no gerenciamento cada vez mais complexo das organizações. Desta forma a terceirização surge como estratégia, fazendo com que a empresa cada vez mais se concentre em suas competências básicas e dá espaço aos profissionais específicos nas atividades complementares. Segundo Bezerra (1994), a terceirização é uma ferramenta adotada pelas organizações para as atividades de apoio e também para importantes etapas do processo produtivo na empresa, quando se busca a redução de custos. Para Saad (2006), todos os elementos do processo de terceirização combinados formam uma prática gerencial única. Os provedores de serviços de terceirização são parceiros que se delegam muitas das decisões relacionadas à prestação dos serviços no dia-a-dia. O valor por eles agregado vem do fato de que devem entender os negócios do cliente (seus fatores críticos, suas prioridades, suas idiossincrasias), satisfazer seus requisitos e antecipar suas futuras necessidades. Segundo Giosa (1999), alguns fatores condicionantes de uma forma ampla e geral são determinantes do sucesso, para implantação de processos de terceirização: Ambiente estratégico Os motivos da existência da empresa, conhecendo e focalizando a sua verdadeira missão, os objetivos e as diretrizes, as políticas gerais e setoriais, a aderência e compatibilidade do negócio, além de um conhecimento amplo do mercado e formas de comercialização; As vertentes estratégicas que levam a uma maior “aderência” e compatibilidade com os sistemas de informação; A necessidade natural do conhecimento amplo dos funcionários sobre o novo sistema de gestão que será implantado; Em nível de conflitos, com a revisão dos objetivos, diretrizes, políticas, a empresa estará apta a se relacionar com todos os níveis hierárquicos e postos de trabalho, com confiança e competência necessária para a ligação; 38 A revisão de papéis, funções dos empregados deverá ser clara e presumivelmente analisada diante deste novo cenário, com estudos de avaliação; Haverá alteração prevista nas funções dos empregados por meio da implantação de políticas setoriais. Assim, os conflitos internos poderão interromper, com a presença ou não dos sindicatos, com grande poder de influenciar adequadamente ou não a implantação de programas de terceirização nas empresas. Segundo Saad (2006), terceirizar uma função que seja ou que possa eventualmente tornar-se uma competência diferencial ou um fator-chave de sucesso, apenas por uma redução de custos, pode resolver um problema de caixa em curto prazo, mas, simultaneamente, pode criar um problema em longo prazo que arruíne a organização. O termo empreendedorismo é recente pode ser definido como um processo de implementação de novos negócios e/ou mudanças em empresas já existentes. Muitas vezes envolvendo a criação de empresas ou produtos novos, inovações e riscos. Pode-se dizer que o empreendedorismo é a inovação, a criação de algo novo, que necessita de um planejamento, de novas ideias, de dedicação e muito esforço, atingindo assim a recompensa de um reconhecimento profissional, um retorno financeiro e a satisfação pessoal. Transforma a condição mais significante numa excepcional oportunidade. O empreendedor é visionário dentro de nós. O sonhador. A energia por trás de toda atividade humana. A imaginação que acende o fogo do futuro. O catalisador das mudanças. O empreendedor vive o futuro, nunca do passado, raramente do presente [...]. (GERBER, 1996, p. 31). Seguindo o pensamento de Dolabela (2000)pode-se dizer que empreendedor coloca como objetivo o sucesso e a inovação, sendo assim buscam sempre as oportunidades e enfrenta os desafios que surgirem no processo. O empreendedor tem que estar permanentemente de olho nos acontecimentos, traçando diretrizes e corrigindo rumos para chegar onde pretende. A terceirização na visão do empreendedorismo se torna estratégica, visando as vantagens que podem trazer para a empresa, de forma que empenhariam funcionários da área especifica desenvolver seu serviço. No caso da Tecnologia da informação a empresa pode imaginar um serviço\sistema para auxiliar no processo e os técnicos da área podem desenvolver. 3.1 VANTAGENS 39 Para Leiria (1992), são vários os aspectos que podem ser percebidos como ótimas vantagens no processo de terceirização de mão de obra, dentre os quais se registram: "diminuição do desperdício, aumento da qualidade, liberação da equipe de colaboradores para outras atividades da empresa, sinergismo nas atividades, redução das atividades meio que não apresentam ganhos de especialidade, otimização dos serviços, melhor administração do tempo da empresa, tendência a agilizar as decisões, surgimento de novas empresas e empregos, redução do quadro direto de colaboradores e possibilidade do aumento de empregos especializados". Destaca ainda mais, os aspectos positivos: Diminuição do desperdício Aumento da qualidade Desmobilização Integração na comunidade Sinergismo das atividades-fim; diminuição de atividades-meio administradas sem ganho de especialidade Melhoria do perfil do administrador Diminuição de corrupção interna e externa Diminuição do poder “político” interno Diminuição do poder “político” externo Aumento da especialização Aumento do lucro Favorecimento da economia de mercado Liberação da criatividade Otimização dos serviços Soma da qualidade nas atividades-meio e atividades-fim Melhor administração do tempo da empresa Aumento do comprometimento da comunidade com a empresa e do público interno da empresa Melhor na imagem institucional Obtenção de efetividade Relação com sindicatos Redução dos níveis hierárquicos Redistribuição de renda Criação de empregos e empresas mais estáveis 40 Agilidade nas decisões Aumento de competitividade Diminuição no passivo trabalhista Maior satisfação interpessoal dos empregados Custo equilibrados dos mercados de mão-de-obra Melhor comunicação interna Redução do quadro direto de empregados Aumento da agilidade da organização Aumento de empregos especializados Na concepção de Silva (1997), na medida em que uma organização opta em terceirizar serviços, ela tende a reduzir atividades administrativas inerentes às atividades entregues a terceiros. E esses em contrapartida, não terão necessariamente que aumentar seu quadro administrativo, pois afinal já se encontram estruturados para atender aquela atividade. Segundo Martins (2001), uma das principais vantagens sobre o processo administrativo seria de ter alternativas para à melhor eficácia de serviços e produtos oferecidos junto com sua produtividade. Sendo assim, uma maneira de controlar a qualidade dentro das organizações, um dos objetivos dos administradores de empresa é a diminuição dos encargos trabalhistas e previdenciários, redução de preço e dos produtos e serviços oferecidos. Já para Saad (2006), quando o uso de uma tecnologia se torna essencial à sobrevivência da organização, mas não é relevante para a construção de sua estratégia, os riscos criados pela sua não utilização tornam-se mais importantes que a vantagem competitiva proveniente de sua utilização. Estes elementos de riscos são inúmeros e vão desde simples falhas técnicas, obsolescência e períodos de indisponibilidade até quebras de segurança, invasões de confidencialidade, ataques de vírus e terrorismo. Além disso a interrupção no acesso a recursos de TI, podem provocar a paralisação das operações de uma organização, impedindo-a de fabricar seus produtos, prestar seus serviços ou de se comunicar com seus clientes, o que lhe causará graves implicações sobre a produtividade, lucratividade, competitividade, além do impacto não mensurável sobre a imagem da organização no mercado. 3.2 DESVANTAGENS 41 De acordo com Leiria (1992), os aspectos que podem ser percebidos como negativos na terceirização são: demissões, mudança da estrutura do poder, aumento do risco a ser administrado, caso ocorra uma má escolha dos parceiros, problemas na relação com sindicatos, falta de parâmetros para definição dos preços nas contratações iniciais, falta de conhecimento na administração dos processos e aumento da dependência de terceiros. Abaixo aspectos que Leiria considera negativos na terceirização: Aumento de riscos a ser administrado Dificuldade no aproveitamento dos empregados já treinados Demissões na fase inicial Mudança na estrutura do poder Falta de parâmetros de preços nas contratações iniciais Custo das demissões Relação com sindicatos Má escolha de parceiros Má administração do processo Aumento da dependência de terceiros Porém, para Martins (2001), corre-se um risco ao contratar uma mão de obra terceirizada, pois a falta de capacidade para realizar serviços, sem competência e idoneidade financeira, poderá trazer problemas principalmente de natureza trabalhista. Outro risco é o de pensar que é apenas uma forma de reduzir custos, se o objetivo não for alcançado implicará no desprestigio de todo o processo. Para Giosa (2003), dentre os aspectos mais significativos que dificultam a implantação da terceirização pode-se destacar: quando a alta administração desconhece o assunto, não sabendo identificar e tampouco buscando auxílio para facilitar à implantação do processo; quando se permite que as resistências sobreponham a necessidade de adaptação aos novos processos que são necessários para que se mantenha na competição; quando não se consegue detectar parceiros a altura que consigam atender às condições de qualidade e de produtividade exigidas. Neste ponto, deve-se analisar com agilidade se realmente é necessária à implantação do processo. Ainda, quando faltam parâmetros que subsidiem a comparação entre os custos internos e os preços da contratada; quando existe a dificuldade de integração das culturas do contratante e do fornecedor – este quesito já foi tratado anteriormente e se mostra como um 42 fator crítico da relação de parceria. Outro ponto dificultado consiste no desconhecimento da legislação específica, ou a falta dela, surgindo assim o risco na elaboração dos contratos, bem como reclames jurídico-trabalhistas. De acordo com Martins (2000), existem algumas desvantagens percebidas para o funcionário terceirizado. Caso perca seu emprego com remuneração certa mensal, inicia-se um processo de incerteza que somente poderá ser extinto quando conseguir se estabelecer novamente em algum trabalho, perde os benefícios sociais que recebia em função das normas coletivas da categoria coerente ao serviço. Caso tenha oportunizado a contratação pela terceirizada, pode ocorrer de ter que passar a trabalhar em estruturas que não condizem com a sua situação anterior. É comum ocorrer, inclusive, o oferecimento de salários inferiores em condições precárias, em tempo parcial e até mesmo ocasional. E ainda, estes podem vir a ser contratados por empresas inidôneas, que não cumprem com suas obrigações, assim podendo entrar em dificuldades financeiras. 3.3 A TERCEIRIZAÇÃO COMO UMA MODERNIZAÇÃO DE NEGÓCIOS Muitos são os defensores da terceirização como uma prática que se estabelece com o propósito de ofertar maior qualidade, dinamicidade, flexibilidade e rearranjo dos custos para as empresas tomadoras de serviço. Mas como toda ferramentaque é inserida no contexto organizacional, esta deve ser amplamente analisada e contextualizada no sentido de que venha efetivamente auxiliar as empresas a modernizar seu processo de gestão. Segundo Silva (1997), a terceirização estimula o desenvolvimento de novas micros e pequenas empresas constituídas por aqueles que foram ou serão demitidos no processo de transferência das atividades, de maneira que esses se estabeleçam "como se fossem micro-organismos organizados confederativamente, sob o pressuposto de que hoje é muito mais importante ser o melhor do que o maior. Apesar da lógica pertinente a esta condição, não se pode esquecer que esses novos empresários necessitam de estrutura para se adequar; de capital para investimentos e para desenvolver suas potencialidades. Desta forma possibilitando que esses consigam atender não só a empresa parceira no momento, mas que tenham condições de conquistar novos clientes e, assim, alcançar a possibilidade de se manter sustentável, não se atrelando à armadilha de ter somente um cliente. 43 Para Giosa (1997), nos dias atuais, empresas que procuram adotar postura de modernização no Brasil enfrentam grandes desafios. Onde os países desenvolvidos possuem estas vantagens que os posicionam com destaque no mercado global. Ainda Giosa (1997), a questão de empresas implantar modelos de modernizações nada mais é que uma questão de sobrevivência, básica provendo o aprimoramento da gestão e consequentemente apresentando bons resultados no negócio, mais para isto é necessário que o gestor ou colaboradores tenha ciência da necessidade da modernização, pois sem este conhecimento, efetivamente nada acontecerá na empresa. Implantar a modernização nas empresas brasileira, exige garra, conhecimento, capacitação e possuir sensibilidade para com as mudanças, onde a terceirização como uma modernização de negócios só se justifica se as bases se estruturarem dentro de um contexto forte e seguro. Não adianta para nenhum dos lados fazer opções impensadas no afã de conquistar uma nova gestão competitiva, se essa não estiver conectada a princípios básicos que norteiam o bom caminhar de uma estrutura organizacional. As vantagens devem ser divididas igualitariamente, deve-se estimular o jogo do ganha-ganha. Segundo Giosa (1999), a terceirização, aplicada segundo o enfoque da modernização de gestão, pode provocar nos mecanismos do Estado, quanto á qualidade, produtividade, redução de custos e valorização dos talentos humanos, alicerçada por componentes básicos de gestão administrativa que dariam impulsos significativos e duradouros na máquina pública, seja a nível municipal, estadual ou federal. Podendo assim concluir que a modernização nada mais é que ter a visão e a mente voltados para o mundo, onde por meio da modernização, houve o sucesso das empresas. Onde a modernização pode ser um grande investimento quando se entende que a modernização é a tecnologia mais o conhecimento da aplicação, o uso de técnicas inovadoras, criatividade e valorização de talentos. Sendo que esta somatória reflete no estado econômico modernizado. 44 4 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) Segundo Audy (2005), tecnologia da informação é o conjunto de recursos não humanos utilizados na coleta, armazenamento, processamento e distribuição das informações organizacionais. O autor afirma, ainda que a tecnologia da informação abranja os métodos, técnicas e as ferramentas necessárias para planejar, desenvolver ou ainda dar suporte ao processo de utilização das informações. Para Saad (2006), a tecnologia da informação é a mais recente de uma série de tecnologias historicamente surgidas e que transformam os negócios ao longo dos dois últimos séculos. Segundo Foina (2001), a área de tecnologia necessita de metodologias e ferramentas que garantam o nível de qualidade exigido pelos clientes ou usuários, sendo que os custos de tecnologia da informação são normalmente muito altos, levando as empresas a buscar soluções baratas no mercado – a terceirização. Conforme Jau (2013), pode-se definir tecnologia da informação como as atividades de computação que visam à produção, o armazenamento, a transmissão, o acesso, a segurança e a utilização das informações. Para Turban (2013) , de modo geral esta área da informática trata a informação, organiza e a classifica de forma que permiti a tomada de decisão em prol de algum objetivo. A tecnologia da informação refere-se também à coleção de recursos de informação de uma organização, seus usuários e a gerência que os supervisiona, inclusive a infraestrutura e todos os outros sistemas de informação da organização. O desenvolvimento dessa tecnologia facilita e intensifica a comunicação pessoal e institucional, através de programas de processamento de texto, de formação de bancos de dados, de editoração eletrônica e de tecnologias que permitem a transmissão de documentos, envio de mensagens e arquivos, assim como consultas a computadores remotos (via redes mundiais de computadores, como a Internet). Para Saad (2006), nenhuma empresa é grande demais ou pequena demais que não possa ou não deva considerar a possibilidade de adotar a terceirização da tecnologia da informação. Esta nova tecnologia da informação também trouxe alguns problemas relativos à privacidade dos indivíduos, pois as instituições particulares ou até mesmo públicas, geralmente possuem acesso a grande quantidade de informação dos cidadãos. 45 4.1 TERCEIRIZAÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS EMPRESAS PRIVADAS Segundo Sousa (2000) a tecnologia da informação surgiu pelo conjunto de conhecimentos, representados por equipamentos e programas sendo utilizados a nível pessoal e/ou empresarial. Sendo o único meio eletrônico capaz de suportar todo tipo de informação, o computador passou a ter grande importância no meio de comunicação e desenvolvimento nas organizações. A terceirização de sistemas de informação teve suas origens no início dos anos 60. Através dos anos, enquanto executivos e gerentes assistiam a uma rápida evolução da tecnologia e ao crescimento dos custos de sistemas de informação, a terceirização das atividades de TI mostrou progressivamente diferentes significados e possibilidades. A forma inicial de terceirização de sistemas de informação tratava do processamento de um único sistema de aplicação, representando apenas uma pequena parcela do orçamento total de sistemas de informação de uma organização (SAAD, 2006, p. 29). “O escopo da terceirização de sistemas da informação passou por uma transformação radical a partir do final da década de 80, após a decisão da Eastman Kodak de terceirizar seus mainframes, sua rede de telecomunicações e seus computadores pessoais através de um contrato com a ISSC” (SAAD, 2006, p. 30). Segundo AS VANTAGENS (2016), as organizações estão deixando cada vez mais a área de Tecnologia da Informação, este item tão importante, sob os cuidados de empresas de outsourcing, porém este assunto é discutível e adaptado da melhor maneira a cada realidade. Então, não se exime de pesquisar as melhores alternativas, pois existem várias opções e modelos de computação que poderá atender às necessidades da organização de forma flexível e com sistemas de alta qualidade e disponibilidade. Além disso, para AS VANTAGENS (2016), a terceirização do serviço de tecnologia da informação possibilita aumentar a produtividade, reduzir os desperdícios e melhorar os processos internos e externos, possibilitando que as organizações foquem na inovação que é o seu papel central e se concentrem naquilo que melhor sabem fazer. Por outro lado, a terceirização pode se tornar grande aliada nas ideias transformadoras de importantes negócios. Já em relação às opções de serviços oferecidos, a terceirização de tecnologia da informação possui uma lista extensa que abrange não só a infraestruturabásica, mas também serviços que são gerenciados, assim como o help desk, o service desk, a segurança da 46 informação, a consultoria para integrar os sistemas e também para desenvolver as suas aplicações, entre outros. Portanto, para AS VANTAGENS (2016), o processo para a escolha do fornecedor deverá ser rigoroso e também deverá passar por avaliações continuamente, pois é necessário medir o nível de eficiência e eficácia dos serviços prestados por eles, por outro lado, para que a terceirização dos serviços de TI obtenha o grau de sucesso esperado, é importante saber que existem três pilares que devem evoluir juntos. São eles: Pessoas; Processos e Produtos. A escolha da ferramenta e do software são ações importantes, porém para alcançar o resultado é preciso incluir a gestão de todos estes pilares juntos. 4.2 PROFISSIONAL DE TI Uma profissão que está entre uma das mais bem remuneradas no mercado e faltam profissionais qualificados para preencher todas as vagas. Para Saad (2006), não importa o tamanho de uma organização de TI, será impossível que ela mantenha em sua equipe especialistas em todas as possíveis áreas de atividade de TI. Para o autor, provedores poderão preencher eventuais lacunas em áreas utilizadas com menor frequência. Por outro lado, para Saad (2006), a alocação de pessoas com experiência prévia em projetos de terceirização tende a trazer benefícios devido à sua capacidade de enriquecer as discussões sobre os temas que serão abordados na negociação (escopo, custos, qualidade, requisitos, etc.). Segundo Alecrim (2013), este profissional tem papel fundamental nas organizações para que os sistemas, ou a infraestrutura que existe continue operando corretamente. Eles podem atuar desenvolvendo tarefas; implementando e atualizando soluções computacionais através de segmentos relacionados com a programação, segurança da informação, redes; banco de dados, análise de sistemas, engenharia de software, infraestrutura e hardware, entre outros. De acordo com Alecrim (2013), por ser uma área ampla, existe profissionais capacitados para cada segmentos, alguns atuam apenas no desenvolvimento de softwares comerciais, existe os que apenas criam ferramentas para dispositivos móveis e há aqueles que se dedicam as atividades da internet e assim por diante. Para se profissionalizar na área de TI 47 existem alguns cursos disponíveis como: ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, inclusive existe cursos técnicos que apresentam foco na tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de certificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados. 4.3 POR QUE TERCEIRIZAR TI? Segundo Vidal (1993), terceirizar não é apenas a única alternativa a ser tomada para operacionalização da tecnologia da informação. Existem inúmeras alternativas. O importante é reestruturar a área da tecnologia da Informação, para enfrentar os novos tempos. Pulverização do CPD Terceirização da tecnologia da informação Uso dos birôs Centro Integrantes Downsizing no CPD Profissionalização do usuário Escritório Tecnológico Núcleos Estratégicos Prestação de serviços no domicílio Escritório vazio Opções mistas ou combinadas SCD – Sistema Cibernético de decisão Para Saad (2006), as decisões relativas à terceirização têm impacto relevante sobre os negócios de uma organização e nunca deveriam ser tomadas antes que ela tenha um plano estratégico consistente que detalhe sua visão, sua missão, suas competências diferenciais e seus fatores-chaves de sucesso. “Para sobreviver à árdua competição existente na economia globalizada, as organizações necessitam preocupar-se em reduzir seus custos e incrementar sua eficiência” (SAAD, 2006, p. 35). Segundo Saad (2006), para que ocorra uma decisão segura referente à terceirização de uma função deve-se considerar alguns fatores, tais como: 48 A revisão das competências e habilidades da organização; A revisão da estratégia de identificação e tratamento de riscos da organização; A identificação das áreas potencialmente terceirizáveis na organização, uma ferramenta que pode ser utilizada é a chamada análise SWOT. A revisão do alinhamento estratégico entre os diversos setores de negócios da organização, especialmente entre aqueles que operam as áreas identificadas como potencialmente terceirizáveis; A avaliação das práticas adotadas no mercado de serviços terceirizados nas áreas potenciais identificadas. Além dos fatos citados, outros aspectos fundamentais deverão ser obrigatoriamente estudados à identificação das áreas potencialmente terceirizáveis na organização, assim como: A identificação das competências diferenciais da organização; As consequências de decisões do tipo “faz ou compra”; A utilização das melhores práticas na implementação do processo. Adicionalmente, uma ferramenta que pode ser utilizada para as definições das áreas potencialmente terceirizáveis é a chamada análise SWOT, através dela serão identificados os pontos fortes (strengths), os pontos fracos (weaknesses), as oportunidades (opportunities) e as ameaças (threats) tanto no ambiente interno da organização quanto no mercado externo de provedores de serviços. Definida as áreas que serão terceirizáveis, algumas atividades deverão ser implementadas ao projeto. São elas: O plano de ação para terceirização de cada uma das funções identificadas; O plano de desenvolvimento das funções não terceirizadas retidas na organização; O plano de reestruturação da organização pós-terceirização das funções identificadas; O plano de aquisição das novas habilidades e competências necessárias à organização num ambiente onde existirão funções terceirizadas e não terceirizadas. Já para Veríssimo (2007), a tecnologia da informação é uma área que vive em constante mudança e seria necessário a empresa contratar profissionais com visão holística de várias tecnologias, porém estes profissionais além de terem um alto custo para empresa, são mais difíceis de encontrar no mercado. 49 Conforme Veríssimo (2007), existem várias vantagens em terceirizar o setor de informática de uma empresa, uma delas é ter a disposição das empresas profissionais capacitados e multidisciplinares que criam ideias para desenvolver métodos afim de eliminar problemas internos e desenvolver novos produtos e serviços para atender a necessidade do mercado, além de que geralmente existe um contrato que lhe garante a qualidade e pronto atendimento dos serviços. Outra vantagem é que existem empresas que além de oferecer suporte dos computadores, alugam os equipamentos e garantem substituir os componentes do computador, caso ele apresente algum defeito ou queime, e o melhor sem custo nenhum para sua empresa. Segundo artigo exposto pelo Benefícios (2016), a maioria das empresas vêm utilizando essa medida, devido a eficácia oferecida no serviço, pois os riscos de apresentar trabalhos e serviços de má qualidade acabam diminuindo e as chances de apresentar serviços de qualidade e de profissionais aumentam em grandes proporções, gerando uma economia que se adapta ao seu orçamento. Mesmo porque as empresas de terceirização para garantir a maior efetividade junto as empresas contratantes, buscam sempre inovar e estar por dentro das tendências de mercado. Segundo Saad (2006), deve-se lembrar de que substituir a responsabilidade da execução interna de uma atividade pela responsabilidade da gestão de um provedor externo traz novos riscos à organização, tais como: Perda de competências diferenciais, se a organização não compartilha com o provedor externo sua visão de quais sejam as competências diferenciais e não diferenciais; Propiciar que o provedor externo utilize o relacionamento para alavancar benefíciosapenas para si; Levar a uma dependência do provedor externo, que resulte em perda de flexibilidade estratégica e de agilidade operacional da organização; Trazer uma perda de eficiência nas atividades negociais da organização, como reflexo do mau desempenho do provedor externo; Resultar em perda de motivação do staff remanescente na organização, principalmente se os objetivos e as fronteiras de utilização de provedores externos não forem adequadamente definidos; Levar a um comprometimento dos direitos de propriedade intelectual da organização. 50 Na visão de Saad (2006), a avaliação e decisão acerca do uso de serviços terceirizados estão nas listas de prioridades dos executivos máximos das organizações. A gerência superior deve garantir a alocação dos recursos necessários durante todo o processo, desde a identificação dos objetivos da terceirização, definição do escopo dos serviços, solicitação de propostas, seleção do provedor, negociação do contrato até a gestão do relacionamento com o provedor durante a vida do contrato. “A decisão de terceirizar ou não terceirizar uma determinada função deve ser tomada, em última instância, pelo executivo máximo da organização, não devendo ser delegada aos níveis gerenciais subordinados” (SAAD, 2006, p. 20). 4.4 QUANDO NÃO TERCEIRIZAR Para Saad (2006), existe dois cenários que contra indicam a adoção do caminho da terceirização, são eles: Durante o período de mudanças na alta administração de uma organização ou após sua realização, pois a nova equipe executiva não necessariamente encara o projeto de terceirização sob a mesma ótica da equipe anterior. Durante um processo de reestruturação dos negócios e estratégias que visam esforços como: - A reestruturação de suas operações; - A reengenharia de seus processos; - A redução de custos; - A eliminação de níveis hierárquicos; - A reestruturação das equipes técnicas e gerenciais; - A eliminação da operação em áreas não lucrativas; - A renegociação de contratos e acordos; - A consolidação de linhas de negócio; - A captação de recursos para recapitalização; - A alteração de áreas geográficas de atuação. Ainda para Saad (2006), no período em que prevalecerem tais esforços, não será possível obter um cenário suficientemente estável para que a análise, o planejamento, a negociação e a transição do processo de terceirização sejam implementados: 51 Durante períodos em que, por quaisquer razões, tanto estruturais quanto conjunturais, originadas externamente à organização não seja possível antecipar um cenário estável por um tempo suficientemente longo para permitir a obtenção dos benefícios esperados. Dentre as causas externas mais comuns podem ser citadas: decisões governamentais, dispositivos legais, desequilíbrios no cenário econômico, convulsões políticas e catástrofes naturais; Quando a real motivação da decisão for prioritariamente a insatisfação com a eficiência e a eficácia dos serviços realizados internamente. As áreas usuárias internas à organização frequentemente adotam uma postura crítica com relação a função de TI. A maioria dos executivos percebe a função de TI como geradora de custos e não como detentora de soluções que suportam a estratégia corporativa. Com relação ao seu desempenho, ela é vista muitas vezes como desatualizada, passiva, lenta, inflexível, cara, ingerenciável e carente de foco no cliente. Na visão de Saad (2006), muitas vezes, a decisão de terceirização reflete apenas, o desejo de pagar a um provedor para que ele se desgaste com o gerenciamento de uma área de TI que apresenta graves disfunções. Uma vez que as reais origens da insatisfação tenham sido equacionadas e tratadas, um estudo de viabilidade que avalie, isenta e objetivamente, e não emocionalmente, as vantagens e desvantagens do modelo de terceirização tenderá a propiciar uma tomada de decisão mais consciente e de menor risco. Desta forma, pode-se afirmar que não seriam passíveis de terceirização: Áreas de competência diferencial, nunca devem ser delegadas a terceiros, evitando a criação de uma relação de dependência unilateral que pode comprometer gravemente a posição da organização contratante no mercado em que atua ou até mesmo, em casos extremos, sua própria capacidade de sobrevivência; Funções baseadas no conhecimento de informações vitais. A disponibilização de informações proprietárias e reservadas da organização a terceiros trazem um grau de risco inaceitável e inadministrável, cujas consequências, se realizadas podem ser extremamente graves; Funções cuja missão seja o atendimento a obrigações legais de alta responsabilidade. Aquelas que, quando não atendidas, podem colocar em risco a própria sobrevivência da organização; 52 Funções críticas de negócio que tenham um escopo volátil ou uma estrutura imprevisível de risco; Funções vitais que sejam compostas por funcionalidades multidisciplinares que envolvem áreas críticas distintas de negócio da organização; Funções de negócio que estejam sujeitas a um alto grau de influência política. Ainda para Saad (2006), mesmo para as organizações que optem por não realizar uma terceirização global de TI mantendo o controle de seu destino, além de uma equipe própria com pessoal bem treinado, a opção poderia ser por uma terceirização seletiva com os seguintes objetivos: Minimizar as flutuações de tamanho da equipe que poderiam resultar de aumento ou decréscimo da demanda por serviços de TI; Maximizar o desenvolvimento profissional da equipe, terceirizando o trabalho menos criativo; Minimizar custos fixos utilizando, quando possível, mão de obra menos custosa ou compartilhando custos. 4.5 ALINHAMENTO ESTRATÉGICO DE TI Segundo Saad (2006), a complexidade do processo de terceirização obriga as organizações a desenvolverem novas habilidades e métodos para enfrentar os novos desafios que também são criados por ela. Para o autor, a terceirização estratégica caracteriza-se por um compromisso mais amplo que aquele explicitado apenas pelas obrigações contratuais, a busca é mútua por soluções e oportunidades. Antigamente o termo estratégia representava uma forma de vencer o inimigo, com o passar do tempo, esse termo começou a ser utilizado no contexto empresarial, no sentido de aumentar as chances de vitória através de metas e de objetivos básicos de longo prazo de uma organização, bem como a adoção de cursos de ação e a alocação de recursos para realizar essas metas (AFFELD e VANTI, 2009, p. 203). Por sua vez para obter a vantagem competitiva, o alinhamento estratégico de TI de uma organização necessita de contínuos ajustes no processo, porque interliga os objetivos e a 53 estratégia de negócios com os objetivos e a estratégias da área de TI. Ao longo dos anos, diversos conceitos, metodologias e modelos ligados ao alinhamento estratégico (AE) de sistemas de informações e de tecnologia da informação foram desenvolvidos. Para Saad (2006), tais fatos têm estimulado as organizações a examinar e pesquisar melhores práticas para implementação do projeto de terceirização, visando a maximização de benefícios e a minimização da exposição de riscos. Dentre as melhores práticas identificadas, merecem ser citadas: A necessidade de estabelecer objetivos e metas mensuráveis; A necessidade de assegurar que ambas as partes obtenham benefícios do relacionamento; A disposição de manter o respeito e o senso de aprendizado mútuos; O envolvimento da gerência superior; A disciplina de acompanhar o desempenho, medindo-o e ajustando-o com base nas informações coletadas. O exercício dessas melhores práticas está associado a organizações nas quais existe o compromisso do nível gerencial superior com a direção estratégica da organização. De acordo com Saad (2006), existem características vitaispara implementação de projetos eficazes de terceirização. A Figura 3 apresenta a seguir questões relevantes que devem ser enfocadas pela organização: 54 Figura 3 - Fonte: Compilado de Saad (2006, p. 23) CARATERÍSTICAS VITAIS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS EFICAZES DE TERCEIRIZAÇÃO PRÉ-REQUISITOS A SEREM ESTABELECIDOS PELA ORGANIZAÇÃO Cumprir todos os pré- requisitos para o uso da terceirização como ferramenta estratégica Capacidade de manter coesão nos níveis gerenciais superiores com relação ao uso de terceirização Habilidade de manter o alinhamento entre a estratégia de terceirização e a estratégia corporativa Proficiência para gerenciar riscos ao longo do processo Competência para gerir a fase de transição de recursos da organização para o provedor Habilidade de identificar e dimensionar os recursos e o nível de experiência necessários nas diversas fase do processo Aptidão para coordenar as ações de comunicação interna aos afetados pelo processo Capacidade de gerenciar crises resultantes de contingências imprevistas ao longo do processo Ter capacidade de integração entre distintas funções terceirizadas Capacidade de redesenhar a forma de atuação da equipe interna com introdução da terceirização Habilidade de implantar disciplinas que promovam a integração de novos provedores com as atividades já terceirizadas Aptidão para aplicar controles de qualidade ao processo Ter habilidade no gerenciamento de contratos de terceirização Aptidão para selecionar os provedores apropriados Capacidade de gerenciar uma variedade de contratos de terceirização complexos e de natureza distinta Competência para monitorar o desempenho dos provedores frente aos acordos de nível de serviço estabelecidos Proficiência para acumular o aprendizado proveniente de experiências prévias de terceirização Ter habilidade na gestão de relacionamento com os provedores contratados Capacidade de desenvolver uma visão compartilhada com e entre cada um dos diversos provedores de terceirização Habilidade para gerir as diferenças e semelhanças culturais entre a organização e cada um dos provedores Aptidão para promover uma melhoria permanente na qualidade do relacionamento interpessoal com diversos provedores Competência para promover alterações contratuais visando maior eficácia na gestão do relacionamento com provedores Manter o grau de motivação e melhorar continuamente o desempenho do staff interno Habilidade para manter permanentemente em níveis adequados o grau de informação da equipe interna sobre o uso de terceirização Capacidade de manter um elevado grau de motivação da equipe interna Aptidão para promover disciplinas de integração entre as equipes internas e a equipe de cada provedor de terceirização Para Saad (2006), após a identificação das funções potencialmente terceirizáveis, a organização deverá estabelecer o timing adequado para a condução de cada projeto de terceirização de funções específicas e deve-se construir uma declaração da estratégia e objetivos. Este documento deverá resumir a intenção da organização com o projeto de terceirização e a justificativa para sua realização e deverá conter: 55 Os processos a serem terceirizados e os objetivos amplos do projeto de terceirização; O relacionamento entre o projeto de terceirização e a estratégia de sourcing da corporação; A ligação entre as funções a serem terceirizadas e os núcleos de competência diferencial da organização; O posicionamento esperado no espectro de relacionamentos possíveis entre provedor e contratante; A abrangência dos serviços terceirizados (geográfica, organizacional, etc.); Os riscos críticos envolvidos; A duração estimada do projeto. Ainda para Saad (2006), este documento também deve incluir uma proposição de valor resultante do projeto de terceirização do ponto de vista dos usuários internos e externos das funções-alvos da terceirização. Esta proposição permite que a organização contratante gerencie a prestação dos serviços mantendo o foco sobre suas reais necessidades e abordando os seguintes aspectos: Identificar como os serviços terceirizados afetarão os usuários internos e externos, tornando-os mais: - Bem sucedidos; - Competitivos; - Ágeis; - Eficientes; - Eficazes; - Produtivos; - Satisfeitos. Descrever os benefícios de forma objetiva e quantificada, identificando as premissas consideras e os obstáculos antevistos; Estabelecer um prazo estimado após o término do projeto para a primeira avaliação dos resultados alcançados. Somando-se a isto, Saad (2006), orienta que após o prazo estimado para a implantação de um projeto de terceirização, deve ser feita uma avaliação mútua acerca de algumas características da parceria construída, tais como: 56 Ganhos e benefícios. As organizações envolvidas estão obtendo ganhos justos e equitativos no dia-a-dia do relacionamento? Oportunidade de crescimento. Há campo para que o relacionamento, o escopo do negócio e os benefícios mútuos sejam ampliados? Nível de risco. O relacionamento estabelecido mantém a exposição das organizações ao risco em níveis aceitáveis? Integração cultural. A integração entre as culturas de cada uma das organizações envolvidas agem de boa fé buscando os resultados? 57 5 MÉTODO DE PESQUISA Nesta seção apresenta-se a metodologia aplicada na pesquisa de campo realizada, para assim se obter os objetivos desejados e assim responder a pergunta problema do projeto. De acordo com Lakatos e Marconi (1991), o método de abordagem se caracteriza por uma abordagem ampla, apresentam algumas técnicas das quais nesse projeto será utilizado o questionário, ou seja, uma série de perguntas que devem ser respondidas por escrito. Sendo assim tanto métodos quanto as técnicas de pesquisa, devem se adequar ao problema a ser estudado, às hipóteses levantadas, ao tipo de informantes com que se vai entrar em contato. Utilizou-se como instrumento de levantamento de dados o questionário, pois este é o meio mais rápido de se obter as informações de forma clara e objetiva. Foi selecionada a estrutura fechada, ou seja, com questões padronizadas e com opções de respostas já definidas. O questionário foi estruturado com 30 questões, contendo perguntas de múltipla escolha, Raking que consiste na classificação de primeiro, segundo, terceiro lugar e assim sucessivamente, conforme grau de satisfação, perguntas com escala onde o entrevistado especifica o seu nível de concordância com a afirmação apresentada. As pesquisas iniciaram no mês de Outubro de 2016 e foi finalizada no mês de Novembro de 2016. A pesquisa é uma ferramenta que auxilia a construção de determinados conhecimentos, no entanto para que ele seja válido é necessário que auxilie na resposta pergunta problema. Para então se obter o objetivo principal desse estudo, e assim responder a questão problema, a metodologia mais adequada de pesquisa foi do tipo descritivo quantitativo. A pesquisa quantitativa “procura quantificar os dados”. Esta modalidade de pesquisa busca uma evidência conclusiva, é baseada em amostras e representativas e, de alguma maneira, aplica-se a análise estatística. O foco do projeto é identificar as vantagens e desvantagens, e o controle dos comércios de pequeno porte da região do grande ABC a partir da tecnologia da informação. O objetivo final é compreender qual real motivo que esse seguimento de mercado optou por terceirizar a Tecnologia de Informação. Assim, será aplicado um questionário aos gerentes administrativos ou do setor responsável pela contratação do serviço terceirizado. Os dados serão apresentados através derelatórios conclusivos, apresentados em gráficos, dados levantados e interpretados através do questionário que foi aplicado aos colaboradores e gestores dos empreendimentos. 58 Segundo Gil (2002), a pesquisa é definida como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa desenvolve- se por um processo constituído de várias fases, desde a formulação do problema até a apresentação e discussão dos resultados na analise final. Só pode se iniciar uma pesquisa quando se existe uma pergunta problema, uma dúvida para a qual busca a resposta. Para Chizzotti (1995), a pesquisa quantitativa permite estabelecer a relação entre variáveis. O objetivo da pesquisa quantitativa é medir relações entre variáveis por associação e obter informações sobre determinada população. Triviños (1987), afirma que a pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade Segundo Gil (2002), as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma das suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática. No entendimento de Vergara (2000), a pesquisa descritiva expõe as características de determinada população ou fenômeno, estabelece correlações entre variáveis e define sua natureza. Não têm o compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação, e cita como exemplo a pesquisa de opinião. Já para Castro (1976), quando se diz que uma pesquisa é descritiva, está querendo dizer que se limita a uma descrição pura e simples de cada uma das variáveis, isoladamente, sem que sua associação ou interação com as demais sejam examinadas. O método de amostragem é não probabilístico, devido o público a ser entrevistado foi pré-selecionado pelo grupo. Segundo Gonçalves (2009), pode-se inferir que normalmente amostram não probabilísticas são utilizadas em pesquisa quando há uma restrição de cunho operacional ao uso da amostragem probabilística, como, por exemplo, o fato de a população ser infinita ou de não se ter acesso a todos os elementos da mesma. Classificando-se então na amostra por julgamento. As respostas dos questionários foram lançadas em uma tabela do Excel 2010. As perguntas de classificação foram codificadas através de valores que representavam no 59 questionário. Após a conclusão da tabulação foi feita uma analise descritiva das questões apresentando os principais pontos levantados e representados através de gráficos. Os dados levantados através do questionário que foi aplicado aos colaboradores e gestores das empresas foram apresentados através de relatórios conclusivos, e representados em gráficos pelos integrantes do grupo e assim discutidos, chegando às devidas conclusões apresentadas na sessão Resultados de pesquisa. 5.1 ANÁLISES DOS DADOS Apresentado nessa subseção de forma detalhada, muitas informações foram detectadas através do instrumento de pesquisa. Onde a pesquisa foi direcionada para um público especifico de respondente com uma amostra de trezentos funcionários de empresa via Varejo; Comércio; Atacado e Prestação de Serviços, na Região do ABC, com intuito de analisar os impactos da terceirização de tecnologia da informação nas organizações do Grande ABC. Para identificar o perfil dos respondentes de funcionários das empresas nos seguintes ramos especificado pelo o instrumento de pesquisa. Gráfico 01 – Perfil do respondente Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Entre as pesquisas realizadas foram apuradas quais atividades são realizadas pelos colaboradores da uma amostragem de trezentos entrevistados, Analisou que 35% eram proprietários; 35% são gerentes; 20% exercem a atividade de sócios e 10% atuam como Diretor. 60 Gráfico 02 – Cargo em relação experiências na implantação da tecnologia da informação Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Conforme os dados da pesquisa comparando o cargo em relação à experiência na implantação da tecnologia da informação, 12% dos proprietários entrevistados afirmam que a implantação da tecnologia da informação proporciona agilidade nos processo, 13% dos gerentes entrevistados afirmam que a implantação da tecnologia da informação proporciona melhor resultado na execução dos serviços. Assim, é notório que com a implantação da tecnologia da informação proporciona outras vantagens superiores que apenas a redução de custo. Gráfico 03 – Tipo de serviço de TI em relação quantidade de funcionários Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Comparando o tipo de serviço de ti em relação à quantidade de funcionários das empresas que participaram da pesquisa, 70% das empresas contemplam a terceirização total dos serviços de ti e 30% das empresas de não tem nenhum vínculo de subcontratação do 61 serviço de ti, fica comprovado que quanto maior a quantidade de funcionários de uma empresa maior é a probabilidade da terceirização da tecnologia da informação. Gráfico 04 – Quais motivos levaram a terceirização da TI em relação ramo de atividade Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Os dados do ramo de atividade comparado com quais motivos levaram a terceirização da ti, 18% dos entrevistados do ramo de atividade de comércio entendem que o motivo para terceirização de ti é agilidade em processos, enquanto 10% do ramo de atividade de prestação de serviço afirma que proporciona foco no desenvolvimento em outras áreas. Gráfico 05 – Porte da empresa em relação à implantação estratégica da terceirização de TI Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Quanto a implantação estratégica da terceirização da tecnologia da informação em relação ao porte da empresa, 55,7% dos gestores das empresas entrevistadas entendem 62 que a implantação da terceirização de ti é estratégica, enquanto 14% dos gestores das empresas entrevistadas entendem que a implantação da terceirização de ti não é estratégica. Gráfico 06 – TI proporciona velocidade na coleta de informações em relação ao cargo Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Comparando-se os dados da pesquisa onde ti proporciona velocidade para coleta das informações em relação aos cargos, 76% dos gestores das empresas entrevistadas entendem que ti proporciona velocidade na coleta das informações para tomada de decisão , enquanto apenas 4% dos gestores das empresas entrevistadas entendem que ti não proporciona velocidade na coleta das informações. Gráfico 07 – Terceirização TI minimiza riscos e maximiza benefícios em relação localização Fonte: Pesquisa de Campo (2016) 63 Comparando-se os dados da pesquisa onde terceirização ti minimiza riscos e maximiza benefícios em relação localização, 16% dos gestores entrevistados da cidade de São Caetano afirmam que a terceirização ti minimiza riscos e maximiza benefícios, 1,2% entendem que a terceirização de ti não proporciona a minimização de riscos e maximiza os benefício, 34% dos gestores entrevistados da cidade de São Bernardo do Campo afirmam que a terceirização ti minimiza riscos e maximiza benefícios, 1,2% entendem que a terceirização de ti não proporciona a minimização de riscos e maximiza os benefício, e por fim 23% dos gestores entrevistados da cidade de Santo André afirmam que a terceirização ti minimiza riscos e maximiza benefícios. Gráfico 08 – Requisito contrataçãoem relação avaliação geral Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Quanto à requisito de contratação em relação a avaliação geral dos entrevistados, notou-se que: 30% dos gestores entrevistados afirmam que a indicação é a melhor forma para contratar uma terceirizada de ti, 21% dos gestores entrevistados afirmam que o conhecimento de mercado é a melhor forma para contratar uma terceirizada de ti, enquanto 10% dos gestores entrevistados afirmam que o menor preço é a melhor forma para contratar uma terceirizada de ti. 64 Gráfico 09 – Tipo serviço de TI em relação à idade dos gestores Fonte: Pesquisa de Campo (2016) A amostra é composta por 300 questões respondidas por gestores de diversos ramos de atividade, em função do tipo de serviço de ti em relação à idade dos gestores, onde 27% dos gestores entre a idade de 25 á 59 anos contemplam terceirização total da tecnologia da informação, e apenas 2% dos gestores entre a idade de 18 a 24 anos terceirizam totalmente a tecnologia da informação. Por último, no que concerne à caracterização da amostra é possível observar que 38,30% entrevistados contemplam a tecnologia da terceirização totalmente terceirizada, e 31,70% dos gestores entrevistados contemplam algum tipo de serviço da tecnologia da informação terceirizada, e apenas 30% dos gestores entrevistados contemplam a tecnologia da informação própria. Gráfico 10 – Quantidade de funcionários da empresa Fonte: Pesquisa de Campo (2016) 65 Verifica-se na pergunta 8 que as empresas tem uma quantidade em média de 0 a 20 funcionários, buscando assim fecha o ciclo das suas informações confidenciais. Sendo assim ficamos com os seguintes dados: 63% das empresas tem de 0 a 20 funcionários, 14% tem de 21 a 40 funcionários, 11 % tem de 41 a 60 funcionários e 12% acima de 60 funcionários. Gráfico 11 – Qual tipo de serviço para área de TI em sua empresa você utiliza Fonte: Pesquisa de Campo (2016) A fim de identificar o tipo de serviço para a área TI de cada empresa, o gráfico acima demostra o percentual de entrevistas respondidas, analisa-se que 31% das empresas são próprias, 18% obtém manutenção de hardware, 21% utiliza a terceirização de desenvolvimento e manutenção de software, e 31% empresas utiliza o serviços totalmente terceirizados, com isto conclui-se que entre os serviços utilizados a terceirização total é líder na escolha dos serviços usados pelas empresas. 66 Gráfico 12 – Foi estratégico a implantação da tecnologia da informação Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Nessa pesquisa foi constatado que 80% dos gestores atuantes nas empresas consideram que a implantação da tecnologia da informação é uma decisão estratégica, enquanto apenas 20% dos gestores atuantes nas empresas consideram que a implantação da tecnologia da informação não foi uma decisão estratégica. Gráfico – 13 Alinhamento estratégico da tecnologia da informação com área de negócios Fonte: Pesquisa de Campo (2016) A amostra é composta por 300 questões respondidas por gestores de diversas empresas e ramos de atividades diversos, após a verificação da representatividade conforme 67 gráfico 13 ficam comprovados o alinhamento estratégico entre a área de negócios e a tecnologia da informação. Portanto, nota-se que há uma concordância entre o alinhamento estratégico e a área de negócios, uma vez que os aspectos avaliados entre as questões P11, P12, P13, P14, P15 e P16, as afirmações foram acima de 6,49. Gráfico 14 – Alinhamento estratégico da tecnologia da informação com área de negócios em %. Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Nota-se que no gráfico 75% dos entrevistados consideram importante o tratamento da tecnologia da informação com definição estratégica. Quanto há risco e benefícios, 74% afirmam que a tecnológica da informação minimização da exposição de riscos e maximização dos benefícios. No que diz respeito à interação, 58% dos gestores entrevistados consideram de suma importância a interação da área de negócios com a área da tecnologia da informação, há uma grande influência da tecnologia da informação no aumento da carteira de clientes. Por último, foi constatado que 63% dos gestores afirmam que os projetos da tecnologia da informação de ser tratado com prioridade, e ainda a tecnologia da informação proporciona o acompanhamento e o desempenho da informações coletadas. 68 Gráfico 15 – Principais experiências na implantação da tecnologia da informação – Ranking - %. Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Observa-se que neste gráfico, as empresas foram questionadas referente suas experiências com a implantação da tecnologia da informação e pode-se analisar que 10% das empresas consideram a melhora na qualidade das informações , enquanto 15% das empresas avaliam a redução no valor final do produto/serviços como sendo o atributo mais importante, 11% das empresas avaliam o maior controle dos processos, 12% a redução os trabalhos manuais, 14% a relação custo x benefício, 14% reter e atrair novos clientes, 12% a padronização dos procedimentos internos e 12% a velocidade na tomada de decisão. Gráfico – 16 Quais motivos levaram a implantação da tecnologia da informação Fonte: Pesquisa de Campo (2016) 69 Os principais motivos que levaram as pessoas a adquirir a implantação da terceirização da tecnologia na sua empresa foi com 32% ,a Agilidade nos processo é o melhor resultado na execução do serviço, com 22% foco em desenvolver outras áreas na empresa e por último com 14% a redução de custo. Gráfico – 17 Requisito fundamental para a Contratação da Terceirização Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Na pergunta 19, buscou-se saber qual foi o item fundamental que levou a contratação do serviço terceirizado. Em primeiro lugar com 65% os entrevistados informaram que foi por indicação, sendo ela, por amigos, franquias, clientes, sugestão de terceiros e até mesmo seus fornecedores, em segundo lugar com 47% conhecimento no mercado, isso significa em geral, transformando informações baseadas em resultados e colocando seu conhecimento em prática, com 55% Qualidade comprovada, entre seus concorrentes, sua eficácia comprovada, através de agilidade, rapidez e resultados. Com 24% pelo menor preço, muitos respondentes ainda tem em mente que a terceirização é apenas uma forma de reduzir custos, e por fim com 18% A qualidade técnica dos profissionais, onde mostram conhecer do assunto, ter agilidade em solucionar problemas e pratica e rapidez nos processos. 70 Gráfico 18 – Alinhamento estratégico e a tecnologia da informação Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Através de uma pesquisa de escala, foi verificado juntamente com os colaboradores das organizações o índice de satisfação em relação a empresa contratante dos serviços terceirizados da Tecnologia da Informação. A pesquisa apresentou um grau de satisfatório das empresas com suas contratadas, principalmente com a qualificação de seus funcionários que chegou a uma média de 6,59. O menor índice ainda neste estudo foi quanto a cortesia no atendimento ao cliente, onde teve um grau satisfatório porem abaixo dos demais, na média de 6,24. É muito importante para a empresa contratada que o índice de satisfação seja bom, pois a insatisfação da empresa contratante pode acarretar na quebra de contrato e/ou não ocorrer à renovação do contrato. 71 Gráfico – 19 Qual avaliação geral da prestação de serviços terceirizados da tecnologia da informação na sua empresa Fonte: Pesquisa de Campo (2016) 95% das pessoasque responderam a pesquisa estão satisfeitos com o serviço prestado pelas empresas terceiras, e apenas 5 % então insatisfeitas. Gráfico 20 – Que condições seriam influenciadoras na decisão para a possibilidade da terceirização de TI Fonte: Pesquisa de Campo (2016) Através do gráfico acima, observa-se que 110 empresas possuem a tecnologia da informação própria. No momento de decidir a implantação da terceirização da tecnologia da informação, 43% das empresas consideram fundamental avaliar a relação custo x benefícios, 37% não conhecem o assunto o suficiente para expressar uma opinião concreta, 14% acreditam que a terceirização de atividades de apoio devem ser analisadas, 3% acreditam que a decisão de terceirizar a tecnologia da informação é estratégica, enquanto 2% dos 72 entrevistados responderam que a terceirização da área de tecnologia da informação favorece a construção de vantagem competitiva no quesito de custos. Gráfico 21 – Qual a probabilidade da implantação da terceirização da tecnologia da informação no futuro Fonte: Pesquisa de Campo (2016) O gráfico acima aborda a probabilidade da implantação da terceirização da tecnologia da informação no futuro, onde 45% das 110 empresas entrevistadas acreditam ser improvável a terceirização da tecnologia da informação, enquanto 36% afirmou já existir um pensamento em implantar a terceirização da tecnologia da informação e 19% dos entrevistados confirmaram que existe um planejamento futuro para a implantação da terceirização da tecnologia da informação. 73 6 CONCLUSÃO Entende-se que a terceirização é uma tendência mundial do processo, que vem crescendo rapidamente nas empresas, havendo a necessidade das empresas modernas concentra-se aos seus negócios. Este estudo foi elaborado no intuito de identificar o motivo que levaram os comércios a adotarem a terceirização da tecnologia da informação em suas empresas, qual o grau da importância que hoje representa e o quanto esse tipo de serviço foi aceito no mercado, quais eram as vantagens e desvantagem que isso agregava para os negócios. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi escolhido o setor de comércio, onde foram realizados estudo biográficos do conceito da terceirização, nota-se que uns dos motivos que levaram estas empresas a utilizarem este tipo de serviço, é a falta de profissionais qualificados, e a redução de custo com contratações e demissões, e principalmente focar a sinergia dos gestores para as atividades fim da empresa, proporcionando desenvolvimento sólido do processos ao longo de sua existência. Estas empresas têm o objetivo de alcançar maior qualidade, produtividade e o melhor preço, não simplesmente o menor preço, pois o estudo mostra ainda que na hora de acordarem, ambas as partes tem que especificar claramente o que desejam. O estudo caracteriza a terceirização de TI, como opção estratégica para os comércios, apresentando suas vantagens e desvantagem, e critérios decisórios para as empresas contratante. Na busca de comprovarmos se realmente o que os autores relatam sobre a terceirização é verídico, realizamos uma pesquisa de campo, onde foram aplicados questionários em comércios, localizados no Grande ABC. Sendo este composto por 30 questões, com uma amostra de 300 questionários respondidos. Nessa pesquisa foi constatado que 80% dos gestores atuantes nas empresas consideram que a implantação da tecnologia da informação é uma decisão estratégica, enquanto apenas 20% dos gestores atuantes nas empresas consideram que a implantação da tecnologia da informação não foi uma decisão estratégica. Portanto nota-se que há uma concordância entre o alinhamento estratégico e a área de negócios. Na análise foi constatado que a redução de custo não é o principal motivo para que as empresas adotem a terceirização da tecnologia da informação no seu comércio, foram 74 levantados que agilidade nos processos e melhor resultado na execução de serviço, é o resultado que tem levado as empresas a terceirizar os serviços de (TI), a fim de economizar, aproveitar melhor os recursos e otimizar o tempo, visando sempre ao aumento da competitividade. Através de uma pesquisa de escala, foi verificado juntamente com os colaboradores das organizações o índice de satisfação em relação a empresa contratante dos serviços terceirizados da Tecnologia da Informação. A pesquisa apresentou um grau satisfatório das empresas com suas contratadas, principalmente com a qualificação de seus funcionários que chegou a uma média de 6,59. O menor índice neste estudo foi quanto a cortesia no atendimento ao cliente, onde teve um grau satisfatório, porém abaixo dos demais, média de 6,24. De acordo com Saad (2006), o sucesso ou fracasso na terceirização da tecnologia da informação estará associado à capacidade da organização contratante em conduzir de forma eficaz o projeto. É muito importante para a empresa contratada que o índice de satisfação seja bom, pois a insatisfação da empresa contratante pode acarretar na quebra de contrato e/ou não ocorrer à renovação do contrato. Na busca da avaliação geral da prestação de serviços terceirizados da tecnologia da informação nas empresas, foram constados os seguintes dados, onde 95% das pessoas que responderam à pesquisa estão satisfeitos com o serviço prestado pelas empresas terceiras, e apenas 5 % estão insatisfeitas, conclui-se que os serviços são vantajosos para as empresas e que tem atendido as suas expectativa, ou alcançado os objetivos desejados. Na amostra coletada verificamos que condições seriam influenciadoras na decisão para a possibilidade da terceirização de TI, o que influenciam na decisão de implantar a terceirização da tecnologia da informação), observa-se que 110 empresas possuem a tecnologia da informação própria. No momento de decidir a implantação da terceirização da tecnologia da informação, 37% das empresas consideram fundamental avaliar a relação custo x benefícios, 36% acreditam que a terceirização de atividades de apoio devem ser analisadas, 33% não conhecem o assunto o suficiente para expressar uma opinião concreta, 20% dos entrevistados responderam que a terceirização da área de tecnologia da informação favorece a construção de vantagem competitiva no quesito de custos, enquanto 13% acreditam que a decisão de terceirizar a tecnologia da informação é estratégica. Havendo a probabilidade da implantação da terceirização da tecnologia da informação no futuro, 43% das 110 empresas entrevistadas acreditam ser improvável a 75 terceirização da tecnologia da informação, enquanto 35% afirmou já existir um pensamento em implantar terceirização da tecnologia da informação, 22% dos entrevistados confirmaram que existe um planejamento futuro para a implantação. Conclui-se que a terceirização é uma estratégia para as empresas, mais ainda, tem muitos empreendedores que não consegue enxergar que a terceirização pode trazer benefícios como, agilidade nos processos; melhor resultado na execução de serviço; facilitando para estes empreendedores maior controle de procedimentos interno; auxilio na tomada de decisões; maior controle dos processos e melhor qualidade nas informações. Mais aqueles que optam por estes serviços é vista como uma organização preparada, e competitiva no mercado, possuindo um diferencial entre seus concorrentes que não aderiram este serviço. Recomenda-se para novas pesquisas futuras o mesmo tema, porém utilizando uma amostra maior de empresas, a fim de submeter os dados mais próximos da realidade nacional. Recomenda-se a elaboração de novos estudos sobre a terceirização da tecnologia da informação, focada nas contratadas. Ainda como sugestão para estudos futuros, quais os principais aspectos perceptíveis detodas as partes interessadas, na terceirização da tecnologia da informação. 76 REFERÊNCIAS AFFELDT, F.; VANTI, A. Alinhamento Estratégico de Tecnologia da Informação. Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação. Vol. 6, No. 2, 2009, p. 203-226. ALECRIM, Emerson. O que é Tecnologia da Informação TI?. [S.I.]: c2013. Disponível em http://www.infowester.com/ti.php. Acesso em 26 Abril 2016. ALMEIDA, A. N. Negociação: como transformar confronto em cooperação. São Paulo: Atlas, 1997. ALVEREZ, MANUEL S. B, Terceirização: Parceria e qualidade. Rio de janeiro: Campus, 1996, p.109. ANDRADE, Marcio. Gestão e Negócios. Caderno de Pesquisa, Disponível em <https://blog.contaazul.com/terceirizacao-ou-nao-eis-a-questao> Acesso em 18 Abril 2016. ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003. ANGRISANO. 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