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A Didática no Ensino Superior
Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Dra. Jane Garcia
Revisão Textual:
Profa. Ms. Selma Aparecida Cesarin
5
Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas 
e Desafios
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Introdução
• Fundamentos da Ação Educativa
• Percepção do Ser Humano
• A Didática e o Professor do Ensino Superior
• Abordagens de Ensino
• Planejamento
• Planejamento da Ação Didática
• Desafios da Didática no Ensino Superior
Fonte: Thinkstock
 · Discutir o papel da Didática na prática do professor do Ensino Superior. 
 · Conhecer diferentes abordagens do processo de ensino-aprendizagem, podendo fazer 
suas escolhas para desenvolver a docência.
Normalmente com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o último 
momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material trabalhado 
ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você poderá 
escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns dias e 
determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões de 
materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e auxiliarão 
o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca 
de ideias e aprendizagem.
6
Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Contextualização
É uma questão didática? Afinal, o que é Didática? Como o professor pode utilizar diferentes 
meios para proporcionar a aprendizagem dos alunos? Depende de recursos? Estratégias?
Reflita sobre isso e após suas leituras e estudos tente responder novamente esta questão.
7
Introdução
Já refletimos sobre a formação e identidade do docente do Ensino Superior. Esta discussão 
não se separa da didática desenvolvida por este professor, pois de suas escolhas e posturas, 
ou seja, de sua formação e identidade assumida, depende o desenvolvimento de um trabalho 
diferenciado junto aos alunos do Ensino Superior.
Ao contextualizarmos, na Unidade anterior, a trajetória histórica da Didática, pudemos 
perceber que sua evolução acompanhou as necessidades dos alunos e as exigências que a 
Sociedade impõe às universidades.
Por ser o local formal no qual se dá a formação profissional, a Universidade precisa estar 
atenta aos profissionais que forma para a Sociedade. Neste sentido, configura-se como fator 
importante o trabalho realizado pelo docente universitário, por ser o mediador e orientador da 
aprendizagem e consequente formação de seus alunos, futuros profissionais que atuarão em 
diferentes campos da Sociedade da qual fazem parte.
Portanto, vamos discutir, nesta Unidade, a Didática do Ensino Superior, focando no trabalho 
desenvolvido pelo docente universitário e nos desafios para empreender tal trabalho.
Fundamentos da Ação Educativa
Ao se considerar a intencionalidade de toda ação educativa realizada nas Instituições de 
Ensino Superior desenvolvida em situações planejadas de ensino e de aprendizagem, bem 
como a multidimensionalidade do fenômeno educacional na atualidade, torna-se necessário 
evidenciar o que fundamenta tais ações educativas? 
O sociólogo Karl Mannheim destaca que nem as metas nem as técnicas educacionais podem 
ser concebidas sem um contexto, mas, pelo contrário, são em grande parte, socialmente 
dirigidas. “Quem ensina quem, para que sociedade, quando e como, eis as perguntas 
sociológicas tais como se formulavam” (MANNHEIM, citado por EBOLI, 2004, p.31).
Sendo assim, a definição de pressupostos teóricos que contextualizam e fundamentam as 
ações educacionais é importante para definir um eixo conceitual que oriente as diferentes 
práticas, projetos e programas dentro da diversidade e complexidade dos diferentes contextos 
no quais se inserem a ação educativa.
As teorias têm muitos aspectos já sistematizados, mas algumas vezes se apresentam 
de forma incompleta no sentido de ainda estarem em elaboração ou reelaboração, ou 
constituem explicações provisórias que precisam de validação empírica ou confronto com o 
real (MIZUKAMI, 1986).
Assim sendo, a definição de pressupostos teóricos garante a coerência do processo de 
ensino desencadeado pelo professor.
A Educação é um processo contínuo que acompanha as mudanças do contexto mundial 
e os desafios das sociedades e por esse motivo conta com a participação e as contribuições 
8
Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
de todos os envolvidos no planejamento, no desenvolvimento e nas ações educativas, 
propriamente ditas.
Os pressupostos teóricos formam a base do pensamento que organiza as ações educacionais 
em suas diferentes dimensões.
Percepção do Ser Humano
Segundo Mizukami (1986), as ações educativas se desenvolvem a partir de uma percepção 
do ser humano, no caso, do aluno que participa dos processos educativos; de uma visão de 
sociedade na qual esse homem está inserido e por esse motivo sofre influência e influencia a 
construção e a definição dessa sociedade e de uma definição do Conhecimento que se dissemina.
O ser humano é considerado uma pessoa situada no mundo e em processo contínuo 
de descoberta e desenvolvimento. A partir de uma perspectiva interacionista centrada em 
Piaget, o processo de desenvolvimento se define por fases que se inter-relacionam e se 
sucedem buscando condições de adaptação e superação do sujeito em direção a novas e /ou 
mais complexas estruturas cognitivas. O conhecimento é produto da interação do homem 
com o mundo. 
Ainda em uma visão interacionista e contando com as contribuições teóricas de Vygostsky e 
Paulo Freire, o sujeito assume o papel de criador e propagador dos conhecimentos, na medida 
em que sua interação com o mundo é necessária para que ele se desenvolva e se torne sujeito 
de sua própria práxis.
O homem chegará a ser sujeito a partir da reflexão do contexto sócio-histórico no qual se 
insere, tornando-se consciente e comprometido a intervir na realidade a fim de transformá-la.
Nesse sentido, o aluno é sujeito de sua própria Educação e as ações educacionais 
promoverão o próprio indivíduo e sua consciência crítica, de modo que ele possa assumir a 
práxis compreendida por Paulo Freire como ação e reflexão do homem sobre o mundo, com 
o objetivo de transformá-lo.
Para orientar o desenvolvimento de ações educacionais, Piaget destaca dois objetivos 
da Educação:
O objetivo principal da educação é criar homens capazes de realizar coisas 
novas, e não simplesmente repetir o que fizeram as gerações anteriores – 
homens que sejam criativos, inventivos e descobridores. O segundo objetivo da 
educação é formar mentes críticas, que possam avaliar, e não apenas aceitar 
tudo que lhes seja oferecido (PIAGET citado por PULASKI, 1980, p.207).
9
Os objetivos expressos por Jean Piaget somados às contribuições de Vygostsky permitem 
compreender o homem como protagonista de sua própria formação assumindo seu papel 
na construção do seu conhecimento e no desenvolvimento de suas competências, de modo 
a intervir de forma crítica e responsável na realidade em que vive, sendo corresponsável pela 
sua construção histórica.
Finalmente, não existem modelos prontos ou regras a obedecer, mas um processo contínuo 
de vir a ser, na medida em que outro objetivo da Educação é propiciar a autorrealização e o 
uso pleno das potencialidades e capacidades do homem ao longo de sua trajetória pessoal 
e profissional.
Além de conhecer nosso aluno como sujeito sócio-histórico, é preciso desenvolver nosso 
trabalho,pautados em uma didática específica para este aluno e para o nível de ensino no qual 
estamos trabalhando: o Ensino Superior.
A Didática e o Professor do Ensino Superior
Pimenta (2001), em seu estudo, permite-nos uma visão da Didática para além das técnicas 
de ensinar e da avaliação, oferecendo outras possibilidades.
Epistemologia
da Didática
Avanços nas áreas
Didáticas
especí�cas
O saber do
Professor
Didática com
base nas diversas
abordagens
Compreensão da
relação entre teoria
e prática
Contribuições
Interdisciplinares
Os temas apontados têm sido foco de pesquisas que possibilitam uma melhor compreensão 
do processo de ensino-aprendizagem na Universidade. Além de ampliar a percepção dos 
produtos e, principalmente, dos processos, criam espaços para uma nova reflexão sobre a 
docência, o que leva o professor à tomada de novas posições diante de antigas problemáticas.
A Universidade como instituição educativa cuja finalidade é o permanente exercício da 
crítica e que sustenta a pesquisa, segundo Pimenta e Anastasiou (2005), revê os saberes 
anteriores, reexamina, atualiza e os transmuta e por sua vez gera saberes. Diante disso, as 
funções da Universidade podem ser sistematizadas em:
 · Criação;
 · Desenvolvimento;
 · Transmissão e crítica da ciência, da técnica e da cultura;
10
Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
 · Preparação para o exercício de atividades profissionais que exijam aplicação de 
conhecimento e métodos científicos para a criação artística;
 · Apoio científico e técnico do desenvolvimento cultural e social.
Por isso, a docência universitária requer ações e atitudes que devem estar presentes na 
relação professor/aluno/instituição. O professor como condutor do processo educativo deve 
estar atento aos requisitos apontados pelas autoras no organograma a seguir:
O Ensino na
Universidade requer
Atividades
integradas de ensino-
aprendizagem
Valorização da
avaliação diagnóstica
e de controle
Conhecimento do
universo cultural
do aluno
Criar e recriar
situações de
aprendizagem
Trabalho do
professor atuando
em equipe
Processo de
ensino interativo
e participativo
Processo de
investigação do
conhecimento
Capacidade
de re�exão
Domínio de um conjunto
de conhecimentos,
métodos, técnicas a
serem ensinados
criticamente.
Autonomia
progressiva
do aluno
Masetto (2003) identifica pelo menos três aspectos que impulsionam o desenvolvimento do 
professor Universitário: transformação e formação da sociedade, transformação dos valores e 
de suas formas de organização do trabalho e o avanço das ciências e dos saberes elaborados 
no campo da psicologia nas últimas décadas.
O profissional da docência superior precisa desenvolver-se para além do domínio da área 
científica, a formação profissional inicial e continuada é de extrema importância.
A Didática deve auxiliar o professor a transformar as ciências em matérias de ensino, o que 
Pimenta chama de “pedagogização das ciências”. 
Percebemos, portanto, que toda ação didática e educativa é essencialmente intencional e 
depende da formação docente.
11
Abordagens de Ensino
Por meio dos estudos já realizados, pudemos perceber que a Didática tem importante papel 
no trabalho do professor, vez que se dedica ao estudo e aprofundamento das maneiras de 
desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, objetivos primordiais da Educação. 
Sabemos que a Educação é um processo que está em constante formação e transformação 
e trabalha de diferentes formas, de acordo com a teoria ou abordagem do processo ensino-
aprendizagem adotado. 
A adoção de determinada abordagem pelo professor não se dá de forma aleatória, 
não é uma simples escolha. As diferentes abordagens de Ensino estão ligadas a conceitos 
e escolhas mais profundas, que se relacionam a ideologias, visão de mundo e visão de 
Educação, por exemplo.
Esta escolha deve também contemplar diferentes momentos da sala de aula, as individualidades 
de cada aluno, os conteúdos a serem trabalhados e os objetivos que se pretende atingir naquele 
momento. É fruto de uma interpretação pessoal do fenômeno educacional, assim como de 
uma tomada de posição em relação ao sujeito e ao meio.
Vamos conhecer algumas abordagens do processo de ensino e aprendizagem, que darão ao 
professor uma direção a seguir no desenvolvimento de suas aulas, na relação com os alunos e 
em sua prática pedagógica.
Mizukami (1986) nos mostra a importância da reflexão sobre a questão “o que fundamenta 
a ação docente?”, vez que desta ação dependem a aprendizagem do aluno e a educação 
como processo. 
É preciso que o professor perceba que a Educação é um fenômeno humano e histórico, onde 
estão presentes diferentes dimensões: humana, técnica, cognitiva, emocional, sociopolítico e 
cultural. Estas dimensões trazem implicações e relações diferenciadas no processo educativo, 
vez que cada professor vai filtrar e escolher sua prática baseado em suas próprias vivências, 
ideologias e crenças.
Por este motivo é importante que se conheçam diferentes abordagens ou linhas pedagógicas 
usualmente utilizadas no ensino brasileiro, as quais servirão de diretrizes à ação docente, já que 
a utilização e a elaboração de cada professor serão individuais e intransferíveis, e trarão em si 
suas escolhas pessoais.
A autora classifica as abordagens de ensino em:
Tradicional 
A Abordagem Tradicional apresenta como característica uma concepção e uma prática 
educacional com ênfase na transmissão de conteúdos de forma sistematizada pelo professor 
e reprodução deles pelos alunos. A didática tradicional poderia ser resumida em “dar a lição” 
e “tomar a lição”. Sendo assim, as avaliações passam a ter um fim em si mesmas, mantendo-
se o mesmo ritual: avalia-se conforme o que o aluno pode “reproduzir” acerca do que lhe 
foi “transmitido”. As notas obtidas funcionam, na Escola e na Sociedade, como níveis de 
aquisição do patrimônio cultural.
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Comportamentalista
Na concepção comportamentalista, o desenvolvimento e a aprendizagem são entendidos 
como transformações resultantes das interações ocorridas entre o comportamento apresentado 
e os acontecimentos do ambiente. Ensinar consiste em saber usar o condicionamento e o 
reforço para manter o conhecimento, sendo papel do professor assegurar a aquisição 
do comportamento necessário. Estes comportamentos serão instalados e mantidos por 
condicionamento e reforçadores arbitrários (elogios, notas, prestígio, castigos) e associados a 
reforçadores mais remotos e generalizados (status, profissão, diploma).
Humanista
Na Abordagem Humanista, privilegia-se a vida emocional e psicológica do indivíduo, sua 
orientação e o desenvolvimento de uma visão de si orientada para uma realidade individual 
e grupal. O homem é considerado como pessoa situada no mundo. É único e relaciona-se 
consigo mesmo e com as pessoas em seu redor, realizando constantes descobertas em sua 
vida. Desse modo, constrói seu próprio mundo exterior, partindo de suas experiências. A 
atitude básica presente nesta abordagem é a de confiança e de respeito ao aluno.
Cognitivista
A Abordagem Cognitivista estuda a aprendizagem como resultado das interações 
entre o sujeito e objeto, valorizando os processos cognitivos e investigativos que definem 
a capacidade do aprendiz de integrar informações e processá-las. Essa abordagem é 
predominantemente interacionista e um de seus principais representantes é Jean Piaget. 
Nesse caso, a aprendizagem acontece no exercício operacional da inteligência, que é o 
instrumento de aprendizagem mais necessário, o aprendiz elabora seu próprio conhecimento. 
Priorizam-se as atividades do sujeito, considerando-o inserido numa situação social.
Construtivista
Alguns autores entendem que a Abordagem Construtivista é uma vertente da Abordagem 
Cognitivista, devido à citação de que “a inteligência se constrói a partir da troca do organismo 
com o meio, por meio das ações doindivíduo” (MIZUKAMI, 1986, p.78). Na Abordagem 
Construtivista, há uma grande preocupação com a aprendizagem e com a participação do 
aluno nesta aprendizagem, elaborando seu próprio conhecimento, valorizando o ensaio e o 
erro e reinventando o mundo que o cerca com novos conhecimentos.
A aprendizagem só se realiza quando o aluno elabora seu conhecimento. Isso porque 
conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo. O mundo deve ser reinventado 
(MASETTO,1997, p.44).
Sociocultural
A Abordagem sociocultural busca a superação da relação entre opressor e oprimido e as 
situações de ensino-aprendizagem devem contribuir para essa superação. Esta abordagem 
13
enfatiza os aspectos sócio-político-culturais e tem como representante no cenário mundial 
Vygotsky e no cenário educacional brasileiro Paulo Freire.
Os processos educacionais consideram o que os aprendizes assimilaram como sujeitos 
e não lhes fornecem programas e conteúdos prontos e acabados. Cabe aos professores 
propiciarem a discussão de valores e práticas inerentes às comunidades em que os alunos 
estão inseridos e criar condições para que, a partir de uma reflexão dessa realidade, 
possam transformar e ser transformados. Nessa perspectiva, Paulo Freire (1997, p.55) 
relata sua experiência:
[...] enquanto ser cultural, histórico, inacabado e consciente do inacabamento. 
(...) Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da 
experiência vital. Onde há vida, há inacabamento.
Nessa abordagem, a aprendizagem é compreendida na dimensão dialética da ação-reflexão–
ação e pode ocorrer em diferentes situações que não as exclusivamente formais. As situações 
de aprendizagem se caracterizam por situações problematizadoras e conscientizadoras, nas 
quais instrutores e aprendizes são sujeitos de um mesmo processo porque “ninguém educa 
ninguém, ninguém se educa; os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo” 
(FREIRE, citado por MIZUKAMI, 1986, p.98).
Esta abordagem procura desenvolver a ação e a reflexão dos homens sobre o mundo com 
o objetivo de transformá-lo. Quanto mais o aluno reflete sobre a realidade, sobre ser sujeito 
e não objeto desta realidade, analisando seu ambiente e o contexto histórico no qual está 
inserido, maior será sua possibilidade de tornar-se crítico, ou seja, com consciência crítica, 
comprometido a intervir na realidade para mudá-la, libertando-se porque é sujeito e não 
mero expectador.
Podemos perceber que as abordagens de ensino seguem duas linhas de pensamento: uma 
tradicional e mais conhecida de todos nós e outra renovada, cujos pressupostos e práticas 
ainda estão em fase de estudos e de descobertas.
Nosso objetivo é dar mais ênfase às abordagens renovadas de Ensino, nas quais reside o 
maior desafio para os professores em geral. São elas as abordagens Cognitivista, Construtivista 
e Sóciocultural. Estas abordagens fundamentam as ações educativas de caráter mais renovado, 
não apresentando divergências, mas assumindo papel complementar entre si.
É possível identificar que muito precisa ser discutido e desvelado para que o professor 
utilize as abordagens mais renovadas como base de sua prática docente. Por outro lado, 
podemos afirmar que tais abordagens são mais coerentes com o contexto atual de nossa 
educação e sociedade. 
O desafio dos professores universitários é exatamente o de definir uma nova práxis 
pedagógica, considerando o contexto em que vivemos e as bases teóricas das novas abordagens 
de Ensino. 
Acreditamos ser esse caminho que deveremos trilhar juntos nos próximos anos, de forma 
solidária e colaborativa, para construir uma prática diferenciada e aberta que permita ao aluno 
aprender a aprender!
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Para que o docente universitário possa trabalhar com base em suas escolhas, respeitando 
seus alunos e desenvolvendo uma Didática que privilegie as necessidades de todos os envolvidos 
no processo ensino-aprendizagem, é preciso preparar-se para este processo. Este preparo 
pede estudos, análises e planejamento. Vamos refletir sobre o Planejamento na Educação.
A missão desse ensino é transmitir não o mero saber, mas uma cultura que 
permita compreender nossa condição e nos ajude a viver, que favoreça, ao 
mesmo tempo, um modo de pensar aberto e livre. (MORIN, Edgar)
Planejamento
Em todos os setores, é importante a utilização de um planejamento, do estabelecimento 
de metas e de um traçar caminhos para que se alcancem os objetivos desejados. Portanto, 
podemos planejar desde como será nosso dia, até como levaremos nossa vida nos próximos 
vinte anos. Podemos planejar nossa vida pessoal, afetiva e profissional. É muito interessante 
também avaliar o que já foi dito ou feito em relação ao que estamos planejando.
Antes de discutirmos a questão do planejamento na Educação, vamos entender o conceito 
de planejamento. O que é afinal planejamento?
Segundo o dicionário Aurélio (1999), planejamento é:
Ato ou efeito de planejar.
Trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos 
determinados; planificação.
Processo que leva ao estabelecimento de um conjunto coordenado de ações (pelo governo, 
pela direção de uma empresa, etc.) visando à consecução de determinados objetivos.
Elaboração de planos ou programas governamentais, especialmente na área econômica 
e social.
O planejamento é, hoje, uma necessidade em todos os campos da atividade humana. 
Quanto mais complexos forem os problemas, maior é a necessidade de planejamento. É muito 
comum que as pessoas confundam Planejamento com Plano.
Planejamento é: 
 · pesquisa e elaboração de metas para atingir determinados objetivos; 
 · um processo que envolve a organização de ações que vão permitir alcançar os objetivos 
educacionais pré-determinados; 
 · refletir, prever, criar, agir. 
Além disso, envolve operações mentais como analisar, prever, selecionar, definir, estruturar, 
organizar.
Planejar significa decidir sobre: o que pretendemos realizar; o que vamos fazer para realizar; 
como vamos fazer para realizar e avaliar se o que pretendíamos foi atingido.
15
Plano é:
 · o resultado obtido, de tudo o que pesquisamos e analisamos;
 · um documento escrito, no qual está registrado determinado momento do planejamento;
 · uma apresentação de forma ordenada e metódica do conjunto de decisões tomadas por 
meio do planejamento;
 · o resultado;
 · um documento escrito apresentado de forma organizada e que materializa o que vai 
acontecer no Curso, o que será feito em determinado dia ou momento; 
 · a fotografia estática do Planejamento.
Enquanto no planejamento estuda-se, discute-se, analisa-se determinada situação para 
chegar a um objetivo, o plano é a concretização formal, escrita deste planejamento. Podemos 
dizer que o plano é um esboço do planejamento, é o mesmo colocado no papel.
Para iniciarmos nossos estudos, vamos utilizar a definição de Haidt (2003, p.95), em que 
“planejar é analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições existentes, e prever as 
formas alternativas de ação para superar as dificuldades ou alcançar os objetivos desejáveis”. 
O planejamento na área educacional é um processo voltado para a organização de ações 
que permitam a consecução de objetivos educacionais. Envolve operações mentais como 
analisar, prever, selecionar, definir, estruturar, organizar. É ação contínua, tomada de decisão 
e trabalho docente que se inicia antes do Curso e termina depois dele. 
No campo da Educação e do Ensino, há vários tipos de planejamento, que variam de acordo 
com o seu grau de abrangência. Basicamente, temos os seguintes tipos de planejamento:
a) Planejamento do Sistema Educacional: é o planejamento elaborado nos níveis 
nacional, estadual e municipal, visando a incorporar as políticas educacionais ao 
desenvolvimento geral do país.
b) Planejamento escolar: é o planejamento global da Escola, envolvendo o processo 
de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamentoe a proposta pedagógica 
da Instituição. O planejamento realizado na escola nestes moldes é o Projeto Político 
Pedagógico; 
c) Planejamento didático ou de ensino: é o planejamento fundamentado nas metas 
e linhas de ação da Escola, assim como no planejamento curricular, num nível mais 
específico. Deve traduzir em termos mais próximos e concretos os objetivos da Escola. 
Indica a atividade direcional, metódica e sistematizada que será empreendida pelo 
professor junto a seus alunos, em busca de propósitos definidos.
 · Planejamento de curso: descreve toda a ação a ser empreendida numa visão global;
 · Planejamento de unidade didática: organização dos assuntos por afinidade ou ligação 
entre eles, para agrupar os conteúdos e facilitar o trabalho, disciplinando partes da ação 
pretendida no plano de curso;
16
Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
 · Planejamento de aula: o plano de aula refere-se à sequência de tudo o que vai ser 
desenvolvido em um dia letivo. É a especificação dos comportamentos esperados do 
aluno e dos meios – conteúdos, procedimentos e recursos – que serão utilizados para 
sua realização.
Ao planejar sua aula, o professor deve entender que este planejamento diário deve fazer 
parte de um planejamento já anteriormente elaborado que é o plano de curso ou de sua 
disciplina. O planejamento de uma disciplina, assim como de cada aula, vai de um período 
que antecede o início da disciplina/aula até um período depois do término da disciplina/aula. 
A fase do planejamento que antecede o início da disciplina/aula pode ser chamada, segundo 
Masetto (2003) de “fase de escritório”, na qual a partir de um conjunto de informações o 
professor elabora o seu plano.
O desafio do professor atualmente não é mais passar conhecimentos, mas planejar as 
situações de aprendizagem para encontros presenciais ou para a modalidade a distância. Por 
esse motivo, o professor é e sempre será o responsável pelo Ensino, o “arquiteto das situações 
de aprendizagem” para os alunos.
Planejamento da Ação Didática
Para realizar um bom planejamento, é importante que o professor pense na disciplina como 
um todo e depois realize o planejamento de cada aula, de modo a garantir a coerência interna 
e as relações entre uma ação e outra. Tal coerência é muito importante para o aluno e facilita 
significativamente a aprendizagem. Por esse motivo, o professor apresenta inicialmente uma 
proposta da disciplina no seu todo e depois desenvolve o plano de cada aula. 
A fase seguinte do processo de planejamento, depois de realizar o estudo das necessidades 
e do perfil do público-alvo para desenvolvimento da proposta, o professor deverá observar a 
ementa da disciplina, prevista no Projeto Pedagógico do Curso.
Cabe destacar que todo planejamento de ensino deve ter as seguintes características: 
coerência interna e unidade de modo a garantir as relações entre seus elementos constitutivos; 
continuidade e sequência com relação à previsão do trabalho, objetividade e funcionalidade de 
modo que seja exequível, precisão e clareza na sua linguagem e forma de apresentação.
O planejamento da ação didática, que abrange Planejamento de Curso, Planejamento 
de Unidade e Planejamento de Aula, tem basicamente cinco funções: 
 · Prever as dificuldades que eventualmente surjam na prática do professor, a fim de que 
ele possa superá-las com economia de tempo;
 · Impedir que as aulas e cursos repitam-se numa rotina mecânica;
 · Adequar o trabalho didático aos recursos disponíveis e às reais condições dos alunos;
 · Fazer com que os conteúdos, as atividades e os procedimentos de avaliação sejam 
adequados para atingir os objetivos propostos;
 · Permitir que o trabalho seja distribuído de maneira adequada em relação ao tempo disponível.
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No planejamento, o professor realiza uma reflexão que envolve a análise, a decisão e a 
previsão de ações educacionais. 
Quanto mais cuidadosa a reflexão e quanto mais coerente o processo de tomada de decisões 
no sentido de criar situações de aprendizagem alinhadas às necessidades e perfil do público-
alvo, melhores os resultados em termos de aprendizagem por parte dos alunos.
Em termos de planejamento, é fundamental conhecer os alunos, suas expectativas etc. 
Sugerimos o seguinte percurso a ser percorrido pelo professor para nortear suas decisões: 
O primeiro passo é determinar o tema a ser trabalhado em determinada aula ou curso. 
A partir do estudo do contexto e do perfil do público-alvo é possível identificar suas 
necessidades e definir os objetivos educacionais. Observando tais objetivos, o professor 
busca na sua área de conhecimento teórico e/ou técnico os conteúdos ou saberes que 
necessariamente são relevantes para o alcance dos objetivos propostos. Depois de definidos 
os objetivos e elencados os tópicos do conteúdo, chega o momento de decidir sobre a 
metodologia, as estratégias e os recursos que serão necessários para criar as melhores 
condições de aprendizagem. É importante também determinar o tempo necessário para 
o desenvolvimento do tema em questão. A avaliação deverá ser pensada a partir dos 
objetivos e dos instrumentos necessários para essa finalidade. Por fim, é preciso destacar 
as bases teóricas e as referências utilizadas para o desenvolvimento da aula/curso.
A elaboração do plano de aula pede, portanto, que o professor considere alguns elementos 
básicos para sua execução. Vamos analisar cada um destes elementos.
Tema
Destacar quais serão os temas e/ou assuntos a serem discutidos. 
A partir deste tema, serão estabelecidos os próximos passos do planejamento do professor.
Formulação de Objetivos Gerais e Específicos 
É a descrição clara do que se pretende alcançar como resultado da nossa atividade, 
direcionados para a realidade, ou seja, do aluno e para o aluno. 
A definição dos objetivos educacionais direciona as atividades do educador, auxiliando-o na 
escolha dos meios mais adequados para realizar o seu trabalho. 
Objetivos são metas estabelecidas ou resultados previamente determinados a serem alcançados. 
Indicam o que um aluno deverá ser capaz de fazer como consequência de seu desempenho em 
atividades de uma determinada escola, série, disciplina ou mesmo de uma aula.
Estabelecer objetivos orienta o professor para selecionar o conteúdo, escolher estratégias 
de ensino e elaborar o processo de avaliação. Orienta também o aluno, pois saberá o que 
se espera dele nesse curso, disciplina ou aula.
O desenvolvimento de competências identificadas a partir do estudo do público-alvo e do 
perfil do egresso são os subsídios para a definição dos objetivos de aprendizagem que devem 
estimular a troca entre os participantes, potencializando as competências deles.
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Os objetivos devem refletir tanto as competências a serem trabalhadas como os indicadores 
mensuráveis (de avaliação) do alcance desses objetivos.
Os objetivos educacionais são os resultados esperados, as mudanças de comportamento, de 
habilidades e de atitudes realizadas pelo aluno após a vivência de uma determinada situação 
de aprendizagem.
Os objetivos mais gerais são atingidos em médio ou longo prazo e, normalmente, relacionam-
se com as disciplinas na sua totalidade. Isso é, no final da disciplina, depois de ter vivenciado 
diferentes situações de aprendizagem, o professor espera que o aluno seja capaz de realizar 
quais ações e apresentar quais competências que não possuía anteriormente?
Os objetivos específicos se relacionam com ações educacionais realizadas em um curto 
espaço de tempo, comumente relacionados mais diretamente com as aulas. Tais objetivos são 
bem pontuais e diretamente vinculados ao foco da aula, ao conteúdo.
Ao planejar a avaliação e seus instrumentos, o professor deverá observar os objetivos e 
estabelecer a relação entre eles e a avaliação.
Seleção e Organização dos Conteúdos
Atenção especial deve ser dada aos conteúdos, que no Ensino Superiordevem estar baseados 
nas Diretrizes Curriculares. Porém, não inicie seu planejamento e plano pelos conteúdos. Para 
estabelecer o conteúdo, precisamos primeiro saber quais objetivos pretendemos alcançar com 
a disciplina/aula. A partir daí, escolhemos os conteúdos adequados para atingir os objetivos.
Selecionar e organizar conteúdos refere-se à organização do Conhecimento em si, com 
base nas suas próprias regras. Abrange também as experiências educativas no campo do 
Conhecimento, devidamente selecionadas e organizadas pela Escola. Os conteúdos podem 
ser selecionados com base nos guias curriculares, sem esquecer a realidade da classe e de sua 
relação com os objetivos já definidos.
Nessa etapa do planejamento, o professor realizará a organização do conteúdo distribuído em 
tópicos, demonstrando as inter-relações entre os conceitos e as competências a serem trabalhadas.
A definição dos conteúdos envolve a abrangência dos conceitos centrais, níveis de 
aprofundamento, princípios, regras, quantidade e profundidade de informação e níveis de 
prática. É importante que depois de definir os conteúdos que deverão ser trabalhados na 
disciplina, o professor analise-os e os organize de forma lógica e coerente de modo a facilitar 
o entendimento e a compreensão por parte do aluno. 
Além de seguir uma lógica organizativa, sua quantidade deve ser coerente com a carga 
horária da disciplina e com as estratégias que serão desenvolvidas durante as aulas. Caso o 
professor identifique que há excesso de conteúdo, poderá fazer a seleção a partir de critérios 
de prioridade: o que é mais importante e necessário para o alcance dos objetivos até os 
conteúdos menos relevantes para os objetivos propostos.
Vale destacar que não é a quantidade de conteúdo trabalhado na disciplina que garante 
sua qualidade e sim a coerência e adequação entre: os objetivos propostos, o conteúdo, a 
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metodologia por meio da qual o conteúdo será trabalhado e a carga horária do Curso. A 
avaliação também deverá ser coerente com os demais elementos de modo a contribuir com 
a qualidade da disciplina.
O professor poderá organizar o material da disciplina, destacando o conteúdo programático 
importante e essencial e separando e informando o aluno sobre o conteúdo complementar 
da disciplina. Assim, o professor estimulará o aluno a realizar leituras e estudos que poderão 
contribuir com a sua formação pessoal e profissional.
Procedimentos e Estratégias de Ensino 
Procedimentos de ensino são ações, processos ou comportamentos planejados pelo professor 
para colocar o aluno em contato direto com coisas, fatos ou fenômenos que lhes possibilitem 
modificar sua conduta, em função dos objetivos propostos. A função dos procedimentos 
de ensino-aprendizagem usados pelo professor é facilitar o processo de reconstrução do 
conhecimento por parte do aluno.
Segundo Masetto (1997), os meios utilizados pelo professor para facilitar a aprendizagem 
dos alunos são chamados de estratégias. Estas são utilizadas para que os objetivos da aula 
possam ser alcançados por todos. 
Os meios de ação utilizados pelo professor incluem, portanto, técnicas de ensino, dinâmicas 
de grupo, recursos audiovisuais, de informática e humanos. Alguns autores chamam tais 
recursos de métodos didáticos, técnicas pedagógicas ou metodologias.
Os procedimentos não são, pois, uma coletânea de técnicas isoladas: são mais amplos, pois 
envolvem todos os passos do desenvolvimento da atividade de ensino propriamente dita.
A escolha dos procedimentos de ensino ou das estratégias da aula propriamente dita deve 
seguir os seguintes critérios: 
 · adequação com os objetivos definidos para o ensino e para a aprendizagem; 
 · natureza do conteúdo a ser trabalhado;
 · tipo de aprendizagem e de competências a serem desenvolvidas pelo aluno;
 · características e o perfil dos alunos e 
 · condições de tempo e espaço disponíveis para realização das aulas.
Com base nos objetivos de aprendizagem, as práticas educacionais propostas para as aulas 
devem ser elaboradas de modo que permitam o alcance desses objetivos e definam melhores 
condições para a aprendizagem dos alunos. 
Para tanto, é necessário que as estratégias sejam organizadas definindo os procedimentos 
específicos que serão utilizados para as atividades de aprendizagem, como exemplos, 
exercícios, trabalhos em grupo, projetos, estudos de caso, modelos, discussões, orientação, 
atividades práticas entre outros.
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
[...] o professor deve variar os procedimentos didáticos, usando os mais 
adequados aos objetivos propostos e à natureza do conteúdo estudado. 
Eles devem favorecer a compreensão, a assimilação e a construção do 
conhecimento por parte do aluno. A compreensão é um elemento indispensável 
à aprendizagem, pois para assimilar um conhecimento é preciso compreendê-
lo, isto é, incorporar o objeto de estudo ao seu universo mental. Por isso, 
independentemente das técnicas que usar, o professor deve estar atento para 
oferecer aos alunos situações que lhes permitam comparar, estabelecer relações, 
classificar, ordenar, situar no tempo e no espaço, analisar, induzir, deduzir, 
sintetizar, conceituar, provar e justificar. Enfim, cabe ao professor cuidar para 
que o aluno vivencie situações nas quais possa operar mentalmente, construindo 
o conhecimento (HAIDT, 2002, p.150).
Análise de alguns procedimentos ou estratégias de ensino que podem ser utilizados nas 
aulas:
Aulas expositivas
Muitas vezes, a aula expositiva é a estratégia mais utilizada nos cursos para adultos, até porque 
a capacidade de abstração e concentração do adulto permite o uso dessa estratégia de ensino.
Atualmente, o papel do professor em sala de aula vai além da transmissão do conhecimento 
e, por esse motivo, as aulas expositivas assumem uma característica mais dialógica. O professor 
pode dar andamento ao conteúdo e realizar suas explicações buscando elementos importantes 
e já conhecidos dos alunos, convidando-os a participar mais das aulas e assumirem um papel 
mais ativo no processo de aprendizagem. 
Vale destacar que nos cursos de Educação Continuada promovidos pela ABM, os alunos, 
em sua maioria, já são profissionais e já possuem um conhecimento que pode ser explorado 
pelo professor e utilizado para a construção e desenvolvimento da aula. Os cursos são de 
aperfeiçoamento e especialização e não de formação básica; por esse motivo, o professor 
poderá contar com uma participação maior por parte dos alunos.
De qualquer modo, é importante que o docente universitário promova aulas expositivas 
dialogadas, pois elas permitem ao professor propiciar o conhecimento sobre o tema tratado, 
ao mesmo tempo em que permitem aos alunos participarem com seus conhecimentos prévios, 
dúvidas e experiências que enriquecem a aula e tornam a aprendizagem mais significativa.
Exemplos e histórias - Cases
As aulas expositivas são importantes e necessárias nos cursos, mas para ilustrar e atribuir 
maior significado ao conteúdo trabalhado durante as aulas, o professor poderá utilizar 
exemplos ou histórias que retratem a realidade, apresentando uma dimensão mais prática do 
conhecimento.
Os exemplos, histórias ou “cases” auxiliam o aluno na compreensão do referencial teórico 
descrito pelo professor. Percebemos que algumas vezes o aluno consegue compreender melhor 
o conteúdo a partir de uma explicação concreta referente à determinada situação problema, 
na qual a teoria se aplica.
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Recursos de Ensino
A partir da escolha das estratégias que serão realizadas durante as aulas, o professor 
passará à escolha e definição dos recursos que serão utilizados. A escolha dos recursos 
é importante na fase do planejamento para que todo o material que será necessário seja 
previa e cuidadosamente preparado. 
Cabe destacar que os recursos têm papel auxiliar e complementar no processo de ensino, 
mas quando bem preparados e adequados podem contribuir muito para a melhoria dascondições de aprendizagem do aluno.
No método escolhido, o professor fará uso também de diferentes recursos de ensino, como 
componentes do ambiente da aprendizagem que servirão de estímulo ao aluno. 
Os recursos podem ser classificados em:
 · Humanos: professor, aluno, pessoal escolar, comunidade;
 · Materiais: do ambiente natural; escolar, da comunidade.
 · São vários os recursos que podem ser utilizados no processo ensino-aprendizagem, 
dentre eles: 
Material Didático
O material didático é um recurso importante para o desenvolvimento das aulas, que auxilia na 
construção de situações de aprendizagem. Ele motiva os alunos, facilita a compreensão e fornece 
estímulos visuais, auditivos ou audiovisuais, dirigindo-se, inicialmente, aos órgãos sensoriais.
Cabe lembrar que os materiais didáticos “possuem um caráter instrumental, isto é, constituem 
um instrumento, um meio e não um fim em si mesmos” (HAIDT, 2003, p.235).
O material didático, para contribuir de fato com a aprendizagem dos alunos, deve ter 
algumas características, tais como: clareza, objetividade, simplicidade, harmonia de cores, 
adequação e correção do texto, entre outras.
Ao elaborar o material didático, o professor também realiza um planejamento da aula, 
organizando as ideias, a sequência do conteúdo e das estratégias que serão desenvolvidas 
durante as aulas.
Apostilas ou material impresso
As apostilas são importantes para que a aluno possa acompanhar o conteúdo das aulas 
e, eventualmente, retomar o conteúdo depois dos encontros ou até depois da conclusão da 
disciplina. Todo material escrito deve ser elaborado com muita cautela, respeitando as leis 
referentes aos direitos autorais, as normas de produção científica da ABNT – Associação 
Brasileira de Normas Técnicas e, principalmente, as regras de ortografia e gramática. 
Considerando que o aluno poderá recorrer ao material escrito depois das aulas para 
aprofundar seus estudos, o texto deve ser sempre completo e de fácil compreensão, o uso 
de tópicos deve ser evitado e a inclusão das telas de power point só deve ser feita no final 
da apostila e como Anexo. 
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Apresentações em Power Point 
As apresentações em power point são importantes para atrair e orientar a atenção dos 
alunos, auxiliando no encaminhamento das aulas. Normalmente, as telas são apresentadas com 
utilização de tópicos e os textos longos ou reproduzidos dos livros ou apostilas devem ser evitados. 
As telas devem ser feitas com contraste, o fundo claro e as letras escuras ou o fundo escuro 
com letras claras. A tela com o fundo escuro deve ser utilizada com cuidado, pois exige maior 
atenção e causa cansaço maior para a manutenção da concentração por parte do aluno. As 
animações também devem ser utilizadas com critério para evitar que elas desviem a atenção do 
aluno. Os slides também trazem imagens, tabelas e ilustrações que auxiliam a compreensão e 
facilitam as explicações do professor, tornando-as menos abstratas e mais concretas para aluno.
Os alunos buscam novos conhecimentos e as experiências do professor, sua forma de 
ser, de explicar o conteúdo não só enriquecem as aulas, mas também criam condições mais 
adequadas para aprendizagem.
Vídeos 
Os vídeos são recursos ricos, uma vez que contemplam mais de um órgão sensorial, são 
dinâmicos e quando a temática do filme ilustra as discussões realizadas durante as aulas, eles 
são muito motivadores. Todavia, o professor precisa utilizar o vídeo observando o tempo de 
duração, de modo que a aula não se transforme apenas na assistência ao filme. 
Pode-se sugerir que os alunos assistam ao filme primeiro. Depois, o professor poderá 
passá-lo novamente fazendo cortes/pause que evitam a longa duração do filme e servem para 
explicar cada parte, relacionando-a ao conteúdo em questão. 
As contribuições do filme serão relevantes na medida em que o professor conseguir explorar 
e discutir com os alunos os pontos mais importantes para o entendimento do conteúdo e para 
o alcance dos objetivos. 
O tempo de exibição de um filme para ser utilizado como recurso nas aulas não deve ser 
superior a 30 minutos. Caso o professor considere importante que o aluno assista ao filme em 
sua totalidade, ele deverá orientar para que o aluno o faça fora do horário das aulas.
Exploração das potencialidades dos recursos de ensino
• Conforme vimos, os recursos utilizados contribuem com a aprendizagem do aluno e 
para isso devem ser produzidos de forma adequada.
• Os recursos têm um grande potencial que deve ser explorado pelo professor de 
acordo com o planejamento da aula que foi feito previamente.
• O professor é muito importante no processo de ensino para a construção de 
situações de aprendizagem e não pode e não deve ser substituído pelos recursos. 
Esses são apenas instrumentos e meios que auxiliarão no desenvolvimento das aulas 
e na aprendizagem dos alunos. Cabe destacar que essa premissa não se aplica às 
situações de educação a distância.
• A experiência do professor e seus conhecimentos vão além do material ou recurso 
utilizado e devem ser compartilhados com os alunos. 
• É importante que o professor oriente a utilização dos recursos como materiais escritos 
para a leitura e os registros dos alunos, facilitando o estudo individual depois das 
aulas. Nesse caso, o professor pode identificar aspectos importantes que devem ser 
observados e destacados e posteriormente retomados pelo aluno.
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Cronograma
É preciso destacar no plano a programação do tempo a ser disponibilizado pelo professor 
para o desenvolvimento da aula. Poderá ser especificado o tempo para cada atividade 
programada pelo professor ou o total de horas necessário para a aula.
Avaliação 
Para definir os critérios e os instrumentos de avaliação, o professor deverá observar os 
objetivos propostos e as competências esperadas que o aluno alcance e apresente depois de 
ter participado de uma ação educativa. 
A questão da avaliação causa muita inquietação nos meios acadêmicos e, por esse motivo, 
não será exaustivamente trabalhada nesta Unidade.
Condução de situações avaliativas
Quando vivenciamos uma situação na qual somos avaliados, sentimos ansiedade e 
insegurança. Os mesmos sentimentos são sentidos pelos alunos quando o professor 
propõe uma situação de avaliação, principalmente o aluno adulto. Se o professor 
assumiu o papel de facilitador da aprendizagem e construiu com os alunos uma relação 
interpessoal positiva, o momento da avaliação deverá ser mais tranquilo.
Mesmo assim, sugerimos que o professor assuma uma postura menos autoritária e desafiadora 
de modo que os alunos possam se sentir seguros para realizar a atividade avaliativa.
Em situações de muita tensão e medo, os resultados da avaliação poderão ser alterados 
afastando assim a possibilidade de utilização desses resultados para retroalimentação 
do processo.
As avaliações têm como objetivo verificar o desempenho dos alunos, mas também podem 
ser utilizadas pelo professor para avaliar sua disciplina e o seu desempenho com vistas a 
melhorar a cada período letivo.
Apresentamos algumas sugestões, mas certamente você construirá sua prática a partir da 
reflexão que realizar de cada aula e de cada experiência.
A avaliação do aprendizado pode ser realizada no decorrer e/ou final do Curso. Essa 
avaliação mensura o aprendizado dos participantes, em termos de conhecimentos, 
habilidades e atitudes, o que pode ser obtido por meio de testes formais e métodos de 
observação (participante ou não), entre outros. Para ter uma correta medida dos resultados 
nesse nível, sugerimos a realização de pré-testes, que afiram o nível de aprendizado dos 
participantes com relação ao tema da disciplina no seu início, o que permitirá mensurar 
adequadamente o progresso obtido com as contribuições das ações educativas que o 
aluno vivenciou.
Os processos avaliativos só terão validade e importância se o professor utilizar de fato 
os dados coletados naavaliação para analisar a disciplina e promover mudanças que 
definam a melhoria e a qualidade dela. 
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Referências Bibliográficas
Ao elaborar um plano é preciso que o professor embase teoricamente as atividades e 
questões discutidas. Cite sempre as fontes utilizadas para elaboração da aula; as indicações de 
leitura para complementar a aprendizagem dos alunos; as indicações de filmes e as indicações 
de sites de pesquisa etc.
Desafi os da Didática no Ensino Superior
Sempre que precisamos aprender, significa que não sabemos algo e essa situação causa, 
por si só, certa inquietação e desconforto no aluno adulto. O fato de estabelecer um 
relacionamento positivo e de confiança com o professor faz com que o aluno se sinta mais 
seguro e motivado para a aprendizagem, melhorando assim as condições favoráveis para 
que ela aconteça. 
Vários estudos já foram realizados para demonstrar as relações entre as características do 
professor e a aprendizagem dos alunos, o que nos leva à Didática aplicada por este docente.
Para o professor assumir o papel de facilitador de modo a orientar o processo de 
aprendizagem do aluno, é preciso que ele seja autêntico, apresentando-se como realmente 
é; é preciso que ele tenha respeito pelo aluno, por seus sentimentos, suas opiniões, por 
sua pessoa e, finalmente, o professor deve ter compreensão empática, colocando-se muitas 
vezes no lugar do aluno a fim de compreender suas dificuldades e angústias. Quanto maior 
a segurança e a empatia do aluno pelo professor, melhores serão as condições para uma 
aprendizagem efetivamente significativa. 
A construção de relações interpessoais positivas é extremamente importante para a garantia 
das condições de aprendizagem, assim como de seus resultados. 
Ao iniciar o Curso, é importante que o professor apresente o programa da disciplina para 
que o aluno tenha clareza do percurso que irá realizar. Ao ter consciência dos objetivos do 
curso, ele assume a responsabilidade da aprendizagem juntamente com o professor e auxilia 
de forma significativa no encaminhamento das aulas. O fato de saber para onde vai diminui a 
ansiedade do aluno e melhora as condições da aprendizagem.
O momento da apresentação dos participantes também é importante para o professor 
conhecer os alunos, suas expectativas, seus anseios e medos com relação ao curso. Na 
verdade, a aula é um encontro de pessoas e de histórias de vida diferentes que a partir 
daquele momento inicial do Curso compartilharão conhecimentos e experiências, além de 
construírem conhecimentos. 
É preciso também que ao elaborar suas aulas o professor lembre-se que planejamento é 
visão de futuro. Nossos alunos serão profissionais em 2020, 2040. O que vamos fazer por 
eles, como prepará-los para esta nova sociedade? Ou simplesmente vamos transmitir o que 
está estabelecido e registrado no plano?
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Existe também uma dimensão política neste planejamento. O sentido político é pensar 
no futuro, contextualizando este futuro e pensando no cidadão que vai atuar como 
profissional no amanhã que estamos construindo. Portanto, com o planejamento didático 
colaboramos na formação de pessoas para uma geração ou sociedade do futuro. Assim 
sendo, devemos sempre incluir em nossos planos um olhar para o futuro, para a formação 
dos alunos para o futuro.
Podemos perceber que o planejamento é um processo de reflexão, pois, mais do que ser 
um papel preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano 
do seu trabalho pedagógico.
Assim, planejar é trocar, projetar, programar, elaborar um roteiro para empreender 
uma viagem de conhecimento, de interação de experiências múltiplas e significativas para 
com o grupo.
Devemos lembrar sempre que Planejamento pedagógico é atitude crítica do educador 
diante de seu trabalho docente. Por isso não é uma fôrma! Ao contrário, é flexível e, como 
tal, permite ao educador repensar, revisando, buscando novos significados para sua prática 
pedagógica.
O elemento fundamental para sua disciplina ou aula dar certo é o comprometimento do 
grupo. Quando o grupo é parceiro e envolvido, temos 99% de certeza de que o curso dará certo. 
Trabalhar junto com o aluno, pedir participação e envolvimento, auxilia no êxito do curso.
Concluímos, portanto, que é preciso refletir sobre a profissão do professor, seu conhecimento, 
competência e comprometimento ou não com a aprendizagem dos alunos.
Costuma-se pensar nas aulas separando-as em melhores ou piores. Na verdade, melhores 
ou piores aulas estão sempre ligadas ao alcance ou não de nossos objetivos. Se não tivermos 
objetivos bem estabelecidos, não nos comprometermos com a aprendizagem de nossos alunos, 
não teremos competência para analisar nosso desempenho e envolvimento dos alunos. 
Normalmente, as melhores aulas estão relacionadas com planejamento, elaboração de 
conteúdos, busca de diferentes formas de trabalhar este conteúdo com os alunos, permitir 
a participação e produção por parte dos alunos, tornando-os sujeitos da construção de seu 
conhecimento.
Mas é preciso também que exista empatia entre professor e aluno. Como professor, é 
preciso haver a percepção do “eu” dos alunos, quem são, como são, o que querem. Quando 
isto não ocorre, a aula fica ruim porque não há conexão, não há ligação com o aluno. A aula 
tem de ser significativa para que os alunos aprendam.
O conhecimento e competência pedagógica do professor são importantes, assim como as 
relações pessoais e respeito que se estabelecem de ambas as partes no desenvolver das aulas.
A Didática nos ajuda a desenvolver o processo-ensino aprendizagem, pois a aprendizagem é 
um processo contínuo e complexo que envolve desenvolvimento de conhecimentos, habilidades 
e valores, vez que Didática é o estudo da situação instrucional, isto é, do processo de ensino 
e aprendizagem, e nesse sentido ela enfatiza a relação professor-aluno.
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Ela deverá servir de instrumento para o trabalho do docente, para que ele selecione assuntos 
interessantes, variando as técnicas em sala de aula, facilitando a participação, aprendizagem 
e integração dos grupos. Deverá também propiciar a relação entre os conteúdos e a realidade 
dos alunos, além de desmistificar o processo de avaliação.
Concluindo, pudemos perceber que a Didática a ser trabalhada no Ensino Superior pede 
de seus docentes grande comprometimento com a formação de seus alunos. Pede também 
conhecimento técnico, pedagógico e científico para que o professor possa planejar suas 
aulas focando no que se espera que os alunos aprendam, mas especialmente que tenha uma 
visão de formação para além do conhecimento. Além disso, requer reflexão de nossa parte, 
pois segundo Masetto (2003), ela é uma reflexão sistemática sobre o processo de ensino-
aprendizagem que acontece na escola e na aula, buscando alternativas para os problemas da 
prática pedagógica.
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Material Complementar
Leituras:
Docência Universitária – Repensando a Aula
MASETTO, Marcos Tarciso. 
Este texto discute o planejamento e a execução das aulas no Ensino Superior. O autor trata 
de alguns paradigmas construídos pelos profissionais da Educação que atuam no Ensino 
Superior, assim reduzindo a prática educativa à mera transmissão de conteúdos e conceitos. 
A quebra desses paradigmas construídos na história da profissão é importante, à medida que 
o professor possa mudar e redirecionar sua prática pedagógica em sala de aula.
http://goo.gl/e45PI5
Professor Universitário em Aula: Prática e Princípios Teóricos
ABREU, Maria Celia de & MASETTO, Marcos Tarciso. MG Editores Associados, 1993. 
Os autores destacam alguns pontos importantes para a prática docente, mostrando 
a necessidade de desenvolver uma efetiva ação pedagógica na sala de aula. Mostram 
também a importância do desenvolvimento da didática, o que proporcionará ao professor 
não somente o domínio do conhecimento,mas também o educacional e o pedagógico.
http://goo.gl/xVkP3U
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Unidade: Contextualização Histórica da Didática, Problemáticas e Desafios
Referências
EBOLI, Marisa. Educação corporativa no Brasil: Mitos e Verdades. São Paulo: Editora 
Gente, 2004
HAIDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. São Paulo: Editora Ática, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
MASETTO, Marcos Tarciso. Competência Pedagógica do Professor Universitário. 
São Paulo: Editora Summus, 2003.
MIZUKAMI, Maria da Graça N. Ensino as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 
1986
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro.São Paulo: Cortez; 
Brasília, DF: UNESCO, 2000.
OSTELLO, Luciana Esmeralda (org). Encontros e encantamentos na educação infantil. 
Campinas, SP: Papirus, 2000 – p. 203
PILETTI, Claudino. Didática Geral. São Paulo: Ática, 1985
PULASKI, Mary Ann Spencer. Compreendendo Piaget uma introdução ao 
desenvolvimento cognitivo da criança. Rio de Janeiro: Editora LTC. 1980.
Verbete- planejamento. NOVO AURÉLIO – séc. XXI, pg.1582. Rio de Janeiro: Editora 
Nova Fronteira. 1999.
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Anotações
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