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A2 - METODOLOGIA E PRÁTICA DE ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

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1) A discussão da paisagem é um tema antigo na geografia. Desde o século XIX, a paisagem vem sendo
discutida para se entenderem as relações sociais e naturais em um determinado espaço. Dentro da geografia,
a interpretação do que é uma paisagem diverge dentro das múltiplas abordagens geográficas. Observa-se
que existem certas tendências “nacionais” mostrando que o entendimento do conceito depende, em muito,
das influências culturais e discursivas entre os geógrafos.
SCHIER, R. Trajetórias do Conceito de Paisagem na Geografia. Raega - O Espaço Geográfico em Análise,
[S.l.], v. 7, dez. 2003.
A paisagem é um conceito amplo que pode ter diversas formas de ser entendido, mas de acordo com o texto
e o e-book da unidade podemos dizer que:
A. A paisagem parte da experiência individual de quem a vê, permitindo uma interpretação própria da
pessoa, permitindo o seu ponto de vista.
B. Paisagem é um espaço delimitado pelas relações de poder onde se constrói um grupo social que cria
uma estrutura política.
C. Paisagem pode ser entendida como a articulação entre construção da sociedade e da natureza, pois
ao olhar uma paisagem é possível notar o processo histórico que se deu naquele local.
D. A paisagem pode se dar na influência da natureza dentro daquilo que foi produzido pelas pessoas na
sociedade.
E. A paisagem não é algo estável, podendo partir da relação íntima da pessoa, pois o que define o que é
a paisagem é a relação da pessoa em admirar o espaço ou sua conexão com ele.
2) A evolução do espaço se faz pela inscrição da sociedade renovada na paisagem pre-existente. Ela se
submete à "escravidão" das circunstâncias precedentes, assim como John Stuart Mill (A. Gerschenkron,
1952, p. 3) dissera em relação à História. O espaço não é um pano de fundo impassível e neutro. Assim, este
não é apenas um reflexo da sociedade nem um lato social apenas, mas um condicionante condicionado, tal
como as demais estruturas sociais. O espaço e uma estrutura social dotada de um dinamismo próprio e
revestida de uma certa autonomia, na medida em que sua evolução se faz segundo leis que lhe são próprias.
Existe uma dialética entre forma e conteúdo, que é responsável pela própria evolução do espaço.
SANTOS, Milton. O Espaço Geográfico Como Categoria Filosófica. 5º Encontro Nacional de Geógrafos, Porto
Alegre, 1982. Terra Livre, 2015
O espaço geográfico se faz um objeto de pesquisa da Geografia. Com base no texto e no e-book da unidade,
podemos afirmar que:
A. O espaço não é algo inerte, porém está sempre mais sujeito às ações humanas do que as da
natureza, sendo portanto o fator humano, o fator de desenvolvimento para o espaço.
B. O espaço geográfico se faz objeto de estudo da Geografia quando este busca ver como a natureza
interfere no meio social.
C. O espaço geográfico não é inerte, ele se dá em meio sua relação com aqueles que o habitam, sujeito
a suas ações, mas não é neutro, tendo suas ações independentes, sendo assim um espaço dinâmico.
D. Pode-se pensar o espaço analisando a dimensão e percepção deste sendo aquilo que chega aos
sentidos.
E. O espaço está condicionado às consequências dos grupos que nele habitam, porém o que modifica
um espaço social são unicamente as relações sociais que nele se estabelecem.
3) O papel da Educação e, dentro desta, o do ensino de Geografia é trazer à tona as condições necessárias
para a evidenciação das contradições da sociedade a partir do espaço, para que no seu entendimento e
esclarecimento possa surgir um inconformismo com o presente e, a partir daí, uma outra possibilidade para a
condição da existência humana. (Straforini, 2004, p.56, grifo nosso)
STRAFORINI, R Ensinar Geografia: o desafio da totalidade mundo nos anos iniciais. São Paulo: Annablume,
2004.
O ensino de Geografia têm obtido novas significações com o advento da BNCC, dessa forma influenciando
nos currículos. Com base no texto e no e-book da unidade, podemos afirmar que:
A. Na BNCC o ensino de Geografia tem a função de buscar entender as relações e contradições sociais,
compreendendo os eventos cotidianos e suas transformações, observando os vários grupos sociais e
buscando com que o aluno se veja como pertencentes a eles para se ter uma identidade.
B. A BNCC busca trabalhar o ensino de Geografia pela perspectiva dos grupos sociais menos
favorecidos, para que se compreenda a necessidade de combater a desigualdade. Também olhando
nas ações dos seres humanos na natureza e na sociedade, buscando fortalecer a compreensão da
necessidade de preservação ambiental.
C. O ensino de Geografia na BNCC tem caráter ligado ao neoliberalismo buscando transmitir a
perspectiva do mercado, focando assim no progresso que o desenvolvimento tecnológico permite,
ainda que tenha algumas consequências negativas em relação ao meio ambiente.
D. Com a BNCC, o ensino de Geografia deve buscar entender o mundo, compreendendo as relações
entre os grupos sociais, compreendendo os eventos cotidianos e suas ações, assim como
identificando, comparando e explicando a ação humana na natureza e na sociedade.
E. A BNCC busca trabalhar o ensino de Geografia de maneira ampla, para que os alunos compreendam
o mundo como um todo, tendo assim uma visão global. Porém faz o desenvolvimento do estudo com o
foco no continente europeu e a partir deste chegando aos demais.
4) Nas práticas escolares, a noção de cultura como hegemonia ideológica se explicita através de várias
situações consideradas corriqueiras e até naturais. Se expressa no currículo formal da escola, como tal
conhecimento é estruturado, nas rotinas e práticas entranhadas em diferentes relações sociais e “aponta para
a noção de estruturas sociais como configurações naturais que encarnam e ao mesmo tempo sustentam
formas de hegemonia ideológicas” (Giroux, 1986, p. 256-257).
CALLAI H. A Geografia e a escola: muda a geografia? Muda o ensino Terra Livre São Paulo n. 16 p. 133-152
1o semestre/2001.
O currículo de Geografia vem sendo repensado desde que surgiu a lei de diretrizes e bases. Com base no
texto e no e-book da unidade, podemos afirmar que:
A. O currículo de Geografia desde a Lei de Diretrizes e Bases vem sendo repensado para sair de uma
visão eurocêntrica e ser mais voltado para um caráter regional, ou seja para o Brasil, portanto partindo
da Geografia brasileira para o entendimento da geografia em outros territórios.
B. O discurso hegemônico costuma ser reproduzido no currículo de Geografia, porém no Brasil desde a
criação da Lei de Diretrizes e Bases o currículo de Geografia vem sendo pensado para transformar o
olhar do aluno, tornando-o mais crítico e analítico em relação à seus problemas e conflitos sociais.
C. O discurso hegemônico predominava nos currículos de Geografia antes da Lei de Diretrizes e Bases,
tendo dessa forma uma visão com foco na Europa, porém após a lei os currículos passaram a ter um
caráter mais globalizante e diversificado.
D. Os currículos após a Lei de Diretrizes e Bases foram repensados com inspiração no geógrafo Milton
Santos, tendo assim uma concepção mais humanista e globalizante.
E. O currículo de Geografia começou a ser repensado com a Lei de Diretrizes e Bases, para tornar o
olhar mais crítico em relação à sociedade e suas questões sociais. Dessa forma os currículos de
Geografia adotaram uma visão marxista problematizando estes conflitos sociais pela análise da luta de
classes.
5) Os fundamentos históricos da ciência geográfica reportam-se à Grécia antiga, tida como a primeira cultura
conhecida a explorar ativamente a geografia como ciência e filosofia.
GODOY, Paulo R. Teixeira de. História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia - São Paulo :
Cultura Acadêmica, 2010. p.11
Sabemos que a Geografia surgiu com os gregos antigos, porém foi utilizada de forma diferente da original por
outros grupos como os romanos. Com base no texto e no e-book da unidade, podemos afirmar que:
A. A Geografia desde o início se voltou para questões descritivas da terra, porém também ficou focado
no aspecto social, tendo essa concepção social se perdendounicamente na idade média, onde se
passou a utilizar Deus para explicar tudo.
B. A Geografia utilizada pelos gregos possuía um caráter individual, sendo entendida como um estudo a
parte, que se voltava para as questões da terra e as questões sociais, já com os romanos a geografia
além de ter um caráter de guerra também se preocupou com o caráter expansionista.
C. A Geografia para os gregos e romanos possuía as mesmas funções, já que os romanos aprenderam
Geografia com os gregos. Sendo as funções um melhor manejo da terra para a agricultura e a
construção de mapas para o comércio marítimo, tendo os romanos utilizado a Geografia para a guerra
também.
D. A Geografia utilizada pelos gregos se voltava tanto para questões humanas, como também era feita
por descrições de viajantes e construção de mapas para facilitar no comércio. Já com os romanos a
Geografia se volta mais para os aspectos da guerra, utilizando para vencer as batalhas e conquistar
territórios.
E. A Geografia com os gregos possuía um caráter filosófico e se dá por conta do comércio marítimo que
os gregos faziam, dessa forma a geografia surge quando começam a ser montados os primeiros
mapas, já com os romanos além de ter a função comercial também era voltada para o controle do
território do império.
6) A “Constituição Cidadã”, de 1988, irá ampliar direitos existentes e determinar outros, gerando a elevação
dos custos para o setor público (aumento de despesas com saúde, educação, previdência social e assistência
social), pelo menos textualmente. Conforme anteriormente enfatizado, esta CF dispôs, pela primeira vez,
sobre a organização dos sistemas municipais de ensino ao lado dos sistemas federal e estadual (já
existentes), deliberando ainda sobre o Regime de Colaboração, matéria que veio a ser regulamentada pela
Lei n° 9.394/96 (a nova LDB).
Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v.12, n.45, p. 925-944, out./dez. 2004 - Donaldo Bello de Souza
e Lia Ciomar Macedo de Faria
A Nova LDB foi pensada em consonância com a Constituição de 1988 que marcou a estruturação do Estado
em relação à redemocratização. A respeito da LDB e da Constituição de 1988, com base no texto e no e-book
da unidade podemos afirmar que:
A. A LDB consolidou o que já era previsto na Constituição, como a divisão de oferta por áreas de ensino:
o governo federal organizaria o sistema de ensino, financiando as instituições federais, o estado
atuaria no Ensino Médio e Superior e os municípios ficariam com a educação infantil e Ensino
Fundamental.
B. A LDB deu um prazo de trinta anos para que a União também provesse o Ensino Superior de forma
universal, contemplando o acesso de jovens entre 18 e 24 anos às universidades federais.
C. Na LDB quando já estava decidido que o Estado iria prover o ensino básico em um primeiro momento
passou a ser proibida as escolas particulares, porém isso seria revisto voltariam atrás, pois entedeu-se
que as escolas particulares ajudariam a promover a educação para todos.
D. A LDB estabeleceu um gasto mínimo para os estados, aumentando a quantidade mínima de dias
letivos, buscando melhorar a carreira dos profissionais de educação. A Constituição havia determinado
que o Estado iria prover a educação básica, assim buscou-se ampliar a educação para todos.
E. A LDB obteve um conflito com outros setores governamentais ao buscar melhorar a carreira dos
professores, pois isso viria do cofres públicos, porém a decisão se manteve por conta da busca de
melhorar a educação nacional.
7) Os séculos XV e XVI são marcados pelas grandes navegações portuguesas e espanholas. A maior
preocupação no período foi com a espacialização, através do desenvolvimento de técnicas cartográficas. Tal
fato é explicado em virtude das necessidades de expansão impostas pelo capitalismo comercial. A escola de
navegação de Sagres em Portugal, criada pelo infante D. Henrique, teria contribuído para o aprimoramento
das técnicas de navegação e de cartografia. Até o século XVIII, se destacam os estudos sobre relatos de
viagens, estudos dos fenômenos naturais e a elaboração de mapas.
COSTA, F.R. da; ROCHA, M.M. Revista GEOMAE - Geografia, Meio Ambiente e Ensino. Vol. 01, Nº 02, 2º
SEM/2010 27
Assim como entre os gregos e os romanos, a Geografia também foi utilizada de forma diferente no período
medieval e no período moderno. Portanto, com base no texto e no e-book da unidade, podemos afirmar que:
A. A Geografia durante o período medieval continuou viva, sendo a mesma que era estudada pelos
gregos, porém com as grandes navegações os estudos são aprofundados e se desenvolve a
cartografia.
B. A Geografia praticamente deixa de existir na Europa durante o período medieval, pois todos os
fenômenos da natureza eram explicados pela visão religiosa, mas com as grandes navegações os
estudos geográficos são retomados, principalmente na área da cartografia, resgatando a Geografia
descritiva.d) No período medieval a Geografia foi equilibrada com a visão religiosa, tendo a segunda
prevalecido em alguns aspectos, porém no período moderno com as grandes navegações alguns
argumentos religiosos passaram a ser derrubados.
C. A Geografia durante o período da idade média foi anulada na região da Europa já que todos os
fenômenos eram explicados pela Igreja, porém com a necessidade de expansão comercial na idade
moderna ela passou a ser retomada, pois ela era usada apenas em seu aspecto descritivo.
D. Tanto no período da idade média como no período moderno a Geografia ficou anulada na região da
europa, só tendo sido resgatada no século XIX quando ela se torna uma ciência independente.
8) A região é então a forma matricial da organização do espaço terrestre e cuja característica básica é a
demarcação territorial de limites rigorosamente precisos.
MOREIRA, R. Da região à rede e ao lugar: a nova realidade e o novo olhar geográfico sobre o mundo. etc...,
espaço, tempo e crítica. N° 1(3), VOL. 1, 1° de junho de 2007 p. 56
O conceito de região é fundamental dentro do pensamento geográfico. Com base no texto e no e-book da
unidade, podemos afirmar que:
A. A região é um espaço geográfico relacionado à sociedade e a natureza, e se dá em limites territoriais
naturais.
B. A região está relacionada somente a localização e extensão, caracterizando o espaço geográfico para
que seja identificado.
C. A região tem um forte caráter político sendo administrada pelo Estado, dessa forma fazendo a
demarcação territorial, também sendo considerada localização e região.
D. A região pode ser considerada como um espaço controlada pelo Estado, mas que também possui um
alto nível de subjetividade, sendo relacionada ao aspecto íntimo de cada pessoa.
E. A região de caracteriza pelas relações de poder que nela existem, e tem um fator delimitatório sendo
países, estados, municípios, entre outros
9) Uma cena pode ser um lugar, mas a cena em si não é um lugar. Falta-lhe estabilidade: é da natureza de
uma cena a propriedade de se alterar a partir de cada mudança de perspectiva. Uma cena é definida por sua
perspectiva, enquanto que isso não é verdadeiro para o lugar: é da natureza do lugar que ele apareça como
possuindo uma existência estável independente do indivíduo que o percebe." (TUAN, 1979,411).
HOLZER, Werther. O conceito de lugar na geografia cultural-humanista: uma contribuição para a geografia
contemporânea. GEOgraphia -Ano V - No 10 - 2003 p. 121
O texto acima aborda a questão do lugar dentro da geografia. Com base no texto e no e-book da unidade,
podemos afirmar que:
A. O lugar pode ser considerado um espaço onde se vive, mas um espaço com significado e estabilidade
para ser percebido.
B. O lugar se difere da cena por conta da estabilidade, pois o lugar precisa ser independente de qualquer
forma de perspectiva, porém esse ainda é lugar mesmo sem significado.
C. Lugar pode ser entendido como localização e extensão, também possuindo um sentido administrativo
pelo qual são exercidos hierarquia e controle.
D. O lugar é um espaço geográfico contido dentro de um tempo e de um espaço que pode ser habitadopor seres vivos.
E. lugar pode ser definido como o espaço em que se vive, porém esse lugar está sujeito às várias
perspectivas daqueles que o habitam.
10) A didática da educação em história estabelece os objetivos e as formas da educação histórica dentro de
um dado contexto político, social, cultural e institucional. A metodologia de instrução em história estabelece os
meios práticos pelos quais estes objetivos são alcançados.
RÜSEN, J. Didática da história: passado, presente e perspectivas a partir do caso alemão Práxis Educativa
(Brasil), vol. 1, núm. 2, julho-dezembro, 2006, pp. 7-16 p.9
O ensino de História pode ter diversos objetivos ao longo do tempo e do espaço. Porém a História faz parte
do grupo das ciências humanas. Com base no texto e no e-book da unidade, pode-se afirmar que:
As ciências humanas na BNCC possuem uma função ética, buscam ajudar a valorizar elementos como os
direitos humanos, o respeito ao meio ambiente,a preocupação com as desigualdades, entre outros.

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