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Livro Eletrônico
Aula 07
Português p/ Teste Preparatório ANPAD (Orientação Acadêmica) -
Março/2020
Décio Terror Filho, Equipe Décio Terror
 
 
 
 
 
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ESTRUTURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: ORGANIZAÇÃO, 
DESENVOLVIMENTO E RELEVÂNCIA DE IDEIAS; A IDEIA, O TEMA OU 
O OBJETIVO PRINCIPAL DO TEXTO; INFORMAÇÕES EXPLÍCITAS NO 
TEXTO; INFORMAÇÕES OU IDEIAS IMPLÍCITAS OU SUGERIDAS PELO 
TEXTO. ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS (VOZES NO TEXTO, 
EXEMPLIFICAÇÃO, CONTRASTE, CAUSALIDADE, PARADOXO, 
AMBIGUIDADE, IRONIA, HUMOR, FATO, OPINIÃO, MODALIZADORES, 
REITERAÇÃO, REDUNDÂNCIA, ENTRE OUTRAS). 
 
Sumário 
1 – Estratégias argumentativas (vozes no texto, exemplificação, contraste, causalidade, paradoxo, 
ambiguidade, ironia, humor, fato, opinião, modalizadores, reiteração, redundância, entre outras). ................ 2 
1. Compreensão interpretativa: distinção entre fato e opinião. ..................................................................... 2 
2. Identificação de efeitos de ironia ou humor em textos variados. .............................................................. 3 
3. Estrutura e Interpretação de texto: organização, desenvolvimento e relevância de ideias; a ideia, o tema 
ou o objetivo principal do texto. ..................................................................................................................... 7 
4. Relação causa/consequência entre partes e elementos do texto ............................................................ 17 
5. Modalizadores .......................................................................................................................................... 32 
6. Ambiguidade ............................................................................................................................................ 37 
2 – Informações explícitas no texto; informações ou ideias implícitas ou sugeridas pelo texto. ...................... 53 
3 – Estrutura do texto. ...................................................................................................................................... 57 
4 – Lista de questões de revisão .................................................................................................................... 113 
5 – Gabarito .................................................................................................................................................. 157 
 
 
Décio Terror Filho, Equipe Décio Terror
Aula 07
Português p/ Teste Preparatório ANPAD (Orientação Acadêmica) - Março/2020
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Olá, pessoal! 
 Nesta aula, procurei trabalhar com textos bem didáticos e voltados para os temas previstos no nosso 
conteúdo programático. Assim, para manter essa didática, escolhi questões de várias bancas. 
 Vamos passar pelos assuntos previstos para esta aula e vamos desmitificando cada um deles. 
Observação: Os vídeos sobre interpretação resolvem questões de concursos. Nas aulas extras, você 
acompanhará o comentário das provas ANPAD para entender como a prova cobra a interpretação. 
1 – ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS (VOZES NO TEXTO, 
EXEMPLIFICAÇÃO, CONTRASTE, CAUSALIDADE, PARADOXO, 
AMBIGUIDADE, IRONIA, HUMOR, FATO, OPINIÃO, 
MODALIZADORES, REITERAÇÃO, REDUNDÂNCIA, ENTRE 
OUTRAS). 
1. Compreensão interpretativa: distinção entre fato e opinião. 
Fato é tudo aquilo que ocorreu ou que vem ocorrendo, isto é, algo real, comprovadamente ocorrido, 
testado. 
Opinião é o julgamento de alguém sobre determinada situação, fato, hipótese etc. 
Façamos algumas atividades para testarmos se há fato ou opinião: 
1. A Polícia Federal realizou a Operação Carne Fraca. 
Isso é um fato, pois todos nós sabemos que essa é uma verdade incontestável. Com base nela, pode 
haver algumas opiniões, como: 
a) O motivo do escândalo dos frigoríficos é a impunidade no país. 
b) O Brasil não conseguirá mais voltar a exportar tanto quanto antes dessa Operação. 
Ora, notamos que as duas frases acima transmitem julgamento de alguém sobre o fato de ter havido 
a Operação Carne Fraca. Não é seguro afirmar com absoluta certeza que o motivo de ter havido ilegalidade 
em alguns frigoríficos seja a impunidade. É uma opinião que se deve respeitar, mas não há provas disso. 
A segunda frase é uma suposição, algo projetado para o futuro, mas nada está certo quanto à 
possibilidade de o Brasil nunca mais exportar tanto quanto antes. 
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2. O Brasil apresenta sérios problemas quanto à saúde pública e à educação, em relação a países 
avançados no mundo. 
É fato que o Brasil vem tendo problemas quanto aos dois temas acima. Disso podemos tirar algumas 
reflexões, opiniões: 
a) Se não houver um investimento pesado na saúde e na educação, o país poderá entrar num caos 
social nunca antes visto. 
b) Somente um país culto mantém o crescimento econômico sadio e promissor. 
 sérios na educação e na saúde. Em relação à primeira frase, a possibilidade de não haver 
investimento não necessariamente levará ao caos, isso é uma hipótese, uma opinião, não um fato. 
2. Identificação de efeitos de ironia ou humor em textos variados. 
O humor de certa forma rompe uma expectativa inicial do leitor, isto é, o efeito surpresa ao final da 
história gera o riso, a situação enfadonha, grotesca, diferente de um ambiente natural também leva ao riso. 
A ironia, por sua vez, já compreende um recurso expressivo que trabalha com a crítica, por ser a 
utilização de palavras que manifestam o sentido oposto do seu significado literal. Desta forma, a ironia 
afirma o contrário daquilo que se quer dizer ou do que se pensa. 
O poeta modernista Mário de Andrade apresenta alguns versos que elucidam a ironia: 
“Moça linda bem tratada, 
Três séculos de família, 
Burra como uma porta: 
Um amor”. 
 Os elogios iniciais são irônicos, e percebemos isso porque na sequência há a comparação (“Burra 
como uma porta”), o que denigre a imagem da moça em questão. De “amor” ela não tem nada. Ou seja, 
percebe-se, claramente, o uso da ironia. 
Assim, o humor se vale da ironia por haver uma quebra da expectativa, além de uma postura crítica 
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Português p/ Teste Preparatório ANPAD (Orientação Acadêmica) - Março/2020
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A charge acima apresenta ironia, pois bala perdida, literalmente, é aquela sem destino certo, isto é, 
houve disparo acidental, ou sem destino certo e acaba por atingir alguém. É irônica a situação de uma bala 
estar confusa, perdida e pede ajuda. 
Além disso, isso rompe uma expectativa natural, pois não se espera que uma bala perdida peça ajuda 
ao próprio atingindo. 
Esse humor irônico é uma crítica à violência urbana. 
 
 Nesta charge, também há um humor irônico, pois há uma quebra de expectativa entre o título da 
charge (“Turismo no Rio”) e o que se vê na imagem e na fala dos turistas. Não se espera que um passeio 
turístico envolva a polícia e o caveirão (carro blindado usado por policiais para percorrer as 
favelas). Não seria uma situação natural, comum de acontecer. A partir dessa "quebra do esperado", há a 
utilização do humor. Além disso, de “tranquilo” o passeio não tem nada. Nota-se uma forte crítica à falta de 
segurança na cidade do Rio de Janeiro. Dessa forma, a ironia se faz presente. Logo, é possível afirmar que, 
na charge acima, há um humor irônico. 
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 Na prova, o que importa é a interpretação da charge, apenas isso. 
 
1. (AOCP / SUSIPE-PA - Engenheiro de Segurança do Trabalho – 2018) 
 Maria Bethânia emociona na abertura de Bienal 
Art. 205 - A educação, direito de todose dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a 
colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, CONSTITUIÇÃO, 1988, p. 137). 
 “Eu, Maricotinha, aluna de escola pública, abrindo a Bienal do Livro. Não é lindo?”. Foi assim que Maria 
Bethânia encerrou sua apresentação na sexta-feira, 26, não sem antes pedir desculpas por ter ultrapassado 
os 40 minutos combinado – não que alguém tenha achado ruim ouvi-la cantar e ler trechos de poemas e 
livros. A cantora, ligada ao universo literário há muito tempo, fez uma versão reduzida de seu show Bethânia 
e As Palavras, antes dos discursos habituais na cerimônia de abertura da Bienal Internacional do Livro de São 
Paulo – apenas o ministro da Educação, Mendonça Filho, evitou o microfone. Até 4 de setembro, são 
esperadas 700 mil pessoas no Anhembi. 
 Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Mia Couto, Manuel Bandeira, o professor da infância, Nestor Oliveira, 
que apresentou a poesia a Bethânia e Caetano. Eles e muitos outros, todos juntos, entre um verso e outro, 
uma música e outra, na voz de uma Bethânia toda de branco, cabelo preso quase até o fim do show, óculos 
de grau. 
 A Poetas Populares (Os nomes dos poetas populares / Deveriam estar na boca do povo / No contexto de 
uma sala de aula / Não estarem esses nomes me dá pena), de Antonio Vieira, ela emendou Trenzinho Caipira, 
num dos momentos mais bonitos – como foi quando ela cantou Romaria. A leitura de um longo trecho de 
Grande Sertão Veredas também foi um dos pontos altos. 
 O moçambicano Mia Couto apareceu mais de uma vez. Dele, ela leu: “Agora, meu ouro é a palavra. Agora, 
a poesia é a minha única visita de família” e “Na escolinha, a menina propícia a equívocos disse que masculino 
de noiva é navio”. “Que coisa linda!”, ela disse após ler esta última frase – e então cantou trecho de Oração 
ao Tempo. 
 Na sequência, leu Velha Chácara, de Manuel Bandeira, comentou sobre o aprendizado com Nestor de 
Oliveira, seu professor em Santo Amaro, na Bahia, e deu seu recado: “É possível, sim, uma boa e plena 
educação nas escolas públicas. Veja eu, Maricotinha, abrindo a Bienal do Livro. Beijinho no ombro”. Ela 
voltou a repetir isso – sem a referência à Valeska Popozuda – no final. 
 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
Adaptado de <https://istoe.com.br/bethania-emociona-na-abertura-da-bienal/> 
Em “Veja eu, Maricotinha, abrindo a Bienal do Livro. Beijinho no ombro”, a figura de linguagem que mais se 
aproxima da expressão em destaque é a 
A) comparação. 
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B) metonímia. 
C) ironia. 
D) metáfora. 
E) aliteração. 
Comentário: Literalmente, quando uma pessoa beija o ombro de outra significa que a pessoa beijada é muito 
admirada e considerada. Um beijo no próprio ombro é um gesto corporal em que a intenção seria deixar 
claro o amor próprio e a autoadmiração. Mas isso tomou uma esfera de deboche a pessoas supostamente 
invejosas, fazendo menção à música de uma cantora brasileira. Como deixou de ter um valor positivo e 
passou a deboche, entendemos haver aí uma ironia. 
Gabarito: C 
2. (FGV / TRE-PA Analista-Judiciário – 2011) 
Fragmento do texto: Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos que há muito deveriam ter 
sido excluídos da vida política nacional, como a compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante 
as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em troca da promessa de voto 
dos eleitores. O conceito de voto consciente é justamente o contraponto dessas práticas, visando 
estabelecer critérios racionais que façam do voto um instrumento de cidadania. Voto consciente é aquele 
em que o cidadão pesquisa o passado dos candidatos, avalia suas histórias de vida e analisa se as promessas 
e programas eleitorais são coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos. 
As aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de. 
a) polifonia. 
b) coloquialismo. 
c) antonímia. 
d) metáfora. 
e) ironia. 
Comentário: A ironia consiste em dizer o contrário do que se quer. Assim, ao inserir aspas no verbo “doar”, 
fica claro que a intenção do autor foi utilizar tal palavra com um tom de ironia, pois os políticos doam cestas 
básicas, não como uma ajuda social, mas com a intenção de ganhar votos. 
Gabarito: E 
 
 
 
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3. Estrutura e Interpretação de texto: organização, 
desenvolvimento e relevância de ideias; a ideia, o tema ou o 
objetivo principal do texto. 
 Para entendermos este tópico longo, devemos perceber o parágrafo e sua construção. 
 As relações de causa e consequência aparecem em tópico próprio, visto a sua peculiaridade. 
O parágrafo como unidade de composição; tópico frasal. 
 Para falarmos da composição do parágrafo, leia o texto abaixo: 
 A Constituição Federal de 1988 define que todos são iguais perante a lei e que, como consequência do 
princípio da igualdade, os desiguais devem ser desigualmente tratados, dessa forma, são legítimos alguns 
privilégios a determinado grupo de pessoas, as pessoas com deficiência, por exemplo, têm direito a isenções 
fiscais, a uma percentagem de vagas no serviço público, a vagas prioritárias em estacionamentos etc, tudo 
isso configura grandes avanços para a sociedade. 
 Você certamente notou que a frase é longa e torna o texto cansativo, enfadonho. 
Para fazermos ajustes neste parágrafo, é importante observarmos alguns princípios: 
 Frase é um enunciado de sentido completo. Uma forma linguística de marcarmos o sentido completo 
ocorre com a inserção do ponto final, de exclamação ou interrogação. Assim, são frases: 
Socorro! 
Ajude-me! 
Fogo! 
A organização leva ao sucesso. 
Quem quer dinheiro? 
 Período é um enunciado de sentido completo e precisa ser constituído de verbo. Assim, notamos que 
todo período é uma frase, mas nem toda frase é um período. Veja exemplos de período: 
Ajude-me! 
A organização leva ao sucesso. 
Quem quer dinheiro? 
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Cada núcleo verbal constitui uma oração. Assim, um período constituído de apenas um núcleo verbal 
é chamado de período simples, já o período constituído de dois ou mais núcleos verbais é o período 
composto. 
A organização leva ao sucesso. (período simples) 
A motivação é importante para o estudo, o qual é uma alavanca social. (período composto) 
 Com esses princípios, minha intenção é que você note que só podemos finalizar um segmento com 
ponto final quando ele tiver sentido completo, isto é, se ele for uma frase ou um período sintático. 
 Assim, devemos notar que um período ou uma frase transmitem uma declaração, uma afirmação, 
uma indagação, uma emoção sobre algo. 
 Observando o parágrafo abaixo, será que só cabe mesmo uma frase? 
 A Constituição Federal de 1988 define que todos são iguais perante a lei e que, como consequência do 
princípio da igualdade, os desiguais devem ser desigualmente tratados, dessa forma, são legítimos alguns 
privilégios a determinado grupo de pessoas, as pessoas com deficiência, por exemplo, têm direito a isenções 
fiscais, a uma percentagem de vagas no serviço público, a vagas prioritárias em estacionamentos etc, tudo 
isso configura grandes avanços para a sociedade. 
 Como o parágrafo é constituído de apenas uma frase bem longa, para evitar que ele fique cansativo 
e pouco claro, podemos separá-lo em quatro segmentos distintos: 
 A Constituição Federal de1988 define que todos são iguais perante a lei e que, como consequência do 
princípio da igualdade, os desiguais devem ser desigualmente tratados. Dessa forma, são legítimos alguns 
privilégios a determinado grupo de pessoas. As pessoas com deficiência, por exemplo, têm direito a isenções 
fiscais, a uma percentagem de vagas no serviço público, a vagas prioritárias em estacionamentos etc. Tudo 
isso configura grandes avanços para a sociedade. 
 A primeira frase é chamada de ideia-núcleo, ou tópico-frasal, haja vista que ela transmite a essência 
argumentativa do parágrafo: 
A Constituição Federal de 1988 define que todos são iguais perante a lei e que, como consequência do 
princípio da igualdade, os desiguais devem ser desigualmente tratados. 
 Em seguida, há uma segunda frase que amplia e discute a ideia anterior: 
Dessa forma, são legítimos alguns privilégios a determinado grupo de pessoas. 
 A terceira frase insere um exemplo que confirma a ideia veiculada na segunda oração: 
As pessoas com deficiência, por exemplo, têm direito a isenções fiscais, a uma percentagem de vagas no 
serviço público, a vagas prioritárias em estacionamentos etc. 
 A última frase é um arremate do parágrafo, uma consideração final, uma conclusão a que se chega. 
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Tudo isso configura grandes avanços para a sociedade. 
 Assim, podemos perceber que o parágrafo defende uma ideia-força no texto e está constituído de 
quatro períodos sintáticos, os quais se encontram coordenados entre si, acumulando informações, dando-
lhes um encadeamento. 
 As orações coordenadas são justamente aquelas entendidas como independentes, autônomas, por 
isso elas podem ser separadas em períodos diferentes, mantendo a coesão, a clareza do texto. 
 Como devemos evitar frases extremamente longas, um caminho fácil e prático é procurar orações 
coordenadas para segmentá-las em períodos distintos. 
 
 Veja mais um parágrafo com frase longa. Divida-o em três frases distintas: 
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas "Memórias Póstumas" que não teve 
filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria, talvez hoje ele percebesse acertada 
sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é uma das faces mais perversas de 
uma sociedade em desenvolvimento, com isso, surge a problemática do preconceito religioso que persiste 
intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de 
mentalidade social. 
 
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas "Memórias Póstumas" 
que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele 
percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é 
uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a 
problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja 
pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social. 
 
 Bom, vimos que podemos evitar frases longas apenas observando as orações coordenadas e as 
isolando em frases ou períodos distintos. Agora, falaremos da clareza. 
Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. 
Contribuirá a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência de trechos obscuros e de 
erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. 
Na revisão de um texto, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. 
O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos 
assuntos em decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de 
conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos 
técnicos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados. 
Frase 1 
Frase 2 
Frase 3 
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Parágrafo-padrão 
 Muito do que veremos nesta parte da aula tem como base o que explorou Othon Moacir Garcia em 
Comunicação em prosa moderna. 
 De maneira sucinta, o esquema a seguir traduz o parágrafo-padrão. 
 
 O parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou mais períodos, em que se 
desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente 
relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela. 
 Trata-se, evidentemente, de uma definição, ou conceito, que a prática nem sempre confirma, pois, 
assim como há vários processos de desenvolvimento ou encadeamento de ideias, pode haver também 
diferentes tipos de estruturação de parágrafo, tudo dependendo, é claro, da natureza do assunto e sua 
complexidade, do gênero de composição, do propósito, das idiossincrasias e competência do autor, tanto 
quanto da espécie de leitor a que se destine o texto, de forma que esse conceito se aplica a um tipo de 
parágrafo considerado como padrão, e padrão não apenas no sentido de modelo, de protótipo, que se deva 
ou que convenha imitar, dada a sua eficácia, mas também no sentido de ser frequente, ou predominante, 
na obra de escritores — sobretudo modernos — de reconhecido mérito. 
Indicado materialmente na página pelo afastamento da margem esquerda, o parágrafo facilita ao 
escritor a tarefa de isolar e depois ajustar convenientemente as ideias principais da sua composição, 
permitindo ao leitor acompanhar-lhes o desenvolvimento nos seus diferentes estágios. 
É uma unidade de composição suficientemente ampla para conter um processo completo de 
raciocínio e suficientemente curta para nos permitir a análise dos componentes desse processo, na medida 
em que contribuem para a tarefa da comunicação. 
 Tanto quanto sua estrutura, varia também sua extensão: há parágrafos de uma ou duas linhas como 
os há de página inteira. E não é apenas o senso de proporção que deve servir de critério para bitolá-lo, mas 
também, principalmente, o seu núcleo, a sua ideia central. 
Décio Terror Filho, Equipe Décio Terror
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Ora, se a composição é um conjunto de ideias associadas, cada parágrafo — em princípio, pelo menos 
— deve corresponder a cada uma dessas ideias, tanto quanto elas correspondem às diferentes partes em 
que o Autor julgou conveniente dividir o seu assunto. 
É, pois, da divisão do assunto que depende, em grande monta, a extensão do parágrafo, admitindo-
se, por evidente, que as ideias mais complexas se possam desdobrar em mais de um parágrafo. 
Tópico frasal 
Em geral, o parágrafo-padrão consta de duas e, ocasionalmente, de três partes: a introdução, 
representada na maioria dos casos por um ou dois períodos curtos iniciais, em que se expressa de maneira 
sumária e sucinta a ideia-núcleo (também chamada de tópico frasal), o desenvolvimento, isto é, uma 
ampliação dessa ideia-núcleo; e a conclusão, mais rara, mormente nos parágrafos pouco extensos ou 
naqueles em que a ideia central não apresenta maior complexidade. 
Constituído habitualmente por um ou dois períodos curtos iniciais, o tópico frasal encerra de modo 
geral e conciso a ideia-núcleo do parágrafo. É uma generalização, em que se expressa opinião pessoal, um 
juízo, se define ou se declara alguma coisa. É certo que nem todo parágrafo apresenta essa característica: 
algumas vezes a ideia-núcleo está como diluída nele ou já expressa num dos precedentes, sendo apenas 
evocada por palavrasde referência (certos pronomes) e partículas de transição. Mas a maioria deles é assim 
construída. 
É provável que tal estrutura decorra de um processo de raciocínio dedutivo. 
De fato, que é o tópico frasal, quando inicial, se não uma generalização a que se seguem as 
especificações contidas no desenvolvimento? 
Esse modo de assim expor ou explanar ideias é, em essência, o método dedutivo: do geral para o 
particular. Quando o tópico frasal vem no fim do parágrafo – e nesse caso é, realmente, a sua conclusão -, 
precedido pelas especificações, o método é essencialmente indutivo: do particular para o geral. 
Havemos de verificar que o tópico frasal constitui um meio muito eficaz de expor ou explanar ideias. 
Enunciando logo de saída a ideia-núcleo, o tópico frasal garante de antemão a objetividade, a coerência e a 
unidade do parágrafo, definindo-lhe o propósito e evitando digressões impertinentes. É isso que se vê no 
seguinte exemplo de Gilberto Amado: 
O Brasil é a primeira grande experiência que faz na história moderna a espécie humana 
para criar um grande país independente, dirigindo-se por si mesmo, debaixo dos trópicos. Somos 
os iniciadores, os ensaiadores, os experimentadores de uma das mais amplas, profundas e graves 
empresas que ainda se acharam em mãos da humanidade. Os navegadores das descobertas que 
chegaram até nós impelidos pela vibração matinal da Renascença cumpriram um feito que 
terminava com o triunfo da própria glória; belo era o país que descobriam, opulenta a terra que 
pisavam, maravilhoso o mundo que em redor se desdobrava; podiam voltar, contentes, que tudo 
para eles se cumprira. 
(Três livros, p. 332) 
Décio Terror Filho, Equipe Décio Terror
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O primeiro período constitui o tópico frasal, que traduz uma declaração sobre o Brasil como país 
independente. O rumo das ideias a serem desenvolvidas já está aí traçado: seria desconcertante se o Autor 
não explanasse, especificando, justificando, fundamentando, nas linhas seguintes, o que anunciou nas três 
primeiras. O seu propósito já está definido. Se o Autor julgasse oportuno fazer digressões, o próprio tópico 
frasal o controlaria, impedindo-o de ultrapassar certos limites, além dos quais elas se tornariam descabidas, 
e forçando-o a voltar antes do fim ao mesmo rumo de ideias que tomaram no princípio. 
Diferentes feições do tópico frasal 
Admitindo-se como recomendável essa técnica de iniciar o parágrafo com o tópico frasal, resta-nos 
mostrar algumas das suas feições mais comuns. Há vários artifícios que a leitura dos bons autores — 
contemporâneos de preferência — nos pode ensinar. Conhecê-los talvez contribua para abreviar aqueles 
momentos de indecisão que precedem o ato de redigir as primeiras linhas de um parágrafo, pois, com 
frequência, o estudante não sabe como começar. Ora, o tópico frasal lhe facilita a tarefa, porque nele está a 
síntese do seu pensamento, restando-lhe fundamentá-lo. 
a) Declaração inicial — Esta é, parece-nos, a feição mais comum: o autor afirma ou nega alguma coisa logo 
de saída para, em seguida, justificar ou fundamentar a asserção, apresentando argumentos sob a forma de 
exemplos, confrontos, analogias, razões, restrições — fatos ou evidência, processos de explanação. 
Vivemos numa época de ímpetos. A Vontade, divinizada, afirma sua 
preponderância, para desencadear ou encadear; o delírio fascista ou o torpor marxista são 
expressões pouco diferentes do mesmo império da vontade. À realidade substituiu-se o 
dinamismo; à inteligência substituiu-se o gesto e o grito; e na mesma linha desse dinamismo 
estão os amadores de imprecações e os amadores de mordaças (...) 
O Autor abre o parágrafo com uma declaração sucinta, que, no caso, é uma generalização ("Vivemos 
numa época de ímpetos"), fundamentando-a a seguir por meio de exemplos e pormenores (delírio fascista, 
torpor marxista, império da vontade, dinamismo, gesto e grito, imprecações são termos que sugerem a 
ideia de ímpeto). 
Às vezes, a declaração inicial aparece sob a forma negativa, seguindo-se-lhe a contestação ou a 
confirmação, como faz Rui Barbosa no trecho abaixo: 
 
Não há sofrimento mais confrangente que o da privação da justiça. As 
crianças o trazem no coração com os primeiros instintos da humanidade, e, se 
lhes magoam essa fibra melindrosa, muitas vezes nunca mais o esquecem, ainda 
que a mão, cuja aspereza as lastimou, seja a do pai extremoso ou a da mãe 
idolatrada (...). 
O primeiro período poderia servir de título ao parágrafo: é uma síntese do seu conteúdo. 
 
Generalização 
(tópico frasal) 
 Especificação 
(desenvolvimento) 
 
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b) Definição — Frequentemente o tópico frasal assume a forma de uma definição. É um método 
preferentemente didático. Veja o exemplo: 
Estilo é a expressão literária de ideias ou sentimentos. Resulta de um 
conjunto de dotes externos ou internos, que se fundem num todo harmônico e se 
manifestam por modalidades de expressão a que se dá o nome de figuras. 
c) Divisão — Processo também quase que exclusivamente didático, dadas as suas características de 
objetividade e clareza, é o que consiste em apresentar o tópico frasal sob a forma de divisão ou discriminação 
das ideias a serem desenvolvidas: 
O silogismo divide-se em silogismo simples e silogismo composto. 
Distinguem-se quatro espécies de silogismos compostos... 
Via de regra, a divisão vem precedida por uma definição, ambas no mesmo parágrafo ou em 
parágrafos distintos. 
 
Outros modos de iniciar o parágrafo 
Além do tópico frasal, há outros — na verdade, inúmeros — meios de se iniciar o parágrafo, pois tudo 
depende das ideias que inicialmente se imponham ao espírito do escritor, das associações implícitas ou 
explicitas, da ordem natural do pensamento e de outros fatores imprevisíveis. Todavia, alguns deles podem 
ser devidamente caracterizados, como os seguintes, para servirem de exemplo aos principiantes, até a posse 
da autonomia de expressão, até atingirem sua maioridade estilística. 
Alusão histórica 
Recurso que desperta sempre a curiosidade do leitor é o da alusão a fatos históricos, lendas, 
tradições, crendices, anedotas ou a acontecimentos de que o Autor tenha sido participante ou testemunha. 
É artifício empregado por oradores — principalmente no exórdio — e por cronistas, que, com frequência, 
aproveitam incidentes do cotidiano como assunto não apenas de um parágrafo mas até de toda a crônica. 
No exemplo seguinte, Rui Barbosa tira grande partido da alusão a uma tradição americana — a do 
Sino da Liberdade — para tecer considerações sobre a importância da justiça e do poder judiciário na vida 
política de um povo: 
Conta uma tradição cara ao povo americano que o Sino da Liberdade, 
cujos sons anunciaram, em Filadélfia, o nascimento dos Estados Unidos, 
inopinadamente se fendeu, estalando, pelo passamento de Marshall. Era uma 
dessas casualidades eloquentes, em que a alma ignota das coisas parece lembrar 
misteriosamente aos homens as grandes verdades esquecidas (...). 
 
 
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Interrogação 
Às vezes, o parágrafo começa com uma interrogação, seguindo-se o desenvolvimento sob a forma de 
resposta ou de esclarecimento: 
Sabe você o que é manhosando? Bem, eu lhe explico, que você é homem 
de asfalto, e esse estranho verbo só se conjuga pelo sertão nordestino. Talvez o 
amigo nem tenha tempo para manhosar, ou quem sabe se dorme tanto, que 
ignora esse estado de beatitude, situado nos limites do sono e da vigília. 
O espírito está recolhido, mas o ouvido anda captandoos sons, que não mais 
interferem, todavia, com a quietude, com a paz interior. Nesses momentos somos 
de um universo de sombras, em que o nosso pensamento flutua livre, imitando 
aquele primeiro dia de Criação, quando a vontade de Deus ainda era a única antes 
de separadas as trevas e a luz. (...) 
Como artifício de estilo, a interrogação inicial frequentemente camufla um tópico frasal por 
declaração ou por definição, como no exemplo anterior. Seu principal propósito é despertar a atenção e a 
curiosidade do leitor. Se o autor tivesse começado com a definição inicial de "manhosando", grande parte 
do interesse do parágrafo seguinte estaria prejudicada. Admitamos que dissesse: "Manhosar é ficar naquele 
estado de beatitude, situado nos limites do sono e da vigília." Seria uma definição meio didática, inadequada 
ao clima da crônica e, além de tudo, insatisfatória, pois, segundo o autor, "manhosar" é mais do que a sua 
simples definição nos pode sugerir. Então, lança ele mão desse artifício de interrogar primeiro o leitor para 
ir dando depois as respostas "aos pouquinhos" a fim de prender-lhe a atenção, espicaçada desde a primeira 
linha. 
 
Tópico frasal implícito ou diluído no parágrafo 
Conforme já vimos, a maioria dos parágrafos tidos como padrão se iniciam com uma declaração 
sumária, declaração de ordem geral, seguindo-se as especificações, os dados particulares, do que resulta 
uma estrutura que, em linhas gerais, reflete o processo de raciocínio dedutivo (do geral para o particular. 
Quando ocorre o contrário (tópico frasal no fim), o desenvolvimento das ideias segue, também em 
linhas gerais, o método indutivo. Mas não são raros os casos em que o tópico frasal está implícito ou diluído 
no parágrafo, sendo este, então, constituído apenas pelo desenvolvimento (detalhes, exemplos, fatos 
específicos), e constituído de tal forma que se possa deduzir (ou induzir) claramente a ideia nuclear. E o que 
se observa no seguinte exemplo: 
"O Grande São Paulo — isto é, a capital paulista e as cidades que a circundam — já 
anda em torno da décima parte da população brasileira. Apesar da alta arrecadação do 
município e das obras custosas, que se multiplicam a olhos vistos, apenas um terço da 
cidade tem esgotos. Metade da capital paulista serve-se de água proveniente de poços 
domiciliares. A rede de hospitais é notoriamente deficiente para a população, ameaçada 
por uma taxa de poluição que técnicos internacionais consideram superior à de Chicago. 
O trânsito é um tormento, pois o acréscimo de novos veículos supera a capacidade de dar 
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solução de urbanismo ao problema. Em média, o paulista perde três horas do seu dia para 
ir e voltar, entre a casa e o trabalho." 
(De um editorial do Jornal do Brasil.) 
A ideia-núcleo desse parágrafo (o tópico frasal nele diluído ou implícito) não é "o Grande São Paulo... 
já anda em torno da décima parte da população brasileira", mas a série de fatos que refletem os seus graves 
problemas urbanos. Explicitado no início, o tópico frasal poderia assumir a seguinte feição: "Graves 
problemas urbanos enfrenta o Grande São Paulo." Posta no fim, essa declaração viria naturalmente 
introduzida por uma partícula conclusiva (portanto, assim, por conseguinte) ou frase de transição 
equivalente. ("Esses são alguns dos graves problemas urbanos que enfrenta o Grande São Paulo.") 
Organização retórica: generalização, exemplificação, descrição, definição, especificação. 
A retórica é a arte de argumentar bem, com lógica e naturalmente persuasão. Assim, pensemos a 
retórica aqui como a boa organização argumentativa. Há diversos processos, mas, qualquer que seja ele, a 
preocupação maior do autor deve ser sempre a de fundamentar de maneira clara e convincente as ideias 
que defende ou expõe, servindo-se de recursos costumeiros, tais como a enumeração de detalhes, 
comparações, analogias, contrastes, aplicação de um princípio, regra ou teoria, definições precisas, 
exemplos, ilustrações, apelo ao testemunho autorizado, e outros. 
Enumeração ou Descrição de Detalhes 
 
Era um dia abafadiço e aborrecido. A pobre cidade de São Luís do Maranhão parecia 
entorpecida pelo calor. Quase que se não podia sair à rua: as pedras escaldavam; as 
vidraças e os lampiões faiscavam ao sol como enormes diamantes; as paredes tinham 
reverberações de prata polida; as folhas das árvores nem se mexiam; as carroças d'água 
passavam ruidosamente a todo o instante, abalando os prédios; e os aguadeiros, em 
mangas de camisa e pernas [calças] arregaçadas, invadiam sem cerimônia as casas para 
encher as banheiras e os potes. Em certos pontos não se encontrava viva alma na rua; 
tudo estava concentrado, adormecido; só os pretos faziam as compras para o jantar, ou 
andavam no ganho. 
O desenvolvimento por enumeração ou descrição de detalhes é dos mais comuns. Ocorre de 
preferência quando há uma declaração inicial, uma ideia-núcleo, o chamado tópico frasal, e a ideia em 
seguida é desenvolvida ou especificada através dos pormenores: as pedras, os lampiões, as paredes, as 
folhas, etc. São detalhes que tornam mais viva a generalização "era um dia abafadiço e aborrecido". 
Observe-se como o Autor, através de certos detalhes, consegue dar-nos uma ideia suficientemente 
clara do que ele considera como emoção estética, parte da declaração geral contida no tópico frasal. 
 
 
Declaração 
inicial 
Descrição de 
detalhes 
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Confronto: 
Processo muito comum e muito eficaz de desenvolvimento é o que consiste em estabelecer confronto 
entre ideias, seres, coisas, fatos ou fenômenos. Suas formas habituais são o contraste (baseado nas 
dessemelhanças), e o paralelo (que se assenta nas semelhanças). A antítese é, de preferência, uma oposição 
entre ideias isoladas. A analogia, que também faz parte dessa classe, baseia-se na semelhança entre ideias 
ou coisas, procurando explicar o desconhecido pelo conhecido, o estranho pelo familiar. 
 
Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a 
outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuam. A política é a arte de gerir o 
Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições 
respeitáveis. A politicalha é a indústria de o explorar a benefício de interesses pessoais. 
Constitui a política função, ou conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício 
no das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, contrário, 
é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de 
parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, 
a malária dos povos de moralidade estragada. 
 Vê-se logo na declaração inicial um contraste entre política e politicalha. Em seguida, o autor insere 
uma ampliação, detalhes que nos mostram o contraste entre esses dois conceitos. 
 
Analogia e Comparação 
A analogia é uma semelhança parcial que sugere uma semelhança oculta, mais completa. Na 
comparação, as semelhanças são reais, sensíveis expressas numa forma verbal própria, em que entram 
normalmente os chamados conectivos de comparação (como, quanto, do que, tal qual), substituídos, às 
vezes, por expressões equivalentes (certos verbos como "parecer", "lembrar", "dar uma ideia", "assemelhar-
se": "Esta casa parece um forno, de tão quente que é."). Na analogia, as semelhanças são apenas imaginárias. 
Por meio dela, se tenta explicar o desconhecido pelo conhecido, o que nos é estranho pelo que nos é familiar; 
por isso, tem grande valor didático. Sua estrutura gramatical inclui com frequência expressões próprias da 
comparação (como, tal qual, semelhantea, parecido com, etc.). Para dar à criança uma ideia do que é o Sol 
como fonte de calor, observe-se o processo analógico adotado pelo Autor do seguinte trecho: 
O Sol é muitíssimo maior do que a Terra, e está ainda tão quente que é como uma enorme 
bola incandescente, que inunda o espaço em torno com luz e calor. Nós aqui na Terra não 
poderíamos passar muito tempo sem a luz e o calor que nos vêm do Sol, apesar de sabermos 
produzir aqui mesmo tanto luz como calor. Realmente podemos acender uma fogueira para 
obtermos luz e calor. Mas a madeira que usamos veio de árvores, e as plantas não podem 
viver sem luz. Assim, se temos lenha, é porque a luz do Sol tornou possível o crescimento 
das florestas. 
(Oswaldo Frota Pessoa, Iniciação à ciência, p. 35) 
Declaração 
inicial 
Descrição de 
detalhes 
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Sol tão quente, que é como uma enorme bola incandescente é, quanto à forma, uma comparação, mas, em 
essência, é uma analogia: tenta-se explicar o desconhecido (Sol) pelo conhecido (bola incandescente), sendo 
a semelhança apenas parcial (há outras, enormes, diferenças entre o Sol e uma bola de fogo). 
Exemplificação 
O exemplo é um tipo de argumento bem convincente, pois traz situações reais aos fatos defendidos, 
aumentando a credibilidade da opinião do autor. 
 Vamos supor que o autor quisesse argumentar sobre o seguinte tema: PARA CONVENCER OU 
PERSUADIR É PRECISO TER ÉTICA?. Talvez a sua resposta seja: "não, não é preciso ter ética para persuadir 
alguém". Assim, tal autor deve partir para o convencimento do leitor sobre essa opinião e, nesse caso, a 
técnica por exemplificação é perfeita. 
 Penemos em Hitler, uma figura bem emblemática e marcante de nossa história. Ele nunca agiu de 
modo ético. Afinal, o Holocausto não tem nada de ético ou moral, não é verdade? Porém, Hitler, mesmo 
sendo um genocida que queria conquistar o mundo, conseguiu arrastar multidões e colecionar admiradores 
usando apenas o poder da palavra, o poder do discurso. Ou seja: ele foi persuasivo, foi convincente, chegou 
ao poder, foi adorado como um deus pelos alemães e os convenceu de que eles eram, de fato, a "raça 
ariana", tudo isso atropelando princípios éticos e morais. 
 Assim, empregando na argumentação o exemplo de Hitler, pode-se convencer o leitor de que 
realmente se pode persuadir mesmo sem ter ética. 
 
4. Relação causa/consequência entre partes e elementos do 
texto 
Vamos agora abordar a relação de causalidade, isto é, causa e consequência. 
Causa – aquilo que faz com que uma coisa exista (origem, ocorre temporalmente antes). 
Consequência – efeito, resultado. 
Um fato pode ser em relação a outro a causa ou a consequência. Observe os fatos seguintes e a 
relação existente entre eles. 
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 Consequência 
Substantivos efeito, produto, decorrência, fruto, reflexo, desfecho, desenlace, etc. 
Verbos 
derivar de, vir de, resultar de, ser resultado de, ter origem em, decorrer de, 
provir de, etc. 
Locuções prepositivas 
Conjunções e locuções 
conjuntivas 
por isso, por consequência, portanto, por conseguinte, consequentemente, 
logo, então, por causa disso, em virtude disso, devido a isso, em vista disso, 
visto isso, à conta disso, como resultado, em conclusão, em suma, em 
resumo, enfim, tanto...que, tal...que, tamanho...que, de modo que, de jeito 
que etc. 
Note que as conjunções coordenadas conclusivas (portanto, por conseguinte etc) foram inseridas, 
pois também podem construir a relação de causa e consequência. Esse um ponto importante para 
resolvermos as questões, pois a conjunção coordenada conclusiva também é entendida como consequência, 
tendo em vista ser algo que ocorre após outro, muitas vezes dependente da anterior, o que naturalmente é 
entendido como relação de causa e consequência. 
 
Outra observação importante: às vezes a conjunção coordenada aditiva “e” também tem valor de 
conclusão e, por extensão, terá valor de consequência. Veja: 
Arnaldo viu o ladrão e saiu em seu encalço. 
 É certa a relação de adição, pois a conjunção é coordenada aditiva; mas, além disso, podemos notar 
que, primeiro, o ladrão foi visto por Arnaldo e na sequência (como resultado, consequência disso) foi atrás 
do ladrão. 
 Veja alguns exemplos da consequência com outras classes de palavras: 
Substantivos: O surgimento das favelas constitui uma das consequências do desemprego nos centros 
urbanos. 
Verbos: O surgimento das favelas resulta sobretudo do desemprego nos centros urbanos. 
Locuções conjuntivas: Cresce o índice de desemprego nos centros urbanos, por conseguinte surgem as 
favelas. 
 
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A ciranda das mulheres sábias 
Talvez você tenha vindo à minha porta por estar interessada em viver de um modo que a abençoe com 
a perspectiva de, como eu digo, “ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem” – o que significa estar 
plena de um belo conjunto de paradoxos mantidos em perfeito equilíbrio. Está lembrada? A palavra 
paradoxo significa uma ideia contrária à opinião de aceitação geral. É o que acontece com a grand-mère, a 
maior das mulheres, a grande madre... porque ela é uma sábia em preparação, que mantém unidas as 
grandes e totalmente úteis capacidades aparentemente ilógicas da psique profunda. 
Os atributos paradoxais do que é grande são principalmente ser sábia e ao mesmo tempo estar sempre 
à procura de novos conhecimentos; ser cheia de espontaneidade e confiável; ser loucamente criativa e 
obstinada; ser ousada e precavida; abrigar o tradicional e ser verdadeiramente original. Espero que você 
entenda que todos esses atributos se aplicam a você de modo geral e em detalhes, como algo em potencial, 
meio realizado ou já perfeitamente formado. 
Se você sente interesse por essas contradições divinas, sente interesse pelo arquétipo misterioso e 
irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma representação simbólica. O arquétipo da mulher sábia 
pertence a mulheres de todas as idades e se manifesta sob formas e aspectos singulares na vida de cada 
mulher. 
ESTÉS, Clarissa Pinkola. Trad. Waldéa Barcellos. A ciranda das mulheres sábias – ser jovem enquanto velha, velha 
enquanto jovem. Rio de Janeiro: Rocco, 2007. p. 9-10. 
3. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
De acordo com sua organização, estrutura e esquemas retóricos, o texto se constrói em torno 
(A) dos conflitos vividos pelas mulheres durante seu amadurecimento físico e emocional. 
(B) das contradições que envolvem as mulheres na busca e no alcance da sabedoria. 
(C) dos confrontos entre as pessoas pela soberania de seus ideais de vida na Terra. 
(D) das disputas humanas pela garantia de sua sobrevivência material e mental. 
Comentário: O texto se constrói em torno dos paradoxos que envolvem a busca das mulheres pela sabedoria. 
Observe nos fragmentos abaixo que a todo momento a autora se refere às contradições vividas pelas 
mulheres na busca e no alcance da sabedoria. 
Talvez você tenha vindo à minha porta por estar interessada em viver de um modo que a abençoe com a 
perspectiva de, como eu digo, “ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem” [...] 
Os atributos paradoxais do que é grande são principalmente ser sábia e ao mesmo tempo estar sempre à 
procura de novos conhecimentos; ser cheia de espontaneidade e confiável; [...] 
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Se você sente interesse por essas contradições divinas [...] 
 Dessa forma, confirmamos que a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
4. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
Consideradas sua organização e sua estrutura, o texto pressupõe uma sequência 
(A) descritiva, com riqueza de detalhes. 
(B) narrativa, construída em primeiro plano. 
(C) argumentativa, com proposta de intervenção. 
(D) dialógica, desenvolvida entre duas interlocutoras. 
Comentário: Note que a autora refere-se a uma pessoa o tempo todo no texto: “você”, estabelecendo, assim, 
um diálogo com uma outra mulher. Observe: 
Talvez você tenha vindo à minha porta por estar interessada em viver de um modo que a abençoe com a 
perspectiva de, como eu digo, “ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem” [...] 
Espero que você entenda que todos esses atributos se aplicam a você de modo geral e em detalhes, como 
algo em potencial, meio realizado ou já perfeitamente formado. [...] 
Se você sente interesse por essas contradições divinas [...] 
 Portanto, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
5. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
No primeiro parágrafo do texto, é explicado o significado da palavra paradoxo. Com base nesse significado, 
é estabelecido, ao longo do texto, o paradoxo da sabedoria da “grande mãe” (avó). O recurso formal da 
língua empregado no estabelecimento desse paradoxo é 
(A) a ocorrência destacada do conectivo aditivo prototípico do português. 
(B) o paralelismo sintático na forma de expressão dos pensamentos expostos. 
(C) a estrutura das orações subordinadas frente à estrutura da oração principal. 
(D) o logicismo semântico na apresentação das ideias divergentes em todo o texto. 
Comentário: A autora apresenta em seu texto ideias paradoxais, opostas. Assim, para apresentá-las, a autora 
se valeu do conectivo aditivo “e”, como forma de unir os paradoxos. Observe: 
“ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem” 
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Os atributos paradoxais do que é grande são principalmente ser sábia e ao mesmo tempo estar sempre à 
procura de novos conhecimentos; ser cheia de espontaneidade e confiável; ser loucamente criativa e 
obstinada; ser ousada e precavida; abrigar o tradicional e ser verdadeiramente original. Espero que você 
entenda que todos esses atributos se aplicam a você de modo geral e em detalhes, como algo em potencial, 
meio realizado ou já perfeitamente formado. 
 Portanto, a alternativa (A) é a correta. Note que a expressão “conectivo aditivo prototípico do 
português” tem relação com o uso básico do conectivo “e”, altamente usado na Língua Portuguesa. 
 O vocábulo “protótipo” significa “um modelo”, “um padrão”, e justamente tem ligação com o alto 
índice de emprego de inclusão de argumentos por meio deste conectivo. 
Gabarito: A 
6. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
O texto constrói uma percepção sobre a idade da mulher. Dessa percepção, infere-se que a idade da mulher 
(A) está correlacionada à sua sabedoria, podendo a mulher ser sábia em qualquer idade. 
(B) depende da medida de sua sabedoria e do amadurecimento quando adulta. 
(C) potencializa sua beleza na juventude e sua sabedoria na velhice. 
(D) indica que a medida de sua sabedoria está restrita à juventude. 
Comentário: Quando a autora cita a frase “ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem”, ela quer dizer 
que não há idade para ser sábia. A mulher pode ser jovem enquanto velha, isto é, não ser sábia, mas já ser 
mais velha, como também pode ser velha enquanto jovem, ou seja, ter muita sabedoria e pouca idade. 
 Além disso, no último parágrafo a autora afirma: O arquétipo da mulher sábia pertence a mulheres 
de todas as idades. 
 Com isso, a idade da mulher está correlacionada à sua sabedoria, podendo a mulher ser sábia em 
qualquer idade. 
 Assim, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
7. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
Do último parágrafo do texto, pressupõe-se que o paradoxo que envolve a sabedoria da mulher é de 
(A) caráter anormal. 
(B) ordem sobrenatural. 
(C) aspecto paranormal. 
(D) natureza sobre-humana. 
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Comentário: A questão tem relação literal com a expressão “Se você sente interesse por essas contradições 
divinas, sente interesse pelo arquétipo misterioso e irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma 
representação simbólica.” 
 Assim, as contradições divinas apresentam naturalmente uma natureza sobre-humana e tem relação 
com sentir interesse pelo arquétipo misterioso e irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma 
representação simbólica. 
 Essa foi a forma de a autora valorizar ainda mais a mulher. 
 Portanto, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
8. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
O paradoxo atribuído à mulher sábia, da forma como é explicado à interlocutora, aplica-se a 
(A) mulheres que fazem escolhas inteligentes na vida, no momento e na idade certos. 
(B) todas as mulheres de todas as idades e a cada mulher em sua idade singular. 
(C) mulheres predestinadas a compreenderem o paradoxo da sabedoria. 
(D) todas as mulheres com a missão de retransmitirem o paradoxo. 
Comentário: De acordo com o último período do texto, o paradoxo atribuído à mulher sábia aplica-se a 
mulheres de qualquer idade de maneira singular, isto é, única, em qualquer fase da vida. Comprove: 
O arquétipo da mulher sábia pertence a mulheres de todas as idades e se manifesta sob formas e aspectos 
singulares na vida de cada mulher. 
 Assim, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
ESTRANGEIRO: – Pois bem: nas ciências teóricas nós começamos por distinguir uma parte diretiva, e nesta, 
uma divisão a que chamamos, por analogia, autodirigente. A criação dos animais foi, por sua vez, considerada 
como uma das divisões da ciência autodiretiva, da qual é um gênero e certamente não o menor; a criação 
de animais nos deu a espécie da criação em rebanho, e a criação em rebanho, por sua vez, deu-nos a arte de 
criar os animais pedestres; e a seguir, esta arte de criar os animais pedestres nos deu, como seção principal, 
a arte que cria raça de animais sem chifres; e, ainda, esta raça de animais sem chifres inclui uma parte que 
só poderá ser compreendida por um único termo pela adição necessária de três nomes; ela se chamará: “a 
arte de criar raças que não se cruzam”. Por fim, a última subdivisão restante, nos rebanhos bípedes, será a 
arte de dirigir os homens. É precisamente o que procuramos; a arte que se honra por dois nomes: política e 
real. 
PLATÃO. Diálogos – Fédon, Sofista, Político. Trad. Jorge Paleikat; João Cruz Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 177. 
 
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9. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
O excerto citado do Diálogo “Político”, de Platão, tem como tema central: 
(A) a arte de criar e de cuidar dos animais de diferentes espécies e gêneros. 
(B) o direito de nomear os animais e suas respectivas artes de criação e cuidados. 
(C) a divisão e a classificação da ciência para dar lugar à arte de fazer política na ciência. 
(D) o agrupamento dos animais em rebanhos e o domínio dos rebanhos pela separação. 
Comentário: Note que, no texto, o estrangeiro procura estabelecer uma relação entre a ciência e a política, 
de forma que a criação de animais é consideradaparte da ciência autodiretiva. 
A partir da explicação da criação de animais, o personagem teceu argumentos até chegar a relacionar 
a criação de rebanhos com a arte de dirigir os homens, isto é, governar, estabelecendo, assim, uma ligação 
entre ciência e política, em que a primeira cede lugar à segunda. 
 Observe isso nas seguintes passagens do texto: 
“A criação dos animais foi, por sua vez, considerada como uma das divisões da ciência autodiretiva, da qual 
é um gênero e certamente não o menor; a criação de animais nos deu a espécie da criação em rebanho, e a 
criação em rebanho, por sua vez, deu-nos a arte de criar os animais pedestres [...] 
Por fim, a última subdivisão restante, nos rebanhos bípedes, será a arte de dirigir os homens. É precisamente 
o que procuramos; a arte que se honra por dois nomes: política e real.” 
 Dessa forma, a alternativa (C) é a correta. 
Gabarito: C 
10. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
Dado seu tema central, o recurso linguístico utilizado para promover a progressão temática do texto é a 
(A) exposição linear das ideias, com o auxílio de articuladores argumentativos. 
(B) disposição aleatória dos marcadores discursivos nas sentenças. 
(C) retomada textual explicitada pelo uso de pronomes pessoais. 
(D) articulação oracional por conjunções subordinativas. 
Comentário: O texto promove a progressão temática de ideias encadeando as estruturas argumentativas, 
com o auxílio de articuladores, mostrando que um argumento leva a outro, e assim sucessivamente até a 
conclusão. 
 Observe, em destaque no trecho abaixo, os conectivos (articuladores) usados para ligar os 
argumentos: 
A criação dos animais foi, por sua vez, considerada como uma das divisões da ciência autodiretiva, da qual é 
um gênero e certamente não o menor; a criação de animais nos deu a espécie da criação em rebanho, e a 
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criação em rebanho, por sua vez, deu-nos a arte de criar os animais pedestres; e a seguir, esta arte de criar 
os animais pedestres nos deu, como seção principal, a arte que cria raça de animais sem chifres; e, ainda, 
esta raça de animais sem chifres inclui uma parte que só poderá ser compreendida por um único termo pela 
adição necessária de três nomes; ela se chamará: “a arte de criar raças que não se cruzam”. Por fim, a última 
subdivisão restante, nos rebanhos bípedes, será a arte de dirigir os homens. 
 Dessa forma, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
11. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
Visto que o excerto citado faz parte de um diálogo, nas duas últimas linhas do texto infere-se que 
(A) por ser a arte de dirigir os homens, esta é a subdivisão prioritária da ciência. 
(B) o animal homem é uma subclasse menor do rebanho dos bípedes. 
(C) por ser um animal, o homem deve ser dirigido com firmeza. 
(D) o homem é um ser político, organizado em sociedade. 
Comentário: Ao estabelecer uma relação de domínio do homem sobre os animais, o personagem concluiu 
que o homem exerce poder sobre o próprio homem de modo que este está organizado em rebanho. Esse 
rebanho é a sociedade e o ato de dirigir a sociedade recebe o nome de política. 
 Assim, o homem é um ser político, organizado em sociedade e a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
12. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
Por sua estrutura discursiva e progressão temática, o excerto apresentado se caracteriza por uma sequência 
textual 
(A) descritiva, com abundância de detalhes da ciência animal. 
(B) argumentativa, em defesa da função da ciência política. 
(C) narrativa, relatando o evento de classificação das artes. 
(D) injuntiva, determinando a forma de direção dos animais. 
Comentário: Ao apresentar uma relação lógica, partindo da divisão da ciência e chegando à política, o 
personagem defende que a política vem da ciência e que, portanto, também é uma ciência. 
 Assim, o personagem apresenta uma sequência argumentativa, em defesa da função da ciência 
política. 
 Logo, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
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13. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
A vinculação do texto ao gênero diálogo é evidenciada por recursos linguísticos e discursivos, tais como: 
(A) a repetição de “por sua vez”, ao longo do texto, e expressões próximas da oralidade, como “a arte de 
criar raças que não se cruzam” (linha 9). 
(B) o emprego da analogia como forma de garantir credibilidade à argumentação do discurso para 
convencer o interlocutor ausente. 
(C) a utilização recorrente da função fática da linguagem, presente em todo o texto, para prender a atenção 
do interlocutor. 
(D) o uso de “Pois bem” (linha 1), “Por fim” (linha 9), e o emprego da primeira pessoa do plural dos verbos. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois a repetição de “por sua vez” não configura característica de 
um texto dialógico e a expressão “a arte de criar raças que não se cruzam” não é característica da oralidade. 
 A alternativa (B) está errada, pois o interlocutor não está ausente. Na verdade, os diálogos de Platão 
são reproduções das conversas que ele tinha com seus discípulos. 
 A alternativa (C) está errada, pois foi utilizada a função conativa da linguagem, a qual é caracterizada 
por utilizar argumentos para convencer o leitor. Tal função é utilizada sempre com verbos no imperativo ou 
com pronomes “você” ou “tu”, o que não foi evidenciado no texto. Na realidade, observe, no texto, que há 
o emprego de verbos flexionados na primeira pessoa do plural como “começamos” e “chamamos”, indicando 
que o personagem fala dele e dos outros com quem conversa. 
 O conectivo “Pois bem”, marca o início de uma argumentação e, consequentemente, o início da fala. 
O conectivo “Por fim” marca a conclusão da argumentação e, consequentemente, o final da fala. 
 Diante disso, a alternativa correta é a (D). 
Gabarito: D 
14. (FCC / TRE-SP Analista Judiciário – 2017) 
Eles são grandes porque o artista moderno quer nos envolver com o seu trabalho... (3º parágrafo) 
Com as devidas alterações, caso se invertam as relações de subordinação da frase acima, mantém-se o 
sentido original fazendo-se uso da conjunção: 
(A) uma vez que 
(B) a despeito de 
(C) conquanto 
(D) em conformidade com 
(E) de maneira que 
Comentário: Devemos nos lembrar de que, sempre que houver um segmento de valor causal, o outro a que 
ele se refere tem valor de consequência. Assim, a oração “porque o artista moderno quer nos envolver com 
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o seu trabalho” é subordinada adverbial causal e a oração principal “Eles são grandes”, textualmente, tem 
valor de consequência. 
 Ao invertermos as relações de subordinação, a oração principal vira oração subordinada adverbial 
consecutiva. Veja: 
 
 Eles são grandes porque o artista moderno quer nos envolver com o seu trabalho... 
 Oração principal + oração subordinada adverbial causal 
 
O artista moderno quer nos envolver com o seu trabalho de maneira que eles são grandes 
 Oração principal + or. Sub adverbial consecutiva 
 Assim, a alternativa correta é a (E). 
Gabarito: E 
15. (FCC / TRF 3ªR Analista Judiciário – 2016) 
Fragmento do texto: Depois que se tinha fartado de ouro, o mundo teve fome de açúcar, mas o açúcar 
consumia escravos. O esgotamento das minas − que de resto foi precedido pelo das florestas que forneciam 
o combustível paraos fornos −, a abolição da escravatura e, finalmente, uma procura mundial crescente, 
orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café. De amarelo, passando pelo branco, o ouro tornou-
se negro. 
Em relação à primeira parte da frase, o segmento ... orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café 
expressa: 
(A) finalidade. 
(B) causa. 
(C) decorrência. 
(D) conformidade. 
(E) proporcionalidade. 
Comentário: Na frase “O esgotamento das minas − que de resto foi precedido pelo das florestas que 
forneciam o combustível para os fornos −, a abolição da escravatura e, finalmente, uma procura mundial 
crescente, orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café.”, a expressão sublinhada sintaticamente 
é apenas o predicado verbal. 
 Porém, textualmente, entendemos que o sujeito composto “O esgotamento das minas a abolição da 
escravatura e, finalmente, uma procura mundial crescente” é a causa e o predicado “orientam São Paulo e o 
seu porto de Santos para o café” é o efeito, o resultado. 
 Esse é o caso de verbo que ajuda na relação de causa e efeito. 
 Assim, a alternativa (C) é a que se aproxima desse sentido e é a correta. 
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Gabarito: C 
16. (VUNESP / CRBio – 1ª Região Técnico – 2017) 
Considere a charge de Ronaldo para responder à questão. 
 
Na frase dita pela personagem, a segunda oração “e ela começou a rir...” apresenta, em relação à primeira 
oração, ideia de 
(A) condição, sinalizando que o cliente vai ser obrigado a recorrer ao cheque especial para pagar suas 
contas. 
(B) conformidade, sinalizando que o cliente não obteve o empréstimo bancário que havia solicitado ao 
gerente. 
(C) finalidade, sinalizando que o cliente está com o saldo bancário negativo há vários dias. 
(D) consequência, sinalizando que o cliente tem pouco dinheiro ou está sem dinheiro na conta bancária. 
(E) causa, sinalizando que o cliente está endividado em decorrência da cobrança dos altos juros bancários. 
Comentário: A conjunção “e” demonstra que um fato ocorreu após o outro: o segundo sendo o resultado do 
primeiro. Note que o usuário pediu o saldo, e o resultado (a consequência) foi o riso. 
 Certamente, isso sinaliza que o cliente tem pouco dinheiro ou está sem dinheiro na conta bancária. 
Assim, cabe apenas a alternativa (D). 
Gabarito: D 
17. (VUNESP / TJ SP Psicólogo – 2017) 
No enunciado “Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal, e Fadinha 
ficou boa, completamente boa...”, a conjunção “e”, que introduz o trecho destacado, imprime a este o 
sentido de 
(A) consequência. 
(B) condição. 
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(C) oposição. 
(D) causa. 
(E) tempo. 
Comentário: A conjunção “e” normalmente tem o valor de adição. Porém, observando as alternativas, 
percebemos que a banca quer o seu valor secundário, contextual. 
 Note pelo contexto que, primeiro, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal. 
Com base nisso, a Fadinha ficou boa, completamente boa. 
 Assim, podemos trocar a conjunção coordenativa “e” pelo conectivo coordenativo conclusivo “por 
conseguinte”. Veja: 
“Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal, por conseguinte Fadinha 
ficou boa, completamente boa...” 
 Como a conclusão traduz o resultado, o efeito, a consequência de uma ação anterior, a alternativa 
(A) é a correta. 
Gabarito: A 
18. (VUNESP / MP SP Analista – 2016) 
Fragmento do texto: O país vivia de expedientes, isto é, de cinquenta em cinquenta anos descobria-se nele 
um produto que ficava sendo a sua riqueza. Os governos taxavam-no a mais não poder, de modo que os 
países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabavam, na 
concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, ela fazia morrer a sua riqueza, mas não sem os estertores 
de uma valorização duvidosa. 
Observe a relação de sentido entre os trechos (I) e (II), na passagem – (I) Os governos taxavam-no a mais não 
poder, (II) de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos 
semelhantes, acabavam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga. 
É correto afirmar que 
(A) o trecho (I) expressa o tempo em que ocorre o que se afirma no trecho (II). 
(B) o trecho (II) expressa a maneira como ocorre o fato afirmado no trecho (I). 
(C) o trecho (II) expressa o efeito do que se afirma no trecho (I). 
(D) o trecho (I) expressa o modo como ocorre o fato afirmado no trecho (II). 
(E) o trecho (II) expressa a causa determinante do que se afirma no trecho (I). 
Comentário: O segundo enunciado é precedido da locução conjuntiva consecutiva “de modo que”. Assim, a 
relação do trecho (II) com o trecho (I) é de efeito, resultado, consequência. 
 Dessa forma, a alternativa (C) é a correta. 
Gabarito: C 
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19. (FCC / AL MS Assistente Social – 2016) 
Instituições e riscos 
 Sem convívio não há vida, sem convívio não há civilização. Mas para conviver neste pequeno planeta, para 
se afastar da barbárie, os homens necessitam de princípios e de regras, em suas múltiplas formas de 
agrupamento. Orientados por tantos e tão diferentes interesses, premidos pelas mais diversas necessidades, 
organizamo-nos em associações, escolas, igrejas, sindicatos, corporações, clubes, empresas, assembleias, 
missões etc., confiando em que a força de um objetivo comum viabiliza a unificação de todos no corpo de 
uma instituição. É o sentido mesmo de uma coletividade organizada que legitima a existência e o 
funcionamento das instituições. 
 Mas é preciso sempre alertar para o fato de que, criadas para permitir o convívio civilizado, as instituições 
também podem abrigar aqueles que se valem de seu significado coletivo para mascarar interesses 
particulares. A corrupção e a fraude podem tirar proveito do prestígio de uma instituição, alimentando-se 
de sua força como um parasita oportunista se aproveita do hospedeiro saudável. Não faltam exemplos de 
deturpações e desvios do bom caminho institucional, provocados exatamente por aqueles que deveriam 
promover a garantia do melhor roteiro. Por isso, não há como deixar de sermos vigilantes no 
acompanhamento das organizações todas que regem nossa vida: observemos sempre se são de fato os 
princípios do bem coletivo que estão orientando a ação institucional. Sem isso, deixaremos que a 
necessidade original de convívio, em vez de propiciar a saúde do empreendimento social, dê lugar ao 
atendimento do egoísmo mais primitivo. 
(Teobaldo de Carvalho, inédito) 
Estabelecem entre si uma relação de causa e consequência, nesta ordem, os seguintes segmentos: 
a) para se afastar da barbárie / os homens necessitam de princípios (1º parágrafo) 
b) premidos pelas mais diversas necessidades / organizamo-nos em associações (1º parágrafo) 
c) a unificação de todos no corpo de uma instituição / a força de um objetivo comum (1º parágrafo) 
d) alertar para o fato / abrigar aqueles que se valem de seu significado coletivo para mascarar interesses (2º 
parágrafo) 
e) tirar proveito do prestígio de uma instituição / alimentando-se de sua força como um parasita (2º 
parágrafo) 
Comentário: Na alternativa (A), a preposição “para” transmite valor adverbial de finalidade, e não de causa. 
 A alternativa (B) é a correta, pois a oração “premidos pelas mais diversas necessidades” é subordinada 
adverbial causal reduzida de particípio e aoração principal “organizamo-nos em associações” naturalmente 
tem valor textual de consequência. Assim, entendemos que, devido a ficarmos premidos pelas mais diversas 
necessidades, nós nos organizamos em associações. 
 A alternativa (C) está errada, pois o verbo “viabilizar” não necessariamente transmite a noção de 
resultado (causa e consequência), mas de que algo possa ser exequível, realizável. Isso é diferente de verbos 
que transmitem a noção de causalidade, como “gerar”, “incorrer”, “resultar” etc. 
 A alternativa (D) está errada, porque os dois segmentos não apresentam relação direta entre si. 
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 A alternativa (E) está errada, pois podemos entender que o meio ou a forma de se tirar proveito do 
prestígio de uma instituição é alimentando-se de sua força como um parasita. Assim, não cabe valor de 
causalidade entre esses segmentos. 
Gabarito: B 
20. (FCC / TRF 3ªR Analista Judiciário – 2016) 
Fragmento do texto: O museu é considerado um instrumento de neutralização – e talvez o seja de fato. Os 
objetos que nele se encontram reunidos trazem o testemunho de disputas sociais, de conflitos políticos e 
religiosos. Muitas obras antigas celebram vitórias militares e conquistas: a maior parte presta homenagem 
às potências dominantes, suas financiadoras. As obras modernas são, mais genericamente, animadas pelo 
espírito crítico: elas protestam contra os fatos da realidade, os poderes, o estado das coisas. O museu reúne 
todas essas manifestações de sentido oposto. Expõe tudo junto em nome de um valor que se presume 
partilhado por elas: a qualidade artística. Suas diferenças funcionais, suas divergências políticas são 
apagadas. A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida. O museu parece assim 
desempenhar um papel de pacificação social. A guerra das imagens extingue-se na pacificação dos museus. 
A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida. O museu parece assim desempenhar um 
papel de pacificação social. (1° parágrafo) 
Mantendo-se, em linhas gerais, o sentido original, caso a segunda frase seja subordinada à primeira, o 
período resultante será: 
a) Como a violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida, o museu parece desempenhar 
um papel de pacificação social. 
b) A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida, de maneira que o museu parece 
desempenhar um papel de pacificação social. 
c) A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida; portanto, o museu parece desempenhar 
um papel de pacificação social. 
d) O museu parece desempenhar um papel de pacificação social, uma vez que a violência de que 
participavam, ou que combatiam, é esquecida. 
e) Conquanto o museu pareça desempenhar um papel de pacificação social, a violência de que participavam, 
ou que combatiam, é esquecida. 
Comentário: Entre os dois segmentos, note que o segundo apresenta o conectivo coordenativo conclusivo 
“assim”, o que sugere que a relação entre esses dois trechos é de causa e efeito, respectivamente. 
 A questão, então, pede a alternativa que apresente esta relação de causa e efeito (mesmo sentido), 
em que a segunda oração seja subordinada à anterior. Dessa forma, ela nos força a apresentar essa relação 
de causa e efeito com a segunda oração sendo subordinada adverbial consecutiva, o que ocorre na 
alternativa (B), tendo em vista o emprego da locução conjuntiva subordinativa adverbial consecutiva “de 
maneira que”. Veja: 
A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida, de maneira que o museu parece 
desempenhar um papel de pacificação social. 
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 A alternativa (A) está errada, pois, apesar de haver a relação de causa e efeito, respectivamente, a 
oração subordinada (adverbial causal) está antecipada. 
Como a violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida, o museu parece desempenhar um 
papel de pacificação social. 
 A alternativa (C) está errada, pois, apesar de haver a relação de causa e efeito, respectivamente, não 
há oração subordinada, pois a segunda oração é iniciada pela conjunção “portanto” e é coordenada sindética 
conclusiva. 
A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida; portanto, o museu parece desempenhar 
um papel de pacificação social. 
 A alternativa (D) está errada, pois há a relação de efeito e causa, respectivamente, pois a segunda 
oração é subordinada adverbial causal. 
O museu parece desempenhar um papel de pacificação social, uma vez que a violência de que participavam, 
ou que combatiam, é esquecida. 
 A alternativa (E) está errada, pois “Conquanto” é conjunção de valor adverbial concessivo. 
Gabarito: B 
5. Modalizadores 
 Antes de iniciarmos o conceito de modalizador, é importante lermos um primeiro texto: 
 Com base no estudo feito dos três primeiros meses do corrente ano e dos três anos anteriores, o Brasil 
vem perdendo sua capacidade produtiva para o mercado externo. 
 Notamos neste texto uma declaração que se baseia em dados econômicos. Não há neste caso 
qualquer julgamento, apreciação ou consideração do autor. Dizemos que o texto é basicamente expositivo, 
informativo. 
 Agora vejamos o próximo: 
 Possivelmente o Brasil vem perdendo sua capacidade produtiva porque os encargos fiscais são 
excessivamente altos. É preciso que haja mais incentivos fiscais do governo para uma melhoria nas pequenas 
e grandes empresas. 
 Neste outro texto, notamos que o autor mostra sua opinião. Ele afirma que o Brasil pode estar 
perdendo sua capacidade produtiva porque os cargos fiscais são muito altos. Além disso, transmite uma 
possibilidade de solução para o problema: incentivos fiscais. 
 
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 Você notou que, ao fazer suas considerações, o autor utilizou alguns elementos linguísticos que 
destacaram sua opinião? As palavras “possivelmente”, “excessivamente” e “é preciso” são elementos 
linguísticos que destacam que há uma opinião do autor. 
 Note que algumas pessoas podem discordar do autor e afirmar que a causa da perda da capacidade 
produtiva seja por outra razão e que os encargos fiscais são importantes e não são tão altos como o autor 
afirma. Assim, os elementos linguísticos “possivelmente” e “excessivamente” são marcas da opinião do 
autor. 
 Além disso, pode-se refutar a ideia de que deva haver incentivos fiscais, tendo em vista perceber os 
benefícios desses na retribuição indireta aos cidadãos, como alguns programas do governo, política de saúde 
etc. 
 Assim, o segundo texto apresenta a opinião do autor, algo que não ocorre no primeiro. 
 Agora, sim, podemos falar sobre os modalizadores: 
Os elementos linguísticos utilizados pelo autor para expressar seu posicionamento, consideração, 
julgamento são chamados de modalizadores discursivos. Eles são os encarregados de evidenciar o ponto de 
vista assumido pelo falante e assegurar o modo como ele elabora o discurso. 
Os modalizadores mais comumente vistos nos textos apresentam alguns sentidos peculiares: 
Possibilidade: é possível que, é provável que, talvez, possivelmente. 
Certeza (afirmativo): realmente, evidentemente, naturalmente, efetivamente, certamente, com 
certeza, sem dúvida, tenho certeza que, é certo que, é claro que, é lógico 
que, exatamente, na verdade. 
Certeza (negativo): de jeito nenhum, de forma alguma, é impossível. 
Obrigação ou necessidade: tem que fazer, tem de fazer, deve-se fazer, precisa-se, épreciso, faz-se 
necessário, é crucial que se faça. 
Análise, julgamento: felizmente, infelizmente, ora, lamentavelmente, ainda bem que, 
curiosamente, estranhamente, creio que, acredito que, acho que. 
Advérbios: talvez, sem dúvidas, ao meu ver, ao nosso ver etc que expressam que o 
conteúdo do enunciado foi ou não foi completamente assumido pelo autor. 
 
21. (VUNESP / TJ SP Escrevente Técnico – 2017) 
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele 
transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias. 
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se 
conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido 
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um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam 
insatisfeitos, sem falar do próprio chefe. 
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa 
para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo. 
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados 
Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e 
portas. 
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas 
graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos – 
fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização. 
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem 
sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam 
o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. 
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o 
exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados. 
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco. 
A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem 
desviar nosso foco por até 20 minutos. 
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga 
ambiental e de design de interiores. 
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem ser ruins para funcionários.” Disponível 
em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado) 
Assinale a frase do texto em que se identifica expressão do ponto de vista do próprio autor acerca do assunto 
de que trata. 
(A) Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin... (último 
parágrafo). 
(B) Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos... (2º 
parágrafo). 
(C) É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso... (7º parágrafo). 
(D) “Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. (6º parágrafo). 
(E) Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto... (4º parágrafo). 
Comentário: O ponto de vista do autor é expresso quando se percebe um julgamento, uma apreciação sobre 
algo, sobre o tema. Assim, devemos localizar expressões modalizadoras. Isso é evidenciado na alternativa 
(C), pois a expressão “É improvável” mostra uma consideração do autor sobre o conceito de escritório aberto 
cair em desuso. 
A alternativa (A) está errada, pois literalmente houve a citação da fala de Sally Augustin, e não do autor. 
 A alternativa (B) está errada, pois o autor apenas narra um fato: Os funcionários, até então, 
trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos... 
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 A alternativa (D) está errada, pois literalmente houve a citação da fala de Nagele, e não do autor. 
 A alternativa (E) está errada, pois o autor apenas narra um fato: Inúmeras empresas adotaram o 
conceito de escritório aberto... 
Gabarito: C 
22. (FGV / DPE MT – Analista – 2015) 
Um jornal apresentava a seguinte manchete: 
“Escolas de São Paulo vetam até escova de dente para economizar água.” 
Na frase “Escolas de São Paulo vetam até escova de dente para economizar água.”, o emprego do até mostra 
um modalizador, ou seja, um termo em que o enunciador do texto expressa uma opinião. 
Nesse caso, a opinião é de que 
(A) há um exagero na medida. 
(B) mostra um cuidado exemplar na medida tomada. 
(C) indica uma dúvida sobre o efeito pretendido. 
(D) ocorrem inúmeros outros casos de economia de água. 
(E) demonstra um apoio à medida tomada. 
Comentário: A preposição “até” é também entendida como denotativa de inclusão, isto é, transmite uma 
informação de inclusão numa situação em que normalmente não haveria. Neste caso, não se esperaria que 
uma escola induziria os alunos a pararem de escovar os dentes, por ser algo básico, necessário. 
 Chama atenção o fato de uma escola, a qual deveria zelar pela higiene e educação dos alunos, induzir 
o aluno a não escovar os dentes. Tal medida é extrema, por isso a alternativa (A) é correta. 
 A alternativa (B) está errada, pois não se quis demonstrar que a medida é exemplar, é algo 
inesperado. Justamente por ser algo inesperado, não cabem também as alternativas (C), (D) e (E). 
Gabarito: A 
 
 
 
 
 
 
 
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23. (FGV / TJ RJ – Técnico de Atividade Judiciária – 2015) 
 
O vocábulo abaixo do texto, que é classificado como modalizador por inserir uma opinião do enunciador 
sobre o assunto veiculado, é: 
(A) apenas; 
(B) consome; 
(C) quente; 
(D) elétrico; 
(E) ensaboar. 
Comentário: A própria questão já nos informa que modalizador é uma palavra que sugere a opinião do autor 
sobre o assunto veiculado. 
 Assim, entendemos que a expressão “apenas 45 litros” é um julgamento do autor sobre a pouca 
quantidade de água. Por isso a alternativa (A) é a correta. Veja as demais palavras: 
 O banho é quente, seja o autor do texto concordando ou não. 
 O chuveiro é elétrico, quer o autor do texto o considere ou não. 
 As ações de ensaboar ou consumir ocorrem, independente do julgamento do autor. 
“Um banho quente de chuveiro elétrico de 15 minutos consome 135 litros de água. Um banho por 5 minutos, 
fechando o registro para se ensaboar, consome apenas 45 litros.” 
Gabarito: A 
 
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6. Ambiguidade 
A ambiguidade ocorre quando há mais de uma possibilidade de interpretação de um trecho do texto. 
A ambiguidade pode ser um vício gramatical ou fruto de uma intenção do autor, como em textos 
literários, publicitários, etc. Assim, a ambiguidade deve ser evitada somente nos casos em que sua ocorrência 
seja involuntária e prejudique a clareza de um texto que necessite de apenas uma interpretação, como em 
correspondências oficiais, declarações etc. 
A ambiguidade pode ser de natureza semântica (polissêmica) ou estrutural. No primeiro caso, ela 
apresenta mais de um sentido; no segundo caso, ocorre devido a problemas de construção. 
A ambiguidade derivadada polissemia do vocábulo pode ser evitada pelo esclarecimento maior do 
contexto ou pela substituição do vocábulo polissêmico por outro de sentido equivalente. 
 
 
Já, quanto às causas estruturais, mais comuns são indicadas a seguir: 
a) Difícil distinção entre agente e paciente: 
A preparação da empresa não atingiu as expectativas. 
(A empresa se preparou mal ou foi mal preparada?) 
b) Mau uso da coordenação: 
Pedro e Paulo vão desquitar-se. 
(Era uma união homossexual desfeita ou cada um se desquitou de sua mulher?) 
c) Má colocação de palavras: 
O aluno enjoado saiu da sala. 
(O aluno é chato ou ficou com enjoo?) 
d) Mau uso de pronomes relativos: 
Conheci o prefeito e o local de que gosto. 
(Gosto somente do local ou do prefeito e do local?) 
e) Não distinção de pronome relativo e conjunção integrante: 
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O jogador falou com a secretária que mora perto daqui. 
(Ele falou que mora perto daqui ou é a secretária que mora perto daqui?) 
f) Mau uso de possessivos: 
João encontrou Maria e lhe disse que sua prima estava doente. 
(A prima era de João ou de Maria?) 
Observação: esta é a forma mais cobrada em concurso. 
 
Uma leitura atenta normalmente elimina a maioria dos problemas de ambiguidade no texto, 
solucionados pelo deslocamento ou substituição de segmentos. 
 
 
Prática Textual 
1. Em todas as frases a seguir, há ambiguidades intencionais. Identifique os possíveis sentidos de cada 
uma, levando em conta as empresas responsáveis por elas. 
a) (Companhia de aviação) Viaje com quem gosta! 
b) (Companhia de seguros) Na velocidade dos carros de hoje, segurem-se! 
c) (Indústria de carnes em conserva) Qualidade que se prova! 
d) (Indústria de sapatos) Entre de sola na escola! 
e) (Restaurante) Aqui damos importância à massa! 
f) (Indústria de biscoitos) Encha seu filho de bolachas! 
 
Respostas: 
a) Viaje com a Companhia de aviação que gosta de viajar. 
 Viaje na companhia de alguém que lhe seja agradável. 
b) Na velocidade dos carros de hoje, apoiem-se! 
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 Na velocidade dos carros de hoje, façam seguro. 
c) Qualidade que se saboreia! Qualidade que se comprova! 
d) Vá de sapatos à escola. Vá com entusiasmo à escola. 
e) Aqui damos importância ao povo (ao gosto popular)! 
 Aqui damos importância ao tipo de comida mais popular da Itália. 
i) Encha seu filho de bofetadas! 
 Encha seu filho de biscoitos! 
 
2. Identifique os sentidos possíveis das palavras em destaque nas frases a seguir. 
a) A caixa caiu no pátio do estacionamento. 
b) No dia de São Cosme e São Damião, Dona Anastácia deu bolo. 
c) Fez a cama logo depois de acordar. 
d) Meteu a mão na massa para fazer a comida. 
e) O artista pintou o sete no comício da independência. 
f) O homem levou tempo para tirar a mesa. 
g) A empregada doméstica botou as mãos nas cadeiras. 
h) Suas ações lhe trouxeram riqueza. 
Respostas: a) funcionária, embalagem. b) faltou, ofereceu doce c) arrumou a cama, construiu uma cama d) 
trabalhou, preparou a massa e) pintou o número sete, fez movimentos extravagantes f) retirar a mesa do 
lugar, retirar os objetos após a refeição g) móveis, ancas h) parcela em que se divide o capital de uma 
sociedade anônima, atitudes. 
 
3. Uma forma de evitar a ambiguidade semântica é criar uma expectativa de sentido que reduza a 
possibilidade de dupla significação. 
Tomemos como base a seguinte frase: 
“O rapaz esqueceu a lima na mesa.” 
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 Naturalmente, ficaríamos na dúvida: lima seria uma fruta ou uma ferramenta? Somente a ampliação 
do contexto ou uma mudança de palavras poderia evitar tal ambiguidade. 
 Assim, se, em lugar de rapaz (hiperônimo: sentido geral), colocarmos feirante (hipônimo: sentido 
específico), nenhum leitor entenderá aí o sentido de ferramenta, concorda???? 
 Se quiséssemos mostrar que lima seria a ferramenta, poderíamos trocar rapaz por marceneiro. 
(“O feirante esqueceu a lima na mesa/balcão.”: lima=fruta) 
(“O marceneiro esqueceu a lima na mesa/bancada.”: lima=ferramenta) 
 
 Vamos praticar um pouco antes de entrarmos nas questões de concursos. Em todas as frases a seguir 
há ambiguidades. Reduza essa possibilidade, substituindo a palavra em destaque por outra. 
a) O rapaz esqueceu a carta sobre a mesa. 
b) O homem levou tempo para tirar a mesa. 
c) A cliente não conseguiu a linha que desejava. 
d) O desconhecido comprou balas perto de sua casa. 
Respostas: a) carteira de habilitação; correspondência; baralho b) garçom; carregador de uma 
transportadora d) costureira e) bandido; menino. 
 
4. Um outro modo de evitar ambiguidade semântica é a substituição do vocábulo causador da 
ambiguidade por outro de sentido equivalente e não-polissêmico: sinônimos ou hiperônimos. Substitua a 
palavra em destaque nas frases a seguir pelo hiperônimo de um dos seus sentidos. 
a) Estava certo de que suas ações iam trazer-lhe benefícios. 
b) Discutiam sobre o banco de sua propriedade. 
c) Aquilo não era a cadeira da universidade que mais lhe agradava. 
d) Encontrou o corredor preparado para a festa. 
e) O gráfico veio da rua com a capa na mão. 
Respostas: a) atos, investimentos b) móvel, entidade financeira c) móvel, disciplina d) atleta, local e) 
vestimenta, invólucro. 
 
5. Em muitos casos a ambiguidade provém de problemas de construção, quando fica impossível distinguir 
agente e paciente. Identifique os dois sentidos possíveis das frases a seguir. 
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a) A demissão do ministro foi surpreendente. 
b) A criação do ministério parece ter resolvido problemas. 
c) Ninguém esperava minha indicação para o cargo. 
d) A criação do personagem não agradou ao elenco. 
e) A divisão da tribo ocasionou a morte de muitos. 
f) A preparação da empregada foi lenta. 
g) Foi comunicada a invasão do Iraque. 
h) A descrição de Pero Vaz de Caminha foi bem-feita. 
Respostas: a) O ministro demitiu ou foi demitido? b) O ministério criou algo ou foi criado? c) Eu indiquei 
alguém ou fui indicado? d) O personagem criou algo ou o personagem foi criado? e) A tribo dividiu ou foi 
dividida? f) A empresa preparou algo ou foi preparada? g) O Iraque invadiu ou foi invadido? h) Ele descreveu 
ou foi descrito? 
 
6. Indique as ambiguidades das frases a seguir, causadas pelo uso indevido da coordenação. 
a) João e Maria vão casar-se. 
b) Eu e ela viemos de carro. 
c) João e Pedro são amigos. 
d) José e ela compraram uma bicicleta. 
e) Costa e Silva e Carvalho jogarão hoje. 
Respostas: a) Casam-se um com o outro ou cada um com seu par? b) Em um só carro ou cada um no seu? c) 
Ambos são meus amigos ou são amigos um do outro? d) Cada um comprou uma bicicleta ou os dois 
compraram uma bicicleta em conjunto? e) São três nomes? (Costa, Silva, Carvalho) ou dois? (Costa e Silva, 
Carvalho / Costa, Silva e Carvalho). 
 
7. Indique as ambiguidades das frases a seguir, devido à má colocação da palavra em destaque. 
a) O juiz declarou ter julgado o réu errado. 
b) Conheço uma professora de literatura inglesa. 
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c) O piloto enjoado levantou voo. 
d) Comprou o carro rápido. 
e) Deixou a sala vazia. 
f) O jornal criticou a peça exibida com um critério arbitrário. 
g) Fiel e valente, o guarda conta com a ajuda de seu cachorro. 
Respostas: a) Julgou errado; outro réu. b) Professora inglesa; literatura inglesa. c) Piloto chato; levantou voo 
passando mal. d) Comprou rapidamente; o carro é rápido. e) A sala já estava vazia; a sala ficou vazia. f) 
Criticou com critério arbitrário; exibida com critério arbitrário. g) Guarda fiel e valente; cachorro fiel e 
valente. 
 
8. Indique as ambiguidades das frases a seguir, decorrentes do mau uso dos pronomes relativos. 
a) Vi o livro e a autora de que gosto. 
b) Tenho um trabalho para entregar ao professor, que me deixa preocupado. 
c) Estou fazendo um livro para a editora, que me ocupa o dia inteiro. 
d) Há um ano comprei uma casa com um vistoso portão, que venderei agora. 
e) Trata-se de um estudo sobre Machado de Assis, cuja leitura recomendo. 
f) Falo de Pedro, filho de nosso vizinho, que você conhece bem. 
Respostas: a) Gosto do livro ou da autora? b) O trabalho ou o professor me deixa preocupado? c) O livro ou 
a editora me ocupa o dia todo? d) O que venderei: a casa ou o portão? e) Recomendo a leitura de Machado 
de Assis ou do estudo sobre ele? f) Você conhece bem o filho do vizinho ou o próprio vizinho? 
 Agora, vamos praticar em mais algumas questões! 
 
24. (CETREDE /EMATERCE - Agente de ATER - Ciências Contábeis 2018) 
Analise as duas frases a seguir em relação à ambiguidade. 
I. Karla comeu um doce e sua irmã também. 
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II. Mataram a vaca da sua tia. 
Marque a opção CORRETA. 
A) O problema da frase I pode ser corrigido com uma vírgula. 
B) As duas frases podem ser corrigidas com o uso de pronome. 
C) Ao colocarmos apenas um verbo, corrigiremos a frase II. 
D) Apenas a frase I apresenta problema de ambiguidade. 
E) Uma preposição resolveria o problema da frase II. 
Comentário: Na frase I, ocorre ambiguidade, pois a conjunção “e” pode unir o objeto direto composto 
(comer um doce e a irmã de Karla) mas também se pode entender a união de duas orações coordenadas, em 
que a irmã de Karla também comeu um doce. Assim, como há a possibilidade de haver uma conjunção unindo 
duas orações, a inserção de vírgula antes da conjunção “e” inibe a confusão de sentido, deixando claro que 
Karla comeu um doce e sua irmã também comeu. 
Karla comeu um doce, e sua irmã também. 
 Assim, a alternativa (A) é a correta. 
 A alternativa (B) está errada, pois nas duas frases houve ambiguidade pelo mau uso do pronome 
possessivo “sua”. 
 A alternativa (C) está errada, pois ambas as frases apresentam somente um verbo em cada oração. 
 A alternativa (D) está errada, pois ambas as frases apresentam ambiguidade. 
 A alternativa (E) está errada, pois não é apenas com a inserção de preposição que se resolveria o 
problema da ambiguidade. Uma forma de se evitar ambiguidade é com a troca do adjunto adnominal “da 
sua tia” pela oração subordinada adjetiva restritiva “que sua tia possuía”. Veja: 
Mataram a vaca que sua tia possuía. 
Gabarito: A 
25. (CETREDE /Prefeitura de Canindé-CE Auxiliar de Administração 2018) 
Em qual das orações a seguir ocorre ambiguidade? 
a) Ama o filho a boa mãe. 
b) É admirável a fé de teu tio. 
c) A mãe disse para o filho entrar pra dentro. 
d) Comprou uma vaca cara de seu sócio. 
e) Escapei de uma boa hoje 
Comentário: A ambiguidade ocorre na alternativa (A), tendo em vista que o deslocamento dos termos 
básicos (objeto direto e sujeito) faz com que não tenhamos certeza de quem é o agente (o sujeito) e paciente 
(o objeto direto). 
 Assim, podemos inibir a ambiguidade das seguintes formas: 
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O filho ama a boa mãe. 
A boa mãe ama o filho. 
 As demais frases apresentam-se com clareza e não há ambiguidade. 
Gabarito: A 
26. (COPS-UEL / PC-PR Investigador de Polícia 2010) 
Texto: 
Coleção macabra 
Maior hospital infantil da Europa retirava órgãos do corpo de crianças sem autorização dos pais 
Um relatório divulgado pelo Ministério da Saúde da Inglaterra na última terça-feira causou espanto e 
horror ao expor uma prática comum nos meios médicos e até recentemente desconhecida do resto do país: 
a retirada, sem o consentimento dos pais, de órgãos do corpo de crianças mortas, para serem usados em 
pesquisas. O escândalo pulverizou a reputação do maior hospital infantil da Europa, o Alder Hey, em 
Liverpool, em cujos laboratórios foram encontrados 2.128 corações, mais de 2.000 fetos, 188 olhos, 147 
cérebros e outras partes, incluindo a 6 cabeça completa de um menino de 11 anos. O relatório indica que 
hospitais do país guardam 105.000 órgãos humanos. Além de serem retirados sem autorização, os órgãos 
nem sempre se destinavam a fins em princípio louváveis. No Alder Hey foi descoberto um depósito atulhado 
de órgãos desvinculados de qualquer pesquisa. Em dois outros hospitais, os médicos admitiram que 
venderam órgãos a laboratórios farmacêuticos. O caso mais recente foi a extração do timo, glândula usada 
na produção de medicamentos que demandam hormônios. O principal acusado no caso do escândalo dos 
órgãos é o médico holandês Richard Van Velzen, que dirigiu Alder Hey entre 1988 e 1995. “Nesse período a 
retirada de órgãos se tornou uma prática obrigatória no hospital”, disse o ministro da Saúde, Alan Milburn. 
Van Velzen, que voltou à Holanda, está sendo processado no Canadá pelo mesmo crime. 
O caso expôs as diferenças na maneira de ver a morte dos cientistas, que encaram o cadáver como 
um objeto de estudo, e dos familiares, para os quais a inviolabilidade do corpo tem um valor cultural e 
emocional arraigadíssimo. No mundo ocidental, o avanço da ciência ou a doação para salvar vidas justificam 
o uso do corpo, mas a ética exige o consentimento da família. “Um cadáver não é uma pessoa, mas não pode 
ser tratado como coisa”, diz Marco Segre, professor de medicina legal e ética médica da Universidade de São 
Paulo. Segundo o relatório do Ministério da Saúde, 1.600 crianças teriam morrido sem as pesquisas feitas no 
hospital Alder Hey. A maioria dos pais afetados pelo escândalo aceitou o uso científico. A indignação vem do 
descaso dos médicos em obter uma autorização dos familiares. 
(Adaptado de: Revista Veja, edição 1686 - 07 fev. 2001. Disponível em: <www.veja.abril.com.br>. Acesso em 25 dez. 2009.) 
A frase inicial do segundo parágrafo apresenta uma ambiguidade, a qual pode ser eliminada através de uma 
reescritura. Considere as afirmativas a seguir. 
I. O caso expôs as diferenças na maneira de ver a morte entre cientistas, que encaram o cadáver como 
objeto de estudo, e familiares, para os quais a inviolabilidade do corpo tem valor cultural e emocional 
arraigadíssimo. 
II. O caso expôs diferentes maneiras de ver a morte: cientistas consideram um cadáver como objeto de 
estudo; para os familiares, a inviolabilidade do corpo tem valor cultural e emocional arraigadíssimo. 
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III. O caso expôs que a morte dos cientistas, os quais veem o cadáver como objeto de estudo, é diferente 
da morte dos familiares, que atribuem ao corpo inviolabilidade e valor cultural e emocional 
arraigadíssimo. 
IV. O caso expôs as diferenças da morte dos cientistas e dos familiares. Os primeiros consideram o cadáver 
como objeto de estudo; os segundos atribuemuma inviolabilidade ao corpo e um valor cultural e 
emocional arraigadíssimo. 
Assinale a alternativa em que as afirmativas eliminam a ambiguidade. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentário: Observe a afirmação na frase original! 
O caso expôs as diferenças na maneira de ver a morte dos cientistas, que encaram o cadáver como um objeto 
de estudo, e dos familiares, para os quais a inviolabilidade do corpo tem um valor cultural e emocional 
arraigadíssimo. 
 A ambiguidade no trecho original está nas expressões “morte dos cientistas” e (morte) “dos 
familiares”. Ao longo do texto, entendemos que não é a morte dos cientistas e dos familiares, mas a forma 
como eles percebem a morte. 
 As frases I e II estão corretas, pois as expressões “maneira de ver a morte entre cientistas (...) e 
familiares” e “maneiras de ver a morte: cientistas consideram (...) para os familiares” seguramente 
transmitem a ideia de percepção da morte pelos cientistas e familiares. 
 Já as frases III e IV estão erradas, pois, ao tentarem corrigir a ambiguidade, trazem uma informação 
incoerente com a argumentação do texto, ou seja, não afirmam que é uma percepção da morte pelos 
cientistas e familiares, mas a morte dos cientistas e familiares, como se pode observar nas expressões: 
O caso expôs que a morte dos cientistas, os quais veem o cadáver como objeto de estudo, é diferente da 
morte dos familiares... 
O caso expôs as diferenças da morte dos cientistas e dos familiares. 
 Assim, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
 
 
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27. (COPS-UEL / SEAP-PR Agente Penitenciário 2013) 
Julgue, como certa (C) ou errada (E) a afirmativa abaixo. 
No trecho “terá de pagar multa por infringir a lei – que aumentou para R$ 1.915,40 no fim de 2012”, a 
ambiguidade do pronome em destaque se desfaz pela substituição desse termo por “a qual”. 
Comentário: A questão já afirma que há uma ambiguidade, pois o pronome relativo “que” pode retomar 
tanto o substantivo “lei” (a qual possivelmente mandou aumentar o valor), quanto “multa” (a multa 
aumentou). 
 Ao queremos dar mais clareza no texto, não cabe a substituição de “que” por “a qual”, pois ambos os 
possíveis referentes “lei” e “multa” são substantivos femininos e singulares. 
 Assim, o ideal é a troca do pronome relativo “que” pelo recurso anafórico de contraste “aquela” ou 
“esta”. Veja os referentes sublinhados: 
“terá de pagar multa por infringir a lei – aquela aumentou para R$ 1.915,40 no fim de 2012” 
“terá de pagar multa por infringir a lei – esta aumentou para R$ 1.915,40 no fim de 2012” 
 Assim, está errada a afirmação. 
Gabarito: E 
 
 
(CAMARGO, J. E.; SOARES, L. No país das placas malucas. São Paulo: Panda Books, 2011. p.7.) 
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28. (UEL COPS / ECOPARANÁ – Analista – 2012) 
É correto afirmar que o problema da placa reside 
a) na inadequação da concordância verbal, explorada também nos versos. 
b) na ambiguidade do pronome, que pode se referir ao animal ou ao condutor. 
c) no mau uso da crase, explorado e corrigido nos versos. 
d) na ambiguidade provocada pela inversão das orações. 
e) na ambiguidade resultante do uso da crase facultativa. 
Comentário: Na placa a ambiguidade foi gerada pelo pronome possessivo “suas”, o qual pode se referir a 
“condutor” (as fezes do condutor) ou a “animal” (as fezes do animal). Assim, a alternativa (B) é a correta. 
 A alternativa (A) está errada, pois não houve desvio gramatical na flexão dos verbos. 
 A alternativa (C) está errada, pois a crase está correta. 
 A alternativa (D) está errada, pois a inversão das orações não implicou a ambiguidade. Veja a ordem 
natural e perceba que a ambiguidade continua: 
Recolher e dar destinação às suas fezes é dever do condutor do animal. 
 A alternativa (E) está errada, pois a crase não é facultativa. Note que o substantivo “destinação” exige 
a preposição “a” e que o pronome possessivo está flexionado no plural (“suas”). Assim, estando o vocábulo 
“a” no singular, significa que não há artigo, ocorre apenas preposição “a”. Com isso a crase é proibida: 
“...destinação a suas fezes.” 
 Estando o vocábulo no plural (“as”), significa que há artigo, juntamente com a preposição “a”. Com 
isso a crase é obrigatória, pois o substantivo “fezes” continua no plural: 
“...destinação às suas fezes.” 
Gabarito: B 
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(CAMARGO, J. E.; SOARES, L. No país das placas malucas. São Paulo. Panda Books, 2011. p.23.) 
29. (UEL COPS / ECOPARANÁ – Analista – 2012) 
Com base nos textos, assinale a alternativa correta. 
a) Com a supressão da informação sobre o nome da cidade, poderia ser dito que há na faixa mais de uma 
ambiguidade. 
b) O fato de o pronome da frase estar no masculino indica que o dia é de São Cristóvão, desfazendo a 
ambiguidade. 
c) O fato de o pronome da faixa ter sido utilizado no masculino é responsável pela ambiguidade na faixa. 
d) A ambiguidade deixaria de existir na faixa se o termo “mulheres” fosse substituído por “devotas”. 
e) O nome da cidade é decisivo para criar ambiguidade na faixa. 
Comentário: A informação do nome da cidade (São Cristóvão) e do estado (SE) faz o leitor entender que a 
expressão “de São Cristóvão” se refere à cidade, e não ao santo. Assim, não havendo a informação sobre a 
cidade após os versos, naturalmente ocorre uma primeira ambiguidade. 
 A alternativa (A) é a correta, pois, ao suprimirmos a informação de que “São Cristóvão” é uma cidade, 
o pronome possessivo “seu” nos faz entender que pode se referir ao santo “São Cristóvão” (dia de São 
Cristóvão) ou a uma cidade com este nome (dia da cidade de São Cristóvão). Assim, há uma primeira 
ambiguidade. 
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 A segunda ambiguidade poderia ser também a interpretação de que o pronome “seu” se refere a 
“mulheres” (dia das mulheres). 
 As alternativas (B), (C) e (D) estão erradas simplesmente porque o pronome possessivo “seu” deve se 
flexionar de acordo com o substantivo posterior “dia”, e não com os substantivos a que ele se refere. Assim, 
os substantivos anteriores podem ser substituídos ou se flexionarem no plural ou feminino, que o pronome 
possessivo não muda sua flexão. Isso só poderia ocorrer se o substantivo “dia” se flexionasse, por exemplo: 
seus dias. 
 A alternativa (E) está errada. Note que o nome da cidade realmente causa ambiguidade (nome da 
cidade ou nome do santo?); mas isso não é decisivo para a ambiguidade da faixa, por haver também a 
ambiguidade com o pronome possessivo “seu”. 
Gabarito: A 
30. (UEL COPS / ECOPARANÁ – Analista – 2012) 
Com base na placa, na faixa e nos poemas, considere as afirmativas a seguir. 
I. Tanto nos versos sobre a placa quanto nos versos sobre a faixa, há referências a ambiguidades. 
II. Nos dois conjuntos de versos, o poeta ridiculariza a distância entre as intenções dos autores da placa e 
da faixa e os textos produzidos. 
III. Os versos iniciados por “só não sei...”, em ambos os poemas, apontam a solução para uma das 
ambiguidades presentestanto na placa quanto na faixa. 
IV. O uso indevido do gênero (masculino/feminino) e do número (singular/plural) do pronome possessivo 
trouxe, a ambos os textos, ambiguidade. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentário: Note que esta questão englobou tanto a placa e os versos da penúltima questão quanto a faixa 
e os versos da última questão. 
 A frase I está correta, pois percebemos facilmente que os versos das duas questões anteriores 
comentam com bom humor a ambiguidade da placa e da faixa, respectivamente. 
 A frase II está correta, pois justamente há humor por comentar que a intenção do autor da placa e da 
faixa foi uma, mas levou a mais outra interpretação. Assim, há um distanciamento entre a intenção 
comunicativa e os textos produzidos na placa e na faixa. 
 A frase III está errada, pois a expressão “só não sei” indica que há ambiguidade, e não sua solução. 
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 A frase IV está errada, pois os pronomes “suas” e “seu” estão corretamente flexionados por 
concordarem com seus substantivos posteriores “fezes” e “dia”, respectivamente. 
 Assim, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
31. (UEL COPS / UEL – Cirurgião Dentista –2010) 
Observe o slogan referente a anúncio de apartamento e responda à questão: 
“Nossos bosques têm mais árvore. E uma planta exclusiva.” 
Considere as afirmativas a seguir. 
I – O slogan possui uma intertextualidade com um trecho do hino nacional, sem repetir integralmente o 
verso do hino. 
II – Pela organização das frases, a expressão “planta exclusiva” é complemento do verbo “ter” na primeira 
frase. 
III – O termo “planta” é deliberadamente ambíguo: refere-se tanto ao sentido da primeira frase quanto ao 
tema do anúncio. 
IV – A primeira frase induz a ideia de que a valorização ecológica do empreendimento imobiliário é um 
recurso descartado pelos concorrentes do ramo. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as frases I e II são corretas. 
b) Somente as frases I e IV são corretas. 
c) Somente as frases III e IV são corretas. 
d) Somente as frases I, II e III são corretas. 
e) Somente as frases II, III e IV são corretas. 
Comentário: Primeiro, observe que intertextualidade é o cuidado que se tem num texto de absorver os 
conhecimentos, conceitos, observações elencados em outros textos renomados, conhecidos. Normalmente 
isso é feito para levantar mais crédito ao argumento defendido pelo autor. 
 A frase I está correta, pois podemos observar a intertextualidade com o verso do hino nacional 
“Nossos bosques têm mais flores”. Naturalmente, percebemos que somente a estrutura é parecida, não 
houve a cópia integral do verso. 
 A frase II está correta, pois podemos entender que há dois complementos para o verbo “têm”, que 
são os termos “mais árvore” e “uma planta exclusiva”. 
 A frase III está correta, pois este slogan utilizou a ambiguidade intencionalmente, a fim de transmitir 
dois sentidos ao substantivo “planta”: “árvore” e “representação gráfica de uma projeção arquitetônica” 
(tema do anúncio). 
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 A frase IV está errada, pois se entende da primeira frase (“Nossos bosques têm mais árvore.”) que a 
valorização ecológica do empreendimento imobiliário é um recurso também utilizado pelos concorrentes do 
ramo. Porém, este empreendimento é ainda melhor neste quesito. 
 Assim, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
32. (UEL COPS / UEL – Cirurgião Dentista – 2010) 
Observe o slogan e responda à questão: 
“O futuro está aqui, presente pra você. Emissora Y Digital, sinal de qualidade pra você.” 
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir. 
O termo “presente” 
a) pode ser substituído, entre outras possibilidades, pelo termo “assíduo”, sem alterar a proposta original 
dos sentidos do texto. 
b) pode ser substituído por “brinde”, sem alterar as propostas de ambiguidade previstas no texto. 
c) pode ser um adjetivo do termo “futuro”, qualificando-o. 
d) pode ser um substantivo sintaticamente subordinado ao termo “futuro”. 
e) e o termo “futuro” têm seus sentidos invertidos pela ironia prevista no texto. 
Comentário: O slogan trabalha com as possibilidades de interpretação do vocábulo “presente” (tempo atual 
ou brinde, lembrança). 
“O futuro está aqui, é um brinde pra você.” 
“O futuro está aqui, é o agora pra você.” 
 Assim, ocorre uma ambiguidade intencional e a questão quer que nós especifiquemos esse sentido 
para uma só compreensão. 
 A alternativa (A) está errada, pois neste contexto, cabe o sentido de estar presente a um evento, o 
que não necessariamente é uma assiduidade (presença frequente). Assim, não cabe o adjetivo “assíduo”. 
 A alternativa (B) está errada, pois, ao trocarmos pelo substantivo “brinde” desfaríamos a 
ambiguidade, havendo apenas um sentido: o da recordação, da lembrança. 
 A alternativa (C) é a correta, pois o contexto admite a seguinte interpretação: “o futuro está presente 
pra você aqui”. Assim, o vocábulo “presente” pode ser entendido como adjetivo, qualificando o substantivo 
“futuro”. Assim, há uma especificação do sentido, mas note que esta alternativa não afirmou nada sobre 
mudança de sentido original, como ocorreu na alternativa anterior. Por isso está correta. 
 A alternativa (D) está errada, pois, para ser sintaticamente subordinado ao substantivo “futuro”, o 
vocábulo “presente” tem que ser adjetivo, como ocorreu na alternativa anterior. 
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 A alternativa (E) está errada, pois o texto não tem a intenção de ironia, pois há uma propaganda e tal 
inversão traria uma desvalorização do produto. Veja: 
“O presente está aqui, futuro pra você. Emissora Y Digital, sinal de qualidade pra você.” 
 De acordo com esta inversão, quem comprasse este produto estaria no passado!!!!! Então, não 
poderia haver “qualidade”, concorda??? Por isso, não cabe a inversão com intenção irônica. 
Gabarito: C 
33. (UEL COPS / UEL – Cirurgião Dentista –2010) 
Observe o slogan e responda à questão: 
“O futuro está aqui, presente pra você. Emissora Y Digital, sinal de qualidade pra você.” 
Na segunda frase do texto, o termo 
a) “qualidade” está marcado pela ambiguidade. 
b) “qualidade” refere-se a um atributo neutro, que pode ser bom ou ruim. 
c) “qualidade” pode ser substituído por “virtude”, sem alteração do sentido original. 
d) “sinal” está marcado pela ambiguidade. 
e) “sinal” pode ser substituído por “indício”, sem alteração do(s) sentido(s) originalmente previsto(s). 
Comentário: Com o mesmo slogan, agora são os vocábulos “qualidade” e “sinal” que estão sendo cobrados. 
 A alternativa (A) está errada, pois o substantivo “qualidade” não transmite ambiguidade. Ele tem o 
sentido neste contexto de “excelência” (sinal muito bom, sinal de excelência). 
 A alternativa (B) está errada, pois “qualidade” se refere a um atributo “bom”. 
 A alternativa (C) está errada, pois “atributo” se refere a uma caracterização de uma ação humana, 
algo que não ocorreu neste contexto. 
 A alternativa (D) é a correta, pois o vocábulo “sinal” pode ser entendido como “indício”, “marca”, 
“vestígio” (indício de qualidade) ou como um “impulso elétrico, onda” (impulso elétrico de qualidade,que 
resulta em uma imagem de qualidade). 
 A alternativa (E) está errada, pois a substituição do substantivo “sinal” por “indício” desfaria a 
ambiguidade, que é intencional neste slogan. Assim, haveria uma particularização do sentido e naturalmente 
ocorreria uma mudança do sentido original no slogan. 
Gabarito: D 
 
 
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(todo brasileiro aumentou seu poder de compra) um referente tomado de maneira geral (o brasileiro 
aumentou seu poder de compra). 
Assim, palavras como só, somente, apenas, nunca, sempre, ninguém, tudo, nada etc têm papel 
importante nas afirmativas das questões. Essas palavras categóricas não admitem outra interpretação e 
normalmente estão nas questões para que o candidato a visualize como errada. 
Vale lembrar que essas palavras categóricas são encontradas nos diversos tipos de interpretação 
(literal ou implícita). 
 Vamos exercitar tomando como exemplo a seguinte frase: 
É preciso construir mísseis nucleares para defender o Ocidente de ataques de extremistas. 
Marque (C) para informação de possível inferência do texto e (E) como informação equivocada do texto. 
1. O Ocidente necessita construir mísseis. 
2. Há uma finalidade de defesa contra ataques de extremistas. 
3. Os mísseis atuais não são suficientes para conter os ataques de extremistas. 
4. Uma guerra de mísseis vai destruir o mundo inteiro e não apenas os extremistas. 
5. A ação dos diplomatas com os extremistas é o único meio real de dissuadi-los de um ataque ao Ocidente. 
6. Todo o Oriente está contra o Ocidente. 
7. O Ocidente está sempre sofrendo invasões do Oriente. 
8. Mísseis nucleares são a melhor saída para qualquer situação bélica. 
9. Os extremistas não têm bom relacionamento com o Ocidente. 
10. O Ocidente aguarda estático um ataque do Oriente. 
 
Vamos às respostas com base nos vestígios! 
1. O Ocidente necessita construir mísseis. (C) 
(Inferência certa, pois o vestígio é “É preciso”) 
2. Há uma finalidade de defesa contra o ataque de extremistas. (C) 
(Inferência certa, pois o vestígio é a oração subordinada adverbial de finalidade “para defender o Ocidente 
de ataques de extremistas”.) 
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3. Os mísseis atuais não são suficientes para conter os ataques de extremistas. (E) (Inferência errada, pois 
não há evidência no texto de que já havia mísseis anteriormente) 
4. Uma guerra de mísseis vai destruir o mundo inteiro e não apenas os extremistas. (E) 
(Inferência errada, pois a expressão “destruir o mundo inteiro” é uma suposição com base em expressão 
categórica. Não há certeza de que os mísseis destruirão por completo o mundo, mas é certo que vão abalar 
o mundo inteiro.) 
5. A ação dos diplomatas com os extremistas é o único meio real de dissuadi-los de um ataque ao Ocidente. 
(E) 
(Inferência errada, pois novamente há expressão categórica, pois pode haver outros meios, outras 
negociações, não só pelos diplomatas.) 
6. Todo o Oriente está contra o Ocidente. (E) 
(Inferência errada, pois novamente há expressão categórica. Não se sabe se todo o Oriente está contra o 
Ocidente. Pelo texto, apenas os extremistas) 
7. O Ocidente está sempre sofrendo invasões do Oriente. (E) 
(Inferência errada, pois novamente há expressão categórica: “sempre”. Além disso, houve uma palavra que 
extrapolou o texto: “invasões”. Nada foi afirmado sobre invasão no texto.) 
8. Mísseis nucleares são a melhor saída para qualquer situação bélica. (E) 
(Consideração sem fundamento no texto. Veja as palavras categóricas.) 
9. Os extremistas não têm bom relacionamento com o Ocidente. (C) 
(Inferência possível, pois é vista a preocupação de possível ataque.) 
10. O Ocidente aguarda estático um ataque do Oriente. (E) 
(Consideração sem fundamento no texto.) 
Quando realizamos as questões de interpretação, vemos muitas dessas expressões categóricas ou 
palavras que extrapolam o conteúdo do texto. Normalmente, já consideramos as questões erradas logo na 
primeira leitura, por estarem bem fora do contexto. Mas, logicamente, sempre devemos voltar ao texto para 
confirmar. Aí vem o “burilamento”. Deve-se ter paciência para encontrar os vestígios que comprovem a 
resposta como a correta. 
 
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3 – ESTRUTURA DO TEXTO. 
A partir de agora, faremos uma explanação partindo da leitura de textos, com a finalidade de observar 
a sua organização interna e a forma de argumentação. 
 Ao longo da leitura do texto, vou inserindo comentários que vão ajudar a interpretar e entender a 
estrutura textual e todos os conteúdos previstos para esta aula. 
(Consulplan / CEAGESP Advogado) 
TRATAMENTO DE CHOQUE 
 A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores. As baixas temperaturas, ao mesmo 
tempo em que são necessárias à conservação das frutas, também podem causar danos ao produto, se a 
exposição ao frio for prolongada. Essa contradição, entretanto, está com os dias contados. É o que promete 
um novo método desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Fisiologia e Bioquímica Pós-Colheita da 
Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. 
 O processo, chamado de condicionamento térmico, consiste em mergulhar o fruto em água quente 
antes de refrigerá-lo. “O frio faz com que a fruta fique vulnerável à ação de substâncias que deterioram a 
casca, mas o uso da água quente ativa seu sistema de defesa”, afirma o pesquisador Ricardo Kluge. 
 A temperatura da água e a duração do mergulho variam para cada espécie, mas, em média, as frutas 
são mantidas em 52 graus por poucos minutos. Em alguns casos, o tratamento aumenta a conservação em 
até 50% do tempo; se um produto durava 40 dias em ambiente frio, pode passar a durar 60. 
 Resistência. A Esalq também desenvolveu um outro tipo de tratamento, o “aquecimento 
intermitente”. Essa técnica consiste em pôr a fruta em ambiente refrigerado e, depois de dez dias, deixá-la 
em temperatura ambiente por 24 horas, para então devolvê-la à câmara fria. “Isso faz com que o produto 
crie resistência ao frio e não seja danificado”, afirma Ricardo Kluge. Para o produtor de pêssegos Waldir 
Parise, isso será muito válido, pois melhora a qualidade final do produto. Ele acredita que a nova técnica 
aumentará o valor da fruta no mercado. “Acho que facilitará bastante nossa vida.” 
 De acordo com o pesquisador Kluge, o grande desafio é fazer com que essa novidade passe a ser 
usada pelo produtor. “No começo é difícil, pois muitos apresentam resistência às novidades”, diz. Neste ano, 
os pesquisadores trabalharão mais próximos dos agricultores, tentando ensinar-lhes a técnica. “Acho que 
daqui a três anos ela será mais usada”. O Chile já usa o método nas ameixas. 
 As frutas tropicais devem ser as mais abordadas pelo estudo, pois não apresentam resistência natural 
às baixas temperaturas. A pesquisa testou o método só no limão taiti, na laranja valência e no pêssego 
dourado-2. 
(Luis Roberto Toledo e Carlos Gutierrez. Revista Globo Rural – Março/2006) 
 Todo texto veicula um assunto, que é especificado pela visão do autor, a qual chamamos de tema. O 
tema é a ideia principal do texto, é o resumo em uma palavra ou expressão do conteúdo central. 
 Esse resumo pode ser expresso no título, e isso já nos ajuda muito na interpretação do texto. 
Candidato que realiza a leitura de um texto para interpretá-lo e não se lembra do título ou não entendeuseu 
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emprego, é sinal de que não interpretou bem o texto, pois o título nos induz ao caminho principal das ideias 
do autor, ou pelo menos sugere. 
 Muitas vezes o posicionamento do autor é expresso numa frase, a qual chamamos de tese. Essa tese 
normalmente é expressa na introdução do texto, mas pode aparecer também no seu final, na conclusão. 
 O parágrafo de introdução: 
No texto ora lido, perceba que a primeira frase “A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores.” 
é a tese, a ideia-núcleo, o tópico-frasal. Esta frase nos mostra que o assunto a ser tratado no texto impõe 
contrastes. 
 Em seguida, ainda neste primeiro parágrafo, há uma explicação de a refrigeração ser interpretada 
como questão delicada para os fruticultores: as baixas temperaturas são necessárias, mas podem causar 
danos. Em seguida, é sugerida uma abertura de técnicas possíveis para solucionar o problema (final do 
primeiro parágrafo). Dessa forma, o autor introduziu o texto, gerando uma expectativa em sua leitura, o 
leitor vê necessidade de continuar lendo o texto para entender essas técnicas, que serão são desenvolvidas 
e explicadas nos parágrafos seguintes. 
 Os parágrafos de desenvolvimento: 
 Nesta parte do texto, o leitor observa que há uma ampliação dos argumentos iniciados na introdução. 
Agora, é hora de provar o que fora dito anteriormente. 
 Para tanto, o autor pode se valer de contrastes (“mas o uso da água quente ativa seu sistema de 
defesa”, “mas, em média, as frutas são mantidas em 52 graus por poucos minutos.”), explicações (“O 
processo consiste em mergulhar o fruto em água quente antes de refrigerá-lo”, “Essa técnica consiste em pôr 
a fruta em ambiente refrigerado”, “pois melhora a qualidade final do produto.”), conformidade ou 
argumento de autoridade (“É o que promete um novo método desenvolvido por pesquisadores do 
Laboratório de Fisiologia e Bioquímica Pós-Colheita da Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz”, 
“afirma o pesquisador Ricardo Kluge”, “Para o produtor de pêssegos Waldir Parise,”, causa/consequência 
(“O frio faz com que a fruta fique vulnerável”, “o uso da água quente ativa seu sistema de defesa”), dado 
estatístico ou estimativa (“aumenta a conservação em até 50% do tempo”) etc. 
 O importante é você perceber que nos parágrafos de desenvolvimento são feitas as análises para 
provar o que foi afirmado na introdução do texto. 
O parágrafo de conclusão: 
 Aqui, podemos perceber que, após toda a argumentação nos parágrafos de desenvolvimento, o autor 
chega a uma conclusão que confirma o que foi dito na introdução. Isto é, os dados elencados nos parágrafos 
de desenvolvimento servem para convencer o leitor sobre a opinião do autor, expressa pela tese do texto, a 
qual será ratificada (confirmada) no parágrafo de conclusão. É como se ele dissesse informalmente ao leitor: 
“Está vendo, leitor, como foi importante o meu discurso inicial? Com isso, devemos realizar tais ações... ou 
prestar atenção em tais aspectos... ou nos mover a evitar tais problemas... e assim por diante”. 
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 Com base em nossa conversa sobre o texto lido, agora vamos às questões!!!! 
34. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
Segundo o texto, entre a refrigeração e os fruticultores há uma: 
A) Oposição ideológica. B) Semelhança espacial. 
C) Utilização benéfica e maléfica. D) Ausência de utilidade. 
E) Utilização desnecessária. 
Comentário: Esta questão aborda justamente a tese do texto: “A refrigeração é uma questão delicada para 
os fruticultores.” 
 Assim, entre a refrigeração e os fruticultores, há uma questão delicada, que será explicada em 
seguida: as baixas temperaturas são necessárias à conservação das frutas (utilização benéfica), mas também 
pode causar danos (utilização maléfica). Tudo vai depender do uso pelo fruticultor. 
 Assim, explicitamente sabemos que a alternativa correta é a (C). 
 Veja que a alternativa (A) está errada, porque não há oposição ideológica entre refrigeração e 
fruticultores. 
 A alternativa (B) está errada, porque não se pode dizer que os dois ocupam o mesmo espaço. 
 As alternativas (D) e (E) praticamente têm a mesma ideia: a pouca utilidade. Por isso, estão erradas. 
Gabarito: C 
35. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
O emprego das aspas no segundo parágrafo: 
A) Ressalta a importância da nova técnica. 
B) Serve para ressaltar a fala do autor da reportagem. 
C) Serve para ressaltar a fala do pesquisador. 
D) Serve para complementar a reportagem. 
E) Explica o que é o aquecimento intermitente. 
Comentário: A citação (trecho da afirmação de alguém) é uma forma de o autor confirmar o que está sendo 
argumentado no texto. Por isso, várias vezes no texto percebemos as falas de pesquisadores. Isso é feito 
para que o leitor tenha uma maior confiança nos argumentos elencados pelo autor. 
 Essa citação normalmente é limitada pelas aspas, para que o leitor não confunda o que é afirmado 
por ele ou pela citação da fala de alguém. 
 Assim, cabe apenas a alternativa (C) como correta. 
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Gabarito: C 
36. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
 “No começo é difícil, pois muitos apresentam resistências às novidades”. Pelo processo da intertextualidade 
a alternativa que contém uma citação com o mesmo valor semântico do período acima é: 
A) “À mente apavora o que ainda não é mesmo velho”. 
B) “...o horror de um progresso vazio” 
C) “Oh! Mundo tão desigual! De um lado esse carnaval, de outro a fome total”. 
D) “Foste um difícil começo”. 
E) “Como vai explicar vendo o céu clarear sem lhe pedir licença”. 
Comentário: Primeiro, vamos entender o que significa: 
Intertextualidade: É o cuidado que se tem num texto de absorver os conhecimentos, conceitos, observações 
elencados em outros textos renomados, conhecidos. Normalmente isso é feito para levantar mais crédito ao 
argumento defendido pelo autor. 
Citação: É o recorte da fala de alguém ou de algum trecho de texto. 
Valor semântico: É a conservação do sentido de uma expressão por outra. 
 A questão, então, quer saber se o candidato consegue verificar o sentido da expressão “No começo é 
difícil, pois muitos apresentam resistências às novidades”, contida no texto, com outras expressões retiradas 
de outros textos (citações). Isso é a intertextualidade: 
 Neste trecho, a ideia de muitos apresentarem resistências às novidades significa que é fácil lidar com 
aquilo que já conhecemos, pois nos acomodamos com o velho. Por isso, a novidade traz receio. 
 A alternativa (A) é a correta, pois o que ainda não é velho (conhecido plenamente por mim) apavora. 
Isso é o mesmo que muitos resistirem às novidades, concorda?!!!!! 
 A alternativa (B) apresenta a expressão “...o horror de um progresso vazio”, a qual significa uma 
desaprovação à ascensão sem base. Isso não diz respeito à frase do texto. 
 A alternativa (C) apresenta a expressão “Oh! Mundo tão desigual! De um lado esse carnaval, de outro 
a fome total”, que mostra os contrastes sociais, como uma crítica. Isso não tem relação com a frase do texto. 
 A alternativa (D) apresenta a expressão “Foste um difícil começo”, a qual indica simplesmente que o 
começo foi difícil, mas não necessariamente que alguém tem medo desse começo. Por isso, está diferente 
da argumentação da frase do texto. 
 A alternativa (E) apresenta a expressão “Como vai explicar vendo o céu clarear sem lhepedir licença”, 
a qual nos remete à indagação da explicação de algo que não conhecemos. 
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Gabarito: A 
37. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
Assinale a frase em que o vocábulo destacado tem seu antônimo corretamente indicado: 
A) “A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores”: difícil 
B) “ ... se a exposição ao frio for prolongada”: rápida 
C) “ O frio faz com que a fruta fique vulnerável à ação de substâncias...” : desamparados 
D) “Acho que facilitará bastante nossa vida.”: suficientemente 
E) “No começo é difícil, pois muitos apresentam resistência às novidades...”: empecilho. 
Comentário: Antônimo é o sentido contrário da palavra. 
 Na alternativa (A), o adjetivo “delicada” tem seu sentido preservado com o adjetivo “difícil”. 
 A alternativa (B) é a correta, pois o adjetivo “prolongada” é o oposto de “rápida”. 
 Na alternativa (C), o adjetivo “desamparados” não mantém o mesmo sentido, mas também não 
marca a oposição. Por isso, está errada. 
 Na alternativa (D), o advérbio “bastante” tem o seu sentido preservado no advérbio 
“suficientemente”. 
 Na alternativa (E), o substantivo “resistência” tem o seu sentido preservado no substantivo 
“empecilho”. 
Gabarito: B 
38. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
“Para o produtor de pêssegos Waldir Parise, isso será muito válido...” A palavra sublinhada nessa frase tem 
como referente: 
A) “... a temperatura da água e a duração do mergulho...” 
B) “A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores”. 
C) “ ... o produto crie resistência ao frio e não seja danificado”. 
D) “Essa contradição, entretanto, está com os dias contados”. 
E) “ ... aumenta a conservação em até 50% do tempo...” 
Comentário: Esta questão trabalha especificamente a coesão referencial, isto é, o pronome trabalha em 
recurso anafórico e devemos saber contextualmente a que termo ele se refere. Para tanto, veja que o 
primeiro pronome “isso” retoma todo o período anterior, o qual se encontra sublinhado: 
“Essa técnica consiste em pôr a fruta em ambiente refrigerado e, depois de dez dias, deixá-la em temperatura 
ambiente por 24 horas, para então devolvê-la à câmara fria¹. “Isso¹ faz com que o produto crie resistência 
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ao frio e não seja danificado²”, afirma Ricardo Kluge. Para o produtor de pêssegos Waldir Parise, isso² será 
muito válido, pois melhora a qualidade final do produto. Ele acredita que a nova técnica aumentará o valor 
da fruta no mercado. “Acho que facilitará bastante nossa vida.” 
 Agora, veja que o segundo pronome “isso” retoma a expressão “o produto crie resistência ao frio e 
não seja danificado” (em negrito). Assim, a alternativa correta é a (C). 
Gabarito: C 
(Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
A ENERGIA E OS CICLOS INDUSTRIAIS 
 No decorrer da história, a ampliação da capacidade produtiva das sociedades teve como 
contrapartida o aumento de consumo e a contínua incorporação de novas fontes de energia. Entretanto, até 
o século XVIII, a evolução do consumo e o aprimoramento de novas tecnologias de geração de energia foram 
lentos e descontínuos. 
 A Revolução Industrial alterou substancialmente esse panorama. Os ciclos iniciais de inovação 
tecnológica da economia industrial foram marcados pela incorporação de novas fontes de energia: assim, o 
pioneiro ciclo hidráulico foi sucedido pelo ciclo do carvão, que por sua vez cedeu lugar ao ciclo do petróleo. 
 Em meados do século XIX, as invenções do dínamo e do alternador abriram o caminho para a 
produção de eletricidade. A primeira usina de eletricidade do mundo surgiu em Londres, em 1881, e a 
segunda em Nova York, no mesmo ano. Ambas forneciam energia para a iluminação. Mais tarde, a 
eletricidade iria operar profundas transformações nos processos produtivos, com a introdução dos motores 
elétricos nas fábricas, e na vida cotidiana das sociedades industrializadas, na qual foram incorporados 
dezenas de eletrodomésticos. 
 Nas primeiras décadas do século XX, a difusão dos motores a combustão interna explica a importância 
crescente do petróleo na estrutura energética dos países industrializados. Além de servir de combustível 
para automóveis, aviões e tratores, ele também é utilizado como fonte de energia nas usinas termelétricas 
e ainda, é matéria-prima para muitas indústrias químicas. Desde a década de 1970, registrou-se também 
aumento significativo na produção e consumo de energia nuclear nos países desenvolvidos. 
 Nas sociedades pré-industriais, entretanto, os níveis de consumo energético se alteraram com menor 
intensidade, e as fontes energéticas tradicionais – em especial a lenha – ainda são predominantes. Estima-
se que o consumo de energia comercial per capita no mundo seja de aproximadamente 1,64 toneladas 
equivalentes de petróleo (TEP) por ano, mas esse número significa muito pouco: um norte-americano 
consome anualmente, em média, 8 TEPs contra apenas 0,15 consumidos por habitante em Bangladesh e 
0,36 no Nepal. 
 Os países da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que possuem cerca 
de um sexto da população mundial, são responsáveis por mais da metade do consumo energético global. Os 
Estados Unidos, com menos de 300 milhões de habitantes, consomem quatro vezes mais energia do que o 
continente africano inteiro, onde vivem cerca de 890 milhões de pessoas. 
(Magnoli, Demétrio, Regina Araújo, 2005. Geografia – A construção do mundo. Geografia Geral e do Brasil, Moderna 
– pg. 167) 
 
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39. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
Nos dois primeiros parágrafos do texto, o autor afirma que, EXCETO: 
A) O aumento de consumo foi uma contrapartida à ampliação da capacidade produtiva das sociedades. 
B) A eletricidade operou, nos processos produtivos, transformações profundas. 
C) As novas fontes de energia marcaram os ciclos iniciais de inovação tecnológica. 
D) Anteriormente ao século XVIII, o aprimoramento de novas fontes de energia e a evolução do consumo 
foram lentos e descontínuos. 
E) O panorama de evolução das novas fontes de energia foi alterado de forma fundamental pela Revolução 
Industrial. 
Comentário: A alternativa (A) está correta e expressa literalmente o que se diz no primeiro período do texto: 
“...a ampliação da capacidade produtiva das sociedades teve como contrapartida o aumento de consumo e 
a contínua incorporação de novas fontes de energia.” . 
 A alternativa (B) é a errada, pois esta informação faz parte do terceiro parágrafo, e a questão pediu 
apenas a interpretação dos dois primeiros parágrafos. 
 A alternativa (C) está correta, porque esta informação encontra-se no segundo período do segundo 
parágrafo: “Os ciclos iniciais de inovação tecnológica da economia industrial foram marcados pela 
incorporação de novas fontes de energia”. 
 A alternativa (D) está correta, pois relata o segundo período do primeiro parágrafo: “Entretanto, até 
o século XVIII, a evolução do consumo e o aprimoramento de novas tecnologias de geração de energia foram 
lentos e descontínuos.” 
 A alternativa (E) está correta, pois relata o primeiro período do segundo parágrafo: “A Revolução 
Industrial alterou substancialmente esse panorama.”. Note que “esse panorama” retoma a expressão “o 
aprimoramento de novas tecnologias de geração de energia” do período anterior. Além disso, perceba que 
“substancialmente”, de acordo com o contexto, é o mesmo que“de forma fundamental”. 
Gabarito: B 
40. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
Ao mencionar que as invenções do dínamo e do alternador abriram caminho para a produção de eletricidade, 
o autor do texto mostra que: 
A) O setor industrial impulsionou a economia dos países subdesenvolvidos. 
B) As usinas de eletricidade forneciam energia para a iluminação. 
C) A partir dessas invenções o uso de energia elétrica em Londres e Nova York colocou essas duas cidades 
no topo da economia mundial. 
D) A partir dessas invenções o uso de energia elétrica se expandiu e provocou substanciosas mudanças na 
vida cotidiana das sociedades industrializadas. 
E) A partir do dínamo e do alternador as indústrias tomaram um novo rumo no século XVIII. 
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Comentário: No terceiro parágrafo, note que a invenção do dínamo e do alternador abriram caminho para 
a eletricidade e esta “iria operar profundas transformações nos processos produtivos, com a introdução dos 
motores elétricos nas fábricas, e na vida cotidiana das sociedades industrializadas, na qual foram 
incorporados dezenas de eletrodomésticos”. 
 Veja que a interpretação é literal dos dados do 3° parágrafo do texto. Por isso, a alternativa correta é 
a (D). 
 Você poderia ter ficado na dúvida, porque esta alternativa não menciona as “transformações nos 
processos produtivos”, mas esta omissão não implica erro na informação de que a sociedade industrializada 
se beneficiou dessas transformações, ok! 
Gabarito: D 
41. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
A importância do petróleo se deve, EXCETO: 
A) Ao fato de servir de matéria-prima para indústrias químicas. 
B) Ao fato de servir de combustível para automóveis, aviões e tratores. 
C) Ao fato de ser fonte de energia eólica. 
D) Ao fato de ser fonte de energia nas usinas termelétricas. 
E) Ao fato de ser fonte de energia nas indústrias têxteis. 
Comentário: Questão simples com dados explícitos no 4° parágrafo. Você poderia ter ficado na dúvida entre 
as alternativas (C) e (E), pois não se encontra literalmente “energia eólica” e “indústrias têxteis”. 
 Assim, devemos observar que “indústria têxtil” se enquadra na expressão “importância crescente do 
petróleo na estrutura energética dos países industrializados”, aí se enquadrando as fábricas. 
 Por outro lado, veja que a energia eólica é a energia captada do vento, nada tendo a ver com o 
petróleo, por isso a alternativa (C) é a errada. 
 Assim, observe: tivemos um vestígio que nos permitiu subentender “indústrias têxteis”, mas não 
houve qualquer vestígio que nos fizesse subentender “energia eólica”. 
Gabarito: C 
42. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
Os dados estatísticos apresentados no texto: 
A) São utilizados como curiosidade. 
B) São utilizados para dar mais veracidade às informações contidas no texto. 
C) São sempre utilizados em reportagens. 
D) São utilizados como argumentos essenciais. 
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E) São utilizados como informações superficiais. 
Comentário: Os números presentes no 4° e 5° parágrafos do texto são dados estatísticos do texto, os quais 
servem para dar mais credibilidade aos argumentos do texto. 
 Assim, a alternativa correta é a (B). 
 A alternativa (A) está muito fora do contexto, pois não há simplesmente a satisfação de uma 
curiosidade. 
 A alternativa (C) está errada, pois a palavra “sempre” é categórica, isto é, palavra que não abre 
exceção à regra, e sabemos que nem todas as reportagens têm dados estatísticos. 
 A alternativa (D) está errada, pois os procedimentos argumentativos, como explicação, 
causa/consequência, contraste, dados estatísticos, estimativas, exemplificações, são elementos 
complementares que auxiliam na fundamentação da tese do texto; essa, sim, elemento essencial do texto. 
 A alternativa (E) está errada, pois esses dados não são superficiais, eles embasam os argumentos do 
texto. 
 Em suma: esses dados estatísticos não são nem essenciais, nem superficiais: são importantes. 
Gabarito: B 
(Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
SEGREDO 
 Há muitas coisas que a psicologia não nos explica. Suponhamos que você esteja em um 12º andar, 
em companhia de amigos, e, debruçando-se à janela, distinga lá embaixo, inesperada naquele momento, a 
figura de seu pai, procurando atravessar a rua ou descansando em um banco diante do mar. Só isso. Por que, 
então, todo esse alvoroço que visita a sua alma de repente, essa animação provocada pela presença distante 
de uma pessoa da sua intimidade? Você chamará os amigos para mostrar-lhes o vulto de traços fisionômicos 
invisíveis: “Aquele ali é papai”. E os amigos também hão de sorrir, quase enternecidos, participando um 
pouco de sua glória, pois é inexplicavelmente tocante ser amigo de alguém cujo pai se encontra longe, fora 
do alcance do seu chamado. 
 Outro exemplo: você ama e sofre por causa de uma pessoa e com ela se encontra todos os dias. Por 
que, então, quando essa pessoa aparece à distância, em hora desconhecida aos seus encontros, em uma 
praça, em uma praia, voando na janela de um carro, por que essa ternura dentro de você, e essa admirável 
compaixão? 
 Por que motivo reconhecer uma pessoa ao longe sempre nos induz a um movimento interior de 
doçura e piedade? 
 Às vezes, trata-se de um simples conhecido. Você o reconhece de longe em um circo, um teatro, um 
campo de futebol, e é impossível não infantilizar-se diante da visão. 
 Até para com os nossos inimigos, para com as pessoas que nos são antipáticas, a distância, em relação 
ao desafeto, atua sempre em sentido inverso. Ver um inimigo ao longe é perdoá-lo bastante. 
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 Mais um caso: dois amigos íntimos se vêem inesperadamente de duas janelas. Um deles está, 
digamos, no consultório do dentista, o outro visita o escritório de um advogado no centro da cidade. Cinco 
horas da tarde; lá embaixo, o tráfego estridula; ambos olham distraídos e cansados quando se descobrem 
mutuamente. Mesmo que ambos, uma hora antes, estivessem juntos, naquele encontro súbito e de longe é 
como se não se vissem há muito tempo; com todas as graças da alma despertas, eles começam a acenar-se, 
a dar gritos, a perguntar por gestos o que o outro faz do outro lado. Como se tudo isso fosse um mistério. 
 E é um mistério. 
(Paulo Mendes Campos) 
 Você notou a tese? Aquela frase que apresenta a situação, a opinião do autor e certamente motivará 
a argumentação nos parágrafos seguintes? Ela nos ajuda a entender o perfil do texto. Confirmando a tese, 
temos o título, que normalmente traz um resumo da tese e do tema (ideia central do texto). 
 Assim, o título “Segredo” é um resumo da tese “Há muitas coisas que a psicologia não nos explica.”. 
 Lembra-se do que falamos anteriormente sobre a conclusão? Ela confirma a tese, o tema, a 
introdução do texto. Justamente isso ocorreu na última frase do texto: “E é um mistério”. 
 Note a estrutura do texto: o parágrafo de introdução nos apresenta a tese. Em seguida, ambienta o 
leitor sobre uma situação para que este se identifique com ela e entenda os argumentos do texto. 
 Os parágrafos seguintes apresentam novas situações que ilustram o tema do texto, com novas 
explicações. 
 O terceiro parágrafo é uma pergunta. Essa pergunta consolida os dois exemplos dados anteriormente, 
e motiva o leitor a pensar, a aprofundar na questão. 
 Nos parágrafos seguintes, o texto continua commais exemplos para confirmar e nos familiarizar, para 
nos sentirmos parte desse tema. 
 Quanto aos conectivos do texto, podemos perceber que há expressões que retomam palavras, como 
“isso”, “essa”, “lhes, “cujo”, “seu” etc. São recursos chamados anafóricos, pois retomam palavra ou 
expressão anterior para evitar a repetição viciosa. 
 Há, também, os chamados operadores sequenciais, isto é, palavras ou expressões que dão 
andamento, continuidade ao texto, aos argumentos. Veja no primeiro parágrafo: o vocábulo “então” marca 
um desenvolvimento da ideia anterior: uma sequência. O vocábulo “E” (linha 8) faz o mesmo papel: dá 
prosseguimento à ideia explorada no enunciado anterior. Além desses, há exemplos clássicos, como o início 
do segundo parágrafo com “Outro exemplo”, ou no início do 6° parágrafo: “Mais um caso”. Dentro deste 
parágrafo, temos a combinação dos elementos sequenciais “Um deles” e “o outro”. 
 Agora, vamos a algumas questões: 
 
 
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43. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
Com relação ao significado das palavras empregadas no texto, todas as opções estão corretas, EXCETO: 
A) “... quase enternecidos” : amorosos 
B) “ ...essa ternura...” : meiguice 
C) “ ... inexplicavelmente tocante...” : comovente 
D) “ ... sempre nos induz...” : motiva 
E) “ ... o tráfego estridula...” : rompe 
Comentário: Questão simples, não é? “enternecidos” é gerado da palavra “ternura”, isto é, “amoroso”. Da 
mesma forma “ternura” tem o sentido contextual de “meiguice”, “tocante” é o mesmo que “comovente”, 
“induz” é o mesmo que “motiva”. Mas, mesmo que não soubéssemos o sentido de “estridula”, o contexto 
nos ajuda muito, concorda? Jogue essa palavra no texto, leia as frases em que ele se encontra: 
”Mais um caso: dois amigos íntimos se vêem inesperadamente de duas janelas. Um deles está, digamos, no 
consultório do dentista, o outro visita o escritório de um advogado no centro da cidade. Cinco horas da tarde; 
lá embaixo, o tráfego estridula; ambos olham distraídos e cansados quando se descobrem mutuamente.” 
 Mostra-se um ambiente urbano às cinco horas da tarde, isso só pode nos induzir a entender um 
tráfego agitado, intenso, barulhento. O radical do verbo “estridula” tem relação semântica com o do adjetivo 
“estridente”, isto é “barulhento”. 
Gabarito: E 
44. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
O tema central do texto é: 
A) Divagações sobre a amizade. 
B) Reflexões sobre encontros imprevistos. 
C) Indagações sobre momentos efêmeros. 
D) Mistérios do mundo moderno. 
E) Mistérios das atitudes incontidas. 
Comentário: Para entendermos o tema central, normalmente nos atemos à tese, ao título e à conclusão. 
Esses são elementos-chave que geralmente transmitem a ideia central do texto. 
 Mas nesta questão não precisaríamos aprofundar tanto: basta trabalharmos com as alternativas por 
eliminação. 
 Não há “divagações” no texto, por isso a alternativa (A) está errada. Note que divagar é o mesmo que 
andar sem rumo, sem direção. Figurativamente, significa fantasiar, devanear, argumentar sem nexo. 
 A alternativa (B) é a correta, pois vemos nos parágrafos a estrutura de perguntas e respostas, tudo 
para buscar uma reflexão sobre encontros a distância. 
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 A alternativa (C) está errada, pois até percebemos que o texto possui indagações e que também se 
mostram momentos efêmeros, isto é, passageiros. Porém, não é essa a ideia central: o que se quer neste 
texto é mostrar a força, a beleza, a situação intrigante de avistar alguém conhecido ao longe e se sentir bem. 
 A alternativa (D) está errada, porque não se quer mostrar mistérios do mundo moderno. 
 A alternativa (E) está errada, porque não é foco no texto mostrar os mistérios das atitudes incontidas. 
Gabarito: B 
45. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
“Há muitas coisas que a psicologia não nos explica”. 
O período acima: 
A) Serve como reflexão. B) Exprime uma idéia secundária. 
C) É uma citação popular. D) Justifica o título do texto. 
E) Evidencia o valor da ciência. 
Comentário: Veja que a questão nos aponta a tese, para que nós possamos refletir sobre o seu papel na 
estrutura do texto. 
 A alternativa (A) está errada, porque não corresponde à funcionalidade da tese deste texto. Esta tese 
serve para chamar-nos a atenção quanto ao que vai ser dito posteriormente. Normalmente, as frases que 
servem de reflexão são as perguntas retóricas, isto é, aquelas perguntas deixadas no final do texto, como 
que pedindo ao leitor para continuar pensando sobre o tema. Não foi o caso de frases deste texto, muito 
menos da tese. 
 A alternativa (B) está errada, pois a tese é a ideia central, e não secundária. 
 A alternativa (C) está errada, pois não há vestígios de que essa frase seja de um dito popular. 
 A alternativa (D) é a correta, pois normalmente o título se baseia na tese, na ideia central, como um 
resumo, para chamar a atenção do leitor quanto à ideia central. Isso foi realmente trabalhado neste texto. 
O título “Segredo” resume a estrutura “a psicologia não nos explica”. 
 A alternativa (E) está errada, pois, se a psicologia não nos explica, não há evidências de valorização 
da ciência. 
Gabarito: D 
46. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
“Você o reconhece de longe em um circo...”( 4º§). Por um processo anafórico, a palavra sublinhada na frase 
acima tem como referente no texto: 
A) amigo B) pai C) conhecido D) inimigo E) dentista 
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Comentário: Esta questão trabalha a coesão referencial. Temos, então, que voltar ao trecho do texto e 
observar a que palavra se refere o pronome “o”: 
“Às vezes, trata-se de um simples conhecido. Você o reconhece de longe em um circo, um teatro, um campo 
de futebol, e é impossível não infantilizar-se diante da visão.” 
 Assim, o pronome “o” é um recurso anafórico, pois retoma uma palavra anteriormente expressa: 
“conhecido”. 
Gabarito: C 
47. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
“Até para com os nossos inimigos, para com as pessoas que nos são antipáticas, a distância, em relação ao 
desafeto, atua sempre em sentido inverso.” 
Do excerto acima, depreende-se que, EXCETO: 
A) A distância aproxima as pessoas. 
B) O ser humano reage de forma programada. 
C) O ser humano é imprevisível. 
D) A distância modifica o comportamento das pessoas. 
E) Em terra estranha, conhecidos tornam-se amigos ainda mais íntimos. 
Comentário: Note que o texto todo nos mostra uma reflexão sobre os encontros imprevistos, vendo ao 
longe, o que nos leva a um momento de doçura e piedade. O trecho transcrito nesta questão reforça ainda 
mais esta ideia, pois até com os inimigos a visão a distância atua em sentido inverso: ver um inimigo ao longe 
é perdoá-lo bastante. 
 Assim, sabemos que a visão ao longe é algo imprevisto, justamente isso motivou o texto e este trecho. 
Portanto, podemos notar que o ser humano não reage de forma programada, pois ele é imprevisível. 
 Concluindo, a alternativa errada é a (B). 
Gabarito: B 
48. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
Assinale a alternativa que mantém uma intertextualidade com o texto “Segredo”: 
A) “Sei lá, sei não, a vida é uma grande ilusão”. (Vinícius de Moraes) 
B) “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. (Ditado popular) 
C) “Existem dois lados em todas as questões: o meu e o errado”. (Oscar Levant) 
D) “Cínicoé quem vê as coisas como são em vez de vê-las como deveriam ser”. (Oscar Wilde) 
E) “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que pensa nossa vã filosofia”. (Shakespeare) 
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Comentário: Intertextualidade é o texto que explora os conhecimentos, conceitos, observações elencados 
em outros textos renomados, conhecidos. Normalmente isso é feito para levantar mais crédito ao argumento 
defendido pelo autor. 
 Como o texto reflete sobre o segredo, isto é, algo que a ciência ainda não nos explica, podemos 
entender que a única alternativa que transmite esse tema é a frase da alternativa (E). 
Gabarito: E 
49. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
Assinale a alternativa que contém uma frase em sentido conotativo: 
A) “E é um mistério”. 
B) “Cinco horas da tarde; lá embaixo...” 
C) “... em uma praia, voando na janela de um carro...” 
D) “Aquele ali é papai”. 
E) “Por que, então, todo esse alvoroço...” 
Comentário: Semanticamente, podemos dividir as palavras em sentido denotativo (sentido real) e 
conotativo (sentido figurado). O sentido figurado é gerado a partir do sentido real, é sua ampliação. Por 
exemplo: O tigre é uma fera. 
 A palavra “fera” tem o sentido denotativo, real, de animal feroz, ágil, bravio. Por extensão, podemos 
notar que este adjetivo pode ter, em outro contexto, um sentido figurativo. Veja: 
Ele é fera no computador. 
 Agora, “fera” tem outro sentido, tem um valor ampliado do anterior. Como “fera” dá noção de 
esperteza, agilidade no animal, podemos ver esse sentido neste outro contexto, em que alguém, como o 
Tigre, também é ágil e esperto, porém esta agilidade ocorre no computador. 
 Agora, vamos à questão! Devemos achar a frase com sentido figurativo, conotativo: 
 As frases “E é um mistério”, “Cinco horas da tarde; lá embaixo...”, “Aquele ali é papai” e “Por que, 
então, todo esse alvoroço...” transmitem sentido denotativo, real. 
 Porém, na alternativa (C), sabemos que não se quis dizer que alguém estaria voando na janela de um 
carro. O verbo “voando” está sendo usado em sentido figurativo, que mostra que o carro está se movendo 
rapidamente: 
“... em uma praia, voando na janela de um carro...” 
Gabarito: C 
 
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50. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
O tom final do texto é, EXCETO: 
A) fúnebre B) inexplicável C) enigmático D) obscuro E) oculto 
Comentário: Note que a questão pediu a exceção!!! Notadamente não há um tom fúnebre no texto. 
 Assim, só cabe a alternativa (A). 
Gabarito: A 
 
(Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
 Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos 
costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – 
locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. 
Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na 
Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “Não”. 
 O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de 
estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-
se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates 
chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio 
da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova 
sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, 
percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse 
homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não 
sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele 
exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra 
a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em 
suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência 
iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”. 
 Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas 
havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, 
Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos 
até políticos poderosos, sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para 
defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele 
geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o Amor?” “O 
que é a Virtude?” “O que é a Mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, 
questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar 
os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom 
perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na 
maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) 
não sabe do que está falando. 
(José Francisco Botelho. Revista Vida Simples, edição 91, abril de 2010 / com adaptações) 
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 Primeiramente, note como esse texto é recheado de exemplos de “operadores sequenciais". 
 No segundo parágrafo, temos expressões como “Afinal de contas”, “Pelo contrário”, “Após”, “A partir 
daí”. No terceiro parágrafo, temos “Em primeiro lugar”, “Além disso”, “Em seguida”, “E”, “Assim”. 
 Note que todas essas expressões cuidam da evolução do texto, ligam o trecho anterior ao posterior, 
realizando um encadeamento, uma sequência. Por isso esse recurso é chamado de “operadores sequenciais”. 
 Agora, vamos às questões! 
51. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Analise as afirmativas a seguir: 
I. As conclusões que impulsionaram a cruzada pessoal de Sócrates contra a falsa sabedoria humana foram 
motivadas por um elogio divino. 
II. Ao saber que o conceituado oráculo de Delfos o havia considerado o maior sábio da Grécia, Sócrates 
prontamente chegou à conclusão de que transformaria sua vida. 
III. Os antigos mestres de Sócrates cobravam por suas “lições”. 
IV. Sócrates concluiu que era mais sábio do que um dos figurões intelectuais da época, pois, após conversar 
com ele, percebeu que este era incapaz de reconhecer a própria ignorância. 
Explícita ou implicitamente estão presentes no texto somente as ideias registradas nas afirmativas: 
A) I, II, IV B) I, III, IV C) II, III, IV D) II, IV E) I, II, III, IV 
Comentário: A afirmativa I está correta, pois o elogio divino está expresso na última frase do primeiro 
parágrafo “Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se 
haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: ‘Não’.”. Além disso, 
perceba que o segundo parágrafo nos mostra que “Sócrates começou umacruzada pessoal contra a falsa 
sabedoria humana”. 
 A afirmativa II está errada, pois o advérbio “prontamente” dá uma noção de que Sócrates, assim que 
ficou sabendo do elogio, passou à cruzada pessoal. Mas, no segundo parágrafo, foi informado que o elogio 
foi inesperado para ele. Assim, “Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à 
conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento).”. Por isso, não houve uma reação imediata, 
isso ocorreu após muito meditar. 
 A afirmativa III está correta, pois no terceiro parágrafo é informado que “... havia grandes diferenças 
entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro 
por suas ‘lições’”. 
 Se há diferença e ele não cobrava por suas lições, subentende-se que seus amigos cobravam. 
 A afirmativa IV está correta e podemos exemplificar com a seguinte citação de Sócrates, expressa no 
segundo parágrafo: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, 
mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que 
sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. 
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 Assim, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
52. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Em “Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência” (1º§), “percebeu que 
a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia” (2º§) e “Em seguida, destrinchava as respostas 
que lhe eram dadas” (3º§), as expressões destacadas são, respectivamente, exemplos de: 
A) Denotação, conotação, conotação. B) Denotação, denotação, conotação. 
C) Denotação, denotação, denotação. D) Conotação, conotação, conotação. 
E) Conotação, denotação, denotação. 
Comentário: Vimos em questões anteriores a diferença entre “denotação” (sentido real) e “conotação” 
(sentido figurado). Assim, sabemos que, literalmente, “aspectos” não tem espinhos. Então “espinhosos” está 
sendo usado em sentido figurativo, simbolizando dificuldades, obstruções. 
 A palavra “sabedoria” é também algo abstrato, portanto não possui “casca” literalmente. Assim, 
casca é entendida figurativamente como uma aparência, rótulo. 
 O verbo “destrinchar” significa literalmente dividir, cortar em pedaços menores, separar. Por 
extensão temos o sentido figurativo da análise, isto é, esmiuçar os argumentos, separar as explicações, 
aprofundar no conhecimento metodicamente. 
 Assim, todas as palavras possuem sentido conotativo, figurativo. 
Gabarito: D 
53. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
NÃO haverá alteração do sentido do texto caso se substitua: 
A) “A resposta foi sumária” (1º§) por A resposta foi breve, rápida. 
B) “vagabundo loquaz” (2º§) por vagabundo incansável. 
C) “a autoproclamada sabedoria do sujeito” (2º§) por a sabedoria anunciada pelo próprio sujeito. 
D) “bordão” (2º§) por frase que se repete muito. 
E) “Para sua tarefa audaz” (3º§) por Para sua tarefa audaciosa. 
Comentário: Bom, cuidado com o pedido da questão. Muitas vezes a palavra “não” nos confunde. A questão 
pediu a alternativa que não altera o sentido. Assim, ela quer aquela que mantém o mesmo sentido. Eles não 
poderiam ser mais claros????? Pois é, fazem isso para nos confundir na hora da prova. Então cuidado! 
Realizando as questões em casa, na tranquilidade, naturalmente a gente percebe essa pegadinha, mas na 
hora da prova muita gente erra de bobeira!!!!! A questão é perdida à toa. Então, cuidado, ok! 
 A alternativa (A) está errada, porque “sumária” significa “resumido, breve, conciso, sintético”. Assim, 
o erro foi o vocábulo “rápida”. 
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 A alternativa (B) é a correta, porque “loquaz” tem o sentido contextual de falar muito, por isso, 
contextualmente, podemos subentender aquele que não se cansa de falar (“incansável”). 
 A alternativa (C) está errada, porque “autoproclamada” significa proclamar ou atribuir características 
a si mesmo. Note que “a sabedoria anunciada pelo próprio sujeito” não tem o mesmo sentido, concorda? 
 A alternativa (D) está errada. Observe que um dos sentidos da palavra “bordão” é realmente uma 
palavra ou frase que se repete muito. Esse recurso muitas vezes é utilizado por humoristas, pois a repetição 
daquela expressão é o mote, é o fechamento da piada ou da situação cômica. 
 Mas neste texto, não! Sócrates não repetia a sua célebre frase exaustivamente. Na realidade, neste 
contexto, “bordão” é a frase de apoio, é uma verdade, uma máxima, como a proferida por Sócrates no texto: 
“Só sei que nada sei”. 
 A alternativa (E) está errada, pois “audaz” tem relação com ousadia, coragem, aquele que tem 
audácia. Já em “audacioso” o sufixo “-oso” dá uma noção de excesso, por isso cabe o entendimento de 
atitude além da necessária. Assim, entendemos que a tarefa de Sócrates não era audaciosa, mas “audaz”: 
corajosa. 
Gabarito: B 
54. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Os termos destacados constituem elementos coesivos por retomarem termos ou ideias anteriormente 
registrados, EXCETO: 
A) “Para isso, existiam os oráculos” (1º§) 
B) “Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio.” (2º§) 
C) “Só sei que nada sei” (2º§) 
D) “Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica” (3º§) 
E) “Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas” (3º§) 
Comentário: Questão simples e rápida, pois não se pede o termo retomado, mas simplesmente se o termo 
retoma palavra ou expressão anterior. Vimos na aula de sintaxe o valor da palavra “que”. Na alternativa (C), 
há uma conjunção integrante, isto é, ela serve apenas como ligação de uma oração a outra, não tem a 
intenção de retomar qualquer palavra anteriormente expressa. 
Gabarito: C 
55. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Em “Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência” (1º§), “Após muito 
meditar sobre as palavras do oráculo” (2º§), “então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da 
própria ignorância” (2º§), “A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria” 
(2º§), e “Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres” (3º§), as 
expressões destacadas indicam, respectivamente, ideia de: 
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A) Tempo, tempo, conclusão, conclusão, adversidade. 
B) Tempo, tempo, tempo, conclusão, adversidade. 
C) Tempo, tempo, conclusão, tempo, adversidade. 
D) Consequência, tempo, tempo, conclusão, adversidade. 
E) Tempo, tempo, tempo, conclusão, adição. 
Comentário: Note que os operadores sequenciais “Após” e “A partir daí”, marcam uma evolução temporal. 
O tempo também é marcado pela conjunção “Quando”. 
 Assim, já sabemos que a alternativa correta é a (C). 
 Note que o operador sequencial “então” transmite um valor de conclusão, resultado do que vinha 
ocorrendo antes, e o conectivo “Mas” é um operador argumentativo que transmite valor de oposição, 
contraste, adversidade. 
Gabarito: C 
 
Brasil tem mistura de tradições e culturas em sua culinária 
O Brasil tem uma grande mistura de tradições e culturas em suas diferentes regiões e isso se reflete 
na culinária de cada região. Cada região tem seus sabores típicos e os pratos são preparados a partir de 
ingredientes regionais. Os sabores do Brasilforam desenvolvidos a partir de nossa tradição indígena e por 
todas as correntes de imigração que influenciaram nossa cultura. Veja abaixo: 
Região Norte: forte presença indígena mesclada com a imigração europeia. Com o ciclo da borracha, 
libaneses, japoneses, italianos e até nordestinos migraram para a região. Todos deixaram seus traços. 
Ingredientes: mandioca, cupuaçu, açaí, pirarucu, urucum, jambu, tucunaré, guaraná, castanha-dopará. 
Pratos típicos: pato no Tucupi, caruru, tacacá, maniçoba. 
Região Nordeste: A presença africana é forte devido à escravidão no ciclo da cana. Ingredientes: dendê, 
mandioca, leite de coco, gengibre, milho, graviola, camarão, caranguejo, temperos picantes, carne de sol e 
pratos feitos com raízes. Pratos típicos: acarajé, vatapá, caranguejada, buchada, paçoca, tapioca, sarapatel, 
cuscuz, cocada. 
Região Centro-Oeste: influenciada pela pecuária. A população prefere carnes bovina, caprina e suína. Os 
ciclos de imigração trouxeram culinária africana, portuguesa, italiana e síria. E a forte presença indígena 
liderou a preferência regional por raízes. Ingredientes: pequi, mandioca, carne-seca, ervamate, milho. Pratos 
típicos: arroz com pequi, picadinho com quiabo, sopa paraguaia, empadão goiano, caldo de piranha, vaca 
atolada. 
Região Sudeste: influenciada pelas origens portuguesas, indígenas e africanas. Após a chegada de imigrantes 
japoneses, libaneses, sírios, italianos e espanhóis, a diversidade gastronômica, sobretudo em São Paulo, 
aumentou. No estado, a culinária internacional mais integrada com a culinária típica paulista é a italiana. 
Ingredientes: arroz, feijão, ovo, carnes, massas, palmito, mandioca, banana, batatas, polvilho. Pratos típicos: 
tutu de feijão, virado à paulista, moqueca capixaba, feijoada, picadinho paulista, pão de queijo. E toda a 
culinária italiana. 
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Região Sul: A mistura étnica ocorrida resultou em uma culinária com a presença da cozinha italiana, alemã, 
portuguesa e espanhola. O churrasco, principal prato do Rio Grande do Sul, resultou de um fato histórico. 
Ingredientes: carne bovina e ovina, farinha de milho, erva-mate. Pratos típicos: barreado, churrasco, galeto, 
sopa de capeletti, arroz de carreteiro, sopa catarinense. 
Disponível em: https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/descubra-o-brasil/noticia/bra-sil-tem-mistura-de-tradicoes-e-culturas-
em-sua-culinaria.ghtml. Acesso em: 10 nov. 2018. (Adaptado). 
56. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
Ao tratar da tradição culinária brasileira por regiões, o texto utiliza-se predominantemente de estruturas 
(A) narrativa e enumerativa. 
(B) dissertativa e vocativa. 
(C) enumerativa e dissertativa. 
(D) vocativa e narrativa. 
Comentário: O texto possui uma estrutura narrativa quando menciona a origem da culinária em cada estado. 
Note que há uma evolução temporal, com registro em tempo pretérito: 
A mistura étnica ocorrida resultou em uma culinária com a presença da cozinha italiana, alemã, portuguesa 
e espanhola. O churrasco, principal prato do Rio Grande do Sul, resultou de um fato histórico. 
 Além disso, a estrutura enumerativa é utilizada para enumerar, citar os ingredientes e os pratos 
típicos. Veja: 
O churrasco, principal prato do Rio Grande do Sul, resultou de um fato histórico. Ingredientes: carne bovina 
e ovina, farinha de milho, erva-mate. Pratos típicos: barreado, churrasco, galeto, sopa de capeletti, arroz de 
carreteiro, sopa catarinense. 
 Portanto, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
57. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
O grupo de palavras que caracteriza a tese defendida pelo texto é: 
(A) sabores, correntes, traços. 
(B) mistura, influência, diversidade. 
(C) ciclo, presença, culinária. 
(D) preferência, histórico, típico. 
Comentário: No primeiro parágrafo do texto, o autor deixa claro que vai comentar sobre a culinária 
brasileira, influenciada pela mistura de tradições e culturas de diferentes povos e regiões. 
 Observe o parágrafo transcrito e as palavras que caracterizam o texto em destaque. 
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O Brasil tem uma grande mistura de tradições e culturas em suas diferentes regiões e isso se reflete na 
culinária de cada região. Cada região tem seus sabores típicos e os pratos são preparados a partir de 
ingredientes regionais. Os sabores do Brasil foram desenvolvidos a partir de nossa tradição indígena e por 
todas as correntes de imigração que influenciaram nossa cultura. 
 Portanto, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
Cuitelinho 
(canção popular divulgada por Paulo Vanzolini, Pena Branca e Xavantinho e Almir Sater) 
Cheguei na beira do porto 
Onde as onda se espaia 
As garça dá meia volta 
E senta na beira da praia 
E o cuitelinho não gosta 
Que o botão de rosa caia, ai, ai 
 
Quando eu vim da minha terra 
Despedi da parentália 
Eu entrei no Mato Grosso 
Dei em terras paraguaia 
Lá tinha revolução 
Enfrentei fortes batáia, ai, ai 
 
A tua saudade corta 
Como aço de naváia 
O coração fica aflito 
Bate uma, a outra faia 
E os óio se enche d´água 
Que até a vista se atrapáia, ai... 
Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/pena-branca/cuitelinho.html>. Acesso em: 15 dez. 2018. 
58. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
As observações feitas pelo sujeito lírico nessa canção de autoria anônima permitem levantar a hipótese de 
que ele tenha sido 
(A) poeta e soldado. 
(B) poeta e motorista. 
(C) soldado e professor. 
(D) pintor e professor. 
Comentário: Nos versos a seguir, o eu-lírico refere-se à Guerra do Paraguai, em que enfrentou várias 
batalhas. Assim, comprovamos que ele foi poeta e soldado. 
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Eu entrei no Mato Grosso 
Dei em terras paraguaia 
Lá tinha revolução 
Enfrentei fortes batáia, ai, ai 
 Portanto, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
Os Três Porquinhos e o Lobo, “Nossos Velhos Conhecidos” 
Era uma vez Três Porquinhos e um Lobo Bruto. Os Três Porquinhos eram pessoas de muito boa família, e 
ambos tinham herdado dos pais, donos de uma churrascaria, um talento deste tamanho. Pedro, o mais velho, 
pintava que era uma maravilha – um verdadeiro Beethoven. Joaquim, o do meio, era um espanto das contas 
de somar e multiplicar, até indo à feira fazer compras sozinho. E Ananás, o menor, esse botava os outros dois 
no bolso – e isso não é maneira de dizer. Ananás era um mágico admirável. Mas o negócio é que – não é 
assim mesmo, sempre? – Pedro não queria pintar, gostava era de cozinhar, e todo dia estragava pelo menos 
um quilo de macarrão e duas dúzias de ovos tentando fazer uma bacalhoada. Joaquim vivia perseguindo 
meretrizes e travestis, porque achava matemática chato, era doido por imoralidade aplicada. E Ananás 
detestava as mágicas que fazia tão bem – queria era descobrir a epistemologia da realidade cotidiana. Daí 
que um Lobo Bruto, que ia passando um dia, comeu os três e nem percebeu o talento que degustava, nem 
as incoerências que transitam pela alma cultivada. MORAL: É INÚTIL ATIRAR PÉROLAS AOS LOBOS. 
Fernandes, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 
2003. 
59. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
Ao anunciar Os Três Porquinhos e o Lobo como “Velhos Conhecidos”, a fábula produz ironia porque 
(A) a história narrada sofre alterações, mas a moral da história explicitada ao final do texto mantém-se a 
mesma da forma original. 
(B) as descriçõesdas personagens trazem características que subvertem a moral da história transmitida pela 
forma original. 
(C) a atualização das características das personagens resulta em uma idealização compatível com os valores 
da vida contemporânea. 
(D) o desfecho da narrativa ocorre de maneira abrupta, explicitando a possibilidade de um final feliz no 
mundo atual. 
Comentário: O texto começa descrevendo os irmãos com características primorosas. Releia: 
Pedro, o mais velho, pintava que era uma maravilha – um verdadeiro Beethoven. Joaquim, o do meio, era um 
espanto das contas de somar e multiplicar, até indo à feira fazer compras sozinho. [...] Ananás era um mágico 
admirável. 
 Entretanto, no meio da história fica claro que nenhum deles utilizava suas habilidades: 
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Pedro não queria pintar, gostava era de cozinhar, [...]. Joaquim vivia perseguindo meretrizes e travestis, 
porque achava matemática chato, era doido por imoralidade aplicada. E Ananás detestava as mágicas que 
fazia tão bem – queria era descobrir a epistemologia da realidade cotidiana. 
 Portanto, a moral da história “é inútil atirar pérolas aos lobos” é deturpada, tendo em vista que os 
irmãos não eram pérolas, uma vez que nenhum deles utilizava seus talentos. 
 Assim, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
60. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
Qual das alternativas abaixo apresenta uma construção semântica imprevisível? 
(A) “Os Três porquinhos eram pessoas de muito boa família”. 
(B) “pintava que era uma maravilha – um verdadeiro Beethoven”. 
(C) “queria era descobrir a epistemologia da realidade cotidiana”. 
(D) “nem percebeu o talento que degustava, nem as incoerências que transitam pela alma cultivada.” 
Comentário: A alternativa (B) é a correta, pois Beethoven não era pintor, mas músico. 
Gabarito: B 
61. (IADES / CRN 3ª Região 2019) 
 
O texto, que pertence ao gênero campanha, tem como finalidade principal 
(A) apresentar os benefícios da casca das frutas à saúde. 
(B) persuadir o destinatário a incentivar o consumo integral dos alimentos. 
(C) sugerir que a casca é mais nutritiva do que a própria fruta. 
(D) combater o desperdício de alimentos oferecendo receitas de pratos feitos apenas com a casca das frutas. 
(E) alertar a população acerca da importância das frutas para a saúde. 
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Comentário: A finalidade do texto é alertar a população para o desperdício de alimentos, de modo que ela 
incentive o consumo integral destes. Comprove relendo o seguinte trecho do anúncio: 
Incentive receitas que aproveitem os alimentos integralmente. 
 Note que o verbo “incentive” está flexionado no imperativo afirmativo de modo a persuadir o leitor. 
 Assim, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
62. (IADES / CRN 3ª Região 2019) 
Quem vê cara não vê nutriente “Me vê uma manga bonita, por favor?”, pede um rapaz ao feirante Luiz 
Souza Silva, de 47 anos. Ao receber o produto já dentro da sacola, o moço paga e vai embora. E Silva se 
apressa para explicar: “Fruta bonita precisa ser lustrosa por fora, ter brilho e sabor por dentro. As nossas são 
todas assim. O cliente nem precisa escolher muito”. 
Mais que papo de vendedor, ele sabe bem que uma das poucas coisas que não mudaram nos 25 anos em 
que mantém sua barraca na feira livre do Pacaembu, em São Paulo, é a preferência por alimentos de encher 
os olhos. O que pouca gente imagina é que, nesse campo, as aparências podem, sim, enganar. Nem sempre 
o vegetal mais bonito é o de melhor qualidade. “Basta ver os orgânicos, que costumam ser menores e mais 
feios, mas ao mesmo tempo são mais saudáveis porque não levam agrotóxicos”, nota a nutricionista Elke 
Stedefeldt, da Universidade Federal de São Paulo. 
BASÍLIO, Andressa (colaboradora). Disponível em: https://saude.abril.com.br/. Acesso em: 6 abr. 2019, com adaptações. 
O primeiro parágrafo é constituído por uma estrutura predominantemente 
A) descritiva, pois enumera as características de um vegetal de boa qualidade. 
B) dissertativa, pois expressa uma opinião contrária ao ato praticado por um feirante ao tentar enganar um 
cliente. 
C) narrativa, pois relata um acontecimento que serve como exemplo para uma informação declarada no 
início do segundo parágrafo. 
D) descritiva, pois registra uma série de características dos tipos humanos que frequentam as feiras 
populares e dos que trabalham nesse ramo. 
E) dissertativa, pois explica as principais diferenças entre os alimentos bons e os ruins. 
Comentário: O texto é predominantemente narrativo, pois o assunto principal, a qualidade das frutas 
relacionada à aparência, foi exemplificado pela narrativa do comprador que escolheu uma fruta bonita para 
levar. Releia: 
Quem vê cara não vê nutriente “Me vê uma manga bonita, por favor?”, pede um rapaz ao feirante 
Luiz Souza Silva, de 47 anos. Ao receber o produto já dentro da sacola, o moço paga e vai embora. E Silva se 
apressa para explicar: “Fruta bonita precisa ser lustrosa por fora, ter brilho e sabor por dentro. As nossas são 
todas assim. O cliente nem precisa escolher muito”. 
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Mais que papo de vendedor, ele sabe bem que uma das poucas coisas que não mudaram nos 25 anos 
em que mantém sua barraca na feira livre do Pacaembu, em São Paulo, é a preferência por alimentos de 
encher os olhos. 
Portanto, a alternativa (C) é a correta. 
Gabarito: C 
63. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
 
(Charles M. Schulz. Minduim. O Estado de S. Paulo, 29.03.2018. http://cultura.estadao.com.br) 
Considerando a organização do conteúdo nos balões de cada quadrinho, pode-se afirmar que no segundo, 
no terceiro e no quarto quadrinhos são expressos, respectivamente, 
(A) um projeto, uma reprovação e uma reclamação. 
(B) uma indagação, uma recordação e um gracejo. 
(C) um ideal, um alerta e um lamento. 
(D) um desejo, uma retificação e uma crítica. 
(E) uma constatação, uma recomendação e um deboche.. 
Comentário: Na fala do segundo quadrinho "Quando eu tiver vinte e um anos, a vida vai se abrir pra mim! 
Eu vou ser um homem! Uma pessoa real! Eu vou ser um indivíduo!”, notamos uma projeção futura, uma 
expectativa, um desejo, uma idealização. 
 Assim, podemos eliminar as alternativas (B) e (E). 
 O que fora falado no segundo quadrinho transmite uma boa expectativa, de algo positivo. Porém, na 
expressão "E também vai ter que pagar imposto de renda", naturalmente notamos um contraste, uma 
decepção, pois as obrigações também vêm junto com a maioridade. 
 Essa fala do terceiro quadrinho não transmite reprovação. Note que há apenas um contraste, mas 
não uma contestação do que fora falado anteriormente, sinalizando uma suposta reprovação. Assim, 
eliminamos também a alternativa (A). 
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 Essa fala pode, sim, ser entendida como um alerta, de que nem tudo são flores. Assim, a alternativa 
(C) ainda se mantém como possível resposta. 
 Essa fala do terceiro quadrinho não transmite retificação. Note que há apenas um contraste, mas 
não uma correção do que fora falado anteriormente. Assim, eliminamos também a alternativa (D), restando 
a (C) como a correta. 
 Note que a fala do último quadrinho “Droga!”revela uma lamentação. Assim, a alternativa (C) 
realmente é a correta. 
Gabarito: C 
64. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
A arte mostra-se presente na história da humanidade desde os tempos mais remotos. Sem dúvida, ela 
pode ser considerada como sendo uma necessidade de expressão do ser humano, surgindo como fruto da 
relação homem/mundo. 
Por meio da arte a humanidade expressa suas necessidades, crenças, desejos, sonhos. Todos têm uma 
história, que pode ser individual ou coletiva. As representações artísticas nos oferecem elementos que 
facilitam a compreensão da história dos povos em cada período. 
(Rosane K. Biesdorf e Marli F. Wandscheer. Arte, uma necessidade humana: função social e educativa. Itinerarius reflectionis.) 
De acordo com o texto, a arte caracteriza-se como 
(A) a maneira de o homem fugir à realidade refugiando-se em um passado glorioso. 
(B) um documento de produção coletiva com o fim de registrar objetivamente a história. 
(C) um meio de expressão que revela como o homem vive ao longo da história. 
(D) uma linguagem universal, que anula as diferenças entre os povos de cada período. 
(E) o principal modo de uma geração acessar registros históricos da geração que a antecede. 
Comentário: Note que o autor afirma que a arte mostra-se presente na história da humanidade desde os 
tempos mais remotos e que ela pode ser considerada como sendo uma necessidade de expressão do ser 
humano, surgindo como fruto da relação homem/mundo. 
 Além disso, afirma-se que é por meio da arte que a humanidade expressa suas necessidades, crenças, 
desejos, sonhos, e que as representações artísticas nos oferecem elementos que facilitam a compreensão 
da história dos povos em cada período. 
 Com base nisso, notamos que a alternativa que se aproxima mais das afirmações do texto é a (D), 
tendo em vista que podemos inferir do segundo parágrafo que realmente a arte é uma linguagem universal, 
que anula as diferenças entre os povos de cada período. Veja: 
Por meio da arte a humanidade expressa suas necessidades, crenças, desejos, sonhos. Todos têm uma 
história, que pode ser individual ou coletiva. As representações artísticas nos oferecem elementos que 
facilitam a compreensão da história dos povos em cada período. 
 A alternativa (A) está errada, pois o texto não afirma que a arte seja uma forma de fuga da realidade. 
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 A alternativa (B) está errada, pois o texto não afirma que a arte seja um documento que registra 
objetivamente a história. É bem o contrário. A arte se baseia no subjetivismo, na impressão do artista sobre 
o mundo. 
 A alternativa (C) está errada, pois o texto nada afirma sobre uma suposta revelação de como o 
homem vive ao longo da história, tendo em vista que a arte não tem como intenção primária o registro 
histórico objetivo. 
 A alternativa (E) está errada, pois o texto nada afirma sobre um suposto registro histórico de geração 
que a antecede, tendo em vista que a arte não tem como intenção primária o registro histórico objetivo. 
Gabarito: D 
 
Roma 
O filme Roma está constantemente entre dois caminhos. É pessoal e grandioso, popular e intelectual, 
tecnológico – rodado em 65 mm digital – e clássico – feito em preto e branco com a mesma ousadia dos 
movimentos cinematográficos das décadas de 1950 e 1960. O título, uma referência a Colonia Roma, bairro 
da Cidade do México, também remete a Roma, Cidade Aberta, filme-símbolo do neorrealismo italiano 
assinado por Roberto Rossellini. 
Ao revisitar a própria memória, o cineasta Alfonso Cuarón escolhe olhar para Cleo, a empregada, de 
origem indígena, de uma família branca de classe média. Resgata, assim, não apenas os seus anos de 
formação, mas todas as particularidades do passado do país. O México no início dos anos 1970 fervilhava 
entre revoluções sociais e a influência da cultura estrangeira. Cleo, porém, se mantinha ingênua, centrada 
nas suas obrigações: lavar o pátio, buscar as crianças na escola, lavar a roupa, colocar os pequenos para 
dormir. 
Até que tudo se transforma. A família perfeita desmorona, com o pai que sai de casa, a mãe que não 
se conforma com o fim do casamento e os filhos jogados de um lado para o outro na confusão dos adultos. 
Enquanto isso, Cleo se apaixona, engravida, é enganada e deixada à própria sorte. Duas mulheres de 
diferentes origens compartilham a dor do abandono. Juntas, reencontram a resiliência que segura o mundo 
frente às paixões autocentradas. 
O cineasta, que além da direção e do roteiro assina a fotografia e a montagem (ao lado de Adam 
Gough), retrata sua história, entrelaçada com a de seu país, como se na vida adulta reencontrasse o olhar da 
infância, cujo fascínio por cada descoberta aumenta o tamanho e a importância de tudo. 
O que Cuarón faz em Roma é raro. São camadas e camadas sobrepostas para reproduzir a 
complexidade do seu imaginário afetivo e das relações sociais de um país. Entre muitas inspirações, 
referências e técnicas, sua assinatura está na sinceridade com que olha para si mesmo e para os seus 
personagens, encontrando beleza e verdade no que muitos menosprezam. Esse é um filme simples e 
complicado, como a própria vida. 
(Natália Bridi. Omelete. 11.01.2019. www.omelete.com.br. Adaptado) 
65. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
De acordo com a autora, a singularidade da linguagem que Alfonso Cuarón adota em Roma está 
(A) na comicidade da caracterização de personagens pouco realistas e até caricaturais. 
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(B) na indignação com que o cineasta denuncia a desigualdade entre as classes sociais. 
(C) no orgulho nacionalista com que se apresentam momentos cruciais da história do México. 
(D) na sinceridade do relato, valorizando o que para muitos costuma passar despercebido. 
(E) no modo irrealista com que os dramas das personagens femininas são resolvidos. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o texto nada menciona sobre uma suposta comicidade da 
caracterização de personagens, como sugere a alternativa. Assim, houve uma extrapolação das informações 
do texto. 
A alternativa (B) está errada, pois o texto nada menciona sobre uma suposta indignação com que o 
cineasta denuncia a desigualdade entre as classes sociais, como sugere a alternativa. Assim, houve mais uma 
extrapolação das informações do texto. 
A alternativa (C) está errada, pois não há menção a um suposto orgulho nacionalista com que se 
apresentam momentos cruciais da história do México. Assim, houve outra extrapolação das informações do 
texto. 
A alternativa (D) é a correta, pois o autor revela sinceridade do relato e valoriza o que para muitos 
costuma passar despercebido, como podemos notar no seguinte trecho: 
O que Cuarón faz em Roma é raro. São camadas e camadas sobrepostas para reproduzir a 
complexidade do seu imaginário afetivo e das relações sociais de um país. Entre muitas inspirações, 
referências e técnicas, sua assinatura está na sinceridade com que olha para si mesmo e para os seus 
personagens, encontrando beleza e verdade no que muitos menosprezam. Esse é um filme simples e 
complicado, como a própria vida. 
 A alternativa (E) está errada, pois o autor demonstra sinceridade, realidade, diferente do que informa 
a alternativa com a expressão “no modo irrealista com que os dramas das personagens femininas são 
resolvidos”. Assim, a alternativa modificou a informação do texto. 
Gabarito: D 
66. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
Uma característica do filme Roma destacada no texto diz respeito à 
(A) utilização da narrativa de cunho jornalístico. 
(B) fusão da históriapessoal com a coletiva. 
(C) impessoalidade com que é realizado o relato. 
(D) caracterização da mulher indígena como insubordinada. 
(E) denúncia do relacionamento abusivo entre patroa e empregada. 
Comentário: Notamos do texto que o filme Roma está constantemente entre dois caminhos. É pessoal e 
grandioso, popular e intelectual, tecnológico e clássico. Além disso, afirma-se no texto que o cineasta Alfonso 
Cuarón revisita a própria memória. Assim, não há narrativa de cunho jornalístico, nem impessoalidade com 
que é realizado o relato, e eliminamos as alternativas (A) e (C). 
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 No segundo parágrafo, afirma-se que o cineasta Alfonso Cuarón revisita a própria memória e que 
resgata não apenas os seus anos de formação, mas todas as particularidades do passado do país. 
 No quarto parágrafo, afirma-se que o cineasta retrata sua história, entrelaçada com a de seu país, 
como se na vida adulta reencontrasse o olhar da infância, cujo fascínio por cada descoberta aumenta o 
tamanho e a importância de tudo. 
 Assim, observa-se que uma característica do filme Roma destacada no texto diz respeito à fusão da 
história pessoal com a coletiva, e a alternativa (B) é a correta. 
 Com isso, notamos que o texto não abordou uma suposta insubordinação da mulher indígena, 
tampouco uma denúncia do relacionamento abusivo entre patroa e empregada, constantes nas alternativas 
(D) e (E), as quais extrapolaram e modificaram as informações do texto. 
Gabarito: B 
 
O futuro do trabalho 
Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do 
Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que 
o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a 
humanidade. 
Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, 
a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a 
preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida. 
É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões 
e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão 
criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário 
exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em 
seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades. 
Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira 
infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos 
possam aprender a aprender. 
Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos 
reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução 
criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise. 
Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de 
cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente 
adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e 
profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão 
específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário. 
(Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado) 
 
 
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67. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi -SP Agente de Administração Pública 2019) 
Segundo o texto, a reivindicação por uma agenda econômica centrada na ampliação das capacidades 
humanas deve-se à 
(A) recente adoção de políticas públicas educacionais direcionadas ao enfrentamento dos desafios impostos 
pelas transformações nos modos de produção. 
(B) necessidade de encontrar soluções que possam minimizar o impacto dos problemas sociais para a 
população mais idosa que têm origem no desemprego. 
(C) emergência de se adotarem medidas para conter o processo acelerado de automação e de robotização, 
responsável pelo avanço das mudanças climáticas. 
(D) demanda pelo desenvolvimento de novas competências, diante da previsão do fim de ocupações em 
decorrência da intensa automação e robotização. 
(E) necessidade de aceleração da automação da indústria nacional, indispensável para atender a demanda 
de um mercado consumidor em crescimento constante. 
Comentário: De acordo com o texto, a reivindicação por uma agenda econômica centrada na ampliação das 
capacidades humanas deve-se à intensa automação e robotização que demandam o preparo das pessoas 
para as novas profissões e para a extinção de outras. Comprove: 
É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões e de 
tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão criadas, 
demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário exige 
grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres 
humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades. 
 Assim, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
68. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi -SP Agente de Administração Pública 2019) 
Segundo a autora, uma preparação eficiente para o contexto de trabalho em que antigas profissões serão 
extintas enquanto outras serão criadas envolve 
(A) o trabalho constante de pesquisa voltada para a identificação das profissões com potencial para serem 
extintas e daquelas que permanecerão em alta. 
(B) o desenvolvimento da consciência política sobre a necessidade da adoção de medidas para fazer frente 
aos novos desafios impostos à humanidade. 
(C) o reconhecimento do nível de capacitação pessoal, o que impõe aceitar desempenhar desde atividades 
mais básicas até aquelas que dependem de reflexão crítica. 
(D) a capacidade de reinventar-se continuamente, fundamental para o desempenho de atividades que 
requerem reflexão crítica e aptidão para resolução de problemas. 
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(E) um sistema educacional que despreze os conhecimentos prévios dos estudantes e direcione o ensino à 
capacitação deles para desempenhar uma única profissão. 
Comentário: As novas demandas do mercado de trabalho exigem pessoas capazes de se reinventarem. 
Assim, a alternativa (D) é a correta. Comprove: 
Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos reinventar 
continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução criativa e 
colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise. 
Gabarito: D 
 
O Marajá 
A família toda ria de dona Morgadinha e dizia que ela estava sempre esperando a visita de alguém 
ilustre. Dona Morgadinha não podia ver uma coisa fora do lugar, uma ponta de poeira em seus móveis ou 
uma mancha em seus vidros e cristais. Gemia baixinho quando alguém esquecia um sapato no corredor, uma 
toalha no quarto ou – ai, ai, ai – uma almofada fora do sofá da sala. Baixinha, resoluta, percorria a casa com 
uma flanela na mão, o olho vivo contraqualquer incursão do pó, da cinza, do inimigo nos seus domínios. 
Dona Morgadinha era uma alma simples. Não lia jornal, não lia nada. Achava que jornal sujava os 
dedos e livro juntava mofo e bichos. O marido de dona Morgadinha, que ela amava com devoção apesar do 
seu hábito de limpar a orelha com uma tampa de caneta Bic, estabelecera um limite para sua compulsão por 
limpeza. Ela não podia entrar em sua biblioteca. Sua jurisdição acabava na porta. Ali dentro só ele podia 
limpar, e nunca limpava. E, nas raras vezes em que dona Morgadinha chegava à porta do escritório proibido 
para falar com o marido, esse fazia questão de desafiá-la. Botava os pés em cima dos móveis. Atirava os 
sapatos longe. Uma vez chegara a tirar uma meia e jogar em cima da lâmpada só para ver a cara da mulher. 
Sacudia a ponta do charuto sobre um cinzeiro cheio e errava deliberadamente o alvo. Dona Morgadinha 
então fechava os olhos e, incapaz de se controlar, lustrava com a sua flanela o trinco da porta. 
(Luis Fernando Veríssimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. Adaptado) 
69. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi -SP Agente de Administração Pública 2019) 
A expressão presente no texto que melhor sintetiza a principal característica da personagem dona 
Morgadinha é: 
(A) ... sempre esperando a visita... 
(B) Gemia baixinho... 
(C) Não lia jornal, não lia nada. 
(D) ... compulsão por limpeza. 
(E) ... incapaz de se controlar... 
Comentário: Percebemos, ao longo do texto, que Dona Morgadinha era compulsiva por limpeza, ela, 
inclusive, andava com um paninho nas mãos limpando qualquer rastro de poeira. Além disso, o narrador 
aponta a compulsão da senhora. Comprove: 
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percorria a casa com uma flanela na mão, o olho vivo contra qualquer incursão do pó, da cinza, do inimigo 
nos seus domínios. 
O marido de dona Morgadinha, que ela amava com devoção apesar do seu hábito de limpar a orelha 
com uma tampa de caneta Bic, estabelecera um limite para sua compulsão por limpeza. 
Portanto, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
Ao filósofo americano Daniel Dennett, os editores da revista Edge perguntaram: “Em 2013, o que deve nos 
preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre 
os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova tecnologia e a seus aparelhos. 
A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação 
niveladora da tecnologia que já se viu na história. “Celulares e laptops e, agora, smartphones e tablets 
puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, afirmou Dennett. 
O planeta, segundo o filósofo, ficou mais transparente na informação como ninguém imaginaria há 40 anos. 
Isso é maravilhoso, disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a lista daquilo com que devemos nos 
preocupar: ficamos dependentes e vulneráveis neste novo mundo, com ameaças à segurança e à 
privacidade. E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão 
rapidamente aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. O 
conselho do filósofo é que os ricos devem começar a pensar em como reduzir as distâncias criadas pelo poder 
e pela riqueza de poucos. 
* referência ao episódio bíblico em que Davi, aparentemente mais fraco, derrota o gigante Golias. 
(Míriam Leitão. História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2015) 
70. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
De acordo com o exposto, Daniel Dennett 
(A) demonstra receio de que a informática venha a aumentar a distância entre os países ricos e os países 
pobres. 
(B) refuta a ideia de que a tecnologia permitiu que um número pequeno de pessoas enriquecesse. 
(C) defende que a revolução tecnológica criou oportunidades para que os mais pobres lutem pela 
diminuição das desigualdades. 
(D) argumenta que o acesso democrático à tecnologia inviabiliza a transparência da informação. 
(E) acredita que o fim da desigualdade social está a cargo da população mais pobre, que hoje tem acesso 
irrestrito à tecnologia. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o receio de que a internet aumentaria a distância entre os 
países ricos e os países pobres era um pensamento dos anos 80. Comprove: 
Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre os países 
ricos “do Ocidente” e os países pobres [...] 
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 A alternativa (B) está errada, pois ele comenta que a informática criou riquezas, mas também 
permitiu mais acesso à tecnologia. Comprove: 
A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação 
niveladora da tecnologia que já se viu na história. 
 A alternativa (C) é a correta, pois o filósofo usa a metáfora de Davi e Golias para se referir à 
oportunidade que o acesso às tecnologias está dando aos mais pobres de lutarem contra as desigualdades. 
Comprove: 
E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão rapidamente 
aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. 
 A alternativa (D) está errada, pois a relação da tecnologia com a transparência da informação não é 
citada no texto. 
 A alternativa (E) está errada, pois o filósofo não acredita que o fim da desigualdade social está a cargo 
da população mais pobre, que hoje tem acesso irrestrito à tecnologia. 
Gabarito: C 
71. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
Articulam-se na composição da temática central do texto as seguintes noções: 
(A) filosofia e verdade. 
(B) riqueza e sorte. 
(C) planeta e paraíso. 
(D) preocupação e informática. 
(E) imaginação e criatividade. 
Comentário: No primeiro parágrafo, encontramos as ideias principais do texto. A primeira é a preocupação 
do filósofo com o aumento da distância entre os países ricos e pobres devido à evolução da tecnologia. 
Comprove: 
“Em 2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador 
aumentasse a distância entre os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova 
tecnologia e a seus aparelhos. 
A segunda é que, na verdade, a informática criou muitas fortunas, mas também foi possível 
disseminar a tecnologia não somente para os ricos. Comprove: 
A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação 
niveladora da tecnologia que já se viu na história. 
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Portanto, articulam-se na composição da temática central do texto as seguintes noções preocupação 
e informática e a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
72. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
A expressão que apresenta sentido correspondente ao de desigualdades, no texto, é: 
(A) revolução do computador. (1o parágrafo) 
(B) disseminação niveladora da tecnologia. (1º parágrafo) 
(C) conectividade nas mãos de bilhões. (1º parágrafo) 
(D) ameaças à segurança e à privacidade. (2º parágrafo) 
(E) distâncias criadas pelo poder e pela riqueza de poucos. (2º parágrafo) 
Comentário: A ideia de desigualdade está presente na alternativa (E), pois se refere à distância criada pelo 
poder e pelariqueza de uma pequena parte da população, ou seja, a distribuição da riqueza é desigual. 
Assim, esta é a alternativa correta. 
Gabarito: E 
 
Com Bernardo, Lenine e Grassi, num sábado de outono, no Inhotim 
“Sabe de uma coisa? Nós vivemos muito pouco”, disse Bernardo. Lenine tocou de leve em seu 
antebraço, e concordou, emendando com uma história da Dona Terezinha, vizinha de seu sítio no Vale das 
Videiras, em Petrópolis, onde instalou o seu orquidário. Ela tem uma sapucaia, que produz um ouriço usado 
no cultivo de algumas espécies. Bateu na sua casa: 
– Dona Terezinha, eu vi que a senhora tem uma sapucaia. A senhora pode me ceder uma muda? 
Preciso do ouriço para algumas orquídeas. 
– Posso! Mas quem planta sou eu. 
Dona Terezinha colheu a muda, levou, plantou, fez a reza e molhou. Ia embora, ouviu, pelas costas: 
– Dona Terezinha, muito obrigado. Mas quando é que vou poder colher o ouriço? 
Pensou, coçou a cabeça, e... “daqui a uns 60 ou 70 anos, meu filho”. 
Uma longa gargalhada explodiu na mesa. O show do Lenine em Inhotim, neste sábado, trouxe um 
sopro de vida eterna ao ambiente. A conversa pausada, cheia de casos e histórias, era observada por Grassi 
com atenção. Inhotim está vivo, cada vez mais vivo, era a mensagem, era o astral no meio daquele paraíso 
que de perdido não tem nada. 
Lembrando a polêmica sobre a filosofia, Lenine mandou: 
– Aristóteles jogou a toalha. No final da vida, depois de tanta filosofia, escreveu que o mais 
importante era rir. 
E se o riso precede a felicidade e, com ela, os hormônios da longevidade, viveremos um pouco mais 
depois deste sábado musical e iluminado de outono, em Inhotim. 
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Com a noite chegando, os corações se juntaram naquela mesa. A vegetação nos acolheu, luz e sombra 
bordando os contrastes, pensamentos voando. Um sombrio Bernardo se revelou. Retirado desde os últimos 
acontecimentos, vive serenando as reflexões, salvando lembranças. Mas não desiste do sonho: 
 – Com o rompimento da barragem, tivemos que reduzir custos. Outro dia descobri que acabaram 
com o Coral e a Orquestra formada por gente da região. Mandei voltar. Tem coisa que não pode cancelar. 
Bernardo, neste ponto, se afasta da gestão e olha para a transcendência da arte como solução. Não 
adianta cortar custo de coisas que são para sempre. Música, canto, arte. O Inhotim tem, agora, 
responsabilidade dobrada: a revitalização de toda uma região devastada pela tragédia. 
(Afonso Borges. https://blogs.oglobo.globo.com, 28.04.2019. Adaptado) 
73. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
Uma leitura adequada do texto em sua totalidade permite concluir que o título 
(A) chama a atenção para um encontro corriqueiro e de ocorrência sazonal. 
(B) expõe uma crítica à indiferença dos artistas citados quanto à beleza natural de Inhotim. 
(C) prenuncia um discurso impessoal sobre os atributos naturais de Inhotim. 
(D) antecipa um depoimento de cunho intimista, baseado na memória do autor. 
(E) destaca o encanto do autor diante da qualidade técnica do show de Lenine. 
Comentário: O título é “Com Bernardo, Lenine e Grassi, num sábado de outono, no Inhotim”. Ele já sugere o 
que na sequência se confirma: uma conversa entre amigos. Isso é comprovado com expressões, como: 
“Sabe de uma coisa? Nós vivemos muito pouco”, disse Bernardo. Lenine tocou de leve em seu antebraço, e 
concordou...” 
“A conversa pausada, cheia de casos e histórias, era observada por Grassi com atenção. Inhotim está vivo...” 
“Lembrando a polêmica sobre a filosofia, Lenine mandou:” 
 A alternativa (A) está errada, pois não se observa no texto nenhuma referência de que esta é uma 
conversa corriqueira entre esses amigos, mas de um encontro que não ocorre com tanta frequência. 
 A alternativa (B) está errada, pois não há nenhuma evidência no texto de uma suposta crítica. 
 A alternativa (C) está errada, pois há um discurso pessoal, subjetivo, sobre os atributos naturais de 
Inhotim. 
 A alternativa (D) é a correta, pois o título “Com Bernardo, Lenine e Grassi, num sábado de outono, no 
Inhotim” nos faz prever que que haverá no texto um depoimento de cunho intimista, isto é, subjetivo, 
baseado na memória do autor. 
 A alternativa (E) está errada, pois não elemento no texto que comprove um encanto com a qualidade 
técnica do show de Lenine, mas dos atributos naturais de Inhotim. 
Gabarito: D 
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74. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
Com relação ao conteúdo que o antecede no penúltimo parágrafo, o comentário – Tem coisa que não pode 
cancelar. – exprime uma 
(A) justificativa. 
(B) ressalva. 
(C) síntese. 
(D) consequência. 
(E) concessão. 
Comentário: O trecho “Tem coisa que não pode cancelar” é uma justificativa para o fato de Bernardo não 
ter deixado cancelar o Coral e a Orquestra. 
 Portanto, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
75. (CS-UFG / AparecidaPrev Auxiliar Previdenciário 2018) 
Recentemente pesquisei diversas situações de trabalho escravo, principalmente em Minas Gerais. Não 
vi nenhuma situação de caracterização de trabalho escravo por ausência de CTPS, ou por atos isolados como 
mencionados pelo autor, dormir em rede e comer mandioca. Pelo contrário, vi situações em que as más 
condições de trabalho eram inúmeras e diversas. O fato de um trabalhador do norte do país não ter água 
potável em casa, não justifica o fato de que, trazido para o Sudeste do país sob a falsa promessa de trabalho 
de forma a sustentar a família que permanece na cidade de origem, seja submetido às mesmas ou piores 
condições que estava sujeito em casa. A fiscalização do trabalho é feita por agentes capacitados, tem o 
respaldo do Ministério Público do Trabalho, não sendo realizada por qualquer indivíduo que classifica as 
condições de trabalho como análoga à escravidão por bel-prazer. Não concordo com a opinião do autor, que 
carece de vivência prática. 
FERNANDES, Ana Paula, A dicotomia do trabalho escravo. Disponível em: <http://www.migalhas.com.br/Leitores/268224>. 
Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado). 
O objetivo principal do texto é: 
(A) trazer novas informações sobre determinado assunto. 
(B) apresentar uma opinião pessoal acerca de um tema. 
(C) fazer um elogio ao Ministério Público do Trabalho. 
(D) noticiar um fato ocorrido em uma região específica. 
Comentário: Note que os verbos em primeira pessoa como “pesquisei”, “vi” e a oração “Não concordo com 
a opinião do autor” deixam claro que a autora está apresentando uma opinião pessoal acerca do trabalho 
escravo. 
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 Assim, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
76. (CS-UFG / AparecidaPrev Auxiliar Previdenciário 2018) 
 
A principal crítica apresentada no texto é a de que 
(A) os jornais só publicam notícias antigas. 
(B) os idosos não se lembram de suas histórias. 
(C) a escravidão ainda persiste nos dias de hoje. 
(D) as histórias da escravidão eram divertidas. 
Comentário: No diálogo apresentado na charge, a menina pede para a avó contar uma história do tempo 
dos escravos e a avó pede para que ela pegue o jornal de hoje. 
 Com isso, entendemos que a menina acha que a escravidão acabou, mas a avó pede o jornal de hoje 
para contar a história, ou seja, a escravidão ainda persiste nos dias atuais. 
 Assim, a alternativa (C) é a correta. 
Gabarito: C 
(CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
Históriada criação 
Os nossos sábios disseram: 
“No começo não existia o mundo. Existia o ƗMƗKOHO ÑEKƗ, (O Avô do Mundo), ou seja, o Criador do 
Universo. Existia a ƗMƗKOHO ÑEKO, a Irmã do Criador do Universo, Avó do Mundo. Existia o YE’PA ÕAKƗHƗ (O 
Guia Revelador, que poderia ser traduzido como Deus na nação Tukana). 
O Criador do Universo perguntou à sua irmã: 
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– O que faremos desse imenso universo... Temos mundo, e como faremos para criar os primeiros 
homens na terra? 
– Desde o princípio eu sou o ser feminino. Respondeu a irmã. 
– É isso mesmo! Eu sou homem e sei disso. Disse o Criador do Universo, depois de refletir bastante.” 
TUKANO, Álvaro. O mundo Tukano antes dos brancos – um mestre Tukano. V. 1. Brasília-DF: INCTI/UnB/CNPq, 2017. p. 44. 
77. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
Do enunciado “No começo não existia o mundo. Existia o ƗMƗKOHO ÑEKƗ, (O Avô do Mundo)”, infere-se que, 
para o povo Tukano, 
(A) o universo é resultado de invenção mitológica. 
(B) existiu um plano superior de seres não humanos. 
(C) o mundo é a representação do universo não indígena. 
(D) existiu um tempo-lugar anterior ao do mundo atual habitado. 
Comentário: Podemos inferir que, para o povo Tukano, existiu um tempo-lugar anterior ao do mundo atual 
habitado, pois não existia o mundo, mas havia o Avô do Mundo e a Avó do Mundo, e isso nos mostra que 
havia um tempo-lugar antes do mundo atual. 
 Portanto, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
78. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
O texto apresenta a narração da criação do mundo em uma perspectiva 
(A) dialógica, promovida pela interação entre homem e mulher. 
(B) divinatória, em que seres fantásticos são os protagonistas. 
(C) enigmática, envolvida nos mistérios e segredos dos autores. 
(D) conspiratória, em que duas figuras mitológicas compõem a trama. 
Comentário: Observe que há um narrador (a história é atribuída aos sábios) que apresenta a história e que 
cada personagem tem a sua fala marcada por meio de travessões, o que caracteriza um texto dialógico, isto 
é, composto por um diálogo entre o Avô do Mundo e a Avó do Mundo, que se tornariam o primeiro homem 
e a primeira mulher. 
 Assim, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
79. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
A autoria da narrativa sobre a criação do mundo é informada no texto 
(A) pela nomeação dos narradores e pelo destaque da forma cultural de tratamento. 
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(B) pelo uso de marcadores discursivos e pela maneira social de reverência aos anciãos. 
(C) pela indicação dêitica dos autores e pela ênfase nos discursos diretos. 
(D) pelo emprego de aspas duplas e pela citação da voz narrativa seguida de dois pontos. 
Comentário: Observe que no primeiro parágrafo há a seguinte oração: “Os nossos sábios disseram:” e, em 
seguida, o segundo parágrafo é precedido de aspas e as mesmas são fechadas no último parágrafo. Assim, 
entendemos que tudo que está entre aspas é atribuído ao autor da narrativa, isto é, aos sábios. 
 Assim, a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
80. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
Texto: 
Eu comecei a fazer festa de reggae em 1975, com a minha radiola. Mas onde o reggae começou a se espalhar 
mesmo foi num sítio chamado Mato Grosso, por trás da Expoema. Ali foi o primeiro sítio que eu foquei. 
Depois eu toquei num festejo de Nossa Senhora do Bom Parto, que acontece todo ano, dia 2 de fevereiro, 
num lugar chamado Andiroba; fica antes de Mato Grosso. Foi dali que começou. Aí, eu fui trazendo para os 
bairros e comecei a fazer festa no Salgueiro (antiga Escola de Samba no Sacavém – não existe mais), na favela 
(só Samba) fazia festa no Sacavém, também no festejo de Elzita (mãe-de-santo de um terreiro de mina no 
bairro Sacavém) e trazia aquela multidão do Retiro Natal, Monte Castelo, Liberdade, a turma que já 
participava das festas que eu fazia... 
DA SILVA, Carlos Benedito Rodrigues. Da terra das primaveras à ilha do amor – reggae, lazer e identidade cultural. São Luís: 
Pitomba, 2016. p. 68. 
A composição do texto é caracterizada por uma sequência textual 
(A) argumentativa. 
(B) descritiva. 
(C) narrativa. 
(D) injuntiva. 
Comentário: Note que o texto foi escrito em primeira pessoa. Dessa forma, há um narrador-personagem que 
narra sua vida como DJ de reggae, desde quando ele começou (Eu comecei a fazer festa de reggae em 1975, 
com a minha radiola.) até sua carreira começar a dar certo, quando começou a atrair multidões para seus 
shows (e trazia aquela multidão do Retiro Natal, Monte Castelo, Liberdade, a turma que já participava das 
festas que eu fazia...). 
 Dessa forma, o texto é narrativo e a alternativa (C) é a correta. 
Gabarito: C 
 
 
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(CS-UFG / Seneago Assistente de Informática 2018) 
44,8% do país não tem esgoto 
IBGE indica crescimento do alcance de serviços básicos; ainda assim, quase metade não possui rede de 
esgoto. 
O Brasil ainda está muito longe de ter uma rede de saneamento abrangente e eficiente, mas apresentou 
uma melhora nos últimos anos. O Atlas do Saneamento 2011, feito pelo IBGE com dados de 2000 e 2008, 
mostra que cerca de 44,8% dos municípios não possuem rede coletora de esgoto. 
Mesmo assim, houve um crescimento expressivo do número de municípios atendidos pela rede de 
saneamento. Em 2000, apenas 41,5% dos municípios possuíam coleta de esgoto, valor que subiu para 55%. 
O estudo mostra também que 99% dos municípios possuem rede de distribuição de água em 2008, ante 97% 
de 2000, assim como o manejo de resíduos sólidos (lixo), que só não ocorre em duas cidades. Em relação ao 
manejo de águas pluviais, o Brasil deu um grande salto: em 2000, 79% dos municípios eram atendidos pelo 
sistema. Em 2008, 94%. 
O estudo observou que as melhorias na rede coletora de esgoto foram mais intensas próximas aos 
grandes centros urbanos. Em São Paulo, houve um aumento no número de áreas de esgotamento sanitário 
no eixo que passa pela capital, Campinas e Rio Preto, assim como no Triângulo Mineiro, nos municípios 
próximos ao Rio de Janeiro (RJ) e pontualmente nas capitais de estados, como Goiânia (GO), e os eixos Belém 
(PA)-Marabá (PA)-Imperatriz (MA) e Manaus (AM)-Santarém (PA) na região Norte. 
Um ponto alarmante da pesquisa é o alto risco de contaminação de águas em todo o país. Áreas em que 
há ameaça de poluição aos recursos hídricos se espalham por toda costa do país e alguns pontos no interior. 
O Nordeste contém a maior concentração de pontos de risco. Em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São 
Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais muitos lugares possuem esgoto não tratado em regiões de rios, lagoas e 
lagos. O mesmo ocorre no litoral do Nordeste. Além disso, o mapa mostra que alguns pontos de bacias 
hidrográficas possuem áreas com resíduos industriais perigosos. Próximo ao Rio Amazonas, há duas regiões 
nessa situação. A divisa de Alagoas e Sergipe, na foz do Rio São Francisco, é outro local com risco de 
contaminação. Ao todo, são dez pontos sob essa condição. 
CARTA CAPITAL. 44,8% do país não tem esgoto. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/saneamento-
basico-melhoramas-esta-longe-do-ideal>. Acesso em: 19 jan. 2018. (Adaptado). 
81. (CS-UFG / Seneago Assistente de Informática 2018) 
O texto discorre sobre saneamento no Brasil. O argumento principal apresentado é o de que o alcance aos 
serviçosbásicos melhorou 
(A) em todas as regiões do país. 
(B) em grandes capitais. 
(C) em toda costa do país. 
(D) em alguns pontos no interior. 
Comentário: Segundo o texto, o alcance aos serviços básicos melhorou em todas as regiões do país e foi mais 
intenso em regiões próximas aos grandes centros urbanos. Observe: 
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“O Brasil ainda está muito longe de ter uma rede de saneamento abrangente e eficiente, mas apresentou 
uma melhora nos últimos anos.”; “O estudo observou que as melhorias na rede coletora de esgoto foram 
mais intensas próximas aos grandes centros urbanos.” 
Dessa forma, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
82. (CS-UFG / Seneago Assistente de Informática 2018) 
Para sustentar a tese, os argumentos do texto se apoiam em 
(A) observações pessoais. 
(B) dados estatísticos. 
(C) opiniões de especialistas. 
(D) fatos do cotidiano. 
Comentário: Os argumentos de uma boa tese se baseiam em dados estatísticos e/ou opiniões de 
especialistas. No caso do texto acima, o autor utilizou os dados estatísticos ao longo do texto. Observe os 
números e o que eles representam: 
“Mesmo assim, houve um crescimento expressivo do número de municípios atendidos pela rede de 
saneamento. Em 2000, apenas 41,5% dos municípios possuíam coleta de esgoto, valor que subiu para 55%. 
O estudo mostra também que 99% dos municípios possuem rede de distribuição de água em 2008, ante 97% 
de 2000, assim como o manejo de resíduos sólidos (lixo), que só não ocorre em duas cidades. Em relação ao 
manejo de águas pluviais, o Brasil deu um grande salto: em 2000, 79% dos municípios eram atendidos pelo 
sistema. Em 2008, 94%.” 
 Portanto, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
Texto: As caridades odiosas 
 Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus 
pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na 
minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a 
sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande 
confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. 
Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco 
aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos. 
 ― Um doce, moça, compre um doce para mim. 
 Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste 
pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma 
grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor 
talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, 
entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino. 
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 De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. 
Perguntei-lhe: – Que doce você... 
 Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por 
cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse. 
 ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro. 
 Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-
me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. 
Ele poupava a minha bondade. 
 ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo 
de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... 
E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo 
 ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando 
todas as pessoas, mas ninguém quis dar. 
 Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos 
pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, 
como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi 
necessário que outros não lhe tivessem dado doce. 
Clarice Lispector 
83. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER - Ciências Contábeis 2018) 
De acordo com o texto qual dos substantivos não se aplica à narradora? 
A) Pudor 
B) Medo 
C) Caridade 
D) Humilhação 
E) Orgulho 
Comentário: Segundo a narradora, ela se sente humilhada diante da situação da criança pedindo um doce e 
age com pudor e medo ao fazer sua caridade. Observe isso nos trechos abaixo: 
Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde 
possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus 
sabe explicar: um doce para o menino. 
De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse 
logo. Perguntei-lhe: – Que doce você... 
Portanto, os adjetivos presentes nas alternativas (A), (B), (C) e (D) referem-se à narradora, pois 
revelam como ela se sentia diante da situação de caridade que vivenciou. 
Já o adjetivo “orgulho” refere-se ao menino, pois ele recusa-se a aceitar o segundo doce, mas a 
narradora insiste e ele o aceita. Veja: 
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Este [o menino], que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, 
interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não 
precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade. 
Portanto, a alternativa correta é a (E). 
Gabarito: E 
84. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER - Ciências Contábeis 2018) 
Sobre a narrativa é CORRETO afirmar que 
A) o tempo que predomina no conto é o tempo psicológico. 
B) tem narrador-observador. 
C) não há marcadores de tempo e espaço. 
D) tem três personagens. 
E) o desfecho ocorre quando o menino vai embora levando os doces. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o tempo que predomina no conto é o cronológico, uma vez 
que os acontecimentos seguem a linha do tempo desde que a narradora foi interrompida pelo menino até 
ela comprar os doces para ele ir embora. 
 A alternativa (B) está errada, pois o texto possui narrador-personagem, uma vez que o texto está 
escrito na primeira pessoa do singular. Além disso, a narradora fala a todo momento sobre seus sentimentos 
diante da situação em que fez uma caridade, deixando claras as suas impressões sobre a situação e sobre o 
menino. Note, no trecho abaixo, que foram usados pronomes de primeira pessoa para fazer referência à 
narradora e ela expressa claramente sua opinião sobre a delicadeza do menino na expressão “delicadeza 
insuportável”. 
Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, 
olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro 
não. Ele poupava a minha bondade. 
A alternativa (C) está errada, pois há marcadores de tempo e espaço na narrativa. Observe, nos 
trechos abaixo, que o substantivo “tarde” é marcadorde tempo e os substantivos “rua” e “confeitaria” são 
marcadores de espaço. 
Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos 
meus pensamentos, como às vezes acontece. 
Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde 
possivelmente algum conhecido tomava sorvete. 
A alternativa (D) é a correta, pois há três personagens na história: a narradora-personagem, o menino 
e a balconista. 
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[...] Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os 
pensamentos. 
 ― Um doce, moça, compre um doce para mim. 
 Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? 
[...] E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo 
― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando 
todas as pessoas, mas ninguém quis dar. 
A alternativa (E) está errada, pois o desfecho ocorre quando a moça vai embora perdida em seus 
pensamentos. Veja: 
Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos 
pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, 
como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi 
necessário que outros não lhe tivessem dado doce. 
Gabarito: D 
85. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER Ciências Contábeis 2018) 
Que atitude do menino revela seu orgulho? 
A) Sua paciente aflição. 
B) Ao pedir que lhe comprasse um doce. 
C) A tentativa de recusar o segundo doce. 
D) Sua delicadeza. 
E) O medo de apertar os doces. 
Comentário: O menino demonstra seu orgulho quando recusa o segundo doce, ou seja, podemos inferir que 
ele também se sente humilhado diante da situação e, por isso, um doce apenas seria o suficiente para não 
ferir seu orgulho. Veja: 
Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me 
um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele 
poupava a minha bondade. 
 Portanto, a alternativa (C) é a correta. 
 As demais alternativas transparecem a humildade do menino. 
Gabarito: C 
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86. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER Ciências Contábeis 2018) 
Sobre o texto, marque a opção INCORRETA. 
A) Trata-se de um menino que pede porque está com fome. 
B) A moça sente-se envergonhada por estar ao lado de um menino sujo, de rua. 
C) O menino provoca um misto de piedade, vergonha e revolta na personagem. 
D) Logo após deparar-se com a realidade das ruas, a personagem faz uma reflexão. 
E) O menino queria dois doces. 
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois podemos inferir que, se o menino estava pedindo doces, ele 
estava com fome. 
 A alternativa (B) está correta, pois a moça deixa claro que está sem graça e que não quer que ninguém 
a veja com o menino ao seu lado. Observe: 
Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente 
algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: 
um doce para o menino. 
 De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. 
Perguntei-lhe: – Que doce você... 
 Alternativa (C) está correta, pois a personagem afirma, no final da história, seus sentimentos. 
Observe: 
Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol 
parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe 
tivessem dado doce. 
 A alternativa (D) está correta, pois, no último parágrafo, a personagem faz uma reflexão sobre o que 
ela passou. Observe: 
Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos 
anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma 
dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros 
não lhe tivessem dado doce. 
 A alternativa (E) é a errada, pois o menino queria um doce, a moça ofereceu outro e ele o recusou, 
mas ela insistiu e ele ficou com os dois. Comprove: 
― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro. 
Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, 
olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro 
não. Ele poupava a minha bondade. 
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― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele 
amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de 
apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. 
Gabarito: E 
87. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER Ciências Contábeis 2018) 
O objetivo maior do texto é 
A) fazer uma crítica à sociedade e aos problemas relacionados às crianças de rua. 
B) levar-nos a ser mais caridosos. 
C) que possamos fazer mais crianças felizes. 
D) mostrar que as crianças precisam dos adultos. 
E) possibilitar o contato entre uma criança de rua e uma pessoa desconhecida. 
Comentário: Ao retratar essa história, o texto tem a intenção de criticar a sociedade, pois, de acordo com a 
narrativa, o menino estava há mais de uma hora sentado à porta da confeitaria sem que ninguém lhe desse 
atenção. Além disso, os sentimentos da moça com relação à situação reproduzem como a sociedade também 
se sente diante disso, isto é, envergonhada, pensativa e revoltada. 
 Por fim, o texto também mostra a situação das crianças de rua que estão à mercê dos perigos, 
passando fome e várias outras necessidades. 
 Portanto, a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
(IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Texto: E se o Império Romano não tivesse acabado? 
 
 Em vez da França, a província de Gália. Em vez da Inglaterra, a Bretanha. Em vez da Bulgária, a Trácia. 
Quem já leu as aventuras de Asterix conhece bem esses nomes esquisitos de regiões dominadas pelos 
exércitos de Roma (as histórias do herói gaulês se passam por volta de 50 a.C., época do apogeu do Império 
Romano). Pois assim seria o Velho Mundo se o império com sede em Roma não tivesse se desintegrado: uma 
única nação contornando o Mediterrâneo ao longo das costas europeia, asiática e africana. Mas a mudança 
dos nomes das localidades europeias é a menos importante das diferenças. O mundo seria outro. O 
capitalismo talvez ainda não tivesse surgido e, sem ele, a conquista e a colonização da América não 
aconteceriam. No final das contas, o Brasil poderia ser até hoje uma terra de índios. 
Mas vamos aos poucos. Primeiro é bom lembrar o que houve com o império de Roma. O poder imperial 
começou a se esfarelar no século 3, quando ocorreram lutas internas entre generais e vivia-se uma 
verdadeira anarquia militar. Para se ter uma ideia, em 50 anos houve pelo menos 20 imperadores, que foram 
destituídos um após o outro (alguns inclusive reinaram simultaneamente, em conflito). 
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Não era para menos. A economia romana era baseada no trabalho escravo e o suprimento de escravos 
dependia da conquista de novos territórios. O problema foi que o reino tornou-se grande demais para ser 
administrado, as conquistas minguaram, os escravos escassearam e a vida boa acabou. A arrecadação de 
impostos diminuiu e a população pobre começou a reclamar. Para ajudar, ainda havia o cristianismo (que 
era contra a escravidão e a riqueza da elite) e uma peste que varreu a região. Nessa barafunda de problemas, 
tentou-se de tudo, até a divisão administrativa do império em dois, o do Ocidente (com sede em Roma) e o 
do Oriente (o Império Bizantino), com sede em Constantinopla (onde antes ficava Bizâncio). 
Para este último, a solução foi eficaz. Mas o Império Romano do Ocidente, assolado pela crise 
econômica, perdeu seu poder militar e foi aos poucos invadido por guerreiros germânicos. Em 395, a divisão 
administrativa transformou-se em divisão política e o império rachou em dois. Deixada à própria sorte, a 
metade ocidental durou pouco. A queda definitiva ocorreu em 476, quando a tribo do rei Odoacro derrubou 
o último chefe de Roma, Rômulo Augústulo. No Oriente, no entanto, o Império Romano continuou existindo 
por quase mil anos, até 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla. 
Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental, diz Pedro 
Paulo Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em primeiro lugar, o imperador 
seria também o papa, como em Constantinopla, onde o imperador governava tudo o que interessava: o 
Exército e a Igreja. Ou isso ou haveria uma divisão de poderes com a Igreja. Essa mistureba de papéis 
provavelmente criaria situações curiosas, como bispos governando uma província como Portugal, ou melhor, 
a Lusitânia, e párocos dirigindo cidades. 
A influência religiosa seria ainda maior do que foi na Idade Média ou atualmente. Nas províncias, o 
divórcio e o aborto provavelmente seriam proibidos e não seria nenhum absurdo que alguns costumes 
alimentares cristãos, como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, com penas severas (o açoite, 
o exílio e a prisão domiciliar eram comuns) para quem degustasse uma costelinha no dia sagrado. 
As línguas derivadas do latim, como o português, o espanhol, o francês e o italiano, provavelmente 
seriam muito diferentes. O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e 
germânica, já que, nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos 
e muçulmanos na península Ibérica. Palavras de origem árabe e tão portuguesas, como azeite, não fariam 
parte do nosso vocabulário. 
E o capitalismo? “Provavelmente demoraria mais para acontecer”, afirma Funari. “Impérios em geral 
dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do individualismo para se desenvolver. Um 
Estado muito forte e controlador é um obstáculo”, diz o historiador. Na Europa, o feudalismo e a 
fragmentação do poder favoreceram o surgimento do capitalismo. No Japão, onde houve a fragmentação do 
Estado e a implantação de um sistema de shogunato, isso também aconteceu, ao contrário da China, um 
império que durou até 1911. Retardado o capitalismo, a colonização da América também seria outra. E os 
astecas, incas, tupinambás e guaranis talvez tivessem se desenvolvido mais e oferecido maior resistência aos 
europeus. Indo mais longe, um império inca talvez pudesse existir até hoje. Mas essa é uma outra hipótese. 
(Lia Hama e Adriano Sambugaro – http://super.abril.com.br/cultura/se-imperio-romano-nao-tivesse-acabado-
444330.shtml?utm_source=redesabril_super&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_jovem.) 
88. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Analise as afirmações apresentadas a seguir, tendo em vista as estratégias dos autores do texto para explanar 
o mundo hipotético apresentado no texto. 
I. Embora boa parte do texto se ampare em suposições, os prognósticos levantados se amparam em 
evidências. 
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II. Em boa medida, as explicações têm base em comparações e analogias entre os cenários conjecturados e 
fatos de natureza histórica. 
III. Apesar de se tratar de um cenário imaginativo, os raciocínios elaborados são todos unidirecionais. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
A) I. 
B) III. 
C) I e II. 
D) II e III. 
Comentário: As afirmativas I e II estão corretas, pois as suposições foram feitas a partir de evidências 
históricas e analogias entre como era o mundo durante o Império Romano e como poderia ter sido o mundo 
se o Império Romano não tivesse acabado. 
Observe: “Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade 
oriental,”. A partir desta análise, o professor da Unicamp, Pedro Paulo Funari, faz uma analogia entre a parte 
do Império que resistiu por mais tempo, a oriental, e a que acabou primeiro, a ocidental. Dessa forma, ele 
afirma que, se o Império Romano tivesse resistido, ele seria parecido com a parte que deu certo. 
Outra evidência em que o historiador se baseia para amparar suas suposições está na analogia que 
ele faz entre o imperador de Constantinopla e o possível imperador do Império Romano, caso este não 
tivesse acabado. Veja: “Em primeiro lugar, o imperador seria também o papa, como em Constantinopla”. 
Como o Império Romano acabou devido a uma crise econômica, o que deixou o império vulnerável 
às invasões germânicas e muçulmanas, o historiador comenta que a língua português seria diferente da que 
falamos hoje em dia. Veja: O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e 
germânica, já que, nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos 
e muçulmanos na península Ibérica. 
A afirmativa III está errada, pois os raciocínios elaborados não mostram apenas o que aconteceria na 
Europa, caso o Império Romano não tivesse acabado, mas também o reflexo no desenvolvimento do 
capitalismo e na descoberta da América. Como podemos observar no trecho a seguir: ““Impérios em geral 
dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do individualismo para se desenvolver. Um Estado 
muito forte e controlador é um obstáculo”, diz o historiador. [...] Retardado o capitalismo, a colonização da 
América também seria outra.” 
Dessa forma, a alternativa (C) é a correta. 
Gabarito: C 
89. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Por se tratar de um texto que constitui uma realidade conjectural, os autores se valem de diferentes 
estratégias lexicais e gramaticais para caracterizar dessa maneira algumas informações. Das estratégias 
apresentadas a seguir para que se obtenha esse efeito nas informações de natureza hipotética, apenas uma 
NÃO pode ser encontrada no texto. Que característica é essa? 
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A) Uso de advérbios de dúvida. 
B) Uso de pronomes indefinidos. 
C) Uso de orações adverbiais condicionais. 
D) Uso do futuro do pretérito do indicativo. 
Comentário: Observe o trecho a seguir: 
“Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental, diz Pedro Paulo 
Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em primeiro lugar, o imperador seria 
também o papa [...]” 
 Note que há marcas linguísticas que evidenciam que o texto é baseado em uma hipótese. 
 Logo, a alternativa (A) está correta, pois o termo “possivelmente” é um exemplo de advérbio de 
dúvida. 
 A alternativa (B) é a errada, pois não há o uso de pronomes indefinidos no texto para transmitir a 
ideia de hipótese. 
 A alternativa (C) está correta, pois a oração“Se o Império Romano resistisse” é classificada com 
adverbial condicional. 
 A alternativa (D) está correta, pois o verbo “seria” está flexionado no futuro do pretérito do indicativo. 
Assim, como outros verbos que aparecem no texto como “aconteceriam”, “haveria” e “criaria”. 
Gabarito: B 
90. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Segundo o texto, em uma eventual continuidade do Império Romano, só NÃO seria provável que 
A) religião e política se intercruzariam. 
B) as línguas neolatinas não existiriam. 
C) o capitalismo sofreria um severo retardo. 
D) o imperador teria poderes absolutos sobre o estado. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o historiador comenta que o papa poderia ser o imperador, 
como em Constantinopla. Logo, religião e política se intercruzariam. Veja: “o imperador seria também o 
papa, como em Constantinopla, onde o imperador governava tudo o que interessava: o Exército e a Igreja. 
Ou isso ou haveria uma divisão de poderes com a Igreja. Essa mistureba de papéis provavelmente criaria 
situações curiosas, como bispos governando uma província como Portugal, ou melhor, a Lusitânia, e párocos 
dirigindo cidades.” 
 A alternativa (B) é a correta, pois não haveriam as invasões germânicas e muçulmanas na Península 
Ibérica. Logo, o português não teria sofrido influência das línguas árabe e germânica. Veja: “As línguas 
derivadas do latim, como o português, o espanhol, o francês e o italiano, provavelmente seriam muito 
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diferentes. O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e germânica, já que, 
nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos e muçulmanos na 
península Ibérica. Palavras de origem árabe e tão portuguesas, como azeite, não fariam parte do nosso 
vocabulário.” 
 A alternativa (C) está errada, pois a demora da implantação do capitalismo seria uma consequência 
da manutenção do Império Romano. Veja: “E o capitalismo? “Provavelmente demoraria mais para 
acontecer”, afirma Funari. “Impérios em geral dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do 
individualismo para se desenvolver. Um Estado muito forte e controlador é um obstáculo” [...]”. 
 A alternativa (D) está errada, pois com a manutenção do Império Romano, o imperador teria poderes 
absolutos sobre o estado, governando tudo dentro do império. Veja: “o imperador governava tudo o que 
interessava: o Exército e a Igreja.” 
Gabarito: B 
91. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
De acordo com o texto, a principal causa da queda do Império Romano é de natureza 
A) social. 
B) política. 
C) econômica. 
D) administrativa. 
Comentário: De acordo com o texto, a queda do Império Romano foi causada por uma crise econômica. Veja: 
“Mas o Império Romano do Ocidente, assolado pela crise econômica, perdeu seu poder militar e foi aos 
poucos invadido por guerreiros germânicos. Em 395, a divisão administrativa transformou-se em divisão 
política e o império rachou em dois. Deixada à própria sorte, a metade ocidental durou pouco. A queda 
definitiva ocorreu em 476, quando a tribo do rei Odoacro derrubou o último chefe de Roma, Rômulo 
Augústulo.” 
Gabarito: C 
92. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Tendo em vista as características semânticas e formais do texto, entende-se que o principal objetivo do texto 
é: 
A) Relatar um fato. 
B) Narrar uma história. 
C) Instruir procedimentos. 
D) Explicar um conhecimento. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, uma vez que o texto trata de um relato hipotético. 
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 A alternativa (B) está errada, pois o texto não narra uma história. O autor apresenta hipóteses, caso 
o Império Romano não tivesse acabado. 
 A alternativa (C) está errada, pois não há instruções no texto. 
 A alternativa (D) é a correta, pois o autor explica um conhecimento que ele tem acerca de fatos 
históricos, os quais geraram hipóteses. 
Gabarito: D 
93. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Para constituir a tessitura textual, os autores do texto elencam informações 
A) verídicas. 
B) palpáveis. 
C) constatáveis. 
D) contrafactuais. 
Comentário: O texto apresenta hipóteses, logo as são informações contrafactuais. Assim, a alternativa (D) é 
a correta. 
Gabarito: D 
 
Ninguém se cura permanecendo no mesmo ambiente em que adoeceu 
Ninguém se cura sem cortar a causa do mal, sem se privar do que machuca e contamina sua felicidade, sem 
evitar ficar junto de quem não faz nada mais do que sofrer. 
 A gente adoece por várias razões, tanto físicas quanto psicológicas. O mesmo se dá com os tipos de 
doenças: existem males do corpo e males da alma. Mente e corpo são indissociáveis, assim como na 
Antiguidade já se ensinava, ou seja, temos que cuidar de tudo o que nos constitui, por dentro e por fora. De 
nada adianta um corpo perfeito habitado por uma alma sucateada, e vice-versa. 
 Infelizmente, é difícil atentarmos para essa necessidade de equilibrarmos o que vem de fora e o que 
nasce aqui dentro, o que o espelho reflete e o que não, o que fazemos com nosso corpo e o que fazem com 
nossa alma. O mundo todo supervaloriza as aparências, o que dificulta a atenção que deve ser voltada ao 
que sentimos, ao que nos faz bem. Sabemos muito bem qual roupa queremos vestir, mas é complicado 
saber o que acelera o nosso coração. 
 Talvez ninguém consiga se livrar da infelicidade que toma conta de si, caso permaneça parado, sem 
sair do lugar. Aquilo que nos adoece deve ser evitado, seja o vento gelado, seja o tratamento frio do outro. 
Ser descuidado com a saúde adoece, ser descuidado com os sentimentos também. Práticas saudáveis 
incluem tanto atividades físicas quanto exercitar o amor próprio. Alimentar o corpo e a alma, sempre. 
 Ninguém há de ser feliz permanecendo em histórias cujo final não tem chance de ser feliz. Ninguém 
se cura sem cortar a causa do mal, sem se privar do que machuca e contamina sua felicidade, sem evitar ficar 
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junto de quem não faz nada mais do que sofrer. Ninguém volta a sorrir nos lugares onde sua felicidade foi 
perdida, roubada, aviltada, negada. 
 Entender que as dores e doenças são alertas que nos pedem calma, que nos clamam por um repensar, 
por um respirar, por sobrevivência, acaba nos encorajando a tomar as atitudes certas, por mais que doam, 
que entristeçam, que pareçam impossíveis. Nada é impossível, quando ainda há sonhos a serem alcançados 
e vida dentro da gente. Caso não consigamos cair fora do que nos adoece, então morrerão os sonhos, 
morrerão os planos, morreremos nós, ainda que com vida. Ainda que por muitos dias. Por anos… 
Por Marcel Camargo 
Disponível em: https://www.contioutra.com/ninguem-se-cura-permanecendo-no-mesmo-ambiente-em-que-adoeceu/ 
94. (INAZ do Pará / CORE-PE Auxiliar Administrativo 2019) 
No trecho “Sabemos muito bem qual roupa queremos vestir, mas é complicado saber o que acelera o nosso 
coração”, uma inferência possível é a de que: 
A) Os padrões de moda afetam negativamente nossas vidas. 
B) A sociedade julga apenas os fatores emocionais. 
C) São mais felizes aqueles que não ligam para as roupas que vestem. 
D) É mais fácil tratar de aspectos externos do que dos internos. 
E) A paixão pode muitas vezes estar reprimida em modos de agir. 
Comentário: O trecho quer dizer que a roupa nos veste exteriormente e sabemos exatamente qual nos 
agrada, mas, quandose trata do nosso interior, não sabemos distinguir aquilo que nos faz feliz. 
 Com isso, entendemos que é mais fácil cuidar do nosso exterior do que do nosso interior e a 
alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
95. (INAZ do Pará / CORE-PE Auxiliar Administrativo 2019) 
Dentre os vários aspectos que contribuem para a felicidade, segundo o texto, não se pode afirmar que um 
deles é: 
A) O positivismo. 
B) A reconsideração. 
C) O brio. 
D) A austeridade. 
E) O evolver. 
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois, de acordo com o texto “Nada é impossível, quando ainda 
há sonhos a serem alcançados e vida dentro da gente”, isto é, devemos ter esperança e ser positivos para 
alcançarmos aquilo que queremos. 
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 A alternativa (B) está correta, pois, de acordo com o texto, devemos reconsiderar o lugar em que 
vivemos e as pessoas com quem convivemos, ao dizer o seguinte: 
“Entender que as dores e doenças são alertas que nos pedem calma, que nos clamam por um repensar, por 
um respirar, por sobrevivência”. 
 A alternativa (C) está correta, pois, de acordo com o texto, devemos exercitar nosso brio, isto é, 
amor-próprio. Veja: 
“Práticas saudáveis incluem tanto atividades físicas quanto exercitar o amor próprio”. 
 A alternativa (D) é a errada, pois ser austero significa ser rígido e rigoroso consigo mesmo e, no 
texto, o autor menciona que devemos mudar, ser flexíveis quando há algo que nos faz mal. 
 A alternativa (E) está correta, pois evolver significa transformar-se, evoluir, isto é, sair do ambiente 
que nos faz mal. Observe isso no trecho a seguir: 
“Talvez ninguém consiga se livrar da infelicidade que toma conta de si, caso permaneça parado, sem sair do 
lugar. Aquilo que nos adoece deve ser evitado”. 
“Gabarito: D 
96. (INAZ do Pará / CORE-PE Auxiliar Administrativo 2019) 
O desfecho do texto permite afirmar que: 
A) O autor alude a um prolongamento de estado. 
B) Há a hipótese de uma segunda parte do texto. 
C) O autor espera uma resposta imediata de seu leitor. 
D) Há uma inconformidade com o que foi escrito. 
E) O autor conclui com uma hesitação. 
Comentário: No trecho “Caso não consigamos cair fora do que nos adoece, então morrerão os sonhos, 
morrerão os planos, morreremos nós, ainda que com vida. Ainda que por muitos dias. Por anos…”, o autor 
quis dizer que, se não procurarmos nos afastar daquilo que nos faz mal, morreremos um pouco todos os 
dias, por muito tempo. 
 Portanto, há uma ideia de prolongamento de estado, isto é, o mal que sentimos continuará por muito 
tempo e a alternativa (A) é a correta. 
Gabarito: A 
 
 
 
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Nativos digitais: como as novas tecnologias contribuem para o aprendizado infantil 
O uso de tecnologia por crianças exige o acompanhamento cuidadoso dos pais, mas pode trazer bons 
resultados no aprendizado 
Cada vez mais, a tecnologia é usada no processo de aprendizagem infantil, com ferramentas 
interativas que facilitam a aquisição de conhecimento, o compartilhamento de pontos de vista e a discussão 
de diferentes ideias, auxiliando no desenvolvimento de um pensamento crítico e colaborativo. O Brasil vem 
em queda no ranking mundial de aprendizado de inglês. De acordo com o Índice de Proficiência em Inglês da 
Education First, em apenas 5 anos o país caiu 10 posições no ranking. Em 2011 ocupava o 31º lugar entre 80 
países. Atualmente, a performance dos brasileiros com o inglês desceu até o posto 41. 
Em relação ao ensino do inglês na infância, um estudo da plataforma global Lingokids, para crianças 
de 2 a 8 anos, mostra que os pequenos retêm o dobro de vocabulário com o uso de aplicativos, em 
comparação com os métodos de aprendizado mais comuns. "A diversão é um fator chave para a rápida 
aquisição de vocabulário. Aprender brincando é uma forma muito eficaz de ensino, porque motiva as 
crianças e aumenta consideravelmente o tempo de atenção à atividade. Vídeos e jogos permitem interações 
com as palavras de forma divertida”, diz Cristobal Viedma, CEO e fundador de Lingokids. 
Há alguns anos, os pais tentavam decidir o tempo que seria permitido para seus filhos assistirem a 
televisão e jogarem videogame. Recentemente, essa preocupação passou a se estender para a utilização de 
tablets, celulares e computador. Desde tenra idade, as crianças estão imersas em um mundo tecnológico 
que influencia seus comportamentos. Por isso, há vários estudos que recomendam os limites de utilização 
de tecnologia, bem como a maneira como os pequenos devem interagir com ela 
Para a diretora de tecnologias de aprendizagem da New America Foundation Lisa Guernsey, autora 
do livro Toque, clique e Leia com Michael Levine, crianças a partir de 18 meses já podem se beneficiar do uso 
de dispositivos tecnológicos. É importante que os pais participem ativamente dessas interações, 
supervisionando a qualidade do conteúdo que seus filhos consomem e o tempo de uso, bem como 
estabelecendo horários para brincadeiras, estudo, refeições e descanso. 
A jornalista Anya Kamenetz, autora do livro A arte do tempo de tela, compartilha da mesma ideia e 
assinala que “há um exagero quando se fala dos malefícios das telas” e que o importante é o 
acompanhamento ativo dos pais. “As crianças precisam da nossa ajuda para aprender a respeito das mídias 
e para interpretar o que veem. E ao ouvir seus filhos, você também pode compreender seus interesses. A 
paternidade digital positiva exige dedicação”, salienta a especialista. 
Com conteúdo da Divisão de Ensino da Língua Inglesa (ELT) da Oxford University Press, o aplicativo 
da Lingokids contém diferentes tipos de atividades, como vídeos e músicas com personagens animados, 
jogos e exercícios de alfabetização para atender a diferentes estilos de aprendizagem. Como 50% da 
capacidade de aprender é desenvolvida nos primeiros anos de vida, os sites e aplicativos pedagógicos são 
uma das formas mais interessantes de apresentar as crianças à tecnologia. A responsabilidade sobre o uso 
dos mesmos, como de tudo o que acontece com as crianças, fica do lado dos papais. 
Por Camila Achutti Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2018/08/nativos-digitais-
como-novas-tecnologias-contribuem-para-o-aprendizado-infantil.html 
 
 
 
 
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97. (INAZ do Pará / CORE-PE Assistente Jurídico 2019) 
Para fins de se manter a mesma ideia, o termo destacado em “Atualmente, a performance dos brasileiros 
com o inglês desceu até o posto 41” só não poderia ser substituído por: 
A) Desempenho. 
B) Teoria. 
C) Eficiência. 
D) Diligência. 
E) Atuação. 
Comentário: A palavra “performance” tem como sinônimos as palavras “desempenho”, “eficiência”, 
“diligencia” e “atuação”, não cabendo o vocábulo “teoria”. 
 Assim, a alternativa (B) é a correta. 
Gabarito: B 
98. (INAZ do Pará / CORE-PE Assistente Jurídico 2019) 
Acerca das novas tecnologias, o texto permite afirmar que: 
A) Foram inicialmente criadas para facilitar o aprendizado de uma segunda língua. 
B) Ajudam mais do que os pais na aquisição do aprendizado por parte da criança. 
C) Quanto mais tempo uma criança usa aparelhos eletrônicos, mais inteligente ela fica. 
D) São elaboradas para crianças na faixa etária entre dois e oito anos de idade. 
E) Desenvolvem-se com o tempo e passam a requerer mais cuidados em sua utilização. 
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o texto não menciona que as tecnologias foram inicialmente 
criadas para facilitar o aprendizado de uma segundalíngua, mas que elas estão sendo usadas para auxiliar 
na aquisição de conhecimento. Veja: 
“Cada vez mais, a tecnologia é usada no processo de aprendizagem infantil, com ferramentas interativas que 
facilitam a aquisição de conhecimento”. 
 A alternativa (B) está errada, pois o texto não afirma que as tecnologias ajudam mais do que os pais 
na aquisição do aprendizado por parte da criança, mas há a informação de que os pais devem supervisionar 
o uso dos dispositivos tecnológicos por seus filhos. Veja: 
“o importante é o acompanhamento ativo dos pais. [...] A responsabilidade sobre o uso dos mesmos, como 
de tudo o que acontece com as crianças, fica do lado dos papais”. 
 A alternativa (C) está errada, pois a tecnologia não deixa a criança mais inteligente, mas torna o 
aprendizado mais efetivo e prazeroso. Veja: 
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“A diversão é um fator chave para a rápida aquisição de vocabulário. Aprender brincando é uma forma muito 
eficaz de ensino, porque motiva as crianças e aumenta consideravelmente o tempo de atenção à atividade. 
Vídeos e jogos permitem interações com as palavras de forma divertida”, diz Cristobal Viedma, CEO e 
fundador de Lingokids”. 
 A alternativa (D) está errada, pois o aplicativo Lingokids é que é elaborado para crianças na faixa 
etária entre dois e oito anos de idade. Veja: 
“Em relação ao ensino do inglês na infância, um estudo da plataforma global Lingokids, para crianças de 2 a 
8 anos” 
A alternativa (E) é a correta, pois, de acordo com o texto, quanto mais as tecnologias se desenvolvem, 
mais cuidados os pais devem ter com a utilização destas por seus filhos. Observe isso no texto: 
“Há alguns anos, os pais tentavam decidir o tempo que seria permitido para seus filhos assistirem a televisão 
e jogarem videogame. Recentemente, essa preocupação passou a se estender para a utilização de tablets, 
celulares e computador”. 
Gabarito: E 
 
 
 
 
 
 
 
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4 – LISTA DE QUESTÕES DE REVISÃO 
 
1. (AOCP / SUSIPE-PA - Engenheiro de Segurança do Trabalho – 2018) 
 Maria Bethânia emociona na abertura de Bienal 
Art. 205 - A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a 
colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, CONSTITUIÇÃO, 1988, p. 137). 
 “Eu, Maricotinha, aluna de escola pública, abrindo a Bienal do Livro. Não é lindo?”. Foi assim que Maria 
Bethânia encerrou sua apresentação na sexta-feira, 26, não sem antes pedir desculpas por ter ultrapassado 
os 40 minutos combinado – não que alguém tenha achado ruim ouvi-la cantar e ler trechos de poemas e 
livros. A cantora, ligada ao universo literário há muito tempo, fez uma versão reduzida de seu show Bethânia 
e As Palavras, antes dos discursos habituais na cerimônia de abertura da Bienal Internacional do Livro de São 
Paulo – apenas o ministro da Educação, Mendonça Filho, evitou o microfone. Até 4 de setembro, são 
esperadas 700 mil pessoas no Anhembi. 
 Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Mia Couto, Manuel Bandeira, o professor da infância, Nestor Oliveira, 
que apresentou a poesia a Bethânia e Caetano. Eles e muitos outros, todos juntos, entre um verso e outro, 
uma música e outra, na voz de uma Bethânia toda de branco, cabelo preso quase até o fim do show, óculos 
de grau. 
 A Poetas Populares (Os nomes dos poetas populares / Deveriam estar na boca do povo / No contexto de 
uma sala de aula / Não estarem esses nomes me dá pena), de Antonio Vieira, ela emendou Trenzinho Caipira, 
num dos momentos mais bonitos – como foi quando ela cantou Romaria. A leitura de um longo trecho de 
Grande Sertão Veredas também foi um dos pontos altos. 
 O moçambicano Mia Couto apareceu mais de uma vez. Dele, ela leu: “Agora, meu ouro é a palavra. Agora, 
a poesia é a minha única visita de família” e “Na escolinha, a menina propícia a equívocos disse que masculino 
de noiva é navio”. “Que coisa linda!”, ela disse após ler esta última frase – e então cantou trecho de Oração 
ao Tempo. 
 Na sequência, leu Velha Chácara, de Manuel Bandeira, comentou sobre o aprendizado com Nestor de 
Oliveira, seu professor em Santo Amaro, na Bahia, e deu seu recado: “É possível, sim, uma boa e plena 
educação nas escolas públicas. Veja eu, Maricotinha, abrindo a Bienal do Livro. Beijinho no ombro”. Ela 
voltou a repetir isso – sem a referência à Valeska Popozuda – no final. 
 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
Adaptado de <https://istoe.com.br/bethania-emociona-na-abertura-da-bienal/> 
Em “Veja eu, Maricotinha, abrindo a Bienal do Livro. Beijinho no ombro”, a figura de linguagem que mais se 
aproxima da expressão em destaque é a 
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A) comparação. 
B) metonímia. 
C) ironia. 
D) metáfora. 
E) aliteração. 
2. (FGV / TRE-PA Analista-Judiciário – 2011) 
Fragmento do texto: Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos que há muito deveriam ter 
sido excluídos da vida política nacional, como a compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante 
as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em troca da promessa de voto 
dos eleitores. O conceito de voto consciente é justamente o contraponto dessas práticas, visando 
estabelecer critérios racionais que façam do voto um instrumento de cidadania. Voto consciente é aquele 
em que o cidadão pesquisa o passado dos candidatos, avalia suas histórias de vida e analisa se as promessas 
e programas eleitorais são coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos. 
As aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de. 
a) polifonia. 
b) coloquialismo. 
c) antonímia. 
d) metáfora. 
e) ironia. 
 
A ciranda das mulheres sábias 
Talvez você tenha vindo à minha porta por estar interessada em viver de um modo que a abençoe com 
a perspectiva de, como eu digo, “ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem” – o que significa estar 
plena de um belo conjunto de paradoxos mantidos em perfeito equilíbrio. Está lembrada? A palavra 
paradoxo significa uma ideia contrária à opinião de aceitação geral. É o que acontece com a grand-mère, a 
maior das mulheres, a grande madre... porque ela é uma sábia em preparação, que mantém unidas as 
grandes e totalmente úteis capacidades aparentemente ilógicas da psique profunda. 
Os atributos paradoxais do que é grande são principalmente ser sábia e ao mesmo tempo estar sempre 
à procura de novos conhecimentos; ser cheia de espontaneidade e confiável; ser loucamente criativa e 
obstinada; ser ousada e precavida; abrigar o tradicional e ser verdadeiramente original. Espero que você 
entenda que todos esses atributos se aplicam a você de modo geral e em detalhes, como algo em potencial, 
meio realizado ou já perfeitamente formado. 
Se você sente interesse por essas contradições divinas, sente interesse pelo arquétipo misterioso e 
irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma representação simbólica. O arquétipo da mulher sábia 
pertence a mulheres de todas as idades e se manifesta sob formas e aspectos singulares na vida de cada 
mulher. 
ESTÉS, Clarissa Pinkola. Trad. Waldéa Barcellos. A ciranda das mulheres sábias – ser jovem enquanto velha, velha enquanto 
jovem. Rio de Janeiro: Rocco, 2007. p. 9-10. 
 
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3. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
De acordo com sua organização, estrutura e esquemas retóricos, o texto se constrói em torno 
(A) dos conflitos vividos pelas mulheres durante seu amadurecimento físico e emocional. 
(B) das contradições que envolvem as mulheres na busca e no alcance da sabedoria. 
(C) dos confrontos entre as pessoas pela soberania de seus ideais de vida na Terra. 
(D) das disputas humanas pela garantia de sua sobrevivência material e mental. 
4. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
Consideradas sua organização e sua estrutura, o texto pressupõe uma sequência 
(A) descritiva, com riqueza de detalhes. 
(B) narrativa, construída em primeiro plano. 
(C) argumentativa, com proposta de intervenção. 
(D) dialógica, desenvolvida entre duas interlocutoras. 
5. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
No primeiro parágrafo do texto, é explicado o significado da palavra paradoxo. Com base nesse significado, 
é estabelecido, ao longo do texto, o paradoxo da sabedoria da “grande mãe” (avó). O recurso formal da 
língua empregado no estabelecimento desse paradoxo é 
(A) a ocorrência destacada do conectivo aditivo prototípico do português. 
(B) o paralelismo sintático na forma de expressão dos pensamentos expostos. 
(C) a estrutura das orações subordinadas frente à estrutura da oração principal. 
(D) o logicismo semântico na apresentação das ideias divergentes em todo o texto. 
6. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
O texto constrói uma percepção sobre a idade da mulher. Dessa percepção, infere-se que a idade da mulher 
(A) está correlacionada à sua sabedoria, podendo a mulher ser sábia em qualquer idade. 
(B) depende da medida de sua sabedoria e do amadurecimento quando adulta. 
(C) potencializa sua beleza na juventude e sua sabedoria na velhice. 
(D) indica que a medida de sua sabedoria está restrita à juventude. 
7. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
Do último parágrafo do texto, pressupõe-se que o paradoxo que envolve a sabedoria da mulher é de 
(A) caráter anormal. 
(B) ordem sobrenatural. 
(C) aspecto paranormal. 
(D) natureza sobre-humana. 
 
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8. (CS-UFG / UGF Assistente em Administração 2018) 
O paradoxo atribuído à mulher sábia, da forma como é explicado à interlocutora, aplica-se a 
(A) mulheres que fazem escolhas inteligentes na vida, no momento e na idade certos. 
(B) todas as mulheres de todas as idades e a cada mulher em sua idade singular. 
(C) mulheres predestinadas a compreenderem o paradoxo da sabedoria. 
(D) todas as mulheres com a missão de retransmitirem o paradoxo. 
 
ESTRANGEIRO: – Pois bem: nas ciências teóricas nós começamos por distinguir uma parte diretiva, e nesta, 
uma divisão a que chamamos, por analogia, autodirigente. A criação dos animais foi, por sua vez, considerada 
como uma das divisões da ciência autodiretiva, da qual é um gênero e certamente não o menor; a criação 
de animais nos deu a espécie da criação em rebanho, e a criação em rebanho, por sua vez, deu-nos a arte de 
criar os animais pedestres; e a seguir, esta arte de criar os animais pedestres nos deu, como seção principal, 
a arte que cria raça de animais sem chifres; e, ainda, esta raça de animais sem chifres inclui uma parte que 
só poderá ser compreendida por um único termo pela adição necessária de três nomes; ela se chamará: “a 
arte de criar raças que não se cruzam”. Por fim, a última subdivisão restante, nos rebanhos bípedes, será a 
arte de dirigir os homens. É precisamente o que procuramos; a arte que se honra por dois nomes: política e 
real. 
PLATÃO. Diálogos – Fédon, Sofista, Político. Trad. Jorge Paleikat; João Cruz Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 177. 
9. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
O excerto citado do Diálogo “Político”, de Platão, tem como tema central: 
(A) a arte de criar e de cuidar dos animais de diferentes espécies e gêneros. 
(B) o direito de nomear os animais e suas respectivas artes de criação e cuidados. 
(C) a divisão e a classificação da ciência para dar lugar à arte de fazer política na ciência. 
(D) o agrupamento dos animais em rebanhos e o domínio dos rebanhos pela separação. 
10. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
Dado seu tema central, o recurso linguístico utilizado para promover a progressão temática do texto é a 
(A) exposição linear das ideias, com o auxílio de articuladores argumentativos. 
(B) disposição aleatória dos marcadores discursivos nas sentenças. 
(C) retomada textual explicitada pelo uso de pronomes pessoais. 
(D) articulação oracional por conjunções subordinativas. 
11. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
Visto que o excerto citado faz parte de um diálogo, nas duas últimas linhas do texto infere-se que 
(A) por ser a arte de dirigir os homens, esta é a subdivisão prioritária da ciência. 
(B) o animal homem é uma subclasse menor do rebanho dos bípedes. 
(C) por ser um animal, o homem deve ser dirigido com firmeza. 
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(D) o homem é um ser político, organizado em sociedade. 
12. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
Por sua estrutura discursiva e progressão temática, o excerto apresentado se caracteriza por uma sequência 
textual 
(A) descritiva, com abundância de detalhes da ciência animal. 
(B) argumentativa, em defesa da função da ciência política. 
(C) narrativa, relatando o evento de classificação das artes. 
(D) injuntiva, determinando a forma de direção dos animais. 
13. (CS-UFG / UGF Assistente Social 2018) 
A vinculação do texto ao gênero diálogo é evidenciada por recursos linguísticos e discursivos, tais como: 
(A) a repetição de “por sua vez”, ao longo do texto, e expressões próximas da oralidade, como “a arte de 
criar raças que não se cruzam” (linha 9). 
(B) o emprego da analogia como forma de garantir credibilidade à argumentação do discurso para 
convencer o interlocutor ausente. 
(C) a utilização recorrente da função fática da linguagem, presente em todo o texto, para prender a atenção 
do interlocutor. 
(D) o uso de “Pois bem” (linha 1), “Por fim” (linha 9), e o emprego da primeira pessoa do plural dos verbos. 
14. (FCC / TRE-SP Analista Judiciário – 2017) 
Eles são grandes porque o artista moderno quer nos envolver com o seu trabalho... (3º parágrafo) 
Com as devidas alterações, caso se invertam as relações de subordinação da frase acima, mantém-se o 
sentido original fazendo-se uso da conjunção: 
(A) uma vez que 
(B) a despeito de 
(C) conquanto 
(D) em conformidade com 
(E) de maneira que 
15. (FCC / TRF 3ªR Analista Judiciário – 2016) 
Fragmento do texto: Depois que se tinha fartado de ouro, o mundo teve fome de açúcar, mas o açúcar 
consumia escravos. O esgotamento das minas − que de resto foi precedido pelo das florestas que forneciam 
o combustível para os fornos −, a abolição da escravatura e, finalmente, uma procura mundial crescente, 
orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café. De amarelo, passando pelo branco, o ouro tornou-
se negro. 
Em relação à primeira parte da frase, o segmento ... orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café 
expressa: 
(A) finalidade. 
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(B) causa. 
(C) decorrência. 
(D) conformidade. 
(E) proporcionalidade. 
16. (VUNESP / CRBio – 1ª Região Técnico – 2017) 
Considere a charge de Ronaldo para responder à questão. 
 
Na frase dita pela personagem, a segundaoração “e ela começou a rir...” apresenta, em relação à primeira 
oração, ideia de 
(A) condição, sinalizando que o cliente vai ser obrigado a recorrer ao cheque especial para pagar suas 
contas. 
(B) conformidade, sinalizando que o cliente não obteve o empréstimo bancário que havia solicitado ao 
gerente. 
(C) finalidade, sinalizando que o cliente está com o saldo bancário negativo há vários dias. 
(D) consequência, sinalizando que o cliente tem pouco dinheiro ou está sem dinheiro na conta bancária. 
(E) causa, sinalizando que o cliente está endividado em decorrência da cobrança dos altos juros bancários. 
17. (VUNESP / TJ SP Psicólogo – 2017) 
No enunciado “Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal, e Fadinha 
ficou boa, completamente boa...”, a conjunção “e”, que introduz o trecho destacado, imprime a este o 
sentido de 
(A) consequência. 
(B) condição. 
(C) oposição. 
(D) causa. 
(E) tempo. 
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18. (VUNESP / MP SP Analista – 2016) 
Fragmento do texto: O país vivia de expedientes, isto é, de cinquenta em cinquenta anos descobria-se nele 
um produto que ficava sendo a sua riqueza. Os governos taxavam-no a mais não poder, de modo que os 
países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabavam, na 
concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, ela fazia morrer a sua riqueza, mas não sem os estertores 
de uma valorização duvidosa. 
Observe a relação de sentido entre os trechos (I) e (II), na passagem – (I) Os governos taxavam-no a mais não 
poder, (II) de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos 
semelhantes, acabavam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga. 
É correto afirmar que 
(A) o trecho (I) expressa o tempo em que ocorre o que se afirma no trecho (II). 
(B) o trecho (II) expressa a maneira como ocorre o fato afirmado no trecho (I). 
(C) o trecho (II) expressa o efeito do que se afirma no trecho (I). 
(D) o trecho (I) expressa o modo como ocorre o fato afirmado no trecho (II). 
(E) o trecho (II) expressa a causa determinante do que se afirma no trecho (I). 
19. (FCC / AL MS Assistente Social – 2016) 
Instituições e riscos 
 Sem convívio não há vida, sem convívio não há civilização. Mas para conviver neste pequeno planeta, para 
se afastar da barbárie, os homens necessitam de princípios e de regras, em suas múltiplas formas de 
agrupamento. Orientados por tantos e tão diferentes interesses, premidos pelas mais diversas necessidades, 
organizamo-nos em associações, escolas, igrejas, sindicatos, corporações, clubes, empresas, assembleias, 
missões etc., confiando em que a força de um objetivo comum viabiliza a unificação de todos no corpo de 
uma instituição. É o sentido mesmo de uma coletividade organizada que legitima a existência e o 
funcionamento das instituições. 
 Mas é preciso sempre alertar para o fato de que, criadas para permitir o convívio civilizado, as instituições 
também podem abrigar aqueles que se valem de seu significado coletivo para mascarar interesses 
particulares. A corrupção e a fraude podem tirar proveito do prestígio de uma instituição, alimentando-se 
de sua força como um parasita oportunista se aproveita do hospedeiro saudável. Não faltam exemplos de 
deturpações e desvios do bom caminho institucional, provocados exatamente por aqueles que deveriam 
promover a garantia do melhor roteiro. Por isso, não há como deixar de sermos vigilantes no 
acompanhamento das organizações todas que regem nossa vida: observemos sempre se são de fato os 
princípios do bem coletivo que estão orientando a ação institucional. Sem isso, deixaremos que a 
necessidade original de convívio, em vez de propiciar a saúde do empreendimento social, dê lugar ao 
atendimento do egoísmo mais primitivo. 
(Teobaldo de Carvalho, inédito) 
Estabelecem entre si uma relação de causa e consequência, nesta ordem, os seguintes segmentos: 
a) para se afastar da barbárie / os homens necessitam de princípios (1º parágrafo) 
b) premidos pelas mais diversas necessidades / organizamo-nos em associações (1º parágrafo) 
c) a unificação de todos no corpo de uma instituição / a força de um objetivo comum (1º parágrafo) 
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d) alertar para o fato / abrigar aqueles que se valem de seu significado coletivo para mascarar interesses (2º 
parágrafo) 
e) tirar proveito do prestígio de uma instituição / alimentando-se de sua força como um parasita (2º 
parágrafo) 
20. (FCC / TRF 3ªR Analista Judiciário – 2016) 
Fragmento do texto: O museu é considerado um instrumento de neutralização – e talvez o seja de fato. Os 
objetos que nele se encontram reunidos trazem o testemunho de disputas sociais, de conflitos políticos e 
religiosos. Muitas obras antigas celebram vitórias militares e conquistas: a maior parte presta homenagem 
às potências dominantes, suas financiadoras. As obras modernas são, mais genericamente, animadas pelo 
espírito crítico: elas protestam contra os fatos da realidade, os poderes, o estado das coisas. O museu reúne 
todas essas manifestações de sentido oposto. Expõe tudo junto em nome de um valor que se presume 
partilhado por elas: a qualidade artística. Suas diferenças funcionais, suas divergências políticas são 
apagadas. A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida. O museu parece assim 
desempenhar um papel de pacificação social. A guerra das imagens extingue-se na pacificação dos museus. 
A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida. O museu parece assim desempenhar um 
papel de pacificação social. (1° parágrafo) 
Mantendo-se, em linhas gerais, o sentido original, caso a segunda frase seja subordinada à primeira, o 
período resultante será: 
a) Como a violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida, o museu parece desempenhar 
um papel de pacificação social. 
b) A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida, de maneira que o museu parece 
desempenhar um papel de pacificação social. 
c) A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida; portanto, o museu parece desempenhar 
um papel de pacificação social. 
d) O museu parece desempenhar um papel de pacificação social, uma vez que a violência de que 
participavam, ou que combatiam, é esquecida. 
e) Conquanto o museu pareça desempenhar um papel de pacificação social, a violência de que participavam, 
ou que combatiam, é esquecida. 
21. (VUNESP / TJ SP Escrevente Técnico – 2017) 
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele 
transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias. 
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se 
conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido 
um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam 
insatisfeitos, sem falar do próprio chefe. 
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa 
para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo. 
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados 
Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e 
portas. 
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Pesquisas, contudo, mostram que podemosperder até 15% da produtividade, desenvolver problemas 
graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos – 
fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização. 
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem 
sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam 
o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. 
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o 
exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados. 
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco. 
A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem 
desviar nosso foco por até 20 minutos. 
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga 
ambiental e de design de interiores. 
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem ser ruins para funcionários.” Disponível 
em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado) 
Assinale a frase do texto em que se identifica expressão do ponto de vista do próprio autor acerca do assunto 
de que trata. 
(A) Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin... (último 
parágrafo). 
(B) Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos... (2º 
parágrafo). 
(C) É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso... (7º parágrafo). 
(D) “Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. (6º parágrafo). 
(E) Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto... (4º parágrafo). 
22. (FGV / DPE MT – Analista – 2015) 
Um jornal apresentava a seguinte manchete: 
“Escolas de São Paulo vetam até escova de dente para economizar água.” 
Na frase “Escolas de São Paulo vetam até escova de dente para economizar água.”, o emprego do até mostra 
um modalizador, ou seja, um termo em que o enunciador do texto expressa uma opinião. 
Nesse caso, a opinião é de que 
(A) há um exagero na medida. 
(B) mostra um cuidado exemplar na medida tomada. 
(C) indica uma dúvida sobre o efeito pretendido. 
(D) ocorrem inúmeros outros casos de economia de água. 
(E) demonstra um apoio à medida tomada. 
 
 
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23. (FGV / TJ RJ – Técnico de Atividade Judiciária – 2015) 
 
O vocábulo abaixo do texto, que é classificado como modalizador por inserir uma opinião do enunciador 
sobre o assunto veiculado, é: 
(A) apenas; 
(B) consome; 
(C) quente; 
(D) elétrico; 
(E) ensaboar. 
24. (CETREDE /EMATERCE - Agente de ATER - Ciências Contábeis 2018) 
Analise as duas frases a seguir em relação à ambiguidade. 
I. Karla comeu um doce e sua irmã também. 
II. Mataram a vaca da sua tia. 
Marque a opção CORRETA. 
A) O problema da frase I pode ser corrigido com uma vírgula. 
B) As duas frases podem ser corrigidas com o uso de pronome. 
C) Ao colocarmos apenas um verbo, corrigiremos a frase II. 
D) Apenas a frase I apresenta problema de ambiguidade. 
E) Uma preposição resolveria o problema da frase II. 
25. (CETREDE /Prefeitura de Canindé-CE Auxiliar de Administração 2018) 
Em qual das orações a seguir ocorre ambiguidade? 
a) Ama o filho a boa mãe. 
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b) É admirável a fé de teu tio. 
c) A mãe disse para o filho entrar pra dentro. 
d) Comprou uma vaca cara de seu sócio. 
e) Escapei de uma boa hoje 
26. (COPS-UEL / PC-PR Investigador de Polícia 2010) 
Texto: 
Coleção macabra 
Maior hospital infantil da Europa retirava órgãos do corpo de crianças sem autorização dos pais 
Um relatório divulgado pelo Ministério da Saúde da Inglaterra na última terça-feira causou espanto e 
horror ao expor uma prática comum nos meios médicos e até recentemente desconhecida do resto do país: 
a retirada, sem o consentimento dos pais, de órgãos do corpo de crianças mortas, para serem usados em 
pesquisas. O escândalo pulverizou a reputação do maior hospital infantil da Europa, o Alder Hey, em 
Liverpool, em cujos laboratórios foram encontrados 2.128 corações, mais de 2.000 fetos, 188 olhos, 147 
cérebros e outras partes, incluindo a 6 cabeça completa de um menino de 11 anos. O relatório indica que 
hospitais do país guardam 105.000 órgãos humanos. Além de serem retirados sem autorização, os órgãos 
nem sempre se destinavam a fins em princípio louváveis. No Alder Hey foi descoberto um depósito atulhado 
de órgãos desvinculados de qualquer pesquisa. Em dois outros hospitais, os médicos admitiram que 
venderam órgãos a laboratórios farmacêuticos. O caso mais recente foi a extração do timo, glândula usada 
na produção de medicamentos que demandam hormônios. O principal acusado no caso do escândalo dos 
órgãos é o médico holandês Richard Van Velzen, que dirigiu Alder Hey entre 1988 e 1995. “Nesse período a 
retirada de órgãos se tornou uma prática obrigatória no hospital”, disse o ministro da Saúde, Alan Milburn. 
Van Velzen, que voltou à Holanda, está sendo processado no Canadá pelo mesmo crime. 
O caso expôs as diferenças na maneira de ver a morte dos cientistas, que encaram o cadáver como 
um objeto de estudo, e dos familiares, para os quais a inviolabilidade do corpo tem um valor cultural e 
emocional arraigadíssimo. No mundo ocidental, o avanço da ciência ou a doação para salvar vidas justificam 
o uso do corpo, mas a ética exige o consentimento da família. “Um cadáver não é uma pessoa, mas não pode 
ser tratado como coisa”, diz Marco Segre, professor de medicina legal e ética médica da Universidade de São 
Paulo. Segundo o relatório do Ministério da Saúde, 1.600 crianças teriam morrido sem as pesquisas feitas no 
hospital Alder Hey. A maioria dos pais afetados pelo escândalo aceitou o uso científico. A indignação vem do 
descaso dos médicos em obter uma autorização dos familiares. 
(Adaptado de: Revista Veja, edição 1686 - 07 fev. 2001. Disponível em: <www.veja.abril.com.br>. Acesso em 25 dez. 2009.) 
A frase inicial do segundo parágrafo apresenta uma ambiguidade, a qual pode ser eliminada através de uma 
reescritura. Considere as afirmativas a seguir. 
I. O caso expôs as diferenças na maneira de ver a morte entre cientistas, que encaram o cadáver como 
objeto de estudo, e familiares, para os quais a inviolabilidade do corpo tem valor cultural e emocional 
arraigadíssimo. 
II. O caso expôs diferentes maneiras de ver a morte: cientistas consideram um cadáver como objeto de 
estudo; para os familiares, a inviolabilidade do corpo tem valor cultural e emocional arraigadíssimo. 
III. O caso expôs que a morte dos cientistas, os quais veem o cadáver como objeto de estudo, é diferente 
da morte dos familiares, que atribuem ao corpo inviolabilidade e valor cultural e emocional 
arraigadíssimo. 
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IV. O caso expôs as diferenças da morte dos cientistas e dos familiares. Os primeiros consideram o cadáver 
como objeto de estudo; os segundos atribuem uma inviolabilidade ao corpo e um valor cultural e 
emocional arraigadíssimo. 
Assinale a alternativa em que as afirmativas eliminam a ambiguidade. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativasI, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
27. (COPS-UEL / SEAP-PR Agente Penitenciário 2013) 
Julgue, como certa (C) ou errada (E) a afirmativa abaixo. 
No trecho “terá de pagar multa por infringir a lei – que aumentou para R$ 1.915,40 no fim de 2012”, a 
ambiguidade do pronome em destaque se desfaz pela substituição desse termo por “a qual”. 
 
 
(CAMARGO, J. E.; SOARES, L. No país das placas malucas. São Paulo: Panda Books, 2011. p.7.) 
28. (UEL COPS / ECOPARANÁ – Analista – 2012) 
É correto afirmar que o problema da placa reside 
a) na inadequação da concordância verbal, explorada também nos versos. 
b) na ambiguidade do pronome, que pode se referir ao animal ou ao condutor. 
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c) no mau uso da crase, explorado e corrigido nos versos. 
d) na ambiguidade provocada pela inversão das orações. 
e) na ambiguidade resultante do uso da crase facultativa. 
 
(CAMARGO, J. E.; SOARES, L. No país das placas malucas. São Paulo. Panda Books, 2011. p.23.) 
29. (UEL COPS / ECOPARANÁ – Analista – 2012) 
Com base nos textos, assinale a alternativa correta. 
a) Com a supressão da informação sobre o nome da cidade, poderia ser dito que há na faixa mais de uma 
ambiguidade. 
b) O fato de o pronome da frase estar no masculino indica que o dia é de São Cristóvão, desfazendo a 
ambiguidade. 
c) O fato de o pronome da faixa ter sido utilizado no masculino é responsável pela ambiguidade na faixa. 
d) A ambiguidade deixaria de existir na faixa se o termo “mulheres” fosse substituído por “devotas”. 
e) O nome da cidade é decisivo para criar ambiguidade na faixa. 
30. (UEL COPS / ECOPARANÁ – Analista – 2012) 
Com base na placa, na faixa e nos poemas, considere as afirmativas a seguir. 
I. Tanto nos versos sobre a placa quanto nos versos sobre a faixa, há referências a ambiguidades. 
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II. Nos dois conjuntos de versos, o poeta ridiculariza a distância entre as intenções dos autores da placa e 
da faixa e os textos produzidos. 
III. Os versos iniciados por “só não sei...”, em ambos os poemas, apontam a solução para uma das 
ambiguidades presentes tanto na placa quanto na faixa. 
IV. O uso indevido do gênero (masculino/feminino) e do número (singular/plural) do pronome possessivo 
trouxe, a ambos os textos, ambiguidade. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
31. (UEL COPS / UEL – Cirurgião Dentista –2010) 
Observe o slogan referente a anúncio de apartamento e responda à questão: 
“Nossos bosques têm mais árvore. E uma planta exclusiva.” 
Considere as afirmativas a seguir. 
I – O slogan possui uma intertextualidade com um trecho do hino nacional, sem repetir integralmente o 
verso do hino. 
II – Pela organização das frases, a expressão “planta exclusiva” é complemento do verbo “ter” na primeira 
frase. 
III – O termo “planta” é deliberadamente ambíguo: refere-se tanto ao sentido da primeira frase quanto ao 
tema do anúncio. 
IV – A primeira frase induz a ideia de que a valorização ecológica do empreendimento imobiliário é um 
recurso descartado pelos concorrentes do ramo. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as frases I e II são corretas. 
b) Somente as frases I e IV são corretas. 
c) Somente as frases III e IV são corretas. 
d) Somente as frases I, II e III são corretas. 
e) Somente as frases II, III e IV são corretas. 
32. (UEL COPS / UEL – Cirurgião Dentista – 2010) 
Observe o slogan e responda à questão: 
“O futuro está aqui, presente pra você. Emissora Y Digital, sinal de qualidade pra você.” 
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir. 
O termo “presente” 
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a) pode ser substituído, entre outras possibilidades, pelo termo “assíduo”, sem alterar a proposta original 
dos sentidos do texto. 
b) pode ser substituído por “brinde”, sem alterar as propostas de ambiguidade previstas no texto. 
c) pode ser um adjetivo do termo “futuro”, qualificando-o. 
d) pode ser um substantivo sintaticamente subordinado ao termo “futuro”. 
e) e o termo “futuro” têm seus sentidos invertidos pela ironia prevista no texto. 
33. (UEL COPS / UEL – Cirurgião Dentista –2010) 
Observe o slogan e responda à questão: 
“O futuro está aqui, presente pra você. Emissora Y Digital, sinal de qualidade pra você.” 
Na segunda frase do texto, o termo 
a) “qualidade” está marcado pela ambiguidade. 
b) “qualidade” refere-se a um atributo neutro, que pode ser bom ou ruim. 
c) “qualidade” pode ser substituído por “virtude”, sem alteração do sentido original. 
d) “sinal” está marcado pela ambiguidade. 
e) “sinal” pode ser substituído por “indício”, sem alteração do(s) sentido(s) originalmente previsto(s). 
 
(Consulplan / CEAGESP Advogado) 
TRATAMENTO DE CHOQUE 
 A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores. As baixas temperaturas, ao mesmo 
tempo em que são necessárias à conservação das frutas, também podem causar danos ao produto, se a 
exposição ao frio for prolongada. Essa contradição, entretanto, está com os dias contados. É o que promete 
um novo método desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Fisiologia e Bioquímica Pós-Colheita da 
Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. 
 O processo, chamado de condicionamento térmico, consiste em mergulhar o fruto em água quente 
antes de refrigerá-lo. “O frio faz com que a fruta fique vulnerável à ação de substâncias que deterioram a 
casca, mas o uso da água quente ativa seu sistema de defesa”, afirma o pesquisador Ricardo Kluge. 
 A temperatura da água e a duração do mergulho variam para cada espécie, mas, em média, as frutas 
são mantidas em 52 graus por poucos minutos. Em alguns casos, o tratamento aumenta a conservação em 
até 50% do tempo; se um produto durava 40 dias em ambiente frio, pode passar a durar 60. 
 Resistência. A Esalq também desenvolveu um outro tipo de tratamento, o “aquecimento 
intermitente”. Essa técnica consiste em pôr a fruta em ambiente refrigerado e, depois de dez dias, deixá-la 
em temperatura ambiente por 24 horas, para então devolvê-la à câmara fria. “Isso faz com que o produto 
crie resistência ao frio e não seja danificado”, afirma Ricardo Kluge. Para o produtor de pêssegos Waldir 
Parise, isso será muito válido, pois melhora a qualidade final do produto. Ele acredita que a nova técnica 
aumentará o valor da fruta no mercado. “Acho que facilitará bastante nossa vida.” 
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 De acordo com o pesquisador Kluge, o grande desafio é fazer com que essa novidade passe a ser 
usada pelo produtor. “No começo é difícil, pois muitos apresentam resistência às novidades”, diz. Neste ano, 
os pesquisadores trabalharão mais próximos dos agricultores, tentando ensinar-lhes a técnica. “Acho que 
daqui a três anos ela será mais usada”. O Chile já usa o método nas ameixas. 
 As frutas tropicais devem ser as mais abordadas pelo estudo, pois não apresentam resistência natural 
às baixas temperaturas. A pesquisa testou o método só no limão taiti, na laranja valência e no pêssego 
dourado-2. 
(Luis Roberto Toledo e Carlos Gutierrez.Revista Globo Rural – Março/2006) 
34. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
Segundo o texto, entre a refrigeração e os fruticultores há uma: 
A) Oposição ideológica. B) Semelhança espacial. 
C) Utilização benéfica e maléfica. D) Ausência de utilidade. 
E) Utilização desnecessária. 
35. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
O emprego das aspas no segundo parágrafo: 
A) Ressalta a importância da nova técnica. 
B) Serve para ressaltar a fala do autor da reportagem. 
C) Serve para ressaltar a fala do pesquisador. 
D) Serve para complementar a reportagem. 
E) Explica o que é o aquecimento intermitente. 
36. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
 “No começo é difícil, pois muitos apresentam resistências às novidades”. Pelo processo da intertextualidade 
a alternativa que contém uma citação com o mesmo valor semântico do período acima é: 
A) “À mente apavora o que ainda não é mesmo velho”. 
B) “...o horror de um progresso vazio” 
C) “Oh! Mundo tão desigual! De um lado esse carnaval, de outro a fome total”. 
D) “Foste um difícil começo”. 
E) “Como vai explicar vendo o céu clarear sem lhe pedir licença”. 
37. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
Assinale a frase em que o vocábulo destacado tem seu antônimo corretamente indicado: 
A) “A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores”: difícil 
B) “ ... se a exposição ao frio for prolongada”: rápida 
C) “ O frio faz com que a fruta fique vulnerável à ação de substâncias...” : desamparados 
D) “Acho que facilitará bastante nossa vida.”: suficientemente 
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E) “No começo é difícil, pois muitos apresentam resistência às novidades...”: empecilho. 
38. (Consulplan / CEAGESP Advogado) 
“Para o produtor de pêssegos Waldir Parise, isso será muito válido...” A palavra sublinhada nessa frase tem 
como referente: 
A) “... a temperatura da água e a duração do mergulho...” 
B) “A refrigeração é uma questão delicada para os fruticultores”. 
C) “ ... o produto crie resistência ao frio e não seja danificado”. 
D) “Essa contradição, entretanto, está com os dias contados”. 
E) “ ... aumenta a conservação em até 50% do tempo...” 
 
 (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
A ENERGIA E OS CICLOS INDUSTRIAIS 
 No decorrer da história, a ampliação da capacidade produtiva das sociedades teve como 
contrapartida o aumento de consumo e a contínua incorporação de novas fontes de energia. Entretanto, até 
o século XVIII, a evolução do consumo e o aprimoramento de novas tecnologias de geração de energia foram 
lentos e descontínuos. 
 A Revolução Industrial alterou substancialmente esse panorama. Os ciclos iniciais de inovação 
tecnológica da economia industrial foram marcados pela incorporação de novas fontes de energia: assim, o 
pioneiro ciclo hidráulico foi sucedido pelo ciclo do carvão, que por sua vez cedeu lugar ao ciclo do petróleo. 
 Em meados do século XIX, as invenções do dínamo e do alternador abriram o caminho para a 
produção de eletricidade. A primeira usina de eletricidade do mundo surgiu em Londres, em 1881, e a 
segunda em Nova York, no mesmo ano. Ambas forneciam energia para a iluminação. Mais tarde, a 
eletricidade iria operar profundas transformações nos processos produtivos, com a introdução dos motores 
elétricos nas fábricas, e na vida cotidiana das sociedades industrializadas, na qual foram incorporados 
dezenas de eletrodomésticos. 
 Nas primeiras décadas do século XX, a difusão dos motores a combustão interna explica a importância 
crescente do petróleo na estrutura energética dos países industrializados. Além de servir de combustível 
para automóveis, aviões e tratores, ele também é utilizado como fonte de energia nas usinas termelétricas 
e ainda, é matéria-prima para muitas indústrias químicas. Desde a década de 1970, registrou-se também 
aumento significativo na produção e consumo de energia nuclear nos países desenvolvidos. 
 Nas sociedades pré-industriais, entretanto, os níveis de consumo energético se alteraram com menor 
intensidade, e as fontes energéticas tradicionais – em especial a lenha – ainda são predominantes. Estima-
se que o consumo de energia comercial per capita no mundo seja de aproximadamente 1,64 toneladas 
equivalentes de petróleo (TEP) por ano, mas esse número significa muito pouco: um norte-americano 
consome anualmente, em média, 8 TEPs contra apenas 0,15 consumidos por habitante em Bangladesh e 
0,36 no Nepal. 
 Os países da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que possuem cerca 
de um sexto da população mundial, são responsáveis por mais da metade do consumo energético global. Os 
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Estados Unidos, com menos de 300 milhões de habitantes, consomem quatro vezes mais energia do que o 
continente africano inteiro, onde vivem cerca de 890 milhões de pessoas. 
(Magnoli, Demétrio, Regina Araújo, 2005. Geografia – A construção do mundo. Geografia Geral e do Brasil, Moderna – pg. 167) 
39. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
Nos dois primeiros parágrafos do texto, o autor afirma que, EXCETO: 
A) O aumento de consumo foi uma contrapartida à ampliação da capacidade produtiva das sociedades. 
B) A eletricidade operou, nos processos produtivos, transformações profundas. 
C) As novas fontes de energia marcaram os ciclos iniciais de inovação tecnológica. 
D) Anteriormente ao século XVIII, o aprimoramento de novas fontes de energia e a evolução do consumo 
foram lentos e descontínuos. 
E) O panorama de evolução das novas fontes de energia foi alterado de forma fundamental pela Revolução 
Industrial. 
40. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
Ao mencionar que as invenções do dínamo e do alternador abriram caminho para a produção de eletricidade, 
o autor do texto mostra que: 
A) O setor industrial impulsionou a economia dos países subdesenvolvidos. 
B) As usinas de eletricidade forneciam energia para a iluminação. 
C) A partir dessas invenções o uso de energia elétrica em Londres e Nova York colocou essas duas cidades 
no topo da economia mundial. 
D) A partir dessas invenções o uso de energia elétrica se expandiu e provocou substanciosas mudanças na 
vida cotidiana das sociedades industrializadas. 
E) A partir do dínamo e do alternador as indústrias tomaram um novo rumo no século XVIII. 
41. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
A importância do petróleo se deve, EXCETO: 
A) Ao fato de servir de matéria-prima para indústrias químicas. 
B) Ao fato de servir de combustível para automóveis, aviões e tratores. 
C) Ao fato de ser fonte de energia eólica. 
D) Ao fato de ser fonte de energia nas usinas termelétricas. 
E) Ao fato de ser fonte de energia nas indústrias têxteis. 
42. (Consulplan / Manaus Energia Administrador) 
Os dados estatísticos apresentados no texto: 
A) São utilizados como curiosidade. 
B) São utilizados para dar mais veracidade às informações contidas no texto. 
C) São sempre utilizados em reportagens. 
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D) São utilizados como argumentos essenciais. 
E) São utilizados como informações superficiais. 
(Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
SEGREDO 
 Há muitas coisas que a psicologia não nos explica. Suponhamos que você esteja em um 12º andar, 
em companhia de amigos, e, debruçando-se à janela, distinga lá embaixo, inesperada naquele momento, a 
figura de seu pai, procurando atravessar a rua ou descansando em um banco diante do mar. Só isso. Por que, 
então, todo esse alvoroço que visita a sua alma de repente, essa animaçãoprovocada pela presença distante 
de uma pessoa da sua intimidade? Você chamará os amigos para mostrar-lhes o vulto de traços fisionômicos 
invisíveis: “Aquele ali é papai”. E os amigos também hão de sorrir, quase enternecidos, participando um 
pouco de sua glória, pois é inexplicavelmente tocante ser amigo de alguém cujo pai se encontra longe, fora 
do alcance do seu chamado. 
 Outro exemplo: você ama e sofre por causa de uma pessoa e com ela se encontra todos os dias. Por 
que, então, quando essa pessoa aparece à distância, em hora desconhecida aos seus encontros, em uma 
praça, em uma praia, voando na janela de um carro, por que essa ternura dentro de você, e essa admirável 
compaixão? 
 Por que motivo reconhecer uma pessoa ao longe sempre nos induz a um movimento interior de 
doçura e piedade? 
 Às vezes, trata-se de um simples conhecido. Você o reconhece de longe em um circo, um teatro, um 
campo de futebol, e é impossível não infantilizar-se diante da visão. 
 Até para com os nossos inimigos, para com as pessoas que nos são antipáticas, a distância, em relação 
ao desafeto, atua sempre em sentido inverso. Ver um inimigo ao longe é perdoá-lo bastante. 
 Mais um caso: dois amigos íntimos se vêem inesperadamente de duas janelas. Um deles está, 
digamos, no consultório do dentista, o outro visita o escritório de um advogado no centro da cidade. Cinco 
horas da tarde; lá embaixo, o tráfego estridula; ambos olham distraídos e cansados quando se descobrem 
mutuamente. Mesmo que ambos, uma hora antes, estivessem juntos, naquele encontro súbito e de longe é 
como se não se vissem há muito tempo; com todas as graças da alma despertas, eles começam a acenar-se, 
a dar gritos, a perguntar por gestos o que o outro faz do outro lado. Como se tudo isso fosse um mistério. 
 E é um mistério. 
(Paulo Mendes Campos) 
43. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
Com relação ao significado das palavras empregadas no texto, todas as opções estão corretas, EXCETO: 
A) “... quase enternecidos” : amorosos 
B) “ ...essa ternura...” : meiguice 
C) “ ... inexplicavelmente tocante...” : comovente 
D) “ ... sempre nos induz...” : motiva 
E) “ ... o tráfego estridula...” : rompe 
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44. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
O tema central do texto é: 
A) Divagações sobre a amizade. 
B) Reflexões sobre encontros imprevistos. 
C) Indagações sobre momentos efêmeros. 
D) Mistérios do mundo moderno. 
E) Mistérios das atitudes incontidas. 
45. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
“Há muitas coisas que a psicologia não nos explica”. 
O período acima: 
A) Serve como reflexão. B) Exprime uma idéia secundária. E) Evidencia o valor da ciência. 
C) É uma citação popular. D) Justifica o título do texto. 
46. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
“Você o reconhece de longe em um circo...”( 4º§). Por um processo anafórico, a palavra sublinhada na frase 
acima tem como referente no texto: 
A) amigo B) pai C) conhecido D) inimigo E) dentista 
47. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
“Até para com os nossos inimigos, para com as pessoas que nos são antipáticas, a distância, em relação ao 
desafeto, atua sempre em sentido inverso.” 
Do excerto acima, depreende-se que, EXCETO: 
A) A distância aproxima as pessoas. 
B) O ser humano reage de forma programada. 
C) O ser humano é imprevisível. 
D) A distância modifica o comportamento das pessoas. 
E) Em terra estranha, conhecidos tornam-se amigos ainda mais íntimos. 
48. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
Assinale a alternativa que mantém uma intertextualidade com o texto “Segredo”: 
A) “Sei lá, sei não, a vida é uma grande ilusão”. (Vinícius de Moraes) 
B) “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. (Ditado popular) 
C) “Existem dois lados em todas as questões: o meu e o errado”. (Oscar Levant) 
D) “Cínico é quem vê as coisas como são em vez de vê-las como deveriam ser”. (Oscar Wilde) 
E) “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que pensa nossa vã filosofia”. (Shakespeare) 
 
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49. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
Assinale a alternativa que contém uma frase em sentido conotativo: 
A) “E é um mistério”. 
B) “Cinco horas da tarde; lá embaixo...” 
C) “... em uma praia, voando na janela de um carro...” 
D) “Aquele ali é papai”. 
E) “Por que, então, todo esse alvoroço...” 
50. (Consulplan / Prefeitura Tiradentes Analista) 
O tom final do texto é, EXCETO: 
A) fúnebre B) inexplicável C) enigmático D) obscuro E) oculto 
 
 (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
 Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos 
costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – 
locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. 
Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na 
Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “Não”. 
 O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de 
estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-
se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates 
chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio 
da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova 
sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, 
percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse 
homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não 
sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele 
exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra 
a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em 
suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência 
iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”. 
 Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas 
havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, 
Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos 
até políticos poderosos, sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para 
defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele 
geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o Amor?” “O 
que é a Virtude?” “O que é a Mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, 
questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar 
os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom 
perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na 
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maiorparte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) 
não sabe do que está falando. 
(José Francisco Botelho. Revista Vida Simples, edição 91, abril de 2010 / com adaptações) 
51. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Analise as afirmativas a seguir: 
I. As conclusões que impulsionaram a cruzada pessoal de Sócrates contra a falsa sabedoria humana foram 
motivadas por um elogio divino. 
II. Ao saber que o conceituado oráculo de Delfos o havia considerado o maior sábio da Grécia, Sócrates 
prontamente chegou à conclusão de que transformaria sua vida. 
III. Os antigos mestres de Sócrates cobravam por suas “lições”. 
IV. Sócrates concluiu que era mais sábio do que um dos figurões intelectuais da época, pois, após conversar 
com ele, percebeu que este era incapaz de reconhecer a própria ignorância. 
Explícita ou implicitamente estão presentes no texto somente as ideias registradas nas afirmativas: 
A) I, II, IV B) I, III, IV C) II, III, IV D) II, IV E) I, II, III, IV 
52. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Em “Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência” (1º§), “percebeu que 
a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia” (2º§) e “Em seguida, destrinchava as respostas 
que lhe eram dadas” (3º§), as expressões destacadas são, respectivamente, exemplos de: 
A) Denotação, conotação, conotação. B) Denotação, denotação, conotação. 
C) Denotação, denotação, denotação. D) Conotação, conotação, conotação. 
E) Conotação, denotação, denotação. 
53. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
NÃO haverá alteração do sentido do texto caso se substitua: 
A) “A resposta foi sumária” (1º§) por A resposta foi breve, rápida. 
B) “vagabundo loquaz” (2º§) por vagabundo incansável. 
C) “a autoproclamada sabedoria do sujeito” (2º§) por a sabedoria anunciada pelo próprio sujeito. 
D) “bordão” (2º§) por frase que se repete muito. 
E) “Para sua tarefa audaz” (3º§) por Para sua tarefa audaciosa. 
54. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Os termos destacados constituem elementos coesivos por retomarem termos ou ideias anteriormente 
registrados, EXCETO: 
A) “Para isso, existiam os oráculos” (1º§) 
B) “Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio.” (2º§) 
C) “Só sei que nada sei” (2º§) 
D) “Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica” (3º§) 
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E) “Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas” (3º§) 
55. (Consulplan / COFEN Analista de Pessoal) 
Em “Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência” (1º§), “Após muito 
meditar sobre as palavras do oráculo” (2º§), “então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da 
própria ignorância” (2º§), “A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria” 
(2º§), e “Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres” (3º§), as 
expressões destacadas indicam, respectivamente, ideia de: 
A) Tempo, tempo, conclusão, conclusão, adversidade. 
B) Tempo, tempo, tempo, conclusão, adversidade. 
C) Tempo, tempo, conclusão, tempo, adversidade. 
D) Consequência, tempo, tempo, conclusão, adversidade. 
E) Tempo, tempo, tempo, conclusão, adição. 
 
Brasil tem mistura de tradições e culturas em sua culinária 
O Brasil tem uma grande mistura de tradições e culturas em suas diferentes regiões e isso se reflete 
na culinária de cada região. Cada região tem seus sabores típicos e os pratos são preparados a partir de 
ingredientes regionais. Os sabores do Brasil foram desenvolvidos a partir de nossa tradição indígena e por 
todas as correntes de imigração que influenciaram nossa cultura. Veja abaixo: 
Região Norte: forte presença indígena mesclada com a imigração europeia. Com o ciclo da borracha, 
libaneses, japoneses, italianos e até nordestinos migraram para a região. Todos deixaram seus traços. 
Ingredientes: mandioca, cupuaçu, açaí, pirarucu, urucum, jambu, tucunaré, guaraná, castanha-dopará. 
Pratos típicos: pato no Tucupi, caruru, tacacá, maniçoba. 
Região Nordeste: A presença africana é forte devido à escravidão no ciclo da cana. Ingredientes: dendê, 
mandioca, leite de coco, gengibre, milho, graviola, camarão, caranguejo, temperos picantes, carne de sol e 
pratos feitos com raízes. Pratos típicos: acarajé, vatapá, caranguejada, buchada, paçoca, tapioca, sarapatel, 
cuscuz, cocada. 
Região Centro-Oeste: influenciada pela pecuária. A população prefere carnes bovina, caprina e suína. Os 
ciclos de imigração trouxeram culinária africana, portuguesa, italiana e síria. E a forte presença indígena 
liderou a preferência regional por raízes. Ingredientes: pequi, mandioca, carne-seca, ervamate, milho. Pratos 
típicos: arroz com pequi, picadinho com quiabo, sopa paraguaia, empadão goiano, caldo de piranha, vaca 
atolada. 
Região Sudeste: influenciada pelas origens portuguesas, indígenas e africanas. Após a chegada de imigrantes 
japoneses, libaneses, sírios, italianos e espanhóis, a diversidade gastronômica, sobretudo em São Paulo, 
aumentou. No estado, a culinária internacional mais integrada com a culinária típica paulista é a italiana. 
Ingredientes: arroz, feijão, ovo, carnes, massas, palmito, mandioca, banana, batatas, polvilho. Pratos típicos: 
tutu de feijão, virado à paulista, moqueca capixaba, feijoada, picadinho paulista, pão de queijo. E toda a 
culinária italiana. 
Região Sul: A mistura étnica ocorrida resultou em uma culinária com a presença da cozinha italiana, alemã, 
portuguesa e espanhola. O churrasco, principal prato do Rio Grande do Sul, resultou de um fato histórico. 
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Ingredientes: carne bovina e ovina, farinha de milho, erva-mate. Pratos típicos: barreado, churrasco, galeto, 
sopa de capeletti, arroz de carreteiro, sopa catarinense. 
Disponível em: https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/descubra-o-brasil/noticia/bra-sil-tem-mistura-de-tradicoes-e-culturas-
em-sua-culinaria.ghtml. Acesso em: 10 nov. 2018. (Adaptado). 
56. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
Ao tratar da tradição culinária brasileira por regiões, o texto utiliza-se predominantemente de estruturas 
(A) narrativa e enumerativa. 
(B) dissertativa e vocativa. 
(C) enumerativa e dissertativa. 
(D) vocativa e narrativa. 
57. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
O grupo de palavras que caracteriza a tese defendida pelo texto é: 
(A) sabores, correntes, traços. 
(B) mistura, influência, diversidade. 
(C) ciclo, presença, culinária. 
(D) preferência, histórico, típico. 
Cuitelinho 
(canção popular divulgada por Paulo Vanzolini, Pena Branca e Xavantinho e Almir Sater) 
Cheguei na beira do porto 
Onde as onda se espaia 
As garça dá meia volta 
E senta na beira da praia 
E o cuitelinho não gosta 
Que o botão de rosa caia, ai, ai 
 
Quando eu vim da minha terra 
Despedi da parentália 
Eu entrei no Mato Grosso 
Dei em terras paraguaia 
Lá tinha revolução 
Enfrentei fortes batáia, ai, ai 
 
A tua saudade corta 
Como aço de naváia 
O coração fica aflito 
Bate uma, a outra faia 
E os óio se enche d´água 
Que até a vista se atrapáia, ai... 
Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/pena-branca/cuitelinho.html>. Acesso em: 15 dez. 2018. 
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58. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
As observações feitas pelo sujeito lírico nessa canção de autoria anônima permitem levantara hipótese de 
que ele tenha sido 
(A) poeta e soldado. 
(B) poeta e motorista. 
(C) soldado e professor. 
(D) pintor e professor. 
Os Três Porquinhos e o Lobo, “Nossos Velhos Conhecidos” 
Era uma vez Três Porquinhos e um Lobo Bruto. Os Três Porquinhos eram pessoas de muito boa família, e 
ambos tinham herdado dos pais, donos de uma churrascaria, um talento deste tamanho. Pedro, o mais velho, 
pintava que era uma maravilha – um verdadeiro Beethoven. Joaquim, o do meio, era um espanto das contas 
de somar e multiplicar, até indo à feira fazer compras sozinho. E Ananás, o menor, esse botava os outros dois 
no bolso – e isso não é maneira de dizer. Ananás era um mágico admirável. Mas o negócio é que – não é 
assim mesmo, sempre? – Pedro não queria pintar, gostava era de cozinhar, e todo dia estragava pelo menos 
um quilo de macarrão e duas dúzias de ovos tentando fazer uma bacalhoada. Joaquim vivia perseguindo 
meretrizes e travestis, porque achava matemática chato, era doido por imoralidade aplicada. E Ananás 
detestava as mágicas que fazia tão bem – queria era descobrir a epistemologia da realidade cotidiana. Daí 
que um Lobo Bruto, que ia passando um dia, comeu os três e nem percebeu o talento que degustava, nem 
as incoerências que transitam pela alma cultivada. MORAL: É INÚTIL ATIRAR PÉROLAS AOS LOBOS. 
Fernandes, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003. 
59. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
Ao anunciar Os Três Porquinhos e o Lobo como “Velhos Conhecidos”, a fábula produz ironia porque 
(A) a história narrada sofre alterações, mas a moral da história explicitada ao final do texto mantém-se a 
mesma da forma original. 
(B) as descrições das personagens trazem características que subvertem a moral da história transmitida pela 
forma original. 
(C) a atualização das características das personagens resulta em uma idealização compatível com os valores 
da vida contemporânea. 
(D) o desfecho da narrativa ocorre de maneira abrupta, explicitando a possibilidade de um final feliz no 
mundo atual. 
60. (UFG / IFGOIANO Assistente em administração 2019) 
Qual das alternativas abaixo apresenta uma construção semântica imprevisível? 
(A) “Os Três porquinhos eram pessoas de muito boa família”. 
(B) “pintava que era uma maravilha – um verdadeiro Beethoven”. 
(C) “queria era descobrir a epistemologia da realidade cotidiana”. 
(D) “nem percebeu o talento que degustava, nem as incoerências que transitam pela alma cultivada.” 
 
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61. (IADES / CRN 3ª Região 2019) 
 
O texto, que pertence ao gênero campanha, tem como finalidade principal 
(A) apresentar os benefícios da casca das frutas à saúde. 
(B) persuadir o destinatário a incentivar o consumo integral dos alimentos. 
(C) sugerir que a casca é mais nutritiva do que a própria fruta. 
(D) combater o desperdício de alimentos oferecendo receitas de pratos feitos apenas com a casca das frutas. 
(E) alertar a população acerca da importância das frutas para a saúde. 
62. (IADES / CRN 3ª Região 2019) 
Quem vê cara não vê nutriente “Me vê uma manga bonita, por favor?”, pede um rapaz ao feirante Luiz 
Souza Silva, de 47 anos. Ao receber o produto já dentro da sacola, o moço paga e vai embora. E Silva se 
apressa para explicar: “Fruta bonita precisa ser lustrosa por fora, ter brilho e sabor por dentro. As nossas são 
todas assim. O cliente nem precisa escolher muito”. 
Mais que papo de vendedor, ele sabe bem que uma das poucas coisas que não mudaram nos 25 anos em 
que mantém sua barraca na feira livre do Pacaembu, em São Paulo, é a preferência por alimentos de encher 
os olhos. O que pouca gente imagina é que, nesse campo, as aparências podem, sim, enganar. Nem sempre 
o vegetal mais bonito é o de melhor qualidade. “Basta ver os orgânicos, que costumam ser menores e mais 
feios, mas ao mesmo tempo são mais saudáveis porque não levam agrotóxicos”, nota a nutricionista Elke 
Stedefeldt, da Universidade Federal de São Paulo. 
BASÍLIO, Andressa (colaboradora). Disponível em: https://saude.abril.com.br/. Acesso em: 6 abr. 2019, com adaptações. 
O primeiro parágrafo é constituído por uma estrutura predominantemente 
(A) descritiva, pois enumera as características de um vegetal de boa qualidade. 
(B) dissertativa, pois expressa uma opinião contrária ao ato praticado por um feirante ao tentar enganar um 
cliente. 
(C) narrativa, pois relata um acontecimento que serve como exemplo para uma informação declarada no 
início do segundo parágrafo. 
(D) descritiva, pois registra uma série de características dos tipos humanos que frequentam as feiras 
populares e dos que trabalham nesse ramo. 
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(E) dissertativa, pois explica as principais diferenças entre os alimentos bons e os ruins. 
63. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
 
(Charles M. Schulz. Minduim. O Estado de S. Paulo, 29.03.2018. http://cultura.estadao.com.br) 
Considerando a organização do conteúdo nos balões de cada quadrinho, pode-se afirmar que no segundo, 
no terceiro e no quarto quadrinhos são expressos, respectivamente, 
(A) um projeto, uma reprovação e uma reclamação. 
(B) uma indagação, uma recordação e um gracejo. 
(C) um ideal, um alerta e um lamento. 
(D) um desejo, uma retificação e uma crítica. 
(E) uma constatação, uma recomendação e um deboche.. 
64. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
A arte mostra-se presente na história da humanidade desde os tempos mais remotos. Sem dúvida, ela 
pode ser considerada como sendo uma necessidade de expressão do ser humano, surgindo como fruto da 
relação homem/mundo. 
Por meio da arte a humanidade expressa suas necessidades, crenças, desejos, sonhos. Todos têm uma 
história, que pode ser individual ou coletiva. As representações artísticas nos oferecem elementos que 
facilitam a compreensão da história dos povos em cada período. 
(Rosane K. Biesdorf e Marli F. Wandscheer. Arte, uma necessidade humana: função social e educativa. Itinerarius reflectionis.) 
 
De acordo com o texto, a arte caracteriza-se como 
(A) a maneira de o homem fugir à realidade refugiando-se em um passado glorioso. 
(B) um documento de produção coletiva com o fim de registrar objetivamente a história. 
(C) um meio de expressão que revela como o homem vive ao longo da história. 
(D) uma linguagem universal, que anula as diferenças entre os povos de cada período. 
(E) o principal modo de uma geração acessar registros históricos da geração que a antecede. 
 
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Roma 
O filme Roma está constantemente entre dois caminhos. É pessoal e grandioso, popular e intelectual, 
tecnológico – rodado em 65 mm digital – e clássico – feito em preto e branco com a mesma ousadia dos 
movimentos cinematográficos das décadas de 1950 e 1960. O título, uma referência a Colonia Roma, bairro 
da Cidade do México, também remete a Roma, Cidade Aberta, filme-símbolo do neorrealismo italiano 
assinado por Roberto Rossellini. 
Ao revisitar a própria memória, o cineasta Alfonso Cuarón escolhe olhar para Cleo, a empregada, de 
origem indígena, de uma família branca de classe média. Resgata, assim, não apenas os seus anos de 
formação, mas todas as particularidades do passado do país. O México no início dos anos 1970 fervilhava 
entre revoluções sociais e a influência da cultura estrangeira. Cleo, porém, se mantinha ingênua, centrada 
nas suas obrigações: lavar o pátio, buscar as crianças na escola, lavar a roupa, colocar os pequenospara 
dormir. 
Até que tudo se transforma. A família perfeita desmorona, com o pai que sai de casa, a mãe que não 
se conforma com o fim do casamento e os filhos jogados de um lado para o outro na confusão dos adultos. 
Enquanto isso, Cleo se apaixona, engravida, é enganada e deixada à própria sorte. Duas mulheres de 
diferentes origens compartilham a dor do abandono. Juntas, reencontram a resiliência que segura o mundo 
frente às paixões autocentradas. 
O cineasta, que além da direção e do roteiro assina a fotografia e a montagem (ao lado de Adam 
Gough), retrata sua história, entrelaçada com a de seu país, como se na vida adulta reencontrasse o olhar da 
infância, cujo fascínio por cada descoberta aumenta o tamanho e a importância de tudo. 
O que Cuarón faz em Roma é raro. São camadas e camadas sobrepostas para reproduzir a 
complexidade do seu imaginário afetivo e das relações sociais de um país. Entre muitas inspirações, 
referências e técnicas, sua assinatura está na sinceridade com que olha para si mesmo e para os seus 
personagens, encontrando beleza e verdade no que muitos menosprezam. Esse é um filme simples e 
complicado, como a própria vida. 
(Natália Bridi. Omelete. 11.01.2019. www.omelete.com.br. Adaptado) 
65. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
De acordo com a autora, a singularidade da linguagem que Alfonso Cuarón adota em Roma está 
(A) na comicidade da caracterização de personagens pouco realistas e até caricaturais. 
(B) na indignação com que o cineasta denuncia a desigualdade entre as classes sociais. 
(C) no orgulho nacionalista com que se apresentam momentos cruciais da história do México. 
(D) na sinceridade do relato, valorizando o que para muitos costuma passar despercebido. 
(E) no modo irrealista com que os dramas das personagens femininas são resolvidos. 
66. (VUNESP / ISS Guarulhos – Inspetor Fiscal 2019) 
Uma característica do filme Roma destacada no texto diz respeito à 
(A) utilização da narrativa de cunho jornalístico. 
(B) fusão da história pessoal com a coletiva. 
(C) impessoalidade com que é realizado o relato. 
(D) caracterização da mulher indígena como insubordinada. 
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(E) denúncia do relacionamento abusivo entre patroa e empregada. 
 
O futuro do trabalho 
Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do 
Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que 
o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a 
humanidade. 
Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, 
a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a 
preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida. 
É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões 
e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão 
criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário 
exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em 
seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades. 
Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira 
infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos 
possam aprender a aprender. 
Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos 
reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução 
criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise. 
Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de 
cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente 
adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e 
profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão 
específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário. 
(Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado) 
67. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi -SP Agente de Administração Pública 2019) 
Segundo o texto, a reivindicação por uma agenda econômica centrada na ampliação das capacidades 
humanas deve-se à 
(A) recente adoção de políticas públicas educacionais direcionadas ao enfrentamento dos desafios impostos 
pelas transformações nos modos de produção. 
(B) necessidade de encontrar soluções que possam minimizar o impacto dos problemas sociais para a 
população mais idosa que têm origem no desemprego. 
(C) emergência de se adotarem medidas para conter o processo acelerado de automação e de robotização, 
responsável pelo avanço das mudanças climáticas. 
(D) demanda pelo desenvolvimento de novas competências, diante da previsão do fim de ocupações em 
decorrência da intensa automação e robotização. 
(E) necessidade de aceleração da automação da indústria nacional, indispensável para atender a demanda 
de um mercado consumidor em crescimento constante. 
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68. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi -SP Agente de Administração Pública 2019) 
Segundo a autora, uma preparação eficiente para o contexto de trabalho em que antigas profissões serão 
extintas enquanto outras serão criadas envolve 
(A) o trabalho constante de pesquisa voltada para a identificação das profissões com potencial para serem 
extintas e daquelas que permanecerão em alta. 
(B) o desenvolvimento da consciência política sobre a necessidade da adoção de medidas para fazer frente 
aos novos desafios impostos à humanidade. 
(C) o reconhecimento do nível de capacitação pessoal, o que impõe aceitar desempenhar desde atividades 
mais básicas até aquelas que dependem de reflexão crítica. 
(D) a capacidade de reinventar-se continuamente, fundamental para o desempenho de atividades que 
requerem reflexão crítica e aptidão para resolução de problemas. 
(E) um sistema educacional que despreze os conhecimentos prévios dos estudantes e direcione o ensino à 
capacitação deles para desempenhar uma única profissão. 
 
O Marajá 
A família toda ria de dona Morgadinha e dizia que ela estava sempre esperando a visita de alguém 
ilustre. Dona Morgadinha não podia ver uma coisa fora do lugar, uma ponta de poeira em seus móveis ou 
uma mancha em seus vidros e cristais. Gemia baixinho quando alguém esquecia um sapato no corredor, uma 
toalha no quarto ou – ai, ai, ai – uma almofada fora do sofá da sala. Baixinha, resoluta, percorria a casa com 
uma flanela na mão, o olho vivo contra qualquer incursão do pó, da cinza, do inimigo nos seus domínios. 
Dona Morgadinha era uma alma simples. Não lia jornal, não lia nada. Achava que jornal sujava os 
dedos e livro juntava mofo e bichos. O marido de dona Morgadinha, que ela amava com devoção apesar do 
seu hábito de limpar a orelha com uma tampa de caneta Bic, estabelecera um limite para sua compulsão por 
limpeza. Ela não podia entrar em sua biblioteca. Sua jurisdição acabava na porta. Ali dentro só ele podia 
limpar, e nunca limpava. E, nas raras vezes em que dona Morgadinha chegava à porta do escritório proibido 
para falar com o marido, esse fazia questão de desafiá-la. Botava os pés em cima dos móveis. Atirava os 
sapatos longe. Uma vez chegara a tirar uma meia e jogar em cima da lâmpada sópara ver a cara da mulher. 
Sacudia a ponta do charuto sobre um cinzeiro cheio e errava deliberadamente o alvo. Dona Morgadinha 
então fechava os olhos e, incapaz de se controlar, lustrava com a sua flanela o trinco da porta. 
(Luis Fernando Veríssimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. Adaptado) 
69. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi -SP Agente de Administração Pública 2019) 
A expressão presente no texto que melhor sintetiza a principal característica da personagem dona 
Morgadinha é: 
(A) ... sempre esperando a visita... 
(B) Gemia baixinho... 
(C) Não lia jornal, não lia nada. 
(D) ... compulsão por limpeza. 
(E) ... incapaz de se controlar... 
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Ao filósofo americano Daniel Dennett, os editores da revista Edge perguntaram: “Em 2013, o que deve nos 
preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre 
os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova tecnologia e a seus aparelhos. 
A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação 
niveladora da tecnologia que já se viu na história. “Celulares e laptops e, agora, smartphones e tablets 
puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, afirmou Dennett. 
O planeta, segundo o filósofo, ficou mais transparente na informação como ninguém imaginaria há 40 anos. 
Isso é maravilhoso, disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a lista daquilo com que devemos nos 
preocupar: ficamos dependentes e vulneráveis neste novo mundo, com ameaças à segurança e à 
privacidade. E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão 
rapidamente aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. O 
conselho do filósofo é que os ricos devem começar a pensar em como reduzir as distâncias criadas pelo poder 
e pela riqueza de poucos. 
* referência ao episódio bíblico em que Davi, aparentemente mais fraco, derrota o gigante Golias. 
(Míriam Leitão. História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2015) 
70. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
De acordo com o exposto, Daniel Dennett 
(A) demonstra receio de que a informática venha a aumentar a distância entre os países ricos e os países 
pobres. 
(B) refuta a ideia de que a tecnologia permitiu que um número pequeno de pessoas enriquecesse. 
(C) defende que a revolução tecnológica criou oportunidades para que os mais pobres lutem pela 
diminuição das desigualdades. 
(D) argumenta que o acesso democrático à tecnologia inviabiliza a transparência da informação. 
(E) acredita que o fim da desigualdade social está a cargo da população mais pobre, que hoje tem acesso 
irrestrito à tecnologia. 
71. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
Articulam-se na composição da temática central do texto as seguintes noções: 
(A) filosofia e verdade. 
(B) riqueza e sorte. 
(C) planeta e paraíso. 
(D) preocupação e informática. 
(E) imaginação e criatividade. 
72. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
A expressão que apresenta sentido correspondente ao de desigualdades, no texto, é: 
(A) revolução do computador. (1o parágrafo) 
(B) disseminação niveladora da tecnologia. (1º parágrafo) 
(C) conectividade nas mãos de bilhões. (1º parágrafo) 
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Com Bernardo, Lenine e Grassi, num sábado de outono, no Inhotim 
“Sabe de uma coisa? Nós vivemos muito pouco”, disse Bernardo. Lenine tocou de leve em seu 
antebraço, e concordou, emendando com uma história da Dona Terezinha, vizinha de seu sítio no Vale das 
Videiras, em Petrópolis, onde instalou o seu orquidário. Ela tem uma sapucaia, que produz um ouriço usado 
no cultivo de algumas espécies. Bateu na sua casa: 
– Dona Terezinha, eu vi que a senhora tem uma sapucaia. A senhora pode me ceder uma muda? 
Preciso do ouriço para algumas orquídeas. 
– Posso! Mas quem planta sou eu. 
Dona Terezinha colheu a muda, levou, plantou, fez a reza e molhou. Ia embora, ouviu, pelas costas: 
– Dona Terezinha, muito obrigado. Mas quando é que vou poder colher o ouriço? 
Pensou, coçou a cabeça, e... “daqui a uns 60 ou 70 anos, meu filho”. 
Uma longa gargalhada explodiu na mesa. O show do Lenine em Inhotim, neste sábado, trouxe um 
sopro de vida eterna ao ambiente. A conversa pausada, cheia de casos e histórias, era observada por Grassi 
com atenção. Inhotim está vivo, cada vez mais vivo, era a mensagem, era o astral no meio daquele paraíso 
que de perdido não tem nada. 
Lembrando a polêmica sobre a filosofia, Lenine mandou: 
– Aristóteles jogou a toalha. No final da vida, depois de tanta filosofia, escreveu que o mais 
importante era rir. 
E se o riso precede a felicidade e, com ela, os hormônios da longevidade, viveremos um pouco mais 
depois deste sábado musical e iluminado de outono, em Inhotim. 
Com a noite chegando, os corações se juntaram naquela mesa. A vegetação nos acolheu, luz e sombra 
bordando os contrastes, pensamentos voando. Um sombrio Bernardo se revelou. Retirado desde os últimos 
acontecimentos, vive serenando as reflexões, salvando lembranças. Mas não desiste do sonho: 
 – Com o rompimento da barragem, tivemos que reduzir custos. Outro dia descobri que acabaram 
com o Coral e a Orquestra formada por gente da região. Mandei voltar. Tem coisa que não pode cancelar. 
Bernardo, neste ponto, se afasta da gestão e olha para a transcendência da arte como solução. Não 
adianta cortar custo de coisas que são para sempre. Música, canto, arte. O Inhotim tem, agora, 
responsabilidade dobrada: a revitalização de toda uma região devastada pela tragédia. 
(Afonso Borges. https://blogs.oglobo.globo.com, 28.04.2019. Adaptado) 
73. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
Uma leitura adequada do texto em sua totalidade permite concluir que o título 
(A) chama a atenção para um encontro corriqueiro e de ocorrência sazonal. 
(B) expõe uma crítica à indiferença dos artistas citados quanto à beleza natural de Inhotim. 
(C) prenuncia um discurso impessoal sobre os atributos naturais de Inhotim. 
(D) antecipa um depoimento de cunho intimista, baseado na memória do autor. 
(E) destaca o encanto do autor diante da qualidade técnica do show de Lenine. 
 
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74. (VUNESP / Câmara de Vereadores de Piracicaba-SP Jornalista 2019) 
Com relação ao conteúdo que o antecede no penúltimo parágrafo, o comentário – Tem coisa que não pode 
cancelar. – exprime uma 
(A) justificativa. 
(B) ressalva. 
(C) síntese. 
(D) consequência. 
(E) concessão. 
75. (CS-UFG / AparecidaPrev Auxiliar Previdenciário 2018) 
Recentemente pesquisei diversas situações de trabalho escravo, principalmente em Minas Gerais. Não 
vi nenhuma situação de caracterização de trabalho escravo por ausência de CTPS, ou por atos isolados como 
mencionados pelo autor, dormir em rede e comer mandioca. Pelo contrário, vi situações em que as más 
condições de trabalho eram inúmeras e diversas. O fato de um trabalhador do norte do país não ter água 
potável em casa, não justifica o fato de que, trazido para o Sudeste do país sob a falsa promessa de trabalho 
de forma a sustentar a família que permanece na cidade de origem, seja submetido às mesmas ou piores 
condições que estava sujeito em casa. A fiscalização do trabalho é feita por agentes capacitados, tem o 
respaldo do MinistérioPúblico do Trabalho, não sendo realizada por qualquer indivíduo que classifica as 
condições de trabalho como análoga à escravidão por bel-prazer. Não concordo com a opinião do autor, que 
carece de vivência prática. 
FERNANDES, Ana Paula, A dicotomia do trabalho escravo. Disponível em: <http://www.migalhas.com.br/Leitores/268224>. 
Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado). 
O objetivo principal do texto é: 
(A) trazer novas informações sobre determinado assunto. 
(B) apresentar uma opinião pessoal acerca de um tema. 
(C) fazer um elogio ao Ministério Público do Trabalho. 
(D) noticiar um fato ocorrido em uma região específica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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76. (CS-UFG / AparecidaPrev Auxiliar Previdenciário 2018) 
 
A principal crítica apresentada no texto é a de que 
(A) os jornais só publicam notícias antigas. 
(B) os idosos não se lembram de suas histórias. 
(C) a escravidão ainda persiste nos dias de hoje. 
(D) as histórias da escravidão eram divertidas. 
 
 (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
História da criação 
Os nossos sábios disseram: 
“No começo não existia o mundo. Existia o ƗMƗKOHO ÑEKƗ, (O Avô do Mundo), ou seja, o Criador do 
Universo. Existia a ƗMƗKOHO ÑEKO, a Irmã do Criador do Universo, Avó do Mundo. Existia o YE’PA ÕAKƗHƗ (O 
Guia Revelador, que poderia ser traduzido como Deus na nação Tukana). 
O Criador do Universo perguntou à sua irmã: 
– O que faremos desse imenso universo... Temos mundo, e como faremos para criar os primeiros 
homens na terra? 
– Desde o princípio eu sou o ser feminino. Respondeu a irmã. 
– É isso mesmo! Eu sou homem e sei disso. Disse o Criador do Universo, depois de refletir bastante.” 
TUKANO, Álvaro. O mundo Tukano antes dos brancos – um mestre Tukano. V. 1. Brasília-DF: INCTI/UnB/CNPq, 2017. p. 44. 
77. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
Do enunciado “No começo não existia o mundo. Existia o ƗMƗKOHO ÑEKƗ, (O Avô do Mundo)”, infere-se que, 
para o povo Tukano, 
(A) o universo é resultado de invenção mitológica. 
(B) existiu um plano superior de seres não humanos. 
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(C) o mundo é a representação do universo não indígena. 
(D) existiu um tempo-lugar anterior ao do mundo atual habitado. 
78. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
O texto apresenta a narração da criação do mundo em uma perspectiva 
(A) dialógica, promovida pela interação entre homem e mulher. 
(B) divinatória, em que seres fantásticos são os protagonistas. 
(C) enigmática, envolvida nos mistérios e segredos dos autores. 
(D) conspiratória, em que duas figuras mitológicas compõem a trama. 
79. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
A autoria da narrativa sobre a criação do mundo é informada no texto 
(A) pela nomeação dos narradores e pelo destaque da forma cultural de tratamento. 
(B) pelo uso de marcadores discursivos e pela maneira social de reverência aos anciãos. 
(C) pela indicação dêitica dos autores e pela ênfase nos discursos diretos. 
(D) pelo emprego de aspas duplas e pela citação da voz narrativa seguida de dois pontos. 
80. (CS-UFG / Seneago Administrador 2018) 
Texto: 
Eu comecei a fazer festa de reggae em 1975, com a minha radiola. Mas onde o reggae começou a se espalhar 
mesmo foi num sítio chamado Mato Grosso, por trás da Expoema. Ali foi o primeiro sítio que eu foquei. 
Depois eu toquei num festejo de Nossa Senhora do Bom Parto, que acontece todo ano, dia 2 de fevereiro, 
num lugar chamado Andiroba; fica antes de Mato Grosso. Foi dali que começou. Aí, eu fui trazendo para os 
bairros e comecei a fazer festa no Salgueiro (antiga Escola de Samba no Sacavém – não existe mais), na favela 
(só Samba) fazia festa no Sacavém, também no festejo de Elzita (mãe-de-santo de um terreiro de mina no 
bairro Sacavém) e trazia aquela multidão do Retiro Natal, Monte Castelo, Liberdade, a turma que já 
participava das festas que eu fazia... 
DA SILVA, Carlos Benedito Rodrigues. Da terra das primaveras à ilha do amor – reggae, lazer e identidade cultural. São Luís: 
Pitomba, 2016. p. 68. 
A composição do texto é caracterizada por uma sequência textual 
(A) argumentativa. 
(B) descritiva. 
(C) narrativa. 
(D) injuntiva. 
 
 
 
 
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(CS-UFG / Seneago Assistente de Informática 2018) 
44,8% do país não tem esgoto 
IBGE indica crescimento do alcance de serviços básicos; ainda assim, quase metade não possui rede de 
esgoto. 
O Brasil ainda está muito longe de ter uma rede de saneamento abrangente e eficiente, mas apresentou 
uma melhora nos últimos anos. O Atlas do Saneamento 2011, feito pelo IBGE com dados de 2000 e 2008, 
mostra que cerca de 44,8% dos municípios não possuem rede coletora de esgoto. 
Mesmo assim, houve um crescimento expressivo do número de municípios atendidos pela rede de 
saneamento. Em 2000, apenas 41,5% dos municípios possuíam coleta de esgoto, valor que subiu para 55%. 
O estudo mostra também que 99% dos municípios possuem rede de distribuição de água em 2008, ante 97% 
de 2000, assim como o manejo de resíduos sólidos (lixo), que só não ocorre em duas cidades. Em relação ao 
manejo de águas pluviais, o Brasil deu um grande salto: em 2000, 79% dos municípios eram atendidos pelo 
sistema. Em 2008, 94%. 
O estudo observou que as melhorias na rede coletora de esgoto foram mais intensas próximas aos 
grandes centros urbanos. Em São Paulo, houve um aumento no número de áreas de esgotamento sanitário 
no eixo que passa pela capital, Campinas e Rio Preto, assim como no Triângulo Mineiro, nos municípios 
próximos ao Rio de Janeiro (RJ) e pontualmente nas capitais de estados, como Goiânia (GO), e os eixos Belém 
(PA)-Marabá (PA)-Imperatriz (MA) e Manaus (AM)-Santarém (PA) na região Norte. 
Um ponto alarmante da pesquisa é o alto risco de contaminação de águas em todo o país. Áreas em que 
há ameaça de poluição aos recursos hídricos se espalham por toda costa do país e alguns pontos no interior. 
O Nordeste contém a maior concentração de pontos de risco. Em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São 
Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais muitos lugares possuem esgoto não tratado em regiões de rios, lagoas e 
lagos. O mesmo ocorre no litoral do Nordeste. Além disso, o mapa mostra que alguns pontos de bacias 
hidrográficas possuem áreas com resíduos industriais perigosos. Próximo ao Rio Amazonas, há duas regiões 
nessa situação. A divisa de Alagoas e Sergipe, na foz do Rio São Francisco, é outro local com risco de 
contaminação. Ao todo, são dez pontos sob essa condição. 
CARTA CAPITAL. 44,8% do país não tem esgoto. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/saneamento-
basico-melhoramas-esta-longe-do-ideal>. Acesso em: 19 jan. 2018. (Adaptado). 
81. (CS-UFG / Seneago Assistente de Informática 2018) 
O texto discorre sobre saneamento no Brasil. O argumento principal apresentado é o de que o alcance aos 
serviços básicos melhorou 
(A) em todas as regiões do país. 
(B) em grandes capitais. 
(C) em toda costa do país. 
(D) em alguns pontos no interior. 
 
 
 
 
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82. (CS-UFG / Seneago Assistente de Informática 2018) 
Para sustentar a tese, os argumentos do texto se apoiam em 
(A) observações pessoais. 
(B) dados estatísticos. 
(C) opiniões de especialistas. 
(D) fatos do cotidiano. 
 
Texto: As caridades odiosasFoi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus 
pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na 
minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a 
sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande 
confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. 
Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco 
aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos. 
 ― Um doce, moça, compre um doce para mim. 
 Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste 
pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma 
grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor 
talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, 
entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino. 
 De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. 
Perguntei-lhe: – Que doce você... 
 Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por 
cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse. 
 ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro. 
 Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-
me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. 
Ele poupava a minha bondade. 
 ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo 
de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... 
E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo 
 ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando 
todas as pessoas, mas ninguém quis dar. 
 Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos 
pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, 
como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi 
necessário que outros não lhe tivessem dado doce. 
Clarice Lispector 
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83. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER - Ciências Contábeis 2018) 
De acordo com o texto qual dos substantivos não se aplica à narradora? 
A) Pudor 
B) Medo 
C) Caridade 
D) Humilhação 
E) Orgulho 
84. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER - Ciências Contábeis 2018) 
Sobre a narrativa é CORRETO afirmar que 
A) o tempo que predomina no conto é o tempo psicológico. 
B) tem narrador-observador. 
C) não há marcadores de tempo e espaço. 
D) tem três personagens. 
E) o desfecho ocorre quando o menino vai embora levando os doces. 
85. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER Ciências Contábeis 2018) 
Que atitude do menino revela seu orgulho? 
A) Sua paciente aflição. 
B) Ao pedir que lhe comprasse um doce. 
C) A tentativa de recusar o segundo doce. 
D) Sua delicadeza. 
E) O medo de apertar os doces. 
86. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER Ciências Contábeis 2018) 
Sobre o texto, marque a opção INCORRETA. 
A) Trata-se de um menino que pede porque está com fome. 
B) A moça sente-se envergonhada por estar ao lado de um menino sujo, de rua. 
C) O menino provoca um misto de piedade, vergonha e revolta na personagem. 
D) Logo após deparar-se com a realidade das ruas, a personagem faz uma reflexão. 
E) O menino queria dois doces. 
87. (CETREDE/ EMATERCE - Agente de ATER Ciências Contábeis 2018) 
O objetivo maior do texto é 
A) fazer uma crítica à sociedade e aos problemas relacionados às crianças de rua. 
B) levar-nos a ser mais caridosos. 
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C) que possamos fazer mais crianças felizes. 
D) mostrar que as crianças precisam dos adultos. 
E) possibilitar o contato entre uma criança de rua e uma pessoa desconhecida. 
 (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Texto: E se o Império Romano não tivesse acabado? 
 
 Em vez da França, a província de Gália. Em vez da Inglaterra, a Bretanha. Em vez da Bulgária, a Trácia. 
Quem já leu as aventuras de Asterix conhece bem esses nomes esquisitos de regiões dominadas pelos 
exércitos de Roma (as histórias do herói gaulês se passam por volta de 50 a.C., época do apogeu do Império 
Romano). Pois assim seria o Velho Mundo se o império com sede em Roma não tivesse se desintegrado: uma 
única nação contornando o Mediterrâneo ao longo das costas europeia, asiática e africana. Mas a mudança 
dos nomes das localidades europeias é a menos importante das diferenças. O mundo seria outro. O 
capitalismo talvez ainda não tivesse surgido e, sem ele, a conquista e a colonização da América não 
aconteceriam. No final das contas, o Brasil poderia ser até hoje uma terra de índios. 
Mas vamos aos poucos. Primeiro é bom lembrar o que houve com o império de Roma. O poder imperial 
começou a se esfarelar no século 3, quando ocorreram lutas internas entre generais e vivia-se uma 
verdadeira anarquia militar. Para se ter uma ideia, em 50 anos houve pelo menos 20 imperadores, que foram 
destituídos um após o outro (alguns inclusive reinaram simultaneamente, em conflito). 
Não era para menos. A economia romana era baseada no trabalho escravo e o suprimento de escravos 
dependia da conquista de novos territórios. O problema foi que o reino tornou-se grande demais para ser 
administrado, as conquistas minguaram, os escravos escassearam e a vida boa acabou. A arrecadação de 
impostos diminuiu e a população pobre começou a reclamar. Para ajudar, ainda havia o cristianismo (que 
era contra a escravidão e a riqueza da elite) e uma peste que varreu a região. Nessa barafunda de problemas, 
tentou-se de tudo, até a divisão administrativa do império em dois, o do Ocidente (com sede em Roma) e o 
do Oriente (o Império Bizantino), com sede em Constantinopla (onde antes ficava Bizâncio). 
Para este último, a solução foi eficaz. Mas o Império Romano do Ocidente, assolado pela crise 
econômica, perdeu seu poder militar e foi aos poucos invadido por guerreiros germânicos. Em 395, a divisão 
administrativa transformou-se em divisão política e o império rachou em dois. Deixada à própria sorte, a 
metade ocidental durou pouco. A queda definitiva ocorreu em 476, quando a tribo do rei Odoacro derrubou 
o último chefe de Roma, Rômulo Augústulo. No Oriente, no entanto, o Império Romano continuou existindo 
por quase mil anos, até 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla. 
Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental, diz Pedro 
Paulo Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em primeiro lugar, o imperador 
seria também o papa, como em Constantinopla, onde o imperador governava tudo o que interessava: o 
Exército e a Igreja. Ou isso ou haveria uma divisão de poderes com a Igreja. Essa mistureba de papéis 
provavelmente criaria situações curiosas, como bispos governando uma província como Portugal, ou melhor, 
a Lusitânia, e párocos dirigindo cidades. 
A influência religiosa seria ainda maior do que foi na Idade Média ou atualmente.Nas províncias, o 
divórcio e o aborto provavelmente seriam proibidos e não seria nenhum absurdo que alguns costumes 
alimentares cristãos, como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, com penas severas (o açoite, 
o exílio e a prisão domiciliar eram comuns) para quem degustasse uma costelinha no dia sagrado. 
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As línguas derivadas do latim, como o português, o espanhol, o francês e o italiano, provavelmente 
seriam muito diferentes. O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e 
germânica, já que, nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos 
e muçulmanos na península Ibérica. Palavras de origem árabe e tão portuguesas, como azeite, não fariam 
parte do nosso vocabulário. 
E o capitalismo? “Provavelmente demoraria mais para acontecer”, afirma Funari. “Impérios em geral 
dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do individualismo para se desenvolver. Um 
Estado muito forte e controlador é um obstáculo”, diz o historiador. Na Europa, o feudalismo e a 
fragmentação do poder favoreceram o surgimento do capitalismo. No Japão, onde houve a fragmentação do 
Estado e a implantação de um sistema de shogunato, isso também aconteceu, ao contrário da China, um 
império que durou até 1911. Retardado o capitalismo, a colonização da América também seria outra. E os 
astecas, incas, tupinambás e guaranis talvez tivessem se desenvolvido mais e oferecido maior resistência aos 
europeus. Indo mais longe, um império inca talvez pudesse existir até hoje. Mas essa é uma outra hipótese. 
(Lia Hama e Adriano Sambugaro – http://super.abril.com.br/cultura/se-imperio-romano-nao-tivesse-acabado-
444330.shtml?utm_source=redesabril_super&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_jovem.) 
88. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Analise as afirmações apresentadas a seguir, tendo em vista as estratégias dos autores do texto para explanar 
o mundo hipotético apresentado no texto. 
I. Embora boa parte do texto se ampare em suposições, os prognósticos levantados se amparam em 
evidências. 
II. Em boa medida, as explicações têm base em comparações e analogias entre os cenários conjecturados e 
fatos de natureza histórica. 
III. Apesar de se tratar de um cenário imaginativo, os raciocínios elaborados são todos unidirecionais. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
A) I. 
B) III. 
C) I e II. 
D) II e III. 
89. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Por se tratar de um texto que constitui uma realidade conjectural, os autores se valem de diferentes 
estratégias lexicais e gramaticais para caracterizar dessa maneira algumas informações. Das estratégias 
apresentadas a seguir para que se obtenha esse efeito nas informações de natureza hipotética, apenas uma 
NÃO pode ser encontrada no texto. Que característica é essa? 
A) Uso de advérbios de dúvida. 
B) Uso de pronomes indefinidos. 
C) Uso de orações adverbiais condicionais. 
D) Uso do futuro do pretérito do indicativo. 
 
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90. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Segundo o texto, em uma eventual continuidade do Império Romano, só NÃO seria provável que 
A) religião e política se intercruzariam. 
B) as línguas neolatinas não existiriam. 
C) o capitalismo sofreria um severo retardo. 
D) o imperador teria poderes absolutos sobre o estado. 
91. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
De acordo com o texto, a principal causa da queda do Império Romano é de natureza 
A) social. 
B) política. 
C) econômica. 
D) administrativa. 
92. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Tendo em vista as características semânticas e formais do texto, entende-se que o principal objetivo do texto 
é: 
A) Relatar um fato. 
B) Narrar uma história. 
C) Instruir procedimentos. 
D) Explicar um conhecimento. 
93. (IDECAN / CRF-SP - Agente Administrativo - 2018) 
Para constituir a tessitura textual, os autores do texto elencam informações 
A) verídicas. 
B) palpáveis. 
C) constatáveis. 
D) contrafactuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ninguém se cura permanecendo no mesmo ambiente em que adoeceu 
Ninguém se cura sem cortar a causa do mal, sem se privar do que machuca e contamina sua felicidade, sem 
evitar ficar junto de quem não faz nada mais do que sofrer. 
 A gente adoece por várias razões, tanto físicas quanto psicológicas. O mesmo se dá com os tipos de 
doenças: existem males do corpo e males da alma. Mente e corpo são indissociáveis, assim como na 
Antiguidade já se ensinava, ou seja, temos que cuidar de tudo o que nos constitui, por dentro e por fora. De 
nada adianta um corpo perfeito habitado por uma alma sucateada, e vice-versa. 
 Infelizmente, é difícil atentarmos para essa necessidade de equilibrarmos o que vem de fora e o que 
nasce aqui dentro, o que o espelho reflete e o que não, o que fazemos com nosso corpo e o que fazem com 
nossa alma. O mundo todo supervaloriza as aparências, o que dificulta a atenção que deve ser voltada ao 
que sentimos, ao que nos faz bem. Sabemos muito bem qual roupa queremos vestir, mas é complicado 
saber o que acelera o nosso coração. 
 Talvez ninguém consiga se livrar da infelicidade que toma conta de si, caso permaneça parado, sem 
sair do lugar. Aquilo que nos adoece deve ser evitado, seja o vento gelado, seja o tratamento frio do outro. 
Ser descuidado com a saúde adoece, ser descuidado com os sentimentos também. Práticas saudáveis 
incluem tanto atividades físicas quanto exercitar o amor próprio. Alimentar o corpo e a alma, sempre. 
 Ninguém há de ser feliz permanecendo em histórias cujo final não tem chance de ser feliz. Ninguém 
se cura sem cortar a causa do mal, sem se privar do que machuca e contamina sua felicidade, sem evitar ficar 
junto de quem não faz nada mais do que sofrer. Ninguém volta a sorrir nos lugares onde sua felicidade foi 
perdida, roubada, aviltada, negada. 
 Entender que as dores e doenças são alertas que nos pedem calma, que nos clamam por um repensar, 
por um respirar, por sobrevivência, acaba nos encorajando a tomar as atitudes certas, por mais que doam, 
que entristeçam, que pareçam impossíveis. Nada é impossível, quando ainda há sonhos a serem alcançados 
e vida dentro da gente. Caso não consigamos cair fora do que nos adoece, então morrerão os sonhos, 
morrerão os planos, morreremos nós, ainda que com vida. Ainda que por muitos dias. Por anos… 
Por Marcel Camargo 
Disponível em: https://www.contioutra.com/ninguem-se-cura-permanecendo-no-mesmo-ambiente-em-que-adoeceu/ 
94. (INAZ do Pará / CORE-PE Auxiliar Administrativo 2019) 
No trecho “Sabemos muito bem qual roupa queremos vestir, mas é complicado saber o que acelera o nosso 
coração”, uma inferência possível é a de que: 
A) Os padrões de moda afetam negativamente nossas vidas. 
B) A sociedade julga apenas os fatores emocionais. 
C) São mais felizes aqueles que não ligam para as roupas que vestem. 
D) É mais fácil tratar de aspectos externos do que dos internos. 
E) A paixão pode muitas vezes estar reprimida em modos de agir. 
95. (INAZ do Pará / CORE-PE Auxiliar Administrativo 2019) 
Dentre os vários aspectos que contribuem para a felicidade, segundo o texto, não se pode afirmar que um 
deles é: 
A) O positivismo. 
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B) A reconsideração. 
C) O brio. 
D) A austeridade. 
E) O evolver. 
96. (INAZ do Pará / CORE-PE Auxiliar Administrativo 2019) 
O desfecho do texto permite afirmar que: 
A) O autor alude a um prolongamento de estado. 
B) Há a hipótese de uma segunda parte do texto. 
C) O autor espera uma resposta imediata de seu leitor. 
D) Há uma inconformidade com o que foi escrito. 
E) O autor conclui com uma hesitação. 
 
Nativos digitais: como as novas tecnologias contribuem para o aprendizado infantil 
O uso de tecnologia por crianças exige o acompanhamento cuidadoso dos pais, mas pode trazer bons 
resultados no aprendizado 
Cada vez mais, a tecnologia é usada no processo de aprendizagem infantil, com ferramentas 
interativas que facilitam a aquisição de conhecimento, o compartilhamento de pontos de vista e a discussão 
de diferentes ideias, auxiliando no desenvolvimento de um pensamento crítico e colaborativo. O Brasil vem 
em queda no ranking mundial de aprendizado de inglês. De acordo com o Índice de Proficiência em Inglês da 
Education First, em apenas 5 anos o país caiu 10 posições no ranking. Em 2011 ocupava o 31º lugar entre 80 
países. Atualmente, a performance dos brasileiros com o inglês desceu até o posto 41. 
Em relação ao ensino do inglês na infância, um estudo da plataforma global Lingokids, para crianças 
de 2 a 8 anos, mostra que os pequenos retêm o dobro de vocabulário com o uso de aplicativos, em 
comparação com os métodos de aprendizado mais comuns. "A diversão é um fator chave para a rápida 
aquisição de vocabulário. Aprender brincando é uma forma muito eficaz de ensino, porque motiva as 
crianças e aumenta consideravelmente o tempo de atenção à atividade. Vídeos e jogos permitem interações 
com as palavras de forma divertida”, diz Cristobal Viedma, CEO e fundador de Lingokids. 
Há alguns anos, os pais tentavam decidir o tempo que seria permitido para seus filhos assistirem a 
televisão e jogarem videogame. Recentemente, essa preocupação passou a se estender para a utilização de 
tablets, celulares e computador. Desde tenra idade, as crianças estão imersas em um mundo tecnológico 
que influencia seus comportamentos. Por isso, há vários estudos que recomendam os limites de utilização 
de tecnologia, bem como a maneira como os pequenos devem interagir com ela 
Para a diretora de tecnologias de aprendizagem da New America Foundation Lisa Guernsey, autora 
do livro Toque, clique e Leia com Michael Levine, crianças a partir de 18 meses já podem se beneficiar do uso 
de dispositivos tecnológicos. É importante que os pais participem ativamente dessas interações, 
supervisionando a qualidade do conteúdo que seus filhos consomem e o tempo de uso, bem como 
estabelecendo horários para brincadeiras, estudo, refeições e descanso. 
A jornalista Anya Kamenetz, autora do livro A arte do tempo de tela, compartilha da mesma ideia e 
assinala que “há um exagero quando se fala dos malefícios das telas” e que o importante é o 
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acompanhamento ativo dos pais. “As crianças precisam da nossa ajuda para aprender a respeito das mídias 
e para interpretar o que veem. E ao ouvir seus filhos, você também pode compreender seus interesses. A 
paternidade digital positiva exige dedicação”, salienta a especialista. 
Com conteúdo da Divisão de Ensino da Língua Inglesa (ELT) da Oxford University Press, o aplicativo 
da Lingokids contém diferentes tipos de atividades, como vídeos e músicas com personagens animados, 
jogos e exercícios de alfabetização para atender a diferentes estilos de aprendizagem. Como 50% da 
capacidade de aprender é desenvolvida nos primeiros anos de vida, os sites e aplicativos pedagógicos são 
uma das formas mais interessantes de apresentar as crianças à tecnologia. A responsabilidade sobre o uso 
dos mesmos, como de tudo o que acontece com as crianças, fica do lado dos papais. 
Por Camila Achutti Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2018/08/nativos-digitais-
como-novas-tecnologias-contribuem-para-o-aprendizado-infantil.html 
97. (INAZ do Pará / CORE-PE Assistente Jurídico 2019) 
Para fins de se manter a mesma ideia, o termo destacado em “Atualmente, a performance dos brasileiros 
com o inglês desceu até o posto 41” só não poderia ser substituído por: 
A) Desempenho. 
B) Teoria. 
C) Eficiência. 
D) Diligência. 
E) Atuação. 
98. (INAZ do Pará / CORE-PE Assistente Jurídico 2019) 
Acerca das novas tecnologias, o texto permite afirmar que: 
A) Foram inicialmente criadas para facilitar o aprendizado de uma segunda língua. 
B) Ajudam mais do que os pais na aquisição do aprendizado por parte da criança. 
C) Quanto mais tempo uma criança usa aparelhos eletrônicos, mais inteligente ela fica. 
D) São elaboradas para crianças na faixa etária entre dois e oito anos de idade. 
E) Desenvolvem-se com o tempo e passam a requerer mais cuidados em sua utilização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 – GABARITO 
 
1. C 
2. E 
3. B 
4. D 
5. A 
6. A 
7. D 
8. B 
9. C 
10. A 
11. D 
12. B 
13. D 
14. E 
15. C 
16. D 
17. A 
18. C 
19. B 
20. B 
21. C 
22. A 
23. A 
24. A 
25. A 
26. A 
27. E 
28. B 
29. A 
30. A 
31. D 
32. C 
33. D 
34. C 
35. C 
36. A 
37. B 
38. C 
39. B 
40. D 
41. C 
42. B 
43. E 
44. B 
45. D 
46. C 
47. B 
48. E 
49. C 
50. A 
51. B 
52. D 
53. B 
54. C 
55. C 
56. A 
57. B 
58. A 
59. B 
60. B 
61. B 
62. C 
63. C 
64. D 
65. D 
66. B 
67. D 
68. D 
69. D 
70. C 
71. D 
72. E 
73. D 
74. A 
75. B 
76. C 
77. D 
78. A 
79. D 
80. C 
81. A 
82. B 
83. E 
84. D 
85. C 
86. E 
87. A 
88. C 
89. B 
90. B 
91. C 
92. D 
93. D 
94. D 
95. D 
96. A 
97. B 
98. E 
 
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