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Compreende o período embrionário e é 
a fase em que ocorre a diferenciação 
dos folhetos em órgãos. 
Principais estruturas internas e externas 
são estabelecidas durante a 3ª, 4ª e a 8ª 
semanas 
Ao final deste período, o aspecto do 
embrião é nitidamente humano e será 
chamado de feto (surgimento dos 
órgãos) 
 
Definições 
crescimento: divisão celular e 
elaboração de produtos celulares 
morfogênese: desenvolvimento da 
forma, do tamanho e de outras 
características de um órgão específico 
ou de parte de todo o corpo. 
diferenciação: organização celular em 
um padrão preciso de tecidos e de 
órgãos capazes de executar funções 
especializadas. 
Características do período embrionário 
Órgãos e Sistemas: funcionamento 
mínimo até o amadurecimento (final da 
9ª semana até o nascimento). 
Considerados rudimentares 
EXCEÇÃO = SISTEMA CARDIOVASCULAR: 
Surge no final da 3ª sem e durante a 4ª e 
8ª sem estará em PLENO funcionamento. 
 
 
 
 
 
Portanto, entre a 4ª a 8ª semana tem se a 
formação de tecidos e órgãos 
Teratógenos: Drogas e microrganismos 
que induzem ou aumentam a incidência 
de anomalias congênitas graves. Ex: uso 
de talidomida e roacutan. 
A organogênese começa com a 
granulação que ocorreu a partir da 3ª 
semana de desenvolvimento 
embrionário. 
Fechamento do tubo neural e 
formação do encéfalo 
 
O NEUROPORO rostral fechará por volta 
do 24º / 25º dia e o caudal, dois dias mais 
tarde. 
Antes do fechamento dos neuroporos, a 
cavidade do tubo neural é preenchida 
por líquido amniótico. 
Com o fechamento dos neuroporos, a 
cavidade passa então a ser preenchida 
por líquido ependimário. 
O termo líquido cerebroespinhal só é 
usado quando surgem os plexos 
coroides. 
 
 
 
 
 
Metamerização do mesoderme 
(somitogênese) 
O mesoderma começa a sofrer 
diferenciação e durante esse período 
três tipos de mesodermas se formam: 
• Mesoderma paraxial (“paralelo ao 
eixo longitudinal”) 
- Caminham junto do ladinho da 
notocorda 
• Mesoderma intermediário 
• Mesoderma lateral 
 
O mesoderma paraxial passa por uma 
diferenciação e se divide em blocos 
cuboides, formando pares desses blocos 
cuboides um de cada lado do tubo 
neural, esses blocos são chamados de 
somitos. 
 
Esses somitos estão envolvidos na 
formação da coluna vertebral 
 
Os somitos originarão: músculos, ossos, 
derme e hipoderme. 
Mesoderma intermediário originará o 
sistema urogenital 
Mesoderma lateral: se divide 
(delaminação) em duas lâminas 
somática (grudadinha na ectoderma) e 
outra chamada de esplâncnico 
(grudadinha no endoderme) entre essas 
duas lâminas é formado uma cavidade 
celoma intra embrionário 
 
Mesoderme lateral somático + 
ectoderme = somatopleura 
Mesoderme lateral esplâncnico = 
esplancnopleura 
• Somatopleura: formação de parte do 
esqueleto apendicular (membros); 
• Esplancnopleura: formação dos 
músculos, cartilagens, vasos 
sanguíneos, tecido conjuntivo de 
preenchimento e sustentação que 
compõem os sistemas digestório e 
respiratório. 
• Celoma: formação do canal 
pericardioperitoneal 
Dobramento do embrião 
 O dobramento lateral e cefalocaudal 
modifica a forma do embrião, o disco 
trilaminar achatado passa a ser cilíndrico 
O dobramento das extremidades 
cefálica e caudal e das laterais ocorrem 
simultaneamente 
Crescimento longitudinal é mais rápido 
do que o crescimento lateral, levando ao 
dobramento do disco embrionário 
OBS: A região anterior antes da 
orofaríngea terá células que darão 
origem ao coração do embrião e 
durante esse dobramento essa região 
fica posicionada aonde virá a ser o 
coração. 
 
A medida que o embrião se desenvolve 
e cresce são formadas pregras. 
 
No processo de modelagem do embrião 
três dobras/pregas são fundamentais no 
processo de formação do embrião 
cilindrico e formação do inestino. 
Essas pregas são: 
• Cefálica – se forma a partir do 
crescimento rápido do encefalo 
anterior 
• Caudal – se forma a partir do 
crescimento da parte distal do tubo 
neural 
• Laterais – se forma a partir do rápido 
crescimento da medula e dos somitos 
Durante o dobramento parte do saco 
vitelino é incorporado pelo embrião e 
torna-se o intestino anterior (primórdio da 
faringe, esôfago e sistema respiratório 
inferior) 
 
Intestino anterior formará então: 
• Faringe primitiva e seus derivados 
• Sistema respiratório inferior 
• Esôfago e estômago 
• Duodeno 
• Fígado, pâncreas e vesícula biliar 
O dobramento da extremidade 
caudal resulta do crescimento do 
primórdio da medula espinal (parte 
distal do tubo neural) 
Durante o dobramento, parte do saco 
vitelino é incorporado pelo embrião e 
torna-se intestino posterior que será o 
primórdio do intestino grosso 
 
O intestino posterior dará origem a: 
• Cólon ascendente, parte do cólon 
transverso, reto e porção superior do 
canal anal 
• Epitélio da bexiga urinária e maior 
parte da uretra 
O dobramento lateral produz pregas 
laterais direita e esquerda. 
Com a formação das pregas laterais, 
forma-se o intestino médio que será o 
primórdio do intestino delgado. 
 
A flexão craniocaudal é provocada pelo 
desenvolvimento do SNC e do âmnio 
A flexão lateral é provocada pelo 
desenvolvimento dos somitos, âmnio e 
outros elementos da parede lateral 
 
Principais aspectos do embrião da 4º a 8º 
semana 
4ª semana 
• Embrião com aproximadamente 
19 dias: 
• PLACA NEURAL claramente 
visível 
• Embrião com aproximadamente 
20 dias: 
• Presença de somitos e 
formação do SULCO NEURAL 
com as pregas neurais 
• Por volta do 24º dia começam a 
aparecer os arcos faríngeos 
• O primeiro arco faríngeo (ARCO 
MANDIBULAR) dará origem à 
maxila e mandíbula 
 
 
5ª semana 
• O crescimento da CABEÇA excede o 
de outras regiões do corpo 
• A face toca a proeminência cardíaca 
• Desenvolvem-se a PLACA DAS MÃOS 
e os primórdios dos dedos (raios 
digitais) 
 
6ª semana 
• Movimentos espontâneos 
(contrações no tronco e nos 
membros. 
• O COTOVELO e o PUNHO tornam-se 
identificáveis 
• O desenvolvimento dos membros 
inferiores 
• Os OLHOS se tornam mais 
evidentes 
• A CABEÇA É MAIOR EM RELAÇÃO 
AO CORPO 
 
 
7ª semana 
Os membros passam por uma 
transformação considerável 
 
A CABEÇA ESTÁ EM POSIÇÃO MAIS 
ERETA 
 
 
8ª semana 
• A cauda desaparece no final da 
oitava semana 
• Há um rápido crescimento e 
diferenciação dos órgãos e tecidos 
formados durante todo o período 
embrionário 
• NO FINAL DESTA SEMANA O 
EMBRIÃO TEM APARÊNCIA HUMANA 
 
Placenta 
Órgão maternofetal que separa o feto 
do endométrio, constituída por estruturas 
maternas e fetais e por isso não é 
considerada um anexo embrionário. 
Resulta de uma aposição de tecidos 
maternos e fetais, com intenção de 
trocas fisiológicas 
Estruturas temporárias que serão 
expelidas/retiradas após o parto 
Peso: 500-600g (1/6 peso feto) 
Constituinte materno: endométrio 
gravídico (decídua basal) 
Decídua basal → região onde o córion 
faz contato na região que vai formar a 
placenta. 
Constituinte fetal: córion viloso 
Formação da parte fetal da placenta 
Formação de lacunas no 
sinciciotrofoblasto, quando ocorre a 
evasão do sinciciotrofoblasto no 
endométrio ocorre o rompimento de 
vasos endometriais que jogam sangue 
para dentro desses espaços. Esse espaço 
recebe também o conteúdo de 
secreções de glândulas uterinas → início 
da circulação uteroplacentária 
 
Sangue oxigenado e nutrientes chegam 
a essa região por meio da entrada desse 
sangue endometrial nessas lacunas, mas 
ainda não é passado ao concepto, os 
nutrientes ele obtém por meio da 
decídua. 
Desenvolvimento do córion 
O conjunto formado pelos três tecidos: 
mesoderma extraembrionário, 
citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto 
formará o córion 
 
Primeiro evento que aconteça para a 
formação da estrutura placentária é aformação das vilosidade coriônicas 
primárias, essa vilosidades é formada por 
meio da proliferação de células do 
citotrofoblasto que se projeta para o 
sinciciotrofoblasto 
 
Primária = só tem células do 
citotrofoblasto 
Conforme essas células se projetam para 
o sincício vai formando uma cavidade 
dentro de cada uma dessas vilosidades e 
o mesoderma que está embaixo 
começa se projetar para dentro dessas 
cavidades formando agora a vilosidade 
coriônica secundária 
Secundária = células do citotrofoblasto e 
mesoderma extra-embrionário 
 
O tecido mesoderma extra-embrionário 
é um tecido altamente angiogênico – 
que possui alto potencia de formar novos 
vasos sanguíneos – então a partir do 
momento que se forma a vilosidade 
secundária ocorre essa formação de 
vasos sanguíneos nesse tecido 
mesodérmico. Região onde tem células 
mesenquimais que irão se diferenciar em 
hemangioblastos e este dará origem aos 
angioblastos (vasculogênese e 
angiogênese) e hemoblastos que 
formará as primeiras hemácias. 
Vilosidade terciária = células do 
citotrofoblasto + mesoderma extra-
embrionário + vasos sanguíneos 
 
 
As vilosidades delimitam as antigas 
lacunas do sincício que agora passa a se 
chamar de espaço interviloso. 
Cada vilosidade é ancorada a uma 
“capa” citotrofoblástica que circunda 
todo o sincício, isso faz com que o 
sinciciotrofoblasto fique restrito dentro 
desse espaço inibindo a erosão/digestão 
endometrial. 
Dentro desses espaços intervilosos tem 
sangue arterial chegando e saindo 
através da drenagem de veias 
endometriais a todo momento. 
 
O córion viloso (onde forma as 
vilosidade) que irá formar a placenta 
parte fetal. 
 
Cordão umbilical 
Ligando a placenta ao feto tem se os 
vasos umbilicais 
Dentro do cordão umbilical: uma veia e 
duas artérias 
A veia: transporta sangue oxigenado das 
microvilosidade coriônicas até o embrião 
e por isso é vermelha. 
As artérias: transporta o sangue venoso 
do feto até a região da microvilosidade 
coriônicas para entrar na circulação 
materna. 
Tem cerca de 2 cm de largura e 30/90 
cm de comprimento (média 55 cm) 
Geleia de Wharton: tecido conjuntivo 
mucoso, de origem no mesoderma 
extraembrionário ondem ficam as veias e 
artérias do cordão 
 
 
 
 
 
Membrana placentária 
• A membrana placentária é uma 
estrutura responsável em separar o 
sangue materno do fetal 
• Age como barreira somente 
quando a molécula é de 
tamanho, configuração e carga 
específica. 
• Alguns metabólitos, toxinas e 
hormônios, embora presentes na 
circulação materna, NÃO 
atravessam a membrana 
placentária em concentrações 
suficientes para afetar o 
embrião/feto. 
• A maioria dos fármacos e outras 
substâncias do plasma do sangue 
materno atravessam a membrana 
placentária e penetram no plasma 
sanguíneo fetal 
Funções 
• Metabolismo 
- Síntese de glicogênio, colesterol e 
ácidos graxos 
• Secreção de hormônios 
- HCG (gonadotrofina coriônica 
humana): responsável inicialmente pela 
manutenção do corpo lúteo, após a [] 
de HCG diminui quando a placenta 
assume a função do corpo lúteo 
- Progesterona e estrógeno: produzidos 
pelo corpo lúteo até a placenta assumir 
essa função 
• Transporte de substâncias 
- A passagem de substâncias pela 
placenta depende de sua natureza e 
estrutura química: gases, hormônios, 
anticorpos, drogas, nutrientes, eletrólitos, 
produtos de excreção, a placenta 
também é responsável pela barreira que 
é formada entre o sangue materno e 
fetal que tem uma propriedade seletiva 
que permita que alguns agentes 
infecciosos passem ou outros não. 
Ex: vírus da sífilis 
 
 
Decídua 
A decídua refere-se à camada funcional 
do endométrio de uma mulher grávida 
(endométrio gravídico) que se separa do 
restante do útero ao nascimento. É 
dividida em 3 regiões de acordo com o 
local de implantação: 
Decídua basal: é a parte profunda ao 
concepto (embrião/feto e membranas), 
formando o componente materno da 
placenta. 
Decídua capsular: parte superficial da 
decídua que recobre o concepto. 
Decídua parietal: todas as outras partes 
restante da decídua. 
Anexos embrionários 
ÂMNIO 
Membrana delgada que forma um saco 
membranoso, o saco amniótico, cheio 
de liquido (líquido amniótico), que 
envolve o embrião e o feto. 
FUNÇÕES: 
• Papel fundamental no crescimento 
e desenvolvimento do embrião 
• Permite o desenvolvimento 
pulmonar fetal normal 
• Barreira contra infeções 
• Proteger o feto de lesões, 
distribuindo e amortecendo os 
impactos recebidos pela mãe 
• Auxiliar no controle e manutenção 
da temperatura corporal do 
embrião 
• Participar da manutenção da 
homeostasia dos fluidos e eletrólitos 
• Permitir a movimentação livre do 
feto, ajudando assim, o 
desenvolvimento muscular 
• O líquido amniótico é deglutido 
pelo feto e absorvido pelos tratos 
digestivo e respiratório 
SACO VITELINO 
Atrofia a partir da 10ª semana 
Desempenha papel na transferência de 
nutrientes para o embrião na 2ª e 3ª 
semanas, período no qual a circulação 
uteroplacentária é estabelecida 
Local que inicia a formação dos vasos 
que irão se direcionar para as 
vilosidades, mesoderma ao redor dele 
possui alta capacidade angiogênica e 
hemopoiética 
Parte do saco vitelino é incorporado pelo 
embrião para formar o intestino primitivo 
Na parede posterior do saco vitelino, um 
grupo de células daquele mesênquima 
extra-embrionário se descola e migra 
para dentro do corpo do embrião e 
essas células serão as células 
germinativas primordiais que darão 
origem as espermatogonias e ovogônias. 
Se não ocorrer essa migração, indivíduo 
estéreo. 
 
 
ALANTÓIDE 
Não tem função em embriões humanos 
Ele é formado pela evaginação da 
parede do saco vitelino que se projeta 
para a região do pedículo que formará o 
futuro cordão umbilical 
 
Na terceira semana, o alantoide se 
assemelha a um divertículo a partir da 
parede caudal da vesícula umbilical que 
se estende ao pedículo de conexão. 
É importante para a formação 
sanguínea inicial

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