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Sumário O Professor 5 1Unidade V 1Anisometropia 7 1.1 Aniseiconia 8 1.2 Problemas ópticos fisiológicos 9 1.3 Difração 9 1.4 Aberração cromática 9 1.5 Aberração esférica 10 1.6 Descentralização 10 Referências 12 Objetivos da Disciplina: • Estudar sobre a anisometropia e os problemas ópticos fi siológicos; • Estudar sobre a difração; • Aprender sobre a aberração cromática e a esférica; • Entender sobre a descentralização. 5 O Professor Prof. Marcelo Santana Sou o professor Marcelo Santana. Tenho formação técnica em Óptica pelo Senac – SP (2005), sou gradua- do em Óptica e Optometria pela Brazcubas (2009), onde também realizei pós-graduação em Optometria Avançada (2013), e estou terminando a pós-gradua- ção em Ortóptica e Ciência da Visão pelo Centro Uni- versitário Celso Lisboa, no Rio de Janeiro (2017). Trabalhei em óptica desde 1999, após a formação em optometria, atuei em gabinete e hospital em São Paulo. Sou docente da Brazcubas há quase 7 anos, onde ministro aulas de: Anatomia Ocular, Patolo- gia Ocular, Avaliação de Saúde Ocular, Semiologia Ocular, Optometria Prática e estágios. Será um prazer compartilhar com você o fantástico conhecimento sobre a visão! Anisometropia 7 1 Unidade V 1 Anisometropia Você já percebeu que na mesma pesso a nem sempre a dioptria de um olho é igual à do outro olho? Se a re fração for igual ou maior que duas dioptrias de um olho em relação ao outro , haverá uma diferença na imagem na retina (aniseiconia) e a consequênci a disso será um olho “preguiçoso” (amblíope). Isso é comum em hipermetro pes. Também, por antiametropias (um olho m íope e outro hipermetrope), a grande tendência nesse caso é o olho m íope ser estimulado para perto e o olho hipermetrope serestimulado para lo nge. Em alguns casos, pacientes que são emétropes em um olho e míopes em outro olho, na presbiopia podem utilizar um olho para compensar perto e outro para longe. 1Comando Tabela Unidade V 8 Anisometropia Quando o córtex capta as imagens do olho direito e esquerdo, as imagens são sobrepostas (fusão), toleran do diferenças mínimas (visão bino- cular). Porém, quando a diferença da im agem de um olho para o outro for maior, o cérebro suprimirá (desligará) u m olho, captando imagem apenas do outro olho. Exemplo: você está olha ndo para uma bola. Para um olho a imagem da bola é redonda (nesse olh o a dioptria é baixa), no outro olho a imagem é oval (nesse olho a dioptria é alta). O córtex vai “perceber” que a mesma imagem é signifi cativamente d iferente de um olho em relação ao outro, apesar de ser o mesmo objeto. Com o mecanismo de defesa, suprimirá (desligará) a informação de um olho (gera lmente de maior dioptria). A melhor forma de evitar tais transtorn os é a correção precoce do indivíduo para que sejam estimuladas am bas as retinas, com mínimas dife- renças. As formas de anisometrias são: a xial (tamanho do olho diferente em relação ao outro olho), curvatura – meios refringentes, misto – quando há um componente axial e de curvatura.componente axial e de curvatura. 1.1 Aniseiconia Acredito que você tenha pensado que, se na anisometropia há a diferença de dioptria de um olho para o outro, então a correção será de óculos com espes- suras de lentes diferentes. Pensou bem! E podemos continuar pensando, mesmo com a correção, as imagens serão diferentes em ambos os olhos, fazendo com que o paciente se sinta desconfortável com os óculos. Segundo Garrigosa, é uma anomalia da visão binocular que consiste nas imagens que cada olho proporciona de um objeto com diferentes tamanhos. Trocando em miúdos, é a diferença do tamanho da imagem de cada olho no mesmo indivíduo. O cuidado que devemos ter nessa defi nição é que a imagem diferente na retina não é a questão principal, mas, sim, a percepção da imagem pelo paciente. Não temos como mensurar e relacionar a anisometropia da aniseiconia. Podemos afi rmar que anisometropia e astigmatismos elevados terão o efeito aniseicônicos na retina. Unidade V Anisometropia 9 1.2 Problemas ópticos fisiológicos O poder de resolução de um instrumento óptico é a precisão da forma nítida dessa imagem. Todos os problemas ópticos fi siológicos afetarão diretamente na qualidade visual. Como a lente tem problemas, o olho não foge à regra (justamente pelo conjunto de lentes que possui). Os problemas que afetarão a qualidade visual são diversos e estão descritos a seguir. 1.3 Difração A difração é um fenômeno descoberto por Newton e Grimaldi, em 1665. Ocorre da seguinte forma: quando nós olhamos para um ponto, a imagem de um objeto em nossa retina será formada por pontos, que se transformam em disco rodeado com anéis (conhecido como disco ou padrão de Airy). Por causa desse efeito, a imagem fi cará sem foco. Não será muito diferente por causa das ametropias. O diâmetro pupilar afetará de forma inversa o diâmetro do disco, ou seja, diâmetro pupilar maior, diâmetro do disco menor; diâmetro pupilar menor, diâmetro do disco maior. Podemos aferir que o tamanho pupilar que infl uenciará diretamente o disco de Airy contribuirá diretamente para a resolução da imagem (para a sua acuidade visual) (FURLAN, GARCÍA e ESCRIVÁ, 2009). 1.4 Aberração cromática Lembra-se do conceito de índice de refração? A luz branca passando por um prisma se decompõe em várias cores. Pensando em uma lente, quando a luz branca incide nela, vinda da refl exão de um objeto, ao penetrar nessa lente, cada cor (frequência de onda) sofrerá resis- tência diferente (índice de refração) da lente, então haverá essa dispersão da luz. Exemplo disso são fotos cuja linha da imagem percebe-se com cores distintas (RÍO, 1972; ELDER’S, 1997; PRADO, 1963). Unidade V 10 Anisometropia 1.5 Aberração esférica Imagine que cinco carros estão correndo em uma estrada e, em determinado ponto, apenas o carro que está no centro seguirá em linha reta, enquanto os carros que estão ao lado deverão fazer uma curva até chegarem a um ponto ao mesmo tempo. Porém, por algum motivo, o carro central chegará a um ponto, enquanto os outros se encontrarão antes em outro ponto. em uma estrada e, em determinado ponto, apenas o carro que está no centro seguirá em linha reta, enquanto os carros que estão ao lado deverão fazer uma curva até chegarem a um ponto ao mesmo tempo. Porém, por algum motivo, o carro central chegará a um ponto, enquanto os outros se encontrarão antes em outro ponto. Nesse breve relato, vamos pensar que os carros são os feixes de luz, a pista é uma lente esférica (lembrando que em uma lente cilíndrica teremos dois meri- dianos). Os feixes periféricos estarão (ponto focal) mais afastados do feixe central (outro ponto focal). A distância do ponto focal dos feixes periféricos e central é conhe- cida como aberração esférica (RÍO, 1972; ELDER’S, 1997; PRADO, 1963). 1.6 Descentralização Apenas lembrando-se de que, nas lentes, quando a luz incide, o feixe de luz central não sofrerá desvio, no entanto os feixes periféricos desviarão. O local em que o feixe central penetra na lente é conhecido como centro óptico (ou a união de dois prismas). Quando temos duas lentes e seus centros ópticos não forem coincidentes, o feixe luminoso central passará no centro de uma lente, mas não na outra lente. Isso ocorrerá porque as lentes estarão descentralizadas (RÍO, 1972; ELDER’S, 1997; PRADO, 1963). Unidade V Anisometropia 11 Na prática! Precisaremos de dois objetos do mesmo tamanho, por exemplo, pilhas, elas fi carão na vertical – “em pé”. Quem for o observador do teste precisa ter uma distância entre as pupilas de 62 mm (mas fi z experiência com distâncias pupilares de 68 mm e consegui perceber o efeito que proporei), precisa ser emétrope ou com refração mais próxima de um olho para o outro (diferença de 0,50 dioptrias). Você colocará as pilhas na vertical em um plano (mesa). Com uma régua, medirá,no plano, a distância da pilha em relação ao olho em 10 cm e a segunda pilha em 33 cm. Quando observar, deixe as pilhas mais ao lado do olho esquerdo do que do direito. Feche o olho direito, observe o tamanho das duas pilhas (se perceber apenas a pilha mais próxima, desvie a pilha mais afastada para o lado esquerdo). Percebendo bem as duas imagens, mesmo desfocadas, você perceberá um tamanho x. Feche o olho esquerdo e abra o direito, você consegue perceber que o tamanho das imagens fi cou levemente diferente? Agora, abra os dois olhos. Percebeu que as diferenças somem? Río acredita que o cérebro tenha um mecanismo que regula isso e a ausência dele causará as consequências das aniseiconias. 12 Referências Referências AGUILAR, M.; MATEOS, F. Optica Fisiologica Tomo 1. Universidad Politecnica de Valencia. Valencia, España. 1995. _______; _______. Optica Fisiologica Tomo 2. Universidad Politecnica de Valencia. Valencia, España. 1995. ALVES, A. de A. Refração. 6. ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2014. BICAS, H. E. A.; SOUZA-DIAS, C. R.; ALMEIDA, H. C. Estrabismo. Cultura Médica: Guanabara Koogan, 2008. Série Oftalmologia Brasileira. BURIAN, H. M.; NOORDEN, G. K. V. Binocular Vision and Ocular Motility. Michigan, USA: Mosby Company, 1980. CALOROSO, E. E.; ROUSE, M. W. 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