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1 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Exames de Imagem Prof. Marcos Lima Arquitetura óssea - Osteologia As linhas de força são arqueadas, o que permite a distribuição de força, diferente da linha reta onde a força fica apenas no local de aplicação da força. Todas as vezes que o corpo precisa resistir a uma linha interna, ele vai resistir a uma linha arqueada O osso cortical e o trabeculado são formados por Hidroxiapatita, o que muda é o arranjo arquitetural, no osso compacto as estruturas são mais próximas, enquanto no trabeculado estão mais distantes, e nas reentrâncias estão a MO. Transplante de medula ósseo: do próprio paciente (Autólogo) – retira a medula do pct, guarda, aplica uma quimio, destrói toda a Medula óssea e depois repovoa com a própria medula do pct, com a certeza que essas células são saudáveis. – é o mais usado em pcts com linfoma. Osteoblasto e osteoclasto ALTERAÇÕES Lesões Blásticas/ Escleróticas Branca Áreas líticas Destruída (mais cinza) Tumores ósseos mais frequentes: metástases O câncer de próstata: ativa ação osteoblastica O câncer de mama: ativa ação osteoclástica LOCALIZAÇÃO Placa de crescimento, fise OSSOS LONGOS E CHATOS (AXIAL) Lesão central - Quem define a fratura é a cortical, seguir a cortical e identificar a presença de descontinuidade. - Observar uma cortical mais afilada, o que predispõe a fraturas – em caso de fratura, é caracterizado como fratura patológica. Observar a presença da placa de crescimento. Lesão benigna, insuflativa Ausência de reações periosteais são indicativos de benignidade Critérios de benignidade: nítida transição entre o osso normal para o patológico Obs.: toda fratura promovida por tumor é fratura patológica Fémur distal Tíbia Fíbula Densidade radiológica reduzida Cisto ósseo 2 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Lesão excêntrica A cortical desapareceu, está destruída, bem afilada - A lesão cura sozinha, ir acompanhando a evolução da doença, pois o TTO é extremamente invasivo - Características de benignidade: ausência da reação periosteal. Lesão cortical - Lesão Benigna - Presença da cortical com infiltração óssea, sem a presença da reação periosteal - Natural no jovem (placa de crescimento – condroblastos não possuem radiodensidade para deixar a imagem branca, a característica branca é dada pelos cristais de hidroxiapatita) Obs.: o osso cresce na sua porção longitudinal através da placa de crescimento e na porção axial através do periósteo (cél. osteoprogenitoras). Lesão Justacortical - Excrescências ósseas formando árvores LESÃO OSTEOLÍTICA (Retirada óssea – suspeitar de tumores/metástase) RX TC RNM Escura: radioluscente Escuro: Hipoatenuante: Escura: hiposinal Lesão lítica Branca: radiopaca Claro Hiperatenuante: Branca: hipersinal (Apenas se observa osso cortical e medular, e não a medula) (Apenas se observa osso cortical e medular, inclusive as linhas de tensão, e não a medula) (Não se observa a cortical nem medular – devido a presença da Hidroxiapatita apenas observa a medula óssea) Cintilografia observa apenas a porção cortical Radio fármacos (FDG) são utilizados para avaliar a medula. O USG não permite avaliação de estrutura óssea, pois o osso cortical não permite que as ondas de USG atravessem. O USG é ótimo para avaliar partes moles Pet Scan: bom para avaliar tecidos metabolicamente ativos (dependentes de glicose) 3 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem PADRÃO DE OSTEÓLISE - LODWICK Geográfico – Tipo I Geográfico: consegue delimitar toda a lesão Geográfica I - A - Crescimento lento - Baixa agressividade Geográfica I- B - Agressividade média - Se aproxima da cortical, lesão osteolítica, radioluscente afetando a fíbula Geográfica I- C - Agressiva - Difícil definição, mais espiculada, com características de malignidade (tumor de Ewing) – se avançar pode dar metástase, fratura patológica (por afilamento da cortical) e progredir para amputação “Roído de Traça” – Tipo II - Agressividade Alta - “bolinhas radioluscentes” = tumor - Agressivo, mal delimitado, características de Tumor de Ewing - Começa a aparecer as reações periosteais indicativo de agressividade Permeativo – Tipo III - Tumores altamente agressivo - Difícil visualização REAÇÕES PERIOSTEAIS NÃO AGRESSIVAS SÓLIDA - Lesão blástica com reação periosteal benigna, comum em osteomielite SEPTADA REAÇÕES PERIOSTEAIS AGRESSIVAS LAMELAR – CASCA DE CEBOLA Várias reações periosteais sobrepostas Lesão altamente agressiva, que somada ao “ruído de traça” e lesão permeativa, pensar em Tumor maligno de Ewing, sarcoma Tumor de Ewing (tumor extremamente agressivo em jovens e adolescentes) Os Tumores ósseos mais frequente são os benignos Triângulo de Codman levantamento periosteal que ocorre nas extremidades – marcador de malignidade Observar a placa de crescimento (radioluscente) OBS.: NÃO existe DOR óssea intramedular, a sensação de dor se dá apenas no periósteo. 4 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem REAÇÕES PERIOSTEAIS AGRESSIVAS ESPICULAÇÃO – RAIOS DE SOL - Extremamente agressiva REAÇÕES PERIOSTEAIS AGRESSIVAS - Tumor extremamente agressivo e que produz osso: OSTEOSARCOMA Reação periosteal no fémur distal com a formação do TRIÂNGULO DE CODMAN (sinal de rápido crescimento tumoral) Encaminhar imediatamente para o TTO, se atrasar muito poder progredir para amputação LESÃO COM PREDOMÍNIO LÍTICO - Diafisária proximal do úmero - Infraesponjoso - Lítica – Geográfica I A (Lodwick) - Sem reação periosteal - Baixa agressividade acompanhar LESÃO COM PREDOMÍNIO BLÁSTICO - Metadiafisária distal do fémur - Infra-esponjosos e extra-ósseo - Predominantemente esclerótica - Reação periosteal – Triângulo de Codman - Alta agressividade PLACA DE CRESCIMENTO Placa NORMAL - Ossificação endocondral Placa com traumas repetitivos - Descolamento da placa com problemas no desenvolvimento ósseo RAQUITISMO Doença da infância e adolescência devido à carência de vitamina D, que se caracteriza por uma mineralização insuficiente dos ossos. - Ossos frágeis, arqueados o que predispõe a fraturas (linhas de Looser) A partir do RX pode se determinar a idade (linha epifisária e a quantidade de ossos da mão) 5 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Aula 2 – 08/03 CONFERÊNCIA Para estudar cérebro e medula espinal: pedir neuro –eixo Funções do osso - Sustentação do organismo - Proteção de órgãos nobres (♥, pulmões, cérebro) - Hematopoiética (produção de hemácias, leucócitos, linfócitos e plaquetas) A punção intra-óssea se dá no osso trabecular (muito utilizado para ressuscitação em crianças, quando não se tem a possibilidade de acesso venoso, a punção se dá no fémur distal ou na tíbia proximal, sempre voltando a agulha a 15 graus na região mais premial para não pegar a placa de crescimento Periósteo: membrana externa bem vascularizada, com R de dor, onde estão as células progenitoras osteoblastos (que produzem a matriz óssea osteóide) Endósteo: porção mais interna Medula óssea vermelha: Tecido hematopoiético Medula óssea amarela (preenchimento, resiliência – 60% é gordura): ossos longos do esqueleto apendicular Fratura de fêmur pode levar a óbito por embolia gordurosa (TEP) Nascimento Aprox.. 10 anos 20 anos... 6 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem TIPOS DE SUBSTANCIAS ÓSSEAS Corte transversal no nível da diáfise de um osso longo Ex. de ossos longos: fêmur, úmero, rádio, ulna, fíbula, falanges OSSO COMPACTO e ESPONJOSO: esta classificaçãoé macroscópica, e não histológica, pois ambos tem a mesma estrutura histológica básica. O osso compacto não tem cavidades visíveis a olho nu; diferente do osso esponjoso. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA – Medula óssea Gordura = hipersinal na RNM - Ótima visualização da cartilagem - Problemas de vascularização - Comum em pct com anemia falciforme FRATURAS - Estágios da consolidação das fraturas FASE DA CONSOLIDAÇÃO DAS FRATURAS 1- Hemorragia – hematoma 2- Inflamatória 3- Formação de tecido de granulação 4- Fase do duplo calo mole T.C fibroso – proliferação de osteoblastos e condroblastos 5- Fase de calo duro mineralização 6- Remodelacção osteoclastos Presença de CALO ÓSSEO – com consolidação Ausência do calo ósseo – sem consolidação, separação maior que 2 mm entre os fragmentos ósseos Fratura em galho verde: só fraturou a face externa, sendo assim mais fácil a remodelação 7 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Tipos de fratura Fraturas – Direção da linha Fraturas – Alinhamento Exemplo de fratura cominutiva (vários fragmentos) Envolvimento da placa de crescimento – SALTER-HARRIS Tipo I: não houve morte de condrócitos Tipo II: fratura fora da linha de articulação imobilizar Tipo III: Acomete placa e extensão articular grave!! Tipo IV: Acomete placa e extensão articular GRAVE!! É NECESSÁRIO FIXAR (para não formar osteoartite) Tipo V: compressão da placa de crescimento Pior prognóstico (encurtamento do membro) 8 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem FRATURA – LUXAÇÃO MONTEGGIA LUXAÇÃO: perda completa da relação articular superfícies articulares não estão em contato SUBLUXAÇÃO: perda parcial da relação articular Conduta: fazer uma placa para restaurar a ulna e estabilizar para a articulação SÍNTESE DE TRAUMAS ÓSSEOS - o que relatar? - Descrever tipo de fratura completa ou incompleta - Descrever direção da linha da fratura - Avaliar alinhamento - Envolvimento da placa de crescimento SALTER-HARRIS - extensão intra-articular - Luxações e subluxações - Consolidação INFECÇÃO ÓSSEA - OSTEOMIELITE Osteomielite: quando um tecido ricamente vascularizado sofre infecção Osteomielite crônica Micro-organismos Neonatal < de 4 meses Usuários de drogas Anemia falciforme - Osteomielite complicada, decorrente de uma fratura pela presença de uma haste medular ANATOMIA VASCULAR – Padrão de distribuição da osteomielite hematogênica PADRÕES DE OSTEOMIELITE Neonatal Infância Adulto Epífise Metáfise - a placa de crescimento serve de barreira Epífise Infância – RESSONÂNCIA MAGNÉTICA T1: metafise acometida T2: edema generalizado Fisiopatologia: - Bactérias nos lagos venosos metafisários - Processo inflamatório necrose óssea - ↑ da pressão intramedular - Rompimento cortical infecção pode atingir periósteo e partes moles TTO adequado - Reparação óssea espessamento cortical - Formação de tecido fibrótico e gorduroso na medula óssea TTO ineficaz Tecido necrótico sequestro - Separado do osso viável por tecido de granulação - contém organismos viáveis - Fonte de reativação 9 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Osteomielite aguda Radiografia simples - Pouco sensível - Após 48 horas: aumento de partes moles - 1ª semana: excluir outras patologias (tumor ou fratura) - 10 – 15 dias: destruição óssea - Rarefação óssea Lesões líticas - Reação periosteal Osteomielite subaguda/crônica - Abscesso de brodie (difícil TTO) - sequestro ósseo - osteomielite esclerosante SEQUESTRO - descolamento ósseo (cultura de bactérias dentro do osso) Sequestro necrose óssea mostra atividade de lesão subaguda/crônica Osteomielite esclerosante Reação periosteal espiculada simulando tumor ósseo maligno - é necessário biopsia pois é muito parecido com os tumores ósseos (reação em raio de sol) ARTICULAÇÃO 10 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Aula 3 – Canal vertebral e Medula espinhal Aspectos de imagem da coluna RNM: Para avaliar o canal vertebral Disco intervertebral: Anel fibroso (pouca água, é mais escuro) Núcleo pulposo (hipersinal na RNM) A área branca é LCR, pontos cinza (raízes da calda equina) (T1) - Liquido = preto (T2) - Liquido = branco - hipersinal A área escura ao redor do canal vertebral: ligamento amarelo (mantém a estrutura/estabilidade da coluna) - quando ele hipertrofia, fica bem espesso, o que causa a redução do canal vertebral, causando compressão nervosa radicular, levando o pct apresentar sintomas no dermatomo e miótomo correspondente. Musculatura em T2 deve ser preta. A presença de traços brancos/cinza claro entre a musculatura mostra a presença de gordura lipossubstituição, caracterizando fraqueza muscular com degeneração articular, assim toda a estabilidade da coluna passa para o ligamento amarelo. O foramem neural (espaço entre as vertebras, por onde saem as raízes nervosas), possui uma gordura (saudável) que faz a estrutura/ contorno (coxim gorduroso) que mantem as estruturas na região adequada Água e gordura: por serem elementos com abundância de hidrogênio, são responsáveis pelo contraste no exame de RNM. O processo espinhoso da vertebra é cinza, devido: Componente gorduroso (branco) + Componente hepatopoiético (medula óssea-preto) Dor: o disco tem R de dor A dor se dá, pela presença de R de dor no disco, e não apenas pela compressão nervosa. A dor surge quando rompe o núcleo pulposo (fluido), que rompe o anel fibroso e atinge os terminais nervosos = Hernia discal, que pode também comprometer o forame neural, reduzindo o espaço da passagem das raízes nervosas, o que gera muita dor. 11 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem (T1) - LCR = preto (T2) - LCR= branco - hipersinal RNM de coluna lombosacra Medula espinal: cinza Punção licuórica e raqui-anestesia: abaixo de L3 – L4Raqui- anestesia: anestesia motora e sensitiva Peri-dural: anestesia a sensibilidade Área branca: disco com o núcleo pulposo e ao redor em preto tem o anel fibroso. No núcleo doente, se avalia uma herniação do anel fibroso (é visualizado abaulamentos na linha preta) RNM: não se vê osso cortical TOMO: vê osso cortical Gordura extra-dural (coxim gorduroso) é branca em T1 e T2 RNM: de coluna cervical RNM: Coluna Torácica - Avalia a altura das vertebras, se estão preservadas, - A saúde dos discos - O altura discal - Abaulamentos e lesões ósseas Para estudar medula óssea é melhor em T1, pq tudo que e agua, some. Para estudar medula espinal é melhor em T2, pq a medula é cinza, e em qualquer lesão ela fica com hipersinal dentro da área escura, o que induz que é um processo inflamatório potencialmente provocado pelo trauma, o pct precisa receber corticoide nas 1ªs 24hrs para prevenir uma lesão definitiva. Na imagem axial Estruturas que a agulha atravessa: Pele Tecido cel. subcutâneo Fáscia muscular Musculo Ligamento inter espinhoso Ligamento amarelo Gordura extra-dural/ epi-dural Meninges (dura e aracnoidea) - Obs.: dentro do canal vertebral: ligamento amarelo, gordura extra-dural, meninges, LCR, raízes nervosa e medula espinal. Coluna total (neuro eixo) TOMO: avalia muito bem os ossos (não é boa para partes moles) 12 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Discos totalmente destruídos, esclerosados, bicos de papagaio ou osteófitos Escoliose, com convexidade para a direita, com osteofitos Disco totalmente degenerado, com esclerose, com osteofito comprimindo o canal medula, causando dor Osteoartrite nas facetas intra-articulares Obs.: Gordurana RNM é preta Redução do forame Disco vertebral: preto (anel fibroso) e branco no centro (núcleo pulposo) Obs.: local de maior resistência da agulha: Ligamento amarelo 13 Letícia M. Dutra - 7ª Etapa - Imagem Estenose de canal, espessamento do ligamento amarelo Hérnia, parestesia,...