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2022/1 - Direito Previdênciário - G510-0163QUIN1ONLINE 
 
Prof. Me. Vanessa Kerpel Chincoli 
 
Sumário 
AULA 01 - INTRODUÇÃO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA À PREVIDÊNCIA SOCIAL 1 
1.1. CONCEITO: DOUTRINÁRIO E NORMATIVO ............................................................ 1 
1.2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SEGURIDADE SOCIAL NO MUNDO ....................... 2 
1.2.1. Estágio embrionário da seguridade social ..................................................................... 2 
1.2.2. Fases da evolução histórica da seguridade social .......................................................... 3 
1ª Fase: Fase da Tutela Familiar ou Comunitária............................................................................................ 4 
2ª Fase: Assistencialismo ................................................................................................................................ 4 
3ª Fase: Seguro Social ..................................................................................................................................... 5 
4ª Fase: Seguridade Social .............................................................................................................................. 8 
1.3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL ....................... 9 
1.3.1. Santa Casa de Misericórdia, 1543 ................................................................................. 10 
1.3.2. Os Montepios .................................................................................................................. 10 
1.3.3. A Constituição de 1824 .................................................................................................. 10 
1.3.4. Constituição de 1891 ...................................................................................................... 11 
1.3.5. Legislação acidentária de 1919 ..................................................................................... 11 
1.3.6. A Lei Eloy Chaves, em 1923: Marco da Previdência Social no Brasil ...................... 11 
1.3.7. A Constituição de 1934 .................................................................................................. 12 
1.3.8. O Instituto Nacional da Previdência Social ................................................................. 13 
1.4. A SEGURIDADE SOCIAL NA CF/1988 — NORMAS GERAIS ......................... 14 
1.5. COMPOSIÇÃO DOS SUBSISTEMAS DA SEGURIDADE SOCIAL ................. 16 
1.6. A RELAÇÃO JURÍDICA DE SEGURIDADE SOCIAL ....................................... 18 
AULA 02 - FONTES E PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO .............................................................................................................. 20 
1. FONTES DO DIREITO PREVIDENCIÁRIO ............................................................ 20 
1.2. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO PREVIDENCIÁRIO ......... 20 
1. Princípios ............................................................................................................................. 20 
 
 
AULA 01 - INTRODUÇÃO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA À PREVIDÊNCIA SOCIAL 
1.1. CONCEITO: DOUTRINÁRIO E NORMATIVO 
 
I) Conceito doutrinário: 
https://graduacao.ftec.com.br/course/view.php?id=11286
https://graduacao.ftec.com.br/course/view.php?id=11286
Segundo a doutrina, a Seguridade Social é um sistema de proteção social 
instituído pelos Estados (países soberanos) visando garantir aos indivíduos a 
superação de determinadas contingências (como por exemplo, morte, hipóteses 
de idade avançada [velhice], situações em que a pessoa se encontra desprovida de 
condições físicas ou psíquicas para o desenvolvimento de atividades laborativa [ou 
seja, hipóteses dde invalidez], doenças, desemprego involuntário, prisão [e os 
familiares ficam sem condições de prover o seu sustento], maternidade etc.), com a 
finalidade de preservar o mínimo existencial e, reflexamente, a dignidade humana. 
 
II) Conceito Normativo: segundo o art.194, CF/88, a Seguridade Social é um “conjunto 
integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade destinadas a 
assegurar os direitos relativos à saúde, a previdência e à assistência social”. 
 De acordo com o conceito normativo da 
Constituição, a seguridade social é composta por três 
subsistemas: saúde e previdência e assistência social. 
 
 
1.2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SEGURIDADE SOCIAL NO MUNDO 
 
1.2.1. Estágio embrionário da seguridade social 
 
Na Idade Antiga, especificamente no Direito Romano, houve uma fase embrionária de 
seguridade social, no que diz respeito à reserva de soldo: surge uma espécie de aposentadoria 
assegurada aos militares. Eles poderiam reservar uma parte do soldo para gozar posteriormente 
na inatividade. Também havia uma espécie de associação de trabalhadores autônomos que 
guardava um fundo para pagar as despesas com funeral. 
 
Já na Idade Média, as chamadas Corporações de Ofício (eram grupos de infividos que se uniam 
para exercer determinada profissão - eram criadas por indivíduos que sabiam exercer 
determinada profissão de maneira exemplar e possuíam aprendizes ou discípulos - indivíduos 
mais novos que não sabiam o ofício/profissão), criaram uma espécie de “assistência” aos seus 
associados (faziam uma reserva do dinheiro decorrente das atividades) para assistir os seus 
membros em casos de velhice, doenças ou pobreza. 
 
Ainda na Idade Média, em 1344, foi celebrado o primeiro contrato de seguros marítimos, pois 
a atividade marítima era muito grande na época, mas era muito perigosa (tempestades nos 
mares, doenças nos navios, ataque de piratas). Com esse seguro, caso algum marinheiro 
morresse, a sua família receberia algum valor para a sua subsistência. * O autor Sérgio Pinto 
Martins considera o embrião da seguridade. 
 
1.2.2. Fases da evolução histórica da seguridade social 
Parte da Doutrina divide a evolução histórica da proteção social em três etapas: 
1) assistência pública; 
2) seguro social ; 
3) seguridade social. 
 
Já outra parte da Doutrina divide a evolução histórica da proteção social em quatro 
etapas: 
1) fase da tutela familiar ou tutela comunitária; 
2) fase da assistência pública ou assistencialismo; 
3) fase do seguro social; 
4) fase da seguridade social. 
 
Há também aqueles que compreendem a divisão em 4 fases históricas da evolução da 
proteção social, porém, valendo-se de outras denominações:1 
a) fase experimental; 
b) fase da consolidação; 
c) fase da expansão; 
d) fase da redefinição. 
 
 
1 a) fase experimental, quando prevalecia o voluntarismo e o mutualismo assistencial; 
b) fase da consolidação, quando o assistencialismo avançava por meio das organizações religiosas, das guildas e 
corporações de ofício e, modestamente, por meio do Estado, tal como se viu na Lei dos Pobres, de 1601; 
c) fase da expansão, pela avanço da proteção social além do mero assistencialismo puro, alcançando a 
institucionalização estatal de seguros sociais, com a normatização do direito à seguridade social como um direito 
sagrado e fundamental e, mais posteriormente, com as conversões dos Estados Libe- rais em Estados de bem-
estar social; 
d) fase da redefinição, pela percepção do inchaço dos Estados provocado pela desenfreada e mal calculada 
intervenção assistencialista e paternalista de políticas públicas sociais, exigindo a equalização dos programas 
sociais em consonância com as capacidades econômicas de cada nação. 
1ª Fase: Fase da Tutela Familiar ou Comunitária 
Foi marcada pelo caráter privado das contingencias sociais (pela própria 
família ou pela comunidade) = não havia proteção Estatal. Assim, a assistência pública 
estava fundada na caridade (conduzida pela Igreja) e, mais tarde, por instituições 
públicas (primeira etapa da proteção social). 
O indivíduo que se encontrava em situação de necessidade (desemprego,doença e invalidez) socorria-se da caridade dos demais membros da comunidade. Nessa 
fase, não havia direito subjetivo do necessitado à proteção social, e o indivíduo ficava 
condicionado à existência de recursos destinados à caridade. 
Essa fase perdurou até a edição da Lei de Amparo aos Pobres (Poor Relief Act), 
editada em 1601, na Inglaterra. Foi editada pela Rainha Maria Elizabeth, razão pela qual 
também é chamada de Lei Elizabetana. 
2ª Fase: Assistencialismo 
i) Lei dos Pobres 
A tutela no âmbito privado passou ao âmbito Estatal por meio da edição da 
“Lei dos Pobres”, essa que é um grande marco da seguridade social, uma vez que é a 
primeira lei assistencial da história mundial. 
Essa lei foi publicada em razão da condição de precariedade que os camponeses 
passaram a viver nas cidades após terem saído dos campos (êxodo rural) passaram a 
viver nas cidades. Chegavam nas cidades e não tinham nenhuma estrutura social, como 
trabalho ou onde morar. Esses indivíduos começaram a causar muita instabilidade 
social, uma vez que os cidadãos que já moravam nas áreas urbanas passaram a temer a 
respeito dos futuros atos desses camponeses em situação de vulnerabilidade (pois, 
possivelmente, eles passaram a cometer delitos a fim de ter meios para a sua 
sobrevivência). Passou a ser também uma preocupação do próprio Governo o que esses 
indivíduos fariam para se alimentar e conseguir a sua subsistência. 
Em razão a esse problema social, o Governo editou a Lei dos Pobres para ajuda-
los a garantir a sus subsistência e também ajudando-os a conseguir emprego. 
Essa Lei instituiu um assistencialismo financiado a partir de contribuições 
obrigatórias que alimentava um fundo para fins sociais (formado com a arrecadação de 
da taxa obrigatória), mas cabia à Igreja a administração do fundo e dos programas de 
assistência social (em especial às crianças, aos idosos, aos inválidos e desempregados). 
Surgiu, assim, a assistência pública ou assistência social. 
ii) Constituição Francesa de 1793 
A Constituição pós revolução francesa foi a primeira a consagrar a assistência 
social como uma “dívida sagrada” (uma obrigação de toda a sociedade cristã da época), 
movimento que se repetiu nas outras constituições francesas. 
 
3ª Fase: Seguro Social 
Em razão de que já não mais bastava a caridade para o socorro dos necessitados 
em razão de desemprego, doenças, orfandade, mutilações etc. – ou seja, já não mais 
bastava o assistencialismo – era necessário criar outros mecanismos de proteção, que 
não se baseassem na generosidade, e que não submetessem o indivíduo a comprovações 
vexatórias de suas necessidades. 
• Workmen’s Compensation Act 
Trata-se da primeira regra sobre acidente de trabalho. Em 1897, a Inglaterra 
editou a primeira regra sobre acidente do trabalho. Trouxe o seguro obrigatório contra 
acidente do trabalho e alterou o ônus da prova (antes dessa lei, o empregado poderia 
processar o seu empregador, mas teria que provar a culpa do seu empregador pelo dano 
causado). Essa lei foi um verdadeiro avanço, uma vez que a partir dela, o empregado 
apenas tinha que demonstrar que o seu prejuízo ocorreu em decorrência de acidente de 
trabalho (não tinha mais o ônus de demonstrar a culpa do empregador) e tinha o direito 
a receber o seguro obrigatório. 
• Old Men Pensions Act 
Também criado na Inglaterra, em 1908, trata-se da criação de pensões de 
caráter não contributivo para indivíduos com 70 anos ou mais, que seria um patrocinadas 
pelas novas gerações. Inicio do pacto de gerações: as gerações que estão trabalhando 
patrocinam as aposentadorias daqueles que não estão mais trabalhando (que estão 
aposentados e que não mais contribuem – por isso que era “não contributivo”). Cumpre 
salientar que poucos indivíduos chegavam a essa idade naquela época. 
Mas a fase do seguro social foi marcada pelo sistema Bismarkiano, que passou 
a ser implementado em 1883. O Chanceler alemão Otto Von Bismarck instituiu o 
primeiro sistema de seguro social (origem da Previdência Social). 
• Sistema Bismarkiano (1883-1911) 
O sistema Bismarkiano passou a ser implementado em 1883. Trata-se da criação 
do primeiro sistema previdenciário que se tem notícia. Surgiu na Alemanha por Oto Von 
Bismark (por isso, conhecido como sistema Bismarkiano). Foi implementado 
gradativamente até que em 1911 cria-se o código do seguro social alemão. Esse é o 
instituto histórico que possui maior relevância para os nossos estudos de direito 
previdenciário no Brasil. 
Esses código de sistema social possuía as seguintes proteções (codificou as 
seguintes proteções): 
- seguro contra invalidez e proteção à velhice; 
- seguro contra acidente do trabalho; e 
- seguro contra doenças. 
Motivação: conter qualquer tipo de movimentos socialistas e/ou comunistas na 
Alemanha. Uma vez que a instituição do sistema foi fruto da pressão popular em face 
das precárias condições (fase da Revolução Social) de trabalho existentes à época. 
O seu financiamento era tripartite: Estado, empregados empregadores 
contribuíam. 
• Constitucionalismo social 
Outro ponto de grande relevância é o constitucionalismo social, ou seja, o fato 
de as constituições passarem a positivar e consagrar os direitos sociais. Trata-se da 
positivação nas Constituições de temas relacionados a seguridade social. A primeira 
Constituição a trazer o constitucionalismo social foi a Constituição do México. E a 
Constituição a trazer o constitucionalismo social com maior relevância foi a 
Constituição de Weimar (maior amplitude mundial). Assim, temos: 
- 1917: Constituição do México; 
- 1918 Constituição da União Soviética (URSS); 
- 1919: Constituição de Weimar (Alemanha). 
 
____________________________________________________________________ 
Cumpre salientar que o seguro decorria do contrato, e era de natureza 
facultativa, isto é, dependia da manifestação da vontade do interessado. 
 
Era privilégio de uma minoria que podia pagar o prêmio, deixando fora 
da proteção a grande massa assalariada. 
 
A partir de Bismarck e, principalmente, da II Guerra Mundial, ganhou 
força a ideia de que o seguro social deveria ser obrigatório e não mais restrito aos 
trabalhadores da indústria, ao mesmo tempo em que a cobertura foi estendida a 
riscos como doença, acidente, invalidez, velhice, desemprego, orfandade e viuvez. 
 
Era necessário criar um seguro de natureza obrigatória, que protegesse os 
economicamente mais frágeis, aos quais o Estado deveria prestar assistência 
____________________________________________________________________ 
Posteriormente, ao tornar-se obrigatório, o seguro social: 
- Passou a conferir direito subjetivo ao trabalhador e passou a ser organizado 
e administrado pelo Estado; 
- O custeio passou a ser dos empregadores, dos empregados e do próprio 
Estado (tripartite); 
- A solidariedade ganhou contornos jurídicos, tornando-se o elemento 
fundamental do conceito de proteção social, que, cada vez mais, foi se afastando dos 
elementos conceituais do seguro civilista. 
- A par da questão econômica caminhava, ainda, a luta pela garantia dos 
direitos sociais. 
____________________________________________________________________ 
4ª Fase: Seguridade Social 
O seguro social nasceu da necessidade de amparar o trabalhador, protegê-lo 
contra os riscos do trabalho, mas ele já não era mais suficiente: passou a ser necessário 
um sistema de proteção social que alcançasse todas as pessoas e as amparasse em todas 
situações de necessidade, em qualquer momento de suas vidas. 
Ademais, o seguro social já não atendia às necessidades sociais, porque 
era limitado apenas aos trabalhadores vinculados por contrato de trabalho, com 
certa remuneração quando em serviços não manuais. Ficavam sem cobertura os 
trabalhadores “por conta própria”, isto é, sem vínculo de emprego, que constituíam a 
parcela da massa pobre da população, justamente a quemais precisava da proteção do 
Estado. 
Assim, enquanto a terceira fase protegia apenas os trabalhadores, a quarta fase 
passou a proteger as pessoas em caráter universal. 
Essa necessidade de proteção universal também se desenvolveu em razão do 
pós-guerra. A II Guerra Mundial causou grandes transformações no conceito de 
proteção social: Territórios devastados, trabalhadores mutilados, desempregados, órfãos 
e viúvas, tudo isso mostrou ser necessário o esforço internacional de captação de 
recursos para a reconstrução nacional, o socorro aos feridos, desabrigados e 
desamparados e, ainda, para fomentar o desenvolvimento; acontecimentos totalmente 
diversos dos que levaram ao surgimento do seguro social. 
 
• Plano Beveridge 
Em 1941, a Inglaterra instituiu o Plano Beveridge (criado pelo economista 
inglês William Henry Beveridge): instituiu um plano de proteção social de caráter 
universal (para proteger o cidadão “do berço ao túmulo”). O Plano Beveridge não 
atendia apenas os trabalhadores, mas toda a sociedade. 
O Plano Beveridge é até hoje considerado o marco inicial da Seguridade Social. 
Esse plano foi estruturado pelo sistema de custeio tríplice, ou seja, a fonte de custeio da 
seguridade social advinha do Estado, do trabalhador e do empregador. O estado 
passando também a contribuir para o sistema de seguridade social que buscava alcançar 
toda a sociedade. 
____________________________________________________________________ 
Ao analisar essas fases iniciais em relação à fase embrionária, vemos que, 
na fase embrionária (direito romano) quem contribuía era somente o próprio 
empregado que contribuía para que ele pudesse ter alguma garantia; mas o 
sistema foi evoluindo e os empregadores também passaram a contribuir e o Estado 
também. 
Observações: pré-aula (sobre o sistema de seguridade Brasileiro) 
FUNDAMENTOS E MARCOS LEGISLATIVOS QUE INFLUENCIARAM O 
MODELO DE SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL: 
 
 
O plano Beveridge e o modelo Bismarkiano são grandes marcos da seguridade social. 
O plano Beveridge (que foi antecedido, na Inglaterra, pela Lei dos Pobres) era um 
modelo não contributivo, ou seja, todos teriam direito à seguridade social sem pagar 
nada. 
Já o modelo Bismarkiano (que foi antecedido, na Alemanha, pela Lei dos Seguros 
Sociais) era um modelo contributivo, ou seja, destinado somente às pessoas que 
contribuíram. 
Como veremos no próximo item, esses dois modelos influenciaram o modelo Brasileiro, 
uma vez que a seguridade social no Brasil contempla o modelo contributivo e o modelo 
não contributivo: sendo “não contributivo” na saúde e na assistência social; e 
“contributivo” na previdência: 
 
Assim, no Brasil, temos a seguridade social como gênero, que possui três espécies: previdência 
social, direito à saúde e assistência social. 
A previdência social, a saúde e assistência social são os três pilares da seguridade social no 
Brasil. 
A seguridade social relativa à saúde é um direito de todos que independe de contribuição 
(modelo não contributivo); assim como a seguridade social relativa à assistência social, porém, 
essa somente está destinada aos necessitados. Ex.: uma pessoa muito rica pode ser assistida de 
graça no SUS, mas não teria direito a receber um beneficio da assistência social (como bolsa-
família), pois ele não necessita receber assistência da seguridade social. 
A seguridade social relativa à previdência social é um modelo contributivo, ou seja, somente 
receberá valores de aposentadoria aqueles que contribuíram. 
Assim, mesmo que uma pessoa não contribua para a previdência social, ela terá acesso à saúde 
e à assistência social. 
Questões: 
 
Apontamentos: 
Tratam-se de 
marcos 
legislativos. 
Mas se a prova 
perguntar 
quais foram as 
primeiras 
constituições 
que trouxeram 
o tema da 
seguridade 
social? 
 
 
 
 
Apontamentos: 
O sistema de 
seguridade 
brasileiro e os 
fundamentos 
que os 
inspiraram. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 
clássica de 
prova. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	AULA 01 - INTRODUÇÃO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA À PREVIDÊNCIA SOCIAL
	1.1. CONCEITO: DOUTRINÁRIO E NORMATIVO
	1.2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SEGURIDADE SOCIAL NO MUNDO
	1.2.1. Estágio embrionário da seguridade social
	1.2.2. Fases da evolução histórica da seguridade social
	1ª Fase: Fase da Tutela Familiar ou Comunitária
	2ª Fase: Assistencialismo
	3ª Fase: Seguro Social
	4ª Fase: Seguridade Social
	Assim, no Brasil, temos a seguridade social como gênero, que possui três espécies: previdência social, direito à saúde e assistência social.
	A previdência social, a saúde e assistência social são os três pilares da seguridade social no Brasil.
	A seguridade social relativa à saúde é um direito de todos que independe de contribuição (modelo não contributivo); assim como a seguridade social relativa à assistência social, porém, essa somente está destinada aos necessitados. Ex.: uma pessoa muit...
	A seguridade social relativa à previdência social é um modelo contributivo, ou seja, somente receberá valores de aposentadoria aqueles que contribuíram.
	Assim, mesmo que uma pessoa não contribua para a previdência social, ela terá acesso à saúde e à assistência social.

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