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Medicação intracanal – revisão 07/04 ‘ Medicação intracanal · Consiste no emprego de medicamentos no interior da cavidade pulpar, onde deverão permanecer ativos durante todas as sessões até a conclusão do tratamento endodôntico. Objetivos da MIC · Reduzir a inflamação periapical; · Ação antimicrobiana - impedindo a proliferação de bactérias remanescentes; · Melhor reparo dos tecidos periapicais; · Neutralizar produtos tóxicos; · Promover a eliminação de microrganismos que sobreviveram ao preparo químico-mecânico; · Solubilizar a matéria orgânica – áreas de reabsorções dentarias, istmos, canais secundários – reservatório de microrganismos. Requisitos · Amplo espectro antimicrobiano; · Neutralizar produtos tóxicos; · Boa capacidade penetrativa e difusão no tecido dentinário; · Atividade prolongada e ser ativo em presença de matéria orgânica; · Compatibilidade biológica; · Fácil aplicação, obtenção e remoção; · Não alterar a cor do dente; · Estimular ou não interferir no processo de reparo dos tecidos periapicais. Condição clínica do dente · Polpa vital – reduzir o processo inflamatório e favorecer o processo de reparo; · Necrose pulpar – neutralização de produtos tóxicos, impedir a proliferação bacteriana e osteogênese. Quando empregar o MIC – condição clínica · Polpa vital – acesso de atendimento de urgência ou exposição pulpar abertura da câmara pulpar. · Polpa vital – PQM completo, porém sem tempo para obturação. · Necrose pulpar – atendimento de urgência abertura da câmara pulpar. · Necrose pulpar – PQM completo, porém para a redução dos microrganismos que estão no periapice. Necrose pulpar · Manifestações dolorosas; · Microrganismos e seus produtos tóxicos vão do canal radicular para o periápice – sem mecanismos de defesa. Principais medicações · Otosporin; · Tricresol Formalina; · Paramonoclorofenol Canforado; · Hidróxido de cálcio Otosporin – associação corticoide com antibiótico · Indicado para tratamentos em polpa viva; · Objetivo – reduzir a inflamação que consequentemente diminui a pressão intra-pulpar; · Deve ficar no interior do canal por no máximo 7 dias; · Utilização para dentes com PQM incompleto. Técnica: após a abertura da câmara pulpar e a remoção da polpa coronária e possível esvaziamento dos canais, a colocação deve ser realizada dentro do conduto ou com uma bolinha de algodão na câmara pulpar; · Selamento provisório com coltosol (cavit) e com cimento de ionômero de vidro. Tricresol formalina – mistura de crisóis e formol · Inativa produtos gerados pela necrose pulpar, sendo um fixador tecidual e agente microbiano; · Transforma produtos da decomposição pulpar em agentes não irritantes; · Indicados para dentes com necrose pulpar e/ou lesão periapical; · Ação a distância, através da liberação de vapores – volátil; · UTILIZAÇÃO PARA DENTES COM PQM INCOMPLETO. Técnica: abertura da câmara pulpar, irrigar com hipoclorito de sódio 2,5% e secagem da cavidade com sugador endodôntico. Selecionar uma bolinha de algodão seca, estéril e do tamanho compatível com a cavidade. Umedecer a bolinha com tricresol, remover excesso do algodão com tricresol em gaze estéril. Aplicar a bolinha no interior dos canais e na câmara pulpar, selar a cavidade com coltosol (cavit) e cimento de ionômero de vidro. Paramonoclorofenol Canforado (PMCC) – associação do paramono com a canfora é para potencializar a ação antimicrobiana e reduzir sua toxicidade · Efeito antimicrobiano vem do fenol e da liberação cloro; · Canfora auxilia na difusão do medicamento na dentina; · Indicado para dentes despolpados; · Recomendação: uso associado ao hidróxido de cálcio. Hidróxido de cálcio – base forte com pH em torno de 12,5 e apresenta como um pó branco de baixa solubilidade · Aplicado nos canais na forma de pasta, através da associação de um vetor; · Indicado para dentes com polpa ou necróticos; · Sua ação ocorre através da dissociação de íons cálcio e íons hidroxila; · Ação por contato – dentina – smear layer; · Os microrganismos normalmente não sobrevivem a um pH 9,5 e raras espécies sobrevivem a um pH de 11; · Favorece o reparo apical e a osteogênese, apicegene e apecifação; · Atua como barreira físico-química. Hidróxido de cálcio – White calen · Ação higroscópica sobre o exsudato inflamatório (capacidade de absorção); · Ação antimicrobiana, neutralização de endotoxinas bacterianas e boa compatibilidade biológica. · Cria um ambiente favorável para formação de tecido mineralizado; · Ação anti-hemorragica; · Paste age por contato; · Dissolve matéria orgânica; · Seu uso varia de 7 a 30 dias; · Utilizar em dentes que tinham a polpa viva com PQM completo. hidroxido de cálcio + paramonoclorofenol Canforado (PMCC) – aumenta o poder bactericida do hidróxido, induzindo a formação de tecido mineralizado na região apical. É indicado para dentes com necrose pulpar e lesão periapical (PMMC é volátil e atua na lesão periapical) – dentes com necrose e lesão periapical após PQM completo Hidróxido de Cálcio – para ser utilizado dentro dos canais, pode ser misturado a diferentes veículos · Aquoso – pó de hidróxido de cálcio + soro ou água destilada. Mínimo 14 dias de permanência sem trocas; · Viscoso – pó de hidróxido de cálcio + propilenoglicol. Máximo 30 dias de permanência sem trocas; · Oleoso – pó de hidróxido de cálcio + óleo de oliva Utilização – após PQM completo e toalete final com EDTA 17% para a remoção de toda smear leayer, secamos o canal com cappilary tips e cone de papel absorvente com a numeração do instrumento memória · Viscoso (H. Cálcio + propilenoglicol) – seringa insersora: colocar o tubete com glicerina e lubrificar a agulha longa (27g). Colocar um cursor na agulha com o CRT. · Viscosos – aplicação com tubetes. Técnica: · Após lubrificar, colocar o tubete de hidróxido de cálcio na seringa e rotacionar até sair a pasta de hidróxido de cálcio. Colocar a agulha dentro do canal até a marcação do cursor (se possível). Rosquear a seringa e preencher o canal radicular com a pasta de hidróxido de cálcio; · Depois de preencher o canal com a pasta de hidróxido de cálcio, utilizamos o instrumento memória para espalhar a pasta até o CRT; · Selamos a cavidade com a bolinha de algodão e material restaurador provisório (Cavit-Coltosol) e cimento de ionômero de vidro. Materiais provisórios – impedem a penetração de saliva e microrganismos da cavidade oral no conduto radicular e preservam a efetividade do medicamento. Propriedades – estabilidade dimensional, bom selamento e resistência mecânica Materiais para selamento provisório · Endurecidos por umidade – cavit/coltosol (bom selamento); · Cimentos de óxido de zingo e eugenol IRM - (boa resistência); · Cimentos resinosos – cimento de ionômero de vidro (boa resistência e estabilidade dimensional); · Material plástico – bioplic (boa resistência) Selamento entre 3 a 5mm endo diagnóstico abertura coronaria PQM Medicação intracanal Obturação Restauração definitiva Proservação