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Aula 03 (livro eletrônico) sobre História do Maranhão — Período Colonial, para o concurso TJ‑MA. Contém texto e videoaulas com tópicos como Fundação de São Luís, Daniel de La Touche, Batalha de Guaxenduba, Revolta de Beckman, Era Pombalina, cronologia, exercícios e referências.

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Livro Eletrônico
Aula 03
História e Geografia do Maranhão p/ TJ-MA (Técnico Judiciário) Com
Videoaulas - Pós-Edital
Sergio Henrique
02577200064 - Yasmin novinski
 
 
 
História do Maranhão. 
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SUMÁRIO 
00. Bate Papo Inicial .......................................................................................................... 2 
1. Características da Fundação Carlos Chagas (FCC)............................................................ 3 
1.1. Dicas de História ......................................................................................................................... 3 
2. Período Colonial - Fundação de São Luís ........................................................................ 5 
3. Daniel de La Touche – Fort Saint Louis 1612 ................................................................... 7 
4. Batalha de Guaxenduba ................................................................................................. 8 
5. Militarização Portuguesa da Região Norte ..................................................................... 9 
6. Estado do Maranhão e Grão Pará ................................................................................. 11 
7. Revolta de Beckman .................................................................................................... 12 
8. Era Pombalina .............................................................................................................. 13 
9. Cronologia dos Principais Acontecimentos do Período Colonial ................................... 14 
10. Exercícios ................................................................................................................... 15 
10.1. Referências usadas nos Comentários das Questões .............................................................. 32 
11. Referências Bibliográficas .......................................................................................... 34 
12. Considerações Finais. ................................................................................................. 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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00. BATE PAPO INICIAL 
 Olá, amigo concurseiro. É com muita alegria que o recebo novamente. Nesta aula 
iniciaremos o estudo dos Aspectos Históricos do Estado do Maranhão, iniciando pelo Período 
Colonial. Estudar as aulas anteriores é fundamental para que você possa compreender muitas das 
coisas que vamos tratar aqui. Leia com atenção seu texto de apoio, releia e pratique exercícios. Aos 
poucos, o conteúdo básico vai ficar retido na sua memória. Claro que, para isso, é muito 
importante você fazer suas próprias anotações, ou em forma de resumo ou anotações nos 
exercícios, não importa, você escolhe. O importante é estudarmos bastante e nos concentrarmos 
nos estudos. Estimule sua disciplina e procure motivação pensando em seus sonhos. Bons 
estudos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. CARACTERÍSTICAS DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) 
 A Fundação Carlos Chagas (FCC) é uma instituição que tem por finalidade a aplicação de 
provas nos mais variados concursos do Brasil. Foi criada em 1964, como uma instituição de direito 
privado, sem fins lucrativos e reconhecida como utilidade pública nos âmbitos federal, estadual e 
municipal. A FCC já realizou mais de 2,3 mil processos seletivos, para mais de 74 milhões de 
candidatos, para mais de 500 instituições, bem como tem realizado inúmeros projetos na área da 
pesquisa educacional. 
 A fim de atender à necessidade e realidade de seus clientes, a FCC atua nos processos de 
seleção e no preparo e elaboração de instrumentos de medidas educacionais. As bancas 
examinadoras são responsáveis pela elaboração, divulgação e organização do concurso público. 
Conhecer as particularidades de cada uma pode ser decisivo para quem vai prestar concurso, de 
modo a conseguir alcançar sua tão almejada vaga, conhecendo seu estilo, exigência e níveis de 
dificuldade. 
 Para ser aprovado em uma seleção pública, não basta só focar na teoria. O mais importante, 
é a criação de uma grande intimidade com o perfil da banca organizadora. Por isso, separamos 
aqui as principais características da FCC. Confira: 
 Os concursos aplicados pela FCC têm dificuldade média, mas podem ter questões 
difíceis com alto grau de complexidade; 
 As questões são de múltipla escolha, bastando ao candidato assinalar a alternativa 
correta, dentre as possibilidades; 
 Tendência a trabalhar com questões do tipo “marque a alternativa INCORRETA”; 
 Temas recorrentes: Autores: Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Marilena 
Chauí, Euclides da Cunha e outros. 1 
 
1.1. DICAS DE HISTÓRIA 
 A principal dica para o aluno que se dedica a estudar História é que ele faça uma cronologia 
dos principais acontecimentos, de modo que possa se orientar durante os estudos. Outra dica 
importante é que o aluno faça anotações em seu material de estudo, para aprimorar as suas 
capacidades cognitivas e dimensionar os aspectos que julga mais importantes do texto. Não 
obstante, a resolução de questões sobre o tema estudado ajuda a reforçar a aprendizagem, 
colocando em prática o conteúdo. 
 
1 CHIMITI, 2014; WIKIPÉDIA, 2019. 
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 Além disso, como são tópicos específicos sobre a História do Maranhão, recomenda-se que 
o estudante faça conexões com a História Geral e, em larga medida, com a História do Brasil 
especificamente, pois assim os dados e fatos narrados são envolvidos e preenchidos num contexto 
mais amplo, possibilitando a melhor compreensão dos processos históricos estudados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. PERÍODO COLONIAL - FUNDAÇÃO DE SÃO LUÍS 
 A criação das Capitanias Hereditárias, em 1534, correspondeu à primeira decisão do 
governo de Portugal para dar início efetivo a um processo sistemático de colonização do Brasil. 
Com as Capitanias Hereditárias o território da América Portuguesa foi dividido para quinze 
benfeitores agraciados com faixas de terra que iam do litoral até o limite estipulado pelo Tratado 
de Tordesilhas. Aquele foi um modelo de colonização que tinha obtido sucesso na Ilha da Madeira 
e em Cabo Verde, na África. O sistema foi bom para a Coroa, que buscava os lucros dentro do 
modelo econômico mercantilista, mas não foi tão bom para os donatários. Estes enfrentavam 
desde o início grandes dificuldades, tendo de desenvolver a colônia com poucos recursos, 
prejudicados pela distância de Portugal e fustigados por ataques indígenas.Por conta dessas 
dificuldades, o modelo não funcionou como o esperado. À exceção de São Vicente e Pernambuco, 
o sistema de capitanias hereditárias fracassou. A primeira capitania do Maranhão foi dividida em 
duas e não chegou a ser efetivamente ocupada.2 
 As primeiras notícias de fundação de uma cidade na costa do Maranhão são de 1540. 
Informes resgatados de vários documentos da época nos dão conta de que nesse ano o português 
Ayres da Cunha organizou uma grande expedição a partir de Lisboa que se dirigiu à costa 
maranhense com intuito de desenvolver a capitania que fora concedida a João de Barros. 
 O próprio relato do capitão donatário João de Barros, atesta que esta expedição naufragou 
logo na chegada. Consta que os sobreviventes desta tragédia conseguiram alcançar a grande ilha 
localizada na desembocadura confluente de três grandes rios, hoje denominados Mearin, Munin e 
Itapecuru, na vastíssima região do litoral meio norte brasileiro, nas bordas do oceano Atlântico, a 
dois graus abaixo da linha do Equador, e aí fundaram a vila de Nazareth.3 
 Segundo a historiografia tradicional, São Luís é a única cidade brasileira fundada por 
franceses, no dia 8 de setembro de 1612. Os franceses, no dia 26 de julho, chegaram ao Maranhão 
e aportaram numa ilha denominada pelos índios de Upaon-mirim, que, na língua indígena, quer 
dizer “ilha pequena”. A ilha de Upaon-mirim não era o ponto final da jornada, lugar desabitado e 
localizado a cerca de doze léguas da Ilha Grande ou Upaon-Açu, como os aborígines chamavam a 
atual ilha de São Luís. O francês Daniel de La Touche enviou uma expedição à ilha Grande sob o 
comando do senhor Des Vaux, para averiguar como seriam recebidos pelos nativos. Segundo os 
escritos do padre Claude d’Abbeville, a recepção foi acolhedora, pois já havia contatos anteriores 
com os nativos. 
 
2 SILVA, 2008. 
3 ANDRÈS, 2013. 
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 A expedição teria partido para a Ilha Grande, onde foi festivamente recebido, não só pelos 
nativos, mas também por alguns náufragos franceses que viviam na ilha, entre os quais o capitão 
Gérard e o compatriota Du Manoir, responsável pela recepção grandiosa aos seus patrícios. 
 A construção de um imaginário sobre a fundação francesa deu argumentos para a inserção 
do Maranhão no cenário nacional, durante o século XX, perante os demais estados brasileiros. Ela 
fundamentou e sustentou um discurso de singularidade importante para a identidade 
maranhense. Apesar disso, não ficaram edificações nem influências culturais. Os franceses 
alardeavam que sua presença nos trópicos era para trazer civilização e expandir a religião 
protestante, mas também visavam o comércio e o lucro.4 
 Em 1997, São Luís foi reconhecida pela UNESCO como uma das grandes obras da 
humanidade na América Latina.5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 CAMÊLO, 2017. 
5 ANDRÈS, 2013. 
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3. DANIEL DE LA TOUCHE – FORT SAINT LOUIS 1612 
 É de grande importância conhecer os primeiros passos da expedição francesa comandada 
por Daniel de La Touche, o General da Marinha Francesa do século XVII, em terras do Maranhão, 
pois até 1612 as ações dos franceses não tinham esse caráter oficial. O padre Claude d’Abbeville 
relata o momento em que a expedição chegou a Upaon-Açu, a celebração da primeira missa nesta 
terra, em 12 de agosto de 1612, rezada pelos padres capuchinhos e, em seguida, a busca de um 
local para a construção de um forte. Aparentemente, vários aspectos foram analisados antes que 
tal decisão fosse tomada.6 
 A expedição francesa, comandada por Daniel de La Touche, fundou o "Fort Saint Louis" 
(Forte de São Luís), em homenagem ao então rei da França, Luís XIII, e que deu origem à cidade de 
São Luís, hoje capital do Maranhão. Ele liderou a expedição francesa que, em 1612, deu início as 
pretensões de colonização no Norte do Brasil, denominada de França Equinocial. 
 Ante a ameaça de perderem parte da sua Colônia, portugueses e espanhóis se uniram para 
enfrentar os invasores. Os franceses buscaram reforços com os índios tupinambás, e lutaram 
contra os portugueses. Eles guerreavam contra outros povos indígenas, em especial os tupiniquins, 
e eram conhecidos pela agressividade de seus ataques. Eram antropófagos, isto é, que se 
alimentam de carne humana. Tanto as guerras quanto a prática da antropofagia faziam parte de 
estratégias para fazer alianças e demonstrar poder.7 
 Após inúmeros combates os franceses renderam-se, desistindo do Maranhão em 1615. 
Entretanto, conseguiram uma indenização que compensava as perdas que entendiam ter tido.8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 CAMÊLO, 2017. 
7 BRITANNICA, 2019. 
8 CARDOSO, 2011. 
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4. BATALHA DE GUAXENDUBA 
 A inscreve-se entre os embates ocorridos no litoral do Maranhão batalha de Guaxentuba 
colonial no século XVII, com reflexos na própria colonização do Brasil por Portugal. Essa batalha 
assinalou a vitória definitiva dos portugueses sobre os franceses pela posse da costa norte do 
Brasil. 
 A Batalha de Guaxenduba foi um confronto militar ocorrido em 19 de novembro de 1614 
próximo de onde hoje se localiza a cidade de Icatu, no estado do Maranhão, entre forças 
portuguesas e tabajaras, de um lado, e francesas e tupinambás, de outro. A batalha foi um 
importante passo dado pelos portugueses para a expulsão definitiva dos franceses do Maranhão, a 
qual viria a ocorrer em 4 de novembro de 1615. A expulsão dos franceses possibilitou que grande 
parte da Amazônia passasse para domínio português e, posteriormente, brasileiro.9 
 Os portugueses expulsaram os franceses em 1615, na Batalha de Guaxenduba, sob o 
comando de Jerônimo de Albuquerque Maranhão (1548-1618). Ele foi um administrador colonial 
português nascido no Brasil, foi o primeiro brasileiro a comandar uma força naval para defender o 
Brasil, sendo lembrado como o herói da conquista do Maranhão no contexto da França Equinocial, 
e fundador da atual capital do Rio Grande do Norte, Natal. Por ter expulsado os franceses do 
território brasileiro é que recebeu o sobrenome "Maranhão" do rei Filipe III de Espanha, no 
contexto da União Ibérica.10 
 Apesar de os franceses estarem em vantagem, quando La Ravardière enviou um ultimato a 
Jerônimo de Albuquerque dando-lhe quatro horas para desistir, o referido prazo era o que 
careciam para consolidar suas posições, Diogo de Campos comunicou-o a Jerônimo de 
Albuquerque, que, concordando, ordenou o ataque como já planejado. Aproveitando o prazo dos 
franceses, o exército lusitano atacou de surpresa provocando enorme baixa no lado francês. A 
reviravolta de forças na Batalha de Guaxenduba resultou na construção de um imaginário acerca 
do fato: uma lenda de que a vitória portuguesa foi milagrosa. Em meio à luta, faltando-lhes 
pólvora, uma Senhora de aparência diáfana e radiosacorria entre as fileiras lusitanas e, apanhando 
a terra do chão, servia-a, já transformada em explosivo, aos soldados para que municiassem suas 
armas. Era a Virgem, Mãe de Deus que depois os portugueses, em reconhecimento, fariam sob a 
invocação de Nossa Senhora da Vitória, a padroeira da freguesia matriz de São Luís.11 
 
 
9 MARTINS, 2008. 
10 MOTA; BRAICK, 2005; VAZ, 2013. 
11 MARTINS, 2008. 
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5. MILITARIZAÇÃO PORTUGUESA DA REGIÃO NORTE 
 Ao contrário dos povos que aqui se encontravam, todos eles estruturados em tribos 
autônomas, autárquicas e não estratificadas em classes, o enxame de invasores europeus era a 
presença local avançada de uma vasta e vetusta civilização urbana e classista. Seu centro de 
decisão estava em Lisboa, dotada sua Corte de muitos serviços, sobretudo do poderoso Conselho 
Ultramarino, que tudo previa, planificava, ordenava, provia.12 
 O fim da ocupação francesa no Maranhão ocorreu em 1615, o que impactou de tal modo 
que no ano seguinte foi fundado o Forte do Presépio na então chamada Santa Maria de Belém do 
Grão-Pará (atual Belém, capital do Estado do Pará) na capitania do Grão-Pará, a primeira 
construção desse tipo e a mais significativa no território amazônico.13 
 Mas desde 1595, depois da primeira viagem de Sir Walter Raleigh ao Orenoco, os ingleses 
demonstraram interesse em estabelecer plantações na Amazônia. Os primeiros, no entanto, 
seriam os holandeses. Em 1599 eles navegaram sem problemas através do rio Amazonas e 
estabeleceram dois fortes: Orange e Nassau, no rio Xingu. Em 1623 chega a vez dos ibéricos. O 
governador de Belém toma os fortes de Orange e Nassau, derrotando forças combinadas de 
ingleses, franceses e holandeses. Em dez anos, os portugueses se tornaram os ocupantes 
indisputáveis da Amazônia e consolidaram sua presença com a criação, em 21 de março de 1624, 
do Estado do Maranhão e Grão-Pará. Na segunda metade do século XVII deu-se a chegada mais 
intensiva de missionários jesuítas e de apresadores de índios ao Rio Negro. Para dar uma 
retaguarda militar a tais iniciativas, é fundado em 1669 o forte de São José do Rio Negro, o início 
daquilo que seria, hoje, a cidade de Manaus.14 
 Não obstante, o que levou os portugueses para o interior da floresta foi a possibilidade de 
aprisionar nativos para escravizar e, em especial, a busca da riqueza representada pelas drogas do 
sertão. O termo designava diversos produtos amazônicos: anil, guaraná, salsa, corantes, pau-cravo, 
noz de pixurim, castanha-do-pará, gergelim, pequi e baunilha. Por muito tempo, a base econômica 
da Amazônia consistiu no extrativismo vegetal associado a esses produtos, com a utilização do 
trabalho indígena, escravizado ou não.15 
 Outro coordenador poderosíssimo era a Igreja católica, com seu braço repressivo, o Santo 
Ofício. Ouvindo denúncias e calúnias na busca de heresias e bestialidades, julgava, condenava, 
encarcerava e até queimava vivos os mais ousados. Nem aí, na vastidão desses imensos poderios, 
 
12 RIBEIRO, 1995. 
13 BASTOS, 2015. 
14 GADELHA, 2002. 
15 MOTA; BRAICK, 2005. 
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terminava a estrutura civilizatória que se impunha sobre o Brasil nascente. Ela era um 
conglomerado interativo de entidades equivalentes em ativa competição, às vezes cruentas umas 
contra as outras.16 
 Ainda no século XVII, as Invasões Holandesas no Nordeste também viriam a influenciar no 
desenvolvimento econômico do Maranhão. Estes estrangeiros queriam expandir a indústria 
açucareira com a procura de terrenos férteis para a produção de cana-de-açúcar. 
 Um novo movimento de expulsão por parte dos colonizadores portugueses se iniciou: em 
1642, o capitão Antônio Teixeira de Melo organizou uma expedição para enfrentar os holandeses, 
mas só conseguiu a vitória efetiva dois anos depois.17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 RIBEIRO, 1995. 
17 SILVA, 2018. 
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6. ESTADO DO MARANHÃO E GRÃO PARÁ 
 No período colonial, aos territórios da Coroa de Portugal se incluíam: reinos (Portugal, 
Algarves e, mais tarde, Brasil), senhorios (Guiné, Etiópia e Pérsia) e estados (Brasil, Maranhão e 
Índia). O Estado do Brasil foi uma unidade administrativa da América Portuguesa criada durante o 
reinado de Dom João III de Portugal, que reinou entre 1521 e 1557. O território brasileiro se 
constituía em uma Província ultramarina do Reino de Portugal. Com capital em Salvador, na 
capitania da Baía de Todos os Santos, o território do Estado do Brasil estendia-se da altura do atual 
Rio Grande do Norte até à do atual Rio Grande do Sul. Somente em 1763, a capital do Estado do 
Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. 
 O Estado do Maranhão foi estabelecido em 13 de junho 1621 pelo rei Filipe III, que à época 
reinava Portugal em decorrência da União Ibérica (1580-1640). Com capital em São Luís, o Estado 
do Maranhão abrangeu a capitania do Grão-Pará, a capitania do Maranhão e a capitania do Ceará, 
a fim de assegurar a posse do território e promover o desenvolvimento. 18 
 A Companhia Geral do Comércio do Brasil foi a primeira a ser criada na América Portuguesa, 
em 1649. Seu objetivo era referente às primeiras necessidades dos colonizadores no País. Fornecia 
escravos e garantia a locomoção do açúcar no território europeu, mantinha o auxílio à resistência 
de Pernambuco contra aos invasores da Holanda e apoiava a recuperação da agricultura de cana-
de-açúcar na região nordeste após os tumultos com os holandeses.19 
 A capital do Estado do Maranhão e Grão-Pará é transferida de São Luís para Santa Maria de 
Belém do Grão-Pará, em 1737. Posteriormente, a unidade mudaria de nome (Estado do Maranhão 
e Grão-Pará entre 1654-1751, e Estado do Grão-Pará e Maranhão entre 1751 – 1772/1774), e logo 
seria dividida em duas unidades (Estado do Grão-Pará e Rio Negro e Estado do Maranhão e Piauí, 
cujas datas de reintegração ao Estado do Brasil são incertas).20 
 
 
 
 
 
 
 
18 OLVEIRA, 2011. 
19 ARAÚJO, 2019. 
20 OLVEIRA, 2011. 
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7. REVOLTA DE BECKMAN 
 Uma das mais conhecidas revoltas ocorridas no período colonial brasileiro, a Revolta de 
Bequimão, ou Revolta dos irmãos Beckman, envolveu, na segunda metade do século XVII, colonos 
do Maranhão liderados pelos dois irmãos Beckman contra as autoridades metropolitanas. 
 A Revolta de Beckman foi uma rebelião de comerciantes nordestinos contra a Companhia 
de Comércio do Estado do Maranhão,criada pela Coroa Portuguesa para estimular o 
desenvolvimento econômico da região, em 1682. A função dessa companhia era comprar os 
produtos agrícolas daquela região, vender produtos manufaturados e abastecer as elites coloniais 
com escravos, chegando ao número de 500 escravos africanos por ano. Naquela época, havia 
muitos conflitos entre proprietários de terras e os jesuítas em relação à escravização dos nativos e 
com esse número de escravos africanos fornecidos pelo governo, o conflito entre senhores de 
terras e jesuítas iria diminuir. Ou seja: a companhia foi criada para solucionar os problemas de 
escoamento da produção e de abastecimento da região com produtos europeus. Isso também 
favorecia o governo português, pois este teria o monopólio comercial de escravos, lucrando cada 
vez mais. 
 Contudo, o governo português não cumpriu com o prometido e não forneceu os escravos, 
gerando conflitos entre a elite e os jesuítas que não permitiam a escravização dos índios. Também 
não comprava a produção dos donos de terras e fornecia materiais manufaturados de péssima 
qualidade e com um valor muito alto. 
 Então, em 1684 teve início a revolta nativista chamada de Revolta de Beckman, liderada 
pelos irmãos Tomás Beckman e Manuel Beckman, dois senhores de engenho da região do 
Maranhão. A rebelião se deu por meio de uma invasão ao depósito da Companhia de Comércio do 
Estado do Maranhão, com o apoio dos comerciantes. Os revoltosos também expulsaram os 
jesuítas e tiraram o governador de seu cargo. 
 A corte portuguesa enviou ao Maranhão um novo governador, Gomes Freire de Andrade, 
para acabar com a revolta e colocar ordem na região. Os revoltosos foram presos e julgados. 
Manuel Beckman foi condenado a forca e Tomás Beckman foi expulso de sua terra, enquanto o 
restante dos revoltosos foi condenado a prisão perpétua.21 
 
 
 
 
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8. ERA POMBALINA 
 No período do declínio da mineração, na segunda metade do século XVIII, o Estado do 
Maranhão já havia sido dividido pelo Chefe de Estado de Portugal, o Marquês de Pombal, que 
ocupou o posto de 1750 a 1777. Pombal dividiu o Estado do Maranhão em quatro capitanias: 
Maranhão, Piauí, São José do Rio Negro e Grão-Pará. Nessa época, Pombal fundou a Companhia de 
Comércio do Grão-Pará e Maranhão, em 1755, como estimulo à migração de outros povoados 
nordestinos para a região com o cultivo de arroz e algodão. A mineração de pedras preciosas como 
o diamante e o ouro estava em amplo desenvolvimento nas Minas Gerais, mas já se avizinha o 
medo da escassez. Porém, mesmo com a alta desta atividade comercial, havia necessidade de 
reforçar o extrativismo na região Norte do país. Estas novas mercadorias aceleraram o 
desenvolvimento do estado, que chegou a abrigar diversos casarões antigos que fazem parte do 
Centro Histórico de São Luís.22 
 A Companhia Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba foi fundada em 1759, também 
por intermédio do Marquês de Pombal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO PERÍODO COLONIAL 
 
União Ibérica: 1580 a 1640 
Fundação de São Luís: 1612 
Fundação do Estado do Brasil: 1620 
Fundação do Estado do Maranhão: 1621 
Fundação da Companhia Geral do Comércio do Brasil: 1649 
Fundação do Estado do Maranhão e Grão-Pará: 1654 
Fundação da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão: 1682 
Revolta dos irmãos Beckman: 1684 
Transferência da capital de São Luís para Santa Maria de Belém: 1737 
Era Pombalina: 1750 a 1777 
Fundação do Estado do Grão-Pará e Maranhão: 1751 
Fundação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão: 1755 
Fundação da Companhia Geral do Comércio Pernambuco e Paraíba: 1759 
Fundação do Estado do Maranhão e Piauí: 1772 
Fundação do Estado do Grão-Pará e Rio Negro: 1772 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10. EXERCÍCIOS 
 
 
1. (CESPE - 2018 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 2) 
A consolidação da conquista do território da América Portuguesa foi marcada pelo casuísmo, 
construído com base nos interesses e forças do reino português e nos desafios e benesses das 
possessões coloniais. Considerando esse processo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Entre 1626 e 1772, a América Portuguesa teve seu território dividido em duas regiões 
administrativas: as capitanias meridionais formavam o Estado do Brasil, com sede em 
Salvador e, posteriormente, no Rio de Janeiro: a parte setentrional, por sua vez, constituía o 
Estado do Maranhão e Grão-Pará até 1751, quando foi substituído pelo Estado do Grão-Pará 
e Maranhão, e sua sede foi transferida de São Luís para Belém. 
Comentários 
No período colonial, aos territórios da Coroa de Portugal se incluíam: reinos (Portugal, Algarves e, 
mais tarde, Brasil), senhorios (Guiné, Etiópia e Pérsia) e estados (Brasil, Maranhão e Índia). O 
Estado do Brasil foi uma unidade administrativa da América Portuguesa criada durante o reinado 
de Dom João III de Portugal. O território brasileiro se constituía em uma Província ultramarina do 
Reino de Portugal. Com capital em Salvador, na capitania da Baía de Todos os Santos, o território 
do Estado do Brasil estendia-se da altura do atual Rio Grande do Norte até à do atual Rio Grande 
do Sul. Em 1763, a capital do Estado do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. 
O Estado do Maranhão foi estabelecido em 13 de junho 1621 pelo rei Filipe III de Portugal, que à 
época reinava Portugal em decorrência da União Ibérica. Com capital em São Luís, abrangeu a 
capitania do Grão-Pará, a capitania do Maranhão e a capitania do Ceará, a fim de assegurar a posse 
do território e promover o desenvolvimento. A capital do Estado do Maranhão e Grão-Pará é 
transferida de São Luís para Santa Maria de Belém do Grão-Pará, em 1737. Posteriormente, a 
unidade mudaria de nome (Estado do Maranhão e Grão-Pará entre 1654-1751, e Estado do Grão-
Pará e Maranhão entre 1751 – 1772/1774), e logo seria dividida em duas unidades (Estado do 
Grão-Pará e Rio Negro e Estado do Maranhão e Piauí, cujas datas de reintegração ao Estado do 
Brasil são incertas). 
(OLVEIRA, 2011). 
Gabarito: Anulada 
 
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2. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
A batalha de Guaxentuba inscreve-se entre os embates ocorridos no litoral do Maranhão 
colonial (século XVII), com reflexos na própria colonização do Brasil por Portugal. Essa batalha 
assinalou 
A) a vitória definitiva dos portugueses sobre osfranceses pela posse da costa norte do Brasil. 
B) a histórica decisão de Jerônimo de Albuquerque de render-se a La Ravardière para 
preservar a vida de seus combatentes. 
C) o fim das incursões de países europeus sobre o território americano colonizado por 
Portugal. 
D) o extermínio dos povos indígenas que, vindos de Pernambuco, ocuparam o litoral 
maranhense. 
E) a inferioridade bélica francesa, agravada pela inexistência de qualquer aliança com índios 
da região. 
Comentários 
A alternativa A é a resposta certa. A Batalha de Guaxenduba foi um confronto militar ocorrido em 
19 de novembro de 1614 próximo de onde hoje se localiza a cidade de Icatu, no estado do 
Maranhão, entre forças portuguesas e tabajaras, de um lado, e francesas e tupinambás, de outro. 
A batalha foi um importante passo dado pelos portugueses para a expulsão definitiva dos 
franceses do Maranhão, a qual viria a ocorrer em 4 de novembro de 1615. A expulsão dos 
franceses possibilitou que grande parte da Amazônia passasse para domínio português e, 
posteriormente, brasileiro. 
A alternativa B é incorreta. Apesar de os franceses estarem em vantagem, quando La Ravardière 
enviou um ultimato a Jerônimo de Albuquerque dando-lhe quatro horas para desistir, o referido 
prazo de era o que careciam para consolidar suas posições, Diogo de Campos comunicou-o a 
Jerônimo de Albuquerque, que, concordando, ordenou o ataque como já planejado. Aproveitando 
o prazo dos franceses, o exército lusitano atacou de surpresa provocando enorme baixa no lado 
francês. A reviravolta de forças na Batalha de Guaxenduba resultou na construção de um 
imaginário acerca do fato: uma lenda de que a vitória portuguesa foi milagrosa. Em meio à luta, 
faltando-lhes pólvora, uma Senhora de aparência diáfana e radiosa corria entre as fileiras lusitanas 
e, apanhando a terra do chão, servia-a, já transformada em explosivo, aos soldados para que 
municiassem suas armas. Era a Virgem, Mãe de Deus que depois os portugueses, em 
reconhecimento, fariam sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória, a padroeira da freguesia 
matriz de São Luís. 
A alternativa C também é incorreta, uma vez que anos depois da Batalha de Guaxenduba a 
América Portuguesa foi invadida pelos holandeses, entre 1630 e 1654. 
A alternativa D também é incorreta, pois grupos indígenas auxiliaram os dois lados, tanto os 
franceses quanto os portugueses. 
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A alternativa E também é incorreta, pois a força bélica francesa era superior à dos portugueses, 
além do que os franceses contavam com a ajuda dos índios tupinambás. 
(MARTINS, 2008). 
Gabarito: A 
3. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
Uma das mais conhecidas revoltas ocorridas no período colonial brasileiro, a Revolta de 
Bequimão envolveu, na segunda metade do século XVII, colonos do Maranhão liderados por 
Manuel Beckman contra as autoridades metropolitanas. A respeito desse acontecimento, 
assinale a opção correta. 
A) A dificuldade para a obtenção de escravos negros e alguns produtos da metrópole está na 
raiz do referido movimento. 
B) Visando minimizar os efeitos da revolta, os colonos optaram pela não ocupação dos 
armazéns da companhia de comércio existente na época. 
C) O forte sentimento religioso dos colonos explica o fato de os jesuítas terem sido mantidos 
livres durante a revolta. 
D) Ao assumir o governo local, Bequimão logrou resolver os problemas que afligiam os 
colonos, o que pôs fim à revolta. 
E) Anistiado, Bequimão voltou a Portugal e, na metrópole, chegou a ocupar importantes 
cargos na administração real. 
Comentários 
A alternativa A está correta. A Revolta de Beckman foi uma rebelião de comerciantes nordestinos 
contra a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, criada pela Coroa Portuguesa para 
estimular o desenvolvimento econômico da região, em 1682. A função dessa companhia era 
comprar os produtos agrícolas daquela região, vender produtos manufaturados e abastecer as 
elites coloniais com escravos, chegando ao número de 500 escravos africanos por ano. Havia 
muitos conflitos entre proprietários de terras e os jesuítas em relação à escravização dos nativos e 
com esse número de escravos africanos fornecidos pelo governo, o conflito entre senhores de 
terras e jesuítas iria diminuir. Ou seja: a companhia foi criada para solucionar os problemas de 
escoamento da produção e de abastecimento da região com produtos europeus. Isso também 
favorecia o governo português, pois este teria o monopólio comercial de escravos, lucrando cada 
vez mais. No final, o governo português não cumpriu com o prometido e não forneceu os escravos, 
gerando conflitos entre a elite e os jesuítas que não permitiam a escravização dos índios. Também 
não comprava a produção dos donos de terras e fornecia materiais manufaturados de péssima 
qualidade e com um valor muito alto. Em 1684 teve início a revolta nativista chamada de Revolta 
de Beckman, liderada pelos irmãos Tomás e Manuel Beckman, dois senhores de engenho da região 
do Maranhão. A rebelião se deu por meio de uma invasão ao depósito da Companhia de Comércio 
do Estado do Maranhão, com o apoio dos comerciantes. Os revoltosos também expulsaram os 
jesuítas e tiraram o governador de seu cargo. Tomás Beckman foi enviado para a metrópole a fim 
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de jurar fidelidade ao rei, retornando com outro governador, Gomes Freire de Andrade, não 
encontrando resistência dos revoltosos. Manuel Beckman foi condenado a morte e Tomás foi 
expulso de sua terra, enquanto o restante dos revoltosos foi condenado a prisão perpétua. 
A alternativa B está incorreta, de tal modo que com o apoio de comerciantes os irmãos Beckman 
invadiram e saquearam um depósito da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão na noite 
de 24 de fevereiro de 1684. 
A alternativa C também está incorreta, pois não se tratava de uma questão religiosa, mas sim de 
uma questão mercantilista. Não obstante, havia um conflito dos comerciantes e senhores de 
engenho com os jesuítas, uma vez que estes proibiam a escravização dos indígenas, o que indignou 
os senhores, pois a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão não fornecia escravos da 
África o suficiente para a execução dos trabalhos necessários. 
A alternativa D também está incorreta, pois a corte portuguesa enviou ao Maranhão um novo 
governador para acabar com a revolta e colocar ordem na região. Os revoltosos foram presos e 
julgados. Manuel Beckman foi condenado a forca e Tomás Beckman foi expulso de sua terra, 
enquanto o restante dos revoltosos foi condenado a prisão perpétua. 
A alternativa E também está incorreta, de tal modo que Manuel Beckman foi condenado a morte e 
Tomás Beckman foi expulso de sua terra. 
(RAMOS, 2005; BRITO, 2016). 
Gabarito: A 
4. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
A primeira companhia privilegiada de comércio, surgida em 1755, voltada ao 
desenvolvimento da região Norte, e que pretendia oferecer preços atraentes para os 
produtos que a região deveria exportar para o mercado europeu, foi instituída pelo Marquês 
de Pombal e denominada 
A) Companhia Geral do Comércio do Brasil. 
B) Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão. 
C) Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba. 
D) Companhia das Índias Ocidentais. 
E) CompanhiaComercial do Governo Geral. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta, pois a Companhia Geral do Comércio do Brasil foi a primeira a ser 
criada na América Portuguesa, em 1649. Seu objetivo era referente às primeiras necessidades dos 
colonizadores no País. Fornecia escravos e garantia a locomoção do açúcar no território europeu, 
mantinha o auxílio à resistência de Pernambuco contra aos invasores da Holanda e apoiava a 
recuperação da agricultura de cana-de-açúcar na região nordeste após os tumultos com os 
holandeses. 
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A alternativa B é a resposta certa, uma vez que a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e do 
Maranhão foi criada em 1755 por intermédio do Marquês de Pombal. Nesta época, a mineração de 
pedras preciosas como o diamante e o ouro estava em amplo desenvolvimento nas Minas Gerais. 
Porém, mesmo com a alta desta atividade comercial, havia necessidade de reforçar o extrativismo 
na região Norte do país. 
A alternativa C também é incorreta, pois a Companhia Geral do Comércio de Pernambuco e 
Paraíba foi fundada em 1759, também por intermédio do Marquês de Pombal. 
A alternativa D também é incorreta, pois a Companhia das Índias Ocidentais, ou Companhia 
Holandesa das Índias Ocidentais, ou Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, foi uma 
companhia majestática de mercadores holandeses. Representa um exemplo de organização 
privada do comércio externo, de pendor capitalista, que contrasta com o modelo de comércio 
português, que permaneceu fortemente dependente do Estado até bem mais tarde. 
A alternativa E também é incorreta, pois o Governo Geral, instituído a partir de 1549, não teve 
uma Companhia do Governo Geral, de tal modo que a primeira companhia de comércio a ser 
criada, a Companhia Geral do Comércio do Brasil, é de 1649. 
(RICARDINO; MARTINS, 2004; ARAÚJO, 2019) 
Gabarito: B 
5. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
A criação das capitanias hereditárias, em 1534, correspondeu à primeira decisão do governo 
de Lisboa para dar início efetivo ao processo de colonização do Brasil. A essa modalidade de 
parceria público-privada seguiu-se a instalação do governo-geral na colônia, em 1549. A 
respeito da dinâmica, das relações, das rupturas e das transformações da organização sócio-
política, econômica e cultural no Brasil colonial, assinale a opção correta. 
A) A escravidão negra foi disseminada no Brasil colonial por imposição do consolidado 
capitalismo europeu, ávido por importar produtos agrícolas tropicais. 
B) Nos quilombos, não se estabeleceram formas de organização social semelhante às 
africanas. 
C) As manifestações artístico-culturais do Brasil colônia foram essencialmente marcadas pela 
cultura europeia; daí a ausência de obras musicais e arquitetônicas barrocas de autores 
negros. 
D) À exceção de São Vicente e Pernambuco, o sistema de capitanias hereditárias fracassou; 
dividida em duas, a primeira capitania do Maranhão não chegou a ser efetivamente ocupada. 
E) A decisão metropolitana de determinar o plantio da cana-de-açúcar, especialmente no 
litoral maranhense, foi a solução encontrada para reduzir os efeitos do declínio da mineração. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, ao passo que a escravidão de africanos surgiu como necessidade 
estratégica dos portugueses na colonização da América. A mão de obra foi um grande problema 
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para os ibéricos, uma vez que tinham uma população reduzida e um vasto território a ser 
conquistado. Os indígenas foram os primeiros a serem utilizados como escravos, mas 
posteriormente foram resguardados pelos jesuítas, no que se buscou saída no continente africano, 
gerando um dos sistemas mais lucrativos de toda a história. 
A alternativa B também está incorreta, uma vez que as organizações quilombolas no período 
colonial mantiveram a organização social dos povos africanos, sendo estruturados pela 
ancestralidade, as práticas tradicionais, a religiosidade, etc. 
A alternativa C também está incorreta, pois as manifestações artístico-culturais do Brasil colônia 
foram essencialmente marcadas pela miscigenação cultural, incorporando à tradição europeia do 
dominador os conhecimentos e práticas indígenas e africanas, vindo a surgir formas autenticas. A 
música e a arquitetura barroca foram os grandes exemplos dessa confluência cultural, como 
exemplo, podemos citar as obras de arte oitocentistas do barroco mineiro. 
A alternativa D é a resposta certa. Com as Capitanias Hereditárias o território da América 
Portuguesa foi dividido para quinze benfeitores agraciados com faixas de terra que iam do litoral 
até o limite estipulado pelo Tratado de Tordesilhas. Aquele foi um modelo de colonização que 
tinha obtido sucesso na Ilha da Madeira e em Cabo Verde, na África. O sistema foi bom para a 
Coroa, que amealhava os lucros, mas nem tanto para os donatários. Estes enfrentavam desde o 
início grandes dificuldades, tendo de desenvolver a colônia com poucos recursos, prejudicados 
pela distância de Portugal e fustigados por ataques indígenas. Por conta dessas dificuldades, o 
modelo não funcionou como o esperado. Vingaram apenas duas Capitanias: Pernambuco e São 
Vicente. 
A alternativa E também está incorreta, pois o plantio da cana-de-açúcar na região do Maranhão 
ocorreu com as invasões holandesas no século XVII. Ao passo que no período do declínio da 
mineração o Estado do Maranhão já havia sido dividido pelo Marquês de Pombal em quatro 
capitanias: Maranhão, Piauí, São José do Rio Negro e Grão-Pará. Pombal fundou a Companhia de 
Comércio do Grão-Pará e Maranhão e estimulou a migração de outros povoados nordestinos para 
a região com o cultivo de arroz e algodão. Estas novas mercadorias aceleraram o desenvolvimento 
do estado, que chegou a abrigar diversos casarões antigos que fazem parte do Centro Histórico de 
São Luís. 
(SILVA, 2008; SILVA, 2018). 
Gabarito: D 
6. (FUNCAB - 2010 - SEE-AC - Professor - 1 ao 5 Ano Ensino Fundamental) 
Segundo Darcy Ribeiro em seu livro “O Povo Brasileiro”, os negros do Brasil foram trazidos 
principalmente da costa ocidental africana e se distinguem, quanto aos tipos culturais, em 
três grandes grupos. O primeiro, das culturas sudanesas, é representado, principalmente, 
pelos grupos Yoruba, pelos Dahomey e pelos Fanti-Ashanti, além de muitos representantes 
de grupos menores da Gâmbia, Serra Leoa, Costa da Malagueta e Costa do Marfim. O 
segundo grupo traz ao Brasil culturas islamizadas, principalmente os Peuhl, os Mandiga e os 
Haussa do norte da Nigéria. Por fim, o terceiro grupo é integrado por tribos Bantu 
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provenientes da área hoje compreendida pela Angola e a “contra costa”, que corresponde ao 
atual território de Moçambique. 
Os territórios de onde são provenientes os africanos que foram trazidos ao Brasil são bem 
demarcados, assim como as áreas por eles ocupadas no período da colonização, por causa da 
escravidão. Cerca de cem anos após a abolição da escravatura, a cultura afro-brasileirafaz 
parte profundamente da identidade nacional, porém sua territorialidade se faz mais presente 
nas áreas: 
A) litorâneas da porção leste-nordeste, principalmente nos estados do Rio de Janeiro, 
Maranhão e Bahia, mantendo uma estrutura parecida ao período colonial: 
B) interioranas, principalmente na região Centro- Oeste, devido ao processo de expansão da 
agricultura que necessitava de grande quantidade de mão de obra. 
C) fronteira setentrional, principalmente nos estados do Pará, Roraima e Amazonas, devido a 
projetos governamentais de ocupação das áreas com baixa densidade demográfica. 
D) interioranas amazônicas, principalmente ao longo dos cursos fluviais, haja vista a fácil 
penetração territorial através de sistemas de transportes típicos dos ribeirinhos. 
E) litorâneas na porção sul, com destaque para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do 
Sul, pois é a tradicional região agrícola do país, com elevada produtividade de grãos. 
Comentários 
A alternativa A está correta. Segundo dados do IBGE, estados como Bahia, Rio de Janeiro, 
Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, etc., são aquelas unidades da 
federação que possuem o maior número de afrodescendentes. Isso faz notar que são justamente 
as regiões onde a atividade escravocrata de utilização da mão-de-obra africana teve maior 
incidência. 
A alternativa B está incorreta, pois a região Centro-Oeste tem um processo socio-histórico peculiar, 
onde há um expressivo número de autodeclarados pardos e brancos. 
As alternativas C e D também estão incorretas, pois a fronteira setentrional, principalmente nos 
estados do Pará, Roraima, Amazonas, é fortemente marcada pela cultura indígena, formando uma 
população autodeclarada parda de 67,2%, mas que na verdade se trata da miscigenação entre 
índios e brancos. 
A alternativa E também é incorreta, uma vez que a população da região Sul é considerada com o 
maior número de brancos do país, sendo Santa Catarina com 83,9%, Rio Grande do Sul com 83,2% 
e Paraná com 70,1%. 
(IBGE, 2010). 
Gabarito: A 
7. (NUCEPE/Pref. Parnarama-MA / 2014) 
“Segundo o Centro de Cultura Negra do Maranhão, existem 527 comunidades quilombolas no 
Estado do Maranhão, distribuídas em 134 municípios. Elas concentram-se principalmente nas 
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regiões da Baixada Ocidental, da Baixada Oriental, do Munim, de Itapecuru, do Mearim, de 
Gurupi e do Baixo Parnaíba. [...]”. 
Acesso em 14/02/2014. http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_ma.html. 
 
Sobre o texto acima podemos afirmar que 
A) os quilombos no Maranhão são resultados da política do Império na libertação dos 
escravos. 
B) os números de quilombos são consideráveis pelo fato de o Maranhão desenvolver uma 
política de criação de áreas sociais para a instalação das comunidades negras do Estado 
desde o Império. 
C) os quilombos no Maranhão são resultados de luta constante pelo seu reconhecimento e 
pela posse de suas terras de origem. 
D) os quilombos no Estado do Maranhão estão passando pelo processo de extinção por falta 
de políticas públicas de preservação. 
E) o Maranhão é o Estado com menor número de quilombos na região nordeste. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta, pois os quilombos existiam desde o princípio do período colonial no 
Brasil, de tal modo que eram o local de refúgio dos africanos e seus descendentes escravizados, os 
quais foram reorganizados com a abolição da escravidão no fim do Império. 
A alternativa B também é incorreta, uma vez que os quilombos não são frutos de políticas sociais, 
muito menos decorrentes do período imperial. Ora, os quilombos surgiram como refúgios dos 
africanos escravos, que escapavam e buscavam se estruturar em regiões remotas. 
A alternativa C está correta. No Maranhão, a história da formação das comunidades quilombolas 
está relacionada a expansão da lavoura de algodão e de arroz no final do século XVIII, com a 
criação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, bem como ao abandono de 
terras por proprietários rurais, com a decadência econômica no final do século XIX. Tantos os 
moradores de terras formadas por antigos quilombos como de comunidades negras formadas a 
partir do fim da escravidão buscaram se organizar, com o surgimento de movimentos negros a 
partir dos anos 1970. Com a Constituição de 1988, e seu art. 68 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias (ADCT), garantindo a propriedade definitiva das terras aos 
remanescentes de quilombos que as estejam ocupando, as comunidades negras ganharam uma 
atenção maior em seu processo de luta por reconhecimento para titularização das terras e acesso 
a serviços básicos, como educação e saúde . 
A alternativa D também está incorreta, pois os quilombos no Estado do Maranhão tem muita 
expressão, especialmente em manifestações culturais como o bumba-meu-boi e o tambor de 
crioula, o catolicismo popular (como o Festejo de São Benedito e a Festa do Divino) e religiões de 
matriz africana (o tambor de mina e seus caboclos e encantados), no modo de vida das 
quebradeiras de coco babaçu, na agricultura de subsistência (e produção de farinha de mandioca), 
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coleta de frutos como a juçara (açaí), dentre outros aspectos. No entanto, de fato tais 
comunidades enfrentam diversas dificuldades, como conflitos rurais por disputa de terras com 
fazendeiros, divisão da produção agrícola com donos de terras, vulnerabilidade socioeconômica, 
dificuldade de acesso a serviços básicos de educação e saúde. 
A alternativa E também está incorreta, pois no ano de 2018, existiam 713 comunidades 
quilombolas reconhecidas no Maranhão, com 518 certidões fornecidas pela Fundação Cultural 
Palmares, concentradas especialmente na Baixada Maranhense e nos vales do Itapecuru e do 
Mearim. 
(CHAMBOULEYRON, 2006; ALMEIDA, 2013). 
Gabarito: C 
8. (NUCEPE - Prefeitura de Parnarama - MA / 2014) 
Os primeiros habitantes do Maranhão foram os indígenas Tupinambás, a Ilha de São Luís era 
denominada por estes de “UPAON-AÇU”, que tem uma tradução na linguagem dos 
Tupinambás de Ilha Grande. Esta população, ao longo do processo de colonização do 
Maranhão, sofreu uma redução populacional. Assinale a alternativa que contém elementos 
que justifique tal redução. 
A) Descolamento natural para outras áreas do Brasil. 
B) Condução para região Norte da Amazônia. 
C) Conflito com o homem branco, extermínio de tribos inteiras e por contágio das doenças 
infecciosas. 
D) A utilização em grande escala no trabalho escravo. 
E) Deslocamento para cultura do açúcar em regiões de Pernambuco e Bahia. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta, pois os indígenas Tupinambás vivam na extrema faixa territorial da 
costa do Brasil. Os tupinambás habitavam uma longa faixa costeira que ia do litoral norte de São 
Paulo à ilha Tupinambarana, no rio Amazonas, passando pelo Recôncavo Baiano, pela foz do rio 
São Francisco, pelo Maranhão e pelo Pará. 
A alternativa B também é incorreta, ao passo que atribuir a redução populacional dos Tupinambás 
a uma condução para a Região Norte da Amazônia é, de certo modo, atribuir certa passividade a 
esses índios, como se eles facilmente se desvinculassem do seu lugar de origem. 
A alternativa C é a resposta certa. Durante a colonização, os tupinambás do sudeste brasileiro se 
aliaram aos franceses e lutaram contra osportugueses. Guerreavam contra outros povos 
indígenas, em especial os tupiniquins, e eram conhecidos pela agressividade de seus ataques. Eram 
antropófagos (que se alimentam de carne humana). Tanto as guerras quanto a prática da 
antropofagia faziam parte de estratégias para fazer alianças e demonstrar poder. O contato com o 
homem branco trouxe muitas doenças. Os tupinambás foram praticamente dizimados pela varíola. 
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A alternativa D também é incorreta, de tal modo que a escravidão indígena no Brasil existiu 
principalmente no começo da colonização portuguesa, mas minguou posteriormente pela 
preferência pelo escravo negro, e por pressão dos lucros do tráfico negreiro e as lutas dos jesuítas. 
A alternativa E também é incorreta, pois os índios Tupinambás não se deslocaram para a cultura do 
açúcar em regiões de Pernambuco e Bahia. 
(MARTINS, 2017; BRITANNICA, 2019). 
Gabarito: C 
9. (SEMAD - Pref. São Luís-MA / 2008) 
Em 1534, D. João III divide a Colônia Portuguesa no Brasil em Capitanias Hereditárias, sendo o 
Maranhão parte de 4 delas (Maranhão 1ª parte, Maranhão 2ª parte, Ceará e Rio Grande), 
para melhor ocupar e proteger o território colonial. Porém, a ocupação no Maranhão 
aconteceu a partir da Invasão 
A) Portuguesa. 
B) Inglesa. 
C) Espanhola. 
D) Americana. 
E) Francesa. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta, pois a Capitania do Maranhão foi uma das subdivisões do território 
brasileiro no período colonial, das quais não tiveram prosperidade e foram quase que inteiramente 
abandonadas pelos portugueses. 
A alternativa B também é incorreta, ao passo que os ingleses eram identificados no Maranhão 
como piratas e traficantes. Apesar disso, as informações acerca de projetos ingleses e irlandeses 
no Maranhão são abundantes, embora às vezes não passassem de pura especulação. 
A alternativa C também é incorreta, apesar que no início do século XVII, o Maranhão gozava de 
relativa notoriedade a julgar pela documentação diplomática espanhola. De fato, constam 
informações sobre essa região em pareceres de importantes autoridades hispano-lusas, a exemplo 
de d. Diego Sarmiento de Acuña, embaixador espanhol. 
A alternativa D é falsa, pois os Estados Unidos da América só conquistaram a sua independência 
em 1776, quando o Maranhão já estava em constante atividade. 
A alternativa E está correta, pois a expedição francesa, comandada por Daniel de La Touche, 
fundou o Forte de São Luís, em homenagem ao rei da França, e que deu origem à cidade de São 
Luís, hoje capital do Maranhão. Ante a ameaça de perderem parte da sua Colônia, portugueses e 
espanhóis se uniram para enfrentar os invasores. Após inúmeros combates os franceses renderam-
se, desistindo do Maranhão (1615). Entretanto, conseguiram uma indenização que compensava as 
perdas que entendiam ter tido. 
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(CARDOSO, 2011). 
Gabarito: E 
10. (SEMAD - Pref. São Luís-MA / 2008) 
Os portugueses expulsaram os franceses em 1615, na Batalha de Guaxenduba, sob o 
comando de 
A) Marques de Pombal. 
B) Jerônimo de Albuquerque. 
C) Daniel de La Touche. 
D) Manuel Beckman. 
E) Manuel Francisco dos Anjos Ferreira. 
Comentários 
A alternativa A é falsa, pois Marques de Pombal foi o secretário de Estado do Reino durante o 
reinado de D. José I, entre 1756 e 1777. 
A alternativa B está correta, uma vez que Jerônimo de Albuquerque (1548-1618), administrador 
colonial português nascido no Brasil, foi o primeiro brasileiro a comandar uma força naval para 
defender o Brasil, sedo lembrado como o herói da conquista do Maranhão no contexto da França 
Equinocial, e fundador da atual capital do Rio Grande do Norte, Natal. Por ter expulsado os 
franceses do território brasileiro, recebeu o sobrenome "Maranhão" do rei Filipe III de Espanha, no 
contexto da União Ibérica. 
A alternativa C é incorreta, ao passo que Daniel de La Touche era francês, sendo o General da 
Marinha Francesa do século XVII. Ele liderou a expedição francesa que, em 1612, deu início as 
pretensões de colonização no Norte do Brasil. Denominada de França Equinocial, teve seu marco 
na fundação do "Fort Saint Louis" (Forte de São Luís). 
A alternativa D é falsa, pois Manuel Beckman (1630-1686) foi um revoltoso da insurreição no 
Maranhão que ficou conhecida como Revolta dos Beckman. 
A alternativa E também é falsa, uma vez que Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, ou Manuel 
Balaio, foi um dos mais importantes líderes da Balaiada, revolução regencial ocorrida de 1838 até 
1841 no estado do Maranhão. Seu apelido se deve aos balaios que vendia entre as cidades de 
Coroatá e Itapecuru-Mirim. 
(MOTA; BRAICK, 2005; VAZ, 2013). 
Gabarito: B 
11. (FGV - 2014 - SEDUC-AM - Professor - História) 
“A expedição de reconhecimento da região amazônica de Pedro Teixeira, entre 1637 e 1639, 
partiu de Belém. Acompanhado por setenta soldados portugueses e 1.200 índios, Teixeira 
subiu o rio até o sopé dos Andes, no território espanhol.” 
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(ENDERS, Armelle. A nova história do Brasil. Rio de Janeiro: Gryphus, 2012. p. 61.) 
Assinale a opção que indica características da ocupação da região amazônica no período em 
que foi realizada a expedição mencionada. 
A) Durante a União Ibérica (1580-1640), foi criado o Estado do Maranhão e do Grão Pará para 
administrar a região amazônica e protegê-la das ameaças dos domínios espanhóis. 
B) Após a expulsão de invasores franceses, as tropas portuguesas passaram a contar com uma 
base militar para incursões contra territórios espanhóis de ocupação rarefeita. 
C) Em contexto de rivalidade global entre Espanha e Holanda, as expedições holandesas 
aproveitaram para promover a ocupação militar da região amazônica além-Tordesilhas. 
D) Instalado em São Luís, um novo governo-geral coordenou as incursões de missões 
religiosas que dispensavam o apoio militar para realizar a tarefa de salvar o gentio da 
escravização. 
E) Na Bacia Amazônica, a associação entre missões religiosas e expedições militares serviu 
para viabilizar, por via fluvial, o escoamento legal da produção de metais preciosos dos 
Andes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a União Ibérica foi quando as nações Ibéricas, Portugal e 
Espanha, se uniram, formando um só país, unificando também as suas colônias. Portanto, é falso 
dizer que a fundação do Estado do Maranhão e Grão-Pará neste período foi para se proteger das 
ameaças espanholas. 
A alternativa B também está incorreta, pois o fim da ocupação francesa no Maranhão ocorreu em 
1615, de tal modo que no ano seguinte foi fundado o Forte do Presépio na então chamada Santa 
Maria de Belém do Grão-Pará (atual Belém, capital do Estado do Pará) na capitania do Grão-Pará, a 
primeira construção desse tipo e a mais significativa no território amazônico. 
A alternativa C também está incorreta, pois a ocupação holandesa na América Portuguesa se deu 
na região litorânea do Nordeste. 
A alternativa D também é incorreta, uma vez que a partir da década de 1640, com a restauração da 
Monarquiaportuguesa, ganha força o discurso de fechamento daquela fronteira aos avanços e 
contatos com os súditos portugueses, medidas que, na verdade, foram muito pouco efetivas, como 
inversões de recursos na defesa militar contra os portugueses, também não foram realizadas, o 
que contribuía para fragilizar a presença dos missionários que estavam na região a serviço de sua 
majestade católica. 
A alternativa E também é incorreta, pois foram frustrados os projetos espanhóis de incorporação 
daquela região a rotas comerciais mais dinâmicas, as quais supostamente fariam um ponto 
estratégico da ligação dos Andes ao Atlântico através dos rios amazônicos. 
(BASTOS, 2015). 
Gabarito: Anulada 
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1. (CESPE - 2018 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 2) 
A consolidação da conquista do território da América Portuguesa foi marcada pelo casuísmo, 
construído com base nos interesses e forças do reino português e nos desafios e benesses das 
possessões coloniais. Considerando esse processo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Entre 1626 e 1772, a América Portuguesa teve seu território dividido em duas regiões 
administrativas: as capitanias meridionais formavam o Estado do Brasil, com sede em 
Salvador e, posteriormente, no Rio de Janeiro: a parte setentrional, por sua vez, constituía o 
Estado do Maranhão e Grão-Pará até 1751, quando foi substituído pelo Estado do Grão-Pará 
e Maranhão, e sua sede foi transferida de São Luís para Belém. 
 
2. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
A batalha de Guaxentuba inscreve-se entre os embates ocorridos no litoral do Maranhão 
colonial (século XVII), com reflexos na própria colonização do Brasil por Portugal. Essa batalha 
assinalou 
A) a vitória definitiva dos portugueses sobre os franceses pela posse da costa norte do Brasil. 
B) a histórica decisão de Jerônimo de Albuquerque de render-se a La Ravardière para 
preservar a vida de seus combatentes. 
C) o fim das incursões de países europeus sobre o território americano colonizado por 
Portugal. 
D) o extermínio dos povos indígenas que, vindos de Pernambuco, ocuparam o litoral 
maranhense. 
E) a inferioridade bélica francesa, agravada pela inexistência de qualquer aliança com índios 
da região. 
 
3. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
Uma das mais conhecidas revoltas ocorridas no período colonial brasileiro, a Revolta de 
Bequimão envolveu, na segunda metade do século XVII, colonos do Maranhão liderados por 
Manuel Beckman contra as autoridades metropolitanas. A respeito desse acontecimento, 
assinale a opção correta. 
A) A dificuldade para a obtenção de escravos negros e alguns produtos da metrópole está na 
raiz do referido movimento. 
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B) Visando minimizar os efeitos da revolta, os colonos optaram pela não ocupação dos 
armazéns da companhia de comércio existente na época. 
C) O forte sentimento religioso dos colonos explica o fato de os jesuítas terem sido mantidos 
livres durante a revolta. 
D) Ao assumir o governo local, Bequimão logrou resolver os problemas que afligiam os 
colonos, o que pôs fim à revolta. 
E) Anistiado, Bequimão voltou a Portugal e, na metrópole, chegou a ocupar importantes 
cargos na administração real. 
 
4. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
A primeira companhia privilegiada de comércio, surgida em 1755, voltada ao 
desenvolvimento da região Norte, e que pretendia oferecer preços atraentes para os 
produtos que a região deveria exportar para o mercado europeu, foi instituída pelo Marquês 
de Pombal e denominada 
A) Companhia Geral do Comércio do Brasil. 
B) Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão. 
C) Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba. 
D) Companhia das Índias Ocidentais. 
E) Companhia Comercial do Governo Geral. 
 
5. (CESPE - 2017 - Prefeitura de São Luís - MA - Professor Nível Superior/PNS-A - História) 
A criação das capitanias hereditárias, em 1534, correspondeu à primeira decisão do governo 
de Lisboa para dar início efetivo ao processo de colonização do Brasil. A essa modalidade de 
parceria público-privada seguiu-se a instalação do governo-geral na colônia, em 1549. A 
respeito da dinâmica, das relações, das rupturas e das transformações da organização sócio-
política, econômica e cultural no Brasil colonial, assinale a opção correta. 
A) A escravidão negra foi disseminada no Brasil colonial por imposição do consolidado 
capitalismo europeu, ávido por importar produtos agrícolas tropicais. 
B) Nos quilombos, não se estabeleceram formas de organização social semelhante às 
africanas. 
C) As manifestações artístico-culturais do Brasil colônia foram essencialmente marcadas pela 
cultura europeia; daí a ausência de obras musicais e arquitetônicas barrocas de autores 
negros. 
D) À exceção de São Vicente e Pernambuco, o sistema de capitanias hereditárias fracassou; 
dividida em duas, a primeira capitania do Maranhão não chegou a ser efetivamente ocupada. 
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E) A decisão metropolitana de determinar o plantio da cana-de-açúcar, especialmente no 
litoral maranhense, foi a solução encontrada para reduzir os efeitos do declínio da mineração. 
 
6. (FUNCAB - 2010 - SEE-AC - Professor - 1 ao 5 Ano Ensino Fundamental) 
Segundo Darcy Ribeiro em seu livro “O Povo Brasileiro”, os negros do Brasil foram trazidos 
principalmente da costa ocidental africana e se distinguem, quanto aos tipos culturais, em 
três grandes grupos. O primeiro, das culturas sudanesas, é representado, principalmente, 
pelos grupos Yoruba, pelos Dahomey e pelos Fanti-Ashanti, além de muitos representantes 
de grupos menores da Gâmbia, Serra Leoa, Costa da Malagueta e Costa do Marfim. O 
segundo grupo traz ao Brasil culturas islamizadas, principalmente os Peuhl, os Mandiga e os 
Haussa do norte da Nigéria. Por fim, o terceiro grupo é integrado por tribos Bantu 
provenientes da área hoje compreendida pela Angola e a “contra costa”, que corresponde ao 
atual território de Moçambique. 
Os territórios de onde são provenientes os africanos que foram trazidos ao Brasil são bem 
demarcados, assim como as áreas por eles ocupadas no período da colonização, por causa da 
escravidão. Cerca de cem anos após a abolição da escravatura, a cultura afro-brasileira faz 
parte profundamente da identidade nacional, porém sua territorialidade se faz mais presente 
nas áreas: 
A) litorâneas da porção leste-nordeste, principalmente nos estados do Rio de Janeiro, 
Maranhão e Bahia, mantendo uma estrutura parecida ao período colonial: 
B) interioranas, principalmente na região Centro- Oeste, devido ao processo de expansão da 
agricultura que necessitava de grande quantidade de mão de obra. 
C) fronteira setentrional, principalmente nos estados do Pará, Roraima e Amazonas, devido a 
projetos governamentais de ocupação das áreas com baixa densidade demográfica. 
D) interioranas amazônicas, principalmente ao longodos cursos fluviais, haja vista a fácil 
penetração territorial através de sistemas de transportes típicos dos ribeirinhos. 
E) litorâneas na porção sul, com destaque para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do 
Sul, pois é a tradicional região agrícola do país, com elevada produtividade de grãos. 
 
7. (NUCEPE/Pref. Parnarama-MA / 2014) 
“Segundo o Centro de Cultura Negra do Maranhão, existem 527 comunidades quilombolas no 
Estado do Maranhão, distribuídas em 134 municípios. Elas concentram-se principalmente nas 
regiões da Baixada Ocidental, da Baixada Oriental, do Munim, de Itapecuru, do Mearim, de 
Gurupi e do Baixo Parnaíba. [...]”. 
Acesso em 14/02/2014. http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_ma.html. 
 
Sobre o texto acima podemos afirmar que 
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A) os quilombos no Maranhão são resultados da política do Império na libertação dos 
escravos. 
B) os números de quilombos são consideráveis pelo fato de o Maranhão desenvolver uma 
política de criação de áreas sociais para a instalação das comunidades negras do Estado 
desde o Império. 
C) os quilombos no Maranhão são resultados de luta constante pelo seu reconhecimento e 
pela posse de suas terras de origem. 
D) os quilombos no Estado do Maranhão estão passando pelo processo de extinção por falta 
de políticas públicas de preservação. 
E) o Maranhão é o Estado com menor número de quilombos na região nordeste. 
 
8. (NUCEPE - Prefeitura de Parnarama - MA / 2014) 
Os primeiros habitantes do Maranhão foram os indígenas Tupinambás, a Ilha de São Luís era 
denominada por estes de “UPAON-AÇU”, que tem uma tradução na linguagem dos 
Tupinambás de Ilha Grande. Esta população, ao longo do processo de colonização do 
Maranhão, sofreu uma redução populacional. Assinale a alternativa que contém elementos 
que justifique tal redução. 
A) Descolamento natural para outras áreas do Brasil. 
B) Condução para região Norte da Amazônia. 
C) Conflito com o homem branco, extermínio de tribos inteiras e por contágio das doenças 
infecciosas. 
D) A utilização em grande escala no trabalho escravo. 
E) Deslocamento para cultura do açúcar em regiões de Pernambuco e Bahia. 
 
9. (SEMAD - Pref. São Luís-MA / 2008) 
Em 1534, D. João III divide a Colônia Portuguesa no Brasil em Capitanias Hereditárias, sendo o 
Maranhão parte de 4 delas (Maranhão 1ª parte, Maranhão 2ª parte, Ceará e Rio Grande), 
para melhor ocupar e proteger o território colonial. Porém, a ocupação no Maranhão 
aconteceu a partir da Invasão 
A) Portuguesa. 
B) Inglesa. 
C) Espanhola. 
D) Americana. 
E) Francesa. 
 
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10. (SEMAD - Pref. São Luís-MA / 2008) 
Os portugueses expulsaram os franceses em 1615, na Batalha de Guaxenduba, sob o 
comando de 
A) Marques de Pombal. 
B) Jerônimo de Albuquerque. 
C) Daniel de La Touche. 
D) Manuel Beckman. 
E) Manuel Francisco dos Anjos Ferreira. 
 
11. (FGV - 2014 - SEDUC-AM - Professor - História) 
“A expedição de reconhecimento da região amazônica de Pedro Teixeira, entre 1637 e 1639, 
partiu de Belém. Acompanhado por setenta soldados portugueses e 1.200 índios, Teixeira 
subiu o rio até o sopé dos Andes, no território espanhol.” 
(ENDERS, Armelle. A nova história do Brasil. Rio de Janeiro: Gryphus, 2012. p. 61.) 
Assinale a opção que indica características da ocupação da região amazônica no período em 
que foi realizada a expedição mencionada. 
A) Durante a União Ibérica (1580-1640), foi criado o Estado do Maranhão e do Grão Pará para 
administrar a região amazônica e protegê-la das ameaças dos domínios espanhóis. 
B) Após a expulsão de invasores franceses, as tropas portuguesas passaram a contar com uma 
base militar para incursões contra territórios espanhóis de ocupação rarefeita. 
C) Em contexto de rivalidade global entre Espanha e Holanda, as expedições holandesas 
aproveitaram para promover a ocupação militar da região amazônica além-Tordesilhas. 
D) Instalado em São Luís, um novo governo-geral coordenou as incursões de missões 
religiosas que dispensavam o apoio militar para realizar a tarefa de salvar o gentio da 
escravização. 
E) Na Bacia Amazônica, a associação entre missões religiosas e expedições militares serviu 
para viabilizar, por via fluvial, o escoamento legal da produção de metais preciosos dos 
Andes. 
 
 
 
 
 
 
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1. Anulada 
2. Alternativa A 
3. Alternativa A 
4. Alternativa B 
5. Alternativa D 
6. Alternativa A 
7. Alternativa C 
8. Alternativa C 
9. Alternativa E 
10. Alternativa B 
11. Anulada 
 
 
 
10.1. REFERÊNCIAS USADAS NOS COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES 
ALMEIDA, Maria da Conceição Pinheiro de. O MOVIMENTO QUILOMBOLA NA BAIXADA 
OCIDENTAL MARANHENSE: história, memória e identidade de comunidades remanescentes de 
quilombos em Pinheiro.. 2013. XXVII Simpósio Nacional de História.. Disponível em: 
<http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1371343653_ARQUIVO_OMovimentoquilo
mbolnaBaixadaMaranhense.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2019. 
ARAÚJO, Felipe. Companhias de Comércio. Disponível em: 
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Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbh/v31n61/a16v31n61.pdf>. Acesso em: 20 ago. 2019. 
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11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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sobre-a-fundacao-invasao-e-colonizacao-de-sao-luis-2/>. Acesso em: 21 ago. 2019. 
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http://dx.doi.org/10.1590/s0103-40142002000200005. 
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<https://www.historiadobrasil.net/resumos/revolta_de_beckman.htm>. Acesso em: 16 ago. 2019. 
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia 
das Letras, 1995. 477 p. 
SILVA, Bruno Izaías da. Balaiada. 2008. Disponível em: 
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SILVA, Tiago Ferreira da. História do Maranhão. 2018. Disponível em: 
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12. CONSIDERAÇÕES FINAIS. 
 Muito bem, querido concurseiro. Se você chegou até aqui é um bom sinal: o de que tentou 
praticar todos os exercícios. Não se esqueça da importância de ler a teoria completa e sempre 
consultá-la. Não se esqueça, também, dos seus objetivos e dedique-se com toda a força para 
alcançá-los. Sonhe alto, pois “quem sente o impulso de voar, nunca mais se contentará em 
rastejar”. Encontro você na nossa próxima aula. 
Bons estudos, um grande abraço e foco no sucesso. 
 
 Até logo... 
 
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