Prévia do material em texto
Gestão de Operações Produtivas Aula 1 Prof. Guilherme Juliani Professor Guilherme Juliani: Graduado em Comunicação Social, graduado em Administração e graduando em Ciências Contábeis. Especialista em Gestão de Negócios e em Gestão de Marketing. Mestre em Administração. Doutorando em Administração Docente de ensino superior há 11 anos. Consultor de Estratégias Organizacionais. Coordenador de Graduação em Administração UNIP – Campus Marquês e Campus Pinheiros. Conteúdo programático Conceitos e definições iniciais sobre operações produtivas Evolução da administração de operações Visão estratégica, tática e operacional de operações Planejamento de processos de operações Produção enxuta e indicadores de produtividade Planejamento de macro e microlocalização de operações Planejamento, programação e controle de operações Evolução do pensamento da qualidade Quarta Revolução Industrial Tendências e novos desafios em operações Bibliografias Heizer, Jay; Render, Barry Administração de Operações – Bens e Serviços Rio de Janeiro: LTC, 2001 5ª Edição Martins, Petrônio Garcia; Laugeni, Fernando Piero Administração da Produção São Paulo: Saraiva, 2015 3ª Edição SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção São Paulo: Atlas, 2009. Critérios de avaliação Avaliação Semestral (NP) – calendário ainda a definir; 0 a 10 pontos; APS Você já parou para pensar.... Que uma organização vive porque produz? Sem produzir, sem prestar serviços, sem transformar: não há vendas, e não há entrada de recursos. GOP Todas as operações produtivas podem ser modeladas como processos quetransformam recursos de entrada (input) em recursos de saída (output). Todos os recursos de entrada possuem recursos transformadores, que são, geralmente, divididos entre "instalações" e "pessoal". A gestão de operações produtivas está relacionada ao conjunto de atividades que transformam os insumos e matérias-primas nos bens e serviços. Assim, sua responsabilidade é administrar os recursos empregados pela produção e desenvolver técnicas de produção apropriadas, buscando aperfeiçoar e otimizar os processos. Em qualquer empresa, a gestão de operações desempenha um papel fundamental. O profissional da área é responsável por tomar decisões referentes a todos os recursos e processos que entram na empresa – como energia, trabalho, matérias-primas, capital e informação – que resultarão no produto final. Reduzir custos e aumentar a lucratividade são objetivos de todos os líderes e gestores. Um setor em especial pode ajudar as empresas neste sentido. Trata-se da gestão de produção e operações, responsável pelo desenvolvimento de bens e serviços prestados. Afinal, este departamento pode identificar melhorias em processos que vão auxiliar na economia, produtividade e eficiência das empresas, potencializando os resultados e o crescimento da organização Gestão da Produção Trata-se da função administrativa que responde pela produção de bens e serviços. Para garantir um bom gerenciamento de produção, é preciso verificar a demanda, alinhar essa necessidade com a capacidade produtiva, definir estratégias, planejar a produção detalhadamente, controlar os processos da produção e monitorar o desempenho e os resultados. Vale lembrar que os principais objetivos de rendimento da produção estão associados à qualidade, velocidade, confiabilidade, flexibilidade e custo. Gestão das Operações Já a gestão de operações produtivas está relacionada ao conjunto de atividades que transformam os insumos e matérias-primas nos bens e serviços. Assim, sua responsabilidade é administrar os recursos empregados pela produção e desenvolver técnicas de produção apropriadas, buscando aperfeiçoar e otimizar os processos. Ou seja, o gestor dessa área precisa revisar, melhorar e padronizar as operações, promover a produtividade da equipe envolvida e incentivar o comprometimento com a qualidade. A partir da integração de tecnologia, boas práticas e processos produtivos eficientes, é possível garantir o melhor resultado na produção. Responsabilidades Desenvolver os objetivos estratégicos da produção; Criar produtos, serviços e processos de produção; Realizar planejamento e controle de produção; Proporcionar melhoria contínua do desempenho da produção; Gerar visão panorâmica de todo o processo. Assim, com um bom planejamento e uma gestão efetiva, é possível ter os insumos disponíveis na quantidade, tempo e nível de qualidade adequado e com o custo de armazenamento sob controle, promover um alto índice de produtividade com menor índice de falhas e erros. Como consequência, ocorre a diminuição do custo de produção e aumento de lucratividade. Projetos e Operações Os projetos e os processos (também chamados de operações) diferem, principalmente, no quesito temporalidade. Enquanto os projetos são temporários e exclusivos, os processos são contínuos e repetitivos. Projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço, ou resultado exclusivo. Um projeto tem data para terminar, diferente de operações continuadas. Operações continuadas são esforços contínuos que sempre geram o mesmo resultado e não possuem hora nem data para acabar. Redes em Operações Produtivas Sistemas cada vez mais dependentes; Sistemas interligados (quebra do modelo tradicional de competitividade); Rede de operações produtivas pode-se entender a somatória de esforços direcionada no sentido de se obter produtos e serviços de acordo com os requisitos solicitados pelos diferentes nichos de mercado a que uma organização se disponha a atender. Riscos de Operações em Rede Principais erros 1. Falta de integração entre departamentos São Paulo – No primeiro fim de semana de setembro, a Pepsi fez uma promoção que prometia dois refrigerantes da marca pelo preço de um. Com demanda superior ao planejado, a oferta acabou gerando a inclusão da rival Coca-Cola na jogada, além de gerar um pedido de desculpas do Grupo Pão de Açúcar, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Com estoque programado para durar o sábado e o domingo e que permitia que cada consumidor levasse até 24 unidades pagando apenas por 12, os refrigerantes duraram apenas poucas horas em várias das cidades onde a promoção ocorreu. Segundo Wilson Branquilha, diretor comercial do Grupo Pão de Açúcar, diz ao jornal, ao perceber que as 150 carretas de Pepsi – o equivalente ao mês inteiro de vendas – não seriam suficientes, a rede, dona dos supermercados Extra, Pão de Açúcar e Assaí, pediu à AmBev que providenciasse mais 60. A distribuidora, porém respondeu com apenas 20. O resultado foi a falta do produto em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná 2. Ausência do mapeamento e monitoramento das operações 3. Carência de métricas e indicadores Metas? Gargalos? Produtividade? Resultados? 4. Falta de alinhamento das operações com as metas corporativas Por exemplo, uma empresa que quer crescer 10% no ano precisa estipular metas operacionais para alcançar esse objetivo. Da mesma forma, as metas podem estar relacionadas não com a quantidade, mas qualidade dos serviços. Meta s SMART 5. Não operar com um sistema ERP A sigla ERP significa “Enterprise Resource Planning”, ou sistema de gestão integrado. Essa tecnologia auxilia o gestor da empresa a melhorar os processos internos e integrar as atividades de diferentes setores, como vendas, finanças, estoque e recursos humanos. O sistema integrado de gestão empresarial – sistema ERP – é uma tecnologia que permite modernizar, integrar e otimizar a gestão de operações e serviços. Planejamento de Recursos Empresariais ou planeamento de recurso corporativo é um sistema de informação que interliga todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. Até semana que vem! Obrigado pela presença!