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3
CONTRIBUIÇÃO DA LITERATURA INFANTIL
Acadêmicos¹
Tutor Externo²
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A literatura infantil proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutível. Unir o mundo real com imaginário faz com que as crianças se tornem mais criativas. A criança que escuta passa a interagir com a história, acrescentando detalhes, escolhe seus personagens favoritos, desenvolve sua identidade, ajuda a compreender melhor as relações em família, em sociedade, é capaz de comentar, indagar, duvidar ou discutir sobre ela, podendo realizar uma interação verbal, ajuda a trabalhar problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.
a prática da leitura literária não só possibilita às crianças uma alternativa de lazer e prazer, mas também torna o mundo e a vida mais compreensíveis para elas, além de permitir o desenvolvimento de habilidades de compreensão, interpretação e construção de sentido de textos. ( SOARES,s/d, p.13)
Ela se une aos personagens da história e consegue viver os enredos e sentir-se no ambiente em que os eventos narrados acontecem, ao mesmo tempo em que percebem que as histórias infantis acontecem no mundo do faz de conta e começam a manifestar seu senso crítico, despertando, nesse caminho, para uma aprendizagem mais lúdica e prazerosa. Existem dois fatores que contribuem para que a criança desperte o gosto pela leitura: curiosidade e exemplo. O livro deveria ter a importância de uma televisão dentro do lar, os pais deveriam ler mais para os filhos e para si próprios.
A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, com o surgimento dos Contos de Fadas, pelo escritor francês Charles Perrault, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico. A partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias. Segundo Piaget, até aproximadamente sete anos de idade, a criança pensa e vê o mundo do mesmo modo que desenha. Os educadores que ministram aulas para crianças até essa faixa etária podem ter familiaridade com essa afirmação. (BRUINI,1991)
 No Brasil o primeiro registro da literatura infantil foi em 1920 pelas mãos de José Monteiro Lobato, com a obra “A Menina Do Narizinho Arrebitado”, que se destacou por meio dos personagens por ele criados como: Emília, Narizinho, Dona Benta, do conto “O Sítio do Pica Pau Amarelo”
Com o surgimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 5692/71) houve um crescimento de escritores e editoras, expandindo as obras literárias destinadas aos leitores infantis.
É importante ressaltar que a literatura direcionada para o público infantil e adulto era exatamente igual em suas origens; não era levado em considerações a faixa etária ou as etapas da maturação psicológica. Segundo Zilberman(1987,p.13):
 a concepção de uma faixa etária diferenciada com interesses próprios e necessitando de uma formação específica, só acontece em meio à Idade Moderna. Esta mudança se deu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, estimulando assim, o afeto entre seus membros. 
Hoje a literatura infantil é bastante ampla e abrange diferentes gêneros literários que varia entre tradicionais e modernos. Está dividida da seguinte maneira: pré- leitor, leitor iniciante, o leitor em processo, o leitor fluente, o leitor crítico.
O pré leitor abrange duas fases: Primeira Infância e Segunda Infância.
Primeira Infância (dos 15/17 meses aos 3 anos). Nesta fase a criança começa a reconhecer as coisas que estão a sua volta através do contato afetivo e pelo tato; É importante que nessa fase um adulto estimule a leitura da criança colocando entre seus brinquedos, gravuras e ilustrações, permitindo assim que a criança sinta prazer e vontade de manuseá-los.
Segunda Infância (a partir dos2/3 anos), início da fase egocêntrica. É também onde a criança começa conhecer de forma mais intensa o mundo que está a sua volta e o da linguagem. Para esta fase é importante que seja trabalhado atividades lúdicas e os livros devem possuir muitas imagens, sem textos escritos, ou com textos pequenos, devem predominar as ilustrações.
O Leitor Iniciante (a partir dos 6/7 anos). Nesta fase a criança já conhece o alfabeto e as sílabas e começa o processo de aquisição da leitura. Está fase é de suma importância, por isso é necessário que a criança tenha um adulto que seja um agente estimulador da leitura, podendo ser os pais ou o professor.
	A literatura infantil é bastante rica, alguns exemplos são: Fábula: costumam ser histórias curtas. Contos: são narrativas compactas, onde os personagens geralmente estão envolvidos em um conflito que precisa ser resolvido logo. Crônica: muito parecido com os contos, as crônicas costumam tratar de fatos da vida cotidiana. Lendas e Mitos: a lenda pode ter diferentes versões, de acordo com o local onde ela é contada. Elas podem ser ótimas para o desenvolvimento cognitivo dos jovens, já que mexem com o imaginário popular. Já os mitos são uma derivação das lendas e são histórias com enorme potencial para estimular a imaginação e a criatividade das crianças, pois podem envolver seres mágicos e artefatos sobrenaturais. Romance: é um enredo bem extenso com vários conflitos e subtramas na mesma história, é comum encontrarmos a estrutura conhecida como jornada do herói.
	O hábito de leitura expandirá seus horizontes e sua forma ver e sentir o mundo, dando às crianças a oportunidade de imaginar um novo universo sem precisar sair de onde está. Toda boa obra carrega em si um lugar, uma cultura, uma história, uma época. Mais do que isso, as palavras podem fazer com que os pequenos tenham o sentimento de pertencimento de grupo, algo indispensável no desenvolvimento infantil, de autoestima.
	Abramovich (2005, p.17) muito bem tem ressaltado que:
Ler história para crianças, sempre, sempre ...É poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, coma ideia do contou ou com o jeito de escrever de um autor e, então, pode ser um pouco cúmplice desse momento de humor, de brincadeira, de divertimento... É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras ideias para solucionar questões(...)
É de suma importância para formação das crianças ouvir histórias, iniciasse o aprendizado para ser um futuro leitor. Ser um leitor é o início para a compreensão do mundo. Leiam histórias sempre que possível para nossas crianças. (Abramovich, 1993)
A instituição de ensino possui o papel de apresentação dos livros, realizando a mediação da compreensão e apreciação dessas obras da literatura na Educação Infantil. A principal função da escola nesse sentido é colocar as crianças em contato com esse tipo de “conteúdo”, o qual faz parte de todo currículo escolar e merece destaque, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Contar histórias, não é apenas o ato de ler em voz alta, é mais que isso, o professor precisa ter um conhecimento prévio sobre a história a ser lida, para que haja confiança no que for contado, criando um clima que envolva e que encante as crianças, respeitando os tempos das falas e o imaginário das crianças, sem pressa de acabar logo a história.
	A família é tão ou mais importante nessa caminhada, pois fica responsável por manter esse contato do aluno com a Literatura fora dos muros da escola, fazendo com que o hábito de leitura integre a vida pessoal dos pequenos leitores. É em momentos prazerosos no âmbito familiar que será construída uma relação afetiva e subjetiva da criança com os livros.
Para os Parâmetros Curriculares Nacionais da língua portuguesa:
A literatura infantil não é cópia do real, nem puro exercício da linguagem, tão pouco mera fantasia que se asilou dos sentidos do mundo e da história dos homens. Setomada como uma maneira particular de compor o conhecimento, é necessário reconhecer que sua relação com o real é indireta. Ou seja, o plano da realidade pode ser apropriado e transgredido pelo plano da realidade pode ser apropriado e transgredido pelo plano do imaginário como uma instância concretamente formulada pela mediação dos signos verbais ou mesmo não verbais conforme algumas manifestações da poesia contemporânea. ( BRASIL,1997,P.2)
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Figura 1- Momento de Leitura
A imagem retratada é um momento de leitura em uma sala da educação infantil, escolhemos essa imagem pois ela mostra o ideal para um momento de leitura, onde todos estão em roda, possibilitando assim ter contato visual com a professora e o livro sendo lido, há também a possibilidade de estar passando o livro de mão em mão para ver melhor as ilustrações. 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A literatura é de suma importância na formação do indivíduo, na construção do leitor e no desenvolvimento da aprendizagem durante a infância, desta forma, quanto mais cedo os livros de literatura infantil forem inseridos no cotidiano das crianças, maiores as chances de elas desenvolverem o gosto pela leitura. Ler literatura é, uma prática a ser aprendida e a escola deve encontrar meios para que esta prática se efetive. Neste sentido, o professor assume uma tarefa de suma importância, ele deve mediar o conhecimento através de atividades que aquecem no pequeno leitor o gosto pela leitura. A família também é importante nessa caminhada, pois fica responsável por manter esse contato da criança com a literatura fora dos muros da escola.
Podemos dizer que o contato com o texto literário contribui de forma única na formação do cidadão e na construção do leitor crítico e consciente.
O professor em sala aborda a literatura infantil com seus alunos para que se tornem na fase adulta apreciadores de leitura, no desenvolvimento prepara para diversidades da vida e se tornar um cidadão com mais confiança. Portanto, a literatura infantil e a cotação de histórias na Educação Infantil, deve ser uma prática rotineira das escolas, pois a valorização desta atividade interfere no desenvolvimento integral da criança, além de estimulá-la a conhecer e apaixonar-se pelo mundo da leitura. 
Como estudantes de pedagogia compreendemos que para as crianças o ato da leitura é fundamental para que ambas se apropriem da língua escrita, dentre muitos objetivos para sua formação. Hoje a dimensão da literatura infantil é maior e mais importante. Proporciona a criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutível, sem contar que no ambiente familiar o habito da leitura fortalece o helo da criança com seus pais, tornando-a no futuro um adulto mais seguro.
REFERÊNCIAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023. Informação e documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. Edit. Scipione 2° Ed. São Paulo 1991.
ALLIENDE, Felipe; CONDEMARÍN, Madel. A leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Trad. Ernani Rosa. Porto Alegre : Artmed,2005.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Diretrizes Curriculares Nacionais Para A Educação Infantil. Brasília,DF, 2010.
BRASIL. Constituição(1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado,1998.
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ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na escola. 10ª edição- São Paulo: Global, 1998.
1 Liliane Davies ; Juliana Bertulini; Emanuele Inês Voltolini; Natiele Cassia Batisti. Centro Universitário Leonardo da Vinci- UNIASSELVI- Pedagogia ( PED3187) – Prática Módulo III – 27/09/2020
2 Aline Djulei Monguilhott Machado. Mestre em Educação . Universidade Regional de Blumenau- FURB

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