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Teoria de Cesare Lombroso na Criminologia

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INSTITUIÇÃO: UNINASSAU / Blumenau
CURSO: Serviços Jurídicos e Notarias
DISCIPLINA: Legislação Penal Aplicada 
PROFESSOR: Felipe Anilton Gomes Barbosa e Camila Leite Gonçalves
TUTOR: Daniel Barros de Melo Santana
NOME DO ALUNO (A): Cláudia Barbosa Hafemann
 TEORIA DE CESARE LOMBROSO
O psiquiatra Cesare Lombroso foi o principal fundador da Escola Positiva e com Enrico Ferri e Raffaele Garofalo, foi responsável pelo pioneirismo da fase científica da criminologia no final do século XX. Ele se atenta ao estudo dos criminosos e os dota de características morfológicas, influenciando muitos estudiosos a realizar pesquisas mais aprofundadas sobre o coeficiente humano existente no comportamento criminoso. 
Lombroso descobriu por pesquisas que havia características físicas e psicológicas comuns entre essas pessoas e os cadáveres, o que o levou a pensar serem marcas do crime, usando métodos empírico-indutivos ou indutivos-experimentais, o positivismo criminal. Lombroso explicou o crime do ponto de vista científico através da análise dos fatos.
 Dessa forma, fundamenta-se no direito de punir, não como meio e finalidade de punir os criminosos, mas para manter a sociedade e, assim, combater a criminalidade. Embora a importância de Lombroso para a instituição da antropologia criminal seja inquestionável, outros pesquisadores conduziram tais estudos de humanos de maneira esparsa e menos profunda. 
Gall, em sua teoria “craniana”, estabeleceu a base das falhas e qualidades individuais (DRAPKIN, 1978, p. 22 – 23). Em conjunto, suas descobertas descobriram que certas tendências comportamentais humanas se originam em certas regiões do cérebro, com algumas tendências mais prevalentes do que outras. O psiquiatra da época, que fazia pesquisas em prisões e cuidava de presos, também pode ser considerado o antecessor de Lombroso. 
Felipe Pinel desmistifica a noção de um louco possuído pelo demônio, culpando-o por sua doença, e Esquirol no primeiro episódio relacionado à loucura a alguns destes. De acordo com esta atribuição, criminosos natos. Possuía uma série de estigmas comportamentais, psicológicos e sociais degenerados que o associam a comportamentos semelhantes de certos animais, plantas e tribos primitivas, selvagem (LOMBROSO, 2010, pp. 43 – 44). 
Ele liga o atavismo à loucura moral e à epilepsia, observando que criminosos natos que não conseguiram a evolução, como crianças ou loucos morais, ainda precisam abrir suas portas para o mundo dos valores. Quanto à aparência dos infratores, ele disse que os homens tinham mandíbulas grandes, rostos assimétricos, orelhas recortadas, homens sem barba e pele, olhos e cabelos escuros. 
Ele, portanto, vinculou essa figura criminosa identificada ao seu peso, tamanho do crânio, insensibilidade à dor, o observável na adoração de tatuagens do autor, falta de moralidade, ódio excessivo, vaidade excessiva, etc. No campo da política criminal, antes mesmo de cometer um crime, a proposta de isolar a pessoa do meio social serviria como meio de defesa social.
REFERÊNCIAS
PABLOS DE MOLINA, Antonio Garcia; GOMES, Luiz Flávio. Criminologia. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013.
DRAPKIN, Israel. Manual de Criminologia. São Paulo: José Bushatsky LTDA, 1978.
LOMBROSO, Cesare. O Homem Delinquente. Tradução: Sebastian José Roque. 1.  Reimpressão. São Paulo: Ícone, 2010.

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