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De acordo com o DSM – V o Transtorno Específico da Aprendizagem com prejuízo na Matemática (315.1- F81.2) envolve o ―Senso numérico, Memorização de fatos aritméticos, Precisão ou fluência de cálculo e Precisão no raciocínio matemático.‖ (2014, p.67). E acrescenta em nota que: “Discalculia é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades caracterizado por problemas no processamento de informações numéricas, aprendizagem de fatos aritméticos e realização de cálculos precisos ou fluentes. Se o termo discalculia for usado para especificar esse padrão particular de dificuldades matemáticas, é importante também especificar quaisquer dificuldades adicionais que estejam presentes, tais como dificuldades no raciocínio matemático ou na precisão na leitura de palavras.” (DSM-V, 2014, p. 67). Em 1968, Cohn utilizou o termo Discalculia do Desenvolvimento, afirmando que a origem precisa desse transtorno não poderia ser identificado, mas geralmente está relacionado à incapacidade da criança em relação a símbolos, em particular, a símbolos gráficos. Nessa época, verifica-se que de acordo com Cohn (1968), existia a dificuldade de reconhecer crianças com esse transtorno, pois o desenvolvimento e utilização do conceito de número era semelhante ao de uma criança normal, a única característica diferencial é que crianças com Discalculia necessitavam de mais tempo e energia para fazer um uso adequado dos números (COHN, 1968). Uma classificação apresentada nos estudos de Kosc (1974) engloba seis tipos de discalculia, são elas: · Discalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, os números, os termos e os símbolos; · Discalculia practognóstica: dificuldades para enumerar, comparar, manipular objetos reais ou em imagens; · Discalculia léxica: dificuldades na leitura de símbolos matemáticos; · Discalculia gráfica: dificuldades na escrita de símbolos matemáticos; · Discalculia ideognóstica: dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos; · Discalculia operacional: dificuldade na execução de operações e cálculos numéricos. Procedimentos de avaliação Na concepção de Bossa (2005), o diagnóstico psicopedagógico torna-se fundamental, pois propicia um olhar cuidadoso acerca da problemática da aprendizagem, objeto de estudo da psicopedagogia, no intento de compreender “por que e como” uma criança não aprende. Diante disso, Weiss (2005) aponta que: Somente uma boa avaliação psicopedagógica [...] de uma criança pode discernir e ponderar devidamente “o que” e “o quantum” é da criança, da escola, da família e da interação constante dos três vetores na construção das dificuldades de aprendizagem apontadas pela escola (WEISS, 2005, p. 180). Entre os critérios para o diagnóstico de TAM, García (1998) destaca que o rendimento é abaixo do esperado para a escolarização e para a capacidade intelectual do sujeito, em testespadronizados. As dificuldades apresentadas interferem, significativamente, nas aprendizagens escolares, refletindo em atividades cotidianas. A esse respeito, Haase et al. (2011) ressaltam que: “Para o diagnóstico de transtorno específico de aprendizagem (TEA), é necessá- rio que as dificuldades sejam crônicas, persistindo de uma série para a outra, de uma avaliação para a próxima [...] é necessário excluir deficiências intelectuais inespecíficas, dificuldades emocionais ou falta de experiência cultural e/ou de aprendizagem adequada. O critério comportamental se baseia no desempenho de algum teste específico e padronizado de rendimento escolar, como, por exemplo, o Teste de desempenho escolar – TDE” [...] (HAASE et al., 2011). Crianças com problemas de aprendizagem e atenção muitas vezes possuem mais de um distúrbio ao mesmo tempo. Além disso, os sinais de alguns transtornos podem se confundir com os sintomas de discalculia. O teste de discalculia deve ser feito como parte de uma avaliação completa. Dessa forma, qualquer outro problema de aprendizagem e atenção pode ser diagnosticado ou desconsiderado. REFERÊNCIAS: · http://periodicos.pucminas.br/index.php/abakos/article/viewFile/12021/12441 · http://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/11591/2/Discalculia_o_cerebro_e_as_habilidades_Matematicas.pdf · De acordo com o DSM – V o Transtorno Específico da Aprendizagem com prejuízo na Matemática (315.1 - F81.2) envolve o ―Senso num érico, Memorização de fatos aritméticos, Precisão ou fluência de cálculo e Precisão no raciocínio matemático. ? (2014, p.67 ). E acrescenta em nota que: “ Discalculia é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades caracterizado por problemas no processamento de informações numéricas, aprendizagem de fatos aritméticos e realização de cálculos precisos ou fl uentes. Se o termo discalculia for usado para especificar esse padrão particular de dificuldades matemáticas, é importante também especificar quaisquer dificuldades adicionais que estejam presentes, tais como dificuldades no raciocínio matemático ou na pre cisão na leitura de palavras. ” (DSM - V, 2014, p. 67). Em 1968, Cohn utilizou o termo Discalculia do Desenvolvimento, afirmando que a origem precisa desse transtorno não poderia ser identificado, mas geralmente está relacionado à incapacidade da criança em relação a símbolos, em particular, a símbolos gráficos. Nessa época, verifica - se que de acordo com Cohn (1968), existia a dificuldade de reconhecer crianças com esse transtorno, pois o desenvolvimento e utilização do conceito de número era semelhante ao de uma criança normal, a única característica diferencial é que crianças com Discalculia necessitavam de mais tempo e energia para fazer um uso adequado dos números (COHN, 1968) . Uma classificação apresentada nos estudos de Kosc (1974) engloba seis tipos de discalculia, são elas: · D iscalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, os números, os termos e os símbolos; · D iscalculia practognóstica: dificuldades para enumerar, comparar, manipular objetos reais ou em imagens; · D iscalculia léxica: dificuldades na leitura de símbolos matemáticos; · D iscalculia gráfica: dificuldades na escrita de símbolos matemáticos; · D iscalculia ideognóstica: dificuldades em fazer operações mentais e na compre ensão de conceitos matemáticos; · D iscalculia operacional: dificuldade na execução de operações e cálculos numéricos. Procedimentos de avaliação Na concepção de Bossa (2005), o diagnós tico psicopedagógico torna - se fundamental, pois propicia um olhar cuidadoso acerca da problemática da aprendizagem, objeto de estudo da psicopedagogia, no intento de compreender “por que e como” uma criança não aprende. Diante disso, Weiss (2005) aponta qu e: Somente uma boa avaliação psicopedagógica [...] de uma criança pode discernir e ponderar devidamente “o que” e “o quantum” é da criança, da escola, da família e da interação constante dos três vetores na construção das dificuldades de aprendizagem apont adas pela escola (WEISS, 2005, p. 180). Entre os critérios para o diagnóstico de TAM, García (1998) destaca que o rendimento é abaixo do esperado para a escolarização e para a capacidade intelectual do sujeito, em testes padronizados. As dificuldades apr esentadas interferem, significativamente, nas