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ADAPTAÇÃO FISIOLÓGICA DO RECÉM-NASCIDO AO NASCIMENTO Prof Andréia Graciéla O recém-nascido tem que fazer importantes adaptações na transição para a vida extrauterina; Para sobreviver independentemente da mãe, a criança tem que estabelecer, imediatamente, a ventilação pulmonar, isto é, respirar por si mesma; Esse evento é acompanhado de notáveis modificações circulatórias; A enfermeira(o) deve entender as adaptações fisiológicas do recém nascido, para poder reconhecer as situações de anormalidades. Respirar imediatamente e manter a respiração; Substituir o líquido pelo ar nos pulmões; Abrir a circulação pulmonar e fechar os desvios fetais; ADAPTAÇÕES FISIOLÓGICAS À VIDA EXTRAUTERINA Permitir o aumento do fluxo sanguíneo pulmonar e a redistribuição do débito cardíaco (volume sanguíneo); Proporcionar energia, para manter a temperatura corporal e dar suporte aos processos metabólicos; Eliminar os resíduos produzidos pela absorção de alimentos e pelos processos metabólicos; Desintoxicar as substâncias provenientes do ambiente; No útero, os pulmões do feto estão cheios de líquido; No nascimento, o líquido é substituído pelo ar; FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E CIRCULATÓRIA É um fosfolipídio, produzido pelos pulmões; Ele evita o colabamento pulmonar na expiração após o nascimento; Reduz a tensão superficial dos pulmões exigindo um menor esforço pra prosseguir e manter a respiração; SURFACTANTE Por volta da 35ª semana de gestação, as crianças, geralmente, têm surfactante suficiente para estabilizarem os alvéolos pulmonares e reduzirem a possibilidade de ocorrência de atelectasia; A primeira respiração da criança normal, a termo, ocorre nos primeiros segundos após o nascimento; ●Diversos estímulos enviam mensagens ao centro respiratório cerebral da criança; ●Estímulos sensoriais frio, o toque, o movimento, a luz e o som; ●O resfriamento e o pinçamento do cordão umbilical são estímulos potentes; ESTABELECIMENTO DA RESPIRAÇÃO Parto vaginal compressão torácica drenagem do líquido dos pulmões; A criança nascida por cesariana não sofre a compressão torácica seguida pela expansão, tendo um maior risco de sofrimento respiratório; ADAPTAÇÃO DOS PULMÕES CHEIOS DE LÍQUIDOS PARA PULMÕES CHEIOS DE AR Parte do líquido é absorvido pelos vasos linfáticos e o restante é removido pelos capilares pulmonares; Com a primeira respiração fica estabelecida a capacidade funcional residual (CFR); No nascimento, com o estabelecimento da respiração, a expansão dos pulmões e a eliminação do líquido, a circulação pulmonar é, imediatamente substituída por um sistema de baixa-resistência e alto fluxo. ESTABELECIMENTO DA CIRCULAÇÃO PULMONAR A frequência respiratória do recém-nascido é de 30 a 60 movimentos respiratórios por minuto; ●Caso o recém-nascido não receba oxigênio suficiente, ele é capaz de utilizar o glicogênio; ●Se o fluxo sanguíneo aos pulmões não aumenta rapidamente, problemas clínicos, geralmente, ocorrem exigindo, frequentemente, a reanimação; O resfriamento pode diminuir a oferta de oxigênio aos tecidos, causando a retenção de dióxido de carbono e a redução na troca gasosa; ●Além disso, se os ajustes da circulação pulmonar não se realizarem imediatamente após o nascimento, a circulação do tipo fetal persistirá, com o sangue sendo desviado dos pulmões, o que pode ser fatal; CIRCULAÇÃO FETAL CIRCULAÇÃO FETAL FORAME OVAL: é uma abertura entre os átrios direito e esquerdo do coração; A reversão do gradiente de pressão faz com que ele se feche; Ele encerra sua função, aproximadamente, 1 minuto após o nascimento. Porém, o fechamento anatômico ocorre em, aproximadamente 2 semanas; FECHAMENTO DAS ESTRUTURAS CIRCULATÓRIAS FETAIS DUCTO ARTERIAL: desvia o sangue da artéria pulmonar para a aorta, evitando os pulmões; ●Quando ocorre a dilatação das arteríolas pulmonares em resposta a necessidade de oxigênio dos pulmões e aumento do gás carbônico faz com que o ducto arterial se feche completamente; ●O encerramento da função ocorre em aproximadamente 15 horas, porém, o fechamento anatômico ocorre por volta da 3ª semana de vida; DUCTO VENOSO: é uma estrutura (desvio) que permite que a maior parte do sangue oxigenado desvie do fígado, entrando na veia cava inferior; O pinçamento do cordão, interrompe o fluxo sanguíneo através do ducto venoso, entrando então em constrição, fechando-se anatomicamente em, aproximadamente 2 semanas; É relativamente inativo; O líquido amniótico é engolido, o que proporciona uma fonte de água que pode ser reabsorvida para o uso do organismo; Se por qualquer motivo não ocorrer a absorção de água, ocasionará o desenvolvimento de excesso de líquido amniótico; FUNÇÃO GASTROINTESTINAL A primeira evacuação da criança, o mecônio, é uma combinação de secreções do trato intestinal, bile, bilirrubina não-conjugada e resíduos deglutidos do líquido amniótico; Se o feto entra em sofrimento ou hipóxia antes do nascimento, o esfíncter anal relaxa, liberando o mecônio. Se o mesmo for aspirado pelos pulmões do feto, pode constituir uma ameaça para suas vias aéreas, causando pneumonia ou a síndrome da aspiração de mecônio; No nascimento, o estômago tem uma musculatura deficiente distensão abdominal; Os esfíncteres: piloro e cárdia são fracos peristaltismo reverso; Devido a estes fatores, a criança tem a tendência de regurgitar ou ter pequenos vômitos, além de reter ar na parte superior do estômago; No nascimento, o estômago pode reter aproximadamente 20 ml ou menos de líquido; O peristaltismo é aumentado na porção inferior do intestino, causando evacuações frequentes; Ao nascer, a criança tem a maioria das enzimas necessárias para digerir proteínas e carboidratos simples; no entanto, a digestão das gorduras é mais difícil; No nascimento, o conteúdo do estômago e dos intestinos é estéril e tem pH neutro; Este pH inicial impede o crescimento da flora bacteriana normal no estômago e intestinos; Como a vitamina K depende da flora bacteriana para sua formação, os recém-nascidos, geralmente, são deficientes dessa vitamina; Os recém-nascidos têm as quatro sensações de paladar; Reagem aos odores; São capazes de sugar, engolir e respirar; A língua tem um movimento para cima e para baixo (reflexo de retrusão) e com 3 meses o movimento lateral é possível. No nascimento, os rins estão suficientemente maduros para excretar as substâncias residuais que fazem parte da filtragem glomerular; Os recém-nascidos podem perder até 10% de se peso durante os primeiros dias de vida; FUNÇÃO RENAL A quantidade de imunidade passiva, derivada da transferência placentária de anticorpos maternos, é um determinante crucial da capacidade de a criança responder ativamente contra microrganismos como as bactérias, os vírus e os fungos; FUNÇÃO IMUNOLÓGICA O recém-nascido obtém alguma imunidade passiva da mãe na forma de anticorpos imunoglobulínicos (IgM); Essa imunidade protege-o contra difteria, o tétano e a pólio por 3 a 5 meses; Como os anticorpos IgM não atravessam a placenta, a criança não tem proteção contra doenças infecciosas como a toxoplasmose, a rubéola, o citomegalovírus, o herpes simples e contra outras doenças como a sífilis; Esse grupo de infecções é, frequentemente chamado de infecções torch. A pele é delicada e poucas opsoninas; Durante a primeira semana de vida, o fígado tem suas funções prejudicadas pela deficiência de enzimas; A falta da enzima glicuronil transferase, o fígado fica impedido de converter a bilirrubina, de um composto lipossolúvel indireto para um composto hidrossolúvel direto, que pode ser excretado; FUNÇAO HEPÁTICA A icterícia fisiológica pode ser observada em muitos RNs por volta do 2° ou 3º dia de vida; ●A bilirrubina é tóxica, especialmente para o sistema nervoso central da criança; O fígado também não está completamente apto a regular a glicose sanguínea hipoglicemia; ●O fígado é seguidamente deficiente na produção de protrombina, que é dependente da produção de vitamina K; ●Umamedida preventiva contra a hemorragia é a administração de 1 mg de vitamina K IM em VL do RN ou administração da vitamina K à mãe antes do nascimento; Todos os neurônios do córtex cerebral estão presentes no nascimento; ●Todos os processos sensoriais estão mielinizados, mas os processos motores ainda não estão; ●O RN tem vários reflexos primários. Com a continuação da mielinização e o comando do córtex cerebral sobre o controle voluntário, os reflexos primários desaparecem; FUNÇÃO NEUROLÓGICA PRODUÇÃO E PERDA DE CALOR ●Após o nascimento o ambiente pode variar consideravelmente. Quando o RN é exposto ao frio é exigido calor adicional; ●O mecanismo fisiológico que aumenta a produção de calor é denominado termogênese, que inclui o aumento do metabolismo basal, a atividade muscular e a termogênese química chamada termogênese sem calafrio; A termogênese sem calafrio é um importante mecanismo de produção de calor típico do recém-nascido; ●Ela utiliza o estoque de tecido adiposo marrom (gordura marrom) que é a principal fonte de calor para o recém-nascido com resfriamento; METABOLISMO DA GORDURA MARROM O suprimento nervoso inicia a atividade metabólica; A hipóxia e algumas drogas podem impedir o metabolismo da gordura marrom da criança; As modificações no aumento do metabolismo basal da criança, em resposta ao aquecimento ou ao resfriamento do corpo, levam geralmente, de 12 a 14 horas; Uma queda de apenas 2º C na temperatura ambiente é suficiente para provocar o consumo dobrado de oxigênio no RN; METABOLISMO GERAL RESFRIAMENTO PREVENÇÃO DA PERDA DE CALOR A maior causa para a perda de calor, imediatamente após o nascimento, é a evaporação da água (líquido amniótico) da pele do recém-nascido; A evaporação é o efeito do frio originado da perda de umidade da pele; Em um período de 10 minutos, é possível que a temperatura da criança caia 2 a 3ºC. EVAPORAÇÃO A perda de calor por condução ocorre quando a criança tem contato direto com objetos frios; CONDUÇÃO A radiação (calor irradiado) ocorre quando a criança é colocada perto de uma superfície fria, como uma janela externa ou uma parede fria; RADIAÇÃO A perda de calor por convecção ocorre por um fluxo de ar. Ex: salas com ar condicionado; CONVECÇÃO RN a termo, pré-termo e pós-termo: Características e assistência de enfermagem Professora Irene Miranda Classificação do RN Classificação quanto a idade gestacional (IG): •Atermo–37 a 41 semanas e 06 dias de gestação. •Pré-termo(prematuro)–antes de completar 37 semanas(36sem e 6 dias) . •Pós –termo(pós datismo)–após as 42 semanas de gestação. Classificação quanto ao tamanho: -AIG–apropriado(adequado)para a idade gestacional -PIG–pequeno para a idade gestacional -GIG–grande para a idade gestacional Quanto a estatura: -Meninos–mais ou menos 50 cm -Meninas–mais ou menos 49 cm A estatura do RN varia de 47 a 52 cm Quanto ao peso: -muito baixo peso–peso menor que 1,499 g -baixo peso–peso menor que 2,500 g -alto peso–peso acima de 4,000 g O menino é normalmente mais pesado do que a menina MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS 37 a 41 sem; Peso:2.900g a 3.500g; Até o 10º dia perde de 5 a 10 % do peso de nascimento; Ganho de 30g por dia nos 3 primeiros meses; PC:34 a 35 cm; PT:+/-32 cm; PT< 2 cm que o PC; PA:1 a 2 cm < que o PT. RN a termo Aparelho respiratório: -FR 40 a 60 ipm; -Irregular; -Taquipneia fisiológica; -Respiração Abdominal. Aparelho circulatório: -FC 120 a 160 bpm; -Pulso apical; -Circulação periférica lenta; -Distúrbios circulatórios fisiológicos adaptativos. Características anátomo-fisiológicas Pouco tecido subcutâneo (pobre isolamento térmico); •Não produz calor por tremor, produz calor por consumo de Oxigênio e aumento do metabolismo; •Fonte adicional de calor GORDURA MARROM (TECIDO ADIPOSO MARROM-TAM),localizado entre a escápulas, ao redor do pescoço, nas axilas, atrás do esterno; Sistema Termorregulador CORDÃO UMBILICAL •Em poucos dias atrofia-se e escurece; •Por volta do 6º ao 10º dia o coto desprende-se do abdome. APARELHO DIGESTÓRIO •Pronto desde o nascimento; •Capacidade de 30 a 50 ml, musculatura pouco desenvolvida; •Digestão gástrica: 1h 45mim a 2h (leite materno) •FEZES: Mecônio: primeiras 24hrs; •FEZES DE TRANSIÇÃO: 2º ao 4º dia de vida; –NÚMERO DE ELIMINAÇÕES: Varia de 1 a 8 por dia ou pequenas após cada mamada. REGURGITAÇÃO •Conteúdo gástrico eliminado passivamente, s/ náusea e contratura da musculatura abdominal; •Expelido pequenas quantidades; SISTEMA GENITURINÁRIO •Maturação funcional dos rins: período variável de 6 a 18 meses; •ELIMINAÇÃO: de 30 a 60 ml nos 2 primeiros dias; •200 a 225 ml na primeira semana; •MICÇÕES: de 10 a 20vezes/dia, até controle de esfíncter. Sistema neurológico •MOVIMENTOS: incoordenados, irregulares, involuntários; •SONO: cerca de 19 h/dia; •REFLEXOS: -SUCÇÃO -PROCURA -PREENSÃO PALMAR E PLANTAR -DA MARCHA -BABINSKI -PALPEBRAL (CILIAR) -MORO( OU DO BRAÇO) •CHORO:VIGOROSO,LINGUAGEM QUE DEMONSTRA DESCONFORTO. RN nascido até 36 sem e 6 dias de gestação. CAUSAS DA PREMATURIDADE: •Toxemia gravídica; •Amniorrexe prematura; •Hemorragia antes do parto; •Traumatismos físicos e emocionais; •Gravidez múltipla; •Infecções agudas; •Gestante etilista ou tabagista; RN PRÉ-TERMO Situação socioeconômica precária; •Nutrição deficiente; •Ausência de pré natal; •Primiparidade jovem; •Trabalho difícil. Fatores favoráveis PESO: = ou < de 2500g; •ESTATURA: abaixo de 47cm; •Cabeça grande em relação ao corpo; CARACTERÍSTICAS ANATOMO-FISIOLÓGICAS •PELE: enrugada, fina, coloração vermelho escuro, quanto mais prematuro, mais escura é a pele; •GORDURA: Tecido subcutâneo escasso ou ausente; •LANUGEM: quanto mais prematuro mais lanugem no corpo, finos; •VÉRNIX CASEOSO: ausente ou em pequena quantidade MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS ROSTO: olhos salientes, face c/ aspecto senil; •Unhas frágeis; •Tônus muscular diminuído; •Reflexos de sucção e deglutição diminuídos; •Imaturidade fisiológica e dos órgãos e sistemas. •POSTURA: relaxada; •ORELHAS: cartilagem fina. •GENITAIS FEMININOS: Clitóris da RN é proeminente, grandes lábios mal desenvolvidos e mais abertos; •GENITAIS MASCULINOS: Bolsa escrotal não dependurada e subdesenvolvida, poucas rugas, os testículos podem estar nos canais inguinais; •Suscetível a infecções. •Centro respiratório imaturo, hipoventilação, episódios de apneia, por isso há crises de cianose. •Deficiência do sistema termorregulador, o que causa hipotermia ou hipertermia; •Deficiência renal, o que ocasiona edema, ou desidratação; •Imaturidade hepática que ocasiona icterícia acentuada e de longa duração e hipoglicemia; •Troca de todo volume hídrico em 24hrs; Particularidades Fragilidade vascular c/ tendência a hemorragia; •Suscetível a infecções; •Sono profundo; •Movimentos lentos; •Ossos do crânio e as costelas são macios. a)Estabelecimento e manutenção da respiração b)Aquecimento c)Aumento ponderal de peso. d)Isolamento e profilaxia das infecções SUPORTE DE BOA EVOLUÇÃO CUIDADOS DO RN EM INCUBADORA CUIDADOS DO RN EM INCUBADORA INCUBADORA: Aparelho utilizado para manutenção da Tª, oxigenação e umidificação, em meio limpo. •A umidade é garantida através de um reservatório de água, que deve ser limpo a cada 24hs. •Há incubadoras c/ controle de Tª manual e automática, a manual é mais segura. •Necessário manter o RN só de fralda. •É importante adaptar a Tª da incubadora ao peso do RN: PESO AO NASCER(Kg) Tª DO AMBIENTE 1,000 a 1,500 1,500 a 2,000 2,000 a 2,500 >2,500 34-35ºC 32-34ºC 30-32ºC 28-30ºC •Possui cobertura transparente para facilitar a visualização. •Possui duas janelas laterais por onde é feito os cuidados s/ a necessidade de exposição, e para o contato c/ os pais. •Possui válvula de entrada de O2; •Depósito de água destilada para umidificação; •Termômetro e outros dispositivos para controle da Tª; CARACTERÍSTICAS Desinfecção diária c/ água e sabão, nunca álcool; •Regulara Tª adequada c/ o peso; •Manter o RN nú; •Manter vigilância constante; •Lavar as mãos antes e depois de cada manipulação; •Manter técnica asséptica em todos os procedimentos; •Utilizar avental individualizado para cada RN; CUIDADOS Circulação de pessoal limitada; •Controlar o peso como rotina; •Fazer aspiração gástrica antes de iniciar a alimentação, para retirar o conteúdo gástrico; •Verificar e fazer o curativo do coto umbilical diariamente; •Observar batimentos cardíacos, frequência respiratória, eliminação, coloração da pele e anotar; •Realizar limpeza das narinas e olhos c/ soro fisiológico; •Evitar excesso de manuseio c/ o prematuro. Gestação acima de 42 sem; •Causa desconhecida; •Função placentária insuficiente para boa troca de O2 e nutrientes; •Aumento da mortalidade intrauterina, devido ao sofrimento respiratório após aspiração de líquido amniótico c/ mecônio; RN PÓS TERMO •Apresenta comprimento e circunferência da cabeça adequados, mas tem aparência de mal nutrido; •Sinais de desidratação; •Pele macerada(aspecto de pergaminho) e descamativa (“velha”), seca, rachada; •Teve queima de gordura subcutânea o que lhe dá a aparência de delgado e alongado, e apresenta hipotermia; CARACTERÍSTICAS •Está de olhos abertos e alerta; •Pouca ou nenhuma quantidade de vérnix ; •Quando em sofrimento fetal elimina mecônio, o que deixa o pouco vérnix esverdeado •Oligodrâmnio; •Tamanho grande do feto: parto cesariana; •Susceptível a hipoglicemia; •Ausência de lanugem; •Unhas longas; •Pelos abundantes no couro cabeludo. Neonato PIG; •Retardo no crescimento intra útero, onde o desenvolvimento e a maturação do feto estão retardados ou comprometidos; RN DE BAIXO PESO -Condições materna: toxemia gravídica, doença renal, diabetes. -Anormalidade fetal e placentária: Inserção atípica do cordão, artéria umbilical única e trombose vascular umbilical; -Insuficiência placentária: funcionamento inadequado ou impróprio da placenta, levando a comprometimento do ambiente intra uterino. CAUSAS: •Uso de heroína, cocaína e metadona pela gestante reduz significamente o peso, o comprimento e o perímetro cefálico do neonato. •Consumo materno de álcool pode causar síndrome alcoólico fetal(ocasiona retardamento mental, redução do peso e comprimento ) EXPOSIÇÃO A ÁLCOOL E DROGAS •Anóxia e aspiração de mecônio por sofrer insuficiência placentária, corre o risco de anóxia durante o parto. •Variação no tamanho dos órgãos em relação ao peso corporal, o neonato PIG tem o cérebro e o coração maiores que os do neonato prematuro ,porém as glândulas supra renais menores, bem como o fígado, baço. PROBLEMAS PERINATAIS: •Problemas de desenvolvimento •Problemas imunológicos •Problemas neurológicos PROBLEMAS A LONGO PRAZO Reflexos Neonatais Reflexo de sucção: fazendo-se um estímulo, oferecendo a mama da mãe ou colocando a mão do bebê na boca, o mesmo deverá sugá-la. Reflexo de procura: ou dos quatro pontos cardeais: faz-se estímulos nos quatro cantos da boca e ele procurará o local do estímulo. Reflexos Neonatais Reflexo de preensão palmar e plantar: Coloca-se um objeto cilíndrico (dedo) para que ele segure com os dedos ou pelo menos flexione-os. Reflexo de marcha ou deambulação: Eleva-se o bebê pelo tronco e faz-se com que ele roce os pés em uma superfície, ele deverá elevar as pernas como se estivesse caminhando. Reflexos Neonatais Reflexo de Moro ou do abraço: Deixa-se o recém-nascido em decúbito dorsal, segure-o pelas mãos elevando seu tórax até aproximadamente 3 cm da superfície e solte suas mãos lentamente. Ele deverá responder abrindo os braços (simulando um abraço), podendo ser acompanhado de choro. Reflexo de Babinski: Faz-se um estímulo na região lateral externa do pé, no sentido do calcanhar para os dedos, ele deverá responder com extensão dos dedos. Reflexos Neonatais Reflexo Palpebral(ciliar): toca-se os cílios ou pálpebra com o dedo, ele tenderá a fechar os olhos com bastante firmeza. Choro é vigoroso. Linguagem para informar insatisfação como : fome, sede, fralda molhada, posição prolongada ou desconfortável, excesso de agasalho, frio, cólicas, excesso de luz ou som. Reflexos Neonatais Apgar A Escala ou Índice de Apgar consiste na avaliação de 5 sinais objetivos do recém-nascido no primeiro e no quinto minutos após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2, sendo utilizado para avaliar as condições dos recém-nascidos. Os sinais avaliados são: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. O somatório da pontuação (no mínimo zero e no máximo dez) resultará no Índice de Apgar e o recém-nascido será classificado como sem asfixia (Apgar 8 a 10), com asfixia leve (Apgar 5 a 7),com asfixia moderada (Apgar 3 a 4) e com asfixia grave: Apgar 0 a 2. No momento do nascimento, este índice é útil como parâmetro para avaliar as condições do recém-nascido e orientar nas medidas a serem tomadas quando necessárias. As notas obtidas nos primeiro e quinto minutos são registradas no “Cartão da Criança” e permitem identificar posteriormente as condições de nascimento desta criança (se ela nasceu sem asfixia ou com asfixia leve, moderada ou grave). Quando o bebê nasce, inicia a contagem do tempo e avalia o índice de APGAR no primeiro e no quinto minutos de vida da criança. O exame do crânio permite observar alguns pontos de referência: Fontanelas e Suturas; As suturas, examinadas com as pontas dos dedos, são irregulares, reconhecendo-se habitualmente as que separam os ossos frontais dos parietais por um lado, e os occipitais dos parietais por outro. A CABEÇA AS FONTANELAS São espaços livres entre as suturas: A Fontanela Anterior, levemente losangular, de grande eixo sagital, chamada bregmática; Tem seu eixo maior medindo 1 cm ao nascimento, aumentando nos dois a três meses seguintes devido ao cavalgamento ósseo ocorrido nos primeiros dias. Diminui, a seguir, progressivamente até fechar, primeiro cartilaginosa, depois ossificada, antes do 18º mês de vida, caso contrário, deve-se pensar em dois diagnóstico: Raquitismo; Hidrocefalia. AS FONTANELAS A Fontanela apresenta-se geralmente pulsátil, acompanhando o ritmo cardíaco. Flexível, torna-se abaulada ao choro. O exame sistemático do bebê inclui a palpação das fontanelas: Deprimida, pode indicar desidratação; Abaulada ou tensa, sem que o bebê esteja chorando, meningite ou hipertensão intracraniana, líquido se acumula na cavidade do crânio. OBS: Nos dois casos a fontanela perde a principal característica a de ser pulsátil. FONTANELAS A Fontanela Posterior, triangular, é chamada lambdóide. Apresenta-se habitualmente fechada ao nascimento e sempre antes do 2º mês. Fontanela Posterior (LAMBDÓIDE) (bregmática) Ao nascimento a pele encontra-se recoberta pela vérnix caseoso, material gorduroso esbranquiçado proteger e lubrificar a pele do feto na vida intrauterina, que logo desaparece. Os ombros e a face dorsal dos membros apresentam-se recobertos por leve penugem que cai ao final da primeira semana; Desde as primeiras horas de vida a pele apresenta intensa coloração avermelhada, que só dará lugar á tez definitiva no final da primeira semana. A PELE E SUAS ALTERAÇÕES Pequenas dilatações capilares : Na pálpebra superior e raiz do nariz coexistindo com placas idênticas na nuca e raiz dos cabelos, tais sinais faciais constituem o “nevus flammeus”, que desaparece entre o 12º e o 18º mês. 88 A PELE E SUAS ALTERAÇÕES Mancha mongólica: Zona azulada na região sacra, de forma irregular e coloração geralmente uniforme. Atenua-se com o passar dos anos; Hipercoloração dos órgãos genitais externos: Mais acentuada no saco escrotal do que no pênis. Tal pigmentação persiste, muitas vezes, na idade adulta. A PELE E SUAS ALTERAÇÕES CORDÃO UMBILICAL É um anexo exclusivo dos mamíferos que permite a comunicação entre o embrião e a placenta. É um longocordão constituído por duas artérias e uma veia além de um material gelatinoso. O cordão umbilical pode chegar a 60 cm de comprimento, o que varia de acordo com cada organismo, se for pequeno demais pode dificultar o parto normal e se for grande demais pode enrolar no corpo do bebê podendo provocar asfixia e enforcamento. CORDÃO UMBILICAL Possui duas artérias e uma veia que levam substâncias que nutrem o organismo do bebê e ainda garantem sua respiração. veia umbilical transporta sangue rico em oxigênio proveniente da placenta e as artérias carregam sangue pobre em oxigênio. Então já que os pulmões do feto não estão em funcionamento, a placenta é que fica responsável em fazer o papel deles CORDÃO UMBILICAL O sangue presente no cordão umbilical possui a mesma potencialidade do sangue encontrado na medula óssea, pois é rico em células-tronco maduras que são eficazes no tratamento de doenças como leucemia. CORDÃO UMBILICAL/Células Tronco OBS. A constatação da presença de uma só artéria impõe a urografia intravenosa, em geral aos seis meses, para pesquisar uma malformação urológica, sendo mais frequente uma agenesia renal unilateral. CORDÃO UMBILICAL Atendimento ao RN em sala de parto Professora Irene Miranda Ligar previamente o berço aquecido, que deverá estar limpo e forrado com lençol limpo; Pré aquecer os campos esterilizados no qual o RN será envolvido; Estar paramentado conforme rotina, sendo indispensável o uso de luvas estéreis para a manipulação do RN; Anotar o horário correto do nascimento; Aspirar as VAS (com sonda apropriada), iniciando pela boca e depois as narinas, sem esquecer da técnica adequada para evitar lesões; Fornecer oxigênio úmido, através de máscara própria para o rosto do RN, abrangendo nariz e boca sem ultrapassar o contorno da face; Realizar CREDEIZAÇÃO: instilar 1 gota em cada olho de NITRATO DE PRATA 1%, para prevenção de gonorreia (infecção gonocócica); Prevenir hemorragia administrando VITAMINA K 1mg IM VL, nunca em glúteo por não se saber a localização correta do nervo ciático; Retirar a pinça do coto umbilical substituindo por CORD CLAMP, deixando apenas 2cm de comprimento, observando a inexistência de sangramentos; Verificar o sexo da criança, informando a mãe de forma clara e precisa; Realizar a identificação do RN através da IMPRESSÃO PLANTAR e DIGITAIS DA MÃE; colocar 2 pulseiras no RN (MS e MI) e 1 pulseira na mãe, ambas preenchidas igualmente!!! Manter o RN aquecido; Colher amostra de sangue da mãe e do RN (pelo cordão umbilical); Observar presença de más formações aparentes; Realizar as MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS; Apresentar o RN a mãe o mais rápido possível; Encaminhar o RN ao berçário com os papéis de rotina devidamente preenchidos; Observar o APGAR do RN. IMPRESSÃO PLANTAR MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS Envolver a circunferência a ser verificada com delicadeza: Cabeça; Tórax; Abdome. MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS OFERTA DE O² INCOMPATIBILIDADE RH (ISOIMUNIZAÇÃO) O agente Rh é uma proteína sanguínea que pode ou não estar presente no sangue humano. No primeiro caso, diz-se que a pessoa possui Rh (Rh positivo); no outro, Rh – (Rh negativo). Eritroblastose fetal é uma doença hemolítica causada pela incompatibilidade do sistema Rh do sangue materno e fetal. Ela se manifesta, quando há incompatibilidade sanguínea referente ao Rh entre mãe e feto, ou seja, quando o fator Rh da mãe é negativo e o do feto, positivo. Quando isso acontece, durante a gestação, a mulher produz anticorpos anti-Rh para tentar destruir o agente Rh do feto, considerado “intruso”. Uma vez produzidos, esses anticorpos permanecem na circulação da mãe. Caso ela volte a engravidar de um bebê com Rh positivo, os anticorpos produzidos na gravidez anterior destroem as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) do feto. Para compensar essa perda, são fabricadas mais hemácias, que chegam imaturas ao sangue e recebem o nome de eritroblastos. O primeiro filho, portanto, apresenta menos risco de desenvolver a doença do que os seguintes, porque a mãe Rh- ainda não foi sensibilizada pelos anticorpos anti-Rh. No entanto, na falta de tratamento, esses anticorpos produzidos na primeira gestação podem destruir as hemácias do sangue dos próximos fetos Rh . A doença hemolítica por incompatibilidade de Rh varia de leve à grave. Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, icterícia, anemia graves e morte durante a gestação ou após o parto. Recém-nascido portador da enfermidade tem uma cor amarelada, porque a hemoglobina das hemácias destruídas é convertida em bilirrubina pelo fígado e seu acúmulo provoca um quadro de icterícia na criança. SINTOMAS A pesquisa de anticorpos anti-Rh por meio do teste de Coombs indireto é o principal exame a ser realizado durante o pré-natal de mãe com Rh negativo cujo parceiro é Rh positivo, ou que tenha recebido uma transfusão de sangue inadequado. Esse exame deve ser repetido mensalmente para verificar a existência de anticorpos anti-Rh. DIAGNÓSTICO Em caso positivo, a mulher precisa tomar uma dose de 300 mg de gamaglobulina anti-Rh, um concentrado de anticorpos que combate os antígenos Rh. A aplicação deve ser feita por via intramuscular até 72 horas do parto do primeiro filho, após aborto espontâneo ou induzido ou gravidez ectópica. Como os anticorpos da imunoglobulina destroem as células Rh positivas do feto, a mãe não produzirá anticorpos anti-Rh. Desse modo, na gestação seguinte, o feto não desenvolverá ERITROBLASTOSE. Administrar outra dose de imunoglobulina na 28ª semana de gestação pode representar uma medida adicional de segurança. A prevenção é o melhor tratamento para a doença hemolítica por incompatibilidade de RH e deve começar antes mesmo de a mulher engravidar. No entanto, se o bebê nascer com a doença, a primeira medida terapêutica é substituir seu sangue por meio de transfusão de sangue negativo, que não será destruído pelos anticorpos anti-Rh da mãe que passaram ao filho através da placenta. Como vivem cerca de três meses, as hemácias transferidas serão substituídas aos poucos pelas do bebê cujo fator Rh é positivo. Quando isso ocorrer por completo, não haverá mais anticorpos anti-Rh da mãe na circulação do filho. TRATAMENTO Exsanguíneo transfusão completa (corrigir a anemia, remover anticorpos, glóbulos vermelhos sensibilizados e bilirrubina indireta); Fototerapia coadjuvante; Monitorização rigorosa do hematócrito e do nível plasmático de bilirrubina. TRATAMENTO * Toda mulher deve saber qual seu fator Rh e o do seu parceiro antes de engravidar; Tão logo seja confirmada a gravidez, mulher Rh negativo com parceiro Rh positivo deve realizar o exame de Coombs indireto para detectar a presença de anticorpos anti-Rh no sangue; * Após 72 horas do parto do primeiro filho, nos casos de incompatibilidade sanguínea por fator RH, a mulher deve tomar gamaglobulina injetável para que os anticorpos anti-Rh sejam destruídos. * Desse modo, os anticorpos presentes em seu sangue não destruirão o sangue do próximo filho. RECOMENDAÇÕES