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Afecções Orificiais
Anatomia da região orificial
Canal anal: Inervação somática
sensitiva (dor)
Linha pectínea (denteada):
Transição de epitélio pele-mucosa
Reto: Inervação visceral
Sinais e sintomas
Alteração do ritmo intestinal
- Obstipação
- Diarréia
● Frequência (Número de evacuações)
● Tempo de manifestações
● Fatores que influenciam essa alteração.
Há também a alteração entre o formato das fezes, de acordo com a dimensão e o
calibre, podendo apresentar fezes em lápis ou fezes em fita. Esses sinais
supracitados podem sugerir neoplasias de ânus, canal anal e reto.
Sinais e sintomas de acordo com o tipo de fezes
Sangue nas fezes
Tipo de fezes
- Melena (sangue digerido)
- Enterorragia (sangue vivo)
- Hematoquezia (Sangue vivo ou
coágulos misturados com fezes)
Intensidade: Pequena, média, profusa
- Hemodinamicamente estável (baixa e
média intensidade)
- Hemodinamicamente instável
Relação com as evacuações ( durante e após)
Material fecal
- Laivos ao seu redor ( fios - fibras)
- Gotejamento
- Sangue misturado com fezes com papel
quando limpa
Associação com outras manifestações clínicas
- Dor
- Prolapso retal - O reto vai para fora
Muco nas fezes
Quantidades variáveis:
- Doença inflamatória intestinal;
- Retites
- Tumores vilosos ou grandes pólipos de reto
- Hemorragias volumosas
Saída de material purulento pelo ânus ou por orifício perianal
- Quantidade variável;
- Associado ou não com dor local
- Fístulas perianais - Comunicação entre o períneo e o reto
- Doenças infecciosas anorretais
Dor e ardor
- No momento da evacuação;
- Ardor persistente pós evacuação
- Contínua ( Trombo hemorroidário ou abscesso)
- Prurido - Oxiuríase
Puxo
- Sensação de evacuação incompleta
Tenesmo
Quando acompanhada por dor
- Reto comprometido por tumor, processo inflamatório
ou estenose (fechamento)
Prolapso
- Exteriorização de mucosa retal pelo ânus
- Redução digital ou espontânea
Procidência
- Exteriorização de todas as camadas do reto
Incontinência anal
Perda involuntária de gases e fezes, pode ocorrer mais em paciente mais idosos com
fistulectomias prévias ou com episiotomias, ou também quando expostos a trauma
do mecanismo esfincteriano.
Alterações locais
● Lesões de pele
● Verrugas
● Fissuras
● Ulcerações
Além das manifestações locais, existem outros tipos, de cunho
sistêmico, tais como:
● Anorexia
● Perda de peso
● Febre
Que podem ser causadas por algum fator patológico, tais como:
● Neoplasia
● Doença inflamatória intestinal
● Doenças infecciosas no geral
antecedentes
Pessoais
- Hábitos ( dieta, exercícios físicos)
Familiares
- Componentes familiares
- Se existe alguma doença em comum na família ( Polipose adenomatosa
familiar, câncer colorretal hereditária não polipose ou doença de Crohn)
EXAME FÍSICO PROCTOLÓGICO
- Antes de realizar o exame, deve-se explicar o procedimento ao paciente,
falando o que será feito e como será feito para não haver surpresas no
manuseio do exame.
Vale lembrar que devem ser usadas luvas descartáveis
Etapas do processo:
- Inspeção (estática e dinâmica)
- Palpação externa
- Toque retal
- Anuscopia ( estática e dinâmica) -
Lembrar de endoscopia
Posicionamento para o exame físico proctológico
- Decúbito lateral esquerdo com
flexão de MID - Posição de Sims
- Decúbito lateral com flexão de MMII
- Decúbito dorsal com elevação dos
MMII
- Posição genupeitoral
- Posição litotomia
- Posição ortostática com corpo
inclinado para frente apoiado em mesa
Inspeção estática
- Visualizar alterações da pele perianal
- Plicomas
- Elevação e suas características ( trombo, abscesso e tumor)
- Orifícios fistulosos
- Fissura anal
- Prolapso da mucosa anal
- Formato da fenda anal
É importante olhar a tonicidade anal, checando a função do esfincter anal. Dessa maneira,
olhar como se comporta a tonicidade em repouso e em contração (movimento)
Inspeção dinâmica
Ao avaliar a dinâmica do paciente, é importante solicitar que o paciente realize o esforço
evacuatório, para assim avaliar se há alguma exteriorização ( prolapso, por exemplo)
Palpação externa
Na palpação deve-se identificar se há área dolorosa, flutuação e endurecimento
Toque retal
Para iniciar o exame, o profissional deve estar
devidamente paramentado e assim:
1. Colocar as luvas descartáveis
2. Posicionar o dedo indicador
3. Lubrificar o dedo enluvado ( xilocaína gel/
vaselina)
4. Informar ao paciente que vai iniciar
5. Pedir ao paciente que faça força
6. Fazer a palpação e procurar lesões - Girando o
dedo no sentido horário e anti horário.
Ao introduzir o dedo e fazer a avaliação é importante sentir a tonicidade do esfincter
anal:
- Normotônico
- Hipertônico (ansiedade, inflamação ou fibrose)
- Hipotônico (Doenças neurológicas, lesão raquimedular ou lesão de esfíncteres)
Além da tonicidade, se possível, avaliar a presença de fezes e como é a sua consistência.
Ao retirar a luva, deve-se limpar o paciente ou dar papel para que o paciente se limpe. Vale
lembrar que a todo momento devem ser analisados os materiais nos quais estão
trabalhando.
Anuscopia e Retossigmoidoscopia
Esses exames são importantes para avaliar a dinâmica e estática dos pacientes, além de
analisar alterações na mucosa, realização de biópsias, coleta de materiais para cultura e
alguns procedimentos terapêuticos. O reto é mais usado para quando houver a necessidade
de visualizar o intestino grosso distal.
Afecções Orificiais e perianais
Pli���� Ana�
Excesso de pele na margem anal. É muito comum acontecer e a maioria
dos pacientes são assintomáticos e nem sabem que tem.
Hem���óid��: In�e�n� � e���r��
Para iniciarmos o estudo das hemorróidas, vamos entender
qual a definição dessa doença: é uma doença que faz com
que as veias ao redor do ânus ou reto inflamem e dilatem
causando dor e sangramento.
Ex�e�n�
Veias hemorroidárias dilatadas abaixo da linha pectínea e
são recobertas por pele, são raramente sintomáticas e a trombose pode causar dor
localizada aguda, justamente pela formação do trombo local. Os pacientes que tem,
reclamam de dor ao sentar ou ao defecar.
In�e�n�
Há dilatação do plexo hemorroidário acima da linha pectínea, normalmente não são
palpáveis.
Os pacientes podem sangrar vermelho-vivo ( especialmente na defecação)
Podem prolapsar através do canal anal ( massa avermelhada úmida, como nas
imagens do prolapso)
Prolapso retal
Quando a mucosa retal projeta-se através do ânus com
esforço de defecação.
Procidência
Prolapso de toda a parede retal
Fissura Anal
- Ulceração do canal anal
- Em geral, acontece na região posterior da linha
média
- Pode ter plicoma sentinela
- Geralmente é acompanhada de muita dor relatada pelos pacientes. Os
pacientes percebem sangue ao limpar com papel.
- Exame doloroso
Abscesso perianal - Sintomas de inflamação severa
- Massa avermelhada redundantes
- Coleção purulenta
- Febre
- Calafrios
- Dor na região anal
- Calor local
Fístula anorretal
- Trajeto ou canal inflamatório
- Uma extremidade no ânus ou reto que se liga a
outra extremidade, na superfície cutânea ou em
outra víscera.
- Habitualmente precedida por abscesso.
Síndrome de Fournier
- É uma infecção muito grave na região perineal
- Pode ser causada pela E. Coli
- Odor fétido
- Comum em obesos e diabéticos
Pólipos retais
- Comuns e tem dimensões e números
variáveis
- Pedunculados(haste) ou sésseis ( superfície
da mucosa)
- Podem ser moles, estes que são difíceis de
serem achados na palpação
- Pode sangue nas fezes
Condilomas perianais
- Pode ser causados por HPV
- ISTs
- Lesões verrucosas
- Prurido leve
Câncer de ânus
- Massa com bordos irregulares
- Consistência firme e com sangramentos
Câncer de reto
- Massa com bordos irregulares
- Consistência firme
Prateleira retal
Metástase peritoneal disseminadas na área da
reflexão peritoneal. Apresenta consistência firme e
endurecida.
Cisto e Fístula pilonidal
É COMUM!
Abertura do trajeto fistuloso, apresentado
como um pequeno tufo de cabelo com halo de
eritema ao redor. Podem ser apresentados de
maneira:
● Assintomáticos
●Drenagem de secreção
● Formação de abscesso
● Fístulas secundárias

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