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FORMAS FARMACÊUTICAS
FORMAS FARMACÊUTICAS
A forma farmacêutica é o estado final que assumem as substâncias ativas depois de serem submetidas às manipulações farmacêuticas necessárias, a fim de facilitar a sua administração e obter o efeito terapêutico desejado.
As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos à pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais, e para permitir seu melhor aproveitamento.
Além disso, a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada. 
As diversas formas farmacêuticas existentes são planejadas para:
Facilitar a administração da medicação;
Garantir a precisão da dose;
Proteger a substância durante o seu percurso pelo organismo;
Garantir a presença do princípio ativo no local de ação;
Facilitar a ingestão da substância ativa e proteger o medicamento de condições que poderiam alterá-lo.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
A via de administração é a maneira como o medicamento entra em contato com o organismo, ou seja, é sua porta de entrada; 
Cada via é indicada para uma situação específica; 
Cada uma apresenta vantagens e desvantagens.
 
FORMAS FARMACÊUTICAS
SUPOSITÓRIOS, ÓVULOS E AEROSSÓIS
SUPOSITÓRIOS
SUPOSITÓRIOS
Supositórios são formas farmacêuticas sólidas, ou sólido-plásticas, de diferentes formatos e tamanhos, e, destinadas à administração pela via retal, vaginal ou uretral.
Possuem consistência firme, e forma cônica ou ogival.
Eles contêm um ou mais princípios ativos dissolvidos numa base adequada. Em geral, fundem-se, amolecem ou dissolvem-se à temperatura corporal, liberando o Princípio Ativo.
As suas formas, volume e consistência são adaptados à administração em suas respectivas cavidades corpóreas.
São administrados em doses unitárias.
SUPOSITÓRIOS
Os supositórios oferecem uma alternativa como veículo para administração de fármacos de uso sistêmico para pacientes que não podem ingerí-los por via oral, tais como pacientes pediátricos, pacientes inconscientes ou sujeitos a vômito.
Os supositórios também são uma opção para administração de alguns fármacos que são ineficazes quando administrados por via oral porque são extensivamente metabolizados pela primeira passagem hepática ou que podem ser afetados pela ação dos sucos digestivos.
A via retal pode ser ainda uma opção para a administração de fármacos com características organolépticas desagradáveis.
ABSORÇÃO DOS SUPOSITÓRIOS
A absorção dependerá de vários fatores, tais como as características físico-químicas do fármaco. Exemplos:
 Solubilidade;
Coeficiente de partição;
 pH;
Tamanho de partícula;
Peso molecular;
Afinidade com a base excipiente;
Da sua concentração;
Das características físico-químicas da base e adjuvantes;
Da idade do paciente; 
Da velocidade de absorção.
TIPOS DE SUPOSITÓRIOS
Supositórios retais;
Óvulos ou supositórios vaginais;
Supositórios uretrais ou velas uretrais.
MECANISMOS DE AÇÕES DOS SUPOSITÓRIOS 
Os supositórios podem ter ação local ou sistêmica. 
Após inserido, a base se funde, amolece ou dissolve, distribuindo a substância ativa nos tecidos locais. Esse fármaco pode permanecer retido na cavidade e exercer um efeito local ou pode ser absorvido e desenvolver uma ação sistêmica.
 Ação local 
Para ação local são utilizados em casos de dor, constipação, irritação, coceira e inflamação.
 Ação sistêmica 
Para ação sistêmica são utilizados em casos de pacientes com vômitos e que não engolem o medicamento, ou mesmo para cortar o vômito, e para medicamentos que se degradam no líquido ácido do estômago.
CONTRAINDICAÇÕES
 
Os supositórios são contraindicados para pacientes com:
Apendicite;
Hemorragia retal com causa não identificada;
Obstrução intestinal;
Pacientes no pós operatório da área retal;
Alérgicos a glicerina (no caso do supositório ser de glicerina);
Indivíduos desidratados;
Insuficientes renais;
Insuficientes cardíacos.
PROCESSO DE PREPARAÇÃO
São produzidos por três métodos: 
1. Moldagem
2. Compressão
3. Rolamento e moldagem manual
Os dois principais processos de preparo de supositórios são a solidificação e a compressão.
Processo de solidificação: neste processo o excipiente (a massa base) é fundido, aditivado com os ingredientes da formulação e vertido em moldes apropriados, previamente untados com vaselina líquida ou óleo mineral (para moldes de metal). A utilização de moldes-embalagens (moldes dispensáveis) dispensa a lubrificação prévia.
Processo de compressão: consiste em fazer passar a massa através de orifícios apropriados de uma máquina. Este processo é realizado a frio em processos industriais.
FÓRMULA FARMACÊUTICA (COMPOSIÇÃO)
Composição básica de um supositório:
Princípio ativo. 
Agente suspensor: empregado quando o fármaco não é solúvel na base. Seu uso neste caso é necessário para que não haja sedimentação do fármaco na base do supositório durante o processo de solidificação, enquanto a base ainda se encontra fluida. A sílica gel micronizada (ex: AEROSIL 200) pode ser utilizada como agente suspensor na concentração usual de 1%.
Base excipiente (massa): a base para supositório deve ser estável, bem tolerada pela mucosa (não irritante), quimicamente e fisiologicamente inerte e compatível com uma variedade de fármacos.
Antioxidantes: seu uso era opcional em preparações extemporâneas.
Acondicionamento
Moldes embalagens (moldes dispensáveis):
Papel alumínio:
Sachês de alumínio:
•Os supositórios devem ser protegidos do calor, preferencialmente armazenados sob refrigeração (aproximada -1C°) ou em locais frescos ( 8 -15 C°)com umidade relativa do ar controlada. 
•Não devem ser congelados.
•Preparações a base de polietilenoglicóis são mais estáveis a temperaturas maiores quando comparadas às bases graxas (ex. manteiga de cacau).
•Ambientes muito úmidos promovem a absorção de umidade e podem tornar os supositórios esponjosos;
•Ambientes muito secos podem tornar os supositórios quebradiços pela perda da umidade.
Armazenamento
VANTAGENS
 
Via oral inacessível por motivos como: pacientes idosos ou crianças, patologias, traumatismo de deglutição, ausência de metabolismo de 1ª passagem (principal motivo);
Velocidade de absorção dos supositórios é mais rápida que a via oral;
Substâncias que possuem características organolépticas mais desagradáveis, geralmente são administrados por via retal, uretral ou vaginal;
Esse tipo de forma farmacêutica colabora na redução dos efeitos adversos (evita danos no TGI- Trato Gastrointestinal);
Tratamento tópico;
 Os fármacos não são destruídos ou inativados pelo pH ou por ações de enzimas digestivas;
DESVANTAGENS
Preconceito : A maioria dos pacientes possuem preconceito com esse tipo de forma farmacêutica, uma vez que sua forma de administração causa certo constrangimento para estes indivíduos;
Dificuldade de produção em grande escala;
Absorção irregular e incompleta;
Pode causar lesões na mucosa;
Pode causar incômodo;
Pode ocorrer expulsão.
ESTABILIDADE
Os supositórios são normalmente preparados em bases anidras (exceto a base de gelatina glicerinada), sendo portanto estáveis, desde que protegidos do calor e umidade. 
O prazo de validade final está condicionado a natureza química dos ingredientes aditivados, sendo geralmente recomendado adotar uma validade não superior a 6 meses para preparações magistrais.
CONTROLE DE QUALIDADE 
 Controle organoléptico: os supositórios devem ter um aspecto homogêneo na superfície e na sua profundidade. A superfície deve ser única, lisa e brilhante.
 Não deve ter eflorescências esbranquiçadas resultantes de más condições de resfriamento e nem a cristalização de ingredientes ativos na superfície. A parte basal (porção final) do supositório deve estar plana. 
É recomendável a supervisão em profundidade. Neste exame não deve ser observado aglomeração ou sedimentação dos ingredientes aditivados, o aspecto deverá ser homogêneo e sem a presença de bolhas de ar.
 
Os supositórios são medicamentos fabricados destinados a serem administradossomente por via retal, vaginal ou uretral. Caso o paciente faça administração desse tipo de medicamento por outra via não recomendada, é possível que este tenha alguns danos como irritação, alergia, entre outras. No caso de o paciente ingerir, pode causar irritação gastrointestinal, vômitos, diarreia entre outros.
RISCOS SE ADMINISTRADOS POR 
VIAS NÃO RECOMENDADAS
Via retal
 Remover o supositório da embalagem;
 Usar luvas e envolver o supositório em uma gaze para que o próprio paciente o administre caso sua condição permita;
 Deve-se inspirar profundamente várias vezes pela boca;
 É necessário afastar a prega interglútea e com o supositório envolvido na gaze introduzi-lo delicadamente usando o dedo indicador da mão dominante, aproximadamente de 5 a 7 cm direcionando-o para o umbigo;
 Evitar cortar o supositório, e caso seja necessário corta-lo para obter a dose prescrita, deve ser feito no sentido longitudinal.
 Em pediatria, introduzir delicadamente o ápice do supositório (extremidade pontiaguda) ultrapassando o esfíncter interno do ânus. Em lactante ou em criança pequena, o supositório é introduzido com o dedo mínimo. Pode- se usar o dedo indicador em crianças maiores.
 É necessário contrair as nádegas, retendo o supositório por cerca de 5 minutos.
TÉCNICAS CORRETAS DE 
ADMINISTRAÇÃO DOS SUPOSITÓRIOS
Estique o pênis para abrir a uretra, coloque o aplicador no orifício (abertura) localizado na ponta do pênis. Pressione o botão do aplicador e mantenha por 5 segundos.
 Com cuidado, mova o aplicador de um lado para o outro para garantir que o supositório tenha entrado na uretra e remova o aplicador.
Após a aplicação massageie o pênis esticando com firmeza durante 10 a 15 segundos, para permitir que o medicamento seja totalmente absorvido.
Descartar o aplicador e quaisquer outros materiais. Lave as mãos mais uma vez com sabão e água morna.
Via Uretral
Para iniciar o procedimento por via uretral é necessário à principio esvaziar a bexiga, lavar as mãos com sabão e água morna ou usar um desinfetante para as mãos e secar em uma toalha limpa ou toalha de papel.
Para aplicar um supositório na vagina, é importante seguir os mesmos passos de higiene como lavar as mãos e secar adequadamente.
 Deve-se abrir a embalagem do supositório e coloca-lo no aplicador de acompanhamento.
 A aplicação deve ser feita com o paciente de pé com os joelhos dobrados e os pés afastados ou deitado com os joelhos dobrados em direção ao peito.
Colocar o aplicador na vagina, na medida do possível, sem causar desconforto. Pressionar o êmbolo para empurrar o supositório. Retirar o aplicador da vagina e descartar.
Logo após, é necessário deitar durante 10 minutos para permitir que o medicamento entre no corpo e finalize higienizando as mãos mais uma vez.
Via Vaginal
EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS
 Proclorperazina e Clorpromazina: são exemplos de fármacos administrados pela via retal, na forma de supositórios, para exercer efeitos sistêmicos.
Cloridrato de oximorfona: A oximorfona é um analgésico opioide. Ou seja, um medicamento utilizado com o intuito de aliviar a dor.
 Tártaro de ergotamina: É um alcalóide vasoconstritor utilizado nas crises de enxaqueca e cefaleia.
ÓVULOS
Os óvulos vaginais são preparações sólidas, semelhantes a supositórios, que têm medicamentos na sua composição e que são destinados à administração por via vaginal, já que são preparados de forma a se fundirem na vagina a 37ºC ou no fluido vaginal. 
Um óvulo é uma forma farmacêutica de dose única e sólida, contendo um ou mais princípios ativos dispersos ou dissolvidos em uma  base adequada. 
Podem ter formas diversas, porém o comum é a ovóide.
As suas formas, volume e consistência são adaptados à administração em suas respectivas cavidades corpóreas.
ÓVULOS
ÓVULOS
Existem vários tipos de medicamento que são veiculados em óvulos vaginais, com o objetivo de atuar localmente, como é o caso de antibióticos, antifúngicos, probióticos ou hormônios, por exemplo.
 
Estes produtos são muito usados em casos de infecções vaginais, como candidíase vaginal ou vaginite, em casos de secura vaginal, reposição da flora vaginal e reposição hormonal, por exemplo.
FORMA E TAMANHO 
A forma e o tamanho variam de acordo com o local de aplicação, devendo permitir uma fácil inserção no orifício sem causar nenhuma distensão muscular, e uma vez inserido, deve permanecer retido no local por um período apropriado para desenvolver o efeito desejado.
CONTRAINDICAÇÕES 
Esse tipo de forma farmacêutica possui algumas contraindicações como: 
- É contraindicado para uso por crianças;
- É contraindicado para uso por homens;
- Pessoas com alergia à algum dos componentes da formulação do medicamento.
TÉCNICAS DE PREPARAÇÃO 
Processos de preparação
O modo de preparação dos óvulos é muito semelhante ao dos supositórios.
 
Os dois principais processos de preparo de óvulos são a solidificação e a compressão.
 
Processo da solidificação: neste processo o excipiente (a massa base) é fundido, aditiva- do com os ingredientes da formulação e vertido em moldes apropriados, previamente untados com vaselina líquida ou óleo mineral (para moldes de metal). A utilização de moldes-embalagens (moldes dispensáveis) dispensa a lubrificação prévia.
 
Processo de compressão: consiste em fazer passar a massa através de orifícios apropriados de uma máquina. Este processo é realizado a frio em processos industriais.
A base é fundamental para elaboração do óvulo como forma farmacêutica para uso vaginal, visto que, desempenha uma importante função na liberação do fármaco, e sua disponibilidade.
Uma base ideal deve apresentar as seguintes características: ser atóxica, não irritante aos tecidos, química e fisicamente inerte estável durante o armazenamento, inerte frente aos fármacos incorporados e possuir estabilidade à ação de agentes externos, resistente a micro-organismo, apresentar consistência adequada.
Além do princípio ativo, o óvulo é composto de bases aquosas, oleosas e emulsificantes, além de antioxidantes e conservantes e serve para "veicular medicamentos". 
FÓRMULA FARMACÊUTICA
(COMPOSIÇÃO)
MODO DE AÇÃO 
 
Um  óvulo pode liberar o fármaco com diversas finalidades, de acordo com o efeito desejado:
Efeito local: Quando o fármaco exerce seus efeitos no local de aplicação, como por exemplo os antimicrobianos, anestésicos ou adstringentes. Os óvulos com ação local normalmente são contraceptivos ou antissépticos.
 
 Sistêmico: A mucosa da vagina é muito vascularizada, permitindo a absorção de muitos fármacos solúveis para obtenção de efeito sistêmico. Essa via de administração evita o metabolismo de primeira passagem, como por exemplo, para anti-inflamatórios, analgésicos, antieméticos e hormônios, entre outros.
Acondicionamento
 
Moldes embalagens (moldes dispensáveis):
Papel alumínio:
Sachês de alumínio:
Armazenamento 
Os óvulos devem ser protegidos do calor, preferencialmente armazenados sob refrigeração (aproximada -1C°) ou em locais frescos ( 8 -15C°) com umidade relativa do ar controlada. Não devem ser congelados.
Preparações a base de polietilenoglicóis são mais estáveis a temperaturas maiores quando comparadas às bases graxas (ex. manteiga de cacau).
Ambientes muito úmidos promovem a absorção de umidade e podem tornar os supositórios esponjosos;
Ambientes muito secos podem tornar os supositórios quebradiços pela perda da umidade.
Estabilidade
Os óvulos são normalmente preparados em bases anidras (exceto a base de gelatina glicerinada), sendo portanto estáveis, desde que protegidos do calor e umidade. O prazo de validade final está condicionado a natureza química dos ingredientes aditivados, sendo geralmente recomendado adotar uma validade não superior a 6 meses para preparações magistrais.
Controle de qualidade 
Os óvulos devem ter um aspecto homogêneo na superfície e na sua profundidade;
A superfície deve ser única, lisa e brilhante;
Não devem apresentar fissuras;
Não deve ter eflorescências esbranquiçadas;
A parte basal(porção final) do supositório deve estar plana;
É recomendável a supervisão em profundidade. Neste exame não deve ser observado aglomeração ou sedimentação dos ingredientes aditivados, o aspecto deverá ser homogêneo e sem a presença de bolhas de ar.
RISCOS SE ADMINISTRADOS POR VIAS NÃO RECOMENDADAS
Os óvulos são medicamentos fabricados destinados a serem administrados via vaginal. Caso o paciente faça administração desse tipo de medicamento por via não recomendada, é possível que este tenha alguns danos como irritação, alergia, o efeito não esperado, entre outras. No caso de ingestão, por exemplo pode causar irritação gastrointestinal, vômitos, diarreia, entre outros sintomas.
TÉCNICAS CORRETAS DE ADMINISTRAÇÃO DOS ÓVULOS
1º Lavar bem as mãos;
Geralmente é recomendado aplicar o óvulo a noite, imediatamente antes de dormir, para que o medicamento permaneça no local e exerça a sua ação;
A posição ideal para inserção do óvulo é deitada de costas, com as pernas flexionadas e separadas;
O óvulo deve ser introduzida profundamente na vagina, podendo ser feito com o auxílio de um aplicador;
Lavar novamente as mãos depois da aplicação.
VANTAGENS 
 
Os fármacos não são destruídos ou inativados pelo pH ou por ações de enzimas digestivas;
 Substâncias irritantes para o estômago podem ser utilizadas;
 Evita efeito de primeira passagem pelo fígado;
 Conveniente para pacientes incapacitados;
 Eficiente para pacientes com vômitos.
DESVANTAGENS:
Pode ocorrer irritação na mucosa vaginal;
Pode ocorrer absorção de substâncias que deveriam agir apenas no local de aplicação e o mesmo passa a agir sistematicamente;
A especialidade médica que mais utiliza os óvulos é a ginecologia.
EXEMPLO DE MEDICAMENTOS
Albocresil: é indicado para o tratamento tópico das inflamações, infecções ou lesões teciduais cérvico-vaginais.
Fentizol: é um antifúngico indicado para o tratamento de infecções vaginais (corrimentos ou vaginites) causados por fungos.
Ginotran: é indicado para o tratamento tópico da candidíase vaginal e o tratamento local da vaginite e vaginose bacteriana.
AEROSSÓIS
O QUE SÃO AEROSSÓIS?
De acordo com a definição aprovada, um aerossol é um sistema coloidal no qual o gás é o meio de dispersão. As partículas coloidais de aerossóis podem ser partículas líquidas (névoa) ou sólidas (poeira ou fumaça).
Em farmacotécnica, os Aerossóis são formas farmacêuticas pressurizadas que, quando acionadas emitem uma fina dispersão de materiais líquidos e/ou sólidos contendo uma ou mais substância ativa em meio gasoso.
 
Os dispositivos inalatórios (neste caso os Aerossóis) são utilizados na administração de medicamentos para o tratamento de doenças respiratórias crônicas, como a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Cada dispositivo tem uma técnica de inalação própria.
 
PREPARAÇÃO DE AEROSSÓIS 
1- O diagrama de desenvolvimento começa no Laboratório de Desenvolvimento, onde é realizada uma pesquisa com base na atividade do produto para determinar os ingredientes ativos e excipientes, levando em conta os aspectos químicos e físico-químicos. O concentrado deve possuir as características que procura-se para o produto final.
2- É muito importante atribuir um código de identificação para todo o processo de desenvolvimento, com o objetivo de harmonizar cada etapa. Aqui é o começo, onde avalia-se o que espera-se do produto e o que a indústria quer  transmitir ao consumidor final.
3- Posteriormente, irá aplicar um método analítico. Nessa etapa, irá descompor os diferentes elementos da fórmula: O que é cada parte? e Para que serve?
4-É muito importante, em primeiro lugar, determinar o ingrediente ativo: se é um inseticida, desodorante, massa alimentícia, etc. 
5-Depois, todos os outros componentes: os inertes, o veículo, tudo o que uma fórmula contém e como cada componente participa da fórmula final;
6-Produção do concentrado do produto;
7- Escolha do propelente (gás liquefeito ou comprimido);
8- Enchimento dos recipientes;
9- Verificação da estanquicidade;
10- rotulagem;
11- o produto é colocado nas devidas embalagens primárias, secundárias e terciárias e encaminhado para a distribuição.
TÉCNICAS CORRETAS DE ADMINISTRAÇÃO
AEROSSOL DOSSIMETRADO – AD
Retirar a tampa e agitar o dispositivo;
 Não sacudir o dispositivo reduz a deposição pulmonar em 36%
Posicionar o bocal verticalmente 3 a 5 cm da boca; pode aumentar a deposição pulmonar; entretanto, o valor clínico é duvidoso, mas aumenta o risco de direcionar o jato de aerossol para a face ou olhos;
 Acionar o dispositivo dentro da boca não é considerado erro;
Manter a boca aberta – caso o disparo seja distante da boca, expirar normalmente;
Expiração forçada pode causar broncoespasmo e maior deposição em vias aéreas altas, acionar no início de inspiração lenta e profunda;
O fluxo de ar laminar aumenta a deposição periférica do aerossol, fazer pausa pós-inspiratória de no mínimo 10 segundos
Expirar normalmente;
Repetir a dose quando indicado;
Não é necessário aguardar 30 segundos para novo acionamento
MECANISMOS DE AÇÕES DOS AEROSSÓIS 
Os aerossóis são formas farmacêuticas produzidas para serem administradas geralmente pela via respiratória. Dessa forma, possuem ação local no sistema respiratório, sendo que de acordo com cada formulação, esta irá garantir o efeito em determinado local dessa via em que o medicamento terá contato, seja pela cavidade nasal ou no pulmão do paciente.
COMPOSIÇÃO DOS AEROSSÓIS
Os aerossóis são compostos por:
Substâncias ativas (princípio ativo)
Adjuvantes (técnicos e/ou terapêuticos)
Propelente (gás responsável por impulsionar o produto para fora da embalagem)
Veículo 
COMPLICAÇÕES: O QUE O USO DE AEROSSÓIS PODE CAUSAR ?
 
Candidíase oral;
Rouquidão;
Tosse;
Efeito Freon;
Irritação da garganta.
CONTRAINDICAÇÕES 
Os aerossóis são contraindicados para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação.
Deve ser administrado com cautela em pacientes com tireotoxicose - é a síndrome clínica decorrente da exposição do organismo à altas doses de hormônios tireoidianos circulantes;
Recomenda-se cuidado especial na asma aguda grave, uma vez que esse efeito pode potencializar-se pelo tratamento concomitante com derivados da xantina, esteroides e diuréticos, assim como pela hipóxia.
No caso de uso para controle do parto prematuro é contraindicado nos casos de ameaça de aborto.
VIAS DE ADMNISTRAÇÃO 
Sistemas Dispersos: Aerossóis
 Oral (soluções, suspensões, pós) – corticosteróides
 Tópica (soluções, suspensões, espumas e pós) -Anestésicos locais, anti-inflamatórios;
Nasal (soluções, suspensões, pós) - Mucosa nasal ou Inalação (ação depende do tamanho das partículas);
 Retal (espumas) - anestésicos locais, corticosteróides; 
Vaginal (espumas) - espumas de limpeza íntima.
RISCOS SE ADMINISTRADOS POR VIAS NÃO RECOMENDADAS
Os aerossóis são formas farmacêuticas pressurizadas, que quando adicionadas emitem uma fina dispersão de materiais líquidos e/ou sólidos contendo uma ou mais substâncias ativas em meio gasoso. Caso o paciente faça o uso desses medicamentos por uma via não recomendada pode ocorrer casos de o medicamento não fazer o efeito esperado e pode causar reações adversas dependendo de cada organismo.
ESTABILIDADE
De modo geral, a avaliação de um produto em aerossol é feita através de observações e análises frequentes na embalagem do produto.
 
A periodicidade não é padronizada, levando em consideração que cada produto possui características próprias.
Algumas das principais avaliações se referem à corrosão, dilatação, dissolução, vazamentos, contaminação, densidade, entre outros.
O tempo de vida útil de um produto em aerossol é definido pelo tempo em que ele se mantém ativo para uso, preservando as principais características. 
CONTROLE DE QUALIDADE 
Com relação a esse assunto, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu uma série de especificações que deverão ser observadas nos estudos de qualidade realizados no produtoacabado na fábrica, tais como: cor, odor, aparência, teor de sólidos, valor do pH e a pressão.
É muito importante, que em um produto em aerossol, analise sua pulverização, a densidade da espuma, sua estabilidade ou instabilidade e o padrão de pulverização (g/ml).
Além disso,  revisar a rotulagem, o peso líquido, a viscosidade, o índice de refração e o teor de umidade deve fazer parte dos testes de qualidade.
VANTAGENS
 
 Proteção do produto contra contaminações e ação externa (ar, luz, umidade);
Rigor posológico;
Evita contato com a área a ser tratada (aplicação tópica);
Porção do medicamento pode ser retirada da embalagem sem contaminação ou exposição do material remanescente;
 Secam rapidamente (pois contém gases liquefeitos), evapora o propelente.
Efeito refrescante;
Precisão e conveniência da dosagem do medicamento a ser administrado.
DESVANTAGENS
 
• Técnica de uso de aprendizagem mais difícil, devido à dificuldade de coordenação entre o disparo e a inspiração. Não possui marcador de doses.
• O propelente pode causar tosse, irritação da garganta, broncoconstrição e efeito freon.
• Provoca maior deposição do medicamento na orofaringe.
Aerodini Aerossol: é indicado para o controle e prevenção dos espasmos (contrações) dos brônquios durante as crises de asma, bronquite crônica e enfisema.
Biofenac Aerossol: é aplicado por via tópica e é indicado no tratamento local de inflamações de origem traumática dos tendões, ligamento músculos e articulações. 
Bálsamo Bengué: é indicado para o alívio do reumatismo, das nevralgias do torcicolo, das contusões e alívio das dores musculares.
EXEMPLOS DE MEDICAMENTOS
AGRADECEMOS A ATENÇÃO DE TODOS!

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