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Prótese II 22 de outubro de 2021 CAROLINE GUZZARDI 1 Relações intermaxilares em prótese total Dimensões vertical Plano de orientação Relação central Região do terço inferior da face É aquela que trata do problema da localização da posição natural e conveniente da mandíbula, no sentido da altura da face Serve para fixar essas posições e transporta-las para o articulador Relacionado ao restabelecimento da posição da mandíbula em relação à maxila nos planos horizontais e verticais, a qual era mantida pela oclusão dos dentes naturais Altura de 1/3 da face Relação espacial da mandíbula em relação à maxila no plano vertical Posição da mandíbula em que os músculos elevadores e abaixadores estão em equilíbrio. DVR depende da parte muscular DVO depende dos dentes Todo paciente sempre vai ter DVR, independente de ter dente ou não A diferença de altura entre DVR e DVO é chamado de espaço funcional livre, ele varia de 2 a 4mm é estabelecido 3mm É a posição postural habitual da mandíbula quando o paciente está descansando confortavelmente em posição ereta e os côndilos, estão numa posição neutra sm tensão na cavidade articular Depende de uma série de fatores e por isso é difícil determinar. Medida subjetiva as vezes abre mais ou menos É a posição da mandíbula com a maxila quando os dentes estão em oclusão central Também chamada de dimensão vertical ativa Oclusão central = É aquela posição da mandíbula em que ocorre o maior número de pontos de contato entre os dentes superiores e inferiores. Espaço funcional livre = dimensão vertical de repouso - dimensão vertical de oclusão Ex: DVR = 5,3 | DVO = 5,0 E.FL é o espaço existente entre os dentes, quando a mandíbula está em Prótese II 22 de outubro de 2021 CAROLINE GUZZARDI 2 repouso (3 a 4 mm). Pequena distância intermaxilar que separa a dimensão vertical de repouso e da dimensão vertical de oclusão Espaço insuficiente: os dentes se tocam durante a conversação, prejudicando a pronúncia, provocando o cansaço dos músculos da mastigação Espaço maior: estética fica prejudicada, pronuncia se torna sibilante É a posição da mandíbula que corresponde a abertura máxima É a posição da mandíbula que corresponde ao fechamento máximo Alteração provocada pela D.V. incorreta: Diminuída: estética precária, quelite angular, oclusão incorreta Aumentada: reabsorção, desconforto, dificuldade na fala, dificuldade na deglutição 1. Método métrico: distância canto externo dos olhos/comissura labial = ponto sub nasal ao gnático = D.V.R. (usa o compasso de willis) 2. Método fisiológico: dimensão vertical de repouso – 3mm = dimensão vertical de oclusão 3. Método estético: reconstituição facial para determinar D.V.O. (depende da experiência profissional) Quando o aspecto facial for normal, repousante e harmonioso. Quando o aspecto facial for normal, repousante e harmonioso. 4. Método fonético – método de silverman (1953): Pronunciar palavras com sons sibilantes, abrindo um espaço de 3mm que é o E.F.P. Pronunciar palavras com sons sibilantes, formando o espaço funcional de pronúncia 5. Método de lytle modificado envolve os métodos de willis, fonético, estético – 1. Orientamos o paciente para que desencoste da cadeira 2. Pedir para deglutir a saliva e pronunciar a letra M 3. Com o compasso de Willis, medimos da base do nariz a base do mento 4. Anotamos a D.V.R. 5. Diminui-se + ou – 3mm = D.V.O 6. Confeccionamos os planos de cera c/ D.V.O. do compasso de Willis 7. Fazemos a reavaliação da D.V.O.c/ os planos de cera instalados no paciente, considerando os fatores estético e fonético 8. Ponto de vista estético 9. Ponto de vista fonético 10. Com o compasso de Willis, medimos da base do nariz a base do mento 11. Anotamos a D.V.R. – 3mm = D.V.O. Prótese II 22 de outubro de 2021 CAROLINE GUZZARDI 3 É a posição mais posterior da mandíbula em relação à maxila, no plano horizontal, determinada pelos músculos e ligamentos que atuam sobre o complexo côndilo / disco da ATM , independente de contatos dentários, estando o côndilo na posição mais anterior na cavidade articular, contra a vertente posterior da eminência articular posição adotada para reconstrução protética em desdentados totais Importância: Obtenção da articulação balanceada bilateral Eficiência mastigatória Conforto ao paciente Maior estabilidade Um registro incorreto produziria uma desarmonia entre R.C. e O.C. Registro incorreto: Contato vertical não eqüilibrado Falta de intercupidação Perda de retenção Desconforto Reabsorções Ulcerações constantes Como deve ser obtida essa posição do complexo côndilo/disco na cavidade articular? Posição guiada não forçada Métodos de determinação: manipulação, fisiológico, mecânico, gráfico 1. Método de manipulação: consiste no método de levar a mandíbula para a posição mais retruída com o auxílio de uma ou das duas mãos 2. Métodos fisiológicos: funcionam melhor quando associados a outros métodos: a) Técnica de Levantamento da língua b) Técnica deglutição 3. Métodos mecânicos: são métodos utilizados em pacientes dentados, através do Guia de Lúcia ou as tiras de Long 4. Métodos gráficos: são métodos mais complexos, que exigem o uso de dispositivos para determinar as trajetórias dos movimentos mandibulares. Podem ser intra ou extra-oral (pua registradora) Passos técnicos: 1. Anotar a D.V.O. 2. Plastificar o plano de orientação em água morna 3. Levar à boca do paciente e levar a mandíbula na posição de relação central (método guiado não forçado) 4. Conferir se a D.V.O. está correta (compasso de willis) 5. Unir os planos de orientação superior e inferior 6. Remover os planos unidos para manter o registro 7. Montar o modelo inferior no articulador