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CLÍNICA DE RÉPTEIS: Preservação · Falta de recursos no Brasil; · Estão entre os animais mais perseguidos, sofrem por mortem, redução dos lugares ondem vivem; · Pouco estudados em relação a outros animais; · Temidos pelo aspecto, veneno e crenças; · Inferiores segundo alguns estudiosos. · Ocupam funções bem definidas e estão em quase todos os ambientes sendo uma das faunas riquíssimas em relação a herpetológica; · No brasil: 10 famílias, 81 gêneros e 371 espécies (SERPENTES) Características: · Vertebrados, terrestres, arborícolas e aquáticos · Ovíparos ou Vivíparos, fecundação interna · Serpentes tem olhos revestidos por escamas córneas (não pisca olho, escudo) · Hábitos diurnos ou noturnos · ECTOTÉRMICOS: NÃO GERAM TEMPERATURA ATRAVÉS DO PROPRIO METABOLISMO, VARIA DE ACORDO COM O AMBIENTE · Peçonhentos ou não Serpentes · Dipsadidae (falsas corais, muçuranas, cobras dagua) · Colubridae (corn snake, caninana) · Boidae (Jiboias, sucuris) · Viperide (cascavel, jararaca, surucucu) · Elapidae (corais verdadeiras) CONTENÇÃO FÍSICA EM RÉPTEIS: Qual tipo de réptil? Quantas pessoas vai precisar? Serpente (1 auxiliar por metro) Qual melhor hora? Quando foi a ultima alimentação? O que comeu? (Regurgitação) Como conter? Quais técnicas podem ser usadas? É essencial está familiarizado com o comportamento do animal (Repteis e aves só tem um osso que liga o crânio a coluna vertebral - um condilo osciptal) Como a animal ataca, foge.. Não hesite cancelar e recomeçar se o manejo não estiver satisfatório Deve ser firme, mas sem exageros. Deve minimizar a capacidade do animal de se debater, sendo segura para o humano entretanto principalmente para o animal também. Métodos de contenção Ganchos; Tubos transparentes; Caixas; Cordas; Fitas; Pucás; Estímulo vagal Testudines – Tartarugas Contenção por cilindro, de “barriga pra cima” – ter cuidado devido ao pulmão ficar sobrecarregado e o tempo que ficará desta maneira pois por horas pode levar a obtido. Tartarugas mordedoras realizar sempre por trás e protegendo a mão. É comum terem infecções respiratórias e apresentar dispneia, boca aberta, ruídos respiratórios, secreção, flutuação prejudicada sendo fundamental fazer RX. O tratamento consiste em antibioticoterapia, vitamina A+C, nebulização. Atb de eleição: Gentamicina. Também podem ter doença ulcerativa de casco por abrasão principalmente. Podendo causar osteomielite. O tratamento consiste em antibiótico local ou sistêmico (enro), debridamento e limpeza local. Lacertílios – Largatos Uma espécie persolhenta (Heloderma). Podem ser agressivos e causar lesões sérias, tem mecanismo de defesa como autotomia liberando cauda e deixando presa na pessoa ou predador. Puçá, contenção manual (luvas?), laço de lutz, estímulo vagal (comprimir olhos para dentro) Serpentes Agressividade, podem atingir grandes dimensões, existem peçonhentas e exóticas. Ganchos, contenção manual, tubos transparentes, saco de pano, laço de lutz, cama de espuma. É importante se ter o conhecimento da identificação e biologia do animal!! Boídeos: Constritores, musculatura potente, ataque mordilhado e grandes dimensões. Dentição áglifa (mordem e seguram) Viperídeos: Peçonhentos, agressivos e característica do ataque mordilhado (botes). MÃO LATERALIZADA!! Perfura assoalho da boca para atacar. Peçonhento, fosseta loreal. Dentição Solenóglifa (boca abre quase 18’0° e super evoluídas para venenos) Elapídeos: Não da bote, são peçonhentos e tem grandes comprimentos. Fossoriais, grande distribuição, temperamento variável. Dentição proteróglifa (dentes fixos, não retrateis) Colubrídeos: Peçonhentos ou não, tem dificuldade do uso de ganchos (são agíeis) e tem vários tipos de espécies. Semi peçonhentos. Dentição áglifa ou opistóglifa (dente inoculador de veneno bem atrás da boca) Soltura deve ser realizada com o animal mais espaçado possível, pois ele precisa se contrair para posteriormente se esticar e da o bote, caso já solte ele contraído o mesmo estará pronto para atacar. Panos apenas em serpentes não peçonhentas. Exóticas: ter muito cuidado! Crocodilianos Podem ser bastante agressivos e chegar a 8m e certa de 1 tonelada. O temperamento é muito mais agressivo que jacaré. Tem a forma de ataque pela cauda e giro da morte. Principais forma de contenção: Laço convencional (cabo de aço ou corda), laço de lutz (fortes pode tirar o cambão), fita adesiva, borrachas, corda, contenção manual, estímulo vagal (compressão dos olhos). Vida livre x Cativeiro Habitat O recinto precisa ser adaptado ao animal de acordo com seu habitat para não sofrer estresse (neuroendócrino em que libera catecolaminas/cortisol e esse é um imunossupressor deixando o sistema imunológico deprimido) ANATOMIA E FISIOLOGIA Não possuem diafragma; São animais que apresentam circulação semi aberta Organismo Ectótermico Metabolismo lento Tem glote dorsal à bainha da língua pois precisam respirar enquanto comem; Pulmão esquerdo reduzido ou ausente; Coração: 2 átrios, 1 ventrículo dividido 3 subcâmaras. Apenas os crocodilianos tem 4 câmaras; São cilíndricos, órgãos sobrepostos; Lingua tem função olfatória; 4 tipos de dentição (*Aglifa – não é peçonhenta, Opstoglifa – tem um dente inoculador de peçonha, não tem importância médica, produz entretanto elas são pequenas e dentição pequena, Proteofila – são peçonhentas, dentes fixos, Solenofila – dentição móvel); Hemipênis; 1 par de rins: sistema porta renal serve para garantir a perfusão adequada dos túbulos renais, não faz a aplicação de certas medicações em determinadas regiões do corpo para não cair direto no rim. Exemplo, repteis com membros não aplica em cauda. Serpentes sem membros em região cranial. Órgão Jacobson: É um quimiorreceptor que tem como função localizar presa, escolha do alimento e reprodução (parceiro e rivais). Fosseta Loreal é capaz de distinguir fontes de calor. Jugular é mais dorsal Veia braquial quanto maior o animal melhor a coleta Acesso IO Medicações injetáveis entre as escamas não sob as escamas. Veia abdominal – animal sedado, acordado se estourar tem-se problemas graves. SERPENTES: tem fossetas labiais tem inervação onde sente onda de calor com ligação ao órgão glomérulo nasal, formam imagens de calor, dentição aglifa. Fossetas loreais, uma única abertura abaixo da narina, tem dentição solenofila. *as demais não tem fosseta, usam língua bífida ANIMAL PEÇONHENTO: Tem glândula de veneno, produz veneno e tem aparato especifico para inocular o veneno. ANIMAL VENENOSO: Não tem aparato especifico para inocular, fica em pele, precisa tocar para se envenenar. QUANDO SUSPEITAR: Não se alimenta, Mudança de comportamento, Respiração anormal, Secreções, Mudança em aspecto epitelial, Aumento de volume, Diarréia, Regurgitação. AVALIAÇÃO CLÍNICA Olhos, cavidade oral e narinas, ouvidos, membros, cloaca, escamas, plastrão e carapaça FC, movimentos respiratórios, temperatura?, postura, movimentação, atitude, informação do proprietário. HEMOGRAMA: Não utiliza EDTA e sim Heparina pois provoca hemólise (edta) PERFIL BIOQUIMICO: Função renal, creatinina tem pouca importância pois altera com tudo. Insuficiência renal em aves se vê com ácido úrico no lugar da ureia (não secreta), um aumento sérico já é indicativo que IR. Repteis mesmo com aumento do acido úrico não se pode fechar diagnostico pois pode aumentar devido a temperatura, então se pede uma série de eltrolitos, Na, Potássio, Fosforo, Mg + Clinica. Função Hepática: GGT pode aumentar com qualquer coisa, TGO/TGP também, dai se pede tudo e vê se ta aumentado. Avaliar juntamente com uma USG. AFECÇÕES DE PELE Queimaduras, feridas, abrasão rostral (estresse, telas metálicas, vidro, trata limpando com pomada cicatrizante e antibiótico dependendo da lesão), abcesso (cáseo - pus, neoplasias de remoção cirúrgicas), dermatites, disecdise (umidade, alimentação incorreta – ter cuidado em cauda e ponta do olho – retenção de escudos oculares), ectoparasitas (carrapatos).RESPIRATORIO Pneumonias (geralmente bacterianas) faz-se lavagem + cultura e antibiograma Endoparasitas também podem causar como pentastomídeos e Rhabdias. Isola e identifica agente com cultura a antibiograma DIGESTIVO Estomatite em recinto inadequado, estresse. O tratamento é limpeza, antibiótico e aquecimento de acordo com as necessidades. NERVOSO Virais (corpúsculos de infusão – irreversível e contagiosa) HIPOAVITAMINOSE A Edema de pálpebra, conjuntivite, crescimento córneo, sinais respiratórios. O tratamento é feito com a correção da dieta e vitamina A (suplementação inicial). ABCESSO AURAL Genética, alimentação e ambiente. DISTROFIA ÓSTEO METABÓLICA Deficiência de cálcio, desequilíbrio entre Ca:P, Vitamina D, baixa exposição a UV remove cálcio dos ossos e séricos.