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UNIDADE II Tópicos Integradores II ADM 1 TÓPICOS INTEGRADORES II - ADM UNIDADE II PARA INÍCIO DE CONVERSA Olá, tudo bem? Muito feliz em contribuir para sua graduação. Iremos estudar Tópicos Integradores II - ADM e a sua participação é fundamental nesse processo. Trataremos as Funções Administrativas; o Planejamento Estratégico; uma visão geral da Gestão de Recursos Humanos e, por fim, traremos as principais Teorias da Administração. Este guia deve servir de direcionamento para seus estudos. Faça a leitura dos livros-texto e busque complementar seus estudos com sugestões de leituras que serão apresentadas neste guia, inclusive na biblioteca virtual. Certamente, dedicando um tempo para a leitura e seguindo as instruções, você terá domínio dos principais conceitos da nossa disciplina. Vamos lá? Bons estudos! ORIENTAÇÕES DA DISCIPLINA Este material servirá como um guia para nossa disciplina, sem pretensão de esgotar o assunto, apenas como um indicativo de estudos para o nosso conteúdo. Como referência para o estudo da disciplina, usaremos livros disponíveis no seu ambiente virtual. Além disso, usaremos estudos de casos práticos, exercícios e leituras indicativas. Ou seja, vamos trabalhar com a seguinte metodologia: ü Guias: Faça a leitura dos guias, sendo um para cada unidade; ü Vídeos: Assista aos vídeos, que são um importante guia orientador para seu estudo; ü Livros: Faça a leitura dos livros indicados na disciplina; ü Leituras complementares: Realize as leituras complementares indicadas durante as unidades; ü Fóruns: Participe dos fóruns, organizados por unidade, que além de tudo é uma excelente maneira de interagir com seus colegas de sala; ü Atividades: Faça as atividades, por unidade, contidas no seu Ambiente Virtual de Aprendizagem; ü Vídeos complementares: Assista aos vídeos sugeridos ao longo das unidades; ü Tutores: Caso tenha dúvidas, entre em contato com os tutores; ü Biblioteca virtual: Realize pesquisas na biblioteca virtual, aproveitando a oferta de diversos títulos que podem enriquecer seu aprendizado. 2 Perceba, então, que este guia deve servir para direcionar seus estudos. Além dele você precisa explorar todos os demais recursos, que acabei de explicar, disponíveis durante a disciplina, inclusive podendo desfrutar da extensa biblioteca virtual. Importante: Não deixe de assistir aos vídeos sugeridos no guia, eles facilitam o entendimento prático de vários conceitos. Dessa forma, você terá um bom aproveitamento e rendimento do nosso conteúdo. Vamos começar? Bons estudos! PALAVRAS DO PROFESSOR Na unidade I, estudamos os principais conceitos do processo administrativo, ou seja, as funções administrativas. Lembra? Se não, o ideal é que refaça a leitura do guia antes de seguir, ok? Nesta unidade, vamos estudar o Planejamento Estratégico. Então, preparado? Vamos lá! PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Planejar estrategicamente significa formular e implantar estratégias. E sabe qual o objetivo dessas estratégias? Aproveitar as oportunidades e tentar neutralizar as ameaças, sendo que esses dois fatores são levantados na análise SWOT, que veremos ainda nesta unidade. Funções da Gestão Estratégica As principais funções da gestão estratégica são: a) Facilitar a interação da empresa com o seu meio ambiente, ou seja, entender o ambiente na qual ela está inserida e com o qual interage. Funções que traz a análise SWOT; b) Definir um foco, neste momento definir sua visão, missão e seus valores; c) Determinar o escopo competitivo da organização, deixando claro suas estratégias com objetivos e metas. Desta forma, facilitando a realização de planos mais objetivos e oportunos; d) Melhorar a coordenação dos seus recursos, objetivando resultados melhores; e) Estabelecer meios de avaliar e, consequentemente, controlar buscando eficiência, eficácia e efetividade; f) Torna o processo decisório mais rápido, visto que, cada pessoa no seu nível organizacional sabe o seu papel para o atingimento da visão estratégica. Fatores que influenciam a implantação da Gestão Estratégica Cada empresa deve analisar sua realidade para preparar e implantar o seu planejamento estratégico. Vai depender de alguns fatores como: a) Porte da organização; b) Natureza; c) Estilo de gestão; 3 d) Cultura e clima organizacional; e) Situação financeira, entre outros. Etapas do processo de Gestão Estratégica Porém, de forma geral, a teoria apresenta algumas etapas comuns. Vejamos: 1. Definir o negócio, visão e missão; 2. Externar os valores e princípios; 3. Análise macroambiental e do ambiente interno (SWOT); 4. Análise do ambiente competitivo, dos públicos e dos tipos de relacionamentos; 5. Formular e implementar estratégias; 6. Definir objetivos; 7. Avaliar e controlar. Ok! Muitas dessas etapas acontecem paralelamente, de forma que, cada organização, fará na ordem que achar mais conveniente. O importante é que todas sejam feitas, certo? De toda forma, quando falo na ordem que achar mais conveniente, não significa dizer que uma será feita agora e outra daqui a seis meses. Na prática, algumas empresas separam um momento formal para fazer tudo junto. Inclusive, tem empresa que faz imersão em hotel de um final de semana para facilitar o trabalho e torná-lo mais produtivo, já que não há a constante interferência dos problemas rotineiros. Vamos estudar cada uma dessas etapas? Vamos! a) Definição do negócio, da visão e da missão Nessa etapa a organização irá pensar sobre o motivo da sua existência, além de definir o espaço que quer ocupar e aonde quer chegar. Para definir o negócio a organização precisa observar, entre outras coisas, os desejos ou necessidades que ela quer satisfazer. De forma prática, delimitar o negócio significa escolher entre alternativas, ou seja, confrontar sua vantagem diferencial com as demandas do ambiente. Visão A visão é a forma como a organização pretende ser vista e reconhecida no futuro. Alguns autores comparam a um sonho. Missão Deve ser escrita de forma que as pessoas entendam. No geral, começamos com um verbo da ação que se pretende, o espaço do negócio que quer ocupar e a maneira como pretende fazer. Ou seja, a missão é considerada a razão de existir da organização e visão a projeção que ela faz de longo prazo. 4 PARA PESQUISAR Faça uma pesquisa sobre missão e visão das organizações, faça a comparação e perceba que a primeira tem relação com o motivo de existir da empresa, e a segunda tem relação de onde ela quer chegar. EXEMPLO Grupo Ser Educacional: Missão Produzir e socializar conhecimento, educando e formando seres humanos éticos, íntegros e competentes. Visão Ser líder em desempenho pedagógico e administrativo e estar entre os cinco maiores grupos educacionais do país. Ter equipes motivadas e comprometidas com a satisfação dos alunos, colaboradores e comunidade. Perceba que a visão, assim como o Planejamento Estratégico, é de longo prazo e pode ser alterada mesmo antes de ser atingida. E que a missão é o motivo para o qual a organização existe ou o que ela se propõe fazer. b) Externar os valores e princípios Valores são padrões para orientar decisões e guiar as ações. Alguns autores falam que esses valores precisam atender alguns requisitos: - Específicos - Acesso amplo - Claros - Obrigatórios - Passíveis de reformulação PARA PESQUISAR Faça uma pesquisa dos valores de organizações na internet e perceba como eles retratam a imagem das empresas. c) Análise do ambiente (SWOT) • Ambiente interno No ambiente interno estamos falando das variáveis controláveis ou gerenciáveis, ou seja, a organização consegue mudar, alterar, trabalhar. 5 Nesse caso, estamos falando das forças e fraquezas da organização no momento da avaliação. Cito o aspecto temporário, já que assim como o todo o processo de planejamento estratégico, a análise do ambiente é feita em um determinado momento, como se fosse uma fotografia daquele instante. Sendo que, tudo muda tão rápido, que énecessário atualizar essas análises periodicamente e sistemicamente. Só para você entender, há pouco tempo não está presente nas redes sociais não era fundamental. Hoje, uma organização que não está nas redes pode ser vista com olhos desconfiados. Então, o que não iria aparecer no diagnóstico, no exemplo, apareceria como uma fraqueza (ausência nas redes), podendo ser eliminada com uma ação ingresso no mundo virtual. • Ambiente externo Falar em ambiente externo é falar em macroambiente, ou seja, forças não gerenciáveis ou não controláveis. Por exemplo: - Economia - Política - Leis - Cultura -Tecnologia - Forças da natureza - Sociais - Demografia, entre outras. Como não conseguimos gerenciar, a ideia é que possamos avaliar o impacto e o efeito desse impacto. Logo, falar no ambiente externo é falar nas oportunidades e nas ameaças. Ok! Você entendeu a diferença do ambiente interno para o externo. Vamos detalhar como fazer essa análise, que é também conhecida como análise SWOT, em inglês, ou em português FOFA. Essa análise foi desenvolvida por dois professores de Harvard, sendo uma ferramenta muito poderosa para o planejamento estratégico e, deve ser realizado ao menos uma vez por ano, durante o planejamento estratégico de marketing ou apenas planejamento estratégico. A sigla SWOT vem das iniciais das palavras inglesas Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), já que são justamente os pontos a serem analisados. Ela deve ser dinâmica e constante, fazendo inclusive um paralelo com o passado e o futuro previsto. Após a análise, construímos uma matriz para ficar mais fácil de visualização e definição das estratégias, conforme demonstrado na figura abaixo. 6 Fonte: http://sites.360graus.pt/web-marketing/analise-swot-web-marketing.aspx d) Análise do ambiente competitivo, dos públicos e dos tipos de relacionamentos Os públicos que são relevantes para a organização são comumente conhecidos como stakeholders ou, simplesmente, partes interessadas. VISITE A PÁGINA Clique aqui e leia mais. Na prática identificar e entender os relacionamentos com essas pessoas ou grupos é fundamental para definição das estratégias. e) Formular e implementar estratégias A formulação de estratégias é definida por vários autores em diversos modelos. Entre elas você deve estudar: As estratégias competitivas genéricas de Michael Porter Leia mais em sendo É necessário que seja feito um estudo das cinco forças competitivas, do mesmo autor. Clique aqui. VISITE A PÁGINA Saiba mais, clique aqui. http://pt.wikipedia.org/wiki/Stakeholder http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Porter http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gias_competitivas_gen%C3%A9ricas http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinco_for%C3%A7as_de_Porter 7 1. Estratégias com base na matriz SWOT Sobrevivência Na matriz, a organização encontra-se ameaçada de extinção, ou seja, muitas ameaças e muitas fraquezas. A estratégia indicada é tentar reconstruir a organização, ou seja, tentar superar as ameaças, reduzindo suas fraquezas para que a organização não feche as portas. Crescimento Quando na matriz encontramos esse quadrante estamos numa situação de muitas oportunidades, mesmo com muitas fraquezas. Significa que a ênfase estratégica será nos recursos, já que apesar das suas fraquezas, as oportunidades do ambiente externo possibilitam o crescimento da empresa. Manutenção Nesse quadrante a organização possui muitas forças, porém o ambiente externo é ameaçador. Então, a ideia estratégica é que a empresa pelo menos se mantenha na posição em que está. Por isso, a ênfase é no mercado que ela já possui. Desenvolvimento Aqui é a melhor situação da matriz, a organização possui muitas forças e o ambiente oferece muitas oportunidades. Então, a ênfase é trabalhar os recursos tecnológicos e humanos, ou de outra forma, é um excelente momento para organização. Por isso, ela precisa aproveitar para se desenvolver. Perceba que essas estratégias podem ser usadas, inclusive, ao mesmo tempo, dependendo da situação da empresa e do ambiente. LEITURA COMPLEMENTAR Complemente seu estudo lendo, clique aqui. f) Definir objetivos Objetivos e indicadores precisam ser estabelecidos pela organização. Sendo que, atualmente, o Balanced Scorecard (BSC) é uma das melhores ferramentas de gestão para avaliar o desempenho dos objetivos planejados. Sendo que os objetivos de uma organização podem ser classificados quanto à abrangência, ao prazo e a forma. - A abrangência pode ser geral ou especifica; - O prazo pode ser curto, médio ou longo prazo; - A forma pode ser qualitativa ou quantitativa. http://www.empresario.com.br/orientador/edicoes/2003/empresa/sobreviver.html 8 Na prática, o BSC faz a empresa definir e acompanhar um conjunto de indicadores de desempenho que representam os objetivos organizacionais. g) Avaliar e controlar Perceba que definir objetivos e metas é importante, mas avaliar o andamento deles e controlar os indicadores de desempenho é fundamental. Afinal, é a partir dessas atividades que poderemos analisar como anda a execução do nosso plano. Como trabalhar gestão estratégica é ser dinâmico, ou seja, é um trabalho contínuo e incessante, aprender e refazer planos é sempre possível. Como veremos no ciclo PDCA, o “C” é a parte de avaliar e controlar para atuarmos e, se necessário, ajustarmos rapidamente o nosso plano. A avaliação não gera tomada de decisão, ela busca compartilhar a informação. O controle é contínuo e exige: - Definição da avaliação com seus parâmetros; - Estabelecimento de pontos de controle; - Verificar esses pontos; - Corrigir os desvios, caso ocorra; - Retroalimentar o processo buscando sua eficiência e eficácia. PALAVRAS DO PROFESSOR Olá, aluno(a)! Ok! Você pode estar se perguntando: Mas o que é Estratégia e Planejamento Estratégico, afinal? Toda vez que falo em estratégia, lembro-me do filme Tropa de Elite. Lembra? Pronto! É isso mesmo, estratégia surgiu com as forças armadas nas guerras, digamos que era a forma que se decidia lutar para ganhar a batalha. Falamos, por exemplo, que dependendo da estratégia usada, atacando somente o suprimento (água e comida) do inimigo era possível ganhar a guerra sem disparar um tiro. Então planejamento estratégico pode ser entendido como pensar antecipadamente na maneira como ganhar a “guerra”, ou mais praticamente, definir meta, método e o caminho para atingir o objetivo pretendido. Nesse sentido, o ambiente externo deve ser sempre considerado, avaliado em conjunto com o ambiente interno. Resumidamente, dizemos que o P.E. é uma ferramenta gerencial que utiliza interação com o ambiente e deve envolver todos os colaboradores. O objetivo é definir caminhos que devem ser seguidos para alcançar os objetivos ou resultados esperados pela empresa. Genericamente: Vamos ver quais as etapas de um planejamento estratégico: (1) Definir diretrizes estratégicas, ou seja, definir como a empresa irá atuar no ambiente; http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropa_de_Elite 9 (2) Analisar o que a organização possui de pontos fortes e pontos fracos, sendo esse conjunto de características o que compõe o ambiente interno da organização; (3) Avaliar o que está acontecendo ou pode acontecer no ambiente externo, ou seja, analisar as ameaças e as oportunidades oferecidas externamente; (4) Definir os objetivos e metas que a empresa quer alcançar; (5) Escolher as estratégias, ou seja, o caminho que seguirá para chegar aos seus objetivos e metas; e, (6) Implantar o plano estratégico. Melhoria Contínua Costumo dizer que a melhoria contínua é o pilar da gestão da Qualidade. Já que estamos buscando o tempo todo ser melhor ou estar melhor, o tempo todo precisamos fazer melhor, buscar corrigir as falhas e ampliar os nossos pontos positivos. Melhorar continuamente é uma meta das organizações que possuem a cultura de Gestão da Qualidade e deveria ser também uma meta nas nossas vidas pessoais.Esse é um princípio da Qualidade que considero fundamental para as organizações. Insisto: As pessoas e as organizações devem buscar melhorar continuamente o seu desempenho. Isso significa que devemos estar sempre nos melhorando, procurando sempre ser melhor. A máxima é: Nada é tão bom que não possa ser melhorado. Perceba que não é apenas o que é ruim que precisa ficar bom. Também o que consideramos bom não pode ficar estagnado. Especialmente nos dias atuais, na Era da informação, tempo em que as coisas mudam tão rápido. Outro dia não tínhamos telefonia móvel, hoje nosso telefone móvel serve muito mais para enviar mensagem do que para falar. Outro dia não tínhamos máquina digital, hoje com um smartphone podemos fotografar e filmar sem precisar carregar mais nenhum aparelho. Ou seja, as necessidades e expectativas dos clientes mudam muito rapidamente, por isso, a busca da melhoria é quase uma necessidade ou um fator crítico de sucesso para as organizações. Vamos conhecer, então, o ciclo da melhoria contínua, ciclo PDCA ou ciclo de Deming, mostrado na figura abaixo. Fonte: http://www1.tce.pr.gov.br/conteudo/ciclo-pdca/235505/area/46 http://www1.tce.pr.gov.br/conteudo/ciclo-pdca/235505/area/46 10 Esse ciclo é uma ferramenta da Gestão da Qualidade, mas também é uma ferramenta gerencial. E sabe o melhor? Ele pode ser usado também na nossa vida pessoal. GUARDE ESSA IDEIA De forma mais simples: P: Planejar é o momento que se define a meta e o método, ou maneira que chegará no atingimento da meta. D: Executar é o momento que se realiza, ou, executa o que foi planejado. C: Checar é a fase que se verifica, checa ou controla se o que foi executado foi da forma que foi planejado, não deixando de ser registrado caso tenha havido desvios. A: Atuar/agir/retroalimentar é a fase de utilizar o que foi aprendido para o próximo plano. PARA REFLETIR Não é simples? Todos nós rodamos o PDCA o tempo todo, em várias coisas das nossas vidas pessoais (festas e viagens, por exemplo). É uma ferramenta fantástica que pode e deve ser incorporada na nossa rotina. Imagina se as empresas ficariam fora disso? Claro que não! Na Gestão da Qualidade tem autores que já falam em PDCL, a substituição do L pelo A foi motivada pelo L do inglês “learn”, significando aprendizado. Na prática é a parte do ciclo que usamos o que aprendemos e fazemos isso rotineiramente. Na linguagem popular as pessoas dizem que aprendemos com os erros, na Gestão aprendemos também com os acertos. PALAVRAS DO PROFESSOR Vamos falar um pouco sobre BSC ou Balanced Scorecard. Tudo bem? Preparado? Tudo organizado por aí? Vamos lá! Indicadores de Desempenho Bom, sou suspeita para falar de indicadores, adivinha por quê? Adoro! Acho indicadores fundamentais na gestão, não consigo entender como alguém pode gerenciar algo sem usar indicadores. PARA REFLETIR Como bem disse Deming, não é possível gerenciar o que não se mede, sendo preciso definir os indicadores e entender o negócio para ter sucesso no gerenciamento. Concordo plenamente com ele! E você? O que acha? Não sei se você já ouviu alguém comentar que para diretoria o que importa é números ou só enxergam números, já ouviu isso? Na verdade, esse é o papel dos gerentes, mensurar, acompanhar e usar esses parâmetros como indicações para tomada de decisão. Indicadores errados podem gerar decisões erradas com consequências desastrosas. 11 LEITURA COMPLEMENTAR Para saber mais sobre o significado dos indicadores, clique aqui. Perceba que indicador é diferente de meta, já que a meta é o objetivo que você deseja alcançar em um determinado indicador. Ou seja, a meta é o desempenho alcançado e o indicador é a medida desse desempenho. Vejamos: • Indicador: Como será medido ex. Partidas pontuais, horas de treinamento por mês. • Meta: Nível de desempenho ex. 90% de partidas pontuais, 20h de treinamento por mês. GUARDE ESSA IDEIA Então, podemos dizer que indicador é um instrumento gerencial, afinal, ele auxilia o gestor a monitorar e avaliar a execução dos seus planos. Inclusive, ajudando a acompanhar a evolução histórica desses planos. Sendo que os indicadores precisam medir algo quantitativo em um determinado tempo. EXEMPLO A empresa quer atingir uma meta de vendas de R$150.000 por mês, então o indicador dirá quantos por cento foi alcançado no mês. Podendo, inclusive, ser feito um gráfico para o gestor mostrar de forma ilustrativa o andamento dessa meta. Quando a empresa gerencia seus indicadores buscando atingir os objetivos estipulados, de forma geral, dizemos que ela gerencia desempenho. E quando esse desempenho afeta um processo chave, chamamos esses indicadores de KPI, do termo em inglês Key performance indicator ou indicador chave de desempenho. Exemplos de KPI: a) Produtividade (Homem/hora): objetivo é mensurar a quantidade de unidades, por exemplo, que um operário consegue fazer em uma hora de trabalho. A empresa define esse tempo da forma que achar mais conveniente. Imagine que a produção seja dada em minutos ou em dias, o indicador será adequado da melhor forma. b) Ociosidade (% tempo parado): Objetivo é mensurar o tempo que uma máquina ficou parada, por exemplo. c) Clima organizacional (% de satisfação): Objetivo é mensurar o percentual de satisfação dos colaboradores em relação ao clima da empresa em um determinado momento. Incluindo vários aspectos como liderança, comunicação, satisfação com salário e etc. d) Satisfação do cliente (% de satisfação): O objetivo é mensurar o percentual de satisfação dos clientes em um determinado período de tempo. e) Reclamação de cliente (Qtd de reclamações): O objetivo é mensurar a quantidade de reclamações em um determinado período (comumente mensal). Algumas pessoas confundem a ausência http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/o-significado-dos-indicadores/34566/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Indicador-chave_de_desempenho 12 de reclamações com satisfação, o que não é verdade, visto que, nem sempre quem não ficou satisfeito reclamará. f) Rentabilidade: Muitos indicadores são utilizados para medir a margem de lucro do negócio. PALAVRAS DO PROFESSOR Quem define os indicadores? Eles, normalmente, são definidos pela alta direção. Definir indicadores não significa apenas dizer qual é o indicador, é necessário dizer como vai ser feito a coleta, como vai ser monitorado e, especialmente, o que vai ser feito no caso dos desvios - quando eles não conseguirem bater a meta estabelecida. Você deve conhecer alguns indicadores muito utilizados nas organizações, como – por exemplo - o indicador da produtividade e os indicadores de vendas. Esses indicadores são organizados da seguinte forma: a) Indicadores estratégicos – Aqui estão os indicadores para monitoramento do atingimento da visão da organização, ou seja, eles possuem um objetivo holístico, estratégico para organização. b) Indicadores de eficiência – São conhecidos como indicadores de produtividade, já que são eles que sinalizam a utilização dos recursos na produção. c) Indicadores de eficácia – São conhecidos como indicadores de qualidade, já que são eles que indicam o nível de aceitação da produção. d) Indicadores de capacidade - São os responsáveis por acompanhar a capacidade de um processo produtivo em relação ao tempo. Além da classificação, você também precisa saber que os indicadores devem ter algumas características. São elas: a) Comprometimento – Significa que as pessoas da organização precisam conhecer e se comprometer com a busca dessas metas, ou seja, melhoria dos indicadores. b) Consensual - As pessoas da empresa precisam entender sua importância. c) Comunicável – Significa dizer que as pessoas conseguem interpretá-los. d) Agregar valor- Se não é relevante para os processos ou resultados, ou seja, se não agregam valor não precisam ser monitorados. e) Medição e verificação - Precisam ser passíveis de serem medidos, ou seja, é possível verificá-los. f) Objetividade- É possível entender o que estásendo monitorado. Como bem disse Deming: Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia. Como já falei, sou apaixonada por indicadores, não consigo visualizar um gestor ou uma gestão sem indicadores. São eles que indicam, são eles que te norteiam, são eles que facilitam a tomada de decisão, e também os planos de ação. 13 BALANCED SCORECARD (BSC) Objetivos e indicadores precisam ser estabelecidos pela organização. Atualmente, o Balanced Scorecard (BSC) é uma das ferramentas de gestão mais utilizadas para avaliar o desempenho dos objetivos que foram planejados durante o processo de planejamento estratégico. Os objetivos de uma organização podem ser classificados quanto à abrangência, ao prazo e a forma. Podendo ser geral ou específico quanto à abrangência. Podendo ser curto, médio ou longo prazo quanto ao prazo. E, qualitativo ou quantitativo quanto à forma. GUARDE ESSA IDEIA O BSC foi criado por dois professores da universidade de Harvard, que buscavam demonstrar que medidas de desempenho de uma empresa poderiam ser muito mais do que apenas as medidas financeiras. E, principalmente, que quando há mensuração o comportamento das pessoas mudam, ou seja, há influência. Veja se não é assim, toda vez que sabemos que estamos sendo monitorados, mensurados ou comparados, ficamos mais atentos. Ou ainda, nos tornamos mais competitivos, estado de alerta constante. EXEMPLO Se uma loja varejista trabalhar remunerando seus vendedores por comissão, com metas e quadro de acompanhamento, muito provavelmente terá vendedores mais estimulados do que se não houvesse metas ou salário fixo. Ou ainda, se a meta fosse apenas da loja como um todo e não por vendedor. PALAVRAS DO PROFESSOR De uma forma bem simples, o BSC é uma forma da empresa monitorar seu desempenho em quatro perspectivas que estão interligadas e inter-relacionadas, sendo uma ferramenta que traz um diferencial competitivo para as organizações. Na prática, o BSC faz a empresa definir e acompanhar um conjunto de indicadores de desempenho que representam os objetivos organizacionais. Uma ferramenta gerencial que auxilia o processo de implantação das estratégias sem perder de vista a visão estratégica organizacional. A figura abaixo mostra o entendimento dessas perspectivas: Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard https://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard 14 LEITURA COMPLEMENTAR Antes de seguir, recomendo que faça as seguintes leituras sobre o tema: Fatores críticos na implementação do Balanced Scorecard, clique aqui. Balanced Scorecard (BSC): Análise e aplicação, clique aqui. GUARDE ESSA IDEIA O BSC traduz os objetivos da empresa em indicadores de desempenho. Sendo focada nos processos gerenciais mais importantes, que são responsáveis pelos KPI. E, alinhando os processos à visão definida pela empresa no seu planejamento estratégico. Princípios do BSC Alguns princípios são comuns nas empresas que implantam essa ferramenta. I. Traduzir a estratégia em termos operacionais; II. Alinhar a organização à estratégia; III. Transformar a estratégia em uma atividade rotineira para todos; IV. Estratégia é contínua, ou seja, é um processo que precisa de acompanhamento constante; V. A liderança executiva é mobilizadora de mudanças. Vimos então que o BSC é uma ferramenta que auxilia o gerenciamento de indicadores importantes, que são definidos com base na visão estratégica e nos seus objetivos. Perceba, porém, que é possível ter indicadores mesmo que não seja pelo modelo do BSC. E é importante salientar também que algumas empresas fazem o planejamento estratégico, mas não definem indicadores e metas. Qual a consequência? Maior dificuldade de controlar a execução do seu planejamento, ou seja, fica mais difícil de gerenciar a estratégia. 15 PALAVRAS FINAIS Caro(a) aluno(a), Estamos encerrando a nossa segunda unidade e contamos com você para reforçar todo o nosso processo de ensino e aprendizagem acessando os links das atividades e relendo tudo aquilo que foi estudado até aqui. Caso tenha alguma dificuldade, faça uma releitura do seu livro-texto e consulte o seu tutor. Ele está a sua disposição para orientá-lo(a) no que for necessário. Lembre-se: Você deve fazer as atividades avaliativas da unidade que estão disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) para fixar bem o conteúdo estudado. Bons estudos! Nos encontramos na próxima unidade. Até lá!