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1 2 QUEM É A LEADER RH? A Leader RH é uma empresa com profissionais de alta performance, com mais de 15 anos de mercado. Altamente qualificados, com foco em qualidade e resultados. Sua missão é propiciar à empresas e profissionais um serviço de BPia em Gestão de Recursos Humanos, de forma personalizada e diferenciada, focando o respeito, a qualidade e os resultados. EM QUE ACREDITAMOS 1- Conhecimento como motor propulsor da inovação e a aprendizagem ao longo da vida (Lifelong Learning) a base que nos permitirá nos reinventando e transformar pessoas e organizações. 2- Profissionais de recursos humanos fortes, com domínio e prática de suas funções para apoiar as organizações em seu processo de transformação. O novo mundo já chegou. 3- Diversidade permite criar soluções mais adequadas e aderentes a qualquer tipo de contexto e pessoas e nos tornam pessoas mais tolerantes e mais próximas do humano em nós e no outro. 4- Compartilhamento como princípio de formação de uma rede de parceiros efetivos em busca de constante crescimento e evolução pessoal e profissional. 5- Ética como princípio e norteador de negócios. Acreditamos em uma gestão consciente e que gere impacto positivo na sociedade. 6- Desenvolvimento de líderes servidores que estimulam que as pessoas tenham o mesmo tipo de conduta e que saibam identificar e desenvolver o melhor em cada um. 7- Teorias que fundamentam a prática e práticas que estimulam novas teorias para tornar as empresais mais ágeis, humanas e éticas. 3 SUMÁRIO QUEM É A LEADER RH ................................................................................... EM QUE ACREDITAMOS ................................................................................ SUMÁRIO .......................................................................................................... UM NOVO MUNDO ......................................................................................... QUE FUTURO É ESSE? ................................................................................... QUAL É O PAPEL DO RH NESSE NOVO CONTEXTO? ............................ O QUE É E O QUE FAZ UM BUSINESS PARTNER .................................... LIDERANÇA NA FUNÇÃO BP ..................................................................... COMPETÊNCIAS DE UM BUSINESS PARTNER ....................................... COMO ATUA UM BUSINESS PARTNER .................................................... ENTRADA E CONTRATO ................................................................................. COLETA DE DADOS E DIAGNÓSTICO ......................................................... DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL ............................................................. ESTABELECENDO A RELAÇÃO DE PARCERIA ......................................... ESTILOS DE ATUAÇÃO DE BUSINESS PARTNER ...................................... INFLUÊNCIA SEM AUTORIDADE ................................................................. FONTES DE PODER .......................................................................................... IMPLEMENTANDO UM PROCESSO DE BP................................................... DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL E O PROCESSO DE MUDANÇAS ...................................................................................................... DIMENSÃO TEMPORAL ............................................................................... MUDANÇA PLANEJADA E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL: INSTRUMENTO: ANÁLISE DO CAMPO DE FORÇA ................................... O BP E OS RESULTADOS ................................................................................ LIDERANÇA SITUACIONAL E LIDERANÇA PRÁTICA ............................. COMUNICAÇÃO ASSERTIVA ........................................................................ COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL ................................................................ AS MODALIDADES DE COMPORTAMENTO............................................ REFERÊNCIAS ................................................................................................... GLOSSÁRIO DAS EMPRESAS ÁGEIS ............................................................ 02 02 03 04 04 06 07 08 10 13 14 14 15 17 18 21 22 23 27 39 42 48 58 74 84 86 94 95 4 1- Um Novo Mundo Que futuro é esse? Nunca o tema futuro foi tão pesquisado como agora. Isso evidencia que não somente futuristas se interessam pelo o que estar por vir, o que se tornará a sociedade, como os negócios e as pessoas serão impactadas. Alguns estudiosos chamam esse fenômeno de “Era Exponencial”, que é a velocidade com que as mudanças ocorrem e o processo de transformação acontece. Estamos diante de um momento único da história da humanidade, marcado pela chamada Revolução Industrial. A expressão “indústria 4.0” refere-se à combinação de várias tecnologias digitais, todas chegando à maturidade agora, prontas para mudar por inteiro os setores de energia e manufatura. As tecnologias abrangem: 1. Robótica avançada e inteligência artificial; 2. Sensores sofisticados; 3. Computação em nuvem; 4. Internet das coisas; 5. Captura e análise de dados; 6. Manufatura digital (incluindo impressão 3D); 7. Software como serviço e outros modelos de marketing; 8. Smartphones e outros dispositivos móveis; 9. Plataformas que utilizam algoritmos para dirigir veículos a motor (como ferramentas de navegação, aplicativos de carona, serviços de entrega e de transporte de passageiros e veículos autônomos); e 10. Incorporação de todos esses elementos em uma cadeia de valor global e interoperável, compartilhada por muitas empresas em muitos países. Com certeza nada será como antes: a maneira como percebemos as coisas triviais do dia a dia, a forma das organizações fazerem seus negócios e gerenciar suas pessoas 5 também. Patrick Dixon descreve o futuro a partir de seis perspectivas de futuro, o qual prescreve um futuro: veloz, urbano, em tribos, globalizado, radical e ético. Vamos descrever rapidamente cada uma dessas perspectivas: Futuro veloz: a velocidade com que tudo acontece atualmente será cada vez maior. Atrelada a essa velocidade está também a dificuldade de processar a quantidade de informações com as quais nos deparamos. Futuro urbano: o crescimento em demasia das cidades, que influenciam tendências e impactam a qualidade de vida das pessoas. Futuro em “tribos”: o novo perfil de consumidor não tem como base pré- definida de conceitos, que nos possibilite identifica-lo, entender suas demandas e necessidades. Contudo, as chamadas tribos e a formação de grupos polissociais podem ser um caminho para compreender a dimensão do mercado potencial. Futuro globalizado: a ideia que temos de global muda. Um novo mundo globalizado é um mundo altamente conectado. Por isso, entender as culturas será cada vez mais importante. Futuro de extremos: veremos um radicalismo positivo, que consiste em coragem para questionar o status quo, inovar e estabelecer outros pontos de vista a respeito da realidade, compreender o contexto e seus sinais de mudança. Futuro ético: a relação que se dá entre o indivíduo, a criatividade e a responsabilidade. Ser disruptivo sim, mas não a qualquer preço. A sociedade em rede requer respeito às pessoas, ao planeta e aos diferentes agentes de mercado. 6 Qual é o papel do RH nesse novo contexto? O RH como Parceiro do Negócio ou Business Partner, a principal entrega é elevar a performance organizacional, a partir da melhoria da qualidade da gestão de pessoas, nas empresas. Para que consiga realizar esse propósito, o RH precisará: Desaprender – abandonar as velhas práticas e sair de uma para cima (diferentemente de métodos como PDCA e Balanced Scorecard) e por manter os colaboradores focados nos resultados da empresa. DEFINA O OBJETIVO A meta principal deve ser instituída pela direção da empresa, demandando um período relativamente longo – em geral, um ano. Essa definição também tem caráter qualitativo e precisa trazer um forte elemento motivacional. A partir daí, a organização alinha os diferentes setores a essa diretriz estratégica. Cada área da empresa ganha liberdade para desenhar as próprias metas, desde que elas respeitem o objetivo macro. É a chamada gestão bidirecional. Em sistemas tradicionais, como Balanced Scorecard (BSC) ou PDCA, há predomínio da 56 orientação top down – surgida nos níveis mais altos da gestão e replicada em cascata até a base da estrutura. Já o OKR dilui a definição dos objetivos entre top down e bottom up, em uma relação média de 40% e 60% para cada um, respectivamente. Ou seja, depende mais de quem está embaixo do que de imposições vindas de cima. Embora os percentuais não precisem ser mantidos, a divisão demonstra a ingerência da equipe na definição dos rumos. “Decidimos de modo 99% colaborativo. MIRE NO RESULTADO Confundir KRs com tarefas é um engano comum na assimilação da abordagem de OKR. O sucesso do OKR está diretamente ligado ao impacto causado pelas ações. Por isso, as métricas têm uma atuação altamente relevante na aplicação dos processos. “O indicador justifica a tarefa do funcionário. Sem isso, não há como saber o motivo do trabalho.” DEFINA E NÃO ESQUEÇA O set and forget (definir e esquecer) é um dos vilões para a implementação do OKR. Outro passo importante é aplicar o OKR em etapas. O ideal é começar com projetos piloto, reunindo a diretoria e setores sinérgicos. ESTENDA ATÉ ONDE DER No uso do OKR, cabe lembrar, o desempenho dos times e funcionários precisa ser relativizado. Isso porque o sistema prega uma técnica chamada stretched goals – ou metas estendidas. O conceito é estabelecer objetivos realmente desafiadores, capazes de tirar as equipes da zona de conforto – ainda que não sejam impossíveis de alcançar, a ponto de desmotivá-las. 57 Você aplica quando... ... de modo colaborativo, define objetivos e estipula um conjunto de resultados-chave para checar se estão sendo alcançados. ... trabalha com objetivos bem agressivos (metas estendidas) e considera que o atingimento de 70% é um bom percentual. Implementando o OKR Transmitir o propósito Metas sob controle Já existe uma série de plataformas dedicadas à aplicação do OKR. Elas oferecem recursos como integração de KRs, progressos de resultados em diferentes cadências e análises de resultados. Confira algumas: • BetterWorks • Kapta • 7Geese • StatusPath • TalentCove • Weekdone http://www.betterworks.com/ http://www.kapta.com/ https://www.7geese.com/ http://www.statuspath.com/ https://www.talentcove.com/ https://weekdone.com/ 58 6- LIDERANÇA SITUACIONAL E LIDERANÇA PRÁTICA “Servir de modelo não é a melhor forma de ensinar; é a única forma de ensinar.” Albert Schweitzer A força do exemplo é maior que todas as palavras de apoio proferidas num discurso. A simples presença do gestor faz despertar a confiança das pessoas, que sabem que podem contar com ele. Mas para que a equipe confie no gestor, ele precisa cumprir, tanto quanto os outros, as regras. Elas devem valer para todos e em todas as circunstâncias. É uma ilusão querer que os outros façam o que você não consegue fazer. Suas ações precisam corresponder ao seu discurso. A pessoa que estabelece regras para o grupo e não as obedece destrói a equipe. Aquele pai que troca o seu carro numa época em que todos da família estão economizando arrasa o moral do grupo, quebra a confiança que a família tem nele. Quando você implantar uma regra, seja o primeiro a seguir. Afinal, se as regras que você criou são válidas, elas devem servir também para você! Se não, acontece como naqueles tristes casos de psiquiatras que escrevem livros maravilhosos ensinando as pessoas a viver e acabaram se suicidando. Puxa vida! Não conseguiram aproveitar nem as próprias idéias. Você é o modelo de sua equipe, mesmo que não saiba. As pessoas sempre vão se inspirar em você. Elas vão tratar seus clientes da maneira que você as trata. Elas vão se envolver nos novos projetos como você. Se você é conspirador, sua equipe também vai ser. Principalmente contra você. Se você é um gestor que valoriza o estudo, sua equipe vai valorizar a aprendizagem. A força de seu exemplo é maior que todas as palavras de apoio proferidas em seu discurso. O mesmo acontece na família. Você é o ídolo de seus filhos, eles vão seguir seus passos! A orientação não funciona quando os pais cobram dele o maior empenho em relação aos estudos e, por vezes, nunca lêem um livro. Se você é um daqueles pais hábeis em abrir latinhas de cerveja a noite inteira e deliciar-se em frente à televisão, esqueça. Seu filho vai aprender a enganar o tempo em frente ao livro também. Exatamente como acontece com aquelas mães que ficam em casa o dia inteiro sem fazer nada e vive cobrando da filha uma postura empreendedora. A força de seu exemplo é maior que os milhares de palavras que utiliza. Sua atitude perante a vida contamina todos os móveis da casa. Napoleão Bonaparte, sem dúvida, foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma das maiores batalhas. As forças adversárias tinham um contingente três vezes superior ao seu, além dos 59 equipamentos serem também superiores. Napoleão avisou aos generais de que ele estava indo para frente de batalha e estes procuraram convencê-lo a mudar de ideia: _ Comandante, o senhor é o império. Se morrer, o império deixará de existir. A batalha será muito difícil. Deixe que nós cuidaremos de tudo. Por favor, fique. Confie em nós. Tudo em vão, não houve nada que o fizesse mudar de ideia. No meio da noite, o general Junot, um de seus brilhantes auxiliares e também amigo, procurou-o e, de novo, tentou mostrar o perigo de ir para frente de batalha. Napoleão olhou-o com firmeza e disse: _ Não tem jeito, eu vou. _ Mas por que comandante? _ É mais fácil puxar do que empurrar! Ele tem razão: quando você está junto, as pessoas entram na sua energia vencedora. Quando o líder toma para si as conseqüências de suas decisões, obtém o respeito de seus colaboradores. INSTRUÇÕES: O propósito do exercício seguinte é permitir que você identifique os seus estilos de gestão através do autodiagnostico. A tarefa consiste em identificar e assinalar a alternativa que você adotaria se estivesse diante de cada uma das doze situações descritas. Procure evitar a “boa resposta”, sendo o mais verdadeiro possível, assinalando a alternativa que realmente descreve o comportamento que você adotaria caso contrário, seu autodiagnóstico ficará irreal. Cumprida a tarefa, transcreva suas respostas para a tabela “Tendências dos Estilos de Liderança”, em seguida, registre o total de incidências por coluna. 60 ATIVIDADE 1: LIDERANÇA SITUACIONAL 1- Você vem manifestando cordialmente a preocupação com o bem estar de seus funcionários, eles, no entanto, não vem respondendo favoravelmente à sua atenção e o desempenho deles está entrando em colapso. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Acentuaria o emprego de procedimentos uniformes para a execução de tarefas e manteria uma supervisão atenta. b) Colocaria-se à disposição dos mesmos para debater o assunto. c) Conversaria com os seus funcionários e depois definiria as metas. d) Propositadamente não interviria. 2- Você vem observando que, depois de algumas providências enérgicas que definiu, o desempenho de sua equipe está melhorando sensivelmente. Você constata que todos estão mais conscientes de seus papeis e padrões de desempenho. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Não adotaria nenhuma providência definida. b) Manteria uma dinâmica de trabalho amigável, mas continuaria a assegurar-se de que sua equipe teria o mesmo padrão de desempenho. c) Continuaria a acentuar a importância do cumprimento de metas e prazos. d) Faria tudo que estivesse ao seu alcance, para que o grupo se sentisse importante e motivado. 3- Você costuma deixar os seus funcionários à vontade para resolver os problemas, mas está percebendo que eles estão sentindo-se incapazes para solucionar um deles sozinho. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Envolveria seus funcionários no problema e daria sua orientação. b) Deixaria tudo por conta dos seus funcionários. c) Agiria com rapidez e firmeza para solucionar o problema. d) Encorajaria a equipe a trabalhar no problema e colocaria-se à disposição para o que fosse necessário. 4) Os seus funcionários trocaram ideias com você sobre algumas rotinas de trabalho e concluíram que algumas mudanças são necessárias a fim de que os resultados desejados sejam mais efetivos. Há bastante tempo eles vêm mantendo bons padrões de desempenho e trabalhando num clima de harmonia e entusiasmo. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? 61 a) Permitiria que seus funcionários implementassem as mudanças e colocaria-se à disposição para ajudá-los, caso fosse necessário. b) Estudaria a questão e decidiria sobre a conveniência ou não das mudanças e, se concluísse pela conveniência, orientaria a forma como implementá-la. c) Deixaria que seus funcionários decidissem quais as mudanças que deveriam ser realizadas, quando e como implementá-las. d) Aceitaria as recomendações de seus funcionários, mas dirigiria você mesmo às mudanças necessárias 5- O desempenho de sua equipe vem caindo nos últimos meses. Ninguém tem se preocupado em cumprir suas metas. Tem sido necessário cobrar constantemente para que suas tarefas sejam executadas dentro dos prazos. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Permitiria que o grupo participasse da fixação das metas e não exerceria pressão sobre as pessoas. b) Determinaria as metas, prazos e padrões de qualidade e depois acompanharia de perto a execução. c) Pediria sugestões ao grupo, mas atuaria para que as metas fossem realmente cumpridas. d) Deixaria que a situação evoluísse mais um pouco, pois provavelmente o grupo possa por si mesmo retomar ao que era antes. 6- O gestor, a quem você acaba de substituir, era excessivamente autoritário e controlava a equipe de trabalho de perto. Os funcionários, no entanto, vêm apresentando bons padrões de desempenho, apesar do estilo rígido do chefe anterior. Você deseja preservar o nível de desempenho, mas, também tornar o ambiente mais humano. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Faria com que os funcionários desta equipe percebessem o quanto você os valoriza, bem como, o quanto contará com eles. b) Continuaria insistindo na importância das tarefas e no cumprimento dos prazos. c) Decidiria não interferir, deixando que a própria equipe formulasse suas próprias orientações. d) Permitiria que a equipe participasse das decisões relacionadas com suas atividades, mas cuidaria para que os objetivos continuassem a ser atingidos. 7- Você está desejando introduzir mudanças de grande porte em sua área de trabalho. Seus funcionários concordam com as mesmas e têm dado sugestões muito pertinentes. Todos eles vêm demonstrando também muita versatilidade e flexibilidade no dia-a-dia. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Determinaria a mudança e definiria o novo papel de cada um, supervisionando criteriosamente a sua implementação. 62 b) Depois da aprovação das mudanças, deixaria que os funcionários deflagrassem as mudanças necessárias. c) Aceitaria as sugestões apresentadas sobre as mudanças e manteria o controle sobre sua execução. d) Deixaria que as coisas evoluíssem mais um pouco. 8- A produtividade de sua equipe é boa, mas você sente certa insegurança em relação aos seus funcionários, por que acha que está faltando uma ação mais direta de sua parte. O relacionamento entre vocês é plenamente satisfatório. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Não interferiria na situação. b) Discutiria a situação com seus funcionários e depois tomaria as providências necessárias. c) Começaria a ter comportamentos mais diretivos, tomando providências para que seus funcionários se mantivessem dentro das normas. d) Procuraria incentivar sua equipe em suas tarefas diárias evitando qualquer tipo de pressão. 9- Você foi designado para coordenar um grupo de trabalho constituído de profissionais de alto nível, encarregados de propor recomendações para mudanças. O trabalho se acha muito atrasado. O grupo não tem metas definidas e os participantes têm faltado a várias reuniões. Nas reuniões, além da baixa frequência, prevalece um clima de congraçamento social. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Consideraria a qualificação dos participantes e deixaria que eles resolvessem a questão. b) Determinaria as metas e os prazos da realização das tarefas, supervisionando sua execução. c) Discutiria a situação com o grupo, mas certificaria-se de que os objetivos estivessem sendo cumpridos. d) Discutiria a situação com o grupo, deixando que eles fixassem suas próprias metas e prazos, sem exercer pressão. 10- Seus subordinados, em geral aptos para assumir responsabilidades, não estão reagindo bem à sua recente redefinição de metas e métodos de trabalho. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Discutiria a questão com o grupo, sem fazer pressão para que o relacionamento não fosse afetado. b) Redefiniria as metas e os métodos de trabalho, e manteria uma supervisão de perto. 63 c) Deixaria que o tempo resolvesse a questão, e não interferiria na situação. d) Aproveitaria as sugestões do grupo, mas asseguraria de que as metas fossem cumpridas. 11- Você foi indicado para ser o gestor de uma equipe que vem mantendo, há muito tempo, elevado padrão de desempenho. A relação entre os membros é muito satisfatória. O seu antecessor, porém, não se envolvia nos assuntos do grupo. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Apresentaria aos seus subordinados os seus métodos de trabalho, e definiria claramente as metas de cada um. b) Faria o grupo participar das decisões estimulando as suas contribuições. c) Analisaria com o grupo o seu desempenho e depois verificaria a necessidade de adotar novos procedimentos. d) Continuaria deixando o grupo à vontade, para continuar trabalhando como antes. 12- Os seus funcionários apresentam elevado desempenho em suas tarefas, mantendo os objetivos de longo prazo. O relacionamento entre eles é muito adequado. Ultimamente você tem sido informado de que há algumas dificuldades entre eles. O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO? a) Tentaria junto aos funcionários a iniciativa que parecesse a mais indicada e depois verificaria a necessidade de novas providências. b) Deixaria que o grupo resolvesse as possíveis dificuldades sem interferir. c) Agiria com rapidez e firmeza para mudar o curso dos acontecimentos. d) Colocaria-se à disposição dos funcionários para discutir o assunto, tomando o cuidado para não afetar as boas relações existentes. Questões E1 E2 E3 E4 01 A C B D 02 C B D A 03 C A D B 04 B D A C 05 B C A D 06 B D A C 07 A C B D 08 C B D A 09 B C D A 10 B D A C 11 A C B D 12 C A D B E1 E2 E3 E4 TOTAL 64 TENDÊNCIAS DOS ESTILOS DE LIDERANÇA ATIVIDADE 2: ADEQUAÇÃO DE ESTILOS DE LIDERANÇA INSTRUÇÕES: Analise os indicadores de desenvolvimento de um integrante de sua equipe e marque com um “X” o nível de desenvolvimento em que ele se encontra. Ao final transcreva as respostas para o “quadro de respostas” e registre o total de incidências por coluna. Indicador A: Objetivos →Conhece as responsabilidades do cargo, especificando seus próprios objetivos e realizando tarefas dentro dos padrões de qualidade esperados? 1. Desconhece ou conhece vagamente as responsabilidades do cargo. Mostra-se incapaz de realizar tarefas dentro dos padrões de qualidade esperados. 2. Conhece razoavelmente bem as responsabilidades do seu cargo e seus objetivos. Os resultados do seu trabalho situam-se abaixo do esperado. 3. Conhece as responsabilidades de seu cargo e os resultados de seu trabalho são satisfatórios. Suas tarefas apresentam padrões de qualidade esperados. 4. Conhece bem as responsabilidades de seu cargo e estabelece objetivos freqüentemente desafiadores. Seu trabalho apresenta padrões de qualidade elogiáveis. Necessita, apenas eventualmente, de que eu colabore com ele. Indicador B: Delegação → Com que tipo de delegação ele trabalha melhor? Qual é o seu nível de iniciativa? 1. Delegação de tarefas muito estruturadas, através de manuais de procedimentos, instruções, normas regras, regulamentos, determinações, etc. Pergunta também com muita freqüência, como deve fazer as coisas. Prefere receber “mastigado” o modo como ele deve fazer as coisas em todos os seus detalhes. 2. Delegação de parte isolada de uma tarefa global (não é preciso dar tudo “mastigado”, bastam às instruções principais de como ele deve realizar a tarefa, que ele cuida do resto). 3. Delegação de uma parcela substancial de um trabalho que constitua um desafio para ele (ele prefere discutir as várias alternativas para realizar o trabalho, e leva avante aquela que ele julgar mais adequada). 65 4. Delegação da responsabilidade total de um trabalho que constitua um desafio para ele (ele tem capacidade de realizar o trabalho sozinho, consultando somente em caso de necessidade). Indicador C: Decisão → Ele tem iniciativa para buscar soluções ou resolver problemas? Oferece sugestões ou introduz inovações para melhorar a realização das suas tarefas? Ou conserva ritualmente os mesmos métodos convencionais? Ele toma decisões inúteis? 1. Não toma decisões (ou toma decisões inúteis). 2. Toma poucas decisões, geralmente úteis, mas seu nível de decisão é puramente operacional ou de procedimentos. 3. Toma muitas decisões, geralmente úteis, oferece sugestões para inovar. 4. Toma muitas decisões, quase todas (ou todas) úteis, introduz inovações. Indicador D: Prazos → Ele vem cumprindo os objetivos� dentro dos prazos e padrões esperados? Ou é necessário “cobrar” constantemente? 1. É necessário “cobrar” constantemente, ou, cumpre os prazos, mas, abaixo dos padrões esperados. 2. Cumpre os prazos mais ou menos, vez por outra é preciso lembrá-lo de seus compromissos. 3. Vem atingindo os objetivos dentro dos prazos e de acordo com os padrões esperados. 4. Atinge resultados antes do prazo e com elevado padrão de qualidade. Indicador E: Dependência → Com que frequência ele solicita a sua orientação e colaboração para fazer o trabalho? 1. Quase sempre, sem orientação, ele provavelmente não executaria suas tarefas de forma desejada. 2. Com razoável freqüência, executa as suas responsabilidades sem orientação. 3. Solicita orientações apenas em situações novas. 4. Quase nunca solicita orientações. Mesmo nas ausências prolongadas de seu superior é capaz de continuar trabalhando com grande empenho Indicador F: Qualificação → Ele possuiu competência e as qualificações adequadas ao desempenho de suas responsabilidades? 1. Não possui: é ainda inexperiente. 2. Mais ou menos: sua competência é ainda relativa. 66 3. Possui competência e qualificação, apenas eventualmente necessita de ajuda. 4. É altamente qualificado/competente na realização das responsabilidades de seu cargo. Indicador G: Motivos de Desempenho → O seu desempenho na realização de suas responsabilidades relaciona-se com o interesse em obter: 1. Prêmios de natureza essencialmente imediatista e financeira e, às vezes, vantagens em longo prazo que lhe garantam segurança e estabilidade no emprego. 2. Vantagens em longo prazo que lhe assegurem estabilidade e segurança: às vezes, até mesmo a aceitação dos colegas e bom relacionamento com superiores. 3. Mais prestígio pessoal dentro da empresa: reconhecimento de seus sucessos e possibilidade de progresso. 4. Maior autonomia para gerir o seu próprio trabalho: auto- organizar, auto- planejar e autocontrolar suas atividades. Indicador H: Relações Interpessoais → Como é o seu relacionamento com os demais membros da equipe: tende a criar casos ou a dissolver atritos e solucionar problemas interpessoais? 1. Rígido consigo e com os outros. Pouco flexível em suas atitudes com os colegas, com os quais não raro entra em conflito. Seu comportamento pode interferir no clima do trabalho. 2. Pouco cooperativo. Envolve-se em conflitos interpessoais com alguma freqüência. Raramente solicita ajuda para solucionar dificuldades nas quais se encontre, mas aceita quando lhe é oferecida. 3. Solidário e cooperativo na maior parte das vezes, quando envolvido diretamente em conflitos, atua de modo conciliador e, se necessário, pede ajuda a terceiros. 4. Busca e oferece apoio e cooperação, ainda que eventualmente. É capaz de solucionar problemas interpessoais nos quais direta ou indiretamente esteja envolvido. Questões D1 D2 D3 D4 A 1 2 3 4 B 1 2 3 4 C 1 2 3 4 D 1 2 3 4 E 1 2 3 4 F 1 2 3 4 G 1 2 3 4 67 ATIVIDADE 2 - QUADRO DE RESPOSTAS A liderança Situacional baseia-se numa inter-relação entre a quantidade de orientação e de apoio sócio emocional que é dado pelo gestor aos seus funcionários no desempenho de uma tarefa, função ou algum objetivo específico. Para tal, é importante desenvolver a sua a capacidade de diagnosticar e observar a sua equipe de trabalho. As pessoas têm níveis de maturidade e motivação diferentes e é exatamente nessas diferenças que ele deve atuar para obter um resultado satisfatório. Portanto, para pessoas diferentes, métodos diferentes. O que significa que também deve haver vários estilos de liderança para gerenciar pessoas. O gestor tem que ser um líder situacional, que muda o seu estilo de acordo com a necessidade das pessoas que coordena. Para tal, ele precisa ser flexível e ser capaz de usar os quatro estilos da liderança situacional, diagnosticar o nível de desenvolvimento dos seus funcionários e acordar com as pessoas o estilo de liderança a ser aplicado. Mencionamos abaixo os quatro estilos de Liderança Situacional: Estilo 1 Neste estilo, o gestor fornece instruções específicas e supervisiona atentamente o cumprimento das tarefas. Ele diz ao subordinado o que, quando, onde e como fazer e, em seguida, o acompanha na execução das tarefas. Além de dizer à pessoa qual é o objetivo a ser atingido, o gestor traça um plano detalhado de como a tarefa deve ser realizada. Estilo 2 Neste estilo, o gestor não só dirige e supervisiona atentamente a realização da tarefa, mas também explica decisões, solicita sugestões e incentiva o desenvolvimento do funcionário. Ele utiliza a comunicação em “mão dupla”. Estilo 3 H 1 2 3 4 TOTAL Determinar (Direção) Persuasão (Treinamento) Compartilhar (Apoio) 68 Esse estilo se caracteriza pela ênfase na motivação com ações mínimas na direção. O gestor apoia os esforços dos seus funcionários para cumprir tarefas e compartilha com eles a tomada de decisão, ouvindo-os em suas sugestões e estimulando-os através de elogios. Raramente, no exercício desse estilo, o gestor fala sobre como realizaria uma tarefa. Aqui, o que o gestor faz é ajudar os seus funcionários a chegarem a soluções próprias, fazendo-lhes perguntas que lhes ampliem o raciocínio e encorajando-os a assumir riscos. Ao exercer este estilo, o gestor transfere aos funcionários a responsabilidade do processo decisório e da solução de problemas rotineiros ligados às tarefas que cada um desempenha. Estilo 4 Ao exercer este estilo, o gestor transfere aos funcionários a responsabilidade do processo decisório e da solução de problemas rotineiros ligados às tarefas que cada um desempenha. Através dos exemplos abaixo, esclareceremos a aplicação de cada estilo. Suponhamos que da sala da recepcionista da diretoria venha um barulho excessivo, que esteja incomodando. Se o gestor disser ao seu funcionário: “Por favor, vá lá e diga a Srta. Mônica que peça estas pessoas para conversarem no corredor e, depois me dê um retorno sobre o que ela fez”, o gestor estará usando aqui o estilo 1, determinação (direção). Aplicando o estilo 2 persuasão (treinamento) à mesma situação, ele dirá: “Esse barulho que vem da sala da Srta. Mônica está nos incomodando . Acho que você deve ir até lá e dizer a ela que peça as pessoas para conversarem no corredor. Você tem outra sugestão ou alguma pergunta a me fazer?” Se o gestor utilizar o estilo 3 compartilhar (apoio), dirá: “ o barulho na sala da Srta. Mônica está nos incomodando. O que acha que podemos fazer?” No estilo 4 (delegação), ele simplesmente dirá: “o barulho na sala da Srta. Mônica está nos incomodando. Peço-lhe o favor de tomar uma providência a respeito”. Quando adotar um estilo ou outro? Em primeiro lugar, temos que diagnosticar o desempenho do funcionário, levando em consideração sua competência e seu comprometimento com o trabalho, pois pessoas que Delegação 69 se encontram em níveis diferentes de competência e de comprometimento têm que ser tratadas diferentemente. O estilo de determinar (direção) destina-se a pessoas que carecem de competência, mas que se mostram entusiasmadas e comprometidas com a tarefa. Para a “arrancada”, elas precisam de direção e de acompanhamento, porque são relativamente inexperientes. Precisam ainda de apoio e de elogios para construírem sua autoestima, além de envolvimento na tomada de decisões para construírem a sua competência. O estilo persuasão ( treinamento) é usado com pessoas que ainda precisam de direção, mas de quem já se podem pedir sugestões, convidado-as a participar. O estilo de compartilhar (apoio) é apropriado para pessoas que possuem competência, mas carecem de motivação. Embora não precisem de muita direção tendo em vista suas habilidades, o apoio é necessário para lhes fortalecer a motivação. O último estilo (delegação), é destinado às pessoas que demonstram competência e comprometimento no exercício de suas funções e, portanto, podem e devem trabalhar sozinhas num projeto, com acompanhamento apenas em pontos-chave. Podemos sintetizar em quatro passos as ações que o gestor deve empreender para desenvolver a competência e o comprometimento nos seus funcionários: Nesse quarto passo, o gerente deve procurar agir de forma positiva, “flagrando” os funcionários em suas ações positivas, ou seja, dando mais ênfase aos acertos do que aos erros. Os elogios são a chave para ajudar as pessoas a se desenvolverem. 1º Dizer ao funcionário o que fazer. 2º Mostrar a ele como fazer, ou seja, qual é o padrão de desempenho esperado. 3º Deixar que ele tente fazer. 4º Observar seu desempenho, acompanhand o-o com frequência. 70 OS QUATRO ESTILOS BÁSICOS DE LIDERANÇA SÃO: NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO DO FUNCIONÁRIO X ESTILO APROPRIADO DE LIDERANÇA Competência: Conhecimento + Habilidade Comprometimento: Confiança + Motivação SUGESTÃO BIBLIOGRÁFICA Blanchard, Kenneth / Hersey Paul / A Liderança Situacional e o Gerente Minuto. REFLEXÃO DOS QUESTIONÁRIOS DE LIDERANÇA SITUACIONAL COMUNICAÇÃO Nível de Desenvolvimento Estilo Apropriado de Gestão D1 Baixa Competência Comprometimento Alto E1- Dirigir Estruturar, controlar e supervisionar. D2 Alguma Competência Comprometimento Baixo E2 – Treinar Dirigir e apoiar. D3 Alta Competência Comprometimento Variável E3 –Apoiar Elogiar, ouvir e facilitar. D4 Alta Competência Comprometimento Alto E4 – Delegar Transferir poderes tarefas ou funções, preservando a responsabilidade pelos resultados. 71 FOLHA DE ATIVIDADE As questões, abaixo, têm como objetivo ajudá-lo a ter mais consciência de seus hábitos. Assinale os comportamentos, que se aplicam ou não, à sua forma de comunicar. Questões __________________________________________ 01- Minha tendência é não ouvir as pessoas das quais discordo. 02- Se acho que já sei o que a outra pessoa está tentando dizer, paro de ouvir. 03- Acho fácil ouvir a opinião de outra pessoa, mesmo se for diferente da minha. 04- Peço aos outros que me esclareçam o que não compreendo. 05- Costumo contestar mentalmente o que a outra pessoa está falando. 06- Quase sempre pareço estar ouvindo, quando na verdade, não estou. 07- Às vezes divago, quando deveria estar ouvindo. 08- Se não estou ouvindo, aviso a outra pessoa. SIM ____ Não ____ Situação Desejada ____________________ 72 09- Reconheço que as palavras significam coisas diferentes para diferentes pessoas. 10- Se não gosto da outra pessoa, ou não acredito nela, bloqueio o que está sendo dito. 11- Olho para a pessoa que está falando. Questões __________________________________________ 12- Concentro-me na mensagem e não na aparência física da pessoa. 13- Sei quais as palavras e frases que me fazem reagir emocionalmente. 14- Planejo como vou me comunicar, para atingir meu objetivo. 15- Prevejo a reação dos outros às minhas palavras. 16- Levo em consideração como os outros querem receber as minhas informações. Sim ____ Não ____ Situação Desejada ____________________ 73 17- Frequentemente, acho que os outros deveriam ter me entendido. 18- Sou capaz de receber um retorno negativo, sem ficar na defensiva. 19- Pratico as técnicas de bom ouvinte regularmente. 20- Costumo julgar o conteúdo da mensagem dos outros, quando eles estão tentando se comunicar comigo. 21- Reformulo a informação que me dão, para ver se compreendi bem. 22- Levo em consideração os níveis emocionais das pessoas ao me comunicar com elas. 74 7- COMUNICAÇÃO ASSERTIVA A palavra comunicação significa “tornar comum” trocar informações e compartilhar idéias. Comunicação é a transferência e compreensão de significados e ocorre por meio de palavras, gestos, tom de voz, olhares, imagens, símbolos etc. Comunicar tem o sentido de estabelecer com o outro um estímulo e provocar uma resposta, numa troca dinâmica e interativa. Na organização a comunicação é o veículo por onde viajam as informações sobre planos, programas, projetos, metas, objetivos, decisões, instruções sobre a execução de um trabalho, enfim, tudo o que leva ao desempenho e às atividades programadas para o alcance dos resultados desejados. A comunicação influi diretamente em todas as ferramentas de gestão mencionadas nos temas tratados até aqui, como também na motivação pessoal, pois ela é quem promove a interface em todos os níveis organizacionais e incide diretamente nos resultados adequados para que cada função e cada nível desempenhem o papel que lhe cabe de maneira satisfatória. Como mencionado por Eunice Mendes e L.A. Costacurta Junqueira, na obra Comunicação sem Medo, “Para uma comunicação de qualidade, não basta falar bonito, construir frases bem elaboradas, utilizar figuras de linguagem, seguir corretamente as regras gramaticais. É preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é uma simples troca de palavras, mas um encontro, a troca democrática de ideias sem julgamentos preconcebidos, num clima de confiança e bem- estar”. A comunicação é um processo pertencente ao ser humano. Ela imprime nossa marca e o que queremos dizer através da nossa forma de andar, sentar, falar, abraçar, beijar, olhar, cumprimentar, sorrir e até mesmo o silêncio é uma forma de comunicação e acontece de acordo com quatro elementos que se conjugam e se interagem: Fonte ou Emissor Mensagem Canal Receptor 75 A fonte ou emissor emite uma mensagem que é enviada através de algum meio (canal) ao receptor e para que isso ocorra de maneira efetiva torna-se necessário que: → A mensagem seja compreensiva para o receptor; →A mensagem seja enviada através de uma forma que permita conservar-se o mais inalterado possível o seu conteúdo; → O receptor possa decodificá-la, captando o seu real significado e desse modo elaborar uma resposta adequada sob forma de nova mensagem. Estas etapas constituem o que chamamos de “Processo de Comunicação”. A eficácia da comunicação pode ser aprimorada através de processos de “feedback”, que é a verificação do quanto fomos bem sucedidos na transmissão da nossa mensagem. Quem legitima e garante se houve efetividade na comunicação, não é quem fala, mas quem ouve. A comunicação é, portanto uma via de mão dupla, dividindo a responsabilidade entre os envolvidos tanto na transmissão como na recepção das mensagens, pois a função primordial de todo o processo é assegurar a compreensão da mesma. É fundamental reforçar a importante interação da comunicação com as demais ferramentas gerenciais. O estilo inadequado de gestão pode também promover de imediato bloqueio a uma comunicação efetiva, levando muitas vezes ao surgimento de uma rede informal de comunicação com estruturas em cadeias e “grupinhos” que fazem gerar uma série de mensagens diferentes das originais e que podem seguir distorcidas ao longo dos processos afetando em cheio os resultados pretendidos. Um estilo autoritário de gestão pode levar ao colaborador a dizer somente aquilo que o gestor pretende ouvir e num processo de centralização de tarefas fazer com que este deixe de explicar aos seus colaboradores quais são precisamente as suas tarefas e também o que se espera deles, promovendo assim o comprometimento total dos resultados desejados. O gestor, na busca pela eficácia na comunicação, deve também ser objetivo e buscar a prática da comunicação direta e imediata. Essa prática prioriza falar diretamente ao envolvido o que realmente se pretende e no tempo mais imediato possível. Infelizmente, o que por vezes é constatado é a prática do adiamento e da “fofoca”. Falamos para várias pessoas, menos diretamente com o envolvido o que somente a ele interessa. 76 ASSERTIVIDADE QUESTIONÁRIO As perguntas abaixo não têm como objetivo avaliar você. Servirão apenas para ajudá- lo a compreender melhor alguns aspectos do seu comportamento. Quanto mais sincero e honesto for, melhor para você. Procure colocar-se em cada situação abaixo e responda como se comportaria realmente nelas. Declare o que você faria em situações idênticas e não o que gostaria de fazer. Se não houver uma resposta que corresponda exatamente ao que você faria, escolha a que mais se aproxima do comportamento que você teria naquela situação. 1) Suponha que você está numa roda de amigos e surge um desentendimento entre dois deles. A situação vai complicando e você sente muito medo. O que faz? a) ( ) Afasta-se o mais rápido que puder, deixando que os dois resolvam. b) ( ) Mostra-se tranqüilo (embora não esteja) e se afasta com calma. c) ( ) Revela a eles os seus temores e ajuda a resolver o problema. 2) Numa festa acontece algo muito engraçado. O que você faz? a) ( ) Evita rir muito para não aparecer demais. b) ( ) Ri muito na proporção em que a coisa é engraçada. c) ( ) Dá grandes gargalhadas, não se importando com o ambiente. 3) Quando uma pessoa comete uma injustiça flagrante com você, o que faz? a) ( ) Cala-se para evitar atrito maior. b) ( ) Expressa seu descontentamento diretamente. c) ( ) Cria um caso à altura da injustiça. 77 4) Suponha que você tenha um filho de oito anos. Num dia em que você está muito triste, seu filho percebe que há algo diferente em seu comportamento e lhe pergunta: o que tem? O que você responde? a) ( ) Muda de fisionomia e diz a seu filho: impressão sua, está tudo bem! b) ( ) Diz apenas: nada, meu filho. Estou só pensando... c) ( ) Diz: é meu filho, estou triste hoje, alguns problemas. 5) Você viu um filme que achou muito bom. Quando chega ao trabalho, entra numa rodinha de seis colegas que estão exatamente fazendo os piores comentários sobre o filme. No momento em que chega, os seis estão ridicularizando exatamente a cena de que você mais gostou. O que faz? a) ( ) Ri com eles como se tivessem razão. b) ( ) Fica calado evitando criar discussão. c) ( ) Discorda dizendo abertamente que gostou. 6) Chega à sua casa um vendedor. Está bem vestido e é muito falante. Você, naquele momento, não quer e não pode comprar coisa alguma. Ele, porém é delicadamente insistente e quer mostrar-lhe o produto na esperança de convencê-lo a comprar. O que faz? a) ( ) Por educação convida-o a entrar e escuta a sua argumentação. b) ( ) Diz-lhe diretamente que não quer ouvi-lo. c) ( ) Pede-lhe para passar noutra hora e fica livre dele, sem atrito. 7) Você compra uma roupa nova. Em casa percebe que está defeituosa. O que faz? a) ( ) Fica com a roupa defeituosa, para evitar maiores problemas com o vendedor. b) ( ) Procura logo a loja e argumenta, seriamente com o vendedor para trocar. c) ( ) Vai à loja, manifesta sua raiva pelo abuso deles e exige a troca. 8) Suponha que você tenha um filho e que ele está numa situação perigosa, de fato, com muito medo de enfrentá-la. O que você faz? 78 a) ( ) Procura incentivá-lo a não temer. b) ( ) Procura mostrar a ele que, acima de tudo, ele é corajoso e forte. c) ( ) Diz a ele que, na idade dele, você também teria medo naquela situação. 9) Quando tem uma felicidade grande demais, costuma ficar apreensivo, com medo de que algo de ruim lhe aconteça? a) ( ) Muitas vezes. b) ( ) Sempre. c) ( ) Nunca. 10) Você tem um grande amigo. Para sua surpresa e raiva ele trai a sua confiança. O que você faz? a) ( ) Corta relações com ele e passa a evitá-lo. b) ( ) Procura-o e manifesta sua raiva e decepção. c) ( ) Fala mal e esbraveja para que ele veja o que fez. 11) Você está assistindo a um filme em companhia da pessoa que ama. A história é muito comovente. Na cena mais expressiva e dolorosa, quando você se entristece como se fosse o próprio ator, o que você faz? a) ( ) Recolhe-se na cadeira e fecha os olhos para afastar o seu sentimento. b) ( ) Contém seu choro, de modo a sentir apenas um aperto na garganta. c) ( ) Chora levado pelo que sente. 12) Uma pessoa de quem você gosta muito lhe pede seu aparelho de som emprestado. Você quer ouvir música naquela noite, mas não quer desgostar a pessoa amiga. O que faz? a) ( ) Abre mão da sua música, embora à contra gosto e empresta o aparelho. b) ( ) Arranja a desculpa de que o aparelho está estragado. c) ( ) Diz à pessoa que você planeja usar o aparelho naquela noite. 79 13) Faz alguns meses que você emprestou a um amigo a quantia correspondente à metade de seu salário bruto, na época. O pagamento tinha sido prometido para o mês seguinte. O que você faz? a) ( ) Nada lhe fala, espera simplesmente. b) ( ) Cobra dele na primeira ocasião oportuna. c) ( ) Nada lhe fala, mas, perde a confiança total nele. 14) Você é convidada para uma reunião social importante e formal. Você quer ir, mas teme cometer gafes. O que você faz? a) ( ) Evita ir para não cometer gafes. b) ( ) Vai, levando no bolso um manual de boas maneiras. c) ( ) Vai, sem se preocupar com as gafes que possa dar. 15) Quem procura conter ou ocultar sua alegria, evita profundas decepções. Está frase está: a) ( ) Certa. b) ( ) Certa, na maioria dos casos. c) ( ) Errada. 16) Você está na fila do ônibus há muito tempo e alguém “fura” a fila à sua frente. Cansado, você sente raiva. O que você faz? a) ( ) Cala-se para não criar problemas maiores. b) ( ) Dirige-se ao “furador” e manifesta seu desagrado adequadamente. c) ( ) Grita e obriga-o a se retirar de onde entrou. 17) Quando você está enfrentando situações que lhe dão grande tristeza, o que acha melhor fazer? a) ( ) Ocupar-se para afastar o que sente. b) ( ) Beber ou fazer algo para alegrar-se. 80 c) ( ) Deixar que a tristeza passe por si mesma. 18) Entre seu pai, sua mãe ou algum irmão, escolha aquele de quem mais gosta e com quem convive atualmente. Responda agora: Quando foi a última vez em que olhando nos olhos, e tocando fisicamente nela ou nele, você lhe disse: Eu gosto de você! a) ( ) Nunca lhe disse desta forma. b) ( ) Há mais de um ano. c) ( ) Há menos de um ano. 19) Você vai visitar um amigo. A mulher dele lhe oferece um doce de que você não gosta. O que você faz? a) ( ) Aceita por educação. b) ( ) Diz que gosta, mas não quer. c) ( ) Diz que não gosta e agradece. 20) Você chega a uma festa de formatura que deve durar duas horas. A entrada do auditório está um pouco congestionada, pois, embora, haja lugares nas cinco primeiras filas, muitas pessoas preferem ficar de pé no fundo do salão. O que você faz? a) ( ) Fica no fundo, de pé, para evitar incomodar os outros. b) ( ) Pede licença a cada um e se dirige para as primeiras filas. c) ( ) Força a passagem, pois os que estão de pé, é que estão errados. 21) Você está, de madrugada, no meio do quarteirão de uma rua mal iluminada. Na esquina, à sua frente, surge um homem que caminha em sua direção. Você passa para o passeio do lado oposto. O estranho também. Você sente muito medo. As pernas tremem. Quando está a cinco metros dele, ele lhe chama pelo nome. É um amigo seu. Então, você, trêmulo de medo, responde ofegante ao cumprimento. De que forma responde? a) ( ) Sorri alegre. Não permite que ele veja que você está com medo. b) ( ) Diz a ele que estava com medo e se aliviou quando o identificou. 81 c) ( ) Dá-lhe uma bronca pelo susto que lhe passou, vindo tão diretamente em sua direção. 22) Pode-se confiar muito mais naquelas pessoas que não riem, mesmo quando estão alegres. Seriedade significa segurança, confiança. Está frase está: a) ( ) Certa. b) ( ) Certa na maioria dos casos. c) ( ) Errada. 23) Um colega de trabalho está lhe aborrecendo há algum tempo. É um exemplo de indivíduo chato e irritante. O que você faz? a) ( ) Procura evitá-lo, custe o que custar. b) ( ) Dirige-se a ele e revela seu aborrecimento. c) ( ) Corta relações com ele de vez. 24) Uma pessoa muito querida adoece. Pode ser coisa grave, mas não é certo. O que você faz diante dela? a) ( ) Perde toda a capacidade de agir, sente-se sem forças. b) ( ) Age, apesar de triste e sem esconder o que sente. c) ( ) Não se entrega, reage, sorri e enfrenta tudo. 25) Uma pessoa que realmente gosta de outra não precisa falar que gosta dela diretamente. Na verdade, dizer diretamente “Eu te amo” causa mais constrangimento do que bem estar. Esta frase em sua opinião está: a) ( ) Errada. b) ( ) Correta, para quase todos os casos. c) ( ) Correta. 26) Seu chefe pede-lhe para fazer determinado serviço. Se você o fizer irá atrasar demais seu serviço rotineiro. O que você faz? 82 a) ( ) Faz o que o chefe lhe pede e depois tenta colocar em dia seu serviço de rotina. b) ( ) Diz diretamente ao chefe que não pode executar o que lhe pede, mostrando-lhe os motivos para tal. c) ( ) Mostra ao chefe que ele será responsável pelo atraso da rotina. 27) Todas as vezes que você compra em determinada loja de seu bairro o caixa fica- lhe devendo troco alegando que não tem moedas. Nas primeiras vezes você não se importou, mas agora você sente-se prejudicado pela constância do fato. O que você faz? a) ( ) Aceita sem discutir, embora isso lhe desagrade. b) ( ) Recusa-se calmamente a receber o troco incompleto e pede solução que não lhe prejudique. c) ( ) Aceita o troco incompleto e lhe diz cara a cara que não voltará a comprar ali. 28) Durante uma viagem, você se lembra de uma pessoa muito querida. Seu amor por ela toma-lhe todo o seu ser naquele momento. Movido por esta emoção você compra um cartão postal e escreve para ela. Com qual das expressões abaixo, você encerraria sua mensagem? a) ( ) Eu te amo. b) ( ) Abraços e até breve! c) ( ) Muitas saudades! 83 TABULAÇÃO DO QUESTINÁRIO - LEVANTAMENTO DE ASSERTIVIDADE Mês: Ano: QUESTÕES RESPOSTAS (LETRA) Expressão de Medo Expressão de Tristeza valor=2 valor=1 valor=0 Questão Letra marcada Valor da letra Questão Letra marca Valor da letra 1 C B A 1 4 2 B C A 8 11 3 B C A 14 17 4 C B A 21 24 5 C B A TOTAL DE PONTOS TOTAL DE PONTOS 6 B A C 7 B C A Expressão de Amor Expressão de Alegria 8 C A B Questão Letra marca Valor da letra Questão Letra marca Valor da letra 9 C A B 5 2 10 B C A 18 9 11 C B A 25 15 12 C B A 28 22 13 B A C TOTAL DE PONTOS TOTAL DE PONTOS 14 C B A 15 C B A Expressão de Raiva Expressão de Negação 16 B C A Questão Letra marca Valor da letra Questão Letra marca Valor da letra 17 C A B 3 6 18 C B A 10 12 19 C B A 16 19 20 B C A 23 26 21 B C A TOTAL DE PONTOS TOTAL DE PONTOS 22 C B A 23 B C A Expressão de Defesa de Direitos 24 B C A Questão Letra marca Valor da letra 25 A B C 7 26 B C A 13 27 B C A 20 84 8- COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL EDINA DE PAULA BOM SUCESSO Muitas das dificuldades, tensões, desavenças e conflitos que experimentamos na nossa relação com as outras pessoas devem-se a forma como nos expressamos e como concebemos as nossas características pessoais e as dos outros. Nossa cultura enfatiza a observação de qualidades e defeitos das pessoas e sobre essa base estruturamos nosso relacionamento. Os aspectos considerados “qualidades” são supervalorizados, provocando comentários como: "Ele consegue se manter equilibrado durante todo o tempo que fala com sua mulher. Se fosse eu já teria perdido a calma". Confrontam-se qualidades entre irmãos: “Veja, ela obteve total em três disciplinas, enquanto você está abaixo da média...”. Tende-se, freqüentemente, a comparações, e quando a qualidade está reconhecidamente no outro, surgem os sentimentos de inadequação pessoal. Esta constante identificação de defeitos e qualidades poderia ser substituída por outra forma de análise, bem mais adequada, uma vez que tais parâmetros dependem da cultura, da situação e de quem faz a apreciação. Quando se aprende a ver no outro suas características, em lugar de defeitos e qualidades, torna-se possível identificar seus motivos e percepções, viabilizando relações menos avaliativas. Nos nossos contatos com as pessoas verificamos que um mesmo fato ou comportamento contrariam imensamente uma pessoa e em nada incomodam a outra. Nós mesmos passamos a admirar comportamentos que antes nos irritavam. Conviver com alguém observando e identificando as suas "características" é experiência enriquecedora de vida. Curiosidade é uma característica que alguém pode ter. Isto é defeito ou qualidade, do ponto de vista profissional? Para o repórter, ser curioso é fundamental... Talvez nem tanto para o garçom. 28 A C B 27 TOTAL DE PONTOS 85 A pessoa que não gosta de ser acordada à noite, ou sente-se irritada em abandonar uma festa, tem características que provavelmente não a indicam para se especializar em obstetrícia. Mas será isso defeito? Esta pessoa certamente poderá se formar em Direito, poderá atingir bom conceito profissional, e nunca precisar ser acordada por um cliente. Portanto, estar disponível para acordar à noite e atender o cliente não é um defeito ou qualidade de uma profissão: é uma característica. Nós que falamos tanto nas diferenças individuais, na individualidade do ser humano, nem sempre agimos assim. Estamos constantemente querendo que as pessoas mudem que se comportem como outra que admira. Isto nos traz conflito, ansiedade, nos custa até a perda de alguns amigos. Quando procuramos mudar o outro e sugerir que ele mude, nos esquecemos de observar em nós mesmos o quanto é difícil mudar. "Vou parar de fumar amanhã", "começar o regime a partir de 2 a. feira", "não bato mais no meu filho na sua próxima travessura". Promessas como estas, eu faço há cinco ou seis anos consecutivos. Esta batalha pela mudança às vezes pode ser substituída pela observação e reconhecimento das características do outro e pela aprendizagem de formas alternativas de reação às pessoas e aos fatos. Dentre as alternativas de relacionamento, podemos experimentar uma convivência pautada na identificação do que o outro gosta ou não gosta, faz com maior ou menor facilidade. Quando sou avaliativo, e acabo de assistir a uma palestra em que o expositor se expressou lentamente, fez pausas e se embaraçou com os recursos didáticos, certamente comentarei: "como uma pessoa tão incompetente se mete a ser conferencista"? Posso até acertar na minha avaliação. A pessoa pode ter dificuldade em se expressar, mas ser competente. Além disto, outra pessoa que ouviu a palestra pode não ter se incomodado com a forma de exposição, ter ficado atenta e aprendido muito. Enquanto estive julgando e avaliando, não fiquei disponível para me concentrar no que ouvia. Aprender a conviver sem julgamento e avaliação é redescobrir as pessoas. É certamente um esforço contra uma tendência cultural, mas uma experiência gratificante, capaz de reduzir arestas e criar um clima positivo para o crescimento das relações interpessoais baseadas na franqueza e abertura. 86 AS MODALIDADES DE COMPORTAMENTO: São variadas as concepções sobre o comportamento, seus determinantes e conseqüências. Utilizaremos aqui a proposta de Alberti e Emmons que, sumariamente, assim pode ser representadas: | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | comportamento comportamento comportamento não assertivo assertivo agressivo Os autores citados apresentam uma escala que contém três modalidades básicas de comportamento: o comportamento não assertivo, o comportamento assertivo e o comportamento agressivo, que assim podem ser caracterizados: COMPORTAMENTO NÃO ASSERTIVO: Aqui se enquadram pessoas que dizem "sim" em situações nas quais sentem vontade de dizer "não". Atendem às solicitações dos outros temendo desagradar. Renegam a sua vontade, seus planos e propostas em função das outras pessoas. Arranjam tempo para cuidar dos filhos, fazer coisas que o vizinho pediu, atender a sua chefia fora do horário de trabalho. Em compensação, falta-lhes tempo para cortar o cabelo, ler um livro que comprou ouvir um disco preferido. Procurando atender o outro, não atende a si mesmo. Buscando agradar, comporta-se de modo passivo, não expressa o que realmente sente, aguardando sempre a proposta das outras pessoas. Em princípio esta conduta parece interessante e tem o escudo de "servir ao outro", como propõe algumas religiões. Mas observa-se que freqüentemente esta pessoa é explorada pelos outros, que sempre a procuram como avalista, companheiro para programas que em geral as pessoas recusam atender a emergências, expor-se em situações difíceis. 87 Observando a pessoa que se comporta predominantemente de maneira não assertiva, vê- se que ela não se sente bem consigo mesma, age com insegurança, adoece com frequência (úlceras, gastrites, etc.), demora a tomar decisões ou vacila sobre a qualidade do que escolher. O acúmulo de sensações negativas, de constatação frequente de estar nas mãos dos outros, de ser explorado, de não ter tempo para si mesma, resulta num comportamento servil, apagado dependente. Como consequência, embora procurado com frequência, geralmente não é a pessoa escolhida para cargos importantes: "ela não é segura o suficiente para conduzir um grupo tão conflitivo". Preterida, muitas vezes tratada com grosserias e desrespeito, a pessoa tende a estar constantemente doente e deprimida. Outras vezes, e até com frequência, a pessoa tende a explosões inesperadas, como conseqüência do acúmulo de sentimentos negativos. Observa-se ainda a duplicidade de comportamento que surpreende alguns amigos. Pessoas alegres e brincalhonas no trabalho e que, em casa, são duras, grosseiras e exigentes. Outras que se comportam de modo autoritário com os seus subordinados e são totalmente servis ao seu chefe. Geralmente estas pessoas descobrem um lugar onde podem explodir e outro onde decidem "engolir” os maus tratos. A opção por este tipo de comportamento tem algumas justificativas por parte de quem se comporta assim: - é impossível ser sincero com o Luís. Ele é agressivo, "cabeça dura”, e "não respeita os sentimentos dos outros". - eu não consigo dizer "não" porque minha mãe nunca permitiu isto. - se eu for sincero, perderei meu emprego ao dizer ao meu chefe tudo o que penso sobre ele. Estas justificativas impedem a pessoa de visualizar outras formas de se comportar. Na verdade, todas as nossas condutas têm conseqüências. Se depois de obedecer cegamente ao meu chefe por dois anos, de concordar com tudo o que ele propõe, de rir de suas piadas sem graça, eu decido mudar isto um dia, na presença de todos os meus colegas, de gritar com ele, ou mesmo procurá-lo e "vomitar" num dia todas as minhas mágoas e queixas, as coisas poderão tomar um rumo difícil. Acumular situações desagradáveis é preparar uma grande tragédia. Aprender a tratar os problemas e dificuldades no momento em que eles aparecem, ajuda enormemente a evitar grandes tensões e explosões. 88 COMPORTAMENTO AGRESSIVO: Tendemos a classificar como agressivas as condutas baseadas em gritos, palavrões e até mesmo brigas físicas. Na verdade, muitas outras condutas têm igual teor: a provocação, a hostilidade, a ofensa, e o ataque. Nós nos sentimos agredidos quando alguém afirma que nos comportamos de forma desonesta em determinada situação, quando nós não reconhecemos isto como verdadeiro. Às vezes somos mal interpretados e isto nos magoa fortemente. Isto não é diferente para outras pessoas. Nosso comportamento, mesmo através de uma expressão calma e polida, pode ter um conteúdo agressivo e provocador. Sempre que julgamos ou avaliamos a conduta das pessoas, elas podem sentir-se agredidas. Se eu digo: você é vaidoso, sua voz me irrita ou você compete comigo, posso estar interpretando a conduta da pessoa de forma que ela não percebe. Posso até acertar no meu julgamento, mas posso estar me referindo a um comportamento do qual a pessoa não tem consciência. Explicitar isto pode criar fortes resistências na pessoa, que negará a minha interpretação, fechando a possibilidade de rever e analisar o seu comportamento. O comportamento agressivo é uma forma de colocar no outro a responsabilidade total pelos nossos problemas. A forma de expressão da agressividade sempre começa pelo outro: você é você fez, sua forma de falar me irrita etc. A reação das pessoas ao comportamento agressivo é variada. Alguns se retraem, assustam e ficam paralisados. Outros respondem com agressão. Qualquer que seja a reação, sempre a uma relação tensa e conflitiva. Quem agride canaliza uma enorme energia para não perder a batalha: agredir mais e mais forte, calar o outro ou deixá-lo arrasado. O embaraço que traz a agressividade para pessoas tímidas e frágeis pode fazer com que estas mintam, buscando evitar as respostas agressivas. Filhos de pais muito rígidos e agressivos costumam desenvolver este tipo de comportamento. São frequentes as doenças cardíacas em pessoas predominantemente agressivas. 89 COMPORTAMENTO ASSERTIVO: O ponto central da escala descrita anteriormente refere-se ao comportamento assertivo. A significação mais próxima do termo é comportamento afirmativo. Não temos no português outro termo mais abrangente e é preciso falar de assertividade além do seu significado nos dicionários. O comportamento assertivo caracteriza-se pela expressão sincera e direta de sentimentos. A pessoa expõe sua percepção, seu ponto de vista e suas idéias de forma adequada e no momento oportuno. Fala de fatos e não faz julgamento de comportamento dos outros. Sua forma de expressão faz referência a ela mesma: - eu me senti constrangida quando você gritou comigo... - eu compreendi as razões da sua decisão e gostaria de lhe falar a maneira como vejo a situação. - eu tenho uma sugestão a lhe dar sobre o seu trabalho, você quer ouvir? Esta forma de expressão retrata o respeito, a individualidade dos outros, reconhece as suas características e assegura o mesmo para nós. Você pode pensar completamente diferente de mim, ter opiniões opostas e isto não precisa ser uma fonte de conflito e desgaste. Não posso querer que aceitem meu comportamento, quando não aceito o dos outros. O comportamento assertivo é uma postura de responsabilidade e liberdade. Eu reconheço que sou responsável por, no mínimo, 50% das situações que vivo. Sei que posso gritar ou manter a calma em uma mesma situação. Se não gosto do meu trabalho, não concordo com o salário que recebo e vivo isso há cinco ou seis anos, sou em parte responsável por permanecer nesta situação. Posso procurar outro trabalho, buscar novas oportunidades. Comportar-se de forma assertiva é antes de tudo ser livre. Exemplo clássico é o que segue: “Dois amigos, ao se dirigirem para o trabalho resolveram comprar um jornal. Um deles sugeriu que fossem até a banca do outro lado da rua, onde diariamente comprava o seu jornal. Cumprimentou animadamente o dono da banca que respondeu friamente sem levantar os olhos. Pagou o jornal e se despediu com o mesmo entusiasmo. A resposta à despedida nem foi ouvida”. O amigo comentou: 90 - Você compra jornal aqui todos os dias e este cara lhe tratam assim? - É. Sempre mal humorado e grosseiro. - E você o trata com tanta educação? - Claro! “Não deixo que ele defina a maneira como vou me comportar”. Não importa se a pessoa é educada ou não. Eu posso me comportar da maneira que gosto independente das suas características. Se trato de modo muito diferente uma pessoa calma e outra agressiva, estou permitindo que elas controlem o meu comportamento. A liberdade está em respeitar as minhas percepções, meus desejos, minhas posições de vida. Na vivência da assertividade, alguns aspectos, porém, são determinantes: 1- A expressão direta: Sempre falo abertamente com a pessoa com a qual desejo expressar minha impaciência, minha dificuldade, ou outro sentimento forte. Toda vez que procuro terceiros para reclamar ou queixar, posso desabafar, mas não resolvo a questão. Só posso resolver um conflito ou dificuldade com a pessoa diretamente envolvida. Uma grande ajuda que podemos dar a alguém que nos procura para reclamar de outra pessoa é ouvi-la, ajudá-la a compreender melhor a situação que está vivendo e incentivá- la a procurar a pessoa com a qual se sentiu incomodada e discutir com ela de forma assertiva. Sempre que interferimos diretamente na solução de um problema entre duas pessoas tiramos delas a oportunidade de crescimento. Desenvolvendo o comportamento assertivo, raramente comentaremos com outra pessoa uma questão que não diz respeito a ela diretamente. O estímulo a esta postura no ambiente de trabalho é fator fundamental para a manutenção de relações interpessoais sadias. As pessoas aprendem a esclarecer questões que as incomodavam apenas com os colegas diretamente envolvidos nisto, sem "fofocas". 2- Comunicação baseada em fatos: O comportamento assertivo é pautado em fatos e não em avaliações. 91 Se eu chego à sua sala de trabalho e encontro seus funcionários falando alto, rindo, fazendo um barulho imenso, posso procurar-lhe e dizer: - Sua seção é uma baderna, seu pessoal trabalha ou não? Mas posso também dizer-lhe: - Cheguei hoje na sua sala e encontrei o grupo reunido, falando alto, rindo muito e fiquei interessada em saber o que se passava lá. Você sabe me dizer? Outra interpretação que caracteriza a expressão baseada em fatos: Resposta assertiva - baseada em fatos: - No dia em que lhe apresentei a proposta solicitada, você, na presença de estranhos, gritou comigo, eu me senti ofendida. Hoje estou lhe procurando para dizer que não gosto de ser tratada assim. Peço que me chame em particular quando quiser tratar de assuntos deste tipo. Resposta agressiva - avaliativa: - Sua falta de educação de, de ontem não pode ser perdoada. Você me feriu, me humilhou, desconsiderou minha capacidade. - Você não é um gerente com competência para o cargo que ocupa! Resposta não assertiva - passiva, sem expressão de sentimento: - "Entenda, eu não tive tempo para fazer melhor". Ou ainda: A pessoa se cala, vai para casa, queixa-se com os outros, adoece, mas nunca mais comenta o fato com a pessoa que lhe incomodou. Observe que as frases características do comportamento assertivo sempre são auto- referentes: - Eu me senti agredido... - Eu não gostei da forma como fui tratado por você... - Quando você saiu sem se despedir de mim, senti-me preterida... As frases avaliativas (agressivas), sempre jogam no outro a responsabilidade pela situação. - Você me agrediu... - Não se trata alguém como você me tratou... - Você foi grosseiro ao sair sem se despedir de mim... 92 É preciso salientar que a conduta assertiva tem como pressuposto a responsabilidade pelos próprios sentimentos. A pessoa agressiva se faz de vítima ou procura se mostrar como sendo melhor que os outros, como mais inteligente, muito perspicaz, mais ágil que todos. Vê os defeitos dos outros e fala disso sem qualquer reserva. Mas se alguém fala de seus defeitos ela se defende, justifica, explica ou agride. 3- Resposta imediata e oportuna: Ocorrida uma situação na qual me senti incomodada, tenho que buscar esclarecê-la imediatamente. Se aguardar a raiva passar ou se fico pensando uma forma de abordagem por muito tempo, corro o risco de deixar passar a emoção e não fazer mais sentido uma conversa esclarecedora. É importante salientar que a resposta deve ser imediata e também oportuna. Se acabo de ser agredido em público e isto me constrange, posso reagir de forma assertiva dizendo: - Gostaria de conversar com você sobre isto, mas não agora. Vou procurá-lo logo que termine esta reunião. Assunto de interesse específico de duas pessoas se tratados em grandes grupos podem se transformar em conflitos, portanto, a escolha de uma situação oportuna é outra característica do comportamento assertivo. Buscando praticar o comportamento assertivo, você estará garantindo mais qualidade de vida e harmonia em seu ambiente profissional, social e familiar. Essa busca é diária e conquistada aos poucos e deve ser, na verdade, uma prática a ser desenvolvida todos os dias! 93 ASSERTIVIDADE - SEMPRE UM APRENDIZADO Assertividade depende da situação? Sim. Algumas pessoas são altamente assertivas no trabalho, com seus colegas de seção e muito pouco assertivas em casa ou em vivências sociais, onde podem se mostrar agressivas ou tímidas. Se fizermos uma reflexão sobre nossa vida, poderemos encontrar situações onde somos ou deixamos de ser assertivos. Podemos ser assertivos com algumas pessoas e não com outras? Também é verdade. Quantos de nós somos muito assertivos com os amigos e nada com nossos pais e irmãos! Quantos perdem a capacidade de assertividade diante de figuras de autoridade, por exemplo. O mesmo pode ocorrer com nossos subordinados ou filhos que manipulam nossos sentimentos. Por isso é importante refletirmos também a respeito das pessoas com as conseguimos ou não ser assertivos. Podemos ser assertivos em graus variados ou é “oito ou oitenta”? Uma pessoa raramente é absolutamente assertiva. Assertividade é questão de grau. Podemos dizer que nosso comportamento pode ser avaliado numa escala, que vai desde a não assertividade até a agressividade, que seria o extremo oposto da não assertividade, numa expressão de raiva. 94 REFERÊNCIAS: BECKER, Brian E, HUSELID, Mark A., ULRICH, Dave. The HR Scorecard. Havard Business Review, 2001. BOCK, Laszlo. Um jeito Novo de Trabalhar. Rio de Janeiro: Ed. Sextante, 2019. JEFREY Peffer, Competitive Advantage through People: unleashing the Power of the Workforce (Boston, MA: Havard Business School Press, 1994). KELLY, kelvin. Inevitál – as 12 forças tecnológicas que mudarão nosso mundo. Trad. Cristina Yamagami. São Paulo: HSM, 2017. LENCIONI, Patrick. A maior de todas as vantagens – A saúde organizacional como fator crítico de sucesso. Rio de Janeiro. Ed. Eselvier: 2012. O’Reilly, Charles & TUSHMAN, Michael L. Liderança e Disrupção – como resolver o dilema do inovador. São Paulo: HSM, 2017. ROBERT S. Kaplan & DAVID P.Norton – The Balanced Scorecard – Measures That Drive Performance. Havard Business Review, 1992 p. 71-79. ULRICH, Dave. Os Campeões de Recursos Humanos. São Paulo: Ed. Futura, 9ª. Edição, 2004. _____________ Organizational Capabilities (New Work: John Wiley & Sons, 1990). See also Ulrich. Measuring Human Resources. Ser mais inovador em RH – Coord. Editorial: Bernardo leite, Dr. Jô Furlan & Maurício Sita. São Paulo: Ed. Ser, 2010. 95 GLOSSÁRIO DAS EMPRESAS ÁGEIS Analytics Refere-se à habilidade de utilizar dados, análises e raciocínio sistemático para conduzir tomadas de decisões mais eficientes. Utilizar a inteligência analítica significa melhorar o desempenho em domínios fundamentais do negócio usando dados e análises. Artificial Intelligence Inteligência Artificial é a ciência que cria dispositivos capazes de simular as particularidades humanas de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas. Biometrics Como cada pessoa é única e possui características físicas singulares, a biometria é a tecnologia que mapeia essas particularidades e as aplica como formas de segurança, por exemplo. Tem se mostrado uma maneira bem-sucedida para auxiliar a segurança de empresas e instituições governamentais. Os bancos têm migrado em massa para esse tipo de tecnologia. Big Data Quando alguma companhia se dedica ao chamado Big Data, ela tenta melhorar suas análises de dados; fazer as coisas mais rapidamente e de forma mais barata para comunicar todas as decisões relacionadas a uma unidade de negócio; perceber que o processo é essencial para todas as unidades da organização e tentar estabelecer as bases para uma visão centralizada em dados. Sobretudo, trata-se de uma forma de organizar, distribuir e analisar dados de maneira inteligente e criativa em sua concepção. 96 Bitcoin Trata-se de uma moeda digital que permite pagamentos eletrônicos com eficiência, rapidez, custo-benefício e sem a presença de intermediários. Além disso, eles podem ser feitos para qualquer pessoa, que esteja em qualquer lugar do mundo, sem limite mínimo ou máximo de valor. Business Model Canvas O Canvas é um esquema para definir o modelo de negócios da sua startup, composto por nove elementos: segmento de clientes; proposta de valor; canais; relacionamento com clientes; fontes de receita; recursos principais; atividades- chave; parcerias-chave e estrutura de custos. Cloud Computing Cloud computing (computação na nuvem, em tradução livre), é o armazenamento de computadores em servidores online, com a capacidade de acessar arquivos e executar tarefas simplesmente pela Internet. Os dados da computação em nuvem não estão em um computador propriamente dito, e sim em uma rede. Se você está trabalhando de um lugar que não seja o seu local de trabalho e precisa salvar um arquivo para acessá-lo no dia seguinte do seu escritório, não é mais necessário ter que mover seu desktop ou notebook de local, ou a utilização de pendrives. Você pode salvar seu trabalho na nuvem e acessá-lo depois de qualquer lugar, desde que tenha conexão com a internet. Deep Learning Os algoritmos de Deep Learning são uma ferramenta valiosíssima para Big Data Analytics. Eles possuem a capacidade de aprendizagem em grandes quantidades de dados de uma forma não supervisionada. Disrupção Disrupção é, sobretudo, evidenciar uma carência que os consumidores tinham e não sabiam. É oferecer produtos mais acessíveis, mais baratos, simples de usar e atender 97 um público que antes não tinha acesso ao mercado, desestabilizando as empresas que eram líderes e tradicionais em determinado setor. EBITDA EBITDA é a sigla de “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization” (ou Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em tradução livre). Trata-se de um indicador financeiro que representa quanto uma empresa gera de receita e recursos, sem contar juros, impostos, depreciação, amortização e outros efeitos financeiros. Elevator Pitch Se você encontrasse um investidor no elevador, o que você diria para convencê-lo a investir em seu negócio? Esse é o elevator pitch, um pitch reduzido que só explica sua proposta de valor e como a sua empresa pretende ganhar dinheiro. Inbound Marketing Inbound Marketing é qualquer tática de marketing que se baseia em ganhar o interesse das pessoas em vez de afundá-las com banners e anúncios sem sentido que são vistos diariamente por quem navega na internet. Incubadora Uma incubadora tem o objetivo de ajudar empresas em estágios iniciais a darem seus primeiros passos no mercado. Geralmente estão associadas ao ambiente governamental ou acadêmico. Internet of Things (IoT) Internet of Things (Internet das Coisas, em tradução livre) é a conexão de objetos do mundo real com o mundo virtual por meio de sensores. O principal objetivo é trazer intercomunicação dos objetos entre si, trocando informações sobre status, localização ou funcionalidades. Um exemplo de IoT são os tênis inteligentes que se comunicam com um aplicativo no smartphone e publicam o seu itinerário durante uma corrida ou caminhada matinal. IOS 98 iOS é um sistema operacional móvel da Apple, desenvolvido para iPhone, iPod Touch, iPad e Apple TV. Lean Startup Lean startup é o conceito de startup “enxuta”, que gira em torno da interação com o cliente, testes para validar hipóteses e melhorias em seu produto antes mesmo de lança-lo definitivamente no mercado. O Lean Startup trouxe termos como pivotear, MVP e metodologia ágil para startups. São testes reais de mercado que vão ajustando o produto até ele atingir sua forma final. MedTech O termo “MedTech” surge da combinação das palavras “medicine” e “technology” (medicina e tecnologia, respectivamente). Esse nome, por si só, resume bem a ideia: MedTech é toda empresa que oferece serviços de saúde que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia. Mentor Podemos colocar um mentor como um conselheiro ou uma pessoa com vasta experiência profissional disposta a dividi-la. O objetivo do mentor é provocar questionamentos, contribuir com novas perspectivas, além de compartilhar informações relevantes sobre o mercado e os rumos que o seu produto ou serviço podem tomar, tutorando os empreendedores no caminho correto. MVP MVP é a sigla de Minimum Viable Product (ou Produto Mínimo Viável, em tradução livre) e trata-se de uma versão protótipo de um produto, com a finalidade de testar o modelo de negócios de uma empresa. O MVP é uma versão do produto com um conjunto mínimo de características necessárias para que ele possa ser colocado de imediato no ar e submetido a testes que permitirão validá-lo e aprimorá-lo. Persona 99 Trabalhar com personas não é nada mais, nada menos, que conhecer e mapear as necessidades do consumidor que irá procurar seu produto ou serviço. Aqui você especifica sua idade, preferências pessoais e profissionais, se trabalha ou não, como gasta seu tempo e quais são os objetivos e expectativas que ele tem com a solução oferecida. Isso tudo ajuda no ajuste e aperfeiçoamento da solução, ao descobrir novas funcionalidades ou descartar aquelas que haviam sido planejadas, mas que não foram muito bem recebidas pelos seus usuários. Pitch Deck Pitch é um discurso de venda para captar investimentos. Normalmente se apoia em uma apresentação de slides, que contém descrição do problema que a empresa resolve; descrição da solução; descrição do mercado; e apresentação da equipe. Pivot Um empreendedor começou sua startup. Tudo está andando, ele começou a testar estratégias, umas dão certo e outras, em maior escala, não estão saindo como o planejado. De olho nos resultados, que estão pesando mais para o negativo do que para o positivo, ele observa que uma mudança mais radical deve ser feita. É aí então que ele pivota o negócio. Pivotar é mudar de estratégia depois de perceber que a empresa estava no caminho errado. Termo usado com bastante frequência em incubadoras e aceleradoras. Exemplo clássico: Slack nasceu como uma empresa de jogos, mas percebeu que o chat desenvolvido tinha mais mercado que os próprios jogos. Pivotou. Deu certo. ROI ROI é a sigla em inglês para Return on Investment (Retorno sobre Investimento, em tradução livre) e trata-se de uma métrica utilizada para mensurar o resultado financeiro de certo investimento. Scrum 100 Scrum é uma metodologia ágil para gestão e planejamento de projetos de software. No Scrum, os projetos são divididos em ciclos mensais que representam um tempo determinado que um conjunto de atividades deve ser executado. Startup Uma startup é uma empresa (ou um projeto de empresa) jovem que procura ser replicável e escalável em seu modelo de negócios, normalmente apresentado em um cenário de incertezas e soluções a serem desenvolvidas. Embora não seja definitivamente apenas negócios digitais, uma startup necessita de inovação, para não se transformar em uma empresa de modelo tradicional. Streaming Streaming é uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados utilizando redes de computadores. Grandes exemplos de streaming é o YouTube e o Netflix, que utilizam essa tecnologia para transmitir conteúdos de vídeos e entretenimento em tempo real. Uberization Uberizar é, sobretudo, alterar como os intermediários lidam com seus negócios, ou seja, eles não atuam diretamente no processo, só garantem que aqueles que procuram um determinado serviço possam encontrar em outros dispostos a oferecerem essa aquisição. São empresas que utilizam a tecnologia para colocar consumidores e fornecedores em contato direto. UX – User Experience O User Experience, ou UX, traz a melhor experiência possível ao usuário quando utiliza um determinado produto ou serviço que está ainda em fase de desenvolvimento. Aqui é analisado como ele se comportará no mundo real e, assim, como ele se adaptará da maneira mais eficiente para ser lançado. Valuation Valuation é o termo usado para estimar quanto uma empresa vale, determinando seu preço no mercado. visão fragmentada de processos para pensar soluções, alinhado aos fins estratégicos e ao propósito da empresa. Destacar – o papel dos líderes como gestores de pessoas, ou seja, o BP fará com o que o líder cumpra seu papel e o papel primeiro de um gestor é gerir pessoas. Desenvolver – um olhar mais acurado sobre o comportamento humano para identificar talentos que a organização precisa, pessoas que estejam realmente identificadas com o propósito empresarial. O pano de fundo onde tudo acontece na organização é a cultura organizacional. A cultura influencia tudo e a todos dessa organização, dentro e fora, definindo diretrizes e as premissas de comportamento e formas de fazer e de agir. E para a implementação de um modelo de Business Partner, há necessidade de se compreender a cultura para criar o caminho dessa mudança essencial para a geração de valor da área de recursos humanos, tornando-o mais que estratégica, mas uma área do negócio, tão importante e essencial quanto o marketing, comercial, operações. ”Uma xcelente área de RH apoiará, medirá e ajudará a melhorar sua equipe de gerenciamento.” (Ben Horowitz) 7 2- O QUE É E O QUE FAZ UM BUSINESS PARTNER Vamos refletir... 1.Qual o maior desafio que você enfrenta hoje no papel de profissional de RH? 2.Imagine que é possível. Sendo assim, o que você mudaria radicalmente na área de RH? 3.Que marca você gostaria de deixar como um profissional de RH? Para começar ... qual a diferença entre? O RH, e mais especificamente o business partner, são formadores de líderes por excelência, o que, essencialmente, eleva a qualidade da gestão de pessoas da empresa. O sucesso de um BP, por consequência, se dá quando ele “libera seu cliente”, ou seja, quando sua presença e coaching vão ficando cada vez menos necessários à medida 8 em que os gestores, seus clientes primeiros passam a fazer o seu trabalho de maneira mais autonomia sem perda de qualidade. Para Ulrich, o objetivo da função é bem simples: aproximar o departamento de recursos humanos das áreas de negócios. Liderança na função BP Nesse sentido, BP é um processo para facilitar o alcance de resultados e também manter a performance organizacional. Isto é, tudo o que envolve fazer uma empresa melhorar seus resultados através da melhora no desempenho de suas pessoas, a partir de um conjunto de ferramentas (processos, rituais, incentivos) que dá estrutura ao trabalho do gestor. Pode-se resumir o papel do BP em: Estratégico: traduz produtos e processos de negócios em pessoas mais geradoras de resultado para a empresa.” Influencia as decisões de gestão de pessoas e a cultura organizacional. O BP deve entender de gestão de pessoas e ter conhecimento de negócios, para que as estratégias delineadas estejam alinhadas às duas pontas e gerem resultados para a companhia. Mobilizar / Engajar Pessoas em uma determinada direção para se atingir um resultado esperado “Quando os profissionais de RH começam a pensar no resultado de seu trabalho como definido pelo contexto do negócio, eles mudam sua conversa com os gerentes e executivos.“ Dave Ulrich 9 O BP é responsável por: Construção de Soluções. Exploração de Oportunidades. Eficiência de Processos. Introdução de Tecnologias/ inovação. Criação de Novos Modelos de atuação. Orientação de Carreira. Gestão da Mudança. Desenvolvimento Individual. Desenvolvimento de Equipes. Desenvolvimento Organizacional. Coaching e Mentoring. O que tudo isso representa? Em linhas gerais eles esperam que o RH, enquanto parceiro estratégico: Se antecipe às demandas futuras, propondo ações inovadoras que tenham impacto direto no negócio; Esteja em sintonia com o negócio, influenciando seu desenvolvimento por meio de uma ação eficiente de política de gestão de pessoas; Preparando os líderes para os desafios da organização (precisamos de líderes?); 10 Tenha e um ouvido atento às expectativas e necessidades das pessoas e do negócio, apoiando por meio de diretrizes e premissas; Garanta o alinhamento à cultura, propiciando bom ambiente organizacional de trabalho para que as pessoas possam realizar seus próprios propósitos; Assegure que as organizações se retroalimentem de ideias sempre atualizadas e estejam à frente dos desafios do ambiente externo. 2.1- COMPETÊNCIAS DE UM BUSINESS PARTNER O que é importante que um BP conheça, faça e tenha como conduta norteadora do seu trabalho estratégico na organização? O BP atua no diagnóstico, alinhamento das estratégias de gestão de pessoas às estratégias do negócio. Dessa forma, precisa influenciar, preparar gestores e líderes para que exerçam seu papel de motivar e mobilizar pessoas para alcance de resultados. E ainda, ser guardião da cultura, identificando elementos essenciais para inovação constante dos negócios. Por isso, entendemos que o conjunto de competências que melhor representa os desafios desta posição é o modelo proposto por Dave Ulrich um dos mais renomados e respeitados especialistas e estudiosos do tema, com base não em teorias em pesquisas profundas e extensas, decorrentes da observação de profissionais que possuem performance excepcional nesse modelo, no mundo inteiro. Dave Ulrich chegou, então, ao modelo representado na figura 1 a seguir: 11 Figura 1 – Mandala das Competências Fonte: HR, Competence Study, 2016 As competências, de acordo com o modelo proposto, são distribuídas em três grandes blocos: aquelas que apoiarão a atuação estratégica, aquelas que facilitam as entregas da área de RH e as competências influenciadoras, geradoras de credibilidade e da relação de confiança, características fundamentais para o trabalho de Business Partner e administrar as tensões entre as pressões por resultados e a satisfação das pessoas 12 Quais os conhecimentos facilitarão o domínio destas competências? 1- Líder de Mudança e Cultura: gestão da mudança e gestão por contexto, conhecimento dos diversos tipos de cultura e como mapeá-los; 2- Curador do Capital Humano: identificação e desenvolvimento de talentos e de lideranças. 3- Administrador de Recompensas: domínio do comportamento organização e estratégias de recompensas financeiras e não financeiras. 4- Ativista com Credibilidade: influenciar mudanças e decisões de curto e longo prazo, ao mesmo tempo, por meio do conhecimento do negócio e das funções de RH. 5- Integrador de Mídia e Tecnologia: tecnologia e mídias sociais a serviço da alta performance. 6- Intérprete e Designer de Dados Analíticos: utilização e análise de dados assertivos, métricas e OKR. 7- Gestor de Compliance: diretrizes regulatórias para nortear as ações e decisões relacionadas à gestão de pessoas, com integridade e relacionamento com os demais stakeholders. 8- Posicionamento Estratégico: tendências e novos modelos de gestão, visando o posicionamento organizacional como líder de mercado. 13 2.2- COMO ATUA UM BUSINESS PARTNER Tudo que envolve uma organização em relação à melhoria de seu desempenho organizacional, por meio do aumento de performance de suas pessoas, eis aí o trabalho de um BP, ou seja, tudo que envolve a melhoria de resultados, por meio da melhoria dos resultados das pessoas. Para tanto, o BP fará uso de um conjunto de ferramentas que irão facilitar o seu dia a dia. Agora, vamos ver o passo a passo desta atuação. A seguir, temos um fluxograma que sintetiza as macro ações para start do trabalho de BP. No último capítulo veremos como implementar um modelo de BP e também a medição de seus resultados, ok? Agora, vamos nos concentrar em algumas etapas para formalizar esse processo. (E entenda formalizar não como algo burocrático, mas sim como organização. O que irá facilitar a mensuração dos resultados). 2.2.1- Etapas do Processo Figura 2 – Processo do BP Fonte: Adaptado de Schein, 2012 14 Vamos entender cada uma dessas etapas: ENTRADA E CONTRATO Após implementado o Modelo de Business Partner, o primeiro trabalho de um profissional que atua como BP é sua integração com a área cliente, estabelecendo o foco de sua atuação (reiterando quando for o caso). Observação: considera-se que foi feita ampla comunicação do Modelo para a organização, tendo envolvido todos os líderes e executivos da empresa desde o planejamento do Modelo à sua implementação. A integração é um momento de ambientação, reconhecimento dos principais desafios da área cliente e estabelecimento do início de uma relação pautada pela confiança e por método de trabalho definido, com o objetivo de apoiar a liderança no alcance de seus resultados por meio da gestão do desempenho e do trabalho das equipes. Para tanto, o BP utilizará do fluxo das informações para que sua atuação seja consistente e provocadora de impactos positivos de mudança. Nesse momento, deve-se também testar a química emocional entre BP e cliente. Estabelece-se um contrato de atuação e de parceria (Modelo anexo). COLETA DE DADOS E DIAGNÓSTICO Como foi visto no Módulo anterior, existem vários métodos para realização de um diagnóstico consistente. Um diagnóstico preciso tem por objetivo: Determinar mais precisamente qual é o problema. Examinar em que medida o envolvimento futuro do BP poderá ajudar a organização. Examinar o quanto o problema em questão da área de atuação do BP e de interesse para o negócio. 15 "Quando os profissionais de RH ajudam os líderes de negócio a transmitirem valor aos investidores, clientes, funcionários e comunidade, o RH, por sua vez, gera valor." Após realizado o diagnóstico, o BP deve apresentar um relatório conciso de suas análises e percepções ao líder cliente e partir desta etapa, definir como se darão os passos seguintes: etapas 3, 4 e 5. Condições gerais do Negócio e expectativas dos stakeholders DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL O diagnóstico organizacional é o primeiro estágio da maioria dos trabalhos dentro de uma empresa. O seu propósito é identificar corretamente o problema para o qual o auxílio de um profissional que entenda do contexto do negócio foi solicitado e permitir a preparação de recomendações específicas para o cliente. O cliente, muitas vezes, não sabe identificar o que deseja. Nesses casos, é imprescindível ouvi-lo atentamente, parafraseando-o, ajudando-o a esclarecer a situação que se encontra obscura. Às vezes, são necessárias várias reuniões com intervalos de alguns dias entre elas, para que, no período entre uma reunião e outra, haja espaço para a reflexão sobre temas relacionados, conversa com outros profissionais, dentro e fora da empresa, na busca de um melhor entendimento sobre as questões em discussão. 16 "A diagnose é o olhar dentro de uma sala através de buracos de rachaduras, onde cada uma delas oferece uma perspectiva diferente do que está acontecendo dentro da sala." (Schein, 2012) O diagnóstico aumenta a probabilidade de aplicação das recomendações e intervenções do profissional Business Partner, uma vez que oferece maior confiabilidade ao cliente. Clientes querem ter um tratamento diferenciado e são, muitas vezes, avessos a pacotes prontos. PROPRIEDADES DO DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL a) Base teórica O diagnóstico não consiste de uma lista arbitrária de dados. Deve basear-se em um referencial teórico, que lhe dê um caráter científico. b) Inteireza Os problemas têm origem em qualquer parte da organização. Contudo, como esta é um sistema, não se deve perder a visão do todo. A visão sistêmica implica em analisar os relacionamentos entre as funções (sub- sistemas). c) Potencial para melhorar O diagnóstico deve indicar pontos fortes que poderão alavancar melhorias e não simplesmente apontar falhas no sistema. 17 d) Ênfase A ênfase do diagnóstico deve se em técnicas de comparação. O BP necessita de pontos de referência que possam orientá-lo na sua avaliação das forças, fraquezas e melhorias desejáveis para a organização. Os pontos de referência podem ser: Resultados do passado (principalmente se tiverem piorado); Objetivos chave de negócio; Resultados desejados (pontos críticos de sucesso). A) ESTABELECENDO A RELAÇÃO DE PARCERIA: a interação entre BP e Clientes. 1. Relações não nascem sozinhas, são feitas. 2. Se constrói ao estabelecer a confiança de uma pessoa que gostaria de ser atendida por outra. 3. A relação se baseia em diálogos, atenção e aceitação. 4. O respeito pelo exemplo é um excelente caminho. 18 No contato, a relação de parceria requer do BP que ele se concentre única e exclusivamente na sua postura. Exemplos de expressões que traduzem real interesse: 1- “Estou aqui para ajudar”. 2- “Em quais aspectos eu posso ajudar você?” 3- “O que você espera dessa conversa?” 4- “Qual seria o melhor resultado desse trabalho para você?” 5- “O que funciona melhor para você?” ESTILOS DE ATUAÇÃO DE BUSINESS PARTNER DIRETIVO NÃO DIRETIVO UTILIZE-O QUANDO O BP possui mais conhecimento que o cliente. O tempo é limitado. O BP vê as necessidades específicas. O cliente possui altos níveis de habilidade. O tempo não é um fator. O cliente prefere ser orientado ao invés de direcionado. 1. Ouça. 2. Cumpra suas promessas. 3. Prove que você consegue fazer o que diz. 4. Admita suas limitações e erros honestamente. 5. Relacione-se de forma genuína. 6. Proteja a confidencialidade. 7. Demonstre justiça e idoneidade. 19 EXEMPLOS “Deixe-me mostrar como...” “É melhor se ....” “Você deve ...” “Você não deve” “Qual é o problema” “Como você acha que se saiu? “ Qual seria sua abordagem?” “Você gostaria de alguns conselhos ou prefere que troquemos ideias?” PROGRAMÁTICO CIRCUNSTANCIAL UTILIZE-O QUANDO O processo estiver sendo visto como uma atividade desenvolvida de maneira progressiva. O processo servir como resposta a uma circunstância, evento, observação ou necessidade específica. “Você gostaria de se encontrar comigo regularmente ou de me procurar quando precisar? Fazendo Perguntas Eficazes Para verificar CONTEXTO Perguntas de situação Perguntas de motivação 1- O que aconteceu? 2- Quando isso aconteceu? 3- O que está acontecendo? 1- O que você enxerga para si a longo prazo? 2- O que é mais importante para você? 3- Como isso é importante para você? 4- O que o fez tomar essa decisão? 5- Quais foram os fatores dessa decisão? 6- Como você se sente em relação a isso? 7- Quão confiante você está? 8- Quais os obstáculos existentes? Para explorar possibilidades Perguntas para obter percepção Perguntas Exploratórias 1- Como você vê (essa situação)? 2- O que você prevê? 3- Como você olha para isso? 1- Como isso funciona? 2- Você acha que eles seguirão adiante com isso? 3- Porque sua abordagem, seria nessa direção ai invés daquela? 20 4- Como isso soa para você? 5- Como isso faz você se sentir? 4- Me ajude a entender isso (é melhor dizer essa frase do que perguntar porque? Pois ela não soa como algo desafiador). Perguntas Elaborativas 1- Você poderia me dizer mais sobre isso? 2- O que mais? Perguntas Confrontadoras 1. Você considerou a possibilidade de ter excedido? 2. Você considerou outras opções? 3. Por que você não...? 4. O que você poderia ter feito diferente? 5. De que outra forma você poderia ter agido? “Talvez estava acontecendo algo realmente diferente do que você pensou... e então ....” Em síntese, os princípios de um Processo de BP: 1. Sempre tente ser útil – se possível, todos os contatos devem ser percebidos como úteis. 2. Sempre mantenha contato com a realidade corrente – não se pode ser útil se não conhecer a realidade do que está acontecendo em si mesmo e no sistema onde atua. 3. Acesse a sua ignorância – a única forma de descobrir minha própria realidade interior é aprender a distinguir o que eu sei do que eu assumo que sei e do eu realmente não sei. 4. Tudo que se faz é uma intervenção – assim como toda interação revela informação diagnóstica, também toda interação tem consequências para o cliente e para o BP. Eu preciso zelar por tudo que faço e avaliar suas consequências para me assegurar que elas estejam de acordo com o objetivo de criar uma relação de parceria. 5. O cliente é o dono do problema e da solução – a tarefa do BP é criar relacionamento no qual o cliente possa ser ajudado. Não ao BP tomar o problema do cliente para si. Na realidade, somente o cliente terá que viver com as consequências do problema e da solução, de modo que não deve tirar o “mico dos seus ombros.” 21 6. Acompanhe o fluxo – por mais que eu conheça (e não conhecerei tudo) a realidade do cliente, eu preciso respeitar o máximo possível o fluxo natural dessa realidade e não impor meu próprio senso de fluxo sobre uma situação. 7. O momento é crucial – a mesma contribuição feita em dois momentos diferentes pode ter resultados completamente diferentes. 8. Ser construtivamente oportunista com intervenções confrontadoras – quando o cliente sinaliza um momento de abertura, um momento onde sua atenção para uma nova contribuição parece estar disponível, eu aproveito esses momentos e tento tirar o máximo deles. 9. Tudo é fonte de informações – erros são inevitáveis – aprender com eles. Cada erro produz reações a partir das quais eu posso aprender muito sobre a realidade do cliente e sobre a minha. 10. Em caso de dúvida, compartilhar o problema – inevitavelmente, haverá vezes na relação em que eu perderei a força, não saberei direito o que fazer, sentir-me-ei frustrado e, de muitas outras maneiras, ficarei paralisado. Em situações como essas, eu descobri que o melhor que posso fazer é compartilhar o meu “problema”. Por que eu tenho que assumir que eu sempre saberei o que fazer? INFLUÊNCIA sem AUTORIDADE Temos pressão por inovação: tarefas mais complexas; Pressão por performance: mais com menos e mais qualidade; Pressão por integrar processo/sinergia com outras áreas e departamentos; Pressão por exemplo e coerência; Atender a todos os stakeholders: acionistas, colaboradores, comunidade/sociedade, clientes, governo. 22 Nas empresas, muitas vezes usamos a influência sem perceber. São Situações corriqueiras em que precisamos estabelecer um processo de troca para obtermos o que necessitamos. Pode ser um relatório que você precisa fazer e vai necessitar de ajuda de um colega de outro departamento, que após uma conversa se dispõe a ajudá-lo no mesmo dia deixando seus afazeres para depois ou até mesmo uma indicação de seu chefe para que você ocupe uma nova função. Em cada uma das situações que vivenciamos existe um processo de troca. Vamos depositando "moedas" e em determinada situação podemos sacar. "Antes de agir com influência é preciso entender que esse comportamento está intimamente ligado à cooperatividade, ao altruísmo e à reciprocidade." Fontes de Poder É capacidade de direcionar o comportamento do outro/grupo na direção desejada. O poder é como uma rede produtiva que atravessa todo o corpo social, legitimando as práticas sociais. Ele permeia as relações, produz fatos, induz ao prazer, forma saber e gera discurso, por isso se mantém e é aceito nas sociedades. Poder Recompensa Coercitivo Expertise Legítimo Referência Informação 23 Identificando as moedas Como surge o conceito de moedas? Formas de troca Benefício mútuo Compensação por custo Pagamento equivalente 3 – IMPLEMENTANDO O PROCESSO DE BP É chegada hora de implementar o modelo. Antes é importante analisar a maturidade organizacional e quais os gaps precisarão ser desenvolvidos antes e durante o processo de implementação. O processo de mudança que a área de RH precisa se submeter, deve considerar: • Profundo entendimento da cadeia de valor da empresa; • Amplo domínio das ferramentas de análise de cenário e de design organizacional; • Consciência e engajamento de servir à uma missão maior: construir soluções que tenham valor para as pessoas, para o negócio e que sejam sustentáveis. A seguir, apresentamos um breve workflow para o desenvolvimento das premissas de implementação do modelo: Baseado em confiança; sem prazo; não é quantitável 24 Figura 3 – modelo de implantação BP Fonte: LeaderRH Cont. Por fim, defina com clareza o perfil do profissional de RH eficaz em termos de: função, competências, atividades. Avalie e invista nos profissionais de RH e certifique de que a equipe de RH possui o conjunto correto de pessoas. 25 As funções do RH devem articular as ações: alinhar, integrar e inovar ao contexto do negócio. Os processos de RH, tal qual o conhecemos, precisa se realinhar à lógica de Business Partner, agrupando o trabalho do RH em quatro categorias: Fluxo de pessoas Fluxo de gestão de desempenho Fluxo de Informação Fluxo de trabalho Em suas ações, o RH precisa identificar, claramente, sua contribuição de valor ao negócio, refletindo sobre: 1. Quem somos? 2. O que entregamos? 3. Por que fazemos isso? Quem é você? Quem somos representa uma identidade ou imagem, que é O que uma estratégia de RH deve oferecer tanto aqueles que estão fora como também quem está dentro da função (ou seja, líderes de pensamento, arquitetos de mudança, facilitadores ou treinadores). Encontramos uma simples pergunta que nos ajuda a enquadrar a definição de identidade: quais são as três principais coisas que nós (em RH) queremos ser conhecidos por aqueles que usam nosso serviço? O que você entrega? O que oferecemos é o conjunto de resultados descritos. Definição de entregas de RH vem de fazer auditorias de organização (diagnóstico das capacitações organizações). Capacitações organizacionais possíveis: 1. Clientes ou fornecedores (participação do cliente) 2. Investidores (valor intangível) 26 3. Comunidade (reputação e imagem) 4. Gerentes de área (força do potencial de liderança e execução da estratégia) 5. Funcionários (competência e comprometimento) 6. Reguladores (grau de conformidade) Por que você faz isso? Esta questão liga o RH de volta ao contexto empresarial e resultados comerciais específicos vinculados às principais partes interessadas. Estas afirmações "para que" deveriam implicar medidas que permitem que você monitore o progresso que o RH faz e o impacto que tem no negócio. Entendendo que esse papel demanda uma atuação em nível de complexidade, que transita entre as orientações a respeito da gestão de pessoas e a responsabilidade por resultados no que tange a atuação em soluções específicas de RH, conforme demonstrado a seguir: Figura 4 – Premissas para atuação BP Fonte: LeaderRH 27 4- DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL E PROCESSOS DE MUDANÇAS Tompson e Simon, procurando explicar os comportamentos das pessoas nas organizações, bem como as técnicas para torná-las eficientes, fazendo uma analogia com a Medicina e a Biologia, afirmando que “da mesma forma que a prática da medicina só pode progredir a medida que progride o conhecimento científico da biologia, as técnicas da organização não podem-se desenvolver sem que progrida a teoria do comportamento humano na organização. ” Existem muitas definições de desenvolvimento organizacional defendidas pelos estudiosos do assunto. Vejamos algumas delas: “Um processo de mudanças planejadas, em sistemas sócio-técnicos abertos, visando aumentar a eficácia e a saúde da organização, para assegurar o crescimento mútuo da empresa de seus empregados. ” “ Processo que visa capacitar os membros da organização para promover mudanças que eles joguem necessárias a consecução de objetivos estabelecidos para organização, atendendo as demandas ambientais, ou atuando na configuração dessas demandas. ” “ Um modo sistemático de atingir a excelência e a saúde da organização. ” “ Processo que visa mudar a organização de um estado atual, percebido como indesejado, para outro considerado ideal. Esse estado ideal é compreendido como aquele em que a organização é capaz de se auto sustentar e de se auto renovar de uma maneira dinâmica. ” “ Estratégia educacional adotada para trazer à tona uma mudança organizacional planejada, exigida pelas demandas as quais a organização afim de responder, em que enfatiza o comportamento baseado na experiência. ” 28 Observemos que, em todas as definições, está implícito o conceito de mudança. Para a grande maioria dos autores, Desenvolvimento Organizacional e sinônimo de mudanças, enquanto para outros é a aplicação de técnicas de dinâmica grupal nas organizações. A primeira contribuição metodológica para o desenvolvimento do processo de mudança planejada foi trazida por Kurt Lewin E seus discípulos, através de suas experiências de laboratório denominadas Treinamento de sensibilidade ou dinâmica de grupo. Essa metodologia parte do pressuposto de que o desempenho do endivido no seu cargo, bem como seu relacionamento com os outros membros da organização, são determinados por sua personalidade, por suas percepções e por suas experiências. Por outro lado, há também o pressuposto de que o estado dinâmico das mudanças verificadas em todas as áreas do conhecimento humano (sociais, tecnológicas, de valores) gera uma série de demandas sobre organização, exigindo dela um esforço de continuar adaptação ao ambiente mutante. Em uma época de violenta transição, é preciso abandonar posturas passivas, voltadas para o passado, e assumir posturas revolucionárias, voltadas para o futuro, para os desafios que se apresentam e para os objetivos globais da organização. A proposta de desenvolvimento organizacional é administrar as mudanças e não ser surpreendido por elas. 4.1- Maneira como as organizações enfrentam as mudanças • Mudança por acomodação: esforço de adaptação da organização e evolução, através de pequenas medidas, não sistemáticas. • Resistência ou oposição: esforço para apegar-se ao tradicional, a rotina, aos hábitos diários. • Mudança por crise: mudança de emergência ou caótica, esforço de apagar incêndio. 29 • Mudança revolucionária: diante de uma ameaça de crise sem solução ou do caos incontrolável, ocorre a mudança radical com sacrifícios impiedosos. • Mudança planejada ou Desenvolvimento Organizacional. 4.2- Saúde organizacional Além de ser considerada como um sistema aberto em interação com o ambiente, a organização é vista como um sistema sócio-técnico, onde há: • Um subsistema técnico: tarefas, equipamentos e técnicas de trabalho. • Um subsistema social: relações entre pessoas e grupos que irão desempenhar tarefas. Esses dois subsistemas se completam e interdependem. A eficiência no uso da tecnologia e determinada pelo sistema social. A maioria dos estudos de DO abordam a expressão: “saúde organizacional”. Em relação a tarefa, uma organização é considerada saudável, quando: • Tem metas razoavelmente claras, aceitas, exequíveis e adequadas; • O fluxo de informação é eficaz; • Há equalização ótima de poder. Em relação ao subsistema social, a organização é saudável quando: • Utiliza bem os recursos e consegue boa adequação da motivação do indivíduo as exigências de suas funções. • Desenvolve um razoável grau de coesão e de identidade dos indivíduos com a organização, mantendo-se suficientemente atraente para que as pessoas se sintam afetivamente ligadas a ela; • Mantem um moral elevado entre seus integrantes. 30 A organização sadia é capaz de conseguir crescimento e mudança, elevado grau de inovação, autonomia, adaptação e autossuficiência na solução de seus problemas. Warren Bennis indica os seguintes critérios de medida da saúde da organização: •Grau de adaptabilidade, isto é, o quanto a organização tem um relacionamento ativo com o ambiente e flexibilidade para atender às suas exigências. • Grau de identidade, isto é, o quanto os objetivos da organização estão sendo compreendidos por seus integrantes e pelo ambiente; • Grau de percepção que os membros da organização têm da realidade, principalmente dos fatores relevantes para os seus resultados. Shein acrescenta ainda o parâmetro “estado de integração”, ou seja, o grau de harmonia entre as subpartes da organização total, de modo que visem a atender aos mesmos objetivos e não a objetivos diferentes. 31 Objetivos das mudanças Tipos de mudança Há mudanças que ocorrem por iniciativa da Administração e mudanças que ocorrem por um processo dialético, de forma natural, sem a interferência da Administração. Os agentes de mudança compartilham uma filosofia, ou seja, um conjunto de valores que inclui nas suas estratégias, determinam as intervenções e governam suas respostas à organização. • Aumentar a produtividade; • Melhorar o produto; • Melhorar o volume de vendas; • Melhorar a imagem junto ao público; • Melhorar as relações humanas dentro da organização; • Melhorar a capacidade da organização de responder as demandas ambientais e as situações futuras. 32 A questão dos valores Toda organização tem seus próprios valores, os membros têm o seus, e esses valores, muitas vezes, coexistem, às vezes, em conflito. O termo valor tem inúmeros significados, dependendo do contexto no qual se insere. No contexto econômico, significa preço, recompensa, ou mercadoria preciosa (de valor); no contexto cultural, seu uso tem características antropológica: “na cultura do Peru, o ouro tinha valor de culto”; em sentido geral, a noção de valor está ligada a seleção e preferência; entretanto não se pode dizer que algo tem valor porque preferido, ou o que é ferido porque tem valor. O termo valor é muitas vezes usado com conotação de qualificação moral. Na psicologia, um termo pode ser definido como “ qualquer estado ou objeto singular que o endivido se esforça o obter, no qual procura acercar-se, elogiar, adota voluntariamente, consumo, incorre em despesas para adquirir, ou seja, algo que constitui um valor positivo. ” (Jonas e Gerard) 33 Os valores dirigem o comportamento da pessoa, faz aí na movimentar-se no seu meio, por que definem suas preferências e repulsas. Um valor expressa uma relação entre o sentimento emocional de uma pessoa e determina categorias cognitivas. Exemplo: “ a guerra (categoria cognitiva) é má (expressão do sentimento emocional). Como qualquer cognição pode estar associada a uma emoção, o número de valores que um homem possui está relacionado com o número de cognições (conhecimentos) que possa adquirir” Um valor é algo em que o homem que se baseia para atuar por preferência. Conhecemos melhor uma pessoa se sabemos o que ela almeja no futuro. Um sistema de valores de um endivido define suas escolhas. Em pesquisas realizadas, verificou-se que a maioria dos estudantes de medicina tinha uma posição alta na escala “teórica” e baixa na “religiosa”; O oposto ocorria com os estudantes de teologia. Seguramente muita resistência a tudo o que ameaçam o sistema de valores. “ O comportamento que não está de acordo com o sistema de valores das pessoas traz à tona respostas de medo, raiva, ou, no mínimo, desaprovação. ” (Linton). Assim, a pessoa que pratica um ato contrário a seus valores vai experimentar considerável distúrbio emocional, antes e depois. Para uma sociedade ter estabilidade E continuidade, os seus membros necessitam compartilhar certos valores significativos. Isso torna mais fácil a interação social e assegura aos indivíduos a sua aceitação social. Entretanto existem diferenças individuais nos valores, o que pode gerar conflitos. Os valores tendem a resistir fortemente a influência para modificados. Quando a socialização na infância é mais afetiva, os valores são mais elásticos. O comportamento gerencial reflete, em extensão considerável, a dinâmica das forças que atua no endivido como pessoa humana. Conhecer essas forças, a sua dinâmica e 34 suas consequências é condição necessária para que se consiga imprimir racionalidade intencional no seu comportamento como dirigente. Suas percepções são contaminadas pelos seus valores. É importante observar que muitas disfunções Existentes nas organizações, principalmente nas pequenas e médias empresas, são resultados de filosofia gerenciais inadequadas ao negócio ao qual se propõe. Os valores determinam as percepções, que, por sua vez, condicionam os seus comportamentos. Por outro lado, os valores influem no clima organizacional. Por exemplo, é típico, em alguns segmentos da burocracia brasileira, O paternalismo (valor) que gera empreguismo irresponsável, principalmente em alguns estados de menor desenvolvimento. A principal consequência é que, havendo muitos empregados, havendo pouco trabalho, e o salários são baixos. Isso, por sua vez, gera um clima de apatia, de pouco comprometimento com os objetivos organizacionais e de insatisfação generalizada. Como tais organizações não cumprir sua missão, não consegue recursos para se desenvolverem, O que produz mais insatisfação, menos eficácia, menos eficiência e repetição do ciclo vicioso. O resultado desse clima de deterioração é a convivência com a mediocridade ou fim das atividades da organização. Sem dúvida, um valor que aí existe é o conformismo. 4.3- Crenças dos preconizadores do DO • A maior parte dos indivíduos têm um impulso para o desenvolvimento pessoal, desde que lhes seja proporcionado um ambiente encorajador. • A maior parte das pessoas deseja e é capaz de dar contribuição para a organização em um nível mais alto do que a maior parte das organizações permite. 35 • O grupo de trabalho é, de modo geral, um dos grupos de referência mais importantes para a maioria das pessoas; tem grande significado nos sentimentos de e competência do indivíduo. • Para que um grupo otimize a sua eficácia. o líder formal não pode desempenhar todas as funções de liderança, em todas as circunstâncias e a qualquer tempo, dai a necessidade de os demais membros ajudarem-se mutuamente. • A repressão dos sentimentos afeta adversamente os processos de solução de problemas, de desenvolvimento pessoal e de obtenção de satisfação pessoal no trabalho. • As políticas e práticas da organização afetam o pequeno grupo de trabalho e por ele são afetadas. • A maioria das mudanças que objetivam a melhoria do desempenho da organização para a sua manutenção necessita de mudanças em vários subsistemas como: recompensa, treinamento, comunicação, etc. • Os membros da organização devem atribuir valor ao esforço cooperativo e aos produtos finais da organização. 4.4- Abordagens de Intervenção Greiner identifica as seguintes abordagens: a) Unilateral – Baseada na autoridade hierárquica e caracterizada por uma direção de mão única da decisão de mudar, e que pode acontecer: • por substituição de pessoas chave; • por decreto: através de declarações, ordens ou comunicações de cima para baixo (características das burocracias militares e governamentais); 36 • por estrutura: através da modificação na forma e tecnologia organizacional; b) Participativa - Na qual a autoridade ainda está presente, embora haja maior interação e participação no poder. Acontece: por decisão grupal - quando os problemas, embora definidos pela cúpula, contam com a participação dos grupos para a identificação de alternativas e soluções; por solução grupal de problemas - que enfatiza tanto a definição como a solução do problema, dentro do contexto da discussão dos grupos. c) Delegada - Em que a responsabilidade quase completa pela definição e ação sobre o problema é transferida para os subordinados. A prática tem demonstrado que as abordagens participativas são mais eficazes. As abordagens (ou modelos de mudança planejada) podem ser estruturadas e não estruturadas. Por abordagem estruturada entende-se um modelo que pode ser aplicado em qualquer tipo de organização e implica a adoção de determinados passos pré-estabelecidos (ex.:GRID, Administração por Objetivos, Programas de Qualidade Total). Abordagem não estruturada é aquela que, partindo da concepção de que as organizações são diferentes, prevê que o desenvolvimento dependerá da situação específica de cada empresa (ex.: pesquisa - ação). Embora existam várias abordagens de intervenção voltadas para o Desenvolvimento Organizacional, há o consenso entre todos os estudiosos da matéria de que DO é um esforço consciente, deliberado e colaborativo, que envolve a participação de um AGENTE DE MUDANÇA (BP) e de um SISTEMA-CLIENTE. O sucesso do programa está ligado diretamente ao tipo de vínculo que se estabelece entre aquele que recebe ajuda e aquele que a fornece, ao modo como eles se relacionam, ao grau de abertura existente na relação, ao reexame de atitudes e à negociação existente. 37 4.5- O papel do BP O cliente procura o agente de mudança porque existe uma necessidade sentida para a qual tem expectativa de ser apoiado. Por outro lado, as informações de conteúdo do sistema-cliente encontram-se com ele e não com o BP. Sem que exista confiança recíproca, cliente e BP irão trabalhar com dados limitados ou distorcidos. O agente de mudança, na maioria das vezes, é o BP de que o sistema-cliente se vale para implementar a mudança planejada. O sistema-cliente é o que solicita ajuda e espera obter melhoria em seu desempenho, podendo ser um indivíduo, um grupo ou uma coletividade maior. O agente de mudança pode ser INTERNO OU EXTERNO à organização. As situações específicas é que irão ditar quando se utiliza um e quando é melhor utilizar o outro. Muitas vezes, a organização possui o potencial para criar uma equipe de BPia interna: recursos humanos, financeiros e tecnológicos. Essa postura é extremamente importante, porque a mudança e adaptação da empresa a um ambiente dinâmico devem ser constantes. O BP interno tem a virtude de conhecer bem o sistema do qual faz parte. Mas há situações em que o grupo de BPs não está suficientemente afastado do problema para avaliá-lo com isenção. Nesse caso é que se faz uso de um BP externo. De um modo geral, a consultoria externa é usada na deflagração do processo de mudança (cuja manutenção será feita pelos BPs), nas intervenções de cúpula e nos projetos que requerem uma especialização de que o corpo técnico da empresa não dispõe. 38 Cabe acrescentar que a necessidade de melhoria de produtividade tem levado muitas empresas a optarem pela terceirização de serviços, aumentando-se assim os trabalhos destinados a consultores externos. Por não estar ligada à hierarquia organizacional, a consultoria externa detém maiores condições de atuar sem interferências inerentes à estrutura do poder. Aos agentes internos cabem, principalmente, a manutenção e a institucionalização da mudança. Os papéis mais comuns desempenhados pelo agente de mudança são os de diagnosticador e educador, uma vez que o processo de mudança é uma estratégia educacional destinada a fazer com que a organização e as pessoas aprendam a ser eficazes. O BP ajuda o sistema a tornar-se mais eficaz na solução de problemas, na tomada de decisões e na sua implantação, de modo que decresça a necessidade de uma consultoria. Argyris cita algumas condições para que a intervenção seja eficaz: • geração de informações verdadeiras; • livre-escolha da parte do cliente, mantendo-se a sua autonomia e integridade; • comprometimento interno com o aprendizado contínuo; • incorporação de valores da mudança; • aceitação do fundamento de que a organização é um sistema aberto. 4.6 - NÍVEL DE INTERVENÇÕES a) Nível dos indivíduos - Têm como objetivo básico a melhoria do desempenho e o aumento da satisfação no trabalho. b) Nível do grupo - Visam à formação ou desenvolvimento de equipes eficazes e a melhorar as relações do trabalho. Tratam problemas específicos do grupo. 39 c) Nível intergrupal - Têm caráter mais geral, analisando, por exemplo, as interdependências sistêmicas dos grupos e suas consequências no comportamento organizacional. d) Nível da organização - Objetivam clarear orientação, políticas, propósitos, programas de trabalho e formas de solução de problemas. Envolvem aspectos técnicos e administrativos. DIMENSÃO TEMPORAL As intervenções são planejadas para a obtenção de resultados de médio e longo prazos (ex.: diagnóstico organizacional e desenvolvimento gerencial). Existem, todavia, intervenções destinadas a provocar impactos de curto prazo e mudanças imediatas no comportamento dos membros da organização, como é o caso de "confrontação de terceira parte", no tratamento de conflitos ou o dos laboratórios de sensibilidade. PERSPECTIVA DAS INTERVENÇÕES A intervenção pode ser horizontal, vertical ou diagonal. a) Horizontal - Envolvendo pessoas do mesmo nível hierárquico (pares). b) Vertical - Trabalha famílias organizacionais, envolvendo elementos de vários níveis, comprometidos com objetivos comuns. Esse tipo de intervenção parte do pressuposto de que a ação gerencial é o conjunto de relações entre um elemento que gere e outro que é gerido e de que a participação no processo de apenas uma das partes cria um desequilíbrio na unidade organizacional, dificultando a integração grupal. Esse tipo de intervenção implica o envolvimento de chefe e subordinado. c) Diagonal - Quando há necessidade do envolvimento de vários segmentos da organização. 40 ABRANGÊNCIA a) Técnica - Envolve tarefas, conhecimentos especializados, processos de trabalho, instrumentos equipamentos, uso do tempo, otimização da relação custo/benefício, planejamento organizacional, acompanhamento de metas, programas e projetos. b) Comportamental - Humana ou psicossocial, representada pelos valores, sentimentos, atitudes, comportamento e motivação. c) Administrativa - Elo de ligação entre a técnica e a comportamental, podendo ser representada pelos estilos de direção, políticas e diretrizes, processo decisório e relação entre estrutura formal e informal. O Desenvolvimento Organizacional é uma estratégia educacional e como tal alcança objetivos através do processo de aprendizagem, o qual implica reflexão crítica sobre os conhecimentos adquiridos e a mudança de atitudes e comportamentos advindos do uso maduro desses conhecimentos. As intervenções de DO abordam aspectos cognitivos (cursos, palestras, informações), desenvolvimento de habilidades e mudanças de comportamento. 41 4.7- Fases do “DO” CONTATO CONTRATO ENTRADA COLETA DE DADOS DIAGNÓSTICO PLANEJAMENTO DE INTERVENÇÕES AÇÃO ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO TÉRMINO INSTITUCIONALIZAÇÃO DA MUDANÇA PLANEJADA CONTINUA Exploração BP x cliente. Reconhecimento da situação. Sondagem. Contrato: geral + específico. Objetivos - Plano (esboço) - Expectativas e compromissos mútuos. Sistema-alvo (onde, como começar?) Contatar pessoas. Testar receptividade, confiança, sentir clima, cultura, situação. Sondar problemas, insatisfações. Entrevistas, observação, convivência. Questionários, consulta de documentação, Reuniões. Definir situação e necessidades de mudança. Identificar e equacionar problemas. Definir objetivos de mudança e alvo (s). Pesar alternativas, efeitos, custos, riscos, resistências. Avaliar potencial de mudança. Definir estratégia, pontos de ação, apoio, táticas. Planejar ações para atingir os objetivos. Programar: atividades, participantes, sequência, tempo, recursos, etc. Implementar o plano: agir sobre/com sistema-alvo. 42 4.8- Mudanças Planejadas e DO INSTRUMENTO: ANÁLISE DO CAMPO DE FORÇA O ambiente em mutação ao qual a maioria das organizações atuais deve adaptar-se acrescentou uma nova dimensão às funções administrativas clássicas de Planejamento, Organização, Motivação, Direção e Controle. O administrador atual deve também controlar o processo de mudança - ele deve ser capaz de diagnosticar problemas, planejar e implementar mudanças de maneira tal que elas sejam aceitas e executadas pelo sistema com o qual ele está trabalhando. Para obter sucesso, uma mudança deve ter duas características: deve ser uma solução de alta qualidade para o problema do sistema, em termos de sua consistência lógica e técnica, e deve ser aceitável pelos membros do sistema que têm o problema. Infelizmente, a qualidade da solução e sua aceitabilidade nem sempre estão juntas. A aceitabilidade de uma mudança frequentemente é determinada menos pela qualidade da solução do problema e mais pelo processo através do qual a mudança é introduzida. Por exemplo, as mudanças que são impostas por decreto administrativo quase sempre enfrentam resistência ativa ou passiva, pois os membros do sistema não estão conscientes do problema que a mudança pretende resolver. Por outro lado, o envolvimento dos membros do sistema no processo total de diagnosticar o problema, planejar soluções alternativas e implementar a alternativa escolhida mais provavelmente produzirá soluções que serão aceitáveis pelo sistema. Ao planejar uma mudança no status quo de uma relação, de um programa, de um procedimento, de um padrão de comunicação, de uma organização, de um modo de trabalhar, a pessoa que deseja iniciar a mudança pode aperfeiçoar seus esforços de mudança através da aplicação de: 1. Um diagnóstico apurado do sistema, pessoa ou estrutura a ser mudada: 43 2. uma análise das possibilidades e limitações da mudança; 3. o desenvolvimento de um plano de ação para início e manutenção da mudança; 4. avaliação e replanejamento contínuos à medida que o esforço de mudança progride. Ao planejar mudanças, administradores e dirigentes frequentemente tendem a mover- se de imediato de um diagnóstico superficial do problema para a ação. Entretanto, resultados mais efetivos e menores tensões no sistema ocorrerão se for feito um diagnóstico mais cuidadoso de todos os aspectos da situação a ser mudada. De particular importância é a relação do BP com a situação, enquanto agente de mudança. Existem vários instrumentos disponíveis para diagnosticar e planejar a mudança. A aplicação desses instrumentos aumenta a eficácia do administrador para realizar melhorias efetivas nas organizações, nos grupos e nas relações individuais. Um desses instrumentos de diagnóstico chama-se ANÁLISE DO CAMPO DE FORÇA. Na Física, existe o conceito de que um corpo está em repouso quando a soma de todas as forças que estão operando sobre ele é igual a zero. O corpo mover-se-á na direção determinada pelo desequilíbrio das forças. Esse conceito pode ser aplicado a situações envolvendo fatores humanos, como por exemplo, a produção das equipes de trabalho de uma fábrica, que frequentemente ocorre ao redor de certo nível. O nível permanece razoavelmente constante porque as forças tendentes a elevá-lo são contrabalançadas pelas forças tendentes a diminuí-lo. Entre as forças tendentes a elevar o nível podem estar: A. Pressões dos supervisores para produzir mais; B. o desejo de alguns membros da equipe de ganhar maiores incentivos monetários; 44 C. o desejo da equipe de competir com outras equipes. Essas forças e quaisquer outras semelhantes a elas, serão denominadas forças incrementadoras. Entre as forças tendentes a rebaixar o nível da produção (que serão chamadas de forças restritivas) podem estar: D. falta de interesse em trabalhar mais arduamente; E. insatisfação dos membros da equipe com a supervisão; F. manutenção insatisfatória da maquinaria. Como no caso do exemplo da Física, o equilíbrio entre as forças incrementadoras e restritivas determina o nível de produção das equipes de trabalho de uma fábrica, mesmo se aqui os "corpos“ sobre os quais agem são seres humanos, isto é, o desempenho de um grupo de pessoas. As forças não precisam ter a mesma magnitude. Como pode ser visto pelo diagrama abaixo, o nível de produção de uma equipe de trabalho pode ser analisado em termos de uma série de forças em oposição, de intensidades variáveis (representadas pelo comprimento variável das setas). As letras correspondem àquelas dadas às forças descritas acima na lista de forças incrementadoras e restritivas. 45 Este tipo de análise pode ser aplicado a uma grande variedade de situações envolvendo comportamento humano. Por exemplo, suponha que você seja membro deum grupo e outro membro mantém-se em silêncio e incomunicável. Em um esforço para compreender melhor seu comportamento, você pode fazer um Diagrama do Campo de Força que pode parecer com a ilustração anterior. Algumas das forças incrementadoras podem ser: A. Pressão de outros membros do grupo; B. recompensas dadas por intensidade de participação; C. tópicos relevantes que ele conhece. Algumas das forças restritivas podem ser: D. desejo de evitar ferir outros membros; E. medo de retaliação se falar; F. ansiedade a respeito de expor-se. PRODUÇÃO ATUAL ALTA 5 4 3 2 1 BAIXA 1 BAIXA 2 3 4 ALTA 5 D A B C E F 46 Pode existir, naturalmente, qualquer número de forças, como no caso da produção e elas podem ser de intensidades variáveis. Desde que a intensidade total das forças restritivas exceda a das forças incrementadoras, o membro do grupo reduzirá sua quantidade de verbalização. Ele manterá sua taxa de verbalização se as forças se igualarem e aumentará sua taxa se as forças incrementadoras ultrapassarem as restritivas. ESTRATÉGIAS PARA MUDANÇA Existem duas diferentes estratégias que podem ser empregadas quando se tenta ajudara pessoa hipotética da ilustração a falar mais. Uma é aumentar a intensidade das forças incrementadoras - por exemplo, aplicar mais pressão. Isso pode aumentar temporariamente a taxa atual de verbalização. O problema com essa estratégia é que ela tende a aumentar a tensão no sistema, fazendo com que novas forças restritivas apareçam. Como resultado, essa abordagem pode resultar em mudanças que são de natureza temporária. TAXA ATUAL VERBAL 5 ALTA 4 3 2 BAIXA 1 BAIXA 1 2 3 4 5 ALTA D A B C E F MAIOR VERBALIZAÇÃO MENOR VERBALIZAÇÃO Intensidade Estimada Forças restritivas Intensidade Estimada Forças incrementadoras 47 Uma segunda abordagem é eliminar completamente ou reduzir a intensidade das forças restritivas. Dessa maneira, a taxa de verbalização sobe para um nível novo, mais elevado, sem qualquer aumento consequente de tensão. Para começar a entender porque essa segunda abordagem é menos frequentemente usada, devemos compreender certas características das forças que as pessoas normalmente vêm operando. A maioria das forças cai em uma das três categorias: Ao diagnosticar um problema, a maioria das pessoas, se é que se consideram relacionadas ao problema, veem-se como forças incrementadoras, enquanto os outros e os ambientes são vistos como forças restritivas. Uma razão para isso é que elas podem estar implicitamente conscientes dos efeitos das duas estratégias de mudança esquematizadas acima. Em outras palavras, se eu reconheço a parte que posso estar desempenhando (minhas atitudes ou meu comportamento) em impedir a solução dos problemas, eu posso ser aquele que deve mudar! No exemplo apresentado acima, minha tendência para dominar pode ser a força mais poderosa em impedir (restringir) os outros a falar, e, a fim de ajudá-los a falar mais, devo ser menos dominante. A Análise do Campo de Força pode ser um poderoso instrumento diagnóstico, ajudando a descobrir possíveis áreas problemáticas ao planejar um esforço de 1. EU 2. OUTROS 3. O AMBIENTE 48 mudança. Do ponto de vista de um agente de mudança, ela pode ajudá-lo a diagnosticar a prontidão, a capacidade e o potencial para mudança de um sistema. Pode ajudá-lo a compreender melhor seus próprios motivos e objetivos para estar envolvido no processo. 5- O BP E OS RESULTADOS Quem não mede não gerencia. Kaoru Ishikawa A crescente onda pela busca de resultados incluindo-se os incrementos da eficiência e eficácia levam os executivos a cada vez mais pensar nos modelos gerenciais que estarão utilizando garantindo assim, não somente o alcance dos objetivos propostos como também, as superações que poderão ser o diferencial competitivo das grandes corporações. A liderança dos resultados vem sendo cada vez mais utilizada por empresas preocupadas com a efetividade dos seus negócios e para tanto, dedicam-se, constantemente, a acompanhar e avaliar o desempenho dos seus colaboradores. Grande parte das organizações modernas, possuem uma matriz de gestão por resultados, onde são destacados os principais objetivos estratégicos esperados para o período. Porém, possuir uma matriz de resultados e vinculá-la aos instrumentos de planejamento não é suficiente para a obtenção do sucesso. É necessário garantir o compromisso daqueles que fazem a força tarefa do negócio e em especial, a gestão que tem impacto direto nos comportamentos e no envolvimento das equipes buscando uma direção convergente. As metas institucionais quase sempre, são pactuadas com os gestores e são desdobradas em metas individuais. 49 Os resultados alcançados devem ser monitorados diariamente e avaliados num determinado período que ofereça condições de redirecionamento e ou reconstrução/repactuação de metas que se apresentaram, ao longo do desempenho, comprometidas por fatores externos em que a gestão e mesmo a operação, não possuem nenhuma influência para mudança. Feedbacks, compartilhamento de conhecimento, gestão participativa entre outras, fazem parte de um modelo assertivo na luta constante por alcances e superações. De um modo geral, encontramos nas culturas empresariais, através do pensamento e posicionamento dos seus colaboradores, esta adaptação aos novos modelos de gestão para resultados. Podemos inclusive afirmar, que esta é uma nova forma de trabalho e uma nova cultura que já se encontra consolidada em grande parte das organizações do mercado. Alguns pontos, contudo, devem ser considerados: Um indicador deve estar associado ao método gerencial (PDCA) - Os japoneses deram uma designação certa para os indicadores, chamando-os de itens de controle. Só que, naquela época, eles cometeram um engano na tradução da palavra gerenciamento e utilizaram de forma imprecisa o termo controle (pensando em “controle de processos”). Teria sido melhor “item de gerenciamento” porque os indicadores devem sempre estar associados a um esforço gerencial (PDCA), do contrário não há sentido em se ter um indicador. Um indicador serve para conhecer sua lacuna, estabelecer meta para ele, verificar o atingimento da meta, padronizar no sucesso ou tomar ação corretiva no fracasso. Não basta olhar para o indicador, ficar alegre quando o resultado é bom e triste, em caso contrário. Resumindo: um indicador, como o próprio nome diz, deve indicar uma ação gerencial. Um indicador está sempre associado ao produto de um processo - A maioria das pessoas sempre pensa em processo como uma sequência de atividades. É quase certo. Creio que a melhor definição mesmo é a do Ishikawa: “processo é um conjunto de causas”. Estas causas nem sempre estão “em linha”. Portanto, um “conjunto de 50 meios” provoca determinado fim que medimos e chamamos de indicador (ou item de controle, ou ainda item de gerenciamento). Portanto, um indicador mede sempre as características do produto (fim) de um processo. Um indicador deve sempre ter um dono e refletir fatores controláveis - Já vi de tudo. Indicador sem dono, com dois ou mais donos, etc. Vi um caso em que, para cobrar certo indicador, era necessário haver dois diretores na sala. Sempre penso: “não vai dar certo”. E não dá mesmo!!! Um indicador tem que ter um dono e não mais que um. O processo gerencial é uma atividade em que se exerce a responsabilidade sobre os fins (representados pelos indicadores) e a consequente autoridade sobre os meios (processo). Não pode haver uma coisa sem a outra. Portanto, se o “conjunto de causas” estiver sob a autoridade do dono do indicador não se pode atribuir culpa de mau desempenho a outros. Não pode haver muitos indicadores - Como os indicadores representam prioridades, não pode haver muitos indicadores para cada dono. Experiências fáceis de serem feitas mostram que os seres humanos conseguem guardar, em média, três itens na memória. Algumas pessoas excepcionais chegam a cinco. Por outro lado, não dá para gerenciar mais do que isto. Um indicador deve sempre ter uma regra - Se estou gerenciando certo processo, meus indicadores devem seguir “regras universais”. Que é isto? É o seguinte: tenho que arrumar meus indicadores de tal maneira que possa fazer julgamentos. Por exemplo: “custos de overhead devem cair sempre”. Portanto, se estou gerenciando os custos de overhead, quando estes sobem temos um caso grave que deve ser analisado profundamente, de tal forma que ações corretivas possam ser tomadas. Sabemos que os custos variáveis flutuam com o nível de produção. No entanto, se expressarmos os custos variáveis em valor por unidade produzida então poderemos ter como regra universal o seguinte: “custos variáveis 51 por unidade de produto devem cair sempre”. Certa vez vi em uma empresa um “indicador” chamado “custos fixos”. Acreditei! A regra universal neste caso é “deve cair sempre”. Quando este indicador subiu criei o maior caso e deram-me várias explicações: a produção estava aumentando e as horas extras estavam subindo, etc. Mas hora extra não é custo fixo! Ou seja, não dá para misturar custos de naturezas diferentes pois neste caso não existem “regras universais” e, portanto, não temos critérios de julgamento. Estamos à deriva. Existe uma hierarquia de indicadores - Os indicadores interagem entre si na estrutura empresarial num relacionamento causa-efeito. O chefe tem indicadores sobre os fins e sua equipe tem indicadores sobre os meios do processo do chefe. Do ponto de vista de cada membro da equipe, seus indicadores são estabelecidos sobre os meios do processo do chefe, que são os fins de seus próprios processos. Tem que haver um relacionamento matemático concreto entre estes indicadores de tal forma que, se todos forem atingidos, os indicadores finais da empresa também o serão. A “prova dos nove” seria colocar os indicadores numa árvore com seus componentes mutuamente exclusivos e complementarmente exaustivos. Indicadores de melhoria podem ser temporários - Tenho visto empresas que padronizam indicadores. Nada mal padronizar indicadores operacionais. O problema é que indicadores de melhoria são estabelecidos sobre itens prioritários, naquele momento e naquele local, que se deseja gerenciar. Por exemplo: se uma empresa está com sua linha de produção totalmente cheia e não tem mais capacidade, não adianta brigar por mais volume de vendas. O que temos que buscar é a margem, possivelmente focar em mix, precificação e custos. Os problemas variam no espaço e no tempo e, portanto, também os indicadores! Se um problema está resolvido e você é benchmark mundial, melhor 52 seria eliminar aquele indicador e buscar outro. De forma geral, os indicadores de rotina operacional (manutenção do valor) são mais estáveis e os de melhoria devem ser estabelecidos sempre sobre as prioridades locais e temporais. Indicadores de rotina (operacionais) são mais estáveis - Os indicadores de rotina (operacionais) são mais estáveis porque a operação é repetitiva por natureza. Neste caso o que varia é a periodicidade das medições realizadas. Se existe uma operação pouco confiável temos que medir continuamente (um indicador representa uma inspeção). À medida que melhoramos a operação e está se torna mais estável podemos ir reduzindo a periodicidade das medições. No momento em que temos a máxima confiabilidade numa operação, podemos reduzir as medições a um valor próximo de zero numa condição de garantia de qualidade. Indicadores custam caro - Cada indicador tem um processo de levantamento de informações, análise e disposição dos dados, o que tem um custo. Portanto, temos que ter o cuidado de focar os indicadores de melhoria apenas naqueles itens que são os mais prioritários e procurar aumentar a confiabilidade dos processos de tal forma a reduzir substancialmente a periodicidade das medições e eventualmente eliminá- las. O indicador líder numa empresa é sempre de caráter financeiro - Hospitais, escolas e até mesmo igrejas não funcionam sem dinheiro. Os recursos financeiros são o sangue de qualquer organização: a pressão e a temperatura têm que estar certas. Faltou dinheiro, faltou tudo. Desta forma, não poderá haver nada mais importante para uma empresa do que ter uma operação que gere um bom caixa. São os indicadores financeiros que mostram a excelência da operação. Além disto, o critério para priorizar ações gerenciais e, portanto, indicadores, deve ser sempre financeiro. 53 Aprender como desdobrar o planejamento estratégico em ações concretas de RH e em indicadores. Chamamos a mensuração de resultados de Contabilidade do BP: “A contabilidade de BP é o processo de identificar, mensurar e comunicar informações sobre recursos humanos, objetivando facilitar uma eficiente administração empresarial, bem como propiciar informações úteis aos usuários externos e resultados relevantes, no menor tempo possível com o menor custo”. Os Indicadores de Gestão de Pessoas devem considerar que: • São parte do planejamento estratégico; • Key Performance Indicators (KPIS); • Não são mais métricas somente do RH: indicadores de sucesso da organização. Dessa forma: Tenha poucos e bons indicadores, e os tenha inserido no dia a dia pois as “unit economics” é que fazem uma estratégia vencedora, no longo prazo. Todos do time devem compreender o foco e qual é a prioridade. 54 Figura 5 – Estratificação Indicadores Fonte: LeaderRH 55 O OKR (sigla em inglês de objetivos e resultados-chave) é provavelmente a metodologia gerencial mais utilizada pelas startups do Vale do Silício, por ser muito prática para equipes enxutas, por ser simples, por ativamente estimular a orientação de baixo