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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: Ciências Biológicas. DISCIPLINA: Citologia NOME DO ALUNO: Luís Felipe Rocha Ferreira RA: 0418289 DATA: 14/12/2021 1 . INTRODUÇÃO No dia 04 de Dezembro a professora Pollyana explicou as partes que compõe o microscópio óptico e suas funcionalidades, conceito de bactérias, sua morfologia e suas classificações. Explicou os meios de transportes celular: Transporte passivo que consiste em Difusão simples, difusão facilitada e osmose, transporte ativo que consiste em bomba de sódio e potássio e bomba de cálcio, transporte mediado por vesículas que consiste em endocitose e fagocitose. Na parte prática, selecionamos uma letra de um jornal e observamos no microscópio, em seguida colhemos amostra da mucosa da bochecha e olhamos no microscópio afim de visualizar bactérias e também olhamos uma amostra sanguínea para visualização das hemácias e a diferença em sua estrutura em meio isotônico, hipotônico e hipertônico No segundo dia, 11 de dezembro, a professora explicou o conceito de glóbulos brancos (leucócitos) e suas classificações, observamos amostra sanguínea no microscópio afim de visualizar os diferentes tipos de leucócitos, também explicou o passo a passo das divisões mitose e meiose e suas fases e também analisamos a amostra da raiz de cebola no microscópio, com o objetivo de identificar tais fases. Olhamos também amostras de pele fina, amostra da traqueia e também vimos amostra do epidídimo de um rato. 2. RESULTADOS E DISCUSSÃO O microscópio óptico é destinado para a visualização de fungos, bactérias, células vegetais, células animais e helmintos (verminoses). É dividido em partes mecânicas, são elas: base, braço, canhão (conjunto de espelhos para refletir a imagem), micrômetro e macrômetro (movimentam a mesa para cima e para baixo e aumenta a nitidez), charriot (move a lâmina sobre a mesa para direita, esquerda, frente e trás) Revólver (gira as objetivas. As partes ópticas são: fonte de luz que atravessa o condensador junto ao diafragma, objetivas que são lentes de 4-10-40-100 cujo o aumento real é de 40-100-400-1000, oculares onde se posiciona os olhos para visualização. Veja imagem 1 IMAGEM 1: Componentes do microscópio óptico. FONTE: splabor.com.br, 2019 2.1 EXPERIMENTO PRÁTICO Selecionamos uma letra de um jornal, colocamos sobre a lâmina e pingamos uma gota de água, em seguida colocamos a lamínula sobra a amostra do jornal e então observamos no microscópio. Notamos então que ao visualizarmos a letra no microscópio sua posição estava invertida, isso acontece por causa dos espelhos que gera a inversão da imagem vista por nossos olhos. Veja imagem 2. IMAGEM 2: Letra U observada no microscópio FONTE: Foto tirada pelo aluno Luís Felipe. 2.2 VISUALIZAÇÃO DE BACTÉRIAS Após a explicação das estruturas morfológicas da bactéria e suas classificações fomos para o experimento prático. Com a ajuda de um Swab colhemos uma amostra de uma colônia de bactérias fornecidas pela professora, esfregamos essa amostra na lâmina, em seguida levamos a amostra até a capela de exaustão para aquecer no bico de Bunsen. Após o aquecimento da amostra, iniciamos o processo de coloração, o primeiro passo é cobrir toda a amostra com o corante cristal violeta, aguardar em média 1 minuto e enxaguar com jato de água bem fraco. Em seguida, cobrimos toda a lâmina com o corante Lugol que aumenta a afinidade para o cristal violeta, aguardar em média 1 minuto novamente e enxaguar com jato de água fraco. O terceiro passo é cobrir a amostra com acetona, que é o agente descolorante, esta etapa da coloração não necessita de enxágue, o quarto e último passo consiste em cobrir toda a amostra com o corante Fucsina, aguarda o tempo de aproximadamente 1 minuto, enxagua com jato de água fraco, com a ajuda de um papel toalha remove o excesso e deixa secar. Após a aplicação da técnica de coloração, a lâmina deve ser analisada no microscópio. Veja as imagens abaixo. Imagem 3: colônia de bactérias. Imagem 4: Capela de exaustão. Imagem 5: Bico de Bunsen FONTE: Aluno Luis Felipe. Fonte: Aluno Luis Felipe. Fonte: Aluno Luís Felipe Imagem 6: Corantes usados. Imagens 7 e 8: Bactérias visualizadas no microscópio. Fonte: Aluno Luís Felipe. Fonte: Aluno Luís Felipe 2.3 VISUALIZAÇÃO DE BACTÉRIAS DA MUCOSA DA BOCHECHA. Com uma espátula de Ayre de madeira colhemos uma amostra da mucosa da bochecha, em seguida esfregamos a espátula com a amostra na lâmina, deixamos a amostra secar e então pingamos uma gota do corante azul de metileno. Após a secagem, posicionamos a amostra no microscópio e buscamos a visualização de bactérias. Veja abaixo os resultados obtidos. Imagem 9: Espátula de Ayre Imagem 10: Régua de secagem. Imagem 11: Bactérias da mucosa Fonte: Aluno Luís Felipe Fonte: Aluno Luís Felipe Fonte: Aluno Luís Felipe 2.4 TRANSPORTE CELULAR A membrana plasmática é uma estrutura formada por duas camadas de fosfolipídios, está membrana possui a capacidade de selecionar o que entra e o que sai da célula, garantindo a manutenção intracelular. As substâncias entram e saem da Células de diferentes formas, e o transporte feito por meio da membrana pode ser classificado em dois grupos: Passivo e Ativo. Transporte Passivo é aquele em que não há gasto de energia durante o processo, classificados em 3 tipos: Difusão simples, Difusão facilitada e Osmose. - Difusão Simples: Na difusão simples, moléculas e íons são transportados de forma natural do local onde estão em maior concentração para o local onde se apresentam em menor quantidade. Dizemos, nesse caso, que ocorre um movimento de substâncias a favor do gradiente de concentração. O oxigênio e o gás carbônico atravessam a membrana plasmática dessa forma. - Difusão Facilitada: A difusão facilitada é aquela em que há uma proteína da membrana que atua como um carreador. Esse transporte acontece a favor do gradiente de concentração, mas substâncias impermeáveis estão envolvidas, por isso, a necessidade de ligação a uma proteína carreadora. Essas proteínas apresentam um sítio de ligação para que o soluto possa ser transportado. Após a ligação, elas sofrem uma modificação que faz com que o soluto seja levado de um lado para outro. Vale destacar também que a difusão facilitada pode ocorrer por meio de transportadores inespecíficos. - Osmose: A osmose nada mais é do que um tipo especial de difusão. Nesse tipo de transporte, o soluto não se move, mas, sim, o solvente, que, nesse caso, é a água. Ela ocorre entre dois meios aquosos que são separados por uma membrana semipermeável. A água difunde-se do meio menos concentrado para o mais concentrado até que o equilíbrio seja alcançado. A água também pode atravessar a membrana pela presença de canais denominados de aquaporinas. A osmose pode ser observada na região dos pelos radiculares, que apresentam uma maior concentração de solutos que a água do solo. Essa diferença de concentração faz com que a água entre no interior das raízes e seja levada posteriormente para o restante da planta. Transporte ativo ocorre com gasto de energia e, assim como na difusão facilitada, ocorre com a ajuda de proteínas carreadoras, que são denominadas de bombas. Diferentemente da difusão, no entanto, o transporte ocorre contra o gradiente de concentração. O exemplo mais conhecido de transporte ativo é a Bomba de sódio e de potássio. Também há o transporte mediado por vesículas, transporte por meio de vesículas é empregado em caso de volumes maiores, sejam líquidos ou sólidos. Apesar de ambos os processos envolverem o uso de receptores de membrana, considera-se que o transporte vesicular seja menos específico, porém mais vantajoso devido ao grande volume transportado. O transporte vesicular que conduz substâncias para o interior da célula é denominado de Endocitose, enquanto o transporte que asconduz ao exterior é denominado Exocitose. 2.5 VISUALIZAÇÃO DAS HEMACIAS EM MEIO ISOTÔNICO, HIPOTÔNICO E HIPERTÔNICO. A célula animal apresenta diferentes respostas quando colocada em soluções de diferentes concentrações. Consideremos uma solução isotônica, uma solução hipertônica e uma solução hipotônica. Quando comparamos duas soluções e essas apresentam a mesma concentração de soluto, dizemos que ela é isotônica. Quando uma apresenta maior quantidade de soluto, ela é chamada de hipertônica. Por fim, temos a solução com menor quantidade de soluto, que é chamada de hipotônica. Se colocarmos uma célula animal em um ambiente isotônico, a água flui na mesma proporção para dentro e para fora da célula. Nessa situação, observamos que o volume da célula não se altera. Quando uma célula animal é colocada em uma solução hipotônica, observa-se um aumento da entrada de água na célula por osmose. Nesse caso, a água aumenta o volume da célula rapidamente fazendo com que ocorra seu rompimento (lise). Caso uma célula animal seja colocada em um ambiente hipertônico, observamos que a célula perde água para o ambiente por osmose. Nesse caso, verificamos que a célula murcha e pode até morrer. Para o experimento em sala de aula, utilizamos uma solução com 0.9% de soluto para o meio isotônico, 0,4% de soluto para o meio hipotônico e 1,5 de soluto para o meio hipertônico. Com uma lanceta furamos a ponta de nosso próprio dedo, colocamos na lâmina e pingamos umas das soluções. Veja as imagens abaixo. Imagens 11 e 12: Hemácias em meio hipertônico Fonte: Aluno Luís Felipe.