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O que é Tambor de Mina? ( Figura 1 Abatá Nagô ) Tambor de Mina é a denominação dada as religiões Afro-brasileiras Localizadas e difundidas no Maranhão, Piauí, Pará e na Amazônia. A palavra tambor deriva da importância do instrumento nos rituais de culto. Mina deriva de negro-mina, de São Jorge da Mina, denominação dada aos escravos procedentes da “costa situada a leste do Castelo de São Jorge da Mina” (Verger, 1987: 12), no atual República do Gana, trazidos da região das hoje Repúblicas do Togo, Benin e da Nigéria, que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs. ( Figura 2 Huntos Jeje ) O Maranhão foi importante núcleo atração de mão de obra africana, sobretudo durante o último século do tráfico de escravos para o Brasil (1750-1850), e que se concentrou na Capital, no Vale do Itapecuru e na Baixada Maranhense, regiões onde havia grandes plantações de algodão e cana-de-açúcar, que contribuíram para tornar São Luís e Alcântara cidades famosas entre outros aspectos, pela grandiosidade dos Casarões coloniais, construídos com mão de obra escrava e pela harmonia, beleza e coreografia das músicas de origem africana. Como as demais religiões de origem africana no Brasil (Candomblé, Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque, Toré, Jarê e outras), o Tambor de Mina se caracteriza por ser religião iniciática e de transe ou possessão com oferendas de comidas: (feitas e cozidas e frutas e legumes) e sacrifício de animais. No tambor de mina mais tradicional a iniciação é demorada, não havendo cerimônias públicas de saída, sendo realizada com grande discrição no recinto dos terreiros e poucas pessoas recebem os graus mais elevados ou a iniciação completa. A discrição no transe e no comportamento em geral é uma característica marcante do tambor de mina, considerado por muitos como uma maçonaria de negros, pois apresenta características de sociedades secretas. Nos recintos mais sagrados do culto (pejí em nagô, ou côme em jeje), penetram apenas os iniciados mais graduados. O transe no tambor de mina é muito discreto e às vezes percebível apenas por pequenos detalhes da vestimenta. Em muitas casas, no início do transe, a entidade dá muitas voltas ao redor de si mesmo, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, talvez para firmar o transe, numa dança de bonito efeito visual. Normalmente a pessoa quando entra em transe recebe um símbolo, como uma toalha branca amarrada na cintura ou um lenço, denominado pana, enrolado na mão ou no braço. Na Mina, cerca de noventa por cento dos participantes do culto são do sexo feminino e por isso, alguns falam num matriarcado nesta religião. Os homens desempenham principalmente a função de tocadores de tambores, isto é, abatas (tambor de duas membranas), daí a definição abatazeiros, também se encarregam de certas atividades do culto, como matança de animais de penas e de 4 patas e do transporte de certas obrigações para o local em que devem ser depositados. Algumas casas são dirigidas por homens e possuem maior presença de homens, que podem ser encontrados inclusive na roda de dançantes. Por que Mina Djedje/Nagô? Existem dois modelos principais de tambor de mina no Maranhão: mina jeje e mina nagô. O primeiro parece ser o mais antigo e se estabeleceu em torno da Casa grande das Minas Jeje (Querebentan de Zomadônu), o terreiro mais antigo, que deve ter sido fundado em São Luís na década de 1840. O outro, que lhe é quase contemporâneo e que também se continua até hoje é o da Casa de Nagô, localizada no mesmo bairro (São Pantaleão) a uma quadra de distância. A Casa das Minas é única, não possui casas que lhe sejam filiadas, daí porque nenhuma outra siga completamente seu estilo. Nesta casa os cânticos são em língua jeje (Ewê-Fon) e só se recebem divindades denominadas de voduns, mas apesar dela não ter casas filiadas, o modelo do culto do Tambor de Mina é grandemente influenciado pela Casa das Minas. ( Figura 4 Centenária Casa das Minas ) ( Figura 3 Casa de Nagô ) Nos terreiros de Tambor de Mina é comum a realização de festas e folguedos da cultura popular maranhense que às vezes são solicitadas por entidades espirituais que gostam delas, como a da Festa do Divino Espírito Santo, o Bumba-meu-boi, o Tambor de Crioula e outras. É comum também outros grupos que organizam tais atividades irem dançar nos terreiros de mina para homenagear o dono da casa, as vodunsis e para pedir proteção às entidades espirituais para suas brincadeiras. Sérgio Ferretti: "No Tambor de mina do Maranhão pouco se fala em Oxum, Oiá e Obá, conhecidas nos terreiros influenciados pelo candomblé. Os orixás e voduns se agrupam em famílias ou panteões". Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A História de um Terreiro: sua Origem religiosa e de Caráter de seus sacerdotes: A Casa Grande de Mina Jêje Nagô de Toy Lissá & AbêManjá – Huevy, hoje situada no Conjunto Pedro Teixeira I, Rua I, nº 122 – Coqueiro – Belém-Pa, teve seu inicio e foi fundado de fato em 28 de outubro de 1976, a mesma já havia em funcionamento à muitos anos sob o nome de Seara Tabajará, Situada na Travessa Primeiro de Março, nº746 – Campina – Belém-Pa onde ainda dentro do culto de Umbanda, teve como seus fundadores e dirigentes o Senhor José Aluizio Esteves Brasil e a Senhora Rosângela Corrêa da Rocha que respectivamente respondiam pelos cargos de pai e mãe de santo. Ambos muito novos e já abraçara a missão com as entidades caboclas, com quem já trabalhavam à algum tempo. A Seara ou Congá manteve-se em funcionamento no referido endereço por alguns anos, porém não foi o único local de endereço do mesmo, ainda em seu processo de “troca de águas” para o Tambor de Mina o mesmo teve sua localização na ilha de Mosqueiro (distrito de Belém-Pa), de onde passou para o endereço atual. O encontro com o Tambor de Mina Maranhense: Ao passar do tempo e em uma viagem de férias com outro casal amigo para São Luiz do Maranhão, em busca de descanso e conhecer as belas praias do litoral Maranhense e já com o universo conspirando a favor, e nada é por acaso após uma ou duas noites de estadia na capital Maranhense os casais amigos decidem sair para jantar e como uma certa consequência conhecer alguns terreiros de tambor de Mina. Fizeram varias tentativas e por fim já por quase desistir da curiosidade os mesmo pedem ao motorista de taxi que os levem a um terreiro de tambor de Mina, o motorista os deixa na porta do ILÊ ASHÉ YÊMOWA, CASA ou TERREIRO DE YEMANJÀ, porém o toque já havia terminado mas eles ainda encontro o dirigente da casa ainda incorporado que os recebe e os convida para mais tarde se fazerem presente em uma abertura de uma casa filha que se daria ali perto. E assim Pai Brasil e Mãe Rosângela conhecem seu futuro pai de santo ou BABALORIXÁ/TOY VODUNNON, o conhecidíssimo Jorge curador, Jorge Babalaô ou Jorge da Fé em Deus. Quem foi Jorge Babalawô?: ( Figura 6 Jorge Babalawô ) ( Figura 5 D. Luiz Rei de França - Nagô Gentil ) Jorge Itaci de Oliveira nasceu em 28 de agosto de 1941, filho de João da Cruz de Oliveira e Paula de Jesus Saraiva de Oliveira. Sua parteira foi Vitorina Tobias dos Santos, a Mãe Dudu, da Casa de Nagô. Após complicações no parto, Mãe Dudu conseguiu salvar o menino e o dedicou a Iemanjá e Dom Luís, Rei de França. Seus primeiros anos foram iguais aos de qualquer criança. Com oito anos, passou a ter manifestações mediúnicas, o que causou grande espanto aos que o cercavam. Nessa ocasião, a primeira entidade que recebeu foi o Caboclo da Bandeira. Após orientações de Mãe Dudu, tudo se acalmou. Na adolescência, voltou a entrar em transe, recebendo outras entidades, sobretudo quando assistia aos rituais de Tambor-de-Mina. Sua iniciação se deu por intermédio de Dona Elízia Santana, sua vizinha, do Terreiro do Egito, que o encaminhou a Mãe Piá, Yalorixá que realizou o seu preparo. Nos anos anteriores a Fundação Legal e com culto aos Voduns Jeje, Voduns Nagôs, Voduns Gentis e encantarias conforme os preceitos e conceitos do Tambor de Mina deram-se a iniciação e comprimento dos ritosde Pai Brasil para os voduns; Toy Lissá, Nochê Oxum Opará e Toy Bagdé e Mãe Rosângela para os voduns; Nochê Abê Manjá, Toy Acossi e Toy Azaká e seus encantados principais: Família de Turquia: Caboclo do Itapindaré, Caboclo Tabajará, (chefes), e demais entidades caboclas, como Joana Gunça e Caboclo José Raimundo; Cabocla Jarina e Caboclo Oscar de Leguá. Embora após as últimas obrigações dadas as das Tobossís, que conferi grau sacerdotal a um Vodunsi-Hê o elevando ao Grau de Vodunsi-Ahunjaí e o Primeiro tambor a ser tocado foi para Toy Lissá no dia 06 de Janeiro de 1976, por decisão e respeito tanto de pai Brasil Mãe Rosângela e como de D. Jorge que sempre teve um respeito muito grande pelo Caboclo Turco Tabajará, a data escolhida para ser como de inauguração e confirmação da casa dentro dos cultos de Tambor de Mina só ocorreria no festejo da Sr. Tabajará o que veio a ser confirmado na referida data de 28 de outubro de 1976. Com o assentamento guia (Alashê) destinado aos voduns Toy Lissá e Abê-Manjá e seus pilas de sustentação para Nochê Oxum Opará e Toy Badé que ainda permanecem como voduns fundadores; Toy Acossi e Toy Azaká, agrecando aos pilares os voduns Nanã Bioko e Ogum, devido a direção de Bàbá Huevy e ainda mantém como patrono e chefe o Caboclo Tabajará. Hoje a casa após passar por uma longa reformulação e readequação encontrasse em processo de legalização institucional, esta pautada dentro dos direitos da constituição e conforme seus regimentos internos. Tem como principio o respeito ao ser humano, a orientação religiosa e cultural bem como caridade ao próximo e difundir e ampliar a compreensão da comunidade em torno sobre a religião de matriz africana em foco o tambor de Mina. Hoje a casa procura realizar eventos culturais e focado no auxilio das áreas carentes da comunidade. A casa Grande no lado religioso é organizada e estruturada da seguinte maneira: Física e de pessoal: Espiritual religioso: (figuras) Organograma da tradição de culto: De onde viemos e quais foram de fatos nossas raízes dentro do culto aos voduns: D. Jorge (Jorge Babalawô) conta em seu documentário Embarabô, que teve um nascimento complicado conforme já mencionamos acima e que desde o ventre de sua mãe, foi aparado e confirmado para Iemanjá e D. Luiz, porém embora muito do que se conta seja historia, mas conforme o próprio Toy Vodunnon relata ele teve sua feitura completa no terreiro do Egito, e para que o mesmo pudesse abrir uma casa de axé e seguir sua missão juntos aos Voduns e Orixás ele teve duas tutoras designadas pelos Voduns e dirigentes do Terreiro do Egito. Sua iniciação se deu por intermédio de Dona Elízia Santana, sua vizinha, do Terreiro do Egito, que o encaminhou a Mãe Piá, Ialorixá que realizou o seu preparo. Nos terreiros de Mina mais tradicionais vigora o matriarcado: os filhos homens, não podendo dançar, acabam fundando suas próprias Casas. Foi o que aconteceu com Jorge Itaci, Manoel de Averequete e Euclides de Oxalá. Jorge também contou com a colaboração de antigas mineiras, oriundas de outros terreiros famosos, como o de Cota do Barão e Vó Sereva. Dentre elas, destacaram-se Firmina e Gabina, que assentaram os fundamentos da Casa e entregaram-na aos cuidados do novo Pai-de-Santo. Mãe Dudu, filha de Iemanjá e chefe da Casa de Nagô, e Mãe Amélia de Doçu, da Casa das Minas também o introduziram no culto aos Voduns e ambas continuaram a lhe dar orientações. Assim podemos descreve e sintetizar a trajetória e como nossa casa pode e tem raízes para poder manter seu legado. Fonte: Revista on-lie Plural nº 2. Figura 7 Organograma da ramificação da Casa Grande A casa por cerca de 25 anos de sua existência teve a frente de sua direção a presença de Pai Brasil e Mãe Rosângela, e da mesma forma um vasto números de filhos ou adeptos que podemos destaca: Olindina Passos a Primeira filha iniciada para o Vodun Avereket e Naê. Mãe Graça Mendes A primeira Vodunci Poncilê (EKED), de Toy Lissá, dos voduns Shapanã e Iansã Mãe Inezelena Brasil, iniciada para Vodun Gentil D. José e Princesa Flora. Mãe Cléia Goldinho, Iniciada para Ogum e Iemanjá. Mãe Josefa Pires, iniciada para Omolum e Princesa Dantã. Nos dias atuais a casa grande Huevy é dirigida por Mãe Rosângela e seu filho de sangue Huevy Brasil, que hoje é o Toy Vodunnon Huevyonan de vodun Lissá que passou a ser o herdeiro tão quão de seu pai como de sua mãe. Uma Sacerdotisa e sua trajetória, Nochê Rosângela de Abê Manjá: Figura 8 Yalorishá Nochê Rosângela de Abêcossu A bondosa matriarca, filha da senhora das profundezas do oceano, tem um grande carisma, amor e cautela ao receber seus filhos, amigos e adeptos ao culto que a procuram para receber seus conselhos e palavras de conforto, luz e carinho. Nochê Rosângela de Abêkossú, Yálorixá Rosângela de Abê-Manjá ou Rosângela de Tabajara, é exemplo de dedicação, sabedoria, amor, humildade e compreensão com os seus semelhantes; Senhora conhecedora impar dos segredos da nação mina Djedje Nagô, mãe, avó, irmã e amiga, são poucos dos adjetivos que podemos ressaltar dessa grande e iluminada líder espiritual e não podemos deixar de salientar, que além do legado dentro a Cultura afro-religiosa, ela tem um profundo conhecimento ao estudo do Espiritismo; Estudo esse que iniciou na sua juventude, o que lhe trouxe um leque de conhecimentos para um melhor entendimento com o ser humano e a mediunidade. Dona de uma grande capacidade de liderança, Yá Rosângela sacerdotisa dos mistérios das encantarias e encantados da Amazônia. Inicia-se dentro dos cultos na Umbanda aos 12 anos de idade, onde é coroada no axé de mãe Cecília no Terreiro de Santa Barbara e Xangô. Na década de 70 (setenta), ela teve sua feitura de iniciação ao Culto Mina, no terreiro de Yemanjá da fé em Deus no Maranhão, com o Babalawô Jorge Itacy de Oliveira (Kadãmanjá). Porém ela já comandava á sua Seara Tabajara, onde a sede se localizava na rua 1º(primeiro) de março, 746 bairro da campina; Quando depois do término de sua feitura e complementos de suas obrigações, é que a sede e seus axés são transferidos para o conjunto Pedro Teixeira 1 rua 1 nº 120 e 122, Coqueiro, Belém-PA. No ano de 1980 á 1982, o terreiro é fundado por pai Brasil de Toy Lissá e Nochê Rosângela de Abê-Manjá recebe o nome de Abassá de Mina Jeje Nagô Toy Lissá & Abê-Manjá – Huevy e teve seu Alashé assentado pelo próprio Jorge Babalawô. Figura 9 Mãe Rosângela de Abê e Bàbá HuevyOnãn Desde o período de 2000, hoje já Casa Grande de Mina Jeje Nagô Toy Lissá & Abê-Manjá - Huevy vem sendo dirigida pela Yá Rosângela de Abê Manjá e Babá Huevy. A partir dessa data aos dias de hoje, a casa já iniciou mais de 250 noviches, fora os anos atrás; Poderíamos assim afirmar que cerca de 300 á 500 filhos já foram iniciados desde a sua fundação no ano de 1976. Tendo nos dias de hoje 125 filhos ativos e rodantes na casa; Quando nas festas grandes chega á 85 dançantes, 12 Abatazeiros (Alabês), 4 Ekédys (Vodunci Pônsilês), 4 Axoguns (agaípi). A casa grande cultua Voduns pelo Jeje, Orixás pelo Nagô, Tobossy e as famílias de Gentis: Lençol, Gama,Turquia, Bandeira, Bastos(Junco), Codó, Cigano (Turquia), Povo da Mata Virgem, Preto Velhos, Erês (Isso também devido a sua origem na Umbanda). Pois como dizia nosso saudoso Dom Jorge (Kadamanjá) “NÃO SE AFASTA NADA, SE COMPLEMENTA OQUE JÁ SE TEM”. Bábàorunfangê HuevyOnan: Figura 10 Bàbá HuevyOnãn Ao ano de 1986 nasce Huevy M. Da Rocha Brasil, filho carnal de Aluizio Brasil (Pai Brasil de Lissá) e Rosângela da Rocha (Mãe Rosângela de Abê-Manjá) e no ano de 2000 nasce Babaorunfangê ou Pai Huevy de Lissà, tendo suas obrigações iniciadas para o Vodun Lissá por Inezelena Brasil, Mãe Nena de D. José (Ajoflor) sua tia carnal e hoje sua Yalorishá. Embora ainda muito novo com apenas 17 anos foi na época dentro do Culto Tambor Mina no estado do Pará o mais Jovem sacerdote a ser indiciado e a assumir a direção de uma Casa de Culto Afro. Porém o mesmo já no ventre de sua mãe teve suas primeiras obrigações, pois mãe Rosângela dava sua obrigação de Tobossí, desconhecendo de sua gravidez,Como dizem dentro do culto, Pai Huevy já nascera feito, e apenas completou suas obrigações no devido tempo após isso já inicia seus primeiros filhos, e assim assumindo definitivamente seu lugar na direção da Casa Grande De Mina Jeje Nagô de Toy Lissà & Abê Manjá – Huevy ao lado da Matriarca da casa Yá Rosangela de Abê Manjá. O PRINCÍPE DO CULTO MINA JEJE NAGÔ Pai Huevy, sua história pode ser contada e apreciada por meio de sua linhagem, pois o mesmo vem de uma família conceituada e respeitada no culto mina jeje/nagô em todo Brasil. Durante sua estada a frente da casa grande já iniciou e deu grau sacerdotal a inúmeros filhos e filhas e mesmo com sua pouca idade cronológica e religiosa já é avô e caminha para o ser bisavô de santo de casas já fundamentadas dentro do culto Mina. Origem: http://www.afamukongo.com.br/blog/previous/2 Nossa casa tem várias ramificações (casas filhas no Brasil), tal quais as grandes casas do Maranhão. Hoje podemos contar 23 Humbê’s e 20 ramificações: Figura 11 A Família de Vodunisi's da Casa Grande e seus Dirigentes *Casa de Mina Jeje Nagô de Ogum Megê e Abê Manjá – Belém-PA - Yá Cléia de Ogum. *Casa de Mina Jeje Nagô de Ogum & Oyá Messan – Ananindeua – PA – Yá Kinaloyá. *Casa de Mina Jeje Nagô de Ogum Xôrokwê e Nãnã - Belém - PA - Yá Rosangela de Xôrokwê. *Casa de Mina Jeje Nagô de Oyá Sogbô & Bagdé – Icoaraci – PA – Yá Rosineide Santos. *Casa de Mina Jeje Nagô de Toy Lepon e Nave Orunalina - Macapá-AP - Yá Fatima de Toy Lepon. *Casa das Minas Toy Avêrekete Ni Kuala Mukongo - Belém-PA - Babálorixá Marcelo de Avêrekete. *Casa de Mina e Jeje Nagô de Ji-Vodun Gun Semedó – Ananindeua - PA - Toy Claudio Cassiano D’Ogum & Rita Cassiano D’Oxalufã. *Casa de Mina Jeje Nagô de Oxum Opará & Xangô Airá, (em processo) – Claudia Dafona de Oxum. *Casa de Ogum Xôrokwê & Oxum - Mosqueiro – Belém-PA - Babá Sérgio de Xorokwê. *Ilê Ashé Agbê Manjá & Bagdê - Maritura - PA - Yá Aleteia de Abê e Babalorixá Leonardo de Bagdê. *Casa de Mina Jeje Nagô de Dãn Bessé & Ewá – Belém – PA – Neli Cunha. *Casa de Mina Jeje Nagô de Bagdê & Yêmonjá – Castanhal – PA – Babá Emanuel. *Casa de Mina Jeje Nagô de Obatalá & Oxum – Marituba – PA – Yá Laura. *Casa de Mina Jeje Nagô de Toy Avereket & Yêmonjá - (em processo de construção) – Yalorishá Eliana Nascimento. *Casa de Mina Jeje Nagô de Toy Aguê & NaveOrualim – Ananindeua – Yá Lygia Cassiano. *Casa de Mina Jeje Nagô de Yêmanjá & Toy Doçu - Conjunto Canarinho – Yá Conceição Silva. *Casa de Mina Jeje Nagô de Oxumaré e Ewá - Nova Marambaia – Belém –PA – Yá Roseane Rocha. *Terreiro Vodún Kwê Mina Nochê Naveorualim - Manaus – AM - Babalorixá Lairton da Oxum. *Casa de Mina Jeje Nagô de OyáGbalé & Ogum – Jurunas, Belém – PA – Yá Alcenia *Terreiro de ToyBadé & Oxum, Jurunas, Belém – PA - Toy Antônio Limonje e Yá Leila Limonje. E assim a casa vai formando uma geração de grandes nomes para religião Afro-Brasileira em nosso Estado e no Brasil. Conclusão: A maioria das casas ou templos religiosos de Tambor de Mina segue os dois principais modelos: O da casa Jeje ou casa das Minas (Kwerebentãn de Zomadonun), (Ferretti 1989,1995,1996) da qual embora não tenha filhado ou seja saído casas filhas, em parte dos terreiros “seguem” parte do modelo organizacional de estrutura religiosa, hierárquica e de organização dos Voduns. E o Modelos da Casa de Nagô (Nagô Abioton), incluindo os tambores toques ou ritmos e também o modelo organizacional e hierárquico, dessa podemos falar que saíram muitas casas filhas ou raízes e folhas, da mesma se originou muitos terreiros e casas de tambor de mina ou algumas foram apoiadas pela mesma como o Terreiro do Egito (Ilê Axé Niamê) e muitos outros, que por fim originaram na maioria os terreiros atuais e contemporâneos. Dentre os quais destacamos em São Luiz o Ilê ashé Yêmowa, Casa de Yemanjá que foi fundada e dirigida por Pai Jorge ou Jorge Babalawô( em memória) Casa Fant Ashandi, fundada e dirigida ainda hoje por pai Euclides, e outras casas oriunda da casa de Yemowá como de outros Terreiros ainda em funcionamento tanto na capital Maranhense como em varias outras cidades do Brasil. Porém nossa abordagem da ênfase em Belém-Pa a Casa Grande de Mina Jeje Nagô de Toy Lissá & Abê Manjá – Huevy dirigida por Nochê Rosângela e Bàbá Huevyonãn, e onde também se encontra-se outras casa oriundas da mesma raiz de axé, de grandes nomes de repercussão nacional e de conhecimento público que já forma motivos de varias dissertações e monografias, onde seu dirigentes são pessoas ilustres. Em São Paulo temos e conhecemos umadas mas famosas, pois seu fundador foi quem levou o culto do tambor de mimna para o sudesde do Brasil a Casa das Minas de Toya Jarina de pai Francelino de Shapanã( em memória), e hoje dirigida por seus herdeiros de axé. Dessas hoje muitos outros terreiros vêm surgindo e se agregando e esperamos para difundir ainda mais a religião e cultura dos voduns. O tambor de mina tem uma historia bonita em nossa cidade, muito bonita e boa de ser contada, historias nas quais podem citar casas centenárias e pessoas ilustres que trouxeram uma grande contribuição religiosa e de cultura negra tanto para o estado como para nossa cidade e adjacências. Porém a historia que viemos apresenta no trabalho foi somente referente a parcelas que nos cabe e que foi o motivo pelo qual fomos convidados a participar da palestra do projeto de Ensino religioso na educação de jovens e adultos propostos pela Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará. Onde nos coube falar das religiosidades de matrizes africanas em especial do Tambor de Mina em Belém- Pará e mais especificamente de nossa casa e nossa raiz. Mostra a um grupo de pessoas leigas do referido assunto, que embora não vá se apagar séculos de preconceito, mas temos o dever e a obrigação de tentar lançar uma luz sobre a ignorância (o desconhecer) do povo quanto às religiões de matrizes africanas, tentar mostrar que o desconhecido ou o oculto dos olhos curiosos nem sempre tem ar ou cheiro de maldade ou satanismos. Mostra e esclarecer que embora as religiões majoritárias e tidas como cristas( seguidoras do cristo) muitas das vezes esquece que antes delas outras formas de adoração do sagrado já coabitava com seus ritos e modelos de adoração e que embora o grande mentor espiritual JESUS de NAZARÉ tenha ensinado ou pregado sua doutrina em momento algum o mesmo condenou ou abominou qualquer forma de culto e louvação ao sagrado. Hoje vemos que somos tão culpados quanto vitimas de nos mesmo, e do preconceito instaurado, pois se desde antes fossemos ensinado a defender e ate mesmo a mostra nossos ritos, nos dias hoje não seriaram vitimas de preconceito por credo, raça, cor ou ate mesmo preferências divergentes. Hoje muitos movimentos de negros procuram resgatar suas historias culturas e limpar o preconceito, infelizmente para muitos o tempo passou, mas para as gerações vindouras existe uma esperança. “SOU MINA SOU JEJE SOU NAGO SOU DE VODUM MEU SENHOR!” Fabrício C. Borges. To Agaipé – Casa Grande Huevy. Casa Grande Huevy: Rosângela de Abê e Huevy de Lissá. Ilê Axé Yemowá D. Jorge Babalawô Terreiro da Cota do Barão: Gabina de Boço Xadantã (Vodun Cambida) Terreiro de Vô Severa: Firmina de Pedro Estrela (Xangô) Terreiro do Egito ( Ilê Axé Niamê): Mãe Piá