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A maioria dos tecidos do corpo recebe sangue de 
mais de uma artéria. A união dos ramos de duas 
ou mais artérias que irrigam uma mesma região do 
corpo é chamada anastomose. As anastomoses 
entre as artérias constituem vias alternativas para 
o sangue chegar a um tecido ou órgão. Se o fluxo 
sanguíneo for interrompido por um curto período 
quando movimentos normais comprimem um 
vaso, ou se o vaso for bloqueado por uma 
doença, lesão ou cirurgia, então a circulação 
para essa parte do corpo não é necessariamente 
interrompida. A via alternativa de fluxo sanguíneo 
para uma parte do corpo por meio de uma 
anastomose é conhecida como circulação 
colateral. As anastomoses também podem 
ocorrer entre veias e entre arteríolas e vênulas. As 
artérias que não se anastomosam são conhecidas 
como artérias terminais. A obstrução de uma 
artéria terminal interrompe a irrigação sanguínea 
a todo um segmento de órgão, provocando 
necrose (morte) desse segmento. Vias alternativas 
de sangue também podem ser fornecidas por 
vasos sem anastomose que irrigam uma mesma 
região do corpo. 
 
CIRCULAÇÃO COLATERAL DO CORAÇÃO: O grau 
da lesão do músculo cardíaco, causada tanto 
pelo desenvolvimento lento da constrição 
aterosclerótica das artérias coronárias quanto 
pela oclusão coronariana súbita, é determinado, 
em grande parte, pelo grau da circulação 
colateral que já se desenvolveu ou que pode se 
desenvolver dentro de curto intervalo de tempo 
após a oclusão. No coração normal, quase não 
existe grande comunicação calibrosa entre as 
artérias coronárias maiores. Entretanto, existem 
muitas anastomoses entre as artérias menores, 
com diâmetros de 20 a 250 micrômetros. Quando 
ocorre a oclusão súbita de uma das artérias 
coronárias maiores, as pequenas anastomoses 
começam a se dilatar dentro de poucos 
segundos. Porém, o fluxo sanguíneo por esses 
diminutos vasos colaterais é, em geral, menos da 
metade do necessário para manter viva grande 
parte do músculo cardíaco que nutrem; os 
diâmetros dos vasos colaterais não aumentam 
muito mais nas próximas 8 a 24 horas. No entanto, 
o fluxo colateral começa a aumentar, duplicando 
no segundo ou terceiro dia e muitas vezes atinge 
o fluxo coronariano normal ou quase normal em 
cerca de 1 mês. Graças ao desenvolvimento 
desses canais colaterais, muitos pacientes se 
recuperam, de forma quase completa, dos vários 
graus de oclusão coronariana, quando a área 
afetada do músculo envolvido não é muito 
grande. Quando a aterosclerose constringe as 
artérias coronárias lentamente por um período de 
muitos anos, em vez de subitamente, os vasos 
colaterais podem se desenvolver durante esse 
mesmo tempo, enquanto a aterosclerose se 
agrava mais e mais. Por conseguinte, a pessoa 
pode nunca ter tido a qualquer tempo episódio 
agudo de disfunção cardíaca. Mas, 
eventualmente, o processo esclerótico se 
desenvolve além dos limites, até mesmo do 
suprimento sanguíneo colateral, para fornecer o 
 
fluxo sanguíneo necessário, e algumas vezes os 
próprios vasos sanguíneos colaterais desenvolvem 
aterosclerose. Quando isso ocorre, o músculo 
cardíaco fica gravemente limitado em sua 
produção de trabalho, de modo que o coração 
não possa bombear as quantidades normalmente 
necessárias do fluxo sanguíneo. Essa é uma das 
causas mais comuns da insuficiência cardíaca nos 
idosos. 
 
VIA COLATERAL PORTOSSISTÊMICA: As vias 
colaterais ou shunts portossistêmicos são trajetos 
vasculares calibrosos de comunicação 
patológica entre a circulação esplâncnica e a 
sistêmica. Suas causas são multifatoriais, 
compartilhando um mecanismo de elevação da 
pressão venosa portal, a qual promove o desvio 
do fluxo sanguíneo do trato gastrintestinal para a 
circulação sistêmica. Múltiplas vias de colaterais 
estão descritas na literatura, sendo congênitas ou 
adquiridas. Ambas as causas, congênitas e 
adquiridas, resultam na redistribuição de volume 
vascular do trato gastrintestinal de veias sistêmicas 
e um aumento concomitante na pressão venosa 
portal. 
- ANASTOMOSES 
 As artérias comunicam-se entre si por meio das 
anastomoses. Assim, as anastomoses arteriais são 
conexões entre duas ou mais artérias que 
favorecem a irrigação dos órgãos. Embora 
existam em todas as partes do corpo humano, são 
importantes no cérebro e no coração e 
predominantes ao redor das articulações. A 
importância desta disposição é que, se uma das 
artérias é obstruída, a outra pode ser uma via 
alternativa (anastomose) para irrigar o órgão 
suprido. Há pelo menos cinco tipos de 
anastomoses arteriais: 
• anastomose transversal: como o nome indica, é 
uma anastomose perpendicular às duas artérias 
paralelas que ela une. A disposição assemelha-se 
a um H; anastomose por inosculação: é a 
anastomose que se faz entre duas artérias que se 
dirigem uma para a outra e se unem "boca a 
bocà'; 
• anastomose por convergência: é a que se faz 
entre duas artérias que se unem em ângulo 
agudo, num tronco único; 
• anastomose longitudinal: é a que se estabelece 
pela bifurcação de uma artéria, çujos ramos se 
mantêm independentes por 11m determinado 
trecho e voltam a se reunir e formar o tronco 
principal; 
• anastomose plexiforme: é a que se estabelece 
entre os ramúsculos de ramos colaterais ou de 
ramos terminais, originadas pela mesma artéria ou 
por artérias vizinhas. A disposição resultante 
permite uma distribuição uniforme de sangue no 
território em que se encontra. 
As anastomoses venosas também apresentam os 
cinco tipos descritos para as arteriais, mas são mais 
frequentes, maiores e mais irregulares do que elas; 
é difícil delimitar o exato território de drenagem de 
uma veia· Mesmo a distribuição de uma veia é 
extremamente variável, o que torna difícil fixar o 
padrão normal de distribuição, Têm sido descritas 
também anastomoses arteríolovenulares, cujo 
desenvolvimento e funções não são bem 
conhecidos. Trata-se de um curto-circuito da rede 
capilar, ou seja, estas anastomoses estabelecem 
uma comunicação direta entre arteríolas e 
vênulas sem interposição, portanto, da rede 
capilar. Têm sido descritas em muitas partes do 
corpo e sabe-se que, na pele, são importantes 
fatores de termorregulação, ao passo que no 
estômago estão abertas na fase de repouso do 
órgão, mas fechadas na fase de absorção, 
quando então o sangue circula através do leito 
capilar. Isso proporciona uma área de superfície 
muito maior para a absorção dos produtos da 
digestão.

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