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Cocciodiose Eimiose Aviária Guarulhos, SP 2022 Trabalho feito por: Bárbara de Freitas Rodrigues………………………..RGM: 2................ Eduarda Ferreira Cruz Caltran………………….……RGM: 2................ Ellen Mariana Mafra Cordeiro………………………..RGM: 2................ Giovanna Rocha Figueiredo Silva…………………...RGM: 2................ Mateus Enrique Pereira Maria………………………..RGM:2................ Nathaly Alexandrina de Araujo……………………….RGM: 2................ 01 Sumário Introdução..……………………………………………………………….03 Epidemiologia..…………………………………………………………...04 Ciclo Biológico..…………………………………………………………..05 Sinais Clínicos...………………………………………………………....07 Patogenia..………………………………………………………………..08 Diagnóstico, Tratamento e controle…………………………………....09 Referências..……………………………………………………………...11 02 Participantes..………………...………………………………………….01 Coccidiose Causada por protozoários do gênero Eimeria, vem sendo considerada a doença mais importante na avicultura, em galinhas domésticas são encontradas sete espécies de Eimeria. A identificação da doença se baseia na localização no intestino e na patologia associada, já a identificação da espécie depende da natureza e da localização da lesões no intestino, juntamente com exame minucioso de esfregações à busca de estágios de crescimento do parasita. 03 Por ser um parasito intracelular, causa destruição de células do epitélio intestinal em processo de replicação. Esse parasito possui como característica própria a presença de um complexo apical, formado por um anel apical, conóide, micronemas, roptrias e micróporo. Os conoides possuem a função de penetrar na célula e os demais compostos secretam substâncias de origem enzimáticas. Fig.1- Estrutura do parasito Eimeria (KAWAZOE,2009). Epidemiologia O aparecimento e o desenvolvimento de coccidiose em granjas de aves domésticas dependem de um mecanismo complexo no qual interagem muitos fatores. Em geral, a infecção começa a se propagar, em taxa total, ao redor da terceira ou da quarta semana após o confinamento, à medida que aumenta a exposição e a imunidade, os pintinhos se recuperam gradativamente e resistem à infecção. A criação de milhares de aves em pisos revestidos com cama, em granjas enormes, pode resultar em enorme e perigoso acúmulo de oocistos, de qualquer maneira, a infecção que ocasiona a ocorrênciade surtos da doença é, em grande parte, determinada pelo número de oocistos, aos quais estas aves são expostas. 04 No entanto, a ocorrência de graves surtos de coccidiose clínica, com alta taxa de mortalidade, é uma condição altamente excepcional em granjas avícolas modernas, em razão do monitoramento rigoroso e das medidas de controle empregadas. Fatores relacionados ao manejo, como densidade populacional, tamanho da granja, período de vacância, qualidade da cama, limpeza inadequada, sistema de ventilação, presença de animais de diferentes idades e anticoccídios utilizados são importantes fatores que influenciam o número de oocistos, aos quais as aves estão expostas, bem como na ocorrência de coccidiose, e até que ponto. A ocorrência e a prevalência da doença também são, em grande parte, influenciadas pelo tipo de pintinhos criados, pela sensibilidade da raça à infecção, pela condição de saúde inicial, pela imunidade adquirida e pela interferência de outras doenças. Os oocistos se disseminam por meio das fezes e da cama, em poeira de granjas de aves domésticas e, na parte interna e externa da granja, por invertebrados e pragas, em contrapartida, os sistemas de ventilação mecânica atuam propagando oocistos para a área externa da granja. A cama úmida deve ser retirada e substituída por cama seca, quando as granjas de frangos são esvaziadas, para entrada de novo lote, a cama deve ser revolvida por cerca de 24 h, de modo que o calor gerado possa destruir a maioria dos oocistos. 05 Ciclo Biológico A Eimeria desenvolve em ciclo completo em um único hospedeiro, com fase de multiplicação assexuada e sexuada ocorrendo dentro das células do hospedeiro. O ciclo de vida da Eimeria inicia-se com a ingestão de um oocisto esporulado pela ave. O oocisto se rompe com a ação física da movimentação do alimento e partículas sólidas na moela da ave e são liberados os esporocistos. No intestino, os esporocistos sofrem a ação enzimática da tripsina e sais biliares, liberando os esporozoitos que penetram ativamente nas células do intestino. Após a penetração dos esporozoitos nas células epiteliais e submucosa, ocorrem divisões mitóticas e, consequentemente, a formação de esquizontes. Essa etapa corresponde a fase do ciclo de reprodução assexuada. De 2 a 4 dias após a infecção surgem os esquizontes de segunda geração que são diferenciados em microgametas e macrogametas. A fase sexuada inicia-se ao final da fase assexuada, na qual o esquizonte que é diferenciado em macrogametas (correspondente a gametas femininos) e microgametas (gametas masculinos). Em sequência ocorre a fecundação do macrogameta formando o oocisto, essa fase ocorre entre 4 a 6 dias após a infecção. Finalizando a fase endógena ocorre a formação da parede celular e o oocisto imaturo formado é liberado no intestino. Esse oocisto, não esporulado, é liberado no ambiente juntamente com as fezes. Os oocistos podem ser liberados por vários dias, após período de pré-patente, que corresponde a um primeiro ciclo completo de Eimeria. O ciclo completo ocorre entre 96 a 150 horas. A fase de esporogonia ou externa, correspondente ao período patente, período e que o oocisto está presente no ambiente, depende de fatores externos como temperatura, umidade e oxigênio. Nessa fase os oocitos presentes, nas condições ideais, podem desenvolver-se em 4 esporocistos com 2 esporozoítos cada. Um esporozoíto é capaz de infectar uma nova ave. 06 1.Ingestão de oocisto esporulado; 2. Rompimento do oocisto e liberação dos esporocistos; 3. Invasão de células intestinais; 4. Divisão mitótica; 5. Esquizontes imaturos liberados; 6. Penetração nas células do intestino e liberação de merozoitos; 7. Diferenciação em macrogametas; 8, 9. Fecundação do macrogameta; 10. Formação de oocisto imaturo; 11. Liberação do oocisto no lume do intestino. Ciclo da Eimeria. 07 Sinais Clínicos A infecção por Eimeria sp. atinge o trato gastrointestinal causando problemas com a queda na absorção de nutrientes pelos animais devido modificação histológica do tecido intestinal causados pelo processo de multiplicação do parasito. A célula invadida pelos esporocistos não comporta a divisão mitótica dos mesmos, resultando em rompimento da célula, direcionando ao local um aumento de leucócitos. A eimeriose aviária pode ocorrer em diferentes graus, dependendo da sanidade do hospedeiro e da patogenicidade do parasito, sendo que as lesões que a infecção provoca no intestino das aves é o diferencial entre as várias espécies de Eimeria intestinal. E. acervulina e E. maxima são consideradas de média patogenicidade e as E. brunetti, E. necatrix e E. tenella são consideradas de alta patogenicidade. As últimas três Eimeria citadas podem resultar em morte do animal, dependendo do grau de infecção. Ainda, a coccidiose pode ser dividida em subclínica e aguda. Na maioria das criações avícolas é possível verificar casos de coccidiose subclínica, observada pela redução na eficiência metabólica e imunológica da ave. Porém, em casos agudos, a ave apresenta sintomatologia como: diarreia mucoide ou sanguinolenta, desidratação, despigmentação de pele, prostração, perda de peso, susceptibilidade a infecções secundárias. As espécies de Eimeria que possuem a galinha doméstica como o único hospedeiro natural e de maior importância econômica para a avicultura de corte brasileira são: Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella, cada qual se apresenta ocasionando lesões intestinais em locais distintos. 08 Fig.3 - Porção do intestino afetado por Eimeria acervulina (I), Eimeira Maxima (III), Eimeria Tenella (III) (KAWAZOE, 2009). Patogenia A patogenicidade de uma espécie de eimeria varia conforme a CEPA,diferentes isolados de uma mesma espécie apresentam diferente patogenicidade intrínseca. Outros fatores que não estão diretamente relacionados com a patogenicidade intrínseca das espécies de Eimeria podem afetar o resultado final da infecção, como a idade e genética das aves ou as interações com outras patologias. 09 Em infecções com uma mesma cepa, sua patogenicidade está diretamente relacionada com a quantidade de oóscistos que ingere a ave, ainda que esta relação seja limitada, de maneira que acima de um nível de infecção, doses maiores não conferem maiores lesões nem produzem mais quantidade de oóscistos. Foram realizados inúmeros estudos sobre os efeitos de diferentes componentes da dieta, como a L-arginina, treonina, diferentes vitaminas e produtos naturais constituídos por diferentes plantas sobre a coccidiose aviária. Pôde-se demonstrar a redução da absorção de glicose, ácido oleico, vitamina A, carotenoides, cálcio e elementos traço, como o zinco, no duodeno de aves infectadas com E.acervulina. Os efeitos com outras espécies são desconhecidos em grande medida, ainda que deve-se considerar que no caso da glicose e aminoácidos, por exemplo, a redução da absorção duodenal pode ser compensada com um aumento da mesma no íleo. também pode ocasionar mudanças na permeabilidade da mucosa, resultando na perda de proteínas plasmáticas à luz intestinal, acompanhada do aumento do pH e diminuição da motilidade. Diagnóstico, Tratamento e Controle O diagnóstico é melhor definido quando se faz o exame post mortem de algumas aves acometidas. Isto pode ser realizado por meio de exame microscópico, mediante exame de fezes à procura de oocistos ou exame de raspados ou de cortes histológicos dos tecidos acometidos. O diagnóstico da espécie depende de uma combinação de características, inclusive do local de crescimento no trato intestinal, dos tipos de lesões macroscópicas e dos tamanhos de merontes em esfregaços de mucosa. Os merontes maduros podem ser identificados nos tecidos pela sua localização, tamanho e número de merozoítas que contêm. Após a definição do diagnóstico deve-se iniciar o tratamento o mais breve possível. Sulfonamidas são as mais amplamente utilizadas. Recomenda-se que sejam administradas por dois períodos de 3 dias, na água de beber, com intervalo de 2 dias entre os tratamentos. 10 Quando houver resistência às sulfonamidas, a combinação de amprólio e etopabato propicia bom resultado. Toltrazurila foi disponibilizado para o tratamento de surtos de coccidiose e seu uso é restrito àqueles casos em que outros medicamentos não foram efetivos. A prevenção de coccidiose aviária se baseia na combinação de bom manejo e do uso de produtos anticoccídios no alimento e na água de beber. Assim, a cama deve ser mantida permanentemente seca, com atenção especial aos bebedouros e comedouros. Sempre devem-se utilizar bebedouros que não umedeçam a cama e devem ser colocados em bandejas de gotejamento ou sobre canaleta de escoamento. O tipo e a altura de comedouros e bebedouros devem ser tais que os excrementos não os contaminem. Boa ventilação também reduz a umidade da granja, auxiliando a manter a cama limpa. Caso não seja possível, a cama deve se revolvida e, após alcançar temperatura de 50°C, assim permanece por 24, em seguida, deve ser novamente revolvida e o procedimento repetido para assegurar que todos os oocistos na cama sejam destruídos. Referências KAWAZOE, U. Coccidiose. In: BERCHIERI JUNIOR A. e MACARI, M.DOENÇAS DAS AVES. 2. Ed. Fundação APINCO de Ciências e Tecnologia Avícola (APINCO), Campinas- SP, cap. 7, p. 391-423. 2009 ITO, N.; MIYAJI, I.; LIMA, E. e OKABAYASHI, S. 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