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Evolução do Kernel Linux
Periodicamente, novas versões do kernel Linux são lançadas. Atualizações são naturais para qualquer software e ocorrem para atribuir melhorias a determinadas funcionalidades, para corrigir falhas (bugs) e, no caso de sistemas operacionais, para adicionar recursos importantes ao kernel, principalmente compatibilidade com novos hardwares.
Normalmente, cada versão do kernel é representada por três números distintos separados por pontos, por exemplo: 2.6.24. O primeiro número indica a versão do kernel. O segundo número indica a última revisão feita até o momento naquela versão. O terceiro número, por sua vez, indica uma revisão menor, como se fosse uma “revisão da última revisão” do kernel. Um quarto número pode ser utilizado para indicar uma atualização importante naquela versão	
Existem várias categorias principais nas quais as versões do kernel podem cair - é válido frisar que antes da série 2.6.x, a numeração do kernel tinha o seguinte esquema: se o segundo número da representação fosse ímpar, significava que aquela série ainda estava em desenvolvimento, ou seja, era uma versão instável e em fase de testes ou aperfeiçoamentos. Se o número fosse par, significava que aquela série já tinha estabilidade para ser disponibilizada para uso
Pré-patch (Prepatch)
Os kernels de pré-patches ou “RC” são pré-lançamentos principais do kernel que são direcionados principalmente a outros desenvolvedores de kernel e entusiastas do Linux. Eles devem ser compilados a partir do código-fonte e geralmente contêm novos recursos que devem ser testados antes de serem colocados em uma versão estável. Os kernels de pré-patch são mantidos e liberados por Linus Torvalds.
Linha principal (Mainline)
A árvore da linha principal é mantida por Linus Torvalds. É a árvore na qual todos os novos recursos são introduzidos e onde todo o empolgante desenvolvimento acontece. Novos kernels da linha principal são lançados a cada 2-3 meses.
Estável (Stable)
Após o lançamento de cada núcleo da linha principal, ele é considerado “estável”. Qualquer correção de bug em um kernel estável é suportada na árvore principal e aplicada por um mantenedor de kernel estável designado. Normalmente, existem apenas algumas versões do bugfix do kernel até o próximo kernel da linha principal se tornar disponível – a menos que seja designado como “kernel de manutenção a longo prazo”. As atualizações estáveis do kernel são lançadas conforme a necessidade, geralmente uma vez por semana.
Longo prazo (Longterm)
Geralmente, existem várias versões do kernel de “manutenção a longo prazo” fornecidas para fins de correção de correções de bug para árvores mais antigas do kernel. Somente correções de bugs importantes são aplicadas a esses kernels e eles geralmente não vêem lançamentos muito frequentes, especialmente para árvores mais antigas
Para comemorar os 20 anos do Linux, em maio de 2011, Linus Torvalds anunciou mudanças na forma de enumerar as versões.
· A versão 2.6.39 foi seguida pela versão 3.0 – não existiu uma razão técnica para a mudança do primeiro número;
· As versões oficiais passaram a ter apenas dois números;
· As versões estáveis passaram a ter três números, onde o terceiro número indica as correções feitas;
· As versões de teste (kernel estável + patch) passam a ser identificadas por rc (release candidate) – a versão 3.0-rc1 foi lançada depois da 2.6.39 e antes da 3.0.
Por exemplo, o pacote linux-3.2.21, de junho de 2012, é do kernel 3.2 e possui 21 correções
Em abril de 2015, Torvalds decidiu novamente alterar o número da versão do Linux. O que seria tecnicamente 3.20 foi chamado de 4.0. Não há modificações radicais nesta nova versão. Entretanto, ela trouxe uma característica muito importante: a possibilidade de fazer atualizações no kernel sem a necessidade de reinicializar o computador.

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