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GAUCHÊS Peguei o auto do bagual na cara dura. Desci a lomba e parei na baia da nega veia. Chegando lá, tive que fugir de um cusco orelhano. Corri pela cancha do pátio, mas e só cheguei lá a laço e espora. Quando vi, tava atrás da casamata, onde havia uma frigider cheia de cacetinho. Não entendi, catei minha funda e fiz e sai fedendo feito taco. Mas, bá, que vareio. Tradução: Peguei o carro do meu pai na cara de pau. Desci pela rua em parei na casa da minha mulher. Chegando lá, tive que fugir de um cachorro abandonado. Corri pela quadra do pátio e só cheguei lá com muito esforço. Quando vi, tava atrás do banco de suplentes, onde havia uma geladeira cheia de pães. Não entendi, peguei meu estilingue e sai correndo. Mas, nossa, que decepção. No início dos anos 80, quando a dupla Kleiton e Kledir despontou no cenário musical, um crítico do Rio de Janeiro escreveu: “Kleiton e Kledir é uma dupla de ingleses que canto numa língua que lembra o português”. E é bem isso. O Rio Grande do Sul carrega vocábulos e expressões interessantíssimas. É um dicionário quase a parte ao da língua portuguesa. Além da colonização alemã, a posição geográfica do Rio Grande do Sul influenciou na popularização de algumas palavras em espanhol. Ou até mesmo no bom e velho portuñol. A história conta que, em conflito constante com os “castelhanos” (argentinos e uruguaios de ascendência castelhana) e com os portugueses (então colonizadores do Brasil), os gaúchos continuavam ignorando os limites políticos entre os territórios, mas criavam seu próprio isolamento cultural. Na tentativa de não se identificarem nem com os portugueses (dominadores) e, posteriormente, brasileiros, nem com os espanhóis (invasores), os rio-grandenses criaram um modo particular de vestir, falar e agir, que pouco se diferenciava das características típicas dos gaúchos (lê-se ‘gáutxos’ em espanhol) dos pampas cisplatino e platino. Os hábitos do churrasco, do chimarrão, da indumentária e quase toda a tradição permaneceram muito semelhantes após todo o período de ebulição, mas a língua foi diferenciando-se. Numa tentativa de mostrar para os “castelhanos” que falava português e para os “imperialistas” que falava espanhol, adicionando-se muitas expressões indígenas e algumas africanas, o gaúcho criou uma linguagem híbrida, compreendida por todas as partes envolvidas no período. Marcado pela grande ligação afetiva do gaúcho por seus animais, a maioria das expressões que se referem a animais, também se referem às pessoas. O sotaque é outra grande marca do gaúcho. Algumas meninas acham uma graça, por sinal. Mas abrem-se parênteses para falar do sotaque gaúcho. O modo de falar do Porto Alegre é totalmente diferente do gaúcho que vem do interior do estado. A porto-alegrense fala arrastado, usa muito o “tri”, “bah”, “capaz”, entre outros. Esse modo tem suas vantagens, pois é um sotaque – quando falado com calma – harmônico e agradável. A forma com o “r” é dito pelo porto-alegrense soa bem diferente do “r” do caipira, motivo de eterna piada. Já o gauchão véio do interior, bah, esse não se vai com estas frescuras. É cheio de trejeitos, vocabulário pessoalíssimo e não visa a adequar-se ao português culto. Dependendo da cidade, carrega o “r” caipires e acha o “tri” coisa de porto-alegrense fresco. � Dicionario internacional da lingua mineira MINEIRÊS, prossêis cunhecê: Fala de minerim é assim mêzz, estes são alguns mandamentos da língua portuguesa dos mineirin de Belzonte, Berlândia, Beraba, Brazópis, Vairginha, Guvinadoir Valadairs, Mons Clares, Patinga, Paris(Parizópis) , Piranguim, Tajubá, Tabira, etc... * UAI é indispensável: O que significa UAI ? UAI é UAI, UAI... * Usar sempre " i " no lugar de e: (Ex.: MININO, ISPECIAL, EU I ELA, VISTIDO). * Dizer ÉMÊZZ? quando quiser uma confirmação. * Se quiser chamar atenção diga simplesmente ÓI QUIÓ. * Se estiver com fome coma PÃO DJI QUEJJ. Ex.: dois PÃO DJI QUEJJ e duas CÊIRVEJJ * Na falta de vocabulário específico utilizar a palavra TREM que serve prá tudo, exceto como meio de transporte ferroviário. Neste caso, é TROÇO. * ONZZ é o meio de transporte coletivo rodoviário.: Ex.: Lá vem o ONZZ. * Se aprovar alguma coisa solte um sonoro MAIS QUI BELÊZZ! * Prá fazer café, primeiro pergunte PÓPÔPÓ? Achou pouco, ficou ralo? Pergunte: PÓPÔ MAPOQUIM DIPÓ? * Se você não sabe onde está e nem para onde vai, pergunte simplesmente: ONCOTÔ? PRONCOVÔ? PRONÓISVAI ? * Se não estiver certo de comparecer, diga simplesmente CONFÓFÔ EU VÔ, que quer dizer: conforme for, eu vou. * Se o motivo da dúvida for algo que você tem que fazer, explique, "Vou fazer um NIGUCIM e volto logo". * Ao procurar alguém que concorde com você, dispare um NÉMÊZZ? * Use a expresão aumentativa DIMÁI DA CONTA. Ex.: ISSÉ BÃO DIMÁI DA CONTA, CÊÉ BOBO DIMÁI DA CONTA. * Usar sempre duas negativas prá deixar claro que você não sabe do que está falando "NUM sei NÃO". * Use sempre o diminutivo INN, tipo PIQUINININN, LUGARZINN, BOLINN, MINEIRINN, BOIOLINN, VIADINN. * Use a expressão RAPÁI pra iniciar uma exclamação. Nem sempre é necessário complemento Ex.: RAPAAAI... * REDÁ: Mesma coisa de RASTÁ. Ex.: JECA REDÁ ESS TREM AQUI Ó.. * Ao terminar uma frase, conclua com a palavra SÔ.Se tiver falando com uma mulher, então diga SÁ. * Se alguém der cinco, supere e diga, DÔSSÊIS ou PROSSÊIS * I quando cê fica impressionado com alguma coisa, ocê isclama: NÚ!! � Dicionário de Mineirês Ao viajar pela primeira vez para Minas Gerais, caso você não conheça muitos mineiros, pode ter dificuldades em entender o palavreado e em se fazer entender. É bom tentar se adaptar, já que nos lugares mais tradicionais, pessoas de fala difícil ou muito correta podem ser tomadas por "exibidas" (presunçosas ). Estas são algumas dicas para que você não dê vexame. Noções de Mineirês para "estrangeiros". Apesar de ter fama de fala-mansa, o bom mineiro costumar "engolir" uma parte das palavras, principalmente as últimas sílabas. Por exemplo, veja a seguinte frase traduzida para o mineirês: - Mineiro engole metade das palavras. - Minerr engol metádaspalavra. engol pronuncia-se como se se fosse falar goleiro, mas parando-se bruscamente antes de se pronunciar o "e". - "Uai" é indispensável. Uai significa nada e tudo ao mesmo tempo. Tudo depende do contexto e da entonação. "Mas comus mineir gosta de falá, uai é uai, uai...." - Para se admirar ou aprovar alguma coisa solte um sonoro: "Mai qui belêzz!" - Para pedir uma confirmação pergunte: "Émêss?" Significa: É mesmo? - Para pedir que alguém concorde com você, dispare um: "Némêzz?" Significa: Não é mesmo? - Para reforçar qualquer expressão, use "Dimái da conta". "Issé bão dimái da conta!" - Em conversas informais, principalmente em bares, comece todas as frases por "Rapái". Com um pouco mais de entonação, pode servir para indicar uma exclamação: "Rapáááíiii !!!!". - Use sempre "i" no lugar de "e". Exemplos: menino minino especial ispecial eu e ela eu i ela vestido vistido - Para chamar a atenção para você mesmo, diga: "óiquió." Significa: Olhe aqui. - Para chamar a atenção para outra coisa, diga: "óiquió" e aponte o dedo para a coisa. - Na falta de vocabulário específico para qualquer objeto, utilize a palavra "trem", que serve prá tudo, exceto prá definir transporte ferroviário. - Embora se diga que mineirr chama trem de coisa, isso é só em piadas. Se você disser que vai sair prá pegar a coisa, certamente será mal interpretado. Trem é trem-de-ferro. - "Onzz" não é número, é o meio de transporte coletivo rodoviário. "Ói, lá vem o onzz da seis!" - Se você não sabe onde está e nem prá onde vai, pergunte: "Oncotô?" Significa: Onde é que eu estou? "Proncovô?" Significa: Prá onde eu vou? "Pron nóisvai?" Significa: Prá onde nós vamos? - Use sempre o sufixo diminutivo "in". Exemplo: pequeno piquininin lugar lugarzin mineiro mineirim pouco pôquím coisa pequena trenzim - A exceção é a palavra coisa. Coisinha pode ser interpretada como boiola, em alguns lugares.- Se estiver com fome, peça "cafezin cum pão dji queijj". - Prá ajudar a fazer café, primeiro pergunte: "Pópoupó"?. Significa: Posso por o pó [de café]? Se responderem "pópô", é afirmativo. Se achar pouco, ou que o café ficou ralo, pergunte: "Pópô mapoquim dipó"? Significa: Posso por mais um pouco de pó? - Se você for convidado prá "tomá um cafezin laimcáss" (Tomar um cafezinho lá em casa), mas não estiver certo se poderá ir, diga simplesmente: "Confófô eu vô." Significa: Se der, eu irei. - Se algo o impedir de ir, explique: "Eu tenquifazê uns negocim hojj." - Se não souber de alguma coisa, seja enfático, duplicando a negação: "Num sei não." - Para avisar que você está indo para o banho, diga preguiçosamente: "Máaabaaainnnn." - Para ofender alguém, diga: "Máabainn na soda!" Significa: Vá tomar banho na soda! (não é refrigerante, é NaOH mêsss...) - Para ofender mais severamente, diga: "Cêbêsta sô!" Significa: Você é uma besta! - Se alguém lhe pedir ajuda "pá redá uns trem", prepare-se prá fazer força. "Redá" é o mesmo que "rastá", ou tirar alguma coisa do lugar. Exemplo: "Júda redá ess trem quió." - Ao terminar uma frase, conclua com a palavra "Sô"; ou "Sá" se estiver falando com uma mulher. Fala de mineirim é assim mêsss. Máêtapovimbão, sô. � Manual de Gauchês GAÚCHO É sabido que o sotaque mais xucro, grosso e assustador de todo o universo conhecido (e do desconhecido também) é o nosso, oriundo do sul. Esse dicionário é quase perfeito, especialmente para quem não é 'nativo' deste chão!!! Alemoa: loura Apinchá: jogar Atorá: cortar Avil: isqueiro Baita: grande Boleá: jogar, entrar Briquiá: trocar, de mano ou não Camassada de pau: apanhar Campiá: procurar Catrefa: pessoas que não valem nada Chumaço: conjunto de alguma coisa Cóça de laço: apanhar Crêendios pai: exclamação quando algo dá errado De revesgueio: de um tal jeito De vereda: rápido Fincá: cravar Fóque: lanterna Fuque: fusca Garrão: calcanhar Incebando: enrolando, fazendo cera Ingrupi: enganar Ínôzá: amarrar (já viu palavra com todas as sílabas com acento?) Inprenhá: engravidar Insúcia: em conjunto Intertê: fazer passar o tempo com algo Inticá: provocar Intrevêro: bagunça Intuiado: cheio Invaretado: nervoso Japona: jaqueta de nylon Jóssa: coisa Judiá: mal tratar Kakedo: pessoas que não valem nada Lazarento: xingamento Luitá: brigar Malinducado: mal educado Mata-cobra: soco de cima para baixo, golpe marcial Náifa: faca Ôio-d´água: nascente Paiêro: fumo de palha Pânca: modo de se portar, por exemplo: panca de motoqueiro (jeito de motoqueiro) Pare, home do céu: parar, o mesmo que 'se par de bobo' e 'deusolivre home'. Patiá: ser enganado, pagar de bobo Pelhor: o contrário de melhor Perna de salame: peça de salame Pescociá: olhar para os lados, matar tempo Pestiado: com alguma doença Pexada: acidente Piá pançudo: guri bobo Podá: ultrapassar, ou cortar, o mesmo que apodá Pozá: dormir em algum lugar Proziá: conversar Rafuage: vagabundo, malandro Rancho: compra do mês Ratiá: incomodar Réco: zíper Relampiando: trovejando Resbalão: escorregar Revertério: dor de barriga Rinso: sabão em pó Sai fincado: suma daqui Sinalêra: semáforo Sóga: corda Sólinha: voadeira, golpe marcial Táio: corte Te atraca: faz isso Tentiá: filar, achacar Tchó: homen, guri, pessoa. ô tchó = ei você Trupicá: tropeçar Tunda de laço: apanhar Uso campião: usucapião Vareio: vencer fácil Veiáco: mal pagador Vortiada: passeio Ximia: doce de passar no pão Zoiudo: impertinente, olho-gordo Exemplo de aplicação: Agora te atraca manda esse e-mail para intertê os teus amigos, aproveita enquanto teu chefe foi dá uma vortiada... Não sei como ele não vê que mesmo intuiado de trabalho você fica incebando o dia inteiro... Pare de campiá desculpa, fica falando que tá pestiado e ainda consegue ingrupi o coitado do chefe... Mas te atraca logo, antes que ele volte e fique invaretado de te ver pescociando e te dê um mata-cobra de vereda... E se achar que não vale a pena enviar para seus amigos rirem um pouco, pegue uma soga e se enforque!!! Pare de se bostiá, home do céu, não seja malinducado e manda essa jóssa de uma vez!!! � Glossário de Baianês: * Vou abrir o gás, já tô boiado. - Vou embora , estou muito cansado. *Pô, tu pegou o boi com essa penteadeira de pu (Píííííííííííí….). -Poxa, você se deu bem com esse carro todo enfeitado. *Não vô mais naquele baba,ali é boca de zero nove. - Não vou mais jogar futebol ali, é um lugar muito perigoso. * Ali tem uma ruma de sargaço , vô me picar. - Ali tem um monte de algas marinhas, vou embora. *Oxente, seu róscrofi é peba. - Ora, seu relógio é barato. *Vô ximbar, tenho que perar o buzú pra tirar uma madorna porreta. � Baianês - Vou me dar mal, tenho que esperar o ônibus para tirar uma soneca boa. *Fiquei cumeno água naquela birosca fuleira. _ Fiquei bebendo cerveja naquele bar ruim. *Ela se retou, desmentiu o pé e se estrompou toda. _Ela se chateou, contundiu o pé e se quebrou toda. *Eu tô virado no cão com sua nigrinhagem. _Estou chateado com sua baixaria. *Cê gosta muito de serrar cigarro, depois agente se arromba e você dar gaitada. -Você gosta muito de pedir cigarro, depois nos prejudicamos e você ainda sai sorrindo. *Tô lenhado, fiquei de butuca ligada e descobri que tava gaiado. Me ximbei. _ Estou perdido, fiquei observando minha mulher e descobri que sou traido. Estou perdido. *Hoje vou filar aula, tem prova e não fiz a minha pesca. - Hoje vou faltar a aula, tem prova e não preparei uma cola. “Abecedário” - Alfabeto. “Guê”- A letra “g”. “Cole, meu bródi”! - Olá, amigo “E aí pai”? - Olá, amigo “Fala nigrinha!” - Olá, amigo “Diga aê seu xibungo” - Olá, amigo “Cole miserê”! - Olá, amigo “Diga aê disgraça”! - Olá, amigo ” Digái Negão”! - Olá, amigo (independente da cor do amigo) “Ô véi” - O amigo! “Cole de mermo?” - Como vai você? “Aonde”! - Não mesmo! “Vô quexá aquela pirigueti !” - Vou paquerar aquela garota! “Vô cume água!” - Vou encher a cara “Cole de mermo a sua”! - Qual o seu problema? “Tá me tirando de otário é ?” - Está me fazendo de otário? “Shhhiiiiii… Ai, mainha” - Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante. ” oxi”! - Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa. “Lá ele”! - Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar. “Bater um baba” - jogar bola. “Cair na naite” - Cair na farra. “Boca de zero-nove” - Bocada, coisa perigosa. “Abrir o gáz” - Se mandar. Sair de perto. “Bulir” - Mexer, tocar (num bula aí não, viu menino? Dá choque…) “De botuca” - Olhando. Observando. “Na tora” - À força. (currupetela: “Natoralmente”) “Mão - grande”, “Armengado” - Algo improvisado. Sem acabamento. “Simboraembora” - Vamos sair daqui. “Se pique!”, “Se saia” - Caia daqui! Vá embora! � Entenda o vocabulário 'baianês' Pesquisadores dizem que escravos 'adaptaram' expressões ao português. Nos mercados e feiras-livres de Salvador, 'dialeto' ainda é usado. A fala mansa e sossegada do baiano é inconfundível, mas nem sempre é fácil entender algumas expressões. E, por ser tão peculiar, a "linguagem" da Bahia já virou assunto de livro e peça de teatro. O gingado e o espírito festeiro são a cara da Bahia, mas o jeito de falar dos baianos também é inconfundível. “Fala meu rei!", diz um rapaz. "Ô painho, você voltou, é você mesmo painho?", diz uma baiana. Não há turista que resista. "Eu acho o sotaque baiano gostoso, engraçado, tem coisas que eu não entendo", diz Beatriz Lopes. Segundo os pesquisadores, quando chegaram à Bahia, os escravos adaptaram ao português expressões de suas línguas originais. Nos mercados e nas feiras-livres de Salvador, esse "dialeto" ainda é muito usado. E em meio à gritaria, há sinônimos diferentes para qualquer situação. "O negócio tá amarrado de corda”, diz o comerciante Roque dos Santos, explicando que as vendas estão fracas. Pérolas como essa são colecionadas pelo engenheiro cariocaNivaldo Lariu, autor do dicionário baianês que reúne mais de 1,5 mil palavras faladas só na Bahia. "O resto do país se refere a um perfume barato, deve dizer: perfume vagabundo. Aqui você sabe: espanta nigrinha", conta ele. A curiosa linguagem baiana também foi parar no teatro. É parte de uma peça, há nove meses em cartaz, que faz uma reflexão sobre as origens da língua portuguesa. "Aí eu vi uma vaga numa loja de computador e fui lá ver qualé a de mermo", diz o ator Urias Lima. "Eu diria que o sotaque baiano é o tempero mais forte, é a pimenta da língua brasileira", diz o ator Urias Lima. � Dicionário do Carioca, aprenda carioquês Aprenda gírias de cariocas Quem não gosta do Rio de Janeiro não é mesmo? Não é por eu ser Carioca, mas é que é uma cidade linda realmente! Tem problema como todas as outras cidades, mas tem muitos lindos pontos turísticos. Bom se você não mora no RIO e um dia quiser visitar você vai saber das gírias do Rio de Janeiro agora (Lembrando que se você quiser ler tudo você terá que entrar no post por que é muito grande pra por tudo aqui): 1. Advérbio de lugar (”A parada está por aê). 2. Vocativo genérico (”Aê, tu viu a parada?). 3. [pô ] Partícula composta iniciadora de frase (”Pô aê, sei lá, bro”). Arroz (do fenício) aquele que só acompanha. Sujeito que vive rodeado de mulheres, em muitas amigas, é doido pra ficar com todas e não pega uma sequer.; Mosca de padaria (tá sempre sobrevoando a guloseima e tomando tapa) Bolado adj. Condição de incompreensão momentânea ou preocupação em qualquer nível. Bonde 1. Ônibus. 2. Galera, turma. Coé Aglutinação de qual é (”Coé, sangue?”). Conto Unidade monetária sem plural (”Essa parada custa 10 conto”). Filé 1. Mulher muito atraente, com um shape invejável. 2. Fisioterapeuta do Romário e do Ronaldinho. Goiaba [adj.] Diz-se do indivíduo distraído, aéreo, que viaja sozinho, m goiabices. Goiabar - [verb. int.] Ato ou ação de estar goiaba (”Estava lá sentado, olhando para o céu, goiabando”). Irado 1. Qualificação positiva relacionada a um fato, ocorrência u objeto (”O Enecom na Unisinos foi irado!”). Maluco Cara; sujeito; indivíduo (”Eu não conheço aquele maluco”; Estava com uns malucos da faculdade”). Mané Otário; vacilão; prego; sujeito que pisa na bola. Massa Macarrão e similares. Não confundir com “maneiro”, paulista mané! Maneiro - Show de bola; maneiríssimo; paulista mané gosta de chamar de massa”. Mermão (masculino) 1. Aglutinação de meu irmão (”Aí, mermão, que parada é essa?”) Mó Aglutinação de maior (”Ih, coé? Mó! otário. Aê!”). Parada Substantivo genérico (”Que parada é essa?”, “Esqueci aquela parada em casa”, “Preciso fazer uma parada”). Perdeu a linha- [Termo composto] Fala-se do indivíduo que cometeu um ato inconseqüente/insensato (”Perdeu a linha e virou seis doses de tequila m meia hora” “Perdeu a linha e foi o centro das atenções na festa da empresa”). Prego [adj.] v. mané. Sacode 1. Ato caracterizado por várias pessoas se juntando para encher de porrada uma única. Sangue Redução de sangue-bom; pessoa legal; gente Tu Terceira pessoa do singular dos pronomes pessoais do caso reto (”Tu viu”,”Tu faz”, “Tu é”). Zero-bala - Renovado; pronto pra outra � Carioquês Parte II OLHA SÓ: palavra utilizada para chamar a atenção para si e também, primeiras palavras que um carioca ouve ao nascer. AIIIH ou AEEEH: modo vulgar de chamar a atenção de um merrmão qualquer. AXFALTO: qualquer lugar que não seja no morro. ARRAXTÃO: normalmente é um tipo de pesca com rede; no carioquês, é outro meio dos merrrmão ganharem a vida. CARACA: mesmo significado de CARAMBA só que de maneira informal. VACILÃO: sujeito honesto, porém quis andar no centro da cidade sozinho a qualquer hora do dia com dinheiro na carteira. BATE-FORRRTE: elogio para os merrrmão que fazem um bom serviço, seja de qualquer natureza. I ,ÓH O CARA, AÊ!! : Maneira de dizer que um merrrmão está fazendo merrrda ou alguma coisa que não agradou. QUENTINHA: é o mesmo que marmitex no paulistanês. PÉRA AEH!! : Termo que antecede a uma indagação ou termo para que os amigos não o deixem para trás quando os merrrmão estão começando o arraxtão. PURRRRQUE: o mesmo que porquê, mas no sotaque carioquês. MÉDIA: não, não é resultado de um cálculo aritmético (mesmo porque carioca não estuda) , ou estar puxando saco de chefe ou patrão - é apenas uma xícara com café e leite e pão. MERRMO ( OU MEIXXXMO): o mesmo que “mesmo” em São Paulo. PAULIXXXTA: pessoa nascida no estado de São Paulo (a “Locomotiva que movimenta o país”), no sotaque carioquês. ELA DEU MOLE: mulérrr de fácil assédio que normalmente TÁ DE BOBERA. Muito comum no RJ. TÁ DE BOBERA: parado, sem fazer nada, esperando a próxima vítima ou será a própria. Muito comum nos cariocas. É só passar nas praias a qualquer hora do dia para confirmar. PARRRDAL ELETRÔNICO: vulgo radar, nome dado para que os merrrmão não desconfiem da utilidade dos mesmos, porém, quando descobrem, pisam fundo no freio para não sair na foto. JOELHO: salgadinho feito com massa, presunto e queijo que os merrrmão comem antes da QUENTINHA na hora do almoço. LINHA VERRRMELHA: avenida de grande porte, também destinada à assaltos a veículos e fuga rápida da polícia para a zona oeste. LINHA AMARELA: mesmo que a linha verrrmelha, porém dando fuga para a zona norte. ELEVADO; avenida de grande porte construída em pilares sobre as favelas; hoje também destinada à assaltos e congestionamentos aéreos. AVENIDA BRASIL: principal via de acesso ao RJ e também destinada a assaltos.Algumas vezes utilizada como um campo de guerra entre os merrrmão de fora do axfalto e os do axfalto. QUEIMARRR A LARRRGADA: sair para almoçar (queimar a QUENTINHA) antes do horário normal. � Paulistês Meu: nativo de São Paulo Shopis: local onde os meu se encontram para compras e lazer Chops: bebida preferida dos meu, com o detalhe que e sempre só uma tulipa. Rara palavra paulistana com S. Pastel: o que acompanha o Chops... só que dois - "Um Chops e dois pastel! Mina: meu do sexo feminino Us cara: aglomerado de meus Guia: limite do calçamento dos meu Marginal: avenida de grande porte destinada a engarrafamentos e alagamentos Farol: embora não passe nenhum navio em tem em toda esquina (mais do que devia). Ué!: o mesmo que Uai para mineiro "Ué é Uai Ué!" Pizza: alimento básico de todo sábado (sem catchup e mostarda) Rodízio: tem de vários tipos, ate de carro Minhocão: Não se assuste se o motorista sugerir que quer pegar o minhocão... é um elevado � Pequena introdução ao paulistês As palavras estão por aí, à nossa espreita, como o mosquito da dengue. Fuja - para o Brasil não ser tomado por uma espécie de McDonald's do idioma. Num serviço de utilidade pública, o Chope lista os termos mais usados do paulistês. Aprenda - e não use. Balada - Noitada, parada (de "tem uma parada aí"), programa show de bola, até night, que sequer é português, mas está valendo. Manobrista - o velho e bom manobreiro, que ganhou outra nomenclatura igualmente irritante, "vallet park", aquela gente uniformizada que cobra uma fortuna para estacionar o carro em lugar proibido. Loira - Luana Piovani, Vera Fischer, Adriane Galisteu - além das falsas, todas lindas. Ou seja: a loura. Acabar em pizza - Prática muito comum em Brasília, que um dia foi conhecida como acabar em samba. Lembra do "aqui tudo acaba em samba"? Esse mesmo. Holerite - Documento a quem ninguém fica indiferente (seja com alegria ou irritação), cujo nome verdadeiro é contracheque. As mina - As moças, as beubas, as gatinhas... Os mano - Os marmanjos, os parceiros... � Paulistês CHOPPS - Versão paulista de "chopp", só que quente. Na realidade, "CHOPPS" faz parte de "UM CHOPPS E DOIS PASTEL" CURÍNTCHA - Corínthians, time de futebol mais popular do estado, que consegue coisas incríveis como ter mais audiência que qualquer coisa na TV hoje em dia. E AI MANO? - O mesmo que o carioca quer dizer quando fala "FAAAAALLLLLAAAAAA MEEEERRRRRMàO". GATA - Mulher superhiperbonita INTà‚à‚à‚à‚à‚à‚à‚à‚O- "Então", em paulistês, típico de paulistas do sexo feminino, cumprimentando um paulista do sexo masculino com um carro que lhes excita. MAGÍÍÍÍÍÍNA - "Imagine" em paulistês, significa qualquer coisa, ou seja, não significa nada. MI VàŠ UM DESSIS - Expressão que o paulista usa quando quer alguma coisa. MINA LEGAL - Mulher paulista que tem bom papo. PARMERA - Palmeiras, time de futebol comprado por uma leiteria italiana e que tem como símbolo um porco. VAI CHUVàŠ - Aviso cifrado que significa a proximidade de caos urbano, trânsito, enchente, correria, pânico, afogamentos, inundações, violência, assaltos, saques e outras coisas corriqueiras em períodos de precipitação pluviométrica. VOU NO "SHOP" - "Vou ao Shopping Center fazer compras" Paulista não cita mais qual shopping, por existirem mais de 20 megashoppings, umas centenas de Shoppings médios e milhares de pequenos Shoppings na capital paulistana MEU - nativo de "São Paulo" US CARA - Aglomerado de "meu" GUIA - Limite do calçamento dos "meu" BOLACHA - O mesmo que biscoito AEROPORTO - Local transcedental onde os "meu" refletem sobre a existência da letra "s", vendo "us avião subi e decê" "ORRA, MEU!" - Normalmente, as primeiras palavras dos "meu" ao nascer. FAROL - Embora não passe nenhum navio em "SPaulo", tem em toda esquina. "UÉ!" - O mesmo que "Uai" para o mineiro. PIZZA - Alimento básico de todo sábado (sem catchup). RODÍZIO - Tem de vários tipos, até de carro. MINHOCàO - Não se assuste se o motorista sugerir que quer pegar o minhocão... É apenas um elevado (tipo Paulo de Frontin) PERUA - Não é nenhuma mulher que se arruma toda para ir ao açougue com o cachorrinho debaixo do braço. É apenas o veículo que leva e traz os "meu" e as "mina". CARTA DE MOTORISTA - Não, não é nenhum bilhete apaixonado escrito à mão pelo motorista para sua mulher. É a "Carteira de habilitação dos "meu" BENGALA - Não é apoio pra cego, é o pão francês de 200g