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universidade norte do paraná 
Sistema de Ensino A DISTÂNCIA
pedagogia - licenciatura
jéssica hilger
PROJETO DE ENSINO
EM pedagogia – licenciatura:
A Importância do Lúdico na Educação Infantil
 A Magia dos Jogos e Brincadeiras na sala de aula
Cidade
2020
Cidade
2020
Cidade
Três Passos
2020
jéssica hilger
PROJETO DE ENSINO
EM pedagogia – licenciatura:
A Importância do Lúdico na Educação Infantil
 A Magia dos Jogos e Brincadeiras na sala de aula
Projeto de Ensino apresentado à Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial à conclusão do Curso de Pedagogia- Licenciatura.
Docente supervisor: Prof. Ma. Lilian Amaral da Silva Souza
Três Passos
2020
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	3
1	TEMA	4
2	JUSTIFICATIVA	6
3	PARTICIPANTES	8
4	OBJETIVOS	9
5	PROBLEMATIZAÇÃO	10
6	REFERENCIAL TEÓRICO	11
7	METODOLOGIA	18
8	CRONOGRAMA	19
9	RECURSOS	20
10	AVALIAÇÃO	21
CONSIDERAÇÕES FINAIS	22
REFERÊNCIAS	23
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INTRODUÇÃO
O presente trabalho de conclusão de Curso de Pedagogia – Licenciatura, tem como tema A Importância do Lúdico na Educação Infantil, A Magia dos Jogos e Brincadeiras na sala de Aula.
Este tema foi escolhido para refletir a importância da ludicidade na prática pedagógica, favorecendo o ensino aprendizagem da criança. As atividades lúdicas desenvolvem nas crianças a imaginação, atenção e muitos outros aspectos que prosseguem no momento em que a criança ingressa na creche e pré-escola.
O papel do professor como mediador é transformar suas aulas mais alegres e ativas no dia a dia, introduzindo brinquedos, brincadeiras e jogos, procurando os interesses e as necessidades das crianças.
É muito importante na Educação Infantil que o professor resgate o lúdico, para poder reconhecer e compreender a maneira individual de cada criança, respeitando suas particularidades e diferenças.
 [...] As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circundam, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem, as relações contraditórias que presenciam, e por meio de brincadeiras, explicitam as condições de vida a questão submetidas e seus anseios e desejos. [...] (RCNEI, 1998, p. 21).
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TEMA 
O tema escolhido para este projeto de ensino é a Importância do Lúdico na Educação Infantil, A Magia dos Jogos e Brincadeiras na sala de aula.
É inquestionável que os primeiros anos de vida são de crucial importância para o desenvolvimento da criança, fica visível a relevância e o papel da Educação Infantil na construção integral do indivíduo.
 [...] Como vou saber da terra, se eu nunca me sujar? Como vou saber das gentes, sem aprender a gostar? Quero ver com meus olhos, quero a vida até o fundo, Quero ter barros nos pés eu quero aprender o mundo. [...] (Pedro Bandeira 2002)
O lúdico é parte complementar na vida da criança, é voz presente entre estudiosos e educadores do brincar. Piaget nos faz compreender que pelo lúdico a criança descobre o ambiente, explora-o concretamente e estimula o seu desenvolvimento intelectual, psicomotor e sócio afetivo.
Brincar é uma atividade muito valiosa, pois estimula na criança a imaginação, a compreensão de regras, a construção da linguagem e de autoconhecimento. Ajuda na preparação da aprendizagem e na evolução do emocional do mesmo.
Segundo Moyles (2002, p.22) “O brincar ajuda os participantes a desenvolver confiança em si mesmo e em suas capacidades, em situações sociais, ajuda-os a julgar os muitos variáveis presentes nas interações sociais e a ser empático com os outros.”
É essencial conhecer as necessidades do desenvolvimento infantil, para possibilitar oportunidades de que a criança tanto precisa. Nos dias de hoje observa-se que as crianças aprendem pelos seus sentidos, suas ações e seus movimentos. Cada dia na vida de uma criança é repleto de atividades e de situações de aprendizagem, o mesmo só aprende vivendo, experimentando, agindo, brincando, jogando e fazendo descobertas.
No ato da brincadeira, as expressões, os sinais e os objetos utilizados podem significar algo diferente do que parecia ser, a criança recria e muda pensamentos e acontecimentos que deram origem ao brincar.
[...] o ato de brincar pode estimular o uso da memória que a criança ao entrar em ação vai se ampliando e organizando o material a ser lembrado. O aspecto lúdico facilita o desenvolvimento da aprendizagem, do desenvolvimento social, pessoal e cultural, colaborando para uma boa saúde física e mental. [...] (SALOMÃO e MARTINI, 2007, s/d).
 A importância do brincar está associada com o que a criança brinca, mas como se envolve na brincadeira, utilizando geralmente de uma forma interativa e criativa. O brinquedo se aconchega no sonho, reorganiza conteúdos involuntários, sabendo assim resolver a realidade interna da criança sem deixar o contato a realidade externa. 
Diante disso é necessário garantir muito tempo e espaço para a criança. Uma de suas primeiras brincadeiras é imitar os adultos, muitas crianças se espelham em adultos próximos. (Salomão e Martini, 2007).
[...] A criança descobre simbolicamente a importância do adulto em sua vida e as diferenças entre ambos. Isso ocorre, por exemplo, quando ele faz de conta que é a mãe e representa o filho. Cabe ao professor, portanto possibilitar que rela entende essa assimetria e, ainda que intuitivamente, o valor do adulto. [...] (MACEDO, 2008, p.55).
JUSTIFICATIVA
Os Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil, apontam novas orientações para a Educação Infantil (Brasil, 1998), indicando que o professor terá que trabalhar com um planejamento curricular que se efetiva nas seguintes áreas de experiências: 
[...] Formação pessoal e social: Com envolvimento para a natureza global e afetiva das crianças, seus esquemas simbólicos de interação com os outros e consigo mesmo; o conhecimento do mundo enfatizando a relação das crianças com a cultura, a construção de diferentes linguagens e as suas relações com os objetos do conhecimento. [...] (RCNEI, 1998, p. 45)
O professor conseguirá manusear de brincadeiras e jogos em atividades de música e movimento, artes, leitura e escrita desde que haja relatividade.
 [...] O jogo pode se tornar uma estratégia didática quando as situações são planejadas e orientadas pelo adulto visando a uma finalidade de aprendizagem, isto é, proporcionar à criança algum tipo de conhecimento, alguma relação ou atitude. Para que isso ocorra, é necessário haver uma intencionalidade educativa, o que implica planejamento e previsão de etapas pelo professor, para alcançar objetivos predeterminados e extrair do jogo atividades que lhe são decorrentes. [...] (RCNEI 1998, V.3, p.211.)
A fim de que haja dedicação dos profissionais da Educação Infantil, é fundamental que reconstruam e redescubram o prazer pelo lúdico, procurando novas pesquisas ou experiências próprias, brincadeiras que auxiliam no desenvolvimento das crianças. Segundo Freire: 
 [...] Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se fez sem abertura ao risco e à aventura do espírito. [...] (FREIRE, 1996, p.69)
Todos os brinquedos são estruturas que auxiliam as crianças a crescerem de modo saudável, seja no jeito intelectual, social, físico ou emocional. Segundo Aranha, Froebel priorizava a atividade lúdica por notar o sentido funcional do brinquedo e do jogo no desenvolvimento sensório-motor e descobre métodos para aprimorar as habilidades. 
Nota-se que a brincadeira é o melhor modo de se comunicar, um jeito para questionar e esclarecer o meio que a criança utiliza para se familiarizar com outras crianças. A infância é um momento de aprendizagem importante para a vida adulta.
[..] O movimento, para a criança pequena, significa muito mais que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressae se comunica através de seus gestos e mímicas, e interage utilizando fortemente o apoio de seu corpo. Quanto menor a criança, mais ela precisa de adultos que interpretem o significado de seus movimentos e expressões, auxiliando-a na satisfação de suas necessidades. [...] À medida que a criança cresce, a aquisição de novas habilidades possibilita que ela atue de maneira mais independente, ganhando maior autonomia em relação aos adultos. [...] (RCNEI, vol.3,1998, p18)
Para Vygotsky, a criança pequena encontra-se limitada em suas ações pela restrição situacional, desde que a compreensão que ela tenha seja de uma situação não separada da atividade motora e motivacional. 
Ao analisar os primeiros anos de vida de uma criança, o movimento é a peça chave das brincadeiras. A medida que a criança cresce, a frequência de objetos na brincadeira vai complementando. 
PARTICIPANTES
O presente projeto de ensino que tem como tema: “A Importância do lúdico na Educação Infantil”, e como subtema: “A Magia dos Jogos e Brincadeiras na sala de aula”, tem como público-alvo alunos da faixa etária de 0 a 5 anos de idade, em etapa de creche e pré-escola.
[...] Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. [...] (Brasil, RCNEI, vol. 1, 1998, p.23).
Apontando a importância do lúdico nas determinadas formas de aprendizagens e salientar o papel fundamental do professor como mediador no fornecimento do processo de ensino aprendizagem das crianças.
Os pais precisam participar junto nas brincadeiras de seus filhos e incentivá-los a brincar com as brincadeiras antigas que fazem parte da nossa cultura.
Segundo ACEVEDO (2007, p.49) “é importante que os pais dediquem um momento aos filhos, é importante que eles se sintam únicos e especiais.”
 
OBJETIVOS
O objetivo geral deste trabalho consiste em analisar a importância do lúdico no desenvolvimento da criança.
Os objetivos específicos são:
· Refletir sobre a maneira lúdica de ensinar;
· Verificar como se dá a relação entre o brincar e as aprendizagens;
· Estudar e conhecer o universo e o desenvolvimento infantil;
· Destacar a importância de jogos, brincadeiras, músicas, histórias, fábulas e contos de fadas para o desenvolvimento infantil;
· Compreender o papel do educador da Educação Infantil frente a ludicidade e o desenvolvimento das crianças.
PROBLEMATIZAÇÃO
	
O brincar não é apenas coisa de criança, o ser humano é sobretudo lúdico, no entanto, as brincadeiras ainda não são levadas a sério pelos pais, professores e sociedade em geral.
Segundo Araújo (2008) as brincadeiras visivelmente fáceis são fontes de estimulo ao desenvolvimento afetivo, cognitivo e social da criança. Quem sabe poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento psíquico e físico de seu filho.
A ideia difundida popularmente limita o ato de brincar a um mero passatempo, sem funções importantes a não ser distrair a criança em atividades divertidas. Desde a Revolução Industrial, o lúdico vem deixando seu espaço na vida das pessoas, com interesse apenas em trabalho, recursos materiais e produção que movimentam a sociedade, transmitindo este pensamento de geração para geração. Deste modo, o brincar passou a ser visto como perda de tempo.
Pelo contrário, brincar não é perder tempo e sim ganhá-lo em aprendizados, pois brincando a criança desenvolve o raciocínio, senso crítico, criatividade, socialização e relaciona o concreto ao abstrato. De acordo com Marcellino:
[...] O principal motivo da ausência do lúdico na infância, talvez seja o fato de se considerar a criança como um adulto em miniatura, cuja finalidade única seria sua preparação para o futuro. Porém, alerta o autor, “o mundo do brinquedo, em essência, não se prende a preparação sistemática para o futuro, mas a vivência do presente, do agora”. Assim torna-se necessário entender a criança como “criança” e não como “adulto em potencial”. Para o autor, essa instrumentalização da infância, tão frequente na atualidade, afasta cada vez mais o brincar e a ludicidade da pratica diária, sendo a escola um dos contribuintes dessa instrumentalização. [...] (Marcellino, 1999, apud Tomelin e Basso, 2008, p.21) 
Neste sentido, pretende-se com essa pesquisa responder a seguinte questão-problema: 
“Como o lúdico pode contribuir para o desenvolvimento da criança?”
REFERENCIAL TEÓRICO
Para entender a importância do lúdico para o desenvolvimento infantil, torna-se necessário, inicialmente procurar compreender como este acontece. Para tal, será apresentado alguns conceitos teóricos que expõem o desenvolvimento cognitivo da criança, conforme a teoria de Piaget (1998) e Vygotsky (1998).
Piaget (1998) elaborou a teoria de Episte -mologia genética - epistemo = conhecimento e logia = estudo e genética do ser humano. Pelo meio de observações de seus filhos e de outras crianças, descobriu que em muitas questões importantes os mesmos não pensam como adultos. Por ainda lhes faltarem certas aptidões, o jeito de pensar é desigual, não apenas em classe, como em grau.
Para Piaget os indivíduos passam por uma sequência de transformações previsíveis e ordenadas. Sua teoria é vista como integracionista, pois valoriza de modo igual o meio e o organismo. O desenvolvimento cognitivo se dá a contar nas seguintes concepções básicas:
· Assimilação;
· Acomodação;
· Equilíbrio;
· Desenvolvimento;
De acordo com autor, o desenvolvimento cognitivo da criança se resulta em quatro fases:
· Estágio Sensório-motor (do nascimento aos 2/3 anos de idade): a criança desenvolve uma habilidade de “esquemas de ação”, sobre o utensílio, que lhe concedem elaborar um conhecimento físico da realidade. Neste período desenvolve a concepção de permanência do objeto, produz esquemas sensórios-motores e é apto de fazer imitações, construindo interpretações mentais cada vez mais complexas.
· Estágio Pré-operatório ou intuitivo (dos 2/3 anos aos 6/7 anos de idade): a criança começa a estruturação da relação causa e efeito, assim como das simbolizações. É representada a idade do faz-de-conta e dos porquês.
· Estágio Operatório-concreto (dos 6/7 anos aos 10/11 anos de idade): a criança inicia conceitos, por meio de estruturas lógicas, estabelece a conservação de quantidade e forma o conceito de número. Seu raciocínio apesar de lógico ainda não está concretizado em conceitos, não fazendo abstrações.
· Estágio Operatório-formal (dos 10/11 anos aos 15/16 anos de idade): período em que o adolescente produz o pensamento abstrato conceptual, adquirindo em conta hipóteses possíveis, os múltiplos pontos de vista e tornando-se apto de pensar cientificamente. 
De fato, Piaget pressupõe que o conhecimento se dá de dentro para fora, isto é, a criança forma seus conhecimentos com base da maturação genética que passa seu organismo. Neste momento está preparada a interagir com os espaços e os incentivos que o mesmo oferece.
Esses pensamentos são ajustados, pois se uma criança não expressa interesse em aprender a contar ou a ler, quer dizer que a mesma ainda não está preparada para fazê-lo. É conveniente que saibamos respeitar o tempo de cada criança, para não causar traumas, que futuramente poderão afetar seu desenvolvimento cognitivo ao longo da vida. Pular essas fases não é aconselhável. Pois querer alfabetizar uma criança em idade pré-escolar (4/5 anos) pode causar desapontamento. 
Já Vygotsky (1998) aprimorou a abordagem histórico-social do desenvolvimento. Segundo o autor, a evolução não antepassa a socialização, pelo contrário, só as condições sociais e as relações sociais que transferem ao desenvolvimento das funções mentais.
Vygotsky intitulou de Zona de Desenvolvimento Proximal: o que a criança aprende por meio de cooperações sociais e integrações, durantea comunicação entre um sujeito e outro. De outro modo designou Zona de Desenvolvimento Potencial: quando a criança apta de fazer algo sem a presença de um adulto.
No decorrer da comunicação com as pessoas e com o meio, a criança sofre o modo de internalização e reorganiza suas atribuições mentais por meio da cultura, da linguagem e da sociedade em que a mesma está inserida. Esse sistema é importante para o desenvolvimento psicológico humano.
[...] O meio oferece muitos estímulos para o ser humano desenvolver seu processo de aprendizagem. Parte do desenvolvimento é definida pelo processo de maturação do organismo, que ocorrem graças ao contato do indivíduo com certo ambiente cultural. [...] (Vygotsky, 1998)
Em outras palavras, conseguimos notar claramente a diferença entre um indivíduo que tem aquisição a livros e aos meios de comunicações, as desavenças construtivas com familiares e com outras pessoas do seu meio social. Ao contrário dos que vivem com poucos estímulos culturais e sem acesso aos meios de comunicação.
A teoria de Piaget não é contrária a teoria de Vygotsky, e sim uma complementa a outra. Os dois são conhecidos como integracionistas, visto que prezavam o organismo e o meio. Piaget favorecia a maturação genética como frente ao meio social, já Vygotsky acreditava que o meio social é encarregado pelo sistema de internalização e desenvolvimento que procede no aprendizado.
Em relação com o lúdico, Piaget e Vygotsky salientam a importância do brincar para o desenvolvimento infantil, ou seja, para o seu desenvolvimento psicológico, afetivo, físico e social. Aliás, a Convenção dos direitos da criança da ONU, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, e o Estatuto da Criança e do Adolescente, dentre outros documentos de destaque nacional e internacional que apresentam a importância do brincar na vida das crianças.
· A Convenção dos direitos da criança da ONU, no seu artigo 31 estabelece: “Toda criança tem o direito ao descanso ao lazer, e a participar de atividades de jogos e recreação apropriadas a sua idade, bem como participar livremente da vida cultural e das artes”.
· O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), artigo 16, no que diz respeito ao direito a liberdade compreende, entre outros, o seguinte aspecto: IV-Brincar, praticar esportes e divertir-se; 
· A declaração dos direitos das crianças, em seu 7° artigo estabelece que: “a criança deve ter oportunidade de participar de jogos e brincadeiras, dirigidos, sempre que possível para a sua educação. A sociedade e as autoridades devem se esforçar para promover os exercício deste direito.”
· As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Resolução CEB n° 01, de 07 de abril de 1999) – estipulam em seu artigo 3°, inciso I, linha c, que as propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil devem respeitar os seguintes fundamentos norteadores: princípios estéticos das sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. 
· No Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil o brincar é colocado como um princípio para as atividades da Educação Infantil que contribui para o exercício da cidadania. (SANTOS apud TOMELIN E BASSO, 2008, p.32-33) 
As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futura tomar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade (Vygotsky, 1998).
Piaget (1998 apud Aguiar, 1977, p.58) afirma que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável a pratica educativa.
Segundo Tomelin e Basso (2008, p.14) o termo lúdico tem seu início na palavra latina “ludus” que quer dizer “jogo”. Em seu avanço histórico, o lúdico parou de ser um mero sinônimo de jogo e passou a ser caracterizado como uma atividade espontânea, prazerosa e funcional, fundamental ao ser humano.
[...] Tomando por base os escritos, as falas e os debates que tem se desenvolvido em torno do que é lúdico, tenho tido a tendência em definir a atividade lúdica como aquela que propicia a plenitude da experiência. Comumente se pensa que uma atividade lúdica é uma atividade divertida. Poderá sê-la ou não. O que mais caracteriza a ludicidade é a experiência de plenitude que ela possibilita a quem a vivencia em seus atos. [...] (LUCKESI, 2007 apud TOMELIN e BASSO, 2008 p.14)
A fim de que uma atividade lúdica efetivamente seja considerada lúdica é necessário que ela seja vivida e sentida plenamente pelo indivíduo que participa dela. É essencial que esteja “inteiro” de mente e corpo, ou seja, juntar pensamento, sentimento e ação.
[...] A atividade lúdica possibilita a quem a vivencia, momento de encontro consigo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, de ressignificação e percepção, momentos de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momento de vida. [...] (ALMEIDA, 2007 apud, TOMELIN e BASSO, 2008, p.69)
A ludicidade é peculiar à natureza humana, desde os tempos primitivos. Tendo em consideração a sua historicidade, até o fim do período de XVIII o brincar aconteceu como uma atividade coletiva, normal entre crianças e adultos.
[...] Com o advento da sociedade industrial no final do século XVIII, início do século XIX, na qual predominava a produção de bens em grande escala, a atividade lúdica modifica-se: ela torna-se segmentada, passa a fazer parte especificadamente de vida das crianças, ao mesmo tempo torna-se “pedagógica” entrando na escola com objetivos educacionais. Estes fenômenos são acompanhados do surgimento do brinquedo industrializado, a institucionalização da criança, um movimento da mulher para o mercado de trabalho que aliado a falta de espaço e segurança nas ruas das grandes cidades, transforma o brincar em uma atividade mais solitária e que acontece em função do apelo ao consumo de brinquedos. [...] (FRIEDMANN, 2003 apud TOMELIN e Basso, 2008, p. 17)
Para as crianças brincar é viver, não é somente diversão. Vai além, brincar é desvendar, descobrir o mundo e os elementos do universo que as cerca, e lhes aguça tanta inquietações e curiosidades.
Por meio das brincadeiras a criança aprende a enfrentar situações que foram dolorosas. O mesmo brinca para entender a si próprio e aos outros, para adaptar-se das normas e hábitos de convivência social no meio na qual está inserida. Conforme Winnicott (1995 apud HEINKEL, 2000, p.61), “é no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu eu”.
Brincar não é só coisa de criança, o ser humano é basicamente lúdico, isto é, brincar inclui-se parte da natureza humana. Quando o indivíduo é desprovido de expressar-se de forma lúdica, está sendo proibido a ele a chance de ser criativo. 
[...] Brincar não é coisa apenas de crianças pequenas, erra a escola ao subsidiar sua ação, dividindo o mundo em dois lados opostos: de um lado o jogo da brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro o mundo sério do trabalho e do estudo. Independente do tipo de vida que se leve, todos os adultos, jovens e crianças precisam da brincadeira e de alguma forma de jogo, sonho e fantasia para viver. [...] (MALUF, 2000 apud TOMELIN e BASSO, 2008 p.36)
Os professores que ainda se negam a não dar o merecido valor as atividades lúdicas devem refletir os planejamentos de suas aulas, pois, 	 “os jogos, brinquedos e brincadeiras das crianças”. (TOMELIN e BASSO, 2008, p.73)
Dessa forma, declara Rego (1992 apud TOMELIN e BASSO, 2008, p. 73-74), o educador tem como papel:
· Ser um facilitador das brincadeiras, mesclando momentos em que orienta e dirige o processo com outros nos quais as crianças são responsáveis pelas próprias brincadeiras.
· Observar e coletar informações sobre as brincadeiras das crianças para enriquecê-las em futuras oportunidades.
· Sempre que possível, participar das brincadeiras e aproveitar para questionar, com as crianças, sobre as mesmas.
· Organizar e estruturaro espaço de forma a estimular na criança a necessidade de brincar e facilitar a escolha das brincadeiras.
· Nos jogos de regras não estimular os valores competitivos, e sim tentar desenvolver atitudes cooperativas entre as crianças, pois o mais importante no brincar é participar das brincadeiras e dos jogos.
· Respeitar o direito de a criança participar ou não de um jogo. Neste caso o professor tem que criar uma situação diferente de participação nas atividades como: auxiliar com matérias, fazer observações, emitir opiniões etc.
· Em uma situação de jogo ou brincadeira, explicar de forma clara e objetiva as regras as crianças. Se necessário, mudá-las ou adaptá-las de acordo com as faixas etárias.
· Estimular a socialização do espaço lúdico e dos brinquedos, criando assim o habito de cooperação, conservação e manutenção dos jogos e brinquedos. Exemplos: “quem brincou guarda”, “no final da brincadeira todos ajudam a guardar os matérias” etc.
· Estimular a imaginação infantil, oferecendo materiais dos mais simples aos mais complexos, podendo estes brinquedos ou jogos ser estruturados (fabricados) ou serem brinquedos e jogos confeccionados com material reciclável (material descartado em lixo), como por exemplo: pedaço de madeira, papel, folha seca, tampa de garrafa, latas secas e limpas, garrafa plástica, pedaço de pano, etc. Todo e qualquer material cria para a criança uma possibilidade de fantasiar e brincar.
· Providenciar para que as crianças tenham espaço para brincar (área livre) e, que possam mexer no mobiliário, montar casinhas, fazer cabanas, tendas de circo, etc.
· Dar o tempo necessário as crianças para que as brincadeiras apareçam se desenvolvam e se encerrem.
· Coordenar sua ação com a ação da criança, pelo conhecimento e ligação com as emoções desta.
(REGO, 1992 apud TOMELIN e BASSO, 2008, p.73-74)
Santos (apud TOMELIN e BASSO, 2008, p.32-33) em seus aprendizados evidenciam várias formas de enfocar o brincar:
· Do ponto de visto filosófico, o brincar é abordado como um mecanismo para contrapor a racionalidade. Há séculos, vivemos uma relação de competição entre razão e emoção, como se fossem aspectos irreconciliáveis do ser humano. Estamos vivendo um novo tempo, no qual é preciso estabelecer uma convivência harmoniosa entre esses dois aspectos, ou seja, a razão e a emoção não deve atuar em conflito, mas sim em parceria na busca de um novo paradigma para existência humana. Nessa perspectiva, a ludicidade, entendida como mecanismo da subjetividade, afetividade, valores e sentimentos, portanto da emoção deve estar junto da razão na ação humana. 
· No ponto de vista sociológico, o brincar tem sido como a forma mais pura de inserção da criança na sociedade. Brincando, a criança vai assimilando crenças, costumes, regras, leis e hábitos do meio em que vive. Nessa linha de enfoque, a apropriação da cultura é resultado das interações lúdicas, que se dá entre a criança, o brinquedo e a as outras pessoas.
· Do ponto de vista psicológico, o brincar está presente em todo o desenvolvimento da criança, nas diferentes formas de modificação de seu comportamento. Segundo os psicólogos, portanto, a ação de brincar é um importante mecanismo para facilitar o desenvolvimento infantil. É na psicologia, enfim, que se encontra o brincar como uma necessidade tão importante como o sono e a alimentação e que garante uma boa saúde física e emocional.
· Do ponto de vista da criatividade, tanto o ato de brincar quanto o ato criativo estão concentrados na busca do “eu”. E no brincar que se pode ser criativo, e é no criar que se brinca com as imagens, símbolos e sinos, fazendo o uso do próprio potencial. Brincando ou sendo criativo, o endivido descobre quem realmente é. Assim sendo, a criança que é estimulada a brincar com liberdade terá grandes possibilidades de se transformar num adulto criativo.
· Do ponto de vista psicoterapêutico o brincar tem a função de entender a criança nos seus processo de crescimento e de remoção dos bloqueios do desenvolvimento que se tornam evidentes. Para os psicoterapeutas, o brincar, como forma privilegiada de comunicação é, por si só, uma terapia. A psicoterapia busca resgatar no brinquedo o lado sadio e positivo da criança. Nessa linha de trabalho o brincar assume a função terapêutica porque, brincando, a criança pode exteriorizar seus medos, angústias, problemas internos e revela se inteiramente, resgatando a alegria, a felicidade, a afetividade e o entusiasmo. 
· Do ponto de vista pedagógico, o brincar tem se como uma estratégia poderosa para a criança aprender. O brincar tem sido cada vez mais utilizado na educação, constituindo-se numa peça importante na evolução do pensamento e de todas as unções mentais superiores, transformando-se num meio viável para construção do conhecimento. Em vista disso, grandes movimentos foram realizados no Brasil a partir dos anos 80 em relação a valorização dos jogos e brinquedos, resultando na criação brinquedotecas, principalmente nas escolas, com o objetivo de suprir as necessidades matérias e criar espaço para brincar.
Embora tantas contribuições importantes confirmadas por inúmeros estudiosos do papel do lúdico no desenvolvimento infantil, ainda percebe-se certas resistências por parte de educadores e pais. O lúdico é importante sim!
METODOLOGIA
Para compreendermos o projeto de estudo em questão, representado nas brincadeiras, brinquedos e nos jogos, enquanto forma de aprendizagem na Educação Infantil, a verificação consecutiva em pesquisas bibliográficas, permitiu-nos uma abordagem qualificativa de elementos conceituais, favorecendo uma reflexão sobre fenômenos lúdicos tal como se apresentam.
Para Ludke e André (1986, p.18), a pesquisa qualitativa é a que “se desenvolve em uma situação natural, é rica em dados descritivos, tem um plano aberto, flexível, e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada”.
O estudo realizado constitui-se em uma revisão bibliográfica de característica documental relativa ao tema, pesquisas em livros, resenhas e artigos. Posto que, decorrente de análises e sistematização de argumentos teóricos analisados e que foram descritos qualitativamente.
CRONOGRAMA
	Etapas do Projeto
	Período 
	1. Planejamento 
	O planejamento foi realizado entre o dia 12/08/2020 até dia 02/09/2020. 
	2. Execução
	A execução do projeto de ensino foi realizado do dia 03/09/2020 até 10/11/2020.
	3. Avaliação 
	A avaliação foi contínua, desde o momento inicial do projeto de ensino, onde foi efetuado o planejamento e execução, até o momento final.
RECURSOS 
Os recursos humanos essenciais para a elaboração do projeto de ensino são os seguintes:
· Gestores da escola;
· Professor regente;
· Alunos;
· Demais profissionais de ensino;
· Pais e responsáveis;
	Os recursos materiais utilizados foram os seguintes:
· Livros didáticos;
· Materiais recicláveis;
· Brinquedos não estruturáveis (folhas, galhos, pedras, pinhas, etc....)
· Jogos confeccionados pelos alunos;
· Jogos prontos (quebra cabeça, varetas, dominó)
· Brinquedos e brincadeiras antigas;
· Giz de cera, massinha de modelar, tinta de várias cores;
AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua, sendo feita em todo o andamento do projeto de ensino. O professor terá liberdade para adaptar o projeto de acordo com as necessidades da turma. A presença dos pais e responsáveis será importante nesse processo, pois os mesmo são parte integrante do convívio com as crianças.
O mediador fará a avaliação de forma individual, onde levará em consideração o desenvolvimento de cada criança, a participação, o interesse e compreensão dos mesmos, respeitando a individualidade de cada aluno.
	
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este projeto de ensino teve como objetivo explicar a importância do lúdico na educação infantil, com finalidade de esclarecer aos pais e educadores a importância de brincar na infância. Desse modo, percebeu-se que jogar, e brincar são práticas históricas que estiveram presente em todas as etapas da vida dos seres humanos.
No entanto, essas práticas tão fundamentais ao ser humano estãoperdendo a cada geração espaço na cultura moderna. O brincar humaniza a preparação quanto criança tanto do adulto para uma vida sociável pacifica e saudável. Faz-se indispensável estimulo o resgate do lúdico tanto escola quanto na família 
É preciso que os pais brinquem com seus filhos e que procurem interagir cada vez mais nas etapas do desenvolvimento infantil e da importância de estímulos por meio de atividades lúdicas.
O professor é o principal ator na arte de introduzir o lúdico no método de ensinar as crianças. Inserindo diversas brincadeiras de acordo com a necessidade de cada aluno.
Conclui-se que, ao finalizar a pesquisa pode-se afirmar que tive a oportunidade de descobrir e conhecer mais sobre o universo infantil, como também desejo ter contribuído para expandir o lúdico como excelente maneira de ensinar as crianças. Sem medos e traumas, fortalecendo suas habilidades, considerando suas particularidades e seu tempo, prestigiando suas conquistas e esforços. 
REFERÊNCIAS
ACEVEDO, Annie Rehbein. Disciplina sim, mas com amor Um novo modelo para conseguir que seus filhos tenham bom comportamento. Tradução Gilmar Saint’clair Ribeiro 2 ed..São Paulo: Paulinas, 2007.
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