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Georgia Andressa De Carvalho e Lima Santos T5-A A criança nasceu com o problema. o Reanimação sala de parto – hospital terciário. o História materna e pré-natal (ultrassonografias). 1. Sondas 2. Secreções 3. Temperatura ambiente (incubadora, salas preparas, algodão e enfaixamento de membros) – prevenir hipotermia. 4. Acesso venoso: para fazer medicação, colher exames, nutrição parentera. Imagem: sonda vesical, orogástrica (oro melhor que gastro em criança). Onfalocele. ONFALOCELE X GASTROQUISE o Onfalo: umbigo ex: conduto onfalo-mesentérico, onfaloplastia o Cele: mambrana ex: mucocele, hidrocele o Gastro: estômago, ventre ex: conduto onfalo- mesentérico, onfaloplastia o Squise: aberto, exteriorizado ex: raquisquise, retinosquise. Primeira imagem: gastrosquise Segunda imagem: onfalocele I. Onfalocele é pior: defeito é muito maior, criança tem doenças renais, vertebrais, cardíacas, cromossômicas, diafragma pode estar envolvido, o defeito é mais difícil para fechar tecnicamente. Se apertar demais: síndrome compartimental (influxo e efluxo de sangue no rim à paciente morre de insuficiência renal no pós-operatório). II. Gastrosquise: mecânico, defeito de fechamento da musculatura. Terceira imagem: onfalocele rota. Vira urgência, tem que operar! Mais chance de infecção. Pode dar antibiótico para epitelizar a membrana, se não é rota. DIFERENÇAS ENTRE ONFALOCELE E GASTROSQUISE Atresia intestinal na gastrosquise: alças vão ficando edemaciadas e encurtadas, nasce mais curto devido ao contato com líquido amniótico. Diminui motilidade e inervação. Toda vez que for colocar gastrosquise para dentro checar se intestino está rodado. Sempre tirar o apêndice na cirurgia. TRATAMENTO ULTRASSOM o Via de parto – cesárea ou parto normal? O melhor seria a cesária, mas pode nascer de qualquer maneira. o Hospital terciário (sempre indicar). Medidas gerais: revisão da cavidade e alças intestinais; pesquisar banda de Ladd, apendicectomia, procedimento de Ladd. Distensão das fibras musculares com manobras digitais para aumentar o volume da cavidade Colocação de silo (quando a pressão está maior que 20 cm de água). Aguarda redução do edema das alças e redução diária do silo com compressão das estruturas intra-abdomoniais Fechamento da cavidade em ate 10 dias. Medir PIA – pressão intra-abdominal e deve ser menor que 20 cm de água ou 15 mmHg (é obrigatório medir). ONFALOCELE ROTA E GASTROSQUISE ONFALOCELE TRATAMENTO o Hérnia de cordão (<4cm), onfaloceles pequenas (<7cm) – cirúrgico. COM MEMBRANA. o Schustur e col: prótese de teflon + polietileno o Allen e Wrenn: telas de silicone o Substâncias esclerosantes: álcool 70%, Nitrato de prato 0,25%, Sulfadiazina de prata 2% Existem 5 tipos de atrésia de esôfago A do desenho é a mais comum 80% tem fistulas. ATRESIA DE ESÔFAGO DEFINIÇÃO Anomalia congênita decorrente de falha embrionária que resulta na interrupção completa do esôfago entre terço próxima e médio geralmente associado a fistula traqueo- esofágica distal. 3 Atresia proximal com fistula distal é a mais comum. o 1 atresia sem fistula o 2 atresia proximal com fistula proximal o 3 mais comum o 4 Atrésia proximal com fistula proximal e distal o 5 Não tem atrésia e tem fistula proximal em H. Exame: broncoscopia para diagnosticar fistula em H ANOMALIAS ASSOCIADAS DIAGNÓSTICO o Ultrassom pré-natal: polidrâmnio (muito líquido amniótico), esôfago proximal dilatado (ocasional), estômago visualizado ou não. o Sonda 8 ou 10 Fr com obstrução a 8-12cm da narina (sala de parto). Só passa a sonda se tem polidrâmnio ou suspeita de atresia. o Rx simples de tórax e abdômen o Rx contrastado do esôfago com sonda uretral (0,5ml de contraste iodado). Para operar precisa desse exame antes! o Aorta: posição (ecocardiograma). Pedir sempre antes de operar, para saber onde fazer a incisão. Não é uma cirurgia de emergência, pode-se preparar a criança primeiro. QUADRO CLÍNICO o Polidrâmnio 80% AE sem fistula. 35% AE com fistula o Secreção salivar espumosa boca e narinas o Tosse cianose e dispneia o Abdômen distendido (AE com fístula) o Abdome escavado (AE sem fístula) o Pneumonia aspirativa (química). Atelectasia. Refluxo ácido para o pulmão. ESOFAGOGRAMA CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS o Gotejar (sonda nº 12) o Aspirar (sonda nº 6) SISTEMA HILDA Uma sonda grossa e uma fina: passa a fina dentro da grossa: aspirando e gotejando. Agenda ecocardio, esofagograma, marca cirurgia para próximo dia. CIRURGIA Dissecando a pleura, sem abrir, com cotonete. Toracotomia póstero-lateral a direita, abaixo da escápula, corte de 2cm. 1) Ligadura da fístula traqueo-esofágica: fio inabsorvível. Não pode abrir nunca mais. 2) Esofagoplastia: fio absorvível. Esofago vai aumentar em calibre com o passar dos anos. RESULTADOS Sobrevida 85-95% (<40% antes de 1950) FATORES DE RISCO o Peso menor que 1500 gr o Enfermidade cardíaca congênita complexa o Anomalias severas associadas e dependência ventilatória o Grande distância entre os cotos esofágicos. COMPLICAÇÕES As 2 complicações mais comuns: estenose e fístula. o Fístula anastomótica: 14-16% (frequentemente insignificante manejada com drenagem e NPP, quando extra pleural fechamento espontâneo 95%) o Estenose esofágica: requer dilatação em 40%. o Fistula traqueo-esofágica recorrente: 3-14% o RGE: 40-70% (50-70% requer cirurgia antirrefluxo – Nissen) o Traqueomalácia 10-20% (50% requer cirurgia – Aortopexia). Para diagnosticar é com broncoscopia. o Distúrbios da motilidade: disfagia, problemas respiratórios recorrentes. Pós-operatório 5 a 7 dias: fistula, o dreno irá jogar a saliva para fora do corpo da criança. Fistula traqueoesofagica. DEFINIÇÃO Acontece em crianças de 2 meses a 2 anos. Processo pelo qual determinado segmento do intestinal penetra em outro localizado mais distalmente, causando obstrução intestinal e compressão vascular da alça invaginada. Telescopagem: intestino se auto digerindo. O semento que se invagina é chamando de intussusceptum e o segmento que é penetrado chama-se intussuscepies. o Acontece mais na junção entre delgado e grosso. Mais de 2 meses a 3 anos porque a desproporção de tamanhos é maior. A causa nessa idade é idiopática. A intussuscepção do latim: o Intus: interior o Susctio: ação de receber. EPIDEMIOLOGIA o Causa mais comum de abdome agudo na criança menor de 1 ano o Causa mais comum de obstrução intestinal entre 3 meses e 5 anos de idade o Mais prevalente no sexo masculino 4:1 o Acomete frequentemente crianças hígidas. FISIOPATOLOGIA Invaginação intestino/mesentério, obstrução do lúmen à edema, obstrução linfática/venosa à hemorragia intramural à proliferação bacteriana pela estase à trombose arterial / necrose intestinal Fezes em framboesa! Toque retal :você pode sentir a cabeça do intussuceptun. ETIOLOGIA 95% são idiopáticas 5% são decorrentes de lesão anatômica o Divertículo de meckel o Pólipo o Tumores o Outros CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O LOCAL ACOMETIDO Localizações mais frequentes o Íleo-cecal (82%) o Íleo-ileiais (8%) o Colo- cólicas (4%) HISTÓRIA CLÍNICA o Apatia, prestação com dor aguda importante e não usual o Letargia, respiração superficial e gemência o Irritação/choro com dor o Distensão abdominal e vômitos o Massa palpável no abdômen o Fezes com sangue/geleia de morango e/ou invaginação aparente. EXAME FÍSICO - TRÍADE CLÁSSICA PROVA o Massa em forma de salsicha palpável no abdômen o e/ou cabeça de invaginação o Toque retal com sangue/geleia de morango o o Dor e distensão abdominal importantes, ruídos hidroaéreos aumentados Exame físico: o Ausência de enchimento em FID com períodos inaudíveis (sinal de Dance). o Pulso filiforme, taquicardia. MANIFESTAÇÕES CLÍNICASEXAMES DE IMAGEM Raio x: o É normal em 25% dos casos. o Excluir obstrução intestinal ou perfuração. Ultrassom: Sinal em alvo ou casca de cebola. 95% faz diagnostico. Ultrassom: sinal do alvo, pseudorim ou casca de cebola (linfonodos do mesentério dentro da cabeça do intussusceptun). Enema opaco Faz diagnóstico e posso tentar tratar o paciente sem operar. Sonda foley no ânus, insufla o balão e injeta o contraste. O contraste vai subindo no reto, faz a curva do sigmoide, vai subindo a ascendente, ângulo esplênico e chega na cabeça do intussusceptum à Sinal do menisco (cabeça do intussuceptum). Sinal da mola em espiral: contraste rola por fora, entre o intussusceptum e intussuscepiens. Se eu continuar colocando contraste com pressão, essa cabeça pode voltar à redução hidrostática da intuscepção. TRATAMENTO o Redução hidrostática com enema opaco ou redução pneumática (coloca ar ou líquido). Alguns serviços utilizam monitorização por ecografia, fluoroscopia ou ainda vídeo-assistida. o Cirurgia aberta e redução do intussusceptum. Tirar o apêndice e não fixar o ceco. CONTRAINDICAÇÃO A REDUÇÃO HIDROSTÁTICA o Perfuração ou peritonite o Invaginação crônica 2º episódio o Mais de 48h de evolução o Idade menor que 2 meses ou maior que 2 anos. REDUÇÃO HIDROSTÁTICA a) Bolsa com contraste baritado colocada em um suporte a três pesa cima da mesa >90cm b) Fazer até três tentativas de redução c) Permite-se até três minutos de pressão prolongada a cada tentativa Taxas de redução com bário variam de 53% a 85%. TRATAMENTO CIRÚRGICO o Falência na tentativa de redução hidrostática o Invaginações recorrentes o Maiores de 2 anos o Invaginação íleo-ileal Pode ser feita anastomose primária em casos de laceração, necrose ou impossibilidade de redução manual. Necrose intensa: ileostomia. * Nucleus medical media vídeo