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TIREOIDE Exames de imagem THAÍS LAURENTINO SEVERIANO - Universidade Tiradentes A. L. S. 23 anos, sexo feminino, compareceu ao endocrinologista devido a histórico familiar de tireoidite Hashimoto. Ao exame físico, palpou-se um nódulo pequeno, de superfície lisa e movimentação livre na região da tireoide, sendo requisitados exames de dosagem de TSH e ultrassonografia. Os níveis de TSH apresentaram-se normais. Diante dos dados clínicos da paciente e do exame de imagem, qual o diagnóstico mais provável? a) Nódulo tireoidiano b) Cisto tireoidiano Tireoide x cisto x nódulo Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 13 mil novos casos de câncer de tireoide foram diagnosticados em 2020, ou seja, 7 casos para cada 100 mil brasileiros. O cisto é uma condição em que há um acúmulo de líquido em uma cavidade. Já os nódulos são sólidos ou mistos. Na maioria das vezes, eles podem não apresentar sinais e sintomas, e são detectados através de ultrassons ou outros exames de imagem. Câncer de tireoide é uma doença que pode ocorrer em qualquer idade, mas que costuma ocorrer na faixa dos 30 a 50 anos e a incidência é três vezes maior em mulheres do que em homens. Muitas vezes, a evolução pode ser silenciosa. Bócio O volume normal da tireoide é de 7 a 15 cm³. Quando os resultados ultrapassam esse valor, a glândula já é considerada como aumentada. Existem vários tipos de bócio, dentre os quais podemos citar: – Bócio difuso, que acontece quando a tireoide tem o seu volume todo aumentado, de maneira uniforme; – Bócio nodular, quando o aumento de volume está concentrado em um nódulo (uninodular) ou mais (multinodular); – Bócio não-tóxico ou atóxico, que diz respeito à situação em que não há excesso de produção de hormônios; – Bócio tóxico, quando há hipertireoidismo. Indicação de US de tireoide, já que não é um exame a ser realizado de rotina: 1- Se nódulo palpável ou suspeita clínica de neoplasia 2- Hipertireoidismo 3- Alto risco para câncer de tireoide: - Exposição à radiação ionizante ou radioterapia externa na infância ou adolescência - História familiar de câncer de tireoide em parente de 1º grau - Síndromes genéticas associadas ao câncer de tireoide - Nódulos detectáveis identificados pelo PET em paciente oncológico Achados à US associados a maior risco de malignidade do nódulo: 1 - Hipoecogenicidade 2 – Microcalcificações 3 - “Casca de ovo” descontinuada 4 - Mais alto que largo 5 - Margens irregulares 6 - Vascularização predominante ou exclusivamente central no Doppler (lembrar que a avaliação com Doppler é considerada pelos guidelines atuais como complementar) 7 - Linfonodos cervicais com características suspeitas: - Microcalcificação, degeneração cística, vascularização periférica, formato arredondado (maior diâmetro sobre o menor diâmetro < 2), perda do hilo. O sistema de classificação TI-RADS O sistema TI-RADS é composto por 5 categorias, que classificam os nódulos por ordem crescente de suspeição, tendo a pontuação atribuída a 5 parâmetros ecográficos: 1. COMPOSIÇÃO - descreve a composição interna do nódulo 2. ECOGENICIDADE 3. FORMA 4. MARGEM 5. FOCOS ECOGÊNICOS Doppler Os nódulos são classificados em 5 padrões de vascularização: ● Padrão I - ausência de vascularização ● Padrão II - apenas vascularização periférica ● Padrão III - vascularização periférica > central ● Padrão IV - vascularização central > periférica ● Padrão V - apenas vascularização central ○ À medida que a vascularização central aumenta, a taxa de malignidade é maior. SOMA 9 PONTOS TIRADS – 5 (TR 5) ALTAMENTE SUSPEITO Laudo: BETESDA VI CARCINOMA SOMA 4 PONTOS TIRADS – 4 (TR 4) MODERADAMENTE SUSPEITO NÃO FEZ PAAF (SÓ 1 SEGUIMENTO!) SEGUIMENTO (PAAF>1,5CM) SOMA 4 PONTOS TIRADS – 4 (TR 4) MODERADAMENTE SUSPEITO LAUDO: BETHESDA IV INDETERMINADO *O DOPPLER NÃO É INCLUIDO, MAS SUA VASCULARIZAÇÃO PREDOMINANTEMENTE PERIFERICA INDICA BENIGNIDADE! SOMA 4 PONTOS - TIRADS – 4 (TR 4) MODERADAMENTE SUSPEITO LAUDO: BETHESDA VI - CARCINOMA PAPILAR carcinoma folicular carcinoma papilar