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Doenças exantemáticas Eritema infeccioso Bebê de 9 meses, sexo masculino, com queixa de febre baixa (38 - 38,5°C). Pais referem que chorava por dor ao engatinhar. Notou-se rash confluente em região malar e, que após o primeiro dia de aparecimento, teve uma progressão crânio-caudal, manifestando-se em fácies extensas dos braços e pernas. Após quatro dias, o rash desapareceu junto com os demais sintomas. A febre durou 48h, sem nenhum pico acima de 38,5°C. Os pais foram orientados a usar antitérmico (Ibuprofeno) e hidratar o menor. Com a resolução do quadro, a criança voltou a ficar ativa. Hmg: Hb 12; Ht 36,3; Leuco 4600 (predomínio linfomonocitário); PCR negativo; VHS < 30. Descrição do exantema: máculopapular com base eritematosa; bebê com a face esbofeteada (confluência na região malar), inicialmente, com progressão para fácies extensores dos MM. A febre, que geralmente é baixa, aparece junto com o rash. Agente: Parvovírus B19 Juntamente com o vírus da Rubéola, o Parvovírus B19 causa muita artrite e artralgia; Lembrar que esse vírus tem muita afinidade com hemácias, logo, em gestantes ou em pacientes com anemias hereditárias, como a anemia falciforme, pôde haver quadros de hemólise. Em adultos, o exantema não conflui tanto e, em geral, tem-se uma artrite reativa. Rubéola Adolescente de 12 anos com queixa de artralgia em joelho acompanhada de claudicação. Não notou febre prévia, mas no momento da triagem estava com T = 37,8°C. Referiu ainda mialgia importante, dor de garganta, coriza e congestão conjuntival. Ao exame físico, na oroscopia, observou-se sinal de Forchheimer (petéquias na transição entre o palato duro e o palato mole). Além disso, apresentava adenomegalias na cadeia cervical anterior e posterior, sem outras cadeias acometidas. Ao despir- se, havia um exantema maculopapular rosado e morbiliforme (áreas sãs entremeadas com áreas comprometidas pelo rash). Ausculta CV normal, assim como a palpação abdominal. Hmg inocente, PCR e VHS normais. Pode ser morbiliforme ou uniforme Rubéola é uma dç exantemática benigna, exceto durante a gestação, podendo acarretar inúmeras malformações fetais. A sd da rubéola congênita cursa com muitas cardiopatias (persistência do canal arterial e estenose pulmonar), catarata e surdez. Quanto mais cedo for a infecção, maior a probalidade da criança evoluir com cardiopatias e com alterações oculares. Quanto mais tarde for a infecção, maior a probabilidade de comprometer o sistema auditivo. Sarampo Criança de 2 anos de idade chega ao PA com febre de 39,3°C, obstrução nasal e congestão conjuntival. Ao ser avaliada, recebeu dx de resfriado comum, recebeu alta e a mãe foi orientada a voltar no dia seguinte, caso não houvesse melhora. No outro dia, mãe retorna ao serviço com a criança prostrada, apresentando taquipneia importante e um exantema eritematoso, maculopapular, morbiliforme. À oroscopia, observa-se, na região dos molares inferiores, manchas esbranquiçadas, patognomônicas para Sarampo (manchas de Koplik). A criança entrou em insuficiência respiratória aguda, foi entubada e admitida na UTI, com PNM bilateral. Após os cuidados intensivos, obteve alta depois de 7 dias. rasgaria\ A PNM, embora não comum, pode acontecer como complicação do sarampo e é a grande causa de óbito nas primeiras 72h por SARA. A complicação aguda mais comum é a OMA secretora bilateral. A criança não tinha recebido nenhuma vacina pelo fato dos pais serem naturalistas e acreditarem nesta forma de imunização. O rash do Sarampo não compromete as palmas das mãos e as plantas dos pés. Complicações tardias: Panencefalite esclerosante causa atraso do DNPM, crise convulsiva e surdez neurossensorial Varicela / Catapora Criança de 7 anos de idade, retorna da escola prostrada, com febre alta de 39,5°C. No segundo dia do quadro clínico, a mãe observou uma pápula na genital do menino, próxima à bolsa escrotal, a qual não deu importância. No terceiro dia, a febre se manteve, entretanto apareceram mais lesões com um polimorfismo regional (começava com uma pápula, se transformava em uma vesícula, esta se rompia e virava uma crosta). Ao exame físico, apresentava algumas adenomegalias em região cervical, inguinal e axilar. A febre cedeu no quarto dia. O menor teve queixa de artralgia, sem maiores repercussões. Algumas das lesões cutâneas infeccionaram e secretaram conteúdo purulento. Exantema vesicular com polimorfismo regional. Pode comprometer genitália e mucosas e não atinge palma da mão e planta de pé. A varicela é uma dç autolimitada e que incomoda muito por conta do prurido (piodermites secundárias - S. Pyogenes); Uma das complicações mais frequentes da Varicela é a PNM (vírus leva a uma imunossupressão importante e colonização bacteriana secundária); Aciclovir: se comprometimento de SNC (encefalite que se manifesta com sonolência) ou histórico de imunossupressão. Sd. mão-pé-boca Bebê de 1 ano e 1 mês com queixa de febre alta e lesões ao redor da boca e língua, além de vesículas nas palmas das mãos e plantas dos pés. A sd mão-pé-boca é uma enterovirose causada pelo Cocsakievirus, embora seja a manifestação mais comum, é importante ressaltar que os enterovirus podem se manifestar com QUALQUER TIPO de exantema eritematoso (maculopapular, vesicular, petequial, micropapular, etc); Normalmente mimetizam quadros diarreicos, mas podem cursar com manifestações respiratórias; O Cocsakievirus tem um tropismo por células musculares, sendo o principal agente de miosite viral aguda (claudicação em panturrilha e aumento de CPK). É importante lembrar que pode haver evolução para miocardite viral, cuja principal manifestação clínica é taquicardia sinusal ou o aparecimento de sopro (sobretudo se houver fígado palpável ou estase jugular). Meningococcemia Menino de 6 anos de idade com queixa de febre e odinofagia. Ao ser avaliada pelo pediatra, havia, além dessas queixas, hiperemia leve da garganta, sem exsudato, nem sinal de Forchheimer. A mãe foi orientada a administrar antitérmico e a retornar ao serviço caso novos sintomas surgissem. A MAKE ' ga . À i y " N ELEE afagos L 6 horas depois, os pais retornaram ao PA e a criança estava prostrada e com rash petequial. Em 12 horas, a criança foi a óbito. Até que se prove o contrário, toda febre + exantema petequial é meningococcemia; Na sepse por meningococo, por vezes, não há apresentação clínica clássica de meningite. Além disso, a análise do LCR pode ser normal, uma vez que a bactéria estará na corrente sanguínea; A resposta imune à N. meningitidis é bastante exacerbada, podendo haver CIVD e necrose dos dedos; CD: 2 acessos venosos calibrosos, hidratação vigorosa, ATB o mais rápido possível. Enquanto pega o acesso, colher hmg, PCR, material para hemocultura e teste rápido para Dengue. Deve-se agir nas primeiras 6h. Usar Ceftriaxone (primeira escolha por tratar o estado de portador são, além de cobrir meningococo, pneumococo e Haemophilus) ou Penicilina cristalina. Administrar Rifampicina 10 mg por kg por 2 dias para quimioprofilaxia do paciente (tto do estado de portador são) e dos contactantes íntimos; Administrar ctc 20-30 min antes do ATB para reduzir a cascata inflamatória. Se Haemophilus, quimioprofilaxia deve ser com Rifampicina 20 mg por kg por 4 dias, apenas em < 5a e contactantes íntimos. Dç de Kawasaki Menino chega ao PA com exantema maculopapular não confluente, fissuras nos lábios, língua em framboesa, congestão conjuntival importante, adenomegalias submandibular e cervical (anterior e posterior). Edema de mãos e pés. Hmg com 18200 leucócitos (predomínio de neutrófilo segmentados - 81%) e 710000 plaquetas. Febre há 6 dias de 39°C. A criança foi submetida à Imunoglobulina 1g/kg + AAS 80-100 mg/kg fracionado de 6/6h. O ecocardiograma se mostrou sem anormalidades. É essencial administrar à Ig antes do décimo dia de dç. Escarlatina Exantema micropapular, sinal de Filatove Pastia (patognomônicos para Escarlatina), língua em framboesa. Dxd com mononucleose e Dç de Kawasaki r . Horsesq a • afoba . plaquete SINAL DE FILATOV SINAL DE PASTIA No final da primeira semana da Escarlatina tem-se uma descamação furfurácea, enquanto que no Kawasaki a descamação é em dedo de luva. Dengue Adolescente de 14 anos de idade e chega com história de febre há 5 dias, acompanhada de exantema maculopapular de distribuição crânio-caudal. Prova do laço positiva. Hmg: 2100 leucócitos e 50000 plaquetas Instituído tto para dengue grupo C: hidratação, monitoração e vigilância. Dentre as arboviroses, a dengue é aquela que apresenta o exantema mais importante. Na verdade, primeiro, tem-se um discreto exantema maculopapular, que desaparece, e, depois, surge o exantema - petequial ou maculopapular- verdadeiro por volta do 5° dia de dç (Zika e chikungunya apresentam exantema por volta do 3°-4° dia) As transaminases podem se elevar tanto na dengue, quanto na mononucleose, mas o Hmg é bem diferente nas duas condições. No Brasil, outra causa importante de exantema petequial é a febre maculosa, que tem como agente o Rickettsia rickettsii e como vetor a mordida do carrapato. O exantema acomete, sobretudo, os MM. Exantema súbito ou Roséola Criança de 10 meses com febre alta (39-40°C) que não cedia. Após 2 dias de febre e inúmeras idas ao PA a busca de um foco infeccioso, sem sucesso, a febre cedeu e houve aparecimento de um exantema maculopapular rosado. O estado geral da criança ficou ótimo e o exantema desapareceu 5 dias após seu início. Faz dxd importante com Rubéola; Herpes vírus 6 é o agente causador do exantema súbito; Nas crianças predispostas, pode haver convulsão febril. Também faz dxd com o Cocsakievirus, pois, quando não faz exantema súbito, faz gengivoestomatite herpética, que lembra a herpangina (na primeira, há comprometimento de gengivas e língua, enquanto que a segunda fica circunscrita as tonsilas e aos pilares) O exantema súbito e o dengue podem recorrer (herpes vírus 7). Dayana Colatino @D4YBYDAY → |: i . B- I As M Gabão :