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UMA DOR NO PEITO MUITO ESTRANHA...
Carlos, um engenheiro civil com 35 anos, estava preocupado. Sempre tivera boa saúde. Não bebia regularmente e não fumava. Procurava manter atividades esportivas. Entretanto, buscou atendimento de urgência com dor no andar superior do abdome, súbita, que o acometeu há pouco mais de duas horas antes, que associava a uma comemoração com amigos, na qual havia ingerido uma grande quantidade de álcool e, a seguir, vomitado bastante. Foi medicado com antiácido, antiemético e analgésico, obtendo alta com melhora dos sintomas. No dia seguinte, retornou com queixas de dor torácica precordial, intensa, referida nos ombros, que piorava quando se deitava e melhorava quando fletia o tórax para a frente. Relatava uma “gripe” duas semanas antes. Ao exame físico registraram-se: P: 104bpm, PA: 140/80mmHg e TAx: 37,7oC. As bulhas cardíacas, à ausculta, estavam discretamente hipofonéticas. Não foram observadas alterações do exame abdominal ou outras.
Um hemograma mostrou leucocitose de 20.000/mm3, com uma discreta linfocitose. Exames bioquímicos séricos de urgência (glicose e creatinina) foram normais. Um exame radiológico torácico não mostrou alterações. O ECG tinha apenas baixa voltagem nas derivações periféricas. O paciente recebeu alta novamente, com prescrição de anti-inflamatório e repouso.
Cinco dias após, retornou para atendimento, muito tenso, com “medo de morrer”, relatando que a dor torácica se manteve nos primeiros dias após o atendimento, mas a seguir melhorou. Entretanto, tinha fadiga aos esforços e suas pernas encontravam-se edemaciadas, sobretudo no final do dia. O exame físico, além de edema de MMII ++/4, mole, frio e indolor, evidenciou hepatomegalia (6 cm da RCD, na LHC) e turgência jugular anormal, bilateral, que aumentava durante a inspiração. Havia queda da pressão arterial sistólica no MSD de aproximadamente 20mmHg quando medida durante a inspiração profunda. À ausculta, as bulhas cardíacas eram ainda mais hipofonéticas. Uma radiografia de tórax em PA é abaixo mostrada. Foi então solicitado um ecocardiograma de urgência, realizando-se a seguir um procedimento que melhorou bastante as condições hemodinâmicas de Carlos. O paciente persistiu com dor retroesternal por alguns dias, obtendo alta hospitalar assintomático.
OBJETIVOS
1. Discutir as principais causas de dor torácica aguda de acordo com as características semiológicas da dor. (Lívia)
2. Caracterizar a pericardite quanto sua definição, epidemiologia, etiologia. (JP)
3. Pericardite: fisiopatologia. (Brenda)
4. Pericardite: quadro clínico, diagnóstico. (Gustavo)
5. Pericardite: tratamento. (Hyago)
6. Estudar o algoritimo de condutas frente ao quadro de dor torácica e sua semiologia. (Maria)
7. Estudar os exames complementares relacionados às principais causas de dor torácica. (Jessyca)
8. Discutir sobre os diagnósticos incorretos no pronto-socorro. (Malory)
9. Discutir as suas possíveis complicações do diagnóstico no pronto-socorro. (William)

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