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INTRODUÇÃO
Seja bem-vindo(a)! Você iniciará o estudo de Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da Natureza e Humana,
uma das disciplinas que compõem o seu curso de Graduação na modalidade EaD, cuja finalidade é formar um profissional
que compreenda os principais conceitos relacionados ao ensino de Ciências, História e Geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental.
A disciplina Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da Natureza e Humana está dividida em cinco ciclos de
aprendizagem, cada um deles correspondendo a um grupo de conteúdos e objetivos específicos.
Esses conteúdos e objetivos visam contribuir para a formação do(a) professor(a) dos anos iniciais do Ensino Fundamental,
com competência ética, política, técnica e estética e com habilidades e conhecimentos voltados ao domínio de saberes
científicos e pedagógicos, ou seja, com um perfil profissional capaz de traduzir os conhecimentos das áreas de Ciências,
História e Geografia em linguagens e significados coerentes com o estudo e a aprendizagem nessa etapa de ensino.
Nessa perspectiva, a disciplina busca proporcionar ao futuro profissional docente a compreensão do instrumental de
produção do conhecimento escolar nas áreas de Ciências da Natureza e Humanas e das propostas curriculares e
metodológicas dessas disciplinas para as séries/anos iniciais do Ensino Fundamental e a reflexão sobre algumas de suas
estratégias de ensino e experiências didático-pedagógicas.
Além disso, a disciplina se pauta pelos princípios da pesquisa como estratégia educativa para a problematização e o
entendimento das atuais demandas educacionais, de modo a formar profissionais comprometidos com uma aprendizagem
significativa dos alunos, com a transformação da realidade e com habilidades para uma atuação propositiva, investigativa e
criativa.
Por fim, os estudos desta disciplina objetivam contribuir para a formação de um(a) professor(a) pesquisador(a) da própria
prática, capaz de constante avaliação crítica a respeito de suas ações.
ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DA DISCIPLINA
Ao iniciar o estudo da disciplina Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da Natureza e Humana, é importante
que você compreenda o contexto da disciplina a partir de uma análise reflexiva da sua ementa, objetivos geral e específicos e
sua relação com o curso, para que então dê sequência aos estudos.
Como estratégia didática, a disciplina está dividida em 5 Ciclos de Aprendizagem distribuídos ao longo deste semestre, cada
qual correspondendo a um grupo de conteúdos, recursos didáticos e atividades avaliativas.
É de suma importância que todas as leituras e atividades sejam realizadas, respeitando o período proposto no Cronograma
da Disciplina.
A partir de agora, você iniciará os estudos do 1º Ciclo de Aprendizagem.
Bons estudos!
INFORMAÇÕES DA DISCIPLINA
Ementa
A disciplina Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da Natureza e Humana aborda os processos de
construção do conhecimento escolar nas respectivas áreas e analisa as atuais propostas teórico-metodológicas para o
ensino dessas disciplinas nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Essa análise será subsidiada pelas teorias de suas
ciências de referência e do campo da Educação e orientada pelo estudo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
para o ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas e suas propostas de conteúdos, métodos e experiências
didático-pedagógicas. A disciplina também propõe a análise crítica dos livros didáticos e apostilas de Ciências, História
e Geografia, bem como o desenvolvimento de propostas metodológicas a partir dos seguintes eixos temáticos: as
Ciências da Natureza e o letramento científico; o saber histórico em sala de aula – construindo o conhecimento e
formando cidadãos; e o estudo da Geografia – reconhecendo e transformando o espaço. Como espaço teórico-prático,
a disciplina busca contribuir para a formação do futuro(a) professor(a) no que diz respeito à compreensão das práticas
interdisciplinares e da transversalidade e dos princípios do planejamento e da avaliação na prática docente do ensino
de Ciências, História e Geografia.
Objetivo Geral
Objetivos Especí�cos
Glossário de Conceitos



© 2021 Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da Natureza e Humana – P | Claretiano
http://claretiano.edu.br/
PRÁTICA PEDAGÓGICA EDIT
Olá! Seja bem-vindo(a) ao ambiente de orientação da Prática Pedagógica de Fundamentos e Métodos do Ensino de
Ciências da Natureza e Humana. Aqui, você encontrará as informações necessárias para a construção e o desenvolvimento
da proposta de prática.
É importante ressaltar que a Prática Pedagógica é parte fundamental de seu curso, pois visa à formação docente conforme
definição da BNC – Educação Básica, constituindo-se como estratégia para aprimorar as aprendizagens essenciais para a
atuação docente, relacionadas aos aspectos intelectual, físico, cultural, social e emocional, a partir da vivência do cotidiano
escolar e da interação teoria e prática.
 Para ler a íntegra dessa recente legislação, conhecida como BNC-Formação, clique aqui.
Em conformidade com esse princípio e a legislação vigente, foram estabelecidos alguns requisitos ao desenvolvimento da
Prática Pedagógica, os quais serão importantes para garantir o efetivo cumprimento desse componente curricular: 
Inicialmente, deverá ser efetivado o ajuste formal entre o Claretiano – Centro Universitário (instituição formadora) e a
escola parceira ou conveniada, com preferência para as instituições de ensino públicas.
A realização da Prática Pedagógica deverá ser acompanhada pelo professor/tutor do Claretiano e por um professor
experiente da escola onde o estudante a desenvolve, com vistas à integração entre o curso e o campo de atuação.
A Prática Pedagógica estará presente em todo o percurso formativo do estudante, com a participação da equipe
docente do curso, devendo ser desenvolvida em uma progressão que, partindo da familiarização inicial com a
atividade docente, conduza, de modo harmônico e coerente, no qual a prática deverá ser engajada e incluir a
mobilização, a integração e a aplicação do que foi aprendido nas disciplinas, bem como deve estar voltada à
resolução dos problemas e das dificuldades vivenciadas.
Os relatórios elaborados pelo estudante durante o desenvolvimento da Prática Pedagógica deverão ser enviados no
Portfólio da disciplina, compilando as evidências das aprendizagens requeridas para a atuação docente.
COMO DESENVOLVER A PRÁTICA PEDAGÓGICA?
O desenvolvimento da Prática Pedagógica pressupõe atividades presenciais e virtuais incluindo visitas e observação de
ambientes escolares, protocolo de documentos, além do envio de relatórios na ferramenta Portfólio da Sala de Aula Virtual.
A Prática Pedagógica será desenvolvida ao longo de todo o semestre letivo, dividida em etapas, com dois momentos de
entrega de relatórios, indicados no cronograma da disciplina e descritos no material didático. As etapas compreendem a
seguinte sequência:
1. Identificação.
2. Caracterização.
3. Observação.
4. Planejamento.
5. Aplicação.
6. Relatório Final.
Todo o acompanhamento da realização da Prática Pedagógica ficará a cargo do professor/tutor a distância, que fará a
orientação de todas as etapas e a validação dos documentos, sempre supervisionado pelo professor responsável da
disciplina. 
A Prática Pedagógica é parte integrante do Sistema de Avaliação da Aprendizagem da disciplina.
Para cada uma das etapas de realização, haverá uma pontuação especí�ca, totalizando 13
pontos, caso você obtenha o desempenho máximo.
https://mdm.claretiano.edu.br/funmetenscienathum-gp0031-2021-02-grad-ead-p/wp-admin/post.php?post=2492&action=edit
https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-n-2-de-20-de-dezembro-de-2019-234967779
A carga horária da Prática Pedagógica será de 100h, distribuídas nas etapas que a compõem.
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
Portfólio 1
Atividade
Horas Totais Atribuídas
20h Nota
Etapa 1 Planejamento e organização
da Prática Pedagógica.
5h
3.0 pontosEtapa 2 Contextualização da Prática
Pedagógica.
15h
Portfólio 2
Atividade
Horas Totais Atribuídas
80h Nota
Etapa 3
Observação de ambientes e
situações de aprendizagem
– aula.
15h
10 pontos (3.0 pontos
dedicados à Fundamentação
Teórica)
Etapa 4 Elaboração do plano de aula
ou da sequência didática.
20h
Etapa 5 Desenvolvimento da prática
(regência)
25h
Etapa 6 Elaboração e entrega do
relatório crítico-reflexivo.
20h
DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
Para ter acesso a descrição das etapas do desenvolvimento da Prática Pedagógica desta disciplina, consulte os Ciclos 2 e 4.
OFÍCIOS E DOCUMENTOS
Nas diferentes etapas da Prática Pedagógica, será necessária a geração, preenchimento e assinatura de diferentes
documentos obrigatórios disponíveis na SAV (ferramenta Material). Veja quais são eles:
Pedido de Autorização para Prática Pedagógica de Estudante (download): documento oficial, de caráter pessoal
e intransferível, por meio do qual o aluno faz a solicitação e a emissão do documento, submetendo-o à assinatura da
instituição conveniada.
Termo de Compromisso para Práticas Pedagógicas (download): documento oficial, de caráter pessoal e
intransferível, por meio do qual o aluno faz a solicitação e a emissão do documento, submetendo-o à assinatura da
instituição conveniada, de modo a convencionar entre as partes o que caberá a cada uma delas durante a realização
da Prática Pedagógica.
Declaração de Comprovação de Prática Pedagógica (download): documento oficial, de caráter pessoal e
intransferível, por meio do qual o aluno faz a solicitação e emissão do documento, submetendo-o à assinatura do
professor/supervisor responsável da escola onde ele desenvolve sua Prática Pedagógica.
https://mdm-api.claretiano.edu.br/static/files/PedAutPraPedEst.doc
https://mdm-api.claretiano.edu.br/static/files/TerComPraPed.docx
https://mdm-api.claretiano.edu.br/static/files/DecComPraPed.docx
Importante: caso você realize a Prática Pedagógica de mais de uma disciplina em uma mesma
escola, o Pedido de Autorização para Prática Pedagógica de Estudante e o Termo de
Compromisso para Práticas Pedagógicas poderão ser únicos. Lembre-se, apenas, de sempre
enviá-los nos respectivos Portfólios de cada disciplina.
SISTEMA AVALIATIVO
As disciplinas com carga horária de Prática Pedagógica terão uma estrutura avaliativa diferente das demais, com atividades
que serão desenvolvidas presencialmente em ambientes escolares, em etapas que deverão ser cumpridas de acordo com o
cronograma da disciplina.
Além das atividades direcionadas à Prática Pedagógica, a disciplina terá como instrumentos avaliativos: Fórum de Abertura,
Questões Online e Avaliação Semestral Interdisciplinar (ASI).
No quadro a seguir, veja como está estruturado todo o sistema avaliativo das disciplinas nessa modalidade:
Instrumento Composição Aplicação Ciclo Valor/pontos
 
 
 
 
 
NOTA 1
Questões
Online
2 questões referentes a
cada ciclo de
aprendizagem
SAV Todos
2,5
(0,50 por ciclo)
Fórum de Abertura
 
Interatividade SAV
 
1º
 
1,5
Portfólio 1
 
1ª e 2ª etapas da
atividade
SAV
 
2º
 
3,0
Avaliação Semestral
Interdisciplinar (ASI)
Prova interdisciplinar
objetiva, formada por 6
questões de múltipla
escolha, que
contemplam os
conteúdos e as
competências de todas
as disciplinas do
semestre letivo em um
único instrumento de
avaliação
Aplicada de
modo online,
com acesso na
SAV.
Todos 3,0
 
NOTA 2
Portfólio 2
Relatório final
Relatório Final das
Práticas Pedagógicas
desenvolvidas e
documentação
comprobatória
SAV
 
4º
 
10,00
APROVAÇÃO/VALIDAÇÃO DA PRÁTICA
A aprovação da Prática Pedagógica estará atrelada ao atendimento dos objetivos propostos. A não realização da atividade
proposta gerará dependência da disciplina.
© 2021 Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da Natureza e Humana – P | Claretiano
http://claretiano.edu.br/
CICLO 1 – A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ESCOLAR
NA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E HUMANAS EDIT
INTRODUÇÃO
Ao problematizar o ensino de Ciências da Natureza e Humanas, somos confrontados por questionamentos como por que
ensinar e aprender Ciências da Natureza e Humanas ou quais os objetivos do ensino de Ciências da Natureza e Humanas.
Essas questões nos instigam a pensar a respeito dos desafios e perspectivas da educação na atualidade e, especificamente,
destas áreas do conhecimento, pois nossa tradição escolar, pautada na fragmentação disciplinar e na memorização,
contribuiu para o estabelecimento de uma concepção de ensino centrada na mera transmissão de conteúdos, que limitava as
práticas pedagógicas inovadoras e dificultava o diálogo entre o conhecimento científico e a realidade vivida por nossos
estudantes.
A constatação dessas limitações no ensino de Ciências da Natureza e Humanas e a defesa de uma proposta teórico-
metodológica nessas áreas mais inovadora, planejada a partir do cotidiano da escola, foi ganhando cada vez mais espaço
nas pesquisas e discussões acadêmicas nas últimas décadas.
Além disso, a crescente influência da ciência e da tecnologia em nossas vidas e a rapidez com que surgem as inovações
nesses campos do conhecimento vêm ampliando o debate acerca do papel do ensino de Ciências da Natureza e Humanas
na sociedade contemporânea e da necessidade de mudanças em suas práticas educativas.
E, como a escola está inserida num mundo em constante transformação, alunos e professores não estão alheios às tensões
ocasionadas pelas mudanças, e sua problematização e análise no contexto das salas de aula de Ciências, História e
Geografia poderão oportunizar a reflexão crítica e consciente e o desenvolvimento de conhecimentos básicos e das
habilidades cognitivas necessárias à participação ativa dos estudantes na vida social, bem como o acesso à cultura, ao
trabalho, ao progresso e à cidadania.
Desse modo, torna-se evidente que o(a) futuro(a) professor(a) dos anos iniciais do Ensino Fundamental deverá ter
consciência de que a aprendizagem dos nossos estudantes nas áreas de Ciências da Natureza e Humanas precisa ser mais
significativa, mediante uma ação pedagógica investigativa e questionadora, que poderá tornar o ensino de seus respectivos
componentes curriculares mais atraente, participativo e provocador.
Neste primeiro ciclo de aprendizagem, apresentaremos uma contextualização do ensino de Ciências da Natureza e Humanas
na sociedade contemporânea, bem como uma reflexão acerca do processo de construção do conhecimento científico e
escolar nas áreas de Ciências da Natureza e Humanas e das atuais propostas teórico-metodológicas do ensino de seus
respectivos componentes curriculares, Ciências, História e Geografia, buscando compreender os pressupostos que permeiam
a prática pedagógica nesses componentes nos anos iniciais do Ensino Fundamental e promover a interação entre teoria e
prática, ou seja, desenvolver a coerência entre o que se pensa estar fazendo como professor(a) e o que realmente se coloca
em prática.
Desse modo, este ciclo visa contribuir para o desenvolvimento de sua aprendizagem da docência, estimulando uma postura
crítico-reflexiva diante dos conteúdos e das atividades que serão realizadas.
Vamos, então, compreender como é o processo de construção do conhecimento escolar nas áreas de Ciências da Natureza e
Humanas?
A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ESCOLAR NAS ÁREAS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E
HUMANAS
As pesquisas a respeito das especificidades e da construção do conhecimento escolar adentram o universo das disciplinas
escolares, entendidas como conjunto de conhecimentos identificado por um título e dotado de organização e finalidades
específicas para o estudo escolar (FONSECA, 2003).
https://mdm.claretiano.edu.br/funmetenscienathum-gp0031-2021-02-grad-ead-p/wp-admin/post.php?post=2307&action=edit
Essa definição envolve conceitos polêmicos e que provocam acirrados debates entre os defensores da disciplina escolar
como adaptação do conhecimento científico e aqueles que defendem a disciplina como um campo de conhecimento
autônomo.
Para os defensores da disciplinaescolar como subsidiária do conhecimento científico, há uma hierarquia entre os saberes, e
o saber científico legitima o saber escolar, que é compreendido como inferior, ou seja, uma reprodução ou adaptação da
produção científica que, para se tornar acessível ao ambiente escolar, precisa da didática como instrumento metodológico
que realiza essa “transposição”.
Esse processo de ensino é compreendido com base no conceito de “transposição didática”, proposto por Chevallard na
década de 1990 e que designa o conjunto de transformações que um saber erudito recebe para se tornar um saber escolar
(GASPARELLO in MONTEIRO; GASPARRELLO; MAGALHÃES, 2007).
Esse conceito foi muito difundido entre pesquisadores nas últimas décadas e trouxe novos elementos ao debate sobre a
constituição do conhecimento escolar.
Na perspectiva de uma transposição didática, o(a) professor(a) é um(a) intermediário(a) do processo de reprodução e seu
papel reforça a noção de hierarquização de saberes e de um processo educativo mecânico e linear.
Esses dois aspectos são pontos importantes da crítica ao conceito de transposição didática, que, segundo alguns teóricos, se
apoia em uma noção equivocada, que reduz o saber escolar a uma versão simplificada de saber científico e negligencia o
caráter social e histórico da produção de conhecimentos, ignorando a complexidade de suas interações.
Para os críticos desse conceito, o processo de constituição de saberes deve ser compreendido no interior de uma cultura
escolar que emerge dentro da própria escola “através de práticas e relações cotidianas de docentes e discentes” (CHERVEL,
1998 apud MONTEIRO; GASPARRELLO; MAGALHÃES, 2007, p. 77) e que obedece a uma lógica particular, produzindo, por
consequência, um saber específico.
O francês André Chervel é um dos principais críticos do conceito de transposição didática e defensor das disciplinas
escolares como parte integrante da cultura escolar. Segundo esse autor, a escola é um espaço de produção e reconstrução
de saberes, e a disciplina escolar, uma entidade epistemológica autônoma.
Sua posição, entretanto, tem gerado polêmicas e debates entre os pesquisadores da área, pois alguns afirmam que, para
compreender a especificidade da disciplina escolar, é necessário considerar tanto as relações de poder intrínsecas à escola,
quanto as estabelecidas com o exterior, com a cultura geral da sociedade, ou seja, a autonomia da disciplina escolar é
relativa e não pode ser entendida como um processo linear e mecânico, mas como um processo complexo em que participam
vários agentes.
Assim, o conhecimento escolar resulta de um intercâmbio de legitimações entre as disciplinas acadêmicas, eruditas, e as
disciplinas escolares.
Para refletirmos sobre as especificidades da construção do conhecimento escolar, faça a leitura do artigo “Saber científico,
saber escolar e suas relações: elementos para reflexão sobre a didática”, de Valente (2003). Nele o autor analisa as
contribuições que podem ser dadas pela Nova História das Ciências (NHC) para a análise das relações existentes entre
saberes ou conhecimentos científicos e conhecimentos escolares, em meio às duas vertentes teóricas citadas, que vêm se
constituindo como bases privilegiadas para a pesquisa sobre o assunto.
Clique aqui para fazer essa importante leitura.
Para que possamos ampliar essa reflexão acerca das especificidades da construção do conhecimento escolar e discutir a
influência das tendências pedagógicas no ensino, em especial no ensino de Ciências da Natureza, você deve realizar a
leitura da Unidade 1 Ciência, Tecnologia e Sociedade (p. 29-63) da obra Fundamentos e Métodos do ensino de Ciências
Naturais (2014).
Nesta unidade, as autoras apresentam um breve histórico das tendências pedagógicas predominantes na área de Ciências e
discutem a importância do ensino de Ciências da Natureza para uma formação emancipatória e transformadora, além de
definirem o conceito de ciência ao longo do tempo, caracterizando os conhecimentos científicos e tecnológicos como
atividades humanas de caráter histórico.
Baixar a unidade em PDF 
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/160511/dialogo-787%20%281%29.pdf?sequence=1&isAllowed=y
 
Além disso, clique aqui e assista ao vídeo em que são apresentados alguns princípios das recentes propostas teórico-
metodológicas para o ensino de Ciências da Natureza, que serão a temática de nosso próximo item.
AS PROPOSTAS TEÓRICO-METODOLÓGICAS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NOS
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
O ensino de Ciências da Natureza é um espaço privilegiado para a identificação e a compreensão das diferentes explicações
sobre o mundo, os fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem. Por isso, a sala de aula de Ciências
da Natureza deve se tornar um ambiente de expressão das explicações espontâneas dos estudantes e daquelas oriundas de
vários sistemas explicativos, sendo preciso contrapor e avaliar diferentes explicações para favorecer o desenvolvimento de
uma postura reflexiva, crítica, questionadora e investigativa e contribuir para a construção da autonomia de pensamento.
Desse modo, não podemos tratar o ensino de Ciências da Natureza na Educação Básica como um ensino propedêutico, pois
conhecer ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e viabilizar sua capacidade plena de
participação social no futuro.
É importante ressaltar que os estudantes chegam à escola tendo um repertório de representações e explicações acerca da
realidade em que vivemos e que tais representações devem encontrar lugar na sala de aula para se manifestarem, pois, além
de constituírem fator essencial no processo de aprendizagem, podem ser transformadas, ampliadas e sistematizadas com a
mediação pedagógica.
Nessa perspectiva, a escola e o(a) professor(a) têm o papel de estimular os estudantes a questionar e buscar respostas
sobre a vida humana, os ambientes e os recursos tecnológicos que fazem parte de nosso cotidiano ou que estejam distantes
no tempo e no espaço.
Tendo em vista essas considerações iniciais acerca do ensino de Ciências da Natureza, faça a leitura da Unidade 2
Pressupostos teóricos para o ensino de Ciências (p. 65-119) da obra Fundamentos e Métodos do ensino de Ciências
Naturais (2014). Nesta unidade, as autoras apresentam os pressupostos necessários para o ensino de Ciências da Natureza
na escola, analisando as diferentes concepções de ensino-aprendizagem nessa área do conhecimento.
 
Para ampliar a compreensão das propostas teórico-metodológicas para o ensino de Ciências da Natureza nos anos iniciais
do ensino fundamental, assista ao vídeo a seguir, que mostra como a investigação científica passou a fazer parte da dinâmica
da sala de aula e como o ensino de Ciências da Natureza se desenvolveu ao longo do tempo.
 
Dessa forma, vimos que o ensino de Ciências da Natureza adquiriu uma nova perspectiva nos últimos anos, voltada para o
estímulo aos questionamentos e à observação dos fenômenos da natureza, que auxiliam os estudantes a formular hipóteses
e desenvolver seu raciocínio durante o aprendizado. Isso ficará ainda mais claro para você depois que você assistir ao vídeo
a seguir:
 
E, para finalizar o item, assista ao próximo vídeo, no qual os professores Fernando Paixão e Jorge Megid, da Unicamp, e
Myriam Krasilchik, da USP, abordam assuntos relacionados a métodos e técnicas no ensino de Ciências da Natureza, que
vamos retomar posteriormente na disciplina.
 
E o ensino das Ciências Humanas, também passou por mudanças? Quais as atuais propostas teóricas metodológicas para o
ensino nesta área do conhecimento?
Você está pronto para buscar essas respostas e levantar novas perguntas no próximo item?
AS PROPOSTAS TEÓRICO-METODOLÓGICAS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS HUMANAS NOS ANOS
INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Baixar a unidade em PDF 
http://eaulas.usp.br/portal/home/video.action?idItem=4493
Durante muito tempo, as disciplinas História e Geografia, que compõem a área das CiênciasHumanas, foram entendidas
como um conjunto de conteúdos a serem memorizados, sem muita relação com a vida cotidiana e o presente, porém, nos
últimos anos, o ensino dessas disciplinas tem sido repensado, afinal, diante da complexidade do mundo contemporâneo,
tornou-se necessário compreender a dinâmica das transformações espaçotemporais e, principalmente, construir identidades,
pois vivemos em sociedade e necessitamos de elos com o nosso passado, que nos aproximem de nossos ancestrais, dando-
nos um sentido de pertencimento, e que, também, nos possibilitem responder às indagações existenciais de nosso próprio
tempo, como “quem somos”, “de onde viemos” e “para onde vamos”.
Dessa forma, o estudo das Ciências Humanas possibilita o questionamento e a reflexão sobre a realidade em que vivemos e
a construção de uma consciência de si e do mundo, por intermédio dos eixos do espaço e do tempo.
Além disso, o estudo das Ciências Humanas é importante para o conhecimento de si mesmo e do outro, o que contribui para
a tolerância e para uma convivência mais solidária entre as pessoas, pois constrói identidades e cidadania.
Nessa perspectiva, vemos que a construção do conhecimento nas Ciências Humanas é essencial para a formação integral
dos indivíduos, o que, em nossa sociedade, enfrenta inúmeros desafios, pois parte dessa formação acontece na escola, um
espaço de múltiplas interações, contradições e conflitos.
A escola, como instituição educativa, tem sido questionada no tocante a seus objetivos e práticas, e as diversas disciplinas
tornaram-se alvo de críticas e, consequentemente, objetos de estudos que visam discutir os fundamentos de cada área e as
possibilidades de realizar um trabalho educativo interdisciplinar e, principalmente, de colocar em prática metodologias
diversificadas, centradas na construção de conhecimentos significativos e na interação professor-aluno.
Para ampliar essa reflexão a respeito da importância da História no campo da educação, assista ao vídeo a seguir, a partir do
qual podemos reconhecer o papel do ensino de História na Educação Básica e identificar alguns de seus desafios.
 
Dentre estes desafios, podemos destacar a motivação dos alunos a aprender História, o desenvolvimento da reflexão crítica
sobre as ações de nossos antepassados e, sobretudo, sua contribuição para a formação de uma consciência histórica que
leve os alunos a reinterpretar o passado, reavaliar as ações do presente e projetar o futuro.
Já para refletirmos acerca do que é Geografia, sua importância na Educação Básica e as tendências do ensino na atualidade,
assista ao vídeo a seguir, no qual docentes e pesquisadores apresentam um pouco de sua trajetória histórica e destacam o
que é a Geografia e seu papel na educação e na sociedade como um todo.
 
Por intermédio desses vídeos, entendemos que é necessário ao(à) futuro(a) professor(a) que irá trabalhar com as Ciências
Humanas nos anos iniciais do Ensino Fundamental não apenas conhecer os conteúdos a serem ensinados, mas também
refletir sobre seus fundamentos e sobre o processo de ensino-aprendizagem, analisando as propostas teórico-metodológicas
para o ensino de História e de Geografia e discutindo tanto as estratégias de ensino diferenciadas quanto as especificidades
da construção do saber escolar, para que possa atuar de forma significativa, potencializando o caráter transformador do
estudo dessa área do conhecimento.
Dessa forma, para reconhecer alguns pressupostos das propostas teórico-metodológicas, faça a leitura da Unidade 1 O
ensino de História e Geografia nas séries iniciais do Ensino Fundamental de nove anos (p. 13-71) da obra
Fundamentos e métodos do ensino de História e Geografia I (2012). Nesta unidade, os autores apresentam uma breve
trajetória das disciplinas História e Geografia, discutem a influência da teoria de Piaget no ensino de História e Geografia e
destacam a construção das noções de espaço, tempo e identidade nos anos iniciais do Ensino Fundamental como
fundamento do ensino desses componentes curriculares.
 
Para ampliarmos nossa reflexão acerca do ensino das Ciências Humanas e seus respectivos componentes curriculares
(História e Geografia), assista ao vídeo a seguir, no qual os professores João do Prado Ferraz de Carvalho e Jorge Luiz
Barcellos da Silva, respectivamente professores de Didática em História e em Geografia da Unifesp, explicam como trabalhar
"o lugar onde vivemos" e "os modos de viver" nessas disciplinas.
 
Baixar a unidade em PDF 
Assim, os materiais indicados como referência de estudo deste tópico nos permitem perceber que as propostas teórico-
metodológicas para o ensino de História e Geografia não buscam diferenças, mas aproximações, oferecendo, em vez de
espaços distintos, diálogos interdisciplinares, que promovam a construção de noções e conceitos, o desenvolvimento de
habilidades e, principalmente, a formação de um cidadão pleno, capaz e consciente.
Neste momento, reflita sobre sua aprendizagem, respondendo à questão a seguir.
CONSIDERAÇÕES
Estamos chegando ao final deste primeiro ciclo de aprendizagem e esperamos que, por meio deste estudo, você tenha
compreendido que o estudante deve ser sujeito de sua aprendizagem, ou seja, capaz de ressignificar o mundo e construir
explicações norteadas pelo conhecimento científico.
Esse movimento de ressignificação daquilo que está à nossa volta não é espontâneo, mas construído com a intervenção
pedagógica do(a) professor(a). É ele(a) que deve orientar a construção dos conhecimentos, criando situações interessantes e
significativas, fornecendo informações que permitam a reelaboração e a ampliação dos conhecimentos prévios, propondo
articulações entre os conceitos construídos, para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados.
Assim, cabe ao(à) professor(a) selecionar, organizar e problematizar os conteúdos referentes ao ensino das Ciências da
Natureza e Humanas, de modo a promover o desenvolvimento do estudante, na sua construção como ser social.
Durante uma aula de Geografia com a temática “Lugares e modos de vida”, em uma turma de 2º ano do Ensino
Fundamental, a professora apresentava uma música e discutia com as crianças as características dos locais onde
viviam. Neste momento, algumas crianças da turma questionam a professora sobre a dengue, uma vez que a
comunidade local vivenciava uma epidemia, e muitas crianças demonstravam-se interessadas nessa discussão. Tendo
em vista uma perspectiva interdisciplinar, a professora problematizou a temática e propôs aos alunos uma pesquisa com
os pais a respeito dos sintomas da dengue e das formas de transmissão, e planejou uma aula de Ciências da Natureza
para desenvolver noções e conceitos referentes a ela. A partir desse exemplo, é possível afirmar que a professora
entende a interdisciplinaridade como:
 Adjetivo que qualifica o que é comum a duas ou mais disciplinas ou outros ramos do conhecimento; é o processo
de ligação entre as disciplinas.
 Exame avaliativo e definição de um único objeto sob diversos olhares de diferentes disciplinas; cada especialidade,
neste caso, faz suas próprias observações, considerando seus saberes, sem estabelecer contato com os saberes
diferentes do seus.
 Abordagem cientifica que visa à unidade do conhecimento; dessa forma, procura estimular uma nova compreensão
da realidade, articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão
da complexidade do mundo real.
 Unificação do processo avaliativo, de forma que o mesmo ocorre de maneira contínua e por metodologias
diferenciadas em todas as disciplinas.
Atenção!
As questões on-line, referentes a esse ciclo de aprendizagem, serão disponibilizadas
concomitante às do Ciclo de Aprendizagem 2.
Encontro Virtual Síncrono
Participar do Encontro Virtual Síncrono-EVS (bate-papo) e esclarecer suas dúvidas com o tutor a distância. Verifique a
data deste encontro na Sala de Aula Virtual.
 Momento de Avaliação
INTERATIVIDADE NO FÓRUM
OBJETIVO
Reconhecer o significado/sentido da disciplinae sua relação com o curso, identificando
suas contribuições para a formação humana e futura atuação profissional.
DESCRIÇÃO DA INTERATIVIDADE
A partir da leitura da Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-
Formação), das orientações do(a) tutor(a) e das informações iniciais contidas na Introdução da disciplina (ementa e
objetivos específicos), apresente suas considerações acerca do significado/sentido da disciplina em sua articulação
com o curso, bem como de sua(s) contribuição(ões) para a formação humana e futura atuação profissional.
PONTUAÇÃO
A interatividade vale de 0 a 1,5 ponto.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Na avaliação desta interatividade, serão utilizados como critérios:
Utilização da norma-padrão da Língua Portuguesa e das normas da ABNT.
Identificação da articulação da disciplina, seus objetivos e conteúdos com o curso.
Apresentação do significado/sentido da disciplina para a formação humana e para a formação profissional.
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CICLO 2 – CONTEÚDOS, MÉTODOS E EXPERIÊNCIAS
DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS DA
NATUREZA EDIT
Neste ciclo de aprendizagem, você dará início ao desenvolvimento da Prática Pedagógica desta disciplina. Por isso,
é importante que leia atentamente às instruções para realizá-la e tenha em mente que a finalização desse trabalho
se dará somente no 4º Ciclo de Aprendizagem.
INTRODUÇÃO
No 1º Ciclo de Aprendizagem, foi possível perceber que o ensino de Ciências da Natureza, História e Geografia e suas
propostas teórico-metodológicas eram orientados, desde o final da década de 1990, pelos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN), um documento que apresentava a trajetória de algumas concepções e propostas curriculares dessas disciplinas, além
de descrever as características, a importância, os princípios, os conceitos de cada área e os objetivos gerais do Ensino
Fundamental.
Esse documento norteador do currículo vem sendo substituído, nos últimos anos, pela Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), aprovada em 2017 e em processo de implementação nos estados e municípios.
A elaboração da Base Nacional Comum Curricular está fundamentada nas determinações da Constituição de 1988 e da Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e nas concepções de currículo escolar, que estabelecem a relação entre o que é
básico e o que é diversificado.
De acordo com os pressupostos desses fundamentos legais, as diretrizes são comuns, mas os currículos são diversos, ou
seja, a BNCC é uma referência obrigatória, mas não é o currículo em si, pois ela estabelece os objetivos e as aprendizagens
essenciais que os estudantes precisam atingir, enquanto o currículo define como alcançar tais objetivos e aprendizagens.
Desse modo, a Base Nacional Comum Curricular é definida como:
um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que
todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que
tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o
Plano Nacional de Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se exclusivamente à educação escolar, tal
como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), e
está orientado pelos princípios éticos, políticos e estéticos que visam à formação humana integral e à construção de
uma sociedade justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da
Educação Básica (DCN) (BRASIL, 2018, p. 7).
Conforme esse documento, os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de competências gerais, que “[...]
consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento” (BRASIL, 2018, p. 8). O termo
“competência” é definido como
a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais),
atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo
do trabalho (BRASIL, 2017, p. 8)
E, na BNCC, são elencadas 10 competências gerais para a Educação Básica.
https://mdm.claretiano.edu.br/funmetenscienathum-gp0031-2021-02-grad-ead-p/wp-admin/post.php?post=1987&action=edit
O documento também afirma que as competências gerais apresentadas se interrelacionam e desdobram-se no tratamento
didático proposto para as três etapas da Educação Básica, articulando-se na construção de conhecimentos nas diversas
áreas do conhecimento, bem como no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e valores.
No processo de construção da BNCC, tivemos três versões do documento e a aprovação da terceira versão envolveu muitas
polêmicas e discussões.
E, apesar das diversas críticas direcionadas ao documento, a maior parte dos pesquisadores reconhece que ele também
reúne muitos pressupostos defendidos pela comunidade acadêmica em cada uma das áreas de conhecimento que estamos
analisando e, em especial, no campo de educação em Ciências, que vamos desenvolver no próximo item.
Vamos lá!
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) E O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA
Na BNCC, o Ensino Fundamental está organizado em cinco áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da
Natureza, Ciências Humanas e Ensino Religioso), que segundo o documento “[...] se intersectam na formação dos alunos,
embora se preservem as especificidades e os saberes próprios construídos e sistematizados nos diversos componentes”
(BRASIL, 2018, p. 27).
Cada área de conhecimento apresenta competências específicas, explicitando seu papel na formação integral dos alunos do
Ensino Fundamental e destacando particularidades para os anos iniciais e finais, considerando tanto as características do
alunado quanto as especificidades e demandas pedagógicas dessas fases da escolarização. E, nas áreas que abrigam mais
de um componente curricular, também são definidas as competências específicas de cada um.
Segundo as orientações da BNCC,
as competências específicas possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os
componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou seja, a progressão entre o ensino fundamental – anos
iniciais e o ensino fundamental anos finais e a continuidade das experiências dos alunos, considerando suas
especificidades (BRASIL, 2018, p. 28).
No intuito de garantir o desenvolvimento dessas competências específicas, cada componente curricular apresenta um
conjunto de habilidades, que estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento (conteúdos, conceitos e processos) e
organizadas em unidades temáticas.
As habilidades, nesse contexto, “[...] não descrevem ações ou condutas esperadas do professor, nem induzem à opção por
abordagens ou metodologias”, mas “expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos
diferentes contextos escolares” (BRASIL, 2018, p. 29-30).
O documento de referência apresenta um arranjo possível para a organização das habilidades, objetos e unidades temáticas,
porém destaca que o mesmo não é um modelo obrigatório para os currículos.
Tendo em vista essas considerações preliminares, faça a leitura dos Tópicos 4.3, 4.3.1 e 4.3.1.1 (p. 321-341) da BNCC.
Nesses tópicos, vamos identificar a estrutura da BNCC e conhecer a proposta para o ensino de Ciências da Natureza, que
tem como foco o letramento científico (também conhecido como alfabetização científica), definindo que a ciência deve ser
utilizada como ferramenta de atuação no e sobre o mundo.
Clique aqui para fazer essa importante leitura.
Para ampliar o conhecimento a respeito da propostada BNCC para o ensino de Ciências da Natureza, assista ao vídeo a
seguir, que expõe, de forma sucinta, a relação entre as competências gerais e as específicas das Ciências da Natureza, além
de delinear os princípios e o foco do ensino nesta área.
 
E, para finalizar este item, indicamos a leitura do artigo “Múltiplos contexto que interpelam o componente curricular de
Ciências da Natureza para os anos iniciais do ensino fundamental na BNCC”, de Munford (2020). Nele a autora
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://rbepold.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/view/4529/0
identifica e caracteriza diferentes dimensões contextuais que interpelam a BNCC e discute aspectos que permeiam os
contextos amplos dos anos iniciais do Ensino Fundamental e da pesquisa em educação em Ciências, que também será a
temática abordada em nosso próximo item.
Clique aqui para fazer essa importante leitura.
CONTEÚDOS, MÉTODOS E EXPERIÊNCIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS DA
NATUREZA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, os temas relacionados às Ciências da Natureza, como meio ambiente, corpo
humano e tecnologia, despertam curiosidade, interesses e explicações, podendo ser desenvolvidos de forma interdisciplinar
com outras áreas e contribuir no processo de alfabetização.
Nessa fase, as crianças já apresentam um desenvolvimento significativo da linguagem oral, descritiva e narrativa, portanto,
sua capacidade de narrar ou descrever um fenômeno pode ocorrer por meio de desenhos, da elaboração de pequenos
textos, listas e tabelas.
Além disso, é importante que o(a) professor(a) incentive o educando a questionar e formular suposições e, assim, conhecer
as representações e os conceitos intuitivos do estudante, instigando a aprendizagem e a construção do conhecimento na
área de Ciências da Natureza. E, ainda que explicações mágicas persistam nessa faixa etária, é possível elaborar, junto com
os estudantes, algumas explicações objetivas e mais próximas da ciência, de acordo com sua faixa etária e fase de
desenvolvimento e sob influência direta das situações de aprendizagem propostas.
Por isso, é essencial que, no processo de ensino-aprendizagem na área de Ciências da Natureza, os estudantes tenham
contato com uma variedade de aspectos do mundo, explorando-os, conhecendo-os, explicando-os e iniciando a
aprendizagem de conceitos e procedimentos.
Para compreendermos o papel do(a) professor(a) no processo de ensino-aprendizagem na área das Ciências da Natureza
propomos a leitura das Unidades 1 e 2 (p. 1-51) da obra Metodologia do ensino da Ciência, organizada por Lippe (2016),
disponível na Biblioteca Virtual Pearson.
Nestas unidades, a autora apresenta as concepções de ciência e ensino nos anos iniciais do Ensino Fundamental, discute o
método científico e destaca atividades práticas e materiais didáticos no ensino de Ciências da Natureza, além dos critérios de
seleção de conteúdos e das possibilidades e desafios do ensino nesta etapa.
Agora assista ao vídeo a seguir, que mostra como a interdisciplinaridade e os temas transversais podem ser utilizados na
prática pedagógica e discute com especialistas em educação, como Ivan Amorosino do Amaral e Jorge Megid, como esses
temas transversais podem funcionar como pontes entre as disciplinas curriculares.
 
Assim, percebemos que, no ensino de Ciências da Natureza nos anos iniciais, é preciso diversificar os métodos e estratégias
e desenvolver os conteúdos por intermédio de unidades temáticas, como também propõe a BNCC, pois, de acordo com os
estudiosos, isso possibilita o desenvolvimento de projetos interdisciplinares.
O caráter interdisciplinar no ensino de Ciências da Natureza é reforçado na BNCC ao definir que, nos anos iniciais, o trabalho
pedagógico deve possibilitar a ampliação dos conhecimentos da Educação Infantil e do apreço pelo seu corpo, identificando
os cuidados necessários para a manutenção da saúde e desenvolvendo atitudes de respeito e acolhimento pelas diferenças
individuais.
Essa temática da diversidade pressupõe um trabalho interdisciplinar com a área de Ciências Humanas, que vamos discutir no
próximo ciclo.
Sugerimos, agora, que você reflita sobre sua aprendizagem, realizando a questão a seguir.
“A área de Ciências da Natureza, por meio de um olhar articulado de diversos campos do saber, precisa assegurar aos
alunos do Ensino Fundamental o acesso à diversidade de conhecimentos científicos produzidos ao longo da história,
bem como a aproximação gradativa aos principais processos, práticas e procedimentos da investigação científica”
http://emaberto.inep.gov.br/ojs3/index.php/emaberto/article/view/4559/3779
CONSIDERAÇÕES
Estamos finalizando o segundo ciclo de aprendizagem e esperamos que, por meio de suas leituras e atividades, você tenha
compreendido que o trabalho pedagógico na área de Ciências da Natureza nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve ser
desenvolvido de forma interdisciplinar, dando oportunidades às crianças de ter contato com diferentes elementos, fenômenos
da natureza e acontecimentos do mundo, incentivando-as com questões significativas para observá-los e explicá-los, além de
favorecer o acesso a modos diversos de compreendê-los e representá-los.
Nessa perspectiva, o ensino nesta área deve estar voltado à ampliação das experiências das crianças e à construção de
conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural no qual estão inseridas.
(BRASIL, 2018, p. 321). Tendo em vista esse trecho da BNCC, é correto afirmar que a área de Ciências da Natureza
deve ter o compromisso com o desenvolvimento:
 do letramento científico.
 da inovação científica.
 da renovação do método científico.
 da teoria científica.
 da experimentação investigativa.
 Momento de Avaliação
PRÁTICA PEDAGÓGICA – PORTFÓLIO 1
Neste portfólio serão desenvolvidas as etapas 1 e 2 do projeto com pontuação de até 3.0 pontos.
a) Objetivos
Diagnosticar e caracterizar o trabalho pedagógico desenvolvido no ensino de Ciências,
História e Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Refletir sobre as possibilidades e desafios do ensino de Ciências, História e Geografia nos anos iniciais do
Ensino Fundamental.
b) Descrição da atividade
Neste portfólio serão desenvolvidas as etapas 1 e 2 do projeto de prática.
Atenção: antes de iniciar as atividades, verifique na aba Prática os procedimentos e a documentação necessária
para formalizar o convênio com a instituição onde será realizada a prática pedagógica.
1ª etapa
Nesta primeira etapa do projeto de prática, você deve identificar e caracterizar a escola escolhida para desenvolver
as atividades, por intermédio da análise de seu Projeto Político-Pedagógico e currículo da rede a qual pertence
(estadual ou municipal) em relação aos seguintes aspectos:
1. Dados de identificação da escola.
2. Espaço físico (existência de laboratório, biblioteca ou outros espaços que colaborem para o ensino de
Ciências, História e Geografia).
3. Perfil dos alunos da escola.
4. Perfil dos professores da escola.
5. Matriz curricular (carga horária das disciplinas Ciências, História e Geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental).
6. Objetivos das áreas Ciências da Natureza e Humanas e seus respectivos componentes curriculares.
2ª etapa
Nesta etapa, propomos a aplicação de um questionário/entrevista a dois professores que trabalham na escola
escolhida a respeito do ensino de Ciências, História e Geografia a partir do seguinte roteiro:
Observações: o(a) tutor(a) irá disponibilizar na sala de aula virtual um termo de
consentimento livre e esclarecido para ser encaminhado aos professores participantes.
ROTEIRO DE QUESTIONÁRIO/ENTREVISTA
PARTE I - PERFIL DO PROFESSOR(A)
1. Faixa etária: ( ) de 20 a 30 anos ( ) de 31 a 40 anos
( ) de 41 a 50 anos ( ) acima de 50 anos
2. Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino
3. Cor/Raça: ( ) Branca ( ) Preta ( ) Parda
( ) Amarela ( ) Indígena
4. Escolaridade:( ) Superior Completo ( ) Especialização
( ) Mestrado ( ) Doutorado
5. Há quanto tempo trabalha como professor(a) nesta escola?
( ) até 02 anos ( ) entre 03 e 05 anos ( ) acima de 05 anos
6. Ano/Serie do Ensino Fundamental em que atua nesta escola?
( ) 1º ano ( ) 2º ano ( ) 3º ano ( ) 4º ano ( ) 5º ano
 
PARTE II – QUESTIONÁRIO/ENTREVISTA
1. Qual a carga horária semanal dos componentes curriculares Ciências, História e Geografia no ano/série em
que atua?
2. Quais os objetivos desses componentes curriculares?
3. Como planeja as aulas desses componentes curriculares?
4. Como desenvolve as aulas desses componentes curriculares? Quais estratégias de ensino utiliza?
5. Quais os recursos didáticos mais utilizados no trabalho pedagógico com esses componentes curriculares?
6. Como avalia os alunos nesses componentes curriculares?
7. Quais dificuldades você encontra para desenvolver os conteúdos desses componentes curriculares?
8. Como têm enfrentado essas dificuldades?
Elaboração de relatório
Ao final da 2ª etapa, após aplicar os questionários/entrevistas, reúna e analise todos os dados coletados,
confrontando-os com os fundamentos teóricos estudados nos referenciais indicados no 1º e 2º Ciclos de
Aprendizagem e elabore um relatório crítico-reflexivo.
Estrutura do relatório:
1. Capa.
2. Introdução.
3. Identificação e caracterização da escola pesquisada.
4. Desafios e perspectivas do ensino de Ciências, História e Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental
na escola pesquisada (análise dos questionários/entrevistas).
5. Referências utilizadas.
6. Anexos (questionários/entrevistas realizadas).
Normas para elaboração do relatório:
Máximo de cinco laudas (Fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 11 ou 12, espaçamento simples).
Seguir normas da ABNT.
c) Critérios de avaliação
Na avaliação desta atividade serão utilizados como critérios:
Uso da norma-padrão da Língua Portuguesa e das normas da ABNT.
Capacidade de análise dos dados coletados e articulação com os referenciais estudados.
Identificação das potencialidades e dificuldades do ensino de Ciências, História e Geografia nos anos iniciais
do Ensino Fundamental.
Clareza e objetividade na elaboração do relatório.
d) Pontuação:
De 0 a 3,0 pontos.
Acesse o Portfólio
QUESTÕES ON-LINE
Responda as Questões on-line disponibilizadas na Sala de Aula Virtual.
PONTUAÇÃO
De 0 a 1,0 ponto.
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CICLO 3 – CONTEÚDOS, MÉTODOS E EXPERIÊNCIAS
DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
HUMANAS EDIT
INTRODUÇÃO
As disciplinas de História e Geografia são componentes curriculares obrigatórios no Ensino Fundamental, porém nem sempre
são ministrados considerando sua importância para a formação integral do indivíduo e de modo que possibilitem a construção
de conhecimentos significativos. Devido à trajetória histórica desses componentes, que, em muitos momentos, foram
negligenciados (no período militar, as disciplinas História e Geografia foram substituídas por Estudos Sociais, que esvaziava
seus conteúdos e objetivos), a História e Geografia muitas vezes ainda são desconsideradas ou ministradas de maneira
inadequada por muitos professores, em especial nos anos iniciais.
Contudo, essas duas áreas do conhecimento têm muito a contribuir para a formação dos indivíduos, pois elas nos permitem
compreender as transformações socioeconômicas, políticas e culturais que estamos vivenciando, desenvolver valores e
construir identidades, a partir de referências espaçotemporais, ou seja, do local e da época em que vivemos.
Além disso, vivemos em uma época de individualismo, consumismo, intolerância e conflitos diversos e os conhecimentos das
Ciências Humanas nos instigam ao questionamento e à reflexão sobre a realidade, reavaliando ações e projetando o futuro,
e, principalmente, nos propiciam o conhecimento de si e do outro, o que contribui para o respeito e a convivência mais
solidária entre as pessoas.
Assim, é fundamental que o(a) futuro(a) professor(a) domine os principais conceitos de História e Geografia, compreenda os
fundamentos teórico-metodológicos de seu ensino e desenvolva habilidades relacionadas a essas áreas do conhecimento,
buscando fundamentar uma ação pedagógica reflexiva e transformadora.
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) E O ENSINO DE CIÊNCIAS HUMANAS
A partir dos anos 1990, as mudanças na legislação educacional e a elaboração de novos referenciais curriculares
restabeleceram a autonomia das disciplinas História e Geografia e as destacaram como campos do saber indispensáveis à
formação dos cidadãos.
Esse caminho crítico que o ensino dos componentes curriculares História e Geografia trilharam no tempo e no espaço,
somado aos propósitos do Estado brasileiro pós-redemocratização para a educação, reforçou a proposta de um ensino que
forme cidadãos mais conscientes e atuantes, exigindo dos professores um repensar de suas concepções e práticas
pedagógicas.
Esse processo de formação de cidadãos críticos envolve o trabalho pedagógico com a realidade social que encontramos
diariamente dentro e fora das nossas salas de aula, ou seja, assim como somos alfabetizados para aprender a ler e escrever,
temos que ser letrados para ressignificar o que lemos, ouvimos, falamos e escrevemos dentro do contexto sociopolítico no
qual vivemos.
Desse modo, percebemos que ensinar História e Geografia para os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental é
essencial para seu desenvolvimento cognitivo, abrangendo as noções de tempo e espaço, além de contribuir para a
construção de identidades e promover a compreensão e a integração da criança em seu grupo sociocultural.
Esses aspectos são apontados no novo documento norteador do currículo, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que
apresentamos no segundo ciclo de aprendizagem.
Agora você deve ler o Tópico 4.4. A área de Ciências Humanas (p. 353-357) da BNCC (BRASIL, 2018). Nele são
apresentadas as competências específicas das Ciências Humanas, explicitando seu papel na formação dos estudantes do
Ensino Fundamental e destacando que os estudos da área contribuem para uma formação ética de fundamental importância
https://mdm.claretiano.edu.br/funmetenscienathum-gp0031-2021-02-grad-ead-p/wp-admin/post.php?post=2109&action=edit
em nossa sociedade, que inclui valorizar os direitos humanos, promover o respeito à diversidade, ao meio ambiente, às
relações socialmente respeitosas, a fortalecer valores e a solidariedade.
Clique aqui para fazer essa importante leitura.
Para ampliarmos nossa compreensão a respeito da proposta da BNCC para a área de Ciências Humanas, propomos que
assistam ao vídeo a seguir, que apresenta as competências específicas em relação às competências gerais da BNCC,
destacando o foco no raciocínio espaço-temporal.
 
A área de Ciências Humanas desdobra-se, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos componentes curriculares História e
Geografia e, para compreender as suas respectivas propostas, você deve ler os Tópicos 4.4.1. Geografia e 4.4.2. História
(p. 359-379; 397-415) da BNCC (BRASIL, 2018). Neles identificamos as competências específicas e os princípios do ensino
de cada um desses componentes curriculares, além das particularidades da proposta nos anos iniciais e as respectivas
unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades do 1º ao 5º ano.
Clique aqui para fazer essa importante leitura.
Agora, clique nos links a seguir para assistir a dois vídeos que ampliarão o seu entendimento a respeito da proposta da
BNCC para o ensino de Geografia e História.
Vídeo 1: A BNCC na prática #5 - Geografia - Fernando Solano
Vídeo 2: História na BNCC
Nos próximos tópicos, apresentaremos aspectos específicos dos componentes curriculares Geografia e História na
perspectiva de identificar seus conteúdos, métodos e experiências didático-pedagógicas.
CONTEÚDOS, MÉTODOSE EXPERIÊNCIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE GEOGRAFIA
NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
A Geografia é uma ciência interdisciplinar por natureza, localizada na fronteira em que se expressam as influências
recíprocas do mundo natural e da ação humana. A partir dessa percepção dialética do mundo, a Geografia nos auxilia a
compreender os diferentes aspectos que envolvem a vida em sociedade.
Nesse sentido, o ensino da Geografia deve propiciar aos educandos a leitura do mundo e a construção da cidadania a partir
do trabalho com conceitos e representações, ou seja, envolve um processo de alfabetização espacial, que busca
desenvolver a capacidade de ler, interpretar e representar o espaço por meio de mapas e compreendê-los como
representações do espaço com linguagem própria e funções específicas, como orientação, localização etc. Como afirma
Castrogiovanni:
o estudo de diferentes imagens, representações e linguagens são formas de provocar hipóteses que levam a manifestações,
análises e interpretações da formação do espaço, e portanto, da construção de conceitos geográficos (2000, p. 81).
Desse modo, percebemos que, no ensino de Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental, os estudantes devem ser
estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o raciocínio geográfico para representar e interpretar o mundo em
permanente transformação.
Para que possamos compreender os fundamentos da Geografia escolar e o processo de construção de conceitos indicamos
a leitura do Capítulo 3 Geografia escolar e a construção de conceitos no ensino (p. 87-136) da obra Geografia, escola e
construção de conhecimento, de Cavalcanti (2006), disponível na Biblioteca Virtual Pearson. Nesse capítulo, a autora analisa
os encontros e desencontros entre os conceitos cotidianos e os científicos na linguagem geográfica e discute o cotidiano e o
conhecimento geográfico.
E, para identificarmos alguns conteúdos, métodos e experiências didático-pedagógicas do ensino de Geografia, assista ao
vídeo a seguir, no qual professoras do Ensino Fundamental discutem diferentes assuntos e abordagens da disciplina
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=06HYrMhIbHk
https://www.youtube.com/watch?v=1XDvfxFfty4
baseados num dia a dia real das escolas e os pesquisadores Sérgio Damiati e Maria Elena Simielli explicam os desafios e
perspectivas da cartografia escolar, que será uma temática que vamos discutir no próximo ciclo de aprendizagem.
 
Agora vamos conhecer alguns conteúdos, métodos e experiências didático-pedagógicas do ensino de História?
CONTEÚDOS, MÉTODOS E EXPERIÊNCIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE HISTÓRIA
NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
A História analisa e reconstitui o passado com os olhos do presente, do momento da pesquisa, e disso decorre que as
grandes questões do tempo atual influenciam sobremaneira o modo como nós construímos a narrativa sobre o nosso próprio
passado.
É nesse sentido que a História é uma ciência viva, controversa, constantemente reavaliada e reescrita – e é por isto que ela
é, também, um instrumento de construção da identidade tão importante: ela ressignifica o passado numa correspondência
dialética com o presente.
Essa reconstituição do passado é resultante do trabalho do historiador, que pesquisa diversas fontes e reconstrói, a partir
delas, uma narrativa sobre o passado.
Nessa perspectiva, o trabalho pedagógico no ensino de História envolve o desenvolvimento de conceitos como tempo,
sujeito, fato e fontes históricas e de métodos relacionados ao pensar histórico. Para entender as noções sobre o tempo e sua
relação com a História, assista ao vídeo a seguir, no qual os pesquisadores Raquel Glezer e Carlos Bacelar discutem o tempo
como elemento articulador da História, a relação entre passado, presente e futuro na construção do conhecimento histórico e
o papel do historiador nesse processo.
 
A partir dessas reflexões acerca da relação História e temporalidade, podemos discutir seus desdobramentos no ensino de
História, em especial nos anos iniciais do Ensino Fundamental, mediante o desenvolvimento de situações de aprendizagem
que possibilitem aos estudantes a identificação, comparação e diferenciação de experiências históricas, bem como a análise
de continuidades e rupturas ao longo do tempo.
Para que possamos adentrar nessa discussão e refletir sobre os conteúdos, métodos e experiências didático-pedagógicas no
ensino de História, faça a leitura do Capítulo 4 O estudo da história local e a construção de identidades (235-256), da
Parte II da obra Didática e prática de ensino de História, de Guimarães (2015), disponível na Biblioteca Pearson. Nesse
capítulo, a autora discute as temáticas da história local e regional, da construção de identidades, da utilização de história oral
e do estudo do meio como projeto interdisciplinar e apresenta experiências didático-pedagógicas voltadas para o trabalho
com a diversidade étnico-racial e cultural da população brasileira com o intuito de promover seu reconhecimento e
valorização, que é um dos fundamentos do ensino de História.
A questão da diversidade acompanhou as reformas educacionais dos anos 1990 e está presente na LDB de 1996, que
determina que o ensino da História deve considerar as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo
brasileiro.
Essa perspectiva multicultural do ensino de História foi reforçada pelas leis nº 10.639, de 2003 e nº 11.645, de 2008, que
tornaram obrigatório o estudo de “história e cultura afro-brasileira e indígena” no contexto de todo o currículo escolar e, em
especial, nas áreas de Artes, Literatura e História do Brasil, e está presente na proposta para o ensino das Ciências Humanas
na BNCC.
Para melhor compreendermos os fundamentos destas determinações legais, clique nos links a seguir e assista a dois
interessantes vídeos, em que são discutidas as formas como os indígenas, africanos e afro-brasileiros são retratados pela
História Geral e pela História do Brasil, destacando que a implementação das leis nº 10.639 e nº 11.645 têm contribuído para
a superação do viés eurocêntrico que marca a trajetória de nossa história ensinada.
Vídeo 1: Povos indígenas e práticas de ensino no Brasil
Vídeo 2: A História, o africano e o afro-brasileiro
E, para ampliarmos a reflexão aceca dos conteúdos e métodos do ensino de História nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, assista ao vídeo a seguir, no qual a professora e pesquisadora Teresa Malatian defende a ideia de que é
preciso desenvolver com nossos estudantes uma concepção de História como construção e de tempo histórico de forma
https://www.youtube.com/watch?v=VNanwYCDEsY
https://www.youtube.com/watch?v=qCMdw0xA7u0
ampla com diferentes ritmos (continuidades, descontinuidade, simultaneidade etc.), além de outras questões referentes à
construção do conhecimento histórico escolar.
 
Por fim, é importante ressaltar que o trabalho pedagógico com os componentes curriculares História e Geografia envolve a
utilização de diferentes linguagens, o desenvolvimento de procedimentos de pesquisa, a formação para a cidadania, dentre
outras temáticas que vamos discutir no próximo ciclo de aprendizagem.
Neste momento, reflita sobre sua aprendizagem, respondendo à questão a seguir.
CONSIDERAÇÕES
Neste ciclo, vimos que o componente curricular Geografia, a partir de sua função alfabetizadora, busca promover o
conhecimento de nossa realidade e da realidade do mundo em que vivemos, e que o componente curricular História
proporciona ao estudante uma formação ampla, no que diz respeito ao desenvolvimento de um olhar diferenciado sobre o
passado, contribuindo para o entendimento e a transformação do tempo presente e, principalmente, para a percepção do
aluno como sujeito de sua própria história.
Com base nessas concepções, esperamos ter contribuído com seu processo formativo docente, propiciando aconstrução de
referenciais conceituais básicos das Ciências Humanas e o desenvolvimento de competências teórico-práticas relativas aos
componentes curriculares História e Geografia.
“Cabe às Ciências Humanas cultivar a formação de alunos intelectualmente autônomos, com capacidade de articular
categorias de pensamento histórico e geográfico em face de seu próprio tempo, percebendo as experiências humanas e
refletindo sobre elas, com base na diversidade de pontos de vista” (BRASIL, 2018, p. 354). Tendo em vista essa
afirmação, julgue os itens a seguir:
I. Fortalecer os valores sociais, como solidariedade, participação e protagonismo.
II. Favorecer o exercício da autonomia e da responsabilidade coletiva sobre o mundo a ser herdado pelas
próximas gerações.
III. Promover o respeito ao ambiente e à própria coletividade.
IV. Reconhecer a importância da distribuição do poder decisório não equitativo.
Os itens que apresentam objetivos das Ciências Humanas são:
 I e III, apenas.
 I, III e IV, apenas.
 II, III e IV, apenas.
 I, II e III, apenas.
 I, II, III e IV.
Encontro Virtual Síncrono
Participar do Encontro Virtual Síncrono-EVS (bate-papo) e esclarecer suas dúvidas com o tutor a
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CICLO 4 – ESTRATÉGIAS DE ENSINO E EXPERIÊNCIAS
DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS,
HISTÓRIA E GEOGRAFIA EDIT
Neste ciclo de aprendizagem, você deverá finalizar a Prática Pedagógica da disciplina, iniciada anteriormente no 2º
Ciclo. Para tanto, é fundamental retomar a leitura das instruções para concluir seu desenvolvimento e realizar o envio
ao tutor. Caso surjam dúvidas, não deixe de contatá-lo.

Orientação para o estudo
Apresentaremos neste ciclo temáticas e estratégias de ensino que poderão ser utilizadas
nas aulas de Ciências da Natureza, História e Geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, com o intuito de auxiliar o(a) futuro professor(a) a planejar situações de
aprendizagem que favoreçam o processo de construção das noções e conceitos básicos
nas respectivas áreas do conhecimento.
Para isso, é importante ressaltar que é preciso propor desafios ajustados à etapa de
aprendizagem dos estudantes, com intervenções problematizadoras, utilizando a
avaliação da aprendizagem como meio de acompanhamento da aprendizagem, com a
finalidade de enfrentar os problemas e dificuldades encontradas e aprimorar a prática
pedagógica.
INTRODUÇÃO
Vivemos em uma sociedade que necessita cada vez mais do conhecimento científico e tecnológico para ampliar sua inserção
no mundo globalizado e para melhorar as condições de vida da população.
O aprendizado e a internalização de procedimentos e conceitos de caráter científico nas diversas áreas do conhecimento
podem contribuir para formar estudantes com uma postura mais reflexiva e crítica, capazes de questionar aquilo que
vivenciam, veem e ouvem, a fim de ampliar a possibilidade de explicar os fenômenos da natureza e os acontecimentos ao
nosso redor, compreendendo-os e construindo um juízo crítico avaliativo de modo a intervir em seu meio e utilizar seus
recursos de forma consciente e ética.
Nessa perspectiva, o trabalho pedagógico nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve reunir, de forma integrada e
interdisciplinar, temáticas relacionadas aos mundos social e natural vivenciados pelos estudantes, respeitando as
especificidades das fontes, abordagens e enfoques advindos dos campos das Ciências da Natureza e Humanas.
Como professores(as), temos que estar atentos e comprometidos com as práticas educativas pautadas nesses aspectos para
que as temáticas desenvolvidas ganhem a profundidade e a importância necessárias, contribuindo para uma aprendizagem
significativa, que resulte na construção de conhecimentos relevantes acerca da diversidade de realidades sociais, culturais,
geográficas e históricas.
AS CIÊNCIAS DA NATUREZA E O LETRAMENTO CIENTÍFICO
Como vimos nos primeiros ciclos de aprendizagem, o ensino de Ciências da Natureza precisa passar por uma reformulação,
uma vez que, por muito tempo, os conteúdos trabalhados nas escolas foram desenvolvidos por meio de descrições
instrumentais, teóricas ou experimentais ilustrativas, não havendo pauta crítica consistente no que tange às questões éticas e
suas relações com as demandas científicas e tecnológicas da sociedade contemporânea.
https://mdm.claretiano.edu.br/funmetenscienathum-gp0031-2021-02-grad-ead-p/wp-admin/post.php?post=2123&action=edit
Dessa forma, um ensino de Ciências renovado, por meio da apropriação do conhecimento científico, torna-se extremamente
relevante, uma vez que se deseja formar cidadãos reflexivos, críticos e autônomos que compreendam seu meio e possam
intervir nele.
Ao longo do ensino fundamental, a área de Ciências da Natureza deve ter um compromisso com o desenvolvimento do
letramento científico, entendido como a capacidade de empregar o conhecimento científico para identificar questões, adquirir
novos conhecimentos, explicar fenômenos e formular conclusões baseadas em evidências científicas.
Assim, o letramento científico refere-se tanto à compreensão de conceitos científicos como à capacidade de aplicar esses
conceitos e pensar sob uma perspectiva pautada na ciência.
Para ampliarmos nossa reflexão acerca do letramento científico, faça a leitura do artigo “O ensino de ciências por
investigação no processo de alfabetização e letramento de alunos dos anos iniciais do ensino fundamental” de
Sperandio et al. (2017). Nele os autores apresentam os resultados da aplicação de uma proposta de trabalho no componente
curricular Ciências com os alunos de 1º ano do Ensino Fundamental, por meio de uma estratégia de trabalho investigativo,
que possibilite o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades e que contribua com o processo de alfabetização e
letramento.
Clique aqui para fazer essa importante leitura.
Para discutir as diferentes estratégias de ensino que podemos utilizar no ensino de Ciências da Natureza nos anos iniciais, é
necessário que você assista ao vídeo a seguir, no qual a professora Luciana Lunardi, da Unesp de Botucatu, aponta a
importância de duas estratégias para o ensino de Ciências: a brincadeira e a experimentação.
Além disso, com o intuito de ampliar essa discussão, faça a leitura da Unidade 5 Estratégias e recursos didáticos no ensino
de Ciências (p. 255-304) da obra Fundamentos e Métodos do ensino de Ciências Naturais (2014). Nela as autoras
apresentam diferentes estratégias e recursos didáticos para o ensino de Ciências, como observação, experimentação, leitura
de textos informativos, ensino com pesquisa, dramatização, estudo do meio, projetos, dentre outros.
 
Para finalizar este tópico, assista ao vídeo O ensino por investigação, que apresenta uma abordagem de ensino, o ensino por
investigação, destacando que é preciso alfabetizar os alunos cientificamente, para que eles tenham a experiência de
trabalhar por si próprios, inclusive errando, pois o erro é parte essencial para o aprendizado, já que estimula os alunos a
pensar e buscar responder suas dúvidas.
E no ensino de Geografia e História, quais estratégias de ensino seriam mais adequadas?
O ESTUDO DA GEOGRAFIA: RECONHECENDO E TRANSFORMANDO O ESPAÇO
Os conceitos de espaço e tempo são essenciais no estudo da Geografia e da História, respectivamente, pois é nessas duas
dimensões que as relações sociais humanas se desenvolvem, transformando a natureza, produzindo cultura, construindo a
história.
A construção desses conceitos se dá na interação entre as condições internas de aprendizagem e as condições ambientais
de que dispõem os estudantes, isto é, as noções de espaço e tempo que construímos estão condicionadasem parte pelo
modo como as estudamos e pelo lugar onde estudamos.
Desse modo, compreendemos o que é espaço e tempo não apenas por abstração, mas, principalmente, pela forma como
observamos o mundo que nos rodeia e como interagimos com ele.
Assim, é importante que, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, as crianças comecem a construir uma noção de espaço e
a entender sua organização a partir de seu cotidiano, no espaço vivido, pois isso propiciará a elas gradativamente uma
análise mais integrada das realidades sociais quanto à sua configuração espacial.
Partindo dessa perspectiva, faça a leitura do Capítulo 4 Proposições metodológicas para a construção de conceitos
geográficos no ensino escolar (p. 137-166) da obra Geografia, escola e construção de conhecimentos, de Cavalcanti
(2006), disponível na Biblioteca Virtual Pearson. Nele a autora apresenta algumas proposições metodológicas ou ações

https://if.ufmt.br/eenci/artigos/Artigo_ID363/v12_n4_a2017.pdf
http://eaulas.usp.br/portal/home/video.action?idItem=4586
didáticas para a construção de conceitos geográficos no ensino escolar e também uma síntese da concepção de ensino-
aprendizagem que as embasa.
De acordo com a autora, no ensino de Geografia, o trabalho com a cartografia é muito significativo porque, para aprender a
fazer uma leitura do espaço, a primeira pergunta que se faz é "Onde?".
Para melhor explicar o trabalho pedagógico com mapas, assista ao vídeo a seguir, que define cartografia e apresenta uma
linha do tempo com a evolução das representações cartográficas ao longo da história e sua importância nas diferentes
épocas, além de mostrar como é o ensino da cartografia nas escolas.
 
Enfim, percebemos que a habilidade de representação da realidade é essencial na formação integral dos estudantes e ela
precisa ser desenvolvida ao longo dos anos escolares.
E no ensino de História, quais são as habilidades que precisam ser desenvolvidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental?
O SABER HISTÓRICO EM SALA DE AULA: CONSTRUINDO O CONHECIMENTO E FORMANDO
CIDADÃOS
Na trajetória do ensino de História, a abordagem tradicional passou a ser questionada, e outros paradigmas, aos poucos,
foram ganhando maior legitimidade e legando para a história ensinada uma prática pedagógica mais integrada ao cotidiano e
próxima da realidade dos educandos.
Como já discutimos nos ciclos de aprendizagem anteriores, a contribuição do ensino de História para a formação integral dos
educandos é muito relevante, pois possibilita a construção de conhecimentos que são imprescindíveis ao exercício pleno da
cidadania.
Dessa forma, a construção desses conhecimentos nos anos iniciais do Ensino Fundamental envolve o despertar nos
estudantes do desejo de conhecer a realidade que os cerca, além do abandono do papel de meros receptores do
conhecimento, e principalmente, do seu reconhecimento como sujeitos históricos.
Nessa perspectiva, é preciso proporcionar aos estudantes a compreensão de um mundo em constante transformação e o
desenvolvimento de um pensamento crítico-reflexivo, que os leve a interpretar e intervir na própria realidade.
Para compreendermos melhor a relação entre ensino de História e formação para a cidadania e discutirmos a questão da
utilização de diferentes linguagens em sala de aula, faça a leitura dos Capítulos 7 O ensino de História e a construção da
cidadania (p. 143-158), da Parte I, e 5 Diferentes fontes e linguagens no processo de ensino e aprendizagem (p. 257-
399), da Parte II da obra Didática e prática de ensino de história, de Guimarães (2015), disponível na Biblioteca Virtual
Pearson. Nesses capítulos, a autora apresenta as concepções de cidadania que embasaram as propostas curriculares ao
longo do tempo e destaca o papel da escola como espaço de saberes e práticas fundamentais pelos direitos de cidadania e
mostra como utilizar diferentes fontes e linguagens no processo de ensino-aprendizagem de História, com destaque para
cinema, música, imagens, cultura material, dentre outros.
Agora clique nos links a seguir para assistir a dois vídeos que certamente ajudarão você a visualizar diferentes métodos de
trabalho pedagógico com música. O primeiro se vale da música enquanto recurso histórico, abordando as composições
musicais e as letras de músicas como elo para os conteúdos do ensino de História; e o segundo trata da utilização da história
oral como recurso para a construção de conhecimentos históricos.
Vídeo 1
Vídeo 2
Por fim, é importante ressaltar que a utilização dessas diferentes fontes e linguagens demonstra a renovação e a atualização
das práticas pedagógicas para o ensino de História.
Sugerimos, agora, que você dê uma pausa e reflita sobre sua aprendizagem, realizando a questão a seguir:
No ensino das Ciências Humanas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, é importante que os professores proponham
situações de aprendizagem que estimulem o raciocínio espaçotemporal para que os alunos possam:
https://www.youtube.com/watch?v=ghtt_XMeKos
https://www.youtube.com/watch?v=nxf0rUQSkJk
CONSIDERAÇÕES
Neste ciclo, verificamos que as propostas teórico-metodológicas para o ensino de História e Geografia nos anos iniciais do
Ensino Fundamental estão centradas no desenvolvimento de noções de espaço e tempo e de habilidades, na utilização de
diferentes linguagens como literatura, músicas e imagens e de procedimentos de pesquisa, e na vivência de situações de
aprendizagem que aproximem os estudantes de sua própria realidade e ao mesmo tempo ampliem suas experiências e visão
de mundo.
Para colocar em prática essas propostas, é essencial que o(a) futuro(a) professor(a) considere novas possibilidades de
trabalho pedagógico, nas quais os estudantes sejam motivados a construir e reconstruir conceitos, vivenciando situações em
que possam pesquisar, coletar informações em diferentes fontes, discutir, refletir e interagir de forma a contribuir para a
formação de sujeitos ativos, criativos e consequentes em seu meio.
No próximo e último ciclo de aprendizagem, vamos discutir as práticas interdisciplinares e transversalidade, a utilização dos
livros didáticos e apostilas e o planejamento e a avaliação na prática docente no ensino de Ciências, História e Geografia.
 adquirir noções científicas que propiciem a completa rejeição de crenças relativas ao funcionamento da natureza e
da sociedade presentes em seu meio.
 desenvolver uma visão sistêmica do meio em que vivem, desconsiderando seus determinantes culturais e político-
administrativos.
 interpretar e representar o mundo em permanente transformação, relacionando componentes da sociedade e da
natureza.
 memorizar os principais elementos geográficos como continentes, países, capitais e principais cidades e históricos
como as datas comemorativas do país.
 reproduzir os conhecimentos apreendidos a partir da representação de dados históricos e geográficos de diversas
maneiras e formatos.
 Momento de Avaliação
PRÁTICA PEDAGÓGICA – PORTFÓLIO 2 (RELATÓRIO CRÍTICO-REFLEXIVO)
Neste portfólio serão desenvolvidas as etapas de 3, 4, 5 e 6 com pontuação de até 10 pontos.
ATENÇÃO:
Em razão da Pandemia de COVID-19, o cumprimento das Etapas 3, 4 e 5 desta Prática
Pedagógica poderá ser realizado tanto de maneira presencial na escola quanto remota.
Recomendamos que você faça a sua opção conforme o andamento do retorno escolar em
sua cidade. Caso surjam dúvidas, consulte o(a) tutor(a), que poderá orientar você quanto
à condução de sua atividade.
a) Objetivos
Refletir sobre as possibilidades e desafios do ensino de Ciências, História e Geografia nos anos iniciais do
Ensino Fundamental.
Repensar as práticas educativas do ensino de Ciências, História e Geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental.
Elaborar uma proposta de trabalho interdisciplinar que possibilite a construção de conhecimentos
significativos e contextualizados.
b) Descrição da Atividade
3ª etapa - Observação
Esta etapa consiste no momento de observação de ambientes e situações de aprendizagem, ou seja, de aulas de
Ciências,História e Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Para iniciar esta etapa, entre em contato com o(s) professor(es) da escola em que está realizando as atividades
deste projeto de prática, verifique os horários das aulas de cada componente curricular e, depois, acompanhe o
desenvolvimento de uma aula de cada um dos seguintes componentes: Ciências, História e Geografia.
Obs.: as aulas observadas devem ser do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental; após
realizar a observação das aulas, o professor que as acompanhou deverá assinar o
documento comprobatório conforme modelo disponível na aba Prática.
Caso não seja possível observar essas aulas presencialmente, propomos que analise as videoaulas desenvolvidas
no período da pandemia, disponíveis nos repositórios das secretarias estaduais de educação de São Paulo e Minas
Gerais ou de outro estado a que tiver acesso.
Escola interativa SEE-MG.
Centro de Mídias da educação de São Paulo.
Para analisar essas aulas, utilize o seguinte modelo:
1. Componente curricular.
2. Data da aula.
3. Duração.
4. Professor(a).
5. Ano/Série.
6. Unidade temática/objeto de conhecimento (conteúdo desenvolvido).
7. Habilidade(s).
8. Principais conceitos utilizados.
9. Recursos didáticos utilizados (imagem, vídeo, experimento etc.).
10. Proposta de atividades.
11. Referências utilizadas.
12. Trabalho interdisciplinar.
13. Breve relato da aula.
14. Análise crítica da aula (apresentar aspectos positivos e negativos, relação com os estudos realizados na
disciplina, adequação à faixa etária, relevância para aprendizagem dos estudantes, etc.).
Depois de analisar as aulas, disponibilize os roteiros como anexo do relatório final deste projeto de prática.
4ª etapa - Planejamento
Nesta etapa, após a observação das aulas de Ciências, História e Geografia, você deverá planejar ações de ensino
que atendam às necessidades de aprendizagem observadas.
Desse modo, propomos que você escolha um ano/série do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) e, em seguida,
elabore dois planos de aula/sequências didáticas, com o tempo previsto de 4 aulas cada, em uma perspectiva
interdisciplinar: o primeiro, envolvendo a área de Ciências Humanas e os componentes curriculares (História e
Geografia) e o segundo, as áreas de Ciências da Natureza e Humanas e os componentes curriculares Ciências,
História e Geografia.
Os Planos de aula/Sequências didáticas deverão ser desenvolvidos conforme o modelo do Claretiano.
Clique aqui para obter acesso ao modelo de plano de aula.
https://www.youtube.com/channel/UCqtMwhmZwBpaN7HvIb8aBtg
https://repositorio.educacao.sp.gov.br/#!/inicio
https://mdm-api.claretiano.edu.br/static/files/plano_de_aula.docx
Depois de elaborar os Planos de aula/Sequências didáticas, disponibilize-os como anexo do relatório final deste
projeto de prática.
5ª etapa - Aplicação
Nesta etapa, você deverá aplicar os Planos de aula/Sequências didáticas propostas como regência em ambientes de
aprendizagem na escola que está realizando as atividades deste projeto de prática.
Obs.: após realizar as regências, o professor que as acompanhou deverá assinar o
documento comprobatório conforme modelo disponível na aba Prática.
Caso não possa realizar as regências presencialmente, propomos a gravação de um vídeo para cada um dos Planos
de aula/sequências didáticas com, no mínimo, 5 (cinco) e, no máximo, 8 (oito) minutos de duração, problematizando
e apresentando a temática proposta e seus principais conceitos.
Comece pela elaboração de um roteiro escrito, considerando que as informações apresentadas devem introduzir a
temática das aulas e orientar o desenvolvimento do plano de aula/sequência didática. Essa estratégia ajudará você
na administração do tempo de duração do vídeo e na sequência das informações.
Depois de elaborar os roteiros, grave os vídeos e, em seguida, disponibilize os endereços de acesso ou os arquivos
compactados como anexo do relatório final deste projeto de prática.
Atenção! É possível criar, gravar e hospedar vídeos no YouTube ou gravá-los a partir de aplicativos do smartphone.
6ª etapa - Relatório final
Nesta etapa, você deverá elaborar e entregar um relatório final crítico-reflexivo acerca da prática desenvolvida.
A estrutura do relatório deve conter:
1. Capa.
2. Introdução (justificativa e objetivos das atividades realizadas).
3. Fundamentação teórica (conforme estudo dos referenciais indicados na disciplina).
4. Descrição e análise das atividades realizadas (observação, planejamento e aplicação, articulando teoria e
prática).
5. Considerações finais (contribuição das atividades realizadas para a formação docente).
6. Referências utilizadas.
7. Anexos (relatórios de observação das aulas/planos de aulas/sequências didáticas desenvolvidas/links ou
arquivos dos vídeos gravados).
Normas para elaboração do relatório:
No mínimo, 5 e, no máximo, 8 laudas (Fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 11 ou 12, espaçamento
simples).
Seguir normas da ABNT.
c) Critérios de avaliação
Na avaliação desta atividade, serão utilizados como critérios:
Uso da norma-padrão da Língua Portuguesa e das normas da ABNT.
Articulação dos objetivos, conteúdos e estratégias de ensino.
Organização dos planos de aula/sequências didática contendo os itens indicados para sua elaboração.
Clareza na exposição de informações e ideias sobre as temáticas das aulas.
Capacidade de análise dos dados coletados e articulação com os referenciais estudados.
Clareza e objetividade na elaboração do relatório.
d) Pontuação
De 0 a 10 pontos.
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CICLO 5 – PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO NA PRÁTICA
DOCENTE DO ENSINO DE CIÊNCIAS, HISTÓRIA E GEOGRAFIA
EDIT
INTRODUÇÃO
Nos ciclos de aprendizagem anteriores, apresentamos os fundamentos do ensino nas áreas de Ciências da Natureza e
Humanas, os principais elementos das atuais propostas curriculares referentes aos seus respectivos componentes
curriculares e também algumas experiências didático-pedagógicas do ensino de Ciências, História e Geografia nos anos
iniciais do Ensino Fundamental.
As propostas curriculares e teórico-metodológicas descritas estão respaldadas na concepção de interdisciplinaridade, que
envolve um trabalho integrado entre os diversos campos do saber, tendo em vista que a realidade é una e indivisível, assim
como os conhecimentos produzidos sobre a mesma.
Essa integração ainda não é totalmente vivenciada na prática cotidiana de nossas escolas, porém é uma meta e um desafio
que os professores precisam enfrentar, buscando estratégias que se orientem por essa perspectiva, para que,
progressivamente, essa proposta seja realmente efetivada, por exemplo, com o desenvolvimento de projetos, ou a pedagogia
de projetos, que consiste em um trabalho intencional que se refere à identificação e à formulação de um problema, ao
planejamento e ao desenvolvimento das atividades, às discussões e à apresentação dos resultados e à avaliação.
Nessa perspectiva, é essencial discutirmos os fundamentos do planejamento e da avaliação nas áreas de Ciências da
Natureza e Humanas, buscando suas particularidades e acolhendo os desafios de colocar em prática um trabalho pedagógico
interdisciplinar, pautado no desenvolvimento de noções e conceitos, na diversidade de estratégias de ensino etc.
Além disso, é essencial refletirmos sobre a utilização de livros didáticos e apostilas em sala de aula, pois como afirmam
Bittencourt et al. (2004, p. 72),
[...] o livro didático tem sido, desde o século XIX, o principal instrumento de trabalho de professores e alunos, sendo
utilizado nas mais variadas salas de aula e condições pedagógicas, servindo como mediador entre a proposta oficial
do poder expressa nos programas curriculares e o conhecimento escolar ensinado pelo professor.Assim, para melhor explicar o que escrevemos nesta introdução, nos tópicos a seguir, estudaremos com mais detalhes cada
uma das temáticas abordadas.
Vamos lá!
PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES E TRANSVERSALIDADE NO ENSINO DE CIÊNCIAS, HISTÓRIA E
GEOGRAFIA
De acordo com Fazenda (2001, p. 11):
[...] interdisciplinaridade é uma nova atitude diante da questão do conhecimento, de abertura à compreensão de
aspectos ocultos do ato de aprender e dos aparentemente expressos, colocando-os em questão.
Já a transversalidade é uma proposta que busca superar a fragmentação dos conteúdos e das disciplinas ou componentes
curriculares, na perspectiva de um trabalho pedagógico que aproxime os alunos de seu cotidiano e recupere a totalidade do
conhecimento.
https://mdm.claretiano.edu.br/funmetenscienathum-gp0031-2021-02-grad-ead-p/wp-admin/post.php?post=2129&action=edit
Apesar de ambas rejeitarem uma concepção de conhecimento que apreende a realidade como um conjunto de dados
estáveis, acabados e, por sua vez, fragmentados, a interdisciplinaridade se refere a uma abordagem epistemológica dos
objetos de conhecimento e a transversalidade, a uma dimensão didática.
Para compreendermos essa questão, propomos a leitura do Capítulo 1 Interdisciplinaridade, transversalidade e ensino
de História (p. 161-175), da Parte II da obra Didática e prática de ensino de História, de Guimarães (2015), disponível na
Biblioteca Virtual Pearson. Nele a autora analisa como a interdisciplinaridade e a transversalidade adentraram as discussões
em torno do ensino de História e enfatiza a necessidade dos professores assumirem o desafio de promover práticas
pedagógicas a partir de suas concepções.
Uma das estratégias indicadas pela autora que podem contribuir para a mudança das práticas no ensino de História e de
outros componentes curriculares é a estratégia de projetos. Para entendê-la melhor, assista ao vídeo a seguir, dedicado a
essa estratégia, que pressupõe um trabalho educativo com a participação ativa dos estudantes em seu processo de
aprendizagem.
 
O desenvolvimento da estratégia de projetos pode abranger várias disciplinas ou componentes curriculares e envolve a
problematização e a discussão de temáticas que resultam normalmente das próprias necessidades e expectativas da
comunidade escolar e que, por conseguinte, se caracteriza por uma ação coletiva, que implica uma nova relação
professor/aluno, sujeito/objeto do conhecimento.
O trabalho pedagógico a partir de temas, eixos ou unidades temáticas, que é reforçado inclusive na BNCC, amplia as
possibilidades de problematização e de reflexão sobre a realidade atual, bem como de sua análise em uma perspectiva
espaçotemporal.
Algumas temáticas ou temas transversais como ficaram conhecidos a partir da implantação dos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN), tais como ética, pluralidade cultural, meio ambiente, dentre outros, são muito relevantes para a formação
integral dos estudantes e o trabalho com eles pode ser enriquecido com estratégias de ensino como o estudo do meio, uma
abordagem didática de situações que implicam a relação de fenômenos que podem envolver diferentes áreas científicas, mas
que têm como denominador comum o fator de se desenvolverem num lugar e época concretos.
Assim, vemos que são muitas as estratégias de ensino que podem contribuir para ampliar a abordagem transdisciplinar e
interdisciplinar no ensino das áreas de Ciências da Natureza e Humanas, o que pressupõe também um repensar acerca da
utilização de alguns recursos, como os livros didáticos e apostilas, que apresentaremos no próximo item.
OS LIVROS DIDÁTICOS E APOSTILAS DE CIÊNCIAS, HISTÓRIA E GEOGRAFIA: UMA ANÁLISE
CRÍTICA
Como já afirmamos na introdução, o livro didático ainda se constitui como a principal fonte de estudo em nossas escolas
apesar das várias críticas a ele direcionadas nas últimas décadas.
O predomínio do livro didático e de materiais como apostilas em nossas escolas resulta de uma “tradição escolar” bastante
arraigada que, devido às condições de trabalho do professor e de sua própria formação, dificilmente será abolida, mesmo
porque a sociedade em geral reconhece a importância desse material como referência para acompanhar e avaliar o trabalho
educativo das escolas e dos professores.
Para entendermos o seu papel na escola contemporânea, clique nos links a seguir e assista a dois vídeos, nos quais os
professores Circe Bittencourt e Gilberto Cotrim apresentam uma breve trajetória desse recurso didático, explicam o que é o
PNLD e apresentam reflexões acerca da importância do livro didático na construção do conhecimento.
Vídeo 1
Vídeo 2
Com o intuito de nos aprofundarmos nessa discussão, faça a leitura do Capítulo 4 O livro didático e o uso da cartografia
(p. 85-111) da obra Didática e avaliação da aprendizagem no ensino de Geografia, de Stefanello (2012), disponível na
Biblioteca Virtual Pearson. Nele a autora afirma que a utilização dos livros didáticos no ensino de Geografia e, por
conseguinte, de todos os componentes curriculares, requer um trabalho de análise interna e externa que promova a
construção de conceitos e o desenvolvimento de habilidades na perspectiva de uma formação integral do educando.
Enfim, é necessário que os livros didáticos e as apostilas não sejam os únicos e exclusivos instrumentos de trabalho
pedagógico, mas tornem-se recursos didáticos que efetivamente auxiliem professores e estudantes no processo de
https://www.youtube.com/watch?v=HmupFIqbSc8
https://www.youtube.com/watch?v=9lvwYNc-_wo
construção de conhecimentos significativos e no desenvolvimento da autonomia intelectual.
A utilização dos livros didáticos e apostilas com esse direcionamento envolve um processo de planejamento de ensino como
tomada de decisão, temática que será abordada no próximo e último item dessa disciplina.
O PLANEJAMENTO E A AVALIAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE DO ENSINO DE CIÊNCIAS, HISTÓRIA E
GEOGRAFIA
O planejamento de ensino é um processo de tomada de decisão sobre as atividades que o professor irá realizar com seus
alunos e sobre o tipo de aprendizagem que pretende proporcionar a eles mediante a especificação das diretrizes e dos
princípios estabelecidos nos outros níveis de planejamento, ou seja, nos objetivos e nos fins da educação nacional, nas
Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na organização curricular de seu
respectivo sistema de ensino e na proposta pedagógica da escola.
Esse processo de tomada de decisão é formalizado ou explicitado no plano de ensino ou no documento que define e
operacionaliza a ação pedagógica, com base na seleção e na organização dos conteúdos, dos procedimentos de ensino, das
estratégias e dos recursos a serem utilizados.
O plano de ensino pode se desdobrar em plano de curso, plano de unidade e plano de aula, e deve caracterizar-se por
coerência, clareza, organicidade e flexibilidade e principalmente, deve ser elaborado em função das necessidades e da
realidade dos educandos e das condições reais e imediatas de tempo e recursos disponíveis.
Para pensarmos as especificidades do processo de planejamento, faça a leitura do Capítulo 3 Reflexões para a prática
docente: o planejamento (p. 61-84) da obra Didática e avaliação da aprendizagem no ensino de Geografia, de Stefanello
(2012), disponível na Biblioteca Virtual Pearson. Nele a autora apresenta os pressupostos do planejamento no ensino de
Geografia, mas seus comentários podem ser estendidos aos demais componentes curriculares trabalhados nesta disciplina.
E, ao refletir sobre a questão do planejamento de ensino, não temos como não adentrar no estudo da temática avaliação da
aprendizagem, pois planejar e avaliar são ações indissociáveis.
Em nosso cotidiano escolar, essas ações nem sempre são vivenciadas de forma integrada e dinâmica, pois muitos estudos
indicam que, assim como no planejamento, as dimensões técnica e burocrática ainda prevalecem na avaliação da
aprendizagem. No contexto da avaliação, por exemplo, o ritual de provas e atribuiçãode notas continua sendo a principal
prática avaliativa em nossas escolas.
Para refletirmos sobre a temática da avaliação da aprendizagem, leia o Capítulo 4 Aprendizagem e avaliação (p. 93-104)
da obra Didática e avaliação da aprendizagem no ensino de História, de Moreira e Vasconcelos (2012), disponível na
Biblioteca Virtual Pearson. Nele os autores desenvolvem os pressupostos da avaliação na perspectiva do ensino de História,
discutindo o papel da avaliação e indicando instrumentos de avaliação e cuidados na elaboração de provas, o que também é
bastante válido no contexto do ensino de Ciências e Geografia.
Assim, no processo de avaliação da aprendizagem, vimos que o professor deve considerar conhecimentos prévios, hipóteses
e domínios dos alunos, relacionando-os às mudanças e aos avanços apresentados por eles no decorrer das atividades, no
intuito de acompanhar e orientar a aprendizagem e, ao mesmo tempo, diagnosticar os problemas ocorridos para avaliar sua
própria prática pedagógica.
Para finalizar, é importante ressaltar que a avaliação desenvolvida nessa perspectiva orienta o trabalho do professor e
possibilita o aprimoramento constante da ação docente, objeto de estudo e meta desta disciplina.
Neste momento, reflita sobre sua aprendizagem respondendo à questão a seguir.
“O planejamento é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização
e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino.”
(LIBÂNEO, 1994, p. 221). Tendo em vista essa afirmação, julgue os itens a seguir:
I. O planejamento é um meio para programar as ações docentes, e também um momento de reflexão
intimamente ligado à avaliação.
II. A ação de planejar é uma atividade consciente de previsão das atividades docentes, não fundamentada em
opções político-pedagógicas, pois tem como referência exclusiva as teorias de aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES
Vimos, no decorrer das leituras e atividades propostas neste ciclo, que o trabalho interdisciplinar deve permitir a integração
das diversas disciplinas ou componentes curriculares e dos professores em torno de um projeto comum, a formação integral
dos estudantes.
Desse modo, não basta desenvolver um trabalho coletivo a partir de temáticas comuns nas áreas de Ciências da Natureza e
Humanas, pois é preciso construir um projeto de trabalho verdadeiramente integrado, em conjunto, no qual um autêntico
projeto político-pedagógico seja vivenciado pela comunidade escolar, o planejamento e a avaliação da aprendizagem não
estejam dissociados e com a discussão e a definição acerca dos objetivos, conteúdos, estratégias de ensino, recursos
didáticos e critérios de avaliação possibilitando uma tomada de decisão sobre o que e como fazer para superar os obstáculos
que impedem a aprendizagem de nossos estudantes.
Por fim, é essencial destacar que tanto o planejamento de ensino quanto a avaliação da aprendizagem são processos
indissociáveis que desafiam e exigem mudanças por parte dos professores. E mudança requer estudo, reflexão e ação
constantes. E então, está preparado(a) para vivenciar esses desafios da profissão docente?!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As disciplinas de Ciências, História e Geografia objetivam a compreensão dos fenômenos naturais e acontecimentos da vida
humana, sua dinâmica e as mudanças que ocorreram ao longo do tempo, situando o homem como indivíduo participativo e
integrante do universo, bem como das transformações socioeconômicas, políticas, culturais e ambientais que estamos
vivenciando, além da construção de identidades e a formação de uma consciência, baseada no diálogo, na reflexão e no
respeito à diversidade, que são princípios indispensáveis ao exercício pleno da cidadania.
Tendo em vista que cabe ao(à) professor(a) inserir os estudantes na discussão, na reflexão e na construção desses valores,
esperamos que as leituras, atividades e interatividades da disciplina Fundamentos e Métodos do Ensino de Ciências da
Natureza e Humana tenham contribuído para que você, futuro(a) pedagogo(a), compreenda o papel das disciplinas ou
componentes curriculares Ciências, História e Geografia na formação do cidadão e na construção de identidades e que, em
sua atuação profissional, aproveite todas as potencialidades de seus alunos, respeitando, também, as suas necessidades,
fazendo com que eles leiam o mundo em todas as suas dimensões, sintam-se valorizados e desenvolvam autonomia e
capacidade crítico-reflexiva.
III. O planejamento escolar engloba três níveis: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aula.
IV. O planejamento de ensino resulta da iniciativa do gestor escolar a partir das necessidades administrativas e
pedagógicas da escola e deve ser por ele constantemente avaliado.
Estão corretos os itens:
 I, II, III e IV.
 III e IV, apenas.
 I, III e IV, apenas.
 II, III e IV, apenas.
 I e III, apenas.
QUESTÕES ON-LINE
Responda as Questões on-line disponibilizadas na Sala de Aula Virtual.
PONTUAÇÃO
De 0 a 0,5 ponto.
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CRONOGRAMA DA DISCIPLINA
CONTEÚDOS/ATIVIDADES PREVISTAS
Ciclo
1
Ciclo
2
Ciclo
3
Ciclo
4
Ciclo
5
Realizar a leitura das informações iniciais da disciplina (apresentação, ementa e objetivos específicos) e de
suas orientações gerais.
Consultar, a título de conhecimento, as bibliografias básica e complementar apresentadas na aba Bibliografia.
Verificar se a disciplina disponibiliza videoaulas de apresentação e visualizá-las (ferramenta Videoaulas).
Acessar o ambiente virtual de aprendizagem, verificar os materiais propostos para o estudo da disciplina e
fazer o download dos materiais que disponibilizem essa opção.
Enviar pela ferramenta Correio uma mensagem de boas-vindas aos colegas e tutor e também suas dúvidas
iniciais sobre a dinâmica da disciplina, se houver.
*IMPORTANTE:  Caso o(a) aluno(a) se matricule após a data de início do(s) ciclo(s) de
aprendizagem, as atividades propostas deverão ser cumpridas em conjunto com as
demais, ressalvados os prazos institucionais, conforme cronograma a seguir:
CICLO DE APRENDIZAGEM 1 - ATÉ 05/09/21 
O QUE PRECISO ESTUDAR?
SERRAZES, K. E. Fundamentos e métodos do ensino de Ciências da Natureza e Humanas. Batatais: Claretiano,
2021. Guia de Estudos On-line. Ciclo de Aprendizagem 1.
O QUE PRECISO FAZER? PERÍODO PONTUAÇÃO
 EVS = Encontro Virtual Síncrono (Bate-papo)

Interatividade (Fórum de
abertura) – SAV  De 16/08 a 13/09**  0,5
CICLO DE APRENDIZAGEM 2 - DE 06/09 A 03/10/21 
O QUE PRECISO ESTUDAR?
SERRAZES, K. E. Fundamentos e métodos do ensino de Ciências da Natureza e Humanas. Batatais: Claretiano,
2021. Guia de Estudos On-line. Ciclo de Aprendizagem 2.
O QUE PRECISO FAZER? PERÍODO PONTUAÇÃO

Prática – parte 1 (Portfólio
1) SAV  De 13/09 a 27/09  3,0

Questões on-line 
(Ciclos 1 e 2) – SAV  De 27/09 a 04/10**  1,0
CICLO DE APRENDIZAGEM 3 - DE 04/10 A 31/10/21 
O QUE PRECISO ESTUDAR?
SERRAZES, K. E. Fundamentos e métodos do ensino de Ciências da Natureza e Humanas. Batatais: Claretiano,
2021. Guia de Estudos On-line. Ciclo de Aprendizagem 3.
O QUE PRECISO FAZER? PERÍODO PONTUAÇÃO
 EVS = Encontro Virtual Síncrono (Bate-papo)
 Questões on-line – SAV  De 25/10 a 01/11  0,5
CICLO DE APRENDIZAGEM 4 - DE 01/11 A 21/11/21 
O QUE PRECISO ESTUDAR?
SERRAZES, K. E. Fundamentos e métodos do ensino de Ciências da Natureza e Humanas. Batatais: Claretiano,
2021. Guia de Estudos On-line. Ciclo de Aprendizagem 4.
O QUE PRECISO FAZER? PERÍODO PONTUAÇÃO

Prática – relatório final
(Portfólio) SAV  De 01/11 a 15/11  10,0
 Questões on-line – SAV  De 15/11 a 22/11  0,5
CICLO DE APRENDIZAGEM 5 - DE 22/11 A 18/12/21 
O QUE PRECISO ESTUDAR?
SERRAZES, K. E. Fundamentos e métodos do ensino de Ciências da Natureza e Humanas. Batatais: Claretiano,
2021. Guia de Estudos On-line. Ciclo de Aprendizagem 5.
O QUE PRECISO FAZER? PERÍODO PONTUAÇÃO
 Questõeson-line – SAV  De 29/11 a 06/12  0,5
 É IMPORTANTE SABER:
** As questões on-line e interatividade desses ciclos de aprendizagem ficam disponíveis por um tempo maior do que
as demais, devido ao período de matrículas e adaptação à modalidade; no caso da atividade referente ao Ciclo de
Aprendizagem 2 o(a) aluno(a) que se matriculou após a data de postagem da atividade, deverá entrar em contato
com seu tutor(a) a distância para agendar um novo prazo.
Verifique os demais instrumentos avaliativos da disciplina na sala de aula virtual.
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