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UNIVERSIDADE DO NAMIBE
FACULDADE DE CIÊNCIAS E PESCAS
LICENCIATURA EM NAVEGAÇÃO
Características dos Navios de Carga Geral Universal e Porta-
Contentores
Namibe
2021
Nº Nomes Nota
1 Adriano Muhongo Esteves
3 Amadeu Campos Andrade
4 Aminata de Sousa Nzuzi Tandala
5 Anibal José F. Santos Alves Martins
6 António Muanda Capita
7 Edmilson de Jesus Macedo Pompílio
8 Fernando Muteca João
Características dos Navios de Carga Geral Universal e Porta -
Contentores
Namibe
2021
Trabalho de Transporte Marítimo
apresentado na Faculdade de Ciência e
Pescas da Universidade do Namibe pelo
primeiro grupo do Curso de Navegação
do 3º ano- como método de avaliação na
cadeira em causa.
Orientador (a): Vitorina Chilumbo Msc.
Resumo
No presente trabalho bordou-se sobre as diversas características que os navios de carga geral
universal e os navios porta-contentores possuem, sendo que este último é uma forma mais
evoluída do primeiro. No primeiro capítulo do trabalho foi abordada de uma forma resumida a
evolução dos navios, mostrando o seu desenvolvimento ao longo dos últimos seculos. Antes
da abordagem técnica sobre os tipos de navios mencionados, fez-se uma síntese sobre a forma
como os navios estão classificados e a sua respectiva divisão, realçando aqueles que são
considerados como os navios mais importantes actualmente para o comércio marítimo. No
segundo capítulo procurou-se explicar sobre os conceitos dos navios de carga geral universal,
bem como, as suas características operacionais, onde foi mostrado que estes navios possuem
uma diversidade de equipamentos especializados para o manuseio da carga que é nele
carregado e descarregado, como gruas e escotilhas que servem para a proteção de certas
cargas que precisam ser resguardadas da água, como fardos e produtos derivados do papel. No
terceiro capítulo, desenvolveu-se os conceitos de navios porta-contentores, que são navios
especializados no transporte de contentores, mostrando como estes podem ser definidos, suas
características, sua evolução ao longo dos anos quanto a sua capacidade de carregamento,
sendo que estes atualmente já são capazes de transportar mais de 18.000 contentores de 20
pés, e o modo como estes navios, que são dedicados, única e simplesmente, ao transporte de
carga contentorizada, podem ser devidamente carregados, com base num plano detalhado de
carga, e utilizando equipamentos adequados para a peação dos contentores nele carregado,
com o objectivo de transportar de forma segura e eficaz a mercadoria, e garantindo assim a
segurança da tripulação, do navio e da carga.
Palavras-chaves: Navio, carga, equipamentos, porões, características dos navios.
Abstract
In the present work, it was embroidered on the diverse characteristics that the ships of general
general cargo and the container ships have, the latter being a more evolved form of the
former. In the first chapter of the work, the evolution of ships was briefly discussed, showing
their development over the last centuries. Before the technical approach on the types of ships
mentioned, a synthesis was made on how the ships are classified and their respective division,
highlighting those that are considered to be the most important ships today for maritime trade.
In the second chapter, we tried to explain about the concepts of general cargo ships, as well as
their operational characteristics, where it was shown that these ships have a variety of
specialized equipment for handling the cargo that is loaded and unloaded in it, as cranes and
hatches that serve to protect certain loads that need to be protected from water, such as bales
and paper products. In the third chapter, the concepts of container ships were developed,
which are vessels specialized in the transport of containers, showing how these can be
defined, their characteristics, their evolution over the years as to their loading capacity, and
these they are now capable of transporting more than 18,000 20-foot containers, and the way
in which these ships, which are dedicated, solely and simply, to the transport of containerized
cargo, can be properly loaded, based on a detailed cargo plan, and using suitable equipment
for the piercing of the containers loaded in it, with the aim of safely and effectively
transporting the goods, and thus guaranteeing the safety of the crew, the ship and the cargo.
Keywords: Ship, cargo, equipment, holds, ship characteristics.
Índice de Figuras
Figura 1. Evolução dos navios ao longo dos anos. ..................................................................... 8
Figura 2. Arranjo geral de um navio polivalente (Mulitipurpose). .......................................... 12
Figura 3. Arranjo geral das escotilhas de proteção e dos Tween deck pontoon. ...................... 13
Figura 4. Diferentes tipos de arranjos de carga no porão de um navio Multipurpose. ............. 13
Figura 5. Secção do Porão de carga. ......................................................................................... 15
Figura 6. Evolução dos Navios Porta-Contentores. .................................................................. 17
Figura 7. Classificação dos Porta-Contentores. ........................................................................ 18
Figura 8. Equipamentos de fixação de contentores nos navios ................................................ 20
Figura 9. Cell Guides ................................................................................................................ 20
Figura 10. Crescimento dos navios em 50 anos. ...................................................................... 22
Figura 11. Modo de codificação da posição do contentor no navio Porta-Contentor .............. 23
Figura 12. Bays-row-tier. ......................................................................................................... 24
Figura 13. Sequência de carregamento preservando o equilíbrio do navio considerando o peso
do contentor .............................................................................................................................. 26
Figura 14. Sequência de carregamento em vista a ordem de descarregamento dos contentores.
.................................................................................................................................................. 27
Índice
0.1 Introdução ................................................................................................................. 7
Capítulo I - Aspectos Gerais sobre os Navios ................................................................ 8
1.1 Evolução dos Navios nos Últimos Séculos .............................................................. 8
1.2 Tipos de Navios Utilizados no Sector Aquiviário .................................................... 9
1.2.1 Militares ................................................................................................................. 9
1.2.2 Navios para o transporte de carga, de caráter comercial ..................................... 10
1.2.3 Indústria ............................................................................................................... 10
1.2.4 Auxiliares ............................................................................................................. 10
1.3 Alguns dos Navios mais Importantes para o Comércio Marítimo ......................... 11
Capítulo II – Conceitos sobre Navios de Carga Geral .................................................. 12
2.1 Navios de Carga Geral ............................................................................................ 12
2.2 Características do equipamento de transbordo e dos porões ..................................14
Capítulo III – Conceitos sobre Navios Porta-contentores ............................................ 17
3.1 Navios Porta-contentores ........................................................................................ 17
3.2 Capacidade de transporte dos navios de Porta-contentores .................................... 21
3.3 Plano de carregamento dos navios de transporte de unidades de contentores. ....... 23
3.4 Elaboração do plano de carga ................................................................................. 25
4.0 Conclusão ............................................................................................................... 28
5.0 Referências Bibliográficas ...................................................................................... 29
7
0.1 Introdução
O transporte tem como finalidade movimentar produtos entre pontos distintos, dentro
do prazo estipulado, com a devida segurança e mantendo a integridade da carga. Sem prejuízo
dessas premissas, busca-se sempre o menor custo possível, sendo que para grandes
quantidades o transporte marítimo normalmente se configura na opção economicamente mais
interessante.
Face à atual conjuntura mundial, onde a globalização imposta pelo fenômeno
capitalista teve um grande impulso após a revolução industrial e, mais ainda, mais
expressivamente após a Segunda Guerra Mundial, o transporte marítimo tem sua importância
cada vez mais evidente. A disponibilidade de meios de comunicação cada vez mais eficientes
e baratos, bem como integração cada vez mais intensa do comércio internacional, com a
criação de blocos econômicos, como por exemplo a União Europeia, entre outros, acabou por
possibilitar um aumento significativo dessa atividade econômica. Consequentemente, iniciou-
se um intenso processo de avanço tecnológico buscando-se menores custos e maior segurança
no transporte marítimo. Atualmente, devidas as necessidades e exigências que o mercado
apresenta, os navios tiveram que especializar-se de modo a transportar maiores volumes de
carga e de uma forma mais segura, para que a carga chegue com os mais altos padrões de
qualidade possíveis aos proprietários da mercadoria. Os motores dos navios são muito mais
econômicos, a hidrodinâmica dos cascos permite que os navios naveguem a velocidades mais
elevadas, e diversos dispositivos de segurança foram criados visando reduzir possibilidades de
derrames, acidentes com vítimas, abalroamento de navios, entre outros acidentes que possam
vir a ocorrer. Por fim, cabe colocar que o sistema de transporte marítimo influencia outros
aspectos da cadeia logística, como por exemplo a localização de armazéns, tancagens e
indústrias, a própria política de estoque, características das embalagens, o nível de serviço e a
formação de preço final da mercadoria.
O presente trabalho tem com principal objectivo explicar, com base numa revisão
bibliográfica, primeiramente sobre as características operacionais dos navios de carga geral e
posteriormente sobre as características dos navios porta-contentores, uma vez que este ultimo
é um navio especializado para o transporte de contentores, que surgiu da evolução e
especialização dos navios de carga geral universal. O trabalho baseou-se numa serie de
documentos, já elaborados por outras entidades, para tentar explicar de forma sucinta sobre o
aqui sugerido.
8
Capítulo I - Aspectos Gerais sobre os Navios
1.1 Evolução dos Navios nos Últimos Séculos
Em 1852 foi construído o primeiro navio de carga movido a vapor, para transporte de
carga a granel. O navio, chamado “JOHN BOWES”, tinha 500 TPB (Toneladas de Porte
Bruto). Antes disso todas as embarcações eram movidas à vela. O primeiro petroleiro foi o
navio “SS GLUCKAUF”, construído em 1886, com 3.030 TPB e era ainda movido a vapor.
Entretanto, sua careira foi curta, pois em 1893 ele encalhou em Fire Island, New York, e
nunca mais pôde navegar.
A indústria foi crescendo sendo que em 1912 o primeiro navio movido a combustão
foi construído, o “SEALANDIA” de 7.400 TPB.
Até os dias de hoje os navios são movidos à combustão, sendo que seus tamanhos
foram aumentando gradativamente, visando ganho de escala, reduzindo o custo unitário do
transporte, até os anos 80, quando foi construído o maior petroleiro do mundo, o “SEAWISE
GIANT” com 555.843 TPB, como pode ser observado na figura a seguir:
Figura 1. Evolução dos navios ao longo dos anos.
O tamanho dos navios estabilizou em seu custo mínimo total. Embora quanto maior o
tamanho do navio menor o custo unitário do transporte, esse não pode aumentar
9
indefinidamente pois também temos que levar em conta os custos em terra. Esses, por sua
vez, aumentam com o tamanho do navio (investimentos em tancagem, área portuária,
dragagem, alívios de navios, etc.). Logo, atualmente entende-se que os navios de tamanho
VLCC (aproximadamente 300.000 TPB) para petroleiros e Capesize (aproximadamente
170.000 TPB) para carga seca são os mais econômicos por unidade de carga, pois são os de
maior tamanho atualmente com expressividade comercial.
1.2 Tipos de Navios Utilizados no Sector Aquiviário
Navios podem então ser definidos de uma forma simples como sendo embarcações
empregadas no comércio marítimo do transporte de cargas, realizando navegação de longo
curso, cabotagem ou interior. É dotado de meios de habitação permanente para a tripulação e
são classificados de acordo com sua atividade ou com o tipo de carga que transportam.
Antigamente eram poucos os tipos de navios existentes no mercado para transporte de
carga. O tipo mais comum, de transporte de carga geral, era utilizado para praticamente todos
os tipos de produto.
Contudo, a busca por otimizações, melhores performances e serviços fez com que os
navios iniciassem um processo gradual de especialização, sendo que atualmente existem
diversos tipos de embarcações para suas aplicações específicas.
Consequentemente a esse processo, portos e terminais também têm suas
especificidades, por conta dos equipamentos de carga e descarga, estrutura de armazenagem e
de transporte, entre outros.
Para atender as necessidades do mercado, concernente as grandes quantidades e
diversas peculiaridades das cargas, foi necessário desenvolver uma vasta gama de navios,
cujas suas características técnicas vêm dar resposta aos problemas encontrados no transporte
marítimo causados pelo transporte de mercadorias com características específicas. Podemos
classificar os navios, apenas citando os mais importantes e expressivos, em quatro grandes
categorias e suas subcategorias:
1.2.1 Militares
São navios de uso militar, usados pela Marinha e de pouca expressividade no comércio
internacional.
10
1.2.2 Navios para o transporte de carga, de caráter comercial
Podem ser subdivididas nas seguintes classes:
1. Transporte de Carga:
Graneleiros Petroleiros;
Graneleiros Sólidos;
Graneleiros Químicos
Graneleiros Gaseiros e Combos.
2. Carga Unitizada:
Porta Contentores;
Ro-Ro;
Porta Barcaças.
3. Carga Geral:
Multipurpose;
Box Type;
Heavy Lift;
Reefer
4. Transporte de Passageiros:
Navios de cruzeiros;
Ferries, etc.
1.2.3 Indústria
São navios para algumas indústrias específicas. Como exemplo, podemos citar:
1. Navios de pesca;
2. FPSO´s (Floating Production Storage and Offloading);
3. Shuttle Tankers;
4. Dragas, entre outros.
1.2.4 Auxiliares
Oferecem serviços de apoio direta ou indiretamente a outros navios. É o caso de:
1. Navios rebocadores;
11
2. Navios de salvamento;
3. Navios de combate a incêndios e à poluição;
4. Quebra gelos, etc.
1.3 Alguns dos Navios mais Importantes para o Comércio Marítimo
De todos os navios citados anteriormente alguns deles se destacam mais no comércio
marítimo, dos quais passasse a citar:
1. General CargoShip, Cargueiro ou Convencional: para o transporte de carga
geral, com os porões divididos de forma a atender a demanda de diferentes
tipos de carga;
2. Bulk Carrier ou Graneleiro: visando o transporte de granéis sólidos
(geralmente tem baixo custo operacional);
3. Tanque: destina-se ao transporte de granéis líquidos;
4. Roll‑on/Roll‑off: apropriado para o transporte de veículos, que são embarcados
e desembarcados, através de rampas, com os seus próprios movimentos. Pode
propiciar a conjugação com o transporte terrestre, ao carregar a própria carreta
ou o contentor sobre rodas ("boogies");
5. Full Container Ship ou Porta‑contentor: exclusivo para o transporte de
contentores, que são alocados através de encaixes perfeitos. A utilização
intensa de guindastes reduz sensivelmente a necessidade de mão‑de‑obra;
6. Lash ou porta‑barcaças: projetado para operar em portos congestionados,
transporta, em seu interior, barcaças com capacidade de aproximadamente 400
t ou 600 cada uma, as quais são embarcadas e desembarcadas na periferia
do porto;
7. Sea-bea: mais moderno tipo de navio mercante, pois pode acomodar barcaças e
converter‑se em Graneleiro ou Porta-contentor.
Dos navios mais importantes para o sector marítimo atualmente, irá abordar-se sobre
dois deles, que são nomeadamente:
General Cargo Ship ou Breakbulk Ship (Navio de Carga Geral Universal); e o
Full Container Ship (Navio Porta-contentores).
12
Capítulo II – Conceitos sobre Navios de Carga Geral
2.1 Navios de Carga Geral
A utilização generalizada de navios porta-contentores e outros navios especializados
no serviço de linhas retirou aos navios de carga geral o seu mercado tradicional. Os navios
que transportam as cargas gerais são chamados navios de carga geral universais. Estes navios
foram projetados para o transporte de múltiplos tipos de cargas na forma de paletes, pacotes
ou unidades.
Hoje os navios de carga geral são utilizados quase exclusivamente em funções de
tramp. Este termo, que literalmente significa vagabundo, caracteriza um serviço em que o
navio é oferecido para transportar qualquer tipo de carga em qualquer parte do mundo. Em
contraste com a especialização dos outros tipos de navios, o navio de carga geral distingue-se
pela sua flexibilidade. Dois dos exemplos mais representativos deste tipo de navios são o
multipurpose e o box-type. O primeiro é tipicamente um navio de 15-20.000 TPB, tween-
decker
1
com aparelho de carga e com velocidade de cerca de 15 nós.
Figura 2. Arranjo geral de um navio polivalente (Mulitipurpose).
1
Tweendeckers são navios de carga geral que possuem dois ou até mesmo três conveses. O deck
superior é chamado de convés principal ou coberta ao ar livre, e ao pavimento inferior é o convés. Cargas como
fardos, sacos ou tambores, podem ser empilhados no espaço do tweendeck ou no topo do tweendeck. Abaixo do
convés fica o porão, usado para a carga geral. Os navios que possuem acessórios para o transporte de contentores
padrão e dois decks retrateis para que o navio possa transportar cargas a granel são conhecidos como navios
polivalentes.
13
Figura 3. Arranjo geral das escotilhas de proteção e dos Tween deck pontoon
2
.
O arranjo dos porões permite várias combinações de carga, como se exemplifica na
figura abaixo.
Figura 4. Diferentes tipos de arranjos de carga no porão de um navio Multipurpose.
Como observado na figura anterior, a imagem a esquerda, o porão de arga do navio,
foi carregado com carga totalmente a granel, na imagem mais a centro, observa-se que acima
da escotilha o mesmo navio foi carregado com contentores, e o seu porão carregado com
veículos e vários outros contentores. Já na imagem mais a direita vemos que este navio foi
carregado única e simplesmente com carga contentorizada. Com isso podemos chegar a
conclusão, que um navio de carga geral pode carregar diferentes tipos de carga.
2
É uma grande estrutura de aço instalada sobre uma escotilha para evitar a entrada de água no porão de
carga. Também pode ser a estrutura de suporte para a carga no convés.
14
Os navios box-type são particularmente bem adaptados ao transporte de cargas
unitizadas como contentores, paletes, fardos (ex.: pasta de papel) e produtos siderúrgicos.
Existe um grande número de navios deste tipo no mercado costeiro europeu. Tipicamente têm
um porte de 2.500-6.000 TPB e um ou dois porões totalmente abertos, servidos por escotilhas
com sistema de abertura rápida, usualmente hidráulico. Normalmente os navios com porão
único são equipados com anteparas transversais amovíveis para poderem transportar cereais.
Existe um tipo de navio box-type de maiores dimensões, também chamado open hatch,
que é utilizado no transporte de produtos florestais. É geralmente um navio handysize
equipado com uma ou mais gruas de pórtico. São também incluídos na categoria de carga
geral alguns tipos de navio com aptidão específica para determinadas cargas, tais como:
Heavy-lift, para o transporte de cargas com peso excessivo para navios
convencionais;
Cattle Carriers, para o transporte de gado;
Log Carriers, para o transporte de toros de madeira;
Reefers, para o transporte de carga refrigerada, tais como: carne, fruta, legumes,
leite, etc. Esse navio é semelhante ao de carga seca, porém os porões são equipados
com maquinários para refrigeração. Este é um tipo de navio apropriado para as
cargas congeladas ou cargas que exigem um controle de temperatura. Seus diversos
porões podem ter temperaturas controladas diferentes, o que facilita o transporte
de vários tipos de mercadorias e que necessitam de temperaturas diferentes.
2.2 Características do equipamento de transbordo e dos porões
O espaço de carga universal foi dividido em vários segmentos de carga. Em cada
segmento do espaço de porão foi delimitado um porão (lower hold) que é um local situado
mais abaixo no navio e entrecobertas (tweendecks) que se encontram acima. Os porões do
navio destacam por um valor maior da capacidade de carga admissível e uma maior altura do
local do que as entrecobertas.
15
Figura 5. Secção do Porão de carga.
Os porões destacam-se por uma altura bastante grande e constituem os locais
principais de carga no navio. Devido às suas dimensões, as cargas normalmente são colocadas
neles em camadas, uma acima de outra. Os porões extremos e as entrecobertas deste navio,
devido à sua forma, podem criar problemas ao armazenar as cargas de formas regulares.
Outro tipo de espaço de carga nos navios de carga geral são entrecobertas. Destacam-
se por uma altura muito menor do que os porões e as cargas normalmente são colocadas uma
ao lado de outra, e não em camadas. Nas entrecobertas, encontram-se também as tampas de
escotilha que permitem o carregamento dos locais situados mais abaixo no navio. Os navios
modernos destinados ao transporte de cargas gerais são chamados semi-navios porta-
contentores cujos porões, pela sua forma, se assemelham a cuboides para que mais facilmente
possam transportar as unidades de contentor. O navio deste tipo normalmente está munido de
dispositivos de transbordo que oferecem uma alta autonomia nos portos onde faltam
dispositivos de transbordo.
Os primeiros navios de carga geral estavam munidos de retrancas de carregamento que
garantiam um carregamento rápido das unidades tais como paletes ou pacotes. Junto com o
desenvolvimento tecnológico de transporte de cargas, estes navios cada vez mais estão
munidos de elevadores de cargas de maior capacidade que garante o transbordo de unidades
de contentor. Na parte central deste navio, normalmente, encontra-se um elevador de grande
16
capacidade de carga SWL
3
ou retranca pesada que serve para o transbordo de cargas
sobredimensionadas.Este local para o armazenamento de tais cargas é selecionado por
valores mínimos das forças externas que exercem na carga e, por conseguinte, por utilização
de um número menor de acessórios de amarração para a proteção da carga.
O acesso aos porões é garantido por meio de um sistema de tampas de escotilha. O
sistema de abertura e fechamento das tampas de escotilha possibilita uma maior flexibilidade
em distribuir as cargas nos porões e nas entrecobertas inferiores.
3
SWL – Safe Working Load – Carga útil de trabalho.
17
Capítulo III – Conceitos sobre Navios Porta-contentores
3.1 Navios Porta-contentores
A criação dos navios porta-contentores nos anos 50 e a sua evolução, ilustrada na
figura a seguir, constitui uma das facetas mais marcantes da engenharia naval do século XX.
Figura 6. Evolução dos Navios Porta-Contentores.
O transporte de contentores, que começou no convés dos navios de carga geral
convencionais, vem apresentando um desenvolvimento extraordinário nas últimas décadas,
pelas vantagens que proporciona, ocupando, atualmente, papel majoritário no transporte de
carga geral. Este desenvolvimento refletiu-se nos navios de contentores que vêm crescendo de
porte para abrigar um número maior de contentores a bordo.
Os navios Porta-contentores são navios que possuem uma estrutura que facilita a
movimentação de contentores de carga, pois em todos os portos ao longo de uma viagem,
contentores são descarregados e contentores adicionais são destinados aos portos
subsequentes, os Navios Porta Contentores dispõem de espaços celulares, destinados ao
empilhamento dos contentores, que são movimentados, tanto nas células como no convés,
com equipamentos de bordo ou de terra.
18
São navios semelhantes aos navios de carga geral, mas normalmente não possuem
além de um ou dois mastros simples sem paus de carga.
As escotilhas de carga abrangem praticamente toda a área do convés e são providas de
guias para encaixar os contentores nos porões. Alguns desses navios apresentam guindastes
especiais. Existem hoje navios com capacidade de transportar mais de 10.000 TEU's, variando
sua velocidade entre 18 e 23 nós.
A capacidade dos navios porta-contentores é medida em TEU’s (twenty foot
equivalent units) ou em FEU’s (forty foot equivalent units), já que são esses os contentores
mais comuns. A largura padrão dos contentores é de 8’, enquanto a altura mais comum é de
8.5’. Contentores com 9.5’ de altura são também utilizados, para cargas de baixa densidade.
Os porta-contentores são utilizados em serviços de linha normalmente combinando o
transporte transoceânico em navios de grandes dimensões (“navios mãe”) com a distribuição
em navios feeder
4
. Frequentemente os navios feeder são auto-descarregadores
(“selfdischarging”), e são equipados com gruas para poder servir portos menos
desenvolvidos. Os tamanhos mais comuns de porta-contentores são:
Figura 7. Classificação dos Porta-Contentores.
Os Porta-contentores são equipados com um sistema para a estivagem e segurança dos
contentores, tanto no convés do navio (on deck) como no porão do navio (under deck) que
tem sido estabelecido por uma sociedade de classificação. Este sistema de estivagem e
segurança será portanto elaborado de tal forma que os contentores serão satisfatoriamente
fixos na sua posição durante a viagem fornecendo um sistema de segurança e estivagem que
tem sido usado em concordância com os requisitos estabelecidos pelo fabricante e um
conjunto de regras de segurança das cargas dos navios para que a viagem seja completada de
acordo as práticas de navegação e transporte de cargas por modais marítimos.
4
Navios Feeder são navios de abastecimento, ou seja, são navios usados para servir portos
alimentadores de um porto hub servido por um navio base.
19
A designação FCC (full container carrier) é por vezes utilizada para distinguir os
navios dedicados exclusivamente ao transporte de contentores e por isso equipados com guias
nos porões. Os atuais navios celulares ou full conteiners possuem estrutura adequada ao
acondicionamento de contentores e dispositivos de armazenagem que possibilitam operação
rápida e segura das unidades. Os contentores podem ser armazenados em dois locais
específicos: estivagem no porão (under deck) e estivagem no convés (on deck). A estivagem
no porão é efetuada com o auxílio de guias de canto, denominadas cell guides.
Estas guias auxiliam no posicionamento adequado do contentor, mantendo-o
estabilizado e seguro quanto aos movimentos do navio quando este está em viagem. Para a
estivagem de contentores no convés, as unidades são empilhadas e presas por meio de travas
de canto denominadas twistlocks ou castanhas. Com o movimento do navio, os contentores
posicionados e travados pelos twistlocks, devem ser unidos por varões tensionados que tem a
função de reduzir o movimento da pilha, para que esta não venha a tombar durante a
expedição da embarcação. Esse sistema de união ou reforço de estivagem tem o nome de
peação de cargas.
Além da tecnologia no processo de estivagem, os navios celulares possuem um
sistema de endereçamento de cargas bem definido e eficiente, possibilitando que a operação
de movimentação de contentores seja ágil e precisa.
Os navios porta-contentores ou full conteiner devem, para a fixação do contentor
durante a viagem, estar equipados com os seguintes elementos:
Bridgefitting;
Twistlock;
Lashingbar;
Turnbuckle;
BottomTwistlock;
Conic Guide APT – 1;
Lashing eye;
Bridgefitting;
Tension pressure elemento;
Stacking cone SZ – 2;
Bottom cone plate EPZ – 1;
Decksocket BK – 2.
20
Figura 8. Equipamentos de fixação de contentores nos navios
Figura 9. Cell Guides
21
3.2 Capacidade de transporte dos navios de Porta-contentores
São navios destinados para a movimentação de contentores, toda a estrutura do navio
celular é construída para a armazenagem de contentores de padrões 20 e 40 pés de todos os
tipo e mercadorias (CAMPOS, 2005).
O nome celular é oriundo do tipo de armazenagem efetuado pelo navio, cada slot do
navio ou célula, representa um local de estivagem para um contentor de 20 pés. Neste caso, a
capacidade de carga desse tipo de navio é contada a partir da quantidade de contentores de 20
pés que o navio comporta, ou seja, a unidade de capacidade do navio celular é contada em
TEU (twenty -foot equivalent unit).
Podem ser classificados de acordo com suas dimensões. Os navios de menor porte
servem de abastecedores ou alimentadores dos portos maiores, como os navios de classe
Feeder, Feedermax e Handy. Montando uma rede de distribuição entre os portos, num
sistema de cabotagem. Já os navios maiores, também chamados de full container, operam em
viagem de longo curso, atravessando os oceanos no transporte internacional de mercadorias. É
o caso dos navios de classe Sub Panamax, Panamax e Post-Panamax. Os dois primeiros
possuem até 32 metros de largura, o que os possibilita atravessarem do Pacífico para o
Atlântico ou vice-versa pelo Canal do Panamá. Os navios Post-Panamax são de capacidade de
carga superior, com largura acima de 32 metros. Esses navios não atravessam o Canal do
Panamá e só realizam as rotas do Atlântico ou Pacífico, são os navios que realizam as
operações dos grandes portos concentradores de carga (CAMPOS, 2004).
Também podem ser identificados pelo tipo de operação que executa: Self Sustainer ou
Non Self Sustainer. Os navios Self Sustainer possuem recurso próprio de operação, ou seja,
guindastes ou pontes de bordo que realizam a sua própria movimentação. Já os navios Non
Self Sustainer não possuem equipamentos de bordo e por issotem a dependência dos
equipamentos de costado denominados shore cranes.
A capacidade de carga dos navios é diretamente proporcional ao seu tamanho. Logo
podemos dizer que quanto maior for o navio maior será a quantidade de TEUs que será
transportada por esse navio.
22
Figura 10. Crescimento dos navios em 50 anos.
A partir das duas figuras apresentadas anteriormente é possível observar que os navios
full container vêm aumentando não só em tamanho mas também na quantidade de carga que
lhe é permitida transportar. Vemos ainda, que a capacidade máxima de carregamento de
contentores nestes navios já é atribuída pelo fabricante do navio, levando em conta os
conceitos de estabilidade, para garantir a segurança da tripulação e do navio.
23
3.3 Plano de carregamento dos navios de transporte de unidades de
contentores.
O Plano de Carga dos Navios Porta Contentores é elaborado para facilitar as operações
de carregamento e descarregamento destes navios, a fim de reduzir o tempo necessário para
estas operações, diminuindo ao máximo o número de rearranjo de contentores nos portos
posteriores, com o objetivo de reduzir os custos referentes a estas operações, onde serão
retirados ou adicionados novos contentores, também outro motivo para a elaboração deste
plano, é garantir a estabilidade do navio ao longo da viagem, pois os contentores são
carregados com diversos tipos de mercadorias com fator estiva divergentes, para que a viagem
possa ser feita de maneira segura, é necessário garantir o equilíbrio entre o peso das cargas
distribuídas ao longo do navio.
Para determinar um local nos navios para um contentor selecionado é utilizado um
código de três pares de dígitos, como mostra a seguir.
Figura 11. Modo de codificação da posição do contentor no navio Porta-Contentor
O Plano de Carga consiste na representação gráfica da distribuição dos contentores nas
baias do navio. Normalmente este plano segue o sistema bays-row-tier para determinar as
coordenadas em que cada Contentor deverá ser alocado, estas coordenadas indicam o bloco na
direção transversal do navio (bays) iniciando-se o sequenciamento numérico a partir da proa
para a popa, sendo as células para contentores de 20 pés números impares começando pelo
numero 01 e para contentores de 40 pés números pares.
As fileiras longitudinais (row) é a forma como os contentores foram distribuídos na
largura do navio e são numeradas a partir do centro, sendo que a bombordo se localizam os
números pares e a estibordo os números impares.
As camadas verticais (tier) são numeradas de baixo para cima somente com números
pares, no convés geralmente está numeração se inicia no número 80.
Para a elaboração do Plano de Carga é vital receber com antecedência as informações
referentes à sequência de desembarque dos contentores, para que se possa fazer um melhor
planeamento da alocação dos contentores que deveram ser embarcados no navio, levando em
consideração a sequência dos posteriores carregamentos e descarregamentos, sendo muitas
BB RR TT
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vezes necessário o remanejo dos contentores já alocados nos navios, para se otimizar o tempo
gasto nas operações de embarque e desembarque posteriores, diminuindo ao máximo o
número de rearranjos efetuados em cada porto.
A redução do tempo gasto nas operações de carregamento e descarregamento de
contentores, tem importância significativa para redução dos custos do fluxo logístico do
comércio exterior, pelo fato dos custos com navios ociosos serem muito altos, devendo-se
manter um fluxo constante na utilização destes navios. Na figura a seguir é mostrado a
representação gráfica da localização dos contentores de acordo com suas coordenadas bays-
row-tier.
Figura 12. Bays-row-tier.
Na representação de Contentores, existem basicamente 04 modelos:
General Arrangement: Plano de linha geral de um navio mostrando em escala
pequena o perfil do navio, na forma de corte vertical na seção longitudinal
através da linha do centro, visto de boreste, também conhecido pro plano geral
de estivagem.
Outline Plan / Letter Plan: Plano de estiva de carga mostrando as pilhas de
Contentores em todo o navio na forma de uma serie de Bays Plan, vistos a
partir da Popa; normalmente, com arranjo geral em menor escala localizado na
parte superior.
Bay Plan: Plano de estivagem de um Navio Porta Contentores, mostrando uma
vista detalhada de uma bay, conforme o plano de linhas gerais. Cortes
transversais sucessivos ao longo de eixo longitudinal, de modo a retratar as
diferentes estruturas de estivagem. Cada diagrama tem boreste representado
sempre à direita da página e bombordo sempre à esquerda.
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Plano de Amarração (Lashing Plan): Desenho mostrando o padrão de
segurança dos Contentores a ser obedecido em um navio particular, bay por
bay, assinado ao término da peação pelo oficial do navio e pelo supervisor do
navio.
3.4 Elaboração do plano de carga
Ao elaborar o Plano de Carga é necessário verificar a necessidade de segregar
(separar) os Contentores em seus diferentes tipos de cargas, no qual cada um deste está
levando mercadorias com características específicas, podendo muitas vezes terem
características que propiciam ricos de acidentes (exemplo: produtos químicos reagentes).
O IMDG Code da IMO estabelece as normas para a segregação a bordo dos navios das
cargas perigosas, porém na prática, a tabela de segregação, é aplicada inclusive nas áreas
portuárias, pátios e armazéns, já que seu cumprimento implica em uma segurança maior na
movimentação destas cargas.
Definição de carga perigosa segundo o IMDG Code da IMO: “Qualquer substância
que sob condições normais tenha alguma instabilidade inerente, que sozinha ou combinada
com outras cargas, que possa causar incêndio, explosão, corrosão de outros materiais, ou
ainda, que seja suficientemente tóxica para ameaçar a vida ou a saúde pública se não for
adequadamente controlada”.
Também visando uma maior segurança das viagens, deve-se elaborar o Plano de Carga
de modo a distribuir o peso das cargas ao longo do navio, para que se possa garantir um alto
nível de estabilidade durante a viagem.
Segundo, BOGASSIAN (2011) os processos de carga e descarga, como esperado,
exercem afeito significativo na estabilidade da embarcação. Por exemplo, levantar uma carga
pesada causa efeito no centro de gravidade do navio, como se o peso fosse localizado na ponta
da lança. Em consequência, o navio tende a adernar.
O centro de gravidade de uma embarcação se move quando há:
Movimentação de pesos (remoção): o centro de gravidade se movimenta
paralelamente ao movimento do peso movido a bordo, reduzindo a estabilidade
e provocando trim. (gangorra com pivô na centro de flutuação);
Embarque de cargas: o centro de gravidade se movimenta em direção ao peso
embarcado. O navio tende a adernar na direção do embarque;
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Desembarque de cargas: o centro de gravidade se movimenta em direção
contraria ao peso desembarcado;
Elevação de pesos (içamento vertical): mesma situação da remoção da carga,
na qual o centro de gravidade se desloca paralelamente ao movimento da
carga, com alteração da cota do centro de gravidade. No caso, o navio “sobe”
com a colocação de pesos (vertical).
Deste modo tendo em vista não somente as operações de carga e descarga do navio,
mas sim toda a jornada que este fará, deve-se fazer a distribuição do peso, de modo a evitar
desvios do centro de gravidade do navio, distribuindo o peso de forma proporcional ao longo
dos eixos, longitudinal e transversal do navio, desta forma reduzindo trim (inclinação
longitudinal do navio). A distribuição do peso das cargas nas fileiras longitudinais (row),
também deve seguir estas mesmas regras, a fim de reduzir o risco de tombamento do navio.
A figura a seguir mostra um exemplo de carregamentode uma bay do navio levando
em conta o peso dos Contentores a serem transportados.
Figura 13. Sequência de carregamento preservando o equilíbrio do navio considerando o peso do contentor
Mas não apenas o peso e a segregação das cargas perigosas devem ser levados em
conta no momento da elaboração do Plano de Carga, outro fator importante é a ordem em que
o descarregamento dos Contentores deverá ocorrer nos portos posteriores, onde serão
descarregados e adicionados novos Contentores, que seguiram para os destinos subsequentes
na rota do navio. Aplicando este conceito, no memento da elaboração do Plano de Carga tem-
se em mente que a ordem de descarregamento dos Contentores será feita através do método
L.I.F.O. (ultimo a entrar, primeiro a sair), pelo fato de que os Contentores podem ser
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movimentados no navio apenas pela parte superior. Com isso os Contentores que deveram
ficar nas células superiores do navio, devem ser aqueles que serão descarregados nos
primeiros pontos de descarga da rota do navio após seu carregamento.
Naturalmente no momento do carregamento dos Contentores, existiram já alocados
nas células do navio, Contentores que serão descarregados em portos anteriores aos que os
Contentores que devem ser adicionados serão descarregados. Por isso faz-se necessário
receber com antecedência as informações sobre o Plano de Carga elaborado no terminal
anterior, visando evitar que os Contentores que serão carregados no navio, sejam alocados de
maneira que dificulte o descarregamento do navio nos destinos posteriores.
Ao receber as informações sobre os destinos dos Contentores já alocados no navio, o
ship planner deve elaborar o plano de carga de modo a facilitar o descarregamento dos
Contentores nos portos posteriores, sendo muitas vezes necessário o rearranjo dos
Contentores já alocado nas células do navio, está operação por sua vez deve evitar um número
excessivo de Rearranjos com o intuito de reduzir os custos destas operações. Para que estas
operações ocorram de maneira eficiente, são necessários sistemas de informações de alto
nível, para que o fluxo de informação seja processado de maneira que facilite sua
compreensão, para que se possa elaborar o Plano de Carga de maneira eficaz, a fim de reduzir
o tempo e os custos das operações realizadas nos terminais de Contentores.
A figura a seguir mostra um exemplo de carregamento de uma bay, levando em conta
a sequência de descarregamento dos Contentores, de acordo com seus respectivos pontos de
descarga.
Figura 14. Sequência de carregamento em vista a ordem de descarregamento dos contentores.
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4.0 Conclusão
Com base no que foi anteriormente referido, podemos chegar a conclusão de que
atualmente o número de navios de carga geral utiizados tem vindo a diminuir, devido a
especialização dos navios mais modernos, e também devido ao grande volume de mercadorias
transportadas no moda marítimo. Este tipo de navio está dotado normalmente com porões que
permitem alocar no seu interior uma grande diversidade de carga, e possui um número de
gruas instaladas na sua estrutura náutica, que lhe permite manusear a sua própria carga, sem o
auxílio de nenhum equipamento do porto, situação que não se verifica nos navios porta-
contentores.
Quanto ao carregamento do contentor nos navios porta-contentores, deve, este
processo, ser feito com particular cuidado, pois qualquer descuido na alocação do contentor
no navio pode causar danos graves a mercadoria, ao navio e ao próprio contentor. Sendo
portanto, necessário alocar o contentor nas bay – tier – row adequados do navio. Apesar de
parecer um processo simples, não é, devendo ser feita por um operador experiente.
Vimos também que os navios de transporte de contentores e os seus equipamentos têm
vindo a desenvolver-se de uma forma extraordinária, criando um impacto significativo no
transporte marítimo. Cada vez mais nota-se, que os navios são capazes de transportar
quantidades maiores de carga e de uma forma mais segura em relação aos últimos 50 anos.
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5.0 Referências Bibliográficas
1. BOGOSSIAN, M. P. 2011. Entraves Operacionais Portuários: Plataforma de Analise
Comparativa – Universidade de Brasília.
2. CAMPOS. 2004. Plano de Carga para Navios Full Container. Santos: Incatep.
3. CAMPOS. 2005. Curso Básico Empilhadora de Grande Porte. Santos: Incatep.
4. Fábio, F. 2007. Concepção, metódos constructivos e dimensionamento de terminais para
contêineres. São Paulo.
5. https://en.wikipedia.org/wiki/Container_ship.
6. https://en.wikipedia.org/wiki/Heavy-lift_ship.
7. https://portogente.com.br/portopedia/73917-feeder-ship
8. https://pt.wikipedia.org/wiki/Navio_cargueiro
9. https://www.portinfo.co.uk/portinformation/ourmaritimeblog/vessel-types-explained.
10. https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/heavy-lift-vessel.
11. https://www.wartsila.com/encyclopedia/term/hatch-cover.
12. Katarzyna, K., e Marzenna P., e Przemysław W. 2014. Transporte Marítimo. Polónia-
Gdynia.
13. Kummerman, K. e Jacquinet, R.. 1979. Ship’s Cargo – Cargo Ships.
14. NORMAN-02/DPC. 2005. Normas das Autoridades Marítimas para o Transporte
destinado ao Interior.
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