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Princípios de interpretação da imagem radiográfica *O diagnóstico envolve o radiologista e o cirurgião- dentista clínico e/ou patologista para que seja possível, então, estabelecer o plano de tratamento do paciente. *Para isso, inicialmente deve ser feito um exame clínico para definir a necessidade de exames complementares. Dessa forma, é possível definir qual o melhor exame radiográfico para o caso e se há necessidade de exame laboratorial. : *O laudo radiológico precisa fornecer a hipótese de diagnóstico por meio da identificação da presença ou ausência de doença. *Fornecer informações sobre a natureza e a extensão da doença. *Permitir a formação de um diagnóstico diferencial, ou seja, elencar possíveis lesões que serão confirmadas com a realização do exame histo- patológico. : *Os exames radiográficos podem apresentar limitações, como radiografias convencionais que só obtém imagens bidimensionais. Por isso, na documentação de um caso clínico, é recomendável realizar mais de uma incidência radiográfica, preferencialmente perpendiculares entre si. : *É o processo em que se procura descobrir todas as informações contidas na imagem. *Tem o objetivo de identificar a presença ou ausência de doença, determinar a extensão e natureza da lesão e a formação de diagnóstico diferencial. : *Conhecimento e domínio das técnicas intra e extra- bucais. *Conhecimento da anatomia radiográfica e suas variações. *Interpretar apenas imagens de qualidade. *Ter conhecimento de patologia radiográfica. : *Deve ter máxima nitidez, mínima distorção, densidade e contraste médio e bom enquadramento. : *É necessário o uso de negatoscópio de luz branca, ambiente escurecido, se houver necessidade utilizar lentes de aumento e máscaras opacas. : *É importante que estejam montadas na cartela com o picote com a sua face convexas voltadas para frente. : ⇾ 1º: a região a ser interpretada deve aparecer totalmente na radiografia e na incidência que melhor reproduza a região radiografada. ⇾ 2º: a radiografia deve abranger não somente os limites da região suspeita, como também mostrar o tecido ósseo normal que circunda essa região. ⇾ 3º: conhecer as estruturas anatômicas e suas variações, bem como lesões patológicas que podem provocar o aparecimento de imagens radiográficas. ⇾ 4º: sempre que se inicia um tratamento odontológico, há necessidade de um levantamento completo dos arcos dentais e/ou das regiões edêntulas, mesmo que não ocorra uma suspeita clínica. : *Identificar a região radiografada. *Identificar a incidência utilizada. *Localizar o lado direito e esquerdo. *Adotar uma avaliação sequencial ordenada dos dentes e ossos. *Comparar com radiografias prévias. : *É importante se concentrar em uma estrutura anatômica de cada vez: ⇾ Estruturas ósseas: tuberosidade, seio, osso trabecular; ⇾ Processo alveolar: crista óssea alveolar em relação aos dentes-junção amelodentinária; ⇾ Dentição e estruturas associadas; ⇾ Análise de cada dente na sequência utilizando todas as imagens disponíveis: periapicais e interproximais; ⇾ Contar os dentes, procurando por ausências ou supranumerários; ⇾ Analisar raiz e tecido ósseo adjacente: lesões, reabsorção externa, alterações de desenvolvimento, lâmina dura, etc; ⇾ Analisar coroa: desenvolvimento normal do esmalte, cárie, nódulos. : *Imagens radiolúcida: imagens de estruturas que pouco absorvem radiação X. *Imagens radiopacas: imagens de estruturas com maior poder de absorção de raios X. *Lesão de densidade mista: apresenta absorção da radiação e também deposição de material calcificado. *Localização da lesão (periapical, lateral ao dente, pericoronal, etc) *Tamanho da lesão *Forma unilocular: oval, circular ou festonado (dedos de luva). *Forma multilocular: bolhas de sabão, favos de mel ou raquete de tênis. *Limites das margens: ⇾ Bordas definidas: aspecto benigno e têm maior parte dos limites/bordas preciso e bem demarcados. Pode ter halo corticalizado/ esclerótico ou não. ⇾ Bordas indefinidas: aspecto maligno, com borda mal definida ou difusa, característica de lesões de rápido crescimento. ⇾ Limite misto: indefinida *Avaliação da cortical óssea: pode estar conservada, destruída, abauladas/expandidas/adelgaçada (cortical fina). *Efeitos nas estruturas circunvizinhas: deslocamento, mobilidade ou reabsorção radicular. : Nenhuma característica deve ser avaliada isoladamente.